FACULDADE DE DIREITO MILTON CAMPOS A SUCESSÃO TRABALHISTA NA RECUPERAÇÃO JUDICIAL

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1 1 FACULDADE DE DIREITO MILTON CAMPOS A SUCESSÃO TRABALHISTA NA RECUPERAÇÃO JUDICIAL NOVA LIMA 2009

2 2 GABRIELA MASCARENHAS LASMAR A SUCESSÃO TRABALHISTA NA RECUPERAÇÃO JUDICIAL Dissertação apresentada ao Curso de Pós-Graduação Stricto Sensu da Faculdade de Direito Milton Campos, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Direito. Área de Concentração: Direito Empresarial Orientador: Prof. Dr. Vinícius José Marques Gontijo NOVA LIMA 2009

3 3 L 337 s LASMAR, Gabriela Mascarenhas A sucessão trabalhista na recuperação judicial / Gabriela Mascarenhas Lasmar Nova Lima: Faculdade de Direito Milton Campos / FDMC, f. enc. Orientador: Prof. Dr. Vinicius José Marques Gontijo Dissertação (Mestrado) Dissertação para obtenção do título de Mestre, área de concentração Direito empresarial junto à Faculdade de Direito Milton Campos. Bibliografia: f Recuperação Judicial. 2. Lei / Sucessão Trabalhista. 4. Inocorrência. Gontijo, Vinícius José Marques. II. Faculdade de Direito Milton Campos III. Título Ficha catalográfica elaborada por Emilce Maria Diniz CRB 6 / 1206 CDU :331(043)

4 4 Faculdade de Direito Milton Campos Mestrado em Direito Empresarial Dissertação intitulada A sucessão trabalhista na recuperação judicial, de autoria da mestranda GABRIELA MASCARENHAS LASMAR, para exame da banca constituída pelos seguintes professores: Prof. Dr. Vinícius José Marques Gontijo Orientador Prof. Dr. Prof. Dr. Nova Lima, outubro de Alameda da Serra, 61 Bairro Vila da Serra Nova Lima Cep Minas Gerais Brasil. Tel/fax (31)

5 3 Aos meus pais, por sempre estarem ao meu lado, incentivando meu crescimento pessoal e profissional.

6 4 AGRADECIMENTOS Aos meus pais, por sempre acreditarem em mim. Ao meu irmão, pelo seu exemplo de estudo e dedicação. À tia Flávia, pelo constante incentivo e por sua essencial ajuda nesse projeto. À tia Claudia, por sua carinhosa ajuda na finalização desse trabalho. A todos que contribuíram para a concretização desse trabalho.

7 5 Os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo. Ludwig Wittgenstein

8 6 RESUMO O presente trabalho versa sobre a sucessão trabalhista na recuperação judicial. Apesar da omissão do parágrafo único do artigo 60 da Lei /2005, discute-se se haverá ou não sucessão trabalhista na aquisição de estabelecimento do devedor; concluímos que não. Se houvesse a determinação de uma obrigatoriedade, ocorrência da sucessão trabalhista, a lei seria expressa nesse sentido. A recuperação judicial tem por finalidade a obtenção de recursos para que o devedor possa cumprir suas obrigações e continuar exercendo suas atividades, de acordo com os objetivos estipulados no artigo 47 da mencionada Lei. A recuperação judicial não importa apenas aos devedores e credores, mas cumpre função social ao atender aos interesses da sociedade como um todo, daí sua importância. Palavras-chave: Recuperação Judicial. Lei /2005. Sucessão Trabalhista. Inocorrência.

9 7 ABSTRACT The dissertation focuses on labour succession during judicial intervention. In spite of the dearth of provisions in the article 60 of the Bill /2005, there is an on-going discussion whether or not there will be labour succession s liability to the buyers of the debtor company when it is sold: we conclude that it will not. If that were to be the case, the Bill would explicitly state so. The judicial recovery has as its goal to create conditions to allow the debtor to comply with his/her obligations and keep running the business as stated in article 47 of the Bill. The importance of the provisions of the judicial recovery goes beyond the debtors and creditors it addresses. It has an important social role as it preserves the interests of the society as a whole. Key words: Judicial recovery. Bill /2005. Labour succession. It does t have.

10 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CONCEITO DE SUCESSÃO A sucessão no trespasse A sucessão tributária Da responsabilidade tributária A sucessão no direito empresarial A sucessão trabalhista Alguns institutos do direito civil e seus pontos de contato com a sucessão trabalhista Sucessão causa mortis e sucessão trabalhista Cessão de contratos e sucessão trabalhista Natureza jurídica Fundamentos técnico-legal Finalidade Exceções à regra da sucessão trabalhista Recuperação judicial ordinária de empresas Conceito de recuperação judicial Natureza jurídica da recuperação judicial Finalidade da recuperação judicial ELEMENTOS DE INTERPRETAÇÃO DA LEI Elemento gramatical ou literal Elemento lógico-sistemático Elemento histórico Elemento teleológico A interpretação quanto às fontes Interpretação legislativa Interpretação jurisprudencial Interpretação da doutrina Interpretação administrativa PRINCÍPIO PRO MERCATORE Teoria subjetiva Teoria objetiva Teoria subjetiva moderna Recuperação da empresa em juízo A FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA Conceituação de função social A função social da propriedade como manifestação Da atividade empresarial Propriedade: origem e conceito... 80

11 A propriedade na constituição da república de A função social da propriedade A função social da empresa e sua função social na recuperação judicial Conceito e base principiológica de função social da empresa A função social da empresa na recuperação judicial CONCLUSÕES REFERÊNCIAS ANEXO

