Polêmicas sobre cognição, linguagem e discurso na construção da realidade

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1 Polêmicas sobre cognição, linguagem e discurso na construção da realidade José Provetti Junior ( UNIOESTE) Daniel Salésio Vandresen (UNIOESTE) Amilcar Machado Profeta Filho * (UFPB/UEM) 382 RESUMO O artigo pretende investigar os conceitos de cognição e linguagem, buscando entender suas conexões com o discurso e a construção da realidade. No que diz respeito a questão da linguagem, Wittgenstein e Rorty serviram de base para entender as implicações das abordagens que fazem da linguagem no que se refere às raízes linguísticas, as possibilidades do conhecimento e suas limitações. Outros pensadores como Michel Foucault e Mikhail Bakhtin serviram de aporte teórico porque criticaram, debateram, reinventaram e revolucionaram as formas de analisar o discurso enquanto construção da realidade. Palavras-chave: Linguagem, Cognição, Discurso, Filosofia da Mente, Teoria do Conhecimento. ABSTRACT Polemics on cognition, language and discourse in constructing reality * José Provetti Junior Mestrando em Filosofia Moderna e Contemporânea pelo Programa de Pósgraduação em Filosofia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, campus Toledo/ PR, mestre em Cognição e Linguagem pela Universidade Estadual do Norte Fluminense Professor Darcy Ribeiro UENF/ RJ, especialista em História, Arte e Cultura pela Universidade Estadual de Ponta Grossa UEPG/ PR, especialista em Saúde para Professores dos Ensinos Fundamental e Médio pela Universidade Federal do Paraná UFPR/ PR, graduado e licenciado em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro UERJ/ RJ, graduando em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá UEM/ PR, pesquisador e professor do Núcleo de Estudos da Antiguidade NEA UERJ, estudante no Grupo de Estudos Karl Popper UNIOESTE/ PR, no campus Toledo, membro da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos SBEC, (atua como professor de Filosofia na Secretaria de Estado da Educação do Paraná SEED/ PR, no Núcleo Regional de Educação 28 Umuarama/ PR como professor PSS, professor de Filosofia do Instituto Federal do Paraná IFPR, campus de Assis Chateaubriand), parecerista da Revista Espaço Acadêmico da UEM, autor de alguns artigos publicados em periódicos nacionais e autor do livro A alma na Hélade: a origem da subjetividade Ocidental (2011). Endereço eletrônico: Daniel Salésio Vandresen é mestre em Filosofia pela UNIOESTE, especialista em História do Brasil pela UNIPAR e graduado em Filosofia pela FEBE. É professor de Filosofia do( Instituto Federal do Paraná, na cidade de Assis Chateaubriand) e Coordenador do curso Técnico em Orientação Comunitária. Contato: Amilcar Machado Profeta Filho é mestre em Linguística pela UFPB, especialista em História Econômica pela UEM e graduado em História pela UEM. É professor de História do (Instituto Federal do Paraná na cidade de Assis Chateaubriand) e Coordenador do curso Técnico Integrado de Informática. Contato:

2 The article investigates the concepts of "cognition" and "language", seeking to understand their connections with the discourse and the construction of reality. Regarding the question of language, Wittgenstein and Rorty served as the basis for understanding the implications of the approaches that make the language in relation to linguistic roots, the possibilities and limitations of knowledge. Other thinkers like Michel Foucault and Mikhail Bakhtin served as a theoretical because criticized, discussed, reinvented and revolutionized the ways of analyzing the discourse as a construction of reality. 383 KEY WORDS: Language, Cognition, Discourse, Philosophy of Mind, Theory of Knowledge Fazer uma relação entre cognição, linguagem e discurso pode soar como algo pretensioso. Entretanto, o presente artigo levanta questões polêmicas que permeiam estes temas no sentido de colaborar para um debate acadêmico que tende se reformular, que tenta buscar respostas, ou provocar indagações e críticas. Sabe-se que no decorrer do processo histórico a evolução humana ocorreu, principalmente, devido o aprimoramento dos sistemas de comunicação. Na polêmica transição entre pré-história e história ocorre a invenção da escrita (4.000 a.c a.c.), um avanço na linguagem humana em seus códigos e signos. Com a formação das grandes civilizações, existiu a necessidade de organizar a oralidade, a retórica, que foram estudadas em Liceus na Grécia e Roma antigas. Com o avanço da história, os processos de inter-relação entre os homens acabam se tornando mais complexos. As culturas se transformam. Os conceitos e paradigmas mudam. A língua se modifica. Observa-se que com a formação dos Estados-Nacionais a partir da Idade Moderna as línguas vernáculas são consolidadas. O inglês, o espanhol, o francês, o português, entre outras. Neste momento, surgiram o Renascimento Cultural no séc. XVI, e seu desdobramento, o Iluminismo do séc. XVIII. Pensadores modernos influenciaram uma sociedade burguesa em formação. Os séculos XIX e XX comprovaram inúmeros avanços científicos e tecnológicos. Mais uma vez os homens aprimoraram as formas de se comunicar, de se interagir, talvez pressionados por um capitalismo global que resultou em processos de dominação de uma língua sobre a outra, como é o exemplo da língua inglesa. Levando em consideração todas estas transformações, unidas aos aspectos ideológicos, culturais, cognitivos, a mente humana tenta se adaptar. Neste processo a

