O PAPEL DO ENFERMEIRO SOBRE O POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS EM MORTE ENCEFÁLICA NUM HOSPITAL DO DF.

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1 Pró-Reitoria de Graduação Enfermagem Trabalho de Conclusão de Curso O PAPEL DO ENFERMEIRO SOBRE O POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS EM MORTE ENCEFÁLICA NUM HOSPITAL DO DF. Autora: Eliana Pereira Almeida Orientadora: Profª. Ms Maria Alice Barbosa Fortunato Brasília - DF 2011

2 ELIANA PEREIRA ALMEIDA O PAPEL DO ENFERMEIRO SOBRE O POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS EM MORTE ENCEFÁLICA NUM HOSPITAL DO DF. Monografia apresentada ao curso de graduação em enfermagem da Universidade Católica de Brasília, com requisito para obtenção do título de bacharel em enfermagem. Orientadora: Maria Alice Barbosa Fortunato. Brasília DF/2011 Página i

3 FOLHA DE APROVAÇÃO O PAPEL DO ENFERMEIRO SOBRE O POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS EM MORTE ENCEFÁLICA NUM HOSPITAL DO DF. Professor (a), Mestre: Maria Alice Barbosa Fortunato Orientador (a) Professor: Membro Examinador Professora: Membro Examinador Brasília-DF, 20 de Novembro de Página ii

4 Dedico este trabalho... Aos meus pais Antonia Gomes Almeida e Francisco Pereira Almeida, meus grandes incentivadores, que com muito amor e carinho me ensinou os valores da vida, sempre me dando força para conquistar meus objetivos. Ao meu segundo pai Plínio Caldeira Brant que me adotou durante muitos anos da minha vida, me dando incentivo e apoio durante toda a minha formação acadêmica, o que me ajudou a conseguir trilhar esse caminho tão árduo. Obrigada por me apoiar e suprir a falta daqueles que já não estavam mais presentes. A minha filha Letícia pelo carinho e paciência e ajuda que me deu durante essa jornada. Ao namorado Ricardo Bernardes Rodrigues pelo apoio, compreensão, carinho e amor, por que sem esse alicerce e sustentação nada seria conquistado. Às irmãs Socorro e Cristiana Almeida. Aos amigos pelo carinho e força dedicados nas horas difíceis. E também aos familiares ausentes meus avôs, tios e tias que mesmo não estando aqui nesse momento tão especial de minha vida dedico a eles essa vitória. Página iii

5 AGRADECIMENTOS A DEUS, o grande criador por todas as bênçãos recebidas e pela certeza que me deu que eu iria chegar ao final dessa etapa. A minha orientadora, professora e Msc. Maria Alice Fortunato, agradeço pelos valiosos ensinamentos que culminaram nesse trabalho e também pelo tempo dedicado, pois foram de grande contribuição para minha formação acadêmica. As amigas de faculdade Suzana Medeiros, Nayane, Siléia, Tatiana, Maria vilanir, Izaurina, Maura, Aline e Renata companheiras de estudo e angústia. Ao professor mestre Alexsandro Dias pela amizade e ajuda técnica e intelectual, que nos ajudou durante a formação acadêmica. A todos nossos professores de graduação pelos conhecimentos passados que contribuíram muito para nossa formação profissional. Página iv

6 ..."NADA DE ESPLÊNDIDO JAMAIS FOI REALIZADO, EXCETO POR AQUELES QUE OUSARAM SONHAR E ACREDITAR QUE ALGO DE DENTRO DELES ERA MAIOR QUE AS CIRCUNSTÂNCIAS QUE SE APRESENTAVAM ADVERSAS"... (BRUCE BARTON) Página v

7 RESUMO ALMEIDA, Eliana Pereira. O mapa do enfermeiro sobre o potencial doador de órgãos em morte encefálica num hospital do DF. Distrito Federal Enfermagem. Universidade Católica de Brasília, Brasília-DF. A morte encefálica (ME) é um déficit tanto estrutural como funcional do encéfalo. É uma condição grave que leva uma série de complicações neuro-humorais cíclicas e isquêmicas refletindo assim na viabilidade dos potenciais órgãos a serem transplantados. Esta é uma pesquisa quantitativa descritiva/analítica e transversal (estudo analítico do tipo transversal), sobre o papel do enfermeiro sobre o potencial doador de órgãos em morte encefálica num hospital do DF. Foi realizada uma análise sobre a formação profissional dos entrevistados, bem como seu conhecimento em relação à assistência ao paciente vítima de morte encefálica com o objetivo de descrever o conhecimento do enfermeiro sobre a ME num hospital do DF, descrever também a percepção da enfermagem sobre a ME e ainda identificar o papel do enfermeiro sobre o potencial doador de órgãos em morte encefálica num hospital do DF. Essa pesquisa foi realizada no Hospital Regional de Ceilândia/ DF durante o mês de Outubro do ano de dois mil e onze. A amostra foi composta por 11 enfermeiros que atuavam na UTI e no pronto socorro do Hospital Regional de Ceilândia/ DF que lidam diretamente com paciente em ME. Dos 11 enfermeiros 08 aceitaram participar desta pesquisar e assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), 01 se recusou a responder o questionário, 02 estavam de férias regulamentares. Após abordagem e aceitação por parte do profissional foi entregue um questionário semi-estruturado que continha perguntas norteadoras e objetivas sobre o tema em discussão. Explicados os parâmetros e esclarecidos os aspectos éticos, o profissional colaborador, respondeu ao questionário marcando com um x a opção de sua escolha, alguns itens tinham múltiplas escolhas, de acordo com a realidade pessoal do indivíduo colaborador. Os resultados encontrados nesta pesquisa mostraram que o conhecimento dos enfermeiros em relação à morte encefálica são insuficientes. É preocupante saber que existe grande dificuldade em seguir o protocolo de ME. Podemos perceber que a ME não tem o mesmo valor dado a outros temas dentro da enfermagem. Talvez por conta da dificuldade dos profissionais em lidar com a morte que muitas vezes não é encarada como um fato inerente à vida. Por isso propomos que esse assunto tenha mais espaço para que seja mais bem discutido durante os cursos universitários no preparatório dos futuros profissionais. Palavras-chave: Morte encefálica. Transplante de órgãos. Doador de órgãos. Página vi

