Bueiros ou travessias

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Bueiros ou travessias"

Transcrição

1 Capítulo 7 Bueiros ou travessias Engenharia= matemática + bom senso Prof. Marmo, cursinho Anglo-Latino,

2 Capítulo 7-Bueiros ou travessias 7.1 Introdução Soliman, 2013 chama de estruturas de travessias: pontes, bueiros, sifões, calhas e aquedutos. As pontes e bueiros são destinados a passagem de água, mas existe ainda os sifões invertidos ou sifões normais bem como a travessia de córregos com tubulações ou canais. Conforme Mello Porto,2003 os tubos muito curtos são aqueles que estão no intervalo 5,0 < L/D 100, sendo L=comprimento e D= altura ou diâmetro do tubo. Bueiros são condutos curtos usados em travessias de estradas e rodovias para passagem de um canal, córrego ou rio, mas também pode ser usado para passagem de pessoas e animais. Os termos bueiros e travesssias são sinônimos. De modo geral os bueiros impedem a passagem de peixes a não ser que se reserve passagem de peixes. Para isto os bueiros devem ter nível de água de 0,20m a 0,50m e velocidade menor ou igual a 0,3m/s. Alguns especialistas consideram que o bueiro tem largura menor que 6m e quando for maior trata-se de uma ponte. Na verdade não existe definição muito precisa, pois existem bueiros duplos e triplos com grandes larguras. Trata-se de uma decisão de beneficios e custos. Os bueiros e pontes podem ser descritos em termos econômicos, hidráulicos, aspectos estruturais e manutenção. Os custos de um bueiro são menores que uma ponte. Quanto aos cálculos hidráulicos as pontes são completamente diferentes. Na parte dos aspectos estruturais as pontes fazem parte da estrutura da estrada e devem ser consideradas as cargas de veículos. Quanto a manutenção, os bueiros necessitam de mais cuidados do que as pontes (Larry W. Mays e I. Kaan Tuncok Capítulo 15 do livro Hydraulic Design Handbook, 1999). A análise teórica exata do escoamento de um bueiro é extremamente complexa, conforme p.23 do livro Hydraulic Design of Highway Culverts de setembro de 2001 publicado pelo Federal Highway Administration (FHWA). Mays, 1999 enfatiza três parâmetros importantes em bueiros: carga do bueiro na entrada Hw, velocidade da água no bueiro e altura do nível da água na saída do bueiro (TW=tailwater). A análise de um bueiro embora pareça simples, é complicada. As equações que regem os cálculos podem variar conforme o bueiro esteja submerso ou não ou conforme a saída do bueiro esteja submerso ou não. Existem numerosas pesquisas feitas nos Estados Unidos com inúmeros gráficos e nomogramas para o dimensionamento de bueiros, levando-se em conta o comprimento, rugosidade, perdas de cargas distribuídas, perdas de cargas singulares e carga do bueiro. A seção de um bueiro pode ser circular, retangular ou elíptica. Os bueiros podem ser feitos de diversos materiais, sendo mais comum o concreto armado, chapas de aço galvanizado, tubos de ferro fundido e tubos de plásticos de grandes diâmetros. 7-2

3 Na Figura (7.1) e (7.2) temos os vários tipos de entrada e saída de bueiros. Podemos ver bueiros com entrada e saída projetantes; bueiros com muros de ala e testa; bueiros que acompanham a saia do aterro e bueiros pré-moldados. O diâmetro mínimo que se usa em um bueiro é de 0,30m, 0,40m ou 0,60m. Backwater (remanso) Como em geral o bueiro introduz uma diminuição do canal haverá um remanso (backwater) que pode ser calculado. Na prática poucas vezes serão necessários tais cálculos. 7.2 Tipos básicos de bueiros. McCuen, 1998 resumiu de uma maneira bastante prática o dimensionamento conforme Figura (7.1). Segundo McCuen, 1998 os bueiros podem ser: 1) Entrada e saída livre 2) Entrada submersa e saída livre ou tubo parcialmente cheio 3) Entrada e saída submersa Figura 7.1 Os quatro casos básicos de bueiros sugeridos por FHWA,

4 Curso de Manejo de águas pluviais Figura 7.2 Quatro tipo de entrada de bueiros, p. 651, Water Resources Engineering, Mays Dica: os bueiros são calculados por tentativas. Primeiramente fazemos um prédimensionamento e depois os cálculos semi-empíricos do FHWA para verificação. No pré-dimensionamento usamos a equação da continuidade com uma velocidade arbitrária, por exemplo, 3 m/s. Q= A. V A= Q/V= Q/3 As Figuras (7.3) a (7.10) mostram as várias formas em que o bueiro ou travessia pode se apresentar, sendo que algumas devem ser evitadas. 7-4

5 Figura 7.3- Bueiro com rebaixo na entrada; Fonte: FHWA, 2005 Figura 7.4-Bueiro com curva na vertical. Deve ser evitado. Fonte: FHWA,

6 Figura 7.5-Bueiro com curva na vertical. Deve ser evitado. Fonte: FHWA, 2005 Figura 7.6-Bueiro com curvas na horizontal. Deve ser evitado. Fonte: FHWA,

7 Figura 7.7-Bueiro em ângulo; Fonte: FHWA, 2005 Figura 7.8-Bueiro com junção. Deve ser evitado. Fonte: FHWA,

8 Figura 7.9-Entradas típicas. Fonte: Denver, 2008 Figura Bueiro com overtopping. Deve ser evitado. Fonte: Texas,

9 7.3 Uso de bueiros O autor encontrou na prática quatro aplicações básicas de bueiros: 1. Bueiro propriamente dito quando é uma travessia e temos que encontrar a carga Hw que pode ser variável. Escolhemos a maior Hw considerando a seção de controle na entrada e na saída. 2. Bueiro com reservatório que funcionará fazendo o routing e o dimensionamento do bueiro juntamente. São casos raros, mas adotados pelo FHWA. 3. Bueiro em torres de captação de água com descarregador de fundo. No caso o bueiro trabalhará na pior situação no nível Maximo maximorum que supomos constante e calculamos as vazões supondo controle na entrada e na saída. Escolhemos a menor vazão que satisfaz ao problema. 4. Bueiro de um caixa de boca de lobo que conduz a tubulação a uma galeria central. Neste caso o dimensionamento correto é de um bueiro com altura da água na máxima posição prevista no projeto. Na prática este descarregador de fundo ou bueiro não é calculado e sim usado critérios empíricos. 7.4 Escolha do período de retorno A escolha do período de retorno é um dos grandes problemas da hidrologia, motivo pelo qual há muita discussão sobre o assunto. Não devemos esquecer que em primeiro lugar devemos adotar um modelo hidrológico adequado que produza menos erros. Um grande problema que ocorre em áreas urbanizadas e inteiramente consolidadas como algumas áreas da região metropolitana de São Paulo é a escolha de período de retorno de 100 anos, cujas obras são praticamente impossíveis de serem realizadas devido a espaço físico e custos. Dica: adotamos para bueiros ou travessias o período de retorno mínimo Tr= 100anos O período de retorno normalmente adotado é Tr=100 anos, mas alguns estados americanos mandam verificar para Tr=500 anos de maneira que não transponham a rua ou avenida. O estado americano de Illinois, 2013 adota período de retorno de dimensionamento do bueiro de 50 anos, mas manda verificar para Tr=100 anos e Tr=500 anos para que não haja overtopping da estrada. Algumas comarcas americanas como Mohave County, 2009 adotam para áreas de bacias menores ou igual a 52 km 2 que a duração da chuva seja de 6 horas. Para áreas de bacias com 52 km 2 a 260 km 2 a duração da chuva deve ficar entre 6h a 24h e para maiores que 260 km 2 a duração da chuva deve ser de 24h. No Brasil de modo geral adotamos a duração da chuva como sendo 30% a mais do tempo de concentração tc. Assim teremos duração da chuva de 2h, 3h, 6h, 12h e 24h. 7-9

10 Q 7,10 ou Q 95 Para vazões baixas em dimensionamento de bueiros a Ciria, 2010 adota a vazão mínima achada por Weibull que nada mais é que o Q 7,10 ou Q 95. Quando prevemos em um bueiro a passagem de peixes, não fica complicado o uso do Q 7,10, mas em outras ocasiões teremos o problema da sedimentação. De modo geral quando dimensionamentos um bueiro somente levamos em consideração a vazão de projeto para Tr= 100 anos. 7.5 Tempo de concentração Há duas definições básicas de tempo de concentração. Tempo de concentração é o tempo em que leva para que toda a bacia considerada contribua para o escoamento superficial na seção estudada. O tempo de concentração é o tempo que leva uma gota de água mais distante até o trecho considerado na bacia. Fórmula Califórnia Culverts Practice A grande vantagem desta fórmula é a fácil obtenção dos dados, isto é, o comprimento do talvegue e a diferença de nível H (Porto,1993). Geralmente é aplicada em bacias rurais para áreas maiores que 1km 2. Dica: A fórmula Califórnia Culverts Practice é recomendada pelo DAEE para pequenas barragens. Tempo de concentração usando o método do California Culverts Practice O tempo de concentração será calculado pela fórmula recomendada pelo DAEE de São Paulo que é California Culverts Practice. tc= 57. (L 2 / Ieq) 0,385 (Equação 7.1) Sendo: tc= tempo de concentração (min) L= comprimento do talvegue (km) Ieq= declividade equivalente (m/km) Exemplo 7.1 Calcular o tempo de concentração para um talvegue de 3,6378km e declividade equivalente Ie= 8,33m/km A declividade média e o tempo de concentração é calculada através da planilha da Tabela (7.1). Tabela 7.1-Tempo de concentração até a avenida 3 Cota inf Cota Decl (m/km) Diferença de Compr (km) J= L/j^0,5 Ie (m/km) tc(min) sup nivel H (m) H/L 574,00 593,00 11,25 19,00 1, ,25 0, ,00 574,00 6,08 6,00 0,9865 6,08 0, ,00 568,00 7,28 7,00 0,9619 7,28 0, ,00 3,6378 1,2603 8,33 68,

11 tc= 57. (L 2 / Ieq) 0,385 tc= 57. (3, / 8,33) 0,385 tc= 68, 12 min Outra apresentação da fórmula do tc é: tc= 57. L 1,155. H -0,385 (Equação 7.2) Sendo: tc= tempo de concentração (min); L= comprimento do talvegue (km); H= diferença de cotas entre a saída da bacia e o ponto mais alto do talvegue (m). Exemplo 7.2 Calcular tc com L=3637,8 m e H=32,0 m tc= 57 x L 1,155 x H -0,385 =57 x 3,6378 1,155 / 32 0,03285 = 68,12min A velocidade será V= L/ tempo = 3637,8m/ (68,12min x 60s) =0,89m/s 7.6 Equação das chuvas intensas Existem dois tipos básicos de equações de chuva, uma na forma de Keifer e Chu I= K. Tr a / ( t+b) c Sendo: I= intensidade máxima de chuva (mm/h) K, a, b, c: coeficientes fornecidos e dependentes da localização da bacia Tr= periodo de retorno (anos) Outra forma é a denominada LN (LN) que será motrada abaixo como exemplo. No trabalho Equações de chuvas Intensas do Estado de São Paulo publicada em outubro de 1999 para a cidade de Taubaté conforme Estação E2-022R com chuvas no periodo de e 1990 a 1997 (30anos) foi calculada a equação: I= 54,5294 ( t+30) -0, ,0319 (t+20) -0,9116. [ -0, ,8839 LN LN (T/(T-1))] Sendo: I= intensidade de chuva (mm/min) t= tempo de duração da chuva (min) T= periodo de retorno (anos) Intervalo de validade 10min t 1440min Exemplo 7.3 Supondo tc=68,06 min calcular o valor de I para Tr=100 anos I= 54,5294 ( t+30) -0, ,0319 (t+20) -0,9116. [ -0, ,8839 LN LN (T/(T-1))] I= 54,5294 ( 68,06+30) -0, ,0319 (68,06+20) -0,9116. [ -0, ,8839 LN LN (100/(100-1))] =14,46 mm/min Multiplicando por 60 teremos mm/h 7-11

12 I= 60 x 14,46= 84,28 mm/h 7.7 Metodo Racional ( 3km 2 ) O método racional é um método indireto e foi apresentado pela primeira vez em 1851 por Mulvaney e usado nos Estados Unidos por Emil Kuichling em 1889 e estabelece uma relação entre a chuva e o escoamento superficial (deflúvio) conforme Figura (7.11). O nome método Racional é para contrapor os métodos antigos que eram empíricos e não eram racionais. É usado para calcular a vazão de pico de uma determinada bacia, considerando uma seção de estudo. Na Inglaterra Lloyd-Davies fez método semelhante em 1850 e muitas vezes o método Racional é chamado de Método de Lloyd-Davies. A chamada fórmula racional é a seguinte: Q= C. I. A /360 (Equação 7.3) Sendo: Q= vazão de pico (m 3 /s); C= coeficiente de escoamento superficial varia de 0 a 1. C= volume de runoff/ volume total de chuva I= intensidade média da chuva (mm/h); A= área da bacia (ha). 1ha= m 2 Figura 7.11-Modelo de sistema hidrológico simples Fonte: Villela e Mattos, Hidrologia Aplicada Na Inglaterra o método racional é usado com o nome de método de Lloyd- Davies. 7-12

