Albérico Benvindo Rosal 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Albérico Benvindo Rosal 1"

Transcrição

1 40 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NAS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS IRREGULARES E NAS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS DE FATO TAX LIABILITY IN IRREGULAR COMERCIAL COMPANIES AND COMPANIES OF FACT Albérico Benvindo Rosal 1 Resumo O texto discorre sobre a responsabilidade tributária nas sociedades empresárias despersonalizadas, abordando os seus conceitos no direito privado e enfocando a sujeição passiva tributária para demonstrar a diferenciação entre a capacidade tributária e a capacidade de direito. Faz-se um apanhado geral das responsabilidades tributárias preceituadas pelo Código Tributário, além dos posicionamentos jurisprudenciais sobre o tema. Ao desenvolver o trabalho considerou-se o enfoque sistêmico do tema baseandose não apenas no Direito Tributário, mas no Direito Civil e no Direito Empresarial. Palavras-Chave: Responsabilidade Tributária. Sociedade Empresária Irregular. Sociedade Empresária de Fato. Sociedades em Comum. Capacidade Tributária. Abstract The text discourse on tax liability in irregular commercial companies, addressing their concepts in private law and focusing the subject passive tax to demonstrate the difference between the tax capacity and the ability of law. It is a general overview of the responsibilities tax present in the Tax Code, in addition to the legal positions on the issue. In developing the work it is considered a systemic approach based on the theme not only in Tax Law, but in the Civil Law and the Corporate Law. Keywords: Tax Liability. Irregular Companies. Companies of Fact. Companies in Common. Tax Capacity. INTRODUÇÃO O presente artigo desenvolve considerações sobre a responsabilidade tributária nas sociedades empresárias irregulares e nas sociedades empresárias de fato, considerando-se os posicionamentos doutrinários e jurisprudenciais sobre o tema e os preceitos legais na seara tributária, civil e empresarial. Inicia-se com os conceitos das sociedades não personificadas dos autores civilistas, além da discussão dos dispositivos legais sobre o tema, demonstrando as conseqüências para 1 Engenheiro Civil e Advogado, Especialista em Direito Público com Habilitação em Docência Superior, Mestre em Direito Internacional Econômico e Tributário pela Universidade Católica de Brasília (UCB), Professor da Pós-Graduação em Direito Tributário e Planejamento Tributário, Professor na Graduação de Direito Tributário e Direito Civil IV (Direito das Coisas). Caderno de Estudos Ciência e Empresa, Teresina, Ano 8, n. 2, out

2 41 os sócios destes entes despersonificados com relação as suas responsabilidades e vedações legais impostas. Aborda-se, em seguida, a capacidade passiva da obrigação tributária com a demonstração da sua diferenciação da capacidade de direito. Há um enfoque geral sobre a responsabilidade tributária em todos os seus matizes, ou seja, responsabilidade por substituição e responsabilidade por transferência. Ao final é apresentado um enfoque sobre a responsabilidade tributária solidária dos sócios nas sociedades irregulares e nas sociedades de fato, partindo-se do pressuposto, principiológico e legal, de que a solidariedade e a responsabilidade não se presumem havendo a necessidade da designação legal expressa. 2 CONCEITUAÇÃO DAS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS IRREGULARES E DAS SOCIEDADES EMPRESÁRIAS DE FATO Pessoa jurídica na acepção de Glauber Moreno Talavera é o ente abstrato composto por pessoas naturais que envidam esforços conjuntos para a realização de objetivos comuns e que é reconhecido pela ordem jurídica como sujeito de direitos e obrigações 2. Arnoldo Wald assevera: Ao lado das pessoas físicas, que são os sujeitos por excelência nas relações jurídicas, existem certos grupos sociais, corporações e até massas de bens constituídas para alcançar determinada finalidade, que têm direitos próprios, formando unidades abstratas, que denominamos pessoas jurídicas, nas quais se enfeixem determinados direitos subjetivos e obrigações. 3 A esse propósito, faz-se mister trazer à colação o entendimento da civilista Maria Helena Diniz que a conceitua como verdadeira unidade de pessoas naturais ou patrimônios, que visa a consecução de certos fins, reconhecida essa unidade como sujeito de direitos e obrigações. 4 A pessoa jurídica de direito privado adquirirá a personalidade jurídica com o registro do seu ato constitutivo no órgão competente, consoante à inteligência do art. 45 do Código Civil que preceitua in verbis: Começa a existência legal das pessoas jurídicas de direito privado com a inscrição do ato constitutivo no respectivo registro (...). O registro dos estatutos sociais da pessoa jurídica deverá ser realizado no Cartório do Registro das Pessoas 2 Glauber Moreno TALAVERA et al, Comentários ao Código Civil, p Arnoldo WALD, Curso de direito civil brasileiro introdução e parte geral, p Maria Helena DINIZ, Curso de direito civil brasileiro, p. 206.

3 supra. 5 No tocante a sociedade empresária e a sociedade simples, merecem serem transcritos os 42 Jurídicas, em se tratando de sociedade civil ou associação, ou na Junta Comercial, caso seja sociedade comercial ou microempresa. Há os denominados grupos despersonalizados que não são considerados pessoas jurídicas pela inobservância dos requisitos necessários para a obtenção da personalidade jurídica, ou seja, ausência do registro dos atos constitutivos no órgão competente. A família, a sociedade irregular ou a sociedade de fato, a massa falida, a herança jacente ou vacante, o espólio e o condomínio, são modalidades de entes despersonalizados. O Código Processual Civil, no se art. 12, confere capacidade processual, exceto a família, aos entes delineados conceitos do Doutor em Direito Comercial pela Universidade de São Paulo (USP), José Marcelo Martins Proença: A sociedade empresária é aquela que desenvolve economicamente uma atividade organizada, seja ela qual for, com o fim de produção ou circulação de mercadorias ou prestação de serviços, ou seja, se a sociedade desenvolve atividade empresarial organizada, que objetiva a produção ou circulação de bens e/ou a prestação de serviços, será considerada sociedade empresária. Em contrapartida, são simples as sociedades que, embora tenham por objeto o exercício de atividade econômica de produção ou circulação de bens ou serviços, não se organizam em empresa (art. 981 c/c art. 966 do CC). 6 O Código Civil preceitua nos artigos 986 a 990 as sociedades empresárias irregulares e as sociedades empresárias de fato como sociedades empresárias sem personalidade jurídica, com a denominação genérica de Sociedades em Comum. Ricardo Fiúza descreveu sociedade em comum como sendo: [...] um tipo de sociedade não personificada, constituída de fato por sócios para o exercício de atividade empresarial ou produtiva, com repartição de resultados, mas cujo ato constitutivo não foi levado para inscrição ou arquivamento perante o registro competente. 7 Na doutrina, autores como Waldemar Martins Ferreira 8, Fran Martins 9, entendem existirem diferenças entre as sociedades irregulares e as sociedades de fato. Sociedades irregulares seriam aquelas com a existência de um contrato entre os sócios com todos os requisitos de sua constituição, mas sem o devido registro nos órgãos competentes; em contrapartida, sociedades de fato seriam as que não detém nenhum tipo de contrato ou 5 Cristiano Chaves de FARIAS, Parte geral direito civil, p José Marcelo Martins PROENÇA, Direito comercial, p Ricardo FIÚZA, Novo Código Civil comentado, p Waldemar Martins FERREIRA, Tratado de direito comercial. 9 Fran MARTINS, Curso de direito comercial.

4 43 documento entre os sócios com seus direitos, obrigações e objetivos sociais. Porém, apesar das diferenciações doutrinárias para fins didáticos, as conseqüências para estes entes despersonalizados serão as mesmas, ou seja, a ausência de registro dos seus atos constitutivos ensejará à submissão aos preceitos legais da sociedade em comum. São várias as conseqüências para as sociedades irregulares ou as sociedades de fato, quais sejam: i) os sócios terão responsabilidade solidária ilimitada pelas dívidas sociais, respondendo, com seu patrimônio próprio, por todas as dívidas que o patrimônio da sociedade não suportar excluído do benefício de ordem do art , CC o sócio que contratou em nome da sociedade (art. 990, CC); ii) vedação do acesso à recuperação judicial e à extrajudicial, mesmo estando sujeitas à falência, como também, são ilegítimas para requererem falência de outras sociedades; iii) vedação à contratação com a Administração Pública pela impossibilidade de participação em licitações; iv) impossibilidade de inscrição nos cadastros fiscais SUJEITO PASSIVO E CAPACIDADE TRIBUTÁRIA PASSIVA O fato gerador da obrigação tributária independe da vontade do sujeito passivo, sendo um preceito abstrato, a hipótese de incidência, através do princípio da subsunção, concretizase com o fato juridicamente relevante para o direito tributário. Paulo de Barros Carvalho define a capacidade tributária como a: Aptidão que as pessoas têm para serem sujeitos ativos e passivos de relações jurídicas de índole tributária. Se assim é, podemos dizer que a capacidade tributária passiva é a habilitação que a pessoa, titular de direitos fundamentais, tem para ocupar o papel de sujeito passivo de relações jurídicas de natureza fiscal. 11 A capacidade tributária e a capacidade de direito são institutos que se diferenciam, sendo que os sujeitos que são juridicamente capazes para o direito privado o são também para o direito tributário, mas que há sujeitos que não possuem capacidade de direito privado e que, sem embargo, são considerados sujeitos jurídicos de direito tributário 12. Ao abordar o tema, Luciano Amaro, profere o entendimento: A sociedade de fato ou a sociedade irregular também não são circunstâncias impeditivas do nascimento de obrigações tributárias, surgidas 10 José Marcelo Martins PROENÇA, Direito comercial, p Paulo de Barros CARVALHO, Curso de direito tributário, p O Código Tributário Nacional preceitua a independência da capacidade tributária passiva, in verbis: Art A capacidade tributária passiva independe: I - da capacidade civil das pessoas naturais; II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou limitação do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta de seus bens ou negócios; III - de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que configure uma unidade econômica ou profissional.