3 linguagem sofre variações, mutações, readaptações, deslocamentos, imposições, rearticulações, enfim. O discurso, como diria Foucault passa a ser controlado, ordenado. Mas o quê passa a ser controlado, ordenado? Do quê exatamente se se fala quando se utiliza de termos como linguagem, código e qual é sua interconexão com a capacidade humana de apreender, codificar e decodificar a realidade e qual é exatamente, as relações necessárias existentes entre a cognição, a linguagem e a possibilidade de conhecimento do real? A cognição humana envolve todos os processos direta ou indiretamente vinculados ao funcionamento do sistema nervoso central que essencialmente é composto pelo cérebro, medula e toda a rede nervosa responsável pelo gerenciamento voluntário e involuntário do corpo em sua totalidade. Cognoscivelmente implica por parte do sistema nervoso central, a manifestação, presença e permanência das chamadas funções cognitivas superiores, isto é, a memória, a inteligência, a linguagem e uma série de outras funções que carecem de classificação metodologicamente científica para serem estudadas e que são objeto de ciências auxiliares como a parapsicologia e metapsíquica, sendo inconclusivos os resultados apresentados pela neurociência e a neuropsicologia cognitiva. A memória, para Japiassu e Marcondes (1993, p. 164) é a capacidade de reter um dado da experiência ou um conhecimento adquirido e de trazê-lo à mente. Em termos neuropsicológicos, a memória subdivide-se em memórias de curta e longa duração, a primeira considerada superficial e de fácil esquecimento pela pessoa, a segunda, efetiva e afetivamente significativa representa uma espécie de patrimônio inalienável, a não ser por ação de alguma doença degenerativa que afete a arquitetura cerebral em sua eficiência neuronal, como por exemplo, a doença de Alzheimer entre outras. A inteligência, segundo Japiassu & Marcondes (1993, p. 135), na acepção psicológica é: (...) a faculdade de aprender a aplicar o aprendido, adaptando-se a situações novas através do conhecimento adquirido em processos anteriores de adaptação, sendo assim essencialmente criativa. (...) Ou seja, a inteligência é uma capacidade/habilidade mental de utilização de conhecimentos adquiridos anteriormente e adaptados à solução de novos problemas, caracterizando-se assim, como uma espécie de percepção humana. 384

4 Na dimensão lógica, segundo Maritain (1973), a inteligência é uma operação mental que funciona como uma espécie de visão intelectiva, que é capaz de atingir ou apreender conceitos através de três operações: simples apreensão, raciocínio e juízo. A simples apreensão caracterizada por ser uma operação através da qual a pessoa concebe, forma em si uma ideia e nesta vê ou apreende alguma coisa sem dela afirmar ou negar algo (Ibidem). Desta maneira, a inteligência mais do que ser uma faculdade procedural e criativa é também uma faculdade (percepção) integrada à cognição humana, que implica na função mental de representação da realidade detectada sensorial e/ou inteligivelmente através de imagens ou conceitos. Para Slama-Casau apud Cunha & Cintra (1985, p. 1): LINGUAGEM é um conjunto complexo de processos/resultados de uma certa atividade psíquica profundamente determinada pela vida social que torna possível a aquisição e o emprego concreto de uma LÍNGUA qualquer. Isso significa que a linguagem e a língua são produtos cognitivos superiores do homem que tem na atividade psíquica deste a sua base operacional e esta, por sua vez, tem na vivência social as determinações de suas particularidades estruturais ligando de maneira empírico-inteligível a categorização particular a cada cultura humana através dos signos instaurados como padrões cognoscíveis entre significado e significante entre o dado sensorial empírico/inteligível mediatizado pela mente, como se depreende dos trabalhos de Piaget (2001), Sternberg (2000), Vigoytski (1996) e Ponty (1990). O que vem então, dar sentido ao uso linguístico dos idiomas em sua função comunicativa e estruturante do real e a multiplicidade mais ou menos apreensível por todos, das realidades que surgem nas tensões significado/significante para que se atinja a cognoscibilidade média do conhecimento? Ora, para Japiassu & Marcondes (1993, p. 152) a linguagem pode ser definida como um sistema de signos convencionais que pretenda representar a realidade e que é usado na comunicação humana (...). Na medida em que a linguagem é uma convenção e um sistema de signos objetivando representar a realidade, levanta-se necessariamente, o questionamento a respeito do estatuto da eficiência da linguagem para o exercício da mencionada representação estruturadora de nossas categorias relacionais para com a realidade, bem como levanta-nos problemas correlatos como o 385

5 acesso e a comunicabilidade reais, no sentido forte do termo, do conhecimento, no sentido lato e stricto e dos parâmetros de verificabilidade dos instrumentos do conhecimento hoje aceitos como padrões universais, sem falar do problema relativo à verdade e suas implicações psicossociais. Wittgenstein ( ), que nos dizeres de Marcondes (1998, p. 268), influenciou decisivamente as duas principais vertentes da filosofia analítica da linguagem contemporânea, isto é, a semântica formal e a pragmática, e que apresenta duas fases em sua reflexão. O primeiro e o segundo Wittgenstein, pode nos auxiliar a compreender o problema da Cognição e da Linguagem quanto a construção do real e a possibilidade do conhecimento deste. Em linhas gerais, o primeiro Wittgenstein tinha como objetivo alcançar os fundamentos da linguagem, isto é, pretendia investigar o que está implicado, em termos de conhecimento possível, pela linguagem e os fenômenos a ela relacionados. Com isso ele pretendia eliminar os equívocos da tradição, segundo atesta Alencar (2007, p. 47). Como consequência desse trabalho, surgiu a ideia de que a linguagem se constitui como precondição para todo o conhecimento e que, sobre ela mesma, nada pode se dizer, pois é condição do que pode ser dito e, enquanto tal revela-se a partir do que diz sobre algo (Ibidem). Em outras palavras, a linguagem é o elemento no e sem o qual tudo o que é possível ser expresso, existe, é viável e é possível. Quer dizer, sem a linguagem não apenas a comunicação seria inviável, mas toda e qualquer criação, transmissão ou absorção de conhecimento. Segundo Alencar (Ibidem), nessa fase de Wittgentein o que é dito pode ser verdadeiro ou falso. A linguagem é um discurso informativo que descreve o mundo, e a verdade ou a falsidade só se configuram como tais quando se verifica a relação da proposição com um fato do mundo. Isto é, a linguagem é um instrumento descritivo do mundo e enquanto tal, de tudo o que é comunicado pode-se afirmar a falsidade ou verdade, na medida em que o que é dito tem correspondência com o real, ou seja, tem identidade entre o que se fala e o que é falado a seu respeito. Enquanto descrição do mundo, a linguagem o representa, contudo, na medida em que o faz, não pode ao mesmo tempo, ser afigurada pela imagem produzida. A linguagem só se mostra na imagem que ela produz (ALENCAR, 2007, p. 47). Logo, 386

