VINÍCIUS DE MIRANDA RIOS. UM ESTUDO SOBRE FERRAMENTAS DE GERÊNCIA DE REDES IPv6

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1 VINÍCIUS DE MIRANDA RIOS UM ESTUDO SOBRE FERRAMENTAS DE GERÊNCIA DE REDES IPv6 Palmas 2005

2 VINÍCIUS DE MIRANDA RIOS UM ESTUDO SOBRE FERRAMENTAS DE GERÊNCIA DE REDES IPv6 "Trabalho de Estágio apresentado como requisito parcial da disciplina Prática de Sistemas de Informação I do curso de Sistemas de Informação, orientado pelo Prof. Ricardo Marx Costa Soares de Jesus". Palmas 2005

3 VINÍCIUS DE MIRANDA RIOS ESTUDO COMPARATIVO ENTRE FERRAMENTAS DE GERÊNCIA DE REDES PARA PROTOCOLO IPv6 "Trabalho de Estágio apresentado como requisito parcial da disciplina Prática de Sistemas de Informação I do curso de Sistemas de Informação, orientado pelo Prof. Ricardo Marx Costa Soares de Jesus". BANCA EXAMINADORA Prof. Ricardo Marx Costa Soares de Jesus Centro Universitário Luterano de Palmas Profª. M.Sc Madianita Bogo Centro Universitário Luterano de Palmas Prof. M.Sc Fabiano Fagundes Centro Universitário Luterano de Palmas Palmas 2005

4 Sumário 1 INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA IPV6 (INTERNET PROTOCOL VERSION 6) CARACTERÍSTICAS SNMP (SIMPLE NETWORK MANAGEMENT PROTOCOL) ARQUITETURA MIB MRTG (MULTI ROUTER TRAFFIC GRAPHER) ARGUS (AUDIT RECORD GENERATION AND UTILIZATION SYSTEM) NTOP (NETWORK TRAFFIC PROBE) ETHERAPE D-ITG (DISTRIBUTED INTERNET TRAFFIC GENERATOR) E NAGIOS MATERIAL E MÉTODOS LOCAL E PERÍODO MATERIAIS Hardware: Software: Fontes Bibliográficas: METODOLOGIA RESULTADOS E DISCUSSÃO INSTALAÇÃO E CONFIGURAÇÃO MRTG (Multi Router Traffic Grapher) ARGUS (Audit Record Generation and Utilization System) Ntop (Network Traffic Probe) EtherApe TESTES MRTG (Multi Router Traffic Grapher) Ntop (Network Traffic Probe)...36

5 4.2.3 EtherApe ARGUS (Audit Record Generation and Utilization System) CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...46

6 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Exemplo de endereçamento IPv Figura 2. Comunicação entre gerente e agente SNMP [ZANELLA & ALVES, 2002] Figura 3. Topologia de uma MIB [ZANELLA & ALVES, 2002] Figura 4. Criação do diretório temporário Figura 5. Download da biblioteca zlib Figura 6. Configuração para instalação da biblioteca zlib Figura 7. Compilação e execução da biblioteca zlib...24 Figura 8. Processo de instalação da biblioteca libpng Figura 9. Configuração da biblioteca gd no sistema operacional...25 Figura 10. Instalação da biblioteca gd e cópia dos arquivos.lib para o diretório raiz...26 Figura 11. Descompactação, configuração e instalação do MRTG...26 Figura 12. criação do arquivo *.cfg utilizando o comando cfgmaker...27 Figura 13. Configuração manual do arquivo *.cfg Figura 14. Instalação do ARGUS Figura 15. Exemplo de arquivo users [WEISBERG, 2005] Figura 16. Exemplo de um arquivo config Figura 17. Compilação, configuração e instalação do Ntop Figura 18. Alguns comandos de configuração manual do Ntop...31 Figura 19. Configuração, compilação e instalação do EtherApe...32 Figura 20. Comandos de configuração em tempo de execução do EtherApe Figura 21. Tráfego de dados no período de um mês na interface de rede do servidor Figura 22. Consumo do disco rígido do servidor no período de um mês Figura 23. Consumo de CPU e memória no período de um mês...36 Figura 24. Tráfego IPv6 na interface ethernet...37 Figura 25. Tamanho dos pacotes trafegados pela rede Figura 26. Acesso à internet através de conexão IPv Figura 27. Ping entre o servidor e uma estação do ambiente de rede IPv Figura 28. status do protocolo http entre o servidor e a estação de trabalho Figura 29. status do aplicativo ping entre o servidor e a estação de trabalho...42

