NOTA DE ESCLARECIMENTO

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1 NOTA DE ESCLARECIMENTO São Paulo, 24 de maio de Em razão dos questionamentos feitos à gestão O Inesquecível De-repente do Centro Acadêmico Guimarães Rosa no que diz respeito à administração financeira, gostaríamos de esclarecer mais detalhadamente o que ocorreu no nosso ano de gestão, de novembro de 2009 a outubro de No que diz respeito aos primeiros meses de gestão, primeiramente deve-se pontuar que em 27 de novembro de 2009 foi compensado cheque de R$759,05 referente à compra de computador feita pela gestão Faz-me-gerado Ainda no fim de 2009 houve a organização da Feijegada e nos primeiros meses de 2010, a Semana de Recepção dos Calouros Esta última resultou em prejuízo devido à quebra de portas no banheiro do local da Balada Bixo em fevereiro, realizada por convidados durante a festa, ao péssimo controle do dinheiro na Balada Bixo por parte da organização responsável pelo evento e devido à quantidade alta inesperada de presentes, que tornou necessária a compra de bebidas ao longo da noite a maiores preços de custo. A Viagem dos Bixos 2010 também apresentou despesas extras devido à quebra de um bebedouro no domingo por um dos convidados. No fim do primeiro semestre de 2010, tivemos uma alta despesa devido à necessidade de impressão de segundas vias de atas de posse de gestões anteriores, registradas em cartório, para que pudéssemos fazer nosso imposto de renda, questão que demandou despesas grandes em julho de No ano passado, houve uma mudança no sistema de pagamento de imposto de renda de entidades sem fins lucrativos, exigindo que o responsável financeiro pela entidade na Receita Federal assinasse a Declaração de Isenção a ser enviada. O problema é que constava como responsável financeiro pelo GUIMA o presidente da gestão Primeiras Estórias , Sérgio Augusto Dal Belo Takehara. Assim sendo, tivemos que iniciar o processo de atualização dos responsáveis fiscais. Em razão de entraves burocráticos da Receita Federal, o processo não pôde ser completado durante nossa gestão. Contatada a contadora Marilda, da Contimac, esta se mostrou favorável à transferência direta do responsável fiscal à gestão Aldaz Navegante Portanto, não foi possível fazer a declaração de imposto de renda do GUIMA em Outro fator determinante foi a impossibilidade de utilização dos fundos do IRI para a Semana de RI. A burocracia universitária de liberação da verba Pró-Eve em 2010 exigia a

2 apresentação de uma prévia de gastos para que o IRI realizasse a cotação de preços, não permitindo reembolso. Esta exigência dificultou o uso da verba, visto que nossos principais gastos não puderam ser definidos com tanta antecedência. Como exemplo, não utilizamos o fundo para impressão dos cartazes de divulgação porque os nomes das mesas foram fechados uma semana antes do evento. Para que o IRI fizesse a cotação e mandasse para a gráfica, eram necessárias no mínimo duas semanas. De qualquer maneira, segundo a Gisele, a quantia de R$1200 reservada ao GUIMA está guardada para usos futuros da entidade. Esperávamos que todos estes gastos fossem repostos com o lucro advindo da private, porém isto não ocorreu. A private 2010, por ter registrado uma combinação de alto custo com um público muito aquém do esperado, além de não repor nossos gastos anuais, apresentou prejuízo de R$2434,55, com receita de R$8523,00 e custo total de R$10957,55. A receita da private foi depositada na conta bancária do GUIMA em 3 de novembro. Dos R$8137,60 já estavam descontados os valores referentes ao pagamento de fotógrafo, xerox, mercado e as despesas com gelo. Esclarecemos que na Reunião Geral de 30 de junho foi proposta pauta extraordinária a qual estabeleceu teto de cinco mil reais para os gastos com o aluguel do local da private, não para os gastos totais da festa. O gasto exorbitante que levou a este resultado se deve principalmente às bebidas, que geraram um custo de R$5709,86 em um open bar caro de Stella Artois, Red Bull e Vodka Skyy que durou a noite toda. Na semana da festa, a distribuidora subiu os preços, encarecendo os valores totais em quase trezentos reais. O pagamento das bebidas ocorreu em parcelas, sendo a última, de R$2662,03, descontada em 18 de novembro, no início da gestão Aldaz Navegante. Outros gastos decisivos ocorreram na contratação desnecessária de seguranças: primeiramente o local contratado afirmou que não haveria seguranças próprios, o que não se transformou em realidade no dia da festa, quando, além dos nossos seguranças, havia uma equipe do estabelecimento. A responsável também não permitiu que a porta do local ficasse aberta nem que se colocasse material visual da Red Bull na calçada, o que prejudicou de certa forma a visibilidade da festa. A quantidade de bebidas calculada e o tamanho do local alugado para a festa foram feitos com base no número de convites vendidos na private de 2009, mais de quatrocentos, e com base na alta participação registrada em eventos consideravelmente menores, como a Balada Bixo, que contou com a participação de o dobro da quantidade esperada de pessoas. Infelizmente, compareceram 178 pessoas à private O público baixo pode ser explicado pela

