1. Breve Introdução sobre o Tema

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "1. Breve Introdução sobre o Tema"

Transcrição

1 1. Breve Introdução sobre o Tema A formação de parcerias comerciais viabiliza aos empresários vender produtos para consumidores que, sem a parceria comercial, não seria possível, por isso, não sem razão, o Professor Fábio Ulhoa Coelho denomina algumas parcerias comerciais como contratos de colaboração, pois, nestas espécies de contratos existe uma colaboração mútua das partes contratantes para a consolidação e o crescimento das vendas de um determinado produto. Segundo ainda o referido jurista, apenas pode-se falar em contrato de colaboração, se um dos empresários assume a obrigação contratual de ajudar a formação ou ampliação do mercado consumidor do produto fabricado ou comercializado pelo outro. De outra maneira, a Professora Paula A. Forgioni prefere adotar a expressão contratos da distribuição 1 para referir-se a todos os contratos que tem como objetivo a venda direta ou indireta de mercadorias, identificando ainda estes contratos como acordos verticais, na medida em que, pode-se visualizar um centro comum de suas funções econômicas: o escoamento da produção pelo sistema de vendas indiretas. Já a professora Maria Helena Diniz utiliza o termo Distribuição Lato Sensu, quando se refere de forma mais genérica de Concessão Mercantil. O fato é que os contratos de colaboração como denota Fábio Ulhoa Coelho, ou ainda, os contratos da distribuição como dito pela Professora Paula A. Forgini; trata-se de instrumento jurídico necessário para reduzir os custos do empresário no escoamento das mercadorias, imagine-se, por exemplo, se o empresário para atingir os consumidores de um determinado país, ou de uma determinada localidade longínqua de sua sede, não se utilizasse das parcerias comerciais, por óbvio, os investimentos para a consolidação deste mercado seria 1 Segundo Paula A. Forgioni É preciso não confundir a expressão contratos da distribuição com contratos de distribuição. A primeira, como anota a doutrina italiana, identifica determinada categoria de contratos, cuja função é aquela de organizar e cuidar do comércio do produto de um fabricante em um dado território, em outras palavras, os contratos da distribuição abrangem também outras espécies de contrato como o de representação comercial, comissão mercantil, agência, franquia. 2

2 maior do que, se o empresário optasse por fazer uma parceria comercial com outro empresário que conhece as peculiaridades da região e, em muitas vezes, já tem toda a estrutura suficiente para o escoamento da mercadoria pretendida. Independentemente da forma, constituem-se as parcerias comerciais um verdadeiro sistema de escoamento de mercadorias, onde ambas as partes contratantes são beneficiárias do sucesso do negócio, não se pode atribuir apenas a uma das partes a obrigação de colaboração, pois, entendemos ser de fundamental importância que, tanto o distribuidor, quanto o distribuído, ou a concedente e a concessionária, estejam em perfeita sinergia e alinhados com os objetivos de consolidação do mercado, caso contrário, se faltar esta sinergia, provavelmente, o resultado obtido ficará aquém do esperado, exatamente, por esta razão, que a concepção do contrato de colaboração exposto por Fábio Ulho Coelho se coaduna com a prática mercantil, mas, no sentido de que, a colaboração deve ser mútua, com o único objetivo: o escoamento das mercadorias com o maior sucesso possível. 2. Definição: Concessão Comercial / Distribuição de Produtos Um aspecto bastante importante para quem pretende deter-se na análise do Contrato de Distribuição é saber a forma de solução de conflitos gerados por esta espécie de contrato, para tanto, a definição do que seja contrato de distribuição é primordial. Alguns autores, como Orlando Gomes, não diferenciam o Contrato de Concessão do Contrato de Distribuição, na mesma esteira, Paula A.Forgioni adota o entendimento de não haver diferença entre o contrato de Distribuição e o Contrato de Concessão, referindo-se da mesma maneira o distribuidor/concessionário e o concedente/produtor. Por outro lado, Fábio Ulhoa Coelho entende haver diferença em razão de certa variância do grau de subordinação da empresa do colaborador em relação à do fornecedor. No contrato de distribuição intermediação, o distribuído tem menos ingerência sobre a organização empresarial do distribuidor que o concedente, na concessão. 3

3 A jurista Maria Helena Diniz considera que diante do caráter intuitu personae do contrato de concessão, este não pode ser comparado ao contrato de distribuição, o qual não possui esta característica 2. Segundo ela, o contrato de distribuição seria típico em vista do disposto no Código Civil (Arts. 710, 713, 714, 715, 720 e 721) e na Lei No /79. O conceito de contrato de distribuição é primordial para saber, se realmente há distinção entre o contrato de concessão e o de distribuição, nesse aspecto, o primeiro requisito é verificar a tipicidade ou atipicidade desta espécie de contrato. Os juristas e doutrinares que defendem a tipicidade do contrato de distribuição baseiam-se nas disposições do Código Civil (art. 710 e seguintes) e na Lei Ferrari (6.729/79). Todavia, com a devida vênia a estes respeitáveis juristas 3, adotamos a posição seguida por Orlando Gomes 4 para quem não há diferença entre o contrato de distribuição e de concessão mercantil. Antes mesmo do advento do Código Civil, a praxe comercial já se utilizava desta espécie de instrumento jurídico para regular a relação jurídica entre o distribuidor e o fabricante, ou seja, a compra e venda mercantil realizada de forma contínua e sucessiva, com o propósito de revenda, por parte do distribuidor, numa determinada área demarcada, ficando este último com as vantagens pecuniárias obtidas entre a diferença do preço de compra e o preço de revenda, não era novidade no meio empresarial. Observa-se, portanto que o requisito essencial do contrato de distribuição sempre foi a transferência de propriedade do bem, por meio da compra e venda mercantil, isto é, o bem ou produto necessariamente tem que ser transferido do produtor/fabricante ao distribuidor, com o escopo de revenda. Este é o contrato de distribuição reconhecido entre empresários. 2 O entendimento e que o contrato de distribuição tem caráter intuitu personae é seguido por Claudinei de Melo. 3 Para Fábio Ulhoa Coelho, a diferença entre o contrato de distribuição e de concessão é sutil, ficando apenas no maior grau de subordinação e ingerência entre o concedente e o concessionário do que no contrato de distribuição. Apesar das louváveis considerações do ilustre professor, não se pode perder de vista que o contrato celebrado entre o produtor e o distribuidor, também, possui um alto grau de ingerência, inclusive, em alguns casos com a fixação e/ou sugestão de preço para revenda, por alguns produtores. 4 Paula A. Forgioni também adota o entendimento de Orlando Gomes. 4

