RELAÇÕES HUMANAS E COOPERAÇÃO

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1 MST/CONSCIENTIA RELAÇÕES HUMANAS E COOPERAÇÃO conscientização e participação MST Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra CONSCIENTIA Instituto de psicanálise e consultoria

2 Expediente A publicação é um produto da cooperação entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Conscientia - Instituto de psicanálise e consultoria. Para informações: Organizador: Pertti Simula Revisão: Daniel S. Pereira Desenhos: Mazé Leite Colaboração especial: Elisabeth Witcell, Emerson Giacomelli, Janaína Stronzake, Claudio Rodrigo de Medeiros Lopes, Salete Campigotto e Sandra Nunes Rodrigues 2

3 APRESENTAÇÃO A cartilha que apresentamos a seguir sintetiza o resultado das experiências acumuladas durante o acompanhamento às Cooperativas de Produção Agropecuária, Institutos de Formação e Associações de famílias assentadas da Reforma Agrária, organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O processo começou no ano 1999 na Cooperativa Agropecuária Vitória COPAVI em Paranaciti, PR e a experiência foi se alastrando para outras cooperativas, grupos coletivos e institutos de educação do MST. Uma das fases essenciais no desenvolvimento da metodologia foi durante o Programa de Acompanhamento de Empresas Sociais (PAES) em anos Os temas Relações Humanas e Cooperação buscam fortalecer a luta pela Reforma Agrária no Brasil, com o objetivo de aprimorar a consciência ética pessoal e coletiva. O trabalho envolve vários aspectos da própria conduta humana, e, assim, procura colaborar para desenvolver a consciência sobre as injustiças econômicas e sociais em nossa sociedade. Isso é uma das ferramentas para despertar a criatividade no desenvolvimento das soluções dos problemas psicossociais. Com esta abordagem cognitiva e psicanalítica pretende-se desenvolver nos coletivos sociais um maior equilíbrio psicológico entre todos os companheiros e companheiras que participam na luta pela reforma agrária e uma sociedade solidária. O método é fruto de longos debates entre as cooperativas, associações, escolas e grupos vinculados à luta pela terra e reforma agrária, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O objetivo é compreender melhor a vida psíquica do ser humano, e especialmente o autoconhecimento enquanto base essencial para a cooperação e boas relações. Em 14 de dezembro, 2010, Porto Alegre Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Conscientia - Instituto de psicanálise e consultoria 3

4 Índice Pag. 1 Introdução Fundamentos Quadro geral do método conscientia Desafios de relações humanas e cooperação Como a estrutura socioeconômica induz para não cooperar Conceito sobre o ser humano As três dimensões de ação humana Pensamentos básicos sobre o ser humano Sobre o termo consciência Sobre sentimento e emoção Como lidar com emoções negativas Motivação Autoconhecimento e auto-estima Identificação como ferramenta para autoconhecimento Como ajudar a pessoa com baixa auto-estima Critica, cobrança e conscientização Cobrança Conscientização de condutas Diálogo de desenvolvimento Conscientização coletiva Princípios gerais para fazer e receber a critica Stress sintoma de esforço ou de doença? Causas e fases de stress Como lidar com o stress excessivo Como lidar com conflitos Como lidar com reações emocionais Princípios para que está no conflito Princípios para agir como mediador Organização e liderança Organograma Liderança Plano de desenvolvimento de cooperação Alguns aspectos com os jovens Entrada de jovens na cooperativa Sobre educação Sobre amor e sexualidade Prevenção e tratamento de dependência Introdução As vantagens e desvantagens de uso de drogas/dependência Prevenção e tratamento Grupos de autoconhecimento Ferramentas para pessoas próximas...50 Anexos 1 Riquezas humanas e empecilhos Atitude de censura Trauma: uma atitude de censura crônica Atitude de inveja Perfeccionismo, mania de grandeza Como você está se sentindo? Perguntas de autoconhecimento Perguntas para diálogo de desenvolvimento Modelo de organograma Plano de desenvolvimento de cooperação Resumo sobre o método

5 1 INTRODUÇÃO 1.1 Fundamentos As experiências no trabalho de acompanhamento às empresas sociais (cooperativas e outras) nos assentamentos da Reforma Agrária têm mostrado a importância de lidar com o fator humano na cooperação: - relações humanas - motivação e desenvolvimento pessoal - bem-estar individual e coletivo Conviver e trabalhar em coletivo significa ter um relacionamento interpessoal mais intensivo do que numa situação de agricultura familiar tradicional. A boa cooperação exige autoconhecimento e respeito pelas demais pessoas. As dificuldades de cooperação são sintomas de mal estar e problemas psicosociais. Podemos dizer que o ser humano manifesta seus problemas de modos diferentes; dificuldades de adaptação social, dificuldades ou doenças psíquicas e/ou doenças físicas. De modo geral as causas poderiam ser classificadas nos seguintes aspectos: - A degradação da sociedade causada pelo desenvolvimento desenfreado do capitalismo e seus valores anti-humanistas é provavelmente a maior causa do mal estar. O trabalhador é alienado do poder de decisão e dos frutos do seu trabalho. Pois, ganha um salário miserável. Além de uma parte significativa de pessoas não terem trabalho. Muitos jovens não veem perspectivas de trabalho no seu futuro. A injustiça da estrutura social e econômica é gritante. Os ricos sentem medo e os pobres vivem humilhados. - Os pais ou pessoas próximas que cuidam da criança tem seus próprios problemas, tais como: autoritarismo, carência de amor, alcoolismo, agressão etc. Isso causa sofrimento e facilmente contamina a criança com condutas destrutivas. - O ser humano tem fraquezas genéticas, doenças hereditárias, que se manifestam tanto no nível físico quanto no nível psíquico. Há também questões ambientais, como poluição, comida intoxicada etc. - A própria pessoa lida com as possibilidades e os desafios (problemas) da vida de modos diferentes; de modo construtivo ou destrutivo. Cada um de nós tem atitudes e intenções perante a vida. Trata-se de um fator não racional, mas que pertence à conduta da pessoa ligada à vontade implicando na responsabilidade. Nesse conceito o princípio básico está no pensamento socrático: Conhece a ti mesmo - seja saudável! De modo mais amplo, a consciência sobre si 5