12 10 1 INTRODUÇÃO A Lei n , publicada no dia 9 de fevereiro de 2005, reformulou o instituto da falência e extinguiu as concordatas, introduzindo a recuperação judicial e extrajudicial. A mencionada lei foi criada para acompanhar a nova tendência do Século XXI, trazendo novos mecanismos às sociedades empresariais e aos empresários, para superarem crises econômico-financeiras. A recuperação de um empresário ou de uma sociedade empresarial, com a manutenção de sua atividade e perpetuação de empregos, envolve múltiplos interesses: a) dos empregados; b) dos credores; c) das instituições financeiras, que lhes dão financiamento, atentas à segurança das garantias; d) da ordem social; e) do próprio credor. Para atender aos múltiplos interesses na continuidade, permanência e preservação da atividade do empresário, o juiz deverá estar atento ao preceito do artigo 5º da Lei de Introdução ao Código Civil: Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. O artigo 141, II, da Lei de Falências dispõe: Na alienação conjunta ou separada de ativos, inclusive da empresa ou de suas filiais, o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, inclusive as de natureza tributária, as derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidente do trabalho. O referido artigo 141 encontra-se inserido nas disposições que tratam da falência e não, da recuperação judicial. A Lei Complementar 118, de 9 de fevereiro de 2005, que tem como objetivo adequar a legislação tributária à Lei de Falências, introduziu três parágrafos ao artigo 133 do Código

13 11 Tributário Nacional, o qual trata da sucessão tributária do adquirente do fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e determinou que não há sucessão nas hipóteses de alienação judicial em processo de falência, nem mesmo de filial ou unidade produtiva isolada em processo de recuperação judicial. Todavia o parágrafo único do artigo 60 da Lei de Falência, que trata da recuperação judicial, é omisso quanto à sucessão do arrematante nas obrigações trabalhistas do devedor, bem como nas decorrentes de acidente do trabalho. A legislação deixa dúvidas quanto à sucessão trabalhista na alienação de bens do empresário em recuperação judicial. A omissão da lei sinaliza decisões divergentes quanto à sucessão trabalhista. Se considerada a sucessão trabalhista do adquirente de unidades da sociedade em recuperação, os empregados serão beneficiados, todavia essa situação poderá dificultar a alienação dos bens da sociedade, podendo tornar inviável a sua recuperação. Vários interessados deixarão de participar da alienação judicial, porque terão receio de assumir o passivo trabalhista da sociedade. Por outro lado, poderá implicar mitigação de direitos trabalhistas e mesmo da dinâmica hermenêutica justrabalhista. Para saber se há sucessão trabalhista do arrematante dos bens do devedor em recuperação judicial, serão abordadas as vantagens e desvantagens de uma possível sucessão, aliando a isso uma criteriosa análise das fontes do direito, dos vetores e métodos hermenêuticos. A importância do tema decorre das implicações da sucessão trabalhista na recuperação e manutenção da empresa e da impactação no Direito do Trabalho. A situação é nova, porque a lei é nova, e o tema até então foi pouco estudado pelos doutrinadores e citado pela jurisprudência. A pesquisa tem, ainda, por objetivo mostrar as diversas implicações da sucessão trabalhista na recuperação das sociedades. Considerando-se praticamente inexistentes as manifestações doutrinárias e jurisprudenciais acerca do tema e sua contemporaneidade, verifica-se que o trabalho que se pretende fazer será importante e útil. Tal fato indica a relevância do tema escolhido para a dissertação.

14 12 2 CONCEITO DE SUCESSÃO De acordo com o dicionário Aurélio (1999) 1, a palavra suceder vem do latim succedere que significa: vir depois ou acontecer depois. Diniz (2005) 2 define como: ter a posse do que pertencia ao seu antecessor; tomar o lugar. Para Pereira (1980) 3, a palavra suceder possui um sentido genérico de virem os fatos e fenômenos jurídicos uns depois dos outros (sub+cedere). Sucessão seria, então, a respectiva seqüência. Moraes Filho (1960) 4 também conceitua a palavra sucessão ao mencionar que: Sucessão vem diretamente do latim succesio, assim como o verbo suceder se origina de succedere. A raiz fundamental é cedere, com esta riqueza vocabular: cedere, cessum, ir, retirar-se, ceder, césio, onis, cessão, cessare, cessar; abs-cedere, afastarse, accedere, aproximar-se, accessus, ssio, acesso, antecedere, preceder, concedere, retirar-se, conceder, decere, ir-se, morrer, excedere, passar, precedere, preceder, succedere, vir sob, suceder, ter sucesso ou êxito. Em português, então, podemos alinhar aqui mais de duas dezenas de palavras baseadas na raiz cedere latina: ceder, cessão, cessar, abcesso, aceder, acesso, acessão, acessório, ancestral, antecedente, conceder, concessão, decesso, exceder, excesso, excessivo, preceder, proceder, processo, processão, suceder, sucesso, sucessão. É a mesma raiz do antecestor e do decease ingleses e do Prozess alemão. De Plácido e Silva (2009) 5 amplia os sentidos dados à palavra sucessão: [...] em sentido etimológico e amplo, sucessão, exprimindo uma relação de ordem, de continuidade, ou uma seqüência de fatos ou de coisas, define o que se segue, o que vem para colocar-se em lugar de qualquer outra coisa, ou o que vem em certa ordem, ou em certo tempo. Já na etimologia jurídica, mesmo genericamente, a sucessão conduz sentido de substituição, compreendendo-se a vinda de coisa ou de pessoa para colocar-se no lugar ou na posição ocupada por outra, investindo-se na mesma situação jurídica, que mantinha a outra coisa, ou a outra pessoa. Em relação às pessoas entende-se propriamente a substituição ativa dos titulares de direitos que se transmitem aos substitutos. Nesse particular, pois, a própria venda realiza uma sucessão, desde que por ela transmitem ao comprador os direitos que pertenciam ao vendedor. 1 SUCEDER. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, p SUCEDER. In: DINIZ, Maria Helena. Dicionário jurídico. 2. ed. São Paulo: Saraiva, v. 4. p PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de direito civil: direito das sucessões. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, v. 6. p MORAES FILHO, Evaristo. Sucessão nas obrigações e a teoria da empresa. Rio de Janeiro: Forense, v. 1. p SUCESSÃO. In: DE PLÁCIDO e Silva (1987). Vocabulário jurídico. Atualiz. por Nagib Slaibi Filho; Gláucia Carvalho. Rio de Janeiro: Forense, p

