Submergir-se entre Escolas e Museus: perspetivas críticas

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1 Submergir-se entre Escolas e Museus: perspetivas críticas Marta Ornelas Universidade de Barcelona Teresa Eça i2ads Marta Ornelas é investigadora em Pedagogias Culturais, em doutoramento na Universidade de Barcelona. Foi professora de Artes Visuais no ensino secundário e no ensino superior. É licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Museologia. É membro da direcção da APECV e fundadora da Acesso Cultura. É membro da InSEA, da Rede Ibero-Americana de Educação Artística e do GEM (Group for Education in Museums, UK). Teresa Eça é professora de artes visuais no ensino secundário; Investigadora do Núcleo de Educação Artística do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (i2ads), Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto, desde 2011.Presidente da International Society for Education Through Art- InSEA ( ); Presidente da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual - APECV( ); diretora do Centro de Formação de Professores Almada Negreiros ( APECV) e artista plástica. Resumo: Este texto visa dar conta da participação da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) no projeto ITEMS ( ), no que respeita às atividades que dinamizou no âmbito do mesmo e às reflexões que se tornaram possíveis, sobre a relação entre escolas e museus em Portugal. Apesar de, num primeiro estudo, termos descoberto que as relações entre os profissionais da educação (professores) e os profissionais dos serviços educativos de museus (mediadores/educadores) não eram fáceis, encontrámos, também, sinais de boas práticas e, sobretudo, vontade de realizar projetos em conjunto. O projeto ITEMS, para a APECV, foi um ponto de partida para a tomada de consciência das grandes possibilidades pedagógicas que podem existir nos museus respeitando as diferentes funções e propósitos das instituições. Embora tenhamos tomado consciência de que existe desigualdade na relação dos museus com as escolas e de que a escola se encontra demasiado voltada para os programas escolares, relacionando-se pouco com o exterior, os estudos e discussões que o projeto ITEMS permitiu concluir que os serviços educativos dos museus e os professores têm muitos objetivos em comum e que podem criar sinergias que desafiam rotinas e preconceitos. Apresentamos caso de relevo, como o Projeto 10x10 da Fundação Calouste Gulbenkian, através do Programa Educação para a Cultura e Ciência, e o programa educativo do Museu das Comunicações, que superaram constrangimentos na relação que estabeleceram com as escolas e no comprometimento com as comunidades locais. Palavras-chave: submergir-se; museus; educação; arte; cultura; património; educação museal; educação cultural; educação para a cidadania; educação patrimonial. 1. PASSAGENS. DIÁLOGO ENTRE ESCOLAS E MUSEUS. O ESPAÇO "ENTRE" As razões pelas quais se frequentam os museus podem ser organizadas segundo categorias alargadas que integram aspetos lúdicos, educativos ou reverenciais (Graburn 1977; Falk e Dierking 1992). As pessoas visitam os museus e têm experiências facetadas e únicas que dependem de fatores como o contexto pessoal, o contexto social e o contexto ambiental ou físico próprio do lugar (Lee, 2010). Os alunos aprendem no museu, tal como nas escolas a partir de uma agenda explícita e de uma agenda menos explícita (Acaso, 2011a). Aprendem através das suas vivências nos museus, a partir de um currículo explícito que os curadores e serviços educativos transmitem baseados nas coleções ou exposições do museu e também a partir do seu currículo oculto que se transmite pela arquitetura, o modo como as peças estão colocadas, o modo como os diferentes serviços do museu estão distribuídos e o modo como os agentes educativos do museu os recebem. Muitos autores se têm debruçado sobre o papel da experiência museal nas vidas dos visitantes

2 (Chang, 2006; Csikszentmihalyi e Hermanson, 1999; Falk e Dierking, 1992; Hein, 1998; Hennes, 2002; Hooper-Greenhill, 1994). A nós interessa-nos sobretudo a experiência no museu dentro de contextos escolares e essas experiências são duplamente mediadas: pelo professor ou professores que organizam as visitas em funções de interesses escolares e pelo mediador/educador do museu que oferece uma orientação para a visita dentro das finalidades e programa educativo do museu. Este artigo surgiu como uma necessidade de reflexão após a conclusão do projeto ITEMS - Innovative Teaching for European Museum Strategies, financiado pelo programa Leonardo da Vinci, através da agência portuguesa PROALV, projeto no qual as autoras participaram como membros da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV). O projeto realizado entre 2010 e 2012 foi liderado por Irene Baldriga, da Associazione Nazionale Insegnanti di Storia dell'arte (ANISA, Itália) e teve como parceiro coordenador o Centro Europeo per l'organizzazione e il Management Culturale (ECCOM, Itália). Teve ainda os seguintes parceiros: a Moholy-Nagy University of Art and Design Budapest (Hungria), o Institut National d' Histoire de l'art (INHA, França), a Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV, Portugal) e a associação cultural letã TRIS KRASAS. O foco do projeto incidiu sobre o diálogo entre Escolas e Museus com recurso a tecnologias digitais. Para além de ter sido feita uma listagem de práticas de alguns serviços educativos de museus nos países participantes, foram também realizadas oficinas de formação, visitas a museus e escolas e seminários para professores. Em Portugal foi realizado durante o projeto um seminário no Museu Coleção Berardo, em Lisboa, e na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, e após a conclusão do projeto europeu um seminário no Museu de Serralves, no Porto. O projeto ITEMS, para a APECV, foi um ponto de partida para a tomada de consciência das grandes possibilidades pedagógicas que podem existir nos museus respeitando as diferentes funções e propósitos das instituições. Serviu para sentir que os serviços educativos dos museus e os professores têm muitos objetivos em comum e que podem criar sinergias que desafiam rotinas e preconceitos. Durante dois anos pesquisámos as relações entre algumas escolas e alguns museus em Portugal. Criámos grupos de debate e, sobretudo, criámos espaços relacionais nas brechas das instituições onde foi possível vislumbrar que a colaboração é possível e que se podem encontrar lugares de passagem entre muros. Os serviços educativos dos museus e/ou de instituições culturais e patrimoniais e as Escolas têm em comum finalidades educativas, os primeiros no âmbito não formal e os segundos no contexto da educação formal, mas ao mesmo tempo têm muros demasiado pesados que cercam muitas vezes as suas práticas e impedem um diálogo recíproco. Nesses muros existem, no entanto, algumas passagens, possibilidades inventivas de diálogo e de colaboração que dentro das respetivas instituições não costumam ocorrer por demasiados constrangimentos burocráticos e/ou rotineiros. Nesse sentido, o projeto ITEMS em Portugal criou essas passagens, tal como Maria Jesus Agra-Pardinãs da Universidade de Santiago de Compostela tão bem explicou no seminário realizado em outubro de 2012 no Porto, em Portugal: Hay que buscar buscar nuevos espacios de creación-educación que se ubican entre los museos y las escuelas, en los huecos o instersticios a los que las instituciones y los sistemas establecidos no llegan. (Agra-Pardinãs, 2012) 2. ESCOLAS E MUSEUS EM PORTUGAL: RELAÇÕES DIFÍCEIS O estudo permitiu compreender que o público escolar constitui a esmagadora maioria dos visitantes dos museus portugueses, por isso os museus propõem um conjunto de atividades especificamente direcionadas às escolas, normalmente delineadas num plano anual. Entre essas

