DRAMA ORIGINAL EM TRES ACTOS. III:I>I{I;MI;>T MM» LJ i HI ii (X.MO IT IIX III.X1100 iv.'/mo iy ^.xiin o «MU IN) TYPOGRAPHY DE SOARES & IRMÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DRAMA ORIGINAL EM TRES ACTOS. III:I>I{I;MI;>T MM» LJ i HI ii (X.MO IT IIX III.X1100 iv.'/mo iy ^.xiin o «MU IN) TYPOGRAPHY DE SOARES & IRMÃO"

Transcrição

1 1

2 Y1 > TY ERNESTO CIBRAO. DRAMA ORIGINAL EM TRES ACTOS. III:I>I{I;MI;>T MM» LJ i HI ii (X.MO IT IIX III.X1100 iv.'/mo iy ^.xiin o «MU IN) h i d m TYPOGRAPHY DE SOARES & IRMÃO RUA 1>A ALFANDEGA N. <). i m.»nmwnl«'. 1 'ERA**«*«*»» IBWBÍBFIMIUS

3 Est«drama, embora inigtvess», Bião púile sei* representado sem licença i!n aiictnr.

4 o ^ r V r s?> l< 8íClli. A Sut *» s THEÎ3EZÂ DE KBUSER C138Ä0 Eni testemunho de respeito, amor e saudade CONSAGRA O seu filho r s! ßtited! o».

5

6 JUÍZO CRITICO. ( 1'i'asiHfitlois «Sr- u m» carta.) KMNESTO, Sc ;i voz do amigo devo ser animadora, lambem deve T inexorável paia os vicios remediáveis. 1 ici doliendel-o em publico, irias aqui, lio canlo desta caria, liei de dizer-lhe e> que todos sabem, e que não lia nada perfeilo, e ipie a sua obra é como Iodas as creanvs do o-qiirilo e da natureza. Km que esla o erro '{ Irei aponlal-o em sua origem. O erro não é puramente seu, pertence a epoclia. Shaf.e-.pea e v.-lio a musa I rugira com as roupas de Arlequim; Victor Hugo, a lace severa da poesia, rodeuu-.-o dos grupos grotescos da arte golhira ; com Ião lions mestres não era liumillianle participar de um def< ilo. \s nossas escbolns contemporaneas de arte drainai ira, romanüca ou social, convencional ou realista,- med raram nos braços daquelles dous gigaules de poe-.i i, e delles t'rarain as formosuras e defeitos de sua-. cou.posicõi s. ( I drama moderníssimo, qu" foi bu>car a 1 nela.'as classes sócia os, da intclligciieia com o dinheiro, da aslucia com a honradez, nova.-, sreiias, para substituir as da epoclia feudal, que havia.m naufragado perante o espirito inethodico de nossas sociedades burguezas, se mudou d. assumpto, não mudou de contextura artística. Não deu ao drama de paixões a niagoslado da tristeza : mesclou os gêneros, para satisfazer ao publico. Todos sabem que o publico de outrora era modificado pelas lições da sarna, boje o publico é quem ao contrarie» a modiliea. Já não lia trabalho de arte para simples gloria ; de inslruclora da sociedade, a musa da tragedia fez-se corretora de fundos; talha as sua-s aeçòe-s ao alvedrio da praça, üa talões

7 M O CRITICO. ( a'riign?bt<os «is- iiibiti rãs*!».) KUNESTO, > ' i Sc ;t voz do amigo devo ser animadora, lambem deve ser inexorável para os vieios remediáveis. Irei detíendd-o em publico, mas aqui, no eanlo desla caria, liei de dizer-lhe o «pie todos sabem, e que não ha nada perfeilo, e <jue a sua obra é como Iodas ;is creacões do espirito e da natureza. Van que esta o erro'! Irei aponlal-o ein sua origem. (J ( n, o não é [juramente seu, pertence a epocha. Shakespea e v-bo a musa tragica com as roupns de Arlequim ; Victor Hugo, a face severa da poesia, roilroii-.-e dos grupos grotescos da arte golhiea ; com tão bons mestres não era humilhante participar de uni de!'- ilo. nossas cscbolas contemporâneas de arte drainalica, roinantica ou social, convencional ou realista,- -medraram nos braços daquelles dou.- gigantes de poesia, e delles tararam as formosuras e defeitos de suas nm : posicõ< O drama moderníssimo, (p:" foi buscar aluei;: das classes sociaes, da intelligeiic ia com o dinheiro, da astúcia cosa a honradez, novas srenas, para substituir as da epoclia feudal, que haviam naufragado perante o espirito nietbedico de nossas sociedades burguezas, se mudou d, assumpto, não mudou de contextura artística. Não deu ao drama de paixões a inageslade da tristeza : mesclou os gêneros, para satisfazer ao publico. Todos sabem que o publico de outr'ora era modificado pelas li<;ões da scena, hoje o publico c quem ao contrario a mu lítica. Já não lia trabalho de arte para simples gloria ; de itistruclora da sociedade, a musa da, tragedia fez-se corretora de fundos; talha as suas aecòe-s ao alvedrio da praça, ha talões

8 10 para todas as credulidades, eí-tatu los para todas as conveniências. Felicito-o, meu amigo, por ter-se elevado acima destas baixezas. A sua linguagem franca, que bate cm brecha os felizes da epoeha.não pôde agradar aos no!»ditados da revolução, que adormeceram sobre o holocausto do povo., bebendo á saúde da ordem sr-ciai A sua concepção de Luiz, mancebo Impedido na pia do povo, mas provindo de sangue velho, participando deste na antiga generosidade das acções, daqnelle nos instinctos democráticos, grande em seu amor em sua crença, e em sua abnegação, é realmente digno de um ea/acter como o seu. FUSA, a menina innoccnle. que ama com a cegueira dos primeiros aílecios, que tem a religião da fraternidade das grandes almas, que firma a sua fé no desinteresse, e ipie morre porque não pode mais miar, une ao suave colorido das creaçòes germanicas, os transportes da Castro de Ferreira, o mais nacional de todos os nossos poemas dramáticos. IULTIIASAH,é tambeinum typo exacto do homem rústico de linguagem, mas honrado de coração; quizera eu que mais scenas de altivez lhe delineassem com elaresa o caracter, mas a própria singelcsa, com que o caracterisou, tem uni mérito grande, é a naturalidade. Estas personagens animào o seu drama, dão interesse a todas as situações, o dão-lhe mais do que o interesse, dão-lhe lambem a sympathia do espectador. 0 segundo acto é o mais rico de situações felizes. A sua imaginação é fértil talvez em demasia nacreação do enredo. Lope de Vega, e Mendes Leal, não serão nunca mais do que os representantes legítimos das fantasias peninsulares ; uma comedia de Scribe mal chega para uma scena destes leríeis imaginadores. A sobriedade tem eomtudo algum valor, pois quasi sempre cxclue a inverosimilhança. Crear muitas peripécias, é suscitar muitas difli cu Idades, e a acção soífre sempre alguma mutilação, ou algum enxerto para vencer-se o passo arriscado Mas eomtudo, a maneira hábil, por que o meu amigo íbz a exposição do drama, tornou o enredado da acção

9 9 menos sensível, o dando no espectador explicações naturaes dos factos, lapou-lhe a boeca para a critica. O que lhe asseguro do segundo acto, em que ha as duas bel las seenns do Manjado e Elisa, e desta e Luiz, que são correctas de linguagem, dignas dn situação, impeccaveis segundo a arle,-- quizera lambem dizer-lhe do resto do drama Mas o primeiro acto superabunda talvez na parte cômica, e o terceiro requer mais scenas gtaves, e mais corroerão no papel do veterano Joaquim. Não lhes nego comludo muitas bellezas; pequenos retoques os collocarão ao par do seu irmão mais formoso. A linguagem de suas personagens é apropriada. Elisa e Ian lo mais agmdavcl na singelesa de, suas primeiras falias, quanto estas fazem resaltar a sua energia nas oceasiòcs importantes. A theoria dos contrastes nem sempre leva a exagerações: as cores alegres illumiiiani-sc com o fundo negro de um quadro, a innocericia abrilhantase com os rasgos da dedicarão. l)ispense-me de dizer-lhe tudo o que sinto. A minha linguagem rude não pode saudal-ocom toda a delicadeza d s espíritos eruditos. Critiquei-o, mas lambem o applaudo. Nas festas do circo talvez que os applausos do patrício valham menos q ie os do campesino. Para nós home is do povo a arte não é um oííicio, é um sacerdócio. pplaudimos as vocações, e expellimos os zangões desta praça, em que, se não ha dinheiro a ganhar, ha eomli do alguma gloria. Abraço-o pela sua feliz concepção. Rio, 9 de Junho de 1831). IH -ÍXALUO CARI.05 MONTORO. 0 ill '-tor, toman<!,. na devida renin a opinião do illustre critico c a de outros Amigos, a. [ 'amenie hnhl lui.os para o aeons ihareni. corriiriu 0 como prtde, os dcfi'ilos npontad;»s ' Aind.i assim não sc cré < iyno de applauso ; a emenda, posto que de bom conselho, podo, por mal executada, envolver um erro iaual ao que se dese ou remediar. Accr 'scendo» isto os que, porventura, hajam escapado, oceultos no bem querer da amizade, o au»:ior eolluca o seu uvro â sombra da b«nevo!eucia publica.

10 TRANSGIUPÇÏO. " likvista PolU LAIt lit' r> (Ir Üulilhrt) (Ir ISÒÍ). Entremos agora no (iynmasio. O artista Furtado Coelho faz o seu bonciieio ; a sala eslá radicalmente cheia ; representa-se o novo d:ama biiz, original do Sr. Ernesto Cibrão. Eraue-sc o panno, conieca o espectáculo. As primeiras scenas prepara o o espectador para assistir á exhibição de um lindo poema; as ultimas conlirmão a belleza do traballio elaborado pela imaginação do poeta. l : arocia-mo impossível, que de uma fita ja amarrotada e aasla, se conseguisse formar uma rosa brilhante e asseíinacla : por outra, nunca acreditei quedos preconceitos da fidalguia, quando combale os amores do plebeu, se podesse tirar maior partido do que já o tinlião fe't ) os auetores dos dramas Por direito de ronquislo,.\obrcza tl'fllnw. Lui:"... e dez, e cem omros. Enaanava-u e : h. on tem ainda parecia-mo que não; hoje arrependo-me do erro. h trabalho do Sr. Cibrão, que na idéa principal assimilha-se ao daqueiles, différé inteiramente na distribuição scenica e nos lances dramaticos : é metal servido, que o auctor fundiu, para crear uma estatua de elevado mérito... Não penseis entretanto, que o Luiz esteja isento de todos os defeitos, era preciso ser por demais exigente, para querer tanto. Este drama é a primeira producção de uni moco, que se dedica ao commercio ; é o canto meigo do poeta, e ainda não a composição do artista ; retrata o sentimento e não a execução. (*) Julgamos dever aqui pór a opinião, que, sobre o merecimento e eiecução deste drama, formou o primeiro jornal litlerario do Brasil. JVOTA DOS EDITORKS.

11 IH O Sr. Cibríío levo desejos de cneurlar o dialogo, essa liydra do andor dramah-o, e por isso multiplicou as entradas por p"rsonagens ; ipiiz dar maior energia á acção, e deixou por duas vezes vazia a secna. Ksles c outros pequenos defeitos, que p vão unicamente na fornia, são oceasionados tanto pela ínexpeiiencia, como pelo temor de desagradar no espectador. Tão mesquinhos e de ulpavfis os considero, que vos convido a ir ao (lymnasio ap[>laudir o novo drama. St 1 o andor lor chamado a :<ena, como aconleceu na noite da primeira representação, não deis ouvidos aos críticos ; ajudai-me a tecer nina coma de louros para depositar-lhe sobro a fronte.» acclaniai-o digno emulo da escliola franceza. Os artistas, que interpretarão o drama, excederão-se no bom desempenho dos seus papeis. A Sra. (inbriella ostentou todas as galas do seu elevado talento, esteve inimitável ; e se não tiv< ssc já tirinado a sua reputação de grande adriz, ninguém lh'a negaria naquella occasião. Os Srs. Furtado, Joaquim Augiido, Moutinho c Graça, disputarão entre si a palma do vencedor na Inda, que travarão para mais cabalmente desempenharem as partes de que se encarrega: ao : nenhum a obteve ; todos se mostrarão iguaes no movimento, todos forão com justiça e sem di>tincçào freneticamente applaudidos. Com artistas desta categoria, não ha lliealro que deixe de prosperar, ainda quando se lhe negue a tal subvenção animadora da preguiça. CARLOS.

12 O Mono A no DK VALLINDO, SO annos.. Sr. Joaquim Augusto. ELISA, sua filha, 19 annos Sra. D. Gabriella da Cunha. Luiz, 21 annos Sr. Furtado Coelho. BALTHASAR lavrador, 5ö annos.. Sr. Moutinho de Sousa. DÜAIITE DE MOHÄRS, fidalgo, 42 annos Sr. Heller. JOAQLMM, cabo de veteranos, annos. Sr. Graça. FRANCISCO, criado..- Sr. Galdino. Ilm padre velho, vriadi s e criadas. A CT IA MD ADE Em Portugal, nas proximidades de Vianna do Castello.

13 em eann ío?foi*jça<lo i!e Vallinrfo. - Portus lateraea, e IIIIHM ao F. A' E. um piano; á II. um ftopliá; «leia«cadeiras ile «Mofo na II. alits. junto ile uma mega. Xtiqueza e boi» gomo.- Ncena vagia. SCEAA I. * Entra do E. /.'. ; vac cautellosa ii porta da />. e voa a sc< / '</. i Dorme. Ainda bem, que está restabelecido... ainda * mal, que vai deixar-me. domo elle é bom! E haviam de roubal-o assim ao mundo... a mim, que sou tão sua amiga, e até... ihesita) Ora, porque heide negar que o amo! Ésio projima <!n pia ao, senta-se distrahidamente rna/uanlo fedia, e da a:\: arpejo.) Não me disse elle que sou o seu anjo na terra, cmquanto sua mài o é no cá o'! ftira um papel do srin.) Não medisse que me ama? Está aqui eseripto. (Lr:) " Como o ribeiro, (pie desdobra rápido Ama da estrella o scinlillar inquieto, Amo teus olhos, que no fogo timido Vem retleetir-se... (Assustada, como teadn sentido ah/um raido, mette o }>upc! no seio e, levanta-se. Depois de um momento voe ohser- J car ás portas do E. e á da D.) E elle!... (Esconde,-se em um quarto.)