13 Na Figura (7.12) apresenta como funciona o método racional. O tempo de duração da chuva é igual ao tempo de concentração. Na saída (output) a vazão efluente irá variar segundo um hidrograma triangular justificado por (Willian, 1950), (Pagan, 1972) e (Mitchi,1974). Conforme esquema de hidrograma triangular da Figura (7.12), tc é o tempo para o escoamento máximo e 2.tc o tempo total de escoamento superficial. Escoamento Superficial (m 3 /s) Hietograma Q Hidrograma Tempo tc tc Figura Representação esquemática do hidrograma do método Racional e não é o hidrograma real. O método racional deve ser aplicado somente em pequenas bacias, ou seja, com área de drenagem inferior a 3km 2 (300 ha) conforme (Porto, 1993) ou quando o tempo de concentração seja inferior a uma hora. Na Austrália é usado o Método Racional Probabilístico para pequenas bacias (25 km 2 ) e médias bacias (500 km 2 ), onde são aferidos os coeficientes de escoamento superficial C, comparando-se o calculado e medido. Não possuímos tais estudos no Brasil. Akan,1993 admite para o método racional área da bacia até 13 km 2. Adotamos 3 km 2 (três quilômetros quadrados) como limite máximo do Método Racional conforme recomendação das Diretrizes básicas para projetos de drenagem urbana no município de São Paulo elaborado em 1998 pela Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH). O conceito de pequena, média e grande bacia é um conceito variável entre os hidrólogos. A mesma bacia ser considerada pequena por um e considerada média por outro. Não existe, portanto, uma definição correta do que seja pequena, média e grande bacia. Quando se aplicar o método racional, isto é, fazendo-se a síntese, não devemos nos esquecer da análise de como o mesmo é baseado. As hipóteses do método racional são as seguintes: a) toda a bacia contribui com o escoamento superficial e é porisso que o tempo de duração da tormenta deve ser igual ou exceder ao tempo de concentração da bacia; 7-13

14 b) a chuva é distribuída uniformemente sobre toda a área da bacia; c) todas as perdas estão incorporadas ao coeficiente de escoamento superficial. A intensidade da chuva associada com o tempo de concentração e a freqüência da ocorrência podem ser obtidas das curvas de intensidade-duraçãofrequência (IDF) que é obtida por varias publicações. Os cálculos são simples e fáceis de serem obtidos Coeficiente C da fórmula Racional O coeficiente C de escoamento superficial é também conhecido como coeficiente de runoff ou coeficiente de deflúvio. Por definição coeficiente de runoff é a razão entre o volume total de escoamento superficial no evento e o volume total precipitado (Tucci, RBRH,2000). Para a determinação de C recomendamos não usar tabelas em sim a equação de Schueler, Sendo: Rv= coeficiente volumétrico AI= área impermeável (%) Fazemos C= Rv e temos: Rv= 0,05+ 0,009 x AI C= 0,05+ 0,009 x AI Deve-se ter o cuidado em adotar a área impermeável AI (%). Quando em uma área no pré-desenvolvimento temos somente terra temos que pensar que há o pisoteio de animais, uma estrada de terra, uma pequena casa, enfim pode se adotar cerca de 5% a 10% de área impermeável. Exemplo 7.4 Dada área da bacia A= 5ha, com área impermeável de 60% no pósdesenvolvimento e intensidade da chuva I= 200mm/h. Calcular a vazão de pico Q no pré-desenvolvimento e pós-desenvolvimento. Para o pré-desenvolvimento Adotamos AI= 10% C= 0,05+ 0,009 x AI C= 0,05+ 0,009 x 10= 0,14 Q pré = C. I. A /360 = 0,14 x 200mm/h x 5ha/360= 0,39 m 3 /s Para o pós-desenvolvimento AI=60% C= 0,05+ 0,009 x AI C= 0,05+ 0,009 x 60= 0,59 Q pós = C. I. A /360 = 0,59 x 200mm/h x 5ha/360= 16,39 m 3 /s 7-14

15 Quando a bacia apresenta ocupação muito variada deve ser usada a média ponderada: C 1. A 1 +C 2. A 2 + C 3. A Ci. Ai C= A 1 +A 2 + A Ai Sendo: C 1, C 2, C 3,...Ci = coeficientes de escoamento superficial para as áreas A 1 +A 2 + A Ai, respectivamente; A 1,A 2, A 3,...Ai = áreas que possuem coeficientes C 1, C 2, C 3,...Ci. C=coeficiente de escoamento superficial obtido pela média ponderada efetuada Hidrograma do método Racional triangular com base 2,67 O hidrograma do método Racional da Figura (7.13) e (7.14) é usado em Mohave County e é aplicado para áreas em bacias até 64ha cujos estudos foram feitos em Maricopa County para um tempo de concentração menor ou igual a 1h. Conforme se pode ver no hidrograma o valor máximo ocorre quanto o tempo/tempo de concentração é igual a 2,67 e o tempo de pico quando tempo/tempo de concentração é igual a 1. Mohave County adota na microdrenagem período de retorno Tr=25 anos. 7-15

16 Figura Hidrograma do método Racional utilizado em Mohave County 7-16

17 Figura Esquema original do Drainage Design Manual for Maricopa County, Arizona. 7-17

18 7.8 Método de I-PAI-WU O DAEE São Paulo adota os seguintes métodos conforme a área de drenagem (AD): Método Racional ( AD 2km 2 ) Método I-PAI-WU ( 2<AD 200 km 2 ) Método do prof. Kokei Uehara ( 200 < AD 600 km 2 ) Hidrograma unitário- Propagação (AD > 600 km 2 ) Vamos comentar o Método I-PAI-WU, 1963 usando os ensinamentos do prof. Hiroshi Yoshizane da Unicamp de Limeira. Para os engenheiros que gostam do método Racional, o Método de I-PAI-WU é o método Racional que sofre algumas modificações, permitindo cálculos de bacias hidrográficas 2 km 2 até 200km 2. Existem órgãos do Estado de São Paulo que recomendam a adoção deste método, embora não aceito por todos. O método de I-PAI-WU modificado elaborado pelo prof. dr. Kokei Uehara pode ser usado até área de 600 km 2, entretando não vamos apresentá-lo neste capítulo. Pelo Método I-PAI-WU conforme PMSP, 1999 pode ser construido um hidrograma que poderá ser usado em routing de reservatórios, porém, o autor quando faz o routing prefere usar o método do SCS. Equação básica A equação básica do Método I-PAI-WU é: Q= (0,278.C. I. A 0,9 ). K Qpico= Qb + Q Sendo: Q= vazão de pico (m 3 /s) Qb= vazão base (m 3 /s). Se não tiver informação adotar 0,1xQ. I= intensidade de chuva (mm/h) C= coeficiente de escoamento superficial (adimensional) A= área da bacia (km 2 ) 200km 2 K= coeficiente de distribuição espacial da chuva (adimensional) Para achar o coeficiente K precisamos de um ábaco especial feito pelo DAEE no Estado de São Paulo. 7-18

19 Cálculo do coeficiente C de escoamento superficial O coeficiente C é calculado pela seguinte equação: C= (C 2 / C 1 ). 2/(1+F) Sendo:, C= coeficiente de escoamento superficial C 2 = coeficiente volumétrico de escoamento C 1 = coeficiente de forma F= fator de forma da bacia Coeficiente de forma C 1 Conforme Kather, 2006 em bacias alongadas, o tempo de concentração é superior ao tempo de pico, pois a chuva que cai no ponto mais distante da bacia chegará tarde o suficiente para não contribuir para a vazão máxima Assim em bacias alongadas, deve-se esperar um valor de C 1 <1 de acordo com a equação: C 1 = tp/ tc = 4 / (2 + F) tp= tempo de pico de ascensão (h) tc= tempo de concentração (h) Pelo SCS tp= 0,6 x tc, ou seja, tp/tc= 0,60=C 1 Fator de forma da bacia F= L / [2 (A/π) 0,5 ] Sendo: L= comprimento do talvegue (km) A= área da bacia (km 2 ) F= fator de forma da bacia Conforme Morano, 2006 quando: F=1 a bacia tem formato circular perfeito F<1 a bacia tem forma circular para a eliptica e o seu dreno principal está na transversal da área. F>1 a bacia foge da forma circular para eliptica e o seu dreno principal está na longitudinal da área. Coeficiente C 2 O coeficiente volumétrico de escoamento ocorre em função do grau de impermeabilidade da superfície conforme DAEE, São Paulo, Podemos adotar C 2 =0,30 para grau baixo de impermeabilização; C 2 =0,50 para grau médio e C 2 =0,80 para grau alto conforme Tabela (66.1). Para estimar o coeficiente C 2 consultar a Tabela (7.2) e (7.3). 2- Grau de impermeabilização do solo em função do uso. 7-19

20 Tabela 7.2- Coeficiente volumetrico conforme impermeabilização Grau de impermeabilidade Coeficiente volumétrico da superfície de escoamento C 2 Baixo 0,30 Médio 0,50 Alto 0,80 Fonte: DAEE, 1994 Tabela 7.3- Valores de C 2 conforme Morano, 2006 Coeficiente volumetrico de escoamento C 2 Zona rural 0,25 Zona Suburbana 0,40 Zona Urbana 0,60 Zona Urbana Central 0,80 Ábaco para determinar o coeficiente K Nas Figuras (7.15) e (7.16) entrando na abscissa com áea da bacia em km 2 e interpolando o tempo de concentração em horas, achamos o valor de K em fração. 7-20

21 Figura Ábaco para achar o valor de K. Fonte: PMSP, 1999 Entrar com área da bacia em Km 2 e com tc achar K 7-21

22 Figura Coeficiente de distribuição espacial da chuva K em função da area da bacia e do tempo de concentração. Exem plo 7.5- Aplicação do método I-PAI-WU São dados: Local: São José dos Campos, Estado de São Paulo Area da bacia de contribuição= 4,5085 km 2 tc= 68,12min= 1,14h Área impermeável da bacia = 0,38 (38%) tc calculado pelo método de California Culverts Practice Qb= vazão base considerada 0,1Q. No caso vamos considerar Qb=0 Qp= Qb + Q C 1 = 0,6 C 2 = 0,38 Hidrograma conforme I-PAI-WU Fator de forma da bacia F= L / [2 (A/π) 0,5 ] Sendo: L= comprimento do talvegue (km) A= área da bacia (km 2 ) 7-22

23 F= fator de forma da bacia F= L / [2 (A/π) 0,5 ] F= 3,63 / [2 (4,5085/π) 0,5 ] =1,52 C 1 = 0,6 adotado como tp=0,6 tc C 2 =0,38 C= (C 2 / C 1 ). 2/(1+F) C= (0,38/ 0,60). 2/(1+1,52) =0,50 f= C. C 1 /C 2 = 0,50x0,6/0,38=0,795 f= 2.V 1 /V T V 1 = f x VT/2 Q= (0,278.C. I. A 0,9 ). K I= 84,28mm/h (já calculado para São José dos Campos com Tr=100anos) Area=A= 4,5085km2 K=0,907 (figuras) Q= (0,278x0,50x84,28x 4,5085,9 ). 0,97 =43 m 3 /s Volume do hidrograma conform I-PAI-WU V T = (0,278 x C 2 x I x tc x 3600 x A 0,9 x K) x 1,5 V T = (0,278 x 0,38x 84,28 x 1,13 x 3600 x 4,5085 0,9 x 0,97) x 1,5= m 3 V 1 = f x V T /2 V 1 = 0,795 x /2= m 3 tp=0,6 x tc= 0,6 x 1,13h= 0,68h Adotamos tp=0,678h A base do hidrograma tb obtèm-se: V= Qmax x tb/2 tb= V T x 2/ Qmax= x2/ 43= 9535 s= 2,6h O hidrograma ficará desta maneira: Tabela 7.4- Dados para o gráfico Abscissa Ordenada (h) (m 3 /s) 0 0 0, ,6 0 Na Figura (7.17) está o hidrograma triangular de I-PAI-WU. 7-23

24 Figura Hidrograma triangular do Método de I-PAI-WU Portanto, obtivem os pelo Método de I-PAI-WU vazão de pico de 41,69 m 3 /s. 7-24

25 7.9 Canal trapezoidal em terra a jusante da escada hidráulica A Figura (7.18) apresenta os elementos geometricos fundamentais de varias seções de canais. Figura Elementos geometricos para varias seções de canais Na Figura (7.19) estão os coeficientes n de Manning adotados pelo DAEE SP bem como as velocidades máximas adotadas. 7-25

