REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA AGRICULTURA INSTITUTO DO ALGODÃO DE MOÇAMBIQUE

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1 REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA AGRICULTURA INSTITUTO DO ALGODÃO DE MOÇAMBIQUE PLANO DE GESTÃO E QUADRO DE MONITORIA AMBIENTAL PARA AS REGIÕES ALGODOEIRAS DE MOÇAMBIQUE Elaborado por: 2007

2 FICHA TÉCNICA Coordenação: Prof Doutor António José Cumbane Faculdade de Engenharia, UEM. Autores: Prof Doutor Engº António José Cumbane Faculdade de Engenharia, UEM. Engª Amélia Jorge Sidumo Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal, UEM. Doutor Engº Vasco José da Gama Júnior Faculdade de Engenharia, UEM. Maputo, Dezembro de 2007 ii

3 AGRADECIMENTOS Este trabalho não teria sido possível sem a clarividência e a sensibilidade da Direcção do Instituto de Algodão de Moçambique (IAM) em relação às questões ambientais do ciclo produtivo do algodão. Os autores desejam, em nome do Centro de Estudos de Engenharia Unidade de Produção, manifestar o seu profundo agradecimento ao IAM pela confiança depositada na equipa que realizou o estudo e pela contínua colaboração prestada ao longo do mesmo, em especial as seguintes individualidades: Engº. Norberto Mahalambe (Chefe do Departamento de Estudos e Projectos do IAM); eng. Nordino Ticongolo ( Ponto Focal do Ambiente no IAM); Engª. Licínia Cossa (Chefe do Departamento de Apoio as Associações Camponesas do IAM); Engª. Eulália Macome (Coordenadora da Unidade de Ambiente do MINAG); As Delegações do IAM em Montepuez, Beira e Nampula; Ao Banco Mundial pelo Financiamento do Estudo. Os agradecimentos são extensivos a todos aqueles que directa ou indirectamente contribuiram para a realização deste trabalho nomeadamente: Empresas algodeiras de Moçambique a saber: o SAN-JFS: Sociedade Algodoeira do Niassa João Ferreira dos Santos o PLEXUS:... o SANAM: Sociedade Algodoeira do Namialo o DUNAVANT:... o Novos Operadores o CNA: Companhia Nacional Algodoeira o EAVZ-GPZ: Empresa Algodoeira do Vale do Zambeze Gabinete do Plano do Zambeze Direcções Distritais de Agricultura, Saúde e Ambiente dos distritos de Cuamba, Montepuez, Monapo, Meconta, Morrumbala, Mutarara, Maríngue e Mossurize, Pessoal médico afecto nos hospitais rurais e centros de saúde dos povoados abrangidos pelo estudo, Técnicos e extensionistas das empresas algodoeiras que acompanharam a equipa de consultores nos trabalhos de campo, Chefes de postos administrativos e líderes comunitários dos povoados abrangidos, Camponeses que se disponibilizaram a participar no inquérito, Técnicos do Laboratório de Águas do Ministério da Saúde (MISAU) pelo apoio prestado na realização de análises de amostras de águas, Técnicos do laboratório de solos do Instituto Investigação Agrária de Moçambique e da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal pela análise de amostras de solos. iii

4 ÍNDICE DE CONTEÚDOS FICHA TÉCNICA... ii AGRADECIMENTOS... iii LISTA DE TABELAS... vii LISTA DE FIGURAS... viii ACRÓNIMOS... x SUMÁRIO EXECUTIVO... xi 1. INTRODUÇÃO BREVE CARACTERÍZAÇÃO BIOFÍSICA E SÓCIO ECONÓMICA DAS REGIÕES ALGODOEIRAS Caracterização Biofísica Regiões agro-ecológicas Aptidão dos solos Recursos hídricos Caracterização Sócio-económica PRINCIPAIS CONSTATATAÇÕES NAS REGIÕES DE ESTUDO Introdução Breve descrição das regiões de estudo Constatações sobre a biofísica das áreas de estudo Análise de solos Textura do solo Soma de bases Capacidade de troca catiónica Percentagem de alumínio trocável Percentagem de sódio trocável Condutividade eléctrica Acidez ou ph em água Disponibilidade de Fósforo Nitrogénio total Erosão e degradação de solos Avaliação do grau de desmatação Perspectiva de produção de algodão na campanha seguinte Evolução das áreas de cultivo de algodão Constatações sobre o grau da desmatação Caracterização da poluição dos recursos hídricos Lavagem do equipamento após pulverização Caracterização das fontes de água nas regiões de estudo Impacto sobre o ar Contaminação ambiental nas unidades de processamento Constatações sócio-económicas Contribuição do algodão na economia local iv

5 Razões para a produção de algodão na campanha seguinte Contribuição do algodão na renda Evolução do capital humano Melhoria nas condições de vida Principal actor na produção Decisão sobre a renda Percepção dos Líderes comunitários Problemas de saúde Percepção dos centros/postos de saúde Sobre o uso de pesticidas nas áreas de estudo Tipo de pesticidas usados Doenças e sintomas relacionadas com a exposição aos grupos de pesticidas Problemas de saúde devido ao uso de pesticidas Principais problemas de saúde Distribuição de pesticidas Assistência técnica Equipamento de pulverização Frequência de aplicação de pesticidas Dosagens aplicadas na preparação de pesticidas Equipamentos de protecção Saúde e segurança ocupacional nas unidades de processamento Práticas culturais Prática de queimadas após a colheita Rotação de culturas Culturas usadas na rotação AVALIAÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL NO SECTOR DO ALGODÃO Convenções internacionais e legislação nacional sobre ambiente e biodiversidade Mapeamento dos Impactos Ambientais Impactos Biofísicos da cultura do algodão Impactos no Solo Degradação dos solos Erosão dos solos Poluição dos solos Impacto nos recursos hídricos Impacto na qualidade do ar Impactos Sócio-económicos do algodão Impacto na saúde v

6 Risco de toxicidade, doenças respiratórias e doenças da pele Risco de stress, aspectos ergonómicos e vibração Impacto económico Criação do emprego Crescimento da economia local Impacto na economia nacional Mudança nas fontes tradicionais de geração de rendimentos Levantamento e avaliação de aspectos ambientais Critérios de avaliação Medidas de mitigação PLANO DE GESTÃO AMBIENTAL DAS ZONAS ALGODOEIRAS MONITORIZAÇÃO E MEDIÇÃO Registos Auditoria do sistema de gestão ambiental Factores críticos de sucesso PROPOSTA DE PROGRAMAS, PROJECTOS E ACÇÕES Estratégia de consciencialização em HSO no sector do algodão Programa de gestão de solos Programa de gestão de recursos hídricos Programa de reaproveitamento de subprodutos Programa de gestão de recipientes plásticos Programa de potenciação de benefícios aos produtores Programa de gestão de emissões de poeiras e fibrilha Programa de optimização do consumo de pesticidas CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÃOES Conclusões Sobre os sistemas de produção Sobre o ambiente biofísico Sobre o ambiente sócio-económico Recomendações REFERÊNCIAS vi

