A INTEGRAÇÃO DE PORTUGAL NA NATO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A INTEGRAÇÃO DE PORTUGAL NA NATO"

Transcrição

1 Universidade Lusíada de Lisboa Departamento de História A INTEGRAÇÃO DE PORTUGAL NA NATO A ADAPTAÇÃO POSSÍVEL Pedro Andrade T. M. Oliveira Seminário em História Diplomática Monografia de final de curso, para a obtenção do grau de Licenciado em História Regente: Professor Doutor Carlos Motta 2001

2 INTRODUÇÃO Portugal na conjuntura do Pós-Guerra As primeiras respostas do Estado Novo à nova ordem mundial Visões menos optimistas? Posição de Salazar relativamente ao Leste As políticas da Defesa no Pós-Guerra: as raízes da NATO A tradição atlântica na vertente luso-britânica Portugal e o Mar breve introdução histórica A vertente luso-britânica Os Anos A inflexão da política militar na aproximação à Alemanha As relações com Espanha e a política de neutralidade A aproximação ao fim da Guerra Pós-guerra, os EUA e a antevisão de Salazar A política de defesa Ibérica: entre Londres e Madrid A Inglaterra e a defesa de Lisboa A inércia dos novos conceitos de defesa: a antecipação política A importância estratégica das bases intermédias: Os Açores Os Açores no Pós-Guerra Da Europa aos EUA: a extensão de uma ameaça De 49 a 53: quatro anos de segurança norte-americana As Lajes na ponte das operações para o Médio-Oriente A "Doutrina Truman" e o bipolarismo: Guerra Fria ou paz quente? Na esteira da "Doutrina Truman". O "Plano Marshall" A evolução do armamento, uns tantos números O processo de adesão ao Pacto do Atlântico A cooperação defensiva no pós-guerra; background histórico De Bruxelas a Washington A difícil introdução de Portugal no panorama das negociações Algumas considerações CONCLUSÕES CONSIDERAÇÕES FINAIS ANEXOS TÁBUA DE ABREVIATURAS FONTES PUBLICAÇÕES ELECTRÓNICAS BIBLIOGRAFIA (de carácter geral) BIBLIOGRAFIA (de carácter específico) UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 2

3 INTRODUÇÃO Dividido em dois blocos, o mundo do pós-segunda Guerra Mundial vivera num clima de tensão gerada pelo bipolarismo de raízes ideológicas antagónicas, capitalismocomunismo. O «equilíbrio pelo terror» e a entrada na «Guerra-fria» levaram os Estados Unidos a procurarem expandir a sua influência ao Ocidente Europeu através de uma aliança militar de «países ribeirinhos». Portugal, como país de profunda tradição atlântica, não poderia deixar de se enquadrar na mira das negociações norteamericanas. Ao arrepio de preconceitos que, por vezes, tendem a afastar o pesquisador e o leitor menos atento da verdade histórica, defende-se a tese da integração de Portugal na NATO numa adaptação possível com a presciência ou antevisão por parte do Governo e do Presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, em particular, não obstante algum receio inicial de uma aproximação de uma nação vincadamente democrática a um regime então autoritário. Pretende-se, também, mostrar a inércia que separava os políticos dos militares em termos de conceitos estratégicos defensivos traçados entre 1944 e Ora, é intenção provar que, quando da assinatura em Washington do então Ministro dos Negócios Estrangeiros, Caeiro da Matta, o País estava já preparado para entrar na coligação, preparação essa que se construiu ao longo do período a montante da formação da NATO. Por outro lado, é também objectivo avivar a consideração de que o preconceito ou receio lusos relativos à aproximação norte-americana surgiram só, e durante pouco tempo, quando da comunicação britânica de 6 de Outubro de 1948 a Portugal sobre as conversações preliminares decorrentes em Washington, pelo que já era conhecida, 4 anos antes, essa intenção de aproximação. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 3

4 É, igualmente, de primeira importância a demonstração de que os Açores foram o verdadeiro motor de arranque das negociações com Portugal, na medida em que o objectivo primordial dos EUA com o Pacto do Atlântico se pautou na obtenção de bases intermédias e avançadas para assegurar a sua própria defesa, mais numa política geoestratégica defensiva do que numa movimentação desencadeada por divergências ideológicas, se bem que na esteira da Doutrina Truman. Por isso, se debruçou este trabalho com especial inclinação sobre a questão dos Açores. Nestes trâmites, a obra, fruto de uma aturada pesquisa, dada ainda pelo Capítulo 1 uma introdução à evolução das Forças Armadas ainda desde os anos 30, apresenta-se como análise das políticas de Defesa do pós-guerra e das suas relações com o Pacto. Também se debruça o trabalho, de uma forma exaustiva, sobre a documentação existente nos nossos arquivos nacionais, em especial e no que toca à actividade diplomática inerente ao Pacto do Atlântico a encontrada no Arquivo do MNE. Pretende, assim, ter o mérito de conseguir conjugar uma análise técnica e militar com a diplomacia respectiva. Desta forma, neste abraço político-militar, o trabalho inserese no enfoque estratégico global, numa análise das relações bilaterais EUA-Portugal, isenta e desprovida de motivações ideológico-partidárias. Em jeito de conclusão, são tecidas algumas considerações sobre a posição portuguesa na NATO na viragem para o Século XXI. Volvidos 50 anos de Aliança Atlântica e 25 de Democracia em Portugal, parece ser agora tempo suficiente para, com a maturidade necessária a um trabalho deste género, distante da visão por vezes regionalista do Estado Novo e da mentalidade revolucionária inevitável característica da viragem para esta Terceira República, se proceder a uma análise aberta e plena que não dispensa algo essencial: a visão global. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 4

5 1 Portugal na conjuntura do Pós-Guerra 1.1 As primeiras respostas do Estado Novo à nova ordem mundial Com o fim da Segunda Guerra Mundial e o fechar das hostilidades perturbadoras de que a Europa foi palco, a situação financeira de Portugal em parte pela política de baixa salarial adoptada pelo Governo do Estado Novo, ajudada por um ambiente de neutralidade era, contudo, positiva: grandes reservas de ouro, divisas e metais preciosos acumulados pelo Banco de Portugal que apresentava avultados lucros e importante liquidez, numa perspectiva económica de poupança. Não obstante a prosperidade financeira e a aparente tranquilidade social, o fim da Guerra possibilitou uma emergente tendência de afirmação democrática das massas urbanas, como se demonstrou a 8 e 9 de Maio de 1945 em manifestações de alacridade popular pela derrota da Alemanha nazi. Com as bandeiras das nações aliadas, a população gritava vivas às democracias ocidentais, num esforço de demonstração comprovada da sua superioridade política e moral sobre as ditaduras, facto aproveitado pela oposição interna ao regime para avivar na população a consciência de que, derrotadas as ditaduras do Eixo, ainda subsistia um regime autoritário liderado por António de Oliveira Salazar. Ante este clima de supremacia das nações vencedoras ocidentais, Oliveira Salazar apercebia-se da necessidade de alterar, ainda que de um modo muito suave e cauteloso, o seu discurso político e introduzir as necessárias alterações de índole institucional com vista a assegurar a sobrevivência do Estado Novo. No seu discurso de 18 de Maio de 1945, Salazar dizia que «a guerra foi conduzida pelas potências aliadas sob a bandeira da democracia e do antinazismo, mas sempre UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 5

6 [lhe] pareceu evidente que estes dois termos traduziam apenas as duas faces ou aspectos da mesma concepção filosófica e política e não envolviam o ataque a formas diversas de organização do Poder» 1. E refere dois grandes conceitos da doutrina nazista o de Estado totalitário e o de Estado hegemónico, criticando que «certa dose útil de realismo (...), certa subordinação conveniente das actividades humanas (...) caíram, por aberrações da inteligência e falta de limites morais, em absurdos e exageros monstruosos.» Chamou a esses exageros a «deificação do Estado». Finalmente, em defesa do próprio regime, evidencia a sua discordância com esses mesmos princípios exacerbados, referindo o discurso inaugural do I Congresso da União Nacional. Em conclusão, termina dizendo que «se é indiscutível ter o totalitarismo morrido por efeito da vitória, a democracia, tanto na sua definição doutrinária como nas suas modalidades de aplicação, continua sujeita a discussões.» Nunca tendo exortado o totalitarismo de Estado para o regime, Salazar, opondo-se aos exageros do modelo nazi e às suas insígnias totalitarismo, nacionalismo exacerbado e expansionismo, procurava tornar compatível com a nova ordem internacional, regida sob os princípios da Carta do Atlântico 2, o regime político da sua própria concepção que, embora diferenciando-se do nazismo alemão e do fascismo italiano, partilhava com eles, à escala nacional, determinados traços comuns. 1 V. Oliveira Salazar, Discursos e Notas Políticas, vol. IV ( ), págs Compromisso celebrado em Agosto de 1941, entre F. Roosevelt, pelos EUA, e W. Churchill, pela Inglaterra, a bordo de um navio de guerra no Atlântico, com o objectivo de definir princípios de liberdade e democracia, direitos humanos e direito dos povos à independência. O ponto 3º da Carta do Atlântico consagrava que os EUA e a Inglaterra respeitariam o direito dos povos à escolha da forma de governo que desejassem. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 6

7 A breve trecho, medidas de carácter político seriam anunciadas pelo Presidente do Conselho. Em Agosto de 1945, Salazar, em sessão dos órgãos directivos da União Nacional, prometia a dissolução da Assembleia Nacional e a realização de «eleições tão livres como na livre Inglaterra». Em Setembro de 1945, promulgava-se a revisão da Constituição de 1933, sendo a principal modificação o processo de eleição para o órgão legislativo. A revisão constitucional de 1945, em contraste com a legislação de 1934 que obrigava a uma única lista num único círculo eleitoral que abrangia todo o território nacional, procedia à criação de trinta círculos eleitorais correspondentes aos distritos com a possibilidade de apresentação ao sufrágio de listas plurais. Para além das anunciadas medidas tomadas no rescaldo da Segunda Guerra Mundial, outras modificações como a concessão de uma amnistia e indultos para determinados crimes contra a segurança exterior e interior do Estado, a institucionalização do habeas corpus ou a extinção dos Tribunais Militares Especiais através da reorganização dos Tribunais Ordinários, trouxeram uma nova «abertura democrática» 3. Em Outubro, as comemorações do aniversário da implantação da República, na capital e no Porto, haviam exigido a extinção do regime autoritário do Estado Novo. Da sessão pública de oposição ao regime, em Lisboa, resultaria a criação do MUD, união de esforços democráticos que pretendia ser considerado legal, de natureza cívica, representante da oposição, e que, no seu próprio Manifesto, reclamava determinados direitos com vista à honesta "democratização" das eleições marcadas para 18 de Novembro: a liberdade de imprensa, reunião e propaganda, amnistias para presos políticos e extinção do Campo do Tarrafal, além do controlo do recenseamento, do acesso às mesas de voto e da própria fiscalização dos resultados. 3 V. A. H. de Oliveira Marques, Portugal e o Estado Novo., pág. 58. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 7