26 DAEE pequenas Barragens, 2005 Instrução DPO 002/2007 Tipo de superficie ou de revestimento n Terra Grama 0,035 Rachão Gabião 0,028 Pedra argamassada 0,025 Aço corrugado 0,024 Concreto 0,018 Revestimento Vmax (m/s) Terra 1,5 Gabião 2,5 Pedra argamassada 3,0 Concreto 4,0 171 Figura Coeficientes n de Manning e velocidades máximas adotadas pelas DAEE-SP Para um canal de terra o valor de n=0,035 e a velocidade máxima deve ser 1,50m/s. Caso se suponha um canal em gabiões o valor de n=0,028 e a velocidade máxima será de 2,5m/s. Tailwater O tailwater é a altura Tw do canal a jusante do bueiro contado a partir da parte mais baixa do bueiro conforme Figura (7.20). Por exemplo, a altura normal pode ser de 0,80m e como o bueiro está 0,40m acima então o tailwater será Tw=0,40m. Algumas vezes o tailwater é maior que a altura do bueiro e portanto, o bueiro terá uma saída submersa. A entrada de um bueiro é considerada submersa quando a altura é maior que 1,2 D, sendo D o diâmetro do bueiro ou a altura. 7-26

27 Definition Sketch Fall 2009 CE Figura Esquema de um bueiro Exemplo 7. 6 Calcular a altura normal y n de um canal de seção trapezoidal em gabião sendo dados: n=0,028 S=0,005m/m talude 1:2 e vazão de pico Q=43 m 3 /s para Tr=100anos. O calculo é feito por tentativa usando planilha Excel conforme Tabela (7.5).. Area molhada =A= (b+m.y)y Perimetro molhado =P= b+2y(1+z 2 ) 0,5 R= A/P Q= A.V V= (1/n) R (2/3). S 0,5 Tabela 7.5- Cálculo da altura normal usando a fórmula de Manning Yn Q n S B z Area molh P R V Q Vmax 0, ,028 0, ,00 33,00 0,64 1,87 39,23 2,5 0, ,028 0, ,65 33,09 0,65 1,90 41,22 2,5 0, ,028 0, ,31 33,18 0,67 1,94 43,24 2,5 0, ,028 0, ,64 33,22 0,68 1,96 44,27 2,5 Achamos altura normal yn=0,71m com velocidade V=1,94m/s < 2,5 m/s OK. A altura yn=0,71m será o tailwater TW=0,71m 7-27

28 7.10 Dimensionamento de tubulação usando Metcalf&Eddy Fórmula de Manning para o dimensionamento de condutos livres. V= (1/n) x R (2/3) x S 0,5 Sendo: V= velocidade média na seção (m/s) n= coeficiente de Manning. Foi suposto tubos de PVC com n=0,011 R= raio hidráulico (m) R= A/P A= área molhada (m 2 ) P= perímetro molhado (m) Para o dimensionamento foi usado tabela de Metcal&Eddy que fornecem o valor do adimensional K que está na Tabela (7.6). Q= (K /n) D 8/3. S 0,5 Sendo: Q= vazão de pico (m 3 /s) n= coeficiente de Manning=0,011 D= diâmetro do tubo (m) d=altura da lâmina dágua (m) S= declividade (m/m) Para o dimensionamento adotou-se como d/d máximo de 0,80 e velocidade entre 1m/s a 5m/s. A declividade mínima adotada foi de 0,002m/m. Estimativa da velocidade a seção parcialmente cheia Tabela 7.6- Valores de K de Metcalf & Eddy 7-28

29 Os elementos da seção circular estão na Figura (7.21). Figura Elementos da seção circular Exemplo 7.7 Dada a vazão de 0,300m 3 /s, n=0,015 (concreto), S=0,005m/m. Calcular o diâmetro da tubulação para d/d=0,80. Conforme da Tabela (7.6) de Metcalf & Eddy para d/d=0,80 achamos K =0,305; Q= (K /n) D 8/3. S ½ D= [(Q.n) / (K. S ½ ) ] 3/8 D= [( 0,30 x 0,015) / (0,305x 0,005 ½ ) ] 0,375 D=0,56m. Adoto D=0,60m OK Para calcular a velocidade devemos entrar na Figura (7.21) com d/d=0,80 na ordenada e achamos a área molhada na abcissa 0,86. Area molhada/ Area total = 0,86 Mas Area total= 3,1416 x D 2 /4= 3,1416 x 0,602/4=0,2827m 2 Area molhada= 0,86 x 0,2827m 2 =0,2432m 2 Equação da continuidade Q= A x V V= Q/A=0,30/0,2432=1,23 m/s > 0,60m/s OK e menor que 5m/s OK 7-29

30 7.25 Velocidades na saida dos bueiros A velocidade da água no bueiro vai depender muito da velocidade permitida a jusante, que pode ser fornecida pela Tabela (7.7) ou Figura (7.21) do DAEE-SP. Devemos evitar altas velocidades que certamente causarão erosão a jusante conforme Tabela (7.7). Caso não haja maneira de diminuir as altas velocidades deveremos instalar dissipadores de energia que poderão ser de um simples rip-rap ou ou solução apropriada. Tabela 7.7-Velocidades desejaveis na saida dos bueiros Material a jusante do bueiro Velocidade desejável na saida (m/s) Rocha 4,5 Pedra maiores ou iguais a 150mm 3,5 Pedra de 100mm ou cobertura com grama 2,5 Solo franco ou argiloso 1,2 a 2,0 Solo arenoso ou solo siltoso 1,0 a 1,5 Fonte: Road drainage, 2010 Conforme Denver, 2008 a declividade mínima do bueiro é semelhante a usada em microdrenagem, ou seja, deve ser de maneira que não haja deposição de sedimentos. Relembrando em drenagem usamos velocidade mínima de 0,75 m/s e máxima 4,0m/s ou 5,00 m/s Freeboard (borda livre) Normalmente o mínimo 0,30m do topo da avenida ou até 1,00m. Algumas cidades americanas adotam o freeboard mínimo, isto é, no ponto mais baixo da estrada de 0,60m para áreas das bacias maiores que 4 km 2 e para área menores que 4 km 2 adotam freeboard de 0,30m. Não existe um critério geral obedecido por todos e não existe norma técnica da ABNT a respeito Erosão Chin, 2001 recomenda velocidade máxima de 3 m/s para tubos de metais corrugados e mínima de 0,6 m/s a 0,9 m/s informando que velocidades de 4 m/s a 5 m/s são raramente usadas devidos aos problemas de erosão e que não há uma velocidade máxima para bueiros em concreto. As velocidades na saída de um bueiro podem ocasionar problemas não desejados. As técnicas para evitar os danos são basicamente três: elementos estruturais, protetores de velocidade e dispositivos para controle de velocidade. 7-30

31 Abrasão A abrasão é definida como a erosão do material do bueiro devido ao transporte de sólido por arrastamento no curso d água. Figura ABrasão. Fonte: FHWA, 2012 Corrosão Todos os materiais dos bueiros são sujeitos a corrosão. Os bueiros de ferro galvanizado são sujeitos a deterioração quando o ph do solo sai fora da faixa de ph=6 a ph=10 conforme Figura (7.22). Para o concreto a corrosão se dá para água salgada quando há alternativa no bueiro de seca ou não. 7-31

32 Figura 7.22-Corrosão. Fonte: FHWA, 2012 Sedimentação Segundo Mays, 1999 o básico na sedimentação é devido a duas características importantes de um bueiro, que são a rugosidade e a declividade. O ideal é que o bueiro siga a mesma declividade e a mesma direção do curso d água natural. Velocidades muito baixas ocasionarão o depósito de material, ao passo que velocidades muito altas ocasionarão erosão excessiva. O bueiro deve ser cuidadosamente estudado para evitar os problemas de sedimentação ou de erosão conforme Figura (7.25). Controle de detritos O controle de detritos, ou seja, os trash racks, que entra e passa por um bueiro é bastante importante segundo Chin 2001 conforme Figura (7.23) e (7.24). Existem localidades nos Estados Unidos que devido aos detritos, a seção do bueiro é aumentada de 25% (vinte e cinco por cento). As Diretrizes básicas para projetos de drenagem urbana no Município de São Paulo recomendam um acréscimo na seção útil de 20% a 30% quando houver quando houver muitos detritos flutuantes. Isto, porém, não exclui os serviços de manutenção e limpeza. Já vimos muito bueiros entupidos com bananeiras e pequenas árvores em zonas rurais. 7-32

33 Figura Entrada de bueiros com grades. Bueiro com muro de testa e muros de alas p. 646 do livro do Linsley, Franzini et al- Water Resources Engineering Figura 7.24-Peças de concreto para evitar a entrada de detritos no bueiro p. 647 do livro do Franzini 7-33

34 Figura Depósito de sedimentos em um bueiro. Fonte: FHWA,

35 7.13 Elementos estruturais É comum se construir muros de ala e muro de testa conforme a Figura (7.26) cujo comprimento é em média de 1,80m. A largura deve ser tal que seja maior que 1/3 da largura do bueiro. Figura 7.26 Entrada com muro de testa e muro de ala Fonte: Drenagem Urbana, 1980 p

36 Cut-Off Conforme Figura (7.27) na parte inferior podemos ver a parede de cut-off que tem aproximadamente 0,45m ou 0,50m e que fica na parte mais baixa do bueiro com objetivo de impedir a passagem de infiltrações horizontais. Sempre que tivermos muro de testa e muros de abas devemos fazer o cut-off. Se houver rochas abaixo, levar o cut-off até 1,30m de profundidade e se a rocha estiver muito proxima levar o cut-off até o topo da rocha. Figura Cut-off (veja o rebaixo de concreto) 7-36

37 WEEP WHOLES São pequenos buracos abertos na estrutura para a passagem da água e não devem ser feitos em bueiros conforme Figura (7,28). Figura Weep wholes. Nâo devem ser feitos, Transição A transição é um processo de mudança da forma da seção onde está escoando a água conforme Figura (7.29). Esta transição geralmente tem que ser feita na saida do bueiro, pois, o canal a jusante é sempre mais largo, mas também podemos ter problema na entrada do bueiro. Deve-se procurar manter um número de Froude no canal abaixo de 0,9 ou acima de 1,1. Em caso de regime supercritico devemos ter cuidados especiais. Existe um capitulo especial elaborado por nós sobre transição. 7-37

38 Figura Alargamento gradual do canal. Fonte: PMSP Carga Hw Conforme FHWA, 2005 a carga é a energia requerida para forçar o fluxo da água através do bueiro. A carga na entrada do bueiro Hw em alguns estados americanos é limitada ao diâmetro do bueiro D ou altura D e é representando da seguinte forma: Hw/D 1 Isto tira algumas vantagens do bueiro conforme salienta FHWA, Alguns estados americanos adotam: Hw/D 1,5 quando a área do bueiro A 3m 2 Hw/D 1,2 quando a área do bueiro A > 3m 2 Dica: não existe uma recomendação geral aceita por todos os especialistas. O DER SP usa como limite Hw/ D 1,20 e diâmetro mínimo de 1,00m em pistas principais e 0,80m em vias marginais ou secundárias. Softwares Um software free recomendado é HY8 do FHWA. Segundo a FHWA, 2005 pode-se diminuir as dimensões do bueiro considerando o volume de água acumulado a montante do bueiro. Com o acúmulo de água diminui-se a vazão de pico e por consequente as dimensões do bueiro. É o que chamamos de routing do bueiro, que infelizmente não é aprovado por todos os órgãos encarregados da aprovação. 7-38

39 7.14 Dissipadores de energia No final de um bueiro é comum se colocar rip-rap em avental. Conforme a velocidade no bueiro e conforme as condições do canal a jusante poderá ser feito: 1. Rip-rap em avental somente 2. Rip-rap em bacia 3. Degrau 4. Escada hidráulica 5. Dissipador de impacto Ainda neste texto serão explicadas as opções de 1 a 4. O rip-rap são pedras de diâmetros proporcionais a velocidade do fundo do canal com superfície irregular para dificultar o escoamento das águas Bueiros múltiplos O dimensionamento de um bueiro duplo ou triplo é feito dividindo-se a vazão máxima por dois ou por três respectivamente conforme Figura (7.30). Dica: o FHWA recomenda somente uma seção, mas deve ser feito no máximo 2 seções de bueiros paralelos. Entretanto foi verificado que quando há bueiro duplo ou triplo vai acontecer que um dos bueiros passa a funcionar corretamente enquanto que o outro ou outros vai haver deposição de sedimentos e de lixo, a não ser que se deixe um bueiro em cota inferior e os outros dois em cota superior. A boa prática é evitar se fazer bueiros múltiplos. No caso de ser necessário fazer bueiro múltiplo deve-se limitar ao máximo de dois bueiros paralelos (FHWA, Hydraulic Design of Highways Culverts, 2001). FHWA, 2005 cita uma maneira usada por alguns projetistas de se fazer um dos bueiros multiplos em conta inferior aos outros dois, por exemplo, e calcular. Figura 7.30-Bueiros multiplos com um deles para pequenas vazões Fonte: FHWA,