3 atividades, encontramos: visitas guiadas, a maior parte com percursos e discursos adaptados aos vários níveis de ensino; visitas complementadas com textos pedagógicos e atividades práticas de caráter lúdico-pedagógico, como oficinas e ateliers de expressão plástica; atividades sobre dias comemorativos; concertos; jogos; leituras; representações dramáticas; e concursos de trabalhos escolares em áreas diversas. Este estudo permitiu compreender também que há museus que têm tido um papel pioneiro relativamente às atividades que se propõem realizar com as escolas. Apresentamos em seguida alguns exemplos. O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, tem dinamizado visitas lúdico-pedagógicas, aulas no museu e encontros públicos de conversação com artistas. A programação do Museu Coleção Berardo destaca-se pelo número de atividades disponíveis para o público escolar, variando entre os percursos expositivos temáticos, debates, jogos, oficinas e projetos de continuidade iniciados no museu e posteriormente desenvolvidos ao longo do ano letivo. Fig.1 - Visita escolar ao Museu Coleção Berardo (2013). A programação educativa da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, tem apresentado propostas muito válidas para o desenvolvimento de projetos com jovens em idade escolar, bem como um projeto recente que envolve artistas nas escolas, conforme teremos oportunidade de explicar mais adiante neste texto. O Museu de Serralves, no Porto, tem vindo a desenvolver, ao longo de vários anos, "Projetos com Escolas", projetos anuais que juntando professores, alunos e educadores de museus em trabalhos conjuntos resultam em produções artísticas que são expostas no museu no final de cada ano escolar. Um outro museu que merece destaque é o Museu das Comunicações, em Lisboa, cujos projetos educativos refletem a dinâmica gerada com as escolas, nomeadamente através de reuniões com professores, para que juntos contribuam para um projeto mais rico e envolvente, como teremos oportunidade também de explicar mais à frente neste texto. Os objetivos que os museus pretendem atingir com as atividades direcionadas às escolas, são, na generalidade, os seguintes: a divulgação das coleções, tendo em conta as necessidades e os interesses dos públicos; a promoção de uma atitude de formação cívica face ao património; a criação de relações de empatia entre o museu e o público escolar; a promoção do debate e da troca de reflexões, numa atitude de aproximação lúdica, pedagógica e experimental às coleções; a democratização da cultura em experiências que pretendem acolher os visitantes de forma integrada (sobretudo por parte dos museus municipais); a promoção do contacto direto com as artes, chegando a apoiar as escolas em relações de parceria. Fig.2 - Apresentação do Projeto Educativo do Museu das Comunicações (2013). As dificuldades relativas à conjugação dos procedimentos entre as escolas e os museus, devem-se sobretudo ao facto de os discursos e agendas destes e das escolas serem muito

