POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO: FORMULAÇÃO DE MECANISMOS DE AVALIAÇÃO E CONTROLE RESUMO

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1 POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO: FORMULAÇÃO DE MECANISMOS DE AVALIAÇÃO E CONTROLE Fernando Raimundo Schunig 1 Roberto Antônio Deitos 2 RESUMO Para a implementação de Políticas Públicas em Educação e Prevenção Contra Incêndio e Pânico faz-se necessário a definição de índices numéricos que sirvam de parâmetro para a formulação e avaliação destas políticas. Uma vez definido um índice, será possível a avaliação da segurança da edificação em função das medidas preventivas e mitigadoras do risco de incêndio, assim como seu emprego para a determinação de ações em educação e prevenção, por intermédio de informações simples, de forma visível a todos no momento em que entram em uma edificação, facilmente entendido, mesmo sem um conhecimento das normas vigentes. A utilização de um índice numérico de risco de incêndio e pânico para as diversas edificações, depois de testado e comprovado sua eficiência, poderá ser utilizados amplamente para a formulação e avaliação de políticas públicas em educação e prevenção contra incêndio e pânico. Se a prevenção contra incêndio e pânico for vista com novos olhos, voltados também para a educação das pessoas e orientação dos gestores públicos, com ações muitas vezes simples, como o conhecimento de um índice que indique o grau de segurança de determinada edificação, estará o Corpo de Bombeiros contribuindo para uma sociedade melhor, mais justa e segura. Palavras Chaves: Políticas Públicas, Educação, Prevenção de Incêndio 1 Oficial do Corpo de Bombeiros do Estado do Paraná, mestrando em Educação, Estado e Políticas Sociais na UNIOESTE, campus Cascavel Bombeiro-militar, licenciado em Matemática, Pós Graduado em Engenharia de Segurança Contra Incêndio e Pânico. 2 Orientador, Pós-doutorado na Universidade Estadual de Maringá em Programa de Pós-Graduação em Educação PPE. Supervisão: Dra. Ângela Mara de Barros Lara. Licenciatura em Pedagogia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE (1992), Mestrado (2000) e Doutorado (2005) em Educação pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, na área de história, filosofia e educação. Pós-Doutorado em Educação (2012) pela Universidade Estadual de Maringá - UEM - Paraná. Professor Associado da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Campus de Cascavel, Centro de Educação, Comunicação e Artes, Colegiado do Curso de Pedagogia. Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação ( ). Pesquisador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Política Educacional e Social - GEPPES.

2 1420 POLÍTICAS PÚBLICAS EM EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO: FORMULAÇÃO DE MECANISMOS DE AVALIAÇÃO E CONTROLE ABSTRACT For the implementation of Public Policy in Education and Fire Prevention and Panic it is necessary to define numeric indices that serve as a parameter for the formulation and evaluation of these policies. Once defined an index, will be possible to evaluate the safety of the building according to the preventive and mitigating measures risk of fire, as well as its use for the determination of actions on education and prevention, through simple, visibly the all the time when they enter into a building, easily understood even without a knowledge of current regulations. The use of a numerical index of risk of fire and panic to the various buildings, after tested and proven its efficiency, can be widely used for the formulation and evaluation of public policies in education and fire prevention and panic. If the fire prevention and panic is seen with new eyes, also aimed at educating people and orientation of public managers, with shares often simple, as the knowledge of an index indicating the degree of security given building, as will be Fire Department contributing to a better, more just and secure. Key Words: Public Policy, Education, Fire Prevention 1 INTRODUÇÃO Os incêndios sempre foram uma preocupação do corpo de bombeiros, principalmente porque além de grandes prejuízos materiais, acabam ceifando vidas. Assim sendo, o Corpo de

