UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE EDUCAÇÃO ALESSANDRA APARECIDA BRANCATI MAISTRO

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1 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE EDUCAÇÃO ALESSANDRA APARECIDA BRANCATI MAISTRO PLANEJAMENTO COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO CAMPINAS 2005

2 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS FACULDADE DE EDUCAÇÃO ALESSANDRA APARECIDA BRANCATI MAISTRO PLANEJAMENTO COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO Memorial apresentado no Curso de Pedagogia Programa Especial de Formação de Professores em Exercício nos Municípios da Região Metropolitana de Campinas, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, como um dos pré requisitos para conclusão da Licenciatura em Pedagogia. CAMPINAS 2005

3 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO A FORMAÇÃO PESSOAL E A ESCOLHA PROFISSIONAL Profissão: professora o início O Curso de Pedagogia PLANEJAMENTO A concepção de currículo Alguns conceitos sobre planejamento Planejamento global e planejamento de sala de aula Gestão CONCLUSÃO...43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...45 ANEXOS...46

4 Não somos pescadores domingueiros, esperando o peixe. Somos agricultores, esperando a colheita, porque a queremos muito, porque conhecemos as sementes, a terra, os ventos e a chuva, porque avaliamos as circunstâncias e porque trabalhamos seriamente. Danilo Gandin

5 Dedico este trabalho aos meus pais e ao meu marido, pela paciência e por sempre acreditarem em mim. Dedico também a Deus, que me capacitou e me ajudou nesta jornada.

6 APRESENTAÇÃO Confesso que a proposta de escrever este memorial de formação foi um desafio, afinal analisar criticamente a própria prática já não é um exercício fácil e escrever sobre isso torna se ainda mais difícil. Porém, o curso de pedagogia proporcionou um exercício de reflexão que resultou na re significação dessa prática, e esse processo de desconstrução e construção de conhecimentos merece ser registrado. Antes de continuar falando sobre este trabalho, creio que é preciso apresentarme. Sou aluna do sexto semestre do Proesf (Programa Especial de Formação de Professores em Exercício nos Municípios da Região Metropolitana de Campinas) oferecido pela UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) no pólo de Americana e trabalho na rede municipal de educação da cidade de Piracicaba, como professora de ensino fundamental, atualmente numa primeira série. Trabalho como professora há seis anos, um curto período de tempo, mas extenso nas vivências e aprendizados e é isso que você, leitor, encontrará neste texto, uma reflexão desse rico processo de formação pessoal e profissional. Depois de ler o início desta apresentação, você deve estar se perguntando: o que uma professora em exercício há apenas seis anos tem a escrever? Digo lhe que não importa o quanto se faz, mas como se faz. A vontade de aprender, o curso de pedagogia e a reflexão da prática pedagógica me transformaram numa profissional que acredita no que faz e que as escolhas na educação devem ser bem feitas, pois podem ser definitivas e irreparáveis. Não pretendo descrever uma forma correta de se planejar, mas fazer uma reflexão sobre a falta de sentido do planejamento para os professores e suas 2

7 causas, a concepção que se tem do processo educativo, a importância do trabalho coletivo e as influências do currículo e da gestão. Esse trabalho traz um exercício de reflexão sobre o ato de planejar em educação, considerando seus aspectos teóricos e a prática educativa. Decidi escrever sobre esse tema por sua presença, ora indiferente, ora significativa em minha formação profissional e pelas escolhas que se faz ao planejar a ação educativa. O planejamento educacional é de grande importância justamente por tratar da formação do ser humano e exatamente por isso não deve ser apenas uma questão burocrática, mas um instrumento de trabalho do professor comprometido com a aprendizagem de seus alunos. 3

8 1. A FORMAÇÃO PESSOAL E A ESCOLHA PROFISSIONAL O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis. Fernando Pessoa Acredito que, por sermos sujeitos históricos, os momentos que vivemos e que formaram a pessoa que somos hoje têm grande influência em nossas escolhas, tanto pessoais quanto profissionais, por isso inicio este trabalho relatando alguns acontecimentos da minha vida pessoal que influenciaram na escolha profissional como professora. Desde muito pequena via meu pai com livros e cadernos, pois ele só conseguiu concluir o colegial depois de casado e com três filhos. Enquanto meu pai estava na escola, minha mãe reunia os filhos em sua cama e lia histórias ou cânticos dos livrinhos de novena (sempre fomos uma família muito religiosa). O tempo passou e finalmente entrei na escola, era meu pai quem me levava, pois o escritório no qual trabalhava ficava a apenas um quarteirão de distância. Quando saía da escola ficava no escritório esperando o horário de almoço do meu pai para que ele pudesse me levar para casa e seus amigos me paparicavam oferecendo papéis, canetas, calculadoras, revistas e a máquina de escrever que eu tanto adorava. Nos próximos anos meus irmãos também entraram na escola e essa rotina continuou: brincávamos em meio aquela papelada. As noites em nossa casa não eram invadidas pela televisão. Nos sentávamos na sala juntos, meu pai sempre lia algum livro (gostava muito de enciclopédias e livros com descobertas científicas) e quando encontrava algo interessante nos 4

9 contava. Eu e meus irmãos fazíamos as lições de casa e depois nos divertíamos com os livros também. Em meio a esse ambiente sentia me muito estimulada e aprendi a ler já na pré escola. Fiquei tão feliz que ensinava tudo aos meus irmãos e os dois iniciaram na escola sabendo ler. Lembro me aqui das aulas de português no curso de pedagogia em que a professora Cristina enfatizava a importância do uso social da escrita. Meu pai estudou até o terceiro ano do ensino médio e minha mãe somente até a quarta série do primário e é claro que não sabiam como se dá o processo de alfabetização, nem mesmo a diferença entre decodificação e letramento, porém me proporcionaram um ambiente onde a escrita tinha um sentido. Foi na escola que aprendi a decodificar a escrita, mas em casa com a minha família, aprendi a gostar da leitura. Não tenho muitas lembranças da pré escola e da primeira série, me recordo apenas que as professoras eram um pouco severas. Já na segunda série foi bem diferente, a professora chamava os alunos à sua mesa colocando os no colo para corrigir os cadernos. Ela não fazia isso somente comigo que era uma ótima aluna, mas com todos os alunos (não fazia distinção alguma) e foram esses momentos que guardaram um lugarzinho especial para a tia Zelinda em minhas recordações. A relação professor aluno é de essencial importância no processo de ensinoaprendizagem. Enquanto os professores autoritários são lembrados pela sua intolerância, os que apresentaram alguma forma de afetividade com os alunos são lembrados pela aprendizagem que proporcionaram. O professor não precisa carregar os alunos ou colocá los em seu colo como relatei, o fato de tratá los com respeito, não discriminando e não tendo atitudes preconceituosas, colocando as relações pessoais em primeiro lugar e trabalhando com as emoções que permeiam 5

