UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ EDERSON FERNANDO FAGUNDES RODRIGUES A LINGUAGEM DAS PROVAS APLICADA AO DIREITO TRIBUTÁRIO ADMINISTRATIVO

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1 UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ EDERSON FERNANDO FAGUNDES RODRIGUES A LINGUAGEM DAS PROVAS APLICADA AO DIREITO TRIBUTÁRIO ADMINISTRATIVO CURITIBA 2014

2 EDERSON FERNANDO FAGUNDES RODRIGUES A LINGUAGEM DAS PROVAS APLICADA AO DIREITO TRIBUTÁRIO ADMINISTRATIVO Monografia apresentada ao Curso de Direito da Universidade Tuiuti do Paraná, como requisito parcial para obtenção do titulo de Bacharel em Direito. Orientação: Doutor Andre Peixoto CURITIBA 2014

3 TERMO DE APROVAÇÃO EDERSON FERNANDO FAGUNDES RODRIGUES A LINGUAGEM DAS PROVAS APLICADA AO DIREITO TRIBUTÁRIO ADMINISTRATIVO Esta monografia foi julgada e aprovada para a obtenção do grau de Bacharel no Curso de Direito da Universidade Tuiuti do Paraná. Curitiba, de de Prof. Orientador Doutor Andre Peixoto Universidade Tuiuti do Paraná e Orientador Prof Supervisor Universidade Tuiuti do Paraná Prof Supervisor Universidade Tuiuti do Paraná

4 AGRADECIMENTOS Ao orientador Doutor André Peixoto que aceitou o desafio de orientarme, agradeço-lhe a paciência desde a escolha do tema, até a sua apresentação final,. Sempre gentil e firme, exemplo de humildade e dedicação à educação, dedicação à formação dos seus alunos, compreendendo as dificuldades do caminho, fazendo com que tarefas difíceis e árduas se tornassem passos simples e fáceis na caminhada do conhecimento e na busca da qualificação como futuro advogado. Aos professores da Universidade Tuiuti do Paraná que ao longo do caminho nos transmitiram seus conhecimentos. À minha companheira Anelise Felipina Kehl, pelo incentivo à jornada acadêmica, pelas muitas correções e questionamentos, como exemplo de dedicação aos projetos intelectuais e pela paixão pela cultura e literatura assim como pelas salas de aula. Aos amigos e funcionários da faculdade Tuiuti que, durante estes cinco anos de formação acadêmica, comigo vivenciaram as derrotas e as glórias do processo de aprendizagem.

5 A tarefa não é tanto ver aquilo que ninguém viu, mas pensar o que ninguém ainda pensou sobre aquilo que todo mundo vê. Arthur Schopenhauer

6 RESUMO Este trabalho de conclusão de Curso versa sobre a linguagem aplicada às provas no Direito Administrativo Tributário. É importante discutir a aplicação da linguagem nas provas, pois esta organiza a constituição e o nexo entre o fato ocorrido e o resultado pretendido no procedimento e processo administrativo, determinando por quem e como deve ser produzida a prova. O objetivo é examinar o direito e as provas aplicados no Direito Administrativo Tributário por meio dos enunciados lingüísticos produzidos na análise e valoração das provas. Os estudos baseiam-se em pesquisa bibliográfica da área da linguagem e do direito. Pode-se afirmar que a linguagem quando aplicada às provas prescritas no direito não apenas afirma que um fato ocorreu, mas determina a ocorrência do fato para o direito. Provar o fato tributário não significa apenas juntar documentos aos autos, é necessário estabelecer a relação de implicação entre o documento que se pretende provar e o fato ocorrido. No processo e procedimento Administrativo Tributário, o dever da prova para aplicação da penalidade deve ser da administração, respeitados os elementos e requisitos constitutivos do ato administrativo. Palavras-chave: Linguagem; Prova; Direito Tributário; Direito Administrativo Tributário

7 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO CONHECIMENTO CONHECIMENTO E LINGUAGEM SISTEMA DE REFERÊNCIA CONSIDERAÇÕES SOBRE A VERDADE SIGNIFICADO DO VACÁBULO VERDADE Verdade e sua relação com o direito APLICAÇÃO DO DIREITO E A EFETIVAÇÃO DA INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA DIREITO COMO LINGUAGEM CRIADORA DA REALIDADE VERDADE E TEORIA DAS PROVAS VERDADE E TEORIA DAS PROVAS NO DIREITO TRIBUTÁRIO NOÇÕES GERAIS SOBRE A PROVA A CONFISSÃO ESPECIAL CONDIÇÃO DA PROVA NO SISTEMA DO DIREITO TRIBUTÁRIO MORFOLOGIA DA PROVA DINÂMICA DA PROVA A PROVA NO PROCESSO E NO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO DO ÔNUS DA PROVA APROVA NO PROCESSO E NO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO TRIBUTÁRIO CONCLUSÃO...52 REFERÊNCIAS...54

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14 7 1. INTRODUÇÃO A incidência de um fato que, subsumindo-se à hipótese normativa tributário, implica no surgimento de um vínculo obrigacional, para que isto ocorra é necessária a interferência humana, isto é, que um ser humano promova a subsunção e a implicação que o preceito da norma geral e abstrata determina. Esta incidência ocorrerá por uma operação lógica, que necessariamente exigirá a presença humana para sua aplicação, exige também impreterivelmente a certificação da ocorrência do fato conotativo previsto na hipótese da norma que se pretende aplicar (tributária). Mas, para que o relato ingresse no universo do direito, enquadrando-se como fato jurídico tributário, necessário enunciação em linguagem competente, e este somente será possível por perfeito quadramento consoante as provas em direito admitidas. Este enquadramento do relato ocorrido, para seu ingresso no universo do direito, e para que constitua fato relevante no mundo jurídico e consequentemente fato tributário, é preciso que seja enunciado em linguagem competente. Assim exerce um papel importante a função da linguagem das aprovas dentro do sistema do direito tributário, pois é pela aplicação da linguagem que delimitamos os aspectos (conduta nuclear, tempo, espaço e sujeitos). Percebe-se, desta forma, a importância da função que exerce a linguagem das provas no sistema jurídico tributário, pois somente com o emprego da linguagem competente é que será possível identificar o ilícito tributário, sendo necessário emitir enunciados probatórios que configurem o descumprimento da obrigação tributária ou do dever instrumental, que desencadeará a relação jurídica sancionadora. Percebe-se, portanto, que a teoria das provas é um ponto central do direito, e, especialmente para o direito tributário, em virtude desta relevância desenvolvemos este trabalho de pesquisa tomando como base o método percussor, corrente difundida pelo professor Paulo de Barros Carvalho e Fabiana Del Padre Tomé, com base na teoria geral das provas, no construtivismo lógico semântico, segundo o qual propõe nova forma de aproximação da teoria das provas, e afirmam que o ser humano contribui para construir a análise axiológica a ser aplicada, sempre tomando como ponto de partida a circunstância de ser o direito um texto formado por linguagem e que obedece a um determinado discurso. Neste sentido, pretende-se examinar o direito e as provas por meio de enunciados linguísticos.

