Submergir-se entre Escolas e Museus: perspetivas críticas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Submergir-se entre Escolas e Museus: perspetivas críticas"

Transcrição

1 Submergir-se entre Escolas e Museus: perspetivas críticas Marta Ornelas Universidade de Barcelona Teresa Eça i2ads Marta Ornelas é investigadora em Pedagogias Culturais, em doutoramento na Universidade de Barcelona. Foi professora de Artes Visuais no ensino secundário e no ensino superior. É licenciada em Design de Comunicação e Mestre em Museologia. É membro da direcção da APECV e fundadora da Acesso Cultura. É membro da InSEA, da Rede Ibero-Americana de Educação Artística e do GEM (Group for Education in Museums, UK). Teresa Eça é professora de artes visuais no ensino secundário; Investigadora do Núcleo de Educação Artística do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (i2ads), Faculdade de Belas Artes, Universidade do Porto, desde 2011.Presidente da International Society for Education Through Art- InSEA ( ); Presidente da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual - APECV( ); diretora do Centro de Formação de Professores Almada Negreiros ( APECV) e artista plástica. Resumo: Este texto visa dar conta da participação da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV) no projeto ITEMS ( ), no que respeita às atividades que dinamizou no âmbito do mesmo e às reflexões que se tornaram possíveis, sobre a relação entre escolas e museus em Portugal. Apesar de, num primeiro estudo, termos descoberto que as relações entre os profissionais da educação (professores) e os profissionais dos serviços educativos de museus (mediadores/educadores) não eram fáceis, encontrámos, também, sinais de boas práticas e, sobretudo, vontade de realizar projetos em conjunto. O projeto ITEMS, para a APECV, foi um ponto de partida para a tomada de consciência das grandes possibilidades pedagógicas que podem existir nos museus respeitando as diferentes funções e propósitos das instituições. Embora tenhamos tomado consciência de que existe desigualdade na relação dos museus com as escolas e de que a escola se encontra demasiado voltada para os programas escolares, relacionando-se pouco com o exterior, os estudos e discussões que o projeto ITEMS permitiu concluir que os serviços educativos dos museus e os professores têm muitos objetivos em comum e que podem criar sinergias que desafiam rotinas e preconceitos. Apresentamos caso de relevo, como o Projeto 10x10 da Fundação Calouste Gulbenkian, através do Programa Educação para a Cultura e Ciência, e o programa educativo do Museu das Comunicações, que superaram constrangimentos na relação que estabeleceram com as escolas e no comprometimento com as comunidades locais. Palavras-chave: submergir-se; museus; educação; arte; cultura; património; educação museal; educação cultural; educação para a cidadania; educação patrimonial. 1. PASSAGENS. DIÁLOGO ENTRE ESCOLAS E MUSEUS. O ESPAÇO "ENTRE" As razões pelas quais se frequentam os museus podem ser organizadas segundo categorias alargadas que integram aspetos lúdicos, educativos ou reverenciais (Graburn 1977; Falk e Dierking 1992). As pessoas visitam os museus e têm experiências facetadas e únicas que dependem de fatores como o contexto pessoal, o contexto social e o contexto ambiental ou físico próprio do lugar (Lee, 2010). Os alunos aprendem no museu, tal como nas escolas a partir de uma agenda explícita e de uma agenda menos explícita (Acaso, 2011a). Aprendem através das suas vivências nos museus, a partir de um currículo explícito que os curadores e serviços educativos transmitem baseados nas coleções ou exposições do museu e também a partir do seu currículo oculto que se transmite pela arquitetura, o modo como as peças estão colocadas, o modo como os diferentes serviços do museu estão distribuídos e o modo como os agentes educativos do museu os recebem. Muitos autores se têm debruçado sobre o papel da experiência museal nas vidas dos visitantes

2 (Chang, 2006; Csikszentmihalyi e Hermanson, 1999; Falk e Dierking, 1992; Hein, 1998; Hennes, 2002; Hooper-Greenhill, 1994). A nós interessa-nos sobretudo a experiência no museu dentro de contextos escolares e essas experiências são duplamente mediadas: pelo professor ou professores que organizam as visitas em funções de interesses escolares e pelo mediador/educador do museu que oferece uma orientação para a visita dentro das finalidades e programa educativo do museu. Este artigo surgiu como uma necessidade de reflexão após a conclusão do projeto ITEMS - Innovative Teaching for European Museum Strategies, financiado pelo programa Leonardo da Vinci, através da agência portuguesa PROALV, projeto no qual as autoras participaram como membros da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV). O projeto realizado entre 2010 e 2012 foi liderado por Irene Baldriga, da Associazione Nazionale Insegnanti di Storia dell'arte (ANISA, Itália) e teve como parceiro coordenador o Centro Europeo per l'organizzazione e il Management Culturale (ECCOM, Itália). Teve ainda os seguintes parceiros: a Moholy-Nagy University of Art and Design Budapest (Hungria), o Institut National d' Histoire de l'art (INHA, França), a Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual (APECV, Portugal) e a associação cultural letã TRIS KRASAS. O foco do projeto incidiu sobre o diálogo entre Escolas e Museus com recurso a tecnologias digitais. Para além de ter sido feita uma listagem de práticas de alguns serviços educativos de museus nos países participantes, foram também realizadas oficinas de formação, visitas a museus e escolas e seminários para professores. Em Portugal foi realizado durante o projeto um seminário no Museu Coleção Berardo, em Lisboa, e na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, e após a conclusão do projeto europeu um seminário no Museu de Serralves, no Porto. O projeto ITEMS, para a APECV, foi um ponto de partida para a tomada de consciência das grandes possibilidades pedagógicas que podem existir nos museus respeitando as diferentes funções e propósitos das instituições. Serviu para sentir que os serviços educativos dos museus e os professores têm muitos objetivos em comum e que podem criar sinergias que desafiam rotinas e preconceitos. Durante dois anos pesquisámos as relações entre algumas escolas e alguns museus em Portugal. Criámos grupos de debate e, sobretudo, criámos espaços relacionais nas brechas das instituições onde foi possível vislumbrar que a colaboração é possível e que se podem encontrar lugares de passagem entre muros. Os serviços educativos dos museus e/ou de instituições culturais e patrimoniais e as Escolas têm em comum finalidades educativas, os primeiros no âmbito não formal e os segundos no contexto da educação formal, mas ao mesmo tempo têm muros demasiado pesados que cercam muitas vezes as suas práticas e impedem um diálogo recíproco. Nesses muros existem, no entanto, algumas passagens, possibilidades inventivas de diálogo e de colaboração que dentro das respetivas instituições não costumam ocorrer por demasiados constrangimentos burocráticos e/ou rotineiros. Nesse sentido, o projeto ITEMS em Portugal criou essas passagens, tal como Maria Jesus Agra-Pardinãs da Universidade de Santiago de Compostela tão bem explicou no seminário realizado em outubro de 2012 no Porto, em Portugal: Hay que buscar buscar nuevos espacios de creación-educación que se ubican entre los museos y las escuelas, en los huecos o instersticios a los que las instituciones y los sistemas establecidos no llegan. (Agra-Pardinãs, 2012) 2. ESCOLAS E MUSEUS EM PORTUGAL: RELAÇÕES DIFÍCEIS O estudo permitiu compreender que o público escolar constitui a esmagadora maioria dos visitantes dos museus portugueses, por isso os museus propõem um conjunto de atividades especificamente direcionadas às escolas, normalmente delineadas num plano anual. Entre essas

3 atividades, encontramos: visitas guiadas, a maior parte com percursos e discursos adaptados aos vários níveis de ensino; visitas complementadas com textos pedagógicos e atividades práticas de caráter lúdico-pedagógico, como oficinas e ateliers de expressão plástica; atividades sobre dias comemorativos; concertos; jogos; leituras; representações dramáticas; e concursos de trabalhos escolares em áreas diversas. Este estudo permitiu compreender também que há museus que têm tido um papel pioneiro relativamente às atividades que se propõem realizar com as escolas. Apresentamos em seguida alguns exemplos. O Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança, tem dinamizado visitas lúdico-pedagógicas, aulas no museu e encontros públicos de conversação com artistas. A programação do Museu Coleção Berardo destaca-se pelo número de atividades disponíveis para o público escolar, variando entre os percursos expositivos temáticos, debates, jogos, oficinas e projetos de continuidade iniciados no museu e posteriormente desenvolvidos ao longo do ano letivo. Fig.1 - Visita escolar ao Museu Coleção Berardo (2013). A programação educativa da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, tem apresentado propostas muito válidas para o desenvolvimento de projetos com jovens em idade escolar, bem como um projeto recente que envolve artistas nas escolas, conforme teremos oportunidade de explicar mais adiante neste texto. O Museu de Serralves, no Porto, tem vindo a desenvolver, ao longo de vários anos, "Projetos com Escolas", projetos anuais que juntando professores, alunos e educadores de museus em trabalhos conjuntos resultam em produções artísticas que são expostas no museu no final de cada ano escolar. Um outro museu que merece destaque é o Museu das Comunicações, em Lisboa, cujos projetos educativos refletem a dinâmica gerada com as escolas, nomeadamente através de reuniões com professores, para que juntos contribuam para um projeto mais rico e envolvente, como teremos oportunidade também de explicar mais à frente neste texto. Os objetivos que os museus pretendem atingir com as atividades direcionadas às escolas, são, na generalidade, os seguintes: a divulgação das coleções, tendo em conta as necessidades e os interesses dos públicos; a promoção de uma atitude de formação cívica face ao património; a criação de relações de empatia entre o museu e o público escolar; a promoção do debate e da troca de reflexões, numa atitude de aproximação lúdica, pedagógica e experimental às coleções; a democratização da cultura em experiências que pretendem acolher os visitantes de forma integrada (sobretudo por parte dos museus municipais); a promoção do contacto direto com as artes, chegando a apoiar as escolas em relações de parceria. Fig.2 - Apresentação do Projeto Educativo do Museu das Comunicações (2013). As dificuldades relativas à conjugação dos procedimentos entre as escolas e os museus, devem-se sobretudo ao facto de os discursos e agendas destes e das escolas serem muito