7 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Distribuição das empresas fomentadoras pelas áreas concessionárias Tabela 2 Tabela 3. Tabela 4. Tabela 5. Tabela 6. Tabela 7. Tabela 8. Tabela 9a. Tabela 9b. Tabela 9c. Lista de povoados abrangidos pelo estudo...22 Categorias de intervenientes...24 Alguns indicadores de medição do impacto ambiental providos pelas DDA s...35 Frequência de problemas de saúde nas comunidades...51 Principais pragas e medidas de controlo...52 Tipo de pesticidas usados nos últimos 5 anos...53 Mapeamento dos aspectos ambientais...68 Critérios de avaliação dos impactos ambientais...81 Matriz de classificação dos impactos ambientais...81 Chave de classificação dos impactos ambientais...82 Tabela 10a. Levantamento e avaliação de aspectos ambientais Cultivo de algodão...83 Tabela 10b. Levantamento e avaliação de aspectos ambientais Processamento do algodão...84 Tabela 11a. Objectivos e metas Cultivo de algodão...86 Tabela 11b. Objectivos e metas Processamento do algodão...87 Tabela 12a. Plano de gestão ambiental Cultivo de algodão...90 Tabela 12b. Plano de gestão ambiental-processamento do algodão...91 Tabela 13a. Plano de monitorização-processamento de algodão...93 Tabela 13b. Plano de monitorização-cultivo de algodão...94 vii

8 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Distribuição de produção do algodão em Moçambique...1 Figura 2. Evolução da produção do algodão em Moçambique de 1931 a Figura 3: Zonas agro-ecológicas de Moçambique (INIA, 2000)...5 Figura 4. Aptidão agro-climática para o cultivo do algodão de sequeiro...6 Figura 5a. Rendimento das variedade de sementes em uso em Moçambique...12 Figura 5b. Percentagem produzida das variedade de sementes em uso em Moçambique...13 Figura 6. Divisão administrativa do distrito de Cuamba...14 Figura 7. Divisão administrativa do distrito de Montepuez...15 Figura 8. Divisão administrativa do distrito de Meconta...16 Figura 9. Divisão administrativa do distrito de Monapo...17 Figura 10. Divisão administrativa do distrito de Morrumbala...18 Figura 11. Divisão administrativa do distrito de Mutarara...19 Figura 12. Divisão administrativa do distrito de Mossurize...20 Figura 13. Divisão administrativa do distrito de Maríngue...21 Figura 14. Mapeamento dos pontos de recolha de amostras de água e solos...23 Figura 15. Textura de solos nas regiões de estudo...26 Figura 16. Soma de bases...27 Figura 17. Capacidade de troca catiónica...28 Figura 18. Percentagem de Alumínio trocável...28 Figura 19. Percentagem de Sódio trocável...29 Figura 20. Condutividade eléctrica...29 Figura 21. Acidez ou ph em água...30 Figura 22. Disponibilidade de Fósforo em ppm...31 Figura 23. Nitrogénio total...31 Figura 24 Exemplos de erosão de solos devido a cultura do algodão...32 Figura 25 Prevalência da produção de algodão...33 Figura 26 Perspectiva de produção de algodão na próxima campanha...34 Figura 27. Evolução de áreas de cultivo de algodão nos últimos 5 anos...34 Figura 28. Conservação de espécies nativas nas zonas algodoeiras Figura 29. Percepção dos Líderes comunitários sobre mudanças na vegetação...37 Figura 30. Percepção sobre mudanças na diversidade faunística...37 Figura 31. Caracterização dos locais de lavagem de equipamentos de pulverização...38 Figura 32. Potabilidade de amostras de água nas zonas de estudo.40 Figura 33. Proporção de amostras dentro dos parâmetros de potabilidade 41 Figura 34. Contaminação ambiental devido à inceneração de resíduos do processamento do algodão...42 viii

9 Figura 35. Figura 36. Figura 37. Figura 38. Figura 39. Figura 40. Figura 41. Figura 42. Figura 43. Figura 44. Figura 45. Figura 46. Figura 47. Figura 48. Figura 49. Figura 50. Figura 51. Figura 52. Figura 53. Figura 54. Figura 55. Figura 56. Porquê da pretensão de produzir algodão na próxima campanha...44 Contribuição do algodão na renda familiar...44 Evolução do capital humano...45 Melhoria nas condições de vida...46 Principal actor na produção do algodão nas diferentes regiões...47 Poder de decisão sobre as receitas...48 Percepção dos Líderes comunitários em relação ao custo dos insumos..48 Problemas de saúde devido ao uso de pesticidas...55 Tipo de problemas de saúde derivados do uso de pesticidas...56 Esquema de distribuição de insumos nas fomentadoras...57 Assistência técnica aos camponeses...58 Tipo de pulverizador usado...58 Frequência da aplicação de pesticidas...59 Preparação dos pesticidas...60 Uso de equipamento de protecção durante a aplicação de pesticidas...60 Aspectos de segurança no trabalho. Inapropriada utilização dos meios de protecção disponíveis...62 Aspectos de segurança no trabalho. Operário sem meios de protecção adequados...62 Prática de queimadas após a colheita...63 Preparação de solos para nova campanha...63 Prevalência da rotação de culturas...65 Tipo de culturas usadas para a rotação...65 Percepção dos líderes comunitários sobre prática de rotação de culturas...66 ix

10 ACRÓNIMOS CANAM. Companhia Algodoeira de Nampula CNA. Companhia Nacional Algodoeira DUNAVANT EAVZ-GPZ. Empresa Algodoeira do Vale do Zambeze- Gabinete do Plano do Zambeze DPI Dispositivos de Protecção Individual HSO Higiene e Segurança Ocupacional IAM. Instituto de Algodão de Moçambique MIP Maneio Integrado de Pragas Mocotex PLEXUS, Lda Novos Operadores PVC Cloreto de Polivinilo SAAN Sociedade Algodoeira do Alto-Molócue SANAM Sociedade Algodoeira do Namialo SAN-JFS. Sociedade Algodoeira do Niassa- João Ferreira dos Santos MINAG. Ministério da Agricultura MICOA. Ministério para Coordenação da Acção Ambiental DDA. Dircção Distrital da Agricultura x