5 44 pela ocorrência de fatos geradores identificáveis no exercício das atividades dessas sociedades. 13 Assevera Dino Jarach sobre a natureza econômica do fato imponível: Precisamente a natureza econômica do fato imponível explica por que é suficiente a capacidade de ser sujeito da situação econômica que representa capacidade contributiva. Não é necessário que o sujeito possua personalidade jurídica. Nas leis tributárias positivas de muitos países em que se considerem como contribuintes, por exemplo, as sociedades coletivas, mesmo quando, para o direito comercial estas sociedades não constituam pessoas jurídicas. 14 Hugo de Brito Machado entende de forma diferenciada quanto à natureza econômica do fato gerador que a capacidade jurídica seja irrelevante na formação do vínculo obrigacional tributário. 15 O legislador tributário adstrito à competência tributária delineada na Constituição Federal, poderá eleger fatos com relevância jurídica tributária que bem lhe convierem, mas há limitação quando da imputação de direitos e deveres formadores da relação jurídica, pois não poderá indicar como sujeito passivo quem não tenha personalidade jurídica nos termos da legislação civilista. Preleciona Paulo de Barros Carvalho: Só alguém que tenha personalidade jurídica pode ser sujeito passivo de obrigações tributárias, advertência que se estende por toda e qualquer relação jurídica. Só pessoa, sujeito de direitos fundamentais, como nome, patrimônio e domicílio, tem condições de ocupar o tópico de devedor da prestação obrigacional. 16 Esse mesmo tributarista, assevera, concluindo seu posicionamento, a necessidade da responsabilização por atos jurídicos tributários destes entes sem personalidade, com vistas à cobrança executiva fiscal: Sempre que o legislador pretende inscrever, na hipótese normativa, sujeito sem personalidade jurídica, outorgando-lhe capacidade para realizar acontecimento tributário, prescreve o vínculo com a indicação de pessoa física ou jurídica, escolhida no quadro daquelas previstas e admitidas no segmento das regras de direito privado, para o fim de responsabilizar o ente que promoveu o evento. 17 Infere-se, então, que a capacidade de realização ou de participação do fato jurídico tributário independe da existência de personalidade jurídica de direito civil, porém, o sujeito passivo da obrigação tributária haverá de possuí-la, obrigatoriamente, sob pena do ente executante do crédito tributário vê frustrado o potencial processual coativo do título executivo extrajudicial advindo do termo de inscrição na dívida ativa. 13 Luciano AMARO, Direito Tributário Brasileiro, p Dino JARACH, O fato imponível, p.196 e Hugo de Brito MACHADO, Curso de direito tributário, p Paulo de Barros CARVALHO, Curso de direito tributário, p Paulo de Barros CARVALHO, Curso de direito tributário, p. 308 e 309.

6 45 4 PANORAMA GERAL DA RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA A relação jurídica intersubjetiva tributária, como uma relação de direito obrigacional, apresenta seus elementos constitutivos: sujeito ativo, sujeito passivo, causa e objeto. O sujeito ativo é o elemento subjetivo credor representado pelos entes federativos com competência delimitada pela Constituição Federal para instituir e majorar tributos; o sujeito passivo é o elemento subjetivo devedor da prestação tributária principal (pecuniária, obrigação de dar ) e acessória (não pecuniária, obrigação de fazer ou não fazer ) convencionalmente chamado de contribuinte 18 ; a causa é o vínculo jurídico motivador do liame jurídico obrigacional entre o sujeito ativo e o sujeito passivo 19 determinado pela lei e legislação tributárias e o objeto é a prestação a que deve se submeter o contribuinte ou responsável. O contribuinte tem a relação pessoal e direta com a situação do fato gerador do tributo, por outro lado, o responsável não é o contribuinte, mas sua obrigação decorre de determinação legal (art. 121, parágrafo único, CTN). Geraldo Ataliba transcreve o conceito de responsabilidade de Hector Villegas: Há responsabilidade tributária, sempre que, pela lei, ocorrido o fato imponível, não é posto no pólo passivo da obrigação conseqüente (na qualidade de obrigado tributário, portanto) o promovente ou idealizador do fato que suscitou a incidência (o contribuinte stricto sensu - art. 121, parágrafo único, I, do CTN, o sujeito passivo natural ou direto como usualmente designado), se não um terceiro, expressamente referido na lei. 20 A obrigação de pagar o tributo alheio, nos casos de instituição de responsabilidade ou substituição, deverá atender aos pressupostos delineados por Villegas: a) a obrigação é estruturada tendo em consideração as características objetivas do fato imponível implementado pelo contribuinte. O responsável, na verdade, não realiza o fato relevante para determinar o surgimento da obrigação tão-só é posto, pela lei, no dever de prover o recolhimento de tributo recorrente de fato provocado ou produzido por outrem; b) os elementos subjetivos que eventualmente concorram na realização do fato, ou na formação da obrigação, são estabelecidos em consideração à pessoa do contribuinte (e não à pessoa do responsável ou substituto). Assim, v.g., os casos de isenções ou imunidades subjetivas, gradações pessoais do imposto de renda na fonte etc.; c) a carga do tributo não pode e não deve ser suportada pelo terceiro responsável. Por isso é rigorosamente imperioso que lhe seja objetivamente assegurado o direito de haver (percepção) ou descontar (retenção), do contribuinte, o quantum do tributo que deverá pagar por conta daquele Geraldo ATALIBA, Hipótese de incidência tributária, p Eduardo de Moraes SABBAG, Direito tributário, p Geraldo ATALIBA, Hipótese de incidência tributária, p Ibidem, p. 91.

7 46 A responsabilidade tributária se configura em duas espécies: responsabilidade por substituição e responsabilidade por transferência. A responsabilidade por transferência comporta três situações possíveis: a responsabilidade por solidariedade, a responsabilidade dos sucessores e a responsabilidade de terceiros. Existindo além das mencionadas a responsabilidade por infração à legislação. A responsabilidade por substituição ou originária, como a própria denominação infere, a lei preceitua a substituição do contribuinte pelos substitutos tributários, ocupando o lugar do contribuinte antes do fato gerador, como exemplos característicos tem-se o Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicações (ICMS) quando, por política legal arrecadatória, antecipa ou posterga o pagamento a cargo do responsável; e o Imposto sobre rendas e proventos de qualquer natureza (IR) sendo o empregador responsável pelo pagamento deste tributo retido na fonte dos trabalhadores. Na responsabilidade por transferência ou derivada, a escolha do responsável ocorre após a existência do fato gerador, evento a partir do qual se desloca o ônus tributário para uma pessoa escolhida por lei, geralmente a que fica com a posse dos bens. 22 A solidariedade tributária passiva determina-se pelos preceitos delineados nos artigos 124 e 125 do Código Tributário Nacional, in verbis: Art São solidariamente obrigadas: I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal; II - as pessoas expressamente designadas por lei. Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não comporta benefício de ordem. Art Salvo disposição de lei em contrário, são os seguintes os efeitos da solidariedade: I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais; II - a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo; III - a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica aos demais. Na responsabilidade dos sucessores, Artigos 130 a 133 do CTN, a obrigação é transferida para outro devedor por está com a posse do bem, através da transferência causa mortis, no caso dos herdeiros e da transferência inter vivos, pela aquisição de imóveis, móveis e de estabelecimento comercial, industrial ou profissional, além da possibilidade de transmissão decorrente de fusão, incorporação, transformação e cisão. 22 Eduardo de Moraes SABBAG, Direito tributário, p. 183