15 8 Um dos objetivos gerais do trabalho é a aplicação do instrumento da linguagem como base no sistema comunicacional do direito tributário administrativo, respondendo às seguintes indagações, como se produz, o que é, e, para que serve a prova no direito tributário, bem como delimitando a percussão inquisitória tributária administrativa e o modo como se introduz e como se criam estas normas jurídicas na perspectiva do sistema comunicacional do direito. Toma-se como perspectiva geral a teoria geral das provas, a qual possui uma visão tradicional em que busca no processo uma verdade material; e como objetivos específicos a impossibilidade de se buscar esta verdade material e o que realmente aconteceu no momento histórico da ocorrência do fato, pois o ocorrido fica no passado, exaure-se no tempo, e pelo seu exaurimento no tempo é que precisamos de mecanismos que identifiquem as marcas que foram deixadas, o que é possível por meio da linguagem, de enunciados linguísticos e do discurso empregado na solução da lide dentro do sistema tributário, sendo assim possível sustentar a ocorrência do direito. Parte-se da premissa que o direito é texto e, por conseguinte, as provas são susceptíveis de análise segundo três diferentes perspectivas: (i) observação lógicolinguística, em que se investiga a estrutura da linguagem; (ii) exame semântico, direcionado à compreensão do seu conteúdo significativo; e (iii) estudo pragmático, centrando a atenção ao aspecto dinâmico da criação do texto, bem como os usos a ele conferidos. Procura-se realizar o exame das provas no direito tributário em função desses três níveis da linguagem, pois, como todo texto, a prova possui uma estrutura, uma forma específica, apresentando elementos essenciais (morfologia) que se relacionam entre si (sintaxe), servindo como estímulo para construção de sentido (semântica), desencadeando efeitos e propiciando sua utilização em determinadas situações (pragmática). Ao se tratar da dinâmica da prova, procura-se evidenciar a forma pela qual se realiza o ato de provar, compreendida a sintaxe como feixe de relações que se estabelecem entre as várias unidades de determinado sistema e como objetivo específico identificar a existência, no procedimento probatório, de uma sintaxe interna, que organiza diversos elementos linguísticos para a constituição da prova a qual se denomina dinâmica da prova.

16 9 Neste trabalho, pretende-se realizar um estudo hermenêutico-analítico das provas no direito tributário e, em especial, no processo administrativo tributário, esperando, com isso, contribuir para o desenvolvimento do estudo de tão relevante tema. 2. CONHECIMENTO O marco inicial da filosofia da linguagem na obra de Wittgenstein disseminou a tese chamada de giro linguístico, que passou a considerar a linguagem como algo independente do mundo da experiência e, até mesmo, a ela sobreposta. Essa nova corrente filosófica difundiu que a compreensão das coisas dá-se pela preexistência da linguagem, deixando esta de ser concebida como mero instrumento que liga o sujeito ao objeto do conhecimento. Segundo Tomé (2011), em profundo e minucioso estudo sobre o tema, esta corrente filosófica rompeu a tradicional forma de conceber a relação entre a linguagem e o conhecimento, entendendo a autora que a própria compreensão das coisas dá-se pela preexistência de linguagem, deixando esta de ser concebida como mero instrumento que liga o sujeito ao conhecimento. Neste sentido a linguagem deixou de ser um meio entre ser cognoscente e a realidade, convertendo-se em léxico capaz de criar tanto o ser cognoscente como a realidade. Percebe-se então que o conhecimento não mais aparece como vínculo entre sujeito e objeto, mas como relação entre linguagens e entre as significações. Possuindo, assim, o conhecimento uma estreita relação com as proposições que o descrevem, portanto arisca-se valorar que este conhecimento adquirido por meio da linguagem produzida em relação ao objeto como verdadeiro ou falsa, tendo como base os enunciados que foram proferidos em relação a determinado objeto ou fato. Para tanto, seleciona-se o posicionamento de que o mundo exterior nem sequer existe para o sujeito cognoscente sem uma linguagem que o constitua, bem como as proposições descritivas não se referem à coisa-em-si, mas, necessariamente a um enunciado linguístico, ocorrendo a correspondência sempre entre linguagens. Como pondera Maturana (1995, p. 72), que qualquer coisa do mundo lá fora só passa a ser susceptível de se conhecer quando aprendida pelo ser humano, que a constitui linguisticamente, sendo o intelecto o produtor do objeto e da existência concreta. Só há realidade onde atua a linguagem, assim como somente é possível conhecer o real mediante enunciados linguísticos.