4 diferentes. Muitas escolas voltam-se apenas para projetos internos, pouco abertos à relação com os museus, porque se deparam com processos burocráticos muitas vezes demovedores da realização de atividades externas, para além de não criarem meios ativos de circulação de informação. Como o transporte entre as escolas e os museus é dispendioso, as escolas tentam rentabilizar os recursos de que dispõem, pelo que muitas vezes levam aos museus um número de alunos excessivo e tempo demasiado limitado, o que resulta na quebra da motivação dos alunos para as visitas e num consequente decréscimo da qualidade das mesmas. Verificámos que este último fator aqui descrito é também um problema frequente noutros países que fizeram parte do projeto ITEMS, pelo que seria benéfico podermos pensar conjuntamente em ações concretas que pudessem aliviar este problema. Pensamos que, em Portugal, os museus deveriam optar por uma prática mais recorrente de chegar às escolas, pois encontram-se demasiado fechados sobre si mesmos. Muitos museus têm dificuldades de cariz financeiro e escassez de recursos humanos, o que os impede de realizarem projetos mais ambiciosos. Apesar das dificuldades, muitos professores continuam a promover o contacto de alunos com as coleções de museus, superando uma longa lista de constrangimentos, de forma voluntária e sem qualquer recompensa profissional. 3. DESIGUALDADE ENTRE ESCOLAS E MUSEUS Uma grande parte dos museus portugueses mantém com as escolas uma relação de desigualdade, apesar de existirem projetos pontuais bem sucedidos. 20% dos professores dizem que os museus não entendem o funcionamento das escolas, 14% considera que tem dificuldades em fazer contactos com os museus, 10% crê que os museus têm um discurso desadequado e defraudam expectativas e 4% chega a acreditar que os museus não estão interessados na aproximação com o público escolar (Ornelas, 2012). Uma relação justa entre duas partes - escola e museu - pressupõe que ambas estejam em igualdade, o que não acontece em Portugal: regra geral, à exceção de projetos pontuais, a escola vai ao museu, mas o museu não vai à escola. Por isso, a relação entre estas duas instituições é uma relação de poder desnivelada e, portanto, desigual, embora noutros países seja possível encontrar projetos nos quais as deslocações dos museus às escolas são comuns, como por exemplo em Espanha (Garaigorta, 2012; Hernández, 2013). Em Portugal, o museu mostra a sua casa, mas não parece ter interesse em conhecer a casa de quem o visita, porque também a escola crê que nada terá para lhe ensinar. Para os museus, o conhecimento de que os professores possam ser detentores é anulado porque não é reconhecido como verdade. O mito da verdade universal e absoluta é desmontado pelas práticas pósmodernistas, assumindo que não há nada que seja verdadeiro no sentido estrito da palavra porque os critérios com que decidimos o que é verdadeiro ou falso depende de nós (Ibañez, 2001). Os micro-relatos dos professores deviam ser tidos em conta nestes processos precisamente pela mesma razão pela qual são excluídos: a subjetividade que lhes é inerente. Será mais producente que o museu eduque a partir dos micro-relatos, as experiências pessoais, subjetivas, atravessando os formatos que se pretendem eruditos (Juanola, apud Padró, 2011). No entanto, o museu adota um tipo de discurso resolvido, direcionado, que exclui os restantes: Por mais neutral que seja um museu, um educador, um folheto, um website qualquer que seja, sempre se transmitirá algo. Até o famoso CUBO BRANCO que todos os museus têm incorporado como sistema de decoração aparentemente neutra, acabou convertendo-se num conceito de classe vinculado a uma classe alta cultural... (Acaso, 2011b) Noutro registo de relação desigual entre estas duas instituições, é comum assistirmos a conferências, seminários e ações de formação sobre a temática museus e educação onde profissionais de museus falam para uma assistência composta por profissionais de museus e,

5 muitas vezes sobretudo, para professores, enquanto o contrário não se verifica: o museu fala, a escola escuta. Raramente estes eventos deixam tempos para debates, marcando uma posição de que apenas uns podem aprender com os outros e nunca o contrário. Muitos dos professores de Artes Visuais são artistas, mas nunca são lembrados como tal pelo museu, sendo comum nos discursos dos educadores de museus durante as visitas recorrerem a expressões como "a intenção deste artista" e, mais adiante, "a vossa professora já vos deve ter explicado...", na ideia de que a professora é a que ensina e o artista é o que tem direito a estar no museu. Aliás, até mesmo a escola contribui para acabar com a artista que há em cada professora que o fora antes de ser professora, dando a entender que não se pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, como ilustra a frase que pode ler-se num relatório conjunto do Ministério da Educação e do Ministério da Cultura, quando ainda eram organismos separados: Em Portugal, nao ha notcia de ter havido (...) presenca de artistas no meio escolar, apesar de terem existido ou ainda subsistirem experiencias pontuais (...) a presenca do professor na escola e indispensa vel, a do artista, nao e. (Xavier, 2004) Desta forma, reserva-se o lugar de artista (maioritariamente uma figura masculina) para o que expõe no Museu, e o lugar de professora (maioritariamente uma figura feminina) para a que ensina na Escola. Por outro lado, nas visitas chamadas "de estudo" a museus, a escola arrasta consigo, muitas vezes, exigências demasiado centradas nos regimes de avaliação dos alunos. Os professores, quando levam as suas turmas a museus, não raramente lhes pedem que façam um trabalho de pesquisa ou que preencham uma ficha, em casa ou até mesmo no local da visita que "conta para nota". Estas estratégias estão muitas vezes desligadas da construção de conhecimento e muito mais se identificam com o controlo da disciplina comportamental e, neste sentido, os alunos tendem a considerar a visita como uma extensão da escola. O museu tem o poder de proporcionar um olhar sobre o mundo que rodeia os estudantes, mas nem sempre está vocacionado para mais do que explicar a história da arte ou o processo criativo do artista, sempre com muitas regras explicadas antes do início da visita: "não se pode tocar", "não se pode tirar fotografias", "não se pode falar alto", "não se pode transportar mochilas", "não se pode comer", "garrafas de água não podem entrar", "não se pode ouvir phones", Fig.3 - Visita escolar ao Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado (2013). "não se pode aproximar demasiado das obras". Ainda antes de iniciarmos a visita, o Museu é já um lugar onde "não se pode", um lugar de proibições que espera de nós, visitantes, um comportamentotipo, a representação do visitante ideal (Padró, 2011). O controlo da disciplina vai sendo lembrado de vez em quando com "Chiu!", por parte dos professores aos seus alunos. Os textos das exposições são muitas vezes escritos em linguagem demasiado técnica, contendo inúmeras referências a movimentos artísticos da História da Arte e um vocabulário sofisticado, incompreensível para a maioria dos visitantes a quem resta a contemplação das obras, crendo no que está exposto e situando-se nos mesmos valores e conhecimento dos comissários,

6 sem lugar à subjetividade, como um poderoso veículo para definir a posição relativa que ocupam os indivíduos dentro da sua comunidade (Duncan, 1995). As visitas guiadas não são de todo dialógicas. Parece haver uma tentativa, por parte dos monitores/educadores de museus, de criar um diálogo com os alunos com lugar à subjetividade, mas o objetivo final é o de os fazer levar a respostas que já estão previamente determinadas, sendo que as subjetividades, os micro-relatos criados pelos alunos, acabam por não servir ao discurso final. Para que se altere esta realidade na relação entre a escola e o museu, o desafio seria, em primeiro lugar, o de torná-la mais igualitária. Partindo de uma posição igualitária poderíamos passar a um trabalho conjunto para desmontar a relação de poder que existe, tanto num como no outro contexto, entre os que ensinam e os que aprendem, criando espaços para que todos possam ter uma voz ativa de forma democrática, aceitando a subjetividade de todos os intervenientes, que passam a ser visíveis. Alguns dos professores inquiridos durante o estudo elaborado para o projeto ITEMS sugeriram que tanto a escola como o museu poderiam ter uma pessoa responsável por fazer a articulação entre as duas instituições e que isso facilitaria o processo (Ornelas, 2012), mas é importante que, tanto a escola como o museu, tenham como meta pedagógica o pensamento crítico e para isso é necessário que todas as ações que levem a cabo tenham repercussões na vida real dos participantes da ação educativa (Acaso, 2009). A escola, voltada para os currículos e para as exigências de cumprimento dos programas escolares, é, para muitos alunos um local de aborrecimento onde não existe prazer e poucas vezes consegue relacionar-se com o exterior de modo a implicar os estudantes no desenvolvimento de projetos que lhes interessem. É esta realidade que tem de mudar. Os projetos conjuntos entre escola e museu, partindo de uma posição igualitária, democrática e com lugar à subjetividade, podem ser a chave para que se consiga alterar o paradigma educativo nestas duas instituições. 4. CONSTRUIR PONTES No primeiro Seminário que foi realizado pela APECV em Portugal, de 20 a 22 de fevereiro de 2012, no Museu Coleção Berardo, em Lisboa, e na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, juntaram-se pessoas interessadas em iniciar diálogos entre Escolas e Museus, técnicos de serviços educativos de museus, de serviços educativos de centros culturais, de sítios do património público, assim como professores, na sua maioria professores de artes. Foi nosso interesse criar pontes, embora durante as discussões que se foram tendo ao largo dos dois dias se tivesse constatado que as pontes por si só não são suficientes, muitas vezes as pontes existem, mas não são exploradas. Quisemos também trazer testemunhos de outros países. Nesse evento, Georgia Kakourou Chroni, da Galeria de Arte Coumantaros, do Museu Nacional de Esparta, na Grécia, partilhou as metodologias utilizadas nesse museu em trabalhos de projeto com públicos escolares adolescentes. A experiência da Galeria de arte Coumantaros mostrou-nos como é possível criar programas educativos onde escolas, curadores e técnicos dos serviços educativos dos museus dialogam e constroem um programa comum de aprendizagem e de intervenção comunitária envolvendo atores da educação, do museu, dos media e da cidade, englobando atividades interdisciplinares onde diferentes artes jogam papeis questionadores para provocar a procura de conhecimento e ação nos públicos jovens. Já dentro do panorama português, Susana Gomes da Silva introduziu, também nesse evento, o excelente programa dos serviços educativos da Fundação Gulbenkian, com especial destaque para o projeto Heróis e Vilões, que visou o desenvolvimento da autoestima a partir do autorretrato com jovens em risco que apresentavam altos índices de desmotivação e insucesso escolar. Ainda nesse evento foi-nos dado a conhecer, por Leena Hannula, como os serviços educativos do Sinebrychoff Art Museum, em Helsínquia, na

7 Finlandia, desenvolvem estratégias específicas para públicos escolares em conjunto com os professores, dando oportunidade aos visitantes da escola de sentir o espaço do museu como espaço habitável, performático e transformável. Foi também interessante ouvir Estêvão Haeser descrever como na Bienal da Mercosul, em Porto Alegre, no Brasil, os projetos pedagógicos se focam na necessidade de desenvolver materiais didáticos sobre os artistas da bienal para os professores e escolas, da mesma cidade e país. Michele Zgiet descreveu a experiência da Casa M, uma casa comunitária criada para que a comunidade desenvolvesse autonomamente atividades artístico-culturais dentro do âmbito da mesma bienal. Cristina Gameiro, coordenadora do Serviço Educativo do Museu Berardo apresentou-nos uma proposta de visita disponível para as escolas que tem como título "A primeira vez num museu de arte contemporânea", tendo em conta que uma parte importante do público escolar que visita aquele museu nunca visitou um museu de arte contemporânea, numa perspetiva de dar resposta a questões como a aparente compreensão do público perante a arte antiga e a barreira que deve ser desmontada entre o público e a arte que é do nosso tempo. No seguimento do tema das tecnologias digitais, abordado pelo projeto ITEMS, os mediadores/educadores do Museu Coleção Berardo exemplificaram como se pode fazer uma visita ao museu com recurso a um equipamento digital para a realização de uma atividade prática, essencialmente dedicada a crianças e jovens: cada participante levou consigo um dispositivo tradicionalmente destinado a jogos digitais, uma consola Nintendo DS, com o qual foi possível tirar fotografias e transformá-las em produções artísticas através do software Art Academy, atividade que foi complementada com a realização de um trabalho artístico conjunto, utilizando meios analógicos. Assim, o objetivo desta atividade tem sido criar situações de aprendizagem lúdicopedagógicas, desenvolvendo maneiras diferentes de explorar as obras de arte. Fig.4 - Grupo escolar em atividade no Museu Coleção Berardo, utilizando consolas Nintendo (2015). Os debates na audiência deste seminário foram acesos e deram-nos pistas para questionarmos as práticas por nós conhecidas e trouxeram algumas guias de trabalho para o nosso estudo. A partir daí começámos a equacionar a relação entre escolas e museus segundo estas perguntas que nos serviram de base para a organização do segundo seminário sobre o tema, em Portugal: o planeamento das atividades de aprendizagem é feito separadamente ou envolve elementos das duas organizações? que tipo de estratégias interdisciplinares e de trabalho de equipa são mais eficazes? qual o papel e voz dos alunos e dos professores nas atividades levadas a cabo nos museus? qual o impacto das atividades experimentadas no museu na aprendizagem escolar? como é avaliado esse impacto? até que ponto as novas tecnologias modificam as praticas? Se é que modificam. 5. ATRAVESSAR PONTES O seminário Atravessar Pontes entre Escolas e Museus realizou-se na Fundação de

