ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E OÇAMENTO - SEPLAN

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1 Embrapa Cód / ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E OÇAMENTO - SEPLAN PROCESSO N /2011 CONTRATO N. 02/2013 ASSEJUR/SEPLAN CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE PESQUISA, QUE ENTRE SI CELEBRAM O ESTADO DO MARANHÃO, ATRAVÉS DA SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO - SEPLAN E A EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA ÍAXJROPECUÁRIA - EMBRAPA, NA FORMA ABAIXO. O ESTADO^TiÜMARANHÃO, ente de Direito Público Interno, através da SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO - SEPLAN, órgão da Administração Direta, inscrita no CNPJ sob o n / , com sede na Avenida Jerônimo de Albuquerque, s/n, Edifício Clodomir Millet, Calhau, nesta capital, doravante denominada simplesmente SEPLAN ou CONTRATANTE, neste ato representada pelo seu Secretário Dr. João Bernardo de Azevedo Bringel, brasileiro, administrador, divorciado, portador da RG n SSP/AM, inscrito no CPF/MF sob o n , residente e domiciliado nesta cidade no Ed. Mont Blanc, Av. Monções 01, QD. 01, Renascença II, CEP: , São Luís - MA e a EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - EMBRAPA, empresa pública federal, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, inscrita no CNPJ sob o n / , instituída por força do disposto na Lei n de 07/12/72 Estatuto aprovado mediante Decreto n de , por intermédio de suas Unidades Descentralizadas, CENTRO NACIONAL DE PESQUISA DE MONITORAMENTO POR SATÉLITE - EMBRAPA MONITORAMENTO POR SATÉLITE inscrita no CNPJ sob o n / , com sede na Av. Soldado Passarinho 303, Fazenda Chapadão, CEP: , Campinas - SP e CENTRO DE PESQUISA AGROPECUÁRIA DE COCAIS E PLANÍCIES INUNDÁVEIS - EMBRAPA COCAIS inscrita no CNPJ sob o n / , com sede na Av. São Luís Rei de França ' n 04, Qd. 11, Conjunto Jardim Eldorado, Turu, CEP: , São Luís - MA neste' ato representados por seu Presidente, Dr. Maurício Antônio Lopes, brasileiro casado Engenheiro Agrônomo, portador da carteira de identidade RG-M n SSP - MG L ío P0 CPF/MF sob n , doravante designada simplesmente EMBRAPA ou CONTRATADA-EXECUTORA, resolvem celebrar o presente Contrato de Prestação de Serviços de Pesquisa, que se regerá pela lei n 8.666, de 21/06/93 e demais dispositivos que regem a matéria, sendo dispensado o processo licitatório de acordo com o inciso VIII do art. 24 da mencionada lei, mediante as seguintes cláusulas e condições: CLÁUSULA PRIMEIRA - OBJETO Pelo presente Contrato, a EMBRAPA obriga-se a executar, para SEPLAN ou PARECER % « Vi 07/02/2013 O

2 ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E OÇAMENTO - SEPLAN CONTRATANTE, através de suas Unidades: EMBRAPA MONITORAMENTO POR SATÉLITE e EMBRAPA COCAIS, os serviços de pesquisa, consistentes na execução do MACROZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO DO ESTADO DO MARANHÃO, estabelecidos na proposta técnica elaborada pela EMBRAPA MONITORAMENTO POR SATÉLITE, a qual, uma vez rubricada pelas partes, passa a integrar o presente instrumento, independente de transcrição, sob a forma de Anexo I. PARÁGRAFO ÚNICO Tendo em vista que os trabalhos de pesquisa ora contratados vinculam-se prioritariamente ao interesse científico e tecnológico, destinados à realização do MACROZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO DO ESTADO DO MARANHÃO, bem como que seus resultados serão decorrência da aplicação dos requisitos da proposta ora aprovada, as partes concordam expressamente em aceitar como aleatórios ou de risco os futuros resultados finais que vierem a ser efetivamente alcançados em decorrência da execução das diretrizes da citada proposta, independentemente da expectativa das partes no ato da contratação deste Contrato. CLÁUSULA SEGUNDA - SUPERVISÃO E FISCALIZAÇÃO Para supervisionar e coordenar a execução dos serviços, pela EMBRAPA, bem como para acompanhar a execução dos trabalhos e fiscalizá-la, pela CONTRATANTE, as partes designam, cada uma, um técnico de nível superior, com especialização na matéria objeto deste Contrato, abaixo identificados: A. Pela EMBRAPA: Nome: Mateus Batistella Estado Civil: Casado Profissão: Biólogo, com mestrado em ecologia e doutorado em ciências ambientais Endereço Profissional: Avenida Soldado Passarinho, 303 Fazenda ( Chapadão, CEP Campinas/SP Telefone: (0XX19) Fax: (0XX19) PARECER (f«.«« /02/2013 MOSCA AUASOO OAB/MG

3 ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E OÇAMENTO - SEPLAN B. Pela SEPLAN: PARÁGRAFO PRIMEIRO Nome: Marco Aurélio de Sousa Martins Estado Civil: Casado Profissão: Engenheiro Agrônomo, com mestrado em Agronomia Endereço Profissional: Avenida Jerônimo de Albuquerque, s/n, Edifício Clodomir Millet, Bairro Calhau, CEP São Luís/MA Telefone: (0XX98) / Fax: (0XX98) Toda a comunicação relacionada à execução do presente Contrato, para que vincule obrigação entre as partes, deverá ser efetuada por escrito e endereçada aos respectivos representantes legais, identificados no preâmbulo, e ou prepostos, identificados nesta Cláusula, nos endereços discriminados neste Contrato, sendo destituída de tal efeito qualquer comunicação implementada em desacordo com esta exigência. PARÁGRAFO SEGUNDO A mudança de endereço de qualquer das partes, bem como a substituição de seus prepostos identificados nesta Cláusula deverão ser objeto de comunicação formal às demais partes contratantes, na forma prevista neste Contrato. CLÁUSULA TERCEIRA - LOCAL DE EXECUÇÃO A EMBRAPA executará os trabalhos ora contratados nas instalações do Centro Nacional de Pesquisa de Monitoramento por Satélite, situado em Campinas/SP, na Avenida Soldado Passarinho, Fazenda Chapadão - CEP , com o apoio do Centro de Pesquisa Agropecuária de Cocais e Planícies Inundáveis, situado em São Luís/MA, na Avenida São Luís Rei de França, n. 4, Quadra 11, Conjunto Jardim Eldorado Turu, CEP CLÁUSULA QUARTA - ORBIGAÇÕES ESPECIAIS Além das demais obrigações assumidas neste Contrato, as partes comprometem-