17 10 Então tudo que não for especificamente formado por meio de linguagem permanecerá no campo das meras sensações, e, se não forem objetivadas no âmbito das interações sociais, acabarão por dissolver-se no fluxo temporal da consciência, não caracterizando o conhecimento na sua forma plena. 2.1 CONHECIMENTO E LINGUAGEM O conhecimento se dá mediante construção linguística, sendo necessário, para tanto, a definição do conceito de existência e, por decorrência, o de verdade. É primordial examinar a função da linguagem no sistema jurídico e social e sua relação com a existência das coisas. Segundo Scavino (1999, apud TOMÉ, 2011, p. 4), a linguagem não reflete as coisas tais como são (filosofia do ser) ou tais como desinteressadamente percebe uma consciência, sem qualquer influência cultural (filosofia da consciência). Neste sentido, para Tomé (2011, p. 4), a significação de um vocábulo não depende da relação com a coisa, mas do vínculo que estabelece com outras palavras. Nessa concepção a palavra precede os objetos, criando-os, constituindo-os para o ser cognocente, pois não existem fatos, só interpretações, e toda interpretação interpreta outra interpretação. Tem-se a conclusão de que a coisa não precede a interpretação, só aparecendo depois de ter sido interpretada, então é a própria atividade interpretativa que a cria. Seguindo semelhante linha de raciocínio, Carvalho (2008, p. 112) afirma conheço determinado objeto, à medida em que posso expedir enunciados sobre ele, de tal arte que o conhecimento se apresenta pela linguagem, mediante proposições descritivas ou indicativas. A realidade do ser cognoscente ocorre pelo conhecimento que este tem do mundo, exemplificando: não se pode exigir de uma pessoa que mora em uma fazenda, os mesmos conhecimentos de uma pessoa que mora em uma capital com 3 (três) milhões de habitante, nem podemos exigir igual conhecimento do mundo de uma pessoa que nunca leu um livro comparando-a com aquele que já leu 300 livros. O conhecimento pressupõe a existência de linguagem. A realidade do ser cognoscente caracteriza-se exatamente por esse conhecimento do mundo, construído mediante linguagem. Não é possível conhecermos as coisas tal como se apresentam fisicamente, fora dos discursos que a elas se referem.

18 11 Por isso, nossa constante afirmação de que a linguagem cria ou constitui a realidade, Borges (2000, apud TOMÉ, 2011, p. 6). Algo só tem existência no mundo social quando a palavra o nomeia, permitindo que apareça para a realidade cognoscente. Lenio Luiz Strek é preciso ao discorrer sobre o assunto, asseverando não ser possível falar sobre algo que não se consegue verter em linguagem. Isto porque é pela linguagem que, simbolizando, compreendo; logo, aquele real, que estava fora do meu mundo, compreendido através da linguagem, passa a ser realidade. Dizendo de outro modo, estamos mergulhado em um mundo que somente aparece (como mundo) na e pela linguagem. Algo só é algo se podemos dizer que é algo (...), Strek (1999, apud TOMÉ, 2011, p. 7). Esses foram os motivos que levaram a atribuir, neste trabalho, atenção especial ao eleger os enunciados linguísticos como instrumento de interpretação, pois deles decorrem a existência dos objetos. 2.2 SISTEMA DE REFERÊNCIA Os objetos adquirem significados quando colocados dentro de um sistema de referência, neste sentido não havendo sistema de referência, o conhecimento é desconhecimento, temos que conhecemos algo quando conhecemos sua posição em relação a outros elementos. Assim é que as interpretações de um mesmo fato podem ser diferentes, ou seja, cada indivíduo emitirá enunciados linguísticos diferente, pois será sob a ótica do conhecimento adquirido de cada ser. Essa interpretação terá como ponto de partida o referencial de mundo de cada ser individualizado, e sofrerá a influência do sistema em que este se insere. Por isso o sistema também é de suma importância para o conhecimento, pois sem indicação do modelo dentro do qual determinada proposição se aloja, não há como examinar sua verdade. 3. CONSIDERAÇÕES SOBRE A VERDADE Neste trabalho as proposições são o objeto do conhecimento, sendo possível identificá-las por meio de linguagem e do discurso, permitindo atribuir valores a elas como verdade e falsidade. Tomé (2011, p. 79) faz as seguintes perguntas: (i) Mas o que é verdade? (ii) Seria possível conhecê-la, (iii) Existe uma verdade única? Em seguida, a autora esclarece que a verdade é metafísica e que na literalidade o vocábulo metafísica corresponde à locução após a física, explica a autora que isto significa, para fins

19 12 filosóficos, quando menciona Japiassu (1990, apud TOMÉ, 2011, p. 11), aquilo que está além da física, que a transcende. Então, segundo os autores mencionados, a metafísica ultrapassa o campo do empírico, e este conceito é aplicado à idéia de verdade, pois esta não é susceptível de apreciação pelo método das experiências, pois ao analisar os enunciados linguísticos de um processo, verifica-se que todos falam em nome de uma verdade, por exemplo, a petição inicial fala em nome da verdade, a contestação fala em nome da verdade, o recurso fala em nome da verdade e a sentença é a exteriorização da verdade construída, mas não há como saber, mediante procedimentos experimentais, quem está realmente dizendo a verdade. Assim, verdade, justiça e segurança jurídica são alguns dos conceitos que podemos denominar metafísicos, dada a insusceptibilidade de conhecimento empírico. A autora menciona que estes conceitos podem ser inteligíveis e segundo ela o fato de ser inexperimentável não se confunde com a incognoscibilidade, o metafísico é possível de conhecimento, ainda que não empírico, (TOMÉ, 2011, p. 12). Assim, existem várias correntes filosóficas voltadas ao conhecimento da verdade: verdade por correspondência, fenomenalismo, verdade por coerência, verdade por consenso, verdade pragmática. A verdade por correspondênciase define como a adequação de determinada sentença à realidade, sendo necessário uma identidade entre proporções afirmativas ou negativas de algo. O fenomenalismo revela a tese de que o homem não tem acesso à coisa-emsi, mas apenas aos fenômenos, entendidos em seu sentido Kantiano, sendo a manifestação, formada pelas coisas que aprecem aos olhos do sujeito cognoscente, e, esta por sua vez diverge da verdade por correspondência. (PORTO CARREIRO,1932,apud TOMÉ, 2011, p. 13). Por coerência, a realidade seria um todo coerente, sendo a verdade de um enunciado identificada por uma coerência interna do discurso, pela observância da lei lógica da não-contradição das proposições entre si. (ABBAGNANO, 2003, apud TOMÉ, 2011, p. 14).