11 SUMÁRIO EXECUTIVO Uma avaliação do sistema de produção do algodão caroço em Moçambique foi levada a cabo com o propósito de estabelecer as bases para elaboração do sistema de gestão e quadro de monitoria ambiental em Moçambique, uma das competências do Instituto do Algodão de Moçambique em tanto que instituição credenciada pelo governo pelo decreto nº 7/91, Artigo 2. O estudo foi encomendado pelo Instituto do Algodão de Moçambique, tendo como objectivo principal contribuir para a implementação da estratégia do PROAGRI para endereçamento de aspectos ambientais no desenvolvimento agrário, com o sector do algodão como piloto. A avaliação foi realizada em oito distritos identificados dentro das sete províncias potenciais produtoras de algodão em Moçambique nomeadamente Cuamba no Niassa, Montepuez em Cabo Delgado, Monapo e Meconta em Nampula, Morrumbula na Zambézia, Mutarara em Tete, Maríngue em Sofala e Mossurize em Manica. A elaboração do sistema de gestão e quadro de monitoria ambiental em Moçambique foi com base na norma ISO 14001, em fase de adopção. A metodologia de trabalho adoptada com vista a alcançar os objectivos especificados, a equipa de trabalho subdividiu e implementou 3 fases distintas do estudo, nomeadamente: (i) revisão bibliográfica e preparação de um relatório sumário das principais constatações; (ii) recolha de dados e, (iii) Análise de dados, elaboração dos planos de gestão e monitoria ambiental e elaboração do relatório. A fase de revisão bibliográfica e preparação de um relatório sumário das principais constatações consistiu na recolha da informação existente sobre programas e projectos do sector do algodão e destinou-se, essencialmente, para familiarizar os consultores com as características do sector e identificar potenciais problemas. Esta consulta abrangeu os relatórios existentes sobre as regiões algodoeiras de Moçambique, a estratégia do desenvolvimento do sector do algodão, as várias convenções internacionais sobre biodiversidade, mudanças climáticas e uso de pesticidas, a legislação ambiental e o uso de pesticidas e de recursos hídricos. Ainda nesta fase, a equipa de consultores desenvolveu inquéritos semi-estruturados para os vários actores envolvidos no ciclo produtivo do algodão. Assim, nas empresas de fomento foram preparados inquéritos para xi

12 os gestores e os técnicos e/ou extensionistas. Ao nível das instituições do governo foram desenvolvidos inquéritos para as direcções distritais de saúde, agricultura e coordenação da acção ambiental e, postos de saúde. Foram também incluidos inquéritos para as autoridades dos postos administrivos nas regiões abrangidas e produtores a nível familiar e/ou associativo. Efectuou-se igualmente nesta fase a recolha de mapas cartográficos para identificação e escolha dos locais de amostragem. Esta fase permitiu, entre outros aspectos, familiarizar os consultores com as características agrícolas e sócio-económicas das regiões de estudo bem como com as práticas culturais das populações e o papel das empresas de produção e fábricas de descaroçamento do algodão. O culminar desta fase foi a elaboração de um relatório preliminar. A recolha de dados consistiu na ida ao campo. O trabalho de campo foi realizado pelos consultores e permitiu o contacto in loco com os vários aspectos relacionadas com as actividades de produção e processamento do algodão bem como os impactos associados. Para o trabalho de campo, a equipe foi dividida em 3 brigadas alocadas a 3 regiões, de acordo com as facilidades de acesso. Assim, houve uma brigada que trabalhou nos distritos de Cuamba, Meconta, Monapo e Montepuez, uma segunda brigada para os distritos de Mutarara e Morrumbala e uma terceira brigada para os distritos de Mossurize e Maríngue. Os consultores contaram nestes trabalhos com o apoio dos técnicos do IAM, MINAG afectos nas direcções distritais e/ou provinciais e de técnicos das empresas fomentadoras. Os trabalhos de campo permitiram observar a ocorrência da erosão de solos, prática de queimadas descontroladas, problemas de saúde e segurança ocupacional dos trabalhadores das empresas de descaroçamento bem como nos produtores a nível familiar, através de entrevistas no sector de saúde sobre incidências de doenças que podem ser derivadas de agentes activos de pesticidas. No campo, foram também recolhidos dados sobre o tipo de pesticidas em uso, e amostras de solos em regiões produtoras e não produtoras de algodão. A recolha de amostras visava determinação do nível de empobrecimento dos solos quer devido a práticas de queimadas nos campos ou devido a não rotatividade de culturas que é exigida numa situação de agricultura familiar. Nesta fase também foram realizados entrevistas com os fomentadores e produtores bem como com os provedores dos insumos agrícolas. xii

13 Finalmente, na terceira fase, análise de dados e elaboração do relatório, foram colhidos dados do tipo qualitativo e quantitativos de acordo com a metodologia proposta. Para análise dos dados foram usados os pacotes informáticos EXCEL e ArcView. Da análise de dados, foram produzidos gráficos que mostram a distribuição geográfica e o grau de significância de cada impacto em cada região agro-ecológica. Para os impactos negativos revelados pelo estudo foram desenvolvidas medidas de mitigação convenientes. As principais constatações do estudo permitiram notar que o cultivo do algodão estimula o desenvolvimento económico das regiões rurais e contribui significativamente na economia nacional. Contudo, esta actividade traz consigo problemas ambientais tais como degradação e erosão de solos, poluição de solos e de recursos hídricos e problemas de saúde ocupacional. A avaliação destacou os seguintes aspectos: a) Quanto aos sistemas de produção: A produção do algodão caroço em Moçambique é feita maioritariamente por camponeses do sector familiar a título individual ou organizados em pequenas associçãoes, A existência de empresas licenciadas para o fomento da produção do algodão, com monpólio nas respectivas zonas de influência b) Impactos positivos A produção do algodão não contribui para queimadas descontroladas A não existência de acúmulo de substâncias activas derivadas de pesticidas, e o uso de pesticidas nas regiões algodoeiras sem substâncias proibidas e com componentes de fácil degradação A importante contribuição do algodão na economia nacional como produto de exportação A significativa contribuição do algodão na geração de renda, criação de autoemprego e empreendedorismo nas zonas rurais c) Impactos negativos O manuseio de pesticidas sem o uso de dispositivos de protecção individual A existência de um potencial para o surgimento de problemas ambientais derivados do manuseio inadequado de recipientes pós-pulverizações e de pilhas acumuladoras O uso intensivo de áreas de produção sem obediência às boas práticas tais como rotação de culturas, conssocição e agricultura de conservação tem conduzido a xiii

