Apelação Criminal n , da Capital - Continente. Relator: Des. Leopoldo Augusto Brüggemann

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1 Apelação Criminal n , da Capital - Continente Relator: Des. Leopoldo Augusto Brüggemann APELAÇÃO CRIMINAL. ESTELIONATO (ART. 171, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL). SENTENÇA ABSOLUTÓRIA. INSURGÊNCIA DA ACUSAÇÃO. PLEITO CONDENATÓRIO. MATERIALIDADE E AUTORIA DEVIDAMENTE DEMONSTRADAS. ACUSADA, PROPRIETÁRIA DE FATO DE IMOBILIÁRIA, QUE RECEBEU VALORES DA VENDA DE UM APARTAMENTO E REPASSOU APENAS PARTE DELES À CONSTRUTORA, A TÍTULO DE SINAL, ALEGANDO POSTERIORMENTE QUE HOUVE DESISTÊNCIA DO NEGÓCIO. MANUTENÇÃO DE AMBOS OS NEGOCIANTES EM ERRO MEDIANTE FRAUDE. PALAVRAS DA COMPRADORA E DE REPRESENTANTE LEGAL DA VENDEDORA CONFORTADAS POR PROVA DOCUMENTAL E PERICIAL. CONTRATO FABRICADO, NO QUAL APOSTA ASSINATURA ATRIBUÍDA À COMPRADORA ATESTADA COMO FALSA POR PERITOS OFICIAIS. DEPÓSITO DE CHEQUE NOMINAL À VENDEDORA EM CONTA CORRENTE DA IMOBILIÁRIA COMPROVADO POR OFÍCIO DA INSTITUIÇÃO BANCÁRIA. AUSÊNCIA DE DÚVIDAS QUANTO À PRÁTICA DO INJUSTO, SUA AUTORIA E A CULPABILIDADE DA ACUSADA. CONDENAÇÃO DECRETADA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação Criminal n , da comarca da Capital - Continente (Juizado Especial Criminal), em que é apelante Ministério Público do Estado de Santa Catarina, e apelada Marineuza Lauthart: A Terceira Câmara Criminal decidiu, por votação unânime, dar provimento ao recurso. Custas legais. O julgamento, realizado no dia 21 de maio de 2013, foi presidido pelo Exmo. Sr. Des. Torres Marques, com voto, e dele participou o Exmo. Sr. Des. Alexandre d'ivanenko. Funcionou pela douta Procuradoria-Geral de Justiça o Exmo. Sr. Dr. Pedro Sérgio Steil. Florianópolis, 7 de junho de Leopoldo Augusto Brüggemann RELATÓRIO Na comarca da Capital, Foro Distrital do Continente, o Ministério Público do Estado de Santa Catarina ofereceu denúncia contra Marineuza Lauthart, dando-a como incursa nas sanções do art. 171, caput, do Código Penal, pela prática da conduta assim descrita na inicial acusatória: Entre os meses de outubro e dezembro de 2006, a denunciada MARINEUZA LAUTHART - proprietária de fato da Imobiliária Solus -, previamente motivada a obter