20 13 A verdade por consenso traz a teoria consensual, sendo a verdade decorrente do consenso entre indivíduos de determinada comunidade ou cultura. Dentre vários enunciados, seria verdadeiro aquele que contasse com maior credibilidade. (ROBLES MORCHON, 2005, apud TOMÉ, 2011, p. 15). A verdade pragmática, é utilizada como expressão para designar a utilidade, tomando como objeto apenas o que é apropriado à conservação da humanidade, é uma relação artbitrária e ilegítima do meu ser com as coisas externas. 4. O SIGNIFICADO DO VOCÁBULO VERDADE Os conceitos de verdade adotados neste texto são as difundidas por Paulo de Barros Carvalho e Fabiana Del Padre Tomé, os quais adotaram a concepção segundo a qual a verdade não se dá pela relação entre palavras e a coisa, mas entre as próprias palavras, ou seja, entre linguagens. E sendo uma relação entre enunciados construídos pelo homem, parte-se da premissa que a verdade não é simplesmente descoberta, mas criada pelo ser humano no interior de determinado sistema. Nas relações jurídicas percebe-se a importância dos sistemas, principalmente no sistema jurídico positivado e nele há possibilidade de ocorrência, em dado momento, ou seja, no momento em que os fatos podem ser constituídos, o que ocorrerá mediante produção probatória, esta por sua vez obedecerá a requisitos de admissibilidade e obediência bem como a determinado prazo, para apresentação de defesa, de recurso (tempestividade), em seguida também será observado outro requisito temporal, qual seja, o momento em que a decisão se torna imutável (coisa julgada). Neste sentido é firmado o limite dentre os quais a verdade será produzida. O conceito de verdade adotado, traz a verdade como valor em nome do qual se fala, caracterizando necessidade lógica do discurso, dentro de um sistema, respeitando determinado prazo. Todos falam em nome da verdade que pretende ser aceita, sendo a verdade uma correspondência entre proposição e uma préinterpretação mais originária do acontecimento, Scavino (1999 apud TOMÉ, 2011, p. 18), se refere à verdade construída, que não é simplesmente revelada ou descoberta, mas que nasce do relacionamento intersubjetivo, considerado determinado quadro referencial. Para tanto, pode-se falar em renúncia à idéia de verdade objetiva, neste sentido, não existe verdade objetiva, não existe uma

21 14 verdade que possa ser proclamada universalmente, assim, não há verdade absoluta, portanto toda a verdade é relativa, configurando como assevera Rorty (1990 apud TOMÉ, 2011, p. 18), ser a verdade o êxito de um discurso em um mercado de idéias a verdade conforme descreve Amaral Santos (1982, p. 18), a verdade terra plana de ontem, deixa de existir, dando lugar, à verdade terra redonda, de hoje. Sendo a própria linguagem que cria os objetos, inexistem verdades únicas e imutáveis, para Tomé (2011, p. 18), o conhecimento, assim como a verdade, são construções linguísticas, sempre sujeitas à refutação por outras proposições. Esta relativização da verdade ocorre com a mudança dos sentidos atribuídos às palavras de acordo com a sucessão discursiva. Segundo a autossustentação pela linguagem, percebe-se a ocorrência de relação entre as significações, sendo a verdade dentro do sistema jurídico decorrente e originada não nos acontecimentos (fatos ocorridos), mas nas palavras que os construíram (enunciados), devendo estas obedecer aos requisitos da compatibilidade entre estes enunciados proferidos, tudo por meio de linguagem aplicada às provas, na condição de texto que estas são. Segue-se também a teoria da retórica, que se baseia no princípio da autoreferência do discurso. Tomé (2011 p. 21), que os acontecimentos não falam. Sendo a linguagem é que os constitui e também é ela que os constrói Esta hipótese permite afirmar que só conhecemos algo porque o homem o constrói por meio de sua linguagem. As provas e os acontecimentos (fatos) na condição de textos, não provam nada, simplesmente porque não falam. Sempre uma linguagem deverá resgatá-los para que eles efetivamente existam no universo humano, afirma Moussallem (2004 apud TOMÉ, 2011, p. 21). No posicionamento adotado pelos doutrinadores acima não há reconstrução, mas verdadeira construção, no sentido de criação primeira, por meio do discurso aplicado e da linguagem Verdade e sua relação com o direito Dar ênfase às formas da linguagem é entrar no mundo gramatical do idioma, que por sua vez é orientado pela sintaxe; seguindo a premissa que todo enunciado

22 15 linguístico apresenta forma e função. É necessário que se faça a observância da combinação que foi aplicada às palavras na frase. Discorrendo sobre o tema, Copi (1974 apud TOMÉ, 2011, p. 28), As funções dos enunciados, entretanto, não se encontram presas à forma pela qual estes se exteriorizam, as estruturas gramaticais oferecem apenas precários indícios a respeito de função, sendo lícito ao emissor utilizar determinada forma para expressar diferentes funções, conforme o contexto. Exemplo, o art. 3º do Código Tributário Nacional, este artigo define o conceito de tributo, dispondo que tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituído em lei e cobrado mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Observa-se que o texto traz em seu bojo uma forma declarativa, com uma função prescritiva, cujo final encerra uma ordem, de que ao ser instituído tributo, este deve seguir rigidamente determinados critérios. Para compreender certo enunciado textual é preciso interpretar o discurso a ele aplicado, e sua amplitude textual, devendo ser analisados os propósitos que teve o emissor da mensagem (plano pragmático), neste momento é identificada a noção dominante, partindo do sentido imediato e da função dominante como critérios classificatórios. Classifica-se para tanto o ânimo que move o emissor da mensagem. A tese da autora toma emprestado o comentário dos autores Noberto Bobbio e Lorival Vilanova: [...] esclarecer a distinção entre forma gramatical, entendida como o modo pelo qual a proposição é expressa, e sua função, consistente no fim a que se propõe alcançar aquele que pronuncia, conclui ser função prescritiva própria da linguagem normativa, objetivando dar comandos, conselhos, recomendações, advertências, influenciar o comportamento alheio e modificá-lo. Bobbio (2001 apud TOMÉ, 2011, p. 30). [...] enfatizando essa finalidade, leciona Lorival Vilanova: Altera-se o mundo físico mediante o trabalho e a tecnologia, que o potencia em resultados. E altera-se o mundo social mediante a linguagem das normas, uma classe da qual é a linguagem das normas do Direito. Vilanova (2003 apud TOMÉ, 2011, p. 30). Em sua forma declarativa que consequentemente observa uma função prescritiva, sendo que ao final deverá ser observada a ordem expressa no texto, e, impreterivelmente também deverá ter obediência aos rígidos critérios, tem-se que o antecedente normativo é constitutivo de fato jurídico em sentido estrito.