15 13 Na linguagem comercial, mesmo, é muito comum o emprego do vocábulo sucessão para exprimir o ato porque uma firma ou um comerciante, adquirindo todo acervo comercial de um estabelecimento ou negócio, substitui o seu dono anterior, continuando e mantendo negócios e relações anteriores. E, assim, sucessão pode definir-se como transmissão de bens e direitos de uma pessoa a outra, em virtude da qual esta última, assumindo a propriedade dos mesmos bens e direitos, pode usufruílos, dispô-los em seu próprio nome. Segundo Beviláquia (1997) 6, sucessão, em sentido geral e vulgar, é a sequência de fenômenos ou fatos que aparecem uns após outros, ora vinculados por uma relação de causa, ora conjuntos por outras relações. A correta compreensão do significado da palavra sucessão facilitará o entendimento do significado jurídico no direito em geral e, principalmente, no ramo do direito empresarial e do trabalho. É o que será abordado nos próximos tópicos. 2.1 A sucessão no trespasse A expressão trespasse foi consagrada na doutrina para se referir à cessão de estabelecimento, preferindo-se à transferência, alienação ou cessão (BARRETO FILHO, 1998) 7, embora o Código Civil não tenha adotado essa terminologia. O estabelecimento empresarial é o conjunto de bens ou elementos utilizados pelo empresário para a exploração da atividade econômica. É composto pelos bens corpóreos (estoque de mercadorias, imóveis, maquinário etc), incorpóreos (nome comercial, título do estabelecimento, ponto empresarial, tecnologia etc) e pelo aviamento, que é o valor acrescido ao conjunto de bens em razão da organização do empresário. Borges (1976) 8 define o aviamento como o grau de eficiência e qualidade que possui o estabelecimento de dar lucro. Em síntese, é uma resultante dos elementos organizados que compõem o estabelecimento, sendo um atributo necessário e essencial. Esses três elementos conjuntamente determinam o preço da alienação do estabelecimento. Logo, o estabelecimento é objeto de direito, integra o patrimônio do empresário e representa, também, uma forma de garantia para os seus credores. 6 BEVILÁQUIA, Clóvis. Direito das sucessões. Rio de Janeiro: Forense, p BARRETO FILHO, Oscar. Teoria do estabelecimento comercial. 2. ed. São Paulo: Saraiva, p BORGES, João Eunápio. Curso de direito comercial terrestre. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense: p. 195, 197.

16 14 Nesse sentido, a alienação do estabelecimento empresarial está sujeita à observância da legislação específica que foi criada para assegurar os interesses dos credores. O Código Civil admite que o estabelecimento pode ser objeto unitário de direitos e de negócios jurídicos, translativos ou constitutivos, que sejam compatíveis com a sua natureza (art do Código Civil). No entanto, o contrato que tenha por objeto a alienação, o usufruto ou arredamento do estabelecimento só produzirá efeitos quanto a terceiros depois de averbado à margem da inscrição do empresário, ou da sociedade empresária, no Registro Público de Empresas Mercantis e publicado na imprensa oficial (art do Código Civil). O próprio Código Civil faz uma limitação no que tange a alienação do estabelecimento quando não restarem bens suficientes ao alienante para solver o seu passivo. Nesse caso, a alienação do estabelecimento dependerá do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação (artigo do Código Civil). A Lei n /2005, Lei de Falências e Recuperação de Empresas, também impõe restrições à venda do estabelecimento empresarial, sob pena de ineficácia. Assim, a norma do artigo 66 estabelece que, após a distribuição do pedido de recuperação judicial, o devedor não poderá alienar ou onerar bens ou direitos de seu ativo permanente, salvo evidente utilidade reconhecida pelo juiz, depois de ouvido o Comitê, com exceção daqueles previamente relacionados no plano de recuperação judicial. Já o artigo 94 regulamenta as hipóteses em que o devedor terá a sua falência decretada caso tente burlar a legislação para não solver suas dívidas, como por exemplo, a do inciso III, letra d, simulando a transferência de seu principal estabelecimento com o objetivo de burlar a legislação ou fiscalização ou para prejudicar credor. Em relação à massa falida, são ineficazes os atos cujo contratante tenha ou não conhecimento do estado de crise econômico-financeira do devedor, seja ou não intenção deste fraudar credores quando ocorrer a venda ou transferência de estabelecimento feita sem o consentimento expresso ou o pagamento de todos os credores, a esse tempo existentes, não tendo restado ao devedor bens suficientes para solver o seu passivo, salvo se, no prazo de 30 (trinta) dias, não houver oposição dos credores, após serem devidamente notificados, judicialmente ou pelo oficial do registro de títulos e documentos (artigo 123, VI da Lei n /2005). É importante observar a finalidade da Lei de Falências e Recuperação Judicial que fixa, no seu artigo 75, os objetivos da falência. Deve-se fazer uma interpretação teleológica dessa lei. É preciso preocupar-se com a atividade, a empresa, a teoria é da conservação da

17 15 empresa. Não visa a proteger o empresário. Uma das formas de se obter a teoria da conservação da empresa é através da liquidação rápida de seus ativos, impedindo-se, assim, que seus bens e direitos se deteriorem. O artigo 140 regulamenta como ocorrerá a alienação dos ativos e deve ser interpretado conjuntamente com o princípio da conservação da empresa. O inciso I refere-se à venda de seus estabelecimentos em bloco ( porteira fechada ), o que é ideal para que a empresa possa continuar a desenvolver suas atividades. O inciso II trata da alienação de unidades produtivas, isto é, cada estabelecimento é vendido de porteira fechada, de maneira a preservar a empresa. O inciso III refere-se à alienação em bloco dos bens que integram cada um dos estabelecimentos do devedor, presumindo-se que quem for comprá-los montará um estabelecimento semelhante em outro ponto da federação. E, finalmente, o inciso IV diz respeito à alienação dos bens individualmente considerados, ou seja, já não mais será possível preservar a empresa. Por isso, essa foi a última opção dada pelo nosso legislador. A regra a ser observada será sempre o princípio da unidade do estabelecimento. Nesse sentido, pode-se mencionar o posicionamento de Negrão (2003) 9 : Incorretas serão as decisões judiciais que considerarem eficazes vendas separadas de linhas telefônicas, de direitos sobre marcas, de bens que compõem as instalações etc., principalmente ocorrendo às vésperas do pedido de falência. O entendimento no sentido de a lei apenas coibir a venda de todo conjunto de coisas corpóreas e incorpóreas, mas não em separado, leva a tornar inócuo o texto legal, bastando que o empresário, inescrupulosamente, faça as vendas de forma fracionada. Com o objetivo de evitar a fraude entre o alienante do estabelecimento e o adquirente, o Código Civil, em seu artigo 1.146, responsabiliza o adquirente pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, e o alienante responde, solidariamente, quanto aos créditos vencidos pelo prazo de um ano da publicação e, quanto aos outros, a partir da data do vencimento. O adquirente se sub-roga em todos os contratos estipulados para a exploração do estabelecimento, se não tiverem caráter pessoal. Nesse caso, podem os terceiros rescindir o contrato em noventa dias a contar da publicação da transferência se ocorrer justa causa, ressalvada, nesse caso, a responsabilidade do alienante (artigo do Código Civil). O artigo do Código Civil prevê que os créditos referentes ao estabelecimento transferido produzirão efeito em relação aos respectivos devedores desde o momento da 9 NEGRÃO, Ricardo. Manual de direito comercial de empresa. São Paulo: Saraiva, v.1. p. 79.

