A MISSA NO HOSPITAL. Themis Carvalho de Andrade

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A MISSA NO HOSPITAL. Themis Carvalho de Andrade"

Transcrição

1 Entrada... entrada fria, gelada, parada... entrada repleta de grandes fantasmas, que agitam seus braços, tentando agarrar, prender, apertar em seus braços do medo o coração de quem chega querendo voltar, sentindo no peito um grito sem jeito. Um grito de dor... Entrada... aqui, você é nada, nada mais que uma... ficha! Que penitência! Paciência! Senhor, piedade, que estouro de tanto sofrer! De esperar, de gemer, de ser examinado, cheirado, apalpado, radiografado... Senhor, fui despido e amarrado na coluna da morte. E, tal como tu, torturado! Meu Cristo, piedade! sem querer, ouvi um choro baixinho, abafado, do companheiro do lado... Senhor, piedade! Se eu, no começo, sofria sozinho, agora já sei sentir em conjunto a dor que, ao meu lado, tortura o irmão. Aprendi tua lição... A MISSA NO HOSPITAL Ouço de tudo.- mentira, verdade, conversa fiada! Sarar, morrer, cortar, sangrar, gemer, dormir, comer... Palavra perdida, vazia... A palavra que eu desejo é a palavra da verdade, que não me engane, que me respeite... E, agora, tenho o ensejo de ouvir uma voz que fala comigo, levando-me a sério... É Palavra de vida, de amor, de mistério! Palavra que salva! Palavra que ocupa o vazio do peito, e dá um sentido a todo gemido... Senhor, te ofereço um dote sem preço. A nossa amizade chegou de mansinho, bem devagar, desde a entrada, gelada... Depois, no calvário, compreendi, de repente, o teu sacrifício e o teu amor, que aceitou, sofreu, enfrentou para ficar comigo na hora solitária da dor... Eu te ofereço, Senhor. Aceita tudo que tenho, tudo que sou: um homem despido, triste, sofrido. Vem, Senhor, meu amigo, Transforma-te em pão. Fica comigo, é promessa do teu fiel coração... Eu quero tomar-te, e, contigo, para sempre viver mais amigo, viver mais irmão. Tu és minha fonte! Tu és minha vida! Tu és salvação.' Obrigado,Senhor, obrigado! Ficaste comigo e ficas agora, que, só e sofrido, me sinto humilhado, longe, perdido. Sumiu-se o meu mundo, perdi, de repente, o gosto da vida, da gente. Perdi a vontade, o desgosto. Perdi o contato com o mundo... a matéria. Mas tudo acabou... A vida passou... A Missa da vida chegou ao final. Mas como termina a Missa no hospital? Na vida ou na morte? Como termina? Canto final! Themis Carvalho de Andrade

2 ROTEIRO DE REFLEXÃO PARA AS EQUIPES DE PASTORAL DA SAÚDE Pe. Júlio Munaro, MI "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo: para perdoar os nossos pecados e purificar-nos de toda injustiça. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós" (1 Jo, 1, 8-10). O pecado é uma constante na vida dos homens e de todos os homens. Quem não reconhece isto demonstra pouca familiaridade consigo mesmo. E, além do mais, corre o risco de se julgar melhor do que os outros, tratá-los com arrogância e sustentar diante de Deus merecimentos que não tem. A parábola do fariseu e do publicano em oração no templo demonstra claramente duas atitudes humanas diante do pecado: o fariseu julga-se livre de pecado, cheio de méritos e acaba constituindo-se em juiz dos outros; o publicano olha para si mesmo, reconhecese pecador e não se atreve a levantar os olhos para Deus. O publicano sai do tempo justificado. O fariseu volta para casa com mais um pecado e, sobretudo, continua sem consciência de sua condição de pecador (cf. Lucas, 18, 9-14). Esta mesma atitude aparece na parábola do filho pródigo. vale a pena transcrevê-la. "Um homem tinha dois filhos. O mais jovem disse ao pai: 'Pai, dá-me a pane da herança que me cabe'. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, ajuntando seus haveres, o mais jovem partiu para uma região longínqua, dissipando sua herança numa vida devassa. "E gastou tudo. Sobreveio à região uma grande fome e ele começou a passar privações. Foi, então, empregar-se com um dos homens da região, que o mandou para os campos cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com as bolotas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E caindo em si, disse: 'Quantos empregados de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome! vou-me embora, procurar o meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o céu e contra ti ; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados'. Partiu, então, e foi ter com o pai. "Ele estava ainda ao longe, quando o pai viu-o, encheu-se de compaixão, correu e lançouse-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. O filho, então, disse: 'Pai, pequei contra o céu e contra ti ; já não sou digno de ser chamado teu filho'. Mas o pai disse aos servos: 'Ide depressa; trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejemos, pois este meu filho estava mono e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado!' E começaram a festejar. "O filho mais velho estava no campo. Quando voltava, já perto de casa ouviu música e danças. Chamando um servo, perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe disse: 'É teu irmão que voltou e teu pai matou o novilho cevado, porque o recuperou com saúde'. Então ele ficou com muita raiva, e não entrar. O pai saiu para suplicar-lhe. Ele, porém, respondeu ao pai: Há tantos anos que te sirvo, e jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e nunca me desde um cabrito para festejar com meus amigos. Contudo, veio este teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, e para ele matas o novilho cevado!' "Mas o pai lhe disse: 'Filho, está sempre comigo, e tudo meu é teu. Era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois o teu irmão estava mono e tornou a viver; ele estava perdido e foi reencontrado!' Belíssima parábola! Extremamente confortadora quem se reconhece pecador. Profundamente reveladora de nossa dureza em relação aos irmãos que erram. Ai de nós se o Pai nos tratasse como o irmão mais velho!

3 Convém, pois, meditar estas outras palavras de Cristo: "Ide, pois, e aprendei o que significa: Misericórdia é que eu quero, e não sacrifício. Com efeito, eu não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9,13). Ouestionamentos para reflexão: 1 - Nós, visitadores de doentes, temos consciência de que somos pecadores ou nos consideramos melhores que os outros? 2 - Acolhemos as pessoas que erraram, como o pai acolheu o filho pródigo? Ou as tratamos com aspereza, como o irmão maior? 3 - Já aprendemos o que significa: "Misericórdia é que eu quero, e não sacrifício?" 4 - Gostamos de cuidar dos bons e fugimos dos que consideramos pecadores? Seria esta a atitude do Cristo? Pastoral Clínica O QUE É E O QUE PRETENDE Pe. Leocir Pessini, MI O movimento de "Educação Pastoral Clínica" surgiu nos EUA, há mais de 50 anos, e procura conjugar a formação pastoral teórica e prática, experiência pastoral, elaborando um método de Formação Pastoral. É a um Pastor protestante de Massachussets, Anton Boisen, homem de grande inteligência e cultura, que se deve a fundação do movimento, nos primeiros decênios deste século. Acometido de um doloroso esgotamento mental, ele percebeu, durante sua primeira hospitalização, que a preparação do agente de Pastoral não pode limitar-se a livros e cursos teóricos. Para ser eficaz, deve recorrer aos human living documents (documentos viventes), isto é, a pessoas em situação de crise, quando a realidade da experiência humana, sobretudo o sofrimento, encontra uma expressão existencial. Convencido de que cada estudante de Teologia deve submeter-se a uma aprendizagem de Pastoral semelhante á que o médico recebe durante seu internato, iniciou o primeiro estágio de Formação Pastoral Clínica no Hospital Psiquiátrico de Worcester, em Massachussets, no verão de Desde então, os centros de Formação Pastoral Clínica se multiplicaram, sobretudo nos EUA e Canadá, estendendo-se, pouco depois, a uns dez países da Europa e da Ásia. l - Objetivos da Pastoral Clinica - "Depois de quatro anos de formação teórica, um médico necessita pelo menos de dois anos de internato, antes de exercer a profissão. Um psicólogo não pode começar a trabalhar autonomamente, sem haver, primeiro, se submetido a uma aprendizagem sob a orientação de um expert... Porém, o que dizer do sacerdote? Muitos deles, depois de quatro anos de Teologia, são lançados na Pastoral sem qualquer training no campo. Entre os que tiveram a possibilidade de beneficiar-se de um ano de Pastoral, somente alguns recebem a necessária supervisão, que lhes permita fazer da própria prática pastoral uma verdadeira experiência de aprendizagem. Quem acompanhou atentamente seu desempenho? Quem examinou criticamente suas conversas pastorais? Quem os ajudou a expressar-se significamente nas celebrações litúrgicas, fazendo o uso inteligente de suas mãos e olhos? Quem os ensinou a explorar seus limites, a enfrentar o problema de sua relação com a autoridade, seus fiéis etc.?" (Henri Nouwen, "lntimacy, Pastoral Theological Essays", Notre Dame, Indiana (1970), p. 135/136).