23 16 Neste sentido, tendo em vista a necessidade de essa espécie de enunciado ser proferida em consonância com o evento supostamente verificado, é imprescindível sua articulação com a teoria das provas, mediante as quais é apreciada a veracidade de determinado fato jurídico, influenciando a construção da norma concreta. 5. APLICAÇÃO DO DIREITO E A EFETIVAÇÃO DA INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA. Para Carvalho (2008, p. 76) a aplicação do direito é simultaneamente produção do direito. O fundamento de validade é extraído de regra superior, servindo como base para edição de outras regras, na intenção de tornar cada vez mais especial e individual a regra a ser aplicada ao caso concreto. Pois é por meio da ação humana que se dará o fenômeno da incidência normativa em geral. Para incidência da regra tributária em particular, é necessário que um sujeito realize a subsunção do fato a norma, permitindo a incidência do comando normativo, e conseguentemente surgindo a obrigação de pagar tributos. Percebe-se com isto que é pelo ato de aplicação do direito que será exteriorizado o processo de positivação. Segundo Tomé (2011, p. 48) para movimentar as estruturas do direito, aplicando normas gerais e abstratas e delas sacando novas normas, é preciso conhecer o fato. Como mencionado, não é possível ter contato com o fato, posto seu exaurimento no tempo, o que é possível é o contato com os vestígios, com as marcas deixadas pelo acontecimento, estas são utilizadas pelo aplicador do direito para construir o fato jurídico, desencadeando o processo de positivação do direito. Percebe-se uma distinção entre evento e fato; o primeiro é o acontecimento do mundo fenomênico despido de qualquer relato lingüístico, já o segundo é um enunciado denotativo de uma situação delimitada no tempo e no espaço. Registra Ferraz Jr. (1976 apud TOMÉ, 2011, p. 35), Fato não é, pois algo concreto, sensível, mas um elemento linguistico capaz de organizar uma situação existencial como realidade. Segundo o autor, o fato serve apenas como ponto marcatório entre o passado e o futuro, para o autor nem bem aprendemos o presente e ele já é passado. Neste sentido os fatos da chamada realidade social, enquanto não

24 17 constituído mediante linguagem jurídica própria, qualificam-se como evento em relação ao mundo do direito. Necessário para se ter fato jurídico, que este seja contado fielmente de acordo com os meios de provas admitidos em direito no sistema positivado, e em especial do Direito Tributário, caso isto ocorra será possível perceber os efeitos e eficácia irradiada pelo comando legal, podendo para tanto incidir os efeitos disciplinadores da conduta contida no tipo tributário. 6. O DIREITO COMO LINGUAGEM CRIADORA A correspondência entre frases e a realidade não passa de correspondência entre duas frases. Para Flusser (2004, p. 83), o universo, conhecimento, verdade e realidade são aspectos linguísticos, o que vem ao sentido é dado bruto, que se trona real apenas no contexto da língua, única criadora da realidade. Ainda diz o autor que tais axiomas não implicam negação do conhecimento, da realidade ou da verdade. Nega-se apenas o caráter absoluto e objetivo dos citados conceitos. Na perspectiva do autor, conhecimento, realidade e verdade ocorrem no contexto da língua. Sendo a linguagem criadora da realidade, só se conhece algo porque o ser humano a constrói por meio de linguagem. Essa assertiva, por sua vez, leva à conclusão de que o fato social é construído por relato linguístico, segundo as regras previstas pelo próprio ordenamento jurídico VERADE E TEORIA DAS PROVAS Só há obrigação de pagar tributo dentro da aplicação dos princípios da estrita legalidade e da tipicidade tributária, ocorrendo o fato descritivo conotativo, terá obrigação tributária, agindo assim a regra matriz de incidência. O fundamento para aplicação da norma é admissível mediante a figura da prova, posto que esta molda a conseqüente constituição do fato tributário e o respectivo laço obrigacional. Por meio da linguagem competente é que a realidade jurídica se constitui, percebe-se, desta forma, a importância da prova. Cintra, Grinover e Dinamarco, (2009, p. 373) ao discorrerem sobre as questões de fato, destacaram a importância que tem a prova. Em sua obra citaram

25 18 as Ordenações Filipinas no dizer das Ordenações Filipinas a prova é o farol que deve guiar o juiz nas suas decisões. Os autores marcam em seu texto o sentido de que não é aconselhável a total liberdade na admissibilidade dos meios de provas, pois, caso isso ocorresse estas provas não se baseariam em fundamentos científicos sólidos para justificar o seu acolhimento, como o chamado soro da verdade, mencionam o caso expresso no art. 401 do Código de Processo Civil, prova exclusivamente testemunhal para demonstrar a existência ou inexistência de contrato de valor acima do décuplo do maior salário mínimo vigente no país. Flexibilizando este posicionamento, Marinoni e Mitidiero (2012, p. 390), apresentam uma regra especial, sendo ela uma regra subsidiária ou complementar da prova escrita, art. 227, parágrafo único do Código Civil, admitindo em qualquer valor, a prova testemunhal como subsidiária ou complementar da prova por escrita. Neste sentido, tem entendido o Superior Tribunal de Justiça que: só não se permite a prova exclusivamente por depoimento no que concerne à existência do contrato em si, não encontrando óbice legal, inclusive para evitar o enriquecimento sem causa, a demonstração, por testemunhas, dos fatos que envolveram os litigantes, bem como das obrigações e dos efeitos decorrentes desses fatos (STJ, 2º Secção, EREsp /PE, rel. Min. Castro Filho, j. em , DJ , p. 174). Ao comentar os objetivos da prova Cintra, Grinover e Dinamarco (2009, p. 374), afirmam que a prova diz respeito aos fatos. Mas não a todos os fatos. Segundo os autores não deve ser admitida a prova dos fatos notórios (conhecidos de todos), dos impertinentes (estranhos à causa), dos irrelevantes (que, embora pertençam à causa, não influenciam na decisão), dos incontroversos (confessados ou admitidos por ambas as partes), dos que sejam cobertos por presunção legal de existência ou de veracidade (Código de Processo Civil, art. 334) ou dos impossíveis (embora se admita a prova dos fatos improváveis). Os professores Marinoni e Mitidiero (2012, p. 390), mencionam o ônus de provar e o ônus de alegar. Para os autores, as situações do art. 334, do Código de Processo Civil, embora dispensem a parte do ônus de provar, não dispensam a parte do ônus da alegação do fato. Neste trabalho adota-se o posicionamento de que o sistema do direito é que vai determinar o que nele existe ou não existe. Para tanto se aplica a ele o que