7 LISTA DE TABELAS Tabela 1. Variáveis de configuração do arquivo *.cfg criadas manualmente Tabela 2. Variáveis de configuração do arquivo config Tabela 3. Descrição dos comandos utilizados pelo Ntop Tabela 4. Comandos manuais utilizados pelo EtherApe... 33

8 LISTA DE ABREVIAÇÕES IPv4 - Internet Protocol Version 4 IPv6 - Internet Protocol Version 4 MRTG - Multi Router Traffic Grapher IP - Internet Protocol HTML - HyperText Markup Language PNG - Portable Network Graphics PERL - Practical Extraction and Report Language SNMP - Simple Network Management Protocol OID - Object Identifier ARGUS - Audit Record Generation and Utilization System UPD - User Datagram Protocol TCP - Transmission Control Protocol NTOP - Network Traffic Probe PHP - Hypertext PreProcessor FDDI - Fiber Distributed Data Interface ISDN - Integrated Services Digital Network PPP - Point-to-Point Protocol D-ITG - Distributed Internet Traffic Generator SMTP - Simple Mail Transfer Protocol POP3 - Post Office Protocol Version 3 HTTP - HyperText Transport Protocol ICMP - Internet Control Message Protocol IPNGWG - IP Next Generation Working Group IETF - Internet Engineering Task Force RFC - Request for Comments IPng - Internet Protocol next generation) MIB - Management Information Base

9 RESUMO O gerenciamento de um ambiente de redes se faz necessário por tornar as informações que nela trafegam sejam seguras e livres de qualquer tipo de erro para que haja uma maior confiabilidade por parte do usuário em enviar ou receber dados entre as estações de trabalho bem como ajudar o administrador de rede ou analista de suporte na manutenção do ambiente de rede como nas estações de trabalho a ela interligada. Devido a isso ferramentas como o MRTG, ARGUS, Ntop e EtherApe foram utilizadas para diversificar o tipo de gerência, monitoramento e análise de um ambiente de rede, para que demonstre aos futuros administradores qual tipo de ferramenta é necessário para o seu trabalho.este trabalho tem por finalidade mostrar estas ferramentas em um ambiente futuro, no caso, o IPv6 por estar em fase de implantação e ser o substituto do IPv4. Neste trabalho são instaladas e configuradas estas ferramentas para análise de uma rede IPv6 em sistemas UNIX. Palavras chave: MRTG, ARGUS, Ntop, EtherApe, IPv6, Gerenciamento de Redes.

10 ABSTRACT The management of an environment of networks makes necessary for becoming the information that in pass through are safe and free of any type of error so that it has a bigger trustworthiness on the part of user in sending or receiving data between the stations of work as well as helping to the network administrator or support analyst in maintenance of the environment of the network as in the work stations linked. Had to these tools as the MRTG, ARGUS, Ntop and EtherApe they had been used to diversify the type of management and analysis of the network environment, so that it demonstrates to the future administrators which type of this tool is necessary for his work. Works has for purpose to show these tools in a future environment, in case, the IPv6 for being in implantation phase and to be the substitute of the IPv4. In this work they are installed and configured these tools for analysis of the IPv6 network in systems UNIX. Keywords: MRTG, ARGUS, Ntop EtherApe, IPv6, Management of Nets.

11 8 1 INTRODUÇÃO Devido aos diversos problemas encontrados por administradores de ambientes de redes, como sobrecarga no tráfego, intrusões e status dos dispositivos conectados a rede, sendo elas IPv4 ou IPv6, surge à necessidade da utilização de ferramentas que venham a contribuir com o monitoramento e controle, de forma a tornar o ambiente de rede mais estável e seguro, sanando as deficiências mencionadas anteriormente. O monitoramento de um ambiente de redes é necessário, primeiramente, para identificar os problemas que estão ocorrendo nas estações de trabalho e, logo após esta identificação, mostrar ferramentas que solucionem esses problemas em toda o ambiente de rede mostrando através de gráficos a gravidade de cada situação. Para análise e monitoramento, existem diversas ferramentas, como o MRTG, que se compromete à execução de serviços dos mais variados tipos, desde a análise do tráfego até o monitoramento do espaço disponível no disco rígido de uma máquina presente na rede, e algumas ferramentas dedicadas a tarefas específicas como o EtherApe, que se dispõe apenas ao monitoramento de dispositivos de redes. Cada vez mais, o gerenciamento de redes tem se tornado um processo minucioso de estudo para definir a melhor ferramenta para o fornecimento de informações colhidas em um ambiente de rede, que são transformadas em gráficos que serão úteis para a análise geral do que acontece com a rede. Para ambientes de redes IPv4 são comuns ferramentas, como as citadas, que se prestam à execução dos mais variados tipos de monitoramentos. Já para ambientes de redes