14 16 StE\A SI. LUIZ, E DEPOIS Entra, observa se cslo só, dirige-se ao piano, senta-se r recita, acompanhando-se. Elisa apparrrr.t Como o ribeiro, que desdobra rápido, Ama da estrclla o sein li liar inquieto, Amo tens olhos, que no fogo timido Vem rcílectir-se no sonhar dilecto. Como na praia do areal um alouio Ama das ondas o partir nevado, Amo leus risos que descobrem pérolas Dormindo em leito de setim rosado. Como dos ramos no arquejar monótono Ama a avezinha balanrar-se á briza, Amei leu seio, no palpite languido, ( Miando a meu seio te prendia, Elisa. E como o bardo, no sonhar phanlaslieo, Ama a lembrança, que levou da festa, Adoro o sonho, que de-narge balsanios, Amo a saudade, que de!i me resta. caasa. Desta ultima quadra e que "u não gosto nada. Lrraniando-sr.'. i.riz. Mesmo nada? mas A. Mesmo nada, nada. Então ai ia a saudade quede mim lhe resta '! Só resla saudade'! 1 E a que posso eu mais aspirar '/ 0 coração, que fui um

15 17 momento feliz, tem o direito da recordação, o balsamo da saudade e a obrigação do silencio. Tanto não pude eu, mas poderei que remedio! e de fucturo calarme-hei, minha senhora. Que estás abi dizendo? LLIZ. e o corarão re- O que a razão aconselha (d parte)... prova. E se eu ficar de mal? Não ficará. Indiíferença... Oh! isso não, que o seu coração é bom... De resto... odio?... 0 filho de um lavrador não vale os odios de uma fidalga, como lhe não merece... o amor... (á parte) e merecia. E quem é essa lidalga, Luiz '! E vossa excellencia. LLIZ. Ah! a minha r.rccllrnria vae ficar de mal coma sua»terce. (Voltando-se arrufaday E cu que pensei... O que, sra. 1). Elisa? LLIZ. Eu não fali o com o senhor. Que será preciso fazer para con- imomento de silencio.) seguir a paz? A mim é que o vem perguntar?

16 18 Pois a quem, senão a vossa excellencia? Pois sim... Aqui a dar-me excellencia, outras senhoras. como fará ás Pois como heide eu tratai-a? Gomo me tratou ante-hontem, quando me deu aquelles versos? Foi uma loucura; a febre ainda vivia, e eu n&o soube o que fiz/vinha pedir-lhe perdfio. De que, Luiz! Pois n&o vê a distancia que o nascimento collocou entre nós? A filha do Morgado de Yallindo... e o filho do jornaleiro Balthasar... Pois n&o vè a differença? Este mundo é bem mal feito!... Pois que tem? Tu és pobre, e eu sou rica... eis tudo. Mas de que me serve a riqueza, a mim só? Eu quero dividil-a comtigo. Olha, se tu fosses fidalgo e rico, e eu fosse filha do honrado Balthasar, nao me querias? Oh! se queria! E como nós seriamos felizes! Como ü vida passaria doce! Sim; correríamos alegres pelo campo. Tu defenderme-hias dos perigos, eu pagar-tc-hia com... flores. Sim, teu pae virá viver comnosco, e n&o será mais jornaleiro.

17 19 Ali!... é verdade... Mas não pode ser. Não pode? Não. Olha, Elisa, a sociedade é má, embora o individuo seja bom. Não se pergunta quem é o homem, senão para se conhecer onde está collocado na escalla social. Quem tem mais dinheiro, mais sobe. 0 crime já não pesa na consciência de quem o perpetra; as suas consequências já se não dividem entre o criminoso e a victima; licam todas sobre esta. A sociedade desmorona-se, porque a sua base, e a sua vida, é a religião dochristo, e Christo não pôde presidir ao roubo do agiota, á corrupção do magistrado, ao sophisma das leis, á delapidarão dos cofres públicos, á fraude do commerciante, á perdição das mulheres e á vergonhosa indolência dos povos. No meio deste naufragio de todas as virtudes civicas, eu poderia merecer-te, aos olhos dessa gente, se fosse rico, e me deixasse baptisar no gabinete de um ministro; mas eu sou pobre, honrado embora, e conservo o nome de minha familia. Vês, Elisa? teu pae tem em muita conta as exigencias sociaes, e a sociedade exige que eu, quando muito, vá receber as ordens, para que me habilitei. Fazeres-te padre! Não me havias tu promettido que renunciarias a esse intento? Pois, se nós queremos viver um para o outro, quem poderá impedil-o? Teu pae?... Esse?... Pois quem, então? Ha uma pessoa que o poderia fazer, e com quem tu foste bem injusto; porque clle, o meu papá, não ambiciona senão a minha ventura. 0 mundo não será tão máu, assim; e que o seja, deixal-o ; não nos importaremos com elle. 0 papá ó discreto; se não

18 20 upprovasse o nosso amor, toria obstado a que nos vissemos ; porém elle, que desde a infancia nos deixa passear juntos pelas campinas., elle, que te deve a minha vida, que salvaste com risco cla tua, não quererá separar-nos agora, que isso nos é impossível. Depois... olha, hontcm o papá já me fallou do fucturo, e cu aventurei algumas palavras, que o fizeram sorrir. Vês?... Elie approvará. Á parte) Oh! meu coração! illude-me também! Não ficas muito contente, Luiz? não te alegra a minha revelação? Oh! se alegra, Elisa 1 E pois que tu me amas... Sim, desde a infancia ; não é verdade? E só ante-hontem o soubemos! Pois que eu te amo, também, seremos felizes! Oh! muito felizes! Liguemos os nossos corações contra a desgraça ; cila não será mais forte. [Abraça-a, c beija-a na testa. Ouvese a voz de Balthasar dentro.) BALTI-IASAR. Eu lá vou ter, Sr. Morgado. [Elisa c Luiz separam-se rapidamente; este apoia as mãos nas costas do sophá; aquella senta-se ao piano e preludia uma valsa.) Ha de emendar aquelles versos, sr. Luiz.

19 21 SCEM III. ELISA, BALTHASAR E Von do F. D. Tem ouvido, ao mirar, o que diz Elisa., Ora louvado seja Nosso Senhor Jesus Christo! Falla-se por aqui em versos!... Oh.'... KSalmido-l/w ao encontro, respeitosamente) A bencani meu pac. * ' BALTHALAU. Deus te Iara um santo, rapaz. Menina Elisa, como passa v. e\., sra. Morgada! Estou boa. muito obrigada, sr. Balthasar. Então ia tocar uma modinha, não? Ia ; mas queria pedir a seu ülho que emende os versos. Eh! que cá o Luiz fal-os como um home. [A Luiz) Pois emenda-lhe a cantiga ; lá se está pequena, emenda-lh'a. Sim, senhor. Não é isso, sr. Balthasar; é que não está boa uma quadra. Pois seja o que for, sra. Morgada; ou cila! Pois de que servem aos homes as suas habilidades?

20 22 De os perderem, ás vezes. EALTIIASAR. Oual carapuca! Um home faz sempre o que sabe, auando são boas accòes. Faz-se o signaldacruzde manha, reza-se ao meio dia e ás trindades, e deixa correr o carro, ([ue os bois là sabem o caminho. E verdade ; com que então voncecê está já íino? Ora louvado seja Deus! Estou bom, meu pae. Bom ainda não ; esta quasi. Anda lá; agradece ahi á sra. Morgada, que cuidou de ti como de um irmão. Fiz o meu dever, sr. Balthasar. Eu já lhe agradeci, meu pae. Olha que estiveste... nem tu sabes como estiveste. Se não fosse o seur Morgado, c mais ca a sra. D. LUsa... Yalha-me Deus... que até mettias dó. (Lnnpa as lagrimas com a aba do chapéo de panno.) Meu pae 1 Ora vamos, sr. Balthasar; agora já está salvo. A' sêra Morgada o deve. E não lhe devo eu também a vida? Não foi por minha

21 23 causa que Luiz ia sendo victima do touro? Eu trazia um chaile encarnado, o boi viu-me... Eu bem sei, cu bem sei. Mas ha de perdoar, sêra Morgada, não era boi era uma vacca. Aquilio são o diabo! Correm com os olhos abertos, que vêem tudo, o nao param... nem que lhes ponham um portello diante; nem que lhes mettam um fueiro pelos olhos dentro. Então eu não vi?! Estava lá no campo de riba, e botei a correr; mas quando cheguei, já o rapaz estava do outro lado da estrada, estendido como um sapo. Ainda o que lhe valeu foi o vallado não ser muito alto, senão não tinha tempo de pôr a sêra Morgada cm riba da parede, e é que a vacca mettia-lhe as armações, e... Santo Antonio nos acuda! que era uma aquclla de todos os diachos. Mas que tens tu, Luiz? estás triste? Leve a breca merencórias! ara home é para as occasiões. 0 que lá vae, lá vac. Agora por isto... Ha dc-me dar licença, sêra Morgada, que o paesinho está na tapada á minha espera. Èu vim só para os ver um bocado. Pcgando-lhc affcctuosamcnlc na mão.) Veio para nos ver... a ambos, sr. Balthasar? Pois então? Como <'; bom! Não, que eu ainda me lembro quando v. exa. era assim pequenina, assim... que eu andava a apanhar rcrejas para lhe fazer brincos, que lhe ficavam... que era mesmo um gosto vèl-a. E cá o rapazote, (indicando Luiz) esse tinha cinco annos; a sêra Morgada tinha dois... quasi três. Ainda a minha companheira era viva. Ai, que tempo! Olhe que assim, e andando já lá vão dezeseis colheitas. Parece que foi esfoitro dia! N'esse anno tive cu um S. Miguel bem arrevesado! tudo me foi

22 24 torto, e por fim até o pequemte adoeceu, que o ia levando Santo Antonio, com as maleitas. Aquilio, que alli está, não tem de morrer! louvado seja Deus! Já escapou de duas. Pois olhe que a oitra, até o cirurgião já tinha lavrado a sentença; mas que?... lá a minha santa agarra do pequeno, leva-o á capella do Senhor S. Francisco do Monte, e rezou... e cu a traz delia... 0 caso é que nós promettemos de dar o rapazinho para o serviço de Deus, se escapasse, e fez-se o milagre. Ora ahi tem por que o mando tomar as ordes. [Aparte,) Meu Deus! Pois deveras, quer fazei-o padre? RALTHASAR. Pois então? Ha lá vida melhor! Os moços bonitos não devem ir para padres. RALTHASAR. lunclo cie satisfarão.) Ah! ah!... La bonito é elle. Mas então os padres haviam de ser todos feios? Sumc-te, que mettiam medo aos rapazes, quando fossem á Egreja aprender a doutrina na Quaresma. O que? Uir padre, rapaz bem tirado, num púlpito a pregar a palavra de Deus... ha lá nada que lhe chegue?! Nem um doitor, ornais ha-os bons por ahi, que fazem até chorar a gente com as suas retholicas. SVEN A IV. ELISA, LUIZ, BALTHASAR E 0 [Vem do F. D.) Ora bem podia esperar por ti, Balthasar.

23 Papá!... f Beija-lhe a mão.) Adeus, filha. Luiz r Estou bom, sr. Morgado.! Ac a ri ciando-a.-, a Luiz) Como estás, (.( Balthasar) Sabes quem está lá em baixo, no pateo? E tf'u primo Joaquim, que chegou agora de Vianna. BM.TUASAR. Ora v ja! eu aqui posto de conversa, o vosseoria a aturai' meu primo! Não, que os velhos são assim; em se pondo cá a parafusar no que lá vae, são com licença do sor Morgado como os carneiros a marrar. Estava eu a dizer que, quando ca a srra Morgadinha era pequenina... que aquillo era um brinco; saltava que me parecia uma gallinhinha d Senhor! Era mesmo uma barborèta. linda, linda... isso era. MMiu; \DO. Mas não era mais linda do que é hoje. BM.'! IIA SAR. (Depois tle a ter medido com a vista. Isso não, isso não. O que e verdade, verdade seja. Pois ca o rapazote! (Indicando Luiz, aquilio era levadiuho!... Ora, mas abi estou eu cá com as minhas lembranças! 0 que lá vae, lá vae, sòr Morgado. com aguas passadas não móe o moinho. Coin que, então, meu primo trouxe licença!... Vamos lá ver o anspecada. Qual!... passou para veteranos do Castello, em cabo do esquadra ; traz d.ias divisas. BAI.TIIAS \R. Que me diz, sòr Morgado! Pois elle já é cabo! Assim mesmo, é bem bom.

24 26 «CENA ELISA, LUIZ, MORGADO E Dá licença, Sr. Morgado? (Entrando, fardado com uniforme de veteranos, trazendo no peito a fita azul da Torre c Espada, e o bonnet na mão.) Entra, Joaquim. Ora viva lá o sór cabo de esquadra (abraçando-o) muitos annos e bôs. por E tu que os contes, meu velho. Ora, eu attrevi-nie a assaltar cá a fortaleza, para ver a sra. D. Elisa. Como está a sra. Morgada? Estou boa, sr..tuaquim. Esta uma santa! louvado seja Deus! E tu, Luiz? LLIZ. Estou bom, primo Joaquim. Estás um rapagão! Forte, que nem uma peça de bater, montada em reparo de marinha. Eh! cuidado! cuidado! não te fies nas valentias ; olha se te deitam por ahi o barbante, para soldado. Deus nos defenda! É filho único! Papa, eu vou regar os meus cravos.

25 Yae, filha. >So vem, Luiz r EHSA. LUZ Não, minha senhora; salvo, se v. e\. o ordenar. hu núo mando nadn. 11ALTI1ASAK. Mas mando eu e mais aqui o sór Morgado, (3 a Morgadinha, lambem. Pois então, porque nao hade ir ^ A Luiz) Leva o regador para tirar agua do poro. Oraaln está. \aes, Luiz? \ ou, sr. Morgado LUZ. BALTÜASAII. Pois então?... Deixa cá conversar os velhos..., h.><dando-sé) fora o sr. Morgado, é que é. Pois que sou eu, meu Balthasar? SiKJÍA VI. 0 MORGADO, BALTHASAR, JOAQUIM, E DEPOIS FRANCISCO. nao te fariam úuks iriuiqucs,'! ' "" * ^ àscoslil * MORGADO Kntao, Joaquim, sempre queres ficar na aldeia?

26 28 Saberá v s. que. se st; podesse engendrar isso, lá eomo sr. Cirurgião Mór ^Infantaria, era bem bom... Esse é que me podia dar por incapaz do serviço da companhia, e eu então só lá apparecia nos dias de mostra. Pois eu lhe pedirei. Quantos dias trazes de dispensa? Tres. sr. Morgado (O Morgado vac a urna mesa, e escreve.) BAI.TUASAR. Com que, então, tu liças por cá? Queria ver... se se poder arranjar... BALTIIASAR. Pois ja ora tempo. Assim mesmo, já és eobo! Quantos annos tens de serviço? Vinte e um. BAI.TH \SAK. Olha lá! Parece que foi ocodro dia! JOAQMM. Qual outro dia! Foi na tarde em que cá 3 irmã do sr. Morgado... [Confidencialmente.) BAI.TUASAR. u! Olha que olle pode ouvir... Santo Antonio! Qual!., isto de fidalgos só ouvem o que lhes faz conta. MARGADO. :Chamando.) (S Francisco.