6 mesmo, a consciência sobre as suas origens, seu passado e a consciência sobre a sociedade são elementos essenciais no desenvolvimento humano. O termo consciência engloba: - autoconhecimento estar consciente de si mesmo, conhecer a si mesmo; suas intenções, atitudes, costumes emocionais, seus valores, suas riquezas humanas e seus empecilhos (limitações) - compreensão sobre o ser humano conhecer as pessoas próximas, mãe e pai, como elas são sem esperar algo irreal, conhecer as influências e experiências, boas e más que teve, sem remoer magoa ou condenar o próximo por injustiças passadas - consciência a respeito das estruturas e do uso de poder, consciência da injustiça econômico-social e da ética universal - consciência que a essência da vida é justiça, beleza e amor. Os princípios básicos usados sobre o conceito ser humano como pano de fundo são: - Tudo que vejo no outro existe também em mim de alguma maneira. - Aquilo que faço para outro, faço dentro de mim comigo mesmo. - O mal pode ser curado somente com o bem. - O ser humano é a sua consciência. O conceito sobre o ser humano tem sua fonte principal na Psicanálise Integral fundada por Norberto Keppe e a proposta organizativa se baseia nas praticas das cooperativas e dos institutos de educação do MST. Ao método foi dado o nome conscientia que é latim e significa consciência. Assim o nome é neutro em relação das línguas dos países envolvidos no desenvolvimento do método, são Brasil, Suécia e Finlândia. Autores de leitura para se aprofundar: Ademar Bogo, Anton Makarenko, Claudia Pacheco, Erich Fromm, Fiodor Dostoiévski, Frei Betto, Lev Vygotsky, M. Pistrak, Máximo Gorki, Leonard Boff, Norberto Keppe, Paulo Freire, Platão (Sócrates), Ricardo Antunes e cadernos do ITERRA, cadernos de Cooperação da CONCRAB Agradecemos Janaina Stronzake e Daniel S. Pereira pela correção da gramática, e Mazé Leite pelos desenhos.... Florestan Fernandes (sociólogo brasileiro, ) disse: A grandeza de um homem se define por sua imaginação (criatividade). E sem uma educação de primeira qualidade a imaginação é pobre e incapaz de dar ao homem instrumentos para transformar o mundo. 6

7 1.2 Quadro geral do método conscientia Problema/desafio - Como despertar o interesse e motivação para trabalhar, estudar e cooperar. - Como desbloquear as capacidades que a pessoa tem. - Como levar um grupo desunido e descontente para cooperar entre si. - Fofocas, intrigas e desprezo pelos outros. Espírito de mágoas e vingança - Uma pessoa toma toda atenção e poder, concentração do poder. - Como lidar com emoções negativas; angústia, medo, irritação, arrogância e raiva. - Como lidar com conflitos e brigas. Como impedir e prevenir ações agressivas. - Falta de autoconfiança, auto-estima (insegurança) - Como se libertar do hábito de se preocupar. Como lidar com pressão e estresse. - Alienação e preguiça, depressão, alcoolismo e dependência de drogas. - Como desenvolver uma estrutura organizacional de participação e motivação? Teoria/pensamentos básicos - Responsabilidade vem da liberdade e liberdade implica na responsabilidade, então é a mesma coisa. Somos responsáveis pelos nossos atos, pelo nosso jeito de pensar, de sentir e de agir na dimensão espiritual. - A atividade psíquica, o modo que pensamos e sentimos afeta o corpo. Medo, irritação e agressividade acionam tensão e stress. Sentir amor e gratidão relaxa o sistema nervoso e os músculos. O amor, compreendido como fazer o bem, é o sentimento básico de vida. - Aquilo que eu faço com outros, faço dentro de mim na minha ação metafísica, no meu modo de sentir e de pensar. Se eu faço bem para o outro, eu já estava agindo bem dentro de mim. Se eu ofendo o outro, estou com energias negativas, sentindo amargura e pensando negativamente. Estou me agredindo. - Todos nós temos todas as riquezas humanas. Mas como ninguém é perfeito em nenhum aspecto, todos nós também temos todas as falhas. Portanto, o que vejo no outro, eu também tenho de alguma maneira. - A consciência é o aspecto mais importante da nossa existência. Assim simplificando, o ser humano é a sua consciência. - Ninguém faz mal em sã consciência. Para podermos fazer mal temos que negar a consciência de nossa má intenção. - O mal pode ser curado somente pelo bem. Um mal não se cura com outro mal. Ferramentas No nível individual Crítica construtiva dialética: reforça a consciência do bem (riquezas humanas) e desperta a consciência de condutas de negação do bem (empecilhos). Diálogo de desenvolvimento funciona com dois focos, um na cobrança construtiva e outro na conscientização de condutas. Crítica construtiva coletiva é o processo de conscientização de condutas em grupo. Identificação: Quando sentimos muito medo ou raiva do outro, é que temos consciência que não queremos ter sobre o outro e sobre nos mesmos. Plano de desenvolvimento de cooperação enfoca conscientização individual e providências para prevenir e impedir ações destrutivas. No nível coletivo Uma compreensão coletiva sobre o ser humano e suas relações Introdução gradativa de princípios de participação igualitária através de democracia direta. Formulação de regras de cooperação e convivência pela democracia. Quebrar a regra leva para a conseqüência de treinar em boas ações. Prêmios coletivos quando todos agem de acordo com o combinado coletivamente. O intuito da estrutura social é que todos se sentem responsáveis por bem estar dos outros solidariedade e responsabilidade mutua 7