4 ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E OÇAMENTO - SEPLAN se em relação às seguintes obrigações especiais: I- OBRIGAÇÕES COMUNS ÀS PARTES: a) Manter absoluto sigilo sobre qualquer informação técnica pertinente à execução deste Contrato, em especial sobre invento, aperfeiçoamento ou inovação tecnológica, informações produzidas, bancos de dados, obtenção de processo ou produto passível ou não de obtenção de privilégio, a fim de preservar a possibilidade jurídica de obtenção do correspondente privilégio e ou sua oportuna exploração econômica; b) Abster-se de utilizar o nome da outra parte para fins promocionais ou comerciais sem sua prévia autorização por escrito, na forma da legislação aplicável: c) Comunicar formalmente ao outro contratante, com antecedência mínima de 5 (cinco) dias, a substituição de seu preposto designado no Parágrafo Segundo supra; d) Observar o disposto nas alíneas "a" e "b" supra mesmo após o término da vigência deste Contrato; e) Cumprir e exigir o cumprimento da regra fixada no Parágrafo Primeiro da Cláusula Segunda, quanto à forma de comunicação entre as partes em relação a assuntos relacionados à execução deste Contrato; f) Responsabilizar-se por quaisquer danos porventura causados, dolosa ou culposamente, por seus funcionários, empregados ou prepostos, ao patrimônio da outra parte ou de terceiros, quando da execução deste Contrato de Prestação de Serviços de Pesquisa; g) Prover a infraestrutura necessária e adequada ao regular desenvolvimento dos trabalhos, de acordo com a proposta, objeto deste Contrato, mormente espaço físico, equipamentos, máquinas e implementos, insumos e demais recursos técnicos e administrativos. II- OBRIGAÇÕES DA SEPLANA OU CONTRATANTE: a) Efetuar pontualmente os pagamentos das obrigações financeiras fixadas neste Contrato no local e forma pré-estabelecidos; b) Apresentar e manter permanentemente atualizada a documentação pertinente ao seu CADASTRO ECONÔMICO-FINANCEIRO junto à Embrapa, na hipótese de pagamento de sua contraprestaçãp financeira não ocorrer integralmente no ato da celebração deste Contrato. IA 01 PARECER / /02/2013 6, Mômc«A OAB/MG 7<447

5 ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E OÇAMENTO - SEPLAN III- OBRIGAÇÕES DA EMBRAPA OU CONTRATADA - EXECUTORA: a) Prestar informações técnicas referentes à execução deste Contrato, quando solicitadas pela Contratante, diretamente, ou por intermédio de seu preposto formalmente credenciado; b) Prover a infraestrutura que se fizer necessária ao adequado desenvolvimento dos trabalhos, consoante estabelecido na proposta, tais como espaço físico, equipamentos, máquinas e implementos, insumos e demais recursos técnicos e administrativos, conforme o caso; c) Apresentar relatórios técnicos parciais e/ou final, conforme definido na Proposta Técnica; d) Responsabilizar-se solidariamente com terceiros, sempre que os contratar para execução de qualquer atividade pertinente a este Contrato; e) Apresentar relatório técnico final à Contratante no prazo de 30 (trinta) dias após a conclusão dos trabalhos de pesquisa objeto deste Contrato, na forma definida na Proposta; f) Obedecer, quanto aos produtos resultantes do presente contrato, aso critérios definidos pelo Decreto Presidencial n /92, alterado pelo n /07, que o define como instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente, assim como às diretrizes metodológicas publicadas pela Coordenação do Programa Zoneamento Econômico-Ecológico. CLÁUSULA QUINTA - PREÇO E FORMA DE PAGAMENTO Pela execução dos trabalhos objeto deste Contrato, em regime de empreitada por preço global, a Contratante obriga-se a pagar, à Embrapa, o valor global de R$ ,00 (novecentos e quarenta e quatro mil e seiscentos reais), parceladamente mediante apresentação do produto previsto, conforme cronograma de desembolso financeiro abaixo discriminado: Parcela 1 z. 3 4 % Valor (R$) ,00 (Duzentos e trinta e seis mil, cento e cinqüenta reais) ,00 (Duzentos e trinta e seis mil, cento e cinqüenta reais) ,00 (Duzentos e trinta e seis mil, cento e cinqüenta reais) ,00 (Duzentos e trinta e seis mil, cento e cinqüenta reais) Produto Relatório de Planejamento Relatório de BD + Metadados Relatório de Diagnósticos Relatório Final Data Mês 1 Mês 4 Mês 8 Mês 12

6 ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E OÇAMENTO - SEPLAN PARÁGRAFO PRIMEIRO A Contratante efetuará o(s) pagamento(s), referente(s) ao preço estipulado nesta Cláusula, diretamente à Embrapa, mediante a Guia de Recolhimento da União - GRU, que será enviada à Contratante para pagamento no Banco do Brasil S/A. PARÁGRAFO SEGUNDO Os pagamentos porventura fixados para serem efetuados após 12 (doze) meses de vigência deste Contrato terão seus valores corrigidos anualmente, de acordo com o índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGPI-DI), calculado e divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, verificado entre a data de apresentação da proposta pela Embrapa à Contratante e as datas da realização dos respectivos pagamentos. PARÁGRAFO TERCEIRO Os valores porventura pagos com atraso sofrerão correção monetária pela variação "pro rata die" do IGP-DI e serão acrescidos de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês ou fração e multa moratória de 2% (dois por cento). CLÁUSULA SEXTA- PROPRIEDADE INTELECTUAL Qualquer invento, aperfeiçoamento ou inovação, obtenção de processo ou produto, privilegiável ou não, oriundo da execução deste Contrato, pertencerá a ambas as partes! em condomínio e em igualdade de condições, devendo sua utilização, licenciamento ou cessão ser previamente regulada em Contrato específico. PARÁGRAFO PRIMEIRO As partes ora contratantes se comprometem a manter absoluto sigilo sobre qualquer invento, aperfeiçoamento ou inovação tecnológica, obtenção de processo ou produto passível ou não de obtenção de privilégio, quando decorrente da execução deste Contrato, a fim de resguardar a sua oportuna exploração econômica pelas partes. PARÁGRAFO SEGUNDO As partes obrigam-se, por si e por seus sucessores, a qualquer título, a observar o disposto nesta Cláusula e respectivos parágrafos, mesmo após o término da viqência í deste contrato. I