4 Sucede, no entanto, que o contrato disciplinado pelo Código Civil (Art e seguintes) é distinto do contrato de distribuição caracterizado pela transferência de propriedade do bem, pois, a distribuição referida pela 2ª parte do artigo 710 do Código Civil não estabelece a transferência de propriedade, mas, apenas a transferência de posse. De outra maneira, a Lei Ferrari também não pode ser aplicada a todos os contratos de concessão de forma indistinta, posto que, a Lei é específica e trata apenas de um determinado segmento ( distribuição de veículos automotores e terrestres ), cujas peculiaridades, salvo melhor juízo, muitas das vezes não podem ser estendidas a outros seguimentos, exatamente, por essa razão o Professor Fábio Ulhoa Coelho diz que o Contrato de Concessão em geral é atípico. Para diferenciar o contrato de distribuição regido pelo Código Civil e o Contrato de Distribuição que, aqui, denominaremos como Contrato de Distribuição, com transferência de propriedade, o Professor Fábio Ulhoa Coelho utiliza o termo Distribuição-aproximação, quando se refere à distribuição disciplinada pelo Código Civil, e o termo Distribuição intermediação, quando trata do contrato de distribuição, onde há o negócio jurídico de compra e venda mercantil entre o fabricante e o distribuidor, com o propósito de revenda da mercadoria. De acordo ainda o referido Professor, a primeira espécie de contrato seria típica, enquanto, a segunda espécie de contrato seria atípica. Já a Professora Paula A. Forgini trata a distribuição disciplinada pelo Código Civil, como sendo uma espécie de contrato de agência, denominandoo como Agência Distribuição, quando o agenciador tem a posse do bem, e a Agência Pura, quando o agenciador não tem a posse do bem. 5 Art Pelo contrato de agência, uma pessoa assume, em caráter não eventual e sem vínculos de dependência, a obrigação de promover, à conta de outra, mediante retribuição, a realização de certos negócios, em zona determinada, caracterizando-se a distribuição quando o agente tiver à sua disposição a coisa a ser negociada. 5

5 O fato é que o Contrato de Distribuição conhecido entre os empresários, onde há a transferência de propriedade do bem, com o compromisso de revendê-lo, por parte do Distribuidor, permanece atípico, ainda que a Lei Ferrari tenha disciplinado o instituto no segmento de veículos automotores e terrestres 6. A outra característica do contrato de distribuição é a aglutinação de outras espécies de contrato (Locação; Prestação de Serviços, etc), no mesmo documento, por este motivo, se diz tratar-se de um contrato misto. Enfim, a principal razão pela qual adotamos a posição de que não há diferença entre o contrato de distribuição e a concessão comercial está na similitude de objeto e características de ambos os contratos, sem contar que, pelo fato de ambos os contratos serem considerados atípicos, na prática, especialmente, na solução de conflitos, não haveria efetivamente não nenhuma razão para diferenciá-los. Outrossim, oportuno mencionar que a própria Lei Ferrari (art. 2º, inc II) considera o distribuído a empresa comercial pertencente à respectiva categoria econômica, que realiza a comercialização de veículos automotores, implementos e componentes novos, presta assistência técnica a esses produtos e exerce outras funções pertinentes à atividade. Por último, ressaltamos o conceito de contrato de distribuição fornecido por Paula A.Forgioni: contrato bilateral, sinalagmático, pelo qual um agente econômico (fornecedor) obriga-se ao fornecimento de certos bens ou serviços a outro agente econômico (distribuidor), para que este os revenda, tendo como proveito econômico a diferença entre o preço de aquisição e o preço de revenda e assumindo à satisfação de exigências do sistema de distribuição do qual participa 6 A opção do legislador de 2002, contudo, foi muito infeliz. Na prática empresarial de há muito assentada, distribuição é o nome do contrato de colaboração por intermediação, em que a compra e venda de mercadorias entre os contratantes é um ingrediente necessário. O contrato em que o colaborador procura interessados em adquirir os produtos de outrem, que traz consigo, simplesmente não existe nos tempos que correm, Fábio Ulhoa Coelho, in Curso de Direito Comercial, Vol 3, 12ª Edição, pág