8 1.3 Desafios de relações humanas e cooperação Pela própria experiência, todos nós sabemos como é gratificante e complicado trabalhar e viver com outras pessoas. A vida se torna rica através da alegria, do afeto, das dificuldades e das ações compartilhadas com as demais pessoas. Se todos nós desejássemos o bem do outro, não haveria brigas, separações e conflitos. As contradições são chaves de dinamismo e crescimento na vida. O contato com outra pessoa é contato consigo mesmo. Quanto mais importante a pessoa for para mim, mais profundamente ela toca no meu interior. A pessoa é importante quando ela significa, por exemplo, amor, admiração ou mesmo quando ela significa dependência e/ou inimizade. Trabalhar e conviver com o outro é também contatar o seu próprio interior. Convivência exige tolerância e afeto pelo outro. Uma pessoa egoísta ou destrutiva tem dificuldade de se relacionar. Como nenhum de nós é santo, é compreensível que nos coletivos apareçam problemas. Nas empresas sociais (Cooperativas de Produção Agropecuária e outras), nos coletivos de famílias e nos grupos de pessoas que se unem por um objetivo comum aparecem todos os tipos de problemas humanos de relacionamento e de cooperação. Por um lado, a união do grupo é força quanto ao bem. Por outro lado, uma convivência intensa deixa os problemas de relacionamento mais visíveis. Isto gera uma possibilidade importante de crescimento. Abaixo estão alguns exemplos de problemas comuns: 1 Num coletivo pode haver uma desconfiança mútua grave, especialmente com as pessoas que manuseiam o dinheiro (vendedor, tesouraria etc.). A desconfiança e a falta de transparência corrói a motivação. Isto causa descontentamento e desistências. 2 Há pessoas ou grupinhos que se dedicam a falar mal dos outros, fazem intrigas, fofocas e reclamam de tudo, mas não fazem nada prático para melhorar a situação. Em geral, quem não tem o que fazer, ou não se realiza no seu trabalho, tende a usar o tempo numa ação destrutiva. 3 Há uma luta de poder que resulta na setorização das atividades. O setor quer ser auto-suficiente. Isto impossibilita o planejamento integrado e causa muito prejuízo. 8

9 4 Há uma tensão de descontentamento no grupo, mas em vez de falar sobre os problemas e injustiças sentidas, as pessoas ficam caladas, com medo de se expressarem. Muitas vezes a própria direção contribui com isto, achando que se ninguém fala dos problemas, eles não existem, querendo assim fingir que tudo está bem. 5 Numa reunião do coletivo, poucas pessoas se manifestam. Porém, após a reunião há gente que fica falando que não concorda e que foi tudo errado. Há quem possa dizer: onde já se viu semelhante besteira... Na hora de se manifestar, ficam caladas, por má intenção/vontade; mas, depois da reunião, ficam criticando, corroendo as decisões tomadas. 6 O grupo formou uma cooperativa de trabalho, recebeu financiamento, investiu e tentou tocar o empreendimento. Mas por falta de conhecimento gerencial e/ou desvio de dinheiro acabou perdendo quase tudo, sobrando dívidas e uma construção chamada elefante branco (uma grande obra sem nenhuma utilidade). Há um clima de desconfiança e desmotivação para qualquer operação coletiva. Perdeu-se a autoconfiança, vontade de trabalhar em coletivo, perdeu-se a força da união. As pessoas começam a pensar que a solução seria buscar emprego, um patrão. 7 Um grupo pode ter dificuldade de definir a coordenação. Ninguém quer ser coordenador. Parece que é uma função desgraçada. Por quê? É comum que, quando alguém se dispõe a coordenar e começa a se empenhar para colocar as coisas em ordem, fazer mudanças para melhorar, no início a maioria apóia. Mas um pouco antes de começar a colher os primeiros frutos do trabalho da liderança, o grupo começa a achar ruim; em vez de ajudar nas mudanças, se junta veladamente para tirar o tapete abaixo dos pés do coordenador. O grupo fica feliz com a desgraça dele sem se dar conta de que também é responsável por uma boa ou má coordenação. 8 Como o povo há muito tempo vem sendo explorado e mandado, ficou magoado pelas injustiças. Agora no seu empreendimento 9

10 coletivo o grupo vai ao outro extremo: não aceita a coordenação, mesmo quando eleita democraticamente, se revolta e se opõe de maneira irracional. O grupo não consegue assimilar a necessidade de uma organização e coordenação eficiente. 9 Nos assentamentos coletivos a vida de trabalho e a vida familiar se misturam, como na vida camponesa em geral. O relacionamento entre os sócios se torna muito intenso e limitado, enfocado aos companheiros do grupo. As pessoas muitas vezes confundem os assuntos profissionais, de trabalho com os assuntos particulares, emocionais. Isto leva a conflitos destrutivos. 10 Como as pessoas excluídas/acampadas/assentadas fazem parte da classe trabalhadora explorada e marginalizada, há uma tendência de vitimização, colocar a culpa exclusivamente em fatores externos. No caso de trabalharem numa empresa social própria, as dificuldades de sucesso são justificadas culpando a conjuntura econômica, os poderes que não deixam a empresa funcionar, a falta de capital de giro, etc. Torna-se muito difícil admitir os próprios erros e a falta de conhecimento. 11 Nas reuniões, às vezes, acontece de haver poucos participantes e os presentes ficam criticando as pessoas ausentes, reclamando da falta de interesse. Isto causa uma desmotivação maior naquelas pessoas que não querem comparecer às reuniões. Reclamar dos ausentes é dar poder à elas e às questões negativas, o que corrói a produtividade da reunião. Deve-se valorizar as pessoas presentes e os assuntos a serem encaminhados. 12 No grupo há uma pessoa com problemas sérios, por exemplo, ela está deprimida, isolada, abusa do álcool ou de drogas, não quer trabalhar ou tem um comportamento agressivo. Por sua vez, o grupo têm medo e dificuldade de colocar limites e ajudar à pessoa a perceber e lidar com o seu problema. Quando isso acontece, muitas vezes o grupo fica falando mal da pessoa, sem a intenção de ajudá-la e, quando reage para ajudar é porque a situação já é de crise. Não há receitas simples para resolver estas situações, mas há possibilidade de aprofundar a compreensão da problemática, desvendálas e lidar com elas de modo aberto, tolerante e construtivo. 10

11 1.4 Como a estrutura socioeconômica induz a não cooperar A estrutura econômica e social injusta, por um lado, aliena, explora na relação empregado-empregador, estressa e reprime o cidadão, sendo que ela o estimula a uma constante competição e ao dinheirismo (tudo é valorizado pelo possível lucro, dinheiro). Por outro lado, a estrutura incentiva para um prazer imediato, que alimenta consumismo e egocentrismo. Isto é a maior causa do mal-estar dos povos. A mudança desta estrutura econômica doentia é objetivo do MST. É importante termos consciência do efeito do capitalismo no nosso interior, nos nossos valores e hábitos de sentir e pensar sendo contrários a cooperação e solidariedade. A sociedade capitalista funciona com os seguintes princípios: - Democracia representativa: uma vez por alguns anos os cidadãos podem escolher seus representantes para quem delegam seu poder de decidir sobre alguns assuntos de comum interesse. - Na atividade econômica nem democracia representativa existe: o principio básico determina que com um real (dinheiro), se compra um voto. Quanto mais possuir reais mais votos tem. O poder político é submetido as interesses e necessidades do poder econômico. Os valores do sistema capitalista tem se infiltrado em tudo na sociedade, nas escolas, no sistema de saúde, no serviço social e publico. Os valores sagrados, competição, eterno crescimento do consumo e da economia, exploração e especulação, aumentam o egoísmo, superficialidade, frustração e desconfiança das pessoas, e a destruição da natureza. Uma condição estrutural justa para motivar a participação de todos seria: - No sistema político a democracia significa que as pessoas participam diretamente nos processos decisórios sobre assuntos importantes que atingem a sua vida no nível local, nacional e global. A participação nas decisões se torna uma atividade cotidiana rotineira. - No sistema econômico o sistema político controla as regras da atividade econômica. Nas empresas e nos locais de trabalho, as pessoas participam nos processos decisórios pela democracia direta. Todas participam na construção de regras da cooperação, planejamento estratégico, decisões importantes e na escolha dos representantes/coordenadores que conduzem a aplicação das decisões. 11