7 ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E OÇAMENTO - SEPLAN CLÁUSULA SÉTIMA - EXCEDENTES DE PESQUISA Os produtos excedentes de pesquisa, oriundos do desenvolvimento deste Contrato, serão de propriedade da EMBRAPA, salvo oportuno entendimento formal com a Contratante em relação a situações específicas, mediante celebração de Termo Aditivo. CLÁUSULA OITAVA - DO AMPARO LEGAL A lavratura do presente Contrato decorre de Dispensa de Licitação, realizada com fundamento no artigo 24, inciso VIII, da Lei n /93. CLÁUSULA NONA- DA DOTAÇÃO ORÇAMENTÁRIA A despesa deste Contrato correrá à conta de dotações orçamentárias da Contratante, conforme a seguinte classificação: PI PLANORC. CLÁUSULA DÉCIMA - VIGÊNCIA O presente contrato terá vigência de 12 (doze) meses, com início a partir da data de sua assinatura. CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - RESCISÃO O contrato poderá ser rescindido: a) Nos casos enumerados nos itens I a XVII, do art. 78, da Lei n de 21 de junho de 1993; b) Amigavelmente, por acordo entre as partes, desde que haja conveniência para o CONTRATANTE; c) Judicialmente, nos termos da legislação processual. CLÁUSULA SEGUNDA - PUBLICAÇÃO O extrato do presente Contrato será levado à publicação, pela EMBRAPA, no W PARECER ^. \ Ç. 1 m 07/02/2013 O i

8 ESTADO DO MARANHÃO SECRETARIA DE ESTADO DO PLANEJAMENTO E OÇAMENTO - SEPLAN Diário Oficial da União, e pela CONTRATANTE, no Diário Oficial do Estado do Maranhão, ambos até o quinto dia útil do mês subsequente ao da sua assinatura, para ser publicado no prazo de 20 (vinte) dias daquela data, sendo a publicação condição indispensável à sua eficácia. CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - Foro Para solução de quaisquer controvérsias porventura oriundas da execução deste Contrato, em relação às quais não for possível um entendimento amigável, as partes elegem o Foro da Justiça Federal, Seção Judiciária de São Luís/MA, com renúncia expressa a qualquer outro, por mais privilegiado que seja. E, para firmeza do que foi pactuado, firmam este instrumento em 5 (cinco) vias de igual teor e forma, sem rasuras, na presença das testemunhas abaixo assinadas. São Luís (MA), 0Ll de fev6&i>o de Maurj o Arftônio Lopes Presidente Embré João Bernardo de Secre SEPL 'o Bringel TESTEMUNHAS: 1. Nome: IvTáteus Batistella CPF: Nome: CPF:Q irco Aurélio de^sousa MartínT ' (f laol^^ka PARECER ^t \ Ç, 07/02/2013 O MiJwcaAhínoo OAB/MG ^

9 r Monitoramento por Satélite ANEXO I MACROZONEAMENTO ECOLOGICO-ECONÔMICO DO ESTADO DO MARANHÃO PROPOSTA TÉCNICA ; o Campinas Dezembro de 2012 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento OOVERNO FEDERAL PAIS RICO Ê PAIS SEÍTPOBREZA Av. Soldado Passarinho, 303 Fazenda Chapadão CEP Campinas,SP - BRASIL Telefone (19) Fax (19) www. cnpm. embrapa. br

10 ÍNDICE APRESENTAÇÃO 3 1. ETAPAS DO PROJETO DE MACROZEE FASE DE PLANEJAMENTO FASE DE DIAGNÓSTICO DIAGNÓSTICO DO MEIO FÍSICO-BIÓTICO DIAGNÓSTICO SOCIOECONÔMICO DIAGNÓSTICO DA ORGANIZAÇÃO JURÍDICO-INSTITUCIONAL DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS NATURAIS CONSTRUÇÃO DA BASE DE INFORMAÇÃO FASE DE PROGNÓSTICO FASE DE IMPLEMENTAÇÃO PRODUTOS GERADOS CRONOGRAMA FÍSICO DE EXECUÇÃO ORÇAMENTO E PRAZOS DE EXECUÇÃO EQUIPE TÉCNICA DA EMBRAPA MONITORAMENTO POR SATÉLITE EQUIPE TÉCNICA DA EMBRAPA COCAIS E PLANÍCIES INUNDÁVEIS REFERÊNCIAS 27