26 19 denominamos de linguagem competente. Segundo Tomé (2011, p. 39), somente por meio dela é que a realidade jurídica se constitui, o que, por si só, revela a importância das provas no ordenamento como um todo, inclusive na esfera tributária. Menciona-se anteriormente que os fatos exaurem-se no tempo e que estes são impossíveis de acesso, tal como ocorreram. Assim, para se ter acesso a eles é necessário que o ser cognoscente utilize enunciados linguísticos por meio do discurso aplicado, na tentativa de constituir os fatos ocorridos, defende Scavino (1999 apud TOMÉ, 2011, p. 40), somos nós quem, valendo-nos de relatos e de sua interpretação, provamos. Daí porque os eventos não ingressam nos autos processuais. O que integra no processo são sempre fatos contados por meio de relados: enunciados que declararam ter ocorrido determinado fato. Tomé (2011, p. 40) ao explicar a tese da linguagem e da suposta presunção, necessidade ou não de apresentar provas afirma: Isso significa que o confessor declara não para que o juiz conheça o fato declarado e aplique a norma tão somente se o fato é certo, senão para que determine o fato tal como foi declarado e aplique a norma prescindindo da verdade, a declaração feita nos processos, não se limita a trazer ao conhecimento o fato declarado, senão que vem a constituir por si mesmo um fato diferente, do qual depende a realização da norma, ou seja, fato jurídico processual. (...) provar, de fato, não quer dizer demonstrar a verdade dos fatos discutidos, e sim determinar ou fixar formalmente os mesmos fatos mediante procedimentos determinados. Percebe-se então que a arte do processo é a arte de administrar as provas. Somente é possível verificar se um evento ocorreu aplicando a ele a linguagem das provas. Na hipótese tributária, prova como requisito de preenchimento dos critérios legais de incidência da regra-matriz, sendo este apenas possível realizada a leitura das provas em direito admitidas. 6.2 VERDADE E TEORIA DAS PROVAS NO DIREITO TRIBUTÁRIO A palavra prova é plurissignificativa e polissêmica sendo utilizada por todas as ciências, exatas e humanas e pode assumir vários aspectos. É necessário observar o aspecto que considera relevante para este trabalho, ou seja, a prova como gênero cuja espécie é a prova judiciária. Observa-se para

27 20 tanto o conceito de prova que é aquela construída dentro do sistema do direito positivo. Leste texto limitar-se-á às provas produzidas em juízo, como também às provas que motivaram os atos administrativos de lançamento tributário e de aplicação de penalidade por descumprimento de obrigação tributária. Observa-se que as referidas provas, em sua maioria, não são formadas no corpo do processo judicial e são levadas à análise e apreciação do julgador quando da instauração do processo administrativo. Propoe-se a análise sob a ótica na qual devem ser vistas por específico método probatório e com estrita observância da linguagem e dos princípios Princípio da Legalidade (art. 150, I, da Constituição 88), Princípio da Igualdade ou da Isonomia (art. 150, II, da Constituição 88), Princípio da Irretroatividade (art. 150, III, a da Constituição 88), Princípio da Anterioridade (do anual do exercício e nonagesimal) (art. 150, III, b e c da Constituição 88), Princípio da Capacidade Contributiva (art. 145, 1º da Constituição 88), Princípio da Vedação do Confisco (art. 150, IV da Constituição 88), Princípio da Liberdade de Tráfego (art. 150, V da Constituição 88), Princípio da Transparência dos Impostos (Art. 150, 5º da Constituição 88), Princípio da Uniformidade Geográfica (Art. 151, I da Constituição 88), Princípio da Seletividade (Art. 153, 3º da Constituição 88), Princípio da Não-Diferenciação Tributária (Art. 152 da Constituição 88), Princípio da Não-Cumulatividade (Art. 155, 2º, I, art. 153, 3º, II, e art. 154, I da Constituição 88), Princípio das Imunidades Tributárias (Art. 150, VI, a da Constituição 88). Segundo Tomé (2011, p. 75), nas acepções do vocábulo prova, é possível perceber um ponto nuclear, compartilhado por todas elas, o termo é empregado para denotar algo que possa servir ao convencimento de outrem. Prova segundo Amaral Santos (1982, p. 102), é o meio utilizado para persuadir o espírito do destinatário acerca de uma verdade. Tomé (2011, p. 75), descreve que o professor Paulo de Barros Carvalho chegou a reunir 58 acepções e possibilidades empregadas à palavra prova: 1-procedimento, entendido como a sequência de atos mediante os quais se opera o relato probatório; 2-rito da enunciação, legalmente previsto, ou procedimento organizacional da prova; 3-resultado do procedimento probatório, ou seja, seu produto; 4-conjunto de regras que regulam a admissão, produção e valoração dos elementos trazidos aos autos, determinando o transcurso probatório; 8-suporte físico; 9-conteúdo do suporte físico; 10-proposição; 11-veículo introdutor; 12-nor-ma em sentido amplo; 13-norma em sentido estrito; 14-mensagem; 15-signo; 16-indício; 17-