27 29 (Dentro.) Senhor! FRANCISCO. BAI,TH ASAR, Eu vou li), sòr. Morgado, hoje é domingo. MMRGAUO. Não, não é precizo. Paro Francisco que entra.) Vae á cidade, entrega essa carta ao sr. Cirurgião Mor de Infantaria. Espera a resposta. ío criado sac.) Parece-me que elle se não negará a fazer-me este obzequio, e conseguiremos que fiques por aqui. (Fscrcvc.j BAJ.THASAR. Já era tempo, s<>r Morgado. Olhem que leva um home vinte annos a semear, e so no fim e que tem a colheita! Assim mesmo, a J no uni tu) já és cabo. Espera... tu, deste lado, tons quatro bichas, duas em riba, e duas cm em baixo. Isto aqui, rio braço esquerdo, são os annos de serviço. BAi.TÜASAR. Então, vinte e um annos são duas? JOAQlIAI. Mais de dez e uma, mais de vinte são duas, mais do trinta são très... BA1.THASAK. Oh! com as maleitas! Então, se estivesses mais dez annos era melhor. De que me servia outra divisa destas? BAI.THASAR. Pois não ganhavas maior soldo? Qual!.., Era a mesma coisa.

28 30 Então, nâo. Mas isso, assim, não está direito. «vinha um velho como um novo!? Tanto E que queres tu? O tempo está para os galuchos. JSCKVA VII. 0 fflükgaüo, BALTHASAR, JOAQUIM E DUARTE ÜE MORAES. Sr. Morgado? DUARTE. ilevantando-se.) Oh! sr. Moraes! Estava-lhe escrevendo, para que não tivesse o incommodo de vir faltar-me. DUARTE. Obrigado a v. exa... Nunca o prazer é encommodo. Ora viva, sor Duarte; como está vosscarin.? DL'A UTE. Estou bom, Balthasar; oh! adeus, Joaquim. A's ordens de v. s., sr. Duarte. Pois, sor Morgado, nós vamos cá ver isto, pela Quinta, como vae. Sim, Balthasar, sr. Moraes, não quer entrar no meu gabinete? Ahi e>taremos melhor.

29 31 DUARTK. Gomo quiser, sr. Morgado. (Duarte c o Morgado entram para a E. Dalthasar e Joaquim vão a sahir pelo F D e encontram-se com Elisa c Luiz, que vem entrando.) ' SCEAA VIU. BALTHASAR, JOAQUIM, ELISA, E Onde va«\ sr. Kalthasar? Dar uma vista d'ollios por ahi, sra. Morgada fica? V ex Fico. O sr. Luiz vae-me arranjar os versos. [A Lutz.) Ali! tu fazes versosí ;.r aparte.) Olha mie 1 padre!... RALTHASAR. A Luiz.) Pois arranja la isso da modo que se veja. (,SoJiiiin'o co,a Hafdinsttr. r porte.') IVi-lhe instruc- *< t;\ A ix. ELISA E Kntúo, Luiz í queres ficar de mal comigo'!

30 32 Não, Elisa... Mas a promessa de minha mãe? EI.ISA. Deus nâo quererá o seu cumprimento á custa da nossa felicidade. Deus nâo quer; mas o mundo... O mundo quer o que Deus manda. Olha, consulta o teu corarão. Vae fazer-me os versos, e escreve o que, elle te disser. Promettes? Prometto, Elisa. (Voe para a mesa, Elisa vae sentar-s * ao piano.) EI.ISA. Em quanto, vou tocar. (Toca o a,logro da Cavatina do I" acto do Hernâni. Luiz, ao sentar-se para escrever, lança os olhos sobre a carta, que o Morgado tinha começado, proa nella, levanta-se e permanece em pé.)!á parte) 0 meu nome aqui escriptoí... e o delia! (fica lendo para si a carta; alegra o semblante.) EL ISA. (Reparando.) Que fazes ahi, de pé? (Correndo para Luiz) Já escreveste? Não... Mas eu não devia ter lido esta carta. (Tirando-Ih'a da mão) Deixa ver. [Vem d seena, e lê:) «Exm. sr. Duarte de Moraes. A svmpathia que lhe merece o Luiz da Silva, pode igualar, mas nao exceder a que lhe dedico. Amo-o como

31 33 «filho ; c so para isso não bastassem as suas boas qua-» lidados, havia a poderosa circiunstaneia de ter salvado < a minha Elisa de uma morte certa. Aecèdoao seu pe- " dido. Já ha muito que eu linha essa idea. Cresceram «juntos, o a ninguém irá melhor um logar na minha fa- " milia. Este ponto está resolvido. A felicidade de minha «filha será...»> 'Com sentimento) Não diz mais! ELJSA. E é pouco? Vês, Luiz? 0 papá approva ; ou não t'o. y Enganas-me, illudir-me? coração? E também os olhos querem I'M SA. Não, não o iilusão. Olha ws elogios que o papá lo faz ; e a sympathia do sr. Moraes. Sim... elic mostra-se muito meu amigo. Mas... ainda ha poucos dias. me perguntou ([liando me ordenava. C IsM> foi para te experimentar. E iiiii 1 lho respondeste? o: ' ' 1 O One me ordenaria breve, o antes de noueos dias ostat ria em Brana. Se não fosse a minha doença, lel-o-bia já T> ^ lia males que vem por bem. Oh! como nós seremos felizes! Mandaremos construir uma capellinha no logar, em que me salvaste, sim? e c Í x fe' 'v, yfcnn, minha Elisa. Olha, - sentes bater este eoraeso? E. <v m e; v*

32 34 do amor por ti, é dc alegria por mim, c de orgulho por nós ambos por merecer de Elisa tanta affeição e de Deus (anta felicidade. Sentes!... ELISA* Sinto... Escreve agora a poesia. Como ella ha de ser bonita! Mas não falles em saudades:.. [Corre d mesa, pousa a carta que leu, e prepara os objectos para cscripta.) Espera, vou ao meu quarto buscar papel muito mais lindo, com a minha firma. [Sahc pelo F. E.) StEXA X. LUIZ, LOGO DEPOIS 0 MORGADO, DEPOIS ELISA, Eu creio em Deus! Para os bons ainda ha venturas na terra, e prêmios no ceu. (A' portada E. chamando. Luiz? Sr. Morgado? Manda chamar teu pae. Eu vou, senhor. (O Morgado desapparcce, sahir pelo F. D.) e Luiz vac a (Entrando pelo F. E.) Onde vaes, Luiz '! LUZ. Chamar o meu pae, dc ordem *do teu.

33 Pois vem depressa. Olha, cá ponho um papel muito bonito: Verde é esperança. (Voltando á acena.) Tu tens esperanças... Em ti, Luiz. Vae, não digas nada a teu pae. Quem sabe se vae ser consultado para... (Suspendc-sc.) Para que, Elisa'!... Ora, para que liado ser? Para nos unirem, porque... < Amei teu seio no palpite languido... [Atalhando-o.)«Quando a meu seio te prendia, Elisa..." I.UIZ. Elisa!... (.Beija-lhe a mão.) Vae chamar teu pae, sim ' LUIZ, Vou... (Sahc apressado.) SC EN A Xl. ELISA, DEPOIS BALTHASAR E Oh! minha mamãzinhal tu ouviste as minhas orações na manhã que se seguiu áquelle sonho: eram luzes,

34 t> um aliar e um padre; era umaeeromonia de bençans... e eu bem lo vi descer do ceu a coroar a tua filhinha; Oh! ou bem te vi, minha boa mamã!?. A r/r ii ASAR. A's o rd es de vossenhoria. paesinho, ser a Morgada? Ah! pensei... Onde está o Está no seu gabinete, meu pae, Entre, entre, sr. Balthasar. lial'1'll ASAR. Ca vou, ca vou, pois então! SCIÍ\A XEÍ. ELISA, LUIZ, E DEPOIS JOAQUIüí!. LUZ. Não sei como me bate o coração! Parece querer saltar fora do peito! Estarei eu mais alegre do que devo, Elisa? ELISA- E eu, então?... E' a felicidade. r.n/.. Será... é... pois que havia de ser?... ÍYae sentar-se a mesa para escrever. Elisa cncosta-llie a mão no hombro, e, d maneira qac Luiz vac escrevendo, vue-se debruçando, cite que encosta a sua face a del/e.) [Entrando devagar. A'parte.) Oh! que padre!... ('fosse, finge que os não vê, e caminha, de vagar.)

35 idesi-acostaudo-se.} Ai!,.. Oh! 'Elisa pega ao pape!. e sähe car- (Lcvantando-sc.) reado ) SCEtfA XIII. LUIZ, J3UQÜI>1, DEPOIS LUZ.,1 pm.riinando-se^ Sr. cabo d'esqnadra! Sr. padre! JoAQIIM. Engana-se; cu não sou padre. Mas ha de-o ser, querendo 1'eus. Mas Deus o não querer;:. LUZ. Tanto melhor! (Aparte.'. Em (pie diabo se tia eile?... [Alto.) Queres tu assentar praça, o Luiz? i.nz. Obrigido; eu não quero ser soldado. [Aparte.^ Não nos viu..10 A QU M. Inda a patrona me não dé lustro, se tu, ao fim de dous ânuos, não estavas sargento! O que?... Comesse olhar linorio?...

36 38 E' uma grande cousa ser sargento! Obrigado a obedecer, sem saber porque, nem [»ara que executa uma commissão, cujo alcance não lhe o dado calcular?... E' a disciplina. E' a oppressão. O official manda, o soldado obedece. O soldado é uma machina, o official é o machinista. Isso é verdade; e o vapor ó... (fazendo sif/nal de balei-) é o junco. E' uma indignidade. Então que queres tu? Ainda, agora, se acabou com o castigo de chibatadas por conta do commandante: dão-se só particularmente do cofre do capitão; mas dantes!... faça-me favor!... Não ha vida como a do padre: E' comer do bom, beber do melhor, dizer a sua missa, educar os a/ilhadilos... e está feito o itinerário neste mundo. Só isso?... Pois, que mais?... Derramar o balsamo da relig.áo sobre o coração do tifflicto; erguer-se dos pés da ciuz para correr á cabeceira do moribundo; dar o pão do corpo ao indigente e o do espirito ao ignorante; defender a innocencia per-

37 39 seguida; amparar a orphandade; ser forte, contra o forte, em apoio do fraco; encaminhar bem o desgarrado ; converter o hereje; adormecer com a consciência tranquilla, para despertar com a graça do Deus; e, abraçado á cruz, ministro da religião, soldado de Jezus Christo, ir á conquista das almas para o cou, e da felicidade para a lei a! Eis o que deve ser um padre! [Para si própria.) O rapaz falia, que nem o general a fazer uma proclamação!.1 Luiz.) Oh! estás aqui?... Bom é. Então, que temos? Não é nada; o cá uma noticia para o Luiz. (A Luiz.) Olha lá, oh! agradece ao.sor Morgado! Aquilio é que é teu amigo! Faz a tua felicidade, assim do pé para mão! Aquilio, sim, é que é pae [»ara adevinhar as inclinações dos rapazes. Aquelia lilha é a menina dos seus olhos! Isto é que se chama matar dous coelhos (ruína cacheirada! Estaes ambos felizes! Isto não é sonho, meu pae?! Oh! que não cabe em mim toda a alegria que vae neste coração! 'Abrarando-a.) 1'oitéra não! Ora, dá cá esses ossos! Mas eu não vos entendo! Já vaes entender. Mas... primeiro... (,t Luis.) vae cln mar a sôra Morgadinha, Luiz, vae...

38 40 Eu vou, meu pae, cu vou. Salte apressado ) Anda, para se lhe parlicipar esta aqueua. 'Correndo d poria do F, A'., o seguir Luiz; Joaquim o mesmo.^ SCE.VA XIV. BALTHASAR, JOAQUIM, LOGO 0 MORGADO E DUARTE DE MORAES. (.1 Balthasar.j^hs não me dirás o que significa esta revolução, que vieste fazer no rapaz? DUAI5TE. Sein incommodo, sr. Morgado. BALTU \SA!'..1 Joaquim.) E' que 'falta-lhe hai.ro, em ar de confidencia.': MORGADA. Está, pois, tudo definitivamente ajustado. DUARTE. Sem duvida,.lá o estava antes de resolvido, e lisongeio-me de ter tido occasiáo de trocar com v. ex, as provas da nossa antiga amisade. [Agradece.) Eu vou mandar preparar um cavallo. DUARTE. Tenho ahi o meu, sr. Morgado. Recebo as ordens de

39 41 Eu vou accompanhal-o até ao pálio. Por quem é, senhor... DUARTE. Faz obsequio (sahem ambos.) SCEtfA XV. BALTHASAR, JOAQUIM, LOGO ELISA E LUIZ, DEPOIS 0 Pois isso é uma pechincha!... se te parece!... ficamos lodos em casa. {Esfregando as mãos, em signal de alegria.) (Correndo a abraçar Bcdlhasar.) Ah! sr. Ballhasar! Oonle, conlc-rnc Indo, como foi. Eu já tinha adevinliado! A eja como seremos felizes! P.ALTÎ1ASAR. Pois entào, sera Morgada! (A Luidando-lhe a mão.) Toca, Luiz; a quem papagueia como lu... e do justiça; é um posto dedistinecão hem merecido. Obrigado, primo Joaquim Ora, mui lo bem. ilorgado. ( Correndo a ahraçai-o) Oh! como eu sou sua amiga! Já sei tudo, já sei tudo! G

40 Sim, já sabemos tudo, sr. Morgado. Já sabem?! RALTHASAR. Pois então! Fui eu que lh'o disse. Bem, tanto melhor; (a Elisa) e vejo no teu contentamento, que me não enganei, quando empenhei confiadamente a minha palavra de honra. O papá é muito bom. Como tinha adevinhado! Pois poderá! RALTHASAR. E, como tu vaes concorde nisso, tudo se concluirá com a maior brevidade. Luiz, cm quinze dias podes arranjar-te! Eu estou prompto, sr. Morgado. Teu pae dar-te-ha o dinheiro preciso, e uma carta, que eu lhe entreguei. Já lá dei ordem cm baixo para te prepararem um cavallo. RALTHASAR. (Mostrando uma carta ) Cá está. [Entrega-a a Luiz.) E' para o sòr Arcebispo. O que? o cavallo?... RALTHASAR. Nâo, a carta para elle dar as ordcò.