8 47 A responsabilidade de terceiros não possui vínculo da transmissão patrimonial inerente à responsabilidade dos sucessores, porém, vinculada ao dever de zelo, legal ou contratual, adstrito a pessoas gestoras ou administradoras do patrimônio de outrem, como dos incapazes (menor, tutelado, curatelado) ou dos entes despidos de personalidade jurídica (espólio e massa falida). O Art. 134 do CTN traz possibilidades de responsabilidade subsidiária na dependência da insolvência do contribuinte e da omissão do responsável. Já o Art. 135 do CTN, por sua vez, preceitua a responsabilidade pessoal 23 não dependente da insolvência do contribuinte por ter o responsável agido com excesso de poder ou infração de lei, contrato social ou estatutos: Art Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores; II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados; III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por estes; IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio; V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário; VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício; VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas. Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter moratório. Art São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: I - as pessoas referidas no artigo anterior; II - os mandatários, prepostos e empregados; III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado. No tocante à responsabilidade pessoal, apresentamos o entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO - EXECUÇÃO FISCAL - REDIRECIONAMENTO - CITAÇÃO NA PESSOA DO SÓCIO-GERENTE - ART. 135, III DO CTN - DISSOLUÇÃO IRREGULAR. 1. É pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que o simples inadimplemento da obrigação tributária não caracteriza infração à lei, de modo a ensejar o redirecionamento da execução para a pessoa dos sócios. 2. Em matéria de responsabilidade dos sócios de sociedade limitada, é necessário fazer a distinção entre empresa que se dissolve irregularmente daquela que continua a funcionar. 3. Em se tratando de sociedade que se extingue irregularmente, cabe a responsabilidade dos sócios, os quais podem provar não terem agido com dolo, culpa, fraude ou excesso de poder. 4. Recurso especial parcialmente provido. (STJ - REsp nº /PR; Rel. Min. Eliana Calmon; DJU ). 23 Preleciona Luciano AMARO, Direito Tributário Brasileiro, p. 327: Em confronto com o artigo anterior, verifica-se que esse dispositivo exclui do pólo passivo da obrigação a figura do contribuinte (que, em princípio, seria a pessoa em cujo nome e por cuja conta agiria o terceiro), ao mandar que o executor do ato responda pessoalmente. A responsabilidade pessoal deve ter aí o sentido (que já se adivinhava no art. 131) de que ela não é compartilhada com o devedor original ou natural.

9 48 O descumprimento de obrigações tributárias principais e acessórias faz nascer a responsabilidade por infrações no Direito Tributário, apesar da posição topográfica do preceito, não se trata da sujeição passiva indireta do pagamento do crédito tributário, mas da responsabilização por atos ilícitos na seara tributária. Como se pode constatar no enunciado da regra, in verbis, Art. 136, CTN: Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. 5 RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES IRREGULARES OU DE FATO As sociedades empresárias irregulares e as de fato, sociedades não personificadas, dependerão de meios probatórios para a comprovação de suas existências. O revogado Código Comercial, de 1850, preceituava as presunções da existência dessas sociedades, in verbis: Art Presume-se que existe ou existiu sociedade, sempre que alguém exercita atos próprios de sociedade, e que regularmente não se costumam praticar sem a qualidade social. Desta natureza são especialmente: 1. Negociação promíscua e comum. 2. Aquisição, alheação, permutação, ou pagamento comum. 3. Se um dos associados se confessa sócio, e os outros o não contradizem por uma forma pública. 4. Se duas ou mais pessoas propõem um administrador ou gerente comum. 5. A dissolução da associação como sociedade. 6. O emprego do pronome nós ou nosso nas cartas de correspondência, livros, faturas, contas e mais papéis comerciais. 7. O fato de receber ou responder cartas endereçadas ao nome ou firma social. 8. O uso da marca comum nas fazendas ou volumes. 9. O uso de nome com a adição e companhia. A responsabilidade dos sócios ocultos é pessoal e solidária, como se fossem sócios ostensivos (artigo nº 316). O Código Civil ao disciplinar a sociedade comum, nas quais estão inseridas as sociedades irregulares e as sociedades de fato, quanto aos meios de prova da existência fática desses entes despersonalizados preceitua no Art. 987, CC: Os sócios, nas relações entre si ou com terceiros, somente por escrito podem provar a existência da sociedade, mas os terceiros podem prová-la de qualquer modo. Então, qualquer documento ou testemunha poderá ser hábil para a comprovação dessas sociedades, ampliando sobremaneira o rol delineado pelo revogado Código Comercial. Quanto à comprovação probatória, o Superior Tribunal de Justiça decidiu em recente aresto: TRIBUTÁRIO PROCESSUAL CIVIL ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO ART. 535, II DO CPC NÃO-OCORRÊNCIA REEXAME FÁTICO- PROBATÓRIO SÚMULA 7/STJ.

10 49 1. A missão do Judiciário é dirimir os conflitos de interesses trazidos à sua cognição, aplicando o direito no caso concreto. Para tanto, valora os fatos à luz do direito vigente. Uma prestação jurisdicional eficaz é aquela que exibe nitidamente os motivos fáticos e jurídicos que edificaram o convencimento do Julgador. 2. No caso em tela, observa-se que a embargante buscou, mediante manejo de Aclaratórios, em face do acórdão proferido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, noticiar a omissão quanto à apreciação da alegada dissolução irregular da sociedade executada, de forma a atribuir responsabilidade, nos moldes do art. 135, inciso III do CTN, ao embargado. 3. Sem embargo, o mencionado Tribunal não olvidou da função jurisdicional, ao apreciar tal matéria. Da leitura atenta do acórdão que apreciou os Aclaratórios, colacionados às fls dos autos, tem-se que este afirmou que "Não se configura, como prova cabal da dissolução irregular, a certidão do Oficial de Justiça (fl. 82 v.), que atesta o não funcionamento da empresa há ano, restando infrutíferas as alegações trazidas aos autos". 4. Da atenta leitura do acórdão, verifica-se, sem maiores esforços, que o Tribunal a quo, ao estabelecer solução para a controvérsia, reportou-se a suporte fáticoprobatório contido no feito. 5. Com efeito, observa-se que à aferição de que houve dissolução irregular da sociedade reclama detida análise fático-probatória, o que, consoante dantes afirmado, é defeso nesta Corte. Incidência da Súmula 7/STJ. Recurso especial não-conhecido. (STJ - REsp nº /SC; Rel. Min. Humberto Martins; DJU ). (grifo nosso). Como já foi demonstrado supra, quando da abordagem da sujeição passiva e da capacidade tributária passiva, que a capacidade tributária e a capacidade de direito são institutos diferenciados, sendo possível a um ente despersonalizado através de suas atividades fazer nascer obrigações tributárias pela ocorrência de fatos geradores (Art. 126, III, CTN). Mas, com vistas à constrição judicial da execução fiscal, deverá ser formado o título executivo extrajudicial advindo da inscrição na Dívida Ativa resultado do não adimplemento do crédito tributário, constando como sujeito passivo alguém com personalidade jurídica, ou seja, os sócios de fato como co-responsáveis. O Código Tributário Nacional traz o conceito de Dívida Ativa Tributária, in verbis: Art Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza, regularmente inscrita na repartição administrativa competente, depois de esgotado o prazo fixado, para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em processo regular. Desse dispositivo infere-se a natureza administrativa do procedimento de inscrição da Dívida Ativa e que somente os créditos tributários definitivamente constituídos podem ser objetos de inscrição. Os requisitos legais do termo de inscrição da Dívida Ativa são preceituados no Art. 202 do Código Tributário Nacional: Art O termo de inscrição da dívida ativa, autenticado pela autoridade competente, indicará obrigatoriamente: I - o nome do devedor e, sendo caso, o dos co-responsáveis, bem como, sempre que possível, o domicílio ou a residência de um e de outros; II - a quantia devida e a maneira de calcular os juros de mora acrescidos; III - a origem e natureza do crédito, mencionada especificamente a disposição da lei em que seja fundado; IV - a data em que foi inscrita;