8 ABSTRACT Almeida, Eliana Pereira. The map of nurses about the potential organ donor with brain death in a hospital in the Distrito Federal. Distrito Federal. In Universidade Católica de Brasília, Brasília-DF. The brain death (BD) is a deficit both structural and functional brain. It is a serious condition that takes a series of complications neurohumoral cyclical and ischemic thus reflecting the potential viability of the organs to be transplanted. This is a quantitative descriptive / analytical and transverse (cross-sectional analytical study) on the role of nurses about the potential organ donor with brain death in a hospital in the Distrito Federal. Analysis was performed on the training of respondents, as well as their knowledge in relation to patient care suffered brain death in order to describe the knowledge of nurses about the ME in a hospital in DF, describe the perception of nursing on the ME and identify the role of nurses about the potential organ donor with brain death in a hospital in the Distrito Federal. This survey was conducted at the Regional Hospital of Ceilândia / DF during the month of October in the year two thousand and eleven. The sample consisted of 11 nurses working in ICU and Emergency Department of Hospital Regional Ceilândia / DF who deal directly with the patient in ME. 08 of 11 nurses agreed to participate in this research and to sign an Informed Consent (IC), 01 refused to answer the questionnaire, 02 were on holiday regulations. Following approach and acceptance by the professional was given a semi-structured questionnaire containing questions and guiding objective of the topic under discussion. Explained and clarified the parameters of ethical, professional developer, responded to the questionnaire by marking an "x" option of your choice, some items have multiple choices, according to the reality of the individual employee. The findings of this study showed that knowledge of nurses regarding brain death are insufficient. It is worrying to know that there is great difficulty in following the protocol of BD. We can see that BD does not have the same value given to other issues in nursing. Perhaps because of the difficulty of professionals to deal with death that is often not seen as an inherent fact of life. We therefore propose that this issue has more space to be better discussed at the university in preparation of future professionals. Keywords: Brain death. Organ transplantation. Organ donor. Página vii

9 LISTA DE FIGURAS 1 Alterações fisiológicas que ocorrem após a morte encefálica Principais testes realizados para confirmação de ME Exames complementares para confirmação diagnóstica de ME Condutas a serem tomadas durante diversos momentos em protocolo de ME O papel da equipe de enfermagem na manutenção do potencial doador de órgãos.. 33 Página viii

10 SUMÁRIO 1- INTRODUÇÃO OBJETIVOS JUSTIFICATIVA REFERÊNCIAL TEÓRICO RETROSPCTIVA HISTÓRICA DA MORTE ENCEFÁLICA HISTÓRICO DE CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE ME NO MUNDO HISTÓRICO DE TRANSPLANTES NO MUNDO FISIOLOGIA DA MORTE ENCEFÁLICA CRITÉRIOS DA ME NO BRASIL CUIDADOS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM COM O POTENCIAL DOADOR DE ÓRGÃOS EM ME METODOLOGIA RESULTADOS E DISCUSSÃO CONCLUSÕES 42 REFERÊNCIAS 43 APÊNDICE 47 ANEXO 52 Página ix

11 1- INTRODUÇÃO A morte encefálica (ME) é um déficit tanto estrutural como funcional do encéfalo, é um processo abstruso que altera a fisiologia de todo o organismo. É uma condição grave que leva uma série de complicações neuro-humorais cíclicas e isquêmicas refletindo assim na viabilidade dos potenciais órgãos a serem transplantados (IMPÉRIO, 2007). O conceito de morte encefálica tem variado de país para país. No Brasil ele é definido de acordo com o Conselho Federal de Medicina, na resolução CFM nº 1.346/91, como o cessamento total e irreversível do funcionamento cerebral, por motivos conhecidos e constatados de maneira indiscutível (GUETTI et al., 2008). A ME leva a alterações drásticas na fisiologia e bioquímica celular do organismo como um todo. Esse processo causa mudanças bruscas na pressão arterial sistêmica, na respiração celular, na temperatura do organismo bem como na regulação de eletrólitos, da coagulação e dos hormônios. Essas modificações podem ser capazes de afetar intensamente todos os órgãos disponíveis para um transplante (FILHO et al.,2007). Nesse sentido a morte encefálica representa final da isquemia cerebral, afetando de maneira severa o mesencéfalo, ponte e medula, ocasionando assim a herniação cerebral por meio do forame magno. Antecedendo esse momento ocorre a elevação da pressão intracraniana, seguida pela tríade de Cushing que representa a tentativa do organismo de manter a oxigenação cerebral. A progressão da isquemia leva a tempestade autonômica que nada mais é que uma resposta autonômica simpática maciça, esse processo culminara em taquicardia, hipertensão, hipertermia e elevação do debito cardíaco. Se não corrigidas essas alterações em curto tempo o organismo pode evoluir para uma assistolia em aproximadamente 72 horas (FILHO et al., 2007). Constitui uma das causas mais freqüentes desse agravo o traumatismo crânioencefálico (TCE), em decorrência de acidentes automobilísticos ou agressões, seguidas de hemorragias subaracnóideas vinculadas à ruptura de aneurisma; lesão difusa cerebral ocasionada por parada cardiorrespiratória revertida, sangramento cerebral espontâneo e Página 10

12 maciço; grandes lesões isquêmicas. As meningoencefalites, encefalites fulminantes e a falência hepática aguda ocasionada principalmente por hepatite viral ou tóxica podem também causar a ME, mas em raros casos (GUETTI et al., 2008). Página 11

13 2- OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Descrever o conhecimento do enfermeiro sobre a ME num hospital do DF. OBJETIVOS ESPECIFICOS Descrever a percepção da enfermagem sobre a ME. Identificar o papel do enfermeiro sobre o potencial doador de órgãos em morte encefálica num hospital do DF. Página 12