40 Em muitos estados americanos é adotado que para o bueiro a ser instalado na posição inferior, deve ser calculado para periodo de retorno Tr= 2 anos e verificar se a velocidade é maior que 0,75m/s normalmente usada em problema de drenagem. Entretanto, temos uma crítica, porque não adotar a vazão Q 7,10 como a mínima. Pesquisas feitas na Universidade de Iowa em 2009 sobre autolimpeza dos bueiros chegaram a seguinte conclusão: Os bueiros múltiplos apresentam em comum o problema de assoreamento a montante dos mesmos. Existem muitos bueiros com três seções em Iowa City e os mesmos estão assoreados a montante. Pesquisas feitas em laboratorio de bueiros existentes mostrou que a geometria da entrada influencia muito no desempenho do bueiro. Verificou-se que se precisa de manutenção a cada 2 anos nos bueiros múltiplos. Outra constatação é que o escoamento não é uniforme nos três bueiros em paralelos e que tais diferenças se devem a entrada da água nos bueiros. As pesquisas não foram suficientes para apontar a solução mais adequada para os bueiros múltiplos Pontes ou bueiros Não existe bem o limite de largura do bueiro em que deve ser feita uma ponte conforme Figuras (7.31) e (7.32). Alguns especialistas adotam que a partir de 6,00m deve ser feita uma ponte, mas isto não é regra aceita por todos. Primeiramente é necessario saber que o dimensionamento de um bueiro é totalmente diferente do dimensionamento hidráulico de uma ponte. A ponte possue problemas de erosão no vão central, nos pilares e nas laterais da ponte. A melhor solução em caso de dúvida é fazer os dois projetos e verificar os custos e os problemas de manutenção. De modo geral as pontes são usadas quando: É mais economico que o bueiro. Para poder deixar passar grandes detritos ou gelo Quando os bueiros tiverem velocidades excessivas Quando houver problemas de backwater (remanso) dos bueiros Quando queremos evitar inundação Quanto aos bueiros os mesmos são usados quando: Os detritos e gelos são toleráveis Quando é mais economico que uma ponte. 7-40

41 Figura Ponte ou bueiros. Fonte: FHWA, 2012 Culvert or Bridge? Fall 2009 CE Figura Ponte ou bueiro? 7-41

42 7.17 Passagem de peixes em bueiros De modo geral os bueiros não permitem a passagem de peixes, mas quando é necessario devemos ter um diâmetro mínimo de mm ou 1,20m x 0,90m. Poderá haver razões ambientais para a passagem de peixes conforme Figura (7.33). A velocidade da água não poderá ser superior a 0,30m/s e a altura da água deverá ser no minimo de 0,20m a 0,50m. Box culvert with fish passage Fall 2009 CE154 6 Figura Bueiro para passagem de peixes Declividade mínima Não existe uma recomendação geral para a declividade mínima aceita pelos especialistas. Road drainage, 2010 recomenda a declividade mínima de 0,25%. Podemos determinar a declividade mínima quando a velocidade for igual a 0,75m/s para vazão de projeto com Tr= 2 anos Velocidades mínimas Primeiramente não existe um critério sobre velocidades mínima aceita pelos especialistas. Douglas County e Mohave County, 2009 usam como velocidade mínima de 1,20m/s e máxima de 4,5m/s para a vazão de projeto de Tr=100anos. Quanto a velocidade mínima usam o critério de ser obter 0,5 Qprojeto e verificar que a velocidade deve ser menor que 0,9m/s com a profundidade de 25,4mm. Usam também como critério que a declividade mínima do bueiro seja de 0,005m/m e que também não haja curvas. O critério para se calcular a velocidade mínima para quando o controle é na entrada e o bueiro não está escoando a seção plena, é usar a vazãode 25% da 7-42

43 vazão de pico. A declividade do bueiro deve ser suficiente para que tenhamos a velocidade mínima de 1,20m/s. Com os dados apresentados podemos verificar como é complicado o dimensionamento dos bueiros. Exemplo 7.8 Temos um bueiro de concreto armado com seção retangular com largura de 2,0m e altura de 1,5m para conduzir a Tr=100anos a vazão de 11,33m 3 /s na declividade 0,015m/m e n=0,012. Calcular a velocidade mínima. Para o cálculo da velocidade mínima consideramos 25% da vazão e teremos: Q= 0,25 x 11,33= 2,84m 3 /s Area molhada A= y x 2,0 P= 2y+2 R= 2y/(2y+2) V= (1/n) R 2/3 x S 0,5 V= (1/0,012) x R 2/3 x 0,015 0,5 Q= A x V Por tentativas: y= 0,60m A=2 x y= 2 x 0,60= 1,2 P= 2+2x0,60=3,20 R= 1,2/3,2=0,33m V= (1/0,012) x R 2/3 x 0,015 0,5 V=10,21 R 2/3 V= 10,21 x 0,33 2/3 = 4,91m/s Q= A x V= 1,2 x 4,91= 5,9m 3 /s Adotamos y=0,30 y= 0,30m A=2 x y= 2 x 0,30= 0,60m 2 P= 2+2x0,30=2,60m R= 0,60/2,60=0,23m V=10,21 R 2/3 V= 10,21 x 0,23 2/3 = 3,87m/s Q= A x V= 0,60 x 3,87= 2,32m 3 /s 2,84m 3 /s Adotamos y=0,35m y= 0,35m A=2 x y= 2 x 0,35= 0,70m 2 P= 2+2x0,20=2,70m R= 0,70/2,70=0,26m V=10,21 R 2/3 V= 10,21 x 0,26 2/3 = 4,2m/s Q= A x V= 0,70 x 4,2= 2,94m 3 /s> 2,84m 3 /s OK 7-43

44 Portanto, com 25% de Q teremos altura da água de 0,35m e velocidade V=4,2m/s que é maior que a minima de 1,2m/s ou 0,60m/s. Velocidades Deverá ser calculada a velocidade máxima no bueiro e se ultrapassar determinado valor, deverá ser feito dissipador de energia na saida do bueiro. Existem dissipadores dentro do bueiro, porém não vamos utilizálos, pois, podem ocasionar entupimentos. Um dissipador muito usado é um degrau, tomando-se cuidado com a erosão Aduelas de concreto As seções de concreto armado de galeria pré-moldada usalmente pela Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP) e adotadas em Guarulhos estão na Tabela (7.8). As aduelas de modo geral são assentadas sobre camada de 50 cm, sendo 30cm de rachão, 10cm de pedra britada nº 3 e 10cm de lastro de concreto magro. Tabela 7.8- Aduelas da PMSP e da Prefeitura Municipal de Guarulhos Aduelas de concreto da PMSP Seção de 1,70 x 1,70m Seção de 2,00 x 1,50m Seção de 2,00 x 1,50m Seção de 2,00 x 1,50m Seção de 2,00 x 2,20m Seção de 2,00 x 2,20m Seção de 2,10 x 2,10m Seção de 2,50 x 2,50m Seção de 3,00 x 3,00m Seçao de 3,40 x 3,10m Seção de 3,50 x 2,50m Seção de 3,50 x 2,50m O comprimento de cada aduela de comprimento usualmente é de 1,00m. A espessura varia com a altura do aterro, devendo ser consultado o fabricante. As aduelas podem ser duplas ou triplas, bastando dividir-se a vazão por dois ou três respectivamente. Para seções maiores que 6m deverá ser pensado em execução de pontes e não de bueiro. Existem firmas que fazem galerias pré-moldadas de concreto armado de acordo com os seguintes padrões: Tabela 7.9- Aduelas padrão usadas na região metropolitana de São Paulo fornecida por fabricante NBR 15396/setembro de 2006 Seção Espessura Comprimento Volume Peso 7-44

45 (largura x altura) (m) (m) (m 3 ) (kg/peça) 1,50 x 1,50 0,15 1,50 1, ,00 x 1,50 0,15 1,50 1, ,00 x 2,00 0,15 1,50 1, ,00 x 2,00 0,20 1,50 1, ,00 x 2,00 0,25 1,50 2, ,50 x 1,50 0,15 1,50 1, ,50 x 2,00 0,15 1,50 1, ,50 x 2,00 0,20 1,00 2, ,50 x 2,50 0,15 1,00 1, ,50 x 2,50 0,20 1,00 2, ,50 x 2,50 0,25 1,00 2, ,00 x 1,50 0,15 1,00 1, ,00 x 1,50 0,20 1,00 2, ,00 x 2,00 0,15 1,00 1, ,00 x 2,00 0,20 1,00 2, ,00 x 2,50 0,15 1,00 1, ,00 x 2,50 0,20 1,00 2, ,00 x 3,00 0,20 1,00 2, ,00 x 3,00 0,25 1,00 3, ,00 x 3,00 0,35 1,00 4, ,50 x 1,50 0,20 1,00 2, ,50 x 2,50 0,20 1,00 2, ,50 x 3,00 0,25 1,00 3, ,50 x 3,00 0,35 1,00 5, ,50 x 3,50 0,25 1,00 3, ,00 x 2,50 0,25 1,00 3, A Figura (7.34) mostra aduelas de concreto para execução de um bueiro. 7-45

46 Figura Aduelas de concreto. Fonte: FHWA, 2005 Os modelos de aduelas fabricados pela ACA estão na Tabela (7.10): Tabela 7.10-Aduelas de concreto pré-moldado fornecido pela firma ACA, com comprimento de 1,00m. A espessura da aduela depende da carga sobre a mesma. Aduelas de concreto armado com 1,00m de largura (largura x altura) em metros 1,00 x 1,00 1,50 x 1,00 1,50 x 1,50 2,00 x 1,00 2,00 x 1,50 2,00 x 2,00 2,50 x 1,50 2,50 x 2,00 2,50 x 2,50 3,00 x 1,00 3,00 x 1,50 3,00 x 2,00 3,00 x 3,00 3,50 x 2,00 3,50 x 2,50 4,00 x 1,50 A espessura das aduelas são em média de 0,15m, 0,18m, 0,20m 0,25m 0,30 dependendo da altura do aterro sobre as mesmas e da carga rolante. O usual é espessura de 0,20m. O peso do concreto armado é de 2.400kg/ m

47 O custo do metro cúbico do concreto armado é aproximadamente R$ 451,00/m 3 ou seja US$ 188/m 3 (1US$ = R$ 2,4 março/ 2002). Exemplo 7.9 Portanto, para se estimar o custo de uma aduela de 1,50 x 1,50 x 1,00 com espessura de 0,15m achamos o volume de concreto. Volume de concreto = (1,50 + 0,15+0,15) x 1,00 x 0,15 x 2 + 1,50 x 1,00 x 0,15x2 = 0,99m 3 Custo da peça = 0,99m 3 x US$ 188/m 3 = US$ 186/ peça Exemplo 7.10 Estimar custo de uma aduela de 2,50 x 2,50 x 1,00 com espessura de 0,18m Volume de concreto = (2,50 + 0,18+0,18) x 1,00 x 0,18 x 2 + 2,50 x 1,00 x 0,18 x 2 = 1,92m 3 Custo da peça = 1,92m 3 x US$188/m 3 = US$ 361/ peça 7.22 Tubos de aço galvanizado Para a implantação de bueiros metálicos no corpo dos aterros, sem interrupção do tráfego, por processo não destrutivo são usados chapas de aço galvanizado conforme Figura (7.35). Bueiros metálicos executados sem interrupção do Tráfego - obras de arte correntes destinadas ao escoamento de cursos d água permanentes ou temporários, através de aterros executados por processo não destrutivo. Para sua construção são utilizadas chapas de aço corrugado, fixadas por parafusos e porcas ou grampos especiais, cujo avanço de instalação é alcançado com o processo construtivo designado "Tunnel-Liner". Os bueiros podem ser de chapas metálicas corrugadas galvanizadas com ou sem revestimento de epoxy. Tunnel Liner Diâmetros comerciais: 1,2m;1,60m; 1,8m; 2,0m; 2,2m; 2,4m; 2,6m; 2,8m; 3,0m; 3,2m; 3,4m; 3,6m; 3,8m; 4,0m; 4,2m; 4,4m; 4,6m; 4,8m; 5,0m; Espessura das chapas de aço galvanizado: e=2,7mm 3,4mm 4,7mm e 6,3mm Recobrimento: para tubos de 1,60m de diâmetro o recobrimento mínimo é de 1,20m e para tubos de 2,00m o recobrimento mínimo é de 1,5m. Coeficiente de Manning n= 0,025 para tubos de aço galvanizado corrugado da Armco n= 0,018 quando o tubo for revestido com concreto projetado Revestimento de concreto projetado Usa-se malha de aço da Telcon com concreto de 15 Mpa com 3cm de espessura na parte menor da chapa. Como a chapa é corrugada e a profundidade é de 5cm teremos 8cm na parte mais funda e 3cm na parte mais rasa. O revestimento 7-47