11 50 V - sendo caso, o número do processo administrativo de que se originar o crédito. Parágrafo único. A certidão conterá, além dos requisitos deste artigo, a indicação do livro e da folha da inscrição. A Certidão da Dívida Ativa é documento comprobatório da existência da inscrição e se constitui no título executivo extrajudicial ensejador da execução fiscal nas procuradorias das fazendas públicas. Daí a importância quando da indicação do devedor e dos co-responsáveis, legitimação passiva do título executivo extrajudicial, no termo de inscrição da Dívida Ativa no tocante às sociedades irregulares ou de fato com vistas a uma exitosa constrição judicial. Nesse diapasão, a jurisprudência do Tribunal Regional Federal da 3ª Região: PROCESSO CIVIL. TRIBUTÁRIO. EMBARGOS A EXECUÇÃO. SOCIEDADE IRREGULAR OU DE FATO. LEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSÁVEL POR SUBSTITUIÇÃO. CARÊNCIA DE AÇÃO. 1 - CARACTERIZADA A SOCIEDADE IRREGULAR OU DE FATO. FALTA DOS ATOS SOCIETÁRIOS ARQUIVADOS NA RESPECTIVA JUNTA COMERCIAL. 2 - EX VI, ARTS. 592, II E 568, V, CPC, C/C ART. 135, I E III, CTN. LEGITIMAÇÃO PASSIVA DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA, POR SUBSTITUIÇÃO. RESPONSABILIDADE DO SÓCIO GERENTE DA SOCIEDADE POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA. 3 - FALTA DE CITAÇÃO. CARACTERIZADA A CARÊNCIA DE AÇÃO DO SÓCIO CO-RESPONSÁVEL PELO CRÉDITO FISCAL RECLAMADO. 4 - APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA. IMPROCEDENTES OS EMBARGOS DE DEVEDOR. SUBSISTENTE A CONSTRICAO JUDICIAL. (TRF 3ª REGIÃO Apelação Cível, Documento: TRF /SP; Rel. Juiz Sergio Lazzarini; Data da decisão: 24/10/1990). (grifo nosso). A solidariedade tributária não se presume, havendo a necessidade da designação legal expressa (Art. 124, II, CTN), no entanto, a Lei de Execução Fiscal, Lei nº , de 22 de setembro de 1980, que dispõe sobre a cobrança da Dívida Ativa da Fazenda Pública, no seu Artigo 4º, Incisos I ao VI e 2º, elenca taxativamente os sujeitos passivos da execução fiscal e determina a aplicação das normas das legislações não pertencentes à seara tributária no tocante à responsabilidade, quais sejam, tributária, civil e comercial, in verbis: acórdão: Art. 4º - A execução fiscal poderá ser promovida contra: I - o devedor; II - o fiador; III - o espólio; IV - a massa; V - o responsável, nos termos da lei, por dívidas, tributárias ou não, de pessoas físicas ou pessoas jurídicas de direito privado; e VI - os sucessores a qualquer título. [...] 2º - À Dívida Ativa da Fazenda Pública, de qualquer natureza, aplicam-se as normas relativas à responsabilidade prevista na legislação tributária, civil e comercial. (grifo nosso). Em decisão judicial o Tribunal Regional Federal da 2ª Região apresentou o seguinte

12 51 PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. CONTRADIÇÃO NOS DÉBITOS. AUSÊNCIA DE LIQUIDEZ E CERTEZA. - Apelação face à sentença que julgou improcedentes os embargos à execução fiscal, entendendo não haver irregularidade no fato de a empresa ter sido constituída em abril de 1990 e o débito em apreço estar lançado a partir de junho de A autarquia não apresentou nenhuma prova em relação ao funcionamento da empresa sem o devido registro, nem mesmo continha alguma observação sobre o assunto no extrato de débito, omitindo-se quanto à questão em sua defesa. - Diante da impossibilidade da relação processual ser validamente estabelecida na execução fiscal, pois foi promovida em face do executado sem personalidade jurídica, verifica-se a necessidade do reconhecimento do pedido de extinção, também, dos presentes embargos. Diante da evidente contradição, o título não goza da presunção de liquidez e certeza, preceituada no artigo 3º, da Lei nº 6.830/80. Recurso provido. (TRF 2ª REGIÃO - AC nº /RJ; Rel. Juiz Ricardo Regueira; DJU ). (grifo nosso) Inexistindo regulamentação quanto à responsabilidade tributária das sociedades não personificadas na legislação tributária, aplica-se, com a autorização legal expressa da Lei de Execução Fiscal, o Código Civil que preceitua a responsabilidade solidária e ilimitada dos sócios, in verbis: Art Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art , aquele que contratou pela sociedade (grifou-se). Como já decidiu, nesse sentido, o Tribunal de Alçada do Rio Grande do Sul em julgamento de uma apelação cível: SOCIEDADE IRREGULAR OU DE FATO. A SOCIEDADE IRREGULAR OU DE FATO ACARRETA A RESPONSABILIDADE PESSOAL E SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS, QUE NÃO PODERÃO INVOCAR O "BENEFICIUM EXCUSSIONIS". DOCUMENTO FIRMADO POR QUEM SE INTITULA "SÓCIO GERENTE". APELO IMPROVIDO E RECURSO ADESIVO DESCONHECIDO. (Apelação Cível Nº , Primeira Câmara Cível, Tribunal de Alçada do RS, Relator: Alceu Binato de Moraes, Julgado em 12/05/1987). (grifo nosso). CONCLUSÃO A responsabilidade tributária, apesar de uma contemplação ampla no Direito Tributário, não aborda de maneira satisfatória a responsabilização dos sócios nas sociedades empresárias irregulares e nas sociedades empresárias de fato. O preceito legal, na legislação tributária, que mais diretamente enfoca os entes despersonalizados com referência a responsabilidade pela obrigação tributária é o Artigo 126, inciso III, do Código Tributário Nacional, quando determina a independência da capacidade tributária com relação a constituição regular ou não da pessoa jurídica, sendo o bastante a configuração de uma unidade econômica ou profissional.

13 52 Há dificuldades a serem superadas quanto à comprovação da existência de entes não personificados, devendo-se socorrer dos meios probatórios legais para a responsabilização do sujeito passivo da obrigação tributária com vistas à execução fiscal, a qual depende da formação de um título executivo extrajudicial, ou seja, a Certidão da Dívida Ativa, que deverá constar um ente personalizado como sujeito passivo com bens ou direitos para serem excutidos no processo de execução fiscal. A Lei de Execução Fiscal, Lei nº 6.830/80, no seu Art. 4º, 2º, determina que na formação da Dívida Ativa da Fazenda Pública, aplicar-se-ão as normas relativas à responsabilidade prevista na legislação tributária, civil e comercial. Diante desta determinação legal entendemos ser aplicável o Artigo 990, do Código Civil, quando preceitua a responsabilidade solidária e ilimitada dos sócios das sociedades comuns nas quais estão inseridas as sociedades empresárias irregulares e as sociedades empresárias de fato. Pelo demonstrado, através de uma interpretação sistemática, conclui-se que a responsabilidade tributária pelos pagamentos dos tributos e demais obrigações tributárias, nas sociedades empresárias irregulares e nas sociedades empresárias de fato será ilimitada e solidária dos sócios destes entes despersonalizados. REFERÊNCIAS AMARO, Luciano. Direito tributário brasileiro. 13. ed. São Paulo: Saraiva, ATALIBA, Geraldo. Hipótese de incidência tributária. 6. ed. São Paulo: Malheiros, BRASIL. Código Tributário Nacional. Código Comercial. Código Civil (excertos). Legislação Tributária e Empresarial. Constituição Federal. Organizador da matéria tributária Roque Antônio Carrazza; organizadora da matéria comercial Vera Helena de Mello Franco. 9. ed. rev. ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, BRASIL. Constituição Federal. Código Civil. Código de Processo Civil. Código Comercial. Organizador Yussef Said Cahali. 9. ed. rev. ampl. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, CAMILLO, Carlos Eduardo Nicoletti, et al. Comentários ao Código Civil. São Paulo: Revista dos Tribunais, CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito tributário. 13. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro, V. I., 18. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

14 53 FARIAS, Cristiano Chaves de. Parte geral direito civil. Salvador: Juspodivm, FERREIRA, Waldemar Martins. Tratado de direito comercial. São Paulo: Saraiva FIÚZA, Ricardo. Novo Código Civil comentado. 3. ed. São Paulo: Saraiva, MARTINS, Fran. Curso de direito comercial. 4. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, PROENÇA, José Marcelo Martins. Direito comercial, volume I. São Paulo: Saraiva, SABBAG, Eduardo de Moraes. Direito tributário. 8. ed. São Paulo: Premier, WALD, Arnoldo. Curso de direito civil brasileiro - introdução e parte geral. 9. ed. São Paulo: Saraiva, Apresentado em: Aprovado em:

Responsabilidade Tributária: dissolução irregular, subsidiariedade, solidariedade e substituição tributária

Responsabilidade Tributária: dissolução irregular, subsidiariedade, solidariedade e substituição tributária Responsabilidade Tributária: dissolução irregular, subsidiariedade, solidariedade e substituição tributária Pós-Doutora pela Universidade de Lisboa; Doutora pela PUC/SP; Mestre pela UFC; Professora Graduação

Leia mais

Responsabilidade Tributária: Na Sucessão Empresarial, na Dissolução Irregular e na Substituição Tributária. Marcelo Campos

Responsabilidade Tributária: Na Sucessão Empresarial, na Dissolução Irregular e na Substituição Tributária. Marcelo Campos Responsabilidade Tributária: Na Sucessão Empresarial, na Dissolução Irregular e na Substituição Tributária Marcelo Campos Responsabilidade Tributária Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é

Leia mais

UNIDADE 5 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

UNIDADE 5 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA UNIDADE 5 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Sujeito Ativo Sujeito Passivo Objeto Causa Sujeito Ativo (Credor) Pode ser: Direto Estado (Capacidade Plena) Por delegação Por Sub-rogação - Desmembramento territorial Sujeito

Leia mais

RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS SÓCIOS ADMINISTRADORES NOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS QUANDO DA DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA SOCIEDADE

RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS SÓCIOS ADMINISTRADORES NOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS QUANDO DA DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA SOCIEDADE compilações doutrinais RESPONSABILIDADE PESSOAL DOS SÓCIOS ADMINISTRADORES NOS DÉBITOS TRIBUTÁRIOS QUANDO DA DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA SOCIEDADE Carlos Barbosa Ribeiro ADVOGADO (BRASIL) VERBOJURIDICO VERBOJURIDICO