12 2 CONCEITO SOBRE O SER HUMANO O ser humano é um sujeito histórico, cujo passado, infância tem muita importância. A relação com os pais é um aspecto fundamental no desenvolvimento da criança. As injustiças por parte das pessoas próximas, como também da própria sociedade (repressão e exploração) tem um forte efeito. Isto não elimina a responsabilidade do ser humano nas suas escolhas de como encarar as situações da vida. 2.1 As três dimensões de ação humana O ser humano atua em três dimensões : Atividade psíquica: Ele pensa, sente e age no sentido espiritual (metafísico). Ele reflete sobre suas ações, ele pensa sobre a finalidade da vida e sobre a existência depois da morte. Na vida psíquica existe um eterno mistério, a vontade, a liberdade de escolha/conduta, de como encarar a vida. O aspecto espiritual é o mais profundo. Depois vem o sentir e, finalmente, o intelectual (pensar). (O leitor materialista pode ignorar o aspecto metafísico.) Atividade fisiológica: Os três sistemas fundamentais na atividade fisiológica são o neurológico, hormonal e imunológico. Em outras palavras a pessoa trabalha/age nos seus processos fisiológicos. Ela cresce, se movimenta, digere alimento, recebe energias, fica doente, recupera a saúde, se desenvolve sexualmente e finalmente o corpo perde a vida. Ela usa seu corpo para se manifestar e agir. Ela afeta, conduz os processos fisiológicos com o jeito dela de sentir, por exemplo, a conduta de preocupação e irritação provocam a reação de stress no sistema neurológico e hormonal. Se o stress continuar alto e/ou prolongado o sistema imunológico cansa e enfraquece podendo até começar a funcionar de modo invertido causando doenças (doenças auto-imunológicas). Atividade social: O ser humano desenvolve seus contatos com outras pessoas já como feto. Ele sente o ambiente externo com sua conduta/atitude (liberdade = responsabilidade). Ele recebe a influência dos seus pais e de outras pessoas do seu meio ambiente, e, depois, mais e mais da sociedade. Os valores da sociedade têm muita influência tanto no bem quanto no mal. Ele tem tendência de imitar aquilo que é mais comum ou dominante, inclusive aquilo que é doentio ou injusto. Ele se relaciona com outros e com o seu meio ambiente, a saúde psíquica exige esta interação com outros. 12

13 2.2 Pensamentos básicos sobre o ser humano O ser humano pode ser esquematizado de modo simples pelo desenho abaixo. Nele a atividade psíquica é descrita pelos termos consciência, vontade (escolha), atividade metafísica, sentimento e pensamento. No corpo há três sistemas fisiológicos básicos: neurológico (comunicação), hormonal (condução) e imunológico (defesa). O comportamento e as reações vem do interior da pessoa. Ela reage perante os outros de acordo com seu modo de agir na sua vida psíquica, por exemplo, se ela está curtindo mágoa, ela reage negativamente quando um outro interage com ela. Se ela tem uma conduta de alegria, ela reage e se comporta tentando alegrar os outros. O desenho facilita concluir alguns princípios de funcionamento humano: A UNIÃO DO PSÍQUICO E DO FÍSICO A atividade psíquica afeta o aspecto físico e vice-versa. Sentimentos bons contribuem com o equilíbrio da atividade neurológica, hormonal e imunológica e, assim, contribuem para a saúde física. Por sua vez, os sentimentos negativos, como medo, raiva e amargura causam desequilíbrio, stress e doenças. RESPONSABILIDADE = LIBERDADE Só existe responsabilidade na liberdade e a liberdade implica na responsabilidade. Portanto estas duas palavras significam a mesma coisa, são dois aspectos da mesma moeda. 13

14 O SER HUMANO É A SUA CONSCIÊNCIA. Nesse contexto o termo consciência engloba as dimensões: espiritual (metafísico), de sentir e de pensar (intelectual). A consciência é uma percepção do próprio ser (individuo) e do seu meio, do universo. Para que sua existência tenha sentido, o ser humano deve estar consciente do seu ser e do meio onde vive. A consciência é o aspecto mais essencial da existência, sem consciência a vida perde todo o seu sentido, assim é possível a seguinte simplificação: Você é sua consciência. TUDO QUE VEJO NO OUTRO, DE ALGUMA FORMA TAMBÉM EXISTE EM MIM. Por um lado, todos nós temos, de alguma maneira, as riquezas humanas, como amor, consciência, senso ético, criatividade, bom senso, coragem, alegria, capacidades físicas etc. Por outro lado, mesmo que o ser humano conforme a sua essência seja bom, ele nasce imperfeito, com falhas na sua estrutura psicogenética. Assim, no nível existencial ninguém é perfeito em nenhum aspecto. Portanto, todos nós temos todos os tipos de falhas em maior ou menor grau. Neste sentido, todas as falhas que eu enxergo no outro, existem também em mim de algum modo. Assim também todas as riquezas humanas que vejo no outro, existem em mim, mesmo que em modos e graus diferentes. Somos como espelhos internos entre nós. (Vide o anexo 1 Riquezas humanas e empecilhos). AQUILO QUE FAÇO PARA OUTRO, FAÇO DENTRO DE MIM, COMIGO MESMO. Aquilo que eu faço com outros, faço dentro de mim: na minha ação metafísica, no meu modo de sentir e de pensar. Exemplificando: se eu faço bem para o outro, eu já estava agindo bem dentro de mim (na minha ação metafísica, de sentir e de pensar); mas, se eu ofendo o outro, eu já estava agindo mal no meu interior (ligando-me às energias negativas, sentindo amargura e inveja e pensando negativamente) prejudicando a mim mesmo. Toda minha ação é uma manifestação da minha atividade interna, meu comportamento com outros revela como eu ajo comigo mesmo. ATIVIDADE INTERNA PÕE UM FILTRO NA PERCEPÇÃO DA REALIDADE. De acordo com o modo como a pessoa age no seu interior, ela colore a sua percepção do mundo externo. Por exemplo, quando ela está desconfiada ou agressiva, ela tem tendência de sentir como se os outros estejam desconfiados e agressivos com ela (paranóia). Quando ela está numa conduta de curiosidade e alegria, ela sente facilmente que os outros estão assim. O ser humano tem tendência a projetar sua atividade interna (seu modo de sentir) nos outros ou no seu meio ambiente. 14

