UTILIZAÇÃO DA GEOINFORMAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS SOCIO-AMBIENTAIS NO LICENCIAMENTO DE PESQUISA SÍSMICA MARÍTIMA

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1 UTILIZAÇÃO DA GEOINFORMAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS SOCIO-AMBIENTAIS NO LICENCIAMENTO DE PESQUISA SÍSMICA MARÍTIMA Use of Geo-information in the development of social environmental assessments for licensing maritime seismic research Maurício Neves Nicodemos¹, ² Talita Calaça Costa dos Santos¹, ³ ¹ICF Internacional Departamento de Meio Ambiente ²Universidade Estácio de Sá Departamento de Engenharia ³Universidade Federal do Rio de Janeiro Pós-graduação em Geologia RESUMO A pesquisa sísmica é de suma importância para a exploração de produtos derivados do Petróleo. Para que essa pesquisa ocorra é necessário que a Coordenadoria Geral de Petróleo e Gás (CGPEG/IBAMA) defina e aprove estudo ambiental pertinente e emita a Licença de Pesquisa Sísmica. A caracterização socioeconômica da área de influência da atividade é parte integrante destes estudos. Visando atender as exigências do órgão ambiental, criou-se uma metodologia específica com o objetivo de gerar produtos cartográficos e dados numéricos a serem utilizados na elaboração de Estudos Ambientais de Sísmica - EAS. Essa metodologia foi primeiramente utilizada no Projeto de Pesquisa Sísmica para as Bacias do Jequitinhonha a Sergipe/Alagoas dirigido pelo Ifremer (L'Institut Français de Recherche pour l'exploitation de la Mer - novembro de 2012). A metodologia utilizada no estudo consiste primeiramente, em visitas a colônias, associações, federações e órgãos oficiais que cuidam da questão da pesca nos estados influenciados pela atividade. Nestes locais dois questionários foram preenchidos, o primeiro pelos pescadores com informações referentes à socioeconomia, características das artes de pesca, esforço de pesca, espécies pescadas e também a localização e profundidade média das ocorrências; o segundo preenchido pelas lideranças das instituições de pesca, principalmente com informações sobre a frota pesqueira (quantidade, estado de conservação, características, etc.), principais artes de pesca da comunidade e seus pescadores associados. Na etapa de preenchimento dos formulários em campo foram utilizados notebooks contendo o banco de dados, câmeras fotográficas para registro das visitas e aparelhos GPS para captação de coordenadas. Posteriormente, estes

2 dados foram inseridos em um banco de dados no formato Access 2007, em tabelas estruturadas para uso no Sistema de Informação Geográfica SIG e, transformadas em entidades pontuais georreferenciadas, permitindo a espacialização das informações coletadas. O penúltimo passo da metodologia consistiu em um cruzamento dos dados coletados com as diversas feições geográficas existentes, tais como: elementos topográficos de cartas náuticas (DHN), curvas batimétricas (ANP), malha municipal (IBGE), polígono/linhas sísmicas do projeto (Ifremer), etc., além de dados secundários oriundos dos dados censitários (IBGE, 2010) e dados oficiais existentes (Estaduais e Municipais). Assim, após realizada a modelagem e análises, foram gerados diversos produtos cartográficos entre eles: a Caracterização da Pesca Artesanal, a Caracterização das Comunidades, da Cadeia Produtiva e dados numéricos. Dados numéricos representados por: dados econômicos, características da manipulação do pescado, áreas de recepção e venda, estatísticas sobre a frota e artes de pesca, dando suporte a elaboração dos Estudos Ambientais de Sísmica para as Bacias do Jequitinhonha a Sergipe/Alagoas (Ifremer). Para o EAS foram preenchidos, respectivamente, 222 questionários por pescadores, e 69 por líderes. O preenchimento dos formulários ocorreu nos estados de Alagoas, Bahia e Sergipe, no período de 01 a 13 de novembro de 2012, em diversos municípios da costa. Desta maneira observa-se que a análise da geoinformação, utilizando dados de campo e dados secundários, possa gerar importantes ferramentas inovadoras a exemplo: suporte a tomadas de decisão, ao monitoramento científico do impacto da sísmica sobre as atividades pesqueiras e a uma perspectiva ecossistêmica de manejo. Palavras chave: sísmica, socioeconomia, SIG, pesca artesanal, bacias sedimentares, Ifremer, petróleo. ABSTRACT Seismic research is of major importance to the oil & gas exploration. In order for these researches to happen, it is mandatory that the Brazilian Environmental Agency (IBAMA/CGPEG) define and approve the required environmental assessment and issue the Seismic Research Permit (LPS). The socio-economic characterization of the influence area is part of the environmental assessments. Aiming to comply with the environmental agency requirements, it was created a specific methodology to generate cartographic products and numerical data to support the socio-economic development as part of the Seismic Environmental Assessment EAS. This methodology was first used in the Seismic Research Project for the Jequitinhonha to Sergipe/Alagoas Basins directed by Ifremer (L'Institut Français de Recherche pour l'exploitation de la Mer - November 2012). The methodology primarily consists in visiting colonies, associations, federations and other governmental institutions linked to fishing craft activities in the states influenced by the seismic. At those places, it was fulfilled two questionnaires. First one was fulfilled by fisherman with information related to socioeconomy, fishing technic, fishing effort, target species, location and mean depth of the fishing. The fishing institutions leaders fulfilled the second questionnaire, with information about fishing fleet (size, state of maintenance, characteristics, etc.), main fishing techniques used by the local community and associates.