6 enquanto instrumento descritivo, a linguagem em atividade não pode ser representada, ou nos dizeres de Alencar (Ibidem) afigurada, por ela mesma, a não ser pelas figurações por ela estruturadas categoricamente. Não se pode falar da linguagem de maneira à parte dela, pois nessa tentativa, nela e por ela está se operando o projeto descritivo e enquanto tal, para Wittgenstein (Ibidem), é impossível, a não ser através dos 387 efeitos produzidos pela linguagem em sua função descritiva do real. Sendo assim, para Wittgenstein, na medida em que a linguagem desce do céu à terra, isto é, se particulariza entre as comunidades linguísticas, se embebe de individualidade, se torna uma ação contingente, privada da associação de seus usuários e nesta medida, prenhe de mobilidade, afetos e perceptos, à linguagem. Para Wittgenstein (ALENCAR, 2007, p. 49): não há como apreender o significado a não ser pelo próprio uso dos signos (...), pois os idiomas são (...) jogos de linguagem [são] como conjuntos de regras e lances que varia de uma comunidade linguística para outra. Nos jogos, as regras não são autônomas, mas se definem no interior do próprio jogo. Isso implica em afirmar que todos os jogos são válidos e que, portanto, a linguagem é um tanto arbitrária. Cada comunidade linguística teria desenvolvido certos modos perceptíveis da realidade e certas regras particulares de expressar essa concepção dos fenômenos descritos, o que para Wittgenstein seria um indicativo da impossibilidade da linguagem de ser um instrumento fiel de descrição da realidade e em última análise, não haveria conhecimento absoluto, mas apenas contingências a respeito da verdade ou falsidade das coisas, inclusive em termos científicos. As conclusões de Wittgenstein nos apresentam vários problemas, mas é relevante nos deter em dois especificamente: a relação linguagem/idioma (língua) e a relação cognição/linguagem. Vejamos a relação linguagem/idioma, partindo do pressuposto de que a linguagem é um conjunto complexo de processos (...) psíquicos (...) que viabilizam a aquisição e o emprego concreto de uma língua qualquer, segundo a definição de Cunha & Cintra (1985, p. 1). Por definição, segundo Cunha & Cintra (Ibidem) a língua ou idioma é consolidado e regulamentado através de um sistema gramatical pertencente a um grupo de indivíduos. Expressão da consciência de uma coletividade, a LÍNGUA é o meio por que ela concebe o mundo que a cerca e sobre ele age. Utilização social da faculdade da linguagem, criação da sociedade, não pode ser imutável; ao contrário, tem de viver em perpétua

7 evolução, paralela à do organismo social que a criou. Ou seja, cada comunidade desenvolve sua maneira própria para representar essa realidade o que infere, necessariamente, certas facilidades e dificuldades, conforme o caso, em ser expresso, num determinado povo, certas ideias e noutros ser totalmente inimaginável. Em pé de igualdade, fica clara a dificuldade sentida pelos tradutores em verter certos textos de um idioma a outro, de uma cultura a outra, pois como foi dito acima, cada língua é um modo privado de perceber e descrever a realidade própria e que por vezes não é comunicável a outro povo exigindo dos tradutores verdadeiro esforço interpretativo e diversas adaptações que em geral, causam ruídos do original para as versões que podem deturpar completamente a mensagem expressa no código de origem. Para Koch (2000, p ): (...) a linguagem passa a ser encarada como forma de ação, ação sobre o mundo dotada de intencionalidade, veiculadora de ideologia, caracterizando-se, portanto, pela argumentatividade, enquanto a língua seria como que um instrumento de interação social: faz-se preciso, para tanto, que ele [o usuário] se torne apto a compreender, analisar, interpretar e produzir textos verbais. 388 No primeiro Wittgenstein observa-se que a linguagem é o lugar onde e por meio do que o conhecimento se daria e, nessa medida, sobre a linguagem em si, nada seria possível dizer. A linguagem teria um caráter descritivo do mundo através da identidade entre proposições e o fenômeno descrito. Já no segundo Wittgenstein, há um ponto cego entre o signo e o fenômeno caracterizado pela não necessidade de identidade entre um e outro e, cada jogo de linguagem possuiria suas próprias regras, formas organizacionais, significações e as regras definir-se-iam no âmbito interno ao jogo particular de cada comunidade linguística, sendo de per si extremamente volátil a significação por conceptibilidade, isto é, a identificação triangular entre a ideia, o signo e o sentido não seriam universais nem necessárias, mas contingentes, particulares e circunstanciais. No entanto, o que ressalta dos dois momentos de Wittgenstein, a respeito da linguagem, do segundo Wittgenstein em especial, é uma possível e ligeira aproximação entre linguagem e língua (idioma). Esta afirmação seria fundada na observação do que indica Alencar (2007, p ) que na medida em que Wittgenstein percebe que no uso da linguagem ocorrem afirmações, perguntas e ordenações que implicam na noção de

8 mobilidade ao que ele classificou como imagens do mundo ; ele se apercebe da fragilidade de sua visão imobilista da linguagem em sua primeira fase. Logo, na medida em que a observação da linguagem desloca-se de uma posição estática, representativa, para o campo das categorizações tempo-espaciais, a linguagem se apresenta problemática para o filósofo austríaco devido ao caráter não-universal, na medida em que Wittgenstein aproxima, ou funde, os conceitos de linguagem e idioma. Esta situação polêmica é acentuada mais ainda na medida em que Wittgenstein atribui tal mobilidade e estruturação entre significado e significante, inserida no que ele chamou jogos de linguagem e a normatização das regras inerentes a estes jogos como contingentemente asseguradas pela própria dinâmica particular de cada grupo linguístico. Nesta medida, parece-nos pertinente observar certo equívoco do filósofo ao levar a efeito seus estudos a respeito da linguagem e confundir as particularizações cognitivo/antropológico/culturais das mencionadas comunidades linguísticas, com a linguagem em si, conceituada por Slama Casacu apud Cunha & Cintra (1985, p. 1) como conjunto complexo de processos resultado de uma certa atividade psíquica (...). Uma coisa seria a linguagem como capacidade complexa oriunda das atividades psíquicas superiores decorrentes da cognição humana, outra coisa é esta capacidade complexa expressa em dado idioma (língua), isto é, um sistema gramatical pertencente a uma comunidade de indivíduos, conforme acentuam Cunha & Cintra (Ibidem), pois a língua é, em certa medida, uma experiência cultural coletiva que demarca o campo significante possível ao mundo experienciado àquela comunidade, exprimível pelas regras gramaticais que categorizam essa experiência privada do real e seus modos de dizer, de comunicar o conhecimento apreensível. Wittgenstein nada mais fez, em sua segunda fase, que explicitar as dinâmicas linguísticas particularizantes que as sociedades em seus múltiplos grupos sociais se articulam para expressar sua experiência do real e suas realidades possíveis ao seu entendimento historicamente assinaladas através de sua língua, de sua cultura, de seu foco de visada da realidade. Impreterivelmente, Wittgenstein tem seu mérito em acentuar o papel dessas dinâmicas como construtoras e categorizadoras de dimensões possíveis do real em sua multiplicidade, no entanto, não se mostrou sensibilizado pela particularização cultural da linguagem como representadora do mundo, quando este, 389