11 APRESENTAÇÃO O Macrozoneamento Ecológico-Econômico (MacroZEE) é um instrumento para planejar e ordenar o território brasileiro, harmonizando as relações econômicas, sociais e ambientais. Demanda um efetivo esforço de compartilhamento institucional, voltado para a integração das ações e políticas públicas territoriais, bem como articulação com a sociedade civil, integrando seus interesses em torno de um pacto pela gestão do território (BRASIL, 2010a). Nos últimos anos, o MacroZEE tem sido a proposta do Governo brasileiro para subsidiar as decisões de planejamento do desenvolvimento e do uso do território nacional em bases sustentáveis, tornando-se um Programa do Plano Plurianual (PPA) do Governo Federal (BRASIL, 2010b), gerenciado pelo Ministério do Meio Ambiente e com execução descentralizada por diversos órgãos federais e estaduais. O MacroZEE deve obedecer aos critérios definidos pelo Decreto Presidencial n de 1 de dezembro de 2010, que o define como instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente, considerando ainda o Decreto Presidencial n. 4297, de 10 de julho de 2002 e alterado pelo de n. 6288, de 06 de dezembro de 2007 que rege o Zoneamento Ecológico-Econômico do Brasil. A sua execução deve seguir as diretrizes metodológicas publicadas pela Coordenação do Programa Zoneamento Ecológico-Econômico (BRASIL, 2006 e 2012). O Estado do Maranhão ainda não possui um MacroZEE concluído segundo os critérios legais e diretrizes metodológicas estabelecidos; entretanto, possui uma série de dados numéricos e cartográficos em formato digital, reunidos pela Embrapa Monitoramento por Satélite e outras instituições, com o objetivo de constituir a base deste ZEE. O Governo do Estado do Maranhão encomendou uma proposta à Embrapa Monitoramento por Satélite para a conclusão do MacroZEE, dando prosseguimento às atividades iniciadas pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). A proposta de execução física e orçamentária para a conclusão do MacroZEE pela equipe da Embrapa Monitoramento por Satélite (Campinas, SP) terá apoio da Embrapa Cocais e Planícies Inundadas (São Luís, MA). Propõe-se que sejam analisados inicialmente o planejamento do MacroZEE e a estruturação atual da base de informação para diagnosticar as necessidades de ajustes às diretrizes metodológicas. Os dados já levantados serão analisados para verificar as correções, atualizações e ajustes necessários, além da incorporação de novos dados e temas. Em seguida, propõe-se a conclusão da fase de diagnóstico com a integração temática e o diagnóstico da situação atual do Estado que proporcionará subsídios para analisar suas limitações e potencialidades naturais e socioeconômicas, além de apontar o nível de conflitos e os tipos de problemas existentes segundo as unidades territoriais.

12 Concluída a fase de diagnóstico, inicia-se a fase de prognóstico com a delimitação das unidades de intervenção, a construção de cenários e a proposição das zonas e diretrizes gerais e específicas, após o processo de discussão e negociação entre os agentes envolvidos no MacroZEE. O trabalho será então concluído com a construção de um sistema de apoio à gestão, previsto para a fase de implantação do MacroZEE. A escala de referência para o desenvolvimento deste MacroZEE proposto é de 1: e, portanto, será compatível com as funções estabelecidas para essa escala no Decreto n de 06/12/2007, artigo 6-A, parágrafo 1o, inciso I: "indicativos estratégicos de uso do território, definição de áreas para detalhamento do ZEE, utilização como referência para definição de prioridades em planejamento territorial e gestão de ecossistemas."(brasil, 2007). A Embrapa Monitoramento por Satélite, um dos centros de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, atua em pesquisa e desenvolvimento de sistemas de gestão territorial desde sua criação em 1989 em Campinas (SP). Seus técnicos e pesquisadores são capacitados para trabalho com sistemas de informação geográfica, redes eletrônicas e processamento e interpretação de imagens de sensoriamento remoto. Dispõe de uma equipe com formação e especialização diversificada, apta para trabalhar em projetos interdisciplinares como os de ZEE, além da possibilidade de suporte dos outros centros de pesquisa da empresa com profissionais altamente capacitados nas mais diversas áreas do conhecimento. Entre os trabalhos de monitoramento, zoneamento e sistemas para a gestão territorial que a Embrapa Monitoramento por Satélite executou destacam-se: s Estruturação de um Sistema de Informações Geográficas para o Monitoramento Multitemporal da Atividade Agropecuária no Oeste do Estado da Bahia: trabalho executado para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), constituído por uma base de dados geográficos da área em questão, incluindo o mapeamento e o monitoramento do uso e cobertura das terras por meio de imagens de satélite, o que contribuiu para avaliar a situação atual, a dinâmica em curso e o impacto de projetos de desenvolvimento regional existentes; ^ Estruturação de um Sistema de Informações Geográficas para o Zoneamento Ecológico-Econômico dos Eixos do PPA: trabalho executado para o Ministério do Meio Ambiente com a finalidade de apresentar uma proposta preliminar para a criação de um Sistema de Planejamento e Gerenciamento Estratégico para a execução do Zoneamento Ecológico-

13 Econômico Federal das regiões abrangidas pelos Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento do Plano Plurianual do Governo Federal; s Estruturação de um Sistema de Informações Geográficas para o Zoneamento Ecológico-Econômico do Maranhão: trabalho executado com o objetivo de criar um Sistema de Apoio ao Planejamento e Gerenciamento Estratégico e ser o ponto inicial para o ZEE do Estado. Reuniu informações espaciais e numéricas sobre o meio físico-biótico e sobre a infraestrutura, uso das terras, agricultura e planejamento territorial do Estado do Maranhão; s Aptidão agrícola das terras do estado do Maranhão: trabalho financiado pelo Sindicato da Indústria de Ferro Gusa do Estado do Maranhão (SIFEMA), gerou as cartas de aptidão agrícola do maranhão segundo o sistema de avaliação da aptidão agrícola das terras, proposto por Ramalho Filho; Beek (1995). O trabalho foi executado por técnicas de geoprocessamento, a partir do mapa pedológico do Estado, do mapa de classes de declividade do terreno e trabalhos de campo. O mapa de declividades foi gerado a partir de modelo digital de elevação derivado dos dados altimétricos obtidos por radar durante o projeto de levantamento suborbital da missão SRTM (Shuttle Radar Topography Mission). s Estruturação de um Sistema de Informações Geográficas para o Zoneamento Agroecológico do Estado do Tocantins: trabalho executado com o objetivo de servir como marco de referência espacial para o ordenamento territorial e para o desenvolvimento da agricultura no Estado do Tocantins. Constituído por um sistema de informações geográficas com cartas digitalizadas ou geradas pela Embrapa Monitoramento por Satélite incluindo dados de geologia, geomorfologia, solos, hidrografia, clima, cobertura vegetal e uso das terras; A Embrapa Cocais e Planícies Inundadas, criada em dezembro de 2009, será parceira da Embrapa Monitoramento por Satélite nas atividades técnicas e institucionais relacionas ao MacroZoneamento proposto. 1. ETAPAS DO PROJETO DE MACROZEE O Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Maranhão será executado conforme a estrutura metodológica estabelecida pela Coordenação Nacional do Programa ZEE para o Projeto ZEE Brasil, publicada em 2006 pelo Ministério do Meio Ambiente na terceira edição do documento "Diretrizes Metodológicas para o Zoneamento Ecológico- Econômico do Brasil (BRASIL, 2006) e pelo documento "MacroZEE da Amazônia Legal -