8 Porém, errado seria pensar que a estrutura do Estado Novo sairia completamente modificada com esta nova abordagem democrática. A censura manter-se-ia, assim como a habitual sinergia de forças de um estado totalitário: no mês de Novembro, a PIDE 4 apreendia uma das tipografias clandestinas do PCP onde eram impressos múltiplos exemplares do jornal O Avante. Oliveira Salazar não permitiria uma abertura democrática muito ampla, ideologicamente consubstanciada no MUD, como tentava forçar a oposição ao regime. O êxito do Movimento levaria à reunião de 12 de Novembro resultante da necessidade de controlar os excessos das movimentações. O simulacro de eleições livres de 18 de Novembro em que, de novo, sem concorrência eleitoral, as listas da União Nacional elegeriam os 120 deputados à Assembleia Nacional, acabaria por demonstrar que Salazar dera o dito por não dito. Todavia, o movimento democrático que encontrara a sua base de acção no MUD não sucumbiria assim tão facilmente, mas sempre continuaria vigiado de perto pela polícia política. Oliveira Salazar, inteligente e cauteloso, sabia até onde podia ir sem que, com isso, a linha directora da sua política e as exigências resultantes da nova ordem mundial entrechocassem em natural desfavor do regime do Estado Novo. Em Dezembro de 1945, na continuação dos acordos relativos à concessão de facilidades nos Açores às duas potências ocidentais Inglaterra e EUA, seria assinado com a potência ocidental vencedora um acordo respeitante à aviação civil. 4 Designada, em 1945, "Polícia Internacional de Defesa do Estado", autêntica polícia política, tivera a sua origem na PVDE ou "Polícia de Vigilância e Defesa do Estado". Exercia funções de perseguição e prisão dos opositores ao regime. Em 1969, seria alterado o nome para DGS ou "Direcção-Geral de Segurança". UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 8

9 «Diferentemente da ditadura franquista em Espanha, o Estado Novo não sairia isolado do período imediatamente posterior ao termo da Segunda Guerra Mundial (...) A ditadura salazarista e o Estado Novo poderiam coexistir, sem problemas, com as democracias ocidentais.» 5 Ora, o início da «Guerra Fria» veio, consequentemente, «reforçar as ligações do Estado Novo e de Portugal às democracias ocidentais desejosas de encontrarem antídotos e políticas eficazes que pudessem, numa Europa que sofria generalizadamente as consequências da Guerra, opor-se à expansão da URSS e, sobretudo, dos partidos comunistas» 6, levando as democracias ocidentais, de uma forma geral, a retirar algumas reservas ao Estado Novo de Oliveira Salazar. Relativamente ao Plano Marshall, se Portugal, a princípio, renunciara ao discurso de George Marshall que pretendia auxiliar a Europa na sua recuperação económica/financeira no pós-guerra dizendo Salazar que Portugal escapara «incólume aos horrores da guerra» e sendo criticado pelos que «consideravam uma ingenuidade a perda de tão boa ocasião de apanhar alguma coisa ao Tio Sam» 7, voltaria pouco depois com a sua palavra atrás; ora, se a balança de pagamentos de Portugal e Colónias apresentava um superavit de milhões de escudos em 1942 durante o conflito, já em 1947 a situação se tinha invertido, apresentando-se um saldo negativo de milhões de escudos 8, sendo devido a um grande aumento das importações pela crescente procura (nomeadamente, produtos agrícolas, pelos maus anos de 1946 e 1947, e de máquinas industriais para o programa de industrialização 5 V. A. H. de Oliveira Marques, op. cit., pág Ibid., pág V. Marcello Caetano, op. cit., pág Cf. Fernanda Rollo, Portugal e o Plano Marshall, pág UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 9

10 lançado no final da Guerra) e a uma forte diminuição das exportações de certos produtos sobrevalorizados durante a Guerra. Note-se a política desenvolvimentista norte-americana de ajuda à reconstrução da Europa Ocidental, acção que visava, a médio prazo, dinamizar a economia ocidental de que os próprios EUA também faziam parte importante e dependiam. O Plano Marshall resultou, de certa forma, do declínio do acordo financeiro de fins de 1945 entre a Inglaterra e a França que visava a reconstrução financeira europeia quando, em Breton Woods, o dólar se sobrepôs à libra numa reconhecida impossibilidade britânica de concretização dessa reconstrução. Portugal aceitaria mesmo as ajudas dos EUA ao abrigo do Plano Marshall, cabendolhe um total de 50 milhões de dólares, ainda que, por acção do Conselho de Ministros, tivesse recusado fundos do primeiro exercício de ajuda. Porém, só com a entrada efectiva de Portugal para a NATO o Governo do Estado Novo reentraria, como iremos ver, plenamente, no concerto das nações. Isto, ainda que Portugal não tivesse um regime democrático, o que, por si só, «não obstava à sua entrada numa estrutura político-militar destinada a assegurar, no espaço geográfico dominado pelo oceano Atlântico, a defesa das democracias.» 9 9 V. A. H. de Oliveira Marques, op. cit., pág. 64. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 10

11 1.2 Visões menos optimistas? Opiniões de alguns autores, por ventura imbuídas de um espírito mais de esquerda, poderão querer fazer parecer que «o chefe do Governo português jamais se adaptaria ao desaparecimento do velho mundo anterior à Guerra ou compreenderia as novas realidades e valores» 10. Porém, se analisarmos os principais acontecimentos a jusante do final do II Conflito até à década de 50, pelo menos, nem na adaptação nem em compreensão Salazar e o Governo Português demonstraram distanciamento ou dificuldade de acompanhamento da nova ordem mundial. Ora, se parece crível o facto de o regime de o Estado Novo ter dado, pelo menos em forma, uma resposta aparentemente adequada aos novos princípios pelos quais se passou a reger a nova ordem mundial, aliás para garantir a sua própria sobrevivência o que, por si só, representa já uma adaptação Salazar mantinha, naturalmente, as suas reservas quanto à nova «época doentia» 11 que se assomava e com ela trazia a «instabilidade das ideias e dos sentimentos» 12. Há, pois, que inserir as afirmações de Oliveira Salazar no seu devido contexto e de uma forma completa. Assim, tornar-se-ão mais claras à luz da natural instabilidade por que o mundo do pós-guerra se regia, num processo bipolarizado pela expansão da influência da Rússia «imperialista» 13, temida pelas nações ocidentais, pois não nos esqueçamos que não era só para Salazar e para o Estado Novo que este mundo em mudança representava uma ameaça. 10 V. Fernando Rosas in História de Portugal, José Mattoso, 7º vol., pág V. Oliveira Salazar, Discursos e Notas Políticas, vol. IV, pág V. Oliveira Salazar, op. cit., pág Ibid., pág UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 11

12 Uma época em que Salazar receava, igualmente, ver importantes perturbações conduzidas sob a égide dos pontos defendidos na Carta das Nações Unidas, como sejam os princípios da autodeterminação dos povos e da democracia que representavam, respectivamente, uma afronta clara ao império ultramarino português pedra basilar da política externa do Estado Novo que via com preferência a reconstituição da Europa apoiada na Inglaterra e em ligação aos impérios de alémmar, nomeadamente a África e ao próprio regime político que sofria já de uma certa acosmia interna, sacudido pelas novas energias democráticas. 1.3 Posição de Salazar relativamente ao Leste Mas era a oposição do Leste que mais arrepiava o Ocidente e Salazar em particular: «Acabada a Guerra, uma grande e poderosa nação continuou a aumentar e a consolidar a sua força e afirmou, com a presença ou a ameaça desta força, um pensamento que podia até certo momento ser considerado de prevenção e reforço da sua segurança, mas, para além dele, só pode conceber-se como tendência imperialista e de clara hegemonia. Refiro-me à Rússia.» 14 Se bem que não parece haver dúvidas quanto ao facto de Oliveira Salazar não desejar uma aproximação excessiva ao «imperialismo americano», uma vez que esta nação defendia princípios ideológicos diferentes dos seus, tanto na forma de regime político como em termos de política externa (questão colonial) ou até mesmo em questões culturais, já a «Rússia» assim como qualquer veleidade de oposição interna comunista era encarada como o maior dos males. Sempre o foi, muito antes do fim do conflito. 14 V. Oliveira Salazar, op. cit., vol. IV, pág UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 12

13 «As potências ocidentais consideraram com o esmagamento [incorrecto, no seu ponto de vista] da Alemanha atingido o seu fim de guerra; a Rússia não, pois (...) alimenta (...) o sonho da revolução mundial, de que é o máximo expoente e o mais sólido apoio.» E, contudo, Salazar acrescentava: «O Mundo só poderia ganhar com a colaboração que ela pudesse dar à solução de problemas gerais. Com uma condição evidente: que Moscovo deixasse de representar o papel de inimigo de toda a ordem (...) e de fomentador de revoluções.» 15 Ou ainda: «O isolamento privaria o Mundo das vantagens que a colaboração russa podia dar-lhe, sem o libertar completamente dos males da sua presença invisível.» Finalmente, «a pior hipótese seria evidentemente a guerra.» 16 Salazar parecia estar consciente de que a Rússia, como nação vencedora do Leste, jamais deixaria de exercer uma sentida influência no mundo pós-conflito; sendo assim, preferível seria a sua colaboração no panorama internacional, desde que contivesse a sua típica política expansionista. É, assim, também com a consciência de uma possível invasão vinda de Leste que Oliveira Salazar anuiria, ainda que tardiamente, como será analisado mais à frente ao convite dos EUA para entrar para a NATO. 15 Ibid., pág Ibid., pág UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 13

14 2 As políticas da Defesa no Pós-Guerra: as raízes da NATO 2.1 A tradição atlântica na vertente luso-britânica Portugal, banhado pelo Atlântico na sua extensão, «alma da Nação» 17, na esteira de uma longa tradição atlântica, tinha visto privilegiada, pelas Forças Armadas, até 1936, a opção estratégica de defesa marítima, sendo a Marinha, naturalmente, a arma mais atendida opção estratégica que tem as suas raízes na expansão marítima portuguesa iniciada pelo século XV, com repercussões no extenso Império Colonial tão defendido pelo Estado Novo; política histórica, geoestratégica, análoga à optada, mais tardiamente, pela Inglaterra no século XVIII Portugal e o Mar breve introdução histórica O reinado de D. Dinis surge na História de Portugal como o importante "motor de arranque" de uma política de fomento à actividade marítima. Esta política de incentivos à navegação pode exemplificar-se no recurso generalizado de construções navais nos estaleiros de Lisboa, Vila Franca de Xira, Santarém, mas também noutros rios que, aliás, por esta altura, ainda se apresentavam navegáveis muito a montante dos seus limites actuais. Esta condição levara, na Idade Média, a Coroa a preocupar-se com possíveis invasões fluviais, principalmente no rio Tejo, importante linha geográfica. Criou-se, neste reinado, a primeira bolsa marítima, ou bolsa dos mercadores, em 1293, e armou-se uma frota de guarda-costas para defesa contra os ataques da pirataria mourisca. 17 V. Jorge Dias, Os Elementos Fundamentais Da Cultura Portuguesa, pág. 16. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 14