8 Serralves, de 12 a 14 de outubro de 2012, com um grupo de cerca de 120 participantes que eram sobretudo professores, profissionais de museus e de outras instituições sociais e culturais e/ou investigadores, de Portugal e do Brasil. A pergunta de partida para os debates foi: Como podem educadores, professores e profissionais dos serviços educativos dos museus criar espaços de aprendizagem através das artes abertos à comunidade?. As sessões de trabalho foram organizadas através dos seguintes eixos: práticas educativas promovidas por escolas em museus; práticas educativas promovidas por museus para as escolas; práticas educativas dinamizadas por escolas e museus na comunidade. Durante os três dias do evento, o Grupo C3 1 envolveu os participantes nas seguintes questões: Que papel tenho eu, hoje, no museu?, Que papel quero ter no museu? e finalmente Museu/Escola: o que te sugere esta relação?. As respostas dos participantes apontaram sobretudo para o museu como espaço de imaginação, de experimentação, de diálogo e de experiências. O seminário foi um espaço de discussão, de diálogo, de encontro e de descoberta entre professores e responsáveis pelos serviços educativos de museus, das experiências levadas a cabo em pequenos e grandes museus de Portugal e do Brasil. Das discussões durante o seminário foi claro que se tomou consciência do espaço entre a escola e o museu como um entre-lugar onde se pode aceder a uma experiência híbrida. Falou-se da necessidade de criar hábitos de descoberta, especialmente por crianças e adolescentes, para que cresçam utilizando estes equipamentos culturais, sentindo que esses lugares também lhes pertencem. Dos diferentes casos apresentados durante o seminário, chegámos à conclusão de que o museu pode e deve ser, também, um lugar de inserção social, indo ao encontro das necessidades da comunidade e nesse sentido muitos projetos com escolas podem ser feitos. Durante o seminário descobrimos que as pontes não servem para nada sem ninguém para atravessá-las. Tivemos plena consciência de que temos que trabalhar em equipas multidisciplinares. Não são apenas os recursos materiais que fazem os bons programas educativos, mas sim a imaginação das pessoas que lá trabalham com projetos, integrando matérias pluridisciplinares. Tal como foi demonstrado pela vasta trajetória dos serviços educativos da Fundação de Serralves, escola e museu funcionam num espaço de entre-ação onde os papéis de professor, artista e mediador cultural se conjugam e se esbatem. Tomámos consciência da importância de estratégias baseadas em trabalhos de projeto para as escolas no museu, respeitando as culturas locais e subculturas geracionais. Muitas questões na relação entre escolas e museus prendem-se com a falta de articulação, a falta de diálogo e a ausência de avaliação entre pares. Considerámos que era necessário ouvir o público, chamar o público a dizer o que pensa, o que deseja. A perspetiva do educador ou do mediador é essencial, mas também é essencial o que cada aluno, criança ou jovem tem para nos dizer, para nos ensinar, educando-nos também. Outras questões que se levantaram prenderam-se com o conhecimento da cultura e do património local através do ensino nas escolas e das aprendizagens nos museus. Várias vezes durante as comunicações ouvimos a expressão só preservamos o que amamos, só amamos o que compreendemos. Muitas perguntas incidiram sobre a impossibilidade de compreendermos o (nosso) património, a arte e a cultura sem os conhecermos. Muitas reflexões se fizeram à volta dos lugares onde se aprende a amar e a compreender, tanto no ensino formal como no não-formal. Perguntámos se estão as escolas e os museus a fornecer vivências de aprendizagem sobre a cultura 1 O grupo definia-se no cartaz de divulgação pela Internet como um corpo integrado por células ativas que pretendiam realizar ações para tornar a arte visível numa sociedade de pessoas em perigo de perder a sensibilidade e a capacidade de se emocionar. Afirmava-se como um compromisso social de teor subversivo buscando novas estratégias de criação e debate criando células ativas autónomas multigeográficas e interconectadas para lançar vírus artísticos.

9 onde o indivíduo se insere, e sobre outras culturas, ou apenas a entornar currículos impregnados de uma cultura globalizante. Nas conclusões do seminário delineou-se que o museu e as instituições culturais podem ser campos de relações abertas e diversificadas, com uma identidade muito própria e que em parceria com as escolas podem e devem desenvolver programas que provoquem nas crianças e nos jovens inquietações, questionamentos e desconfortos, numa procura diversificada de alternativas para a compreensão do mundo. 6. CASOS DE RELEVO Nesta secção descreveremos dois casos de organizações culturais e que, em Portugal nos parecem dignos de relevo na relação que estabelecem com as escolas e no comprometimento com as comunidades locais: O Projeto 10x10 da Fundação Calouste Gulbenkian, pelo Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência e o programa do Museu das Comunicações, ambos na cidade de Lisboa Fundação Portuguesa das Comunicações - espaço de diálogo na sociedade global O Museu das Comunicações tem vasta experiência no trabalho com escolas, artistas e comunidade local. Por exemplo na exposição comemorativa dos 10 anos da Fundação Portuguesa das Comunicações 'Por Entre as Linhas' as obras de 10 artistas contemporâneos portugueses, permitiram explorar a arte como meio de comunicação e aproximar a arte contemporânea portuguesa de públicos jovens. O projeto integrou a criação de narrativas plásticas e literárias na Escola, subjacentes à temática "Arte como meio de comunicação" seguidas de produção de trabalhos plásticos e literários que que culminou numa exposição partilhada com alguns artistas, familiares e amigos, bem como, com a generalidade dos seus visitantes. Parece-nos que este tipo de abordagem privilegia a relação contínua do museu com o público escolar, na medida em que instiga o diálogo, abrindo as fronteiras do espaço institucional 'sagrado' aos 'leigos ou profanos', permitindo que os alunos exponham trabalhos escolares plásticos e literários no museu, promovendo a valorização pessoal e social dos alunos e uma relação de partilha de saberes entre escola e museu. No Projeto "Interculturalidade", o Museu iniciou uma relação bastante pioneira com a Escola. No âmbito do Ano Europeu para o Diálogo Intercultural, em 2008, um docente propôs um projeto de cariz intercultural, com o objetivo de melhorar a aprendizagem da língua portuguesa junto dos alunos de onze países diferentes, incluindo Portugal. O trabalho contínuo versou o fenómeno da interculturalidade e da comunicação, a partir do espólio filatélico do Museu, que incluía artefactos das culturas de todos os países dos alunos envolvidos. A partir do espólio, os alunos partilharam os vários elementos caracterizadores da cultura do país de origem de cada um, tais como, fauna, flora, literatura, artes plásticas e desporto; discutiram questões como liberdade individual e o respeito do outro. Depois, através de um processo de construção de um selo, cada aluno deu o seu contributo. Na mesma linha de atuação, promovendo a educação para a cidadania, o Museu desenvolveu o projeto 'Conheces os teus Direitos?'. Estabeleceu parcerias com escolas e organizações locais, pegando no repto lançado pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Lisboa Ocidental, em 2010, com o objetivo de fortalecer a reflexão sobre os direitos das crianças. Com o projeto ' As raparigas nas TIC ' o Museu respondeu a uma iniciativa lançada pela UIT - União Internacional de Telecomunicações, com o objetivo de incentivar as jovens a escolher uma carreira profissional nas TIC. Resultou numa exposição de trabalhos escolares - plásticos e multimédia - sobre a importância das novas tecnologias na vida das raparigas. Foi, também, realizada uma conferência com a participação de jovens mulheres profissionais de TIC, como oradoras, e dirigidas ao público escolar com o objetivo de estimular o seu interesse pelas

10 disciplinas científicas, tecnológicas e multimédia. É interessante notar como o museu está atento também às convocatórias lançadas por organizações locais e ou humanitárias, construindo um espaço de reflexão sobre temas que de facto interessam à comunidade onde se insere, chamando as escolas para trazerem conhecimento e mais-valias para um debate alargado e construtor de saberes. Mas é com o projeto 'Da Escola ao Museu e do Museu ao Bairro' que o museu apresenta a sua mais-valia como organização comprometida com a identidade cultural do território onde se insere. O projeto realizado pela Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC)/Museu das Comunicações (MC) em 2009, em parceria com alguns elementos da Comissão Social de Freguesia de Santos-o-Velho, onde o Museu se situa, e escolas do bairro. O Museu enquanto membro da Comissão Social, desafiou a comunidade da Madragoa a integrar o projeto Do museu ao bairro da Madragoa. A iniciativa foi ao encontro da política de aproximação do museu com a comunidade onde está inserido, envolvendo também a participação das entidades vizinhas, cujos interesses convergem numa política de valorização da Madragoa enquanto foco de interesse cultural e turístico. Foram parceiros, para além da FPC/MC e da Junta de Freguesia, o Museu da Água da EPAL, o Museu da Marioneta, a CML/Unidade de Projeto da Madragoa, a escola profissional de multimedia ETIC, o Teatro A Barraca e as associações Centro de InterCulturaCidade e Etnia. Este conjunto de parcerias atesta a vontade do museu em ser uma ponte, ou um cruzamento de sinergias da região onde o museu se insere, para o desenvolvimento local. O resultado dos esforços conjuntos resultou na concretização de um conjunto de elementos, como: Recolha de testemunhos dos moradores da Madragoa sobre memórias pessoais subjacentes à temática do turismo (no bairro e fora do bairro); Programação de uma exposição temporária com base na recolha dos objetos pessoais dos moradores da Madragoa, que este patente de 17 de maio a 30 de julho de 2009; Criação de uma rota/percurso turístico no bairro da Madragoa, a iniciar no Museu das Comunicações, monitorizada por vários parceiros, rotativamente e participada pelos moradores; Realização de um filme documentário sobre as memórias das viagens na Madragoa, que figurou na exposição e,ainda hoje, é apresentado ao início de cada saída dos grupos de visitantes para o bairro. Este projeto de valorização do bairro enquanto pólo de atração cultural e turístico, mantém-se, com uma programação de visitas guiadas organizadas sazonalmente e asseguradas nos termos iniciais, em parceria e com participação ativa dos residentes. Existe um impacto real deste projeto no território e nos habitantes que se pode medir pela adesão do público à iniciativa. A explicação do sucesso da iniciativa reside numa aposta no valor do património como poderoso agente de transformação social promotor da identidade e pertença. O processo pedagógico utilizado direcionou-se para a exploração da memória a partir do património em sentido amplo: o território, a arquitetura secular religiosa e civil, aristocrática e popular, os azulejos, os seus habitantes no passado e os atuais, as profissões de ontem e de hoje, as festas, a gastronomia, as canções, entre as quais o fado. Por outro lado, a convergência dos moradores - de um bairro com fracas condições sócio-económicas - para a receção aos visitantes orientando o percurso das visitas à volta do património que lhes pertence, tem a função enriquecedora de os sensibilizar para a preservação do bairro enquanto elemento de identidade. Segundo os responsáveis pelo programa a participação dos membros da comunidade nestas dinâmicas gera um sentido de pertença e de partilha que poderá ajudar a ultrapassar certos estigmas de condicionamento social e económico. Para os dinamizadores foi um exercício que os desafiou a partilhar, a criar e a desenvolver

