PROJETO MÃO DUPLA TRABALHO COOPERATIVO INTRAESCOLAR

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1 PROJETO MÃO DUPLA TRABALHO COOPERATIVO INTRAESCOLAR I.INTRODUÇÃO: Vivemos em uma época de transformações, de avanços tecnológicos, onde as telecomunicações encurtam as distâncias e provocam novas formas de expressão e de conhecimento e, preocupados com esta cultura emergente desenvolvemos um trabalho de formação de atitudes cooperativas através da comunicação intraescolar, via computador, em algumas do Projeto Horizonte da IBM Brasil. O Projeto Mão Dupla surge com este nome porque quer enfatizar a ida e a volta na comunicação, no sentido de autoestrada, de mão dupla das informações, de se ter o compromisso com o outro, de se realizar trocas com o amigo ou amigos virtuais. O Projeto Mão Dupla é uma possibilidade de desenvolvimento da comunicação entre estudantes e professores, com projetos intraescolares, através de uma ferramenta computacional de comunicação - LOGOCORREIO. A ferramenta computacional de comunicação - LOGOCORREIO - foi desenvolvida na linguagem LOGO, do software LogoWriter, e permite que os estudantes e professores se comuniquem com os amigos de sua turma, ou de outras turmas e até de colegas de turnos diferentes. Esta ferramenta possibilita que os componentes do grupo possam ser de séries e de turnos diferentes e desenvolvam um trabalho cooperativo intraescolar. O trabalho cooperativo é aquele no qual os participantes têm um objetivo comum, em vez da competição há a ajuda mútua, a colaboração através de uma proposta com composição, aceitação e discussão de idéias de forma cooperativa, sendo cada um responsável por uma das partes, que será importante para a realização do trabalho como um todo. O trabalho cooperativo gerado por esta metodologia de trabalho, faz com que cada participante vivencie as etapas do enfoque heurístico, como: a exploração, a descoberta, a solução do problema e a comunicação com o grupo, privilegiando a atividade criativa, a construção do conhecimento e utilizando-se da socialização e da sinergia do grupo para o desenvolvimento do trabalho cooperativo global. II. DESENVOLVIMENTO: Este projeto foi desenvolvido ao longo de um semestre letivo, em sete escolas do Projeto Horizonte da IBM Brasil. Para a realização deste Projeto tivemos contatos diretos e sistemáticos com as escolas, e elaboramos 5 instrumentos para o acompanhamento do trabalho. Cada Escola foi observada por professores da Equipe do CIE através de fichas de observação, uma em cada bimestre e dois relatórios bimestrais preenchidos pela coordenadora do espaço informatizado ou pela direção da Escola. Ao final do semestre letivo fizemos uma avaliação final do trabalho desenvolvido em cada Escola. SUJEITOS ENVOLVIDOS NA PESQUISA: O universo estudado foi de quatrocentos e vinte e quatro alunos, na faixa etária compreendida entre 6 à 18 anos, atingindo desde a classe de alfabetização até a terceira série do segundo. Contamos com a participação de dezoito professores, conforme quadro abaixo: ESCOLAS SÉRIES NÚMERO DE ALUNOS A 4A, 5 A, 6 A, 7 A, 8 A NÚMERO DE PROFESSORES 179 alunos 2 professores

2 B séries do 1o C.A, 5 A, 6 A, 7 A, 8 A, do 1 o 150 alunos 9 professores C D E F G 1 A série do 2 o 6 A série do 1 o 2 A série do 2 o 6 A série do 1 o 3 A série do 1 o 2 A e 4 A séries do 1 o CARACTERIZAÇÃO DAS ESCOLAS: 30 alunos 1 professor 10 alunos 1 professor 12 alunos 1 professor 11 alunos 1 professor 32 alunos 3 professores TOTAL 424 alunos 18 professores As convidadas foram aquelas que tinham o laboratório de informática em rede, situadas em diferentes localidades do Rio de Janeiro e com tempo distinto de experiência de introdução do Projeto Horizonte na Escola, como: Localidade Início no Projeto Horizonte A Vila da Penha março / 1994 B Petrópolis fevereiro / 1994 C Leblon dezembro / 1993 D Padre Miguel fevereiro / 1994 E Vila Isabel dezembro / 1993 F Niterói janeiro / 1994 G Barra da Tijuca junho / 1994