15 D. Fernando continuou este percurso, sendo no seu reinado que se concretizou a importante Companhia das Naus (1377), a primeira companhia de seguros marítimos. Já em 1336 se efectuara uma expedição às ilhas Canárias sob D. Afonso IV, integrada também por marinheiros genoveses. Mas foi nos Descobrimentos que Portugal mostrou toda a sua força e saber. Livre de lutas internas após a paz com Castela de 1411, com uma administração devidamente centralizada, numa necessidade de defesa da costa algarvia, sequioso de ouro e cereais, de conquistar terreno aos "infiéis" mouros, de controlar o cobiçado mercado de especiarias oriental, desde as terras do Norte-de-África, e munido de conhecimentos náuticos e, sobretudo, de uma preciosa ferramenta de navegação a caravela, o País "lançou-se ao mar". O grande mergulho de arranque, o que marcou o início da expansão portuguesa, num mar ainda por explorar, desde a borda d'água da extensa «ocidental praia lusitana», deu-se em 1415 com a tomada de Ceuta no reinado de D. João I. Saliente-se o importante contributo prestado pelo Infante D. Henrique armado cavaleiro após a conquista daquela praça do Norte-de-África, quinto filho de D. João I. Foi também no reinado de D. João que foram descobertas as ilhas da Madeira e Porto Santo; o escudeiro Gil Eanes, em 1434, dobrava o Cabo Bojador, abrindo as portas à navegação para Sul. Diogo Cão, em viagens por finais do século XV, abria os horizontes até ao Reino do Congo e, posteriormente, para a zona dominada por N'Gola (posteriormente, Angola). O comércio com África crescia ao sabor de um avanço imarcescível cada vez mais para Sul. As múltiplas campanhas do reinado d' "O Africano" fizeram alargar os contactos comerciais, sociais e culturais com o Norte-de- África. A feitoria de Arguim, importante entreposto comercial, fora mandada construir pelo Infante D. Henrique em UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 15

16 Embora os diversos autores não sejam unânimes em apontar a descoberta real dos Açores importante arquipélago tratado nesta obra, até porque talvez a sua descoberta não tenha sido feita num só tempo de uma forma integral, parece não ser disparate afirmar que, pelo menos em 1452, as ilhas mais ocidentais Flores e Corvo tinham já sido descobertas. Desde então se tornaram (as ilhas) importantes pontos de paragem e base de apoio à navegação oceânica. Nelas passariam a lançar âncoras os navios mercantes provenientes do "Novo Mundo". Ficaram os Açores conhecidos como o ponto de apoio central do Atlântico para os navegadores. Entre 1471 e 1472 chegaram às ilhas de S. Tomé, Príncipe e Ano Bom, João de Santarém e Pêro Escobar. Contudo, é inolvidável o facto de ter sido o reinado de D. João II o que mais contribuiu para a expansão e importância da Nação pelo mundo. Um marco importante, reflexo deste espírito aventureiro, foi o dobrar do Cabo da Boa Esperança (1488) por Bartolomeu Dias e Pedro Infante, que validou a possibilidade de se efectuar uma viagem marítima até à tão afamada Índia. Paralelamente a Portugal, também a Espanha se debruçava no vasto oceano, sobretudo com o apoio dos Reis Católicos à viagem de Cristóvão Colombo que se propusera chegar à Índia navegando para Ocidente, tendo o Príncipe Perfeito declinado tal inicial proposta, pois, segundo os cálculos portugueses, mais apurados (com erro de apenas 34º, contra os 82º previstos por Colombo com o apoio dos Reis Católicos), seria muito mais perto navegar para Oriente pelo Cabo da Boa Esperança. "El Hombre" estava certo: Colombo, em 1492, chegaria às Antilhas convencido que tinha acostado na Índia. Por esta altura já Portugal e Espanha tinham ensaiado a partilha do mundo em duas partes ainda muito incertas, através do Tratado das Alcáçovas (1479), confirmado um UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 16

17 ano depois pelo Acordo de Toledo (1480), cabendo a Portugal a exploração do Atlântico numa área a Sul do paralelo das ilhas Canárias. Após as viagens de Colombo e os desentendimentos acerca da legitimidade das terras recém-descobertas por estarem a Sul da linha das Canárias que motivaram o gizar da Bula Inter-Caetera pelo papa Alexandre VI (1493), chegou-se ao Tratado de Tordesilhas a 7 de Junho de 1494 que assentava, por vontade de D. João II, num meridiano definido a 370 léguas a Oeste das ilhas de Cabo Verde, opção que, segundo diversos autores, representa a prova de que Portugal sabia já da existência de território na zona do actual Brasil, uma vez que a linha do Tratado passava precisamente nas fozes dos rios Amazonas e Prata, supondo-se inclusivamente que navegadores como Duarte Pacheco Pereira já por lá teriam passado. Reflexo da superioridade científica portuguesa por esta altura suportada por uma "doutrina de sigilo" tese defendida por Jaime Cortesão que procurara ocultar dos outros povos a actividade marítima portuguesa. Com o Tratado de Tordesilhas, Portugal e Espanha, "senhores dos mares" instauravam a doutrina do mare clausum, por oposição ao mare liberum defendido pela Inglaterra e França, indignadas por não terem sido incluídas nas negociações, chegando mesmo estas nações a desenvolverem uma política de incentivo ao corso e à pirataria contra a marinha portuguesa. Pedro Álvares Cabral chegaria mesmo ao Brasil numa viagem que hoje se pensa ter sido intencionalmente traçada contrariamente à tese do «descobrimento casual» defendida pelos cronistas da corte do século XVI no reinado de D. Manuel na exploração de uma zona geográfica que havia suspeitas já com D. João II, como se disse. Inclusivamente, foram escritas as primeiras obras de carácter tendencialmente científico, como o Esmeraldo de Situ Orbis de Duarte Pacheco Pereira, um primeiro livro de síntese que consagrara o surto cultural, verdadeira e indelével prova de UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 17

18 inovação portuguesa: o «experiencialismo» do Renascimento que se atrevia a esbulhar o «saber-livresco» da sua cátedra medieval, até então de primeira referência. Com D. Manuel, Vasco da Gama chegava à Índia (1497), numa viagem também já preparada no reinado anterior. A região de Moçambique foi também explorada. Com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, Portugal revolucionou a economia de finais do século XV e do princípio do século seguinte, fazendo baixar drasticamente o preço das especiarias que outrora entravam no mediterrâneo através das caravanas muçulmanas que atravessavam as perigosas areias que circundavam o Golfo Pérsico e o Mar Vermelho, entregues à sua própria sorte e sujeitas aos ataques de piratas e salteadores. Portugal desviava, assim, as principais rotas comerciais do Oriente. Estabeleceram-se importantes zonas de comércio como o Estado da Índia com capital em Goa e foram nomeados governadores, alguns com o título honorífico de vice-reis como foi o caso de D. Francisco de Almeida que partiu de Lisboa, em 1505, com mais de vinte navios e milhar e meio de soldados em direcção ao Oriente pela "rota do Cabo" com ordem de D. Manuel para a construção de fortalezas que servissem de base às frotas de controlo do Índico, evitando assim a fuga dos produtos preciosos pela antiga rota do Mar Vermelho em direcção ao Egipto ou pelo Golfo Pérsico em direcção ao Líbano, principais portos de abastecimento dos comerciantes intermediários venezianos. Afonso de Albuquerque foi outro nome importante na história dos vice-reis, conquistou Goa e Malaca e tomou Ormuz, pontos estratégicos de primeira importância. É de referir a criação da Casa da Índia, sede do comércio e administração do Ultramar português. Lisboa ultrapassava Veneza no comércio oriental, só acompanhada mais tarde por Sevilha. Era a passagem da economia centrada no Mediterrâneo para uma economia essencialmente atlântica. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 18

19 Razão tem Virgílio de Carvalho ao afirmar: «em termos geopolíticos (...) só parecerá ajustado a quem não estiver ciente de como foi conseguida a individualidade de Portugal, pretender fazer crer que ele é um país mediterrânico e do Sul, quando, para o formar e o preservar, e para lhe dar influência no mundo, houve que o projectar bem para o meio do Atlântico Norte (...) fazendo-o mais euroatlântico que ibérico...» 18 Contudo, na formação da sua «individualidade» ou apogeu da "aventura portuguesa", a sua projecção foi tanto para o Atlântico Norte como também foi para o Atlântico Sul e para o Índico sem os quais se não teria chegado à Índia, China ou Japão. Portugal chegava ainda, através da sua expansão não só pelo Atlântico mas também pelo Índico, até à China, sendo estabelecido em 1554 um acordo de paz, amizade e comércio com Cantão pelas mãos de Leonel de Sousa, capitão-mor da marinha portuguesa. Em 1557 era estabelecida em Macau uma colónia permanente portuguesa, tornando-se na década de 80 o principal entreposto comercial com a China e o Japão o Zipango dos relatos de Marco Polo onde abundavam as míticas "cidades do ouro e da prata", trocando-se a seda chinesa pela prata japonesa. Os portugueses também descobriram o Japão (1543) primeiro que os outros europeus. Ora, o Atlântico foi, em estreita ligação aos mares do Índico, a principal forma de afirmação lusa no seu período áureo iniciado logo no século XV. Também o facto de a capital Lisboa e do Tejo estarem situadas a meio do território foi relevante, segundo Virgílio de Carvalho, para o êxito de Portugal na sua expansão marítima: «a excepcional qualidade do porto de Lisboa; a que se junta a sua localização central, que fez da capital uma autêntica 'Madrid interior' da unidade 18 V. Virgílio de Carvalho, A Importância do Mar para Portugal, pág. 91. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 19

20 estratégica constituída pelo descontínuo conjunto territorial português» 19. Segundo Jorge Dias, foi o estuário do Tejo, «esse forte abraço do mar com a terra, que definitivamente presidiu aos destinos de Portugal.» 20 Veja-se, a título de exemplo, as múltiplas fortificações edificadas ao longo da barra do Tejo na defesa da Capital ponto de confluência de povos e embarcações provenientes de todo o Mundo, navegantes das rotas do comércio internacional, continuação de um projecto de defesa tripartido iniciado com D. João II. A defesa da costa e das barras dos principais rios foi tarefa essencial para uma nação que se projectara no Oceano e que era frequentemente assediada por flibusteiros e outros aventureiros em busca de fortuna. O forte de S. Julião da Barra, o forte redondo de S. Lourenço da Cabeça Seca, juntamente com a Torre de Belém, e todos os fortes e fortins da época da Restauração, são actualmente grandes símbolos militares da tradição marítima portuguesa. Note-se, ainda, a influência marítima bem patente nas formas artísticas renascentistas, no estilo genuíno português o Manuelino ou mesmo na literatura portuguesa (Os Lusíadas, de Luís de Camões). Não obstante esta grande expansão que projectou o Império no topo do panorama mundial em termos de influência e precursão, Portugal viria a perder gradualmente grande parte dessa sua influência, nomeadamente com a crescente agressividade e expansão holandesas e também devido a outras circunstâncias que se prenderam com a gestão dos dinheiros do Reino e com o desvio da corrente aurífera brasileira para a Europa do Norte, enfim, e com outros factores, ainda, que não serão aqui analisados porque não é esse o propósito da obra. 19 V. Virgílio de Carvalho, op. cit., pág V. Jorge Dias, op. cit. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 20