2 vantagem indevida para si mediante prejuízo alheio, intermediou a suposta venda para a vítima Maria de Araújo Silveira do apartamento 303, situado na Rua Manoel de Oliveira Ramos n. 301, Bairro Estreito, nesta Comarca, pertencente à Construtora Amauri. Conforme faz prova o contrato de fls. 7/8, a Denunciada, mantendo a vítima em erro, simulou a venda do imóvel pela quantia de R$ ,00 (cento e trinta mil reais), tendo a vítima efetuado o pagamento inicial com dois cheques - um no valor de R$ 2.300,00 (dois mil e trezentos reais), referente à comissão da Imobiliária Solus, e outro no valor de R$ ,00 (quarenta e três mil e duzentos reais), destinado à Construtora Amauri - e recebido da Denunciada as chaves do apartamento, mudando-se para o local, acreditando ser a nova proprietária do bem. Ocorre que, ao invés de repassar a quantia de R$ ,00 (quarenta e três mil e duzentos reais) para a construtora Amauri, MARINEUZA LAUTHART utilizou um outro contrato falso (fls. 11/12) - contendo assinatura falsificada da vítima e cláusulas diversas daquelas aceitas por esta - e entregou à Construtora apenas a quantia de R$ ,00 (dez mil reais), que corresponderia a um 'sinal' de que a vítima estava interessada em adquirir o imóvel. Ato contínuo, a Denunciada, agindo ardilosamente, endossou indevidamente para a Imobiliária Solus o cheque destinado à Construtora Amauri (fl. 9) e depositou, em proveito próprio, a quantia referida na conta corrente do Banco Itaú n , Agência 0730, de titularidade da Imobiliária (fl. 192). Posteriormente, a fim de assegurar sua impunidade e a conclusão da empreitada criminosa, a Denunciada informou à Construtora Amauri que a vítima havia desistido de comprar o apartamento, de modo que todos só tomaram conhecimento do que havia ocorrido meses depois, quando um funcionário da Construtora esteve no imóvel e descobriu que a vítima residia no local (fls. II- III). Concluída a instrução do feito, a denúncia foi julgada improcedente para absolver a acusada da imputação que lhe foram feita na exordial acusatória, com fulcro no art. 386, VII, do Código de Processo Penal (fls ). Irresignado, o Ministério Público interpôs recurso de apelação, no qual pugnou pela reforma da sentença, a fim de que a apelada seja condenada nos termos da denúncia, sustentando haver provas suficientes acerca da autoria e da materialidade do delito (fls ).

3 Juntadas as contrarrazões (fls ), ascenderam os autos a esta instância, e a douta Procuradoria-Geral de Justiça, em parecer da lavra do Exmo. Sr. Dr. Hélio José Fiamoncini (Promotor de Justiça convocado), opinou pelo Gabinete Des. Leopoldo Augusto Brüggemann conhecimento e provimento do recurso (fls ). Este é o relatório. VOTO Trata-se de recurso de apelação contra decisão que julgou improcedente a denúncia e absolveu a apelada do crime de estelionato que lhe foi imputado pela exordial acusatória. O apelo é de ser conhecido, porquanto presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. O Ministério Público pretende a modificação da sentença a quo para condenar a acusada pela prática do delito previsto no art. 171, caput, do Código Penal, ao argumento de que há elementos suficiente nos autos demonstrando a materialidade e autoria do delito, destacando a palavra testemunhal e documental. Dispõe o art. 171, caput, do Código Penal: Art Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa. Narra a denúncia que, na data declinada, a recorrida, proprietária de fato da Imobiliária Solus, nome fantasia da Imobiliária ML Ltda., com prévio intento de obter vantagem indevida para si mediante prejuízo alheio, intermediou a suposta venda de um apartamento pertencente à Construtora Amauri, no Bairro Estreito, nesta Capital, para a vítima Maria de Araújo Silveira. A apelada, mantendo a ofendida em erro, simulou a venda do imóvel pela quantia de R$ ,00 (cento e trinta mil reais), e recebeu desta dois cheques - um no valor de R$ 2.300,00 (dois mil e trezentos reais), a título de comissão da Imobiliária Solus, e outro de R$ ,00 (quarenta e três mil e duzentos reais), destinado à construtora -, e entregou as chaves do apartamento àquela, que se mudou para o local. Sucede que, em vez de repassar a quantia integral à construtora, a denunciada utilizou um outro contrato, contendo assinatura falsificada da ofendida e cláusulas diversas das com ela combinadas, repassando à construtora apenas R$ ,00 (dez mil reais), a título de "sinal". Após, a acusada, de forma