11 afetos construindo a sua identidade num mundo globalizado, solidificando o seu sentido de pertença a um determinado território e construindo relações afetivas que são a base de trabalho para futuros projetos de valorização patrimonial recíproca, da SEC e da comunidade local. No projeto, o Museu fomenta a educação patrimonial procurando reforçar o papel educativo da escola proporcionando aos professores e seus alunos atividades que promovem a exploração do património cultural. No processo pedagógico o museu apela para aspetos como a sensibilização para a pesquisa, preservação e comunicação que despertem no grupo escolar a partilha de conceitos, conhecimentos e a construção de um mapa patrimonial. Escolhemos este caso porque estamos em crer as suas atividades valorizam o Museu na comunidade através de parcerias, respondendo a iniciativas não só do museu, mas vindo também de âmbitos educacionais alargados, criando uma relação de continuidade entre as entidades envolvidas, proporcionando o espaço do museu como espaço de pertença dos habitantes do bairro onde eles se revêm e constroem o conhecimento da identidade plural dos seus habitantes Projeto 10X10, Fundação Calouste Gulbenkian 2 O projeto piloto Dez x Dez (dez professores para dez artistas), promovido pelo Programa Gulbenkian Educação para a Cultura e Ciência, da Fundação Calouste Gulbenkian, fomenta a colaboração entre professores e artistas com experiência pedagógica envolvendo-os em processos de reflexão e experimentação que estimulem a inovação e a qualidade de ensino em contextos formais, apostando no potencial criativo do cruzamento das disciplinas curriculares com as práticas artísticas. Este projeto procurou encontrar resposta a algumas questões, que há muito preocupam os professores e os especialistas em educação, sobre a relação dos alunos com a Escola, nomeadamente: Como motivar e captar a atenção e o interesse dos alunos pelos temas e matérias escolares? Como explorar novas ferramentas de forma a tornar a informação tratada em sala de aula significativa e pertinente para o aluno, relacionando-a com o universo da sua experiência e da sua vida? Como estimular nos alunos as capacidades de reflexão critica e de criatividade, envolvendo-os na produção de conteúdos relevantes? Como fomentar estratégias participativas de construção de conhecimento assentes em práticas artísticas, fazendo dos alunos parceiros em sala de aula e na abordagem do currículo? Como desenvolver nos e com os alunos competências ao nível do pensamento crítico e da resolução de problemas? A sua realização envolveu professores, alunos e artistas que trabalharam a partir de conteúdos curriculares do ensino secundário, estimulando a interação de perspetivas, dos saberes e da criatividade de cada um na conceção e implementação de aulas em contexto de prática letiva, durante todo o primeiro período. Posteriormente estas deram origem a um conjunto de aulas públicas apresentadas nas escolas dos professores participantes e na Fundação Calouste Gulbenkian. 2http://www.descobrir.gulbenkian.pt/index.php?article=5467&visual=2&area=3

12 Fig.5 - Projeto 10x10, aulas públicas na Fundação Calouste Gulbenkian (2014). No processo de desenvolvimento do Projeto, poder-se-ão considerar três fases: uma primeira de Residência; uma segunda que decorreu em sala de aula com a dupla artista/professor e a última, de apresentação das aulas públicas. A fase de Residência correspondeu a uma semana intensiva de trabalho na Fundação Calouste Gulbenkian, em que dez professores, dez artistas e duas moderadoras exploraram novas abordagens e materiais, trocaram experiências e integraram conhecimentos a partir de três momentos distintos: Um primeiro, cuja dinamização das atividades esteve a cargo dos artistas, que durante sete sessões proporcionaram a todos os participantes experiências dinâmicas ligadas à sua área artística; Um segundo momento, de criação de uma apresentação individual de cada participante (professores e artistas), seguida de respostas criativas e construtivas por parte dos outros elementos do grupo; E um último, com a exposição, por parte dos professores, da sinopse do projeto pedagógico que cada um pretendia desenvolver com os seus alunos como ponto de partida para o trabalho a realizar posteriormente pela dupla. Na segunda fase, o projeto desenvolveu-se durante o 1º Período do ano letivo em curso, em cinco escolas do ensino oficial e numa de ensino privado, situadas respetivamente em Lisboa, Amadora, Portela de Sacavém, Vila Franca de Xira e Alenquer. O trabalho compreendeu ao todo cerca de 24 sessões cabendo à dupla professor/artista a gestão da respetiva calendarização, de acordo com as necessidades e disponibilidades de cada um. Houve sessões em que o artista apenas observava o trabalho do professor na sua prática letiva, outras em que era o artista que assumia a liderança e outras ainda em que ambos partilhavam a orientação dos trabalhos. Em cada sessão, a dupla dava continuidade ao trabalho anterior, adequando as estratégias aos conteúdos das disciplinas e avaliando os exercícios realizados numa perspetiva formativa, de aprendizagem. A dupla professor/artista refletia e avaliava o decurso das sessões regularmente. A terceira fase correspondeu à apresentação do trabalho desenvolvido por cada dupla com os alunos na Fundação Gulbenkian, nas respetivas Escolas e em conferências e encontros sobre

13 educação, como foi o caso no 25º Encontro Anual da APECV, 25NonSTOP, que teve lugar no Porto nos dias 18 e 19 de maio de Procurou-se dessa forma partihar os resultados do projeto a uma comunidade mais alargada de professores, educadores e outros agentes educativos Posso escrever sobre mim? O projeto subordinado ao tema Posso escrever sobre mim? foi desenvolvido pela professora de Português Maria Bárcia e pela atriz e encenadora Maria Gil, com alunos do 10º ano do Curso de Ciências e Tecnologia, na Escola Secundária Padre António Vieira. Teve como principal finalidade a criação do gosto pela escrita e pela leitura regulares. Selecionado o conteúdo do Programa de Português - Textos autobiográficos - a dupla concebeu, planificou e executou um conjunto de atividades que conduzissem os alunos a uma prática de escrita fluente e motivante, um fator determinante para a evolução e consolidação de competências de escrita e leitura por todos os alunos da turma. Dado que a turma mostrou, inicialmente, alguma resistência face às metodologias utilizadas e à forma como a matéria ia ser introduzida, a dupla teve a preocupação constante de explicar no início de cada aula a tarefa que iam desenvolver, tornando claro os seus objetivos e de fazer no final uma reflexão sobre o que tinha acontecido, constituindo assim um ritual de abertura e fecho. Sempre com o objetivo de levar os alunos a escrever, foram implementadas em sala de aula, pela dupla, um conjunto de estratégias, como: o exercício dos cheiros que conduz a memórias mais remotas ou mais presentes; que nomes escolheriam para se identificarem ; entrevistas ao alter-ego ; narrativas com fotografias reais ou imaginárias ; autorretrato descritivo, biografias usando o pronome na terceira pessoa e criação de um guião facilitador da leitura do mundo que constituem alguns dos exemplos resultantes do cruzamento das necessidades da prática letiva com as estratégias criativas e micropedagogias provenientes do campo artístico. Foi ainda estabelecida articulação com outras disciplinas, outras áreas do saber e outras pessoas do mundo artístico e científico, que deram contribuições importantes para que os alunos alargassem os seus conhecimentos, realizadas saídas a bibliotecas e espetáculos e partilhadas experiências com alunos de outra dupla e de outra escola, que também trabalhavam sobre as memórias. Este projeto conseguiu despoletar nos alunos o gosto pela escrita e pela leitura, constituindo uma forma de aprendizagem gratificante e significativa. E nas palavras dos alunos: trabalhámos muito, lidámos com pessoas que nos ensinaram muito e ficámos a escrever muito e melhor, no final percebemos que demos a matéria O Caderno como Oficina de Excelência Reconhecer a utilidade de registar num caderno os conteúdos teóricos e práticos das diferentes disciplinas curriculares, relacioná-los com experiências da vida real e esbater estas fronteiras entre conteúdos escolares, identidade-pessoal e conteúdos vivenciais, foi o objetivo do projeto O Caderno como Oficina de Excelência, realizado pelo professor de desenho Mário Linhares e por Ricardo Jacinto, músico e artista plástico, com alunos que frequentavam o 12 º ano do Curso de Artes, no Colégio de Santa Doroteia. Embora fossem alunas da área das artes, o lançamento do desafio de adoção de um único caderno para registo de todas as disciplinas e restantes áreas da vida das estudantes, pautado pela total liberdade de registo ao nível formal e de conteúdo, o que era da escola e o que pertencia ao seu eu e à relação deste com o meio onde estavam integradas, foi uma proposta potenciadora de grande mudança e inicialmente geradora de alguns conflitos interiores. O caderno gráfico, o caderno de autor, sob as suas múltiplas formas, serviu de plataforma para transformação da