10 a sala de aula, já demonstram um caráter de afetividade. A postura do professor e a ênfase que dá às relações na sala de aula determinam um processo educativo significativo ou não. Nunca fui líder ou bem sucedida em esportes na escola, não participava das turmas, porém, dentro da sala de aula me destacava e todos sabiam quem eu era. Isso fez com que, valorizando a minha facilidade de aprender e as habilidades em ensinar, conseguisse construir minha identidade na escola. Como nunca tive dificuldades de aprendizagem e todos os anos havia colegas em minha sala que necessitavam de auxílio, eles iam até em casa para estudarmos juntos e o meu gosto por ensinar foi aumentando. Terminei a oitava série e chegou o momento da escolha: optei pelo magistério. Meus pais ficaram muito felizes, diziam que eu tinha dom para isso, meu avô contava para quem quisesse ouvir que sua neta ia ser professora e até hoje ele conta isso com muito orgulho. Atualmente, meu avô participa de um programa de rádio em Piracicaba e todo dia lembra os ouvintes que sua neta professora está ensinando seus alunos naquele momento. Iniciou se o curso do magistério e a expectativa era muito grande. No primeiro ano estudei no período da manhã, mas a partir do segundo ano mudei para o período noturno, afinal sempre fomos uma família humilde e estava na hora de ajudar meu pai nos gastos da casa. Procurei emprego em várias escolas particulares de educação infantil, mas pagavam muito pouco para auxiliares, então precisei mudar de área. Comecei a trabalhar como auxiliar num consultório dentário especializado em ortodontia. Trabalhava o dia todo e ia direto para o curso de magistério, jantava ali mesmo na cantina da escola e chegava atrasada todos os dias na aula. Depois de 6

11 toda a correria do dia sentava me na sala para assistir as aulas, mas não conseguia ouvir o que as professoras liam nas apostilas, era tudo muito distante. Eu só havia estado numa sala de aula como aluna, nunca do outro lado e esperava que dissessem como agir, o que falar, como fazer para que todos os alunos se interessem pela aula e aprendam. Se as professoras não conseguiam nem prender a minha atenção nas aulas (eu que sempre fui uma ótima aluna), como poderiam então responder às minhas expectativas? Fui me desinteressando cada vez mais pelo curso.... o futuro professor tem, como aluno, aulas onde o conhecimento é tratado como algo acabado, como um pacote de saberes que deve ser apropriado por ele. Não há em geral, qualquer espaço para a discussão crítica dos processos que tornaram estes conhecimentos legítimos e objeto de estudo por parte de alunos (futuros professores, neste caso). Assim, o professor é formado, em geral, para ser uma espécie de trabalhador manual da educação, ou seja, aquele que apenas transmite informações a seus alunos. (Gandin, 1999, p. 128). Quando se iniciaram os estágios acreditei que tudo mudaria, finalmente ia compreender como as coisas funcionavam, ia participar. Mais uma decepção: ou as estagiárias ficavam olhando para que nenhum aluno falasse ou levantasse enquanto as professoras das salas faziam reunião pedagógica e tomavam cafezinho, ou sentavam no fundo da sala para observar as crianças copiarem a lição da lousa, tomando o cuidado para não conversar com nenhum aluno, pois isso podia atrapalhar a professora da sala. As reclamações com a professora do magistério responsável pelos estágios eram sempre respondidas da mesma forma: Dêem graças a Deus delas fazerem o favor de aceitar vocês dentro de suas salas. A formação de professores deixa muito a desejar: são passadas tantas teorias para jovens totalmente inexperientes que não sabem o que fazer com aquilo (na sala do meu primeiro ano de magistério a média de idade era entre 15 e 17 anos). A maioria dos professores que fazem essa formação já está há muito tempo distante 7

12 do contato com as crianças, desconhece a realidade atual das escolas e dessa forma não consegue relacionar a teoria à prática, dar uma significação à mesma. Resultado: só se aprende fazendo, quando se entra no mercado de trabalho, quando se vê com trinta crianças numa sala esperando algo de você. No curso de pedagogia, numa aula magna com o grupo de pesquisa ALE (alfabetização, leitura e escrita) o professor Ezequiel nos questionou: o que é dar aulas? Um sacrifício, torcendo para que os minutos passem rápido? O momento de domar os aprendizes com centenas de exercícios e disciplina? O juizado supremo para aprovar ou desaprovar? Ou transcrever um livro didático na lousa para cópia? Quando cursava o magistério não saberia responder a nenhuma dessas questões. Os modelos que tinha responderiam sim a todas, mas eu não concordava com isso apesar de ainda não saber definir uma resposta para a primeira pergunta: o que é dar aulas? Era tudo o que eu queria saber e que o curso de magistério não conseguiu responder. O professor Ezequiel continuou dizendo que a construção do conhecimento do aluno é um compromisso do professor, mas que para ensinar bem o professor precisa aprender bem. Ao terminar o curso de magistério, desanimada, nem pensei em exercer minha profissão, pensei mesmo é em mudar. Aprendi a gostar do que fazia no consultório dentário e, influenciada pelos dentistas de lá, já me imaginava cursando odontologia na FOP UNICAMP, aliás, meu patrão era professor doutor nessa faculdade. Muitas vezes eu me pegava planejando como seria estar estudando numa faculdade como aquela, mas voltava à realidade, precisava trabalhar, não podia estudar o dia todo. Depois de quatro anos trabalhando nesse consultório, já em 1.999, a Prefeitura Municipal de Piracicaba iniciou o processo de municipalização do ensino 8