14 uma acentuada degradação de solos que se manifesta pela perda de fertilidade e acidez elevada A inadequada assistência técnica em algumas regiões tem por consequência o manuseio inapropriado de pesticidas por parte de camponeses A falta ou o inapropriado uso de DPI nas unidades de processamento cria o cenário apropriado para o surgimento de problemas de saúde a longo termo A emissão de poeiras nas unidades de processamento concorre para a poluição do ar nas comunidades circunvizinhas O uso intensivo de pesticidas conduz à perda de biodiversidade faunística e consequente redução de algumas fontes de renda A deficiente prática de armazenamento e/ou conservação de pesticidas por parte dos agricultores concorre para problemas de saúde pública. Por outro lado, a má aplicação de pesticidas como na captura de peixe e homicídios constituem exemplos flagrantes de impactos negativos associados à aspectos sócio-culturais. Em relação ao Plano de Gestão e Monitoria Ambiental, o presente estudo permitiu um melhor conhecimento do meio biofísico e sócio-económico do sector do algodão. Com base nas constatações produzidas, e usando a metodologia de certificação com base na norma ISO 14001, foi desenvolvido um Plano de Gestão Ambiental (PGA) no qual estão identificadas as responsabilidades de cada interveniente desde os produtores, líderes comunitários, empresas de fomento e associações de produtores. Associado a este PGA foi desenvolvido um programa de monitoria que será da responsabilidade do IAM/MINAG em parceria com o MICOA e o Ministério do Trabalho. Com o objectivo de elevar a consciência dos principais actores na cadeia de produção do algodão sobre higiene e saúde ocupacional foi elaborada uma estratégia de consciencialização em HSO no sector do algodão. A minimização de problemas de empobrecimento de solos é abordada no contexto de um programa de gestão de solos. Um programa de gestão de recursos hídricos cuida da preservação da qualidade da água e do problema de contaminação por pesticidas e nitratos. A redução da acidez de solos e o melhoramento da retenção de nutrientes e o combate da erosão dos solos é abordada no programa de calagem de solos. Faz ainda parte deste pacote um programa de xiv

15 reaproveitamento de subprodutos e resíduos que visa promover o reaprovetamento da semente do algodão na produção de farinhas de alto valor protéico para alimentação humana e animal e potenciar o reaproveitamento de resíduos para a criação de produtos de valor acrescentado. Para implementar uma gestão moderna de resíduos que gere benefícios e aumente a competitividade das empresas do sector algodoeiro e abra novos mercados onde a qualidade ambiental é uma vantagem tanto para empresa como para sociedade foi elaborado um programa de reaproveitamento de subprodutos e resíduos. A problemática da poluição causada por pilhas e acumuladores é tratada no programa de gestão de pilhas e acumuladores. Um programa de gestão de emissões de poeiras e fibrilha contendo planos de monitorização com vista a acompanhar as diferentes fases do processamento de algodão cuidará da qualidade do ar, qualidade da água, bio-ecologia, ruído, vigilância da saúde humana, níveis de risco e psicologia social. Finalmente, a redução do desperdício de materiais plásticos e a reciclagem destes materiais plásticos é a temática contida no programa de gestão de recipientes plásticos. xv

16 ( Toneladas ) 1. INTRODUÇÃO O algodão em Moçambique como em outros países do terceiro mundo revela-se importante porque é concebido como um produto de exportação e de aprovisionamento em matéria-prima às indústrias nacionais de téxteis, óleo alimentar e sabões. Nesses países, o cultivo do algodão é dominado pelo sector familiar principalmente nas zonas rurais. Historicamente, aponta-se que antes do século XVI já se semeava algodão em Moçambique, cuja espécies eram oriundas da Asia (6). Contudo, só a partir de 1930 que o cultivo de algodão começou a se expandir tendo tido o seu maior incremento entre as decadas 50 a 70. O algodão é produzido com mais proeminência nas províncias de Nampula, Cabo Delgado e Sofala (Figura 1). Contudo, também é produzido, embora em menor proporções, nas outras províncias do país, a saber, as províncias de Niassa, Zambézia, Tete, Manica, Gaza e Inhambane. A cultura é praticamente toda conduzida em sequeiro onde cerca de 75% da sua produção concentra-se na metade norte do Pais. Os dados de que se dispõem referemse à distribuição de produção de algodão referentes ao ano agrícola 2005/ ,000 45,000 40,000 35,000 30,000 25,000 20,000 15,000 10,000 5,000 - C.Delgado Nampula Sofala Tete Niassa Zambézia Manica I'bane P R O V Í N C I A S Figura 1. Distribuição da produção do algodão em Moçambique na campanha 2005/6 por províncias (5) 1

17 (*) ( 1000 Tons) A figura 1 acima mostra que, de facto, as províncias Cabo-delgado, Nampula e Sofala são as que mais produzem o algodão. A produção de algodão em Moçambique em 1971 (6) foi de toneladas de algodão-caroço. O que representava 0,4% da produção mundial. O rendimento médio de algodão-caroço, no mesmo ano, era de 277 kg/ha. Foi em 1973 o ano que se atingiu o maior pico na produção de algodão, tendo se situado em toneladas, e o rendimento médio de cerca de 468 kg/ha. A área ocupada pela cultura algodoeira ( ha) representava 7,3% da área total cultivada no país. Dedicavam-se a esta cultura produtores, ou seja, 24,8% dos agricultores existentes. Até 1975, ano da independência, cerca de 7% de fibra do algodão foi utilizada na indústria local e o remanescente foi exportada. A Figura 2 que se segue, mostra a evolução de produção, em toneladas, de algodão de 1931 a Alta = = Tons Tons / Tons Baixa = (*) Estimativa ( A N O S ) Independência Nacional Figura 2 Evolução da produção do algodão em Moçambique de 1931 a 2006 Desta tabela se pode ler que na história de produção de algodão no país, o ano de 1973 foi o que mais se produziu enquanto o de 1985 o que menos se produziu. As perespectivas de 2007 indicam estar a baixo da produção de

18 As estatísticas recentes de 2005 (5) indicam que a produção de algodão caroço em Moçambique foi de toneladas, cultivados numa área de cerca de hectares. O rendimento médio foi de cerca de 420 toneladas/hectares, sendo que toda a fibra de algodão foi exportada. O número de camponeses envolvidos foi de cerca de sendo 94% destes do sector familiar, 5% associações e os restantes produtores autónomos. Em 2006 a produção do algodão foi de cerca de toneladas, cultivados numa área de hectares e envolvendo cerca de famílias o que representa um recorde no período pós independência. 3