4 A necessidade de que o fazer Pastoral se organize numa verdadeira experiência de aprendizagem e crescimento torna-se clara, quando se analisam os objetivos de Educação Pastoral Clínica. São seus objetivos gerais a formação de agentes de Pastoral maduros e competentes, capazes de comunicar ás pessoas o amor redentor do Senhor, ajudando-as a superar criativamente sua situação de enfermidade e de crise, e facilitar seu desenvolvimento humano e espiritual. Os objetivos específicos são: 1) conhecimento da própria personalidade: aperfeiçoamento das atividades humanas e espirituais que garantam o exercício de um ministério eficaz, trabalhar os sentimentos, as emoções etc.; 2) aquisição de Pastoral (integração da identidade profissional); 3) exercício da capacidade de refletir teologicamente sobre a própria experiência pastoral: aprender a fazer Teologia partindo da experiência; 4) uso de técnicas, cuja finalidade é a de facilitar o exercício do ministério pastoral: capacidade de escutar, de identificar as necessidades dos pacientes e responder adequadamente a elas, de fixar objetivos realistas, de enfocar estratégias inteligentes na relação de ajuda, de comunicar-se com clareza, honestidade e eficácia; 5) desenvolver a capacidade de colaboração interdisciplinar. 2 - Metodologia - A experiência pastoral é a matéria-prima. Refletindo sobre sua própria experiência, o estudante pode: o tirar lições de qualquer situação, mesmo das próprias falhas, que podem converter-se em ocasiões de crescimento; o aprender a conhecer a forma de viver sua relação consigo mesmo, com os enfermos, com os membros de outras profissões, a indicar o estilo de espiritualidade, a escala de valores que guia sua vida e o lugar que Deus ocupa em seus planos. Essa reflexão sobre a experiência tem vários passos: 1) observação e descrição; 2) análise e interpretação; 3) ação e avaliação. É o aprender fazendo. Ao supervisor cabe ser aquele que tem os espelhos diante do estudante, de modo que este possa ver o próprio comportamento, tanto no nível humano quanto no pastoral. O supervisor procurará ver o comportamento do estudante para além das aparências, nos esconderijos onde atuam mecanismos inconscientes, ajudando-o a crescer no conhecimento de si mesmo e a modificar responsavelmente seu próprio comportamento. O objetivo especifico da Supervisão consiste no funcionamento pastoral do estudante, na experiência vivida em contato com os enfermos, com os companheiros etc. O que é submetido a análise é uma série de tipos de comportamentos de trabalho: a forma de comportar-se no grupo, algumas conversas com os doentes (entrevistas), as reações frente ás pessoas, ao supervisor etc. (biópsia médica). 3 - Atividades- Elas se desenvolvem através de: 1) visitas pastorais num determinado hospital; 2) entrevistas (escritas) com os enfermos. Esses relatórios compreendem, além do texto da conversação, também a análise do próprio comportamento, a descrição das implicações teológicas, psicológicas e sociológicas. Este instrumento de trabalho permite ao estudante descobrir concretamente o seu estilo de funcionamento pastoral, o grau de capacidade de encontrar as pessoas onde efetivamente estão emotiva e espiritualmente, põe em evidência suas dificuldades e defesas frente a temas como sofrimento, morte, sexualidade, moral etc. Ele faz aparecer claramente se há a tendência a responder ás próprias necessidades, mais que ás das pessoas a que deve atender; 3) dinâmicas de grupo (roll play, exercício das fantasias etc.); 4) conferências relacionadas com o mundo da saúde, espiritualidade, administração, Teologia e a relação de ajuda; 5) preparação de homilias para os doentes nas celebrações litúrgicas etc. Se você deseja informações sobre cursos de Educação Pastoral Clínica escreva para o ICAPS.

5 PSICOLOGIA DAS RELAÇÕES HUMANAS NO HOSPITAL Frei Achyles Chiappin, PUC SP O trabalho hospitalar só será realmente gratificante e eficiente quando for feito em equipe, com real integração de todas os setores atuantes. Sendo o paciente "a razão do hospital e dos profissionais do hospital", é evidente que todas as atividades devem convergir para a sua saúde, colocando-se todas as disponibilidades dos setores integrantes, das diversas classes a seu serviço comunitário, dentro de um clima de boas relações humanas. Não raro, cenas classes, bem mal formadas, tentam, com freqüência, impor-se com exclusividade, assenhoreando-se do campo profissional, tornando-se o centro das atenções, no lugar do paciente. Enfermeiros, médicos, nutricionistas, administradores, pastoralistas e sacerdotes-pastores, serviços de psicologia, de serviço social, de ética-moral, da limpeza, de secretarias... devem fixar perenemente seu olhar para o doente e não para seus fins imediatos. Como empresa complexa, o hospital exige uma organização bem estruturada, uma hierarquia dinâmica e democrática e uma sociabilidade organizada para objetivar as reais finalidades a que se propõe. O ambiente hospitalar e o clima de vida são decisivos para o funcionamento adequado - levar a saúde a todos os que lutam pela saúde. Taylor e Mayo demonstraram que uma empresa bem integrada socialmente, vivendo um clima de bom relacionamento, produz com mais criatividade, eficiência e bem-estar. Enquanto que o mau ambiente de trabalho produz frustrações, doenças, acidentes e problemas. Assim como é importante a presença da medicina e da enfermagem, da nutrição e da limpeza, da psicologia e do serviço social, da boa administração, do atendimento religlosoespiritual, de igual forma é imprescindível a ação das relações humanas. Tendo em vista a abundante literatura existente sobre relações humanas hospitalares, especialmente do CEDAS, apresentamos aqui alguns aspectos e enfoques que julgamos significativos e complementares, a partir da disciplina universitária "Relações Humanas Interpessoais", com base em F. Heider. Jurt Lewin, G. Mailhiot, Human Relations... Todo trabalho que não tiver o toque do bom relacionamento entre seus profissionais está fadado, não a triunfar, mas a frustrar-se. Conceitos, objetivos, problemas e sentido. Sempre que entramos para um campo, importa conceituar e definir seus caminhos e seus limites de ação, a fim de evitar desvios e objetivar o que realmente se pretende fazer. Psicologia é a ciência do comportamento - é o estudo da conduta. O comportamento humano pode assumir indefinidas formas de agir, como normal, imaturo e neurótico, ou infantil, juvenil e adulto, ou político, médico, jurídico, industrial, social... Para cada forma de ação, encontramos um campo para a psicologia. Psicologia das Relações Humanas - "É a sociabilidade organizada". "É a aplicação dos princípios da psicologia geral e social ao campo do relacionamento entre pessoas e entre grupos". É, ainda, "a ciência do diálogo, da comunicação, da compreensão interpessoal".

6 A Psicologia das Relações Humanas objetiva conscientizar todos os membros da empresa - hospital, no caso para uma maior sensibilização em seu relacionamento, para criação de um clima adequado á saúde. Visa, ainda: o motivar e instrumentalizar cada pessoa a evitar problemas, mecanismos, bloqueios, filtragens, desuniões no trabalho;. mobilizar a pessoa a compreender melhor a si mesma, para poder perceber o outro e estabelecer uma comunicação eficaz. Os problemas da Psicologia das Relações Humanas referem-se á interação mental, seus processos, gênese e dinâmica das relações, o diálogo, a percepção, a comunicação, a capacidade de sociabilização... O sentido decorre da importância das Relações Humanas dentro de todo o grupo, como forma indispensável de bem relacionar-se e alcançar os objetivos com maior criatividade, satisfação e bem-estar geral. A necessidade fundamental do ser humano de convivência com seu semelhante determina, em grande parte, sua alegria de viver e sua felicidade de amar e ser amado. A convivência humana é tão importante para bem viver quanto o pão biológico de cada dia. O convívio saudável leva a maior produtividade e realização. Produz humanização da técnica e suaviza as agruras do trabalho. Viver é conviver. Na família, na escola, na sociedade e no trabalho. Princípios fundamentais Um estudo da Psicologia das Relações Humanas no Hospital deveria começar, quer-nos parecer, por uma compreensão de alguns pontos básicos que determinam todo o comportamento de relação, para conhecer as causas subjacentes que determinam o agir relacional, e não se ficar, assim, apenas nos fenômenos superficiais, que podem ser suavizados, mas não ajustados e reorientados socialmente. Compreender o mundo pessoal leva a uma percepção mais correta do outro, estabelecendo assim, uma verdadeira comunicação com menos problemas e maior Integração e criatividade. 1 - O mundo pessoal - Quando eu melhorar, o mundo em tomo de mim começará logo a melhorar, já que a mundo exterior é, em grande parte, reflexo do meu mundo interior saudável ou doentio. Geralmente, desejamos que os outras se relacionem bem conosco, quando, na verdade, nós é que estabelecemos uma atitude relacionar de simpatia ou antipatia. Cativamos ou espantamos o outro de nós. Dai a importância de se conhecer, aceitar interiormente, compreender o outro para amar e fazer feliz o paciente. O ajustamento da própria personalidade é condição básica para se estabelecer um clima propicio de relacionamento saudável com o próximo, que emocionalmente percebe com que armas nos acercamos. Um colorido emocional cativante de paz, serenidade, acolhida, diálogo, aceitação incondicional leva a estabelecer as mais profundas amizades e os mais sublimes amores espirituais e perenes. Assim como a hostilidade interior trai a quem a cultiva, como espinho. A psicologia da amizade sempre se fundamenta no interesse ablativo e dadivoso para com o outro, que capta essa disponibilidade. O mundo que vivemos mais do que o mundo em que vivemos define nossa atitude de relações humanas no hospital, com o doente e com as equipes de trabalho. Cumpre questionar-se sempre e sempre. Formar um mundo pessoal de diálogo, abertura, acolhida, compreensão, disponibilidade e doação oblativa é o primeiro grande passo na "arte das artes" de relações humanas no hospital.