9 ideológica e inteligivelmente se põe em movimento em pleno uso cotidiano das línguas, como que em um caleidoscópio capaz de plasmar na mente dos comunicantes, em meio aos jogos de linguagem em uso, as ideoplastias emocionalmente inteligíveis em plena comunicação de sentidos e afetos. Ao invés do que Wittgenstein assinalou como um hiato entre a linguagem e o mundo (ALENCAR, 2007, p ), este, nada mais é do que uma particularidade idiomática, nada além de uma limitação detectável em uma ou mais comunidades linguísticas e que de maneira alguma deve e pode ser universalizada à linguagem como a mencionada capacidade complexa de uma certa atividade psíquica. A pergunta pertinente, nesta medida de investigação é se há no homem, em pleno exercício psicocultural do idioma como uma experiência cognitiva individual e coletiva em plena comunidade dos usuários nativos e adaptados ao código da comunidade linguística, na e pela linguagem, alguma instância universalizadora do procedimento cognitivo, na linguagem e na construção do conhecimento da realidade em sua experiência consciente e inconsciente do real. Ou por outra, qual é o estatuto da particularização cognitiva recorrente psicossocioculturalmente que fora indicada por Wittgenstein? A cognição humana é gerenciada pelo sistema nervoso de maneira autônoma quanto a certas funções e volitiva, isto é, intencional, em outras. Todas as funções sensoriais contribuem para a coleta de informações gerais e específicas, bem como pelo processamento destas, inteligível e emocionalmente através da atenção seletiva. No que se refere à inteligibilidade, estruturação figurativa ou proposicional, as funções cognitivas superiores formatam e direcionam a experiência sensorial global e específica em suas diversas instanciações, através da linguagem como bem se verifica nas obras de Sternberg (2000), Forgus (1971), Kendel, Schwartz & Jessell (2000) e Calvin (1998). Na e por meio da linguagem as experiências psico-sócio-culturais geram os objetos de intelecção, objetos estes que através do modo discursivo adotado culturalmente, isto é, oralidade, razão, além de algumas instanciações intermediárias entre uma e outra como um outro possível, a experiência vai sendo codificada e internalizada por meio da maturação psicogenética (PIAGET, 2001; 1973) e por interação sociocultural gradualmente, da infância à maturidade (VYGOTSKY, 1996). A língua ou idioma ocorre nesse momento de particularização da experiência 390

10 psicossociocultural que direciona a estruturação gramatical formal ou oral no e por meio do que Wittgenstein indicou por jogos de linguagem. No entanto, resta ainda outra dimensão a considerar, ou seja, a do conhecimento e a capacidade de representação deste pela linguagem e a língua. Como idioma-língua, nada temos a acrescentar aos trabalhos de Wittgenstein e cremos existir de uma comunidade 391 linguística a outra, certos hiatos representacionais que qualificam uma língua a ser um melhor ou pior veículo de comunicação, como por exemplo, as inegáveis vantagens do idioma Internacional Neutro Esperanto diante das línguas, como o Inglês ou Francês. No entanto, em que medida a linguagem se estrutura como uma espécie de substrato configuracional modelável e autodeterminável que engloba todas as possibilidades, enquanto comunicabilidade ativo-passiva do real? Nesse momento, seria importante definirmos o conhecimento, pois em termos de linguagem já está claro que esta tem uma função representacional intimamente vinculada à cognição humana enquanto possibilidade de acesso ao conhecimento, no entanto, o que é isso que chamamos conhecimento? chamar a: Segundo Japiassu & Marcondes (1993, p. 55), por conhecimento podemos Função ou ato da vida psíquica tendo por efeito tornar um objeto presente aos sentidos ou à inteligência. Apropriação intelectual de determinado campo empírico ou ideal de dados, tendo em vista dominá-los e utilizá-los. O termo conhecimento designa tanto a coisa conhecida quanto o ato de conhecer (subjetivo) e o fato de conhecer. Nessa medida, toda e qualquer coisa que possa se tornar algo útil, sensório, ou mental, é conhecimento, enquanto está em processo de apropriação por parte de algum sujeito do conhecimento. Voltemos a questão que analisávamos antes de adentrarmos à definição de conhecimento para ajustarmos os termos dessa reflexão, isto é, em que medida a linguagem, simultaneamente, se estrutura e é estruturada como substrato do real, ou por outra, é ela mesma o próprio real, definindo assim, o conhecimento e a possibilidade de acessá-lo? Se levarmos em consideração que a realidade em sua totalidade é objeto passível e contingente do conhecimento, exprimível na medida em que se faz