Leia mais

Desse modo, esse adquirente

Desse modo, esse adquirente 1-(FCC - 2012 - Prefeitura de São Paulo - SP - Auditor Fiscal do Município) Uma pessoa adquiriu bem imóvel, localizado em área urbana de município paulista, sem exigir que o vendedor lhe exibisse ou entregasse

Leia mais

A responsabilidade tributária na dissolução das sociedades. Cristiano Carvalho Pós-Doutor U.C. Berkeley e Livredocente

A responsabilidade tributária na dissolução das sociedades. Cristiano Carvalho Pós-Doutor U.C. Berkeley e Livredocente A responsabilidade tributária na dissolução das sociedades Cristiano Carvalho Pós-Doutor U.C. Berkeley e Livredocente USP Responsabilidade Limitada Origens na Roma antiga; Desenvolvimento na Europa medieval/renascentista

Leia mais

Prof. Alexandre Lugon LEI FATO GERADOR DEVER JURÍDICO = PRESTAÇÃO TRIBUTO SANÇÃO DO ATO ILÍCITO

Prof. Alexandre Lugon LEI FATO GERADOR DEVER JURÍDICO = PRESTAÇÃO TRIBUTO SANÇÃO DO ATO ILÍCITO UNIDADE IV OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA LEI FATO GERADOR SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO DEVER JURÍDICO = PRESTAÇÃO Obrigação Trib Principal Prestação DE DAR: TRIBUTO SANÇÃO DO ATO ILÍCITO PENALIDADE PECUNIÁRIA

Leia mais

14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD

14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD 14. TRIBUTOS EM ESPÉCIE Impostos sobre a Transmissão ITBI e ITCMD 1 - Imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD) Compete privativamente aos Estados a instituição

Leia mais

OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL E ACESSÓRIA

OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL E ACESSÓRIA 1 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA PRINCIPAL E ACESSÓRIA Conceito: A relação tributária surge da ocorrência de um fato previsto em uma norma como capaz de produzir esse efeito; a lei descreve um fato e atribui a este

Leia mais

11/11/2010 (Direito Empresarial) Sociedades não-personificadas. Da sociedade em comum

11/11/2010 (Direito Empresarial) Sociedades não-personificadas. Da sociedade em comum 11/11/2010 (Direito Empresarial) Sociedades não-personificadas As sociedades não-personificadas são sociedades que não tem personalidade jurídica própria, classificada em: sociedade em comum e sociedade

Leia mais

OS LIMITES PARA A RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS E ADMINISTRADORES POR DÉBITOS TRIBUTÁRIOS DA PESSOA JURÍDICA

OS LIMITES PARA A RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS E ADMINISTRADORES POR DÉBITOS TRIBUTÁRIOS DA PESSOA JURÍDICA OS LIMITES PARA A RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DOS SÓCIOS E ADMINISTRADORES POR DÉBITOS TRIBUTÁRIOS DA PESSOA JURÍDICA 1. Introdução Miguel Teixeira Filho Advogado em Joinville/SC www.teixeirafilho.com.br

Leia mais

DECADÊNCIA E CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS

DECADÊNCIA E CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS DECADÊNCIA E CONSERVAÇÃO DE DOCUMENTOS FISCAIS Elaborado em 11.2007. José Hable Auditor tributário da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal, graduado em Agronomia pela UFPR, Administração de Empresas

Leia mais

STF CONSIDEROU INCONSTITUCIONAL RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS POR DÍVIDAS PREVIDENCIÁRIAS 23 MESES APÓS REVOGAÇÃO DO TEXTO JULGADO PELA CORTE.

STF CONSIDEROU INCONSTITUCIONAL RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS POR DÍVIDAS PREVIDENCIÁRIAS 23 MESES APÓS REVOGAÇÃO DO TEXTO JULGADO PELA CORTE. STF CONSIDEROU INCONSTITUCIONAL RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS POR DÍVIDAS PREVIDENCIÁRIAS 23 MESES APÓS REVOGAÇÃO DO TEXTO JULGADO PELA CORTE. Roberto Rodrigues de Morais A notícia divulgada pelo STF de

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em 2003, João ingressou como sócio da sociedade D Ltda. Como já trabalhava em outro local, João preferiu não participar da administração da sociedade. Em janeiro

Leia mais

Participação dos sócios no processo de constituição de créditos contra a pessoa jurídica jurisprudência atual

Participação dos sócios no processo de constituição de créditos contra a pessoa jurídica jurisprudência atual Participação dos sócios no processo de constituição de créditos contra a pessoa jurídica jurisprudência atual Rodrigo Forcenette Mestre PUC/SP e Coordenador Adjunto UNIP Ribeirão Questões de fundo Distinção

Leia mais

Contribuinte x Responsável Regulamento do Imposto de Importação e Exportação

Contribuinte x Responsável Regulamento do Imposto de Importação e Exportação Contribuinte x Responsável Regulamento do Imposto de Importação e Exportação Guilherme Ehlers Farias é sócio do escritório Rodrigues, Ehlers & Neves. Formado em Ciências Contábeis no Centro Universitário

Leia mais

Honorários advocatícios

Honorários advocatícios Honorários advocatícios Os honorários advocatícios são balizados pelo Código de Processo Civil brasileiro (Lei de n. 5.869/73) em seu artigo 20, que assim dispõe: Art. 20. A sentença condenará o vencido

Leia mais

Direito Tributário 8. Capacidade tributária. 9. Domicílio tributário.

Direito Tributário 8. Capacidade tributária. 9. Domicílio tributário. Direito Tributário 8. Capacidade tributária. 9. Domicílio tributário. Sergio Karkache http://sergiokarkache.blogspot.com Capacidade Passiva x Convenções Particulares: Salvo disposições de lei em contrário,

Leia mais

Configuração de grupo econômico e responsabilidade tributária. Fabiana Del Padre Tomé Doutora e professora PUC/SP

Configuração de grupo econômico e responsabilidade tributária. Fabiana Del Padre Tomé Doutora e professora PUC/SP Configuração de grupo econômico e responsabilidade tributária Fabiana Del Padre Tomé Doutora e professora PUC/SP O cenário atual Redirecionamento de execuções fiscais contra empresas do grupo econômico

Leia mais

Simulado Super Receita 2013 Direito Tributário Simulado Rafael Saldanha

Simulado Super Receita 2013 Direito Tributário Simulado Rafael Saldanha Simulado Super Receita 2013 Direito Tributário Simulado Rafael Saldanha 2013 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 01 - (ESAF/2012) Analise as proposições a seguir e

Leia mais

CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DE TRIBUTÁRIO FCC

CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DE TRIBUTÁRIO FCC CURSO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES DE TRIBUTÁRIO FCC Lançamento 1-(FCC - 2012 - Prefeitura de São Paulo - SP - Auditor Fiscal do Município) Um contribuinte do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU possuía

Leia mais

Decadência e Prescrição em Matéria Tributária

Decadência e Prescrição em Matéria Tributária CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO TRIBUTÁRIO Decadência e Prescrição em Matéria Tributária F A B I A N A D E L P A D R E T O M É G O I Â N I A, 1 1 / 0 4 / 2 0 1 5 CICLO DE POSITIVAÇÃO DO DIREITO CONSTITUIÇÃO

Leia mais

DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA PESSOA JURÍDICA INFRAÇÃO À LEI MEIOS DE PROVA. Paulo Ricardo de Souza Cardoso

DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA PESSOA JURÍDICA INFRAÇÃO À LEI MEIOS DE PROVA. Paulo Ricardo de Souza Cardoso DISSOLUÇÃO IRREGULAR DA PESSOA JURÍDICA INFRAÇÃO À LEI MEIOS DE PROVA Paulo Ricardo de Souza Cardoso MATRIZ LEGAL: ü Art. 135 do CTN (Lei no 5.172/1966) ü Art. 158 da Lei das S/A (Lei no 6.404/1976) ü

Leia mais

Ampliação do Conceito de Estabelecimento e a Responsabilidade Solidária. Lei Nº 13.918 de 22 de dezembro de 2009. Setembro/2010. www.simonaggio.adv.