19 2. BREVE CARACTERÍZAÇÃO BIOFÍSICA E SÓCIO ECONÓMICA DAS REGIÕES ALGODOEIRAS A descrição das características biofísicas e sócio-económicas é feita de uma forma meramente restrita e pretende servir de base para o conhecimento da diversidade da paisagem, dos recursos hídricos e das principais actividades económicas das regiões abrangidas pelo presente estudo. As características biofísicas e sócio-económicas, incluindo os culturais, são suportes fundamentais para se implementar um sistema de gestão e monitoria ambiental do mais alto valor dado os desequilíbrios ecológicos que tem vindo a sofrer devido à acção humana Caracterização Biofísica Regiões agro-ecológicas Segundo o IIAM (7) o país encontra-se dividido em 10 regiões agro-ecológicas diferenciadas em função do clima, solos e acesso ao mercado (Figura 3). Das principais regiões produtoras de algodão, o distrito de Montepuez na província de Cabo Delgado, grande parte do distrito de Monapo e uma pequena parte do distrito de Meconta em Nampula, o distrito de Cuamba na província do Niassa, e grande parte do distrito de Morrumbala na província da Zambézia estão situadas na zona agro-ecológica R7, que é caracterizada pela altitude situada entre os 200 a 1000m e precipitação anual variando de 1000 a 1400mm. A textura dos solos varia de arenosa a lamacenta. É nestas regiões onde se produz cerca de 60% do algodão caroço em Moçambique, de acordo com os dados estatísticos da campanha (4). Os distritos de Mutarara em Tete, e parte do distrito de Marringue em Sofala estão situados na zona agro-ecológica R6, caracterizada por altitudes abaixo de 200m e precipitação média anual da ordem de 500 a 800mm. Nesta zona, produz-se cerca de 15% da produção nacional do algodão caroço. Grande parte do distrito de Mossurize em Manica está situada na região agro-ecológica R4, caracterizada por altitudes médias entre 200 a 1000m; a precipitação média anual varia entre 1200 a 1400mm. Mais de 60% da área do distrito de Maríngue em Sofala está 4

20 S. Mazimechopes Chokwe Chobela Nhacoongo Maniquenique Inhambane 24º SW AZ IL ANDIA Xai-Xai R1 Ricatlha Maputo Umbeluzi situado na zona agro-ecológica Mazeminhama R6. R. A. S. 30º 34º 38º Scale 1: º Compilou: Marcos Jossefa Ruco Figura 3: Regiões agro-ecológicas de Moçambique (7) Aptidão dos solos Segue-se a indicação da aptidão agroclimática para o cultivo de algodão em Moçambique Figura 4 (6). 5

21 Cabo Delgado Nos Distritos de Ancuabe, Chiúre e regiões de menor altitude de Namuno, principalmente junto ao rio Lúrio, regiões de média altitude dos distritos de Montepuez, Namuno e Meluco, a fisiografia dos solos desta região caracteriza-se por solos aluvionares nos vales dos rios, escuros, profundos, de textura média a pesada, moderadamente a mal drenados, sujeitos a inundações regulares. Nas encostas encontram-se solos hidromorfos de textura variada, desde arenosos de cores cinzentas, arenosas sobre argilas a solos argilosos extratificados de côr escura. Nos topos das encostas superiores predominam solos vermelhos e alaranjados apresentando textura média a pesada sendo profundos e moderadamente bem drenados. Figura 4. Aptidão agro-climática para o cultivo do algodão de sequeiro (6) Niassa Nos Distritos de Cuamba, Mecanhelas, Mandimba, até as regiões de média 6

22 altitude de Majune, Maúa e Marrupa; os solos são argilosos vermelhos e profundos, com uma boa permeabilidade e bem drenados, fertilidade baixa e susceptíveis a erosão. Os solos predominantes nos vales de rios são predominantemente aluvionais, escuros, profundos, de textura pesada e média, moderadamente a mal drenados, os de topo e as encostas são moderadamente bem drenados. Nampula Nos Distritos de Nampula, Mecuburi, Muecate, Eráti, Memba, Monapo, Mossuril, Mongicual, Angoche, Meconta, Mogovolas, Murrupula, Malema e Ribáue (região 7) e Moma (região 8), os solos são arenosos lavados e moderadamente lavados, predominantemente amarelos a castanho-acinzentados, tanto os da cobertura arenosa do interior como os das dunas arenosas costeiras e ainda pelos solos da faixa do grés costeiro, de textura arenosa a franco argiloso arenosa de cor alaranjada. Zambezia - Em Gilé, Ile, Alto Molócuè e parte norte de Morrumbala, as regiões mais baixas de Gurue, Milange, Lugela e Namarrói, Mocuba, Maganja da Costa, Pebane e zona mais arida de Morrumbala, ao longo do vale do Chire; os solos correspondem a um complexo de características variáveis, com solos vermelhos, alaranjados e cinzentos. Os primeiros ocupam as cotas mais elevadas, estendendo-se os pardo-acinzentados e os cinzentos pela zona baixa ao longo dos terrenos dos rios. Os solos pardo alaranjados, pardo-avermelhadas e amarelas ocorrem na parte intermediárias dos declives e nas encostas apresentando uma drenagem moderadamente boa. Tete - Distritos de Mágoe, Cahora Bassa, Macanga, Moatize, Mutarara e Changara. Esta região apresenta diversos tipos de solos, sendo frequente as formações de solos vermelhos, variando de arenosos francos a argilosos, intercalados por solos que variam de ferralíticos, hidromórficos, aluvionares a solos profundos. Estes solos são derivados, na sua maioria, de rochas metamórficas e eruptivas do pre-cámbrio, em particular do complexo gneisso-granítico do Moçambique Belt. São solos de textura variável profundos a localmente pouco profundos, sendo ligeiramente lixiviados, excessivamente drenados e por vezes localmente mal drenados. Sofala - Chemba, Caia, Gorongoza, Dondo, Búzi e Maríngue. Os solos desta região são de textura variável, profundo a muito profundos, localmente pouco profunods, castanhoavermelhados sendo ainda ligeiramente lixiviados, excessivamente drenados ou moderadamente bem drenados. Existe também predominância de solos aluvionares e hidromórficos ao longo de linhas de drenagem natural associados ao vale da bacia do rio 7