7 2 - O mundo da percepção Se compreender a si mesmo é condição de atitude de aceitação do outro, é necessária, então, a arte de bem perceber aquele com quem lidamos e vivemos, se buscamos relações humanas autênticas e construtivas. Perceber mal o outro leva a malentendidos, desarmonia, divergências, conflitos e problemas. - Dizei-me vossa capacidade de percepção e vos direi o vosso relacionamento, vossa convivência e vossa alegria de viver. Pode-se perceber o outro com percepção ingênua (naive psicology), que significa ver superficialmente, só os fenômenos e efeitos, levando a muitos enganos, erros, desamores e aborrecimentos. Pode-se perceber com percepção cientifica (scientific psicology), em que se analisam a causa e os condicionamentos das condutas, pondo-se no lugar do outro, par empatia, levando ao realismo, compreensão, harmonia, união e caridade com o próximo. Toda a percepção deve libertar-se de preconceitos, tabus, afetividades, paixões, egoísmos, para estabelecer um cantata profundo, de centro para centra de pessoa, na intimidade e autenticidade. Perceber bem o paciente é identificar-se na vivência e amor. Amar é relacionar-se com o outro muito além e muito aquém de suas qualidades e defeitos. É identificar-se na autêntica percepção. "Se tu me perceberes, diz Sartre, uma modificação profunda se operará em meu ser". Realmente, perceber bem o outro é valorizá-lo, promove-lo. É a melhor forma de ama-lo, na forma que mais o realiza e o liberta. 3 - O mundo da comunicação e relações interpessoais - Ajustado o nosso mundo pessoal para bem perceber o outro, estabelece-se a comunicação e as relações interpessoais entre pessoas e entre grupos. A comunicação deve fluir de cada pessoa com expressividade natural e satisfação. "'Ninguém, porém, se comunica, senão a partir da satisfação de certas necessidades fundamentais", conforme Lewin, Schultz e Heider. Toda pessoa que se relaciona e se comunica deve sentir e aceitar que o outro sinta que á aceito como ele é, valorizado em sua situação e realidade, compreendido, enfim, receber verdadeiro afeto. A comunicação supõe entrega, acolhida, profundidade de contato psicológico, mutualidade e a aprendizagem da autenticidade em relações interpessoais. Comunicar-se é repartir idéias, é dialogar vidas. É comunhão de sentimentos e corações que buscam realização. Como me comunico com os pacientes e as classes profissionais do hospital? Vejo suas necessidades e correspondo a elas? 4 - Problemas e bloqueios Eles sempre ocorrem nas relações interpessoais, posto que todos têm um gênio diferente, uma formação diferenciada e uma psicologia pessoal. São divergências naturais. A pessoa, no entanto, com um mundo pessoal ajustado, com percepção compreensiva e com a arte de ouvir e dialogar pela comunicação, evitará usar os mecanismos neuróticos ou imaturos, no seu contato social. Jamais usará o bloqueia, que é a interrupção total do relacionamento, nem as filtragens, que são comunicações parciais, meias-palavras, geradoras de mal-entendidos e problemas.

8 Somente quando a comunicação é clara entre o comunicante e o dialogante, com mensagens objetivas, livres de mecanismos, se alcançam a profundidade e autenticidade na relações humanas, e se evitam os conflitos e problemas entre as equipes de trabalho profissional. Evito eu problemas de comunicação e me esforço para propor uma comunicação mais autêntica em ineu hospital? 5 - Integração e espírito comunitário - A integração das equipes no trabalho hospitalar é passível, e viável, quando se forma nas pessoas o espírito social e comunitário. A integração costuma passar por diversas fases, começando pela fase Individualista, em que cada pessoa quer, ela mesma, com sua identidade, projetar-se, fazer-se valer de todas as circunstâncias; fase de identificação, em que surgem adaptações, assimilações e cedências, percebendo que, sozinho, o homem não resolve tudo e sempre: fase de Integração, em que surgem a coesão, o diálogo, a harmonia, a compreensão, disponibilidades comuns e lideranças democráticas. O grupo com elevado espírito comunitário propõe os problemas, faz as triagens, aplica em conjunto os meios e alcança as soluções. Aplicações práticas As Relações Humanas no Hospital poderiam ser vistas de forma isolada, estanque, resultando uma percepção muito perigosa e alienada, e criando interpretações errôneas. As Relaçòe8 Humanas devam ser compreendidas a partir dos contextos em que as pessoas viveram e se educaram, porque ninguém se revela e define instantaneamente na mesma hora. E sempre o fruto e a projeção de um passado subjacente que determinam os comportamentos, sejam dos pacientes, quanto dos médicos e funcionários. Conclui-se que uma real percepção das Relações Humanas no Hospital deveria começar nas: relações humanas familiares o ser humano busca na imagem e no relacionamento com a mãe, o pai, irmãos e familiares a fonte de suas atitudes relacionais, projetando amistosidade ou hostilidade, confiança ou fuga, positividade. Na fonte das relações familiares, estão o impulso, o estilo e o ritmo das relações humanas de cada pessoa no hospital, que importa compreender; relações humanas educacionais - a escola prolonga, reforma ou deforma a capacidade de relacionamento saudável ou problemático, estilizado na família. Família e escola realizam sua missão na educação do espírito social e relacional somente de mãos dadas. Que educação relacional e comunitária recebeu o paciente, bem como as diversas classes profissionais do hospital, e como reagem? relações humanas sociais - como membro do mundo social, toda pessoa se socializa, torna indiferente ou hostiliza seu próxima. Pode adquirir urbanidade, delicadeza, adaptação ou, então, agressão, indiferença, falta de cooperação e obediência, que se refletem no ambiente do hospital, em situações semelhantes. Como o agente de Pastoral compreende essas transferências dos pacientes e funcionários? Como fenômenos normais e orientáveis, ou incompreensivelmente? relações humanas profissionais boas relações humanas numa empresa se constituem no móvel e coração do bom funcionamento, produtividade e eficiência. A adaptação do homem ao homem, á máquina, ao ambiente, ao tempo e espaço são exigências imprescindíveis ao bom relacionamento da empresa. O hospital é uma empresa complexa, com classes diversas com diferentes psicologias, que tornam bem mais difícil o relacionamento em torno do doente razão do hospital e dos profissionais da saúde -, exigindo-se, por isso, permanente questionamento de si e encontros freqüentes dos

9 responsáveis, para uma aceitação mútua, libertação de problemas e atritos, conscientização do trabalho em equipe e complementação de cada serviço no objetivo convergente do hospital. Relações Humanas no Hospital Todos os princípios analisados aplicam-se às Relações Humanas no Hospital. Saliente-se, mais, que tanto a Direção, quanto a Administração e todo o Serviço Hospitalar, como enfermeiros, médicos, psicólogos, assistentes sociais, pastoralistas, setor de lavanderia, limpeza, manutenção, estudantes de medicina... devem formar uma equipe integrada de ação e pensamento dentro do hospital, Se quiserem objetivar a verdadeira finalidade da saúde total. A Direção do hospital deve conhecer, compreender e suscitar as atividades e serviços, com lideranças serena, firme e democrática. Os coordenadores de cada setor devem reunir-se freqüentemente para expor seus problemas, autenticamente, em dinâmica grupal. Cada membro deve receber, em seu campo especifico, treinamento profissional, atualização e sensibilização para relações humanas. O hospital deve ter seus objetivos claros, seu regimento conhecido por todos, valores e motivações convergentes e clima saudável. O elemento humano deve estar acima da tecnologia, dos papéis, princípios rígidos, da burocracia, para humanização constante. O problema de um setor, sua doença, deve ser ajudado pelos outros setores, para que o funcionamento geral seja eficiente. O capelão do hospital e a Equipe de Pastoral da Saúdo podem realizar grande trabalho em Relações Humanas, evangelizando, humanizando, através de espiritualizações, literatura, visitas aos doentes e setores, colaborando nas promoções de cada setor: maternidade, pediatria, geriatria, enfermagem, secretarias... Perspectivas As Relações Humanas são importantes no hospital. Devem ser cultivadas e desenvolvidas para um trabalho integrado e eficiente, sob pena de grandes frustrações. - Só pode ser feliz neste mundo quem souber amar; só saberá amar quem souber compreender, e só Saberá compreender quem souber conhecer, aceitar e conviver com o outro, na alegria, na provação e na divergência. Tal é a grande missão do profissional da saúde em Relações Humanas. ANTIGAS E MODERNAS RELAÇÕES MÉDICOS-PACIENTES Pe. Hubert Lepargneur, MI A Pastoral da Saúde encontrou contexto favorável á sua extensão quando as relações médico-paciente não se limitaram estritamente ás visitas do médico ao quarto da casa do doente e deste ao consultório médico. Para avaliarmos a evolução que ocorreu nos costumes deste setor da vida, consultemos um manual centenário ("Usages et coutumes de toutes les professions", por Madame Louisse d'aiq, Paris, 1865), no seu capitulo Xll, consagrado ás relações ''médicos e clientes". "É claro que me dirijo aqui apenas aos mais moços da Faculdade de Medicina, que fazem seus estudos e se preparam para a honorável carreira de Esculápio, ou, mais ainda, a suas mães, que se incumbirão de inculcar-lhes estes princípios de bom comportamento. Um funcionário qualquer,