6 3. Características dos Contratos de Distribuição Abaixo identificamos algumas características do contrato de distribuição, sendo algumas delas essenciais e outras acessórias, estas últimas podendo ou não estar inseridas no contrato: a) O distribuidor é um empresário que negocia o bem profissionalmente em caráter não eventual esta é uma cláusula essencial do contrato de distribuição, pois, se não houver o caráter habitual, a relação jurídica transforma-se em um contrato de compra e venda mercantil específico, por esta razão, o trato sucessivo e perene é um requisito essencial do contrato de distribuição; b) A aquisição do produto pelo distribuidor é efetuada para a revenda do mesmo o principal objetivo do contrato de distribuição é proporcionar o escoamento da mercadoria e o crescimento da identificação da marca, junto aos consumidores, através de um sistema de distribuição integrado com a política de vendas do consumidor. Caso contrário, se o adquirente do produto utiliza a mercadoria em proveito próprio, seja como insumo ou matéria prima de sua linha de produção, o contrato de distribuição está descaracterizado e o contrato em questão passaria a ser um contrato de fornecimento ao invés de um contrato de distribuição; c) Ao Distribuidor é assegurado um monopólio de revenda, em uma determinada zona territorial Geralmente, as partes contratantes estabelecem uma região em que o distribuidor terá exclusividade para a comercialização dos produtos adquiridos pelo fabricante, com relação a esta cláusula, entendemos não ser ela essencial ao contrato, mas apenas acessória. Por óbvio, o empresário que pretende tornar-se um distribuidor de uma determinada mercadoria, deve negociar com o fabricante dessa mercadoria o direito a exclusividade, em determinado território, caso contrário, o sucesso do negócio e o próprio lucro ficaram seriamente comprometidos, diante da própria concorrência que pode ser empreendida pelo fabricante ou outros distribuidores. 7

7 d) O distribuidor assegura a exclusividade ao Fabricante assim como, a exclusividade territorial concedida pelo Fabricante ao Distribuidor, a exclusividade do Distribuidor ao Fabricante, também, é uma cláusula acessória ao contrato de distribuição, a sua ausência não descaracteriza esta espécie de contrato. A exclusividade concedida ao Fabricante existe, geralmente, para evitar o conflito de interesses das marcas distribuídas pelo Distribuidor, haja vista que, se o distribuidor faz a distribuição de 02 (duas) marcas concorrentes, em algumas oportunidades, poderá haver o privilégio de uma delas em detrimento de outra, por este motivo, é recomendável a existência deste tipo de cláusula de exclusividade. e) Garantia Hipotecária ou Fidejussória concedida ao Fabricante Em determinados contratos de distribuição, o fabricante concede ao distribuidor um determinado crédito para que ele possa adquirir as mercadorias e pagá-lo, quando conseguir revender estas mercadorias, como contra-partida deste crédito concedido pelo fabricante, o distribuidor oferece ao fabricante uma garantia de pagamento. Este tipo de cláusula depende da forma como desenvolverá a relação entre o distribuidor e fornecedor, exatamente, por isso, trata-se de uma cláusula acessória ao contrato de distribuição; f) Controle Externo sobre o distribuidor e suas atividades diante do fato de que, em última análise, é o distribuidor responsável pela imagem da marca do fabricante, junto aos consumidores, uma vez que o distribuidor é a última linha que liga o consumidor ao produto, tornar-se fundamental o fabricante precaver-se para que a imagem do seu produto não seja deturpada pelo distribuidor, zelando com relação ao transporte da mercadoria, ao preço de revenda, entre outros fatores. 8

8 4. Interesses Conflitantes e Convergentes entre Fabricante e Distribuidor Na relação jurídica resultante da celebração do contrato de distribuição há interesses comuns e interesses conflitantes entre o Fabricante e o Distribuidor, a convivência harmoniosa entre eles é primordial para atender as expectativas de ambas as partes contratantes. Segundo Paula A. Forgioni, o contrato de distribuição é, ao mesmo tempo, comunhão de escopo e intercâmbio. Por um lado, as partes unemse, porque acreditam que a celebração do acordo irá colocá-las em uma situação melhor do que aquela em que se encontram. Por outro, buscam objetivos diversos, uma vez que a maximização do lucro pode ser detrimento da remuneração da contraparte. Segue ainda dizendo a ilustre jurista que o principal interesse convergente do contrato distribuição é o sucesso da colocação do produto junto ao mercado consumidor. Enquanto, os interesses conflitantes, no nosso entendimento, estão relacionados à obtenção do maior lucro possível de ambas as partes, fato este que as partes poderão entrar em embate, uma vez que, quanto maior o valor pago pelo distribuidor, maior será o lucro do produtor e menor será o lucro do distribuidor. 5. Extinção do Contrato de Distribuição A questão envolvendo o término de qualquer espécie de contrato é bastante tormentosa, pois, é justamente no momento de encerramento da relação jurídica que vão se encontrar as principais controvérsias. Diante disto, buscar-se-á diferenciar os contratos rescindidos por justo motivo dos contratos interruptos sem justo motivo. Fora isto, também, tornar-se fundamental ater-se, também, a vigência do contrato, prazo determinado ou indeterminado. 9

9 5.1. Rescisão sem Justo Motivo O Contrato de Distribuição extinto sem Justo Motivo deve levar em consideração o prazo de vigência contratual, em sendo um contrato de prazo determinado encerrado, antes da data fixada para o seu término, a parte que deu causa a rescisão imotivada tem o dever de indenizar a parte inocente, tomando-se como parâmetro de indenização, os ganhos que seriam auferidos pela parte prejudicada, se o contrato houvesse sido cumprido em sua integralidade. De outra maneira, com relação aos contratos de distribuição com prazo indeterminado, a situação é um pouco mais delicada, diante da possibilidade de abuso de poder de uma das partes com poder econômico predominante em detrimento de outra parte, isto é, ainda que o contrato seja por prazo indeterminado a sua rescisão unilateral apenas surtirá efeitos se ela não tenha ocorrido de forma abrupta. Nos dizeres de Paula A. Forgioni, a interrupção abrupta caracteriza-se, quando não tenha sido dado tempo razoável de aviso prévio para o término da relação jurídica. Esse prazo razoável deve ser analisado caso a caso. O Parágrafo Único, do Artigo 473, do Código Civil, in verbis: Art. 473 A resilição unilateral, nos casos em que a lei expressa ou implicitamente o permita, opera mediante denúncia notificada à outra parte Parágrafo Único Se, porém, dada a natureza do contrato, uma das partes houver feito investimentos consideráveis para a sua execução, a denúncia unilateral só produzirá efeitos depois de transcorrido prazo compatível com a natureza e o vulto dos investimentos. 10