13 de primeira a quarta série com as escolas rurais e algumas construídas na periferia da cidade. Abriu se um concurso público para a contratação de professores e o edital caiu em minhas mãos. A dúvida surgiu: não sabia se fazia a prova, mas devido a pressão do meu noivo e dos meus pais que não se conformavam por não estar exercendo minha profissão, decidi fazer. Se eu passasse resolveria o que fazer depois. Saiu o resultado, passei na prova e entraria logo na primeira chamada. Iniciou se então um processo de reflexão e muitos conflitos. Era muito cômodo continuar naquele emprego no consultório, afinal já havia me decepcionado no magistério, mas os meus sonhos, a minha escolha, seriam simplesmente guardados numa gavetinha de recordações. Entretanto, havia também o medo de entrar numa sala de aula e não saber o que fazer. Foi isso o que mais pesou em minha decisão, não era possível saber como seria se eu não tentasse, então decidi assumir meu novo cargo: professora de ensino fundamental. Começa uma nova fase em minha vida e eu nem imaginava quantos outros conflitos encontraria. 1.1 Profissão: professora o início No dia de atribuição de classes, fui uma das últimas a escolher, juntamente com uma colega do magistério que encontrei lá. Combinamos de escolher sala na mesma escola, pois assim uma ajudaria a outra. Ela foi chamada primeiro e escolheu uma quarta série, em seguida foi a minha vez e escolhi a outra quarta série da mesma escola, que ficava na periferia da cidade. A supervisora que estava 9

14 atribuindo olhou bem para mim e disse: Com essa sua carinha, você vai apanhar todos os dias dos alunos dessa sala, é melhor pegar essa primeira série na escola rural. Argumentei que gostaria de trabalhar com minha colega e não saberia alfabetizar a primeira série, mas ela chamou duas outras pessoas para que reforçassem o que havia me dito. Na verdade, depois de tudo isso, não tive muita escolha. Como na prefeitura é tudo para agora, no outro dia deveríamos estar na sala de aula, não deu tempo nem de procurar uma amiga que estivesse trabalhando em alguma escola estadual ou particular para me orientar melhor. A escola onde iria trabalhar ficava mesmo num bairro rural, era longe de tudo e de todos, não havia nem ônibus circular que passava por lá. Uma perua da prefeitura nos levava, demorávamos uma hora para chegar à escola e eu chegava todo dia enjoada devido às curvas da estrada. Nas primeiras semanas as aulas foram no salão da igreja, pois a escola estava sendo arrumada. Era um salão enorme e para dividir as turmas foi preciso fazer círculos com cadeiras. O que uma professora falava num canto do salão dava para ouvir do outro devido ao eco e como eram quatro professoras, logo se deduz que não dava para entender o que ninguém falava, como no dito popular: Se não fosse trágico seria cômico. As pessoas que passavam na rua paravam na porta do salão para ver o que estava acontecendo, algumas entravam para utilizar o banheiro, outras para tomar água ou dar um recado a alguma criança, era impossível focar a atenção numa única coisa. Nem é preciso contar que o primeiro dia foi inesquecível, eram quatro professoras que se encontravam pela primeira vez e não conheciam o lugar, duas já haviam trabalhado na rede estadual, mas eu e mais uma nunca havíamos entrado 10

15 numa sala de aula como professora. Não havia nem diretora. Cada uma pegou seus alunos e fez o que achou que deveria. Sentei me com os meus e perguntei quem já havia estado na escola, não sabia que não tinha pré escola naquele bairro. Pedi então para que pegassem o lápis e o caderno porque iria escrever algo na lousa para saber se conseguiam copiar, mas nem imaginava que nem sabiam pegar no lápis. Eles me olhavam com tantas expectativas! Com certeza, sabiam o que esperar de mim, mas eu não sabia o que fazer com eles. Naquela semana comecei a pensar o que faria com meus alunos, precisavam trabalhar com treinos, afinal sem coordenação motora, como poderiam aprender outras coisas? Quando estudava comecei assim. Na semana seguinte chegou a diretora com muitas novidades vindas da Secretaria Municipal de Educação: todas diziam não, não pode silabar, não pode mostrar as letras para as crianças, não pode dar atividades de coordenação motora, não pode dar nenhuma atividade tida como tradicional e as regras eram para todas as escolas independentemente da comunidade e da realidade em que estava inserida. Todas as atividades deveriam ser planejadas e registradas num caderno que se chamaria semanário e todos que não concordassem e não se adequassem poderiam procurar outro emprego, isso era deixado bem claro. Bem, agora eu já tinha uma lista de tudo o que não podia fazer e sabia que poderia ser mandada embora a qualquer momento, só faltava saber o que podia fazer por aquelas crianças. Hoje tenho clareza do que é uma alfabetização significativa, da importância do letramento e da mediação do professor e que o aluno não precisa ficar fazendo treinos, pois é preciso trabalhar com uma alfabetização crítica. Mesmo que o aluno ainda não saiba decodificar a escrita o professor deve trabalhar textos com sentido e 11

16 com a oralidade. Os alunos não precisam ser preparados para aprender, se desenvolvem quando entram em contato com o objeto do conhecimento e são mediados pelo professor. Mas no momento de minha iniciação profissional, não tinha nem idéia disso, achava que deveria reproduzir o modelo pelo qual fui alfabetizada e que, segundo a Secretaria da Educação, não poderia ser feito também. Tivemos nosso primeiro horário de trabalho pedagógico coletivo, o famoso H.T.P.C. (horário de trabalho pedagógico coletivo) e nos foi passado que deveríamos fazer o planejamento de curso. Como havia uma professora de cada série, cada uma faria o seu. E eu, que não sabia nem o que fazer na sala de aula? Mas tudo bem, vamos fazer o que é preciso. Uma colega que estava com a quarta série me orientou e emprestou alguns livros que ajudaram a escrever o tal planejamento de curso, entreguei para a diretora e nunca mais o vi, também não senti falta, era tudo copiado, não fazia sentido algum. Iniciaram se muitos cursos na Secretaria de Educação para que aprendêssemos a dar aulas como eles (da atual administração) queriam. Fiz todos afim de saber o que poderia fazer (pois eu já tinha a lista do que não podia) e tornei minha sala de aula um laboratório de testes, pois ainda não tinha a habilidade de selecionar as informações que recebia. Tornei me meio popular: além de estar quase todos os dias na Secretaria de Educação, sabia repetir exatamente o que era falado nos cursos e mais, aplicava tudo com meus alunos. Nesses cursos havia de tudo, textos que não clarearam em nada minhas dúvidas, receitinhas prontas, folhas com atividades para serem reproduzidas, reflexões, discussões... Não posso dizer que não aprendi nada, afinal essa formação me embasou principalmente durante aquele ano, o que o curso de magistério não havia feito. Porém, analisando esse 12