10 um homem que se relaciona com o público, não se pertence, pertence a sua profissão." Não aponta, a autora, aqui o risco de o profissional tornar-se instrumento dos interesses superiores da categoria, mais bem protegidos - por trás da evocação da honra ou de prestigio da classe - do que os direitos e as necessidades dos doentes? "Na sala de espera devem figurar, na mesa, jornais ilustrados e humorísticos, revistas, álbuns; nada de romances ou obras de fôlego, ilegíveis por moças; poucos diários políticos, em razão das divergências de opinião. "Os clientes teriam mau gosto em manifestar impaciência ou mau humor na longa espera, ou procurando passar antes de sua vez. Quando o médico se apresenta à porta do consultório, a pessoa marcada levanta-se, e as outras não devem procurar falar com o médico. Este não pode autorizar alguém a antecipar sua vez; aliás, isto nunca presenciei. "Tendo freqüentado muitos médicos, achei-os de um grande acerto de espírito, como convém a cavalheiros próximos da verdadeira filosofia, pelo gênero de seus estudos. "No consultório, não demorar em expor seus males, evitando perdas de tempo com longas narrações inúteis; o tempo de um médico, esperado pelos pobres doentes, é muito precioso. Quando ele redige a receita, não lhe convém fazer observações, mas, antes, reacertar o visual.colocar discretamente os honorários, segundo a notoriedade do médico. Os senhores da Faculdade nunca cobram suas visitas. "Uma mulher não vai sozinha consultar o médico ou dentista... Restabelecido, deve o cliente ou a recém-mãe oferecer um presente ao médico? Não é obrigação, mas quem dispuser de recursos agirá bem em manifestar seu reconhecimento, sobretudo se perturbou freqüentemente o esculápio de noite: pode presentear um objeto de arte." A prática médica se democratizou - alargamento feliz -, mas sem, necessariamente, ganhar em urbanidade no trato recíproco. A exigência dos direitos favorece o anonimato e restringe o zelo gratuito: não cabe á Pastoral da Saúde suprir o marco personalizado que definhou nesta evolução? A IGREJA É SERVIDORA DA VIDA Por sua origem, a Igreja é santa e pecadora. Santa porque foi in8tituida por Jesus Cristo, e pecadora porque constituída por homens, pessoas humanas. Hoje, devemos olhar nossa Igreja com senso critico, para que a instituição, as regras estejam a serviço do homem, não o homem a serviço da instituição. Através da Igreja, Cristo quer libertar o homem, não aliená-lo É sempre oportuno, e necessário, assim, refletir sobre o papel da Igreja em nossa sociedade, no sistema vigente. O caráter do sistema Jesus falou-nos do ladrão que veio só ara furtar, matar e destruir. Com isso, Cristo denuncia o caráter assassino e os assassinos que se opõem à vida e que matam o Deus da Vida. Na América Latina, no nosso Brasil, esse caráter assassino chama-se exploração e opressão. Poderíamos chama-lo também de situação de pecado O sistema de pecado em que vivemos caracterizado pela saciedade de consumo tira a liberdade e a vida do ser humano. Nesse sistema, a produtividade é mais importante que o direito á vida, e cria os caminhos diabólicos da morte. O caráter assassino do sistema de pecado legaliza o roubo, o homicídio, a repressão psicológica, a fome, o analfabetismo, a guerra, a contaminação ambiental, a venda aqui de remédios proibidos em outros países, a produção de alimentos sobrecarregados de produtos químicos, cancerígenos, verdadeiros assassinos em potencial. Nesta conjuntura de morte estão, ainda, e muito especialmente, a falta de trabalho, a inflação, o armamentismo, o egoísmo e a injustiça.

11 Nossa Comunidade, nossa Igreja, concorda com essa situação? Qual é nosso grau de cumplicidade com esse sistema assassino? Igreja como Instituição Ter fé significa acreditar que, com a força de Deus-Pai, de Jesus Cristo e do Espírito Santo, podemos mudar e transformar nossa humanidade para melhor. Ao concretizares8a missão em nosso contexto, reconhecemos que, em nosso continente, a Igreja tomou as seguintes formas: uma Igreja hierárquica, geralmente aliada aos dominadores - uma Igreja entre os pobres - uma Igreja profética e sacerdotal. A primeira forma de Igreja prevaleceu e ainda prevalece em nosso continente: uma Igreja caracterizada por uma hierarquia autoritária e vertical, marcada por uma atitude paternalista, que impede o desenvolvimento da comunidade, limitando a participação das bases, e que resiste a mudanças. Mesmo Sem ter esse propósito, a Igreja caiu numa escravidão ideológica aos poderes deste mundo. Ficou presa a certos conceitos e práticas que precisam ser reestruturados, ao adotar: - uma atitude reacionária e conservadora, que a compromete com o poder opressor, aparentando neutralidade diante dos problemas sociais; - uma interpretação tradicionalista da Bíblia, longe do dia-a-dia. É necessário ler e reler a Palavra de Deus á luz da realidade atual. - uma separação entre o corpo e o espirito, que procura enfatizar o espiritual, negando o material ; - uma atitude a8sistencialista, paternalista, que impede a participação político-social do cristão. ação. Uma Igreja assim aliena-se dos problemas sociais do mundo, que reclama precisamente sua No campo da saúde Dentro da Igreja que se identifica com o povo e suas lutas, falta, ainda, maior clareza e consisténcia em sua política libertadora. Parece claro que a Igreja precisa mudar urgentemente, tanto na compreensão quanto na prática da missão. Em primeiro lugar, ela precisa atualizar-se, examinar seu papel na História. A Igreja precisa mudar, precisa entranhar-se na História, para que seu anúncio de libertação seja integral. Deve desligar-se do poder político e econômico dominante, rompendo a dependência e cumplicidade com os centros de poder, nacionais ou estrangeiros. A Igreja precisa reconhecer-se, á luz do Evangelho, como parte do povo, e trabalhar com ele para a constituição de uma ordem social mais justa, que aponte para o Reino de Deus. Deve passar a viver e trabalhar junto com o povo, compartilhar suas inseguranças e necessidades, e reclamar, com ele, os seus direitos. A igreja tem que trabalhar com o leigo na construção das estruturas, como elemento integral da própria tarefa evangelizadora. Deve denunciar as estruturas injustas que dividem as comunidades e atentam contra a vida humana.

12 Nossa responsabilidade Estas reflexões poderão parecer negativas para alguns. Ma8 de nada adianta tapar os olhos com as mãos. A Igreja é formada de cada um de nós. E somos impelidos por Jesus Cristo a dar nossa parcela de contribuição na construção de um mundo mais justo, mais fraterno e mais humano. Como cr18tãos, somos responsáveis por nossa Igreja, para que ela seja um meio eficaz e eficiente na luta por ma18 Saúde e ma18 vida em nossa sociedade. Pe. Christian de paul de Barchifountaine, MI ÉTICA E RESPONSABILIDADE Pe. Hubert Lepargneur, MI Contrariamente aquilo que muitos aprenderam na infância, a essência da moral não consiste em obedecer, mas em ser responsável. Isto decorre da própria concepção do ser humano, cuja nobreza se origina na liberdade de seu espírito e não na sujeição. Que adiantaria, porém, proclamar a liberdade, se não se educasse a responsabilidade, que não passa de estreita decorrência da liberdade do sujeito? O que segue, portanto, não se aplica necessariamente á fase da educação, na qual o jovem não pode, física e psicologicamente, assumir sua plena liberdade e decidir por si mesmo com a devida competência. O ato ético é o comportamento do sujeito que livremente se compromete a fazer ou omitir algo. Livremente comprometido, ele é responsável pelas conseqüências de sua atuação. Numa época de crises e incertezas como a nossa, o papel ético-educativo da Igreja parece ser, essencialmente, ode proclamar e explicar, a tempo e contratempo, a responsabilidade de cada cidadão, qualquer que seja o alcance de suas decisões. Não devemos esquecer que os chefes da nação vêm da própria nação, participando de suas qualidades e de seus defeitos. A soma de muitas covardias, em que se analisam atos de irresponsabilidade generalizada, chegam a prejudicar o bem comum, tanto quanto a decisão imoral de uma personalidade investida no poder, que se julga acima da lei e de qualquer suspeita. Exagerada atenção prestada às promessas e ao falar agradável dos políticos, a despeito das evidências contrárias que traria o escrutínio dos resultados de suas atuações e inercias, compromete as massas na1moralidade de seus chefes. O que é ser responsável? É assumir as conseqüências (em geral previsíveis) das próprias decisões e atuações, sem culpar os outros ou a inclemência dos tempos. Isto vale tanto para pessoas privadas quanto para entidades comunitárias, representadas pelos seus lideres. Essas idéias podem parecer óbvias a alguns leitores e estranhas a outros. Nosso papel, portanto, é esforçar-nos lealmente para mostrar que a maior urgência ética consiste, hoje, em pregar solidamente este fundamento da moral. Senão houver consenso sobre esta base, como esperar construir uma obra comum válida, quando opções de menor alcance e de duvidosa evidência serão controvertidas? Nossa época redescobre, em certo sentido, a liberdade, poder de auto decisão (responsável, em nosso entender). Neste século, muitas nações africanas viram reconhecida sua liberdade económico-politico-social pelo consenso das outras nações. Podemos constatar o que fizeram com ela. A América Latina conquistou, há muito mais tempo, sua devida autonomia de Estado soberano (hoje, Estado nenhum é totalmente soberano, porque os outros existem). Dada esta preeminência do valor liberdade-autonomia no mundo contemporâneo, é de pouca eficácia pregar normas, vindo de

13 fora. A única pedagogia que respeita as pessoas e as comunidades é tentar convencê-las a assumir as conseqüências de suas atuações e políticas; isto conseguido, é provável que reflitam mais, antes de decidir opções estúpidas. Durante anos, presenciamos a tomada de decisões, em todos os níveis, que só podiam dar naquilo que vemos. A minoria avantajada gostaria até de continuar. Raramente, ou nunca, os autores reconheceram sua culpa e responsabilidade, preferindo procurar bodes expiatórios sempre disponíveis, ainda que sejam tão vagos quanto o sistema, o capitalismo ou a crise mundial. Contribuíram para contextual12ar as decisões, não para justificá-las. Esquecem, com efeito, que o sistema é o que fizeram cidadãos que deveriam ser responsáveis; que o capitalismo é o único sistema conhecido que permite a efetivação dos direitos da pessoa, da democracia pluripartidária, da prosperidade econômica ande quer que se encontre neste mundo, que maximiza a atividade e até admite sadia contestação ; que a crise mundial não impede a relativa prosperidade dos países que demonstraram responsabilidade. Não cabe nesta introdução examinar eventuais e aparentes exceções, que reforçam a relevância da regra. Responsabilidade consiste, consequentemente, em não impor aos outros decorrências negativas das próprias atuações, sem razões contratuais ou de peso justificativo. Se toda uma comunidade está de acordo para enveredar por um caminho contestável, o problema é dela, se não prejudicar pessoas ou comunidades de fora. Há um problema de eficácia, na política, que consiste em determinar qual é a estratégia que dará melhores resultados globais. Há também um problema de justiça, nela, que é de não prejudicar as pessoas que nunca aceitaram a estratégia adotada e que vem a lhes causar sérios prejuízos. Existe, portanto, uma regra do jogo na articulação das responsabilidades, na medida em que as decisões irradiam conseqüências para indivíduos que não tiveram participação nelas. Estamos aqui no centro da ética social e política. Se uma nação, em maioria, opta pelo marxismo, a priori não vemos como impedi-la. Na realidade, nunca ocorreu que a maioria duma nação optasse pela passagem do capitalismo ao marxismo; sempre foi o fruto de manobras de pequenas minorias. Mas, caso o Brasil se decidisse para tanto, o problema ético consistiria, a nosso ver, em que prejudicaria um número enorme de pessoas que nunca consentiriam nessa orientação e, pior ainda, que essa orientação é praticamente irreversível, o que não se dá para erros episódicos de governos democráticos, nem está conforme a regra do jogo social-ético. Quando se aceitam marxistas, aceitam-se pessoas que, se tomassem o poder, não acatariam a norma social pressuposta, porque não se disporiam, em caso algum, a ceder de volta o poder, fora do âmbito de sus ideologia. Uma nação que concorda sobre enormes e desproporcionais privilégios concedidos a poucos aceita que não haja recursos sufi cientes para as massas, inclusive para a educação e saúde. Exercer opção ética é como governar: é escolher o que parece o melhor ou o mal menor, e aceitar o que vier.