10 Vislumbra-se pelo dispositivo legal que o prazo razoável de aviso prévio a ser dado para a interrupção do contrato de distribuição de forma abrupta deve ser aquele correspondente ao período necessário para recuperar os investimentos feitos, de acordo com a sua natureza e vulto, caso contrário, impõese o dever de indenizar. Oportuno mencionar ainda que, no nosso entendimento, caso os investimentos feitos já tenham sido amortizados no decorrer da vigência contratual, o prazo razoável de aviso prévio deve ser apenas o necessário para que o distribuidor e/ou fornecedor possam redirecionar os seus negócios. São Paulo: Nesse sentido, destaca-se acórdão do Tribunal de Justiça de Responsabilidade Civil - Contrato de distribuição - Ruptura imotivada - Direito da autora ao recebimento de verbas relativas aos lucros cessantes, fundo de comércio, rescisões dos contratos de trabalho de seus funcionários e danos morais - Apelação das rés desprovida e provida parcialmente a da requerente, apenas para majorar o valor relativo aos lucros cessantes Decisão parcialmente reformada. APELAÇÃO N , da Comarca de SÃO PAUL O, sendo apelante COLDIBEL COLONIAL DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS LTDA., SPAL INDÚSTRIA BRASILEIRA DE BEBIDAS S/A, CERVEJARIAS KAISER DO BRASIL S/A, NESLIP S/A (atual denominação de KAISER COMERIAL E DISTRIBUIDORA S/A) E DIXER DISTRIBUIDORA DE BEBIDAS S/A e apelado OS MESMOS. Des. Relator Ademir Benedito. VOTO N : APEL.N0: COMARCA: AGUDOS APTE. : CIA. DE BEBEIDAS DAS AMÉRICAS-AMBEV-FILIAL APDO. : NEW SERVICE COMÉRCIO DE BEBIDAS LTDA. CONTRATO - Distribuição de bebidas - Resilição unilateral e imotivada por parte do fabricante Indenização por perdas e danos. RESPONSABILIDADE CIVIL - Indenização - Perdas e danos - Resolução unilateral e imotivada do contrato de distribuição de bebidas de marca nacionalmente conhecida - Necessidade de indenizar a parte contrária, inclusive quanto à adequação como distribuidora, a fim de evitar o locupletamento indevido pela fabricante de bebidas - Princípio da boa-fé objetiva Julgamento "extra-petita" - Inocorrência 11

11 5.2. Rescisão com Justo Motivo A hipótese de rescisão por justo motivo não requer tanta polêmica, posto que, há uma causa para o término do contrato, ela não ocorre de forma abrupta, por isso, independentemente do contrato ser por prazo determinado ou por prazo indeterminado, a rescisão por justa causa não enseja o direito a indenização. Apesar de não haver o dever de indenização, alguns julgados como o abaixo, estabelecem o dever de indenização pelo fundo de comércio, ainda que tenha havido justo motivo ( com a aplicação de dispositivo estabelecido em contrato, permitindo a rescisão antecipada ), in verbis: APELAÇÕES CÍVEIS AÇÃO ORDINÁRIA - CONTRATO DE DISTRIBUIÇÃO DE MERCADORIAS - Rescisão unilateral - Cláusula contratual autorizando rescisão imotivada pelas partes - Primazia da fonte negocial - Fundo de comércio - Indenização devida - RECURSOS DESPROVIDOS. APELAÇÃO COM REVISÃO VOTO N 5278 (Des. Rel. Antonio Nascimento). Contrato de distribuição Despedida imotivada Avença vencida e renovada por prazo indeterminado Exercício regular da notificação premonitória - Compensação pelo investimento, obrigando a contratante a recomprar o estoque da contratada Comando judicial não aplicável ao caso - Aquisição de bens para fazer parte do ativo circulante, que não se confunde com investimento - Recompra do estoque, ademais, que, constante de cláusula contratual, foi regrada como direito e não obrigação da contratante Apelação provida para julgar improcedente a ação, não conhecido o recurso adesivo por falta de preparo. Apelação No Des. Rel. Luiz Sabbato 12

12 6. Interpretação do Contrato de Distribuição Em vista da ausência de uma legislação específica que trate sobre os contratos de distribuição, a sua interpretação deve ter como base as disposições contidas no instrumento particular firmado entre as partes em consonância com os princípios gerais de direito estabelecido pelo Código Civil, especialmente, o princípio da boa-fé objetivo e da função social do contrato. O princípio da boa fé objetiva consiste no dever de agir com lealdade, isto é, dentro das condições normais do negócio jurídico, as partes devem honrar com os compromissos, levando-se em consideração os usos e costumes utilizados pelos empresários do ramo, naquela espécie de negócio de jurídico, sem, contudo, descartar o risco inerente ao negócio. Em resumo, as partes devem agir, conforme as regras comuns utilizadas pelos empresários, sem deixar de lado o risco do negócio inerente as relações inter-empresários. 13