12 9 que utilizam o protocolo IPv6 tais ferramentas são escassas e muitas vezes deficientes pelo fato do IPv6 ser um protocolo que ainda se encontra em processo de estudos e desenvolvimento. Assim, com o novo protocolo de rede IPv6 e o contínuo aumento do número de máquinas nas redes, será de grande importância que estas sejam minuciosamente monitoradas, analisadas e gerenciadas de forma que não se perca desempenho no tráfego das informações por uma má utilização das redes de computadores. O presente trabalho tem como objetivo analisar e descrever ferramentas que se predisponham a realizar de forma mais abrangente o monitoramento e a administração de informações em um ambiente de redes IPv6, escolhendo uma ferramenta para cada tipo de serviço bem como a união destas para monitorar de forma mais diversificada e mensurada as informações coletadas de forma a disponibilizar ao administrador uma melhor visão do que acontece na rede.

13 10 2 REVISÃO DE LITERATURA Nos tópicos a seguir serão apresentadas algumas ferramentas de monitoramento de redes de computadores que foram instaladas e configuradas em um ambiente de rede LINUX com protocolo IPv6. Foram analisadas ferramentas que trabalham sobre esse protocolo pelo fato deste ser a próxima versão do IP (Internet Protocol), o qual atualmente encontra-se na versão 4 [RNP, 2005]. Essas ferramentas foram selecionadas por suportarem o protocolo IPv6, bem como pelo fato de serem comumente utilizadas por administradores de redes. 2.1 IPv6 (Internet Protocol version 6) Com a explosão da Internet e com o surgimento constante de serviços e aplicações, estima-se que o IPv4 (Internet Protocol Version 4), em aproximadamente dois anos, estará esgotado. Para solucionar este problema, o IPNGWG (IP Next Generation Working Group) da IETF (Internet Engineering Task Force), publicou uma série de RFC (Request for Comments) descrevendo o protocolo IPv6 [JULIANI et al, 2005] CARACTERÍSTICAS O IPv6, ou IPng (Internet Protocol next generation), é uma nova versão do protocolo IP, que foi projetado como uma evolução do IPv4 (Internet Protocol Version 4) [RNP, 2005]. Devido ao grande crescimento da Internet, o protocolo IPv4 mostrou-se ineficiente para gerenciar alguns requisitos como, por exemplo, segurança, suporte a hosts

14 11 movéis, como notebooks e telefones celulares implementando modelos anycast das novas tecnologias que acabaram por ser criadas. Assim, funções desnecessárias foram removidas, funções que trabalhavam bem foram mantidas e novas funcionalidades foram acrescentadas. Algumas características do IPv6 que trouxeram vantagens com relação ao IPv4 são [COMER, 1998]: espaço de endereçamento de 128 bits; redução na tabela de roteamento e por conseqüência uma maior rapidez na rede; mecanismo para encapsulamento próprio e de outros protocolos; simplificação do cabeçalho; distinção de tipo de dado; segurança de dados, incluindo criptografia de dados; suporte para roteamento multicast de maneira mais eficiente e ainda a implementação do modelo anycast; métodos de transição e compatibilidade com o IPv4; mecanismo de autoconfiguação; suporte para hosts móveis; permite que dados multimídia em tempo real trafeguem com mais eficiência. A representação dos endereços no IPv6 mudou em relação ao IPv4. Ao contrário do IPv4, em que se escreviam os endereços utilizando números em representação decimal, dividindo-os em blocos de oito bits e separando-os por pontos, decidiu-se que os endereços IPv6 seriam escritos utilizando a representação hexadecimal, em grupos de 16 bits, separados por dois pontos, ou seja, agrupar os 128 bits em oito grupos de 16 bits. Cada grupo é representado por números hexadecimais de quatro algarismos, sendo os grupos separados entre si pelo símbolo de dois pontos, como exemplificado na Figura 1.