15 NINGUÉM FAZ MAL CONSCIENTEMENTE. Conforme Sócrates ninguém faz mal conscientemente. Quando a pessoa age com má intenção, ela não está no seu equilíbrio, mas acredita que tem o direito e o motivo de agir atacando o outro, o bem e a verdade; ela está com uma conduta de ignorância (atitude de negar a consciência). Para fazer algo mal ela precisa negar a consciência das suas más intenções. Negando sua consciência ela está se negando. O MAL SÓ PODE SER CURADO PELO BEM. Irritação não cura raiva. Frustração não cura dor de cabeça. Raiva alimenta maldade. Proibir medo aumenta medo. Vingança dá poder a injustiça. Somente o bem pode curar o mal. Amar, fazer o bem, cura. Fazer o bem perante uma ação má do outro significa tentar impedir a ação destrutiva e conscientizar o outro da sua má intenção. A dialética da visão sobre o ser humano se baseia na seguinte lógica. Todos nós temos todas as riquezas humanas, nunca se deve duvidar isto. E todos nós temos todos os tipos de falhas, empecilhos, porque não somos perfeitos em nenhum aspecto (anexo 1). Os empecilhos são condutas doentias (patológicas). Quanto mais você aceita a consciência delas em si mesmo, mais fácil é lidar com elas nos outros e em si mesmo. Nos anexos 2 5 são descritos, com mais detalhes, os seguintes conceitos ( desvios ideológicos ): Censura como a conduta de fugir (angústia, medo) de consciência ou lutar (irritação, raiva) contra ela. A pessoa percebe algo que não quer saber, não quer ter consciência (anexo 2). Trauma como o resultado de uma censura crônica perante algo importante que ocorreu e que não quer se conscientizar (anexo 3). Inveja sendo a atitude de não querer ver (in-ver = não-ver) algo de bom, belo e verdadeiro que está percebendo. A inveja causa a reação de querer destruir o bem; maldade, agressividade (anexo 4). Mania de grandeza, perfeccionismo, e egocentrismo, querer se achar mais importante, insubstituível, único que sabe e consegue (anexo 5). Todas estas condutas (empecilhos) estão fundados no egocentrismo e narcisismo, condutas fortemente incentivadas pelo capitalismo. De modo geral, os empecilhos são as condutas nossas que adotamos durante a vida no sentido de distorcer, omitir e impedir a essência da vida que é simplesmente uma perfeição. 15

16 2.3 Sobre o termo consciência O termo consciência (com ciência, com percepção) se associa às vezes principalmente no campo de consciência social, às injustiças sociais. Nesse contexto o termo é visto com maior amplitude: - a percepção de si mesmo e do seu meio ambiente no tempo (incluindo o histórico), espaço e metafísico - a consciência das suas intenções, atitudes, costumes emocionais, seus valores, suas riquezas e seus empecilhos (limitações) humanos - aceitar a consciência do outro ser humano seja mãe, pai ou demais pessoas que vai conhecendo durante a vida - a consciência da injustiça econômica e social da sociedade - a consciência ética e estética Estar consciente significa aceitar a percepção do mundo exterior com os seus sentidos, ligar esta percepção dentro de si com a sua estrutura psíquica. Conforme Viktor Frankl (psicanalista austríaco, ), a consciência é um fenômeno que transcende a existência do ser humano, que por isso a entende somente pela perspectiva transcendental (metafísica). Assim, minha consciência é maior que eu mesmo, é um canal para outra dimensão. O ser humano sente essa voz a voz da transcendência. Talvez Frankl se baseou no pensamento socrático: a verdade está no interior do ser humano. A função de um filósofo é trabalhar como uma parteira, ajudar o conhecimento (consciência) a nascer por meio de um processo dialético de perguntas. Saúde mental e psíquica significa conhecer a si mesmo. A consciência é a própria essência da vida humana. Ela existe somente no amor; quanto que as condutas de medo, frustração e raiva são ações de negação do próprio ser. Como diz Norberto Keppe (psicanalista brasileiro, 1927-), não são os problemas que fazem a pessoa ficar desequilibrada, mas a sua luta contra a consciência dos seus problemas e das suas riquezas. No trabalho para promover cooperação e desenvolvimento humano estes conceitos e princípios são estudados e discutidos entre todos. A abordagem apresentada é o pano de fundo para tratar questões como motivação, desenvolvimento pessoal, relacionamentos, disciplina, liderança, dependência química e saúde física e psíquica. Os conceitos são usados nos processos de conscientização aplicando os métodos: - autoconhecimento pela identificação - crítica e conscientização - conscientização coletiva - plano de desenvolvimento de cooperação 16