3 1421 Bombeiros trabalha fortemente na prevenção a estes incêndios, que se não forem evitados e combatidos logo no seu início, fica muito complicado a sua extinção. Esse tema, sempre este presente na minha vida profissional, pois desde 1988, quando ingressei nesta corporação, estudo sobre o fogo e suas consequências, é claro, além das demais atividades desenvolvidas pelo Corpo de Bombeiros, que são elas combate a incêndios, busca e salvamento de pessoas e animais, prevenção e ações de defesa civil. O combate a incêndios é uma atividade muito desgastante também para o profissional bombeiro, pois requer muito treinamento e condicionamento físico, pois o bombeiro tem que operar equipamentos pesados, utiliza EPIs 3 robustos para sua proteção e fica submetido a um calor intenso, onde seu desgaste físico é muito maior. Sabendo destas dificuldades, sempre veio a minha mente que os incêndios devem ser evitados, já que o seu combate é difícil, que a única maneira de evitar que eles ocorram é fazendo prevenção, ou seja, evitar que o incêndio ocorra por meio da adoção de medidas que venham a evitar ou ao menos mitigar os seus danos caso ocorra. Na carreira de um bombeiro, muitas são as experiências diárias vividas que reforçam a necessidade de uma prevenção adequada pela adoção de medidas mitigadoras, evitando que vidas sejam ceifadas, que ocorram prejuízos materiais, sociais e ambientais para a sociedade. Desta forma, a preocupação em poder evitar que os incêndios ocorram é sempre constante pelo Corpo de Bombeiros, que possui uma seção dedicada exclusivamente a prevenção de incêndios, que é a BM-7 4. Segundo o Decreto nº 7339, de 08 de junho de 2010, que aprova o Regulamento Interno dos Serviços Gerais da Polícia Militar do Paraná, ao qual o Corpo de Bombeiros esta vinculado, são atribuições funcionais do Chefe da 7ª Seção do Estado Maior: Art Ao Chefe da BM/7 compete: I - realizar estudos, pesquisas e a doutrina dos assuntos de segurança contra incêndios e de explosões e suas consequências; II - elaborar pareceres técnicos atinentes à segurança contra incêndios e explosões; III - elaborar atos normativos relativos aos assuntos de segurança contra incêndios; IV - acompanhar as revisões das normas brasileiras de segurança contra incêndios, promovendo a divulgação no comando intermediário; V - realizar o suporte e o monitoramento do sistema de controle eletrônico de vistorias preventivas contra incêndios do Corpo de Bombeiros; VI - executar, excepcionalmente, por determinação do comandante ou do chefe do EM, vistorias, visando à prevenção a incêndios. 3 Equipamento de proteção individual 4 7ª Seção do Estado Maior do Corpo de Bombeiros.

4 1422 O que infelizmente ocorre é que a BM-7 consegue desenvolver apenas as atividades de análise de PSCIP 5 e a realização de vistorias, não desenvolvendo ações educativas para a população, como parte de ações e programas que deveriam ser permanentemente componentes em políticas públicas nesta área. Mais surge um questionamento: como desenvolver ações educativas de prevenção a incêndios se as normas são extremamente complexas e de conhecimento somente de membros dos corpos de bombeiros e engenheiros que trabalham na elaboração e execução de PSCIP? Como levar estas informações a todos, de maneira a ser facilmente compreendida? Se as pessoas soubessem que um ambiente não é seguro iram frequentar esse local? 2 DEFINIÇÃO DE ÍNDICES A definição de um de trabalhar com índices numéricos que quantifiquem o nível de segurança contra incêndio e pânico de uma determinada edificação, de forma a que as pessoas ao observarem esse índice possam ter a oportunidade de optar em entrar ou não nesta edificação. Seria algo parecido com o que hoje é utilizado quando compramos uma geladeira, que na sua porta traz um gradiente de cores que representam o consumo de energia, onde sem conhecer nada sobre o seu funcionamento, compressor, vedação, dados técnicos em geral, podemos escolher em comprar uma geladeira que consuma mais ou menos energia. Mais somente trabalhar com índice não é o suficiente, é necessário levar esta informação a população, por meio do desenvolvimento de ações educativas, que podem ser desenvolvidas nas escolas em geral, desde a educação básica até a formação em nível superior, como parte de ações em políticas públicas que possam ser desenvolvidas permanentemente pelo Estado. Outro ponto importante e o estabelecimento de políticas públicas voltadas ao problema dos incêndios. Ações nos mais diversos níveis de gerenciamento público e privado devem ser estabelecidas, pois as vidas ceifadas e os prejuízos causados já tornarem-se um problema social, gerando insegurança principalmente após o incêndio da boate Kiss, que mostrou a total 5 Plano de Segurança Contra Incêndio e Pânico.