21 No século XVII, a Holanda tornar-se-ia no principal centro de economia-mundo com projecção no Atlântico e Mar-do-Norte. A ela seguir-se-ia a vez de a Inglaterra mostrar a sua maturidade nos mares, tornando-se, por sua vez, pelo século XVIII, também no centro de economia-mundo, centrada no Atlântico. Madeira e Açores, Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Índia Portuguesa, Brasil, Macau e Japão os pilares do Ultramar português e da estrutura política imperialista do Estado Novo, exceptuando os casos do Brasil (independente em 1822) e do Japão. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 21

22 Figura 1 Mapa-Cartaz que mostra o Império Português no Estado Novo. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 22

23 2.1.2 A vertente luso-britânica A tradicional associação com a Inglaterra permitira «a ambos os países tirar partido das relações comerciais e de segurança que foram estabelecidas» 21 ; de facto, não obstante um abrandamento das relações entre estes dois países do século XIV ao século XVII, a vertente luso-britânica esteve presente, posicionando-se como sendo uma das mais antigas e duradouras alianças internacionais. Ambos os países desenvolveram uma expansão baseada no mar; veja-se o caso dos EUA que, antes da sua independência, não eram mais do que uma colónia inglesa. Assim, os relacionamentos entre Portugal e a Inglaterra, exceptuando raras excepções como o ultimatum de 1890 suscitado pela questão do «Mapa côr-de-rosa» e motivada por disputas territoriais de além-mar, quase sempre estiveram em harmonia consolidada nas sucessivas alianças luso-britânicas. Veja-se a acção diplomática desde o século XIV: 16 de Junho de 1373, entre D. Fernando de Portugal e a Inglaterra fazem tratado de amizade e aliança defensiva e ofensiva na luta contra Henrique II de Castela; confirmação da aliança de 1373 (Julho 1380); Entre D. João I e Ricardo II (9 de Maio de 1386) que estipula auxílio e socorros mútuos perante tentativa de destruição de ambos os Estados (Windsor); a confirmação de auxílio de 29 de Janeiro de 1642; Tratado de Whitehall de 23 de Junho de 1661; Tratado de Methuen de 27 de Dezembro de 1703; 21 V. Virgílio de Carvalho, op. cit., pág. 84. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 23

24 Convenção secreta de 22 de Outubro de 1807 que previa a retirada da família real para o Brasil, ante as invasões francesas; os acordos comerciais de 1832 e 1842; A intervenção da Inglaterra, ao abrigo da Quádrupla Aliança, para pôr termo à guerra civil (21 de Maio de 1847); a confirmação de 14 de Outubro de 1899; O segundo tratado de Windsor de Dezembro de 1904; a anuência portuguesa ao pedido britânico de apreensão dos navios estacionados em portos nacionais (17 de Fevereiro de 1916) que precipitara Portugal para a Primeira Guerra Mundial; O relatório de 17 de Janeiro de 1917 que actualizava o velho mas sempre actual pacto com a aliada Inglaterra. Mas avancemos, agora, um pouco mais no tempo até ao século XX, para não fugir ao tema da obra que está relacionado com a tradição marítima de Portugal Os Anos 30 Em 1930 fora estabelecido um programa de defesa, de vertente atlântica, que privilegiava a Marinha onde se incluia o projecto para a construção das modernas instalações do Alfeite como nova base da Marinha e o seu rearmamento, numa perspectiva de defesa da costa e das ligações marítimas com as Ilhas e o Império mas fora de um quadro de beligerância efectiva, pois os meios técnicos não permitiam a defesa eficaz de Portugal Continental e Império Ultramarino, pelo que havia a necessidade de manter uma ligação com a (ainda) poderosa Inglaterra. Em 1934, também a Aeronáutica do Exército recebera da Inglaterra 20 aeronaves De Havilland DH-82 Tiger Moth, sendo depois fabricados nas OGMA, posteriormente a partir de 1938, e juntamente com os Gloster Gladiator Mk II. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 24

25 Por Abril de 1936, após a vitória da Frente Popular em Espanha, foi discutida a necessidade da reorganização do Exército. O Major-General do Exército ordenava a mobilização de destacamentos especiais para a protecção da fronteira no sentido de evitar a passagem de «bandos» como afirmara não identificados para Portugal, sendo a cobertura da mesma estudada pelo General Lobato Guerra ainda em Março quatro meses antes do começo da Guerra Civil de Espanha e que previa a vigilância da PVDE, GNR e GF 22. Em Maio de 1936, Salazar tomou a pasta da Guerra e delegou em Santos Costa a competência do rearmamento do País. 2.2 A inflexão da política militar na aproximação à Alemanha O desenvolvimento da Guerra Civil, iniciada ainda em 1936, condicionaria o relacionamento entre Portugal e a Inglaterra. Perante a intervenção das potências europeias na Espanha Alemanha e Itália, França e Rússia a Inglaterra optaria por uma política de contenção, defendendo a não-intervenção, que não colocasse em causa o processo de apaziguamento com a Alemanha, acabando somente por intervir no mar. Já Portugal apoiaria o lado nacionalista, posição divergente da britânica, situação que se afiguraria funesta à aproximação a Inglaterra, nomeadamente em termos de aquisição de armamento como defendia Armindo Monteiro. Junte-se-lhe o facto de o equipamento militar britânico estar já desactualizado por esta altura, a prioridade britânica no abastecimento interno em detrimento dos pedidos exteriores, e o próprio receio de surgir aos olhos da diplomacia internacional como incoerente, uma vez que declarara uma política não-intervencionista, sendo que o fornecimento de material bélico a Portugal poderia pôr em causa a sua credibilidade. Ainda, afirma o 22 Embora eu não tenha tido acesso a este estudo, aqui fica a cota indicada por António Telo em obra supra citada, pág. 151: AHM, Chelas, Gabinete do Ministro, P.8 C.15. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 25

26 historiador António Telo que «as dificuldades na entrega de armamento são uma forma de pressão sobre Lisboa, para que altere a sua política a respeito da Espanha» 23. Ora, degradadas as relações Portugal-Inglaterra, ainda que por curto período de tempo, era agora a altura de alterar a rota da política externa de abastecimentos das Forças Armadas. Então, a política da Defesa, abandonaria agora a Inglaterra como a principal fonte de rearmamento. Entretanto, era já conhecido o avanço técnico alemão na indústria bélica nomeadamente a dos armamentos terrestres. Potência hegemónica essencialmente terrestre, encontrava-se num patamar de superioridade relativamente a Inglaterra, essencialmente marítima. Surgia, então, a inclinação prática e concretizável do estabelecimento de um acordo luso-germânico de importação de material bélico. No primeiro trimestre de 1936, seriam enviadas missões de âmbito militar à Alemanha com o propósito de auscultar vontades germânicas no fornecimento de armamento a Portugal. Um relatório de 11 de Abril, do Ministério da Guerra, Secção de Rearmamento do Exército, aponta que: «a Missão do Oficial de Artilharia em visita aos Estabelecimentos produtores de Material de Guerra foi recebida (...) na Alemanha, pela Reichsgruppe Industrie com acolhimento digno de menção...» 24 Para além da fábrica Zeiss Ikon A.G., destaque-se a fábrica de armamento pesado Krupp, sede dos canhões "Big Bertha" de 420mm de calibre usados com sucesso na Primeira Guerra contra os fortes de Liège, e da primeira "arma secreta": os canhões da marinha "Paris Gun" de 210mm, de longo alcance, usados para bombardear Paris desde as florestas de Crepy, a mais de 75 milhas de distância, o que representara já a 23 V. António Telo, Portugal e a NATO o reencontro da tradição atlântica, pág AMNE 2P A47 M78. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 26

27 consagração das potencialidades da artilharia desta fábrica alemã ao serviço de um regime tão amante do colossal; durante a Segunda Guerra, a fábrica continuaria activa, chegando Hitler a reunir-se, pessoalmente, em 1937, com Alfried Krupp para encomendar três enormes canhões, entre eles o campeão de gigantismo "Gustav", de 800mm. Outro, de 19 de Março, entusiasma a visão militar germanófila, nestes termos: «(...) A missão seguiu ontem mesmo para Dusseldorf, em visita às fábricas Krupp, donde regressará a Berlim (...) depois de ter visitado em Jena as fábricas Zeiss (...) Creio que os enormes progressos feitos em material de guerra pela Alemanha (...) mereciam mesmo a nomeação de um adido militar...» Contrariamente a Inglaterra, o governo de Berlim, ao conceder facilidades de entrega imediata retirada dos stocks alemães, se necessário, coisa que a Inglaterra nunca pusera como possibilidade ao governo português na venda de armamento, estava também a propiciar uma aproximação das duas nações que, aliás, já se assemelhavam pelo sistema político autoritário. Relativamente ao regime político do Estado Novo, deva dizer-se que, embora não deva ser classificado de «nazista» ou «fascista» como, incorrectamente, muitas vezes o é, apresentava semelhanças com os regimes alemão e italiano, nazi e fascista, respectivamente, reflectindo assim certa propinquidade no seu sistema político autoritário. Esta empatia pode ser demonstrada pela propaganda que entrava legalmente em Portugal através de revistas (a Sinal, por exemplo); a própria saudação fascista que Salazar usava e que abandonaria ao tornar-se óbvio a derrota do Eixo (outra forma de adaptação às tendências da nova ordem mundial) é o selo de aproximação, pelo menos em termos doutrinários, ao regime autoritário nazi; aproximação também (no pós-1936) em termos de aquisição de material militar. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 27