28 21 pista; 18-vestígios; 19-marca; 20-sinal; 21-ato de fala; 22-atitude pragmática; 23-relação de implicação entre enunciados lingüísticos; 24- elemento constitutivo do fato jurídico; 25-fato; 26-fato de provar; 27-fato provado; 28-fato que causa convencimento do julgador acerca da verdade de outro fato; 29-fato da convicção provocada na consciência do julgador; 30-meio de controle das proposições que os litigantes formulam em juízo; 31-soma dos meios produtores de certeza; 32-fundamentação; 33- justificação da crença na verdade de um fato; 34-certeza; 35-verdade; 36- evidências; 37-certificação que ocorreu elemento constitutivo do fato jurídico; 38-prova direta; 39-prova indireta; 40-presunção; 41-sobreprova; 42-metaprova; 43-reforço de prova; 44-enunciado de segundo nível; 45- contraprova; 46-protoprova; 47-análise; 48-argumento retoricamente produzido; 49-experiência sensorial, decorrente da utilização de um dos cinco sentidos, audição, tato, olfato, paladar e visão; 50-testemunho; 51- competição; 52-concurso; 53-processo seletivo; 54-prova de conhecimento; 55-providência preliminar; 56-exibição; 57-certificação autenticadora; 58- certificação constituidora. Segundo a autora, este rol é exemplificativo, e seria desaconselhável atribuir um único sentido à palavra prova, pois, a plurissignificação diz respeito ao momento em que a prova é considerada, portanto o conceito de prova varia segundo o momento em que se a considera. Observa-se também que a prova é susceptível de ser considerada no contexto da análise do discurso, mas que se aplica a ela a teoria tripartida, que considera prova como atividade, meio e resultado. Por sua vez a lei, na tentativa de reconstruir o fato alegado, permite a reconstrução dos atos de fala ou de enunciação linguísticas dentro de um suporte que deverá obedecer aos limites do sistema em que está inserida. 7. NOÇÕES GERAIS SOBRE PROVA Toda a pretensão é fundamentada em provas. Segundo Grinover, Fernandes e Gomes Filho (2006, p. 134), as dúvidas sobre a veracidade das informações feitas pelas partes no processo constituem as questões de fato que devem ser resolvidas pelo juiz. Para os autores a prova se constitui, assim, numa primeira aproximação, o instrumento por meio do qual se forma o livre convencimento do juiz a respeito da inocorrência ou ocorrência de certos fatos. Conforme mencionado anteriormente, o termo prova não é unívoco, primeiramente deve ser aplicado a este termo a teoria Tripartite em segundo deve ser analisado o resultado. No terceiro, deve-se analisar o momento que ela foi produzida, e,os meios de provas em que se fundaram as alegações. Cambi (2011,

29 22 apud TOMÉ, 2011, p. 98), discorre que os meios de provas consistem no instrumento pelo qual as informações sobre os fatos são introduzidas no processo. Neste contexto classifica-se as provas como diretas ou indireta, conforme se refira direta e indiretamente ao fato a ser provado (objeto da prova), ou se refira a outro fato (indícios) que, por sua vez, se liga ao fato a ser provado. Neste enfoque, a prova indiciária é sempre indireta. Fala-se, ainda, numa outra classificação, em prova plena (ou evidente) e semiplena (ou incompleta), estas segundo o grau de certeza capaz de causar no juiz. Para a prova de certos fatos, o legislador exige apenas um juízo de verossimilhança e, para outros, que a prova seja convincente prima face: para a condenação penal, por exemplo, é necessário um elevado grau de certeza sobre a prova do fato e da autoria; havendo dúvidas, o juiz deverá absolver por insuficiência de provas (art. 386, VIdo CPP). Já para a decretação da prisão preventiva, deverá haver prova (plena) da existência do fato e indícios suficientes (rectius, prova semiplena) de autoria (art. 312 do CPP). Indicam a necessidade de prova plena expressões legais como fundadas razões, manifestamente infundada (GRINOVER, FERNADES E GOMES FILHO, 2006, p. 136). Finalmente, quanto as atividades processuais concernentes à prova, deve-se destacar quatro momentos: em que as provas são propostas (indicadas ou requeridas); admitidas (quando o juiz se manifesta sobre sua admissibilidade); produzidas (introduzidas no processo) e apreciadas (valoradas pelo livre convencimento do juiz). Anteriormente salientamos que a atividade probatória representa o momento central do processo, então o direito àprodução de prova tem um aspecto de particular importância no quadro do contraditório, estritamente ligado às indicações dos fatos, visando elas demonstrarem a reconstrução da verdade Segundo Cintra, Grinover e Dinamarco (2009, p. 376) meios de prova são técnicas destinadas à investigação de fatos relevantes para a causa, constituídas por uma série ordenada de atos, realizados em contraditório e com observância às formas prescritas em lei. Já Carnelutti (2002, apud TOMÉ, 2011, p. 99), denomina meio de prova a atividade dedutiva realizada pelo julgador ao entrar em contato com o fato que lhe é apresentado como prova. A prova é relato linguístico, que decorre de atos de fala, consequentemente caracteriza o processo de enunciação, que deve observar as normas disciplinadoras

30 23 da produção probatória (dentro do sistema). A prova só ingressa no ordenamento jurídico por meio de uma norma geral, cujo antecedente traz a marca da enunciação prescrevendo o consequente. Este instrumento é utilizado para transportar os fatos ao processo, construindo fatos jurídicos em sentido amplo, é o que denominamos meio de prova. Neste sentido é a classificação dos meios de provas, em virtude dos critérios adotados, também encontraremos várias classificações. A exemplo toma-se a classificação elaborada por Malatesta (2011, p. 78), que se baseia em três aspectos, conteúdo, sujeito que as emana, forma em que se apresentam. Outros seguem a classificação apresentada por Santo (1994, p. 136), que se refere aos meios de provas qualificando-as como, diretas e indiretas, reais e pessoais, escritas e orais, nominadas e inominadas, lícitas e ilícitas, pessoais, documentais e materiais. Segundo Tomé (2011, p.103) estas classificações apresentam deficiências, pois para a autora prova é enunciado linguístico que decorre, necessariamente, de produção humana. Assim, todas as provas são pessoais. Da mesma forma toda prova é documental, pois mesmo as afirmações realizadas oralmente só assumem a condição de prova quando devidamente reduzida a escrito. Além disso, a prova é sempre indireta, uma vez que jamais alcança o fato que se pretende provar. Percebe-se com isto que os acontecimentos do mundo da experiência são inacessíveis, por se esgotarem no tempo e no espaço. Para Tomé (2011, p. 107), a prova consistirá sempre em uma construção linguística, que toma por fundamento, marcas deixadas pela ocorrência fenomênica. A autora enfatiza que o que varia é o modo de produção probatória, podendo a enunciação de tais fatos darem-se de diferentes maneiras. A doutrina costuma definir provas diretas e provas indiretas, a primeira representa de forma imediata o evento observado e o relato linguístico, a segunda é utilizada para se referir à prova de acontecimentos diversos daquele que se pretende provar, mas cuja existência confirma ou infirma o fato probando. Tomé (2011, p. 106) entende que toda prova é indireta, pois existe uma indeclinável necessidade de raciocínio lógico para que, tomando-se como ponto de partida determinado fato, possa concluir-se acerca da ocorrência ou não de outro fato. Assim é a exigência de raciocínio que leva à conclusão de um fato diverso.