14 prática de registo das alunas associado a um conjunto de exercícios criativos que potenciaram outros olhares e perceções do mundo circundante. Também o convite a diferentes profissionais para quem o diário gráfico é uma ferramenta indispensável e criativa de registo - um escritor, um urban sketcher, dois designers e um professor de desenho procurou promover e consolidar o uso dessa nova ferramenta-plataforma de registo pelas alunas. As alunas ao apropriarem-se de um conjunto de estratégias inovadoras e desafiadoras de criatividade, foram diluindo os seus receios iniciais, partilhando os seus registos, compreendendo que os conteúdos podiam interagir para constituir um saber multifacetado que originava aprendizagem. Nas suas palavras: Lentamente fui fazendo experiências, ouvindo e registando sons, misturando as disciplinas, estudando e aprendendo com ele e dei-lhe um bocado da minha alma!; Há páginas que não são páginas e momentos muito altos do projeto, como por exemplo o registo acerca de um dos heterónimos de Fernando Pessoa. ; Continuo a fazer páginas interessantes e percebi que ter um caderno como este me ajuda a progredir. ; Vou continuar a fazê-lo, mesmo quando tiver um emprego Querem vir Comer à Cantina? O projeto Querem vir comer à cantina?, teve como objetivo, levar os alunos à compreensão da natureza global da atividade económica e do desenvolvimento através de um estudo da indústria da moda. Este projeto foi desenvolvido na disciplina de Integração, onde foi selecionado o tema da Globalização, pela professora de economia Ilda Dinis e pelo artista António Pedro, músico e cineasta, com alunos que frequentavam o 12º ano do Curso Profissional de Técnicas de Gestão. A partir do contributo do artista, num primeiro momento, foi introduzida a realização de exercícios de aquecimento, que envolviam a voz e o corpo, iniciavam a aula e permitiam fomentar a coesão da turma e a predisposição para a aprendizagem e resposta a novos desafios. Também o espaço físico da sala era reorganizado em cada aula, contribuindo para quebrar a rotina, fortalecer a relação pedagógica e facilitar a comunicação. Num segundo momento, eram lançadas propostas de trabalho relacionadas com conteúdos a abordar, tendo sempre presente as vivências dos alunos e a importância de diversificar as estratégias para captar a sua atenção e interesse. São exemplo dessas estratégias: Made in - a partir de um objeto pessoal selecionado, os alunos realizaram uma pesquisa sobre as condições sociais e económicas dos trabalhadores e gestores da empresa de fabrico e das suas consequências, que depois materializaram em fotografias e em gravações áudio; montagem e edição de um trailer - após visionamento do filme China Blue, foram compilados os extratos mais significativos para cada um dos alunos, foi realizada uma reflexão conjunta sobre os mesmos e recriado o trailer; No Logo - cada aluno elaborou um vídeo sobre excertos do livro de Naomi Klein e simularam-se situações e personagens relevantes na implementação de uma Multinacional numa comunidade de um país do terceiro mundo. Todos estes materiais foram utilizados como um meio para explorar os conteúdos, alargando grandemente a implicação dos alunos nas matérias e esbatendo a fronteira entre os conteúdos e as suas vivências. Nas suas palavras: O projeto permitiu desenvolver as capacidades de observação, interação e expressão ; criei um maior sentido de responsabilidade ao confrontar-me com os problemas sociais que vi no filme e discuti Falar em Inglês Falar em Inglês foi um projeto orientado pela professora de Inglês Dora Santos e a atriz e encenadora Sofia Cabrita, que teve como objetivo desenvolver o vocabulário e a oralidade na comunicação da língua inglesa relacionada com o tema selecionado O Consumo. Os alunos envolvidos frequentavam, na Escola Seomara da Costa Primo, na Amadora, o 11º ano dos Cursos Profissionais de Técnicos de Gestão e de Comércio.

Parecer da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual sobre a proposta de Revisão da Estrutura Curricular

Parecer da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual sobre a proposta de Revisão da Estrutura Curricular Parecer da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual sobre a proposta de Revisão da Estrutura Curricular Introdução A APECV, utilizando vários processos de consulta aos seus associados

Leia mais

ANEXO III PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA LINHAS ORIENTADORAS E OBJETIVOS

ANEXO III PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA LINHAS ORIENTADORAS E OBJETIVOS ANEXO III PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA LINHAS ORIENTADORAS E OBJETIVOS CENTRO CULTURAL VILA FLOR A programação do Centro Cultural Vila Flor deverá assentar em critérios de qualidade, diversidade, contemporaneidade

Leia mais

ESCOLA SECUNDÁRIA MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO PLANO DE MELHORIA

ESCOLA SECUNDÁRIA MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO PLANO DE MELHORIA ESCOLA SECUNDÁRIA MARIA AMÁLIA VAZ DE CARVALHO PLANO DE MELHORIA 2012-2015 PLANO DE MELHORIA (2012-2015) 1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROCESSO Decorreu em finais de 2011 o novo processo de Avaliação Externa

Leia mais

Educação para a Cidadania linhas orientadoras

Educação para a Cidadania linhas orientadoras Educação para a Cidadania linhas orientadoras A prática da cidadania constitui um processo participado, individual e coletivo, que apela à reflexão e à ação sobre os problemas sentidos por cada um e pela

Leia mais

PALÍNDROMO Nº 7 /2012 Programa de Pós Graduação em Artes Visuais CEART/UDESC

PALÍNDROMO Nº 7 /2012 Programa de Pós Graduação em Artes Visuais CEART/UDESC ENTREVISTA MUSEO DE ARTE LATINOAMERICANO DE BUENOS AIRES MALBA FUNDACIÓN CONSTANTINI Entrevista realizada com a educadora Florencia González de Langarica que coordenou o educativo do Malba até 2012, concedida

Leia mais

INED PROJETO EDUCATIVO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MAIA

INED PROJETO EDUCATIVO INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO MAIA INED INSTITUTO DE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROJETO EDUCATIVO MAIA PROJETO EDUCATIVO I. Apresentação do INED O Instituto de Educação e Desenvolvimento (INED) é uma escola secundária a funcionar desde

Leia mais

GESTÃO MUSEOLÓGICA E SISTEMAS DE QUALIDADE Ana Mercedes Stoffel Fernandes Outubro 2007 QUALIDADE E MUSEUS UMA PARCERIA ESSENCIAL

GESTÃO MUSEOLÓGICA E SISTEMAS DE QUALIDADE Ana Mercedes Stoffel Fernandes Outubro 2007 QUALIDADE E MUSEUS UMA PARCERIA ESSENCIAL CADERNOS DE MUSEOLOGIA Nº 28 2007 135 GESTÃO MUSEOLÓGICA E SISTEMAS DE QUALIDADE Ana Mercedes Stoffel Fernandes Outubro 2007 QUALIDADE E MUSEUS UMA PARCERIA ESSENCIAL INTRODUÇÃO Os Sistemas da Qualidade

Leia mais

Pós-Graduação em Administração e Gestão de Escolas

Pós-Graduação em Administração e Gestão de Escolas Pós-Graduação em Administração e Gestão de Escolas ENQUADRAMENTO DO CURSO As escolas são estabelecimentos aos quais está confiada uma missão de serviço público, que consiste em dotar todos e cada um dos

Leia mais

AEC PROJETOS LÚDICO EXPRESSIVOS. Proposta de Planificação. 1.º Ciclo do Ensino Básico

AEC PROJETOS LÚDICO EXPRESSIVOS. Proposta de Planificação. 1.º Ciclo do Ensino Básico ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR ANO LETIVO 2013/2014 AEC PROJETOS LÚDICO EXPRESSIVOS Proposta de Planificação 1.º Ciclo do Ensino Básico PLE Proposta de Plano Anual 2013/2014 1. Introdução A atividade

Leia mais

AEC ALE EXPRESSÃO PLÁSTICA. Planificação. 1.º Ciclo do Ensino Básico

AEC ALE EXPRESSÃO PLÁSTICA. Planificação. 1.º Ciclo do Ensino Básico ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR ANO LETIVO AEC ALE EXPRESSÃO PLÁSTICA Planificação 1.º Ciclo do Ensino Básico 1. Introdução A atividade de enriquecimento curricular, ALE (atividades lúdico-expressivas)

Leia mais

PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICA

PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO FUNDÃO + ESCOLA + PESSOA PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICA 2013-2017 Agrupamento de Escolas do Fundão Página 1 Perante o diagnóstico realizado, o Agrupamento assume um conjunto de prioridades

Leia mais

2º Encontro Local Educação para a Cidadania Global na Escola - Seixal

2º Encontro Local Educação para a Cidadania Global na Escola - Seixal 2º Encontro Local Educação para a na Escola - Seixal Camara Municipal do Seixal, 30 de abril de 2014 Encontro organizado em conjunto pela Rede ECG e pela C. M. do Seixal e que contou com a participação

Leia mais

Relatório do Plano Anual de Atividades - 1º Período -

Relatório do Plano Anual de Atividades - 1º Período - AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE EIXO 2014-2015 Relatório do Plano Anual de Atividades - 1º Período - Índice 1 Introdução... 3 2 Cumprimento das atividades propostas... 4 3 Proponentes e destinatários das atividades...

Leia mais

Projeto Pedagógico e de Animação Do Estremoz Férias

Projeto Pedagógico e de Animação Do Estremoz Férias Projeto Pedagógico e de Animação Do Estremoz Férias Índice 1. Objetivos gerais:... 4 2. Objetivos específicos:... 5 3. Estratégias Educativas e Pedagógicas... 6 4. Atividades Sócio-Educativas... 7 5. Propostas

Leia mais

História e Atividades de Aprendizagem do Ciclo 4

História e Atividades de Aprendizagem do Ciclo 4 História e Atividades de Aprendizagem do Ciclo 4 História e Atividades de Aprendizagem para o Ciclo 4 de pilotagens, a iniciar em fevereiro de 2013. Instruções Histórias de Aprendizagem do Ciclo 4 Contar

Leia mais

Plano Anual de Atividades 2014-2015 Departamento de Ciências Humanas

Plano Anual de Atividades 2014-2015 Departamento de Ciências Humanas Visita de estudo Geografia Conhecer o funcionamento de uma unidade industrial; Reconhecer a importância da atividade industrial na economia. Geografia e Alunos do 9º Ano Unidade Industrial 2ºPeríodo Visita

Leia mais

AEC ALE LIGAÇÃO DA ESCOLA COM O MEIO. Orientações Pedagógicas. 1.º Ciclo do Ensino Básico

AEC ALE LIGAÇÃO DA ESCOLA COM O MEIO. Orientações Pedagógicas. 1.º Ciclo do Ensino Básico ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR ANO LETIVO 2014/2015 AEC ALE LIGAÇÃO DA ESCOLA COM O MEIO Orientações Pedagógicas 1.º Ciclo do Ensino Básico 1. Introdução A atividade de enriquecimento curricular,

Leia mais

PROGRAMA DE VOLUNTARIADO PARA OS MONUMENTOS, MUSEUS E PALÁCIOS

PROGRAMA DE VOLUNTARIADO PARA OS MONUMENTOS, MUSEUS E PALÁCIOS PROGRAMA DE VOLUNTARIADO PARA OS MONUMENTOS, MUSEUS E PALÁCIOS DEPENDENTES DA DGPC CARTA DO VOLUNTÁRIO (MINUTA) VOLUNTARIADO NOS MONUMENTOS, MUSEUS E PALÁCIOS DA DGPC CARTA DO VOLUNTÁRIO DE MONUMENTOS,

Leia mais

As propostas do. Dimensão Histórica Cívica Artística Social Pedagógica

As propostas do. Dimensão Histórica Cívica Artística Social Pedagógica As propostas do LIVRO Livre Dimensão Histórica Cívica Artística Social Pedagógica Dimensão Histórica: Conhecimento do passado histórico: 25 de Abril, Estado Novo, Guerra Colonial, Descolonização e Democracia;

Leia mais

Conheça quatro projetos de educação transformadores que foram premiados pelo Sinepe/PR

Conheça quatro projetos de educação transformadores que foram premiados pelo Sinepe/PR Conheça quatro projetos de educação transformadores que foram premiados pelo Sinepe/PR Projetos educacionais transformadores realizados por instituições de ensino particular do Paraná ganharam reconhecimento

Leia mais

Plano de Atividades 2015

Plano de Atividades 2015 Plano de Atividades 2015 ÍNDICE Introdução 1. Princípios orientadores do Plano Plurianual. Desempenho e qualidade da Educação. Aprendizagens, equidade e coesão social. Conhecimento, inovação e cultura