23 Zambeze. Manica - Guro, Tambara, Mossurize, Bárue, Sussundenga e regiões da periferia e mais baixas de Chimoio. Segundo a carta nacional de solos, predominam nesta região solos desenvolvidos nas rochas vulcânicas destacando-se os argilosos vermelhos, profundos e férteis, os basálticos vermelhos de textura argilosa de profundidades variáveis e aptos para a cultura do algodão e os liticos de textura franco-arenosa, pouco profundos sobre rocha alterada Recursos hídricos A rede hidrográfica do distrito de Cuamba é constituído pelos rios Luleio e Muanda ambos afluentes da bacia do rio Lúrio. O rio Muanda tem ainda como afluentes os rios Namutimbua, Ruace, Massequece, Massange, Recuembe e Zicemunda. Estes rios são de regime periódico e podem ser considerados riachos. O distrito de Montepuez possui uma rede hidrográfica pouco significativa com a excepção da bacia do rio Lugenda que serve de fronteira entre este distrito e o de Metarica na Província do Niassa. O distrito de Monapo é atravessado por dois importantes cursos de água, o rio Monapo e o Ampuesse. Existem ainda pequenos rios secundários tais como Natete, Mugica, Mussinete, Mecuco, Napai, Nicupa, M pitocuiri e outros. A rede hidrográfica do distrito de Morrumbala é constituído pelos rios Chire, Lualua, Lumba, Muelide, Missongue, Thambe, Luó e Bualizo afluentes da bacia do Zambeze. A maioria destes rios e de regime periódico. As principais bacias hidrográficas que atravessam distrito de Maríngue são os rios Nhamapadza, Fudja, Nhamazuanzua, Pundza e Mupa todos localizados no interior do distrito. Todos os rios são de regime periódico, podendo alguns ser considerados riachos. 8

24 O distrito de Mossurize possui dois importantes rios o Búzi e o Mossurize, para além de outros rios de importância secundária tais como Chicambue, Dacata, Muchenedzi, Zona, Chinica, Rupice, Mucurumadzi, Lucite, Mavuaze e Mussassa. Existem ainda pequenos riachos que são praticamente afluentes dos rios principais Caracterização Sócio-económica Os tipos de sistema agrícola mais comuns, na região agroecológica R4 são a conssociação milho/mapira. Verifica-se também nesta região agroecológica o uso intensivo das margens dos rios para a produção comercial da banana, hortícolas e fruticultura. Produção pecuária semi-comercial e comercial. A principal cultura nesta região é a mapira, sendo o algodão a principal cultura de rendimento. Quanto ao uso e cobertura da terra, o tipo de cobertura predominante são as florestas aberta e fechadas, sendo o miombo e o mopane os principais ecossistemas. As principais áreas de conservação destaca-se a reserva de Chimanimani, as coutadas 9, 13 e 18. Os principais problemas são o alto risco de erosão de solos, sistema de mercados incipiente, incidência de doenças animais como a mosca tse-tsé, competição entre agricultura, exploração madeireira, actividades faunísticas e de conservação. A mapira é a principal cultura nas zonas áridas e nas outras zonas temos outras culturas como os casos da mexoeira e da mandioca. Nesta região agroecológica o algodão é a principal cultura de rendimento e é produzido nas zonas médias do Zambeze. Ao longo dos riachos, produz-se arroz, batata doce e vegetais. Os principais ecossistemas são o mopane, e floresta fechada. Os principais problemas nesta região agroecológica são as infraestruturas agrícolas inadequadas, elevada incidência de doenças animais como a mosca tsé-tsé, a falta de serviços básicos, erosão de solos, competição entre o uso florestal, faunístico, agrícola, mineiro e actividades de conservação e finalmente, a zona agro-ecológica R8 cobre também parte das áreas algodoeiras, estando parte das áreas dos distritos de Meconta e Monapo inseridos nesta zona. 9

25 3. PRINCIPAIS CONSTATATAÇÕES NAS REGIÕES DE ESTUDO 3.1. Introdução O presente estudo foi realizado nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Sofala e Manica. Nestas regiões designadas para o estudo, são geralmente caracterizados por boa fertilidade e queda regular de chuvas. A agricultura é a principal actividade económica nestas regiões e existe uma combinação entre culturas de rendimento e as alimentares, complementados pela criação de pequenos animais domésticos tais como galináceos, caprinos e suínos. O tipo de agricultura mais predominante é a do sector familiar e fundamentalmente virado para a subsistência. A mão de obra depende basicamente do agregado familiar. Contudo, verifica-se em algumas regiões grandes agricultores com áreas acima dos 5 ha. Estes agricultores tem merecido um tratamento diferenciado por parte das empresas fomentadoras, as quais disponibilizam maquinaria para a lavoura bem como crédito para financiar o recrutamento de mão-de-obra para a sacha e colheita. Tratamento especial têm tido também as associações de camponeses em algumas regiões, muito em especial nas áreas concessionadas à empresa PLEXUS, a qual aplica um preço bonificado aos agricultores organizados em associações. Nestes casos, a empresa concessionária tem promovido uma gradual autonomia das associações De acordo com os dados fornecidos pelo IAM, existem actualmente 12 empresas fomentadoras cujas áreas concessionárias estão indicadas na Tabela 1. Em Moçambique estão sendo produzidas seis variedades de algodão, nomeadamente, (i) CA-324, (ii) REMU- 40, (iii) ISA-205, (iv) Chureza, (v) Albar-sz9314 e (vi) STAM-42. A Figura 5a, que se segue, mostra a percentagem de rendimentos médios por cada variedade de semente e a Figura 5b percentagem da área cultivada. 10

26 Tabela 1 Distribuição das empresas fomentadoras pelas áreas concessionárias (IAM 2005/6) Empresa fomentadora Província Distritos SAN-JFS Niassa Cuamba, Nipepe, e Metarica Nampula Malema PLEXUS, Lda Cabo Delgado Montepuez, Ancuabe, Nampula Namuno, Meluco, Balama, Chiúre, Quissanga e Metuge Erati e Namapa SANAM Nampula Monapo, Meconta IAM Nampula Memba CANAM Nampula Ribaúe, Mogovolas, Novos Operadores Nampula Meconta Zambézia DUNAVANT-Cottco Zambézia Morrumbala Tete Malema, Nametil e Memba Gilé, Alto-Molócue, Mocuba Mutarara CNA-Cottco Manica Mossurize Sofala Mocotex Zambézia Mocuba Maríngue, Chemba SAAM Zambézia Alto-Molócue EAVZ-GPZ Zambézia e Tete Vale do Zambeze Manica Mossurize AgriMoz Inhambane Homoíne Gaza Chibuto 11