5 1423 falta de políticas públicas voltadas ao problema, que as vida das pessoas estão expostas a insegurança e a um constante risco, sem sequer ao menos que estas pessoas possam identificar que suas vidas não estão em perigo. 2.1 GRANDES TRAGÉDIAS ANUNCIADAS Quem não se lembra dos famosos incêndios nos edifícios Joelma e Andraus na cidade de São Paulo, nos anos 70? Mais para os mais novos, que nunca ouviram falar em Andraus e Joelma, podemos lembrar a Boate Kiss, no município de Santa Maria no estado do Rio Grande do Sul, aí acredito que fica claro o problema. Será que se aquelas pessoas, na sua maioria jovem, tivessem uma informação antecipada de que a Boate Kiss não apresentava condições seguras relativas a prevenção contra incêndio e pânico teriam entrado no seu interior para participar da festa? Ainda hoje não é informado a estes jovens frequentadores de bares e boates noturnas essa informação, isso não pode permanecer assim. O Corpo de Bombeiros, a quem cabe constitucionalmente a atividade de prevenção e combate a incêndios, deve levar essa informação a população, evitando assim novos incêndios ocorram e mais vidas sejam perdidas. Quando esta informação estiver visível a todos, uma vez deixando de frequentar um local que não possui as condições mínimas de segurança contra incêndio e pânico, optando por um que possua esta segurança, os locais que não possuem condições mínimas vão se obrigar a tê-las, sob o risco de ter seu negócio levado a falência pela falta de frequentadores. De acordo com Schunig (2006), em seu estudo sobre uma nova visão que deveria ter o Setor de vistorias do Corpo de Bombeiros, já existia na época uma preocupação de como atender a demanda de serviços prestados no Setor de Vistorias do Corpo de Bombeiros no Estado do Paraná, com foco na obtenção dos recursos materiais necessários e no treinamento do profissional bombeiro militar para o desempenho das atividades previstas para a BM-7. Nesse estudo, foi constatada a necessidade de atender melhor a população nos serviços prestados pelo Corpo de Bombeiros. O perfil dos incêndios ocorridos no Estado do Paraná no período de 2005 a 2009, com uma análise e coleta de dados sobre incêndios, sendo possível observar que os incêndios estão

6 1424 ocorrendo cada vez mais, pois as edificações cada vez mais acumulam grande quantidade de materiais combustíveis e tornam-se mais antigas. Relata que, de posse do perfil dos incêndios, é possível organizar programas de prevenção contra incêndios e ações educativas em nível local e nacional. (SCHUNIG, 2010) Ainda, conforme relata Schunig (2013), a necessidade da utilização de índices numéricos indicadores de segurança contra incêndio e pânico em edificações, propondo a utilização de índice do Método de Gretener para o estabelecimento de políticas públicas e o uso de indicadores. Conclui que é possível a utilização do índice de risco de incêndio de Gretener 6 para ser utilizado como indicador numérico de Segurança Contra Incêndio e Pânico, porém com alguns ajustes necessários a legislação vigente. O que se observa é que somente o estudo de um índice numérico não seria suficiente para que uma edificação fosse classificada numericamente quanto a sua segurança contra incêndio e pânico, mais sim que este índice além de ser conhecido pelas pessoas, pudesse a promover uma mudança de comportamento e também a implementação de ações educativas e preventivas no escopo de políticas públicas para a área. 2.2 MUDANÇA DE COMPORTAMENTO Para a implantação das medidas citadas na seção anterior, necessitaríamos de uma mudança de comportamento que se espera ser adotada pelas pessoas, mudança esta diretamente ligada a educação, pois é somente desta forma que vamos conseguir que pessoas mudem seu comportamento quando escolherem uma edificação para frequentar, além de que também entendam dos riscos a que estão sendo submetidas, cabendo-lhes a faculdade de decidir qual escolha deve ser feita. Havendo uma mudança no comportamento das pessoas, consequentemente a necessidade do estabelecimento de políticas públicas voltadas ao problema deve ser discutidas e utilizadas na prática como parte fundamental do processo de avaliação e controle de incêndios. 6 Índice de risco de incêndio de Gretener: é o mais difundido método de avaliação de risco de incêndio, leva o nome do engenheiro suíço Max Gretener que o idealizou. Este método considera características que, de modo geral, a legislação brasileira não leva em conta.