Ampliação do Conceito de Estabelecimento e a Responsabilidade Solidária. Lei Nº 13.918 de 22 de dezembro de 2009. Setembro/2010. www.simonaggio.adv. Ampliação do Conceito de Estabelecimento e a Responsabilidade Solidária Lei Nº 13.918 de 22 de dezembro de 2009 Setembro/2010 1 O ESTABELECIMENTO E O CÓDIGO CIVIL O estabelecimento como objeto de direito

Leia mais

www.direitofacil.com f ÅâÄtwÉ W Üx àé gü uâàöü É @ `öüv t cxä áátü

www.direitofacil.com f ÅâÄtwÉ W Üx àé gü uâàöü É @ `öüv t cxä áátü TRIBUTÁRIO 02 QUESTÕES DE CONCURSO 01 - (TTN/97 ESAF) O Distrito Federal pode instituir a) impostos, taxas e empréstimos compulsórios b) imposto sobre serviços de qualquer natureza; taxas, em razão do

Leia mais

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção

Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Ilegalidade e inconstitucionalidade da cobrança da Contribuição Sindical Rural. Proposta de sua extinção Kiyoshi Harada* É pacífico na doutrina e na jurisprudência que o crédito tributário resulta do ato

Leia mais

: DESEMBARGADOR FEDERAL LEOMAR BARROS AMORIM DE SOUSA : DESEMBARGADORA FEDERAL MARIA DO CARMO CARDOSO

: DESEMBARGADOR FEDERAL LEOMAR BARROS AMORIM DE SOUSA : DESEMBARGADORA FEDERAL MARIA DO CARMO CARDOSO fls.1/1 RELATOR(A) RELATORA ACÓRDÃO APELANTE ADVOGADO APELADO PROCURADOR PARA : DESEMBARGADOR FEDERAL LEOMAR BARROS AMORIM DE SOUSA : DESEMBARGADORA FEDERAL MARIA DO CARMO CARDOSO : JEOVA DE SOUSA PIMENTEL

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli APELAÇÃO CÍVEL Nº 550822-PE (2001.83.00.010096-5) APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE APDO : LUZIA DOS SANTOS SANTANA ADV/PROC : SEM ADVOGADO/PROCURADOR

Leia mais

Direito Tributário Nacional: Princípios Constitucionais Tributários. Fontes do Direito

Direito Tributário Nacional: Princípios Constitucionais Tributários. Fontes do Direito PLANO DE ENSINO 1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO Instituição: Universidade Alto Vale do Rio do Peixe Curso: Direito Professor: Leandro Chiarello de Souza E-MAIL: leandrosouza@conection.com.br Período/ Fase: 5ª

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO WILDO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO DESEMBARGADOR FEDERAL FRANCISCO WILDO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 105819/PE (0005639-71.2010.4.05.0000) AGRTE : JOACYR FONSECA SOARES ADV/PROC : MARCO ANTÔNIO DE ALBUQUERQUE MEIRA AGRDO : FAZENDA NACIONAL PARTE R : CARTAGO REVENDEDORA AUTORIZADA

Leia mais

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO

DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO EXCLUSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO Art. 175 ao Art. 182 CTN Centro de Ensino Superior do Amapá Direito Financeiro e Tributário II Professora: Ilza Facundes Macapá-AP, 2013.1

Leia mais

O sócio que ceder suas quotas continua responsável pelas obrigações sociais até dois anos depois de modificado o contrato social:

O sócio que ceder suas quotas continua responsável pelas obrigações sociais até dois anos depois de modificado o contrato social: AULA 2 4. Tipos societários 4.1 Sociedade Simples Se a sociedade simples não optar por outra forma essa é a forma que será a ela aplicada. Esse tipo é também subsidiário aos outros tipos sociais, ou seja,

Leia mais

Princípio da legalidade e nulidades do lançamento: revisão por erro de fato, erro de direito e mudança de critério jurídico

Princípio da legalidade e nulidades do lançamento: revisão por erro de fato, erro de direito e mudança de critério jurídico Princípio da legalidade e nulidades do lançamento: revisão por erro de fato, erro de direito e mudança de critério jurídico Aurora Tomazini de Carvalho Doutora PUC/SP e Professora UEL - Que se entende

Leia mais

A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA PRÁTICA

A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA PRÁTICA A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA PRÁTICA CONSIDERAÇÕES INICIAIS A RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA É UMA DAS MODALIDADES DE SUJEIÇÃO PASSIVA TRIBUTÁRIA; ANÁLISE DAS HIPÓTESES DE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA

Leia mais

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA CISÃO PARCIAL

RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA CISÃO PARCIAL RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA NA CISÃO PARCIAL Gilberto de Castro Moreira Junior * O artigo 229 da Lei das Sociedades Anônimas (Lei nº 6.404/76) define a cisão como sendo a operação pela qual a companhia

Leia mais

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Direito Tributário Professora: Aline Martins

Comentários da prova ISS-SJC/SP Disciplina: Direito Tributário Professora: Aline Martins Comentários da prova ISS-SJC/SP Prof. Aline Martins 1 de 7 ANÁLISE DAS QUESTÕES DE DIREITO TRIBUTÁRIO ISS-SJC/SP Oi pessoal! Vou comentar abaixo as quatro questões de Direito Tributário da prova do concurso

Leia mais

VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito Tributário

VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito Tributário VI Exame OAB 2ª FASE Padrão de correção Direito Tributário Peça GABARITO COMENTADO O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) é imposto de competência municipal, cabendo à lei complementar estabelecer

Leia mais

Sujeição passiva e responsabilidade tributária

Sujeição passiva e responsabilidade tributária Sujeição passiva e responsabilidade tributária O art. 121 do Código Tributário Nacional trata da sujeição passiva. Diz o artigo: Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao

Leia mais

Pessoa jurídica: Constituída regularmente Sujeito de direitos e obrigações. Responsabilidade dos sócios ou acionistas: limitada ou ilimitada.

Pessoa jurídica: Constituída regularmente Sujeito de direitos e obrigações. Responsabilidade dos sócios ou acionistas: limitada ou ilimitada. Pessoa jurídica: Constituída regularmente Sujeito de direitos e obrigações. Responsabilidade dos sócios ou acionistas: limitada ou ilimitada. Obrigação: débito compromisso do devedor responsabilidade -

Leia mais

Direito das Obrigações (8.ª Aula)

Direito das Obrigações (8.ª Aula) Direito das Obrigações (8.ª Aula) 1) Classificação das Obrigações V: Obrigações Solidárias Ao lado das obrigações divisíveis e indivisíveis, o Código Civil regulamenta também as chamadas obrigações solidárias,

Leia mais

A extensão dos efeitos das causas interruptivas da prescrição na responsabilidade solidária: imprescritibilidade das dívidas fiscais?

A extensão dos efeitos das causas interruptivas da prescrição na responsabilidade solidária: imprescritibilidade das dívidas fiscais? A extensão dos efeitos das causas interruptivas da prescrição na responsabilidade solidária: imprescritibilidade das dívidas fiscais? Andréa Medrado Darzé Doutora PUC/SP e Conselheira CARF Causas interruptivas

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL X EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em ação de indenização, em que determinada empresa fora condenada a pagar danos materiais e morais a Tício Romano, o Juiz, na fase de cumprimento de sentença, autorizou

Leia mais

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA SUJEIÇÃO PASSIVA EM DIREITO TRIBUTÁRIO PROF. HELCONIO ALMEIDA

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA SUJEIÇÃO PASSIVA EM DIREITO TRIBUTÁRIO PROF. HELCONIO ALMEIDA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA SUJEIÇÃO PASSIVA EM DIREITO TRIBUTÁRIO PROF. HELCONIO ALMEIDA 1- Substituição tributária e antecipação do fato gerador (ST/AFG) Objetivos: Revisão e crítica sobre a SUBSTITUIÇÃO

Leia mais

Preliminarmente à inscrição em dívida ativa, é necessário, sob pena de nulidade, a constituição do crédito tributário através do lançamento.

Preliminarmente à inscrição em dívida ativa, é necessário, sob pena de nulidade, a constituição do crédito tributário através do lançamento. A intimação do contribuinte por edital e o protesto da dívida tributária à luz da A constituição da dívida ativa tributária e não tributária do Município pressupõe a inscrição do crédito tributário e não

Leia mais

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1.

Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA. Índice 1. Fiscal Online Disciplina: Direito Tributário Prof. Eduardo Sabbag Data: 13.07.2012 MATERIAL DE APOIO MONITORIA Índice 1. Anotações de Aula 1. ANOTAÇÕES DE AULA DIREITO TRIBUTARIO NO CTN Art. 155-A CTN.

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Determinada pessoa jurídica declarou, em formulário próprio estadual, débito de ICMS. Apesar de ter apresentado a declaração, não efetuou o recolhimento do crédito

Leia mais

P O D E R J U D I C I Á R I O

P O D E R J U D I C I Á R I O Registro: 2013.0000791055 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0024907-79.2012.8.26.0564, da Comarca de São Bernardo do Campo, em que é apelante CRIA SIM PRODUTOS DE HIGIENE

Leia mais

ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO

ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO ENTIDADE DE EDUCAÇÃO SEM FINALIDADE LUCRATIVA ISENÇÃO DA COFINS SOBRE RECEITAS PRÓPRIAS E RECOLHIMENTO DA CONTRIBUIÇÃO DO PIS/PASEP MEDIANTE ALÍQUOTA DE 1% (UM POR CENTO) INCIDENTE SOBRE A FOLHA DE SALÁRIO

Leia mais

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll sajfâu PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 397 ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAC>PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A) SOB N i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll Vistos,

Leia mais

DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO

DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO DIREITO EMPRESARIAL PROFESSORA ELISABETE VIDO SUMÁRIO 1. EVOLUÇÃO HISTÓRICA 2. TEORIA DA EMPRESA 3. ATIVIDADE EMPRESARIAL 4. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL 5. ATIVIDADE RURAL 6. EMPRESÁRIO INDIVIDUAL REGULAR X

Leia mais

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento.