Recapitulando: quaresma. um tempo de olhar pra dentro e para o evangelho. um tempo de preparação para a Páscoa

Recapitulando: quaresma. um tempo de olhar pra dentro e para o evangelho. um tempo de preparação para a Páscoa Recapitulando: quaresma um tempo de preparação para a Páscoa um tempo de olhar pra dentro e para o evangelho Recapitulando: o caminho de Jerusalém Lc 9.51 Lc 19.41 perigos e distrações: esquecer o foco

Leia mais

28 Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. 29 Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem

28 Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. 29 Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem QUAL NOSSO VALOR PARA DEUS? (Lc.15:11-32) 11 Continuou: Certo homem tinha dois filhos; 12 o mais moço deles disse ao pai: Pai, dáme a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. 13 Passados

Leia mais

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade.

A Palavra de Deus. - É na Palavra de Deus que o homem encontra o conhecimento a respeito da Vida, de onde viemos e onde vamos viver a eternidade. A Palavra de Deus 2 Timóteo 3:16-17 Pois toda a Escritura Sagrada é inspirada por Deus e é útil para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver. 17 E isso

Leia mais

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar

MELHORES MOMENTOS. Expressão de Louvor Paulo Cezar MELHORES MOMENTOS Expressão de Louvor Acordar bem cedo e ver o dia a nascer e o mato, molhado, anunciando o cuidado. Sob o brilho intenso como espelho a reluzir. Desvendando o mais profundo abismo, minha

Leia mais

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa.

A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Encontro com a Palavra Agosto/2011 Mês de setembro, mês da Bíblia 1 encontro Nosso Deus se revela Leitura Bíblica: Gn. 12, 1-4 A Bíblia seja colocada em lugar de destaque, ao lado de uma vela acesa. Boas

Leia mais

DATA: / / 2015 I ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA 9.º ANO/EF ALUNO(A): N.º: TURMA: ALUNO(A): N.º: TURMA: ALUNO(A): N.

DATA: / / 2015 I ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA 9.º ANO/EF ALUNO(A): N.º: TURMA: ALUNO(A): N.º: TURMA: ALUNO(A): N. SOCIEDADE MINEIRA DE CULTURA Mantenedora da PUC Minas e do COLÉGIO SANTA MARIA UNIDADE: DATA: / / 205 I ETAPA AVALIAÇÃO ESPECIAL DE EDUCAÇÃO RELIGIOSA 9.º ANO/EF PROFESSOR(A): VALOR: 8,0 MÉDIA: 4,8 RESULTADO:

Leia mais

O Espírito de Religiosidade

O Espírito de Religiosidade O Espírito de Religiosidade Pr. Alcione Emerich Como vive um Cristão Salvo contaminado ou infectado pelo Espírito de Religiosidade Hoje será um Culto de Libertação, vamos quebrar esta maldição em nossas

Leia mais

HOMILIA: A CARIDADE PASTORAL A SERVIÇO DO POVO DE DEUS (1 Pd 5,1-4; Sl 22; Mc 10, 41-45) Amados irmãos e irmãs na graça do Batismo!

HOMILIA: A CARIDADE PASTORAL A SERVIÇO DO POVO DE DEUS (1 Pd 5,1-4; Sl 22; Mc 10, 41-45) Amados irmãos e irmãs na graça do Batismo! HOMILIA: A CARIDADE PASTORAL A SERVIÇO DO POVO DE DEUS (1 Pd 5,1-4; Sl 22; Mc 10, 41-45) Amados irmãos e irmãs na graça do Batismo! A vida e o ministério do padre é um serviço. Configurado a Jesus, que

Leia mais

Manual de Respostas do Álbum Líturgico- catequético No Caminho de Jesus [Ano B 2015]

Manual de Respostas do Álbum Líturgico- catequético No Caminho de Jesus [Ano B 2015] 1 Manual de Respostas do Álbum Líturgico- catequético No Caminho de Jesus [Ano B 2015] Página 9 Na ilustração, Jesus está sob a árvore. Página 10 Rezar/orar. Página 11 Amizade, humildade, fé, solidariedade,

Leia mais

Como utilizar este caderno

Como utilizar este caderno INTRODUÇÃO O objetivo deste livreto é de ajudar os grupos da Pastoral de Jovens do Meio Popular da cidade e do campo a definir a sua identidade. A consciência de classe, ou seja, a consciência de "quem

Leia mais

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33

Sumário. Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9. Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15. Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 1 a Edição Editora Sumário Motivo 1 A fé sem obras é morta - 9 Motivo 2 A Igreja é lugar de amor e serviço - 15 Motivo 3 O mundo tem fome de santidade - 33 Santos, Hugo Moreira, 1976-7 Motivos para fazer

Leia mais

UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL.

UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL. UMA VIDA DE PAZ, PACIÊNCIA E AMABILIDADE EM UM MUNDO HOSTIL. Como sabemos o crescimento espiritual não acontece automaticamente, depende das escolhas certas e na cooperação com Deus no desenvolvimento

Leia mais

Curso de Discipulado

Curso de Discipulado cidadevoadora.com INTRODUÇÃO 2 Este curso é formado por duas partes sendo as quatro primeiras baseadas no evangelho de João e as quatro últimas em toda a bíblia, com assuntos específicos e muito relevantes

Leia mais

DOUTRINAS BÁSICAS DA VIDA CRISTÃ

DOUTRINAS BÁSICAS DA VIDA CRISTÃ EBD DOUTRINAS BÁSICAS DA VIDA CRISTÃ DOUTRINAS BÁSICAS DA VIDA CRISTÃ OLÁ!!! Sou seu Professor e amigo Você está começando,hoje, uma ETAPA muito importante para o seu CRESCIMENTO ESPIRITUAL e para sua

Leia mais

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A escola católica será uma instituiçao com mística evangelizadora UMA ESCOLA A SERVIÇO DA PESSOA E ABERTA A TODOS UMA ESCOLA COM

Leia mais

Elementos da Vida da Pequena Comunidade

Elementos da Vida da Pequena Comunidade Raquel Oliveira Matos - Brasil A Igreja, em sua natureza mais profunda, é comunhão. Nosso Deus, que é Comunidade de amor, nos pede entrarmos nessa sintonia com Ele e com os irmãos. É essa a identidade

Leia mais

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE

VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE VIVER ALÉM DA RELIGIOSIDADE É Preciso saber Viver Interpretando A vida na perspectiva da Espiritualidade Cristã Quem espera que a vida seja feita de ilusão Pode até ficar maluco ou morrer na solidão É

Leia mais

Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus

Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus CURSO DE DESENVOLVIMENTO HUMANO E ESPIRITUAL DESCUBRA A ASSINATURA DE SUAS FORÇAS ESPIRITUAIS Test Viacharacter AVE CRISTO BIRIGUI-SP Jul 2015 Vós sois deuses, pois brilhe a vossa a luz! Jesus I SABER

Leia mais

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil Documento do MEJ Internacional Para que a minha alegria esteja em vós Por ocasião dos 100 anos do MEJ O coração do Movimento Eucarístico Juvenil A O coração do MEJ é a amizade com Jesus (Evangelho) B O

Leia mais

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves

Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão. Jorge Esteves Catequese nº 13 (4º Catecismo) Jesus presente no irmão Jorge Esteves Objectivos 1. Reconhecer que Jesus se identifica com os irmãos, sobretudo com os mais necessitados (interpretação e embora menos no

Leia mais

Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar.

Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Lc 18.1-8 Jesus contou aos seus discípulos esta parábola, para mostrar-lhes que eles deviam orar sempre e nunca desanimar. Ele disse: "Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus nem se importava

Leia mais

O ENCONTRO DE CATEQUESE E SUA DINÂMICA

O ENCONTRO DE CATEQUESE E SUA DINÂMICA O ENCONTRO DE CATEQUESE E SUA DINÂMICA Nestes últimos anos tem-se falado em Catequese Renovada e muitos pontos positivos contribuíram para que ela assim fosse chamada. Percebemos que algumas propostas

Leia mais

Vinho Novo Viver de Verdade

Vinho Novo Viver de Verdade Vinho Novo Viver de Verdade 1 - FILHOS DE DEUS - BR-LR5-11-00023 LUIZ CARLOS CARDOSO QUERO SUBIR AO MONTE DO SENHOR QUERO PERMANECER NO SANTO LUGAR QUERO LEVAR A ARCA DA ADORAÇÃO QUERO HABITAR NA CASA

Leia mais

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a

Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a João do Medo Era uma vez um menino muito pobre chamado João, que vivia com o papai e a mamãe dele. Um dia, esse menino teve um sonho ruim com um monstro bem feio e, quando ele acordou, não encontrou mais

Leia mais

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação Janaina Guimarães 1 Paulo Sergio Machado 2 Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão acerca da espiritualidade do educador

Leia mais

CRIANÇAS AJUDAM E EVANGELIZAM CRIANÇAS

CRIANÇAS AJUDAM E EVANGELIZAM CRIANÇAS CRIANÇAS AJUDAM E EVANGELIZAM CRIANÇAS Infância/Adolescencia MISSÃO MISSÃO. Palavra muito usada entre nós É encargo, incumbência Missão é todo apostolado da Igreja. Tudo o que a Igreja faz e qualquer campo.