3 During the questionnaire stage in the field, it was used notebooks with the specific database, cameras to register the visits and GPS equipment to acquire the necessary coordinates. Later the data acquire in the field was inserted in an Access 2007 database. Those data were inserted as structured spreadsheets for the use in a GIS environment. They were converted into punctual georeferenced entities, thus allowing the spatialization of the collected data. Afterwards the informations inserted were crosschecked with the area geographical features, such as: topographic elements from navigation charts (DHN); bathymetrical lines (ANP); municipality limits (IBGE); activity polygon/seismic lines (Ifremer) etc.; secondary data from the official census (IBGE, 2012); official data from states and municipalities. Once performed the modeling and analysis the following cartographic products were generated: fishing craft, community, and productive net characterization, as well as numerical data. Numerical data consists of: economic data; fishing management; logistics and selling areas; fishing fleet statistics; those information giving support to the development of EAS. Ifremer s EAS questionnaires were fulfilled by 222 fisherman and 69 leaders. The questionnaire were applied in the states of Alagoas, Bahia and Sergipe between November 1 and 13, With the data generated, it is possible to conclude that an association of filed and secondary data with a GIS support is an important and innovative tool that: supports decision-making processes; monitor the impact of seismic in the fishing community; provide a management perspective from an ecosystem view. Keywords: seismic, socio-economy, GIS, fishing craft, sedimentary basins, Ifremer, oil. 1. INTRODUÇÃO De extrema importância na concepção de projetos utilizando Sistemas de Informações Geográficas, o banco de dados é fator preponderante na organização e disponibilização dos dados referentes a cada elemento geográfico que se deseja armazenar. Outro componente de extrema importância na concepção de um SIG é o modelo de dados proposto para o sistema. O modelo de dados é um conjunto de ferramentas conceituais utilizado para estruturar dados em um sistema computacional (CÂMARA, 1995), ou seja, o modelo de dados define como o mundo real é representado computacionalmente. A Comissão Nacional de Cartografia (CONCAR), por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e da Diretoria de Serviço Geográfico (DSG) deu início, em 2004, a um novo modelo de estruturação dos dados cartográficos. Assim foi elaborada a Estrutura de Dados Geográficos e Vetoriais EDGV, segundo o Modelo de Dados Orientado a Objetos para Aplicações Geográficas (OMT-G) (DAVIS et al, 2001; (DAVIS e BORGES, s.d.), por este se adaptar melhor à representação do mundo real e em 27/11/2008, a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais (INDE), sob a responsabilidade da CONCAR, foi instituída por meio do decreto n (BRASIL, 2008), pelo presidente da República, no âmbito do poder executivo federal. A finalidade deste trabalho é apresentar uma metodologia para a criação de um banco de dados estruturado norteada pela EDGV contendo dados relacionados a pesca. Esses dados foram levantados em