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8 VIABILIDADE DO ÍNDICE Os estudos e incêndios já ocorridos, demonstram que existe a necessidade de estudar a viabilidade da utilização do uso de indicadores numéricos como mecanismo para a avaliação e formulação de políticas públicas em educação voltadas para a prevenção contra incêndio e pânico. Desse modo, ficou delimitado como proposta do estudo ora proposto, o desenvolvimento de uma pesquisa para verificação da viabilidade do uso de indicadores numéricos para a formulação de políticas públicas em educação contra incêndio e pânico, utilizando como índice numérico o obtido pelo método de Gretener, que deve ser testado e avaliado como o índice proposto. Assim, para conclusão do estudo, os seguintes objetivos foram definidos: a) Realizar um estudo teórico dos parâmetros de risco de incêndio originais do Método de Gretener; b) Desenvolver uma planilha eletrônica simplificada para a execução do Método de Gretener; c) Fazer um comparativo entre os métodos de análise de risco de incêndio e pânico qualitativos citados na NPT e o método de Gretener; Assim, o índice de risco de incêndios, depois de estabelecido e testado, representa sim um indicador para segurança contra incêndio em edificações, pois atende a todos os requisitos conceituais e metodológicos, podendo ser útil ao planejamento, representando um grande potencial para a segurança desejada. Ainda, a sua utilização possui limitações consideradas, onde são utilizados diversos critérios, não representando em momento algum qualquer tipo de desvantagem, tornando-se um caminho simplificado para a análise de risco de incêndio, conforme prevê o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico vigente no Estado do Paraná, podendo sim tornar-se um indicador de sustentabilidade para a formulação de uma política pública. 7 NPT Norma de Procedimento Técnico

9 INDICADORES NA QUALIDADE DE VIDA URBANA A preocupação com a qualidade e vida urbana assumiu grande importância no debate político e científico, devido ao grande desenvolvimento urbano nos últimos anos nas grandes cidades. Desta forma, evidencia-se a incapacidade de modelos de desenvolvimento gerar mais e melhor qualidade de vida; ao contrário disso, além de não conseguir erradicar a ignorância, a violência, a insegurança e a pobreza, agravou-se a situação social e ambiental e consolidaram-se, especialmente nas grandes cidades, enormes disparidades sócio espaciais em todos os aspectos. (VITTE, 2009, apud BUARQUE, 1993) Para Vitte (2009), o grande impulso na elaboração e no uso de indicadores para avaliar o meio urbano foi a criação do Índice de Desenvolvimento Urbano (IDH) 8. Composto por indicadores de condições de saúde, educação e renda da população, o IDH possibilitou a produção de uma hierarquia entre os 194 países considerados na primeira versão, e que vem se alterando a cada período de cálculo. No Brasil, essa tendência também se expandiu, foram elaborados novos indicadores agregados em índices, como no saneamento básico, habitação, transporte entre outros. No tocante a segurança pública nada foi desenvolvido ainda, pois os critérios ainda não são claros. Dentro desta esfera, há também a necessidade da criação de índices de avaliação de risco de incêndios e pânico que venham a mensurar a real condição de segurança das edificações de forma clara e objetiva, através de cálculos e padrões que atendam as 8 IDH significa Índice de Desenvolvimento Humano, uma medida importante concebida pela ONU para avaliar a qualidade de vida e o desenvolvimento econômico de uma população. Anualmente é elaborado o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com base em três pilares (Saúde, Educação e Renda) que são medidos da seguinte forma: Uma vida longa e saudável (Saúde): expectativa de vida ao nascer O acesso ao conhecimento (Educação): média de anos de estudo (adultos) e anos esperados de escolaridade (crianças) Um padrão de vida decente (Renda): medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) com base na Paridade de Poder de Compra (PPC) por habitante O IDH varia entre 0 (nenhum desenvolvimento humano) e 1 (desenvolvimento humano total), revelando que quanto maior a proximidade de 1, mais desenvolvido é o país. (SIGNIFICADOS, 2014)