18 16 publicação da transferência. No entanto, ressalva-se a hipótese em que o devedor realiza o pagamento de boa-fé ao cedente, exonerando-se da dívida 1. Finalmente, destaca-se que a Lei Civil prescreveu que, não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente nos 5 (cinco) anos subsequentes à transferência, (cláusula de não restabelecimento), ou seja, não poderá restabelecer-se em idêntico ramo de atividade empresarial, concorrendo com o adquirente, salvo se devidamente autorizado em contrato. Importante mencionar que o estabelecimento, além da alienação, pode ser objeto de usufruto e arredamento. 2.2 A sucessão tributária O Código Tributário Nacional regulamenta a responsabilidade tributária dos sucessores em seu capítulo V, na seção II nos artigos 129 a 133. O instituto jurídico da sucessão é caracterizado quando ocorre a transferência de direitos e obrigações. É importante ressaltar que a figura do sucessor é inconfundível com a dos demais sujeitos passivos da obrigação tributária, nos dizeres de Denari (1973) 10, que complementa: Não sendo titular do fato gerador, ou seja, partícipe do evento econômico que deu causa ao nascimento da obrigação tributária, não se equipara ao contribuinte. Tampouco ao substituto, porque não ocupa o lugar do contribuinte na relação tributária. Demais disso, é de se observar, pode ocorrer sucessão na própria substituição tributária (sucessor do substituto). De todo modo, subrogando-se nos direitos e obrigações do contribuinte ou do substituto, vincula-se-lhes por nexo causal, experimentando, assim, a eficácia reflexa da obrigação tributária. Equipara-se, neste aspecto, ao responsável, acrescentando-se que ambos são solidários com o contribuinte, pois respondem conjuntamente com este pela satisfação do débito fiscal. Chama-se a atenção para o fato de que a responsabilidade do sucessor deriva, invariavelmente, de sua vinculação ao contribuinte. Porém, jamais participa do fato gerador. 1 Artigo 290 do Código civil: A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão feita. 10 DENARI, Zelmo. Elementos de direito tributário. São Paulo: Juriscrédi, p. 258.

19 17 Contrariamente é o que ocorre com o responsável, que pode, excepcionalmente, ser partícipe do pressuposto fático (DENARI, 1973) 11. No Direito Tributário, existem quatro espécies de sucessão (DENARI, 1973) 12 : a) Sucessão imobiliária: resultante da compra e venda de bens imóveis, subrogando-se o adquirente os direitos e obrigações do transmitente; b) Sucessão comercial: decorrente da aquisição de fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional; c) Sucessão causa mortis: decorrente do falecimento, sub-rogando-se o espólio os direitos e obrigações do de cujus; d) Sucessão falimentar: quando ocorre a falência do empresário, sub-rogandose a massa falida os direitos e obrigações do falido. O artigo 129 do Código Tributário Nacional regulamenta a regra da responsabilidade dos sucessores pelos tributos: O disposto nesta Seção aplica-se por igual aos créditos tributários definitivamente constituídos ou em curso de constituição à data dos atos nela referidos, e aos constituídos posteriormente aos mesmos atos, desde que relativos a obrigações tributárias surgidas até a referida data. Logo, pode-se afirmar que, na sucessão, independentemente de qual seja das mencionadas acima, o sucessor responde pelos tributos devidos pelo antecessor, quer o lançamento (constituição do crédito tributário) tenha se efetivado antes ou depois do ato da sucessão, desde que seja relativo a obrigações tributárias ocorridas até esta data (DENARI, 1973) 13. No caso do artigo 130 do Código Tributário Nacional, de acordo com o entendimento de Carvalho (2007) 14 : o único motivo que justifica sua desconfortável situação de responsável é não ter curado de saber, ao tempo da aquisição, do regular pagamento de tributos devidos pelo alienante até a data do negócio. E ainda acrescenta que: por descumprir esse dever, embutido na proclamação de sua responsabilidade, é que se vê posto na contingência de pagar certa quantia. 11 DENARI, Zelom. Elementos de direito tributário. São Paulo: Juriscrédi, p DENARI, op. cit. p Id p CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito tributário. 19. ed. São Paulo: Saraiva, p. 354.