4 campo com o preenchimento de dois questionários de acordo com a sua atribuição (Pescador e Responsável) para a utilização em um Sistema de Informações Geográficas para o projeto Atividade de Pesquisa Sísmica Marítima da Bacia do Jequitinhonha à Sergipe/Alagoas, denominado Projeto SALSA. Para tal, foi utilizada uma estrutura compatível com diversos Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBD), como, por exemplo, o Microsoft Access, Oracle, Interbase, dentre outros (OLSENSGT, 1997), com o objetivo de padronizar as estruturas de dados espaciais, facilitando o compartilhamento de dados, a interoperabilidade e a racionalização de recursos entre os produtores e usuários de dados e informação cartográfica. Vale ressaltar que essa metodologia foi criada para padronizar o modo como os dados levantados in loco são preenchidos e, tendo como importante finalidade o aumento da eficiência do processo de cadastro e consistência das informações (Entrevistas + SIG), através da minimização de tempo e custos para a construção do banco de dados e otimização do processo de entrada de dados. Dessa forma, pode-se obter uma base de dados confiável e georreferenciada e com isso auxiliar as análises para a criação de mapas, tabelas e gráficos, e também possibilitar o cruzamento com dados de diversos órgãos e intuições públicas. 2. CARACTERIZÁCÃO DA ÁREA DE ESTUDO A aquisição dos dados de campo ocorreu em 55 municípios, desde Belmonte (no sul da Bahia) até Maragogi (no estado de Alagoas). Todos estes municípios se encontram em zona costeira e confrontantes com a área onde ocorreu a Pesquisa Sísmica. O levantamento de dados primários (entrevistas) ocorreu junto aos pescadores, colônias, federações etc., em um trabalho de campo que se desenvolveu no período compreendido entre os dias 30/10/2012 e 14/11/2012 por quatro equipes distribuídas em quatro áreas, conforme apresentado no Tabela 01. Tabela 01 Municípios e divisão das áreas para a aquisição de dados em campo. Área Municípios Bahia: Belmonte / Canavieiras / Una / Ilhéus / Uruçuca/ Itacaré / Maraú / Camamu / Igrapiuna / Itubera / Nilo Peçanha / Taperoá / Cairu / Valença / Jaguaripe Bahia: Itaparica / Vera Cruz / Salinas de Margarida / Maragogipe / Saubara / Santo Amaro / São Francisco do Conde / Madre de Deus / Candeias / Simões Filho/ Salvador Camaçari / Lauro de Freitas Bahia: Jandaira / Conde / Esplanada / Entre Rios / Mata de São João Sergipe: Brejo Grande / Pacatuba / Pirambu / Barra dos Coqueiros / Aracaju / Itaporanga D'ajuda/Estância Alagoas: Japoratinga / Porto de Pedras / São Miguel dos Milagres / Passo de Camaragibe / Barra de Santo Antônio / Paripueira / Maceió / Marechal Deodoro / Barra de São Miguel / Roteiro / Jequiá da Praia / Coruripe / Feliz Deserto / Piaçabuçu / Maragogi

5 O mapa de localização da atividade (Figura 01) apresenta os municípios costeiros que foram visitados pelas equipes de campo para a coleta dos dados utilizados no estudo e a divisão em áreas foi definida de forma a agilizar a logística e evitar a sobrecarga das equipes. Figura 01 Área de Estudo. Com relação às entrevistas com os pescadores, buscou realizá-las com aqueles mais experientes e/ou mais atuantes, uma vez que estes indivíduos podem fornecer informações mais precisas sobre o desenvolvimento da atividade pesqueira artesanal. É importante salientar que durante as atividades de campo deu-se prioridade em abordar, principalmente, os grupos de pescadores que exercem atividade em mar aberto, realizada em águas marítimas consideradas desabrigadas pela NORMAN-01 de 2005, a fim de refinar informações sobre essas pescarias. Averiguou-se principalmente a existência de sobreposição entre a atividade pesqueira e a atividade de sísmica sem, contudo, excluir demais grupos de pescadores que atuam em áreas estuarinas e baias. O esforço de campo se traduziu na ida aos 55 municípios já mencionados, na visita a 75 entidades representativas dos pescadores e na realização de 222 entrevistas com pescadores. Ao todo foram realizadas 292 entrevistas entre lideranças e pescadores.