28 Ainda em 1936 era feita uma encomenda de uns tantos milhares de espingardas Mauser Kar-98k 25 ; todavia, seria pouco depois trocada pela aquisição de máquinas alemãs no reequipamento da fábrica de armamento e munições de Braço de Prata. Embora a Alemanha contestasse a decisão repentina, também rapidamente aceitaria a opção portuguesa, pois desejava um bom relacionamento com o País, antigo aliado de Inglaterra, que previa a aquisição aturada de material militar em máquinas e armas para serem montadas nas fábricas, no caso das armas ligeiras, forma de combater a influência britânica em Portugal, além de que não tinha nada a perder. Junkers Ju-52/3m de transporte e bombardeamento são fornecidos (1937), em número de dez, à Aeronáutica do Exército. A Marinha portuguesa estava sendo abandonada pela nova estratégia terrestre; aliás as obras da futura base naval do Alfeite estavam ainda muito atrasadas; isto, não obstante o projecto irreal e "megalómano" para as modestas verbas militares, idealizado no «programa naval mínimo» de 1937 que previa forças permanentes para o Continente, Ilhas e África num total de mais de 80 vasos de guerra, entre os quais duas dezenas de submarinos e outros tantos contratorpedeiros. Figura 2 Junkers Ju-52/3m adquirida na Alemanha para a Aeronáutica Militar: Adaptação da espingarda longa Mauser Kar-98 da Primeira Guerra Mundial, de calibre 7,92mm, superior ao.303 da Lee britânica. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 28

29 A crescente penetração germânica na economia portuguesa continuaria a evoluir de forma positiva imediatamente antes e ao longo da Segunda Grande Guerra, numa harmonia de pagamentos materializados em produtos oriundos dos dois primeiros sectores de produção; ou seja, Portugal pagava à Alemanha com matérias-primas (estanho e volfrâmio, ou sector primário) e géneros (conservas de peixe, por exemplo, ou sector secundário) 26. Ainda em 1937 começavam a chegar as armas ligeiras alemãs a Braço de Prata fábrica agora já reequipada e com a supervisão de técnicos e operários portugueses treinados na Alemanha. Um contrato de uma centena de milhar de espingardas Mauser efectuado em meados de 1937 previa a montagem das mesmas na fábrica de Braço de Prata. Outras peças, mas de artilharia, chegariam em 1938 numa encomenda de vários canhões de 75mm, entre outras. Naturalmente, pela preponderância estratégica terrestre germânica e pela política defensiva portuguesa traçada ao arrepio de uma hipotética invasão vinda de Espanha, o Exército fora a arma mais privilegiada. A Marinha, como se viu, frustrada pela inconcretização do seu plano, chegaria mesmo a pedir a aquisição de 1 petroleiro 27 que se revelaria útil ao garantir o abastecimento mínimo do País de combustíveis líquidos, furtando-se ao seu primeiro e teórico objectivo de apoio aos navios da armada e de 1 rebocador. Assim, como se pode perceber, o plano de 1937 acabava por se não concretizar. 26 V. diversos contactos entre Portugal e a Alemanha relativamente aos produtos a comercializar e à forma de pagamento das mesmas. ANTT AOS/CO/NE Veja-se a carta, de 23 de Dezembro de 1937, que faz menção à missão a ser concretizada em Janeiro de 1938 com o objectivo de «obter elementos para completar o estudo de um petroleiro a construir para a Armada», fazendo ainda referência aos estaleiros R.&W. Hawthorn Leslie & C.º, entre outros. AMNE 2P A47 M78. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 29

30 Pela altura do início da Segunda Grande Guerra, Portugal Continental encontrava-se mal defendido. As Ilhas ponto estratégico de retirada do Governo em caso de ataque e os seus portos estavam mal defendidos, apesar das chamadas de atenção por parte da Inglaterra. Ainda em 1940, o Governo Português pediu a Londres apoio no caso de retirada necessária ante uma invasão de Portugal Continental, e, assim, a revisão dos planos de defesa. Curiosamente, a Inglaterra anuiu, pois necessitava de uma base alternativa em caso de ataque a Gibraltar e consequente evacuação, e só os Açores podiam oferecer tais condições. Portugal aproveitou o ensejo da vontade positiva britânica para, conjuntamente, desenvolverem infra-estruturas nas ilhas. Ainda antes do início da construção do aeroporto das Lajes, em 1930 estava já construída uma pequena pista de terra batida próxima de Achada, entre Angra e as Lajes na Ilha Terceira. Contudo, pela sua reduzida dimensão, inadequada às necessidades da aviação, e posição geográfica à mercê das condições climáticas adversas, desde cedo se sentiu necessidade de construção de um novo aeroporto. Em 1934, um estudo detalhado do Coronel Gomes da Silva indicava a zona da planície das Lajes como potencial campo de aviação. Construiu-se, então, uma pista de aterragem também de terra batida com algumas infraestruturas. Durante a Segunda Guerra, com a crescente agressividade nazi em campo de guerra, em 1941 a pista das Lajes foi aumentada e transferiram-se tropas e equipamento incluindo aviões Gladiator. Em 11 de Julho do mesmo ano, era declarada a capacidade defensiva da base. UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 30

31 2.2.1 As relações com Espanha e a política de neutralidade Relativamente às relações com Espanha embora não seja este o tema da obra, julgo que é importante ter uma noção do relacionamento entre os dois países, para se poder compreender a intervenção de Salazar a favor de Espanha junto dos EUA quando da adesão à NATO, deve ser dito que Portugal e Espanha caminhavam para uma convivência saudável ou, no mínimo, positiva, não obstante o clima conturbado e perigoso gerado pela Guerra Civil de Espanha. Num apontamento datado de 5 de Maio de 1939 vem dito: «(...) D. Nicolas Franco ainda falou na cordealidade das relações existentes entre os dois países e no empenho, que o Generalíssimo mostrara, em que fôsse com Portugal que a nova Espanha celebrasse o seu primeiro Tratado diplomático. Referiu-se à assinatura pela Espanha do pacto anti-comunista, dizendo que nêle nada mais havia além do que se publicou, e que esta assinatura não representava qualquer desvio da orientação anterior do seu Governo, não sendo mais do que a afirmação de uma política que êle vem seguindo desde o primeiro dia da sua existência; e que também nós portugueses seguimos, embora não tenhamos assinado o pacto.» 28 Ora, Portugal acabara de assinar com a Espanha o «Tratado de Amizade e Não- Agressão», ou «Pacto Ibérico» 29, em 17 de Março de Na comunicação do Embaixador de Espanha, de 13 de Julho do ano seguinte, pode ler-se: 28 ANTT AOS/CO/NE-7 29 Segundo a obra Salazar e Salazarismo, só pode falar-se, com propriedade, de «Pacto Ibérico», «Bloco Ibérico» ou «Bloco Peninsular», após a visita a Portugal do Conde de Jordana, em Dezembro de UNIVERSIDADE LUSÍADA Página 31

As descobertas do século XV

As descobertas do século XV As descobertas do século XV Expansãomarítima: Alargamento do espaço português procurando terras noutros continentes através do mar; O acontecimento que marca o início da expansão portuguesaéaconquistadeceutaem1415;

Leia mais

TEMA I A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX

TEMA I A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX TEMA I A EUROPA E O MUNDO NO LIMIAR DO SÉC. XX A supremacia Europeia sobre o Mundo A Europa assumia-se como 1ª potência Mundial DOMÍNIO POLÍTICO Inglaterra, França, Alemanha, Portugal e outras potências

Leia mais

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista?

As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? As Grandes navegações: a conquista da América e do Brasil. Descobrimento ou Conquista? Navegar era preciso, era Navegar era preciso navegar... Por quê? O que motivou o expansionismo marítimo no século

Leia mais

EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA

EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA EXPANSÃO EUROPÉIA E CONQUISTA DA AMÉRICA EXPANSÃO EUROPEIA E CONQUISTA DA AMÉRICA Nos séculos XV e XVI, Portugal e Espanha tomaram a dianteira marítima e comercial europeia, figurando entre as grandes

Leia mais

Total aulas previstas

Total aulas previstas ESCOLA BÁSICA 2/3 DE MARTIM DE FREITAS Planificação Anual de História do 7º Ano Ano Lectivo 2011/2012 LISTAGEM DE CONTEÚDOS TURMA Tema 1.º Período Unidade Aulas Previas -tas INTRODUÇÃO À HISTÓRIA: DA ORIGEM

Leia mais

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008

Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Escola Básica e Secundária das Lajes do Pico História e Geografia de Portugal 2º Ciclo Ano Lectivo 2007/2008 Conteúdos Ano Lectivo Período Lectivo Tema A-A península Ibérica: dos primeiros povos à formação

Leia mais

Até então o confronto direto entre os aliados não havia acontecido.

Até então o confronto direto entre os aliados não havia acontecido. Confronto entre os aliados, vencedores da 2ª Guerra: Inglaterra, França, EUA e União Soviética. Acordo pós-guerra definiria a área de influência da URSS, onde estavam suas tropas (leste europeu). Conferência

Leia mais

Que políticas de transportes

Que políticas de transportes Que políticas de transportes 8º ciclo de seminários - Transportes e negócios J. Paulino Pereira (Instituto Superior Técnico Universidade Técnica de Lisboa) Professor Universitário e Consultor Aeroportos

Leia mais

AS GRANDE NAVEGAÇÕES. Professora de História Maria José

AS GRANDE NAVEGAÇÕES. Professora de História Maria José AS GRANDE NAVEGAÇÕES Professora de História Maria José O desconhecido dá medo:os navegantes temiam ser devorados por monstros marinhos MAR TENEBROSO O COMÉRCIO COM O ORIENTE No século XV, os comerciantes

Leia mais

Importância geoestratégica de Portugal

Importância geoestratégica de Portugal GRANDE REPORTAGEM CLUBE EUROPEU AEVILELA Importância geoestratégica de Portugal PORTO DE SINES Porta ideal de entrada num conjunto de mercados CIDADE DA HORTA Telegraph Construction and Maintenance Company

Leia mais

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A

CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL. Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A CONTEXTO HISTORICO E GEOPOLITICO ATUAL Ciências Humanas e suas tecnologias R O C H A O capitalismo teve origem na Europa, nos séculos XV e XVI, e se expandiu para outros lugares do mundo ( Ásia, África,

Leia mais

DIPLOMACIA Introdução

DIPLOMACIA Introdução DIPLOMACIA Introdução Ao longo dos tempos, o pensamento político e o pensamento jurídico sempre foram o reflexo das relações entre os homens, os povos, os Estados e as Nações. Foram se operando constantemente

Leia mais

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA

TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA TEMA 3 UMA EXPERIÊNCIA DOLOROSA: O NAZISMO ALEMÃO A ascensão dos nazistas ao poder na Alemanha colocou em ação a política de expansão territorial do país e o preparou para a Segunda Guerra Mundial. O saldo

Leia mais

Guia de Codificação. Projeto de Leitura Online

Guia de Codificação. Projeto de Leitura Online Guia de Codificação Projeto de Leitura Online A AVENTURA DOS DESCOBRIMENTOS Processo Localizar e retirar informação explícita Itens de seleção Escolha múltipla (1 ponto) Associação (1 ponto) Itens de construção

Leia mais

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL

TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL TEMA F.1 O IMPÉRIO PORTUGUÊS E A CONCORRÊNCIA INTERNACIONAL A partir de meados do séc. XVI, o Império Português do Oriente entrou em crise. Que fatores contribuíram para essa crise? Recuperação das rotas

Leia mais

MAHATMA GANDHI. Cronologia

MAHATMA GANDHI. Cronologia Cronologia 1869 Data de nascimento de Gandhi 1888 1891 Estudou direito em Londres 1893 1914 Período em que viveu na África do Sul 1920 Lutou pelo boicote aos produtos ingleses 1930 Campanhas de desobediência

Leia mais

TEMA 6 O AVANÇO DOS ALIADOS. Os combates decisivos entre as tropas do Eixo e as forças aliadas foram travados em território soviético.