14 Estratégias de transição para a sustentabilidade" (BRASIL, 2012). O primeiro documento estabelece que o projeto de ZEE deve ser desenvolvido em quatro fases: Planejamento, Diagnóstico, Prognóstico e Subsídios à Implementação; e cita as atividades e produtos de cada fase. As atividades propostas para a conclusão do MacroZEE do Maranhão em cada fase são apresentadas a seguir. A Figura 1 ilustra o fluxo das atividades de um projeto típico de ZEE FASE DE PLANEJAMENTO Segundo BRASIL (2006), a fase de Planejamento inicia-se com a etapa de articulação institucional, quando são estabelecidos os arranjos institucionais e os meios legais, administrativos e financeiros para garantir o envolvimento duradouro dos agentes sociais e institucionais, públicos e privados, que tenham alguma relação com os objetivos e atividades do MacroZEE. Essa fase também contempla a mobilização dos recursos financeiros e humanos necessários ao projeto e a identificação e avaliação preliminar das demandas dos principais agentes envolvidos no ZEE, bem como dos problemas ambientais e socioeconômicos, associando-os aos conteúdos temáticos e à programação de trabalho. A fase de planejamento prossegue com a análise e estruturação das informações, envolvendo o levantamento dos documentos secundários existentes, o levantamento das necessidades de aquisição e/ou atualização de materiais e a estruturação do banco de dados georreferenciados a ser criado na fase de diagnóstico. Por último, ocorre a consolidação do projeto com a elaboração de um relatório de planejamento, com caráter executivo, detalhando o cronograma de execução, as áreas prioritárias de diagnóstico e outras definições julgadas importantes para o bom desenvolvimento dos estudos. Como o Governo do Estado do Maranhão já iniciou a fase técnica de execução do Projeto, espera-se que as atividades previstas na fase de planejamento já estejam cumpridas e documentadas. A equipe constituída para a conclusão do MacroZEE analisará os documentos produzidos nessa fase e os dados levantados pela equipe que iniciou o processo. Essa análise determinará a necessidade de levantamento de novos dados e de atualizações, ajustes e aprimoramentos nos dados já levantados. Também determinará a necessidade de novas articulações institucionais e de mobilização de recursos. O banco de dados inicialmente planejado poderá ser alterado em sua estrutura e conteúdo. Um novo relatório de planejamento será gerado. Uma análise preliminar dos dados já levantados para o projeto revelou inúmeros problemas como: a ausência de metadados, origem, data de referência e metodologia empregada na aquisição dos dados; a ausência de referência espacial e informações de

15 projeção e datum utilizados nos mapas; a ausência ou insuficiência de atributos associados às feições dos mapas temáticos FASE DE DIAGNÓSTICO A fase de diagnóstico inicia-se com o levantamento, organização e análise dos dados necessários para o diagnóstico do meio físico-biótico, da dinâmica socioeconômica e da organização jurídico-institucional do Estado; prossegue com a elaboração de produtos intermediários de síntese e dos relatórios das análises setoriais e termina com a integração temática dos dados. Essa integração possibilita o diagnóstico da situação atual do Estado, incluindo as incompatibilidades legais de uso e ocupação das terras, e proporciona subsídios para a análise das limitações e potencialidades naturais e socioeconômicas. Também na fase de diagnóstico inicia-se a construção da base de informação do projeto, atividade que perdura nas fases de prognóstico e subsídios à implementação. Pela exiguidade do prazo para a conclusão do MacroZEE do Estado do Maranhão, propõe-se que a fase de diagnóstico seja baseada em dados secundários disponibilizados por instituições federais e estaduais. Entre esses dados, incluem-se aqueles levantados pela Embrapa Monitoramento por Satélite no ano de 2001, por solicitação da Gerência de Planejamento e Desenvolvimento Econômico do Estado do Maranhão e os dados levantados pela equipe da UEMA Diagnóstico do Meio Físico-Biótico Os estudos do meio físico-biótico contemplam a análise integrada do ambiente natural, de forma a construir unidades naturais que expressem a integração dos seus diferentes componentes. Além de identificar as unidades naturais, devem também detectar a integridade dos sistemas naturais com suas potencialidades e limitações (BRASIL, 2006). Para o diagnóstico do meio físico serão reunidos dados de Hidrologia, Climatologia, Geologia, Geomorfologia, Pedologia, Vegetação e Biodiversidade. Além dos dados já levantados pela Embrapa e pela UEMA, serão utilizados dados secundários gerados pelo Projeto Radambrasil (BRASIL, 1973a; BRASIL, 1973b; BRASIL, 1973c) ou por projetos mais recentes, disponibilizados por instituições federais como: IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ANA (Agência Nacional de Águas), CPRM (Serviço Geológico do Brasil), IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente), ICMBIO (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Também poderão ser utilizados dados fornecidos pelo Governo do Estado do Maranhão ou por instituições estaduais. As unidades dos sistemas

16 ambientais naturais serão identificadas e registradas cartograficamente a partir da integração dos diversos temas referentes ao meio físico-biótico. Também a partir dessa integração serão indicados os corredores ecológicos e avaliadas a potencialidade natural e a fragilidade natural potencial, segundo os indicadores estabelecidos no Decreto no de 10/07/2002 (BRASIL, 2002). A potencialidade natural será definida pelos serviços ambientais dos ecossistemas e pelos recursos naturais disponíveis, incluindo, entre outros, a aptidão agrícola, o potencial madeireiro e o potencial de produtos florestais não madeireiros, que inclui o potencial para a exploração de produtos derivados da biodiversidade. A fragilidade natural potencial será avaliada por indicadores de perda de biodiversidade, vulnerabilidade natural à perda de solo, quantidade e qualidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos. Da integração dos diversos temas referentes ao meio físico-biótico serão identificadas e registradas cartograficamente as unidades dos sistemas ambientais naturais. A fragilidade natural potencial e a potencialidade natural das unidades também serão avaliadas e identificadas, definidas por indicadores de perda de biodiversidade, vulnerabilidade natural à perda de solo, quantidade e qualidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos Diagnóstico Socioeconômico Os estudos socioeconômicos visam entender a dinâmica da ocupação territorial e o uso dos recursos naturais, considerando a forma como a ação dos agentes sociais se manifesta no território (BRASIL, 2006). Envolvem o levantamento e análise de dados atuais e históricos da economia, particularmente de produção, renda e uso das terras; dados demográficos e das condições de vida da população (trabalho, renda, educação, saúde e saneamento básico), além de dados da infraestrutura de circulação e comunicação, da rede urbano-regional do Estado e das populações tradicionais. As análises devem gerar produtos de síntese com parâmetros e critérios que identifiquem as formas diferenciadas de ocupação do território. Entre esses produtos espera-se a geração de indicadores sociais sintéticos e a indicação das tendências de ocupação e articulação regionais (BRASIL, 2006). Para o diagnóstico socioeconômico serão utilizados dados espacializados por municípios, principalmente os oriundos dos censos demográficos e agropecuários realizados pelo IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Outros dados, índices e estimativas disponíveis no IBGE, em instituições estaduais ou em instituições federais, como IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), BC (Banco Central do Brasil), BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) e PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) também serão utilizados. Os dados de uso e cobertura 8