48 aumenta a rugosidade, protege a chapa contra esgotos sanitários e outros produtos químicos. Em 10m de comprimento vai aproximadamente 2m 3 de concreto a um custo de R$ 700,00 (US$ 292). Exemplo Mairiporã, travessia de rua com tubo de DN=2,00 m chapa de espessura de 2,7mm para 2,00m de aterro. Comprimento de 10m. Vazão de 8,59m 3 /s. Declividade de ser menor que 5%. O ideal da declividade é o máximo de 3%. Adotamos declividade de 1%. Na Tabela (7.11) temos a planilha. Tabela Aplicação de tunnel liner com diâmetro de 2,00m e comprimento de 100m com declividade de 1%. Especificação Preço unitário (US$) Quantidade Total (R$) Tunnel Liner de chapa ferro galvanizada 376/m com 2,00m de diâmetro e chapa com espessura de 2,7mm Revestimento com concreto projetado Verba Mão de obra de assentamento do tunnel liner 354/m Nota: 1US$ = R$ 2,43 (20/3/2002) US$ Preço médio US$ 420/m A Figura (7.34) mostra bueiros múltiplos feitas com chapa corrugadas. 7-48

49 Figura Tubos corrugados. Fonte: FHWA,

50 7.23 Tubos de PVC tipo Rib Loc A firma Tigre fabrica dois tipos de tubos de PVC para drenagem de águas pluviais conforme Figura (7.36) (7.37) e (7.38). O tubo Rib Loc e o tubo Rib Loc Steel. Figura 7.36 Mostra a construção de tubo Tigre Rib Loc comum Fonte: Tigre Os tubos Tigre Rib Loc comum são fabricados nos diâmetros de 300mm a 3000mm e são executados no canteiro de obras conforme Figura (7.35) e conforme Tabela (7.11) Tubos Tigre Rib Loc Steel São fabricados no canteiro de obras e possuem reforço de aço e são fabricados nos diâmetros de 1500mm a 3000mm. Destina-se a obras enterradas. Devidamente projetados para resistir às cargas permanentes e acidentais, são indicados para a condução de fluidos em regime de conduto livre ou conduto forçado a baixa pressão, com destaque para drenagem pluvial, galerias e canalização de córregos (Fonte: Tigre). Figura Mostra a construção de tubo Tigre Rib Loc Steel Fonte: Tigre 7-50

51 Figura 7.38 Mostra a construção de tubo Tigre Rib Loc Steel com o reforço de aço. Fonte: Tigre Processo de Fabricação Os perfis de PVC são produzidos por um processo de extrusão e possuem em suas bordas encaixes macho-fêmea que propiciam o seu intertravamento durante o processo de enrolamento helicoidal. Além do intertravamento mecânico, os perfis são também soldados quimicamente, através da aplicação de um adesivo naquele encaixe, o que garante a estanqueidade da junta helicoidal assim formada (Fonte:Tigre). O enrolamento dos perfis de PVC é efetuado por intermédio de um equipamento de pequeno porte, capaz de fabricar tubos de diferentes diâmetros e comprimentos. Essa simplicidade e versatilidade do equipamento permitem que a fabricação dos tubos seja efetuada na própria obra, sendo também possível o fornecimento dos tubos já confeccionados(fonte:tigre). O coeficiente de Manning para os tubos de PVC Rib Loc pode ser usado n=0,009. Na Tabela (7.12) estão os preços por metro linear de tubos circulares de PVC Tigre Rib Loc feitos no Brasil. Existem quatro tipos de perfis, que são o 112BR, 140BR1, 140BR2 e 168BR. 7-51

52 Tabela Preço unitário e peso por metro de Tubos de PVC Ribloc conforme o diâmetro e o tipo de perfil escolhido. Diâmetro Perfil Peso por metro Preço unitario (mm) (kg/m) (US$/m) BR 3,5 9, BR 4,6 11, BR1 7,2 19, BR1 8,6 23, BR1 14,8 30, BR2 14,8 36, BR2 16,8 41, BR2 29,1 47, BR 29,1 68, BR 32,2 73, BR 35,4 81, BR 38,6 89, BR 80,9 197, BR 97,1 238, BR 107,8 282, BR 134,8 353, BR 224,0 494,08 Nota: 1US$ = R$ 2,43 (19/03/2002) Comparação de custos Para efeito de comparação de custos de uma aduela de concreto de 2,00m x 2,00m com 0,15m de espessura e 1,00m de comprimento por peça com um tubo de PVC Tigre Ribloc com 2,00m de diâmetro. O comprimento da tubulação foi admitido ser de 100m. Para as aduelas de concreto foi previsto que a deve ter 0,50m de rachão, 0,15m de pedra britada número 3 e 0,10m de lastro de concreto. Para o tubo de PVC foi previsto que o tubo foi asssente sobre manta geotextil e sobre a mesma tem camada de pedra britada némero 2 ou 3. Os tubos são assentes sobre a camada de pedra britada. Na Tabela (7.13) estão o preço do tubo de PVC Rib loc que para 100m custará US$ ,78 enquanto que na Tabela (7.14) estão as aduelas de concreto com 2,00m x 2,00m que custaria US$ ,53. Havendo, portanto uma vantagem para os tubos de PVC Ribloc. 7-52

53 Ordem Tabela Planilha de orçamento de bueiro com comprimento de 100m executado em tubos Tigre PVC Rib Loc de 2,00m de diâmetro. Descriminação dos serviços UNIDADE UNITÁRIO TOTAL QUANTIDADE (US$) (US$) PREÇO PREÇO 1 Escavação mecânica de vala m 3 600,00 2, ,52 2 Reenchimento de vala com apiloamento m 3 520,00 8, ,51 3 Aterro e Compactação de vala m 3 520,00 1,57 815,31 4 Corta Rio verba 1,00 205,76 205,76 5 Serviços Topográficos verba 1,00 205,76 205,76 6 Geotextil MT 200 m 2 200,00 0,71 141,56 7 Lastro de brita com pedra 2 ou pedra 3 e com espessura 15cm m 3 30,00 19,53 585,93 Assentamento de tubo de PVC Tigre Ribloc com 2,00m 8 diâmetro m 100,00 102, ,07 9 Fornecimento de tubo de PVC Tigre Ribloc com 2,00m diâmetro perfil 168BR m 100,00 282, ,20 10 Subtotal ,62 11 Eventuais (10%) 4.632,36 12 Subtotal ,98 13 BDI (30%) ,80 US$=66.242,78 14 Total Geral Preço médio= US$ 662,43/m 7-53

54 Tabela Planilha de orçamento de bueiro com comprimento de 100m executado em aduelas de concreto 2,00m x 2,00m com 0,15m de espessura Ordem Descriminação dos serviços UNIDADE QUANTIDADE PREÇO UNITÁRIO US$ PREÇO TOTAL US$ 1 Escavação mecânica de vala m 3 600,00 2, ,52 2 Reenchimento de vala com apiloamento m 3 520,00 8, ,51 3 Aterro e Compactação de vala m 3 520,00 1,57 815,31 4 Corta Rio verba 1,00 205,76 205,76 5 Serviços Topográficos verba 1,00 205,76 205,76 6 Geotextil MT 200 m 2 300,00 0,71 212,35 7 Fornecimento de aduelas de concreto 2,00mx2,00mx 0,15mx1,00m M 100,00 248, ,97 8 Assentamento de aduela de concreto de 2,00m x 2,00m m 100,00 123, ,68 9 Lastro de rachão espessura de 50cm m 3 150,00 19, ,78 10 Concreto magro espessura 10cm m 3 30,00 86, ,25 11 Lastro de brita 3 espessura 15cm m 3 45,00 19,53 878,89 12 Subtotal ,77 13 Eventuais (10%) 5.080,18 14 Subtotal ,95 15 BDI (30%) ,58 US$=72.646,53 16 Total Geral Preço médio= US$ 726,47/m Nota: 1 US$= R$ 2,43 (18/3/2002) 7.24 Pré dimensionamento de bueiro Road drainage, 2010, sugere para um pré-dimensionamento de um bueiro usar velocidade máxima tolerável a jusante. No caso vamos usar velocidades de 2,5m/s para o caso de gabiões conforme exigências do DAEE-SP, mas se fosse o solo em terra seria 1,5m/s. Alguns autores americanos usam como velocidade máxima 3m/s, mas isto não é regra geral. O objetivo é evitar dissipador de energia na saída do bueiro, o que nem é sempre possível. A= Q/ Vmax Sendo: A= área da seção transversal (m 2 ) Q= vazão de pico (m 3 /s) Vmax= velocidade máxima (m/s) 7-54

Bueiros ou travessias

Bueiros ou travessias Capítulo 7 Bueiros ou travessias Engenharia= matemática + bom senso Prof. Marmo, cursinho Anglo-Latino, 1961 7-1 Capítulo 7-Bueiros ou travessias 7.1 Introdução Soliman, 2013 chama de estruturas de travessias:

Leia mais

Capítulo 02 Método Racional

Capítulo 02 Método Racional Capítulo 02 Método Racional As hipóteses são redes: só quem as lança colhe alguma coisa.. Novalis 2-1 Capítulo 2 -Método Racional ( 3km 2 ) 2.1 Introdução O método racional é um método indireto e foi apresentado

Leia mais

Capítulo 66 Método de I PAI WU

Capítulo 66 Método de I PAI WU Capítulo 66 Método de I PAI WU 66-1 Capítulo 66- Método I PAI WU 66.1 Introdução Vamos comentar o Método I PAI WU usando os ensinamentos do prof. Hiroshi Yoshizane da Unicamp de Limeira. Para os engenheiros

Leia mais

Capitulo 99- Método do SCS (Soil Conservation Service) para várias bacias

Capitulo 99- Método do SCS (Soil Conservation Service) para várias bacias Capítulo 99 Método do SCS (Soil Conservation Service) para várias bacias 99-1 Capítulo 99- Método do SCS (Soil Conservation Service) para várias bacias 99.1 Introdução O método do SCS (Soil Conservation

Leia mais

Curso de Manejo de águas pluviais Capitulo 56- Faixa de filtro gramada Engenheiro civil Plinio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 21/09/10.

Curso de Manejo de águas pluviais Capitulo 56- Faixa de filtro gramada Engenheiro civil Plinio Tomaz pliniotomaz@uol.com.br 21/09/10. Capítulo 56 Faixa de filtro gramada (filter strip) A água por capilaridade sobe até uns 2m em determinados solos. 56-1 Sumário Ordem Assunto Capítulo 56 - Faixa de filtro gramada (BMP) 56.1 Introdução

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE AGRONOMIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS SETOR DE ENGENHARIA RURAL. Prof. Adão Wagner Pêgo Evangelista

UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE AGRONOMIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS SETOR DE ENGENHARIA RURAL. Prof. Adão Wagner Pêgo Evangelista UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS ESCOLA DE AGRONOMIA E ENGENHARIA DE ALIMENTOS SETOR DE ENGENHARIA RURAL Prof. Adão Wagner Pêgo Evangelista 3 CONDUÇÃO DE ÁGUA 3.1 CONDUTOS LIVRES OU CANAIS Denominam-se condutos

Leia mais

DP-H13 DIRETRIZES DE PROJETO PARA COEFICIENTE DE RUGOSIDADE

DP-H13 DIRETRIZES DE PROJETO PARA COEFICIENTE DE RUGOSIDADE REFERÊNCIA ASSUNTO: DIRETRIZES DE PROJETO DE HIDRÁULICA E DRENAGEM DATA DP-H13 DIRETRIZES DE PROJETO PARA COEFICIENTE DE RUGOSIDADE -309- ÍNDICE PÁG. 1. OBJETIVO... 311 2. RUGOSIDADE EM OBRAS HIDRÁULICAS...