41 43 Suspenso.) As ordens!... (O mesmo.) U que, meu pao? ( 1 Luiz.) Sim, c tudo se arranjará em quinze dias. sor-pren- E iiea sr. Capcllão! (Luiz e Elisa olham-se didos.) Luiz abençoará... Luiz... abençoará... A lua união com o sr. Duarte de Moraes. Ah! (eae desamada nos braços de Ballhasar, que, ajudado por todos, menos Luiz, a conduz ao sophd. (Para si proprio.) Ah! corarão... que me enganaste!... (A/flicto.) Meu Deus!... Uue tens, filha? Joaquim, vae chamar um medico. (Joaquim sahe.) 0Baixo a Ballhasar.) Meu pac... saiamos desta casa! Agora, filho, é que tu queres saliir?

42 \\ Balthasar, vac ao meu gabinete, traz um vidro de essencia, que está dentro da secretaria. Luiz ampara-a aqui. (Balthasar sähe. Silencio e anciedudc.) Yein esse vidro?... Depressa! RALTHASAR. (Dentro.) Não sc pôde abrir a secretaria. Arromba-a! (Sähe correndo,) SCEItfA XVI. ELISA E A'lisa inove-se, e coe tomando a si. Elisa!... Senhora! r.uiz. (Voltando completamente a si.) Que é? que foi? Ah! Luiz!... agora me recordo; querem separar-nos, querem matar-me! Não... Jura, aqui, que me amas, que me não abandonarás, que virás... buscar-me... amanhã... esta noute mesmo! Elisa! (Ouve-se o ruido de, algum movei que se quebra.) Jura-m'o, Luiz! [Combatemio-se.) Elisa!

43 (Com forra.) Jura! (Tendo vacillado.) Juro! SC E.Y A XVII. ELISA, LUIZ, 0 MORGADO E (Com van fräsen cm uma. das mãos.) Filha!... filha!... Ella está melhor, sr. Morgado..lá falia? Já... estou melhor. ELISA, Quo foi, Elisa, que sentes?... (Está recostada no sophá. Luiz está de pé, com os braços cruzados, contcmplando-a.) Nada. (Trazendo Balthasar de parte.) Yò se podes chegar a casa do sr. Moraes; participa-lhe isto, e pede-lhe que venha cá amanhã. Sim, senhor. Então?! (Olhando para Elisa, e depois caminhando para sah ir.) Coitadinha! Parece mesmo um milagre d.c cera da Senhora Sant'Anna!

44 46 SCEKA ULTIMA. ELIZA, LUIZ E O (Aparte.) A que devo attribuir este accidente! Elisa estava tão satisfeita... Luiz também... agora, ambos estão mudados!... (Como assaltado de uma ideia.) Ah!... experimentemos. (Alto.) Filha, estás melhor? (Sem abrir os olhos.) Estou bòa, meu pae. ^ Nesse caso é conveniente recolheres-te ao teu quarto. E tu, Luiz, marcharás hoje mesmo para Braga, visto que, felizmente, não temos de demorar o consorcio. LUIZ, Sim, sr. Morgado, eu partirei já. (Animando-se.) Não, não, meu pae! Não deixe o Luiz ir-se embora. Eu precizo delle ao pé de mim. (A/flicto.) Delira, minha senhora! (Em estado febril.) Não queiram que eu morra! Para que me illudiram?! Eu amo-o! Luiz, eu quero ser tua! Elisa, que nos perdeste! (De joelhos junto do sophd. Elisa tem cahido no abatimento, que segue ao deli rio.) A pé, atrevido! Saia!... infame.'

45 I / (Dando uai salto, e ura passo para o Morgado.) Infamo, senhor!... (Recuando.) E' o pac de Elisa!... Eu saio, sr. Morgado de Vallindo. (Sahe, vagaroso e firme.) (Fazendo um es forro.) Luiz!... Meu pac!... (Cor em novo turpor. O Morgado cruza os braços e deixa pender a fronte.) III 1» PHinEIRO lctoi

46 48 A mesma sal» «lo primeiro acto. SCEtfA 1. 0 MORGADO, E DUARTE DE MORAES, DEPOIS /Estão sentados, conversando familiarmente.) DUARTE. Bem; concordo, sr. Morgado. Em lodo o caso o apenas adiar o negocio, até que melhore. DUARTE. Sim, certamente... Mas não acha alguma cousa do extraordinário nesta doença repentina, que, segundo me disse o Balthasar, succedeu logo a uma alegria manifesta? Não, indisposição leve... passageira... liade melhorar. Ella deu o seu consentimento.. Sem elle... DUARTE. Sem elle... impossivel fora tudo, bem que v. cx. insistisse em oomprometter á sua palavra. Sim, Elisa é dócil c aífectuosa, como era suarnac... o formosa como era sua tia, minha irmã Julia (movimento de Duarte.) Conheceu-a? DUARTE. Tive a honra de encontral-a algumas vezes, em casa de v. ex.

47 49 Ainda cu era solteiro. Casei um anno depois da sua morte. Já sao passados vinte eumannos! Pobre irmã! Foi nir segredo que a matou, c não houve saber-lho'o; morreu com ella! DUARTE. [Aparte.) Mau homem que eu fui! Em fim, Deus a terá em sua guarda! 'Entrando, com papeis na moo.) Prompto, sr. Morgado. (Heeehe os papeis, que entrega a Duarte.) Pcrtenccmlhe, por ora, sr. Moraes. (Duarte voe d mesa, para escrever) Joaquim, recebi hoje a resposta do Cirurgião Mór, que prometteu servir-me. * Muito obrigado, sr. Morgado. Saberá v. s. que meu primo quer-lhe fallar. Com inaa modo. Não posso agora. liem, bem; saindo logo será. SCEJVA II. 0 morgado, DUARTE, E DEPOIS DUARTE. Sr. Morgado, eis aqui as escripturas da fian:a. 7

48 50 Porem... (reparando) e com a declaração de nullidadc! Por ora não; permitia que não acccite. Gosto da maior regularidade nos meus ncgocios. Fico penhorado pela prova de confiança, que me dá, mas não me é possível acceder. DUARTE. Sr. Morgado de Yallindo, entre cavalheiros não ha contractos escriptos. A palavra de v. cx. vale, pelo menos, tanto como a minha, c a minha vale muito ; não se empenha embalde, nem deixa de desempenhar-se, uma vez dada. Esse remorso me não peza no coração ; outros me não pezassem... oxalá!... (Como provocando explicações.) Remorsos!... Y. cx... Eu... DUARTE. Tido e havido como um homem probo!... DUARTE. E o sr. Morgado duvida-o?... De forma nenhuma; porem... o sr. Moraes acabado... DUARTE. Y. cx. obriga-me a fazcr-lho uma revelação, intempestiva, talvez: (Sentam-sc.) Eu fui mau, cm tempos que vão longe, porque a pouca illustração me não ensinou a conhecer os bons modelos, e a muita liberdade me deixou seguir os maus exemplos. Tenho erros na minha vida crimes, diria outro mais escrupuloso; mas dclculpa-os a razão, que attende á minha inexperiencia dessa época, embora os condemnc o coração... Oh!... esse!... esse não perdoa facilmente ao seductor da mulher, que elle escolhera o chamára sua, nem levan-

49 51 tará, jamais, o remorso da consciência do homem, que deixa seu filho entregue a mãos caridosas; açoramos bem-fazejos, que lhe emprestam caricias, que seu pac lhe devia, e lhe dão por esmola o pão que seu pac lhe negou. {Com curiosidade c receio.) V. ex. tem um filho?!... DUARTK. Tive; não sei dellc... perdi-o. Esperei cinco annos lora o praso marcado; esperei debalde : não veio. Porém, dizendo v. ex. que tem um erro... DUARTE Um crime talvez! um «imo, sim. Pois que outro nome lhe cabe? Seduzir uma mulher bella/virluosa mnoeento mesmo, e esqueeel-a depois, e deixal-a entregue a desesperação, obrigada a depositar seu filho em collo estranho!... aeeeilar a mão de uma outra mulher ir sacrilicar-lhe a minha vida, receber em troca o seu ouro e regeilar-lli'o, só, quando á hora do saerifieio uma carta me annunciou a morte da minha victima e o nascimento do frueto do meu crime...! Ao menos' depois de cinco annus, a expiação ser-me-hia menos "dolorosa, porque fruiria os afiagos de meu filho.. Mas Deus o não (juiz. nem essa consolação, que eu não a merecia... Esperei debalde; essa creança, e aquella cruz üe ouro, - o - 1 derrader ^il.^umu ue sua mãe, nao checaram nunca!... é e que o meu filho morreu!... Eis norrme eu PU tenho M LÍL WINNREN, remorsos! 1'UIIJIIO Talvez que essa mulher não fosse, R A^O/V perante I I RT Í. a _ s. dado... digna de... sim... digna do seu nome... socie- DUARTE. (Severo.) Não lhe disse eu que era virtuosa, senhor?

50 Sim; porem... ns posições lambem teem seu valor; v. e\. é nobre, e rico... cila... talvez... DUARTE. <Srerro.; E que importava isso? Na hora da soducção (>ll,i ora uma mulher, eu era um homem... na hora da reparação eu era pae, cila devia ser minha mulher. Y. ex considera a fidalguia como o baluarte da virtude, ou como o refugio do criminoso? Nós, fidalgos pelo acaso ilo nascimento, poderemos, á sompra dos nossos pergaminhos, praticar um cento de indignidades, desfolhar, sorrindo, as flores da innocencia de uma pobre mulher, e as alegrias de um pae, que tem de adquirir pelo trabalho, c virtudes o respeito e a consideração da sociedade, que o acaso nos libcralisou? Não; isso seria subjeitar o direito natural ás loucuras sociaes, seria prejudicar as leis, ipie nascem com o homem, por aqucllas, que do homem nascem. [Elisa apparece ao E. /:'., e permanece immovel.) 0 neto do príncipe e a filha do soldado ; a herdeira do fidalgo e o filho do artista, podem unir-se; a natureza fòl-os iguaes! (Levanta-se.) (Aparte.) Que lição!... (Levanta-se.) DUARTE. Todavia, aquella pobre menina não era uma mulher do povo... E que o fòra.. c remorso me não abandonaria. Essa grande riqueza, que depois herdei de meu pae, devia pertencer-lho, como lhe pertenceu o meu coração... c, pois que não pôde ser, precisava escolher alguém que a substituísse; não no amor, que isso me não fora já possível, mas na família ; que hei mister de alguém que me concilie com Deus, e a mulher virtuosa é a medianeira entre a terra c o ceu. Eis porque escolhi a senhora D. Elisa : ella será minha esposa perante a sociedade c será rainha filha perante mim. (Elisa caminha vagarosa e cabisbaixa. Vem um pouco poilida.)

51 Filha!... Meu pae! (Abraça-o.) Minha senhora... EIJSA. DUARTE. Estendcndo-lhc a mão.) Sr. Moraes... V. ex. sonle-so melhor? DUARTE. l'm pouco. ELISA, Mas, filha, o ar far-te-lia mal, talvez. Não faz, não. Eu fecho eslas portas. (Yac fechar as portas.) (Bui,ro.) Sr. Moraes, eu tenho muito que lhe dizer. DUARTE. Eu a escuto, minha senhora. Mas... preferiria escrever-lhe... amanha. DUARTE. Como v. ex. quizer. Em t do o caso dar-me-hei por feliz se poder ser-lhe agradavel. (Voltando.) assim? Elisa, agora estás muito melhor, não é

52 Estou, meu pae. Pois bem, então não leremos de adiar a realisação dos nossos desejos. E' a tua felicidade, filha. Creio. A minha vontade ponho-a nas mãos do sr. Moraes. (/I Moraes.) V. cx. responderá por mim. DUARTE. Eu, minha senhora? Oh!... então... Sim, v. ex. responderá por mim ; porém, só depois (Vamanhã. Consentem? Seja. (Duarte curva-se, em ar de assentimento.) DUARTE. E agora permittam vv. exs. que me retire, visto que tenho ainda de concluir um negocio do sr. Morgado. Porém... levará as cscripturas... DUARTE. Inutilisei-as, c debalde v. ex. tentaria tornal-as novamente validas. Minha senhora... 'Dando-lhe a mão.) Seja meu amigo. DUARTE. Yae nisso a minha ventura. Sr. Morgado... (Apertando-lhe a mão e aceompanhando-m.) Sr. Moraes...

53 00 SCE^ÍA III. ELISA, DEPOIS JOAQUIM, DEPOIS BALTHASAR, E MAIS TARDE O ^ Que bom homem! Elie quer-me para sua filha! Oh! sêl-o-hia, se esse laço não quebrasse o que me une a Luiz. Mas elle é bom, despido de preconceitos sociaes: «a herdeira do fidalgo e o filho do artista podem unir-se...» disse elle; pois pedir-lhe-hei auxilio, ronlar-lhe-hei tudo, e depois d'amanhã, elle mesmo virá fazer renuncia da minha mão, e pedil-a novamente, para Luiz. Oh! Deus não me abandonou, a esperança ainda me sorri! J O AN UM. (Attravessando a seena.) Guarde-a Deus, sra. D. Elisa. Olhe, Joaquim. Ora, que todos me fogem! Menos isso, sra. Morgada. Deus nos defenda de tal! Desde hontem nunca mais o vi. Queria perguntar-lhe por seu primo. Qual? O balthasar? Está lá cm baixo, na pátio. E o Luiz, lambem? Esse!... (Aparte.) Temol-as arranjadas. Esse.. Diga!...

54 56 Esse mio está... mas elle hade vir, sim... liado vir... ainda que eu não sei se... Não sabe! Não sabe o que aconteceu hontem? Pois não sei!... quero dizer... não mo consta... isto é... cu sei que o pãozinho so zangou um bocado com o rapaz; mas isso não vale nada... Não vale nada Î Então é pouco ser expulso, tirarem-o dao pé de mim, quando eu mais precisava delle! E não me dizerem para onde foi! não me darem noticias!... Vejam como pòz em alarma aquella fortifi- [Aparte.) cação! Joaquim, você não sabe d'elle? 0 Palthasar não lhe disse onde está? Ora... o pobre velho anda a loque de caixa; já destacou patrulhas, e pòz vedetas ; mas nada, o desertor não apparecc.!a/llieta.'í Então, ninguém sabe do Luiz? Uual!... Pois não o por falta de deligencia. Os visinhos andam todos n'uma volantina. Parece a Maria da Fonte! 'leu Üeuò! Se aconteceu alguma desgraça!