17 das terras serão atualizados por meio da utilização de imagens orbitais de média resolução espacial, tomando como base mapeamentos pré-existentes (EMBRAPA MONITORAMENTO POR SATÉLITE, 2002) e as atualizações feitas posteriormente pela UEMA Diagnóstico da Organização Jurídico-lnstitucional Segundo BRASIL (2006), a temática jurídico-institucional deve ser analisada através de três dimensões: I. a análise das malhas administrativa e ambiental que dividem o poder no território; II. os planos, programas e projetos que influenciam o uso atual e futuro do território; III. a discussão das formas jurídicas e institucionais de implementação do zoneamento. Os estudos devem identificar os aspectos formais da legislação, os programas federais, estaduais e municipais pertinentes, a organização burocrática da administração pública e, a dinâmica das forças atuantes da sociedade civil, com vistas a estabelecer uma base para a concepção de propostas de normatização factíveis em relação à realidade nacional e, principalmente, as especificidades regionais (BRASIL, 2006). Para o MacroZEE do Estado do Maranhão, propõe-se o levantamento das disposições jurídicas relativas à utilização e à preservação dos recursos naturais, de ordenamento territorial e de desenvolvimento das atividades econômicas nas áreas rurais e urbanas. Propõe-se ainda, a representação espacial das áreas institucionais (unidades de conservação, terras indígenas, etc.) e das principais jurisdições de organismos relevantes para o MacroZEE. Entre esses organismos poderão ser considerados os órgãos e entidades federais (ministérios e órgãos subordinados) e estaduais (diretos e indiretos) que compõem a estrutura político-administrativa de interesse para tornar efetivo o MacroZEE. Também serão identificadas as principais instituições voltadas para a execução, gerenciamento e monitoramento de projetos ambientais e capacitação para a cidadania e sustentabilidade, com a indicação da área de abrangência de atuação de cada entidade, público-alvo, os objetivos, principais trabalhos realizados, referências e as expectativas que as entidades possuem acerca do projeto. Essa atividade propiciará a identificação dos principais aliados e parceiros da sociedade civil no processo de execução e implementação do ZEE Diagnóstico da Situação Atual A fase de diagnóstico será concluída com a integração temática referente aos diagnósticos do meio físico-biótico, da dinâmica socioeconômica e da organização jurídicoinstitucional e a apresentação da situação do território no momento abordado pelos estudos.

18 Entre as atividades previstas nesta etapa segundo Brasil (2006) está a avaliação da integridade das unidades dos sistemas naturais e das tendências de ocupação e articulação regional. Essa avaliação requer a integração com as informações derivadas da intervenção humana levantadas durante o diagnóstico socioeconômico. Serão estabelecidos indicadores que possam avaliar adequadamente a integridade de cada unidade como: a extensão da área natural, a forma, o nível de conectividade, a fragmentação, o grau de ameaça, a taxa de conversão de áreas naturais, o número de espécies ameaçadas, a perda de biodiversidade, a erosão de solos, a desperenização de córregos e diminuição na qualidade da água e do ar. As tendências de ocupação e articulação regional serão definidas em função das tendências de uso da terra, dos fluxos econômicos e populacionais, da localização das infraestruturas e circulação de informação, conforme Decreto n de 10/07/2002, artigo 13, inciso V (BRASIL, 2002). Também serão incluídos no diagnóstico da situação atual os conflitos de uso e ocupação das terras; a situação das áreas legalmente protegidas e o tipo de ocupação que elas vêm sofrendo; os efeitos e as incompatibilidades das políticas públicas de desenvolvimento econômico e ocupação; a infraestrutura tecnológica e social existente e necessária; a identificação do nível de desenvolvimento institucional e do nível de informação, educação e acesso à informação dos agentes envolvidos; a capacidade organizacional da sociedade em absorver as intervenções e transformações no espaço territorial ao longo do tempo; a identificação dos serviços ambientais; o grau de impactos ambientais; a espacialização da evolução do processo de degradação ambiental; a identificação e espacialização das tendências das dinâmicas regionais, da produção econômica, dos conflitos de uso e das condições de vida da população Potencialidades e Limitações dos Recursos Naturais Para a avaliação das potencialidades e limitações dos recursos naturais deve-se considerar não apenas suas potencialidades e fragilidades naturais, mas também as possibilidades e limitações tecnológicas, socioeconômicas e jurídico-institucionais de apropriação desses recursos, bem como os serviços ambientais que desempenham e o mercado disponível para a realização dos produtos. Para o MacroZEE do Estado do Maranhão propõe-se que as potencialidades e limitações sejam avaliadas por um conjunto de variáveis parametrizáveis qualitativamente como: potencial dos recursos naturais, fragilidade ambiental, capacidade tecnológica, infraestrutura disponível, organização social e da produção e condição social da população, entre outros. Os resultados dessa avaliação serão espacializados e expressos em mapas. 10