10 1428 necessidades e a legislação vigente, que sirvam inclusive de parâmetros para adequação das edificações já existentes e que não estão totalmente adaptados a legislação vigente. Assim, a composição de um índice de avaliação de risco de incêndio e pânico é fundamental importância ao planejamento urbano das cidades, de maneira a promover um ambiente seguro para as pessoas. Um indicador para ser destinado a avaliar a qualidade de vida em grandes cidades tem que atender basicamente dois objetivos (VITTE, 2009): a) Servir de fundamento ao planejamento municipal na tomada de decisões que promovam a equidade na distribuição e no acesso da população a bens de cidadania; b) Servir ao monitoramento da qualidade de vida urbana. Os índices e indicadores de qualidade de vida, processos e resultados, bem como as metodologias, podem ser amplamente utilizados pelas universidades, pelo setor privado e público, ONGs 9 e por outros diversos segmentos sociais. Nesse enfoque, a obtenção de índices de risco de incêndio e pânico para as diversas edificações, depois de testado e comprovados sua eficiência, poderão ser utilizados amplamente, resultado em uma edificação mais segura e obviamente numa qualidade de vida melhor para seus ocupantes. 3 CONCLUSÃO A definição de um índice numérico de risco de incêndio e pânico para a utilização como indicador numérico para a avaliação e formulação de Políticas Públicas em Educação e Prevenção Contra Incêndio e Pânico faz-se necessário, pois o problema da falta de indicadores vem ocorrendo a muito tempo sem receber a devida atenção. A composição de um índice de avaliação de risco de incêndio e pânico é fundamental importância ao planejamento urbano das cidades, de maneira a promover um ambiente seguro para as pessoas e a qualidade de vida. O índice de risco de incêndios, depois de estabelecido e testado, representa um indicador para estabelecimento de Políticas Públicas em Educação e Prevenção Contra 9 Organizações não governamentais

11 1429 Incêndio e Pânico, pois atende a todos os requisitos conceituais e metodológicos, podendo ser útil ao planejamento, representando um grande potencial para a educação e prevenção desejada. REFERENCIAIS BUARQUE, C. Qualidade de Vida: modernização da utopia. Ed. Lua Nova, nº 31, p PARANÁ. Decreto nº 7339, de 08 de jun Aprova o Regulamento Interno e dos Serviços Gerais da Polícia Militar do Paraná, Secretaria de Estado da Segurança Pública - SESP. Diário Oficial. Curitiba, 08 de jun p SCHUNIG. F. R. Vistoria Preventiva: uma nova visão, TCC (Epecialização) - Universidade Federal do Paraná, Curitiba, F. R. Perfil dos incêndios em edificações no Estado do Paraná (2005 a 2009), TCC (Epecialização) Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, F. R. Estado e Políticas Públicas: indicador numérico para risco de incêndio e pânico em edificações, TCC (Epecialização) Academia Policial Militar do Guatupê, Curitiba, VITTE. C. C. S; KEINERT. T. M. M. Qualidade de vida, planejamento e gestão urbana. Discussões Teórico-Metodológicas. Rio de Janeiro. Ed. Bertrand Brasil. p , 2009.

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