4 diferentes. Muitas escolas voltam-se apenas para projetos internos, pouco abertos à relação com os museus, porque se deparam com processos burocráticos muitas vezes demovedores da realização de atividades externas, para além de não criarem meios ativos de circulação de informação. Como o transporte entre as escolas e os museus é dispendioso, as escolas tentam rentabilizar os recursos de que dispõem, pelo que muitas vezes levam aos museus um número de alunos excessivo e tempo demasiado limitado, o que resulta na quebra da motivação dos alunos para as visitas e num consequente decréscimo da qualidade das mesmas. Verificámos que este último fator aqui descrito é também um problema frequente noutros países que fizeram parte do projeto ITEMS, pelo que seria benéfico podermos pensar conjuntamente em ações concretas que pudessem aliviar este problema. Pensamos que, em Portugal, os museus deveriam optar por uma prática mais recorrente de chegar às escolas, pois encontram-se demasiado fechados sobre si mesmos. Muitos museus têm dificuldades de cariz financeiro e escassez de recursos humanos, o que os impede de realizarem projetos mais ambiciosos. Apesar das dificuldades, muitos professores continuam a promover o contacto de alunos com as coleções de museus, superando uma longa lista de constrangimentos, de forma voluntária e sem qualquer recompensa profissional. 3. DESIGUALDADE ENTRE ESCOLAS E MUSEUS Uma grande parte dos museus portugueses mantém com as escolas uma relação de desigualdade, apesar de existirem projetos pontuais bem sucedidos. 20% dos professores dizem que os museus não entendem o funcionamento das escolas, 14% considera que tem dificuldades em fazer contactos com os museus, 10% crê que os museus têm um discurso desadequado e defraudam expectativas e 4% chega a acreditar que os museus não estão interessados na aproximação com o público escolar (Ornelas, 2012). Uma relação justa entre duas partes - escola e museu - pressupõe que ambas estejam em igualdade, o que não acontece em Portugal: regra geral, à exceção de projetos pontuais, a escola vai ao museu, mas o museu não vai à escola. Por isso, a relação entre estas duas instituições é uma relação de poder desnivelada e, portanto, desigual, embora noutros países seja possível encontrar projetos nos quais as deslocações dos museus às escolas são comuns, como por exemplo em Espanha (Garaigorta, 2012; Hernández, 2013). Em Portugal, o museu mostra a sua casa, mas não parece ter interesse em conhecer a casa de quem o visita, porque também a escola crê que nada terá para lhe ensinar. Para os museus, o conhecimento de que os professores possam ser detentores é anulado porque não é reconhecido como verdade. O mito da verdade universal e absoluta é desmontado pelas práticas pósmodernistas, assumindo que não há nada que seja verdadeiro no sentido estrito da palavra porque os critérios com que decidimos o que é verdadeiro ou falso depende de nós (Ibañez, 2001). Os micro-relatos dos professores deviam ser tidos em conta nestes processos precisamente pela mesma razão pela qual são excluídos: a subjetividade que lhes é inerente. Será mais producente que o museu eduque a partir dos micro-relatos, as experiências pessoais, subjetivas, atravessando os formatos que se pretendem eruditos (Juanola, apud Padró, 2011). No entanto, o museu adota um tipo de discurso resolvido, direcionado, que exclui os restantes: Por mais neutral que seja um museu, um educador, um folheto, um website qualquer que seja, sempre se transmitirá algo. Até o famoso CUBO BRANCO que todos os museus têm incorporado como sistema de decoração aparentemente neutra, acabou convertendo-se num conceito de classe vinculado a uma classe alta cultural... (Acaso, 2011b) Noutro registo de relação desigual entre estas duas instituições, é comum assistirmos a conferências, seminários e ações de formação sobre a temática museus e educação onde profissionais de museus falam para uma assistência composta por profissionais de museus e,

5 muitas vezes sobretudo, para professores, enquanto o contrário não se verifica: o museu fala, a escola escuta. Raramente estes eventos deixam tempos para debates, marcando uma posição de que apenas uns podem aprender com os outros e nunca o contrário. Muitos dos professores de Artes Visuais são artistas, mas nunca são lembrados como tal pelo museu, sendo comum nos discursos dos educadores de museus durante as visitas recorrerem a expressões como "a intenção deste artista" e, mais adiante, "a vossa professora já vos deve ter explicado...", na ideia de que a professora é a que ensina e o artista é o que tem direito a estar no museu. Aliás, até mesmo a escola contribui para acabar com a artista que há em cada professora que o fora antes de ser professora, dando a entender que não se pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, como ilustra a frase que pode ler-se num relatório conjunto do Ministério da Educação e do Ministério da Cultura, quando ainda eram organismos separados: Em Portugal, nao ha notcia de ter havido (...) presenca de artistas no meio escolar, apesar de terem existido ou ainda subsistirem experiencias pontuais (...) a presenca do professor na escola e indispensa vel, a do artista, nao e. (Xavier, 2004) Desta forma, reserva-se o lugar de artista (maioritariamente uma figura masculina) para o que expõe no Museu, e o lugar de professora (maioritariamente uma figura feminina) para a que ensina na Escola. Por outro lado, nas visitas chamadas "de estudo" a museus, a escola arrasta consigo, muitas vezes, exigências demasiado centradas nos regimes de avaliação dos alunos. Os professores, quando levam as suas turmas a museus, não raramente lhes pedem que façam um trabalho de pesquisa ou que preencham uma ficha, em casa ou até mesmo no local da visita que "conta para nota". Estas estratégias estão muitas vezes desligadas da construção de conhecimento e muito mais se identificam com o controlo da disciplina comportamental e, neste sentido, os alunos tendem a considerar a visita como uma extensão da escola. O museu tem o poder de proporcionar um olhar sobre o mundo que rodeia os estudantes, mas nem sempre está vocacionado para mais do que explicar a história da arte ou o processo criativo do artista, sempre com muitas regras explicadas antes do início da visita: "não se pode tocar", "não se pode tirar fotografias", "não se pode falar alto", "não se pode transportar mochilas", "não se pode comer", "garrafas de água não podem entrar", "não se pode ouvir phones", Fig.3 - Visita escolar ao Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (2013). "não se pode aproximar demasiado das obras". Ainda antes de iniciarmos a visita, o Museu é já um lugar onde "não se pode", um lugar de proibições que espera de nós, visitantes, um comportamentotipo, a representação do visitante ideal (Padró, 2011). O controlo da disciplina vai sendo lembrado de vez em quando com "Chiu!", por parte dos professores aos seus alunos. Os textos das exposições são muitas vezes escritos em linguagem demasiado técnica, contendo inúmeras referências a movimentos artísticos da História da Arte e um vocabulário sofisticado, incompreensível para a maioria dos visitantes a quem resta a contemplação das obras, crendo no que está exposto e situando-se nos mesmos valores e conhecimento dos comissários,