Leia mais

Formadores (1º ano) Locais das oficinas. Data limite de inscrições

Formadores (1º ano) Locais das oficinas. Data limite de inscrições Sementes para a Criatividade É uma acção de formação constituída por duas oficinas, uma de escrita criativa e outra de artes plásticas, em que se prevê: a criação de uma narrativa ilustrada que será submetida

Leia mais

EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR O QUE SABEMOS

EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR O QUE SABEMOS EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR O QUE SABEMOS O QUE SABEMOS UMA METODOLOGIA DE PROJETO PARA A EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR O QUE É O TRABALHO DE PROJETO? Os projetos da coleção «O Que Sabemos» enquadram-se numa metodologia

Leia mais

Processo de melhoria. Informação escolar. Processo de avaliação. Relatório de execução do plano de melhoria 2013-2014

Processo de melhoria. Informação escolar. Processo de avaliação. Relatório de execução do plano de melhoria 2013-2014 Processo de melhoria Relatório de execução do plano de melhoria 2013-2014 Recomendações do conselho pedagógico Não houve recomendações emanadas do Conselho Pedagógico. Data de apresentação à direção/ conselho

Leia mais

Questionário do Pessoal Docente do Pré-escolar

Questionário do Pessoal Docente do Pré-escolar Questionário do Pessoal Docente do Pré-escolar Liderança 1.1 1.2 1.3 1.4 1. As decisões tomadas pelo Conselho Pedagógico, pela Direção e pelo Conselho Geral são disponibilizadas atempadamente. 2. Os vários

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SOPHIA DE MELLO BREYNER - Código 151427 PLANO PLURIANUAL DE ATIVIDADES DO PRÉ-ESCOLAR E 1.º, 2.º E 3.

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SOPHIA DE MELLO BREYNER - Código 151427 PLANO PLURIANUAL DE ATIVIDADES DO PRÉ-ESCOLAR E 1.º, 2.º E 3. PLANO PLURIANUAL DE ATIVIDADES DO PRÉ-ESCOLAR E 1.º, 2.º E 3.º CICLOS AGRUPAMENTO DE ESCOLAS SOPHIA DE MELLO BREYNER 2013/2017 O Projeto Plurianual de Atividades do Agrupamento de Escolas Sophia de Mello

Leia mais

Metas de Aprendizagem 1.º Ciclo Expressões Artísticas. Introdução

Metas de Aprendizagem 1.º Ciclo Expressões Artísticas. Introdução Metas de Aprendizagem 1.º Ciclo Expressões Artísticas Introdução A Educação Artística no Ensino Básico desenvolve-se em quatro grandes áreas (Expressão Plástica e Educação Visual; Expressão e Educação

Leia mais

Perguntas frequentes. 20142015 Rede de Bibliotecas Escolares Plano Nacional de Leitura Direção Geral da Saúde

Perguntas frequentes. 20142015 Rede de Bibliotecas Escolares Plano Nacional de Leitura Direção Geral da Saúde Perguntas frequentes 20142015 Rede de Bibliotecas Escolares Plano Nacional de Leitura Direção Geral da Saúde lista de perguntas Projeto SOBE Trabalhar no projeto Saúde Oral, Bibliotecas Escolares (SOBE)

Leia mais

DESIGNAÇÃO DA AÇÃO: CONCEBER E APLICAR ESTRATÉGIAS/METODOLOGIAS CONDUCENTES À MELHORIA DOS RESULTADOS.

DESIGNAÇÃO DA AÇÃO: CONCEBER E APLICAR ESTRATÉGIAS/METODOLOGIAS CONDUCENTES À MELHORIA DOS RESULTADOS. AÇÃO Nº 1 DESIGNAÇÃO DA AÇÃO: CONCEBER E APLICAR ESTRATÉGIAS/METODOLOGIAS CONDUCENTES À MELHORIA DOS RESULTADOS. BREVE DESCRIÇÃO DA AÇÃO: conceber, discutir e aplicar planificações, metodologias, práticas

Leia mais

A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR. GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância

A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR. GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância A EXTENSÃO EM MATEMÁTICA: UMA PRÁTICA DESENVOLVIDA NA COMUNIDADE ESCOLAR GT 05 Educação Matemática: tecnologias informáticas e educação à distância Nilce Fátima Scheffer - URI-Campus de Erechim/RS - snilce@uri.com.br

Leia mais

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos.

3 a 5. 6 a 10. 11 a 14. Faixa Etária Prevista. Etapa de Ensino. Duração. Educação Infantil. anos. Ensino Fundamental: Anos Iniciais. 5 anos. Etapa de Ensino Faixa Etária Prevista Duração Educação Infantil 3 a 5 anos Ensino Fundamental: Anos Iniciais 6 a 10 anos 5 anos Ensino Fundamental: Anos Finais 11 a 14 anos 4 anos EDUCAÇÃO INFANTIL EDUCAÇÃO

Leia mais

AEC ALE TIC. Orientações Pedagógicas. 1.º Ciclo do Ensino Básico

AEC ALE TIC. Orientações Pedagógicas. 1.º Ciclo do Ensino Básico ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR ANO LETIVO 2014/2015 AEC ALE TIC Orientações Pedagógicas 1.º Ciclo do Ensino Básico 1. Introdução A atividade de enriquecimento curricular, ALE (atividades lúdico-expressivas)

Leia mais

ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM?

ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM? ÁREAS DE CONTEÚDO: O QUE SÃO? COMO SE DEFINEM? As Áreas de Conteúdo são áreas em que se manifesta o desenvolvimento humano ao longo da vida e são comuns a todos os graus de ensino. Na educação pré-escolar

Leia mais

Avaliação do valor educativo de um software de elaboração de partituras: um estudo de caso com o programa Finale no 1º ciclo

Avaliação do valor educativo de um software de elaboração de partituras: um estudo de caso com o programa Finale no 1º ciclo Aqui são apresentadas as conclusões finais deste estudo, as suas limitações, bem como algumas recomendações sobre o ensino/aprendizagem da Expressão/Educação Musical com o programa Finale. Estas recomendações

Leia mais

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças

A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças A BONITEZA DO OLHAR INFANTIL NA PERSPECTIVA EMANCIPADORA: Ensinar e aprender em diálogo com os saberes das crianças PADILHA, Aparecida Arrais PMSP cidarrais@yahoo.com.br Resumo: Este artigo apresenta uma

Leia mais

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção 02 Estratégia Nacional de

Leia mais

Referencial de Educação Financeira em Portugal. 1ª Conferência Internacional PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO FINANCEIRA

Referencial de Educação Financeira em Portugal. 1ª Conferência Internacional PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO FINANCEIRA Referencial de Educação Financeira em Portugal Educação Pré-escolar, Ensino Básico e Secundário 1ª Conferência Internacional PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO FINANCEIRA Educação para a Cidadania: novo quadro

Leia mais

ACTIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR ANO LECTIVO 2011 / 2012 TIC@CIDADANIA. Proposta de planos anuais. 1.º Ciclo do Ensino Básico

ACTIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR ANO LECTIVO 2011 / 2012 TIC@CIDADANIA. Proposta de planos anuais. 1.º Ciclo do Ensino Básico ACTIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR ANO LECTIVO 2011 / 2012 TIC@CIDADANIA Proposta de planos anuais 1.º Ciclo do Ensino Básico Introdução O objetivo principal deste projeto é promover e estimular

Leia mais

NEWSLETTER#5 Sol do Ave - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave

NEWSLETTER#5 Sol do Ave - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave NEWSLETTER#5 Sol do Ave - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave Sistema de Aprendizagem Com uma vasta experiência nesta modalidade de formação, a Sol do Ave tem vindo a desenvolver

Leia mais

AEC ALE LIGAÇÃO DA ESCOLA COM O MEIO. Orientações Pedagógicas. 1.º Ciclo do Ensino Básico

AEC ALE LIGAÇÃO DA ESCOLA COM O MEIO. Orientações Pedagógicas. 1.º Ciclo do Ensino Básico ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR ANO LETIVO 2015/2016 AEC ALE LIGAÇÃO DA ESCOLA COM O MEIO Orientações Pedagógicas 1.º Ciclo do Ensino Básico 1. Introdução A atividade de enriquecimento curricular,

Leia mais

Ref: 2013-1-ES1-LEO05-66260

Ref: 2013-1-ES1-LEO05-66260 Ref: 2013-1-ES1-LEO05-66260 Boas práticas na utilização de plataformas de aprendizagem colaborativa como modo de incentivar a criatividade e identificar boas práticas no setor da metalúrgica Relatório

Leia mais

AEC ALE EXPRESSÃO MUSICAL. Orientações Pedagógicas. 1.º Ciclo do Ensino Básico

AEC ALE EXPRESSÃO MUSICAL. Orientações Pedagógicas. 1.º Ciclo do Ensino Básico ATIVIDADES DE ENRIQUECIMENTO CURRICULAR ANO LETIVO AEC ALE EXPRESSÃO MUSICAL Orientações Pedagógicas 1.º Ciclo do Ensino Básico 1. Introdução A atividade de enriquecimento curricular, ALE (atividades lúdico-expressivas)

Leia mais

APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga

APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga APDSI assinala o Dia Mundial das Telecomunicações e da SI dedicado à Banda Larga Lisboa, - A APDSI associou-se mais uma vez às comemorações do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO PROGRAMA DE FERIAS DESPORTIVAS E CULTURAIS

PROJETO PEDAGÓGICO DO PROGRAMA DE FERIAS DESPORTIVAS E CULTURAIS 1. APRESENTAÇÃO PRINCÍPIOS E VALORES Acreditamos pela força dos factos que o desenvolvimento desportivo de um Concelho ou de uma Freguesia, entendido na sua vertente quantitativa e qualitativa, exige uma

Leia mais

Programa Rede de Bibliotecas Escolares Quadro estratégico 2014-2020

Programa Rede de Bibliotecas Escolares Quadro estratégico 2014-2020 Programa Rede de Bibliotecas Escolares Quadro estratégico 2014-2020 Programa Rede de Bibliotecas Escolares Quadro estratégico 2014-2020 Programa Rede de Bibliotecas Escolares. Quadro estratégico: 2014-2020

Leia mais

Projeto Pedagógico e de Animação Do Estremoz Férias

Projeto Pedagógico e de Animação Do Estremoz Férias Projeto Pedagógico e de Animação Do Estremoz Férias Índice 1. Objectivos gerais:... 4 2. Objectivos específicos:... 5 3. Estratégias Educativas e Pedagógicas... 5 4. Actividades Sócio-Educativas... 6 5.

Leia mais

PLANO DE MELHORIA CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DO PORTO

PLANO DE MELHORIA CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DO PORTO PLANO DE MELHORIA DO 2015-2017 Conservatório de Música do Porto, 30 de outubro de 2015 1. Introdução... 3 2. Relatório de Avaliação Externa... 5 Pontos Fortes... 5 Áreas de Melhoria... 6 3. Áreas Prioritárias...