20 18 No artigo 131 do Código Tributário Nacional, tem-se a responsabilidade pessoal. Nos três incisos, pressupõe a lei um dever de cooperação para que as prestações tributárias venham a ser satisfeitas. Em caso contrário, atua a sanção que, por decisão política do legislador, é estipulada no valor da dívida tributária, e seu pagamento tem a virtude de extinguir aquela primeira relação, conforme esclarecimento de Carvalho (2007) 15. O mesmo raciocínio é aplicado para os casos de fusão, transformação e incorporação. E, para o artigo 133 do Código Tributário Nacional, também foi aplicado o mesmo mecanismo implícito de forçar a regularização do débito antes da operação, ou de assumir o ônus na qualidade de responsável, embora a situação descrita seja diferente das anteriores mencionadas. Nesse sentido, pode-se concluir que o que irá regular o conjunto de obrigações transferidas para o sucessor é o fato gerador. As obrigações tributárias originárias de fatos geradores já ocorridos ao tempo da sucessão passam para a responsabilidade do sucessor, ainda que o crédito tributário não tenha sido composto (FARIA, 2007) Da responsabilidade tributária No Direito Tributário, em que o crédito fiscal também é dotado de privilégio, a abordagem do instituto sucessório tem uma coloração extensiva da responsabilidade dos envolvidos na operação da sucessão (SENA, 2000) 17. Segundo Moraes (1994) 18, a responsabilidade tributária por sucessão é: A sucessão ocorre diante da transmissão e aquisição de direitos e obrigações sem interrupção da relação jurídica. Haverá responsabilidade tributária por sucessão quando uma pessoa se torna obrigada por débito tributário não satisfeito, diante de uma relação jurídica que passa do predecessor ao adquirente do direito. Na responsabilidade tributária por sucessão, o sujeito passivo tributário da obrigação originária é substituído (perde o lugar) por outra pessoa, que lhe é sucessora. O sucessor, seja por mortis causa ou inter vivos, assim, responde pela dívida tributária do sucedido, vinculando-se, como responsável, à data da ocorrência da sucessão. 15 CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito tributário. 19. ed. São Paulo: Saraiva, p FARIA, Luiz Alberto Gurgel de. Código tributário nacional comentado. 4. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, p SENA, Adriana Goulart de. A nova caracterização da sucessão trabalhista. São Paulo: LTr, p MORAES, Bernardo Ribeiro. Compêndio de direito tributário. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense, v. 2. p. 510.

21 19 No âmbito do Direito Tributário e do Direito Trabalhista, não interessa se a relação jurídica se iniciou com o antigo titular. A finalidade do ordenamento jurídico é assegurar a continuidade das relações jurídicas até a satisfação integral dos interesses dos envolvidos ou pelo menos buscar uma eventual responsabilização dos sujeitos que participaram daquela relação jurídica. O Código Tributário Nacional trata da responsabilidade dos sucessores em seus artigos 129 a 133. Uma questão polêmica que tem gerado dúvidas em relação ao tema da sucessão é a sucessão trabalhista na recuperação judicial. Com o intuito de adaptar o Código Tributário Nacional à disciplina da lei que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária (Lei n , de 09 de fevereiro de 2005), a Lei Complementar 118, de 09 de fevereiro de 2005, introduziu novas modificações no CTN, com o objetivo de se adequar à nova legislação falimentar. O artigo 133 do Código Tributário Nacional dispõe que: A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até a data do ato: I-integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II-subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou iniciar dentro de 6 (seis) meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ramo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. 1º O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial ( 1º acrescentado pela LC 118/2005): I - em processo de falência; II - de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial. 2º Não se aplica o disposto no 1º deste artigo quando o adquirente for ( 2º acrescentado pela LC 118/2005): I-sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial; II-parente, em linha reta ou colateral até o 4º (quarto) grau, consangüíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou III-identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária. 3º Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário ( 3º acrescentado pela LC 118/2005).

22 20 A regra geral estabelece que haverá a responsabilidade tributária por sucessão nos casos em que uma pessoa, natural ou jurídica, adquire de outra fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, dando continuidade à exploração da atividade empresarial. As expressões fundo de comércio ou estabelecimento comercial são entendidas pela doutrina como expressões sinônimas 2, consistindo em um conjunto de bens corpóreos e incorpóreos, reunidos pelo empresário para o desenvolvimento de sua atividade empresarial. De acordo com o Código Civil em seu artigo 1.142: considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária. Faria (2007) 19 observa que: Considerando que a nova Lei de Falências, em seus arts. 60 e 141, prevê a alienação dos bens ali indicados sem que haja sucessão tributária pelo adquirente, excepcionam-se da regra contida no caput as alienações judiciais de filial ou de unidade produtiva isolada em recuperação judicial, bem como aquelas ocorridas no processo de falência, de modo que, nestas hipóteses, o comprador não responderá pelos tributos ( 1º). A exclusão não se aplica nas situações descritas no 2º, todas reveladoras da prática de alienação fraudulenta. As inovações são importantes para sistematizar melhor o processo de falência e de recuperação judicial, oferecendo possibilidade efetivas de venda de bens para pagamento dos credores, sem insegurança sobre o quesito pertinente à responsabilidade tributária. De toda forma, a LC 118/2005 não deixou descurada a questão dos tributos, pois o produto da alienação permanecerá em conta de depósito judicial pelo prazo de um ano, somente podendo ser utilizado para pagamento de créditos extraconcursais (ver art. 84, Lei n /2005) ou outros que preferem ao tributário ( 3º do art. 133 do CTN). Conclui-se que o artigo 133, 3º do Código Tributário Nacional, menciona que o erário terá o prazo de um ano para levantar o crédito. Objetiva, assim, garantir, ao máximo, a quitação dos débitos. Se, durante esse lapso temporal, a unidade produtiva, a própria empresa ou a filial forem vendidas, o produto de sua venda permanecerá em juízo por um ano e somente poderá ser utilizado para pagar créditos extraconcursais, definidos no art. 84 da Lei n /2005, ou os que tenham preferência maior que o crédito tributário. Findo esse prazo, começa-se a pagar aos credores que sucedem à fazenda pública. Na hipótese de após o 2 REQUIÂO, Rubens, em seu livro: curso de direito comercial, v. 1, p. 44, diz que na nomenclatura jurídica usada pelos nossos autores, aplicam-se, comumente, as expressões fundo de comércio, por influência dos escritores franceses (fonds de commerce) e azienda, por inspiração dos juristas italianaos, como sinônimas de estabelecimento comercial. Usaremos, pois indistamente os três vocábulos. 19 FARIA, Luiz Alberto Gurgel de. Código tributário nacional comentado. 4. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, p. 638.