17 período com a formação e experiência que tenho atualmente, é possível constatar falhas e erros que não conseguia ver antes, devido à falta de um olhar mais crítico sobre os conhecimentos que me eram passados e sobre a minha prática pedagógica. Meu primeiro ano de trabalho como professora foi bem frustrante, eu tinha vontade de aprender, mas não havia com quem dividir as preocupações e a ansiedade. A diretora pouco ficava na escola e quando aparecia era para tratar das questões burocráticas. Como só havia uma sala de cada série, a única primeira série era minha, portanto não havia outra professora com quem trocar atividades, informações, dúvidas, frustrações... Nos cursos também não havia troca, todas tinham medo de expor seus problemas, serem tidas como más professoras e perderem o emprego (como se os problemas não fizessem parte da vida de qualquer profissional). É incômodo olhar para o passado e ver o quanto meus alunos deixaram de aprender por minha causa, na ocasião acreditei que a culpa era somente minha. Aqui se faz legítima a importância da reflexão sobre a prática pedagógica, pois é analisando os erros passados que planejamos um presente e um futuro melhor. Mas é preciso analisar criticamente e reconhecer o erro, mesmo que feito na tentativa de acertar ou a reflexão servirá somente para confirmá lo e repeti lo. O tempo passou e no próximo ano fui trabalhar em outra escola, bem mais próxima da minha casa, aquela que eu já havia escolhido na primeira atribuição, mas fui convencida a mudar. A diretora dessa escola sempre me encontrava nos cursos na Secretaria de Educação e conhecia minha constante busca, minha vontade de aprender, por isso me convidou para fazer parte do seu grupo, suas 13

18 palavras me deram novas esperanças: Não sei tudo, por isso não posso te dar certezas, mas poderemos buscá las juntas. Precisei me adaptar às mudanças, era uma escola maior e localizada num bairro bem carente da cidade. Mesmo assim eu estava muito feliz, pois este ano trabalharia também com uma primeira série, mas havia mais três professoras que trabalhariam com a mesma série e elas eram bem mais experientes que eu. Decidi que durante o ano de 2000 seria observadora, pois isso me ensinaria muito e foi o que fiz. Novamente chegou o período do planejamento, que seria feito para o ano todo. Sentamos em grupos por série para planejarmos juntas. Minhas novas colegas abriram os Parâmetros Curriculares Nacionais (seguido como uma bíblia no início da educação municipal em nossa cidade) e me disseram que devíamos copiar todas as palavras bonitas que havia lá e nosso planejamento estaria lindo. Ajudei as a procurar, copiamos e estava pronto, agora era só entregar o planejamento para a coordenadora pedagógica. Esta, por sua vez, fez a leitura do mesmo e entregou uma cópia para cada professora, peguei minha cópia e guardei na gaveta do armário, quando precisasse estaria ali. Esse ano foi muito melhor para trabalhar, posso dizer que aprendi muita coisa que ajudou a formar a profissional que sou hoje. Eu tinha com quem conversar e tirar minhas dúvidas, a coordenadora pedagógica estava sempre presente e a diretora também, acredito que aprendemos juntas, fazendo. Desde o ano de 2000 permaneço nesta escola e tudo o que for relatado nas próximas páginas diz respeito ao meu trabalho na mesma. Voltando ao planejamento que estava guardado na gaveta do armário, até me esqueci, pois só precisei dele no início do ano seguinte para olhar e copiar algumas 14

19 coisas (na verdade a maioria). Observando isso hoje, nem eu mesma sei como consegui fazer do planejamento apenas um papel para ficar um ano guardado na gaveta sem sequer ser reavaliado. O planejamento não tinha função alguma, era elaborado para fins burocráticos e não era executado da forma que deveria. Durante o ano de 2001 uma empresa multinacional, localizada em Piracicaba, fez uma parceria com a Prefeitura a fim de proporcionar a quatro escolas da rede municipal um ensino de melhor qualidade. A escola na qual trabalho fica numa das comunidades mais carentes e difíceis de trabalhar da cidade, por isso, foi escolhida para participar desse programa. O grupo aceitou bem, na verdade, não tínhamos escolha. Um grupo do CENPEC (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) foi escolhido para trabalhar nessas escolas e a Secretaria de Educação definiu que o eixo principal seria o projeto político pedagógico (PPP), pois todas as escolas deveriam ter o seu, mas não sabiam como fazê lo. Foi um trabalho muito interessante que fez com que o grupo escola se fortalecesse mais e compreendesse melhor sua função, além disso fez também com que eu voltasse a me interessar por estudar, por isso descreverei algumas situações ocorridas durante esse trabalho. Fizemos leituras, estudos de textos e de situações concretas que aconteciam em nossas aulas. O diagnóstico feito com a comunidade permitiu que conhecêssemos suas expectativas e dessa forma, foi possível nos organizar, planejar melhor nossas atividades. Já era de nosso conhecimento que a participação da comunidade é importante, mas era difícil fazer essa parceria, essa aproximação e conhecendo seus anseios esse trabalho poderia ser mais efetivo. O projeto político 15