Leia mais

Critérios de Avaliação

Critérios de Avaliação Critérios de Avaliação Ano letivo 2013/2014 Critérios de Avaliação 2013/2014 Introdução As principais orientações normativas relativas à avaliação na educação pré-escolar estão consagradas no Despacho

Leia mais

Análise dos resultados da informação relativa à aprendizagem dos alunos

Análise dos resultados da informação relativa à aprendizagem dos alunos Análise dos resultados da informação relativa à aprendizagem dos alunos Avaliação do impacto das atividades desenvolvidas nos resultados escolares de 2014/2015 Plano estratégico para 2015/2016 (Conforme

Leia mais

INTRODUÇÃO ÍNDICE OBJECTIVOS DA EDUCAÇÂO PRÈ-ESCOLAR

INTRODUÇÃO ÍNDICE OBJECTIVOS DA EDUCAÇÂO PRÈ-ESCOLAR INTRODUÇÃO ÍNDICE - Objectivos de Educação Pré-Escolar - Orientações Curriculares - Áreas de Conteúdo/Competências - Procedimentos de Avaliação - Direitos e Deveres dos Encarregados de Educação - Calendário

Leia mais

FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: PARTILHA DE SABERES E VIVÊNCIAS COMUNICACIONAIS

FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: PARTILHA DE SABERES E VIVÊNCIAS COMUNICACIONAIS FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES: PARTILHA DE SABERES E VIVÊNCIAS COMUNICACIONAIS Lourdes Helena Rodrigues dos Santos - UFPEL/F/AE/PPGE Resumo: O presente estudo pretende compartilhar algumas descobertas,

Leia mais

PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1373/XII/4ª

PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1373/XII/4ª PROJETO DE RESOLUÇÃO N.º 1373/XII/4ª Recomenda ao Governo a definição de uma estratégia para o aprofundamento da cidadania e da participação democrática e política dos jovens A cidadania é, além de um

Leia mais

Estratégias atuais para a mudança na graduação das profissões da saúde Laura C.M. Feuerwerker 1

Estratégias atuais para a mudança na graduação das profissões da saúde Laura C.M. Feuerwerker 1 Estratégias atuais para a mudança na graduação das profissões da saúde Laura C.M. Feuerwerker 1 A mudança na graduação das profissões da saúde segue sendo um tema fundamental para todos aqueles preocupados

Leia mais

Trabalho 3 Scratch na Escola

Trabalho 3 Scratch na Escola Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra Departamento de Matemática Trabalho 3 Scratch na Escola Meios Computacionais de Ensino Professor: Jaime Carvalho e Silva (jaimecs@mat.uc.pt)

Leia mais

Cultura Oficina Litoral Sustentável

Cultura Oficina Litoral Sustentável Cultura Oficina Litoral Sustentável 1 ESTRUTURA DA AGENDA REGIONAL E MUNICIPAIS 1. Princípios 2. Eixos 3. Diretrizes 4. Ações 4.1 Natureza das ações (planos, projetos, avaliação) 4.2 Mapeamento de Atores

Leia mais

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima.

Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público. Alexia Melo. Clebin Quirino. Michel Brasil. Gracielle Fonseca. Rafaela Lima. Rede Jovem de Cidadania, programa de TV de Acesso público Alexia Melo Clebin Quirino Michel Brasil Gracielle Fonseca Rafaela Lima Satiro Saone O projeto Rede Jovem de Cidadania é uma iniciativa da Associação

Leia mais

A Educação Artística na Escola do Século XXI

A Educação Artística na Escola do Século XXI A Educação Artística na Escola do Século XXI Teresa André teresa.andre@sapo.pt Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular Caldas da Rainha, 1 de Junho de 2009 1. A pós-modernidade provocou

Leia mais

AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE FRAGOSO. Projeto do. CLUBE É-TE=igual? Equipa Dinamizadora: Elisa Neiva Cruz

AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE FRAGOSO. Projeto do. CLUBE É-TE=igual? Equipa Dinamizadora: Elisa Neiva Cruz AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DE FRAGOSO Projeto do CLUBE É-TE=igual? Equipa Dinamizadora: Elisa Neiva Cruz Uma ação educativa de abertura para a comunidade Ano letivo 2014/2015 Índice 1. Introdução

Leia mais

PLANO ANUAL DE ATIVIDADES - ANO LETIVO 2011/2012

PLANO ANUAL DE ATIVIDADES - ANO LETIVO 2011/2012 Biblioteca Escolar GIL VICENTE AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GIL VICENTE ESCOLA GIL VICENTE EB1 CASTELO BIBLIOTECA ESCOLAR PLANO ANUAL DE ATIVIDADES - ANO LETIVO 2011/2012 As atividades constantes do presente

Leia mais

EBI de Angra do Heroísmo

EBI de Angra do Heroísmo EBI de Angra do Heroísmo ENQUADRAMENTO GERAL Estratégia intervenção Ministério Educação promover o empreendedorismo no ambiente escolar Consonância com linhas orientadoras da Comissão Europeia Projectos

Leia mais

Perguntas frequentes. 20152016 Rede de Bibliotecas Escolares Plano Nacional de Leitura Direção Geral da Saúde

Perguntas frequentes. 20152016 Rede de Bibliotecas Escolares Plano Nacional de Leitura Direção Geral da Saúde Perguntas frequentes 20152016 Rede de Bibliotecas Escolares Plano Nacional de Leitura Direção Geral da Saúde lista de perguntas Projeto SOBE Trabalhar no projeto Saúde Oral, Bibliotecas Escolares (SOBE)

Leia mais

Escola Secundária de PAREDES. Plano Curricular de Escola

Escola Secundária de PAREDES. Plano Curricular de Escola Escola Secundária de PAREDES Plano Curricular de Escola O currículo nacional, como qualquer documento matriz, tem necessariamente de ser uma moldura complexa e circunscritiva, pois é construído em torno

Leia mais

Escola EB 2,3 de António Feijó

Escola EB 2,3 de António Feijó AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ANTÓNIO FEÍJO Escola EB 2,3 de António Feijó 8.º ANO PLANIFICAÇÃO SEMESTRAL Tecnologias de Informação e Comunicação Ano Letivo 2014/2015 INFORMAÇÃO Domínio Conteúdos Objetivos

Leia mais

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FERNANDO PESSOA

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FERNANDO PESSOA AGRUPAMENTO DE ESCOLAS FERNANDO PESSOA Regulamento do Curso Vocacional Artes e Multimédia Ensino Básico 3º ciclo Artigo 1.º Âmbito e Enquadramento O presente regulamento estabelece as diretrizes essenciais

Leia mais

I Seminário Transfronteiriço sobre Estratégias de participação Andaluzia, Algarve, Alentejo Marta Terra Voluntariado e cidadania - A REDE -

I Seminário Transfronteiriço sobre Estratégias de participação Andaluzia, Algarve, Alentejo Marta Terra Voluntariado e cidadania - A REDE - Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens (REDE) I Seminário Transfronteiriço sobre Estratégias de participação Andaluzia, Algarve, Alentejo Marta Terra Voluntariado

Leia mais

NEWSLETTER#2 Sol do Ave - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave

NEWSLETTER#2 Sol do Ave - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave NEWSLETTER#2 Sol do Ave - Associação para o Desenvolvimento Integrado do Vale do Ave Projeto Social Angels O projeto Social Angels Comunidade Empreendedora é promovido pela Sol do Ave em parceria com o

Leia mais

SANTA TERESA DE JESUS, UMA APROXIMAÇÃO PEDAGÓGICO-PASTORAL Por ocasião do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Colégio Teresiano

SANTA TERESA DE JESUS, UMA APROXIMAÇÃO PEDAGÓGICO-PASTORAL Por ocasião do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Colégio Teresiano 1 SANTA TERESA DE JESUS, UMA APROXIMAÇÃO PEDAGÓGICO-PASTORAL Por ocasião do V Centenário do Nascimento de Santa Teresa de Jesus, o Colégio Teresiano assumiu o compromisso de fazer memória da vida singular

Leia mais

Introdução. 1.2 Escola Católica

Introdução. 1.2 Escola Católica Introdução A Escola Sagrada Família Externato é uma Escola Católica e é regida pelo Ideário das Escolas da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias e o Estatuto da Associação Portuguesa

Leia mais

DEPARTAMENTO DO 1º CICLO ANO LETIVO 2012-2013. Critérios de avaliação

DEPARTAMENTO DO 1º CICLO ANO LETIVO 2012-2013. Critérios de avaliação DEPARTAMENTO DO 1º CICLO ANO LETIVO 2012-2013 Critérios de avaliação 0 MATRIZ CURRICULAR DO 1º CICLO COMPONENTES DO CURRÍCULO Áreas curriculares disciplinares de frequência obrigatória: Língua Portuguesa;

Leia mais

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ANTECEDENTES Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum

Leia mais

DE QUALIDADE E EXCELÊNCIA

DE QUALIDADE E EXCELÊNCIA PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO 2015/2016 PLANO DE AÇÃO ESTRATÉGICO 2015-2016 POR UM AGRUPAMENTO DE QUALIDADE E EXCELÊNCIA JI Fojo EB 1/JI Major David Neto EB 2,3 Prof. José Buísel E.S. Manuel Teixeira Gomes

Leia mais

atuarte jovens ativos na inclusão pela arte

atuarte jovens ativos na inclusão pela arte 2 Os TUB possuem um autocarro convertido num teatro que é um excelente recurso para levar aos bairros da periferia da cidade (Enguardas, Santa Tecla, Andorinhas, Parretas ou outros), oficinas de artes

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DO PIBID NA FORMAÇÃO DE FUTUROS PROFESSORES Vitor José Petry Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS vitor.petry@uffs.edu.

A IMPORTÂNCIA DO PIBID NA FORMAÇÃO DE FUTUROS PROFESSORES Vitor José Petry Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS vitor.petry@uffs.edu. ISSN 2316-7785 A IMPORTÂNCIA DO PIBID NA FORMAÇÃO DE FUTUROS PROFESSORES Vitor José Petry Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS vitor.petry@uffs.edu.br Resumo O artigo é resultado da análise de

Leia mais

Membro da direcção da Revista Intervenção Social Investigadora do CLISSIS Doutoranda em Serviço Social

Membro da direcção da Revista Intervenção Social Investigadora do CLISSIS Doutoranda em Serviço Social A investigação do Serviço Social em Portugal: potencialidades e constrangimentos Jorge M. L. Ferreira Professor Auxiliar Universidade Lusíada Lisboa (ISSSL) Professor Auxiliar Convidado ISCTE IUL Diretor

Leia mais

Projecto Anual com Escolas Ano lectivo 2010/2011

Projecto Anual com Escolas Ano lectivo 2010/2011 Projecto Anual com Escolas Ano lectivo 2010/2011 1. Enquadramento O Serviço Educativo da Casa das Histórias Paula Rego é entendido como um sector de programação que visa uma mediação significativa entre

Leia mais

ESCOLA EB 2.3/S Dr. Isidoro de Sousa PLANO DE ACTIVIDADES BIBLIOTECA ESCOLAR / CENTRO DE RECURSOS EDUCATIVOS ANO LECTIVO 2006 / 2007

ESCOLA EB 2.3/S Dr. Isidoro de Sousa PLANO DE ACTIVIDADES BIBLIOTECA ESCOLAR / CENTRO DE RECURSOS EDUCATIVOS ANO LECTIVO 2006 / 2007 ESCOLA EB 2.3/S Dr. Isidoro de Sousa BIBLIOTECA ESCOLAR / CENTRO DE RECURSOS EDUCATIVOS PLANO DE ACTIVIDADES ANO LECTIVO 2006 / 2007 Escola EB 2,3/S Dr. Isidoro de Sousa BE/CRE Pl de Actividades Ano Lectivo

Leia mais

O Storytelling. T- Story NEWSLETTER. Junho 2013 1ª Edição. Porquê utilizar o Storytelling

O Storytelling. T- Story NEWSLETTER. Junho 2013 1ª Edição. Porquê utilizar o Storytelling Apresentamos a newsletter oficial do projeto T-Story - Storytelling Aplicado à Educação e Formação, um projeto financiado pela ação transversal Atividade-chave 3 Tecnologias de Informação e Comunicação,

Leia mais

Ficha de Caraterização de Práticas Inspiradoras

Ficha de Caraterização de Práticas Inspiradoras Ficha de Caraterização de Práticas Inspiradoras Nota: Se pretende que a S/ prática seja integrada na Base de Dados de Práticas Inspiradoras dinamizada pelo ACM, I.P., deverá enviar esta ficha devidamente

Leia mais

O que fazer para transformar uma sala de aula numa comunidade de aprendizagem?