17 2.4 Sobre sentimento e emoção Todos nos temos uma necessidade natural de amor. Amor pode ser descrito como afeto, sentimento positivo, aceitação, confiança, curiosidade, gratidão e felicidade. Amor significa fazer o bem. Receber o amor dos pais é a experiência mais feliz e importante que a criança pode ter. Aí ela se sente amada e sente a liberdade de poder existir. O ser humano quer contato com outros, ele quer fazer parte do coletivo, descobrir a realidade, desenvolver e praticar suas potencialidades e riquezas humanas. Em outras palavras, queremos sentir a nossa própria existência. O termo sentir (conforme Michaelis Moderno Dicionário da língua Portuguesa) significa: perceber por meio de qualquer um dos sentidos experimentar uma reação física, perceber algo que se passa no próprio corpo ter consciência, conhecer, notar Os termos sentimento e emoção são usados quase como sinônimos mas eles poderiam ser definidos como diferentes, pelo seguinte: Sentimentos (quer captar) amor alegria gratidão curiosidade esperança confiança São sentimentos ligados à vida; contato, aceitação, convivência, consciência, e querer se esforçar para realizar os objetivos que tem no nível equilibrado (stress equilibrado) Emoções (não quer captar) insegurança, angustia, medo indiferença, depressão euforia, paixão irritação, raiva arrogância, agressividade São emoções vividas pela pessoa que está em situação de perigo ou ameaça real (stress equilibrado) e/ou da própria atitude de negação da consciência e/ou da vida (stress causado pela própria conduta errônea) No quadro, acima, o verbo sentir significa captar, aceitar consciência numa conduta de amor com a vida. Por sua vez, a palavra emoção significa uma reação de sentir (perceber) perigo ou ameaça e/ou uma luta contra consciência. A finalidade da vida está no amor, sentir amor e agir de acordo. Leo Tolstoi (literato russo, ) afirmou que é somente no amor que a verdade 17

18 aparece. Isto se observa na prática psicanalítica, de forma que a consciência aparece somente na tolerância, no amor. Como a consciência é a essência da vida humana, o ser humano existe no amor. Blaise Pascal (matemático e teólogo Frances, ) escreveu: O coração tem razões que a razão nunca pode entender. Conforme Fiódor Dostoievski (literato russo, ) : Onde não há amor, não há razão. Ele demonstrou a complexidade humana observando que: Quem você mais ama é a quem você primeiro agride. Amor é diferente da paixão. Sigmund Freud (psicanalista austríaco, ) constatou: A paixão é como uma minipsicose, a pessoa deveria estar de licença médica. Nós vivemos numa cultura racionalista, acreditamos que a razão conduz nosso comportamento. Há uma tendência forte de ignorar a importância dos sentimentos. Quando é justamente o modo de sentir que dirige o modo de pensar e agir. Desde criança, especialmente os meninos ouvem: Não fique com medo. Não chore não. Homem não chora. Aprendemos que não devemos ter angustia, irritação e raiva. E que os sentimentos bons, como afeto, carinho e felicidade devem ser bem dosados e expressos somente nos espaços certos. (No hemisfério norte esse problema é ainda mais grave que no hemisfério sul.) É comum que quando, por exemplo, a esposa está frustrada e assim irritada com o marido, ele nem quer perceber isto, simplesmente ignora a emoção dela. Ela se sente desrespeitada, e até humilhada. E o relacionamento ficou tenso. Não queremos ter consciência da emoção do outro e nem da própria. Agimos censurando os sentimentos. As perguntas do formulário Como você está se sentindo, em anexo 6, procuram ajudar o leitor entrar em contato com seus modos de sentir, ter a consciência das suas escolhas, como é a sua atitude perante a vida. O segundo aspecto das perguntas é se conscientizar como temos o hábito de nos consideramos como vitimas de fatores externos, e de nossas emoções. Mesmo sabendo que temos condições de influenciar nossos hábitos de sentir. O ser humano é responsável pelos seus sentimentos. O que somos obrigados a fazer (comer, estudar, dormir, pagar contas etc.) é limitante, mas como nos sentimos nesse fazer é a nossa liberdade. 2.5 Como lidar com emoções negativas Para lidar com as emoções de medo, irritação ou raiva do outro não é fácil. Emoção negativa significa energias negativas, ela cria um ambiente pesado. O mais importante é manter o próprio equilíbrio evitando a entrar numa conduta destrutiva que aumenta os conflitos e problemas. Para lidar com as emoções do outro pode aplicar seguintes princípios: - Primeiro reflita e reconheça suas possíveis emoções de medo e irritação. Você pode contar até dez ou fazer uma pausa ou por 18

19 exemplo concentrar sua atenção na respiração para se acalmar. - Mantenha distância das emoções (energias) negativas do outro. Procure ter uma perspectiva maior sobre a situação. Imagine como a situação será daqui a um ano. - Evite dar poder psicológico a uma pessoa agressiva/depressiva. Não entre na defensiva. Não leve para o lado pessoal. Se você se sente vitima, é o sinal que você já deu poder. - A pessoa agressiva quer humilhá-lo e que você reaja com depressão, medo ou raiva. Não entre nisso. Não faca pacto com agressão. - Quando o outro tenta virar o barco colocando a culpa em você, não entre na defesa. Mostre o erro da conduta dele com respeito falando que ele está se culpando injustamente. - O indivíduo agressivo é responsável pela sua atuação, não coloque culpa a si mesmo. - Não use o problema para remoe-lo. Isso é destrutivo. Remoer se baseia nas más intenções sendo que resultado é sempre maior mal-estar. - Reflita sobre você mesmo: se continuar decepcionado, irritado, com medo ou com raiva em excesso conscientize-se de: suas expectativas e exigências não realistas (idealização) e/ou de sua impaciência; sua reação emocional contra a percepção dos seus próprios problemas; rejeição da consciência provocada pelo outro; a possibilidade de você interpretar de modo exagerado más intenções no outro (identificação projetiva) - Lembre-se que você não tem poder para mudar os outros mas você pode ajudá-los a se conscientizarem sobre suas intenções. - Fale sobre as emoções do outro de maneira neutra, com respeito e interesse, não critique as emoções, nem entre no questionamento porque. Tenha um intuito de simplesmente saber sobre as emoções do outro, isso pode ajudar o outro se conscientizar sobre suas emoções e assim se cair mais no seu equilíbrio. Fale, por exemplo: - - Minha impressão é que você está descontente ou irritado. Será que isso mesmo? - - Me parece que há um sentimento de decepção ou até raiva em você, queria falar sobre isto? - - Creio que você está estressado, como se está sentindo? 19