6 sem lugar à subjetividade, como um poderoso veículo para definir a posição relativa que ocupam os indivíduos dentro da sua comunidade (Duncan, 1995). As visitas guiadas não são de todo dialógicas. Parece haver uma tentativa, por parte dos monitores/educadores de museus, de criar um diálogo com os alunos com lugar à subjetividade, mas o objetivo final é o de os fazer levar a respostas que já estão previamente determinadas, sendo que as subjetividades, os micro-relatos criados pelos alunos, acabam por não servir ao discurso final. Para que se altere esta realidade na relação entre a escola e o museu, o desafio seria, em primeiro lugar, o de torná-la mais igualitária. Partindo de uma posição igualitária poderíamos passar a um trabalho conjunto para desmontar a relação de poder que existe, tanto num como no outro contexto, entre os que ensinam e os que aprendem, criando espaços para que todos possam ter uma voz ativa de forma democrática, aceitando a subjetividade de todos os intervenientes, que passam a ser visíveis. Alguns dos professores inquiridos durante o estudo elaborado para o projeto ITEMS sugeriram que tanto a escola como o museu poderiam ter uma pessoa responsável por fazer a articulação entre as duas instituições e que isso facilitaria o processo (Ornelas, 2012), mas é importante que, tanto a escola como o museu, tenham como meta pedagógica o pensamento crítico e para isso é necessário que todas as ações que levem a cabo tenham repercussões na vida real dos participantes da ação educativa (Acaso, 2009). A escola, voltada para os currículos e para as exigências de cumprimento dos programas escolares, é, para muitos alunos um local de aborrecimento onde não existe prazer e poucas vezes consegue relacionar-se com o exterior de modo a implicar os estudantes no desenvolvimento de projetos que lhes interessem. É esta realidade que tem de mudar. Os projetos conjuntos entre escola e museu, partindo de uma posição igualitária, democrática e com lugar à subjetividade, podem ser a chave para que se consiga alterar o paradigma educativo nestas duas instituições. 4. CONSTRUIR PONTES No primeiro Seminário que foi realizado pela APECV em Portugal, de 20 a 22 de fevereiro de 2012, no Museu Coleção Berardo, em Lisboa, e na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, juntaram-se pessoas interessadas em iniciar diálogos entre Escolas e Museus, técnicos de serviços educativos de museus, de serviços educativos de centros culturais, de sítios do património público, assim como professores, na sua maioria professores de artes. Foi nosso interesse criar pontes, embora durante as discussões que se foram tendo ao largo dos dois dias se tivesse constatado que as pontes por si só não são suficientes, muitas vezes as pontes existem, mas não são exploradas. Quisemos também trazer testemunhos de outros países. Nesse evento, Georgia Kakourou Chroni, da Galeria de Arte Coumantaros, do Museu Nacional de Esparta, na Grécia, partilhou as metodologias utilizadas nesse museu em trabalhos de projeto com públicos escolares adolescentes. A experiência da Galeria de arte Coumantaros mostrou-nos como é possível criar programas educativos onde escolas, curadores e técnicos dos serviços educativos dos museus dialogam e constroem um programa comum de aprendizagem e de intervenção comunitária envolvendo atores da educação, do museu, dos media e da cidade, englobando atividades interdisciplinares onde diferentes artes jogam papeis questionadores para provocar a procura de conhecimento e ação nos públicos jovens. Já dentro do panorama português, Susana Gomes da Silva introduziu, também nesse evento, o excelente programa dos serviços educativos da Fundação Gulbenkian, com especial destaque para o projeto Heróis e Vilões, que visou o desenvolvimento da autoestima a partir do autorretrato com jovens em risco que apresentavam altos índices de desmotivação e insucesso escolar. Ainda nesse evento foi-nos dado a conhecer, por Leena Hannula, como os serviços educativos do Sinebrychoff Art Museum, em Helsínquia, na

7 Finlandia, desenvolvem estratégias específicas para públicos escolares em conjunto com os professores, dando oportunidade aos visitantes da escola de sentir o espaço do museu como espaço habitável, performático e transformável. Foi também interessante ouvir Estêvão Haeser descrever como na Bienal da Mercosul, em Porto Alegre, no Brasil, os projetos pedagógicos se focam na necessidade de desenvolver materiais didáticos sobre os artistas da bienal para os professores e escolas, da mesma cidade e país. Michele Zgiet descreveu a experiência da Casa M, uma casa comunitária criada para que a comunidade desenvolvesse autonomamente atividades artístico-culturais dentro do âmbito da mesma bienal. Cristina Gameiro, coordenadora do Serviço Educativo do Museu Berardo apresentou-nos uma proposta de visita disponível para as escolas que tem como título "A primeira vez num museu de arte contemporânea", tendo em conta que uma parte importante do público escolar que visita aquele museu nunca visitou um museu de arte contemporânea, numa perspetiva de dar resposta a questões como a aparente compreensão do público perante a arte antiga e a barreira que deve ser desmontada entre o público e a arte que é do nosso tempo. No seguimento do tema das tecnologias digitais, abordado pelo projeto ITEMS, os mediadores/educadores do Museu Coleção Berardo exemplificaram como se pode fazer uma visita ao museu com recurso a um equipamento digital para a realização de uma atividade prática, essencialmente dedicada a crianças e jovens: cada participante levou consigo um dispositivo tradicionalmente destinado a jogos digitais, uma consola Nintendo DS, com o qual foi possível tirar fotografias e transformá-las em produções artísticas através do software Art Academy, atividade que foi complementada com a realização de um trabalho artístico conjunto, utilizando meios analógicos. Assim, o objetivo desta atividade tem sido criar situações de aprendizagem lúdicopedagógicas, desenvolvendo maneiras diferentes de explorar as obras de arte. Fig.4 - Grupo escolar em atividade no Museu Coleção Berardo, utilizando consolas Nintendo (2015). Os debates na audiência deste seminário foram acesos e deram-nos pistas para questionarmos as práticas por nós conhecidas e trouxeram algumas guias de trabalho para o nosso estudo. A partir daí começámos a equacionar a relação entre escolas e museus segundo estas perguntas que nos serviram de base para a organização do segundo seminário sobre o tema, em Portugal: o planeamento das atividades de aprendizagem é feito separadamente ou envolve elementos das duas organizações? que tipo de estratégias interdisciplinares e de trabalho de equipa são mais eficazes? qual o papel e voz dos alunos e dos professores nas atividades levadas a cabo nos museus? qual o impacto das atividades experimentadas no museu na aprendizagem escolar? como é avaliado esse impacto? até que ponto as novas tecnologias modificam as praticas? Se é que modificam. 5. ATRAVESSAR PONTES O seminário Atravessar Pontes entre Escolas e Museus realizou-se na Fundação de