Limitações na ação de consignação em pagamento. Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. Limitações na ação de consignação em pagamento Kiyoshi Harada* Sumário: 1 Conceito. 2 Sua disciplina legal. 3 Limites da ação em consignação em pagamento. 1 Conceito O que significa consignação em pagamento?

Leia mais

SPED no Cenário Jurídico e Corporativo. De quem é a Responsabilidade?

SPED no Cenário Jurídico e Corporativo. De quem é a Responsabilidade? SPED no Cenário Jurídico e Corporativo. De quem é a Responsabilidade? I. MULTAS (Legislação do SPED) - I por apresentação extemporânea: a) R$ 500,00 (quinhentos reais) por mês-calendário ou fração, relativamente

Leia mais

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro

Exposição. 1. Município de Londrina ajuizou execução fiscal em face de Alessandro APELAÇÃO CÍVEL N. 638896-9, DA COMARCA DE LONDRINA 2.ª VARA CÍVEL RELATOR : DESEMBARGADOR Francisco Pinto RABELLO FILHO APELANTE : MUNICÍPIO DE LONDRINA APELADO : ALESSANDRO VICTORELLI Execução fiscal

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ. EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ. Assunto: Desconto da Contribuição Sindical previsto no artigo 8º da Constituição Federal, um dia de trabalho em março de 2015.

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 996.613 - ES (2007/0244394-3) RELATOR : MINISTRO HUMBERTO MARTINS RECORRENTE : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROCURADOR : RAFAEL INDUZZI DREWS E OUTRO(S) RECORRIDO : COLATINA DIESEL LTDA

Leia mais

Prescrição e decadência

Prescrição e decadência DIREITO CIVIL Professor Dicler A prescrição representa a perda da ação e da exceção (defesa) em razão do decurso de tempo. Tem como fundamento a paz social e a segurança jurídica que ficariam comprometidos

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 40, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 40, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 40, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2011 Publicada no DOE em 01/12/2011 Dispõe sobre a solicitação eletrônica de baixa de inscrição no Cadastro Geral da Fazenda (CGF), e dá outras providências.

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO JUIZ FRANCISCO CAVALCANTI

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO GABINETE DO JUIZ FRANCISCO CAVALCANTI AGRTE : JOSE MENDONCA BEZERRA ADV/PROC : MÁRCIO FAM GONDIM E OUTROS AGRDO : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE ORIGEM : 22ª VARA FEDERAL DE PERNAMBUCO

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 839.877 - RJ (2006/0083341-7) RELATOR : MINISTRO CASTRO MEIRA RECORRENTE : MARCUS DA SILVA DIAS E OUTRO ADVOGADO : GUILHERME DE JESUS E OUTROS RECORRIDO : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO

Leia mais

Questões Extras Direito Tributário Profº Ricardo Alexandre www.lfg.com.br/ www.cursoparaconcursos.com.br

Questões Extras Direito Tributário Profº Ricardo Alexandre www.lfg.com.br/ www.cursoparaconcursos.com.br TRIBUTO - CONCEITO 1. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) Na atividade de cobrança do tributo a autoridade administrativa pode, em determinadas circunstâncias, deixar de aplicar a lei. 2. (ESAF/GEFAZ-MG/2005) Segundo

Leia mais

PROCESSO Nº TST-RR-144000-70.2005.5.15.0036 - FASE ATUAL: E-ED

PROCESSO Nº TST-RR-144000-70.2005.5.15.0036 - FASE ATUAL: E-ED A C Ó R D Ã O SESBDI-1 VMF/ots/pcp/mmc RECURSO DE EMBARGOS EM RECURSO DE REVISTA IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO ALTERAÇÃO DA RAZÃO SOCIAL DA EMPRESA NOVO MANDATO NECESSIDADE SÚMULA Nº 164 DO TST. Embora

Leia mais

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011.

Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011. Rio de Janeiro, 26 de julho de 2011. Ementa: Direito Administrativo e tributário. Desapropriação de imóvel urbano Responsabilidade pelo pagamento da dívida de IPTU e Compensação com o valor a ser recebido

Leia mais

CURSO SOBRE TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL PANORAMA DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL

CURSO SOBRE TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL PANORAMA DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL CURSO SOBRE TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL PANORAMA DO SISTEMA TRIBUTÁRIO MUNICIPAL FUNÇÃO DOS TRIBUTOS FUNÇÃO FISCAL OU ARRECADATÓRIA; FUNÇÃO EXTRAFISCAL OU REGULATÓRIA NECESSIDADE ARRECADATÓRIA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS

Leia mais

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304

DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL 2379] ANÁLISE APÓS ÚLTIMO DESPACHO NO MOV. 2304 1. PETIÇÃO DA CREDORA AUNDE BRASIL S/A. [mov. Considerando que não há previsão legal

Leia mais

RESPONSABILIDADE POR DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS. Sócios Administradores Advogados e Contadores. Profa. Dra. Mary Elbe Queiroz maryelbe@queirozadv.com.

RESPONSABILIDADE POR DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS. Sócios Administradores Advogados e Contadores. Profa. Dra. Mary Elbe Queiroz maryelbe@queirozadv.com. RESPONSABILIDADE POR DÍVIDAS TRIBUTÁRIAS Sócios Administradores Advogados e Contadores Profa. Dra. Mary Elbe Queiroz maryelbe@queirozadv.com.br IMPORTÂNCIA DO ESTUDO Responsabilização: Sócios, diretores,

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 56, DE 5 DEZEMBRO DE 2007

INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 56, DE 5 DEZEMBRO DE 2007 INSTRUÇÃO NORMATIVA - TCU Nº 56, DE 5 DEZEMBRO DE 2007 Dispõe sobre instauração e organização de processo de tomada de contas especial e dá outras providências. O TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO, no uso do

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A identificação do sujeito passivo na relação jurídica tributária brasileira Elizabete Rosa de Mello* Introdução O poder de tributar no Estado Democrático de Direito é exercido pelo

Leia mais

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS DE SERGIPE- FANESE MATHEUS BRITO MEIRA GUIA DE ESTUDOS Aracaju 2013 BREVES CONSIDERAÇÕES SOBRE O DIREITO TRIBUTÁRIO. INTRODUÇÃO À DISCIPLINA 1 Matheus Brito Meira

Leia mais

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo?

06) Precisa atender o princípio da noventena: 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? 01) Qual ente é destituído de poder para instituir tributo? a) União b) Estado c) Território Federal d) Distrito Federal 02) Qual diploma normativo é apto para estabelecer normas gerais em matéria de legislação

Leia mais

Efeitos da sucessão no Direito Tributário. Os efeitos da sucessão estão regulados no art. 133 do CTN nos seguintes termos:

Efeitos da sucessão no Direito Tributário. Os efeitos da sucessão estão regulados no art. 133 do CTN nos seguintes termos: Efeitos da sucessão no Direito Tributário Kiyoshi Harada Os efeitos da sucessão estão regulados no art. 133 do CTN nos seguintes termos: Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir

Leia mais

Vamos lá... *** a) Artigo 168: No caso de interrupção de pagamento de débito parcelado, o saldo proporcional

Vamos lá... *** a) Artigo 168: No caso de interrupção de pagamento de débito parcelado, o saldo proporcional Olá pessoal, tudo bem? Muitos estudos? Espero que sim. Vou começar a trabalhar com vocês alguns aspectos importantes da Legislação do ICMS RJ que podem ser cobrados no próximo concurso para Auditor Fiscal

Leia mais

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL XIV EXAME DE ORDEM UNIFICADO PADRÃO DE RESPOSTA - PEÇA PROFISSIONAL Em março de 2014, o Estado A instituiu, por meio de decreto, taxa de serviço de segurança devida pelas pessoas jurídicas com sede naquele Estado, com base de cálculo

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A responsabilidade do sócio pelas contribuições previdenciárias Patrícia Persike O presente artigo tem como objetivo o estudo da responsabilidade do sócio pelas contribuições previdenciárias

Leia mais

DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA E BAIXA DE SOCIEDADE

DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA E BAIXA DE SOCIEDADE DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA E BAIXA DE SOCIEDADE É sabido - e isso está a dispensar considerações complementares - que a pessoa jurídica tem vida distinta da dos seus sócios e administradores.

