Primeira Unidade Empresarial de Serviços Partilhados em Saúde arranca em Portugal

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1 Primeira Unidade Empresarial de Serviços Partilhados em Saúde arranca em Portugal É hoje apresentada publicamente a primeira Unidade Empresarial de Serviços Partilhados em Saúde a funcionar em Portugal. A operar através de um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE), esta nova entidade visa a centralização, a optimização e a racionalização da aquisição de bens e serviços destinados aos prestadores de cuidados de saúde, bem como a disponibilização de serviços de logística. A primeira experiência empresarializada em Serviços Partilhados na área da Saúde, é promovida pelo SUCH Serviço de Utilização Comum dos Hospitais -, no âmbito de uma iniciativa de um conjunto de instituições prestadoras de cuidados de saúde suas associadas. São Agrupados deste ACE, para além do SUCH, três grupos hospitalares - o Centro Hospitalar de Lisboa Central, que engloba os Hospitais D. Estefânia, Capuchos, Santa Marta, S. José e Desterro, o Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, que reúne os Hospitais Egas Moniz, Santa Cruz e S. Francisco Xavier, e o Hospital de Santa Maria, representando um total de 9 instituições de saúde. Integra ainda este ACE um parceiro especializado, a SGG - Serviços Gerais de Gestão S.A, uma empresa do universo da Deloitte Touche Tohmatsu.

2 A participação societária divide-se em 86% para o SUCH, 9% para as instituições prestadoras de cuidados de saúde e 5% para o parceiro especializado. Após a implementação do projecto-piloto, que deverá estar concluído no final de 2007, poderão aderir aos serviços deste ACE todas as instituições prestadoras de cuidados de saúde, públicas ou privadas, que manifestem o seu interesse. Por seu lado, os Associados do SUCH actualmente 104 entidades do sector da Saúde têm garantido o acolhimento no ACE como futuros parceiros institucionais. Para Paula Nanita, Presidente do Conselho de Administração do SUCH, estão reunidas as condições para que esta primeira unidade empresarial venha a ganhar rapidamente a adesão das diferentes instituições prestadoras de cuidados de saúde em Portugal. A Presidente do Conselho de Administração do SUCH aponta os argumentos que fundamentam a sua afirmação: os mais de 40 anos de experiência do SUCH na prestação de Serviços Partilhados aos seus associados, as experiências de agregação de compras já realizadas pelas instituições de saúde parceiras neste ACE e um processo baseado nas melhores práticas internacionais. A actividade deste ACE será desenvolvida nas áreas das Compras e Logística, que constituem uma componente muito significativa da estrutura de custos dos prestadores de cuidados de saúde. São áreas consideradas prioritárias para o controlo da despesa e onde uma maior eficiência e escala poderão criar enormes oportunidades de poupança. As poupanças previstas, no final do período de 5 anos estabelecido como duração mínima inicial, são, em termos acumulados, da ordem dos 140 milhões de euros, onde se incluem as poupanças por redução de preços, de inventário, dos custos operacionais dos hospitais agrupados e dos custos com perdas de stocks.

3 Na opinião de Teresa Sustelo, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, os Serviços Partilhados em Saúde constituem uma grande oportunidade para a modernização das organizações hospitalares. Ao libertarem-nos das funções não estratégicas na prestação de cuidados de saúde, permitem concentrar-nos na nossa actividade principal, que é precisamente a prestação de cuidados de saúde ao utente, e contribuem ainda para o aumento da eficácia e eficiência dos processos de gestão. E acrescenta: As Compras Partilhadas permitem ainda ganhos de escala significativos, com grandes benefícios em termos económicos e sem qualquer perda do activo conhecimento por parte do hospital. Por seu lado, Adalberto Campos Fernandes, Presidente do Conselho de Administração do Hospital Santa Maria, considera que os Serviços Partilhados de Saúde são uma componente essencial para a melhoria do desempenho global das organizações prestadores de cuidados de Saúde em Portugal, pelas poupanças directas que possibilitem, pela optimização, eficácia e eficiência dos processos de gestão do próprio sector da Saúde e ainda pelo aumento da concorrência e da maior transparência na relação entre os diferentes actores do sector com o mercado fornecedor. Na sua opinião, neste processo, ganham todos: os utentes, porque terão um melhor serviço; as instituições prestadoras de cuidados de saúde, porque vão poder concentrar-se na sua actividade estratégica que é prestarem cuidados de Saúde; o sector que presta cuidados de Saúde, designadamente, o Serviço Nacional de Saúde, uma vez que os grupos hospitalares agrupados estão nele integrados, porque vai conseguir poupanças significativas nas compras de bens e serviços, libertando assim fundos para o sistema, e ainda optimizar os processos de funcionamento; e o contribuinte, porque poderá vir a pagar menos impostos.