15 12 Figura 1. Exemplo de endereçamento IPv6. Para análise, gerência e monitoramento de redes IPv6 ou IPv4 é utilizado, comumente, o serviço SNMP que disponibiliza informações sobre a rede sendo o próximo tema a ser apresentado. 2.2 SNMP (Simple Network Management Protocol) O SNMP é um protocolo que auxilia administradores de redes a localizar e corrigir problemas em uma interligação em redes TCP/IP. Um administrador aciona um cliente SNMP em seu computador local e utiliza o cliente para contatar um ou mais servidores SNMP executados em máquinas remotas [COMER & STEVENS, 1999]. Nesse protocolo se emprega um paradigma de busca e armazenamento, ou seja, o SNMP deve mandar mensagens que especificam os valores em variáveis ou o armazenamento dos valores nessas variáveis em que o servidor deve buscar, convertendo as solicitações para qualquer tipo de operação equivalente em dados locais estruturados [COMER & STEVENS, 1999]. Com isso, para cada servidor é montado um conjunto de variáveis que incluem estatísticas, tais como, contagem de pacotes recebidos e variáveis que correspondem a estruturas de dados do TCP/IP [COMER & STEVENS, 1999]. Os dados estatísticos são obtidos através de requisições de um gerente a um ou mais agentes utilizando os serviços do protocolo de transporte UDP para enviar e receber suas mensagens através da rede [ZANELLA & ALVES, 2002].

16 ARQUITETURA Segundo [COMER & STEVENS, 1999] um agente SNMP precisa aceitar uma solicitação que chega, executar a operação especificada e retornar uma resposta. O modelo de arquitetura do SNMP é uma coleção de estações de gerenciamento e elementos de rede. As estações de gerenciamento executam aplicações de gerência que monitoram e controlam elementos de rede. Os elementos de rede são equipamentos como hosts, gateways, servidores de terminal e outros que possuam agentes de gerenciamento responsáveis por executar as funções de gerenciamento de redes solicitadas pelas estações que gerenciam as mesmas [COMER & STEVENS, 1999]. O SNMP explicitamente minimiza o número e a complexidade das funções de gerenciamento realizadas pelo agente. Isto se torna importante em quatro aspectos [COMER & STEVENS, 1999]: o custo de desenvolvimento de agentes de gerenciamento para suportar o protocolo é bem reduzido. aumentar consideravelmente a utilização maior dos recursos de rede disponíveis. impõe restrições mínimas quanto à forma e a sofisticação das ferramentas de gerenciamento. um conjunto simplificado de funções de gerenciamento pode ser facilmente compreendido e utilizado por desenvolvedores de ferramentas de gerenciamentos de redes. O SNMP tem como princípio básico a independência da arquitetura. Seguindo este princípio, o SNMP se torna altamente compatível com vários tipos de implementação na programação voltada ao monitoramento de redes de computadores. Desta forma, o SNMP faz com que toda a inteligência do gerenciamento de redes resida nas pontas, nos agentes e nos gerentes, de acordo com suas capacidades o que torna o protocolo simples. O gerente consiste em um programa que é executado em um servidor que obtém informações junto aos dispositivos gerenciados mediante a comunicação entre um ou mais

17 14 agentes. A Figura 2 demonstra o funcionamento do relacionamento de um gerente com o objeto gerenciado [ZANELLA & ALVES, 2002]. Figura 2. Comunicação entre gerente e agente SNMP [ZANELLA & ALVES, 2002]. A Figura 2 ilustra a requisição dos objetos gerenciados ao agente com os dados a serem repassados ao gerente que, por sua vez, envia ao agente as ações de gerenciamento a serem realizadas. O gerente é o responsável por monitorar, emitir relatórios e tomar decisões na ocorrência de problemas [ZANELLA & ALVES, 2002]. O agente é um processo que é executado na máquina a ser gerenciada, que tem a incumbência de manter as informações de gerência da máquina. Assim, o agente é o responsável pelo envio, alteração das informações e notificação da ocorrência de eventos específicos ao gerente [ZANELLA & ALVES, 2002] MIB O MIB (Management Information Base) pode ser entendido como um banco de dados, mantido pelos agentes SNMP, que armazena todas as informações de gerenciamento que aquele agente possui. É através das MIBs que os agentes acessam as informações e solicitam a execução de alguns comandos, quando implementados [ZANELLA & ALVES, 2002].