Leia mais

Sistemas Prediais de Águas Pluviais (SPAP)

Sistemas Prediais de Águas Pluviais (SPAP) Escola de Engenharia Civil - UFG SISTEMAS PREDIAIS Sistemas Prediais de Águas Pluviais (SPAP) Concepção de projeto Métodos de dimensionamento dos componentes e sistemas Prof. Ricardo Prado Abreu Reis Goiânia

Leia mais

Parte I. Hidrologia e Hidráulica: conceitos básicos e metodologias. Capítulo 1 Hidrologia Vazão de Enchente

Parte I. Hidrologia e Hidráulica: conceitos básicos e metodologias. Capítulo 1 Hidrologia Vazão de Enchente Parte I e Hidráulica: conceitos básicos e metodologias Capítulo 1 12 Capítulo 1. PRINCIPAIS TERMOS HIDROLÓGICOS Na análise hidrológica aqui apresentada, destaca-se a importância do conhecimento das metodologias

Leia mais

DIMENSIONAMENTO DE INSTALAÇÕES PREDIAIS PARA ÁGUAS PLUVIAIS NBR 10844

DIMENSIONAMENTO DE INSTALAÇÕES PREDIAIS PARA ÁGUAS PLUVIAIS NBR 10844 ÁREA DE CONTRIBUIÇÃO DADOS PLUVIOMÉTRICOS Localidade: Praça XV Ângulo de inclinação da chuva: θ = 60,0 Tipo: Coberturas s/ extravazamento Período de Retorno: T = 25 anos Intensidade pluviométrica*: i =

Leia mais

ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM DE VIAS

ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM DE VIAS ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM DE VIAS Prof. Vinícius C. Patrizzi 2 DRENAGEM PROFUNDA 3 DRENAGEM PROFUNDA 4 DRENAGEM PROFUNDA DRENAGEM PROFUNDA OBJETIVOS INTERCEPTAR AS ÁGUAS QUE POSSAM ATINGIR O SUBLEITO;

Leia mais

ESTADO DE SANTA CATARINA PREFEITURA MUNICIPAL DE BOMBINHAS PROJETO PAVIMENTAÇÃO COM LAJOTAS SEXTAVADAS E DRENAGEM PLUVIAL RUA CANGERANA

ESTADO DE SANTA CATARINA PREFEITURA MUNICIPAL DE BOMBINHAS PROJETO PAVIMENTAÇÃO COM LAJOTAS SEXTAVADAS E DRENAGEM PLUVIAL RUA CANGERANA - 1 - PROJETO PAVIMENTAÇÃO COM LAJOTAS SEXTAVADAS E DRENAGEM PLUVIAL RUA CANGERANA MUNICÍPIO DE BOMBINHAS - SC PROJETO: AMFRI Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí Carlos Alberto Bley

Leia mais

Capítulo 3 Tempo de concentração

Capítulo 3 Tempo de concentração 1 Capítulo 3 Tempo de concentração Primeiro pensa, depois faz Prof. Marmo, cursinho Anglo-Latino, São Paulo, 1961 3-1 2 SUMÁRIO Ordem Assunto 3.1 Introdução 3.2 Método da velocidade ou método cinemático

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUAS PLUVIAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUAS PLUVIAIS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO TECNOLÓGICO DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUAS PLUVIAIS Prof. Adolar Ricardo Bohn - M. Sc. 1 A instalação predial de águas pluviais

Leia mais

Seção transversal (S): engloba toda a área de escavação para construção do canal.

Seção transversal (S): engloba toda a área de escavação para construção do canal. CONDUTOS LIVRES Definições Escoamento de condutos livres é caracterizado por apresentar uma superfície livre na qual reina a pressão atmosférica. Rios são os melhores exemplos deste tipo de conduto. Sua

Leia mais

Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal.

Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal. Capítulo Controle de Enchentes e Inundações 10 1. DEFINIÇÃO Enchente - caracteriza-se por uma vazão relativamente grande de escoamento superficial. Inundação - caracteriza-se pelo extravasamento do canal.

Leia mais

Elevatórias de Esgoto Sanitário. Profª Gersina N.R.C. Junior

Elevatórias de Esgoto Sanitário. Profª Gersina N.R.C. Junior Elevatórias de Esgoto Sanitário Profª Gersina N.R.C. Junior Estações Elevatórias de Esgoto Todas as vezes que por algum motivo não seja possível, sob o ponto de vista técnico e econômico, o escoamento

Leia mais

UNEMAT Universidade do Estado de Mato Grosso. INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E PREDIAIS Professora: Engª Civil Silvia Romfim

UNEMAT Universidade do Estado de Mato Grosso. INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E PREDIAIS Professora: Engª Civil Silvia Romfim UNEMAT Universidade do Estado de Mato Grosso INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E PREDIAIS Professora: Engª Civil Silvia Romfim INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS 2 INTRODUÇÃO A água da chuva é um dos elementos

Leia mais

Capítulo 27 Regulador de fluxo

Capítulo 27 Regulador de fluxo Capítulo 27 Regulador de fluxo O francês Pierre Perault mediu pela primeira vez a precipitação pluviométrica da bacia do rio Sena numa área de 122km 2 e achou a média das precipitações de 520mm relativa

Leia mais

CURSO DE DRENAGEM DE RODOVIAS

CURSO DE DRENAGEM DE RODOVIAS CURSO DE DRENAGEM DE RODOVIAS - 2 - Engº Marcos Augusto Jabor 2 PROJETO DE DRENAGEM Normas ( Diâmetros mínimos e máximos, carga hidráulica, velocidades máximas); Materiais (tubos); Drenagem Superficial

Leia mais

* Desvio - Critérios de Projeto. * Tipos de Desvios: Exemplos. * Casos históricos importantes

* Desvio - Critérios de Projeto. * Tipos de Desvios: Exemplos. * Casos históricos importantes MARÇO/2011 EXPERIÊNCIA BRASILEIRA EM DESVIO DE GRANDES RIOS ERTON CARVALHO COMITÊ BRASILEIRO DE BARRAGENS - CBDB PRESIDENTE * Desvio - Critérios de Projeto * Etapas de Desvio * Tipos de Desvios: Exemplos

Leia mais

Quadro 4.3 - Relação de chuvas de diferentes durações. Valor Médio Obtido pelo DNOS. 5 min / 30 min 0,34 1 h / 24 h 0,42

Quadro 4.3 - Relação de chuvas de diferentes durações. Valor Médio Obtido pelo DNOS. 5 min / 30 min 0,34 1 h / 24 h 0,42 Determinação da Intensidade de Chuva Para obtenção das intensidades de chuvas de curta duração, em função de diversos tempos de recorrência, aplicaram-se procedimentos a seguir descritos: Primeiramente

Leia mais

Exercício 1: Calcular a declividade média do curso d água principal da bacia abaixo, sendo fornecidos os dados da tabela 1:

Exercício 1: Calcular a declividade média do curso d água principal da bacia abaixo, sendo fornecidos os dados da tabela 1: IPH 111 Hidráulica e Hidrologia Aplicadas Exercícios de Hidrologia Exercício 1: Calcular a declividade média do curso d água principal da bacia abaixo, sendo fornecidos os dados da tabela 1: Tabela 1 Características

Leia mais

Análise da Ocupação Urbana na Bacia do Córrego dos Pires, Jahu SP e seus Impactos na Drenagem Urbana

Análise da Ocupação Urbana na Bacia do Córrego dos Pires, Jahu SP e seus Impactos na Drenagem Urbana Análise da Ocupação Urbana na Bacia do Córrego dos Pires, Jahu SP e seus Impactos na Drenagem Urbana Odeir Alves LIIDTHE 1 Dalva Maria Castro VITTI 2 José Carlos Veniziani JUNIOR 3 Resumo As inundações

Leia mais

A Equação 5.1 pode ser escrita também em termos de vazão Q:

A Equação 5.1 pode ser escrita também em termos de vazão Q: Cálculo da Perda de Carga 5-1 5 CÁLCULO DA PEDA DE CAGA 5.1 Perda de Carga Distribuída 5.1.1 Fórmula Universal Aplicando-se a análise dimensional ao problema do movimento de fluidos em tubulações de seção

Leia mais

Capítulo 71 Bacia de dissipação em rampa conforme DAEE

Capítulo 71 Bacia de dissipação em rampa conforme DAEE Capítulo 71 Bacia de dissipação em rampa conforme DAEE 71-1 Capítulo 71- Bacia de dissipação em rampa conforme DAEE 71.1 Introdução Os canais em rampas (Smooth chute ou Spillways chute) apresentam a peculiaridade

Leia mais

NOTA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MURO DE ARRIMO EM PORTO GRANDE

NOTA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MURO DE ARRIMO EM PORTO GRANDE PLANO BÁSICO AMBIENTAL DA AHE CACHOEIRA CALDEIRÃO NOTA TÉCNICA DE AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO MURO DE ARRIMO EM PORTO GRANDE Licença Prévia 0112/2012 Condicionante Específica Nº 2.26 Elaborar um estudo específico

Leia mais

HIDRÁULICA BÁSICA RESUMO

HIDRÁULICA BÁSICA RESUMO HIDRÁULICA BÁSICA RESUMO Antonio Marozzi Righetto 1. Hidráulica é o ramo da ciência que trata das condições físicas da água em condições de repouso e em movimento. 2. Um volume de água aprisionado em um

Leia mais

Perda de Carga e Comprimento Equivalente

Perda de Carga e Comprimento Equivalente Perda de Carga e Comprimento Equivalente Objetivo Este resumo tem a finalidade de informar os conceitos básicos para mecânicos e técnicos refrigeristas sobre Perda de Carga e Comprimento Equivalente, para

Leia mais

SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO PROF. MARCO AURELIO HOLANDA DE CASTRO

SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO PROF. MARCO AURELIO HOLANDA DE CASTRO SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO PROF. MARCO AURELIO HOLANDA DE CASTRO INTRODUÇÃO 1.1 Partes de um Sistema de Esgotamento Sanitário: Rede Coletora: Conjunto de tubulações destinadas a receber e Conduzir

Leia mais

HIDROLOGIA AULA 02. 5 semestre - Engenharia Civil. Profª. Priscila Pini prof.priscila@feitep.edu.br

HIDROLOGIA AULA 02. 5 semestre - Engenharia Civil. Profª. Priscila Pini prof.priscila@feitep.edu.br HIDROLOGIA AULA 02 5 semestre - Engenharia Civil Profª. Priscila Pini prof.priscila@feitep.edu.br 1. Bacia hidrográfica DEFINIÇÃO É a área de captação natural dos fluxos de água originados a partir da

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA VILA CARÁS NO MUNICIPIO DE FARIAS BRITO-CE

MEMORIAL DESCRITIVO SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA VILA CARÁS NO MUNICIPIO DE FARIAS BRITO-CE MEMORIAL DESCRITIVO OBJETIVO: SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA VILA CARÁS NO MUNICIPIO DE FARIAS BRITO-CE RESERVATÓRIO ELEVADO Estrutura - Toda a estrutura do reservatório será em concreto armado utilizando

Leia mais

HIDRODINÂMICA CONDUTOS SOB PRESSÃO

HIDRODINÂMICA CONDUTOS SOB PRESSÃO HIDRODINÂMICA CONDUTOS SOB PRESSÃO CONDUTOS SOB PRESSÃO Denominam-se condutos sob pressão ou condutos forçados, as canalizações onde o líquido escoa sob uma pressão diferente da atmosférica. As seções

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇO

ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇO ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇO BUEIROS CAPEADOS Grupo de Serviço DRENAGEM Código DERBA-ES-D-11/01 1. OBJETIVO Esta especificação de serviço tem por objetivo definir e orientar a execução de bueiros capeados,

Leia mais

DRENAGEM URBANA. Semana do Meio Ambiente 01 a 05 de Junho. Ribeirão Preto, 03 de Junho de 2009. Swami Marcondes Villela

DRENAGEM URBANA. Semana do Meio Ambiente 01 a 05 de Junho. Ribeirão Preto, 03 de Junho de 2009. Swami Marcondes Villela DRENAGEM URBANA Atualização do Plano Diretor de Macrodrenagem de Ribeirão Preto Semana do Meio Ambiente 01 a 05 de Junho Ribeirão Preto, 03 de Junho de 2009 Swami Marcondes Villela CONTROLE DE ENCHENTES

Leia mais

DRENAGEM DO PAVIMENTO. Prof. Ricardo Melo 1. INTRODUÇÃO 2. TIPOS DE DISPOSITIVOS SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM PAVIMENTO

DRENAGEM DO PAVIMENTO. Prof. Ricardo Melo 1. INTRODUÇÃO 2. TIPOS DE DISPOSITIVOS SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM PAVIMENTO UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Departamento de Engenharia Civil e Ambiental Disciplina: Estradas e Transportes II Laboratório de Geotecnia e Pavimentação SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM PAVIMENTO DRENAGEM DO

Leia mais

MANUAL TÉCNICO DRENO CORRUGADO CIMFLEX

MANUAL TÉCNICO DRENO CORRUGADO CIMFLEX 1. INTRODUÇÃO O DRENO CIMFLEX é um tubo dreno corrugado fabricado em PEAD (Polietileno de Alta Densidade), de seção circular e com excelente raio de curvatura, destinado a coletar e escoar o excesso de

Leia mais

Manual de Construção: Fossa ECOLÓGICA E Sumidouro

Manual de Construção: Fossa ECOLÓGICA E Sumidouro Manual de Construção: Fossa ECOLÓGICA E Sumidouro Introdução Este manual destina a fornecer informações sobre a construção e dimensionamento do sistema individual de tratamento de esgotos, especialmente

Leia mais

INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS

INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS Universidade Federal de Santa Catarina Departamento de Engenharia Civil Disciplina ECV5317 Instalações I INSTALAÇÕES PREDIAIS DE ÁGUAS PLUVIAIS Prof. Enedir Ghisi, PhD Eloir Carlos Gugel, Eng. Civil Florianópolis,

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO E DE ESPECIFICAÇÕES SISTEMA DE RECOLHIMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS OBRA: ESCOLA DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE PROJETO PADRÃO