O que fazer para transformar uma sala de aula numa comunidade de aprendizagem? Rui Trindade Universidade do Porto Portugal trindade@fpce.up.pt I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DA UNDIME/MG Belo Horizonte 11 de Abril de 2012 O que fazer para transformar uma sala de aula numa comunidade de

Leia mais

1 - JUSTIFICAÇÃO DO PROJECTO

1 - JUSTIFICAÇÃO DO PROJECTO 1 - JUSTIFICAÇÃO DO PROJECTO A actual transformação do mundo confere a cada um de nós professores, o dever de preparar os nossos alunos, proporcionando-lhes as qualificações básicas necessárias a indivíduos

Leia mais

Projeto de Ações de Melhoria

Projeto de Ações de Melhoria DIREÇÃO REGIONAL DE EDUCAÇÃO DE LISBOA E VALE DO TEJO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ALVES REDOL, VILA FRANCA DE XIRA- 170 770 SEDE: ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALVES REDOL 400 014 Projeto de Ações de Melhoria 2012/2013

Leia mais

PROJETO EDUCATIVO DE ESCOLA 2014-2017

PROJETO EDUCATIVO DE ESCOLA 2014-2017 ESCOLA SECUNDÁRIA JOSÉ AFONSO SEIXAL CÓDIGO 401481 Av. José Afonso Cavaquinhas Arrentela 2840 268 Seixal -- Tel. 212276600 Fax. 212224355 PROJETO EDUCATIVO DE ESCOLA 2014-2017 ABRIL DE 2014 Índice 1. Introdução

Leia mais

Ano letivo 2014/2015. Planificação da disciplina: Tecnologias de Informação e Comunicação 8º ano. Domínio: Comunicação e Colaboração CC8

Ano letivo 2014/2015. Planificação da disciplina: Tecnologias de Informação e Comunicação 8º ano. Domínio: Comunicação e Colaboração CC8 Ano letivo 2014/2015 Planificação da disciplina: Tecnologias de Informação e Comunicação 8º ano Domínio: Comunicação e Colaboração CC8 Aulas Previstas Semestre 32 Subdomínio: Conhecimento e utilização

Leia mais

Desde 1995, tem sido desenvolvido no Centro Municipal de Juventude, um espaço no âmbito da dança contemporânea, através da ESCOLA DE DANÇA.

Desde 1995, tem sido desenvolvido no Centro Municipal de Juventude, um espaço no âmbito da dança contemporânea, através da ESCOLA DE DANÇA. Desde 1995, tem sido desenvolvido no Centro Municipal de Juventude, um espaço no âmbito da dança contemporânea, através da ESCOLA DE DANÇA. Destinando a formação a alunos de todas as idades, o ensino da

Leia mais

PROJECTO PEDAGÓGICO Sala 1-2 anos

PROJECTO PEDAGÓGICO Sala 1-2 anos PROJECTO PEDAGÓGICO Sala 1-2 anos Ano letivo 2015/2016 «Onde nos leva uma obra de arte» Fundamentação teórica (justificação do projeto): As crianças nesta faixa etária (1-2 anos) aprendem com todo o seu

Leia mais

CONSTRUINDO UM PROJETO DE VOLUNTARIADO

CONSTRUINDO UM PROJETO DE VOLUNTARIADO CONSTRUINDO UM PROJETO DE VOLUNTARIADO ExpedieNte TEXTO Kátia Regina Gonçalves Paulo de Camargo Priscila Cruz COORDENAÇÃO DO PROJETO Sílnia Nunes Martins Prado PROJETO GRÁFICO Linea Creativa ILUSTRAÇÃO

Leia mais

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS

Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT. Fátima Ticianel CDG-SUS/UFMT/ISC-NDS Trabalho em Equipe e Educação Permanente para o SUS: A Experiência do CDG-SUS-MT Proposta do CDG-SUS Desenvolver pessoas e suas práticas de gestão e do cuidado em saúde. Perspectiva da ética e da integralidade

Leia mais

Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes

Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes Financiamento e apoio técnico Inscrições abertas para edital com foco em crianças e adolescentes A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e o Conselho Nacional dos Direitos

Leia mais

DEPARTAMENTO DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E NOVAS TECNOLOGIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FISICAS E NATURAIS

DEPARTAMENTO DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E NOVAS TECNOLOGIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FISICAS E NATURAIS Governo dos Açores Escola Básica e Secundária de Velas DEPARTAMENTO DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR DEPARTAMENTO DE MATEMÁTICA E NOVAS TECNOLOGIAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FISICAS E NATURAIS Ano Letivo: 2014/2015

Leia mais

Ficha de Identificação. Nome: Sónia Joaquim Empresa: Universidade de Aveiro Cargo/Função: Produtora Programa: 3810-UA. Questões. 1.

Ficha de Identificação. Nome: Sónia Joaquim Empresa: Universidade de Aveiro Cargo/Função: Produtora Programa: 3810-UA. Questões. 1. Ficha de Identificação Nome: Sónia Joaquim Empresa: Universidade de Aveiro Cargo/Função: Produtora Programa: 3810-UA Questões 1. O Programa Com a reestruturação da televisão pública portuguesa em 2003,

Leia mais

LABORATÓRIO ABERTO DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: INVESTIGAÇÃO-FORMAÇÃO-INOVAÇÃO NO ENSINO DAS CIÊNCIAS

LABORATÓRIO ABERTO DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: INVESTIGAÇÃO-FORMAÇÃO-INOVAÇÃO NO ENSINO DAS CIÊNCIAS LABORATÓRIO ABERTO DE EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS: INVESTIGAÇÃO-FORMAÇÃO-INOVAÇÃO NO ENSINO DAS CIÊNCIAS MARTINS 1, ISABEL P.; COUCEIRO 2, FERNANDA; RODRIGUES 3, ANA; TORRES 4, ANA CRISTINA; PEREIRA 5, SARA;

Leia mais

Considerações Finais. Resultados do estudo

Considerações Finais. Resultados do estudo Considerações Finais Tendo em conta os objetivos definidos, as questões de pesquisa que nos orientaram, e realizada a apresentação e análise interpretativa dos dados, bem como a sua síntese final, passamos

Leia mais

A INFLUÊNCIA DOS PROJETOS NO DOMÍNIO DOS RESULTADOS: O PONTO DE VISTA DOS COORDENADORES

A INFLUÊNCIA DOS PROJETOS NO DOMÍNIO DOS RESULTADOS: O PONTO DE VISTA DOS COORDENADORES AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CABECEIRAS DE BASTO A INFLUÊNCIA DOS PROJETOS NO DOMÍNIO DOS RESULTADOS: O PONTO DE VISTA DOS COORDENADORES A EQUIPA DE AUTOAVALIAÇÃO: Albino Barroso Manuel Miranda Paula Morais

Leia mais

Ora, é hoje do conhecimento geral, que há cada vez mais mulheres licenciadas, com mestrado, doutoramentos, pós-docs e MBA s.

Ora, é hoje do conhecimento geral, que há cada vez mais mulheres licenciadas, com mestrado, doutoramentos, pós-docs e MBA s. Bom dia a todos e a todas, Não é difícil apontar vantagens económicas às medidas de gestão empresarial centradas na igualdade de género. Em primeiro lugar, porque permitem atrair e reter os melhores talentos;

Leia mais

O PROJETO Gai@Prende+ VISTO PELOS PAIS

O PROJETO Gai@Prende+ VISTO PELOS PAIS O PROJETO Gai@Prende+ VISTO PELOS PAIS Federação das Associações de Pais do Concelho de Vila Nova de Gaia No âmbito de um processo de consulta por inquérito em papel e online, que a FEDAPAGAIA fez aos

Leia mais

ABORDAGEM DO CICLO DE POLÍTICAS SEGUNDO STEPHEN BALL

ABORDAGEM DO CICLO DE POLÍTICAS SEGUNDO STEPHEN BALL Departamento de Educação 1 ABORDAGEM DO CICLO DE POLÍTICAS SEGUNDO STEPHEN BALL Aluna: Ana Carolina de Souza e Paula Gomes Orientadora: Maria Inês G.F. Marcondes de Souza Introdução Esse texto é resultado

Leia mais

Aprendizagens em parceria Partilha de experiências. Isabel Alarcão Professora Catedrática Aposentada Universidade de Aveiro

Aprendizagens em parceria Partilha de experiências. Isabel Alarcão Professora Catedrática Aposentada Universidade de Aveiro Aprendizagens em parceria Partilha de experiências Isabel Alarcão Professora Catedrática Aposentada Universidade de Aveiro Agrupamento de Escolas de Vendas Novas 28.11.2015 Uma vivência minha 1968 Jovem

Leia mais

O livro. Cresceram todos no seu Ver de ver a diferença!

O livro. Cresceram todos no seu Ver de ver a diferença! 2 O livro Como professoras de Educação Especial promovemos a igualdade de oportunidades, a valorização da educação e a promoção da melhoria da qualidade do ensino, com desenvolvimento de atividades. Pretendemos

Leia mais

Ficha de Caracterização de Projecto

Ficha de Caracterização de Projecto Ficha de Caracterização de Projecto Projecto +Skillz E5G Programa Escolhas Promotor: Associação Mais Cidadania 2 A. IDENTIFICAÇÃO GERAL DA ENTIDADE Projecto Projecto +Skillz E5G Promotor: Associação Mais

Leia mais

Agrupamento de Escolas da Trofa. Plano de Melhoria e Desenvolvimento

Agrupamento de Escolas da Trofa. Plano de Melhoria e Desenvolvimento Agrupamento de Escolas da Trofa Plano de Melhoria e Desenvolvimento Biénio 2015/2017 INTRODUÇÃO A autoavaliação e a avaliação externa são procedimentos obrigatórios e enquadrados na Lei n.º 31/2002, de

Leia mais