55 O I Olhe, sra. Morgada, o tempo não esta para escaramuças. Os rapazes dá-lhes agora na rabeca deilareni-<e ao charco! 'Multo a/flictn.) Deus! Meu Deus! Se Luiz se suicidou! meu JOAOITM. -1 parte. Fil-a bonita, não tem duvida! '.l/lo. Fn lhe digo... não ha razão para assustar... assim mesmo ia lia algumas noticias... Ha noticias?.. JOAQUIM Isto e... ha Iodas as esperanças... Olhe, abi vem meu primo. 'Triste.' 15AI.TU \ SAIt. Ora viva, sèrc Morgada. ELISV. Adeus, sr. Üallhasar. Wliei/ondo-sr o c/h\ e pondo-lhr os uoh)s IOI I m n t l / r o J Oue e do Luiz? BALTUASAU. Ai, menina... não me íalle n'iss<>. Não me apparece desde honleni, ( ue sahiu de ca de casa. Auora e que eu venho desenrodiltiar isto. Vamos a ver'como e esta "ndnimina. Olhe, a íallar a verdade... MONOADO. Entrando: Joaquim, vae ver os trabalhadores, Sim, senhor. (Sa/te.)

56 Filha, tu eleves estar fatigada ; deixa-nos sós uni momento. IiLlSA. Eu vou, meu pae. il 4 v iv. 0 MORGADO í RALTHASflR. (Coniã:-ão-so.) Enlác que mo queres, Balthasar? m li f m mi BALTIIASAR. Sòr Morgado, mascaria conhece-me. Sou home verdadeiro e capaz. Não gosto cá de embrulhadas; por isso é que venho fallar com vasscoria. Onde está o meu Luiz, sòr Morgado? Eu sei lá do teu Luiz! Depois que o mandei sahir de minha casa, não sou responsável por ellc. RALTIIASAR. I I i I I ; r I Vosscnria pòl-o fora?... ruz. RALTIIASAR. Porquê, sor Morgado? One foi que lhe fez o meu filho? Teu filho é um mau rapaz. Isso lá devagar, sòr Morgado! Estou eu aqui para o defender... isso lá, não... Vnssroria esta equivocado. y«i '

57 Oxalá! (A /Hirte.) Não convém explicar-me. Poupemos o escandalo. RALTHASAR. Mas, então porque diz msseorin isso '.-' Eu tinha-lhe reservado na minha família um lol>ar honroso. Luiz seria o meu cappellão... Ate ahi bem vamos. r, AI,TUA,SAR. Eu era seu amigo; além disso o sr. Moraes pediu-me que o protegesse, e propoz-mo para o logar que eu já lhe destinava... RALTHASAR. Até ahi já eu sabia... vamos lá. Mas tudo se desfez. Luiz é indignada minha amisade, é um mau rapaz, um infame, até... RALTHASAR, Alto lá sòr Morgado!... veja como falia!... Cá um home, porque é pobre, não deixa de ter o seu âjnnicut. Yosseoria é fidalgo e rico, eu sou um lavrador honrado e capaz. 0 Luiz é filho d'uni home de bem. Sabemos disso. RALTHASAR. Não sou eu que o digo... é toda a freguezia! Vão por ahi perguntar quem é o Halthasar. Que venha algum a quem eu queira mal! ou que tenha tido algumas razões comigo, por cauza d'agua de rega, ou de quaisquer outra endqueta.

58 no Acalma-lo. Eu não lo culpo. Eni cortezia, sòr Morgado; o Luiz não era home capaz dc lhe fazer nenhuma desfeita. Ali, onde o vè, leni ca beca, e tem e reação. Que imporia? falta-lhe o sangue. [Zangado.) O que? Falta-lhe o sangue?! Tem-o tão bom como rosseoria. (lícprrhrnsiro.) Devagar, homem! RALTHASAR. Sim, senhor! Yosseoria não sabe o que ali eslá! Olhe ipie, ali onde o vc... cala-te boca... Pois bem, eu não quero íazer-te responsável pelo que teu filho faz. Mas quero eu sòl-o, que o posso ser. Pois então! A razão é obvia. Resolvi não tercapellão. Isso lá é outro 1'allar. Yosseoria é senhor da sua vontade. Mas o rapaz não me apparece, e ninguém me dá noticias delle. (Assustado.) Como! Pois Luiz não lieou em casa a noite passada?

59 li! UALTHASAR. 'Acemnpanhando-o no susto. Não, senhor; porque, xòr 1 «i l(l( )'! Enlão... Ou oh!... V ósseo ria- mette-me medo. MO IIO A DO. parir/ Queira Deus «juo ou não causasse al-mnia desgraça! Aquolla nolioia do lia pouco!... IJALTIIASAR. Que ó, S()r Morgado'/... Yallia-nie Deus!... ^ amos prooural-o. Yoni; nos lai voz o encontremos. Sahr upprcssodo, r lialthasar sct/uc-o.', RALTI1ASAR. \alha-mo Santo Antonio, ca Senhora Santa Itila! FRANGI SC O. ifnlra, com luzes i/uc p,m snhrr a mesa um nooamto untes (h> Mnrtpnlo sohir.i Isto e o diacho! VAI não sei se lh o diga; mas a coisa é certa todos os sianaes são verdadeiros... Eu não sei se lho diga. A foliar a verdade, isto não e lá dos melhores bocados; mas a menina pediu-mo tanto que lhe desse noticias!... que remedio!... São más, podiam ser boas... paciência. Em fim, o que tem de ser ao tarde, seja ao cedo... não lia outro remédio. Vue correndo para a porta do F. / ;., r ainda ristn por.lar /uim (p/e cem do F. D. «CEIVA VI. JOAQUIM, DEPOIS FRANCISCO. [Chamando) Seia! onde vaes, ó Francisco? Oual! vae

60 62 por abi fazer alguma asneira; melter tudo no bico das creadas; isto de mulheres gostam de bater com alingua nos dentes, e, mais bocado menos bocado, contam-a á menina. Ora esta! Era só o que nos faltava! Pobre rapaz! E então... que era um doutor a fallar! aquillo, cm elle começando.. era um tiroteio de palavriado, capaz de fazer render o Mac Donnald, Ora esto! Elles tinham lá suas coisas... eu fingi que não percebia, mas... oh, oh!... (rindo) Cá o bicho tarimba!... Pobre rapaz! Foi tal e qual como o sobrinho do Regedor de Darque! FRANCISCO, Sôr Joaquim, lá está a scra Morgada com um desmaio como hontem. Eu vou chamar o sòr Morgado. Que diabo lhe foste tu dizer?... Eu parece que advinliava!... Ora, ora esta!.. (1 'ao a sahir.) N JEXA VII. OS MESMOS E 0 (0 Morgado vem triste, caminha vagaroso. Francisco sahr.) (Senta-se.) Pobre homem! quasi o levam d'ali morto! É triste! Eu tenho uma parte bem directa nesta desgraça! Terei motivos para remorso? Que deveria cu fazer?... (Chamando cdto) Joaquim! (Triste) Senhor. Ah! estavas abi... Teu primo está bem mal. E preciso não o abandonar de noute. Lá estão alguns visinhos; levarás gallinhas, e o mais de que houver mister. Tudo si 1

61 comprará a expensas minhas. Que nada falte ao pobn velho... Elie é bem desgraçado! (Medita.) E aquelle pobre moco! Morrem os bons ; os pobreperdem o seu arrimo... Isto não tem cadencia... Nada., se assim marcha o mundo, rompe-se o quadrado, e entr; com ellc a cavalleria do demonio... nada!... Era a esperança daquelle pae... Com trinta baionetas!... antes ell< fosse rico... antes fosse fidalgo... el parte Antes!... E então que sc matasse... Perdoe, sr. Morgado, mas o que não fazia falta a ninguém. (Á parte] Quem sair! 'Ah > Bem; não fallcmos mais ms(o. E uni desastroso aecontecimento Não o revelem á menina; é muito nervosa, e... Or«i... se cila já o sabe... (Alvoroçado) Já o sabe! Quem lli'o disse? (Querendo conlcmporisor) Foi o patela de Francisco, que e mais basbaque do que um galucho. (Ameaçador) O si 1. Francisco... Coitado! clle não sabia nada do que ha\ia... 1)0 (pie havia!... Então o que lia?... que sabes tu?... pois... viste... disseram- te alguma coisa?... que sabes?...

62 11 fr il I J si JFI r j : I Eu... nada, nada... não sei nada... Dizia ou que o Francisco não sabe que a menina eslá incomiuodada, o que a noticia da morte do uma pessoa conhecida... sempre, causa suas interinitencias. Ora, como o Luiz, Deus lhe falle nalma ora conhecido da senhora Morgada... M' parle.) Conhecido... sim... mais... talvez muito mais... Isto c... l)em, basta. Vae ver o pobre Dalthasar. Se elle se achar poor, vem chamar-nic; não quero lhe falte o mínimo soccorro Vae. (Consultando o seu reloi/io.' E' tarde; são nove 1,IOAQI IM. Fois eu vou, sr. Morgado. Não te CM pi e ça s de cliaiuar-nie, se peorar Si m, senhor. Sa/w. fh I If Hf lí 1 1 «M S» A fvl 0 R G A 0 0, DEPOIS ELISA, Que desgraça!... Suicidar-se'... pobre Luiz!... porque, a pesar de tudo, eu era seu amigo! Mas poderia consorval-o em minha casa, depois de?... E quem sabe se já foi tarde?!... Para que desçaneei eu sobre a virtude I

63 65 de uma o o respeito do outro! Essas distancias não as vê a mocidade inexperiente... essas exigencias sociaes combate-as o plebeu ; (.mudando dc tora) e nem só o plebeu, também o nobre. Duarte de Moraes é um fidalgo de boa linhagem... foi louco, segundo elle mesmo confessa ; mas arrependeu-se, e tein-so entregado ás lettras. Cursou a Universidade, tem estudado muito ha vinte o um annos, e hoje é reconhecido como um homem summamente illustrado. E elle combate o orgulho da nobresa de sangue... Aquella lição de hoje... quem sabe?... talvez o meu coração o estivesse applaudindo! mas as conveniências, estas convenções sociaes, estes disparates dos homens reunidos.", são a causa dc muitas desgraças! (Pensa.) Quem me diz, a mim, que... não... não é possível! Elisa não se esqueceria dos seus deveres! Não! Vae <i mesa,,em 7ar estão os papeis.) Tudo estava preparado ; faltava só que cila assignasse a eseriplura... E até as outras foram inutilisadas! E'pois, mister que se cumpra a minha palavra. 0 rasgo cava-- lh( iirosco de Duarte de Moraes pede outro igual, superior, talvez, Eu serei sempre o Morgado de Yallindo, embora lique pobre. (Senta-se, e prepara-se para escrever.' / IV/// vestida dc preto, e.rtremamentc pai/ida. Camu)ha vagarosa, e pendida a fronte. Os olhos vermelhos dc chorar.) Meu pae!... é verdade?... O quê, minha filha? (Silencio.) Não le ficam bem esses vestidos pretos. Não? que imporia?... se ou estou de lucto. Sempre affavel.) Por quem, Elisa? Por elle... Luiz morreu. 10

64 fi 6 Filha! os Morgados de Vali indo só guardam lucto pula sua familia... e Luiz nfío ora nosso parente ; tu bem o sabes. Era... Era mais, ainda... era o meu escolhido. (A' parte.) Para que aííligil-a?! (Crusa os braços triste.) Meu pac, o Luiz morreu... Matou-se, porque não poderia viver sem mim Deixou de cumprir um juramento, porque não achou digna delle, d'aquelle coração, d'aquelle amor de poeta, a filha de um homem que o insultou, que o expulsou como a um infame. (Amavelmente reprehendedor.) Elisa! Perdoe, meu pac! A viuva desesperada veio tirar um peso do coração... a filha humilde espera o castigo. I (Abraeando-a.) Pois porque heide eu castigar-te? E porque me hasde lu aítligir? Ambos soífremosbastante, para nossa punição : eu porque involuntariamente concurri para a tua dòr ; tu, porque serás a causa innocente da minha ruina... e da tua, que ficaremos pobres. Eu son a causa? Tu, filha. Quasi toda a minha fortuna todos os bens livres, e tu sabes que o morgadio é muito pequeno todo o nosso haver o comprometli em fiança de um homem, de quem fui amigo, e que pagou a minha ami- líi

65 (>l sadc, fíillnntlo aos compromissos conlrahidos debaixo do minha responsabilidade, o fugindo. Duarte de Moraes, solicitando-me a tua mão, leve resposta negativa, e forroso foi explicar-lhe o motivo. Eu não queria enganal-o; tu já não eras tão rica, tão dotada como d'antes. Duarte de Moraes, então, formalisaudo-se, como um bom lidalgo, que o é, assegurou que haveria as cscripturas a si e as inutilisaria. Em seguida repeliu o pedido da tua mão. One fazer pois? Dei-lhe a minha palavra d'honra; liz mal, lalvez, mas dei-lh'a. (Paiisti.) Querias ficar pobre... quasi pobre? E que lem? iremos para a Quinta Verde, em Calheiros; essa. ó do morgadio. Abi viveremos sós; longe de todos, o inundo nos esquecerá. MOROADO. Não; o mundo irá lá mesmo pedir-me conta das minhas acções. Eu serei appontado como um miserável, que não tem honra, porque não teve pakvra! Eis ao que tu me eondemnas, filha. Oh 1 meu pae! E como poderei fazer a felicidade d'aquclle bom homem, se elle foi a causa innoccnte, sim, mas foi do suicídio do meu Luiz?... MOROADO. Do teu Luiz! oh! filha, como me atiliges com isso Elle era bom moço, era mesmo digno de li... mas não era teu. Não era?... pois era! Elisa! tu queres matar-me... Meu Deus! outra vez esta suspeita! Filha, não me faças duvidar de ti! Eu?!