18 15 A estrutura de informações da MIB é em forma de árvore, contendo nós e folhas, podendo ser visualizado como ilustra a Figura 3. Todos os dados são armazenados nas folhas e, por conseqüência, todas as operações SNMP são realizadas nas folhas. De forma análoga a um sistema de arquivos, composto de diretórios (nós) e arquivos (folhas) [ZANELLA & ALVES, 2002]. Figura 3. Topologia de uma MIB [ZANELLA & ALVES, 2002]. Os construtores utilizados na descrição da MIB são os seguintes [COMER & STEVENS, 1999]: imports permite que uma MIB utilize objetos ou tipos definidos em outra MIB. module-identity especifica a descrição e as informações administrativas, como contato e histórico de revisões de uma MIB. object-identity especifica o tipo de dado, o status e a semântica de objetos gerenciados. sequence descreve os objetos que formarão as colunas de uma tabela. notification-type é o construtor que especifica notificações de eventos. Cada tipo de objeto que pode estar presente em uma MIB possui um nome, uma sintaxe e uma codificação. O nome do objeto é representado, de forma exclusiva, através

19 16 de um OID (Object Identifier) que é atribuído de forma hierárquica. Um OID é uma seqüência de números inteiros. 2.3 MRTG (Multi Router Traffic Grapher) O MRTG é uma ferramenta que monitora o tráfego gerado em um link de rede. Este gera páginas HTML (Hipertext Markup Language) contendo imagens gráficas no formato PNG (Portable Network Graphics), que fornece uma representação visual do tráfego. Esta ferramenta é baseada na linguagem de programação PERL (Practical Extraction and Report Language) e na linguagem de programação C e opera em plataformas WINDOWS e LINUX. O MRTG surgiu em 1994 a partir da necessidade da empresa DMU de observar a performance e desempenho de seu link de Internet para um melhor aproveitamento deste. O objetivo era gerar um gráfico, disponibilizado na WEB, em constante atualização e apresentando o tráfego gerado no link. Este foi finalizado em meados de 1995 [OETIKER & RAND, 2005]. Originalmente o MRTG foi criado para colher informações de largura de banda passadas pela interface de rede, porém, com o passar dos anos, além de monitorar o tráfego da interface de rede, este passou a monitorar processador, memória principal, discos rígidos entre outros. Por causa de problemas de performance do MRTG, por exemplo, lentidão na transformação dos dados coletados em gráficos e a coleta das informações referentes aos dispositivos configurados (disco rígido, memória, processador e interface de rede) de cada estação, foram feitas algumas modificações, porém sem sucesso. Devido a isto algumas partes críticas do programa foram reescritas na linguagem de programação C, o que resolveu o problema da performance por ser uma linguagem mais robusta. O código-fonte teste do MRTG foi distribuído pela Internet, recebendo várias atualizações e correções dos erros nele contidos.

20 17 O MRTG utiliza o SNMP (Simple Network Management Protocol) para coletar os dados e gravá-los em arquivos de log, gerando posteriormente gráficos que apresentam o monitoramento dos dispositivos. Estes gráficos são disponibilizados em páginas WEB, que podem ser visualizadas em navegadores com suporte a imagens PNG. A coleta de informações para a construção dos gráficos só é possível pelo fato do MRTG poder analisar se um determinado host contém qualquer SNMP OID (Object Identifier), que é o identificador do dispositivo a ser analisado, e que a partir desta análise e coleta das informações torna-se possível construir um gráfico. O MRTG adquire informações do SNMP seguindo os seguintes passos [OETIKER & RAND, 2005]: analisa o host e recebe o valor do SNMP OID especificado; atualiza a variação do gráfico com novos valores e apagar os gráficos antigos; guarda o novo valor em um arquivo de log. Os gráficos no MRTG são disponibilizados com freqüência diária, semanal, mensal e anual. Isto é possível porque o MRTG mantém um log de todos os dados coletados de um determinado dispositivo e este log é gerenciado internamente de forma que não cresça com o tempo, mas que mantenha todos os dados relevantes do tráfego monitorado da rede nos últimos dois anos, que é um padrão estabelecido pelo idealizador [OETIKER & RAND, 2005]. Sendo implementado para realizar coletas de dados SNMP, o MRTG, como mencionado, possibilita a coleta de dados de qualquer variável SNMP, no caso, qualquer dispositivo que possua um SNMP OID, que é definido por uma variável. Com isso, permite que em um mesmo gráfico sejam traçados dois ou mais parâmetros ao mesmo tempo. É possível, por exemplo, montar um gráfico com o número de processos versus a utilização de memória física. A configuração das entidades que serão monitoradas pelo MRTG é feita através da edição de scripts de captura de dados. Estes scripts, por sua vez, ficam dentro do arquivo de configuração que é passado como parâmetro a cada execução do MRTG. A granularidade da coleta de dados é feita geralmente através do crontab, que é o agendador