Leia mais

A Cobrança da Contribuição Sindical Rural via Ação Monitória

A Cobrança da Contribuição Sindical Rural via Ação Monitória A Cobrança da Contribuição Sindical Rural via Ação Monitória A ação monitória, prevista expressamente nos arts. 1102- A a 1102-C do Código de Processo Civil, consiste em uma advertência direcionada ao

Leia mais

DA MICROEMPRESA E DA EMPRESA DE PEQUENO PORTE

DA MICROEMPRESA E DA EMPRESA DE PEQUENO PORTE 1 SIMPLES NITERÓI. Lei nº 2115 de 22 de dezembro 2003. A Câmara Municipal de Niterói decreta e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei: TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º Fica instituído, na forma

Leia mais

TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000

TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000 TÉCNICO DA RECEITA FEDERAL/2000 01) A prestação de serviço militar é compulsória e não constitui sanção a ato ilícito, porém não tem a natureza de tributo porque não é prestação pecuniária. Os impostos,

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO LEI N. 1.021, DE 21 DE JANEIRO DE 1992 "Define microempresa para efeito fiscal previsto na Lei Complementar n. 48/84 e dá outras providências." O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que

Leia mais

Dados Básicos. Legislação. Ementa. Íntegra

Dados Básicos. Legislação. Ementa. Íntegra Dados Básicos Fonte: 1.0024.05.707278-7/001(1) Tipo: Acórdão TJMG Data de Julgamento: 27/04/2011 Data de Aprovação Data não disponível Data de Publicação:13/05/2011 Estado: Minas Gerais Cidade: Belo Horizonte

Leia mais

A RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA PARMALAT.

A RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA PARMALAT. 1 A RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA PARMALAT. Vinicius Leal Batista de Andrade 1 RESUMO A empresa seus aspectos e características, notas breves sobre o que venha ser uma empresa, sua função. Recuperação judicial,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br

BuscaLegis.ccj.ufsc.Br BuscaLegis.ccj.ufsc.Br O Seguro-caução Nas Execuções Trabalhistas Bruno Landim Maia DIREITO DO TRABALHO O seguro-garantia é centenário no mundo, mas recentemente operacionalizado no Brasil, é decorrente

Leia mais

TIPOS DE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Art. 113, CTN

TIPOS DE OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA Art. 113, CTN OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA TIPOS DE OBRIGAÇÃO - Art. 113, CTN Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.094.735 - PR (2008/0223408-4) RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO RECORRENTE : FAZENDA NACIONAL PROCURADOR : PROCURADORIA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECORRIDO : ADELSON BARBOSA DOS

Leia mais

Redução Juros sobre Multa Punitiva. Redução Multa Punitiva. Parcela Única 60% 60% 75% 75% - N/A

Redução Juros sobre Multa Punitiva. Redução Multa Punitiva. Parcela Única 60% 60% 75% 75% - N/A TRIBUTÁRIO 16/11/2015 ICMS - Regulamentação do Programa Especial de Parcelamento do Estado de São Paulo PEP Reduções Com base na autorização do Convênio ICMS 117/2015, de 07 de outubro de 2015, no último

Leia mais

Recentes precedentes jurisprudenciais em matéria de tributação internacional. Luís Eduardo Schoueri

Recentes precedentes jurisprudenciais em matéria de tributação internacional. Luís Eduardo Schoueri Recentes precedentes jurisprudenciais em matéria de tributação internacional Luís Eduardo Schoueri Preços de transferência Tribunal Regional Federal da 3ª Região, Acórdão nº 2.208/10, julgado em 19 de

Leia mais

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador LUIZ HENRIQUE

PARECER Nº, DE 2011. RELATOR: Senador LUIZ HENRIQUE PARECER Nº, DE 2011 Da COMISSÃO DE ASSUNTOS ECONÔMICOS, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 244, de 2011, do Senador Armando Monteiro, que acrescenta os arts. 15-A, 15-B e 15-C à Lei nº 6.830, de 22 de

Leia mais

Responsabilidade tributária do sócio-gestor na sociedades limitada (análise do art. 135, III, do Código Tributário Nacional)

Responsabilidade tributária do sócio-gestor na sociedades limitada (análise do art. 135, III, do Código Tributário Nacional) Responsabilidade tributária do sócio-gestor na sociedades limitada (análise do art. 135, III, do Código Tributário Nacional) Renan Wanderley Santos Melo 1 Resumo: O presente trabalho tem como objetivo

Leia mais

AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO

AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO 1 1) O DIREITO MATERIAL DE PAGAMENTO POR CONSIGNAÇÃO a) Significado da palavra consignação b) A consignação como forma de extinção da obrigação c) A mora accipiendi 2 c)

Leia mais

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL

CONCURSO PÚBLICO FICHA DE RESPOSTA AO RECURSO CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL CARGO: TÉCNICO DA FAZENDA MUNICIPAL QUESTÃO Nº 13 Gabarito divulgado: D Mantemos o gabarito apresentado na alternativa D. A candidata indicou a alternativa correta, ou seja a alternativa D. Recurso improcedente.

Leia mais

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Altera e acrescenta dispositivos à Lei n o 5.172, de 25 de outubro de 1966 - Código Tributário Nacional. O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1 o A Lei n o 5.172, de 25 de outubro

Leia mais

RESPONSABILIDADE DE SÓCIOS E ADMINISTRADORES NAS AUTUAÇÕES FISCAIS. Expositor: Celso Benício Júnior

RESPONSABILIDADE DE SÓCIOS E ADMINISTRADORES NAS AUTUAÇÕES FISCAIS. Expositor: Celso Benício Júnior RESPONSABILIDADE DE SÓCIOS E ADMINISTRADORES NAS AUTUAÇÕES FISCAIS Expositor: Celso Benício Júnior DIRETRIZES NORMATIVAS MATRIZ CONSTITUCIONAL Art. 146. Cabe à lei complementar: III - estabelecer normas

Leia mais

Direito Tributário. Módulo IV: Obrigação Tributária e Crédito Tributário.

Direito Tributário. Módulo IV: Obrigação Tributária e Crédito Tributário. Direito Tributário Módulo IV: Obrigação Tributária e Crédito Tributário. Obrigação Tributária Relação obrigacional entre Poder Público e Contribuinte. Obrigação Tributária Espécies: 1. Principal (obrigação

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 712.998 - RJ (2004/0180932-3) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROCURADOR : MARIANA RODRIGUES KELLY E SOUSA E OUTRO(S) RECORRIDO : ADELINO

Leia mais

Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Dívida Ativa. Cartilha aos Órgãos de Origem 8/3/2013

Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. Dívida Ativa. Cartilha aos Órgãos de Origem 8/3/2013 2013 Procuradoria Geral da Fazenda Nacional Dívida Ativa Cartilha aos Órgãos de Origem Esta cartilha tem por fim informar e explicar o que é a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional PGFN, quais créditos

Leia mais

PLANO DE CURSO 2014/02 TOTAL DE AULAS/ OU CARGA HORÁRIA

PLANO DE CURSO 2014/02 TOTAL DE AULAS/ OU CARGA HORÁRIA Este Plano de Curso poderá sofrer alterações a critério do professor e/ou da Coordenação. PLANO DE CURSO 2014/ DISCIPLINA: DIREITO TRIBUTÁRIO II PROFESSOR: MARCELO MARTINS ALTOÉ TURMA: 9º DM / EN UNIDADE

Leia mais

GRUPOS ECONÔMICOS E A ANÁLISE DA CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA. José Marcelo Martins Proença marcelo.proenca@usp.br

GRUPOS ECONÔMICOS E A ANÁLISE DA CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA. José Marcelo Martins Proença marcelo.proenca@usp.br GRUPOS ECONÔMICOS E A ANÁLISE DA CONCENTRAÇÃO ECONÔMICA José Marcelo Martins Proença marcelo.proenca@usp.br Apresentação - objetivo Verificação legislações (societária e concorrencial) Comparação das legislações

Leia mais

PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL - PGFN

PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL - PGFN PROCURADORIA GERAL DA FAZENDA NACIONAL - PGFN PORTARIA N.º 3 DE 22 /11 /2005 Dispõe sobre a prova de regularidade fiscal perante a Fazenda Nacional e dá outras providências. O PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA

Leia mais

O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS

O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS O ISS E A PESSOALIDADE DO TRABALHO DOS SÓCIOS NAS SOCIEDADES UNIPROFISSIONAIS Flavio Castellano Alguns municípios introduziram discriminações no que se refere ao tratamento tributário das chamadas sociedades

Leia mais

Portaria PGFN nº 164, de 27.02.2014 - DOU de 05.03.2014

Portaria PGFN nº 164, de 27.02.2014 - DOU de 05.03.2014 Portaria PGFN nº 164, de 27.02.2014 - DOU de 05.03.2014 Regulamenta o oferecimento e a aceitação do seguro garantia judicial para execução fiscal e seguro garantia parcelamento administrativo fiscal para

Leia mais

1-RELATÓRIO 2- FUNDAMENTAÇÃO PARECER: 41 / 2009

1-RELATÓRIO 2- FUNDAMENTAÇÃO PARECER: 41 / 2009 PARECER: 41 / 2009 ASSUNTO: Descabimento da exigência de nota fiscal de serviços para pagamento de valores de aluguel contratados com a Administração Pública. ENTIDADE INTERESSADA: UESPI- Universidade

Leia mais