14 3- JUSTIFICATIVA Estudos apontam que o transplante tornou-se uma excelente alternativa para a terapêutica da falência terminal de órgãos. Apesar de ser a resolução do problema de muitos pacientes, o transplante vem passando por uma serie de desafios, pois o número de receptores é demasiado quando comparados com os de doadores. Esse fato pode ser observado quando verificamos as crescentes taxas de mortalidade na fila de espera por um órgão. A escassez de órgãos é atribuída principalmente à ausência de informação da população, aos problemas estruturais do sistema e em grande parte a falta de preparação da equipe em captar e manter precocemente os potenciais órgãos a serem transplantados. No entanto as questões socioculturais, éticas e legais também refletem na falta de disponibilidade de órgão para transplante. Diminuir essa disparidade entre demanda e oferta é função tanto das agências captadoras de órgãos como também dos profissionais de saúde envolvidos na manutenção do potencial doador de múltiplos órgãos. Tanto o enfermeiro quanto a equipe médica devem reconhecer as alterações fisiológicas decorrentes da morte encefálica e saber conduzir adequadamente o manuseio desse potencial doador, oferecendo suporte metabólico e hemodinâmico adequado de forma a otimizar as funções orgânicas. Portanto dada a importância ao estudo e a necessidade de conhecer a percepção, atuação, assistência do profissional de enfermagem frente a ME para captação precoce do órgão em um hospital do DF é que se tornou necessária a casuística proposta. Página 13

15 4- REFERENCIAL TEÓRICO 4.1 RETROSPECTIVA HISTÓRICA DA MORTE ENCEFÁLICA O conceito de morte, durante muitos anos, esteve associado à parada cardíaca espontânea e irreversível, induzindo consequentemente a parada respiratória, culminando assim na cessação da função de todos os órgãos. A definição do conceito de morte, com base no conceito de morte encefálica, tornou-se indispensável devido a vários fatores, destacando os motivos sociais, humanos e até mesmo econômicos (MENESES, 2008). O conceito de morte na antiguidade era fundamentado em disfunções cardíacas e pulmonares, com o surgimento da reanimação cardíaca e do suporte básico de vida esse conceito foi sendo modificado, hoje sabe-se que a atividade cerebral é que define a vida e a morte dos indivíduos, sendo o óbito atrelado atualmente a critérios neurológicos (GUETTI et al., 2008). Na década de 50 e 60 o desenvolvimento da indústria farmacêutica, da medicina hospitalar e do aperfeiçoamento das técnicas de transplante de órgãos deu impulso à redefinição do conceito de morte na comunidade científica mundial. As modernas técnicas de ressuscitação e suporte avançado de vida e o uso de respiradores mecânicos e drogas potentes permitiram o tratamento intensivo de pacientes críticos, mesmo que dissociado da função neurológica permitindo o prolongamento da vida de muitos pacientes (MENESES, 2008). As primeiras referências de morte encefálica ocorreram por volta de 1959 por Mollaret e Goudon com a definição do coma depassé, a partir da avaliação de 23 pacientes sem resposta a estímulos dolorosos, sem reflexo do tronco cerebral e com eletroencefalograma isoelétrico. Esse período foi marcado por grandes progressos na terapia intensiva que passou a dar suporte e manutenção ao organismo de modo a manter as funções básicas mesmo com um encéfalo não funcionante. A partir do primeiro transplante de órgão ocorrido na África do Sul em 1968, a Harvard Medical Scholl passou a determinar critérios para a morte encefálica e compôs a base médico-legal para emprego dos órgãos desses pacientes para transplante, a Página 14

16 partir dai esse tema passou a ser mais discutido e infundido em todo mundo, já que envolve questões éticas, morais, religiosas e legais (IMPÉRIO, 2007; MORATO, 2009). Em 1971 Mohandas e Chou enfocaram a partir da analise de exames diagnósticos de eletroencefalograma de 25 pacientes a perda da função fisiológica do cérebro e tronco cerebral. No ano seguinte outro pesquisador delineou a morte encefálica como um agravo ao cérebro, tão brusco e irreversível que afeta as funções respiratórias e cardiovasculares de modo a inviabilizar a homeostase do organismo. Nesse mesmo período foi inserido o termo de estado vegetativo persistente de modo a caracterizar aqueles pacientes com ciclo de vigília, contudo sem estabelecer contato ou sem condição de recuperar a consciência. A partir daí o termo de morte encefálica global foi ampliado por Robert Veatch em 1975 na Universidade de Georgetown (MENESES, 2008). Em 1976 a Royal Of Medicine da Grã- Bretanha inseriu o teste de apnéia como tentativa de unificar o diagnóstico de morte encefálica que já era realizado desde O conceito de lesão completa do tronco cerebral foi definido a partir dessa análise. No mesmo ano o Reino Unido divulgou o Guidelines U.K Code, enfatizando a importância da causa do coma para o fechamento do diagnostico de morte encefálica. A publicação deixava clara a necessidade de exclusão de causas reversíveis de coma (fármacos depressores de SNC, drogas curarizantes, alterações metabólicas e endócrinas). Recomendaram-se também nesse documento um tempo de observação, consoante a etiologia e a idade do paciente (IMPÉRIO, 2007; MORATO, 2009; MENESES, 2008). Na Austrália uma comissão de reforma da lei e legislação do transplante, determinou no ano de 1997 o conceito de morte como sendo a interrupção irreversível da oxigenação sanguínea no organismo de uma pessoa. Em 1981 a Comissão Presidencial para estudo de problemas éticos em Medicina dos Estados Unidos formulou e apresentou as primeiras diretrizes para diagnóstico de ME usadas até hoje em todo mundo. As diretrizes estabeleciam critérios de identificação adequada do paciente, a causa do coma, a exclusão de causas metabólicas e de intoxicações exógenas (MORATO, 2009; MENESES, 2008). Página 15