Leia mais

Nós, alunos do 2º A, queremos tratar as pessoas com respeito e amor, estudar com muita dedicação e sempre pensar antes de tomar decisões.

Nós, alunos do 2º A, queremos tratar as pessoas com respeito e amor, estudar com muita dedicação e sempre pensar antes de tomar decisões. Como tratar as pessoas: de uma maneira boa, ajudar todas as pessoas. Como não fazer com os outros: não cuspir, empurrar, chutar, brigar, não xingar, não colocar apelidos, não beliscar, não mentir, não

Leia mais

LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE

LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE LEMA: EU VIM PARA SERVIR (Mc 10,45) TEMA: FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE Introdução A CF deste ano convida-nos a nos abrirmos para irmos ao encontro dos outros. A conversão a que somos chamados implica

Leia mais

Igreja Amiga da criança. Para pastores

Igreja Amiga da criança. Para pastores Igreja Amiga da criança Para pastores Teste "Igreja Amiga da Criança" O povo também estava trazendo criancinhas para que Jesus tocasse nelas. Ao verem isso, os discípulos repreendiam aqueles que as tinham

Leia mais

Cântico de entrada: Cristo Jesus, tu me chamaste. Introdução

Cântico de entrada: Cristo Jesus, tu me chamaste. Introdução Festa do Perdão Cântico de entrada: Cristo Jesus, tu me chamaste Cristo Jesus, tu me chamaste Eu te respondo: estou aqui! Tu me chamaste pelo meu nome Eu te respondo: estou aqui! Quero subir à montanha,

Leia mais

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves

CAMINHOS. Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves CAMINHOS Caminhos (Prov. 14:12) Paulo Cezar e Jayro T. Gonçalves Posso pensar nos meus planos Pros dias e anos que, enfim, Tenho que, neste mundo, Minha vida envolver Mas plenas paz não posso alcançar.

Leia mais

Jo 15.2 = Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.

Jo 15.2 = Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. A Responsabilidade dos Filhos de Deus Texto Base: 1º João 2.6 = Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou. Introdução: O nosso dever é andar como Ele (Jesus) andou.. Todos que O aceitam

Leia mais

PADRE MARCELO ROSSI ÁGAPE

PADRE MARCELO ROSSI ÁGAPE PADRE MARCELO ROSSI ÁGAPE Oo Índice Prefácio, por Gabriel Chalita...11 Introdução...19 1 O Verbo divino...27 2 As bodas de Caná...35 3 A samaritana...41 4 Multiplicação dos pães...49 5 A mulher adúltera...55

Leia mais

O seu conceito das religiões é como o seguinte quadro?

O seu conceito das religiões é como o seguinte quadro? ...as religiões? Sim, eu creio que sim, pois não importa a qual religião pertença. O importante é apoiar a que tem e saber levá-la. Todas conduzem a Deus. Eu tenho minha religião e você tem a sua, e assim

Leia mais

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação.

Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer. A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Como saber que meu filho é dependente químico e o que fazer A importância de todos os familiares no processo de recuperação. Introdução Criar um filho é uma tarefa extremamente complexa. Além de amor,

Leia mais

Personal Commitment Guide. Guia de Compromisso Pessoal

Personal Commitment Guide. Guia de Compromisso Pessoal Personal Commitment Guide Guia de Compromisso Pessoal Nome da Igreja ou Evento Nome do Conselheiro Telefone 1. Salvação >Você já atingiu um estágio na vida em que você tem a certeza da vida eterna e que

Leia mais

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP

Depressão e Qualidade de Vida. Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP Depressão e Qualidade de Vida Dra. Luciene Alves Moreira Marques Doutorado em Psicobiologia pela UNIFESP 1 Percepções de 68 pacientes entrevistadas. 1. Sentimentos em relação à doença Sinto solidão, abandono,

Leia mais

Toda bíblia é comunicação

Toda bíblia é comunicação Toda bíblia é comunicação Toda bíblia é comunicação de um Deus amor, de um Deus irmão. É feliz quem crê na revelação, quem tem Deus no coração. Jesus Cristo é a palavra, pura imagem de Deus Pai. Ele é

Leia mais

Tens Palavras de Vida Eterna

Tens Palavras de Vida Eterna Catequese 40ano Tens Palavras de Vida Eterna Agenda da Palavra de Deus pela minha vida fora ANO A Durante as férias, mantenho-me em contato! CONTATOS DA PARÓQUIA Morada: Telefone: Correio eletrónico: Sítio:

Leia mais

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma.

PERTO DE TI AUTOR: SILAS SOUZA MAGALHÃES. Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. PERTO DE TI Tu és meu salvador. Minha rocha eterna. Tu és minha justiça, ó Deus. Tu és Jesus, amado da Minh alma. Jesus! Perto de ti, sou mais e mais. Obedeço a tua voz. Pois eu sei que tu és Senhor, o

Leia mais

Mateus 4, 1-11. Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.

Mateus 4, 1-11. Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto. Mateus 4, 1-11 Respondeu-lhe Jesus: «Vai-te, Satanás, pois está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.». Este caminho de 40 dias de jejum, de oração, de solidariedade, vai colocar-te

Leia mais

A Pedagogia do cuidado

A Pedagogia do cuidado Roteiro de Oração na Vida Diária nº 23 A Pedagogia do cuidado Tempo forte na Igreja, inicia-se hoje nossa caminhada de preparação para a Páscoa, no rico tempo da quaresma. Como nos ciclos da natureza,

Leia mais

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM

COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM COMPETÊNCIAS E SABERES EM ENFERMAGEM Faz aquilo em que acreditas e acredita naquilo que fazes. Tudo o resto é perda de energia e de tempo. Nisargadatta Atualmente um dos desafios mais importantes que se

Leia mais

Palestra Virtual. Tema: O Perdão das Ofensas. Palestrante: Bárbara Alves. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.

Palestra Virtual. Tema: O Perdão das Ofensas. Palestrante: Bárbara Alves. Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org. Palestra Virtual Promovida pelo IRC-Espiritismo http://www.irc-espiritismo.org.br Tema: O Perdão das Ofensas Palestrante: Bárbara Alves Rio de Janeiro 18/04/2003 Organizadores da Palestra: Moderador: "Brab"

Leia mais

FEB EADE - Livro III - Módulo II Roteiro 2 A autoridade de Jesus

FEB EADE - Livro III - Módulo II Roteiro 2 A autoridade de Jesus OBJETIVOS 1) Analisar em que se resume a autoridade do Cristo. 2) Esclarecer como o Espiritismo explica essa autoridade. IDEIAS PRINCIPAIS 1) Sob a autoridade moral do Cristo, somos guiados na busca pela

Leia mais

É claro que somos guardiões do nosso irmão, afirma o Dr Zygmunt.

É claro que somos guardiões do nosso irmão, afirma o Dr Zygmunt. Pr. Fernando Fernandes PIB em Penápolis, 15/08/2010 Comunhão: Resultado de experiências radicais com Jesus. (Estudo 3) Mês da Comunhão 2 O Dr. Zygmunt Bauman, no livro A Sociedade Individualizada, abordando

Leia mais

1. Com o Dízimo, aprendemos a AGRADECER a Deus e ao próximo.

1. Com o Dízimo, aprendemos a AGRADECER a Deus e ao próximo. 1. Com o Dízimo, aprendemos a AGRADECER a Deus e ao próximo. Ao contribuir com o dízimo, saímos de nós mesmos e reconhecemos que pertencemos tanto à comunidade divina quanto à humana. Um deles, vendo-se

Leia mais

Consagração do Aposento. Hinos de DESPACHO Hinos de CONCENTRAÇÃO Hinário CRUZEIRINHO Mestre Irineu Hinos de ENCERRAMENTO

Consagração do Aposento. Hinos de DESPACHO Hinos de CONCENTRAÇÃO Hinário CRUZEIRINHO Mestre Irineu Hinos de ENCERRAMENTO Oração Pai Nosso Ave Maria Chave Harmonia Hinos da ORAÇÃO Consagração do Aposento Hinos de DESPACHO Hinos de CONCENTRAÇÃO Hinário CRUZEIRINHO Mestre Irineu Hinos de ENCERRAMENTO Pai Nosso - Ave Maria Prece

Leia mais

GANHADO O MUNDO SEM PERDER A FAMILIA

GANHADO O MUNDO SEM PERDER A FAMILIA TEXTO: 1 SAMUEL CAPITULO 3 HOJE NÃO É SOBRE SAMUEL QUE VAMOS CONHECER, SABEMOS QUE SAMUEL foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas. Ele foi comissionado para ungir asaul, o primeiro rei, e a David,

Leia mais

Bem - Aventuranças. Conselho Inter-paroquial de Catequese Lamas, 22 de Novembro de 2007

Bem - Aventuranças. Conselho Inter-paroquial de Catequese Lamas, 22 de Novembro de 2007 Bem - Aventuranças Conselho Inter-paroquial de Catequese Lamas, 22 de Novembro de 2007 Eu estou à tua porta a bater, Eu estou à tua porta a bater, Se me abrires a porta entrarei para enviar. Eu preciso

Leia mais

QUEM ANUNCIA AS BOAS NOVAS COOPERA COM O CRESCIMENTO DA IGREJA. II Reunião Executiva 01 de Maio de 2015 São Luís - MA