23 21 período estipulado pela lei, um ano, surgir algum crédito pertencente ao tesouro público, o processo será paralisado, e o pagamento efetuado, caso haja dinheiro disponível. Posteriormente, retorna-se de onde estava. Se não houver dinheiro, o tesouro público ficará sem receber. Finalmente, destaca-se que o administrador judicial é co-responsável com a massa falida (artigo 134, V do Código Tributário Nacional) pelo prazo de um ano a partir da venda dos bens (artigo 133, 3º do Código Tributário Nacional). Com o objetivo de acompanhar as mudanças legislativas e sociais, o Supremo Tribunal Federal vem decidindo no sentido de incentivar o processo de recuperação judicial da empresa. O recurso especial de nº SC 3, apontou a tendência da doutrina e da legislação tributária em favorecer que as empresas em recuperação judicial possam aderir ao programa de parcelamento de débitos fiscais, devido à importância social que exercem (MACHADO, 2005) 20 : Ocorre que as disposições do Código Tributário Nacional, interpretadas à luz do princípio da capacidade contributiva, conduzem-nos à inexorável conclusão de que o deferimento da recuperação judicial implica, automaticamente, o surgimento do direito ao parcelamento dos créditos tributários. Realmente, nos termos do 3º do art. 155-A, decorrente da Lei Complementar 118/05, tem-se que lei específica disporá sobre as condições de parcelamento dos créditos tributários do devedor em recuperação judicial e se harmoniza, especialmente, com a Constituição Federal que determina seja o tributo cobrado em atenção ao princípio da capacidade contributiva. Devido à importância social da empresa na sociedade e o impacto econômico que exerce, o Supremo Tribunal Federal 4, mesmo no procedimento falimentar, vem estimulando a continuidade da atividade produtiva: 3 Recurso Especial nº SC ( 2006/ ). Site certificado - DJ: 19/02/2009. Ementa: Tributário. Programa de parcelamento de débitos junto à receita federal. Lei n /03. Obrigações do requerente. Empresa sob regime falimentar. Pedido administrativo de adesão. Negado. Art. 38, 11 da Lei n /91. Regra geral. Inexistência de disposição específica. Art. 111 e A do CTN. Princípio da preservação e recuperação econômica da empresa. Aplicabilidade. Superveniência da nova Lei de falências. Art. 6º, 7º da Lei n /05. Alegada violação do art. 535 do CPC. Inocorrência. Ministro relator: Luiz Fux. Consulta no dia: 27 de julho de Disponível em: <http://www.stf.jus.br>. Acesso em: 19 jan MACHADO, Hugo de Brito. Divida tributária e recuperação judicial da empresa. São Paulo, Revista Dialética de Direito Tributário, v.120, p.76-77, set Recurso Especial nº SC (2006/ ). Site certificado - DJ: 19/02/2009. Ementa: Tributário. Programa de parcelamento de débitos junto à receita federal. Lei n /03. Obrigações do requerente. Empresa sob regime falimentar. Pedido administrativo de adesão. Negado. Art. 38, 11 da Lei n /91. Regra geral. Inexistência de disposição específica. Art. 111 e A do CTN. Princípio da preservação e recuperação econômica da empresa. Aplicabilidade. Superveniência da nova Lei de falências. Art. 6º, 7º da Lei n /05. Alegada violação do art. 535 do CPC. Inocorrência. Ministro Relator: Luiz Fux. Disponível em: <http://www.stf.jus.br>. Acesso em: 27 jun

24 22 A tendência da atual doutrina e legislação brasileiras sobre regime falimentar das empresas, especialmente o art. 6º, 7º da Lei n. n /05, a Lei complementar n. 118/05 e a Medida Provisória n. 449 de , orientase no sentido de viabilizar que as empresas, ainda que estejam em situação falimentar, devem ter garantido seu direito ao acesso aos planos de parcelamento fiscal, no sentido de manterem seu ciclo produtivo, os empregos gerados, a satisfação de interesses econômicos e consumo da comunidade. Verifica-se, portanto, a preocupação em incentivar a perpetuação da atividade empresarial. A retirada de uma empresa do mercado provoca uma série de consequências irreparáveis não só aos trabalhadores e aos seus dependentes, como também faz com que outros serviços deixem de ser consumidos devido à falta de renda, gerando, assim, um processo de retração na economia, seja local ou até mesmo nacional. É por isso que todos os ramos do Direito são interligados. O empresarial é dependente das regras tanto do Direito Tributário quanto do Trabalhista. Daí a importância de mencionálos neste trabalho. 2.3 A sucessão no direito empresarial O Direito empresarial é o ramo do direito que visa à proteção do empresário. Por isso, jamais se pode olvidar que o objetivo fundamental de uma empresa é gerar lucro. Quando isso não for mais possível, uma das possibilidades dada ao empresário será o pedido de recuperação judicial, que visa à tentativa de superação da crise econômica do devedor e, consequentemente, o de preservar a empresa e estimular a continuidade das atividades econômicas. A outra opção é o pedido falimentar. Apesar de a falência proteger os credores e seus créditos, não beneficia a sociedade como um todo, a qual necessita da atividade produtiva para o seu desenvolvimento. Com o passar do tempo, as relações comerciais vêm se tornado cada vez mais complexas. Por isso, nas palavras de Bulgarelli (1999) 21, nos quadros concentracionistas, a fusão e a incorporação tomaram um novo sentido, não em si mesmas, como integração societária, mas pelas causas e objetivos visados e, consequentemente, por seus efeitos. E, 21 BULGARELLI,Waldiriro. Fusões, incorporações e cisões de sociedades. 4. ed. São Paulo: Atlas, p. 26.