8 Serralves, de 12 a 14 de outubro de 2012, com um grupo de cerca de 120 participantes que eram sobretudo professores, profissionais de museus e de outras instituições sociais e culturais e/ou investigadores, de Portugal e do Brasil. A pergunta de partida para os debates foi: Como podem educadores, professores e profissionais dos serviços educativos dos museus criar espaços de aprendizagem através das artes abertos à comunidade?. As sessões de trabalho foram organizadas através dos seguintes eixos: práticas educativas promovidas por escolas em museus; práticas educativas promovidas por museus para as escolas; práticas educativas dinamizadas por escolas e museus na comunidade. Durante os três dias do evento, o Grupo C3 1 envolveu os participantes nas seguintes questões: Que papel tenho eu, hoje, no museu?, Que papel quero ter no museu? e finalmente Museu/Escola: o que te sugere esta relação?. As respostas dos participantes apontaram sobretudo para o museu como espaço de imaginação, de experimentação, de diálogo e de experiências. O seminário foi um espaço de discussão, de diálogo, de encontro e de descoberta entre professores e responsáveis pelos serviços educativos de museus, das experiências levadas a cabo em pequenos e grandes museus de Portugal e do Brasil. Das discussões durante o seminário foi claro que se tomou consciência do espaço entre a escola e o museu como um entre-lugar onde se pode aceder a uma experiência híbrida. Falou-se da necessidade de criar hábitos de descoberta, especialmente por crianças e adolescentes, para que cresçam utilizando estes equipamentos culturais, sentindo que esses lugares também lhes pertencem. Dos diferentes casos apresentados durante o seminário, chegámos à conclusão de que o museu pode e deve ser, também, um lugar de inserção social, indo ao encontro das necessidades da comunidade e nesse sentido muitos projetos com escolas podem ser feitos. Durante o seminário descobrimos que as pontes não servem para nada sem ninguém para atravessá-las. Tivemos plena consciência de que temos que trabalhar em equipas multidisciplinares. Não são apenas os recursos materiais que fazem os bons programas educativos, mas sim a imaginação das pessoas que lá trabalham com projetos, integrando matérias pluridisciplinares. Tal como foi demonstrado pela vasta trajetória dos serviços educativos da Fundação de Serralves, escola e museu funcionam num espaço de entre-ação onde os papéis de professor, artista e mediador cultural se conjugam e se esbatem. Tomámos consciência da importância de estratégias baseadas em trabalhos de projeto para as escolas no museu, respeitando as culturas locais e subculturas geracionais. Muitas questões na relação entre escolas e museus prendem-se com a falta de articulação, a falta de diálogo e a ausência de avaliação entre pares. Considerámos que era necessário ouvir o público, chamar o público a dizer o que pensa, o que deseja. A perspetiva do educador ou do mediador é essencial, mas também é essencial o que cada aluno, criança ou jovem tem para nos dizer, para nos ensinar, educando-nos também. Outras questões que se levantaram prenderam-se com o conhecimento da cultura e do património local através do ensino nas escolas e das aprendizagens nos museus. Várias vezes durante as comunicações ouvimos a expressão só preservamos o que amamos, só amamos o que compreendemos. Muitas perguntas incidiram sobre a impossibilidade de compreendermos o (nosso) património, a arte e a cultura sem os conhecermos. Muitas reflexões se fizeram à volta dos lugares onde se aprende a amar e a compreender, tanto no ensino formal como no não-formal. Perguntámos se estão as escolas e os museus a fornecer vivências de aprendizagem sobre a cultura 1 O grupo definia-se no cartaz de divulgação pela Internet como um corpo integrado por células ativas que pretendiam realizar ações para tornar a arte visível numa sociedade de pessoas em perigo de perder a sensibilidade e a capacidade de se emocionar. Afirmava-se como um compromisso social de teor subversivo buscando novas estratégias de criação e debate criando células ativas autónomas multigeográficas e interconectadas para lançar vírus artísticos.

9 onde o indivíduo se insere, e sobre outras culturas, ou apenas a entornar currículos impregnados de uma cultura globalizante. Nas conclusões do seminário delineou-se que o museu e as instituições culturais podem ser campos de relações abertas e diversificadas, com uma identidade muito própria e que em parceria com as escolas podem e devem desenvolver programas que provoquem nas crianças e nos jovens inquietações, questionamentos e desconfortos, numa procura diversificada de alternativas para a compreensão do mundo. 6. CASOS DE RELEVO Nesta secção descreveremos dois casos de organizações culturais e que, em Portugal nos parecem dignos de relevo na relação que estabelecem com as escolas e no comprometimento com as comunidades locais: O Projeto 10x10 da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência e o programa do Museu das Comunicações, ambos na cidade de Lisboa Fundação Portuguesa das Comunicações - espaço de diálogo na sociedade global O Museu das Comunicações tem vasta experiência no trabalho com escolas, artistas e comunidade local. Por exemplo na exposição comemorativa dos 10 anos da Fundação Portuguesa das Comunicações 'Por Entre as Linhas' as obras de 10 artistas contemporâneos portugueses, permitiram explorar a arte como meio de comunicação e aproximar a arte contemporânea portuguesa de públicos jovens. O projeto integrou a criação de narrativas plásticas e literárias na Escola, subjacentes à temática "Arte como meio de comunicação" seguidas de produção de trabalhos plásticos e literários que que culminou numa exposição partilhada com alguns artistas, familiares e amigos, bem como, com a generalidade dos seus visitantes. Parece-nos que este tipo de abordagem privilegia a relação contínua do museu com o público escolar, na medida em que instiga o diálogo, abrindo as fronteiras do espaço institucional 'sagrado' aos 'leigos ou profanos', permitindo que os alunos exponham trabalhos escolares plásticos e literários no museu, promovendo a valorização pessoal e social dos alunos e uma relação de partilha de saberes entre escola e museu. No Projeto "Interculturalidade", o Museu iniciou uma relação bastante pioneira com a Escola. No âmbito do Ano Europeu para o Diálogo Intercultural, em 2008, um docente propôs um projeto de cariz intercultural, com o objetivo de melhorar a aprendizagem da língua portuguesa junto dos alunos de onze países diferentes, incluindo Portugal. O trabalho contínuo versou o fenómeno da interculturalidade e da comunicação, a partir do espólio filatélico do Museu, que incluía artefactos das culturas de todos os países dos alunos envolvidos. A partir do espólio, os alunos partilharam os vários elementos caracterizadores da cultura do país de origem de cada um, tais como, fauna, flora, literatura, artes plásticas e desporto; discutiram questões como liberdade individual e o respeito do outro. Depois, através de um processo de construção de um selo, cada aluno deu o seu contributo. Na mesma linha de atuação, promovendo a educação para a cidadania, o Museu desenvolveu o projeto 'Conheces os teus Direitos?'. Estabeleceu parcerias com escolas e organizações locais, pegando no repto lançado pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Lisboa Ocidental, em 2010, com o objetivo de fortalecer a reflexão sobre os direitos das crianças. Com o projeto ' As raparigas nas TIC ' o Museu respondeu a uma iniciativa lançada pela UIT - União Internacional de Telecomunicações, com o objetivo de incentivar as jovens a escolher uma carreira profissional nas TIC. Resultou numa exposição de trabalhos escolares - plásticos e multimédia - sobre a importância das novas tecnologias na vida das raparigas. Foi, também, realizada uma conferência com a participação de jovens mulheres profissionais de TIC, como oradoras, e dirigidas ao público escolar com o objetivo de estimular o seu interesse pelas