27 Toneladas/ha 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 CA-324 ISA-205 ALBAR SZ- REMU-40 CHUREZA STAM Figura 5a. Variedade de sementes em uso em Moçambique (IAM 2005/6) Segundo os dados da campanha 2005/6 as variedades CA-324, STAM 42 e ALBAR SZ 9314, são as que apresentaram os maiores rendimentos. As variedades CA-34 e REMU- 40 representaram cerca de 54% e 25%, respectivamente (veja a Figura 4), da produção total do algodão, constituindo cerca de 79% do total de variedades de algodão produzido em Moçambique. Os sistemas de produção do algodão a nível familiar, para além de conduzir a um rápido empobrecimento de solos, erosão, caracterizam-se por baixos índices de rendimento por hectare, o que torna imprescindível a existência de um plano de gestão e monitoria ambiental do processo de cultivo e processamento de algodão. 12

28 3% 25% 13% 2% 3% 54% CA-324 ISA-205 ALBAR SZ-9314 REMU-40 CHUREZA STAM-42 Figura 5b. Percentagem produzida por variedade de semente (IAM 2005/6) As constatações acima apresentadas indicam que a variedade de semente mais cultivada actualmente apresenta baixos rendimentos. Há que estabelecer programas visando o melhoramento da variadade de sementes com rendimentos ao nível dos obtidos com a variedade ALBAR SZ 9314 de cerca de 970 kg/ha, entretanto representando apenas 2% da produção total. Esses programas colocariam Moçambique num patamar semelhante ao de outros países que praticam a agricultura de sequeiro que apresentam rendimentos de 900 a 1300 kg/ha. Conforme o previsto no Artigo 2, alínea b) do Decreto nº7/91, cabe ao IAM cooperar com instituições de investigação na melhoria da qualidade e rendimento da produção Breve descrição das regiões de estudo Na província do Niassa, o trabalho foi levado a cabo no distrito de Cuamba. Este distrito é constituído por três postos administrativos nomeadamente Lúrio, Cuamba-sede e Etatara (Figura 6). No posto administrativo de Cuamba-sede estão em formação algumas associações de agricultores. Neste distrito, existe uma empresa concessionária para o fomento da cultura do algodão, a Sociedade Algodoeira do Niassa (SAN) João Ferreira dos Santos. A amostragem dos produtores para realizar o inquérito foi feito nos seguintes povoados: Mokhola e Quimar no posto administrativo de Etatara, Mortuela no posto administrativo de Lúrio e nos povoados de Nawawane e João 1 no posto administrativo de Cuamba-sede. Em cada povoado foram entrevistados 5 produtores e um líder comunitário. 13

29 Figura 6. Divisão administrativa do distrito de Cuamba Na província de Cabo Delgado, o trabalho foi realizado no distrito de Montepuez. Este distrito está divido em cinco postos administrativos nomeadamente Mapupulo, Mirate, Nairoto, Namanhumbir e Montepuez-sede (Figura 7). A empresa concessionária operando neste distrito é a PLEXUS. A amostragem dos produtores para realizar o inquérito foi feita, sob recomendação do Delegado do IAM neste distrito em conjunto com o Director de Operações da PLEXUS. Assim foram recomendados os seguintes povoados: Nceue no posto administrativo de Namanhumbir, Mapupulo-sede e Nanere em Mapupulo, Namoro em Nairoto e Nacuca em Mirate. 14

30 Figura 7. Divisão administrativa do distrito de Montepuez Na província de Nampula, o trabalho foi realizado nos distritos de Meconta e Monapo. A província de Nampula é a maior produtora de algodão ao nível nacional e a que também apresenta os maiores problemas ambientais. O distrito de Meconta compreende os postos administrativos de Namialo, Corrane, 7 de Abril e Meconta-sede (Figura 8). O distrito de Monapo compreende três postos administrativos nomeadamente Itoculo, Netia e Monapo (Figura 9). 15

31 Figura 8. Divisão administrativa do distrito de Meconta A empresa concessionária para o fomento do algodão no distrito de Monapo é a SANAM, enquanto que no distrito de Meconta são os Novos Operadores. A selecção dos povoados para amostragem dos produtores foi feito em Monapo por recomendação da empresa concessionária enquanto que no distrito de Meconta por recomendação da direcção distrital em conjunto com um técnico do IAM que acompanhou os trabalhos. Assim, no distrito de Monapo o trabalho foi realizado em 8 povoados nomeadamente Munhavaratopuara, Munhavara-Jagaia, Metocheria-Mutauanhe, Metocheria-Nacololo e Metocheria- Caserna no posto administrativo de Monapo (Canacue) e povoados de Eduardo Mondlane, Namacopa e Ofensiva no posto administrativo de Itoculo. No distrito de Meconta o trabalho foi realizado apenas no posto administrativo de Corrane considerado o maior produtor do distrito, nos povoados de Varua, Mucapera, Metucuro e Metala. 16

32 Figura 9. Divisão administrativa do distrito de Monapo Na província da Zambézia, o trabalho foi realizado no distrito de Morrumbala. Este distrito compreende os postos administrativos de Nauela, Megaza, Chire e Derre (Figura 10). A empresa concessionária e fomentadora do algodão neste distrito é a DUNAVANT. A selecção dos povoados para amostragem dos produtores foi primeiramente por recomendação da empresa fomentadora e posteriormente de forma aleatória. Assim, realizou-se o trabalho nos povoados de Boroma, Muandiua e Morrumbala-sede. 17

33 Figura 10. Divisão administrativa do distrito de Morrumbala Na província de Tete, o distrito recomendado pelo IAM foi o de Mutarara. Este distrito compreende os postos administrativos de Nyamayabwe, Doa, Chire e Inhangoma (Figura 11). A empresa concessionária para o fomento de algodão neste distrito é a DUNAVANT. Para a realização do trabalho, a selecção dos produtores foi por recomendação da empresa concessionária e posteriormente de forma aleatória. Assim o trabalho foi realizado nos povoados de Inhangoma e Mafunga em Inhangoma, Sinjal em Nyamayabwe, Doa-Dzimira em Doa e Chire em Chire. 18

34 Figura 11. Divisão administrativa do distrito de Mutarara Na província de Manica, o trabalho foi realizado no distrito de Mossurize. Este distrito compreende os postos administrativos de Chiuraire, Espungaberra (Chikwekwete) e Dacata (Chirera) (Figura 12). A empresa concessionária para o fomento do algodão neste distrito é a EAVZ-GPZ. Para a realização do trabalho neste distrito foram seleccionados os povoados de Chiuraire, Chikuekuete e Chirera, por recomendação do técnico da DDA. 19