19 Construção da Base de Informação Uma das atividades da fase de diagnóstico, que perdura nas fases seguintes de prognóstico e subsídios à implementação, é a construção das bases de informação. Essa atividade gera um banco de dados que, posteriormente, será incorporado ao centro de informações do MacroZEE. O processo de construção das bases de informação compreende três atividades elementares: o banco de dados, as bases cartográficas e a organização dos dados. O banco de dados envolve os componentes cartográficos, descritivo-numéricos e documentais-textuais do meio físico-biótico, da dinâmica socioeconômica e da organização jurídico-institucional. As bases cartográficas são os documentos cartográficos utilizados como referência geral e suporte para a representação dos temas relativos ao diagnóstico e devem seguir as normas técnicas definidas pela cartografia brasileira (Brasil, 2006). Para a base de informação do MacroZEE do Maranhão, propõe-se a organização dos dados em um ambiente de SIG (Sistema de Informações Geográficas), composto por um conjunto de planos de informação, com a ligação dos atributos alfanuméricos e os domínios espaciais correspondentes. As bases cartográficas serão inseridas na base de informação em formato digital. O processo de atualização, se necessário, será efetuado através da utilização de imagens orbitais recentes. Os modelos conceituais serão devidamente documentados. Diagramas, dicionário de dados e toda a informação necessária para a compreensão e realização de futuras alterações, inclusive os metadados, serão apresentados juntamente com o banco de dados FASE DE PROGNÓSTICO A fase de prognóstico inicia-se com a delimitação das unidades de intervenção geradas a partir das potencialidades e limitações de cada uma das unidades de sistemas ambientais identificadas no diagnóstico, bem como da disponibilidade técnico-científica para a apropriação dos recursos naturais. Formam assim, um esboço preliminar de divisão territorial, cuja discussão entre os atores envolvidos deverá criar as condições para a formalização das zonas propriamente ditas (BRASIL, 2006). Em uma segunda etapa, a fase de diagnóstico prevê a elaboração de cenários que possibilitem a apresentação das tendências de evolução de longo prazo. O MacroZEE deverá quantificar e representar gráfica e cartograficamente os efeitos ambientais de simulações propostas sobre a situação atual, avaliando os impactos e medidas para seu incremento, minimização ou supressão. Assim, esta fase apresenta projeções da situação futura, propondo soluções aos problemas diagnosticados, tendo em vista melhorar a condição presente, indesejável ou insatisfatória. Os tipos de cenários podem ser tendenciais (o que tende a acontecer numa evolução futura com base em projeções de tendências históricas), exploratórios (o que pode acontecer a partir da

20 possibilidade de futuros alternativos) ou normativos (o que deve acontecer, ou seja, as potencialidades desejáveis) (BRASIL, 2006). A função dos cenários é proporcionar aos envolvidos no processo do MacroZEE as alternativas possíveis para a área em questão e quais as condições viáveis de um desenvolvimento com e sem sustentabilidade econômica, social e ambiental (BRASIL, 2006). Após essa discussão, inicia-se a divisão do território em zonas ecológicoeconômicas. Tais zonas são porções territoriais, com determinadas características ambientais, sociais e econômicas, cujos atores envolvidos propõem uma destinação específica. Após a definição e delimitação das zonas, são apresentadas as diretrizes de uso, que pode ser de abrangência geral, para o desenvolvimento sustentável de toda a área, independentemente da divisão das zonas; ou de abrangência específica para cada uma das zonas, de acordo com a singularidade (BRASIL, 2006). As atividades da fase de prognóstico descritas anteriormente constam das diretrizes metodológicas propostas para o ZEE pelo Ministério do Meio Ambiente (BRASIL, 2006). Para o MacroZEE do Maranhão propõe-se que essas etapas sejam seguidas. Na definição e caracterização das zonas e de suas diretrizes gerais e específicas será observado o conteúdo mínimo exigido pelo Decreto no de 10/07/2002, artigos 12 e 13. A discussão das unidades de intervenção e dos cenários serão realizadas em sessões de audiência pública realizadas no Estado FASE DE IMPLEMENTAÇÃO Na fase de implementação, o MacroZEE passa para o domínio público. É fundamental que esteja assimilado, difundido e faça parte dos programas do MMA desenvolvidos pelos Órgãos de Assistência Direta e Imediata ao Ministro de Estado, Órgãos Específicos Singulares, Órgãos Colegiados (Conselho Nacional de Recursos Hídricos, Conselho Nacional da Amazônia Legal), Entidades Vinculadas (IBAMA) e Agência Nacional de Águas (ANA). Além destes, da estrutura interna do MMA, será fundamental a articulação com os programas e ações dos Planos Plurianuais (BRASIL, 2006). Nesta fase, a equipe técnica constituída para o MacroZEE do Maranhão acompanhará a implementação e dará suporte técnico e assessoria aos formuladores das políticas públicas territoriais acerca do uso dos recursos e ocupação. Também contribuirá para a construção de um sistema de apoio à gestão que propicie: s a continuidade de coleta, tratamento, atualização e disseminação de informações; ^ o subsídio contínuo à implementação das estratégias de desenvolvimento das zonas estabelecidas; s o monitoramento contínuo da situação das zonas estabelecidas; S o apoio técnico à regulamentação de diretrizes legais propostas com ínterlocução nas Casas Legislativas. /*_e 12

21 2. PRODUTOS GERADOS Os produtos gerados pelo MacroZEE serão os seguintes: > Banco de Dados Geoespaciais; > Sínteses intermediárias: mapas das unidades dos sistemas naturais, mapa da avaliação qualitativa da integridade dos sistemas naturais, mapa das tendências de ocupação e articulações regionais, mapa dos indicadores sociais sintéticos, mapas das unidades institucionais; > Situação atual: relatório de avaliação e mapa da situação atual; > Cenários tendenciais e alternativos: relatórios e simulações; > Mapa das unidades de intervenção propostas > Mapa das zonas e relatório sobre as Diretrizes Gerais e Específicas > Relatório final Os mapas serão apresentados em formato digital e impressos na escala 1: No banco de dados constituído, os dados geográficos estarão associados à sua representação espacial de forma que possam ser usados em Sistemas de Informações Geográficas. Os principais dados serão disponibilizados em um WEBGIS com a possibilidade de visualizações, consultas e análises simples pela Internet. 13