10 disciplinas científicas, tecnológicas e multimédia. É interessante notar como o museu está atento também às convocatórias lançadas por organizações locais e ou humanitárias, construindo um espaço de reflexão sobre temas que de facto interessam à comunidade onde se insere, chamando as escolas para trazerem conhecimento e mais-valias para um debate alargado e construtor de saberes. Mas é com o projeto 'Da Escola ao Museu e do Museu ao Bairro' que o museu apresenta a sua mais-valia como organização comprometida com a identidade cultural do território onde se insere. O projeto realizado pela Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC)/Museu das Comunicações (MC) em 2009, em parceria com alguns elementos da Comissão Social de Freguesia de Santos-o-Velho, onde o Museu se situa, e escolas do bairro. O Museu enquanto membro da Comissão Social, desafiou a comunidade da Madragoa a integrar o projeto Do museu ao bairro da Madragoa. A iniciativa foi ao encontro da política de aproximação do museu com a comunidade onde está inserido, envolvendo também a participação das entidades vizinhas, cujos interesses convergem numa política de valorização da Madragoa enquanto foco de interesse cultural e turístico. Foram parceiros, para além da FPC/MC e da Junta de Freguesia, o Museu da Água da EPAL, o Museu da Marioneta, a CML/Unidade de Projeto da Madragoa, a escola profissional de multimedia ETIC, o Teatro A Barraca e as associações Centro de InterCulturaCidade e Etnia. Este conjunto de parcerias atesta a vontade do museu em ser uma ponte, ou um cruzamento de sinergias da região onde o museu se insere, para o desenvolvimento local. O resultado dos esforços conjuntos resultou na concretização de um conjunto de elementos, como: Recolha de testemunhos dos moradores da Madragoa sobre memórias pessoais subjacentes à temática do turismo (no bairro e fora do bairro); Programação de uma exposição temporária com base na recolha dos objetos pessoais dos moradores da Madragoa, que este patente de 17 de maio a 30 de julho de 2009; Criação de uma rota/percurso turístico no bairro da Madragoa, a iniciar no Museu das Comunicações, monitorizada por vários parceiros, rotativamente e participada pelos moradores; Realização de um filme documentário sobre as memórias das viagens na Madragoa, que figurou na exposição e,ainda hoje, é apresentado ao início de cada saída dos grupos de visitantes para o bairro. Este projeto de valorização do bairro enquanto pólo de atração cultural e turístico, mantém-se, com uma programação de visitas guiadas organizadas sazonalmente e asseguradas nos termos iniciais, em parceria e com participação ativa dos residentes. Existe um impacto real deste projeto no território e nos habitantes que se pode medir pela adesão do público à iniciativa. A explicação do sucesso da iniciativa reside numa aposta no valor do património como poderoso agente de transformação social promotor da identidade e pertença. O processo pedagógico utilizado direcionou-se para a exploração da memória a partir do património em sentido amplo: o território, a arquitetura secular religiosa e civil, aristocrática e popular, os azulejos, os seus habitantes no passado e os atuais, as profissões de ontem e de hoje, as festas, a gastronomia, as canções, entre as quais o fado. Por outro lado, a convergência dos moradores - de um bairro com fracas condições sócio-económicas - para a receção aos visitantes orientando o percurso das visitas à volta do património que lhes pertence, tem a função enriquecedora de os sensibilizar para a preservação do bairro enquanto elemento de identidade. Segundo os responsáveis pelo programa a participação dos membros da comunidade nestas dinâmicas gera um sentido de pertença e de partilha que poderá ajudar a ultrapassar certos estigmas de condicionamento social e económico. Para os dinamizadores foi um exercício que os desafiou a partilhar, a criar e a desenvolver