4 ardilosa, endossou indevidamente para a Imobiliária Solus o cheque destinado à construtora, e o depositou, em proveito próprio, na conta da empresa. Posteriormente, a apelada informou à construtora que a vítima havia desistido do negócio, de sorte que elas somente tomaram conhecimento dos fatos, meses depois, quando um funcionário da construtora esteve no imóvel e descobriu que a ofendida ali residia (fls. II-III). Esta realidade encontra pleno amparo nas provas. A materialidade do delito em questão resta devidamente demonstrada nos autos através do boletim de ocorrência registrado pela vítima (fl. 3), dos contratos de promessa de compra e venda original (fls. 7-8) e falso (fls ), pelas cártulas de fl. 09, pela missiva de fl. 192, pelo extrato bancário de fl. 10, e do laudo pericial (fls ). Da autoria, igualmente não se duvida. A vítima Maria de Araújo, confirmando o quanto já tinha dito na fase policial (art. 155 do CPP), foi ouvida em juízo, oportunidade em que afirmou ter realizado contrato de compra e venda do imóvel descrito na denúncia, no valor de R$ ,00 (centro e trinta mil reais). Disse que possuía uma carta de crédito do Banco Itaú, no valor de R$ ,00 (oitenta mil reais), referente a um consórcio ainda não contemplado, restando estipulado que o imóvel seria pago com essa carta e mais R$ ,00 (quarenta e cinco e quinhentos mil reais) à vista. Esses termos foram avençados em promessa de compra e venda registrada em cartório. A entrada foi paga à recorrida, a qual deveria repassá-la à construtora. Todavia, em vez disso, ela repassou apenas R$ ,00 (dez mil reais), a título de sinal, alegando, posteriormente, que a adquirente vítima havia desistido do negócio. Anotou, ainda, que efetuou sua mudança, "já que o negócio havia sido feito em cartório", após acabados os reparos no imóvel, como havia solicitado. A declarante disse que ficou despreocupada, pois a denunciada tinha lhe dito que a construtora aceitou a carta de crédito oferecida no negócio. Somente viria a descobrir que a venda não foi concluída sete meses depois, quando a acusada foi presa. No dia posterior à prisão, Rubens - representante da construtora - apareceu no apartamento procurando pela apelada, mas a declarante não sabia seu paradeiro. Rubens perguntou se a declarante

5 tinha intenção de alugar o imóvel, pois pelo que este sabia, teria ocorrido a desistência da compra. Foi aí que a declarante descobriu que a denunciada havia realizado dois contratos diferentes, tendo mostrado um para si, e entregado outro para a construtora. A vítima revelou que a acusada tinha intenção de passar seu consórcio para a empresa Rodobens, com o que não concordou. Esclareceu ter entregado dois cheques à demandada: um de R$ 2.300,00 (dois mil e trezentos reais), nominal à Imobiliária ML, a título de comissão; outro em valor maior, nominal à Construtora Amauri. A recorrida, todavia, sacou ambas as cártulas em proveito próprio. Por fim, declarou que, ao menos até a data de sua declaração em juízo, residia no apartamento, mas teve que contratar advogado e tomar um empréstimo de R$ ,00 (vinte e mil reais) a fim de regularizar a situação (CD audiovisual fl. 319). No mesmo sentido é o depoimento de Rubens Gilberto Ruiz, administrador do grupo Amauri, o qual, perante o magistrado, afirmou que conheceu a apelada como corretora da Imobiliária Solus, e que esta afirmou saber de uma pessoa interessada no apartamento objeto do delito. A demandada afirmou que a interessada possuía um consórcio da Rodobens e fez uma proposta de R$ ,00 (cento e vinte e seis mil reais), com a qual a Amauri concordou. Depois de um tempo, a denunciada trouxe R$ ,00 (dez mil reais) como sinal e afirmou que deveria se aguardar o sorteio do consórcio. Posteriormente, esta informou que a interessada havia desistido do negócio, mas que já possuía um novo comprador. Certo dia, quando a apelada atrasou o aluguel referente a outro imóvel, o depoente se dirigiu à Imobiliária Solus, oportunidade em que a encontrou fechada. Deslocou-se, então, até o apartamento objeto da demanda e lá perguntou sobre o paradeiro da recorrida. Foi quando ficou sabendo que esta havia sido presa. Declarou que não tinha conhecimento de que a vítima estava morando no apartamento, pois, pelo que sabia, esta havia desistido do negócio. Naquele momento, tomou conhecimento dos valores já pagos pela ofendida, através de dois cheques. Destacou que tanto o depoente como a vítima estão movendo uma ação contra o Banco Itaú, para apurar como um cheque nominal à construtora pode ser sacado em proveito da acusada (CD