31 24 Quanto à classificação direta ou indireta, e tomando como ponto de partida a exigência de raciocínio que leva à conclusão acerca de fato diverso, podemos nos aproximar do conceito de que toda prova é indiciária, visto que jamais toca o objeto a que se refere, bem como o conhecimento do fato se dá por percepção do julgador. Sendo assim, temos que a prova é signo que se apresenta sempre como representação parcial de outro fato e que ingressa no ordenamento jurídico por meio do relato efetuado nos termos prescritos pelo direito, mas que deve sempre seguir a estrita via da comprovação. Para finalizar a classificação e entrarmos nas espécies de meios de provas, relacionamos a conclusão a que chegou Tomé (2011, p. 111) de que as coisas, entretanto, nada atestam. As manifestações exteriores não falam. É sempre o homem que discursa sobre elas. Conclui Tomé (2011, p. 111) sendo a prova o modo de exteriorização do fato, toda prova é documental, já que consistente em relato linguístico, aparecendo veiculado em um suporte físico, sendo suporte físico a exteriorização onde fica gravada uma parcela da linguagem, toda prova passa a ser documental. Desta forma tem-se que as provas são: (i) indiretas, (ii) pessoais e (iii) documentais. E apenas o modo como são produzidas é que apresenta uma diversidade de modalidades, autorizando-nos referir a espécies de meio de prova. O ordenamento brasileiro, na literalidade do art. 332 Código de Processo Civil, adota o sistema do tipo aberto, no qual admite todos os meios legais e os moralmente legítimos, ainda que não especificados no Código Processual, prevê a admissibilidade e ser estes meios hábeis para provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou a defesa. Percebe-se também que no art. 38, 2º, da Lei 9.784/99, que regula o Processo Administrativo no âmbito da Administração Pública Federal, que estabelece somente poderão ser recusadas, mediante decisão fundamentada, as provas propostas pelos interessados quando sejam ilícitas, impertinentes, desnecessárias ou protelatórias. Já o Decreto /72, que disciplina a Processo Administrativo Tributário no âmbito Federal, em seu art. 18, autoriza além da juntada de documentos, a realização de diligências e perícias, o que nos leva a admitir a forma ampla de produção probatória, abrangendo todos os meios de provas realizados licitamente em direito admitidas.

32 25 A jurisprudência brasileira é tranqüila nesse sentido, falando na imprescindibilidade de se conferir a ambas as partes todos os recursos para o oferecimento da matéria probatória. E, se tal não ocorrer, fala a jurisprudência, genericamente, em cerceamento de defesa ou de acusação. Sobre as nulidades do processo penal os autores Grinover, Fernandes e Gomes Filho (2006, p. 139), afirmam que, a presença do juiz é condição de validade das provas, segundo os autores, inválida é a prova produzida sem a presença do juiz. Ao discorrer sobre o assunto, também salientam que inválida é, ainda, a prova produzida sem a presença das partes. Segundo os mesmos, a garantia de produção probatória não significa apenas que a aparte possa defenderse contra as provas apresentadas contra si, mas que exige ainda, que seja colocada em condição de participar, assistindo às que foram colhidas de ofício pelo julgador, assim concluem que a participação dos sujeitos do processo na produção da prova há de ser sempre prévia. Corroborando com a importância probatória, Tomé (2011, p. 114), assevera, a liberdade probatória é decorrente do princípio da ampla defesa, prescrito constitucionalmente, sendo imperativa sua observância em todos os processos administrativos tributário, independentemente de referência expressa ou não. Neste sentido, no processo administrativo tributário também é adotado o princípio da liberdade probatória, não havendo limites para os meios de provas que devem ser produzidas no processo administrativo, sendo possível aplicar as classes de provas nos termos do art. 332 do Código de Processo Civil. Percebemos no texto do art. 212 do Código Civil de 2002, que este sistema civil buscou exemplificar os meios de provas possíveis, vejamos: Art. 212, CC, Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante, I confissão, II documento, III testemunha, IV presunção, V perícia. O art. 212 do Código Civil de 2002 contrapõe-se ao art. 332 do Código de Processo Civil, porém quando a lei impõe certa forma para determinado ato, este não pode provar-se senão quando obedecida a forma prefixada.

33 A CONFISSÃO O art. 348 do Código de Processo Civil, ao tratar da confissão, Há confissão, quando a parte admite a verdade de um fato, contrário ao seu interesse e favorável ao adversário. A confissão é judicial ou extrajudicial. Para tanto consiste na declaração voluntária em que o indivíduo admite como verdadeiro um fato que lhe é desfavorável. Para alguns autores como Dinamarco (2002, p. 622) os fatos confessados, são fatos incontroversos, assim podem ser dispensados da respectiva produção probatória. Contudo, segundo Tomé (2011, p. 116), esta assertiva não seria a mais apropriada, pois deixa de levar em consideração que a confissão ocorre por meio da linguagem e do discurso que tem como objetivo o convencimento do juiz, levando-o a admitir a constituição ou desconstituição de determinado fato. Portanto percebe-se que a confissão como todas as outras provas está relacionada na ampla liberdade probatória que tem a parte no processo, bem como deve ser valorada nos autos como meio de provas que são, e, classificada como mais um meio de prova, pois toda a confissão verbal será exteriorizada por um texto escrito. Sentido contrário apresenta o texto do art. 334, II do Código de Processo Civil, no qual admite não ser obrigatória a produção de prova, e, não dependerem de prova os fatos afirmados por uma parte e confessados pela parte contrária. Percebe-se que o próprio silêncio será vertido em linguagem competente e terá o reconhecimento de confissão, como é o caso do art. 319 do Código de Processo Civil, revelia por falta de contestação, reputando verdadeiros os fatos afirmados pelo autor, quando não contestados pelo réu. Pode-se observar que no mesmo diploma legal art. 352 do Código de Processo Civil e art. 214 do Código Civil, os quais elencam as possibilidades de revogação da confissão, posto que, segundo Tomé (2011. p. 119) devem ser feitas distinções entre retratabilidade com revogabilidade, sendo a confissão um ato de fala que é a confissão é passível de revogação, entendido este vocábulo nesse contexto, como, anulação em virtude de erro, dolo ou coação. Para a autora este meio de prova já foi considerada a rainha das provas, e que atualmente a confissão é vista como um meio de convencimento do julgador, que analisará juntamente com as demais provas constantes nos autos.

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