3 quantidade comparativamente baixa de RIanos que compareceram à festa em 2010 e pela infeliz alta concorrência com outras festas naquela data: embora tivéssemos acertado o calendário com as organizações das outras festas, motivo pelo qual a data de 22 de outubro tenha sido fechada nos contratos no início de agosto, imprevistos fizeram a private ocorrer no mesmo dia de festas como a Outubro ou nada, da ECAtlética, a Festa do Branco da EACH, a Só Nois Destrói da Atlética FAU, o Festival de Bandas do Lago, entre outras. A disputa de cartazes em pontos estratégicos da Cidade Universitária também prejudicou nossa divulgação, pois diariamente nossos cartazes eram arrancados pela organização das outras festas. Em nosso balancete financeiro, incluímos alguns cheques de gastos da private que vieram a ser debitados apenas no período inicial da gestão Aldaz Navegante São eles: um cheque de R$290 para a empresa DP Company, referente à locação de equipamentos de DJ. Como não havia fundos antes de depositarmos a receita da private, o cheque foi devolvido duas vezes, o que gerou despesas extras da ordem de quarenta reais para a gestão Aldaz Navegante. Em 8 de novembro, houve nova saída de R$450 referentes aos serviços de bar men da empresa Wave Bar. Em 18 de novembro, houve saída de R$2662,03 referentes à segunda parcela dos gastos com bebidas para a private. Em 1º de dezembro, foi compensado cheque de R$395,50 referente ao serviço de impressão de cartazes de divulgação para a empresa Tártaro Indústria Gráfica, dos quais R$55,50 correspondem aos juros pelo atraso no pagamento. Salientamos que tal resultado do caixa se deve, portanto, principalmente a um erro de cálculo no uso dos recursos da private por parte da gestão O Inesquecível De-repente, não a uma condição inerente ao modelo de Centro Acadêmico que defendemos. O arquivo de balancetes financeiros mostra uma evolução do caixa do GUIMA entre 2007 e 2009, atingindo a marca de nove mil reais no fim de 2009 e, ao assinar a carta de apoio à então chapa Aldaz Navegante, confirmávamos este fato. Da mesma forma, esperávamos repor nosso prejuízo dos três primeiros trimestres com a private em outubro, o que não ocorreu, pela primeira vez nos últimos anos, devido aos motivos mencionados: elevados gastos e público muito baixo em relação aos anos anteriores. A carta aberta em apoio à chapa Aldaz Navegante foi assinada em 24 de outubro, dois dias após a private, entretanto naquela data ainda não tínhamos finalizado a contabilidade da festa e não tínhamos detectado prejuízo, apesar do registro de um público comparativamente baixo.