17 A academia Americana de neurologia (AAN) anunciou em 1995 critérios neurológicos e parâmetros para determinação de ME, depois de fazer uma revisão sistemática de artigos, livros e trabalhos sobre neurologia, medicina, pneumologia e terapia intensiva publicados entre 1976 a As recomendações desse documento trazem diretrizes, opções e padronizações em relação ao período de tempo bem como os testes confirmatórios da ME, de maneira a aumentar a certeza do diagnostico entre os profissionais que executam esse serviço (MENESES, 2008). No Brasil, o primeiro documento criado sobre a morte encefálica foi instituído pelo Conselho Regional de Medicina em 1987 no Rio Grande do Sul. Com a publicação da Lei n / 1997 que dispôs a respeito da remoção de órgãos, tecidos e partes do organismo com desígnio de tratamento e transplante, houve deliberação em seu artigo 3 que cabe ao Conselho Federal de Medicina (CFM) determinar os critérios diagnósticos de ME. O CFM emitiu a partir daí a Resolução n /97 que determinou que a ME constituía a cessação total e irreversível de todas as funções encefálicas, devendo esse processo ser de causa conhecida e incontestável, foi estabelecido que essa definição fosse usadas em todos os hospitais brasileiros (MENESES et al., 2010; MENESES, 2008) HISTÓRICO DE CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DE ME NO MUNDO O primeiro conjunto de critérios de ME, foi descrito por Schwab et al. no ano de O diagnostico baseava-se na ausência de respiração espontânea por 30 minutos, ausência de reflexos tendíneos, pupilares e oculocardíaco e mais de 30 minutos de eletroencefalograma isoelétrico. Em 1966, Murray sugeriu em um simpósio sobre transplantes critérios mais específicos de diagnóstico, incluindo a midríase completa bilateral, ausência de reflexos em resposta ao estimulo doloroso, ausência de respiração por cinco minutos, hipotensão com necessidade de uso de vasopressores e EEG isoelétrico por algumas horas. Dois anos após a Harvard Medical School estabeleceu normas para o diagnóstico de coma irreversível. Os critérios de Harvard compreendiam o coma aperceptivo e arresponsivo, ausência de reflexos e de qualquer movimento após 1 hora de observação clínica, ausência de respiração em 3 Página 16

18 minutos, EEG isoelétrico, exclusão de hipotermia severa e uso de drogas que agem no SNC, sendo que os testes apresentavam recomendação de serem repetidos após 24 horas. No ano de 1971 o Minnesota Code of Brain Death Criteria incluiu novos critérios de diagnóstico para a ME irreparável, diminuiu o tempo de observação para 12 horas, instituiu 04 minutos de tempo de desconexão do respirador sem movimentos respiratórios para a apnéia, e restringiu a necessidade de arreflexia aos arcos que passassem pelo tronco cerebral, assegurando pela primeira vez, que a lesão desta região seria o momento da irreversibilidade. A partir dessa descoberta o Reino Unido divulgou seus critérios de morte do tronco cerebral considerando que a lesão do tronco equivaleria à morte, já que este é a sede de varias funções vegetativa e da substância reticular ascendente, responsável pelo despertar da consciência. Foi determinado ainda que o aumento da pco2 fosse avaliado para confirmação da apnéia. O passo seguinte na evolução do conceito de ME ocorreu em 1980 após a criação de um documento formulado pela Uniform Determination of Death Act (UDDA) empresa norteamericana. O documento anunciava que todo paciente que estivesse em parada cardiorrespiratória e cerebral irreversível era considerado em óbito, passando a partir daí a associar a ME á morte cardiorrespiratória. A determinação de morte ficava sob responsabilidade dos padrões médicos legais. Após a formulação desse documento foram estabelecidas outras diretrizes para determinação de morte, sendo assim para que se pudesse determinar com precisão um óbito tinha que se eliminarem falhas na classificação da morte, permitir que essa determinação fosse feita sem atraso, ser adaptável a variedade de situações clínicas e ser explícita e acessível à verificação e comprovação. As novas diretrizes caracterizam em óbito paciente com parada irreversível de origem cardiorrespiratória ou neurológica com coma aperceptivo e arreativo comprovado pelo EEG ou exame de fluxo sanguíneo cerebral associado à apnéia. A irreversibilidade das funções cardiorrespiratórias e neurológicas era instituída pelo diagnóstico da causa do coma, suficiente para justificar a disfunção e o estado clínico do cliente. Em 1995 os critérios de ME foram reafirmados pela American Academy of Neurology, especificando melhor o procedimento do diagnostico para o teste de apnéia, e Página 17

19 outras possíveis observações (sinal de Babinsk, PA normal e ausência de diabetes insípido) que deveriam ser consideradas para evitar erros na classificação (NETO, 2010) HISTÓRICO DE TRANSPLANTES NO MUNDO Vários são os relatos de transplantes de órgãos e tecidos em todo o mundo. Descrevese que no ano de 348 d.c., São Cosme e São Damião transplantaram a perna de um escravo etíope falecido em um soldado romano que tinha amputado o membro inferior em decorrência de uma gangrena. Outros relatos sobre o assunto foram sendo discutido a partir daí, porém, o termo transplante só foi empregado em 1778, por John Hunter, após experimentos com enxertos ovarianos e testiculares entre animais não relacionados (FREGONESI, 2001; SANTOS, 2009). Em 1890, foi efetivado o primeiro autotransplante de tecido ósseo pelo escocês Macewen. Quinze anos após, Floresço divulgou suas experiências sem sucesso com técnicas de transplante renal. Muitos transplantes entre animais de espécies diferentes eram realizados nessa época com intuito de se conseguir êxito (SANTOS, 2009). No ano de 1909 foi transplantado por Unger na Alemanha o Rim de um macaco em uma criança com insuficiência renal aguda. Esse foi o primeiro cirurgião a instituir bases cientificas da cirurgia moderna, enfatizando que as substancias vivas tinham a disposição de se unirem quando alocadas em contato com outras. O primeiro transplante de rim de um doador morto só ocorreu em 1933 pelo Soviético Yu Yu Voronoy, no entanto a experiência foi sem sucesso (SANTOS, 2009). Em Paris no ano de 1950, aconteceu a primeira doação de órgãos entre um receptor e um doador vivo, uma mãe doou seu rim ao filho, porém, o órgão só funcionou por 22 dias. Dois anos após essa experiência David Hume realizou uma série de transplantes renais em homens, fazendo questionamentos sobre o efeito benéfico de transfusões sanguíneas prévias ao procedimento, bem como a nefroctomia bilateral antecedente de modo a controlar a pressão arterial dos pacientes a serem transplantados. No mesmo ano, Dausset descreveu em seus estudos em Paris, a presença de antígenos de histocompatibilidade durante a realização de transplantes (FREGONESI, 2001; SANTOS, 2009). Página 18