QUEM ANUNCIA AS BOAS NOVAS COOPERA COM O CRESCIMENTO DA IGREJA. II Reunião Executiva 01 de Maio de 2015 São Luís - MA QUEM ANUNCIA AS BOAS NOVAS COOPERA COM O CRESCIMENTO DA IGREJA II Reunião Executiva 01 de Maio de 2015 São Luís - MA At 9.31 A igreja, na verdade, tinha paz por toda Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se

Leia mais

As fontes da nossa auto-imagem

As fontes da nossa auto-imagem AUTO IMAGEM O QUE EU ACHO DE MIM MESMO QUEM SOU EU E QUAL E O MEU VALOR? NARCISISMO (deus da mitologia grega que se apaixonou por si mesmo ao ver sua imagem refletida na água) AS FONTES DA NOSSA AUTO -

Leia mais

1ª Carta de João. A Palavra da Vida. Deus é luz. Nós somos pecadores. Cristo, nosso defensor junto a Deus

1ª Carta de João. A Palavra da Vida. Deus é luz. Nós somos pecadores. Cristo, nosso defensor junto a Deus 1ª Carta de João A Palavra da Vida 1 1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam da Palavra da Vida 2 vida esta que

Leia mais

LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER

LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER LEITURA BÍBLICA A BÍBLIA LER INTRODUÇÃO: Qualquer que seja meu objetivo, ler é a atividade básica do aprendizado. Alguém já disse: Quem sabe ler, pode aprender qualquer coisa. Se quisermos estudar a Bíblia,

Leia mais

Direitos reservados Domingos Sávio Rodrigues Alves Uso gratuito, permitido sob a licença Creative Commons 1

Direitos reservados Domingos Sávio Rodrigues Alves Uso gratuito, permitido sob a licença Creative Commons 1 1 O caminho da harmonia. Colossenses 3 e 4 Col 3:1-3 Introdução: Portanto, já que vocês ressuscitaram com Cristo, procurem as coisas que são do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus. Mantenham

Leia mais

SENDO UMA PESSOA MANSA E CONTROLADA.

SENDO UMA PESSOA MANSA E CONTROLADA. SENDO UMA PESSOA MANSA E CONTROLADA. Chegamos à reta final de nossa caminha de transformação, restando apenas os dois últimos gomos do Fruto do Espírito. Estes dois últimos gomos, são os mais difíceis

Leia mais

BIÊNIO 2012-2013. Tema Geral da Igreja Metodista "IGREJA: COMUNIDADE MISSIONÁRIA A SERVIÇO DO POVO ESPALHANDO A SANTIDADE BÍBLICA. Tema para o Biênio

BIÊNIO 2012-2013. Tema Geral da Igreja Metodista IGREJA: COMUNIDADE MISSIONÁRIA A SERVIÇO DO POVO ESPALHANDO A SANTIDADE BÍBLICA. Tema para o Biênio 1 IGREJA METODISTA PASTORAL IMED PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E PLANO DE AÇÃO BIÊNIO 2012-2013 Tema Geral da Igreja Metodista "IGREJA: COMUNIDADE MISSIONÁRIA A SERVIÇO DO POVO ESPALHANDO A SANTIDADE BÍBLICA

Leia mais

DIRECTÓRIO GERAL DA CATEQUESE - SDCIA/ISCRA -2 Oração inicial Cântico - O Espírito do Senhor está sobre mim; Ele me enviou para anunciar aos pobres o Evangelho do Reino! Textos - Mc.16,15; Mt.28,19-20;

Leia mais

Português. Sagrada Família de Jesus, Maria e José B. Leitura I Ben-Sirá 3,3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14)

Português. Sagrada Família de Jesus, Maria e José B. Leitura I Ben-Sirá 3,3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14) Português Sagrada Família de Jesus, Maria e José B Deus apareceu na terra e começou a viver no meio de nós. (cf. Bar 3,38) Leitura I Ben-Sirá 3,3-7.14-17a (gr. 2-6.12-14) Deus quis honrar os pais nos filhos

Leia mais

A ESPERANÇA QUE VEM DO ALTO. Romanos 15:13

A ESPERANÇA QUE VEM DO ALTO. Romanos 15:13 A ESPERANÇA QUE VEM DO ALTO Romanos 15:13 - Ora o Deus de esperança vos encha de toda a alegria e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo. Só Deus pode nos dar uma

Leia mais

I DOMINGO DA QUARESMA

I DOMINGO DA QUARESMA I DOMINGO DA QUARESMA LITURGIA DA PALAVRA / I Gen 2, 7-9; 3, 1-7 Leitura do Livro do Génesis O Senhor Deus formou o homem do pó da terra, insuflou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se

Leia mais

"Maria!"! !!!!!!!! Carta!de!Pentecostes!2015! Abade!Geral!OCist!

Maria!! !!!!!!!! Carta!de!Pentecostes!2015! Abade!Geral!OCist! CartadePentecostes2015 AbadeGeralOCist "Maria" Carissimos, vos escrevo repensando na Semana Santa que passei em Jerusalém, na Basílica do Santo Sepulcro, hóspede dos Franciscanos. Colhi esta ocasião para

Leia mais

7 E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 8 Porque três são os que dão testemunho: o Espírito, e a água, e o sangue; e

7 E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade. 8 Porque três são os que dão testemunho: o Espírito, e a água, e o sangue; e I João 1 1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam, a respeito do Verbo da vida 2 (pois a vida foi manifestada, e nós

Leia mais

TESTE: RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

TESTE: RELACIONAMENTO INTERPESSOAL TESTE: RELACIONAMENTO INTERPESSOAL (JANELA JOHARI) É constituído de 20 situações possíveis de ocorrer dentro de uma empresa, composto por duas afirmativas de resposta em cada. O usuário deve analisar qual

Leia mais

Bíblia Sagrada N o v o T e s t a m e n t o P r i m e i r a E p í s t o l a d e S ã o J o ã o virtualbooks.com.br 1

Bíblia Sagrada N o v o T e s t a m e n t o P r i m e i r a E p í s t o l a d e S ã o J o ã o virtualbooks.com.br 1 Bíblia Sagrada Novo Testamento Primeira Epístola de São João virtualbooks.com.br 1 Capítulo 1 1 O que era desde o princípio, o que temos ouvido, o que temos visto com os nossos olhos, o que temos contemplado

Leia mais

A OFERTA DE UM REI (I Crônicas 29:1-9). 5 - Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao SENHOR?

A OFERTA DE UM REI (I Crônicas 29:1-9). 5 - Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao SENHOR? A OFERTA DE UM REI (I Crônicas 29:1-9). 5 - Quem, pois, está disposto a encher a sua mão, para oferecer hoje voluntariamente ao SENHOR? Esse texto é um dos mais preciosos sobre Davi. Ao fim de sua vida,

Leia mais

Princípios de Fé Estudo 1

Princípios de Fé Estudo 1 Estudo 1 1 Tema: A fé e a comunhão Texto Base: o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com

Leia mais

Lição 2 Por que Necessitamos de Perdão? Lição 1 Nosso Pai é um Deus Perdoador. A Bênção pelo Perdão. A Bênção pelo Perdão

Lição 2 Por que Necessitamos de Perdão? Lição 1 Nosso Pai é um Deus Perdoador. A Bênção pelo Perdão. A Bênção pelo Perdão Lição 1 Nosso Pai é um Deus Perdoador 1. Você já fugiu de casa? Para onde foi? O que aconteceu? 2. Qual foi a maior festa que sua família já celebrou? Explique. 3. Você é do tipo mais caseiro, ou gosta

Leia mais

Diz respeito ao que vamos realizar em Cristo, pelo poder do Espírito Santo para cumprir a nossa missão:

Diz respeito ao que vamos realizar em Cristo, pelo poder do Espírito Santo para cumprir a nossa missão: II) NOSSA VISÃO Diz respeito ao que vamos realizar em Cristo, pelo poder do Espírito Santo para cumprir a nossa missão: A) Adorar a Deus em espírito e verdade Queremos viver o propósito para o qual Deus

Leia mais

Você é um Cristão Embaixador ou Turista do Reino de Deus?

Você é um Cristão Embaixador ou Turista do Reino de Deus? Você é um Cristão Embaixador ou Turista do Reino de Deus? 2 Coríntios 5:18-20 Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber,

Leia mais

Você quer ser um Discípulo de Jesus?