11 perceptível empírica e/ ou inteligível, é necessário avaliar a questão cética para compreender o real tal qual ele nos aparece. Vejamos, por exemplo, o caso da linguagem racional e da Filosofia como sua fonte originadora e principal representante. Ora, para Rorty (1994), na linha da Filosofia Analítica, o modo discursivo filosófico nada mais seria que um certo discurso que teve em sua criação, como base funcional e estrutural, a experiência cognitiva helênica na e por meio da língua grega. O que a afirmação de Rorty acrescenta a essa reflexão? O filósofo analítico assinala em idioma helênico arcaico e clássico que nas práticas cognitivas e linguísticas tinha como base procedural, em termos de referência cognitiva categorizadora e critério de verdade quanto à realidade, a conceptibilidade, isto é, o sujeito do conhecimento, no exercício do conhecer, adotava o conceito ou ideato como critério, referência e parâmetro de realidade a ser aplicado no objeto do conhecimento, modelando este conforme o conceito pré-experiencial. Tal afirmação quanto a essa prática linguística e cognitiva helênica é bem clara, conforme ressalta Mondolfo (1970, p ) no que se refere ao poema de Parmênides que critica os que se detêm nos sentidos como fonte e meio para acessar o conhecimento e a realidade em última instância. Já o movimento sofístico, em especial nos dois representantes, Protágoras e Górgias, inaugurou um novo momento na experiência linguística e cognitiva helênica. Com o deslocamento da referência e critério de verdade da conceptibilidade para a cognoscibilidade, isto é, do conceito como referência e critério de verdade do conhecimento, admitiu-se que a linguagem não era em si e por si a realidade fenomênica, mas apenas uma representação e nessa medida, a linguagem em sua função representadora do real foi tomada pelos sofistas como um caminho mais ou menos possível de se acessar alguma coisa da realidade, contudo, desprovida esta totalmente de concretitude fenomênica, pois a cognoscibilidade em si, nada mais seria a partir de então, do que uma interpretação possível e carente de fundamentação reflexiva e crítica para que fosse tomada como critério e instanciação possível disso que é chamado realidade. Enquanto isso, a linguagem mais do que nunca seria algo contingente, fluxa, móvel, extremamente instável e tudo dependeria do foco de visada adotado quanto a ela. Com essa tomada de posição pelos helênicos, Rorty (1994) atesta que a Filosofia em si, nada mais é que um modo discursivo da linguagem com um vocabulário 392

12 específico fundado no supramencionado fenômeno de linguagem fundado na experiência cognitiva ocular em idioma helênico e que nessa medida, nada mais seria que um produto linguístico psico-socio-cultural helênico quanto a realidade. O que sugere, em última instância, que a Filosofia, a razão e a ciência como modos privados e não universais para a representação da realidade são contingências históricas, religiosas e linguísticas que vem se tornando o paradigma existencial ocidental desde a experiência filosófica helênica do século VII a C. Tudo estaria proceduralmente vinculado à relação linguística necessária de identidade entre o fenômeno e sua representação imagético-proposicional para os helênicos e para nossa cultura, enquanto herdeira da tradição greco-romana. Nessa medida, a Filosofia nada mais seria que um vocabulário técnico desenvolvido pelos helenos com base nos fenômenos linguísticos de seu idioma e nada haveria de concreto, de real, de verdadeiro em tudo o que se fez e se disse sobre esta base psíquica do comportamento representacional da realidade, sendo categorizado por Rorty como uma farsa da tradição filosófica ocidental no que diz respeito ao papel da razão enquanto linguagem que espelharia o real. Se Rorty estiver correto, sua posição indica que não apenas a Filosofia, mas todo e qualquer modo discursivo racional também é incapaz de retratar ou comunicar o conhecimento sobre a realidade e assim, Rorty estaria em consonância com Wittgenstein. Logo, a Filosofia, tal como a História, a Matemática, a Geografia e todos os demais modos discursivos racionais decorrentes da matriz helênica nada mais seriam que modulações da linguagem fundados na experiência ocular grega da linguagem e como tal, não seriam capazes de descrever, nem sequer representar a realidade e o conhecimento delas provenientes. Concordando com Wittgenstein e Rorty há a tradição sofística que remonta a Protágoras e Górgias que vem acentuar os problemas inerentes a questão levantada. Protágoras de Abdera contribuiu para o entendimento a respeito do tema desse artigo através do seu homem medida, como bem demonstra Romeyer-Dherbey (1995, p. 23): o homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são, isto é, tendo o homem como vértice cognitivo do processo de categorização do mundo e do real, por ele e para ele as coisas são e não são e durante estes estados assim permanecem ou transitam, apenas e somente 393

13 enquanto o homem assim os estrutura. Já Górgias de Leontinos contribuiu para a questão pelo que está implícito em sua psicacogia (ROMEYER-DHERBEY, 1995, p. 45) através da qual o homem seria essencialmente passivo a tudo o que recebe de fora, seja através da percepção sensível ou a passividade da alma devido sua abertura à linguagem, o que Górgias chama de peithó ou persuasão (Idem, p. 46). Para Protágoras, o homem teria uma postura ativa perante o real, configurandoo, estruturando-o e o conhecimento seria diretamente proporcional e dependente da ação ativa do homem sobre a realidade, bem como o eco desta ação sobre aquela. Para Górgias, ao contrário, o homem seria passivo sensorialmente e em termos de linguagem, isto é, a realidade invadiria o homem determinando vegetativamente as percepções decodificadas por ele. Ora, o que os dois sofistas demonstraram através de suas doutrinas, em última análise, é que existem três vetores envolvidos no problema cognição, linguagem e conhecimento do real, a saber, o homem, o real e enlaçando os dois primeiros a linguagem, seja agindo o homem, ativa ou passivamente, o que em nada altera os problemas levantados por Wittgenstein e Rorty, pois em si reforçam o papel da linguagem sensorial, proposicional e/ ou figurativo-imagética como um elemento existente e necessário na relação de conhecimento entre o cognoscente e o real Neste ponto percebo que surgiu uma possibilidade de compreensão do problema, isto é, no chamado processo cognitivo humano, este é um ser da linguagem que está e age na linguagem e linguajando conforme conceitua Maturana (2001), o homem estrutura simultaneamente passiva-ativamente o real ato contínuo, o real estrutura e determina o homem como um ser linguajante, de maneira simultânea e interativamente regulada pela necessidade, preso às suas possibilidades cognitivas de maneira invariável, conforme se vê em Kant apud Teixeira (2000, p. 42): do filósofo alemão Immanuel Kant ( ) que no seu livro Kritik der Reinen Vernunft [Crítica da Razão Pura], publicado em 1781, sugiria que o problema das relações mente e corpo seria insolúvel. Kant operou uma revolução na filosofia ao afirmar que embora existam objetos reais no mundo só podemos enxergá-los e concebê-los com a forma que nossa mente os vê ou os concebe. Em outras palavras, nossa experiência é inevitavelmente modelada pelo nosso aparelho cognitivo e nunca podemos saber se o mundo é aquilo que se apresenta a nós ou se é algo diferente. O mundo que nosso aparelho cognitivo nos apresenta constitui aquilo que ele chamou de 394