20 Porém foi somente em 1955 que aconteceu legitimamente o primeiro transplante com sucesso, realizado pelos médicos Murray, Merrill e Harrison em Harvard. Esses doutores transplantaram o rim de um gêmeo idêntico na pelve do outro, a experiência sucedeu com muito sucesso. Após essa experiência Schwartz e Dameshek desenvolveram o conceito de que a imunossupressão podia ser induzida por drogas. Posteriormente a essa descoberta no ano de 1963 com o chegada da Azatioprina (derivado da 6- mercaptopurina), a sobrevida dos pacientes submetidos a transplante aumentou (FREGONESI, 2001; SANTOS, 2009). A década de 60 foi o período de maior otimismo para o grupo de cientistas que trabalhavam com transplantes, foi exatamente nesse momento que ocorreram os melhores resultados especialmente depois do incremento das técnicas de imunossupressão e de realização de cirurgias mais apuradas. Nas décadas seguintes outros tipos de órgãos como os de fígado, coração, pulmão, pâncreas e intestino foram cada vez mais sendo transplantados com sucesso de forma rotineira. O primeiro transplante de coração realizado com sucesso ocorreu na cidade do cabo em 1967 e foi realizado por Christian Bernard considerado até o momento pela comunidade científica de transplante como precursor na efetivação do transplante cardíaco no mundo (SANTOS, 2009). No Brasil o primeiro transplante de órgão realizado foi o de coração no ano de 1967 pelo médico Zerbini, no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Contudo apesar de todo esse avanço a sobrevida dos pacientes transplantados nesse período ainda era muito baixa, somente após o desenvolvimento das técnicas cirúrgicas, equipamentos de suporte, métodos de determinação de histocompatibilidade entre doador e receptor, além de imunossupressores, foi que a atividade de transplantes ganhou importância e êxito em nosso país (FREGONESI, 2001; SANTOS, 2009). A partir dessas inovações, outros transplantes foram sendo realizados como é caso do transplante de Rim entre pacientes vivos, efetivado no ano de 1968 pela equipe do Dr. Campos Freire. No mesmo ano o médico Áureo Jose Ciconelli transplantou o primeiro rim de cadáver da America Latina, a experiência ocorreu no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da USP dando impulso à prática de transplante no Brasil e levando assim a Página 19

21 necessidade de regulamentação desta atividade em nosso país de forma a organizar as demandas, bem como as questões éticas, morais e culturais, (FREGONESI, 2001; ROSA, 2007). A história legislativa sobre os transplantes no Brasil só ganhou impulso após a criação da Lei n no ano de Essa foi a primeira Lei que dispôs sobre a retirada de órgãos ou tecidos de pessoa falecida para fins de transplante. Contudo essa era uma Lei muito simples e incompleta, apenas fazia argumentos em relação à autorização da retirada dos órgãos. Trazia em seu contexto que a retirada dos órgãos somente poderia ser feita mediante o consentimento expresso e escrito pelo próprio doador ou mesmo por parentes (SARDINHA, 2008). Em agosto de 1968, foi criada a Lei com propósito de aprimorar o texto anterior e organizar a prática de transplante no Brasil. Esse novo regulamento manteve a necessidade de autorização expressa de doação, mas incluiu ainda como possíveis doadores menores e incapazes. Admitiu a retirada de órgãos e tecidos de corpo vivo e dispôs expressamente sobre a gratuidade do procedimento de doação. Apesar das melhorias, a lei precisava de algumas regulamentações e por isso ela foi revogada pela Lei nº de 18 de novembro de 1992, que dispunha sobre a retirada e transplante de tecidos, órgãos e partes de cadáver para finalidade terapêutica e científica. É importante lembrar que nesse período existiam apenas regulamentações regionais, desenvolvidas de maneira informal quanto à inscrição de receptores, ordem de transplante, retirada de órgãos e critérios de destinação e distribuição dos órgãos captados. (BRASIL, SNT 2001; BRASIL, LEI n , 1992; SARDINHA, 2008). Para minimizar essas irregularidades foi sancionada no ano de 1997 a lei nº de forma a regulamentar o transplante no país. Essa nova norma foi criada para complementar as demais e dispunha mais detalhadamente sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante. Esse novo consenso trazia que a retirada de órgãos poderia ocorrer com ou sem o consentimento expresso dos familiares, esse preceito trouxe grande revolta por parte da sociedade que se opôs a esse fato. Diante disso a lei nº foi regulamentada pelo Decreto nº 2.268, de 30 de junho de 1997, na perspectiva de diminuir as distorções e até mesmo as anormalidades na destinação dos órgãos. Ainda no mesmo ano foi criado o Sistema Nacional de Transplantes SNT, as Centrais de Notificação, Captação e Página 20

22 Distribuição de Órgãos (CNCDO) para cada estado brasileiro e os Cadastros Técnicos (lista única) para distribuição dos órgãos e tecidos doados (BRASIL, Lei n. 9434, 1997; BRASIL, DECRETO n.2268, 1997; SARDINHA, 2008). A última alteração legislativa foi feita pela Lei N , de 23/03/2001, que revogou e alterou dispositivos de medidas provisórias anteriores. Esse novo regulamento instituiu que a realização de transplantes só fosse liberada mediante a realização, no doador, de todos os testes de triagem para diagnóstico de ME. A autorização para transplantar passou a ser assinada pelo cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, consolidado em documento subscrito por duas testemunhas presentes durante a constatação da morte. A Lei consentiu também que toda pessoa que quisesse doar órgãos, poderia fazer isso mediante autorização judicial, sendo essa dispensada apenas para doação de medula óssea (SARDINHA, 2008). Como visto o Brasil atualmente tem um sistema de transplante legalmente estruturado, vigorando até hoje a Lei 9.434/97 que tem como principais preceitos: As questões de gratuidade e da disposição do material a ser doado; Submissão do doador a todos os testes de triagem para diagnóstico de infecção e/ou infestação, de acordo com as regras do Ministério da Saúde; Doação post-morten precedido de diagnóstico incontestável de morte encefálica, firmada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplantes, mediante critérios definidos pelo Conselho Federal de Medicina; Retirada de órgãos, tecidos e partes autorizada pelo cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta e colateral, até o segundo grau inclusive. Posteriormente a criação da Lei 9.434/97, do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) e das Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNDCO) para cada estado, surgiu no Brasil um novo período para a prática de transplante regulamentando de maneira clara a atividade transplantadora, inclusive com criação de cadastros técnicos para a distribuição de órgãos doados, conhecidos pela sociedade como Lista Única. O surgimento dessas Centrais juntamente com a destinação dos recursos financeiros, a criação de farmácias de alto custo com desígnio de abastecer os hospitais de medicações imunossupressoras fez Página 21