20 - Quando a pessoa esta muito decepcionada, pode perguntar: Quais são suas expectativas nessa situação? Não entre na explicações ou justificativas, simplesmente escute as emoções do outro. Este respeito pode contaminar o outro, para ele se respeitar. Na raiva a pessoa não se respeita sendo que ela agride a consciência que tem. - Evite condená-la ou moralizá-la, evite repetir a crítica. Não exagere ou generalize. O mais importante é que você não tenha expectativas de outro aceitar o que você fala. Você faz a sua parte contando sobre a sua percepção (que pode estar errada, por isso nunca afirma que você sabe). Deixe o outro reagir de modo dele, é responsabilidade dele. Sua responsabilidade se limita de lidar com ele com todo respeito querendo bem para ele. Procure falar aquilo que está nos limites dele de ouvir. Se você tem dificuldade de se manter equilibrado perante humilhações ou discriminações segue os seguintes passos: - Admitir que eu fico facilmente ofendido. Relembrar exemplos práticos disso desde minha infância. Procuro não querer alterar isso mas permitir isso para poder me conscientizar sobre isso. Isso requer tolerância e tempo. - Quem é responsável pelo meu modo de sentir? Somente eu! - O outro não tem poder de controle sobre meus sentimentos. Quem aplica as palavras/energias dele em mim sou eu. - Lembrar: Quem ataca o outro, ataca primeiramente a si mesmo na sua maneira de sentir e pensar, e assim sendo na sua atividade fisiológica. - Se ainda continuo me ofendendo com as palavras do outro, significa que tenho forte habito/intenção de me desvalorizar, de me agredir e me ofender com a minha maneira de sentir e pensar. Estou com o pacto com o agressor. (Todos nos temos isto em algum grau.) Será que quero isto conscientemente? Não? - Lembrar que na hora de humilhação ele desperta a consciência da minha auto-agressão (identificação). Será que aceito esta percepção? Resposta normal seria não. Se não, reajo tentando negar esta consciência (da minha auto-agressão), em outras palavras negando a mim mesmo. Assim me ofendo amargamente. Quero continuar fazendo isso conscientemente? 20

21 2.6 Motivação Motivação é a questão fundamental para a aprendizagem, o trabalho e o desenvolvimento pessoal de uma pessoa ou um grupo. Sem motivação há uma quase paralisação das possibilidades. Com animo de motivação e entusiasmo a pessoa/o grupo vence as dificuldades e luta pelo sucesso dos seus ideais com energia e alegria contagiante. Motivação é um tipo de energia psicológica, como uma chama interna, que faz a pessoa se esforçar, ter vontade de agir. Motivação significa querer. O ser humano tem vários níveis de motivação ligados a procura de satisfazer suas necessidades, desejos e ideais: - físicas como comida, moradia, vestuário, segurança, ou simplesmente de sobrevivência biológica, - de contato com os outros, afeto, cooperação, convivência, aceitação e reconhecimento - de descobrimento da realidade, da vida - de desenvolvimento de seus dons e interesses específicos da sua personalidade - de realizar seus ideais e crenças Nessa relação aparecem primeiro as necessidades mais elementares (físicas) e no final as mais elevadas (metafísicas). No fundo a motivação sã é amor pela vida. Como ninguém é perfeito, todo ser humano tem vontades e anseios mais ou menos inconscientes contrárias à realização das suas verdadeiras qualidades e possibilidades. Por exemplo, intolerância, inveja, mania de grandeza, narcisismo e inversão de valores motivam a pessoa agir contra o que seria útil e bom para ela mesma. Todos nos temos estas condutas destrutivas em algum grau. Isto causa no campo de estudo e trabalho vários problemas como: - oposição a cooperação e ao desenvolvimento do coletivo - necessidade de ficar no centro de atenções a qualquer custo - fofocas, intrigas, desonestidade - lutas pelo poder, competição, desejo de controle, conflitos irracionais - passividade, indiferença, preguiça, desonestidade - destrutividade, agressividade etc. Para poder melhorar a motivação individual e coletiva é necessário: 21

22 - desenvolver uma filosofia ética de trabalho, com esforço constante de despertar os ideais da vida e de conscientização das virtudes humanas e da ética universal - desenvolver estruturas éticas de ensino, trabalho, modelos solidários de organização, como, por exemplo, escola ou empresa de autogestão ou cooperativa de trabalho, onde a participação nas decisões e nos resultados do trabalho é justa - zelar pela organização do trabalho bem definida e clara para todos, zelar pela comunicação aberta e pela transparência - incentivar o esforço individual, organizando de várias maneiras o reconhecimento psicológico e social (reforço positivo) como também regular desvantagens pela baixa produção e/ou baixa qualidade de trabalho... - conscientizar e lidar com as motivações destrutivas usando métodos de conscientização individual e coletivo (critica construtiva dialética etc.) No trabalho para promover cooperação e desenvolvimento humano estes conceitos e princípios são estudados e discutidos entre todos. A abordagem apresentada é o pano de fundo para tratar questões como motivação, desenvolvimento pessoal, relacionamentos, disciplina, liderança, dependência química e saúde física e psíquica. Os conceitos são usados nos processos de conscientização aplicando os métodos: - cobrança produtiva - crítica construtiva dialética conscientização de condutas - dialogo de desenvolvimento - conscientização coletiva - autoconhecimento pela identificação 22

23 3 AUTOCONHECIMENTO E AUTO-ESTIMA Uma auto-estima saudável é uma condição para o bem estar da pessoa. Ela pode agir espontaneamente, sem precisar se angustiar perante os outros tendo confiança que ela é aceita. Se a criança recebe muito carinho e amor dos pais, ela tem mais facilidade de desenvolver auto-aceitação e autoconfiança. Se ela é muito rejeitada, humilhada e oprimida pelos outros, ela terá maior tendência de agir da mesma maneira consigo mesma, este risco aumenta se ela tem uma conduta de se vitimar. Uma pessoa que conhece a si mesma sabe lidar com as situações da vida, tanto dificuldades como motivos de grande alegria. Uma pessoa insegura, com baixa autoestima, não sabe lidar com desafios e alegrias, ela tem bloqueios e distorções psíquicas, não podendo confiar nela mesma. Falta de autoconfiança é um sintoma útil porque sinaliza que a pessoa não pode confiar nela mesma. 3.1 Identificação como ferramenta para autoconhecimento Um dos métodos eficientes e simples para se conhecer é a identificação. Significa que um fator externo, por exemplo, um comportamento de uma outra pessoa, desperta uma percepção sobre si mesmo. A identificação pode ocorrer por causa de similaridade de conduta psíquica, mas também por causa de conduta oposta em relação do outro. Aquilo que estamos vendo no outro e que nos toca de modo significativo, causando sensação de alegria, confiança e/ou medo, raiva, é um contato importante com o nosso interior. Este tocar é a consciência que recebemos através do outro, e diante da qual podemos: reagir com aceitação, o que produz em nós uma sensação de alívio, ou, reagir com rejeição, o que produz angústia ou irritação. Por exemplo, quando uma atitude ou comportamento de outra pessoa o irrita em excesso, é provável que você esteja se vendo através dela, no sentido direto ou no sentido oposto: - A conduta autoritária, dominante ou prepotente de seu companheiro o irrita demasiadamente, então você está se identificando, tendo a consciência de sua prepotência. Isto você provavelmente não gosta de ter. Você sente como se esta consciência fosse um perigo (e interpreta que a outra pessoa seja sua inimiga). Você reage rejeitando a percepção e assim rejeitando a pessoa. - Uma pessoa tem costume de sempre reclamar e criticar. Você fica muito irritado. A conduta dela, de negação, desperta a consciência de sua negatividade, de sua atitude de dar poder para as coisas ruins (concentrando toda a sua atenção nelas, por exemplo). Você fica descontente com a conduta descontente da outra. 23