22 Articulação Institucional a! Mobilização de recursos Identificação das demandas 3 Consolidação do Projeto Uradadesdos Sistemas Ambientai g I Imagens (Sensoríamento Remoto) âncora Fragédade Natutral Potencial Rede Urbano-RegKinal Infraestrubjra de Qrculacão e Comunicação Tendências de Ocupação e Articulação Regional Economia e Gestão do Espaço Estudos Demográficos índices de Condição de Vida Incompabb»dades Legais Populações Tradcionais Si í Aspectos Institucionais PotenoaMadese UmKacSesdos Recursos Naturais Proposição de Unidades de Intervenção Discussão e negociação comosagentes envolvidos no ZEE Figura 1 - Fluxo e articulações das atividades de um projeto de MacroZEE (adaptado de Brasil, 2006). 14

23 3. CRONOGRAMA FÍSICO DE EXECUÇÃO Atividades / Meses Análise do relatório de planejamento e da base de informação elaborados pela primeira equipe executora do MacroZEE Estabelecimento de articulações institucionais e mobilização de recursos financeiros e humanos para a conclusão do MacroZEE Elaboração do relatório de planejamento Consolidação do novo plano de trabalho Estruturação do novo banco de dados, com respectivos metadados Levantamento e compilação de dados secundários e bases cartográficas Ajustes e atualizações nas bases cartográficas e dados levantados, associações de dados com as bases cartográficas, inserção de dados no SIG Elaboração de relatório contendo o modelo conceituai do Banco de Dados, com respectivos metadados Atualização do mapa de uso das terras I 1 t t! 1 i I Análise, integração e síntese dos dados do meio físico-biótico Análise, integração e síntese dos dados da organização jurídico-institucional Análise, integração e síntese dos dados socioeconômicos, com geração dos índices de condição de vida e das tendências de ocupação e articulação regionais 1 Integração dos dados dos diagnósticos setoriais e diagnóstico da situação atual do Estado, de suas potencialidades e limitações Elaboração do relatório de diagnóstico, dos mapas de sínteses intermediárias e do mapa da situação atual Definição das unidades de intervenção e elaboração do mapa respectivo Elaboração dos cenários Apresentação dos resultados preliminares em audiências públicas Si Definição e delimitação das zonas e elaboração das diretrizes gerais e específicas Elaboração do mapa das zonas e do relatório sobre as diretrizes gerais e específicas I 1 Construção do modelo de gestão do projeto para subsidiar a implementação Redação do relatório final i 1 15

24 4. ORÇAMENTO E PRAZOS DE EXECUÇÃO O Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Maranhão, na forma apresentada, será executado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e está orçado em R$ ,00 (Novecentos e quarenta e quatro mil e seiscentos reais). O cronograma proposto de desembolso dos recursos financeiros está apresentado no Quadro 1. Quadro 1. Cronograma de desembolso financeiro. Parcela % Valor (R$) Momento Data ,00 (Duzentos e trinta e seis mil, cento e cinqüenta reais) Relatório de Planejamento Mês ,00 (Duzentos e trinta e seis mil, cento e cinqüenta reais) Relatório de BD + Metadados Mês ,00 (Duzentos e trinta e seis mil, cento e cinqüenta reais) Relatório de Diagnóstico Mês ,00 (Duzentos e trinta e seis mil, cento e cinqüenta reais) Relatório Final Mês 12 O prazo de execução total do Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Maranhão será de 12 (doze) meses a partir da assinatura do contrato, com entregas parciais através dos relatórios supracitados ao longo do prazo. 16

25 5. EQUIPE TÉCNICA DA EMBRAPA MONITORAMENTO POR SATÉLITE Dirigentes Mateus Batistella - Chefe Geral Possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo (1987), graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1987), mestrado em Ecologia pela Universidade de São Paulo (1993) e doutorado em Ciências Ambientais pela Indiana University (2001). É pesquisador da Embrapa Monitoramento por Satélite, docente da Universidade Estadual de Campinas, docente da Universidade Federal do Pará, professor visitante da Faculdade Senac, pesquisador visitante de Indiana University. Tem experiência na área de Ecologia, atuando principalmente nos seguintes temas: ecologia de paisagens e vegetação, uso e cobertura das terras, geoprocessamento, sensoriamento remoto. Atualmente é pesquisador II do CNPQ e responde pela chefia geral da EMBRAPA Monitoramento por Satélite. Edson Luis Bolfe - Chefe-Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento Possui graduação em Eng. Florestal pela Universidade Federal de Santa Maria (1998), mestrado em Sensoriamento Remoto pela Universidade Federal de Santa Maria (2001) e Doutorado em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (2010). Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária desde Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, atuando principalmente nos temas: monitoramento ambiental, gestão de recursos naturais, geoestatística aplicada a agricultura e estimativa de biomassa e carbono. Membro do corpo editorial do periódico Ruris (Unicamp) e do corpo de revisores dos periódicos: Revista Árvore, Journal of the American Society for Information Science and Technology, Ciência Rural e Scientia Agrária. Atualmente responde pela Chefia Adjunta de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Unidade. Cristina Criscuolo - Chefe Adjunto de Comunicação e Negócios Possui graduação em Geografia e especialização em sensoriamento remoto e ensino pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1997 e 1998) e mestrado em Ciências da Engenharia Ambiental pela Universidade de São Paulo (2001). É pesquisadora da Embrapa Monitoramento por Satélite desde 2003, onde atua na área de sensoriamento remoto e geoprocessamento, na pesquisa e desenvolvimento dos seguintes temas principais: uso e cobertura das terras, sensoriamento remoto e ensino. Atualmente é Chefe Adjunto de Comunicação e Negócios da Unidade. Eduardo Caputi - Chefe Adjunto de Administração Natural de Bauru, SP. Bacharel em Análise de Sistemas pela Universidade Metodista de Piracicaba, SP. É mestre em Agricultura Tropical e Subtropical pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) onde desenvolveu, utilizando técnicas e ferramentas computacionais de domínio público, um sistema de apoio à gestão agroambiental relacionado ao clima (Balanço Hídrico no Estado de São Paulo: Geoinformação na Internet). Desde 1990 atua como analista na Embrapa Monitoramento por Satélite, na área de gestão da tecnologia da informação, participando de várias ações relacionadas aos departamentos administrativos bem como de projetos de pesquisa na Unidade. Foi supervisor da área de Gestão da Tecnologia de Informação. É professor universitário nas faculdades de Administração do Centro Universitário SanfAnna em Salto/SP e UniAnchieta, em Jundiaí/SP. Atualmente é Chefe Adjunto de Administração da Unidade. 17

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