11 afetos construindo a sua identidade num mundo globalizado, solidificando o seu sentido de pertença a um determinado território e construindo relações afetivas que são a base de trabalho para futuros projetos de valorização patrimonial recíproca, da SEC e da comunidade local. No projeto, o Museu fomenta a educação patrimonial procurando reforçar o papel educativo da escola proporcionando aos professores e seus alunos atividades que promovem a exploração do património cultural. No processo pedagógico o museu apela para aspetos como a sensibilização para a pesquisa, preservação e comunicação que despertem no grupo escolar a partilha de conceitos, conhecimentos e a construção de um mapa patrimonial. Escolhemos este caso porque estamos em crer as suas atividades valorizam o Museu na comunidade através de parcerias, respondendo a iniciativas não só do museu, mas vindo também de âmbitos educacionais alargados, criando uma relação de continuidade entre as entidades envolvidas, proporcionando o espaço do museu como espaço de pertença dos habitantes do bairro onde eles se revêm e constroem o conhecimento da identidade plural dos seus habitantes Projeto 10X10, Fundação Calouste Gulbenkian 2 O projeto piloto Dez x Dez (dez professores para dez artistas), promovido pelo Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência, da Fundação Calouste Gulbenkian, fomenta a colaboração entre professores e artistas com experiência pedagógica envolvendo-os em processos de reflexão e experimentação que estimulem a inovação e a qualidade de ensino em contextos formais, apostando no potencial criativo do cruzamento das disciplinas curriculares com as práticas artísticas. Este projeto procurou encontrar resposta a algumas questões, que há muito preocupam os professores e os especialistas em educação, sobre a relação dos alunos com a Escola, nomeadamente: Como motivar e captar a atenção e o interesse dos alunos pelos temas e matérias escolares? Como explorar novas ferramentas de forma a tornar a informação tratada em sala de aula significativa e pertinente para o aluno, relacionando-a com o universo da sua experiência e da sua vida? Como estimular nos alunos as capacidades de reflexão critica e de criatividade, envolvendo-os na produção de conteúdos relevantes? Como fomentar estratégias participativas de construção de conhecimento assentes em práticas artísticas, fazendo dos alunos parceiros em sala de aula e na abordagem do currículo? Como desenvolver nos e com os alunos competências ao nível do pensamento crítico e da resolução de problemas? A sua realização envolveu professores, alunos e artistas que trabalharam a partir de conteúdos curriculares do ensino secundário, estimulando a interação de perspetivas, dos saberes e da criatividade de cada um na conceção e implementação de aulas em contexto de prática letiva, durante todo o primeiro período. Posteriormente estas deram origem a um conjunto de aulas públicas apresentadas nas escolas dos professores participantes e na Fundação Calouste Gulbenkian. 2http://www.descobrir.gulbenkian.pt/index.php?article=5467&visual=2&area=3

12 Fig.5 - Projeto 10x10, aulas públicas na Fundação Calouste Gulbenkian (2014). No processo de desenvolvimento do Projeto, poder-se-ão considerar três fases: uma primeira de Residência; uma segunda que decorreu em sala de aula com a dupla artista/professor e a última, de apresentação das aulas públicas. A fase de Residência correspondeu a uma semana intensiva de trabalho na Fundação Calouste Gulbenkian, em que dez professores, dez artistas e duas moderadoras exploraram novas abordagens e materiais, trocaram experiências e integraram conhecimentos a partir de três momentos distintos: Um primeiro, cuja dinamização das atividades esteve a cargo dos artistas, que durante sete sessões proporcionaram a todos os participantes experiências dinâmicas ligadas à sua área artística; Um segundo momento, de criação de uma apresentação individual de cada participante (professores e artistas), seguida de respostas criativas e construtivas por parte dos outros elementos do grupo; E um último, com a exposição, por parte dos professores, da sinopse do projeto pedagógico que cada um pretendia desenvolver com os seus alunos como ponto de partida para o trabalho a realizar posteriormente pela dupla. Na segunda fase, o projeto desenvolveu-se durante o 1º Período do ano letivo em curso, em cinco escolas do ensino oficial e numa de ensino privado, situadas respetivamente em Lisboa, Amadora, Portela de Sacavém, Vila Franca de Xira e Alenquer. O trabalho compreendeu ao todo cerca de 24 sessões cabendo à dupla professor/artista a gestão da respetiva calendarização, de acordo com as necessidades e disponibilidades de cada um. Houve sessões em que o artista apenas observava o trabalho do professor na sua prática letiva, outras em que era o artista que assumia a liderança e outras ainda em que ambos partilhavam a orientação dos trabalhos. Em cada sessão, a dupla dava continuidade ao trabalho anterior, adequando as estratégias aos conteúdos das disciplinas e avaliando os exercícios realizados numa perspetiva formativa, de aprendizagem. A dupla professor/artista refletia e avaliava o decurso das sessões regularmente. A terceira fase correspondeu à apresentação do trabalho desenvolvido por cada dupla com os alunos na Fundação Gulbenkian, nas respetivas Escolas e em conferências e encontros sobre