Você quer ser um Discípulo de Jesus? Você quer ser um Discípulo de Jesus? A História do povo de Israel é a mesma história da humanidade hoje Ezequel 37:1-4 Eu senti a presença poderosa do Senhor, e o seu Espírito me levou e me pôs no meio

Leia mais

LECTIO DIVINA JESUS CHAMA SEUS DISCI PULOS

LECTIO DIVINA JESUS CHAMA SEUS DISCI PULOS LECTIO DIVINA JESUS CHAMA SEUS DISCI PULOS 1 TEXTO BÍBLICO - Lucas 6,12-19 (Fazer uma Oração ao Espírito Santo, ler o texto bíblico, fazer um momento de meditação, refletindo sobre os três verbos do texto

Leia mais

Carta pela Paz no Mundo

Carta pela Paz no Mundo Carta pela Paz no Mundo Marcus De Mario Esta carta é ao mesmo tempo um apelo à razão e à emoção, procurando falar às mentes e aos corações de todos os homens e mulheres da humanidade, da criança ao idoso,

Leia mais

Uma palavra da velha guarda, com novo significado

Uma palavra da velha guarda, com novo significado Um Espaço Chamado Castidade 1 Uma palavra da velha guarda, com novo significado Se eu pedisse a você uma definição de castidade, posso até apostar que você associaria com esperar até o casamento para fazer

Leia mais

Curso Bíblico. Lição 5. Restituição & Perdão

Curso Bíblico. Lição 5. Restituição & Perdão Curso Bíblico Lição 5 Curso Bíblico Para Novos Discípulos de Jesus Cristo Devemos a ndar de tal forma que sejamos dignos de ser chamados discípulos de Jesus. Restituição & Perdão No Antigo Testamento,

Leia mais

DA TRISTEZA Á DEPRESSÃO

DA TRISTEZA Á DEPRESSÃO Mulher Vitoriosa http://mulher92.webnode.pt/ DA TRISTEZA Á DEPRESSÃO Mente saudável MULHER EM FORMA 1 Querida amiga visitante, o Espírito de Deus levou-me a escrever esta mensagem porque Ele sabe que algumas

Leia mais

Disciplina de Leitura Pessoal Manual do Aluno David Batty

Disciplina de Leitura Pessoal Manual do Aluno David Batty Disciplina de Leitura Pessoal Manual do Aluno David Batty Nome Data de início: / / Data de término: / / 2 Leitura Pessoal David Batty 1ª Edição Brasil As referências Bíblicas usadas nesta Lição foram retiradas

Leia mais

AS OBRAS DE MISERICORDIA 1. OBRAS DE MISERICÓRDIA CORPORAIS

AS OBRAS DE MISERICORDIA 1. OBRAS DE MISERICÓRDIA CORPORAIS 1 AS OBRAS DE MISERICORDIA «É meu vivo desejo que o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas

Leia mais

2015 O ANO DE COLHER JANEIRO - 1 COLHER ONDE PLANTEI

2015 O ANO DE COLHER JANEIRO - 1 COLHER ONDE PLANTEI JANEIRO - 1 COLHER ONDE PLANTEI Texto: Sal. 126:6 Durante o ano de 2014 falamos sobre a importância de semear, preparando para a colheita que viria neste novo ano de 2015. Muitos criaram grandes expectativas,

Leia mais

Lição 9 Completar com Alegria

Lição 9 Completar com Alegria Lição 9 Completar com Alegria A igreja estava cheia. Era a época da colheita. Todos tinham trazido algo das suas hortas, para repartir com os outros. Havia muita alegria enquanto as pessoas cantavam louvores

Leia mais

ESTUDOS NO EVANGELHO DE JOÃO

ESTUDOS NO EVANGELHO DE JOÃO ESTUDOS NO EVANGELHO DE JOÃO ESTUDO 1 NOVA VIDA O presente curso ajudará você a descobrir fatos da Palavra de Deus, fatos os quais você precisa para viver a vida em toda a sua plenitude. Por este estudo

Leia mais

CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo. CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo

CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo. CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo CATEQUESE 1 Estamos reunidos de novo Tens uma tarefa importante para realizar: 1- Dirige-te a alguém da tua confiança. 2- Faz a pergunta: O que admiras mais em Jesus? 3- Regista a resposta nas linhas.

Leia mais

Orar é uma atividade regular na vida de Jesus, um hábito, uma disciplina, um vínculo. Essa passagem é pedagógica e ilustra uma vida de fé!

Orar é uma atividade regular na vida de Jesus, um hábito, uma disciplina, um vínculo. Essa passagem é pedagógica e ilustra uma vida de fé! Faculdades EST- Pastoral Universitária Culto de Abertura do Semestre 2013/2 Prédica sobre Lucas 11.1-13 Pastora Iára Müller Leitura de Lucas 11.1-13 O tema da oração e da persistência em orar sempre volta

Leia mais

Lembro de uma cena em especial, no Hospital Psiquiátrico Cyro Martins, que muito

Lembro de uma cena em especial, no Hospital Psiquiátrico Cyro Martins, que muito UM TÊNUE LIMIAR... 1 Graciella Leus Tomé Lembro de uma cena em especial, no Hospital Psiquiátrico Cyro Martins, que muito me chocou. Foi a internação de uma jovem senhora, mãe, casada, profissão estável,

Leia mais

Lição 01 O propósito eterno de Deus

Lição 01 O propósito eterno de Deus Lição 01 O propósito eterno de Deus LEITURA BÍBLICA Romanos 8:28,29 Gênesis 1:27,28 Efésios 1:4,5 e 11 VERDADE CENTRAL Deus tem um propósito original e eterno para minha vida! OBJETIVO DA LIÇÃO Que eu

Leia mais

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros.

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. A Torá é o texto mais importante para o Judaísmo. Nele se encontram os Mandamentos, dados diretamente

Leia mais

GRAÇA E FÉ por Rev. Fernando Almeida

GRAÇA E FÉ por Rev. Fernando Almeida 1 GRAÇA E FÉ por Rev. Fernando Almeida Introdução Muitos de nós ouvimos, com certa freqüência, pregadores que ao fazerem apelo, dizem coisas do tipo: dê uma chance para Jesus ou ainda deixe Jesus entrar

Leia mais

CANTOS - Novena de Natal

CANTOS - Novena de Natal 1 1 - Refrão Meditativo (Ritmo: Toada) D A7 D % G Em A7 % Onde reina o amor, frater---no amor. D A7 D % G A7 D Onde reina o amor, Deus aí está! 2 - Deus Trino (Ritmo: Balada) G % % C Em nome do Pai / Em

Leia mais

PREGAÇÃO DO DIA 30 DE NOVEMBRO DE 2013 TEMA : A LUTA PELA FÉ PASSAGEM BASE: FILIPENSES 1:27-30

PREGAÇÃO DO DIA 30 DE NOVEMBRO DE 2013 TEMA : A LUTA PELA FÉ PASSAGEM BASE: FILIPENSES 1:27-30 PREGAÇÃO DO DIA 30 DE NOVEMBRO DE 2013 TEMA : A LUTA PELA FÉ PASSAGEM BASE: FILIPENSES 1:2730 FILIPENSES 1:2730 Somente deveis portarvos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos

Leia mais

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento

Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Catequese e adoração das crianças ao Santíssimo Sacramento Paróquia de Calheiros, 1 e 2 de Março de 2008 Orientadas por: Luís Baeta CÂNTICOS E ORAÇÕES CÂNTICOS CRISTO VIVE EM MIM Cristo vive em mim, que

Leia mais

COLÉGIO INTERNATO DOS CARVALHOS Equipa de Animação Pastoral

COLÉGIO INTERNATO DOS CARVALHOS Equipa de Animação Pastoral COLÉGIO INTERNATO DOS CARVALHOS Equipa de Animação Pastoral Advento 2014 (Campanha de Preparação para o Natal) A ALEGRIA E A BELEZA DE VIVER EM FAMÍLIA. O tempo do Advento, que devido ao calendário escolar

Leia mais

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus Ensino - Ensino 11 - Anos 11 Anos Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus História Bíblica: Mateus 3:13 a 17; Marcos 1:9 a 11; Lucas 3:21 a 22 João Batista estava no rio Jordão batizando as pessoas que queriam

Leia mais

CAPÍTULO 2. O Propósito Eterno de Deus

CAPÍTULO 2. O Propósito Eterno de Deus CAPÍTULO 2 O Propósito Eterno de Deus Já falamos em novo nascimento e uma vida com Cristo. Mas, a menos que vejamos o objetivo que Deus tem em vista, nunca entenderemos claramente o porque de tudo isso.

Leia mais

A Regra daterceira Ordem da Sociedade de São Francisco iii) Ordem para Admissões e Renovações I. O CONVITE

A Regra daterceira Ordem da Sociedade de São Francisco iii) Ordem para Admissões e Renovações I. O CONVITE A Regra daterceira Ordem da Sociedade de São Francisco iii) Ordem para Admissões e Renovações como ordenado pelo Capítulo Interprovincial da Terceira Ordem na Revisão Constitucional de 1993, e subseqüentemente

Leia mais

PLANO DE CURSO ANUAL DE ENSINO RELIGIOSO 2013

PLANO DE CURSO ANUAL DE ENSINO RELIGIOSO 2013 PLANO DE CURSO ANUAL DE ENSINO RELIGIOSO 2013 ESCOLA: 1ºANO OBJETIVO GERAL OBJETIVO ESPECIFICOS CONTEÚDOS AVALIAÇÃO BIBLIOGRAFIA Construir com o educando sobre a importância da sua existência e os cuidados

Leia mais

Pobreza e o desenvolvimento

Pobreza e o desenvolvimento Seção A1 Pobreza e o desenvol Descrição Esta seção fará uma introdução geral da pobreza e do desenvol. É provável que todos os participantes já usem estes termos, mas eles podem interpretá-los de maneiras

Leia mais

Congresso Missionário Nacional de Seminaristas

Congresso Missionário Nacional de Seminaristas Congresso Missionário Nacional de Seminaristas 4 a 10 de julho de 2010 Brasília, DF A dimensão humano-afetiva da formação presbiteral, para uma Missão sem-fronteiras. Ir. Fátima Morais, ascj. 1. Contextualizado

Leia mais

Para gostar de pensar

Para gostar de pensar Rosângela Trajano Para gostar de pensar Volume III - 3º ano Para gostar de pensar (Filosofia para crianças) Volume III 3º ano Para gostar de pensar Filosofia para crianças Volume III 3º ano Projeto editorial

Leia mais

Você se lembra das três palavras abordadas na lição anterior: Revelação, inspiração e iluminação?

Você se lembra das três palavras abordadas na lição anterior: Revelação, inspiração e iluminação? A BÍBLIA Parte 2 Objetivo para mudança de vida: Dar ao estudante um senso profundo e duradouro de confiança em sua capacidade de entender a Bíblia. Capacidade esta que lhe foi dada por Deus. Você se lembra

Leia mais

Apostila de Fundamentos. Arrependimento. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados...

Apostila de Fundamentos. Arrependimento. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados... Apostila de Fundamentos Arrependimento Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados... (Atos 3:19) A r r e p e n d i m e n t o P á g i n a 2 Arrependimento É muito importante

Leia mais