35 Figura 12. Divisão administrativa do distrito de Mossurize Finalmente, na província de Sofala, o trabalho foi realizado no distrito de Maríngue. Este distrito compreende os postos administrativos de Maríngue-sede, Canxixe e Súbue (Figura 13). A empresa concessionária para o fomento do algodão é a CNA (Companhia Nacional Algodoeira). Para a realização do trabalho, a selecção dos produtores foi por recomendação do técnico da DDA, delegação da Beira em coordenação com o técnico da empresa concessionária. Assim, o trabalho foi realizado nos povoados de Canxixe, Súbuè, Maringue-sede e Gubalatsai. 20

36 Figura 13. Divisão administrativa do distrito de Maríngue A Tabela 2 abaixo indicada dá uma descrição resumida das áreas de estudo e o mapa ilustrado na Figura 14 sua localização. 21

37 Tabela 2- Lista de povoados abrangidos pelo estudo Província Distrito Posto administrativo Localidade Povoado Etatara Etatara Mokhola Etatara Quimar Niassa Cuamba Lúrio Lúrio Mortuela Cuamba-sede Cuamba-sede Nawawane Cuamba-sede João 1 Mirate Mararanja Nacuca Mputo Nanere Mapupulo Cabo Delgado Montepuez Mapupulo-sede Mapupulo Nairoto Nairoto-sede Namoro Namanhumbiri Namanhumbiri-sede Nceue Varua Corrane-sede Mucapera Meconta Corrane Japir Metala Mecua Metacuro Muruto Ed. Mondlane Nampula Ituculo Muruto Namacopa Muruto Ofensiva Monapo Metocheria Nacololo Munhavara Topuara Canacue Munhavara Jakaya Metocheria Caserna Metocheria Mutauanhe Navela Boroma Zambézia Morrumbala Morrumbala Navela Morrumbala-sede Navela Muandiua Nhamayabue Sinjal Chirua Tete Mutarara Chire Chire Chire Inhangoma Inhangoma Mafunga Doa Doa Dzimira Inhacufera Mafuia Chiurairue Chiomo Chiomo Chiurerue sede Mude Cita Cita Chinguno Chinguno Manica Mossurize Chirera (Dacata) Nhatsanga Nhatsanga Chaiva Chaiva Chikepe Chikepe Chikwekwete Pande Macuo Pande Macuo (Espungabera) Nhabanga Nhabanga Macuo 2 Macuo 2 Nhazuazua Nhazuazua Gueza Gueza Súbue Maneto Maneto Gravata Gravata Daimond Daimond Nhamunho Nhamunho Pangue Pangue Sofala Maríngue Medge Medge Marringue Gubulatsai Chowende Maríngue-sede Nhamitalala Nhachire Mapangapanga Canxixe Ntacuta Ntacuta Palame Palame 22

38 Figura 14. Mapeamento dos pontos de recolha de amostras de água e solos. 23

39 3.3. Constatações sobre a biofísica das áreas de estudo A recolha de informação para a avaliação dos impactos biofísicos da produção do algodão foi feita a diferentes níveis de intervenção. Neste contexto, o presente trabalho distinguiu cinco categorias de intervenientes como ilustra a tabela 3. Para cada categoria foram administrados inquéritos específicos preparados pela equipa de pesquisa. Tabela 3. Categorias de intervenientes Categoria Interveniente Descrição Nº de inquiridos 1 Produtores de algodão Famílias que se dedicam a produção do algodão Comunidades Líderes comunitários, líderes de associações Direcções distritais e Entidades ligadas á saúde postos de saúde locais 7 4 Empresas fomentadoras 8 Empresas fomentadoras Operários 6 da cultura Extensionistas 16 5 Instituições Governamentais ligadas à produção do algodão, saúde e ambiente DDA s e DDCAAs 7 Os resultados obtidos das entrevistas realizadas com os vários intervenientes bem como da análise de amostras de solos e água, para a avalição dos impactos biofísicos e sócioeconómicos são apresentados e discutidos de seguida Análise de solos A principal finalidade de uma análise de solos é verificar a condição de fertilidade das terras, indicando a disponibilidade de nutrientes para as culturas e recomendar a aplicação racional e económica de correctivos e adubos. Assim, baseando-se no uso de padrões da terminologia universal para classificação da aptidão de solos (ILACO 1981), amostras de solos recolhidas nas áreas concessionadas às diferentes empresas algodoeiras, foram quantitativamente analisadas e comparadas tanto com os padrões 24

40 internacionais de aptidão de solos, como entre si para determinação das diferenças existentes. Para todos os indicadores, o ponto médio é considerado o óptimo em termos de aptidão de solos para agricultura no geral. No total 194 amostras de solos foram colhidas e analisadas para os parâmetros de aptidão, das quais 25 em Montepuez área de concessão da PLEXUS, 56 em Monapoárea de concessão da SANAM, 29 em Meconta - área de concessão dos Novos Operadores, 33 em Cuamba - área de concessão da San-JFS, 15 em Mossurize - área de concessão da EAVZ-GPZ, e 26 em Marríngue - área de concessão da CNA. Por motivos de constrangimentos operacionais e de orçamento, amostras colhidas na área de concessão da DUNAVANT (Mutarrarra e Morrumbala), não foram analisadas. Os parâmetros analisados incluíram a soma de bases (Na, Mg, K e Ca), capacidade de troca catiónica (CTC), conductividade eléctrica, acidez em água, disponibilidade de fósforo, nitrogénio total e textura Textura do solo A textura do solo refere-se à proporção da argila, limo e areia do solo. Destas fracções a argila é a que possue maior superfície específica e por isso é a que caracteriza a capacidade de adsorção de nutrientes como o fósforo e a troca de catiões. Assim, dependendo das proporções dos componentes do solo, podem ser classificados como argilosos, arenosos, franco-argilosos, franco arenosos, franco argilo-arenosos e francoarenoso argiloso. A Figura 15 ilustra as várias características que constituem a natureza de solos das regiões estudadas. Foram encontrados nas diferentes zonas textura de solos variando de arenoso a argiloso, tendo sido a classe textural mais predominante a franco arenoso perfazendo 39.7% dos solos. Foi mencionado no primeiro capítulo do presente trabalho que a cultura do algodão se adapta ou se desenvolve satisfatoriamente em solos de textura desde arenoso a argiloso. Nesse contexto, em termos de textura de solo todas as áreas produtoras inventariadas reúnem condições de textura de solo aceitáveis para o desenvolvimento da cultura. 25

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