24 - A timidez de seu colega pode deixar você meio bloqueado. É provável que você se identifique na timidez, mas não quer ter contato com esta percepção. Você não quer perceber sua própria atitude perfeccionista, fantasiosa, invejosa e /ou crítica que são comuns de timidez. Então você reage bloqueando a consciência, e assim bloqueando a si mesmo. - A iniciativa e a responsabilidade do outro pode provocar a consciência da sua passividade, sua conduta preguiçosa. Nesse caso, você tem consciência de modo indireto, através da conduta oposta à sua. - A alegria e o sucesso de outro pode revelar seu costume de rejeitar as suas possibilidades remoendo e exagerando dificuldades. Você se identificou pelo oposto, mas não quer ter contato com esta pessoa para evitar o despertar desta consciência. Às vezes, se usa o termo espelhar, como se o outro fosse o nosso espelho. O espelhamento não se trata no nível do comportamento externo mas interno, por isso identificação nas condutas internas. Com o comportamento forçado a pessoa pode até tentar enganar a si mesma para não aceitar a consciência. Mas que nós temos aquela característica, que nos angustia ou irrita, em algum grau e pode bem ser que a manifestamos de modo diferente. Pessoas próximas, como mãe, pai, filho ou pessoas que tenham poder, como chefe, um colega ou cliente importante, despertam consciência profunda e importante. Muitas vezes, por este motivo, estes relacionamentos são excepcionalmente difíceis. A identificação (o espelhamento) é a ferramenta mais prática de autoconhecimento. A criança tem uma tendência de seguir o modelo de conduta psíquica dos pais. Se os pais são muito alegres e amorosos é fácil seguir este exemplo. Se os pais ou um deles é repressor, autoritário e invejoso, sempre negativo é quase natural imitar este padrão de vida. Nos somos seres históricos nesse sentido também. Repetimos os modelos de conduta de uma geração para outra. Para conhecer a si mesmo preencha o formulário Perguntas de autoconhecimento (anexo 7), e reflita suas respostas conforme o texto no rodapé do formulário. 24

25 3.2 Como ajudar a pessoa com baixa auto-estima Fale com ela de modo respeitoso e aberto evitando o tom de critica e repressão com o objetivo de: - Demonstrar sua empatia e compreensão com ela. - Reconhecer claramente as ações/realizações boas dela. - Buscar ver sempre algo positivo mesmo no fracasso, levar tudo como aprendizado. - Dar tarefas que ela tem sucesso de realizar. Incentivá-la a fazer coisas novas. Evitar tarefas difíceis demais. - Conscientizá-la sobre as qualidades e possibilidades que todo ser humano tem e que a vida oferece a todos inclusive a ela. - Demonstrar confiança e contagiá-la com entusiasmo. - Levá-la a conscientizar possíveis atitudes de: muita auto-observação e autocrítica excessiva auto-exigência, perfeccionismo subestimação das suas qualidades, uma forma de autonegação, pensamentos negativos habito de concentrar atenção nas dificuldades e exagerar os problemas, deste modo evitar ver coisas boas destrutividade, estragar suas possibilidades, agir causando destruição na sua vida, projecção, achar que outros estão muito críticos ou contra ela, quando ela se critica e se sabota hábito de fugir e viver nas fantasias Não compará-la com outros (ela mesma se compara com outros excessivamente). Nunca rejeitá-la como pessoa. Orientá-la e motivá-la agindo para o bem da vida. 25

26 4 CRÍTICA, COBRANÇA E CONSCIENTIZAÇÃO A critica é um meio importante de autoconhecimento e assim um meio essencial de ajudar ou outros. Se diz que criticar é fácil, mas aceitar a crítica é difícil. Mesmo sabendo que precisamos da crítica, para nos desenvolvermos e crescermos como pessoas, não gostamos dela. A percepção de uma dificuldade, fraqueza, má intenção ou um erro parece ser uma grande ameaça. É por isso que os casais brigam entre si, os pais brigam com os filhos e que temos tanto medo da prova na escola ou angustia perante a chamada de atenção. Há dois lados na critica, um de cobrança e outro de conscientização. Cobrança tem o enfoque na execução das atividades. Cobrança é o modo mais comum de criticar, ela envolve pressão; tem que fazer o que foi planejado ou mandado. Ao cobrar é importante lembrar a agir sempre com o respeito pelo outro. Conscientização procura levar a pessoa perceber suas riquezas e possibilidades bem como as suas condutas de distorcê-las ou impedi-las. 4.1 Cobrança A cobrança construtiva tem como objetivo pesquisar e definir sobre: - o que foi planejado - o que faltou para realizar aquilo - o que impediu ou dificultou a realização e como lidar com isto - com estas informações fazer replanejamento do que deve ser feito (com data limite) A cobrança construtiva tem seu objeto na realização e não deveria focar na pessoa. Ela deveria ser quase que impessoal para ser mais facilmente aceita. Uma cobrança de estilo acusador, reclamatório, repetitivo ou agressivo causa uma reação de oposição na pessoa criticada. A pessoa pode até fazer o que foi mandada, mas faz isso com mágoa esperando poder vingar-se. As cobranças destrutivas causam um efeito contrário ao longo prazo com certeza. 4.2 Conscientização de condutas A conscientização de condutas tem uma outra dinâmica. Como a consciência funciona somente pela aceitação voluntária, ela deveria ser expressada sem pressão e com tolerância. Não é fácil de falar sobre condutas problemáticas do outro com aceitação, amor. Portanto, é necessário seguir alguns princípios e um procedimento de conscientização dialética: 26

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