MEMORIAL DESCRITIVO E DE ESPECIFICAÇÕES SISTEMA DE RECOLHIMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS OBRA: ESCOLA DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE PROJETO PADRÃO MEMORIAL DESCRITIVO E DE ESPECIFICAÇÕES SISTEMA DE RECOLHIMENTO DE ÁGUAS PLUVIAIS OBRA: ESCOLA DE ENSINO PROFISSIONALIZANTE PROJETO PADRÃO PROPRIETÁRIO: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - MEC FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO

Leia mais

O Hidrograma Unitário

O Hidrograma Unitário Capítulo 11 O Hidrograma Unitário U ma bacia pode ser imaginada como um sistema que transforma chuva em vazão. A transformação envolve modificações no volume total da água, já que parte da chuva infiltra

Leia mais

Dissipador de energia para obras hidráulicas de pequeno porte

Dissipador de energia para obras hidráulicas de pequeno porte 7 Dissipador de energia para obras hidráulicas de pequeno porte 49-1 Introdução O objetivo é o uso de dissipadores em obras hidráulicas de pequeno porte, que são aquelas cuja vazão específica seja menor

Leia mais

Gestão das Águas Pluviais no Meio Urbano

Gestão das Águas Pluviais no Meio Urbano Gestão das Águas Pluviais no Meio Urbano PROF. DR. JOSÉ RODOLFO SCARATI MARTINS ESCOLA POLITÉCNICA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO A CIDADE É O GRANDE VILÃO AMBIENTAL Grandes demandas concentradas sobre uma

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO DECIV DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Sistemas de Esgotos DISCIPLINA: SANEAMENTO PROF. CARLOS EDUARDO F MELLO e-mail: cefmello@gmail.com Conceito Sistemas de Esgotos

Leia mais

Capítulo 10 Dimensionamento preliminar de reservatório de detenção

Capítulo 10 Dimensionamento preliminar de reservatório de detenção Capítulo 10 Dimensionamento preliminar de reservatório de detenção Os alunos não devem se apaixonar por programas de computadores, pois, em alguns anos estes serão ultrapassados, mas os conceitos continuarão

Leia mais

Águas Pluviais: Introdução

Águas Pluviais: Introdução Águas Pluviais: Introdução Águas Pluviais: Introdução OBJETIVO GERAL Águas Pluviais: Objetivos de Projeto Recolher e conduzir as águas da chuva até um local adequado e permitido. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Leia mais

Capítulo 32 Rain Garden

Capítulo 32 Rain Garden Capítulo 32 Rain Garden O primeiro sistema de filtração construído nos Estados Unidos foi na cidade de Richmond no Estado da Virginia em 1832. 32-1 Sumário Ordem Assunto Capitulo 32- Rain garden 32.1 Introdução

Leia mais

ANEXO I - MEMORIAL DESCRITIVO

ANEXO I - MEMORIAL DESCRITIVO ANEXO I - MEMORIAL DESCRITIVO RAMPA NAÚTICA DE ARAGARÇAS-GO O presente memorial descritivo tem por objetivo fixar normas específicas para CONSTRUÇÃO DE UMA RAMPA NAÚTICA - RIO ARAGUAIA, em área de 3.851,89

Leia mais

SECRETARIA DE SANEAMENTO E RECURSOS HÍDRICOS DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA DIRETORIA DE PROCEDIMENTOS DE OUTORGA E FISCALIZAÇÃO

SECRETARIA DE SANEAMENTO E RECURSOS HÍDRICOS DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA DIRETORIA DE PROCEDIMENTOS DE OUTORGA E FISCALIZAÇÃO SECRETARIA DE SANEAMENTO E RECURSOS HÍDRICOS DEPARTAMENTO DE ÁGUAS E ENERGIA ELÉTRICA DIRETORIA DE PROCEDIMENTOS DE OUTORGA E FISCALIZAÇÃO Elaboração de Material Didático e a Realização de Cursos de Capacitação

Leia mais

Parte II APLICAÇÕES PRÁTICAS. Capítulo 3 Determinação da Vazão de Projeto

Parte II APLICAÇÕES PRÁTICAS. Capítulo 3 Determinação da Vazão de Projeto Parte II APLICAÇÕES PRÁTICAS Capítulo 3 54 Capítulo 3 Para facilitar a compreensão das noções básicas de projetos de obras hidráulicas, no próximo capítulo desenvolve-se o projeto de uma pequena barragem.

Leia mais

Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano

Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano Universidade Federal de Ouro Preto Escola de Minas Departamento de Engenharia Civil CIV 640 Saneamento Urbano Reservatórios e Redes de Distribuição de Água Universidade Federal de Ouro Preto Escola de

Leia mais

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE VENÂNCIO AIRES

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PREFEITURA MUNICIPAL DE VENÂNCIO AIRES PROJETO ARQUITETÔNICO ADEQUAÇÕES NA USINA DE TRIAGEM DE LIXO LINHA ESTRELA MEMORIAL DESCRITIVO 1 MEMORIAL DESCRITIVO 1. OBJETIVO: USINA DE TRIAGEM DE LIXO A presente especificação tem por objetivo estabelecer

Leia mais

Noções sobre estimativa de vazões aspectos conceituais e metodológicos

Noções sobre estimativa de vazões aspectos conceituais e metodológicos Noções sobre estimativa de vazões aspectos conceituais e metodológicos Estimativa de vazões A água que escoa na terra depois de uma chuva precisa ser avaliada ou medida para que seja possível projetar

Leia mais

Forçados. Prof. Hugo Alexandre Soares Guedes, DEC-UFPel E-mail: hugo.guedes@ufpel.edu.br Website: wp.ufpel.edu.br/hugoguedes/

Forçados. Prof. Hugo Alexandre Soares Guedes, DEC-UFPel E-mail: hugo.guedes@ufpel.edu.br Website: wp.ufpel.edu.br/hugoguedes/ Escoamento em Condutos Forçados Prof. Hugo Alexandre Soares Guedes, DEC-UFPel E-mail: hugo.guedes@ufpel.edu.br Website: wp.ufpel.edu.br/hugoguedes/ CONCEITO São aqueles nos quais o fluido escoa com uma

Leia mais

FACULDADE SUDOESTE PAULISTA CURSO - ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA- HIDROLOGIA

FACULDADE SUDOESTE PAULISTA CURSO - ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA- HIDROLOGIA FACULDADE SUDOESTE PAULISTA CURSO - ENGENHARIA CIVIL DISCIPLINA- HIDROLOGIA EXERCÍCIO DE REVISÃO 1ª PARTE (ÁGUA SUBTERRÂNEA) 1- Como pode ser classificado um manancial de abastecimento? 2- De que são constituídos

Leia mais

Orientações para Instalação Domiliciar do Sistema de Fossa e Sumidouro.

Orientações para Instalação Domiliciar do Sistema de Fossa e Sumidouro. Orientações para Instalação Domiliciar do Sistema de Fossa e Sumidouro. INTRODUÇÃO Este manual destina a fornecer informações sobre a construção e dimensionamento do sistema individual de tratamento de

Leia mais

DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS PARA

DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS PARA DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS PARA ES-C01 ESTRUTURAS DE ARRIMO 1 DOCUMENTO DE CIRCULAÇÃO EXTERNA ÍNDICE PÁG. 1. OBJETO E OBJETIVO...3 2. S...3 3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS...3 4. MUROS DE CONCRETO ARMADO...4

Leia mais

As águas podem causar inúmeros problemas nas estradas, dentre os quais:

As águas podem causar inúmeros problemas nas estradas, dentre os quais: Estradas 2 Segunda Parte Drenagem Uma estrada é construída para permitir o tráfego em qualquer condição climática. No Brasil isto é essencialmente verdade nas estações chuvosas, onde ocorrem alagamentos.

Leia mais

ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM SUPERFICIAL. Prof. Vinícius C. Patrizzi

ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM SUPERFICIAL. Prof. Vinícius C. Patrizzi ESTRADAS E AEROPORTOS DRENAGEM SUPERFICIAL Prof. Vinícius C. Patrizzi 2 DRENAGEM SUPERFICIAL DRENAGEM SUPERFICIAL OBJETIVOS INTERCEPTAR AS ÁGUAS QUE POSSAM ATINGIR A PLATAFORMA VIÁRIA E CONDUZI-LAS PARA

Leia mais

PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA

PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA II Seminário Estadual de Saneamento Ambiental PLANO DIRETOR DE DRENAGEM URBANA Prof. Dr. Eng. Civil Adilson Pinheiro Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental Departamento de Engenharia Civil UNIVERSIDADE

Leia mais

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTOS DE ITAPIRA

SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTOS DE ITAPIRA NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO PARA LOTEAMENTOS URBANOS 1 DO OBJETIVO A presente Norma estabelece os requisitos mínimos a serem obedecidos

Leia mais

ESTRADAS I I I. 2º semestre 2008

ESTRADAS I I I. 2º semestre 2008 ESTRADAS I I I 2º semestre 2008 E DRENAGEM DE RODOVIAS - OBRAS E.1 REVISÃO Na primeira metade do Século XIX, Metcalf, Telford e Mac Adam, redescobriram a necessidade de manter secos os leitos viários,

Leia mais

ETS-03/2013 PAVIMENTOS PERMEÁVEIS COM REVESTIMENTO ASFALTICO POROSO - CPA

ETS-03/2013 PAVIMENTOS PERMEÁVEIS COM REVESTIMENTO ASFALTICO POROSO - CPA 1. OBJETIVO O objetivo desta Especificação Técnica é a definição dos critérios de dimensionamento e execução de pavimentos permeáveis com revestimento em Concreto Asfáltico Poroso CPA (Camada Porosa de

Leia mais

SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA REDE DE ÁGUA CASAS DE BOMBAS RESERVATÓRIOS

SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA REDE DE ÁGUA CASAS DE BOMBAS RESERVATÓRIOS SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA REDE DE ÁGUA CASAS DE BOMBAS RESERVATÓRIOS NORMAS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO HIDRÁULICO E EXECUÇÃO DE REDE DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA POTÁVEL Deverão ser obedecidas as normas

Leia mais

Soluções Amanco. Linha Amanco Novafort

Soluções Amanco. Linha Amanco Novafort Linha Amanco Novafort Linha Amanco Novafort s o l u ç õ e s a m a n c o i n f r a e s t r u t u r a Linha Amanco Novafort para Redes Coletoras de Esgotos e Águas Pluviais para Infraestrutura A linha Amanco

Leia mais

*MODULO 1 - IDENTIFICAÇÃO. *1. Requerente Pessoa Física. Distrito Caixa Postal UF CEP DDD Telefone Fax E-mail. *2. Requerente Pessoa jurídica

*MODULO 1 - IDENTIFICAÇÃO. *1. Requerente Pessoa Física. Distrito Caixa Postal UF CEP DDD Telefone Fax E-mail. *2. Requerente Pessoa jurídica 15 - CANALIZAÇÃO E/OU RETIFICAÇÂO DE CURSO D ÁGUA 1 Definição: É toda obra ou serviço que tenha por objetivo dar forma geométrica definida para a seção transversal do curso d'água, ou trecho deste, com

Leia mais

Galeria Multidimensional Rodoviária

Galeria Multidimensional Rodoviária TECNOLOGIA e INOVAÇÃO: MESO - MACRODRENAGEM Galeria Multidimensional Rodoviária I 1 - GALERIA MULTIDIMENSIONAL RODOVIÁRIA Autor da Tecnologia e responsável técnico: Eng.º Civil: Mauricio Santiago dos Santos;

Leia mais

CAPÍTULO 7. ESCOAMENTO SUPERFICIAL. 7.1. Introdução

CAPÍTULO 7. ESCOAMENTO SUPERFICIAL. 7.1. Introdução CAPÍTULO 7. ESCOAMENTO SUPERFICIAL 7.1. Introdução Das fases básicas do ciclo hidrológico, talvez a mais importante para o engenheiro seja a do escoamento superficial, que é a fase que trata da ocorrência

Leia mais

DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS

DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS DIRETRIZES EXECUTIVAS DE SERVIÇOS ES-D01 OBRAS DE DRENAGEM SUPERFICIAL DOCUMENTO DE CIRCULAÇÃO EXTERNA 8 ÍNDICE PÁG. 1. OBJETO E BJETIVO... 10 2. S... 10 3. LOCAÇÃO DA OBRA... 12 4. LIMPEZA DO TERRENO...

Leia mais

ISF 210: PROJETO DE DRENAGEM

ISF 210: PROJETO DE DRENAGEM ISF 210: PROJETO DE DRENAGEM 1. OBJETIVO Definir e especificar os serviços constantes do Projeto de Drenagem e Obras de Arte Correntes nos Projetos de Engenharia de Infraestrutura Ferroviária. 2. FASES

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA INSTALAÇÃO DE FOSSA SÉPTICA E SUMIDOURO EM SUA CASA

INSTRUÇÕES PARA INSTALAÇÃO DE FOSSA SÉPTICA E SUMIDOURO EM SUA CASA INSTRUÇÕES PARA INSTALAÇÃO DE FOSSA SÉPTICA E SUMIDOURO EM SUA CASA A participação da Comunidade é fundamental Na preservação do Meio Ambiente COMPANHIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL DO DISTRITO FEDERAL ASSESSORIA

Leia mais

Esta apresentação irá mostrar passo a passo os cálculos e as decisões envolvidas no dimensionamento. O tempo de cada apresentação: 12 minutos.