23 com que o número de transplantes aumentasse aproximadamente em 30% por ano (SARDINHA, 2008) FISIOLOGIA DA MORTE ENCEFÁLICA A morte encefálica é um episódio catastrófico e está associada a muitas alterações fisiológicas significativas que resultam em distúrbios de regulação no tônus vascular, alterações no metabolismo endócrino, de coagulação e imunológico. Essas desordens por sua vez ocasionam a disfunção de múltiplos órgãos do sistema, colapso cardiovascular que se não corrigido precocemente pode levar rapidamente a uma assistolia, mesmo quando há um suporte terapêutico apropriado (BOTONI et al., 2009; CINTRA et al., 2008). Os eventos fisiopatológicos decorrentes da morte encefálica, de forma isolada ou associada aos danos induzidos pelo fator etiológico desse episódio levam a inúmeras complicações no potencial doador de órgãos, sendo que os principais observados em clientes em morte encefálica são a hipertensão, diabetes insípidos, hipotermia e distúrbios eletrolíticos que serão resumidamente citados a seguir (CINTRA et al., 2008). - Alterações Cardiovasculares A descarga autonômica ocasionada pela ME leva a liberação de catecolaminas que por sua vez produzem importante vasoconstrição, causando elevação da pressão arterial, taquicardia e acréscimo de oxigênio disponível no miocárdio podendo acarretar isquemia, necrose e arritmias cardíacas importantes. Após esse evento começa a ocorrer um período de intensa vasodilação com hipotensão arterial grave e hipovolemia relativa, sendo essa agravada ainda mais pelas perdas sanguíneas do trauma, tratamento osmótico da PIC, diabetes insipidus que eleva a diurese em decorrência da hiperglicemia. É importante mencionar que a vasodilatação e a hipotensão leva a um grande colapso cardiovascular, interferindo diretamente na pré e pós carga ventricular bem como na perfusão coronariana, comprometendo dessa maneira o funcionamento cardíaco (GUETTI et al., 2008; FILHO et al., 2007). Página 22

24 As alterações cardiovasculares são ocasionadas principalmente pelo declínio de oxigênio disponível, elevação do metabolismo anaeróbico, acúmulo de lactato e oxigênio e depleção de glicogênio em massa. Muitas alterações cardíacas podem ser observadas no traçado do ECG, as mais encontradas são as ondas T invertidas, supra e infra de seguimento ST, alargamento do complexo QRS e prolongamento de QT. Essas alterações devem ser atentamente observadas e corrigidas pela equipe que presta o cuidado, já que muitos desses pacientes podem entrar em assistolia em horas (BOTONI et al., 2009; FILHO et al., 2007). - Alterações Pulmonares O sistema pulmonar é muito susceptível aos eventos que decorrem da morte encefálica, logo após a herniação completa do tronco cerebral ocorre uma severa descarga adrenérgica, associada à elevação das catecolaminas ocasionando assim uma vasoconstrição periférica intensa comprometendo o funcionamento do ventrículo esquerdo ocasionando arritmias e edema pulmonar. Nesse período de descarga elétrica ocorrerá aumento do débito cardíaco direito ocasionado pelo aumento do retorno venoso ao ventrículo direito, esse fato levará ao aumento do fluxo pulmonar. Respectivamente a pressão do átrio esquerdo estará aumentada em decorrência da constrição dos vasos periféricos elevando a pressão hidrostática, isso poderá ocasionar ruptura de capilares, edema intersticial e hemorragia alveolar, sendo observadas nitidamente pelos sinais clínicos de hipoxemia e desequilíbrio da relação ventilação/ perfusão (GUETTI et al., 2008; FILHO et al., 2007; CINTRA et al., 2008). - Alterações Endócrinas A ME interrompe o eixo hipotálamo hipofisário resultando em colapso gradual desse sistema, resultando em hipotireoidismo e insuficiência adrenal comprometendo assim as concentrações hormonais de vários hormônios principalmente do antidiurético (ADH). A deficiência desse hormônio gera a Diabetes insipidus em mais de 80% dos pacientes acometidos por ME. Essa desordem pode ser caracterizada pela elevação da diurese hiposmolar, seguida de hipovolemia secundária, hipernatremia e hiperosmolaridade sérica. A partir dai surge a hipotensão e hipoperfusão tecidual causando vários distúrbios eletrolíticos e Página 23

25 também hipernatremia que leva as complicações cardíacas (GUETTI et al., 2008; FILHO et al., 2007; CINTRA et al., 2008). Logo após a constatação da ME ocorrerá também a diminuição nos níveis T3 e consequentemente redução da contratilidade do miocárdio, mudança de metabolismo aeróbico para anaeróbico e depletação de fosfato de alta energia. Isso contribui de forma importante para a acidose metabólica e redução do oxigênio tecidual. A produção de insulina também é afetada, elevando a glicose sanguínea e consequentemente causando hiperglicemia. Aliado a isso percebe-se um acréscimo da resistência periférica a insulina. (GUETTI et al., 2008; FILHO et al., 2007). - Alterações Hepáticas e da Coagulação No fígado ocorre quebra dos estoques de glicogênio e diminuição da perfusão sinusoidal hepática. A ME lesa o tecido cerebral de maneira importante favorecendo assim o desenvolvimento de coagulação intravascular disseminada a partir da liberação de tromboplastina e outros substratos ricos em plasminogênio associados a hemorragias, transfusões, acidose e hipotermia (GUETTI et al., 2008; FILHO et al., 2007). - Alterações de Temperatura As alterações que ocorrem após a ME levam também a uma desregulação hipotalâmica significante comprometendo dessa maneira a estabilidade da temperatura corporal. Associada a vasodilatação extrema, administração de grandes volumes de fluídos não aquecidos e também da incapacidade do organismo de tremer para gerar calor a temperatura corporal passa a cair de forma muito rápida causando hipotermia severa. Essa hipotermia leva a várias outras complicações, como disfunções cardíacas, disritmias, distúrbios de coagulação, alterações na curva de dissociação da hemoglobina e diurese induzida pelo frio (GUETTI et al., 2008; FILHO et al., 2007). Página 24