66 08 Iii M K[?Í Sun! Esquecestc-te, acaso, do que os lillia dos Vallindos? que és a herdeira de um nome antigo e sem mancha? deixasle-le arrastar pela paixão, desgraçada?... e... oh! filha! ELISA. (.Abrarando-o c tapando-llie a boca com a moo.wlale-se! (Descia-sc < dei.ro caliir os brocos. Lo,u/o silencio.) Que motivo lhe dei eu para perder assim a sua consideração, e o seu amor?... porque é preciso não amar uma filha, para poder insultal-a. (Envergonhado.) Perdoa, Elisa; tu bem sabes quanto eu te amo. A dòr desvairou-me. Essa insistência em não acceitar a mão do sr. Moraes... ti«1, v,... Wi I iil 11 l i f' P' ti. Sr. Ti riy' i h I li 1 6,r <b I É; III (Enérgica, c como i/laminada por um pensamento ' Ali!... Acceito! Não, filha, não te sacrificarás! seremos pobres; mas felizes; tanto, quanto, já agora, nos é possível na terra. Não, papá! O sr. Moraes quer-me para sua lillia ; se existir um crime... o tempo denunciar-nic-ha. Pois bem ; para cumprimento da sua palavra, para desempenho da sua fortuna, e para prova da minha virtude... casarei! Filha! Uuero! serei feliz / (Indo á mesa.) A escriptura? Aproximando-se á mesa, e preparando o papel para cila escrever: como que obedecendo.) Está aqui, filha. (Escreve.) Assignei. ELISA,

67 09 MJJK.\A IX. OS MESMOS E o Balthasar vae-se em- Sr. Morgado! sr. Morgado! bora, está por triz! Oh! meu Deus! Está lá algum medico '! MORUA 1)0. Sim, senhor; eslíio dons, á falta de um. liem, eu vou já. Filha, volto logo. Se eu pudesse ir ver o pobre llalthasar! E* impossível; não convém lá uma senhora. Depois... a noite está escura e fria... E' bom que to recolhas ao leu quarto. Ouando eu voltar dir-lc-lioi o que se tiver passado. (Condul-a <i porta do E. E. A' parle. Salve-se o pae, já que perdi o lilho. Sahe. JOAQUIM leva as luzes. A acena- permanece casta -por um espaço razoarei. A orclwslra' loca cai surdina.) KC1LYA X. [Entra da porta da D., caminha devagar e cae sentar-se.) Por onde tenho eu andado!... nem sei!... sei que estou

68 0 aqui. Tinha-lho jurado, era preciso vir... vim. Senhor! seó uma má acção a que vou praticar, porque iu'a não impedis? Eu ediíiquei-me pela oração, antes de dar esto passo, e o coração está traquillo. Vi o cadaver de um desgraçado, que levavam á derradeira morada, e não tremi. Era um suicida. Algum opprimido, como cu, victima dos preconceitos sociais. Soffreu o golpe, não pôde ver sangrar as feridas... leve coragem para se desprender da vida... matou-se! foi um valente!... Foi um covarde!... se a dor não valia o sacrifício (la existência, supporlassc-a ; se cila se avantajava á hediondez da morte, arrostasse-a e vivesse! Teria a Victoria no conforto da religião, e a palma do combale nos applausos da consciência! Foi um covarde... eu serei forte! quero viver, ou seja para fruir delicias, ou para sotlver martyrios! Quero viver, e tenho esperanças. Elisa (panser minha... sèl-o-lia! O sr. Morgado expulsou-me, cobriu-me deinsultos, abusou da sua posição superior não a de fidalgo, que essa o não é; mas a de pae de Elisa. Oh! esse titulo vale um mundo de resneilos A curvei-me a elle... e salii ; porque eu não sou um infame... (Lcvaula-sc.) Uni infame! Porque, meu Deus? porque amei aquelle anjo? porque sempre a respeitei? porque nunca a apertei ao seio, com um mau pensamento n'aima! porque jamais o veneno tocou, nem de leve, os lábios que eu collocava em suas faces?... Ah! eu sou um infame? O valor de dois homens pode ser aquilatado por um anjo... Pois bem, sr. Morgado de Vallindo! entre mim e vossa exeellcncia Elisa escolherá! (Sahc da poria do F. K. uai clarão como ti approri mação de uma luz. Luiz vc-o.) Ali! vem alguém... será cila?... (Vac occuuar-sc.)

69 71 SCENA. \I. ELISA E ELISA vem ainda muito pallida, conduz na moo ama/az, i/v.c adir,ca sobre ama banca.) Ali!... estou cansada de esperar! Nem a mínima noticia!... o meu pae sem voltar! Mandarei perguntarlho se... (Volta-se c vac caminhando ; dá com os olhos cm Luiz, que a contempla, recua, dando um grito, c avança, logo a cahir-lhe nos beços.) AiLuiz!.. Elisa!... (Silencio.; Tu estás vivo?! (Apalpa-lhe a cara, c abrara-o de novo.) Tu olá* \ivo!... ünaam-me enganado! Elisa!... Eu tinha jurado i[uo viria... vim. Vens buscar-me? Sim, iremos; tu ainda me amas, tu amar-ine-has sempre, meu Luiz! LUZ. Oh! quanto!... quanto!... assusta-se a razão de pensal-o, não cansa o coração de sentil-o! Luiz!... Permanece bem cm frente dcue com as mãos postas nos ho>nbros de Luiz, contemplando-o. Silencior Tu sabes o que eu lo vou sacrificar? Sei. 0 amor de teu pae, o o nome da lua íamilia. E' muito, não e?

70 E' muito, Elisa. IiLlSA. Pois não é Tudo isso... é bem pouco para to provar o meu amor. Eu sacrifico-me por ti, como ellcs me queriam sacrificar por elles. E serás minha, não é verdade?... hoje? Hoje?... LUZ Sim, por ali. Buscarei uma escada, descerás pela janella, por onde eu subi; queres? ELISA, E viremos depois lançar-nos aos pés de meu pae, implorar-lhe o nosso perdão?... Viremos, Elisa! r.nz. ELLSA. Irei, Luiz! [Dá uni passo.' Ali! quero escrevera meu pae; cllc perdoar-me-ha. (Va.e à mesa, põe a nulo e os olhos na escriplura do casamento, pega neua, deixa-a cahir sobre a banca, dó ata grilo.) Ali!... não pôde ser! Elisa! Luiz!... perdoa-me! Deus sabe que deves perdoar-me. 0 que, Elisa?! LUZ. Eu já não posso ser lua! Que dizes?!

71 73 Já não S'>11 livro... assignci n esoriplura! I.IIZ. Ai!... rorartlo, que não estalas! (Silencio.) Sr. Morgado do Vali indo, entre mim e v. ex. Elisa escolherá! Pur/f. si p rap rio. s.lá escolheu! fsiipplicinlc.i Pordoa-me, Luiz' Sim... Não! Deus te perdoe, que eu... não posso perdoar-te! (Sahc.) (Elisa (hi um f/rito, c volta-sc, rir forma que nõo vc su.liir Luiz.) sce.y.i M / r n i i. ELISA, E LOGO DEPOIS 0 TOGADO. Meu Deus, meu Deus!.. valei-me, se é um crime! Sim!... eu vou... enrrem/n para aporia <!<)/ '. I). eu vou lambem! ' Pwpuru.ndof Ah!.., éf parla rio / '. /).) Aonde, lilha 1 i,)nem eslava aqui Ninguém! hslà a<> meio ria sremi, em pé c cm a eabero pruri iria sobre o peito.' I«H DO MI.IMIO UTO. 10

72 74 Uma pequnia «aea em Ctffa (LO Morgado..V D. uma poeta mie vae JMV«a rua. A' E. ««Ir»» íjue eomiüiubiiea com o i!ii1erh«r il:* casa. t 'H«8 ($rande cadeiras nu D. Viaixa, & u»»lirrthlor^. etc. Ao F. luiia cortina. que tem «le al»rir«fce fiara deixa.r- ver uni itltar i!l.».minado. Sc ena vesia. SCE3ÍA I. LUIZ E ('Luís veste (Je preto; sobrecasaca abotoada e com) fida.; chapéu redondo, sempre na cabeço. Entra vagaroso. Ilarba rapada, c o ca bel lo cortado. Rosto pallido e abatido. BAL- TIIASAII veste casaca de abas curtas, azul ferrete, com botões amareuos ; collcte de panno da mesma còr, bem como os botões, calça curta do mesmo panno. Chapéu, alto, grosseiro, mas novo. 1 E' aqui? Acho que sim... ou talvez soja na sala grande. Porem a eapella? Pois não sabe que lhe eahiu um raio, lia cinco dias?... Saneia Barbara Virgem! ivaquella grande trovoada! Nem a menina pôde atravessar a eira com esta chuva, (.r parte.) Coitada! está bem mal! Não o sabia; ainda m'o não tinham dito. E' o castigo, que principia. (A'parte.)

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

CANTOS - Novena de Natal

CANTOS - Novena de Natal 1 1 - Refrão Meditativo (Ritmo: Toada) D A7 D % G Em A7 % Onde reina o amor, frater---no amor. D A7 D % G A7 D Onde reina o amor, Deus aí está! 2 - Deus Trino (Ritmo: Balada) G % % C Em nome do Pai / Em

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

Concurso Literário. O amor

Concurso Literário. O amor Concurso Literário O Amor foi o tema do Concurso Literário da Escola Nova do segundo semestre. Durante o período do Concurso, o tema foi discutido em sala e trabalhado principalmente nas aulas de Língua

Leia mais

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak

www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak www.jyotimaflak.com Glücks- Akademie mit JyotiMa Flak Academia da felizidade com JyotiMa Flak Entrevista com Ezequiel Quem é você? Meu nome é Ezequiel, sou natural do Rio de Janeiro, tenho 38 anos, fui

Leia mais

SUMÁRIO Páginas A alegria 10 (A alegria está no coração De quem já conhece a Jesus...) Abra o meu coração 61 (Abra o meu coração Deus!...

SUMÁRIO Páginas A alegria 10 (A alegria está no coração De quem já conhece a Jesus...) Abra o meu coração 61 (Abra o meu coração Deus!... SUMÁRIO Páginas A alegria 10 (A alegria está no coração De quem já conhece a Jesus...) Abra o meu coração 61 (Abra o meu coração Deus!...) A cada manhã 71 (A cada manhã as misericórdias se renovam...)

Leia mais

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997.

017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. 017. Segunda-Feira, 05 de Julho de 1997. Acordei hoje como sempre, antes do despertador tocar, já era rotina. Ao levantar pude sentir o peso de meu corpo, parecia uma pedra. Fui andando devagar até o banheiro.

Leia mais

1-PORTO SEGURO-BAHIA-BRASIL

1-PORTO SEGURO-BAHIA-BRASIL 1-PORTO SEGURO-BAHIA-BRASIL LUGAR: EUNÁPOLIS(BA) DATA: 05/11/2008 ESTILO: VANEIRÃO TOM: G+ (SOL MAIOR) GRAVADO:16/10/10 PORTO SEGURO BAHIA-BRASIL VOCÊ É O BERÇO DO NOSSO PAIS. PORTO SEGURO BAHIA-BRASIL

Leia mais

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.

Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri. Tia Pri Didáticos Educação Cristã PROIBIDA REPRODUÇÃO,CÓPIA OU DISTRIBUIÇÃO POR QUALQUER MEIO tiapri@tiapri.com (47) 3365-4077 www.tiapri.com Página 1 1. HISTÓRIA SUNAMITA 2. TEXTO BÍBLICO II Reis 4 3.

Leia mais

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Paróquia de Calheiros, 1 e 2 de Março de 2008 Orientadas por: Luís Baeta CÂNTICOS E ORAÇÕES CÂNTICOS CRISTO VIVE EM MIM Cristo vive em mim, que

Leia mais

O PASTOR AMOROSO. Alberto Caeiro. Fernando Pessoa

O PASTOR AMOROSO. Alberto Caeiro. Fernando Pessoa O PASTOR AMOROSO Alberto Caeiro Fernando Pessoa Este texto foi digitado por Eduardo Lopes de Oliveira e Silva, no Rio de Janeiro, em maio de 2006. Manteve-se a ortografia vigente em Portugal. 2 SUMÁRIO

Leia mais

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves CAMINHOS Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves Posso pensar nos meus planos Pros dias e anos que, enfim, Tenho que, neste mundo, Minha vida envolver Mas plenas paz não posso alcançar.

Leia mais

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. Tema 2012: Flora Brasileira Araucária HINÁRIO O APURO Tema 2012: Flora Brasileira Araucária Francisco Grangeiro Filho 1 www.hinarios.org 2 01 PRECISA SE TRABALHAR Marcha Precisa se trabalhar Para todos aprender A virgem mãe me disse Que é

Leia mais

BOM DIA DIÁRIO. Guia: Em nome do Pai

BOM DIA DIÁRIO. Guia: Em nome do Pai BOM DIA DIÁRIO Segunda-feira (04.05.2015) Maria, mãe de Jesus e nossa mãe Guia: 2.º Ciclo: Padre Luís Almeida 3.º Ciclo: Padre Aníbal Afonso Mi+ Si+ Uma entre todas foi a escolhida, Do#- Sol#+ Foste tu,

Leia mais

HINÁRIO. Glauco O CHAVEIRÃO. www.hinarios.org. Glauco Villas Boas 1 01 HÓSPEDE

HINÁRIO. Glauco O CHAVEIRÃO. www.hinarios.org. Glauco Villas Boas 1 01 HÓSPEDE HINÁRIO O CHAVEIRÃO Tema 2012: Flora Brasileira Allamanda blanchetii Glauco Glauco Villas Boas 1 www.hinarios.org 2 01 HÓSPEDE Padrinho Eduardo - Marcha Eu convidei no meu sonho Meu mestre vamos passear

Leia mais

PEDRO, TIAGO E JOÃO NO BARQUINHO ISRC BR MKP 1300330 Domínio Público

PEDRO, TIAGO E JOÃO NO BARQUINHO ISRC BR MKP 1300330 Domínio Público PEDRO, TIAGO E JOÃO NO BARQUINHO ISRC BR MKP 1300330 Domínio Público Pedro, Tiago, João no barquinho Os três no barquinho no mar da Galiléia Jogaram a rede Mas não pegaram nada Tentaram outra vez E nada

Leia mais

Tudo que você precisa saber a respeito de Deus está esta escrito no Salmo 23. Tudo que você precisa saber a teu respeito está escrito no Salmo 23.

Tudo que você precisa saber a respeito de Deus está esta escrito no Salmo 23. Tudo que você precisa saber a teu respeito está escrito no Salmo 23. Tema: DEUS CUIDA DE MIM. Texto: Salmos 23:1-6 Introdução: Eu estava pesando, Deus um salmo tão poderoso até quem não está nem ai prá Deus conhece uns dos versículos, mas poderosos da bíblia e o Salmo 23,

Leia mais

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão Jorge Esteves Objectivos 1. Reconhecer que Jesus se identifica com os irmãos, sobretudo com os mais necessitados (interpretação e embora menos no

Leia mais

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. www.hinarios.org 01 PRECISA SE TRABALHAR 02 JESUS CRISTO REDENTOR

HINÁRIO O APURO. Francisco Grangeiro Filho. www.hinarios.org 01 PRECISA SE TRABALHAR 02 JESUS CRISTO REDENTOR HINÁRIO O APURO Tema 2012: Flora Brasileira Araucária Francisco Grangeiro Filho 1 www.hinarios.org 2 01 PRECISA SE TRABALHAR 02 JESUS CRISTO REDENTOR Precisa se trabalhar Para todos aprender A virgem mãe

Leia mais

CD: Ao Sentir. Alencastro e Patrícia. 1- Ao Sentir Jairinho. Ao sentir o mundo ao meu redor. Nada vi que pudesse ser real

CD: Ao Sentir. Alencastro e Patrícia. 1- Ao Sentir Jairinho. Ao sentir o mundo ao meu redor. Nada vi que pudesse ser real Alencastro e Patrícia CD: Ao Sentir 1- Ao Sentir Jairinho Ao sentir o mundo ao meu redor Nada vi que pudesse ser real Percebi que todos buscam paz porém em vão Pois naquilo que procuram, não há solução,

Leia mais

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido.

Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Fim. Começo. Para nós, o tempo começou a ter um novo sentido. Assim que ela entrou, eu era qual um menino, tão alegre. bilhete, eu não estaria aqui. Demorei a vida toda para encontrá-lo. Se não fosse o

Leia mais

01- NA CACHOEIRA. Eu vi Mamãe Oxum na Cachoeira, Sentada na beira do rio! (bis)

01- NA CACHOEIRA. Eu vi Mamãe Oxum na Cachoeira, Sentada na beira do rio! (bis) 01- NA CACHOEIRA Eu vi Mamãe Oxum na Cachoeira, Sentada na beira do rio! (bis) Colhendo lírio, lírio ê... Colhendo lírio, lírio a... Colhendo lírios, P'ra enfeitar nosso congá. (bis) 02- BRADO DE MAMÃE

Leia mais

Geração Graças Peça: Os Cofrinhos

Geração Graças Peça: Os Cofrinhos Geração Graças Peça: Os Cofrinhos Autora: Tell Aragão Personagens: Voz - não aparece mendigo/pessoa Nervosa/Ladrão faz os três personagens Menina 1 Menina 2 Voz: Era uma vez, duas irmãs que ganharam dois

Leia mais

Vai ao encontro! de quem mais precisa!

Vai ao encontro! de quem mais precisa! Vai ao encontro! 2ª feira, 05 de outubro: Dos mais pobres Bom dia meus amigos Este mês vamos tentar perceber como podemos ajudar os outros. Vocês já ouviram falar das muitas pessoas que estão a fugir dos

Leia mais

Vinho Novo Viver de Verdade

Vinho Novo Viver de Verdade Vinho Novo Viver de Verdade 1 - FILHOS DE DEUS - BR-LR5-11-00023 LUIZ CARLOS CARDOSO QUERO SUBIR AO MONTE DO SENHOR QUERO PERMANECER NO SANTO LUGAR QUERO LEVAR A ARCA DA ADORAÇÃO QUERO HABITAR NA CASA

Leia mais

HINÁRIO. Chico Corrente O SIGNO DO TEU ESTUDO. Tema 2012: Flora Brasileira Esponjinha (Stifftia fruticosa)

HINÁRIO. Chico Corrente O SIGNO DO TEU ESTUDO. Tema 2012: Flora Brasileira Esponjinha (Stifftia fruticosa) HINÁRIO O SIGNO DO TEU ESTUDO Tema 2012: Flora Brasileira Esponjinha (Stifftia fruticosa) Chico Corrente 1 www.hinarios.org 2 01 O SIGNO DO TEU ESTUDO Marcha O signo do teu estudo Estou aqui para te dizer

Leia mais

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais)

Tempo para tudo. (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Tempo para tudo (há tempo para todas as coisas por isso eu preciso ouvir meus pais) Família é ideia de Deus, geradora de personalidade, melhor lugar para a formação do caráter, da ética, da moral e da

Leia mais

Toda bíblia é comunicação

Toda bíblia é comunicação Toda bíblia é comunicação Toda bíblia é comunicação de um Deus amor, de um Deus irmão. É feliz quem crê na revelação, quem tem Deus no coração. Jesus Cristo é a palavra, pura imagem de Deus Pai. Ele é

Leia mais

Hinário SOIS BALIZA De Germano Guilherme

Hinário SOIS BALIZA De Germano Guilherme Hinário SOIS BALIZA De Germano Guilherme Edição oficial do CICLUMIG Flor do Céu De acordo com revisão feita pelo Sr. Luiz Mendes do Nascimento, zelador do hinário. www.mestreirineu.org 1 01 - DIVINO PAI

Leia mais

TALVEZ TE ENCONTRE AO ENCONTRAR-TE

TALVEZ TE ENCONTRE AO ENCONTRAR-TE TALVEZ TE ENCONTRE Vivaldo Terres Itajaí /SC Talvez algum dia eu te encontre querida Para renovarmos momentos felizes, Já que o nosso passado foi um passado lindo, Tão lindo que não posso esquecer Anseio

Leia mais

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES:

1. COMPLETE OS QUADROS COM OS VERBOS IRREGULARES NO PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO E DEPOIS COMPLETE AS FRASES: Atividades gerais: Verbos irregulares no - ver na página 33 as conjugações dos verbos e completar os quadros com os verbos - fazer o exercício 1 Entrega via e-mail: quarta-feira 8 de julho Verbos irregulares

Leia mais

Acólitos. São João da Madeira. Cancioneiro

Acólitos. São João da Madeira. Cancioneiro Acólitos São João da Madeira Cancioneiro Índice Guiado pela mão...5 Vede Senhor...5 Se crês em Deus...5 Maria a boa mãe...5 Quanto esperei por este momento...6 Pois eu queria saber porquê?!...6 Dá-nos

Leia mais

O que procuramos está sempre à nossa espera, à porta do acreditar. Não compreendemos muitos aspectos fundamentais do amor.

O que procuramos está sempre à nossa espera, à porta do acreditar. Não compreendemos muitos aspectos fundamentais do amor. Capítulo 2 Ela representa um desafio. O simbolismo existe nas imagens coloridas. As pessoas apaixonam-se e desapaixonam-se. Vão onde os corações se abrem. É previsível. Mereces um lugar no meu baloiço.

Leia mais

Levantando o Mastro CD 02. Bom Jesus da Cana Verde. Divino Espírito Santo Dobrado. Areia areia

Levantando o Mastro CD 02. Bom Jesus da Cana Verde. Divino Espírito Santo Dobrado. Areia areia CD 02 Bom Jesus da Cana Verde [ai bom Jesus da Cana Verde é nosso pai, é nosso Deus (bis)] ai graças a Deus para sempre que tornamos a voltar ai com o mesmo Pombo Divino da glória celestial ai Meu Divino

Leia mais

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma.

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. PERTO DE TI Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. Jesus! Perto de ti, sou mais e mais. Obedeço a tua voz. Pois eu sei que tu és Senhor, o

Leia mais

PESCADOR. Introdução: A E D E (2x) Mais qual é o meu caminho, qual a direção. E qual é o meu destino, minha vocação

PESCADOR. Introdução: A E D E (2x) Mais qual é o meu caminho, qual a direção. E qual é o meu destino, minha vocação PSCDOR Introdução: D (2x) Mais qual é o meu caminho, qual a direção D qual é o meu destino, minha vocação Carregar tua palavra, qualquer direção Dm Dm chamar outras almas, em outros mares pescar Pescador

Leia mais

Chantilly, 17 de outubro de 2020.

Chantilly, 17 de outubro de 2020. Chantilly, 17 de outubro de 2020. Capítulo 1. Há algo de errado acontecendo nos arredores dessa pequena cidade francesa. Avilly foi completamente afetada. É estranho descrever a situação, pois não encontro

Leia mais

Quem Desiste num momento de crise é porque realmente é um fraco!

Quem Desiste num momento de crise é porque realmente é um fraco! Paixão do Povo de Cristo x Paixão de Cristo Texto Base: provérbios 24.10 na Linguagem de Hoje: Quem é fraco numa crise, é realmente fraco. Na Bíblia A Mensagem : Quem Desiste num momento de crise é porque

Leia mais

Sobre esta obra, você tem a liberdade de:

Sobre esta obra, você tem a liberdade de: Sobre esta obra, você tem a liberdade de: Compartilhar copiar, distribuir e transmitir a obra. Sob as seguintes condições: Atribuição Você deve creditar a obra da forma especificada pelo autor ou licenciante

Leia mais

2009 Gilberto Gonçalves

2009 Gilberto Gonçalves No ano de 2004, um grupo de amigos pertencentes aos Bombeiros Voluntários de Fafe decidiu juntar-se para preparar uma pequena brincadeira para a festa de aniversário da Associação Humanitária, recorrendo

Leia mais

Olga, imigrante de leste, é empregada nessa casa. Está vestida com um uniforme de doméstica. Tem um ar atrapalhado e está nervosa.

Olga, imigrante de leste, é empregada nessa casa. Está vestida com um uniforme de doméstica. Tem um ar atrapalhado e está nervosa. A Criada Russa Sandra Pinheiro Interior. Noite. Uma sala de uma casa de família elegantemente decorada. Um sofá ao centro, virado para a boca de cena. Por detrás do sofá umas escadas que conduzem ao andar

Leia mais

Bíblia Sagrada N o v o T e s t a m e n t o P r i m e i r a E p í s t o l a d e S ã o J o ã o virtualbooks.com.br 1

Bíblia Sagrada N o v o T e s t a m e n t o P r i m e i r a E p í s t o l a d e S ã o J o ã o virtualbooks.com.br 1 Bíblia Sagrada Novo Testamento Primeira Epístola de São João virtualbooks.com.br 1 Capítulo 1 1 O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado

Leia mais

De Luiz Carlos Cardoso e Narda Inêz Cardoso

De Luiz Carlos Cardoso e Narda Inêz Cardoso Água do Espírito De Luiz Carlos Cardoso e Narda Inêz Cardoso EXISTE O DEUS PODEROSO QUE DESFAZ TODO LAÇO DO MAL QUEBRA A LANÇA E LIBERTA O CATIVO ELE MESMO ASSIM FARÁ JESUS RIO DE ÁGUAS LIMPAS QUE NASCE

Leia mais

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade.

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade. A Palavra de Deus 2 Timóteo 3:16-17 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. 17 E isso

Leia mais

Lista de Diálogo - Cine Camelô

Lista de Diálogo - Cine Camelô Lista de Diálogo - Cine Camelô Oi amor... tudo bem? Você falou que vinha. É, eu tô aqui esperando. Ah tá, mas você vai vir? Então tá bom vou esperar aqui. Tá bom? Que surpresa boa. Oh mano. Aguá! Bolha!

Leia mais

1ª Leitura - Ex 17,3-7

1ª Leitura - Ex 17,3-7 1ª Leitura - Ex 17,3-7 Dá-nos água para beber! Leitura do Livro do Êxodo 17,3-7 Naqueles dias: 3 O povo, sedento de água, murmurava contra Moisés e dizia: 'Por que nos fizeste sair do Egito? Foi para nos

Leia mais

O Menino do Futuro. Dhiogo José Caetano

O Menino do Futuro. Dhiogo José Caetano O Menino do Futuro Dhiogo José Caetano 1 Início da história Tudo começa em uma cidade pequena do interior de Goiás, com o nome de Uruana. Havia um garoto chamado Dhiogo San Diego, um pequeno inventor que

Leia mais

www.rockstarsocial.com.br

www.rockstarsocial.com.br 1 1 Todos os Direitos Reservados 2013 Todas As Fotos Usadas Aqui São Apenas Para Descrição. A Cópia Ou Distribuição Do Contéudo Deste Livro É Totalmente Proibida Sem Autorização Prévia Do Autor. AUTOR

Leia mais

Amar Dói. Livro De Poesia

Amar Dói. Livro De Poesia Amar Dói Livro De Poesia 1 Dedicatória Para a minha ex-professora de português, Lúcia. 2 Uma Carta Para Lúcia Querida professora, o tempo passou, mas meus sonhos não morreram. Você foi uma pessoa muito

Leia mais

MULHER SOLTEIRA. Marcos O BILAU

MULHER SOLTEIRA. Marcos O BILAU MULHER SOLTEIRA REFRÃO: Ei, quem tá aí Se tem mulher solteira dá um grito que eu quero ouvir Ei, quem tá aí Se tem mulher solteira dá um grito que eu quero ouvir (Essa música foi feita só prás mulheres

Leia mais

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli

DIANA + 3. Roteiro de Henry Grazinoli DIANA + 3 Roteiro de Henry Grazinoli EXT. CALÇADA DO PORTINHO DIA Sombra de Pablo e Dino caminhando pela calçada do portinho de Cabo Frio. A calçada típica da cidade, com suas ondinhas e peixes desenhados.

Leia mais

O Baptismo Bíblico (Mateus 3:13-17)

O Baptismo Bíblico (Mateus 3:13-17) O Baptismo Bíblico (Mateus 3:13-17) Tivemos esta manhã a alegria de testemunhar vários baptismos bíblicos. Existem outras coisas e outras cerimónias às quais se dá o nome de baptismo. Existe até uma seita,

Leia mais

Da economia do tempo. Sêneca saúda o amigo Lucílio

Da economia do tempo. Sêneca saúda o amigo Lucílio I Da economia do tempo Sêneca saúda o amigo Lucílio Comporta-te assim, meu Lucílio, reivindica o teu direito sobre ti mesmo e o tempo que até hoje foi levado embora, foi roubado ou fugiu, recolhe e aproveita

Leia mais

LC 19_1-10 OS ENCONTROS DE JESUS ZAQUEU O HOMEM QUE QUERIA VER JESUS

LC 19_1-10 OS ENCONTROS DE JESUS ZAQUEU O HOMEM QUE QUERIA VER JESUS 1 LC 19_1-10 OS ENCONTROS DE JESUS ZAQUEU O HOMEM QUE QUERIA VER JESUS Lc 19 1 Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. 2 Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores

Leia mais

NOVENA COM AS CRIANÇAS NOSSA SENHORA APARECIDA 2015

NOVENA COM AS CRIANÇAS NOSSA SENHORA APARECIDA 2015 1 2 COM MARIA, EM JESUS, CHEGAMOS À GLÓRIA! 5º Dia (Dia 07/10 Quarta-feira) CRIANÇA: BELEZA DA TERNURA DIVINA! Na festa de Maria, unidos neste Santuário, damos graças a Deus, por meio de Maria, pela vida

Leia mais

«Tesouro Escondido» Já sei que estás para chegar Espero por ti na ponta do cais O teu navio vem devagar A espera é longa demais

«Tesouro Escondido» Já sei que estás para chegar Espero por ti na ponta do cais O teu navio vem devagar A espera é longa demais Letras Álbum Amanhecer João da Ilha (2011) «Tesouro Escondido» Já sei que estás para chegar Espero por ti na ponta do cais O teu navio vem devagar A espera é longa demais Já sei que és buliçoso Trazes

Leia mais

CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo. CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo

CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo. CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo Tens uma tarefa importante para realizar: 1- Dirige-te a alguém da tua confiança. 2- Faz a pergunta: O que admiras mais em Jesus? 3- Regista a resposta nas linhas.