25 23 acrescenta ( BULGARELLI, 1999) 22 que, antes, o fenômeno ocorria sob o aspecto econômico em que a incorporação surgia, como uma verdadeira absorção da mais fraca pela mais forte; enquanto, hoje, dá - se também por causas variadas, entre elas a concentração diagonal ou conglomerado, as de natureza fiscal, ou então para subtraírem-se às leis contra o abuso do poder econômico, o que acaba por modificar a concepção simplista de outrora, de que constituía sempre um fenômeno de crescimento de empresa. Para se ajustar à nova realidade empresarial, a Lei de Falências e Recuperação Judicial estabeleceu, em seu artigo 50, meios de recuperação do devedor. Como por exemplo, permitiu ao devedor não apenas ter uma maior flexibilidade de prazos e condições especiais para o pagamento das obrigações vencidas ou vincendas, mas também e especialmente, concedeu a possibilidade de se utilizarem outros mecanismos para efetiva recuperação da empresa, a exemplo da cisão, incorporação, fusão e transformação de sociedade, dentre outras, como meio de recuperação judicial, observada a legislação pertinente de cada caso. O objetivo da lei foi dar ao empresário liberdade na gestão de seus negócios. Assim, não houve limitação na estratégia a ser adotada pela empresa e seus credores. Tudo dependerá, exclusivamente, da visão empresarial das partes. Na recuperação judicial, o devedor apresenta diretamente ao judiciário um plano de recuperação, demonstrando um diagnóstico da situação financeira da empresa e sua proposta para a renegociação das dívidas, inclusive as trabalhistas e tributárias. Caso seja necessário, mencionará se haverá cisão, transformação, incorporação etc. Como essas consistem em meios importantes de recuperação judicial, serão mencionadas a seguir. A Lei das Sociedades por Ações disciplina os institutos jurídicos da transformação, incorporação, fusão e cisão, embora, atualmente, também seja aplicada para os demais tipos societários. O Código Civil também regulamenta tais figuras jurídicas nos artigos a 1.122, exceto a cisão, pois em que pese o título, os artigos da lei foram esquecidos. O artigo 220 da Lei n , Sociedade por ações, conceitua o que é transformação: A transformação é a operação pela qual a sociedade passa, independentemente de dissolução e liquidação, de um tipo para outro. Corrêa-Lima (2003) 23 explica o que seja transformação: é como se a empresa mudasse de roupa. A mesma empresa, que adotava uma forma (um tipo) passa a adotar outra. A empresa constituída sob a forma de sociedade 22 BULGARELLI,Waldiriro. Fusões, incorporações e cisões de sociedades. 4. ed. São Paulo: Atlas, p CORRÊA LIMA, Osmar Brina. Sociedade anônima. 2. ed. Belo Horizonte: Del Rey, p

26 24 anônima transforma-se em sociedade por cotas, de responsabilidade limitada, ou vice-versa. Com a transformação, a empresa muda de forma independentemente de dissolução e liquidação. Consequentemente, muda de forma sem se extinguir. Quando o código civil atribui personalidade jurídica às sociedades, ele enxerga a casca, a fôrma ou a forma: sociedade anônima, sociedade por cotas, de responsabilidade limitada etc. Mas a verdadeira pessoa jurídica, viva e material, acha-se enquadrada escondida por detrás dessas expressões. O corpo e o espírito da sociedade empresarial continuam os mesmos, quer a chamemos de companhia, de sociedade em comandita simples, ou seja lá o que for. Por detrás do rótulo e atrás da firma ou da denominação vamos encontrar, pulsando, a empresa, entidade econômica de capital e trabalho, organizada para a produção ou a circulação de bens e de serviços. Quando ocorre a transformação em uma companhia, não ocorre a extinção da personalidade jurídica e sim, apenas mera alteração da condição jurídica, do tipo societário. Presente a alterabilidade estrututral, entretanto mantidos os vínculos, as relações jurídicas, os contratos de trabalho, os direitos adquiridos dos empregados continuam intactos, arts. 221 e 222 da Lei n /76 e artigos 10 e 448 da CLT (SENA, 2000) 24. A empresa expressa a atividade econômica a ser desenvolvida pela sociedade, mas, não se confunde com a sociedade, que é criação do direito. Entretanto, nos dizeres de Sena (2000) 25, é geralmente através da sociedade que a empresa se exerce, o que faz com que o fenômeno puramente econômico da concentração gere relevantes efeitos no universo jurídico. E ainda salienta que (SENA, 2000) 26 : Por ser uma realidade econômica, a empresa não é e nem pode ser uma realidade estática, cristalizando-se em formas jurídicas definitivas e imutáveis. Os interesses dos sócios podem destoar no tempo, exigindo novos posicionamentos, nova composição social. Por outro lado, a realidade econômica e as transformações constantes verificadas no cenário de atividade da própria empresa determinam-lhe frequentemente a urgência de reestruturar-se para continuar em suas ações de forma satisfatória e, às vezes, como forma de permanecer viável. O fenômeno da incorporação significa etimologicamente ação ou efeito de incorporar, juntar num só corpo, unir, adicionar, no que não se distanciaria de fusão, que também significa reunião, aliança, mistura (ALMEIDA, 1999) 27. No entanto, o artigo 227 da Lei de Sociedades Anônimas conceitua a incorporação como: [...] é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhe sucede em todos os direitos e obrigações. 24 SENA, Adriana Goulart de. A nova caracterização da sucessão trabalhista. São Paulo: LTr, p SENA, op.cit., p id p ALMEIDA, Amador Paes de. Manual das sociedades comerciais. 11. ed. São Paulo: Saraiva, p. 58.