6 3. METODOLOGIA A evolução tecnológica, principalmente nas áreas de Eletrônica e Informática, possibilita a busca pela inovação metodológica dos procedimentos utilizados para levantamento de dados. Nesse sentido, a metodologia desenvolvida e utilizada no projeto já citado, foi a criação de duas tabelas a partir dos questionários, o primeiro (Anexo 01) pelos pescadores com informações referentes à socioeconomia, características das artes de pesca, esforço de pesca, espécies pescadas e também a localização e profundidade média das ocorrências; o segundo (Anexo 02) preenchido pelas lideranças das instituições de pesca, principalmente com informações sobre a frota pesqueira (quantidade, estado de conservação, características, etc.), principais artes de pesca da comunidade e seus pescadores associados. Cada equipe de campo estava equipada com notebook, modem e celular 3G e GPS que permitiam o preenchimento das informações no local da entrevista, possibilitando a correção de possíveis erros de imediato e também fazer anotações gerais sobre o entrevistado. Dentro da metodologia, foi definido que cada equipe fizesse no final do dia, uma revisão dos questionários preenchidos e fosse enviado por uma parcial dos dados gerados. No escritório, diariamente era gerado uma versão atualizada do banco de dados e caso ocorresse alguma inconsistência, por exemplo, preenchimento errado ou falta de informações, de imediato era solicitado a equipe responsável, a verificação e correção dos mesmos. A Figura 02 mostra a síntese da metodologia desenvolvida, que poderá ser utilizada tanto na implantação quanto na atualização de sistemas cadastrais. Figura 02 Síntese da metodologia desenvolvida.

7 Para a estruturação das tabelas e formulários para entrada de dados foi utilizado o programa Access 2007 e o sistema de informações geográficas (SIG) escolhido foi o ArcGIS As tabelas foram criadas com os nomes e tamanhos dos campos padronizados para um Sistema Gerenciador de Banco de Dados (SGBD) e o acesso as mesmas foi feito através de um sistema criado no Access 2007 (Figura 03) no formato MDB compatível com o ArcGIS. Os formulários de Cadastro de Responsável (Anexo 03) e Cadastro de Pescadores (Anexo 04) foram estruturados com a mesma ordem encontrada nos questionários de campo. Figura 03 Tela principal. Para possibilitar a migração correta dos dados levantados para um Sistema de Informações Geográficas, além das tabelas estruturadas é importante também a indicação de coordenadas. Para isso, foi definido que o técnico responsável pela entrevista, deveria inserir essas coordenadas com a utilização de um GPS configurado com Datum Horizontal SIRGAS 2000, o novo referencial adotado pelo Brasil que visa facilitar o posicionamento com GPS. Os campos LATITUDE e LONGITUDE foram preenchidos manualmente pelo técnico e os campos LAT_GD e LONG_GD foram calculados automaticamente através de uma fórmula inserida na tabela (Figura 04). Figura 04 Tabela estruturada.

8 Com as duas tabelas finalizadas, iniciou-se o processo de conversão, sendo criado um arquivo geodatabase em branco utilizando o módulo ArcCatalog do ArcGIS, possibilitando assim a importação das tabelas. A espacialização das informações foi possível no ArcGIS através da opção Display XY data.. e escolhendo os campos LONG_GD e LAT_GD (Figura 05). Figura 05 Visualização dos dados de campo. O resultado da modelagem cria duas layers (camadas) contendo as informações georreferenciadas em forma de feições gráficas (Pontos) e prontas para utilização em qualquer Sistema de Informações Geográficas (Figura 06). Figura 06 Feições pontuais criadas.

9 4. ANÁLISES E RESULTADOS No sistema criado no Access, era possível também realizar consultas e relatórios (Figura 07) que auxiliaram no manuseio do banco de dados e permitiu a extração de informações para serem utilizadas nos diversos itens do relatório do estudo apresentado. Figura 07 Relatório gerado. Com o banco de dados finalizado e consistido, foi possível realizar diversas análises e verificar características a partir dessas informações, dentre elas: tipos de embarcações (Tabela 02), artes de pesca mais utilizadas (Tabela 03), dados sobre as espécies (Figura 08), dados sobre a frota (Figura 09. Também foram geradas tabelas integradas com diversas informações disponibilizadas no Censo 2010 (IBGE). Tabela 02 Exemplo de tipos de embarcações. Código Estado Município Barco a vela Canoa Canoa Motorizada Saveiro A-004 BA Una Z-15 BA Valença 300 Bote Motorizado Jangada Lancha Z-17 BA Camamu Z-18 BA Itacaré Z-19 BA Ilhéus 56 Z-20 BA Canavieiras Z-21 BA Belmonte 16 Z-34 BA Ilhéus Z-34 BA Uruçuca 15 Z-36 BA Jaguaripe Z-40 BA Ituberá Bote Alumínio Outros

10 Tabela 03 Exemplo de artes de pesca mais utilizadas pelas comunidades. Código Estado Município Linha Rede Cerco Espinhel Arrasto Rede de Espera Rede Específica Camarão A-004 BA Una X X X X X Z-15 BA Valença X X X X Z-17 BA Camamu X X X Z-17 BA Igrapiúna X Z-18 BA Itacaré X X Z-19 BA Ilhéus X Z-20 BA Canavieiras X X Z-21 BA Belmonte X X X X Z-34 BA Ilhéus X X Z-34 BA Uruçuca X Z-36 BA Jaguaripe X X Z-40 BA Ituberá X X X X Rede Feiticeira Figura 08 Ocorrência das principais espécies alvo capturadas. Figura 09 Percentual referente à propriedade dos meios de produção em relação ao número total de pescadores entrevistados.