13 7. Bibliografia COELHO, Fábio Ulhoa. Curso de direito comercial, volume 3: direito de empresa. 12ed. São Paulo: Saraiva, CORDEIRO, António Menezes. Manual de direito comercial. 2. ed. rev. atual. e aum. Coimbra: Almedina, DINIZ, Maria Helena. Tratado teórico e prático dos contratos, v ed., rev., ampl. e atual. de acordo com o novo código civil (lei n , de ), o projeto de lei n /2002 e a lei n /2005. São Paulo: Saraiva, FORGIONI, Paula Andrea. Contato de distribuição. 2.ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, FRANCO. Vera Helena de Mello. Contratos no direito privado: direito civil e empresarial. 2ed. rev. e atual. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, PAOLA, Leonardo Sperb de. Sobre a denúncia dos contratos de distribuição, concessão comercial e franquia. Revista Forense, v. 94, n. 343, p , jul./set

CONTRATOS DE COLABORAÇÃO III. I - Noções gerais:

CONTRATOS DE COLABORAÇÃO III. I - Noções gerais: CONTRATOS DE COLABORAÇÃO III I - Noções gerais: - Na cadeia de circulação de mercadorias vamos encontrar, inicialmente, aqueles que se dedicam a extrair bens propiciados pela natureza, como o agricultor,

Leia mais

Concessão Mercantil Lei nº 6.729 de 28 de novembro de 1979. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Concessão Mercantil Lei nº 6.729 de 28 de novembro de 1979. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Concessão Mercantil Lei nº 6.729 de 28 de novembro de 1979 Concessão Contrato de concessão mercantil é aquele pelo qual o concessionário tem o direito de comprar, durante o prazo de sua vigência, os produtos

Leia mais

Contrato de Corretagem. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Contrato de Corretagem. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Contrato de Corretagem Corretagem O vocábulo "corretor", vem do verbo correr, em seu significado semântico quer dizer: O que anda, procura, agencia negócios comerciais ou civis, serve de intermediário

Leia mais

Estabelecimento Empresarial

Estabelecimento Empresarial Estabelecimento Empresarial É a base física da empresa, que consagra um conjunto de bens corpóreos e incorpóreos, constituindo uma universalidade que pode ser objeto de negócios jurídicos. É todo o complexo

Leia mais

CONTRATO DE PARCERIA DE VENDA DIRETA

CONTRATO DE PARCERIA DE VENDA DIRETA CONTRATO DE PARCERIA DE VENDA DIRETA Pelo presente Instrumento Particular, tendo de um lado a empresa DX COMMERCE DO BRASIL EIRELI-ME, empresa estabelecida na cidade e comarca de Leme, Estado de São Paulo,

Leia mais

A teoria do direito empresarial se subdivide em três:

A teoria do direito empresarial se subdivide em três: TEORIAS DO DIREITO EMPRESARIAL A teoria do direito empresarial se subdivide em três: TEORIA SUBJETIVA o direito comercial se caracterizava por dois fatores: RAMO ASSECURATÓRIO DE PRIVILÉGIOS À CLASSE BURGUESA,

Leia mais

REPRESENTAÇÃO COMERCIAL

REPRESENTAÇÃO COMERCIAL REPRESENTAÇÃO COMERCIAL I- LEGISLAÇÃO APLICÁVEL: O Código Civil brasileiro traça as diretrizes gerais sobre contratos de agência e distribuição em seus artigos 710 a 721. A representação comercial no Código

Leia mais

Contratos de Agência, Representação Comercial e Distribuição: considerações.

Contratos de Agência, Representação Comercial e Distribuição: considerações. Contratos de Agência, Representação Comercial e Distribuição: considerações. Autor: Rafael Soares Gonçalves Mestre em Direito pela FDMC 1 Introdução O presente trabalho tem como objetivo básico analisar

Leia mais

AULA 08 TEORIA GERAL DOS CONTRATOS

AULA 08 TEORIA GERAL DOS CONTRATOS Profª Helisia Góes Direito Civil III Contratos Turmas 5ºDIV, 5º DIN-1 e 5º DIN-2 DATA: 24/09/09 (5º DIV) e 29/09/09 (5º DIN-1 e 5º DIN-2) CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ AULA 08 TEORIA GERAL DOS CONTRATOS

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA. Faculdade de Direito de Campos. Direito Civil. Contratos. Fiança no Contrato de Locação Urbana

PROJETO DE PESQUISA. Faculdade de Direito de Campos. Direito Civil. Contratos. Fiança no Contrato de Locação Urbana PROJETO DE PESQUISA Faculdade de Direito de Campos Direito Civil Contratos Fiança no Contrato de Locação Urbana Ana Luiza P. Machado Bárbara Tavares Caldas Fábia Santos Pereira Campos, 2006 ASSUNTO: Direito

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE PARCERIA COMERCIAL E OUTRAS AVENÇAS

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE PARCERIA COMERCIAL E OUTRAS AVENÇAS INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE PARCERIA COMERCIAL E OUTRAS AVENÇAS LIVRE TELECOM COM. E SERV. EM TELECOMUNICAÇÕES LTDA., sociedade regularmente constituída com sede na Av. Cásper Líbero, 383 8 andar

Leia mais

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll

i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll sajfâu PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO 397 ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SAC>PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRATICA REGISTRADO(A) SOB N i iiiiii uni uni mil uni mil mil mil llll llll Vistos,

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5.ª REGIãO Gabinete da Desembargadora Federal Margarida Cantarelli APELAÇÃO CÍVEL Nº 550822-PE (2001.83.00.010096-5) APTE : INSS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL REPTE : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE APDO : LUZIA DOS SANTOS SANTANA ADV/PROC : SEM ADVOGADO/PROCURADOR

Leia mais

CONTRATO DE REVENDA WINCONNECTION

CONTRATO DE REVENDA WINCONNECTION CONTRATO DE REVENDA WINCONNECTION Pelo presente instrumento particular, de um lado: Winco Sistemas Ltda., pessoa jurídica de direito privado, com sede estabelecida à Rua Amazonas, 669 sala 37, Centro da