27 25 Não nasce uma nova sociedade, a incorporadora apenas absorve uma ou mais sociedades que se extinguem, como também assume todas as obrigações das sociedades incorporadas. A incorporação e a fusão representam fenômenos observados a partir da Revolução Industrial os quais vêm sendo chamados de concentração empresarial (SENA, 2000) 28. Amador Paes de Almeida ressalta que a incorporação é, antes de tudo, um fenômeno do capitalismo moderno consubstanciado, essencialmente, um processo gradativo e inexorável de absorção de pequenas e médias empresas por grupos econômicos ou multinacionais (ALMEIDA, 1999) 29. Em relação a direitos de terceiros, a incorporação não prejudicará os credores das sociedades. Como resultado da incorporação, todos os direitos e obrigações da sociedade incorporada passarão a ser direitos e obrigações da sociedade incorporadora (MAMEDE, 2004). 30 Outro instituto jurídico de modificação de uma sociedade é a fusão. A Lei n /76, em seu artigo 228, define o que seja fusão: a fusão é a operação pela qual se unem duas ou mais sociedades para formar sociedade nova, que lhe sucederá em todos os direitos e obrigações. É também uma forma de extinção da companhia, artigo 219 da Lei de Sociedade por Ações. É importante mencionar que não há possibilidade de se confundir o conceito de fusão com os chamados grupos de empresas ou sociedades coligadas (trust, holding, cartel), pelo fato de que, nesta hipótese, cada sociedade mantém sua autonomia jurídica, enquanto conectadas por interesses econômicos. Bulgarelli (1999) 31 esclarece a diferença entre fusão e incorporação: [...] a fusão de várias sociedades pode realizar-se mediante a constituição de nova sociedade, o que significa que, no caso de incorporação, a extinção da sociedade e a transferência de seu patrimônio acarretam apenas a sua transformação. Assim como na incorporação e na transformação, a fusão não resultará prejuízos para terceiros, pois a nova sociedade que nasce da fusão será responsável pelas obrigações 28 SENA, Adriana Goulart de. A nova caracterização da sucessão trabalhista. São Paulo: LTr, p ALMEIDA, Amador Paes de. Manual das sociedades comerciais. 11. ed. ver. e atual. São Paulo: Saraiva, p MAMEDE, Gladston. Direito empresarial: direito societário; sociedade simples e empresáriais. São Paulo: Atlas, v. 2. p BULGARELLI,Waldiriro. Fusões, incorporações e cisões de sociedades. 4. ed. São Paulo: Atlas, p. 75.

28 26 contraídas pelas sociedades desaparecidas. Ressalta-se que a fusão é uma das hipóteses de sucessão no Direito Empresarial, assim como no Direito do Trabalho. Uma vez ocorrida a reorganização societária com a fusão de duas ou mais sociedades, os vínculos serão mantidos: as relações jurídicas, os contratos de trabalho, os direitos adquiridos dos empregados, artigos 10 e 448 da CLT e artigo 228 da Lei n /76. Outro instituto jurídico de sucessão no Direito Empresarial é o da cisão. O seu conceito é assim definido por Carvalhosa (2002) 32 : A cisão constitui negócio plurilateral, que tem como finalidade a separação do patrimônio social em parcelas para a constituição ou integração destas em sociedades novas ou existentes. Do negócio resulta ou não a extinção da sociedade cindida. O instituto jurídico da cisão é definido no artigo 229 da Lei n /76: A cisão é a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedade, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo o seu patrimônio, ou dividindo-se o seu capital, se parcial a versão. De acordo com a interpretação dada a esse dispositivo, apresentam-se dois tipos de cisão: a primeira, que será total, quando ocorrer a transferência de todo o patrimônio da sociedade cindida. E a segunda, que será parcial, quando apenas uma parte da divisão do patrimônio for destinada à outra sociedade, permanecendo parcela em mãos da sociedade cindida. Portanto, há cisões com permanência da sociedade cindida, uma vez que conservará parte do patrimônio que lhe foi destinado, e cisões com extinção da sociedade cindida (cisão total), isto é, que se extinguirá por completo. A cisão é um fenômeno do Direito Empresarial, porém poderá ocorrer não somente entre as sociedades anônimas, mas também entre sociedades de tipos diferentes, consoante o artigo 223, caput, da Lei de Sociedades por Ações. É uma figura jurídica que estabelece, para cada espécie distinta, os direitos dos credores, respeitando-os. De acordo com o entendimento de Almeida (1999) 33 : 32 CARVALHOSA, Modesto. Comentários à Lei de sociedades anônimas. 3. ed. São Paulo: Saraiva, v. 4. p ALMEIDA, Amador Paes de. Manual das sociedades comerciais. 11. ed. São Paulo: Saraiva, p. 64.

29 27 Assim, se se tratar de cisão total, com a conseqüente extinção da sociedade cindida, as sociedades que absorvem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da companhia extinta. Em se tratando de cisão parcial, hipótese em que a sociedade cindida subsiste, tanto esta quanto as que absorvem parte de seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira, anteriores à cisão. Carvalhosa (2002) 34 complementa esse entendimento ao esclarecer que, no caso de cisão parcial, poderá ser estipulado, no protocolo, que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio responderão apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre elas ou com a companhia cindida. Os direitos dos credores na cisão são regulamentados pelo artigo 233 da Lei de sociedades anônimas: Na cisão com extinção da companhia cindida, as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da companhia extinta. A companhia cindida que subsistir e as que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelas obrigações da primeira anteriores à cisão. Parágrafo único. O ato de cisão parcial poderá estipular que as sociedades que absorverem parcelas do patrimônio da companhia cindida serão responsáveis apenas pelas obrigações que lhes forem transferidas, sem solidariedade entre si ou com a companhia cindida, mas, nesse caso, qualquer credor anterior poderá se opor à estipulação, em relação ao seu crédito, desde que notifique a sociedade no prazo de noventa dias a contar da data da publicação dos atos da cisão. Ressalte-se que os credores têm, na cisão parcial, tratamento distinto daquele dos credores na incorporação e na fusão (CARVALHOSA, 2002) 35. E a solidariedade na cisão total é baseada na dispersão do patrimônio, que, por isso, enfraquece, podendo cada parcela sua ter vocação diversa, na medida em que uma das sociedades beneficiárias prospere e a outra não o faça (CARVALHOSA, 2002) 36. Modesto Carvalhosa ainda acrescenta, no que diz respeito à cisão total, que a lei impõe a solidariedade entre todas as novas ou existentes sociedades, beneficiárias do negócio reorganizativo. Assim, na cisão total ocorre, necessariamente, a sucessão e a solidariedade. O instituto jurídico da cisão é uma das hipóteses jurídicas sucessórias do Direito Empresarial, assim como do Direito do Trabalho. A causa da cisão tem como objetivo a perpetuação da empresa. Assim, pode-se dizer, de acordo com Carvalhosa (2002) 37 : 34 CARVALHOSA, Modesto. Comentários à Lei de sociedades anônimas. 3. ed. São Paulo: Saraiva, v. 4. p CARVALHOSA, op. cit id p id p. 303.

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