14 'limites da experiência possível' (...) Se é real, o que Teixeira afirma quanto às considerações de Kant a respeito das possibilidades cognitivas da arquitetura de nosso sistema nervoso, invariavelmente, todo e qualquer conhecimento sobre nós ou sobre o mundo real nada mais é do que uma leitura possível à nossa experiência e esta é sempre mediata na e pela linguagem, formatada, possibilitada, estruturada e crível como tal através da linguagem, materializada em suas múltiplas manifestações nos idiomas em especial, que exercem enquanto sistemas gramaticais, simultaneamente modeladores e moduláveis pela experiência psico-sócio-cultural de seus usuários nas comunidades e regiões em que são experienciados, desde a tenra idade, como códigos de comunicação e neste processo constroem não apenas conhecimento, mas possibilidades e modos de dizer que mais e mais ampliam as dimensões e focos de visada sobre o real e suas realidades, conforme as vivências individual e coletiva dos grupos linguísticos. A partir de agora é importante analisar os principais aspectos do que os linguistas denominam de discurso. Entre os estudiosos da linguagem, permeia um debate relacionado à questão do contexto sócio-histórico e ideológico que influencia a formação do discurso. Para iniciar essa abordagem, retomamos estudos importantes realizados por um dos maiores pensadores do século XX: Foucault. Suas pesquisas influenciam até hoje os debates acadêmicos em torno do discurso. Intelectual francês de renome internacional, considerado por alguns como filósofo, Foucault criou conceitos que ajudaram os analistas do discurso a desvendar um pouco mais o conjunto de forças que influenciam a produção de enunciados, as intenções expressas na fala, as influências históricas, as relações de poder que envolvem o discurso, entre outros assuntos. Analisando os estudos de Foucault, observamos que ele expõe suas inquietudes sobre o discurso, os propósitos que envolvem a sua formação e se predispõe a compreender como o discurso tem uma ordem. No início do livro A ordem do discurso, o autor faz alguns questionamentos importantes: [...] suponho que em toda sociedade a produção do discurso é ao mesmo tempo controlada, selecionada, organizada e redistribuída por certo número de procedimentos que têm por função conjurar seus poderes e perigos, dominar seu acontecimento aleatório, esquivar sua pesada e temível 395

15 materialidade (FOUCAULT, 2008b, p. 8-9, grifo dos autores). Nessas colocações, o autor mostra que o discurso é selecionado, controlado, organizado, levando a concluir que o processo da elaboração do discurso deve seguir uma ordem. Quem imporia essa ordem? Para o autor, os grupos sociais, as instituições, o conjunto das leis, os segmentos políticos e econômicos colaboram para 396 controlar o discurso, para impor-lhe determinada ordem. Nesse sentido, as palavras seriam reconhecidas e aceitas socialmente se estivessem dentro de uma determinada ordem do discurso. Foucault (2008b, p. 9-11) afirma que o discurso tem três princípios de exclusão: a interdição, a separação e a rejeição. Na interdição, é necessário analisar o contexto em que o discurso é formado, levar em consideração seus aspectos políticos, porque a situação não permite dizer tudo o que se deseja. Não se pode dizer tudo o que se quer, pois o ambiente seleciona os discursos a partir do momento em que se expressa. Se a fala não traduz o que contexto deseja, o indivíduo pode ser considerado louco, ou sofrer um processo de desvalorização da própria fala que anularia sua opinião. As interdições também têm uma ligação com o desejo relacionado à sexualidade e com o poder vinculado à política. A separação e a rejeição também são princípios de exclusão importantes e colaboram para a seleção dos discursos distorcidos, desqualificando-os. O autor salienta que a vontade de verdade está disseminada na sociedade, que é parte dos sistemas de exclusão que atinge o discurso, como a segregação da loucura e da palavra proibida. Ao se impor, a vontade de verdade ofusca a realidade (FOUCAULT, 2008b, p ). Os processos de seleção dos discursos dão espaço à hegemonia das ideologias. Na sociedade contemporânea, devido à proliferação dos meios de comunicação, fica mais evidente a disseminação de ideias consideradas verdadeiras. Vários discursos da mídia atual estão carregados de conteúdos ideológicos que, salvo raras exceções, mostram aquilo que o respectivo veículo de comunicação deseja. Nesse sentido, carregam ideais políticos e ideológicos. A exploração da sexualidade, as críticas esquerdistas ou direitistas, o sensacionalismo de inúmeras edições do Big Brother carregam desejos que se materializam em objetivos econômicos e políticos. Na Idade Média, na ordem do discurso, a referência a um autor era indispensável porque era um indicador de verdade. Na atualidade, os discursos que

16 orientam as práticas ideológicas da sociedade encontram-se nos textos literários, religiosos, jurídicos, em estatutos e textos científicos (FOUCAULT, 2008b, p. 22). Esses textos têm certa legitimidade para organizar os discursos da sociedade e, por isso, são considerados discursos verdadeiros. O autor assevera que ninguém entrará na ordem do discurso se não satisfazer a certas exigências ou se não for, de início, qualificado para fazê-lo (FOUCAULT, 2008b, p. 37). Aqui cabe a seguinte pergunta: o que significa entrar na ordem do discurso? A nosso ver, essa questão é muito importante para compreendermos o que analisamos anteriormente sobre a desqualificação do discurso. Reiteramos a ideia foucaultiana de loucura, discurso desqualificado, para observar a profundidade da pergunta. Para estar dentro da ordem do discurso, sua elaboração deve ter uma autoria qualificada. No caso de um texto jurídico ou de um texto religioso, seus autores devem ter o reconhecimento de seus pares. O sujeito que não estiver qualificado para falar, está fora da ordem do discurso. Foucault (2008b, p. 40) alerta de [...] que ninguém se deixe enganar; mesmo na ordem do discurso verdadeiro, mesmo na ordem do discurso publicado e livre de qualquer ritual, se exercem ainda formas de apropriação de segredos e de não permutabilidade. Avançando sua análise, o autor salienta que os discursos são práticas descontínuas que se cruzam, ignoram, ou excluem. Para entendê-los, é preciso elaborar fora das filosofias do sujeito e do tempo uma teoria das sistematicidades descontínuas (FOUCAULT, 2008b, p ). Ou seja, se o discurso tem descontinuidades, métodos apropriados deveriam ser elaborados para entender essas variações discursivas. Compreender a obra de Foucault não é tarefa fácil. Pode-se dizer que o pensador francês passa por algumas fases, talvez uma espécie de aprimoramento intelectual. As problemáticas envolvendo o discurso estão presentes, segundo Vasconcellos (2007, p ) 1, na primeira fase da obra de Foucault. Nessa fase, está uma importante obra intitulada A arqueologia do saber. No capítulo que trabalha sobre as formações discursivas, Foucault (2008a, p ) tenta descrever as relações existentes entre os enunciados. O filósofo-linguista desenvolve hipóteses para comprovar a presença dos vários enunciados que perpassam a sociedade. Em sua primeira hipótese, afirma que os Sobre as fases da obra de Michel Foucault, encontra-se uma breve exposição em Vasconcellos (2007. p ).