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL /10

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL /10 INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE REPRESENTAÇÃO COMERCIAL /10 SPIN TELECOMUNICAÇÕES E REPRESENTAÇÕES LTDA. Com sede a Praça da Sé, 158 2º Andar Conjunto 208 Bairro Centro Cep 01001-000 - São Paulo

Leia mais

TRANSFERÊNCIA DE POSSE, SEM TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO

TRANSFERÊNCIA DE POSSE, SEM TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO TRANSFERÊNCIA DE POSSE, SEM TRANSFERÊNCIA DE DOMÍNIO O presente estudo tem o intuito de analisar e diferenciar brevemente os institutos da cessão de uso, concessão de uso e concessão de direito real de

Leia mais

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Porto Alegre Brasil University of New South Wales Sydney Austrália Universidade do Povo Macau - China CONVENÇÃO SOBRE A LEI APLICÁVEL AOS CONTRATOS DE COMPRA E VENDA INTERNACIONAL DE MERCADORIAS (Concluída em 22 de dezembro de 1986) Os Estados-Partes da presente Convenção, Desejando unificar as regras

Leia mais

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO DEPARTAMENTO NACIONAL DE REGISTRO DO COMÉRCIO

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO DEPARTAMENTO NACIONAL DE REGISTRO DO COMÉRCIO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR SECRETARIA DO DESENVOLVIMENTO DA PRODUÇÃO DEPARTAMENTO NACIONAL DE REGISTRO DO COMÉRCIO PARECER JURÍDICO DNRC/COJUR/Nº 205/03 REFERÊNCIA: Processos

Leia mais

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL

TEORIA GERAL DO DIREITO EMPRESARIAL Direito Societário É subárea do direito empresarial que disciplina a forma de exercício coletivo de atividade econômica empresária; Importante observação sobre as questões da primeira fase da OAB: 25%

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Dos Produtos e Serviços Gratuitos e a Aplicação do CDC Sumário: 1. Considerações Iniciais; 2. Do Consumidor; 3. Do Fornecedor; 4. Dos Serviços Gratuitos; 5. Conclusão; 6. Bibliografia

Leia mais

Contratos mercantis. Tipos de contratos mercantis: Compra e venda

Contratos mercantis. Tipos de contratos mercantis: Compra e venda Contratos mercantis Quando duas ou mais pessoas acordam em constituir, regular ou extinguir uma relação jurídica de índole patrimonial, estão celebrando um contrato. O contrato é o consenso, aperfeiçoando

Leia mais

Contrato de Prestação de Serviços. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Contrato de Prestação de Serviços. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Contrato de Prestação de Serviços Contrato de Prestação de Serviços Visão Geral dos Contratos: Formação dos Contratos;e Inadimplemento Contratual. Formação dos Contratos Validade do Negócio Jurídico: Agente

Leia mais

CONTRATO DE REVENDA DO ANTIVÍRUS AVG

CONTRATO DE REVENDA DO ANTIVÍRUS AVG CONTRATO DE REVENDA DO ANTIVÍRUS AVG Pelo presente instrumento particular, de um lado: Winco Sistemas Ltda., pessoa jurídica de direito privado, com sede estabelecida à Rua Amazonas, 669 sala 37, Centro

Leia mais

SENTENÇA. Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro

SENTENÇA. Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro fls. 375 SENTENÇA Processo nº: 1026847-91.2015.8.26.0100 Classe Assunto: Procedimento Ordinário - Rescisão do contrato e devolução do dinheiro Requerente: Luiz Eduardo Possagnolo Requerido: Gafisa Spe-127

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO SÃO PAULO APELAÇÃO SEM REVISÃO N º 590.556-0/9 - SÃO VICENTE Apelante: Elisabetta Maiorano (ou Elisabetta Maiorano Errico) Apelada : Manayara de Azambuja Luz AÇÃO DE DESPEJO. NOTIFICAÇÃO. Art. 47, inc. V, da Lei

Leia mais

Contratos de Agência, Distribuição e Representação Comercial: questões controvertidas.

Contratos de Agência, Distribuição e Representação Comercial: questões controvertidas. Contratos de Agência, Distribuição e Representação Comercial: questões controvertidas. Autor: Luiz Guilherme de Melo Borges Mestrando em Direito em Direito Empresarial pela Faculdade de Direito Milton

Leia mais

Processo nº: 0000018-42.2014.8.26.0968 ACÓRDÃO

Processo nº: 0000018-42.2014.8.26.0968 ACÓRDÃO fls. 1 Registro: 2014.0000019861 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Pedido de Uniformização de Interpretação de Lei nº 0000018-42.2014.8.26.0968, da Comarca de São Carlos, em que é MICHELLE

Leia mais

Relações verticais na cadeia de abastecimento alimentar: Princípios de boas práticas

Relações verticais na cadeia de abastecimento alimentar: Princípios de boas práticas Relações verticais na cadeia de abastecimento alimentar: Princípios de boas práticas Propostos pelos seguintes membros nucleares da plataforma B2B AIM CEJA CELCAA CLITRAVI Copa Cogeca ERRT EuroCommerce

Leia mais

CONTRATO DE TRANSPORTE (Art. 730 a 756, CC)

CONTRATO DE TRANSPORTE (Art. 730 a 756, CC) CONTRATO DE TRANSPORTE (Art. 730 a 756, CC) 1. CONCEITO O contrato de transporte é o contrato pelo qual alguém se vincula, mediante retribuição, a transferir de um lugar para outro pessoas ou bens. Art.