20 pedagógico começou a ser escrito e embora tenha participado de sua elaboração, só compreendi sua real importância mais tarde. De certa forma, essas atividades me ajudaram a questionar algumas situações ocorridas no dia a dia da escola (as verdades eternas). Comecei a refletir, mas sentia falta de um estudo mais profundo, queria conhecer melhor esses homens que tanto falam em educação, mesmo porque a Prefeitura só oferece cursos diretamente ligados à sua filosofia, proporcionando um conhecimento específico, não havendo espaço para a diversidade. A oportunidade surgiu em 2002, quando a UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas) fez uma parceria com as prefeituras da região metropolitana de Campinas dando origem ao PROESF (Programa Especial de Formação de Professores em Exercício). Fiz a inscrição para o vestibular no último instante, mas não tinha muita esperança de passar na prova. Na época era recém casada e meu marido não gostou muito da idéia, mas combinamos que se eu passasse na prova voltaríamos a conversar sobre o assunto. Bem, passei no vestibular e chegou o momento da matrícula, meus pais vibraram, afinal sua filha iria fazer a tão sonhada faculdade (que gostariam de ter me proporcionado antes) e na UNICAMP, uma das universidades mais bem conceituadas. Já meu marido não vibrou tanto, pois ficaria sozinho todas as noites por três anos e teríamos que adiar alguns de nossos planos. Porém, ele jamais se colocaria como um obstáculo diante dessa oportunidade e mostrou se disposto a me ajudar durante o período do curso. Seria difícil para nós dois, mas acreditando que a determinação diminui os obstáculos, iniciei o curso de graduação em pedagogia. 16

21 1.2 O curso de Pedagogia O primeiro dia de aula do curso de pedagogia foi muito interessante! Estávamos as quarenta alunas sentadas na sala de aula e entrou a professora propondo uma apresentação para nos conhecermos. Cada uma de nós com suas angústias, seus medos, sua ansiedade, sua história e um grande aperto no coração. A sala, de repente, foi tomada por sentimentos de alegria, tristeza e culpa. Todas estavam felizes pela oportunidade de estar ali naquele momento, mas sofriam em deixar para trás marido e filhos, além disso, era a nossa terceira jornada (para algumas até a quarta). Nós, mulheres, nos desdobramos para dar conta das tantas tarefas que nos são atribuídas diariamente e sempre sentimos culpa por ter deixado algo mal resolvido, acreditando que seria possível um melhor resultado. Ouvindo aquelas histórias, percebi que havia muitas piores que a minha e as angústias em meu coração se minimizaram frente aos problemas que as minhas recentes colegas desabafavam naquele momento. Não ia ser fácil para ninguém, mas era preciso parar de se lamentar, lágrimas e melancolia só teriam espaço quando sobrasse tempo (e mais tarde vi que tempo realmente é precioso ). Agora era preciso aproveitar tudo o que aquele curso nos proporcionasse, afinal éramos alunas de uma universidade muito conceituada e isso é um privilégio. As primeiras aulas assustaram, devido ao volume de textos, não estava habituada com aqueles tipos de leituras e com a freqüência das mesmas, mas logo compreendi que a prática (bem ou mal) todas nós já tínhamos, era o momento da teoria, de fazer essa relação da prática com a teoria, do que vivemos e do que se pensa em educação. 17

22 ...a teoria em si... não transforma o mundo. Pode contribuir para sua transformação, mas para isso tem que sair de si mesma, e, em primeiro lugar, tem que ser assimilada pelos que vão ocasionar com seus atos reais, efetivos, tal transformação. Entre a teoria e a atividade prática transformadora se insere um trabalho de educação das consciências, de organização dos meios materiais e planos concretos de ação. (Vasquez, 1977, p. 206). É muito interessante observar esse movimento entre a teoria e a prática, acredito que se freqüentasse um curso normal de pedagogia e ainda não estivesse diariamente ministrando aulas, fazer esse exercício de observação e reflexão não seria tão significativo. Como disse anteriormente, eu já sentia falta da teoria e agora estava compreendendo sua importância para o dia a dia do professor e sua prática na sala de aula. Já no primeiro semestre tivemos a disciplina Teoria Pedagógica e Produção em Português e era fascinante conhecer alguns grandes pensadores em educação e que contribuíram com estudos em relação à aquisição da escrita (como Piaget e Vigotski). Ao fazer a leitura dos textos ia recordando situações ocorridas com meus alunos, pois estava trabalhando com uma sala de primeira série e era possível observar as etapas de desenvolvimento na aquisição da escrita. Muito do que era discutido nas aulas eu já fazia com meus alunos, mas agora compreendia melhor como essas atividades interferiam no processo de alfabetização e letramento, assim pude avaliar seus objetivos e refletir sobre a metodologia utilizada. Se o professor não tem o hábito de refletir, acaba dando respostas prontas, deixando de desenvolver a reflexão também em seus alunos. Numa das aulas magnas, o professor Sérgio Leite disse que as concepções que temos do que é ensinar e aprender norteiam a nossa ideologia que, por sua vez, direcionará as ações. Por meio dos estudos, estava descobrindo quais eram as minhas concepções, no que realmente acreditava e se minhas ações concretizavam isso. 18

23 Somente o fato de estar com um grupo que tem as mesmas expectativas (melhorar o trabalho em sala de aula) e busca um aperfeiçoamento já ajuda bastante, mas os encaminhamentos dados promoviam discussões que enriqueciam muito, eram vários pontos de vista sobre um mesmo ponto: educação. Hoje, no sexto semestre, posso dizer que todas as disciplinas feitas durante o curso de Pedagogia foram importantíssimas para uma mudança na postura pedagógica, pois para que esta aconteça é necessário antes mudar a forma de pensar. Todos os cursos dos quais participei desde o início da minha formação profissional eram direcionados segundo a filosofia de educação de seus organizadores, e como a maioria foi oferecido pela Secretaria Municipal de Educação era sua a filosofia passada, afinal queriam que todas as escolas da rede organizassem sua proposta pedagógica a partir dela. A partir do momento que comecei a graduação conheci várias maneiras de se pensar educação, estudei vários autores e participei de discussões que não apontavam uma teoria como sendo a única correta, mas era possível analisar cada uma delas e ver que não há certo e errado, estamos a todo momento sendo influenciados por diversas teorias e filosofias e cabe a nós selecionarmos as que melhor se adequarem ao que acreditamos e à realidade que vivemos. Foi importantíssimo estar em contato com esta diversidade de pensamentos e perceber que a escolha diz respeito a cada um de nós, mas é preciso conhecer para optar. Quando não temos o conhecimento não somos capazes de criticar e argumentar, acabamos por aceitar tudo o que nos é imposto e mesmo não acreditando no que nos é passado não temos o poder da argumentação, pois falta o embasamento. É necessário também muita cautela ao criticar, críticas é o que mais 19