3 SELEÇÃO DAS SÉRIES: As escolas adotaram critérios diferentes para a seleção das turmas. Tivemos três (3) que optaram em trabalhar nas séries que já estavam integradas à linguagem LOGO para que não houvesse interferência no trabalho de comunicação por desconhecimento da linguagem LOGO, outras duas (2) adotaram a alternativa de divulgação a todos os participantes da Escola, a fim de democratizar a comunicação e verificar se algo disponível a todos incentivava trabalhos diversificados em uma mesma comunidade escolar e duas (2) resolveram adotar esta experiência em turmas com problemas disciplinares para verificar se uma atividade grupal atuaria na formação de atitudes e respeito ao outro provocando uma mudança de comportamento do específico grupo. D - F - G A - B C - E Critério de seleção das séries Turmas com conhecimento da linguagem LOGO Integraram no maior número possível de séries Turmas com problemas disciplinares SELEÇÃO DOS PROFESSORES Os professores foram também selecionados pela direção da Escola, segundo os critérios: C - D - G A - E - F B Critério de seleção dos professores Professores das séries selecionadas Professores que atuavam no laboratório Professores que atuavam em projetos interdisciplinares CAPACITAÇÃO DOS PROFESSORES NA FERRAMENTA DE COMUNICAÇÃO: Realizamos no primeiro encontro a capacitação na ferramenta de comunicação e discutimos sobre os seguintes temas: Projetos e aprendizagem cooperativa; clima para aprendizagem e pensamento

4 o computador e a revolução na comunicação; criação de projetos interdisciplinares e transdisciplinares. Ao longo do semestre realizamos também encontros de acompanhamento com os professores e diretores responsáveis pela pesquisa na Escola para o relato do desenvolvimento do Projeto Mão Dupla. Estes encontros propiciaram a troca de experiências as como a solução de dificuldades e problemas identificados durante os últimos meses. III. CONCLUSÃO Destacamos os seguintes itens que observamos nas sete (7) que atuaram na Pesquisa do Projeto Mão Dupla:: Comunicação com colegas de turmas diferentes A * correio Tipo de troca Integração da ferramenta à rotina escolar B * correio C * correio D E * correio F * correio G * correio As pudemos observar que três (3) escolas não desenvolveram trabalhos com colegas de turmas diferentes ficando restritas as turmas e séries estipuladas enquanto quatro (4) escolas desenvolveram a comunicação, em diferentes níveis de troca, com a Escola como um todo, produzindo trabalhos transdisciplinares como por exemplo: arte e informática e um projeto de música.

5 Em relação aos tipos de troca quase todas as, seis (6), passaram pela etapa de correio que é a etapa de apresentação dos componentes do grupo sendo que quatro (4) conseguiram esboçar projetos que correspondem ao nível mais elaborado de comunicação entre os participantes, via computador. Em relação ao uso da ferramenta de comunicação como mais um recurso da prática escolar, tivemos quatro (4) visando esta conscientização de atitude colaborativa e três (3) que ficaram no estágio ainda heterônimo, onde a ação era proposta pelo coordenador do Projeto Mão Dupla na Escola. Devido aos resultados obtidos na pesquisa incorporamos a ferramenta de comunicação - LOGOCORREIO, na solução pedagógica desenvolvida pelo Centro de Informática na Educação para as de 1º e 2º s. Com este estudo constatamos que podemos criar um ambiente favorável ao aprendizado cooperativo, e que para existir um projeto de telecomunicação entre as escolas é necessário participar da interação e integração da escola, onde estudantes e professores possam se comunicar, de forma mais consciente, natural, para depois transpor os limites de sua Escola, de seu Estado e do seu País.

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