Leia mais

INDENIZAÇÃO CONTRATUAL EXIGIDA PELA LEI 11.445 INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS

INDENIZAÇÃO CONTRATUAL EXIGIDA PELA LEI 11.445 INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS INDENIZAÇÃO CONTRATUAL EXIGIDA PELA LEI 11.445 UMA ABORDAGEM PARA O TRANSPORTE INTERMUNICIPAL DE PASSAGEIROS Pelas disposições da Lei 11.445 as concessões em caráter precário, as que estiverem com prazo

Leia mais

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA

PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE PUBLICIDADE E PROPAGANDA Contrato nº: 034/2015 Contratante: Município de Marema Contratada: PÁTRIA 7 PUBLICIDADE LTDA ME Finalidade: Prestação de Serviços de Publicidade e Propaganda

Leia mais

TERMOS GERAIS DE LICENÇA DE REVENDA LUNDY

TERMOS GERAIS DE LICENÇA DE REVENDA LUNDY TERMOS GERAIS DE LICENÇA DE REVENDA LUNDY Por este documento, denominado de TERMOS GERAIS DE LICENÇA DE REVENDA LUNDY, doravante referido simplesmente como TERMOS GERAIS, a LUNDY COMERCIAL LTDA., pessoa

Leia mais

A POSSIBILIDADE DA INCLUSÃO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS DO CONVENENTE NO PLANO DE TRABALHO A SER APRESENTADO EM CONVÊNIOS E CONTRATOS DE REPASSE

A POSSIBILIDADE DA INCLUSÃO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS DO CONVENENTE NO PLANO DE TRABALHO A SER APRESENTADO EM CONVÊNIOS E CONTRATOS DE REPASSE A POSSIBILIDADE DA INCLUSÃO DE DESPESAS ADMINISTRATIVAS DO CONVENENTE NO PLANO DE TRABALHO A SER APRESENTADO EM CONVÊNIOS E CONTRATOS DE REPASSE Elaborado em: 22/09/2010 Autora: Walleska Vila Nova Maranhão

Leia mais

Representação Comercial Lei nº 4.886, de 9 de dezembro de 1965. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda

Representação Comercial Lei nº 4.886, de 9 de dezembro de 1965. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda Representação Comercial Lei nº 4.886, de 9 de dezembro de 1965 Representação Comercial Exerce a representação comercial autônoma a pessoa jurídica ou a pessoa física, sem relação de emprego, que desempenha,

Leia mais

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR

SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR SETOR PÚBLICO, SETOR PRIVADO E TERCEIRO SETOR Consiste na forma como as diferentes Pessoas Jurídicas atuam no desenvolvimento de atividades econômicas e sociais no âmbito da sociedade. De acordo com o

Leia mais

Programa da disciplina de Direito Comercial II

Programa da disciplina de Direito Comercial II Universidade de Macau Faculdade de Direito Ano lectivo 2010/2011 Programa da disciplina de Direito Comercial II Regente: Mestre Augusto Teixeira Garcia Plano de Curso da Disciplina Direito Comercial II

Leia mais

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2

Direito Empresarial II. Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Direito Empresarial II Foed Saliba Smaka Jr. Curso de Direito ISEPE Guaratuba 2015/2 Contratos Aula 19 Contratos: Teoria Geral; Classificação; Requisitos; Objetos; Elementos; Contratos em Espécie: Compra

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2011.0000018579 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0142773-50.2009.8.26.0100, da Comarca de, em que é apelante MARITIMA SAUDE SEGUROS S/A sendo apelado LIDIA ZAHARIC.

Leia mais

ARRENDAMENTO MERCANTIL LEASING

ARRENDAMENTO MERCANTIL LEASING ARRENDAMENTO MERCANTIL LEASING LÚCIA HELENA BRISKI YOUNG De acordo com as Leis 6.099/74, art. 1º, e 7.132/83, considera-se arrendamento mercantil o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica, na

Leia mais

Universidade Federal de Alagoas UFAL Faculdade de Direito de Alagoas FDA Curso de Graduação em Direito. PLANO DE AULA Prof: Fernando Falcão

Universidade Federal de Alagoas UFAL Faculdade de Direito de Alagoas FDA Curso de Graduação em Direito. PLANO DE AULA Prof: Fernando Falcão Universidade Federal de Alagoas UFAL Faculdade de Direito de Alagoas FDA Curso de Graduação em Direito PLANO DE AULA Prof: Fernando Falcão Contratos Mercantis e Direito Cambial Nota Explicativa: Este material

Leia mais

Aula Nº 2 Empresa - O Empresário

Aula Nº 2 Empresa - O Empresário Aula Nº 2 Empresa - O Empresário Objetivos da aula: Nesta aula, vamos definir Empresa, considerando a orientação da legislação. Também vamos conhecer e definir o empresário e os requisitos legais para

Leia mais

Direito Administrativo

Direito Administrativo Olá, pessoal! Trago hoje uma pequena aula sobre a prestação de serviços públicos, abordando diversos aspectos que podem ser cobrados sobre o assunto. Espero que gostem. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS O

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Incidência Tributária sobre operações comerciais envolvendo software Fabiano Pereira dos Santos I Introdução; II Conceito de software; III A questão tributária; IV - Jurisprudência;

Leia mais

Contrato de Franquia

Contrato de Franquia Contrato de Franquia 2013 R u a C a l d a s J u n i o r, 2 0 c o n j. 7 6. C e n t r o - P o r t o A l e g r e - RS CONTRATO DE FRANQUIA IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES CONTRATANTES FRANQUEADORA: (Nome da Empresa

Leia mais

Júlio M. de Oliveira Mestre e doutor PUC/SP

Júlio M. de Oliveira Mestre e doutor PUC/SP PLR: pressupostos para caracterização conforme jurisprudência do CARF e a tributação dos planos de stock option Júlio M. de Oliveira Mestre e doutor PUC/SP A TRIBUTAÇÃO DOS PLANOS DE STOCK OPTION Hipótese