TEMA 6 O AVANÇO DOS ALIADOS. Os combates decisivos entre as tropas do Eixo e as forças aliadas foram travados em território soviético. TEMA 6 O AVANÇO DOS ALIADOS Os combates decisivos entre as tropas do Eixo e as forças aliadas foram travados em território soviético. A operação Barbarossa A operação Barbarossa era a invasão da União

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA QUINTA DO CONDE Escola Básica Integrada/JI da Quinta do Conde. Departamento de Ciências Humanas e Sociais HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL Distribuição dos tempos letivos disponíveis para o 5 º ano de escolaridade 1º Período 2º Período 3º Período *Início:15-21 de setembro 2015 *Fim:17 dezembro 2015 *Início:4

Leia mais

É esta imensidão de oceano, que mais tarde ou mais cedo teremos de aproveitar de um modo sustentável.

É esta imensidão de oceano, que mais tarde ou mais cedo teremos de aproveitar de um modo sustentável. Pescas Senhor Presidente da Assembleia Senhoras e Senhores Deputados Senhor Presidente do Governo Senhoras e Senhores Membros do Governo É inevitável olhar as ilhas na sua descontinuidade e imaginá-las

Leia mais

PORTUGAL: DO FINAL DO SÉCULO XIX A 1910

PORTUGAL: DO FINAL DO SÉCULO XIX A 1910 PORTUGAL: DO FINAL DO SÉCULO XIX A 1910 Antecedentes da implantação da República em Portugal O século XIX foi um período particularmente perturbado para Portugal. - A partir de 1870, o país sofreu, como

Leia mais

De que jeito se governava a Colônia

De que jeito se governava a Colônia MÓDULO 3 De que jeito se governava a Colônia Apresentação do Módulo 3 Já conhecemos bastante sobre a sociedade escravista, especialmente em sua fase colonial. Pouco sabemos ainda sobre a organização do

Leia mais

História B Aula 21. Os Agitados Anos da

História B Aula 21. Os Agitados Anos da História B Aula 21 Os Agitados Anos da Década de 1930 Salazarismo Português Monarquia portuguesa foi derrubada em 1910 por grupos liberais e republicanos. 1ª Guerra - participação modesta ao lado da ING

Leia mais

FUNDACIÓN MAPFRE VOLUME 3_ 1890/1930 A crise do liberalismo

FUNDACIÓN MAPFRE VOLUME 3_ 1890/1930 A crise do liberalismo Cronologia 1890 11 de janeiro Ultimatum inglês, que exige a retirada das forças militares portuguesas dos territórios entre Angola e Moçambique, sob pena de corte de relações diplomáticas. 1891 31 de janeiro

Leia mais

A vinda da família real e o governo joanino no Brasil

A vinda da família real e o governo joanino no Brasil A vinda da família real e o governo joanino no Brasil A Europa no século XIX Napoleão realizou uma série de batalhas para a conquista de novos territórios para a França. O exército francês aumentou o número

Leia mais

Esterofoto Geoengenharia SA. Álvaro Pombo. Administrtador. (www.estereofoto.pt)

Esterofoto Geoengenharia SA. Álvaro Pombo. Administrtador. (www.estereofoto.pt) Esterofoto Geoengenharia SA Álvaro Pombo Administrtador (www.estereofoto.pt) Q. Conte-nos um pouco da historia da empresa, que já tem mais de 30 anos. R. A Esterofoto é uma empresa de raiz, a base da empresa

Leia mais

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP

Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Cerimónia de Assinatura Protocolo AICEP/CRUP Lisboa, 10 janeiro 2014 António Rendas Reitor da Universidade Nova de Lisboa Presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas Queria começar

Leia mais

NAVEGAÇÃO, COMÉRCIO E RELAÇÕES POLÍTICAS: OS PORTUGUESES NO MEDITERRÂNEO OCIDENTAL (1385-1466)

NAVEGAÇÃO, COMÉRCIO E RELAÇÕES POLÍTICAS: OS PORTUGUESES NO MEDITERRÂNEO OCIDENTAL (1385-1466) TEXTOS UNIVERSITÁRIOS DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS NAVEGAÇÃO, COMÉRCIO E RELAÇÕES POLÍTICAS: OS PORTUGUESES NO MEDITERRÂNEO OCIDENTAL (1385-1466) Filipe Themudo Barata FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN JUNTA

Leia mais

HISTORIA DE PORTUGAL

HISTORIA DE PORTUGAL A. H. DE OLIVEIRA MARQUES HISTORIA DE PORTUGAL Manual para uso de estudantes e outros curiosos de assuntos do passado pátrio EDITORIAL PRESENÇA ÍNDICE GERAL PREFACIO 11 INTRODUÇÃO AS RAÍZES DE UMA NAÇÃO

Leia mais

A POSIÇÃO DE PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO

A POSIÇÃO DE PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO A POSIÇÃO DE PORTUGAL NA EUROPA E NO MUNDO Portugal situa-se no extremo sudoeste da Europa e é constituído por: Portugal Continental ou Peninsular (Faixa Ocidental da Península Ibérica) Parte do território

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS AGUALVA MIRA SINTRA código 171608 Escola Básica D. Domingos Jardo MANUAL ADOPTADO: HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL - HGP AUTORES: ANA OLIVEIRA/ FRANCISCO CANTANHEDE/ MARÍLIA GAGO

Leia mais

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL

AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL AGRUPAMENTO de ESCOLAS de SANTIAGO do CACÉM Ano Letivo 2015/2016 PLANIFICAÇÃO ANUAL 2º CICLO HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL 5.º ANO Documento(s) Orientador(es): Programa de História e Geografia de Portugal

Leia mais

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS

Associação Catarinense das Fundações Educacionais ACAFE PARECER DOS RECURSOS 11) China, Japão e Índia são três dos principais países asiáticos. Sobre sua História, cultura e relações com o Ocidente, analise as afirmações a seguir. l A China passou por um forte processo de modernização

Leia mais

Rota dos 3 Castelos. 2.ºAbrantes. 3.º Belver. 1.ºAlmourol. Monte da Várzea Almourol. 38 km. Almourol Abrantes. 20 Km. Abrantes Belver.

Rota dos 3 Castelos. 2.ºAbrantes. 3.º Belver. 1.ºAlmourol. Monte da Várzea Almourol. 38 km. Almourol Abrantes. 20 Km. Abrantes Belver. 2.ºAbrantes 1.ºAlmourol 3.º Belver Monte da Várzea Almourol 38 km Rota dos 3 Castelos Almourol Abrantes 20 Km Abrantes Belver 30 Km Belver Monte da Várzea 11 Km Partida: Casa Branca, Monte da Várzea 2

Leia mais

CADERNO 1 BRASIL CAP. 3. Gabarito: EXERCÍCIOS DE SALA. Resposta da questão 1: [D]

CADERNO 1 BRASIL CAP. 3. Gabarito: EXERCÍCIOS DE SALA. Resposta da questão 1: [D] Gabarito: EXERCÍCIOS DE SALA Resposta da questão 1: Somente a proposição está correta. Com a expansão napoleônica na Europa e a invasão do exército Francês em Portugal ocorreu a vinda da corte portuguesa

Leia mais

O tempo da guerra fria

O tempo da guerra fria O tempo da guerra fria Um novo quadro geopolítico Fig.1 Conceito de Guerra Fria A expressão Guerra Fria era utilizada para descrever o estado de forte tensão político-militar entre o bloco Ocidental liderado

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular HISTÓRIA DIPLOMÁTICA DE PORTUGAL (MEDIEVAL E MODERNA) Ano Lectivo 2014/2015

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular HISTÓRIA DIPLOMÁTICA DE PORTUGAL (MEDIEVAL E MODERNA) Ano Lectivo 2014/2015 UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA Programa da Unidade Curricular HISTÓRIA DIPLOMÁTICA DE PORTUGAL (MEDIEVAL E MODERNA) Ano Lectivo 2014/2015 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (1º Ciclo) 2. Curso

Leia mais

Artigo 1.º. Entre Melgaço e Arbo, sobre o rio Minho, será construída uma ponte internacional que una Portugal e Espanha.

Artigo 1.º. Entre Melgaço e Arbo, sobre o rio Minho, será construída uma ponte internacional que una Portugal e Espanha. Decreto n.º 19/96 de 1 de Julho Convénio entre a República Portuguesa e o Reino de Espanha para a Construção de Uma Ponte Internacional sobre o Rio Minho entre as Localidades de Melgaço (Portugal) e Arbo

Leia mais

SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA DEFESA NACIONAL. Ciberespaço: Liderança, Segurança e Defesa na Sociedade em Rede

SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA DEFESA NACIONAL. Ciberespaço: Liderança, Segurança e Defesa na Sociedade em Rede INTERVENÇÃO DA SECRETÁRIA DE ESTADO ADJUNTA E DA DEFESA NACIONAL BERTA DE MELO CABRAL 7º EIN Simpósio Internacional Ciberespaço: Liderança, Segurança e Defesa na Sociedade em Rede Lisboa, Academia Militar,

Leia mais

Os aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) se tornaram

Os aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) se tornaram GPS Os aparelhos de GPS (Sistema de Posicionamento Global) se tornaram ferramentas importantes para nos localizarmos com mais facilidade. Agora imagine que você pudesse ter um GPS que, além de lhe fornecer

Leia mais

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO

VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO VESTIBULAR 2011 1ª Fase HISTÓRIA GRADE DE CORREÇÃO A prova de História é composta por três questões e vale 10 pontos no total, assim distribuídos: Questão 1 3 pontos (sendo 1 ponto para o subitem A, 1,5

Leia mais

PORTUGAL E OS DESCOBRIMENTOS NA MAXIMAFILIA

PORTUGAL E OS DESCOBRIMENTOS NA MAXIMAFILIA A. EURICO CARLOS ESTEVES LAGE CARDOSO PORTUGAL E OS DESCOBRIMENTOS NA MAXIMAFILIA EDIÇÃO DO AUTOR LISBOA 1998 ÍNDICE A - CAUSAS PARTICULARES DA EXPANSÃO MARÍTIMA.. 7 1. Situação Geográfica e Política do

Leia mais

Comissão Parlamentar de Saúde. Audição da Ordem dos Farmacêuticos

Comissão Parlamentar de Saúde. Audição da Ordem dos Farmacêuticos Comissão Parlamentar de Saúde Audição da Ordem dos Farmacêuticos Sessão de 17 de Janeiro de 2012 Intervenção inicial do Bastonário Carlos Maurício Barbosa Senhora Presidente da Comissão Parlamentar de