6 audiovisual, fl. 319). As palavras da vítima e da testemunha encontram pleno amparo na prova documental. O contrato particular de promessa de compra e venda reconhecido como hígido pela vítima, datado de 13 de outubro de 2006, prevê na cláusula terceira o pagamento de R$ ,00 (cento e trinta mil reais), nos seguintes termos: R$ ,00 (quarenta e cinco mil quinhentos reais), pagos a vista, no ato da assinatura do presente contrato, representados pelo cheque n e , Banco Itaú, agência n 0703 conta corrente n , em nome da compradora [...] e o valor restante no total de R$ ,00 (oitenta e quatro mil e quinhentos reais) serão pagos à vista no ato da assinatura da escritura definitiva de compra e venda, que será efetivada através de financiamento de consórcio junto ao Banco Itaú, conforme grupo 0021, cota 197 [sic] (fl. 07). Desse ajuste, que representa a vontade real da vítima, consta sua assinatura como compradora - reconhecida pelo Cartório de Campinas (fl. 08) - além da firma da denunciada como uma das testemunhas. Não foi, porém, subscrito pela construtora vendedora, o que se coaduna com o fato de a empresa não ter tomado conhecimento dos termos da proposta. Já às fls , repousa outro contrato, com timbre da Imobiliária Solus - nome fantasia da Imobiliária ML Ltda. (fl. 24) - e data de 6 de novembro de 2006, do qual se depreende o seguinte no que tange ao preço: R$ ,00 (Dez mil reais), pagos à vista, no ato da assinatura do presente contrato, através de depósito na conta bancária da firma vendedora, [...] valor este a título de arras, [...] e o valor restante no total de R$ ,00 (Cento e dezesseis mil reais) serão pagos a vista no ato da assinatura da escritura definitiva de compra e venda, que será efetivada através de financiamento de consórcio junto a administradora Rodobens, conforme Grupo Cota 041 (fl. 11). Esse instrumento foi subscrito pelo representante da construtora vendedora e, novamente, pela denunciada como testemunha. Consta também uma assinatura atribuída à vítima, todavia, desta vez, sem reconhecimento em cartório. Conforme laudo pericial, os peritos oficiais, confrontando a assinatura aposta no contrato tido como fabricado pela apelada com outras constantes de "auto de tomada de letra autêntica", concluíram pela presença de "Elementos Divergentes de Identidade Gráfica com o padrão de confronto em nome de MARIA DE

7 ARAÚJO SILVEIRA" (fl. 235). Logo, indubitável que o contrato apresentado pela acusada à construtora não passou de uma fraude, para mantê-la em erro. Embora o magistrado a quo tenha afirmado que a perícia não logrou demonstrar a autoria da falsificação, essa circunstância se mostra de menor importância Isso porque os cheques a que alude o contrato tido como verdadeiro foram, de fato, emitidos e descontados. O de R$ 2.300,00 (dois mil e trezentos reais), referente à comissão de corretagem foi depositado em favor da Imobiliária ML Ltda., da qual a acusada é proprietária de fato (fl. 09). Já o de R$ ,00 (quarenta e três mil e duzentos reais), nominal à "Cia Construtora e Incorporada Amauri Ltda.", foi endossado mediante assinatura da apelante no verso (fl. 09) e, posteriormente, também depositado em favor da Imobiliária ML Ltda (fl. 192) e compensado no dia 16 de outubro de 2006 (fl. 10). Assim, a vantagem ilícita restou auferida pela acusada. Cabe esclarecer que, embora constem como sócios da Imobiliária ML Ltda., as pessoas de Leonardo Franzoni Savi e Maristela Mota Rigotti, estes não passam de "laranjas", como os próprios disseram na fase administrativa (fls e 22-23, respectivamente). A administração da imobiliária era realizada exclusivamente pela denunciada, conforme instrumento público de procuração lavrado no Tabelionato de Notas e Ofício de Protestos da comarca de São José, em 07/11/ livro P, fls , que só viria a ser revogado após a prisão da acusada (fls. 29 e 30). Ademais, a própria recorrida reconhece a participação na negociação. Negou, porém, ter cometido estelionato e disse que não há nenhum contrato falso, sustentando que a ofendida teria assinado ambos os documentos constantes dos autos. Afirmou, ainda, não recordar dos valores, mas que houve um pagamento para a construtora e outro para a imobiliária. Negou, por final, que tenha oferecido o imóvel a outro comprador, como declarado pelo representante da construtora. Pura falácia. Como visto acima, a perícia realizada nos autos concluiu que a assinatura constante do segundo contrato não pode ser atribuída à vítima, o que desmente a alegação da recorrida. Além disso, ao contrário do que afirmou, a denunciada ofereceu sim o