4 Serviços Partilhados em Saúde: libertar os hospitais da gestão de back-office As melhores práticas internacionais designadamente em Sistemas Nacionais de Saúde europeus e as necessidades identificadas pelos Associados do SUCH, designaram como pertinente a criação de Serviços Partilhados em Saúde. Sendo o SUCH uma instituição sem fins lucrativos que visa promover a redução de custos e o aumento da qualidade e eficiência dos seus Associados, e com experiência comprovada em Serviços Partilhados ao longo de mais de 40 anos, foi com naturalidade que assumiu o desafio e a responsabilidade de promover o desenvolvimento dos Serviços Partilhados em Saúde em Portugal. O objectivo é libertar as instituições prestadoras de serviços de saúde da gestão dos recursos de back-office, permitindo-lhes ganhos de eficiência e o enfoque na sua missão prioritária - a prestação de cuidados de saúde. Simultaneamente, a gestão e a negociação conjunta de serviços permite poupanças significativas às instituições de saúde e, desta forma, a todo o sector da Saúde. A este propósito, José Miguel Boquinhas, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, lembra que desde 2005 que os três hospitais que constituem o CHLO têm vindo a articular várias funções ao nível das áreas de suporte na área das compras com resultados assinaláveis, ao nível da poupanças alcançadas, da optimização dos recursos e do aumento da eficiência e da eficácia.. E conclui: É decididamente, uma experiência comprovada de como os Serviços Partilhados são um pilar fundamental na gestão dos hospitais. Esta unidade empresarial de Compras e Logística é a primeira de um conjunto de estruturas de Serviços Partilhados que estão a ser promovidas pelo SUCH, estando em fase de desenvolvimento Unidades de Serviços Partilhados nas áreas do backoffice financeiro (serviço de contabilidade partilhado) e dos recursos humanos (gestão de processamento de salários).

5 Serviços Partilhados: boas práticas internacionais orientam o seu desenvolvimento em Portugal O SUCH é uma pessoa colectiva de utilidade pública, fundada em 1966, que agrupa actualmente 104 Entidades do sector da Saúde e serve cerca de 1400 clientes, entre hospitais, centros de saúde, misericórdias e outras instituições prestadoras de cuidados de saúde. As áreas de negócio produtivas de intervenção do SUCH até à data - Gestão de Instalações e Equipamentos, Higiene e Ambiente e Alimentação têm-se desenvolvido numa óptica de Serviços Partilhados para os seus Associados e Clientes. Com a empresarialização de Unidades de Serviços Partilhados, o SUCH reforça o seu posicionamento face à sua Missão original: permitir aos Hospitais a libertação de serviços que não se inserem na sua função específica de prestação de cuidados de saúde. A análise de benchmarking internacional realizada pelo SUCH, com o apoio de consultoras internacionais com larga experiência na área, confirma a tendência crescente de Serviços Partilhados em Saúde, face aos desafios de modernidade e eficiência do sistema de Saúde. Os múltiplos casos já testados em sistemas de Saúde de diversos países e apresentados no Seminário Internacional sobre Serviços Partilhados em Saúde promovido pelo SUCH em Junho de 2006 confirmam os elevados benefícios, tangíveis e intangíveis, dos Serviços Partilhados. Nos 6 casos analisados, em 5 países (Estados Unidos, Reino Unido, Nova Zelândia, Espanha e Irlanda), as poupanças realizadas atingiram entre 10 e 20% dos custos iniciais, sendo que a recuperação do investimento foi alcançada em prazos inferiores a 4 anos. O incremento de escala e poder negocial, a normalização de processos, bens e serviços, e a informação de gestão associado, foram os factores que mais contribuíram para o bom desempenho das unidades de Serviços Partilhados.

6 Ao nível da aplicação das melhores práticas internacionais, a Deloitte tem sido um parceiro de referência desde o início deste processo. A propósito da escolha desta consultora como parceiro especializado, Luís Magalhães, Country Managing Partner e Presidente da Deloitte em Portugal, salienta que a Deloitte tem experiência comprovada em constituição de Serviços Partilhados, conhecimento do sector da Saúde e das melhores práticas internacionais, larga experiência em consultoria estratégica e referências no mercado nacional, e domínio do processo de Compras e Logística, acrescentando: Para a área específica das Compras e Logística, temos uma ampla experiência no desenvolvimento de Centros Partilhados em Portugal e possuímos experiência relevante no sector da Saúde e designadamente na reengenharia de processos na área do aprovisionamento. Luís Magalhães aponta os casos do Department of Health -UK Purchasing and Supply Agency(PASA), Canada Ontário Hospital, Castholic Health Partenrsm, Hospital Corporation of America. A Deloitte está ainda envolvida no desenvolvimento dos 5 projectos em curso de Collaborative Procurement Hubs no National Health System do Reino Unido. Para além da significativa poupança gerada pelo ACE, a empresarialização dos Serviços Partilhados aporta também benefícios não directamente quantificáveis, como a normalização e simplificação dos processos, uma informação de gestão fiável, organizada e agregada, a supressão de actividades sem valor acrescentado, o incremento da flexibilidade, do controlo e da monitorização dos processos e, naturalmente, a partilha das melhores práticas. Para mais informações, contactar: Gabinete de Comunicação e Imagem Tel.: Fax:

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