13 educação, como foi o caso no 25º Encontro Anual da APECV, 25NonSTOP, que teve lugar no Porto nos dias 18 e 19 de maio de Procurou-se dessa forma partihar os resultados do projeto a uma comunidade mais alargada de professores, educadores e outros agentes educativos Posso escrever sobre mim? O projeto subordinado ao tema Posso escrever sobre mim? foi desenvolvido pela professora de Português Maria Bárcia e pela atriz e encenadora Maria Gil, com alunos do 10º ano do Curso de Ciências e Tecnologia, na Escola Secundária Padre António Vieira. Teve como principal finalidade a criação do gosto pela escrita e pela leitura regulares. Selecionado o conteúdo do Programa de Português - Textos autobiográficos - a dupla concebeu, planificou e executou um conjunto de atividades que conduzissem os alunos a uma prática de escrita fluente e motivante, um fator determinante para a evolução e consolidação de competências de escrita e leitura por todos os alunos da turma. Dado que a turma mostrou, inicialmente, alguma resistência face às metodologias utilizadas e à forma como a matéria ia ser introduzida, a dupla teve a preocupação constante de explicar no início de cada aula a tarefa que iam desenvolver, tornando claro os seus objetivos e de fazer no final uma reflexão sobre o que tinha acontecido, constituindo assim um ritual de abertura e fecho. Sempre com o objetivo de levar os alunos a escrever, foram implementadas em sala de aula, pela dupla, um conjunto de estratégias, como: o exercício dos cheiros que conduz a memórias mais remotas ou mais presentes; que nomes escolheriam para se identificarem ; entrevistas ao alter-ego ; narrativas com fotografias reais ou imaginárias ; autorretrato descritivo, biografias usando o pronome na terceira pessoa e criação de um guião facilitador da leitura do mundo que constituem alguns dos exemplos resultantes do cruzamento das necessidades da prática letiva com as estratégias criativas e micropedagogias provenientes do campo artístico. Foi ainda estabelecida articulação com outras disciplinas, outras áreas do saber e outras pessoas do mundo artístico e científico, que deram contribuições importantes para que os alunos alargassem os seus conhecimentos, realizadas saídas a bibliotecas e espetáculos e partilhadas experiências com alunos de outra dupla e de outra escola, que também trabalhavam sobre as memórias. Este projeto conseguiu despoletar nos alunos o gosto pela escrita e pela leitura, constituindo uma forma de aprendizagem gratificante e significativa. E nas palavras dos alunos: trabalhámos muito, lidámos com pessoas que nos ensinaram muito e ficámos a escrever muito e melhor, no final percebemos que demos a matéria O Caderno como Oficina de Excelência Reconhecer a utilidade de registar num caderno os conteúdos teóricos e práticos das diferentes disciplinas curriculares, relacioná-los com experiências da vida real e esbater estas fronteiras entre conteúdos escolares, identidade-pessoal e conteúdos vivenciais, foi o objetivo do projeto O Caderno como Oficina de Excelência, realizado pelo professor de desenho Mário Linhares e por Ricardo Jacinto, músico e artista plástico, com alunos que frequentavam o 12 º ano do Curso de Artes, no Colégio de Santa Doroteia. Embora fossem alunas da área das artes, o lançamento do desafio de adoção de um único caderno para registo de todas as disciplinas e restantes áreas da vida das estudantes, pautado pela total liberdade de registo ao nível formal e de conteúdo, o que era da escola e o que pertencia ao seu eu e à relação deste com o meio onde estavam integradas, foi uma proposta potenciadora de grande mudança e inicialmente geradora de alguns conflitos interiores. O caderno gráfico, o caderno de autor, sob as suas múltiplas formas, serviu de plataforma para transformação da

14 prática de registo das alunas associado a um conjunto de exercícios criativos que potenciaram outros olhares e perceções do mundo circundante. Também o convite a diferentes profissionais para quem o diário gráfico é uma ferramenta indispensável e criativa de registo - um escritor, um urban sketcher, dois designers e um professor de desenho procurou promover e consolidar o uso dessa nova ferramenta-plataforma de registo pelas alunas. As alunas ao apropriarem-se de um conjunto de estratégias inovadoras e desafiadoras de criatividade, foram diluindo os seus receios iniciais, partilhando os seus registos, compreendendo que os conteúdos podiam interagir para constituir um saber multifacetado que originava aprendizagem. Nas suas palavras: Lentamente fui fazendo experiências, ouvindo e registando sons, misturando as disciplinas, estudando e aprendendo com ele e dei-lhe um bocado da minha alma!; Há páginas que não são páginas e momentos muito altos do projeto, como por exemplo o registo acerca de um dos heterónimos de Fernando Pessoa. ; Continuo a fazer páginas interessantes e percebi que ter um caderno como este me ajuda a progredir. ; Vou continuar a fazê-lo, mesmo quando tiver um emprego Querem vir Comer à Cantina? O projeto Querem vir comer à cantina?, teve como objetivo, levar os alunos à compreensão da natureza global da atividade económica e do desenvolvimento através de um estudo da indústria da moda. Este projeto foi desenvolvido na disciplina de Integração, onde foi selecionado o tema da Globalização, pela professora de economia Ilda Dinis e pelo artista António Pedro, músico e cineasta, com alunos que frequentavam o 12º ano do Curso Profissional de Técnicas de Gestão. A partir do contributo do artista, num primeiro momento, foi introduzida a realização de exercícios de aquecimento, que envolviam a voz e o corpo, iniciavam a aula e permitiam fomentar a coesão da turma e a predisposição para a aprendizagem e resposta a novos desafios. Também o espaço físico da sala era reorganizado em cada aula, contribuindo para quebrar a rotina, fortalecer a relação pedagógica e facilitar a comunicação. Num segundo momento, eram lançadas propostas de trabalho relacionadas com conteúdos a abordar, tendo sempre presente as vivências dos alunos e a importância de diversificar as estratégias para captar a sua atenção e interesse. São exemplo dessas estratégias: Made in - a partir de um objeto pessoal selecionado, os alunos realizaram uma pesquisa sobre as condições sociais e económicas dos trabalhadores e gestores da empresa de fabrico e das suas consequências, que depois materializaram em fotografias e em gravações áudio; montagem e edição de um trailer - após visionamento do filme China Blue, foram compilados os extratos mais significativos para cada um dos alunos, foi realizada uma reflexão conjunta sobre os mesmos e recriado o trailer; No Logo - cada aluno elaborou um vídeo sobre excertos do livro de Naomi Klein e simularam-se situações e personagens relevantes na implementação de uma Multinacional numa comunidade de um país do terceiro mundo. Todos estes materiais foram utilizados como um meio para explorar os conteúdos, alargando grandemente a implicação dos alunos nas matérias e esbatendo a fronteira entre os conteúdos e as suas vivências. Nas suas palavras: O projeto permitiu desenvolver as capacidades de observação, interação e expressão ; criei um maior sentido de responsabilidade ao confrontar-me com os problemas sociais que vi no filme e discuti Falar em Inglês Falar em Inglês foi um projeto orientado pela professora de Inglês Dora Santos e a atriz e encenadora Sofia Cabrita, que teve como objetivo desenvolver o vocabulário e a oralidade na comunicação da língua inglesa relacionada com o tema selecionado O Consumo. Os alunos envolvidos frequentavam, na Escola Seomara da Costa Primo, na Amadora, o 11º ano dos Cursos Profissionais de Técnicos de Gestão e de Comércio.

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