8 mesmo imóvel negociado com a vítima, a outro interessado proveniente de Santa Maria-RS, no dia 5 de maio de quando já havia fechado negócio com a ofendida - conforme proposta de onde consta o timbre da Imobiliária Solus e a assinatura da recorrida (fl. 83). De mais a mais, nenhuma justificativa apresentou para o fato de ter depositado, integralmente, em conta da imobiliária, os valores que se destinavam à construtora. Vê-se, assim, que a prova recolhida nos autos é segura em apontar o cometimento do injusto e atribuir sua autoria à apelada. Quanto ao tema invocado em contrarrazões, no sentido de que não teria sido observado o procedimento do art. 226 do Código de Processo Penal para o reconhecimento da autoria, a argumentação se mostra vã. Esse procedimento é apenas um meio de obtenção de prova, que não exclui outros. No caso, a autoria é demonstrada por diversas fontes, inclusive pelo Gabinete Des. Leopoldo Augusto Brüggemann fato de a própria acusada reconhecer que intermediou o negócio, não havendo qualquer dúvida quanto à autoria delitiva. Dessarte, restou plenamente comprovado nos autos que a acusada, agindo em nome da Imobiliária Solus - nome fantasia de Imobiliária ML Ltda. - negociou um apartamento de propriedade da Construtora e Incorporadora Amauri Ltda. com a vítima, induzindo esta a pagar-lhe, no dia 13 de outubro de 2006, a quantia de R$ ,00 (quarenta e três mil e duzentos reais), mediante cheque nominal e cruzado que deveria ser repassado à vendedora (fl. 09). Ao invés disso, conforme seu prévio desígnio, depositou-o na conta corrente de sua imobiliária (fl. 192), e a cártula restou compensada no dia 16 de outubro daquele ano (fl. 10). Em seguida, mediante fraude, fabricou um contrato simulando venda com bases diversas das ajustadas originalmente com a compradora (fl. 235), pelo qual repassou apenas R$ ,00 (dez mil reais) à construtora, a título de sinal (fls ), informando posteriormente que o negócio havia sido desfeito, obtendo, assim, para si a vantagem ilícita representada pela diferença entre o valor adrede depositado na conta da imobiliária e o pago à vendedora. Dessa forma, restou suficientemente demonstrado nos autos o ato fraudulento praticado pela acusada, visando a obter vantagem econômica ilícita - de fato obtida, diga-se de passagem. Sobre o tema, Julio Fabbrini Mirabete leciona: A conduta do estelionato consiste no emprego de meio fraudulento para

9 conseguir vantagem econômica ilícita. A fraude pode consistir em artifício, que é a utilização de um aparato que modifica, aparentemente o aspecto material da coisa ou da situação etc., em ardil, que é a conversa enganosa, em astúcia, ou mesmo em simples mentira, ou qualquer outro meio para iludir a vítima, inclusive no inadimplemento contratual preconcebido, na emissão de cheques falsificados, furtados, dados em garantia de dívida etc. Para a caracterização do ilícito é necessário que o meio fraudulento seja a causa da entrega da coisa (Código Penal Interpretado. 1. ed. São Paulo: Atlas, 1999). Da mesma forma, Magalhães Noronha elucida: Se quisermos decompô-lo em seus elementos, de maneira ampla, e abstraídos o sujeito ativo, o passivo e o dolo que aparecem em todo crime, podemos dizer que lhe são característicos: a) a consecução da vantagem ilícita; b) o emprego do meio fraudulento; c) o erro causado ou mantido por esse meio; d) o nexo de causalidade entre o erro e a prestação da vantagem; e) a lesão patrimonial. Se preferirmos sintetizar, podemos circunscrever o crime a: o meio fraudulento; o erro causado ou mantido; a vantagem indevida; a lesão ao patrimônio." Encerrando, o mencionado autor apresenta a fórmula que resume o crime de estelionato: "meio fraudulento + erro + vantagem ilícita + lesão patrimonial = estelionato (Direito Penal, v. 2, p. 360). É o que se recolhe do seio dos autos O caso, como visto, não é de aplicação do princípio do in dubio pro reo, haja vista a prova documental e testemunhal que aportou aos autos levarem a certeza moral da condenação. A acusada é maior de idade, mentalmente sã e possuía pleno conhecimento da ilicitude de seus atos, na medida em que atua no ramo de compra e venda de imóveis há vários anos. Aliás, conforme se extrai da certidão de antecedentes expedidas pela Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, do qual é oriunda a denunciada, esta é useira e vezeira na prática de delitos de idêntica natureza (fls ). Ademais, não há qualquer indício de que tenha agido em virtude de coação moral irresistível ou em obediência hierárquica - era a administradora da imobiliária através da qual se cometeu o ilícito. Logo, da reprovabilidade da conduta tampouco se duvida. Logo, devidamente configurado o delito de estelionato cometido pela acusada, não há falar em absolvição, adequando-se a sentença a quo, neste