26 4.5- CRITÉRIOS DE MORTE ENCEFÁLICA NO BRASIL No Brasil até a década de 60 inexistiam na legislação brasileira critérios de classificação para a morte encefálica. Essa problemática foi celeremente resolvida com a criação da Lei 5.479/68 que dispunha sobre a remoção e doação de tecidos, órgãos e partes de cadáveres para fins terapêuticos. A lei não tratava da morte encefálica, estabelecia apenas que a retirada post mortem deveria acontecer apenas após confirmação incontestável de óbito por médico de capacidade comprovada (NETO, 2010). Em 1991 o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou a questão de morte encefálica em todo o país por meio da criação da Resolução 1.396/91. Esse documento considerava que a cessação das funções encefálicas de forma irreversível equivaleria ao óbito como já instituído por outros países. A resolução CFM nº 1.396/91 mencionada anteriormente instituiu que os critérios de ME fossem empregados naqueles indivíduos acima de dois anos de idade, com coma aperceptivo, com arreatividade inespecífica dolorosa e vegetativa de causa determinada, com ausência de reflexos corneano, oculocefálico, oculovestibular e do vômito, positividade do teste de apnéia, excluindo-se os casos de intoxicações metabólicas, intoxicações por drogas ou hipotermia. A falta de atividade elétrica, de metabolismo cerebral ou de perfusão encefálica contribui para o fechamento do diagnostico (NETO, 2010). No ano de 1997 um novo Regulamento foi criado, a Lei 9.434/97 que dispõe sobre a retirada de órgãos, tecidos e partes do corpo humano, para fins terapêuticos fundamenta em seu Capitulo II, art. 3 que: A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina. Página 25

27 Este instrumento reconheceu legalmente a ME no nosso país e nomeou o Conselho Federal de Medicina como assessoria competente para instituir critérios de diagnostico, e estabeleceu a proibição da participação da equipe médica envolvida no processo de transplante na determinação de morte encefálica. Neste mesmo ano a Resolução nº 1.396/91 foi substituída pela nº 1.480/97 seguindo determinação legal de forma a reafirmar os critérios de ME já pré-estabelecidos por leis anteriores (NETO, 2010). Atualmente no Brasil a Resolução CFM 1.480, de 21 de Agosto de 1997 define a morte encefálica fundamentando-se na ausência de atividade cerebral, incluindo o tronco cerebral. O diagnóstico baseia-se em determinados testes, que só podem ser feitos quando o cliente tiver idade superior a 2 anos, causa de coma conhecido, eliminar ou compensar hipoglicemia, hipotensão, alterações hidroeletrolíticas e hipotermia inferior a 32,2 C, ausência de drogas depressoras do SNC, coma aperceptivo, arreativo, incluindo ausência de decorticação, decerebração ou tremores após estímulos dolorosos, capacidade de manter PaO2 de pelo menos 200mmHg após 20 minutos de ventilação com O2 a 100% (MENESES et al., 2010). A Resolução CFM foi conferida pela Lei 3.268/57, regulamentada pelo Decreto /58 e, ainda, em atenção ao previsto no art. 3º da Lei 9.434/97, que trata da remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante (MENESES et al., 2010). De uma maneira geral, o diagnóstico de morte encefálica atualmente pode ser comprovado por meio da análise da história médica, dos achados ao exame físico e também pelos exames complementares que são obrigatórios pela legislação brasileira. A neuroimagem consiste em um dos exames complementares mais importantes para confirmação da ME, pois o mesmo comprova lesão grave do Sistema Nervoso Central de forma irreversível. Durante a avaliação é essencial a exclusão de coma reversível, intoxicações, envenenamentos, distúrbios hidro- eletrolíticos ou endocrinológicos (CASELLA, 2003; GUETTI et al., 2007). Para a realização do exame clínico é fundamental a observação de três episódios: coma profundo e arreativo, ausência de reflexos de tronco encefálico e presença de apnéia, a Página 26

28 ordem do exame de reflexos é opcional, com exceção do teste de apnéia que deverá ser analisado por último. Os exames complementares devem demonstrar de forma inconfundível a ausência de função elétrica, metabólica ou de fluxo cerebral. O eletroencefalograma (EEG) é o exame confirmatório mais utilizado atualmente (LAGO et al., 2007; CASELLA, 2003). O cliente sob suspeita de ME, deverá ser avaliado de forma precisa, acompanhando a rotina pré-estabelecida pelo protocolo de morte encefálica. É preconizado que se realize pelo menos dois exames neurológicos com intervalos de tempo de no mínimo seis horas, sendo que pelo menos um desses exames seja efetivado por um médico neurologista ou neurocirurgião, para dessa maneira afastar os fatores que possam confundir e atrapalhar o diagnóstico autêntico (MORATO, 2009). Diversas são as inquisições que circundam a captação e distribuição de órgãos e tecidos para fins de transplante em todo mundo. Todavia, existem alguns aspectos que merecem uma atenção especial por parte da equipe que lida com o paciente em ME, os critérios usados para confirmação do diagnóstico de morte encefálica é um desses e deve ser realizado conforme protocolo específico, devido os dilemas éticos e a precisão de se conseguir doadores. Ao diagnosticar a morte encefálica a equipe deverá informar á família sobre o estado clínico do paciente e logo após notificar o potencial doador á Central de Notificações Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), cumprindo o que determina a Lei nº 9.434/97(CINQUE et al., 2010; MENESES et al., 2010). A Resolução CFM 1.480/97 precisa ser obrigatoriamente seguida pela equipe que presta cuidado ao paciente em ME. Os critérios previstos na Resolução devem ser adotados para que se possam afastar erros na confirmação da morte encefálica, bem como resguardar o profissional diante a sociedade e o estado, prevenindo assim processos administrativos e judiciais, em que lhes possa ser arrogada responsabilidade por morte (MENESES et al., 2010). Página 27