21 18 de execução de tarefas do LINUX, por exemplo, executando o MRTG de hora em hora ou mesmo de dia em dia. O MRTG também pode ser executado como um serviço contínuo, no caso um daemon, que é executado de forma transparente ao usuário esperando requisições por parte do administrador, porém a maior flexibilidade para a utilização é através do crontab, isso porque se pode especificar um arquivo de configuração diferente à cada coleta, permitindo a elaboração de políticas diferentes de coleta de dados. 2.4 ARGUS (Audit Record Generation and Utilization System) O ARGUS é um modelo de monitoramento real de fluxo de tempo designado para acompanhar e relatar o status e a performance de todas as transações feitas em um dado tráfego de rede. O ARGUS fornece um formato de dado comum para reportar medidas de fluxo como conectividade, capacidade, demanda, perda, atraso e oscilações por base de transações. O formato de gravação é flexível e extensível, suportando identificadores genéricos de fluxo, tais como informações de aplicações/protocolos específicos [WEISBERG, 2005]. O ARGUS consiste em um programa desenvolvido, assim como o MRTG, na linguagem de programação PERL o qual também utiliza o protocolo SNMP para gerar estatísticas que representam o monitoramento do status (ligado, desligado) como também o tempo que em que ficaram nesse estado os aparelhos que compõem a rede, sendo que estas estatísticas são disponibilizadas através de páginas HTML e gráficos. Além de monitorar o tráfego de um determinado dispositivo de rede, o ARGUS pode monitorar qualquer variável do SNMP, aplicações UDP (User Datagram Protocol) e TCP (Transmission Control Protocol), conectividades com IP, programas, base de dados entre vários outros tipos de conexões, serviços e dispositivos de rede. 2.5 Ntop (Network Traffic Probe)

22 19 O Ntop é um aplicativo desenvolvido para monitorar e gerenciar a utilização da rede de computadores, muito similar ao comando top do LINUX [DERI, 2005] que disponibiliza informações referentes ao computador como, espaço utilizado em disco rígido, quantidade de memória alocada e o consumo de cada processo no processador. O Ntop é desenvolvido com API PERL e PHP e baseado em uma biblioteca de captura de pacotes na rede chamada libpcap, assemelhando-se muito a um sniffer, que é daemon que coleta todos os dados trafegados no barramento de rede. Utiliza-se um navegador WEB para a visualização dos dados monitorados através de gráficos ou também o console para visualização na tela em modo texto. Além de suportar qualquer tipo de banco de dados, faz a medida do tráfego, planeja, aperfeiçoa a rede, detecta violações na segurança e monitora qualquer tipo de fluxo IP, TCP, entre outros protocolos de rede. Suporta vários sistemas operacionais, como WINDOWS, LINUX, BSDs, MacOSX e SOLARIS. 2.6 EtherApe O EtherApe é uma ferramenta gráfica de monitoração de redes de computadores utilizada por sistemas UNIX e WINDOWS, que disponibiliza informações referentes ao tráfego de uma rede de computadores, em quais serviços e protocolos as informações coletadas se enquadram, fornecendo modos de visualização das informações IP e TCP e disponibilizando a atividade da rede graficamente [TOLEDO et al, 2005]. O EtherApe faz o monitoramento do que está acontecendo no momento na rede, fazendo a leitura do tráfego gerado pelos computadores e criando os gráficos de acordo com o que está entrando ou saindo da rede de computadores em tempo de execução. A ferramenta EtherApe suporta dispositivos de Ethernet, FDDI (Fiber Distributed Data Interface), token ring, ISDN (Integrated Services Digital Network) e PPP (Point-to- Point Protocol). Além disso, pode filtrar o tráfego a ser mostrado, por exemplo, disponibilizar graficamente apenas informações referentes a requisições IPv6. Outra funcionalidade é a capacidade de ler um arquivo em constante alteração gerado pelo