17 enunciados estão dispersos no tempo e têm formas variadas que compõem um conjunto quando se referem a um único objeto (FOUCAULT, 2008a, p. 36). Isso comprova que o conjunto dos enunciados que se produzem em uma sociedade, em determinado momento histórico, pode estar relacionado a um objeto. Cita, por exemplo, que os diversos enunciados relacionados à psicopatologia referem-se a um único objeto que seria a loucura. Nesse aspecto, uma das problemáticas que o autor levanta é a seguinte: a questão é saber se a unidade de um discurso é feita pelo espaço onde diversos objetos se perfilam e continuamente se transformam e não pela permanência e singularidade de um objeto (FOUCAULT, 2008a, p. 37). Observa-se, nessa colocação, a complexidade do pensamento foucaultiano. Parece que os discursos se cruzam nas sociedades, num processo de integração, em constante formação, ora se complementando, ora se contradizendo. O contexto histórico-social é formado por vários conjuntos de formações discursivas, sendo relevante analisar que, para definir um conjunto desses enunciados, teria de descrever-se as dispersões dos objetos, medir distâncias entre eles, ou seja, formular uma específica lei de repartição. Nesse sentido, como já citado, o discurso é descontínuo e não tem singularidade. Outra hipótese teria o objetivo de definir um grupo de relações entre enunciados: sua forma e seu tipo de encadeamento (FOUCAULT, 2008a, p ). O autor faz um apanhado sobre a construção dos discursos em torno da medicina a partir do século XIX. A medicina não se constituiria mais como conjunto de receitas heterogêneas, de tradições, mas como um corpus de conhecimentos prontos para diagnosticar os enfermos, configurando-se como uma série de enunciados descritivos, ou melhor, um conjunto de descrições. De forma resumida, para compreender os enunciados que envolvem a medicina, é preciso observar sua dispersão na sociedade, pois eles se apoiam uns nos outros, transformam-se, ao mesmo tempo que se excluem. Na terceira hipótese, Foucault faz críticas às análises da linguagem, aos fatos gramaticais, à ordem sintática, que, até o século XVIII, colaboravam para explicar os conceitos, os significados das palavras, que poderiam se integrar à gramática de Port- Royal. Para o autor, os enunciados devem ser estudados dentro de aparecimentos, emergências simultâneas, incompatibilidades. A nosso ver, daí resulta a dificuldade em compreender os enunciados, que são compostos por formações discursivas que se entrelaçam no jogo social de disputas de poder, ou talvez de disputas políticas e 398

18 ideológicas em determinado contexto histórico. A última hipótese resulta em explicar as formas unitárias sob as quais os enunciados se apresentam. Para isso, o autor faz algumas considerações. Se o discurso é disperso, se faz parte de um conjunto de dizeres complexos de se entender, porém que tem um mesmo objeto, como identificar uma formação discursiva? Talvez, aqui, o autor apresente mais problemas do que soluções ao levantar polêmicas sobre o discurso. O fato é que, para Foucault, se se levar em consideração que os enunciados estão dispersos, entretanto se identificam, que parecem ter o mesmo tom de opiniões, o mesmo jeito de explicar as coisas, podem-se levantar estratégias mais coerentes para analisar o discurso, aqui denominado de formações discursivas. Essas estratégias levam em consideração o sistema de dispersão, característico do discurso (FOUCAULT, 2008a, p ). Para concluir, o autor define formação discursiva. Afirma que, se for observada certa regularidade, certa ordem ou correlação em um determinado número de enunciados, em um sistema de dispersão, está-se diante de uma formação discursiva (FOUCAULT, 2008a, p. 43). Essa conclusão parece ser uma das mais importantes para entender o conceito de formação discursiva. Para o autor, mesmo dentro da dispersão, das variedades de discursos, podemos encontrar certa regularidade de opiniões, de posicionamentos científicos, políticos, entre outros. Essa regularidade caracteriza a formação discursiva. O conceito de formação discursiva é um dos mais importantes quando se analisa o discurso, porém encontram-se certas dúvidas entre o entendimento de formação discursiva e enunciado. Por isso, expomos algumas ideias de Gregolin (2007), que é considerada uma das mais importantes pesquisadoras do Brasil quando o assunto é a compreensão da vertente foucaultiana que analisa o discurso. Gregolin (2007, p. 91), em análise da obra Arqueologia do saber, salienta que é um livro de explicação teórico-metodológica, em que Foucault faz uma autocrítica de obras publicadas anteriormente, além de desenvolver conceitos como o de práticas discursivas, aproximando-se da chamada nova história de linha francesa. Não aprofundaremos todos os conceitos explorados por Gregolin. Limitaremos em analisar alguns deles a partir de seu livro Foucault e Pêcheux na análise do discurso: diálogos e duelos. A autora faz um apanhado de conceitos que estão na base da proposta 399