24 se ouve, mas são na sua grande maioria pejorativas e não levam a nada além do desapontamento e do desânimo. Já as críticas construtivas fazem parte de um processo de desenvolvimento, apontam novas propostas, permitem uma reflexão e até mesmo um redirecionamento do trabalho. Falando sobre críticas, me recordei de uma situação que vivenciei no início da minha profissão. Estava com vários problemas com meus alunos, tanto de aprendizagem como de comportamento. Estava ciente de que precisava de ajuda, mas apesar de estar pedindo a a todo o momento parece que as pessoas não me ouviam e isso durou o ano todo. No último bimestre a diretora achou que os números da minha turma não estavam bons, pediu a presença da supervisora e me chamou. Quando estávamos as três na sua sala ela fechou a porta e começaram as críticas. As duas falavam sem parar, apontaram todos os meus erros (parece até que nunca houve acertos) e eu nem tive a chance de me defender, pois eram duas contra uma. Falavam como se eu nunca tivesse deixado claro que precisava de ajuda por realmente estar com problemas. Saí daquela sala me sentindo a pior profissional do mundo, pensei até em nunca mais voltar para aquela ou qualquer outra escola. Se elas tivessem o mínimo de ética e profissionalismo teriam sim me chamado para conversar, mas já quando começaram a aparecer os problemas, dessa forma as críticas seriam construtivas, me ajudariam a resolvê los enquanto aconteciam. Naquela época eu não sabia argumentar em minha defesa, mas se fosse hoje a situação teria ocorrido de forma bem diferente. Atualmente essa mesma supervisora participa dos horários de trabalho pedagógico coletivo na escola em que trabalho, ela mudou um pouco sua forma de pensar e atuar, afinal mudou a administração municipal e ela precisa se adaptar às novas concepções ou perderá seu cargo. Mas eu mudei muito, não tenho mais 20

25 receio que ela assista às minhas aulas ou me chame para conversar numa sala fechada, já sei me defender, porém, tenho certeza de que ela não fará mais isso, pois sabe que não estará mais falando com a menininha de outrora e sim com uma profissional que acredita e defende o que faz. O conhecimento e o poder de argumentação aprimorados durante o curso de pedagogia tiveram grande impacto no trabalho pedagógico e na minha pessoa como integrante do grupo escola. Até mesmo a visão das pessoas a meu respeito mudou: durante os horários de trabalho pedagógico coletivo já não sou mais vista como a professorinha, que por nada saber, tudo acata e consente. Sou mais respeitada e esse respeito foi conquistado a partir do momento em que comecei a participar das discussões, a saber criticar, a expor a minha opinião, a argumentar em defesa do que acredito e a ajudar o grupo a refletir e encontrar soluções. Agora sou uma participante do grupo escola e não apenas mais uma integrante. Eu me sentia bem insegura nas reuniões de pais, tinha receio que alguém me perguntasse algo que não soubesse explicar, que questionassem o meu trabalho. Hoje não falo somente por mim, estou pautada na fala de estudiosos, sei colocar para os pais as concepções nas quais acredito e tenho conhecimento para argumentar em sua defesa. É possível observar como os pais dos alunos passaram a acreditar mais no meu trabalho, sentiram maior segurança no meu discurso e também na ação pedagógica. Não tenho somente certezas e nem acredito em verdades absolutas, mas já consigo direcionar melhor o meu trabalho. Dando continuidade a esse processo de mudança provocado pelo curso de pedagogia, é possível destacar não somente o que mudou na minha pessoa, mas o que isso ocasionou também com o grupo escola. 21

26 Na escola em que trabalho há mais duas colegas que estão no curso comigo e isso ajudou muito no momento de sermos multiplicadoras dos conhecimentos que adquirimos. Se eu falasse sozinha, talvez minhas idéias sofressem maior resistência, mas como eram três vozes acredito que tivemos um êxito maior. É importante também destacar que se eu guardasse todo o conhecimento para mim, fechasse a porta da minha sala de aula e pensasse cada um com seus problemas, de nada adiantaria e a proposta do curso não seria válida. É essencial compartilhar os conhecimentos que temos e saber ouvir as pessoas, pois educação se faz através de debates, discussões, estudos e colaboração, afinal é um trabalho coletivo. Muitas pessoas se fecham em sua sala de aula e desenvolvem um ótimo trabalho com seus alunos, sendo elogiadas pela direção e coordenação, mas acredito que um bom trabalho não fica preso em quatro paredes, é muito mais amplo e para ser realmente bom não pode atingir somente uma pequena parte dos alunos da escola. É claro que mudança se faz aos poucos, as ações são como grãos de areia, mas um verdadeiro transformador multiplica o seu saber em futuros multiplicadores.... Propondo que o educando seja sujeito de seu desenvolvimento está propondo a existência do grupo, da participação e, como conseqüência, a conscientização que gera a transformação. (Gandin, 1993, p. 99). Fazendo parte de um grupo, preciso trabalhar com o mesmo. Se neste ano estou com uma primeira série e faço um trabalho diferenciado com uma proposta de letramento, criticidade, raciocínio, cooperação e descoberta, preciso pensar que no outro ano estarão na segunda série e seria ótimo continuar esse trabalho, mas pode ser que a futura professora não tenha conhecimento para desenvolvê lo ou, muitas vezes, nem sinta vontade de fazê lo. Se esses alunos passarem um ano sentados 22