4 Ao assinar a carta aberta em apoio à chapa Aldaz Navegante, esperávamos, portanto, que a private ainda fosse gerar um lucro que iria recuperar o prejuízo do caixa acumulado ao longo do ano. Reiteramos também que o resultado apresentado nos três primeiros balancetes financeiros não era inesperado, devido aos gastos extras que tivemos com cartório e com a FT Bixo. Reconhecemos o grau de periculosidade do costume de empenhar todo o caixa da instituição na realização de um único evento e lamentamos que o fracasso financeiro com a festa tenha ocorrido em nosso ano de gestão. Quanto ao atraso na divulgação dos três primeiros balancetes financeiros trimestrais (novembro de 2009 a julho de 2010), os quais foram divulgados em conjunto em 9 de setembro, esclarecemos que, por sérios problemas de organização interna, demoramos a registrar nossa ata de posse em cartório e a ter acesso ao caixa do GUIMA, o que ocorreu em 19 de junho de Somente no fim de junho tivemos acesso à conta bancária e pudemos começar a elaboração de nosso primeiro balancete financeiro com os valores bancários. Ao longo do primeiro semestre, fomos cobrados pelo Conselho Fiscal e chegamos a ser questionados pela demora no envio em Reuniões Gerais nas quais foram estabelecidos prazos, o último deles, 6 de agosto. Os três balancetes de novembro de 2009 a julho de 2010 foram enviados neste dia para análise do Conselho Fiscal, conforme esclarecido em enviado para o RI USP Geral em 15 de agosto, mas em virtude da ausência de informações em nossas planilhas, tivemos que refazê-los e submetê-los novamente ao Conselho Fiscal, que deu a aprovação nos últimos dias de agosto, possibilitando o envio no início de setembro. A mesma dificuldade de organização interna se repetiu na formulação do último balancete trimestral, do período de agosto a outubro de 2010, que foi acompanhado da revisão dos três primeiros trimestres pelos motivos já esclarecidos pelo Conselho Fiscal. Compreendemos a necessidade de tal revisão, mas destacamos a dificuldade em lembrar dados de movimentações referentes ao período inicial de nossa gestão, visto que seria mais fácil recuperar informações se o pedido de revisão tivesse sido apresentado previamente. Embora tenhamos iniciado a elaboração do último balancete em meados de novembro, como ainda havia pendências da private a serem resolvidas, só foi possível ter o conjunto de dados na primeira quinzena de dezembro. No entanto, após o período de festas de fim de ano, a ausência de membros da gestão em São Paulo só tornou possível a conclusão das planilhas na última semana de janeiro, e o envio do balancete da gestão anual para análise do Conselho Fiscal ocorreu em 3 de fevereiro de Em 7 de março, o balancete anual nos foi devolvido com pedido de revisão parcial, pois ainda havia notas fiscais a serem entregues da gestão para

5 o Conselho referentes ao último trimestre. Entregamos alguns dias depois tais notas e aguardamos versão atualizada. Nos primeiros dias de abril, o Conselho Fiscal enviou nova versão do balancete com comentários e nos devolveu todas as notas fiscais para que pudéssemos fazer a conferência dos dados. Iniciamos a checagem nos últimos dias de abril e conseguimos concluir o processo na segunda semana de maio. Quanto à Carta do Conselho Fiscal de 23 de maio, esclarecemos que: erramos por não incluir as tarifas bancárias mencionadas na tabela 1.3 em nossas planilhas; não temos informações sobre possíveis outras entradas, nem da quantidade de dinheiro em cofre no início de nossa gestão, para explicar os R$535,79 a mais que constam no saldo final bancário calculado; reiteramos a veracidade dos contratos virtuais apresentados na tabela 2.1 e esperamos que estes sejam aceitos; informamos que não temos as notas fiscais, por perda ou pelo fato de não ter havido emissão destas, dos gastos da tabela 2.2, conforme foi declarado ao Conselho Fiscal, e reiteramos a veracidade das informações apresentadas; reafirmamos nossa responsabilidade pelo mau planejamento da private 2010 e pelo altíssimo gasto da festa; declaramos que não houve, portanto, má fé de nossa parte; confirmamos que as duas notas fiscais mencionadas no quinto parágrafo não foram computadas, pois tais gastos foram pagos com dinheiro da própria receita da Balada Bixo 2010, que já foi apresentada com estes descontos, mas acolhemos os ajustes recomendados; acolhemos as observações do último período do quinto parágrafo quanto a melhor forma de declaração da nota fiscal sobre o transporte para o local da Viagem dos Bixos Atenciosamente, Gestão Bruna Guerrieri Huszar, Bruno Henrique de Freitas Machado, Felipe Faria Camargo, Kátia Queiroz Fenyves, Lucia Sestokas, Pedro Henrique Aquino de Freitas, Raísa Ortiz Cetra e Thales Augusto Carnio Carpi

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