23 20 tráfego em andamento na rede. A cada novo host e link acessado, o arquivo lido pelo EtherApe é alterado em tamanho gerando novos gráficos. 2.7 D-ITG (Distributed Internet Traffic Generator) e Nagios Além das ferramentas citadas acima, existem outras ferramentas de monitoramento e análise de tráfego de redes de computadores que são o Nagios e o D-ITG. O Nagios é uma ferramenta desenvolvida para detectar problemas gerados na rede antes que qualquer usuário ou gerente o faça. Pode monitorar qualquer tipo de serviço de rede como SMTP (Simple Mail Transfer Protocol), POP3 (Post Office Protocol Version 3), HTTP (HyperText Transport Protocol), ICMP (Internet Control Message Protocol) entre outros. Mas ainda não há sua versão para IPv6, sendo esta versão implementada futuramente. É uma ferramenta bastante utilizada pelos administradores de redes, sendo necessário um nível alto de conhecimento em LINUX para a sua configuração [NAGIOS, 2005]. O D-ITG é uma ferramenta desenvolvida para produzir tráfego na rede para verificar o tempo de partida e o tamanho dos pacotes de um host ao outro. É suportado por qualquer plataforma como LINUX, WINDOWS e BSDs, além disso, funciona com protocolos como TCP, IPv4 e IPv6, UDP, ICMP, entre outros. É uma ferramenta pouco difundida,c de fácil uso e que está sendo transformada em uma versão WEB pois só é manuseada via terminal [AVALLONE et al, 2005].

24 21 3 MATERIAL E MÉTODOS Para a produção desse trabalho, vários recursos foram utilizados, material bibliográfico, hardware e software. Utilizando ferramentas adequadas, aliadas a uma orientação, tornou-se possível a elaboração do mesmo. 3.1 Local e Período Esse trabalho teve seu desenvolvimento no primeiro semestre de 2005 como parte da disciplina de Prática em Sistemas de Informação I. O desenvolvimento deste trabalho ocorreu no Laboratório de Redes de Computadores (LARC) no Centro Universitário Luterano de Palmas - CEULP/ULBRA. 3.2 Material Os materiais utilizados para a realização deste trabalho (Hardware, Software e material bibliográfico) foram disponibilizados pelo CEULP/ULBRA, além de consultas a Internet Hardware: Pentium IV 2.4 Ghz, 512Mb de RAM Software: LINUX Slackware 10.0; MRTG;

25 22 ARGUS; EtherApe; Ntop; D-ITG Fontes Bibliográficas: Sites diversos; Trabalhos de conclusão de curso; Relatórios de Pós-graduação; Publicação cientifica; Livros. 3.3 Metodologia Todo o material foi coletado visando um maior conhecimento sobre redes IPv6 e ferramentas de monitoramento. Este estudo foi importante para conclusão deste trabalho, pois, apesar deste protocolo está em fase adiantada de testes, este é relativamente novo, existindo somente adaptações para o IPv6. Para a realização deste trabalho foram adotados alguns procedimentos como a criação de um túnel de comunicação de dados IPv6 com a RNP, escolha e instalação do LINUX Slackware 10.0, por ter suporte nativo ao IPv6, bem como suportar máquinas de pequeno porte sendo a base para a instalação, configuração e testes das ferramentas MRTG, ARGUS, Ntop e EtherApe. Alguns equipamentos como hubs e switchs não foram monitorados pelo fato do ambiente de redes do LARC não ter um número suficiente de máquinas para um teste de qualidade. Os resultados obtidos dos testes são apresentados na próxima seção.

26 23 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO A instalação e configuração do MRTG, ARGUS, Ntop e do EtherApe foi realizada no sistema operacional LINUX Slackware 10.0, portanto, as descrições a seguir são recomendadas para este sistema operacional ou qualquer outro que siga os mesmos padrões de arquitetura. 4.1 Instalação e Configuração MRTG (Multi Router Traffic Grapher) Na próxima seção serão apresentadas informações dos materiais e métodos utilizados para a instalação e configuração dos analisadores e gerenciadores de tráfego de rede IPv INSTALAÇÃO Para a instalação do MRTG, assumiram-se diversas etapas que são apresentadas no decorrer do trabalho. Primeiramente foi necessária a criação de um diretório temporário de trabalho para o MRTG. Para isso foi utilizado o comando mkdir conforme apresentado na Figura 4. #mkdir -p /usr/local/src Figura 4. Criação do diretório temporário.

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