27 numa sala copiando a lição que é passada na lousa sendo impossibilitados de falar ou se expressar de outra forma, perderão muito do que foi desenvolvido no ano anterior e será fácil enquadrá los também nos próximos anos. É por esse motivo que precisamos atingir não somente nossos alunos, mas também o grupo escola, para que a filosofia e o currículo da escola possam ser repensados, para que as pessoas possam pensar como grupo, participando realmente do que acontece e tendo objetivos em comum; ou não daremos um passo após o outro, mas, ao contrário, daremos um passo e voltaremos outro para trás. Como diz Gandin (1993, p. 16)... um grupo (sujeitos em interação) na dinâmica da ação reflexão, buscando a verdade e tendendo à transformação e ao crescimento: eis a educação que deve estar em tudo.... A educação precisa de pessoas que briguem por ela e é isso que pretendo continuar fazendo, é preciso incomodar, pois as pessoas quando incomodadas são obrigadas a mudar de posição, de postura. Acredito que seja esse o objetivo do curso de pedagogia: formar profissionais que, além de re significar sua prática, atuem como multiplicadores em seu grupoescola... porque educar de verdade é motivar o novo mestre, não repetir discípulos. (Demo, 1996, p. 41) 23

28 2. PLANEJAMENTO Planejar não é fazer alguma coisa antes de agir. Planejar é agir de um determinado modo para um determinado fim. Danilo Gandin, 1993 Escolhi falar sobre esse tema, planejamento, devido ao papel que desempenhou em meu histórico de formação profissional, cercado de desencontros e frustrações. Como já relatei, não me importava muito com isso antes das discussões feitas nas aulas do curso de pedagogia, somente a partir daí comecei a analisar minha prática e esse assunto começou a me incomodar. Esse tema foi abordado praticamente em todas as disciplinas, pois para tudo é necessário planejamento. Nas disciplinas de teoria pedagógica e produção essa questão era ainda mais forte: estudamos suas concepções (de português, matemática, história, ciências...) e em todas tivemos que elaborar projetos e planos de aula (ver Projeto Identidade elaborado para a disciplina de Temas Transversais anexo 1). Já na disciplina de gestão escolar conversamos muito sobre o planejamento do projeto político pedagógico. Como já detalhei em exemplos neste texto, planejar nunca teve significado para mim. Não entendia o porquê de sentar com as colegas de trabalho para planejar se, depois, cada uma entrava em sua sala e fazia o que queria, na maioria das vezes, muito diferente do que foi escrito. Era apenas mais um trabalho burocrático sem função. 24

29 O planejamento não acontecia de forma correta, não tinha como objetivo sua elaboração e execução e ficava apenas no papel (como muitas coisas na educação). Mas eu também não tinha clareza sobre o que estava fazendo, acreditava que o planejamento estava limitado às paredes da sala de aula. Não compreendia que o seu resultado se dá, muitas vezes, na sala de aula, mas inicia se muito antes e não depende somente do professor, envolve conceitos sociais e culturais. Ao planejar, tanto o projeto da escola quanto as aulas propriamente ditas, fazemos escolhas e, como trabalhamos com a formação do ser humano, precisamos ter claro a importância desse ato. Devido a isso, acreditei que seria interessante aprofundar meu estudo nesse sentido afim de re significar alguns conceitos. 2.1 A concepção de currículo Antes até mesmo de conceituar o que é o planejamento acredito que seja importante analisar o significado do currículo, pois este possibilita que a escola cumpra seu papel na sociedade, por meio da sua filosofia que envolve uma ideologia de homem, de sociedade e de educação que é transmitida no planejamento. Segundo Sacristán (2000, p.17): Os currículos são a expressão do equilíbrio de interesses e forças que gravitam sobre o sistema educativo num dado momento... em seu conteúdo e nas formas através das quais se nos apresenta aos professores e aos alunos, é uma opção historicamente configurada, que se sedimentou dentro de uma trama cultural, política, social e escolar... Se a escola tem um currículo, o planejamento deve ser feito de acordo com o mesmo, porém nem sempre os professores participaram da elaboração ou 25

30 concordam com esse currículo, mas mesmo assim reproduzem no. É a velha acomodação pelo conformismo. Os conceitos de homem, sociedade e educação que embasam o currículo determinarão o tipo de cidadão que se quer e a escola ajudará a formar. Se esses conceitos são os da ideologia dominante, então a escola reproduzirá as necessidades e valores do mercado de trabalho e do capital, direcionando seu planejamento para isso e... nesta escola não pode haver a construção de cidadãos, pois só há espaço para a constituição do consumidor e do futuro colaborador das empresas. Nesta escola não há espaço para as questões ligadas à política (para as perguntas: por quê? Para quê? Para quem?), apenas as questões técnicas (para a pergunta: como?)... (Gandin, 1999, p. 65). Nós, professores, queremos formar cidadãos críticos adotando atitudes que os enquadram cada dia melhor no mercado de trabalho, pois mudamos até a forma de pensar, mas continuamos a agir como antes. Pretendemos formar sujeitos, mas continuamos agindo como objetos. A escola acaba reproduzindo a classificação e exclusão social e racial. Exatamente por esse motivo é preciso repensar o currículo e seus conceitos, discutir se a escola tem por obrigação atender ao mercado e à sociedade atual ou, ao contrário, lutar pela sua transformação, pela igualdade e justiça. Segundo Gramsci (1978), é através da superestrutura que se pode mudar algo e essa é a ideologia, a cultura. A hegemonia cultural é ditada pelo capital, pelos dominadores, mas as instituições escolares podem mudar isso trabalhando contra a hegemonia cultural, mudando a visão de mundo para que deixe de ser folclórica e torne se científica (citação feita pela professora Conceição, numa das aulas da disciplina de Gestão Escolar). Porém, isso não se faz sozinho, é essencial a real participação do grupo 26