29 4.6- CUIDADOS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM COM O POTENCIAL DOADOR DE ORGÃOS EM ME. Como já mencionado a ME leva a muitos efeitos deletérios sobre o organismo, o que leva a uma grande instabilidade hemodinâmica, sendo imprescindível o conhecimento dessas implicações de modo a possibilitar o reconhecimento precoce e consequentemente o manuseio para a preservação dos órgãos. Os cuidados intensivos com o paciente em ME eleva a probabilidade de captação de órgãos no potencial doador (FILHO et al., 2007; GUETTI et al., 2008). Império (2007) enfatiza que o atendimento a esse tipo de cliente deve começar precocemente, pois no momento em que ocorre a constatação da ME, ocorre uma inversão de prioridade para a conservação de órgãos para transplante a despeito da lesão neurológica. Enfatiza ainda que é imprescindível o envolvimento de toda equipe de terapia intensiva nesses cuidados, sendo necessária uma monitorização mais rigorosa, já que tal procedimento favorece a conservação dos órgãos do potencial doador. Guetti et al., (2008) expõe que é função da equipe de enfermagem realizar o controle de todos os dados hemodinâmicos do potencial doador, sendo assim é preciso capacidade técnica e intelectual para executar tal atribuição. A assistência de enfermagem deve atender as necessidades fisiológicas básicas do paciente em ME. Os cuidados mais importantes da manutenção do potencial doador são: elevar a cabeceira a 30 graus, mudança de decúbito, aspiração de secreções e cuidados com os cateteres. Devem ser avaliadas ainda com muita prudência a PA, freqüência cardíaca, temperatura e saturação, sendo que as ultimas devem ser avaliadas continuamente. A cada hora é recomendado que a equipe meça a pressão venosa central (PVC), o débito urinário e a glicemia capilar do paciente. (GUETTI et al., 2008). O sistema cardiorrespiratório precisa ser monitorado constantemente com intenção de detectar possíveis arritmias e dispnéias, dessa maneira qualquer alteração pode ser revertida precocemente. A manutenção de uma adequada ventilação e oxigenação deve ser instituída através de coleta de gasometria arterial e do controle dos parâmetros do ventilador. É preciso ter um conhecimento de equilíbrio ácido-básico e da fisiologia respiratória para assistir Página 28

30 adequadamente o paciente de forma a otimizar a oxigenação dos tecidos. O objetivo dessa otimização é a manutenção da saturação arterial de oxigênio superior a 90% com pressão parcial arterial superior a 60 mmhg, e fração inspiratória por volta de 40% com pressões inspiratórias baixas. A equipe deve se atentar a não ventilar o paciente com altas pressões de PIP, PEEP e de volume corrente (GUETTI et al., 2008; IMPÉRIO, 2007). Para Império (2007) a manutenção do potencial doador inclui o desafio da estabilidade hemodinâmica. Arritmias atriais e ventriculares podem estar presentes, além de irregularidades de motilidade do músculo do ventrículo, principalmente do direito, bem como algum grau de movimento paradoxal do septo interventricular. A hipovolemia é um aparecimento importante que deve ser corrigido precocemente pela equipe. O desígnio principal na manutenção cardiovascular compreende pressão arterial sistólica acima de 90 mmhg, freqüência cardíaca em torno de 100 bpm e pressão venosa central entre 8 e 10 mmhg. Esses valores devem ser alcançados com a reposição volumétrica e aminas se necessário. Primeiramente recomenda-se a infusão de solução fisiológica de 500/ 15 min acompanhada de reposição das perdas urinárias. Durante o episódio de PCR, toda a equipe deverá instituir as manobras básicas e avançadas de ressuscitação (GUETTI et al., 2008). É imprescindível que se faça um controle rígido do balanço hídrico e das drogas vasoativas de acordo com a resposta hemodinâmica de cada paciente. O uso de Nitroprussiato de Sódio deve ser monitorado rigorosamente, pois essa droga consiste em um hipotensor severo. Quanto a reposição da volemia, esta necessitará ser feita em veia periférica de grosso calibre, essa via deverá ser exclusiva para tal função, a administração das drogas vasoativas devem ser infundidas exclusivamente em acessos venosos centrais (GUETTI et al., 2008). É importante a prevenção da hipotermia e administração de nutrientes para isso recomenda-se a administração de fluidos aquecidos, uso constante de cobertores e manutenção da dieta por sonda enteral. No aquecimento do paciente em ME emprega-se soluções aquecidas (37º-38ºC) em lavagens gástricas e vesicais e também para a administração endovenosa de fluidos, bem como o uso de cobertores térmicos e nebulização aquecida de modo a evitar a hipotermia do organismo. Esses cuidados ajudam a melhorar a função dos órgãos a serem doados e são de responsabilidade exclusiva da enfermagem. Página 29

31 A observação de algumas alterações como: coloração da diurese (hematúria), gengivorragias ou sangramentos constantes em locais de punções de acessos podem indicar distúrbios de coagulação, a equipe que presta o cuidado deverá ficar atenta a essas manifestações. É importante o uso de equipamentos de uso individual (EPI) e de técnica asséptica para alguns procedimentos visando assegurar a prevenção de infecções. Os distúrbios de coagulação devem ser considerados e tratados em todos os pacientes em ME, para isso é indispensável o uso de Plaquetas, plasma fresco ou crioprecipitado (GUETTI et al., 2008; IMPÉRIO, 2007). O controle do aumento da glicemia sanguínea deve ser feito pela dosagem seriada de glicose em laboratório quando possível, se caso houver algum empecilho para realização do exame é imprescindível que a equipe realize a glicemia capilar com intervalos mínimos de 4 horas entre uma dosagem e outra. Se houver alteração de valores os intervalos devem ser minimizados. Aconselha-se realizar controle glicêmico por meio de administração de insulina por infusão contínua (FILHO et al., 2007; GUETTI et al., 2008). Segundo Guetti et al., ( 2008) o objetivo fundamental na manutenção do potencial doador pode ser resumido na regra dos 10/100: - Hemoglobina >10g/dl - Pressão Venosa Central (PVC) > 10mmHg - Pressão arterial sistólica > 100mmHg - Dopamina < 10µg/Kg/min - Débito urinário >100ml/hora - PaO2 >100mmHg Umas das principais funções da equipe de enfermagem que presta cuidado ao potencial doador de órgãos em ME é justamente o atendimento direto a esse paciente prestando cuidados, atenção direcionada a família e ao esclarecimento de eventuais dúvidas, suporte a equipe de saúde, manutenção de órgãos de modo a beneficiar eventuais receptores, e também agilizar todo o processo burocrático de doação, que é essencial para organizar o serviço e diminuir as filas por espera de um órgão para transplante (GUIDO et al., 2008). Página 30

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