10 ponto, para condená-la às sanções do art. 171, caput, do Código Penal. Dosimetria Realizada a adequação na sentença vergastada para condenar a acusada pela prática do crime de estelionato, passa-se à aplicação da reprimenda. Em análise às circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal, vê-se que a culpabilidade e o grau de reprovabilidade da conduta são inerentes à espécie; a denunciada registra duas condenações por crimes cometidos antes da prática do delito apurado nestes autos, mas cujo trânsito em julgado ocorreu depois, as quais configuram maus antecedentes (autos n , de Novo Hamburgo-RS e autos n , da mesma comarca - fls ); não há nos autos elementos suficientes para se aferir a conduta social e a personalidade da recorrida; os motivos e as circunstâncias foram a busca do lucro fácil em prejuízo alheio utilizando-se de engodo para induzir a vítima em erro, o que não desborda ao tipo; as consequências foram normais à espécie, tendo o comportamento da vítima não influenciado para a consumação do delito. Assim, na primeira fase da dosimetria, ante a presença de duas condenações por crimes cometidos anteriormente ao delito investigado nesta causa, mas que transitaram em julgado após, eleva-se a pena-base acima do mínimo legal, para 1 (um) ano e 4 (quatro) meses de reclusão e pagamento de 13 (treze) dias-multa. Na etapa intermediária, verifica-se que a acusada é multirreincidente, havendo sido condenada ao menos três vezes, em sentenças transitadas em julgado antes dos fatos apurados nesta demanda (autos n , da comarca de Novo Hamburgo-RS, autos n e autos n , estes da comarca de Campo Bom-RS - fls ). Em face disso, eleva-se a pena em 9 (nove) meses, nos termos do art. 61, I, do CP. Além disso, o crime foi cometido com violação de dever da profissão de corretor de imóveis e de pessoa jurídica cadastrada para estes fins, nos termos do art. 20, incisos I e IX, da Lei 6.530/78, o que importa em um aumento de 3 (três) meses, a teor do art. 61, II, g, do CP. Por fim, na derradeira etapa, ante a inexistência de causa especial de aumento ou de diminuição da pena, torna-se a reprimenda definitiva em 2 (dois) anos Gabinete Des. Leopoldo Augusto Brüggemann

11 e 4 (quatro) meses de reclusão e 13 (treze) dias-multa, cada qual no valor mínimo legal, à míngua de elementos sobre a condição financeira da acusada. Não obstante o pedido em contrarrazões, articulado com base no princípio da eventualidade, no sentido de ser concedido o regime aberto, fixase o semiaberto para o resgate da pena privativa de liberdade, conforme disposto no art. 33, 2º, b, do Código Penal, pois a recorrida, como visto, é reincidente. Ausentes na hipótese os requisitos legais, deixa-se de substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, na medida em que a acusada é reincidente específica - autos n (fl.155) -, a teor do art. 44, 3º, do CP. Tampouco se mostra viável a suspensão condicional da pena, em face da quantidade de pena irrogada (art. 77, caput, do Código Penal). Em decorrência, vota-se pelo conhecimento e provimento do recurso, para condenar a acusada à 2 (dois) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, e ao pagamento de 13 (treze) dias-multa, no valor mínimo legal, pela prática do delito previsto no art. 171, caput, do Código Penal. A comarca de origem deverá promover a comunicação à vítima, em observância ao art. 201, 2º, do Código de Processo Penal. É o voto.

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