Leia mais

MEU TIO MATOU UM CARA

MEU TIO MATOU UM CARA MEU TIO MATOU UM CARA M eu tio matou um cara. Pelo menos foi isso que ele disse. Eu estava assistindo televisão, um programa idiota em que umas garotas muito gostosas ficavam dançando. O interfone tocou.

Leia mais

Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista.

Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista. Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que fora amortecendo, jazia morta entre nós. Procurei

Leia mais

Músicas Para Casamento

Músicas Para Casamento Músicas Para Casamento 01. Você e Eu - Eliana Ribeiro 7M 7M C#m7 F#7/5+ F#7 Bm7 Quero estar com você, / Lembrar de cada momento bom; C#m7 m7 C#m7 #m7 Em7 7/9 Reviver a nossa história, nosso amor. 7M #m7/5-

Leia mais

Consagração do Aposento. Hinos de DESPACHO Hinos de CONCENTRAÇÃO Hinário CRUZEIRINHO Mestre Irineu Hinos de ENCERRAMENTO

Consagração do Aposento. Hinos de DESPACHO Hinos de CONCENTRAÇÃO Hinário CRUZEIRINHO Mestre Irineu Hinos de ENCERRAMENTO Oração Pai Nosso Ave Maria Chave Harmonia Hinos da ORAÇÃO Consagração do Aposento Hinos de DESPACHO Hinos de CONCENTRAÇÃO Hinário CRUZEIRINHO Mestre Irineu Hinos de ENCERRAMENTO Pai Nosso - Ave Maria Prece

Leia mais

HINÁRIO. Glauco O CHAVEIRÃO. Glauco Villas Boas. Tema 2012: Flora Brasileira Allamanda blanchetii

HINÁRIO. Glauco O CHAVEIRÃO. Glauco Villas Boas. Tema 2012: Flora Brasileira Allamanda blanchetii HINÁRIO O CHAVEIRÃO Tema 2012: Flora Brasileira Allamanda blanchetii Glauco Glauco Villas Boas 1 www.hinarios.org 2 01 HÓSPEDE Padrinho Eduardo - Marcha Eu convidei no meu sonho Meu mestre vamos passear

Leia mais

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo

Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Geração Graças Peça: A ressurreição da filha de Jairo Autora: Tell Aragão Personagens: Carol (faz só uma participação rápida no começo e no final da peça) Mãe - (só uma voz ela não aparece) Gigi personagem

Leia mais

MÚSICAS. Hino da Praznik Sempre Quando vens p ras colónias Sei de alguém Menino de Bronze Tenho Vontade VuVu & ZéZé

MÚSICAS. Hino da Praznik Sempre Quando vens p ras colónias Sei de alguém Menino de Bronze Tenho Vontade VuVu & ZéZé MÚSICAS Hino da Praznik Sempre Quando vens p ras colónias Sei de alguém Menino de Bronze Tenho Vontade VuVu & ZéZé Hino da Praznik Do Fá Gosto de aqui estar Sol Do E contigo brincar E ao fim vou arranjar

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

Tens Palavras de Vida Eterna

Tens Palavras de Vida Eterna Catequese 40ano Tens Palavras de Vida Eterna Agenda da Palavra de Deus pela minha vida fora ANO A Durante as férias, mantenho-me em contato! CONTATOS DA PARÓQUIA Morada: Telefone: Correio eletrónico: Sítio:

Leia mais

Demonstração de Maturidade

Demonstração de Maturidade Demonstração de Maturidade TEXTO BÍBLICO BÁSICO 2 Reis 4.12-17 12 - Então disse ao seu servo Geazi: Chama esta sunamita. E chamando-a ele, ela se pôs diante dele. 13 - Porque ele tinha falado a Geazi:

Leia mais

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele.

A primeira razão pela qual Jesus chamou os discípulos foi para que estivessem consigo para que tivesses comunhão com Ele. 1 Marcos 3:13 «E (Jesus) subiu ao Monte e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar, e para que tivessem o poder de curar as enfermidades

Leia mais

Material: Uma copia do fundo para escrever a cartinha pra mamãe (quebragelo) Uma copia do cartão para cada criança.

Material: Uma copia do fundo para escrever a cartinha pra mamãe (quebragelo) Uma copia do cartão para cada criança. Radicais Kids Ministério Boa Semente Igreja em células Célula Especial : Dia Das mães Honrando a Mamãe! Principio da lição: Ensinar as crianças a honrar as suas mães. Base bíblica: Ef. 6:1-2 Texto chave:

Leia mais

Mateus 4, 1-11. Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.

Mateus 4, 1-11. Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto. Mateus 4, 1-11 Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.». Este caminho de 40 dias de jejum, de oração, de solidariedade, vai colocar-te

Leia mais

POESIAS. Orientação: Professora Keila Cachioni Duarte Machado

POESIAS. Orientação: Professora Keila Cachioni Duarte Machado POESIAS Orientação: Professora Keila Cachioni Duarte Machado A flor amiga O ser mais belo e culto Emoções e corações Sentimentos envolvidos Melhor amiga e amada O seu sorriso brilha como o sol Os seus

Leia mais

por Adelita Roseti Frulane

por Adelita Roseti Frulane A Companhia da Imaculada e São Domingos Sávio por Adelita Roseti Frulane Em 28 de dezembro de 1854, em Roma, o Papa Pio IX proclamou o Dogma de Fé da Imaculada Conceição de Maria Santíssima. E em Turim,

Leia mais

* Aparentemente, as primeiras páginas do diário perderam se. 1. Um Diário de Preces.indd 17 06/08/14 12:39

* Aparentemente, as primeiras páginas do diário perderam se. 1. Um Diário de Preces.indd 17 06/08/14 12:39 [entradas sem data] [ ] * esforço artístico neste domínio, ao invés de pensar em Ti e de me sentir inspirada pelo amor que tanto desejaria sentir. Meu bom Deus, não consigo amar Te como pretendo. És o

Leia mais

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA

DESENGANO CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA DESENGANO FADE IN: CENA 01 - CASA DA GAROTA - INT. QUARTO DIA Celular modelo jovial e colorido, escovas, batons e objetos para prender os cabelos sobre móvel de madeira. A GAROTA tem 19 anos, magra, não

Leia mais

José da Fonte Santa. Magia Alentejana. Poesia e desenhos. Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa. Edições Colibri

José da Fonte Santa. Magia Alentejana. Poesia e desenhos. Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa. Edições Colibri José da Fonte Santa Magia Alentejana Poesia e desenhos Pesquisa e recolha de Isabel Fonte Santa Edições Colibri índice Nota Prévia 3 Prefácio 5 O Amor e a Natureza Desenho I 10 A rapariga mais triste do

Leia mais

José teve medo e, relutantemente, concordou em tomar a menina como esposa e a levou para casa. Deves permanecer aqui enquanto eu estiver fora

José teve medo e, relutantemente, concordou em tomar a menina como esposa e a levou para casa. Deves permanecer aqui enquanto eu estiver fora Maria e José Esta é a história de Jesus e de seu irmão Cristo, de como nasceram, de como viveram e de como um deles morreu. A morte do outro não entra na história. Como é de conhecimento geral, sua mãe

Leia mais

Álbum: O caminho é o Céu

Álbum: O caminho é o Céu Álbum: O caminho é o Céu ETERNA ADORAÇÃO Não há outro Deus que seja digno como tu. Não há, nem haverá outro Deus como tu. Pra te adorar, te exaltar foi que eu nasci, Senhor! Pra te adorar, te exaltar foi

Leia mais

A PREENCHER PELO ALUNO

A PREENCHER PELO ALUNO Prova Final do 1.º e do 2.º Ciclos do Ensino Básico PLNM (A2) Prova 43 63/2.ª Fase/2015 Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho A PREENCHER PELO ALUNO Nome completo Documento de identificação Assinatura

Leia mais

CD EU QUERO DEUS. 01- EU QUERO DEUS (Irmã Carol) 02- SIM, SIM, NÃO, NÃO (Irmã Carol)

CD EU QUERO DEUS. 01- EU QUERO DEUS (Irmã Carol) 02- SIM, SIM, NÃO, NÃO (Irmã Carol) CD EU QUERO DEUS 01- EU QUERO DEUS (Irmã Carol) EU QUERO DEUS \ EU QUERO DEUS SEM DEUS EU NÃO SOU NADA EU QUERO DEUS Deus sem mim é Deus \ Sem Deus eu nada sou Eu não posso viver sem Deus \ Viver longe

Leia mais

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa

Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa Olhando as peças Histórias de Deus:Gênesis-Apocalipse 3 a 6 anos Unidade 2: A família de Deus cresce José perdoa História Bíblica: Gênesis 41-47:12 A história de José continua com ele saindo da prisão

Leia mais

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos

Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Ensino Português no Estrangeiro Nível A2 Prova B (13A2BA) 70 minutos Prova de certificação de nível de proficiência linguística no âmbito do Quadro de Referência para o Ensino Português no Estrangeiro,

Leia mais

JANELA SOBRE O SONHO

JANELA SOBRE O SONHO JANELA SOBRE O SONHO um roteiro de Rodrigo Robleño Copyright by Rodrigo Robleño Todos os direitos reservados E-mail: rodrigo@robleno.eu PERSONAGENS (Por ordem de aparição) Alice (já idosa). Alice menina(com

Leia mais

Gratuidade com os outros

Gratuidade com os outros 2ª feira, dia 21 de setembro de 2015 Gratuidade com os outros Bom dia! Com certeza, todos nós já experimentamos como é bom brincar com amigos, como nos faz felizes trocar jogos e brinquedos, como sabe

Leia mais

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus Ensino - Ensino 11 - Anos 11 Anos Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus História Bíblica: Mateus 3:13 a 17; Marcos 1:9 a 11; Lucas 3:21 a 22 João Batista estava no rio Jordão batizando as pessoas que queriam

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

FESTA DO Pai-Nosso. 1º ano. Igreja de S. José de S. Lázaro. 7 de Maio de 2005

FESTA DO Pai-Nosso. 1º ano. Igreja de S. José de S. Lázaro. 7 de Maio de 2005 FESTA DO Pai-Nosso Igreja de S. José de S. Lázaro 1º ano 1 7 de Maio de 2005 I PARTE O acolhimento será feito na Igreja. Cada criança ficará com os seus pais nos bancos destinados ao seu catequista. Durante

Leia mais

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você!

MANUAL. Esperança. Casa de I G R E J A. Esperança I G R E J A. Esperança. Uma benção pra você! Uma benção pra você! MANUAL Esperança Casa de I G R E J A Esperança Uma benção pra você! I G R E J A Esperança Uma benção pra você! 1O que é pecado Sem entender o que é pecado, será impossível compreender a salvação através

Leia mais

YEMANJA 01 MÃE DÁGUÁ RAIMHA DAS ONDAS SEREIA DO MAR MÃE DÁGUA SEU CANTO É BONITO QUANDO FAZ LUAR..(.BIS)

YEMANJA 01 MÃE DÁGUÁ RAIMHA DAS ONDAS SEREIA DO MAR MÃE DÁGUA SEU CANTO É BONITO QUANDO FAZ LUAR..(.BIS) YEMANJA 01 MÃE DÁGUÁ RAIMHA DAS ONDAS SEREIA DO MAR MÃE DÁGUA SEU CANTO É BONITO QUANDO FAZ LUAR..(.BIS) YEMANJA, YEMANJA...(BIS) RAINHA DAS ONDAS SEREIA DO MAR...BIS É BONITO O CANTO DE YEMANJA SEMPRE

Leia mais

Este testemunho é muito importante para os Jovens.

Este testemunho é muito importante para os Jovens. Este testemunho é muito importante para os Jovens. Eu sempre digo que me converti na 1ª viagem missionária que fiz, porque eu tinha 14 anos e fui com os meus pais. E nós não tínhamos opção, como é o pai

Leia mais

O LIVRO SOLIDÁRIO. Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A

O LIVRO SOLIDÁRIO. Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A O LIVRO SOLIDÁRIO Texto: Letícia Soares Ilustração: Hildegardis Bunda Turma 9º A 1 Era uma vez um rapaz que se chamava Mau-Duar, que vivia com os pais numa aldeia isolada no Distrito de Viqueque, que fica

Leia mais

Animação Sociocultural. No PAís do Amor

Animação Sociocultural. No PAís do Amor No PAís do Amor Há muito, muito tempo, num reino que ficava Mais Longe que Bué Bué longe, vivia-se com muito amor e alegria. Os dias eram passados em festa e eram todos muito amigos. Nesse reino havia

Leia mais

PRIMEIRO ATO ARGUMENTO

PRIMEIRO ATO ARGUMENTO PRIMEIRO ATO ARGUMENTO Entrando numa horta, procurando um falcão de sua propriedade, Calisto encontra Melibéia. Empolgado de amor por ela, põe-se a falar. Rechaçado por ela volta para casa angustiado.

Leia mais

Estórias de Iracema. Maria Helena Magalhães. Ilustrações de Veridiana Magalhães

Estórias de Iracema. Maria Helena Magalhães. Ilustrações de Veridiana Magalhães Estórias de Iracema Maria Helena Magalhães Ilustrações de Veridiana Magalhães 2 Era domingo e o céu estava mais azul que o azul mais azul que se pode imaginar. O sol de maio deixava o dia ainda mais bonito

Leia mais

História Para as Crianças. A menina que caçoou

História Para as Crianças. A menina que caçoou História Para as Crianças A menina que caçoou Bom dia crianças, feliz sábado! Uma vez, do outro lado do mundo, em um lugar chamado Austrália vivia uma menina. Ela não era tão alta como algumas meninas

Leia mais

Índice Geral. Índice de Autores

Índice Geral. Índice de Autores Victor Fernandes 1 Índice Geral A perua-galinha 3 A vida de um porco chamado Ricky 4 Um burro chamado Burro 5 O atrevido 6 O Burro que abandonou a família por causa de uma rã 7 A burra Alfazema 8 Índice

Leia mais

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem.

MARIANA: Fátima? Você tem certeza que seu pai vai gostar? Ele é meio careta, apesar de que é uma linda homenagem. Pais e filhos 1º cena: música ambiente (início da música pais e filhos legião urbana - duas pessoas entram com um mural e começam a confeccionar com frases para o aniversário do pai de uma delas (Fátima),

Leia mais

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO.

PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO. Roteiro de Telenovela Brasileira Central de Produção CAPÍTULO 007 O BEM OU O MAL? Uma novela de MHS. PERSONAGENS DESTE CAPÍTULO. AGENOR ALBERTO FERNANDO GABRIELE JORGE MARIA CLARA MARIA CAMILLA MARÍLIA

Leia mais