31 com diferentes idéias, discussões e estudos. É necessário redirecionar o olhar, quebrar velhos conceitos e construir outros. Quando falamos em participação dentro de um grupo é preciso ter claro qual o tipo de participação que queremos. Ela não pode ser concedida ou apenas pronunciada, precisa ser vivida, como afirma Bordenave (1994. p. 74)... A participação não é um conteúdo que se possa transmitir, mas uma mentalidade e um comportamento com ela coerente. Também não é uma destreza que se possa adquirir pelo mero treinamento. A participação é uma vivência coletiva e não individual, de modo que somente se pode aprender na práxis grupal. Parece que só se aprende a participar, participando. É comum conhecermos uma escola em que o grupo se apresenta como participativo, mas será que isso realmente acontece? Participar não é tão simples assim e nem se aprende de um dia para o outro. Bater papo, trocar receitas e evitar brigas não garante que o grupo se conheça o suficiente para realmente exercer uma participação. É preciso conhecer, tomar parte, se envolver, querer participar. Na escola em que trabalho mesmo, muitas vezes estamos tão envolvidas com um assunto que há até discussões, o que é normal num grupo. Não é importante que todos pensem da mesma forma, mas que respeitem outras opiniões e quando necessário, cheguem a um consenso.... A prova de fogo da participação não é o quanto se toma parte mas como se toma parte. (Bordenave, 1994, p. 23). Algo que incomoda demais é o distanciamento, o pouco causo de algumas pessoas diante das situações, não se envolvem, não se sentem parte do grupo e de nada que aconteça com o mesmo. Já outras pessoas gritam, brigam, criam uma situação que aparenta estarem envolvidas, mas tudo não passa de uma cena teatral, pois no momento de agir, de mostrar seu interesse, simplesmente abandonam, esquecem. Segundo Bordenave (1994), os currículos, seus conteúdos, a grade curricular em si, são elaborados por profissionais de classe média urbana (funcionários do Ministério da Educação) e carregados de valores e noções dessa classe sendo 27

32 aplicados em todas as escolas uniformemente. Se os professores e os pais dos alunos participarem da elaboração do projeto político pedagógico da escola poderão, senão mudar, adaptar esse currículo tornando o mais adequado às suas necessidades e interesses. É possível, sim, reorganizar o currículo por meio do PPP, pois nele estarão expressos os valores de uma sociedade que deverão ser adquiridos pelos alunos e esses valores dependerão da visão de sociedade e de homem que a escola tem. Se nesta visão o homem é um ser capaz de refletir e atuar como agente transformador numa sociedade que necessita de transformações, a fim de ser mais igualitária e justa, o currículo permitirá uma ação educativa nesse sentido. Porém, se a escola pretende continuar mantendo a cultura dominante, terá a visão de um homem que precisa ser moldado para ser liderado numa sociedade que já tem líderes e não necessita de mudanças e seu processo educativo se dará dessa forma. 2.2 Alguns conceitos sobre planejamento Infelizmente, o planejamento tornou se algo imposto pela burocracia que envolve a escola e, na maioria das vezes, é feito somente por esse motivo, perdeu seu real sentido. Vasconcellos (2000), aponta três elementos ao explicar o desgaste do planejamento junto aos professores: Idealismo o planejamento cumpre o papel ideológico, sendo a expressão de tantas boas intenções, de coisas que gostaríamos de fazer, mas que não tem 28

33 nada a ver com a realidade. O professor acredita que, através do planejamento, pode mudar, transformar, mas depois as coisas não acontecem, pois estão muito longe da realidade. Formalismo a escola de papel dá ênfase ao planejamento de uma forma muito burocrática, por meio de formulários e prazos. Quando esse planejamento é entregue ao coordenador ou diretor torna se mais um papel para mostrar a seriedade da escola, porém tem sua execução comprometida, aumentando o descrédito dos professores. Não participação o planejamento pode ser usado como meio de dominação, apenas alguns planejam e outros executam, nesse sentido a participação ocorre somente na execução. Essa participação pode também ser parcial, o professor pode interferir apenas em pequenos segmentos, até certo nível, mas não no plano global. É possível observar esses três elementos apontados pelo autor no cotidiano das escolas. Os professores perdem o interesse em planejar porque acreditam que este ato não tem sentido e não é necessário. Quantas vezes me peguei planejando coisas maravilhosas, entretanto a euforia pela novidade me fazia planejar atividades que estavam bem longe da realidade na qual estava trabalhando. O planejamento estava ótimo, mas quando era executado não funcionava e eu acabava me frustrando. Eu achava que tudo que aprendia de novo e que estava dando certo em outras realidades iria dar certo comigo também. Fiquei tanto tempo perdida, sem saber como planejar, que quando aprendi acreditei que poderia mudar tudo por meio desse ato. Mas logo me dei conta que de nada adianta um planejamento maravilhoso se estiver distante da realidade na qual será executado. 29

34 Vi muitas colegas, vindas de outras escolas, utilizarem o antigo planejamento (de anos e escolas anteriores), numa nova escola, para outros tipos de alunos, simplesmente porque deu certo anteriormente. Quando verificam que desta vez ele não funcionou, não têm a postura de refletir, de adaptar seu planejamento à nova realidade. Alegam que com esses alunos não é possível trabalhar direito, ou que os alunos não se interessam por nada, ou ainda que são muito fraquinhos. A idéia é fundamental no processo de transformação, mas uma idéia articulada à realidade e por ela fertilizada... (Vasconcellos, 2000, p. 32). É preciso re significar o conceito sobre o planejamento, mas só isso não basta. Antes é necessário re significar o conceito de educação e da função do professor. O planejamento não é nada sem um professor comprometido. Muitos professores não vêem sentido no planejamento porque já não encontram sentido também na sua profissão. Diante da crescente desvalorização do magistério, alguns professores deixam de acreditar em si e passam a agir de forma alienada, desvalorizando seu próprio trabalho. Por alienação estamos entendendo aquele estado em que as pessoas tornan se estranhas a si mesmas e ao mundo que as rodeia, não podendo interferir na sua organização, nem sabendo justificar os motivos últimos de suas ações, pensamentos, emoções. É a situação mais ou menos acentuada de perda de sentido, de desorientação, de falta de compreensão e de domínio das várias manifestações da existência. (Vasconcellos, 2000, p. 24). O professor acomodado, alienado, não sente necessidade de mudar, portanto não há também sentido de planejar. Planejar para que, se não há mais expectativas? Vasconcellos (2000), coloca que não há planejamento bom para um professor não comprometido e que é ilusão considerar que um planejamento bem elaborado é garantia de um bom trabalho. 30

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