19 foucaultiana para a análise do discurso (GREGOLIN, 2007, p. 94), como descontinuidade, acontecimento discursivo, enunciado etc. Esse não é o objetivo principal de seu livro, pois a autora remonta as bases históricas da AD e os embates polêmicos entre Foucault e Pêcheux. Aqui serve a análise do capítulo O discurso, o sujeito e a história de Arqueologia do saber (GREGOLIN, 2007, p ). Procuramos aprofundar o que 400 consideramos uma prioridade: a diferença entre formação discursiva e enunciado. Como existem pesquisas e teorias que emitem várias opiniões, esses dois conceitos acabam, às vezes, sendo confundidos. Além disso, são conceitos básicos para compreender o discurso. Analisando Foucault, Gregolin (2007, p ) salienta que O que torna uma frase, uma proposição, um ato de fala em um enunciado é justamente a função enunciativa : o fato de ele ser produzido por um sujeito em um lugar institucional, determinado por regras sócio-históricas que definem e possibilitam que ele seja enunciado (grifo dos autores). Na citação, a autora diz que enunciado não é somente o ato de falar a frase, mas a fala situada em um lugar e em um contexto histórico. Ou melhor, pode-se dizer que, em determinado momento histórico, a posição ou o local em que o sujeito se encontra, sua fala deve ser regulada. Por isso Gregolin dá ênfase às regras sóciohistóricas. Outro conceito exposto é a função enunciativa. Segundo a autora, Foucault entende enunciado como uma função : trata-se de descrever o exercício da função enunciativa, suas condições, suas regras de controle [...], pois entre o enunciado e o que ele anuncia não há apenas uma relação gramatical, lógica ou semântica (GREGOLIN, 2007, p. 96). Existe uma relação com os sujeitos, com a história, que envolve a materialidade dos enunciados. A partir dessas reflexões, a autora avança sua análise e aprofunda o conceito de formação discursiva. Diz que o que Foucault descreve como formação discursiva constitui grupos de enunciados, isto é, um conjunto de performances verbais que estão ligados no nível dos enunciados (GREGOLIN, 2007, p. 97). E conclui que, Pensando discurso como esse conjunto de enunciados, e os enunciados como performances verbais em função enunciativa, o conceito foucaultiano de discurso pressupõe, necessariamente,

20 a ideia de prática. [...] com a ideia de prática discursiva, Foucault propõe uma análise que persiga a movimentação dos enunciados, sua movência nos atos praticados por sujeitos historicamente situados (GREGOLIN, 2007, p , grifo da autora). Ao analisar os conceitos foucaultianos, temos a impressão de que estão 401 interligados a outros, por esse motivo achamos prudente não estender esse debate. A preocupação de Foucault em dar base aos seus argumentos levou-o a criar conceitos mais consistentes para compreender o discurso. Existe, de acordo com Gregolin (2007, p ), a preocupação em rever constantemente suas colocações. A vertente foucaultiana é uma das mais importantes para analisar o discurso. A outra vertente é a bakhtiniana. O fundador desta última foi Bakhtin, estudioso que introduziu conceitos como dialogismo, polifonia, discurso, enunciado/enunciação, gêneros do discurso, entre outros, que acabaram revolucionando os estudos linguísticos. Achamos oportuno desenvolver algumas reflexões de Bakhtin que causaram questionamentos e inquietações na época que foram publicadas, que colaboram para um entendimento profícuo sobre discurso. De formação marxista, Bakhtin formulou a tese de que os socialistas devem fazer uma revolução do proletariado a partir da linguagem, que disseminaria a teoria marxista e uniria o operariado. Em seu livro Marxismo e Filosofia da Linguagem, Bakhtin (1979) observa que o discurso é composto por vozes já ditas, que, ao serem pronunciadas, recebem roupagens diferentes. Não existe algo novo no discurso, a não ser a repetição de discursos anteriores, carregada de influências ideológicas e sociais. Bakhtin afirma que o discurso é uma construção social e ideológica. Por sua vez, a ideologia é determinada por fatores sociológicos. A influência do contexto social é predominante na elaboração de sistemas ideológicos. O autor assevera que Os sistemas ideológicos constituídos da moral social, da ciência, da arte e da religião cristalizam-se a partir da ideologia do cotidiano, exercem por sua vez sobre esta, em retorno, uma forte influência e dão assim normalmente o tom a essa ideologia (BAKHTIN, 1979, p. 105). A questão da ideologia do cotidiano, para o autor, é complexa de analisar. Considerando os aspectos sociológicos, Bakhtin afirma que a ideologia do cotidiano

21 pode significar o mesmo que psicologia social. As experiências do mundo exterior e as ideologias que permeiam o contexto sócio-histórico colaboram para a formação do próprio indivíduo. Segundo o autor, a ideologia do cotidiano constitui o domínio da palavra interior e exterior desordenada e não fixada num sistema, que acompanha cada um dos nossos atos e gestos e cada um dos nossos estados de consciência (BAKHTIN, 1979, p. 104). A ideologia do cotidiano influencia as práticas sociais e os pensamentos dos indivíduos, daí a razão de Bakhtin preocupar-se em entender o processo de absorção de ideias que perpassam o contexto social. Compreender o cotidiano do indivíduo ajuda a entender a sociedade. Perseguido por suas ideias revolucionárias que, em grande parte, foram elaboradas entre duas guerras mundiais e, concomitante, ao período stalinista 2, Bakthtin recebeu várias críticas, por parte de filósofos contemporâneos, por defender a tese de uma filosofia voltada para o estudo da língua, em detrimento dos clássicos debates em torno da ética e da moral. É inegável sua contribuição sobre estudos da linguagem que levam em consideração o contexto social em seus aspectos histórico e ideológico. A língua se forma em uma dinâmica social e econômica de convivência na comunidade, em que forças ideológicas agem para defender os interesses de seus pares. Nesse sentido, a palavra está sempre carregada de um conteúdo ou de um sentido ideológico ou vivencial (BAKHTIN, 1979, p. 81). O autor afirma que tudo que é ideológico possui um significado e remete a algo situado fora de si mesmo. Em outros termos, tudo que é ideológico é um signo. Sem signos não existe ideologia (BAKHTIN, 1979, p. 17). O autor explora o conceito de signo, que são objetos naturais, específicos, e [...] todo produto natural, tecnológico ou de consumo pode tornar-se signo e adquirir, assim, um sentido que ultrapasse suas próprias particularidades (BAKHTIN, 1979, p. 18). O signo é um fenômeno do mundo exterior, uma construção histórico-social, ou a forma linguística (BAKHTIN, 1979, p. 79), que se transforma conforme os interesses ideológicos das classes sociais que estão em constante luta. Complementando essa discussão sobre a proposta bakhtiniana, o discurso tem diferenças que podem ser levadas em conta ao estudá-lo. Por exemplo, o discurso literário é diferente do discurso judicial e do político. Enquanto o primeiro é mais livre Período entre 1928 e 1953, em que o ditador Josef Stálin esteve no poder na ex-urss impondo seus interesses e combatendo opositores políticos. Sobre o contexto histórico do século XX, recomenda-se Hobsbawm (1995).

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