11 Além das tabelas e gráficos foram produzidos diversos mapas temáticos com a utilização dos dados coletados e dados cartográficos existentes (Malha Municipal, Batimetria, etc.), dentre eles, o Mapa de Caracterização da Pesca Artesanal (Figura 10), o Mapa de Caracterização das Comunidades (Figura 11) e o Mapa da Cadeia Produtiva (Figura 12). Figura 10 Áreas de pesca definidas a partir dos dados de campo (Área 1). Figura 11 Informações sobre as comunidades (Área 1).

12 Figura 12 Informações sobre as características da pesca (Área 1). 5. CONCLUSÕES A metodologia desenvolvida agiliza o processo de elaboração do Banco de Dados, reduzindo o tempo das campanhas de campo (pela redução de tempo e custo), mas também as atualizações periódicas em menores períodos de tempo e possibilidade de integração com dados georreferenciados da base de dados da Coordenadoria Geral de Petróleo e Gás (CGPEG/IBAMA) ou de outras empresas. Outra vantagem é a facilidade na geração de produtos cartográficos e mapas temáticos, com a possibilidade análises com quaisquer dados georreferenciados disponíveis. Essa metodologia pode ser utilizada em outros tipos de coleta de dados de campo e pode ser aprimorada com a inclusão de novas tecnologias, como o uso de dispositivos móveis (Smartphones ou Tablets) e também armazenamento na nuvem para acesso centralizado das informações. Mas a principal vantagem dessa metodologia é uma gestão de dados mais eficiente, pois dependendo do projeto, a quantidade de informações levantadas pode ser gigantesca e gerar problemas na consistência e validação das mesmas. Pois, uma vez tendo tabelas estruturadas, indicação precisa das coordenadas e formulários de fácil preenchimento, o banco de dados criado já estará pronto para a utilização em um Sistema de Informações Geográficas. Recomenda-se que essa metodologia possa ser discutida para que em um breve futuro seja implementada em outros projetos, a fim de que possa se ampliar o intercâmbio com um padrão estabelecido, o compartilhamento de dados entre instituições e a interoperabilidade entre aplicativos.

13 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CÂMARA, Gilberto. Sistemas de Informações Geográficas: conceitos básicos. In:. Modelos, linguagens e arquiteturas para bancos de dados geográficos Tese (Doutorado) - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, São José dos Campos, Cap. 2. Disponível em: Acesso em: 03 abr BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Comissão Nacional de Cartografia. Especificações Técnicas para Estruturação de Dados Geoespaciais Digitais Vetoriais (Versão 2.02). Brasília, DF, DAVIS, Clodoveu; BORGES, Karla. Modelagem de Dados Geográficos. Disponível em: Acesso em: 15 mar DAVIS, A. C.; BORGES, K. A. V.; LAENDER, A. H. F. OMT-G: An Object-Oriented Data Model for Geographic Applications. GeoInformatica Journal, pp , Volume 5, Number 3 / September, 2001, Springer Netherlands. BRASIL. Decreto no 6.666, de 27 de novembro de Institui no âmbito do Poder Executivo federal, a Infra-Estrutura Nacional de Dados Espaciais - INDE. Disponível em: Acesso em 12 mar INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Comissão Nacional de Cartografia. Plano de ação para implantação da infraestrutura Nacional de Dados Espaciais INDE. Disponível em: Acesso em: 10 fev OLSENSGT, FRED. QuickReport 2.0. QuSoft COMO, Noruega MARINHA DO BRASIL. NORMAN-01/DCP, Normas da Autoridade Marítima para Embarcações Empregadas na Navegação em Mar Aberto. Disponível em https://www.dpc.mar.mil.br/normam/n_01/normam01.pdf.

14 ANEXO 01 QUESTIONÁRIO DO PESCADOR

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16 ANEXO 02 QUESTIONÁRIO DO RESPONSÁVEL

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18 ANEXO 03 FORMULÁRIO. CADASTRO DE PESCADORES ANEXO 04 FORMULÁRIO. CADASTRO DE RESPONSÁVEL

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