Leia mais

EUA: Expansão Territorial

EUA: Expansão Territorial EUA: Expansão Territorial Atividades: Ler Livro didático págs. 29, 30 e 81 a 86 e em seguida responda: 1) Qual era a abrangência do território dos Estados Unidos no final da guerra de independência? 2)

Leia mais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais

MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais MINISTÉRIO DOS NEGóCIOS ESTRANGEIROS DIRECÇÃO GERAL DOS ASSUNTOS MULTILATERAIS Direcção de Serviços das Organizações Económicas Internacionais Intervenção de SEXA o Secretário de Estado Adjunto do Ministro

Leia mais

Guerra fria (o espaço mundial)

Guerra fria (o espaço mundial) Guerra fria (o espaço mundial) Com a queda dos impérios coloniais, duas grandes potências se originavam deixando o mundo com uma nova ordem tanto na parte política quanto na econômica, era os Estados Unidos

Leia mais

Participação de Portugal na 1.ª Guerra Mundial. Pressupostos. Portugal tinha obrigações no âmbito da Aliança Inglesa (Luso-Britânica)

Participação de Portugal na 1.ª Guerra Mundial. Pressupostos. Portugal tinha obrigações no âmbito da Aliança Inglesa (Luso-Britânica) Pressupostos Portugal tinha obrigações no âmbito da Aliança Inglesa (Luso-Britânica) Portugal tinha fronteiras comuns com a Alemanha no Sul de Angola e no Norte de Moçambique As Colónias portuguesas eram

Leia mais

GUERRA FRIA 1945 1991

GUERRA FRIA 1945 1991 GUERRA FRIA 1945 1991 Guerra Fria 1945-1991 Conceito: Conflitos políticos, ideológicos e militares (indiretos), que aconteceram no pós guerra entre as duas potências mundiais EUA e URSS entre 1945-1991.

Leia mais

CONCURSO NACIONAL DE VOZES & FESTIVAL REVELAÇÃO DE VOZES DA DIÁSPORA. Concurso. Nacional de Vozes & Revelação de Vozes da Diáspora - Projecto

CONCURSO NACIONAL DE VOZES & FESTIVAL REVELAÇÃO DE VOZES DA DIÁSPORA. Concurso. Nacional de Vozes & Revelação de Vozes da Diáspora - Projecto Nacional de Vozes & Revelação de Vozes da Diáspora - Projecto Concurso 2015 CONCURSO NACIONAL DE VOZES & FESTIVAL REVELAÇÃO DE VOZES DA DIÁSPORA PROJECTO APRESENTADO PARA EFEITO DE APRECIAÇÃO E RESPECTIVO

Leia mais

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS?

INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? INTERVENÇÃO DO SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO DO TURISMO NO SEMINÁRIO DA APAVT: QUAL O VALOR DA SUA AGÊNCIA DE VIAGENS? HOTEL TIVOLI LISBOA, 18 de Maio de 2005 1 Exmos Senhores ( ) Antes de mais nada gostaria

Leia mais

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. OBS: EM NEGRITO OS ENUNCIADOS, EM AZUL AS

Leia mais

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO ALOCUÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO, MINISTRO DA DEFESA E SEGURANÇA KAY RALA XANANA GUSMÃO POR OCASIÃO DA VISITA À ACADEMIA

Leia mais

ESTRATÉGIAS CORPORATIVAS COMPARADAS CMI-CEIC

ESTRATÉGIAS CORPORATIVAS COMPARADAS CMI-CEIC ESTRATÉGIAS CORPORATIVAS COMPARADAS CMI-CEIC 1 Sumário Executivo 1 - A China em África 1.1 - Comércio China África 2 - A China em Angola 2.1 - Financiamentos 2.2 - Relações Comerciais 3 - Características

Leia mais

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra. Senhor Representante de Sua Excelência o Presidente da República, General Rocha Viera, Senhor Ministro da Defesa Nacional, Professor Azeredo Lopes, Senhora Vice-Presidente da Assembleia da República, Dra.

Leia mais

Ir mais longe até onde for o futuro!

Ir mais longe até onde for o futuro! Ir mais longe até onde for o futuro! DOSSIER DE IMPRENSA 2010 Luís Simões A Luís Simões (LS) é composta por 10 empresas juridicamente autónomas e agrupadas em 3 unidades de negócio: transporte, logística

Leia mais

A expansão dos EUA (séc. XVIII-XX)

A expansão dos EUA (séc. XVIII-XX) 1803 Os Estados Unidos compram a Louisiana da França. Cronologia 1846 a 1848 Guerra do México. Os Estados Unidos conquistam e anexam os territórios da Califórnia, Novo México, Nevada, Arizona e Utah. 1810

Leia mais

Ensino Fundamental II

Ensino Fundamental II Ensino Fundamental II Valor do trabalho: 2.0 Nota: Data: /dezembro/2014 Professora: Angela Disciplina: Geografia Nome: n o : Ano: 8º Trabalho de Recuperação Final de Geografia ORIENTAÇÕES: Leia atentamente

Leia mais

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal

Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal Há cabo-verdianos a participar na vida política portuguesa - Nuno Sarmento Morais, ex-ministro da Presidência de Portugal À margem do Fórum promovido pela Associação Mais Portugal Cabo Verde, que o trouxe

Leia mais

O GOVERNO. Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa

O GOVERNO. Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa O GOVERNO Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa «O Governo é o órgão de condução da política geral do país e o órgão superior da Administração Pública.» 1 Pela própria ideia que se retira

Leia mais

O RISCO ESPREITA, MAIS VALE JOGAR PELO SEGURO

O RISCO ESPREITA, MAIS VALE JOGAR PELO SEGURO ANA MARIA MAGALHÃES ISABEL ALÇADA [ ILUSTRAÇÕES DE CARLOS MARQUES ] O RISCO ESPREITA, MAIS VALE JOGAR PELO SEGURO COLEÇÃO SEGUROS E CIDADANIA SUGESTÃO PARA LEITURA ORIENTADA E EXPLORAÇÃO PEDAGÓGICA DO

Leia mais

Senhor Presidente da Assembleia Senhoras e Senhores Deputados Senhor Presidente do Governo Regional Senhora e Senhores Membros do Governo

Senhor Presidente da Assembleia Senhoras e Senhores Deputados Senhor Presidente do Governo Regional Senhora e Senhores Membros do Governo Intervenção sobre cabo de fibra óptica Flores, do Deputado António Maria Gonçalves Senhor Presidente da Assembleia Senhoras e Senhores Deputados Senhor Presidente do Governo Regional Senhora e Senhores

Leia mais

Portugal na Grande Guerra de 1914-1918. o soldado desconhecido de África é bem mais desconhecido que o da Flandres (Arrifes, 2004: 27) 1

Portugal na Grande Guerra de 1914-1918. o soldado desconhecido de África é bem mais desconhecido que o da Flandres (Arrifes, 2004: 27) 1 Portugal na Grande Guerra de 1914-1918 Nuno Lemos Pires o soldado desconhecido de África é bem mais desconhecido que o da Flandres (Arrifes, 2004: 27) 1 Portugal participou na Grande Guerra em cinco grandes

Leia mais

AVALIAÇÃO PARCIAL I CAPÍTULO 4 PP. 76 A 84; 92 CAPÍTULO 5 PP. 98 A 107 CAPÍTULO 15 PP

AVALIAÇÃO PARCIAL I CAPÍTULO 4 PP. 76 A 84; 92 CAPÍTULO 5 PP. 98 A 107 CAPÍTULO 15 PP ABSOLUTISMO AVALIAÇÃO PARCIAL I CAPÍTULO 4 PP. 76 A 84; 92 CAPÍTULO 5 PP. 98 A 107 CAPÍTULO 15 PP. 268 A 274 CONTEÚDO EM SALA DE AULA SLIDES PORTAL ROTEIRO NO CADERNO A SOCIEDADE DO ANTIGO REGIME XV-XVIII

Leia mais

COMUNICADO FINAL. XXIXª Comissão Bilateral Permanente Washington 5 de Maio de 2011

COMUNICADO FINAL. XXIXª Comissão Bilateral Permanente Washington 5 de Maio de 2011 COMUNICADO FINAL XXIXª Comissão Bilateral Permanente Washington 5 de Maio de 2011 Na 29ª reunião da Comissão Bilateral Permanente Portugal-EUA, que se realizou em Washington, a 5 de Maio de 2011, Portugal

Leia mais

BREVE HISTÓRIA DO PAPEL MOEDA

BREVE HISTÓRIA DO PAPEL MOEDA BREVE HISTÓRIA DO PAPEL MOEDA A nível mundial, o primeiro papel moeda surgiu na China, no séc. VII, na dinastia Tang, para facilitar aos comerciantes o transporte de grandes quantidades de moeda de metal,

Leia mais

Percepção de Portugal no mundo

Percepção de Portugal no mundo Percepção de Portugal no mundo Na sequência da questão levantada pelo Senhor Dr. Francisco Mantero na reunião do Grupo de Trabalho na Aicep, no passado dia 25 de Agosto, sobre a percepção da imagem de

Leia mais

NAPOLEÃO BONAPARTE. Pode-se dividir seu governo em três partes: Consulado (1799-1804) Império (1804-1815) Governo dos Cem Dias (1815)

NAPOLEÃO BONAPARTE. Pode-se dividir seu governo em três partes: Consulado (1799-1804) Império (1804-1815) Governo dos Cem Dias (1815) NAPOLEÃO BONAPARTE 1 Profª Adriana Moraes Destaca-se política e militarmente no Período Jacobino. DIRETÓRIO Conquistas militares e diplomáticas na Europa defesa do novo governo contra golpes. Golpe 18

Leia mais

Segurança e Defesa em Portugal e na Europa

Segurança e Defesa em Portugal e na Europa Palestra para a divulgação no Dia de Defesa Nacional sobre Segurança e Defesa em Portugal e na Europa Carlos R. Rodolfo, Calm (Ref.) Presidente da AFCEA Portugal Proferida no MDN em 02 Set 2011 1 AGENDA

Leia mais

entre o Senhor Secretário Regional da Economia, Vasco Cordeiro, e o Senhor Ministro da Economia e Trabalho, Álvaro dos Santos Pereira, tendo

entre o Senhor Secretário Regional da Economia, Vasco Cordeiro, e o Senhor Ministro da Economia e Trabalho, Álvaro dos Santos Pereira, tendo Exma. Senhora Presidente da Assembleia Ex. mas Senhoras e Senhores Deputados. Ex. mo Senhor Presidente do Governo, Senhoras e Senhores membros do Governo, Foi no dia 18 Agosto de 2011, em Lisboa, que ocorreu

Leia mais

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO ÍNDICE 11. PRESSUPOSTO BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO 25 NO ALENTEJO pág. 11.1. Um sistema regional de inovação orientado para a competitividade