Esta apresentação irá mostrar passo a passo os cálculos e as decisões envolvidas no dimensionamento. O tempo de cada apresentação: 12 minutos. Dimensionamento Altair (SP) - região de São José do Rio Preto 1/28 Esta apresentação irá mostrar passo a passo os cálculos e as decisões envolvidas no dimensionamento. O tempo de cada apresentação: 12

Leia mais

Manual de Loteamentos e Urbanização

Manual de Loteamentos e Urbanização Manual de Loteamentos e Urbanização Juan Luis Mascaró ARQ 1206 - Urbanização de Encostas - Análise Prof Sônia Afonso segundo trimestre 2003 Adriana Fabre Dias 1. Retículas Urbanas e Custos 1.1. Aspectos

Leia mais

Construção de Edifícios I Instalações Sanitárias 21-26

Construção de Edifícios I Instalações Sanitárias 21-26 Construção de Edifícios I Instalações Sanitárias 21-26 6. FOSSAS SEPTICAS As fossas sépticas são unidades de tratamento primário de esgotos domésticos que detêm os despejos por um período que permita a

Leia mais

TALUDES DE MONTANTE E JUSANTE

TALUDES DE MONTANTE E JUSANTE TALUDES DE MONTANTE E JUSANTE Karl Terzaghi em seu discurso de abertura, referindo-se aos solos residuais brasileiros, disse que os nossos técnicos estavam em condições de pesquisar e experimentar nas

Leia mais

Saneamento I Adutoras

Saneamento I Adutoras Saneamento I Adutoras Prof Eduardo Cohim ecohim@uefs.br 1 INTRODUÇÃO Adutoras são canalizações que conduzem água para as unidades que precedem a rede de distribuição Ramificações: subadutoras CLASSIFICAÇÃO

Leia mais

Curso de Gestão de Águas Pluviais

Curso de Gestão de Águas Pluviais Curso de Gestão de Águas Pluviais Capítulo 5 Prof. Carlos E. M. Tucci Prof. Dr. Carlos E. M. Tucci Ministério das Cidades 1 Cap5 Plano Diretor de Águas Pluviais A gestão das águas pluviais dentro do município

Leia mais

Anexo 9.1.1 b) - Diretrizes Técnicas Mínimas

Anexo 9.1.1 b) - Diretrizes Técnicas Mínimas Anexo 9.1.1 b) - Diretrizes Técnicas Mínimas Folha 1 de 14 APRESENTAÇÃO Este Anexo é dividido em duas partes: A Seção I introduz a descrição da Infra-estrutura de Irrigação de Uso Comum do Projeto Pontal,

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO OBRA CALÇAMENTO - PAVIMENTAÇÃO COM PEDRAS IRREGULARES NO PERIMETRO URBANO DE SÃO JOSE DO INHACORA

MEMORIAL DESCRITIVO OBRA CALÇAMENTO - PAVIMENTAÇÃO COM PEDRAS IRREGULARES NO PERIMETRO URBANO DE SÃO JOSE DO INHACORA estado do rio grande do sul PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO INHACORÁ MEMORIAL DESCRITIVO OBRA CALÇAMENTO - PAVIMENTAÇÃO COM PEDRAS IRREGULARES NO PERIMETRO URBANO DE SÃO JOSE DO INHACORA COORDENADAS:

Leia mais

SISTEMA ALTERNATIVO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Tanque séptico e Filtro Anaeróbio com fluxo ascendente EMEI Princesinha

SISTEMA ALTERNATIVO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Tanque séptico e Filtro Anaeróbio com fluxo ascendente EMEI Princesinha SISTEMA ALTERNATIVO DE TRATAMENTO DE ESGOTO Tanque séptico e Filtro Anaeróbio com fluxo ascendente EMEI Princesinha Carazinho, RS, 30 de junho de 2014. APRESENTAÇÃO OBRA: Tanque Séptico Escola Municipal

Leia mais

ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ ESALQ/USP LEB 1440 HIDROLOGIA E DRENAGEM Prof. Fernando Campos Mendonça

ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ ESALQ/USP LEB 1440 HIDROLOGIA E DRENAGEM Prof. Fernando Campos Mendonça Hidrologia e Drenagem Aula 2 1 ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ ESALQ/USP LEB 1440 HIDROLOGIA E DRENAGEM Prof. Fernando Campos Mendonça SISTEMA DE DRENAGEM E PRECIPITAÇÕES (PARTE 1) 1) Sistema

Leia mais

15 EncontroTécnicoDER/PR. Eng. Luiz Antonio Maranhão Pereira Gerente de produtos

15 EncontroTécnicoDER/PR. Eng. Luiz Antonio Maranhão Pereira Gerente de produtos 15 EncontroTécnicoDER/PR Eng. Luiz Antonio Maranhão Pereira Gerente de produtos Agenda Sucesso em obras de engenharia com ARMCO STACO Estruturas de aço corrugado na forma de arco Teste de cargas Filme

Leia mais

HIDROLOGIA BÁSICA Capítulo 7 - Infiltração 7. INFILTRAÇÃO

HIDROLOGIA BÁSICA Capítulo 7 - Infiltração 7. INFILTRAÇÃO 7. INFILTRAÇÃO 7 - INFILTRAÇÃO 7.1 - Conceituação Geral Uma gota de chuva pode ser interceptada pela vegetação ou cair diretamente sobre o solo. A quantidade de água interceptada somente pode ser avaliada

Leia mais

X-010 - DETERMINAÇÃO DA VAZÃO DE PROJETO EM BACIAS URBANAS

X-010 - DETERMINAÇÃO DA VAZÃO DE PROJETO EM BACIAS URBANAS X-010 - DETERMINAÇÃO DA VAZÃO DE PROJETO EM BACIA URBANA Jorge Luiz teffen (1) Professor Adjunto do Departamento de Hidráulica e Transportes do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da Universidade Federal

Leia mais

Drenagem - bueiros tubulares de concreto

Drenagem - bueiros tubulares de concreto MT - DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO - IPR DIVISÃO DE CAPACITAÇÃO TECNOLÓGICA Rodovia Presidente Dutra km 163 - Centro Rodoviário, Parada de Lucas

Leia mais

Introdução. Porto Alegre Bacia do Arroio Areia

Introdução. Porto Alegre Bacia do Arroio Areia Manejo integrado de bacias urbanas e planos diretores de drenagem urbana: Porto Alegre e Caxias do Sul - RS - Brasil Adolfo O. N. Villanueva, Ruth Tassi e Daniel G. Allasia Instituto de Pesquisas Hidráulicas

Leia mais

INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS

INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS Prof. MSc. Eng. Eduardo Henrique da Cunha Engenharia Civil 8º Período Turmas C01, C02 e C03 Disc. Construção Civil II ESGOTO SANITÁRIO 1 Conjunto de tubulações, conexões e

Leia mais

MEMORIAL DESCRITIVO E DE CÁLCULO HIDRO-SANITÁRIO

MEMORIAL DESCRITIVO E DE CÁLCULO HIDRO-SANITÁRIO MEMORIAL DESCRITIVO E DE CÁLCULO HIDRO-SANITÁRIO OBRA: UNIDADE DE ACOLHIMENTO ADULTO PREFEITURA MUNICIPAL DE SOBRAL ENDEREÇO: Rua Dinamarca, S/N Sobral - Ceará PROJETO: HIDRO-SANITÁRIO E ÁGUAS PLUVIAIS

Leia mais

CAPÍTULO 11 ENGETUBO

CAPÍTULO 11 ENGETUBO 138 CAPÍTULO 11 ENGETUBO 1. Generalidades Os geotubos são tubos fabricados a partir de materiais poliméricos e são classificados como flexíveis. No caso do Engetubo da Engepol o polímero é o PEAD polietileno

Leia mais

DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL

DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL Fabiana Y. Kobayashi 3695130 Flávio H. M. Faggion 4912391 Lara M. Del Bosco 4913019 Maria Letícia B. Chirinéa 4912241 Marília Fernandes 4912683 DRENAGEM URBANA SUSTENTÁVEL escola politécnica - USP Novembro

Leia mais

1 BATALHÃO DE ENGENHARIA DE CONSTRUÇÃO

1 BATALHÃO DE ENGENHARIA DE CONSTRUÇÃO 02 CORREÇÃO DE CARIMBO E REVISÃO ORTOGRÁFICA NOV/2010 01 CORREÇÃO NO PLANO DE EXECUÇÃO MAR / 2007 NSAS IMG REV. MODIFICAÇÃO DATA PROJETISTA DESENHISTA APROVO 1 BATALHÃO DE ENGENHARIA DE CONSTRUÇÃO GERENTE

Leia mais

DCC - RESPONDENDO AS DÚVIDAS 13. TELHADO

DCC - RESPONDENDO AS DÚVIDAS 13. TELHADO DCC - RESPONDENDO AS DÚVIDAS 13. TELHADO Av. Torres de Oliveira, 76 - Jaguaré CEP 05347-902 - São Paulo / SP TELHADO A cobertura de uma casa constitui-se de um telhado ou de uma laje. Neste capítulo, mostraremos

Leia mais

Elementos para o controle da drenagem urbana

Elementos para o controle da drenagem urbana (*) artigo em elaboração para submeter a RBRH Elementos para o controle da drenagem urbana Carlos E. M. Tucci Instituto de Pesquisas Hidráulicas Universidade Federal do Rio Grande do Sul Av. Bento Gonçalves,

Leia mais

PARECER TÉCNICO. O referido parecer técnico toma como base o laudo técnico contiguo e reforça:

PARECER TÉCNICO. O referido parecer técnico toma como base o laudo técnico contiguo e reforça: PARECER TÉCNICO O referido parecer técnico toma como base o laudo técnico contiguo e reforça: Conforme o resultado apresentado pela simulação no software AutoMETAL 4.1, a atual configuração presente nas

Leia mais

UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM COMO ELEMENTO FILTRANTE NA ESCADA DE DISSIPAÇÃO EM GABIÃO

UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM COMO ELEMENTO FILTRANTE NA ESCADA DE DISSIPAÇÃO EM GABIÃO UTILIZAÇÃO DO GEOTÊXTIL BIDIM COMO ELEMENTO FILTRANTE NA ESCADA DE DISSIPAÇÃO EM GABIÃO Autor: Departamento Técnico - Atividade Bidim Colaboração: Ivo Corrêa Meyer Neto AGOSTO 1991 Revisado JANEIRO 2011-

Leia mais

ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇO

ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇO ESPECIFICAÇÃO DE SERVIÇO DRENOS SUB-SUPERFICIAIS Grupo de Serviço DRENAGEM Código DERBA-ES-D-07/01 1. OBJETIVO Esta especificação de serviço tem por objetivo definir e orientar a execução de drenos subsuperficiais,

Leia mais

Gerenciamento e Tratamento de Águas Residuárias - GTAR

Gerenciamento e Tratamento de Águas Residuárias - GTAR Gerenciamento e Tratamento de Águas Residuárias - GTAR Segunda 15 às 17h IC III sala 16 Turma: 2015/1 Profª. Larissa Bertoldi larabertoldi@gmail.com Aula de hoje.. Tratamento Preliminar Gradeamento Desarenador

Leia mais

6As áreas de abastecimento representam uma possível fonte de poluição ao meio

6As áreas de abastecimento representam uma possível fonte de poluição ao meio ÁREA DE ABASTECIMENTO E ARMAZENAMENTO DE COMBUSTÍVEL 6As áreas de abastecimento representam uma possível fonte de poluição ao meio ambiente e seu manuseio e armazenagem também apresentam considerável grau

Leia mais

SUMÁRIO ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE ESGOTO SANITÁRIO 1.0 - ESCOPO 1.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS

SUMÁRIO ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE ESGOTO SANITÁRIO 1.0 - ESCOPO 1.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS ESPECIFICAÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE ESGOTO SANITÁRIO SUMÁRIO 1.0 - ESCOPO 1.1 - PROCEDIMENTOS FORMAIS 1.2 - ELEMENTOS PARA ELABORAÇÃO DO PROJETO 1.3 - COMPONENTES ESPECÍFICOS 1.4 - APRESENTAÇÃO

Leia mais

... Completando 75 anos em 2011 hoje presente em 12 capitais brasileiras é mantida pela indústria brasileira de cimento, com o propósito de promover

... Completando 75 anos em 2011 hoje presente em 12 capitais brasileiras é mantida pela indústria brasileira de cimento, com o propósito de promover ... Completando 75 anos em 2011 hoje presente em 12 capitais brasileiras é mantida pela indústria brasileira de cimento, com o propósito de promover o desenvolvimento da construção civil. Clique para editar

Leia mais