Leia mais

Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhora e Senhores Membros do Governo

Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhora e Senhores Membros do Governo Senhor Presidente Senhoras e Senhores Deputados Senhora e Senhores Membros do Governo Evocar hoje, dia 8 de Março de 2007, o Tratado que instituiu a Comunidade Económica Europeia, assinado em Roma há 50

Leia mais

Vítor Caldeira. Presidente do Tribunal de Contas Europeu

Vítor Caldeira. Presidente do Tribunal de Contas Europeu Os Tribunais de Contas e os desafios do futuro Vítor Caldeira Presidente do Tribunal de Contas Europeu Sessão solene comemorativa dos 160 anos do Tribunal de Contas Lisboa, 13 de Julho de 2009 ECA/09/46

Leia mais

Eng.ª Ana Paula Vitorino. por ocasião da

Eng.ª Ana Paula Vitorino. por ocasião da INTERVENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA A SECRETÁRIA DE ESTADO DOS TRANSPORTES Eng.ª Ana Paula Vitorino por ocasião da Sessão de Encerramento do Colóquio PORTO DE AVEIRO: ESTRATÉGIA E FUTURO, Ílhavo Museu Marítimo

Leia mais

Colégio Senhora de Fátima

Colégio Senhora de Fátima Colégio Senhora de Fátima A formação do território brasileiro 7 ano Professora: Jenifer Geografia A formação do território brasileiro As imagens a seguir tem como principal objetivo levar a refletir sobre

Leia mais

Conferência. Os Estados Unidos e a Ordem Internacional. 30 Setembro a 01 Outubro 2004. Auditório da FLAD, Lisboa

Conferência. Os Estados Unidos e a Ordem Internacional. 30 Setembro a 01 Outubro 2004. Auditório da FLAD, Lisboa Conferência Os Estados Unidos e a Ordem Internacional 30 Setembro a 01 Outubro 2004 Auditório da FLAD, Lisboa Os Limites da Esperança: Kerry e a Política Externa dos Estados Unidos João Marques de Almeida

Leia mais

TEMA E EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI

TEMA E EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI TEMA E EXPANSÃO E MUDANÇA NOS SÉCULOS XV E XVI 1. Expansionismo Europeu 1.1. Rumos da expansão 1.1.1. Os avanços da expansão e as rivalidades luso-castelhanas 1.1.2. A chegada à Índia e ao Brasil 1.2.

Leia mais

PORTUGAL NO PASSADO. Portugal nos séculos XV e XVI A Expansão

PORTUGAL NO PASSADO. Portugal nos séculos XV e XVI A Expansão PORTUGAL NO PASSADO Portugal nos séculos XV e XVI A Expansão Conquistada a paz com Castela, D. João I procurou recuperar as finanças do Reino que se encontravam exauridas após vinte e oito anos de hostilidades.

Leia mais

A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan. Análise Segurança

A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan. Análise Segurança A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan Análise Segurança Bernardo Hoffman Versieux 15 de abril de 2005 A nova lei anti-secessão e as relações entre a China e Taiwan Análise Segurança

Leia mais

O Mundo industrializado no século XIX

O Mundo industrializado no século XIX O Mundo industrializado no século XIX Novas fontes de energia; novos inventos técnicos: Por volta de 1870, deram-se, em alguns países, mudanças importantes na indústria. Na 2ª Revolução Industrial as indústrias

Leia mais

Os Impérios e o Poder Naval. Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila

Os Impérios e o Poder Naval. Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila Os Impérios e o Poder Naval Apresentação cedida, organizada e editada pelos profs. Rodrigo Teixeira e Rafael Ávila Considerações Iniciais Esse capítulo discutirá a importância que o poder naval teve na

Leia mais

1. Conceito Guerra improvável, paz impossível - a possibilidade da guerra era constante, mas a capacidade militar de ambas potências poderia provocar

1. Conceito Guerra improvável, paz impossível - a possibilidade da guerra era constante, mas a capacidade militar de ambas potências poderia provocar A GUERRA FRIA 1. Conceito Conflito político, econômico, ideológico, cultural, militar entre os EUA e a URSS sem que tenha havido confronto direto entre as duas superpotências. O conflito militar ocorria

Leia mais

ESTATUTO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

ESTATUTO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA ESTATUTO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Nós, representantes democraticamente eleitos dos Parlamentos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique, Portugal,

Leia mais

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal

Prova Escrita de História e Geografia de Portugal PROVA DE EQUIVALÊNCIA À FREQUÊNCIA Decreto-Lei nº 139/2012, de 5 de julho Prova Escrita de História e Geografia de Portugal 6º Ano de Escolaridade Prova 05 / 2.ª Fase 12 Páginas Duração da Prova: 90 minutos.

Leia mais

MERCANTILISMO (7a. Parte) Mercantilismo e Violência

MERCANTILISMO (7a. Parte) Mercantilismo e Violência MERCANTILISMO (7a. Parte) Mercantilismo e Violência CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTE: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. São Paulo: 2004.

Leia mais

CENTRO CULTURAL DE BELÉM. PALESTRAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL Janeiro Março de 2015. Segunda Parte Época Moderna

CENTRO CULTURAL DE BELÉM. PALESTRAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL Janeiro Março de 2015. Segunda Parte Época Moderna CENTRO CULTURAL DE BELÉM PALESTRAS SOBRE HISTÓRIA DE PORTUGAL Janeiro Março de 2015 Segunda Parte Época Moderna Nuno Gonçalo Monteiro Instituto de Ciências Sociais Universidade de Lisboa Quarta Sessão

Leia mais

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE

RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE RESUMO PARA RECUPERAÇÃO 2º TRIMESTRE Conceitos Diversos Estado É uma organização políticoadministrativa da sociedade. Estado-nação - Quando um território delimitado é composto de um governo e uma população

Leia mais

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO FORMAÇÃO DO TERRITÓRIO BRASILEIRO É claro que o Brasil não brotou do chão como uma planta. O Solo que o Brasil hoje ocupa já existia, o que não existia era o seu território, a porção do espaço sob domínio,

Leia mais

PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 28/IX SOBRE A REVISÃO DA POLÍTICA COMUM DAS PESCAS

PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 28/IX SOBRE A REVISÃO DA POLÍTICA COMUM DAS PESCAS PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º 28/IX SOBRE A REVISÃO DA POLÍTICA COMUM DAS PESCAS A Assembleia da República, reunida em Plenário para um debate de urgência sobre as propostas da Comissão Europeia de reforma

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU. Comissão do Desenvolvimento PROJECTO DE PARECER. destinado à Comissão dos Assuntos Externos

PARLAMENTO EUROPEU. Comissão do Desenvolvimento PROJECTO DE PARECER. destinado à Comissão dos Assuntos Externos PARLAMENTO EUROPEU 2004 ««««««««««««Comissão do Desenvolvimento 2009 PROVISÓRIO 2004/2168(INI) 22.2.2005 PROJECTO DE PARECER da Comissão do Desenvolvimento destinado à Comissão dos Assuntos Externos sobre

Leia mais

A crise na Zona Euro - Implicações para Cabo Verde e respostas possíveis:

A crise na Zona Euro - Implicações para Cabo Verde e respostas possíveis: A crise na Zona Euro - Implicações para Cabo Verde e respostas possíveis: Uma Mesa-Redonda Sector Público-Privado 7/10/2011 Centro de Políticas e Estratégias, Palácio do Governo, Praia. A crise na Zona

Leia mais

RELATÓRIO E CONTAS BBVA BOLSA EURO

RELATÓRIO E CONTAS BBVA BOLSA EURO RELATÓRIO E CONTAS BBVA BOLSA EURO 30 JUNHO 20 1 BREVE ENQUADRAMENTO MACROECONÓMICO 1º semestre de 20 No contexto macroeconómico, o mais relevante no primeiro semestre de 20, foi a subida das taxas do

Leia mais

Ricardo Cabral Fernandes rcabralfernandes@gmail.com

Ricardo Cabral Fernandes rcabralfernandes@gmail.com Portugal entre a Europa e o Atlântico Ricardo Cabral Fernandes rcabralfernandes@gmail.com Lusíada. Política Internacional e Segurança, n.º 10 (2014) 55 Portugal entre a Europa e o Atlântico, pp. 55-62

Leia mais

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO INTRODUÇÃO A partir de meados do século xx a actividade de planeamento passou a estar intimamente relacionada com o modelo racional. Uma das propostas que distinguia este do anterior paradigma era a integração

Leia mais

DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS. -Atinge as Índias contornando a costa da África

DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS. -Atinge as Índias contornando a costa da África DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) DA CONQUISTA A COLONIZAÇÃO DAS AMÉRICAS EXPANSÃO MARÍTIMA início século XV ( 1415 ) PORTUGAL -Atinge as Índias contornando

Leia mais

«Concurso Jovem Agricultor Português»

«Concurso Jovem Agricultor Português» «Concurso Jovem Agricultor Português» Como já é tradição, desde há muito, que a Caixa não descura a intenção de apoiar e estimular a economia nacional, assim como outras áreas de interesse, mostrando com

Leia mais

Intervenção do Director Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa na

Intervenção do Director Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa na Intervenção do Director Regional dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa na Mesa Redonda sobre Inserção Regional e Política de Grande Vizinhança das RUP XIV CONFERÊNCIA DOS PRESIDENTES das Regiões Ultraperiféricas

Leia mais

PORTUGAL. ASSI FICADO OCUMENTOS SECRETOS NORTE- A M E RiM#0

PORTUGAL. ASSI FICADO OCUMENTOS SECRETOS NORTE- A M E RiM#0 PORTUGAL ASSI FICADO OCUMENTOS SECRETOS NORTE- A M E RiM#0 ÍNDICE PREFÁCIO 7 INTRODUÇÃO 11 1. KISSINGER E O 25 DE ABRIL «Como diabo íamos nós conseguir prever o golpe?» 15 Kissinger: Por que diabo tínhamos

Leia mais

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Gostaria de começar por agradecer o amável convite que a FCT me dirigiu para

Leia mais

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação

27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação 27. Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Mediação e à Representação Os Estados signatários da presente Convenção: Desejosos de estabelecer disposições comuns sobre a lei aplicável aos

Leia mais

Apresentação e Discussão do Orçamento Retificativo para 2012

Apresentação e Discussão do Orçamento Retificativo para 2012 Apresentação e Discussão do Orçamento Retificativo para 2012 Excelentíssimo Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira Excelentíssimas Senhoras e Senhores Deputados A proposta do Orçamento

Leia mais

República de Moçambique Presidência da República DISCURSO PARA BANQUETE DE ESTADO

República de Moçambique Presidência da República DISCURSO PARA BANQUETE DE ESTADO República de Moçambique Presidência da República DISCURSO PARA BANQUETE DE ESTADO Discurso de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República de Moçambique, por ocasião do Banquete de Estado

Leia mais