Leia mais

CONTRATO DE LOCAÇÃO DE SISTEMA DE ENGENHARIA GERENCIADOR DE OBRAS ON LINE IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES CONTRATANTES

CONTRATO DE LOCAÇÃO DE SISTEMA DE ENGENHARIA GERENCIADOR DE OBRAS ON LINE IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES CONTRATANTES CONTRATO DE LOCAÇÃO DE SISTEMA DE ENGENHARIA GERENCIADOR DE OBRAS ON LINE IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES CONTRATANTES LOCADOR: Obra24horas Soluções Web para Engenharia Ltda., com sede na Rua Formosa, 75 1º andar

Leia mais

DIREITO ADMINISTRATIVO UMA SÍNTESE SOBRE CONTRATO ADMINISTRATIVO

DIREITO ADMINISTRATIVO UMA SÍNTESE SOBRE CONTRATO ADMINISTRATIVO DIREITO ADMINISTRATIVO UMA SÍNTESE SOBRE CONTRATO ADMINISTRATIVO Introdução O Direito Administrativo reservou a expressão contrato administrativo para designar os ajustes que a Administração Pública celebra

Leia mais

lllllll Illlllllll lllll S *02766739*

lllllll Illlllllll lllll S *02766739* .8 PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA ^ ACÓRDÃO REGISTRADO(A) SOB N I lllllll Illlllllll lllll S *02766739* ^S APELAÇÃO CÍVEL

Leia mais

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO PROCURADORIA GERAL CONVÊNIO Nº 105/PGM/2011 - PROCESSO Nº 06.3467-00/2011

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE PORTO VELHO PROCURADORIA GERAL CONVÊNIO Nº 105/PGM/2011 - PROCESSO Nº 06.3467-00/2011 CONVÊNIO QUE ENTRE SI CELEBRAM O MUNICÍPIO DE PORTO VELHO, POR INTERMÉDIO DA SECRETARIA MUNICIPAL DE FAZENDA - SEMFAZ, DE UM LADO, E DO OUTRO O BANCO DO BRASIL S.A., PARA OS FINS QUE ESPECIFICAM. Aos vinte

Leia mais

Requisitos do Grupo Volkswagen relativos à sustentabilidade nas relações com os seus parceiros comerciais (Code of Conduct para parceiros comerciais)

Requisitos do Grupo Volkswagen relativos à sustentabilidade nas relações com os seus parceiros comerciais (Code of Conduct para parceiros comerciais) Requisitos do Grupo Volkswagen relativos à sustentabilidade nas relações com os seus parceiros comerciais (Code of Conduct para parceiros comerciais) I. Preâmbulo Os requisitos que se seguem especificam

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo fls. 5 TRIBUNAL DE JUSTIÇA São Paulo ACÓRDÃO Registro: 2014.0000527400 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0010031-52.2012.8.26.0554, da Comarca de Santo André, em que é apelante

Leia mais

TEXTO FINAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 330, DE 2011

TEXTO FINAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 330, DE 2011 TEXTO FINAL PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 330, DE 2011 Dispõe sobre os contratos de integração, estabelece condições, obrigações e responsabilidades nas relações contratuais entre produtores integrados e

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO ClVEL n^ 071.433-4/5, da Comarca de SÃO PAULO, em que é apelante TROPVILLE COMERCIAL LTDA., sendo apelada EMPRESARIAL E ASSESSORIA S/C LTDA.:

Leia mais

LEASING E PRISÃO CIVIL

LEASING E PRISÃO CIVIL MARIANA RIBEIRO SANTIAGO (ADVOGADA FORMADA PELA FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA-UFBA; ESPECIALISTA EM CONTRATOS PELA PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO PUC/ SP; E MESTRANDA

Leia mais

Luiz Affonso Trevisan Prefeito Municipal

Luiz Affonso Trevisan Prefeito Municipal Projeto de Lei nº 124, de 24 de novembro de 2015. Autoriza o Executivo Municipal a realizar a concessão gratuita de direito real de uso, de 01 (um) lote no Distrito Industrial a Empresa ALDAIR GALLON,

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO ACÓRDÃO Registro: 2014.0000671514 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 1005199-16.2014.8.26.0577, da Comarca de São José dos Campos, em que é apelante ENNES DISTRIBUIDORA DE EXTINTORES,

Leia mais

A RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA PARMALAT.

A RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA PARMALAT. 1 A RECUPERAÇÃO JUDICIAL DA PARMALAT. Vinicius Leal Batista de Andrade 1 RESUMO A empresa seus aspectos e características, notas breves sobre o que venha ser uma empresa, sua função. Recuperação judicial,

Leia mais

QUESTÕES CONTROVERSAS SOBRE O DESCONTO DE CRÉDITOS DAS CONTRIBUIÇÕES PIS E COFINS - CONCEITO DE INSUMOS

QUESTÕES CONTROVERSAS SOBRE O DESCONTO DE CRÉDITOS DAS CONTRIBUIÇÕES PIS E COFINS - CONCEITO DE INSUMOS QUESTÕES CONTROVERSAS SOBRE O DESCONTO DE CRÉDITOS DAS CONTRIBUIÇÕES PIS E COFINS - CONCEITO DE INSUMOS CRÉDITOS DE PIS E COFINS - PANORAMA LEGISLATIVO Constituição Federal: Estabelece que alguns setores

Leia mais

Gestão de Contratos. Noções

Gestão de Contratos. Noções Gestão de Contratos Noções Contrato - Conceito Contrato é todo acordo de vontades, celebrado para criar, modificar ou extinguir direitos e obrigações de índole patrimonial entre as partes (Direito Civil).

Leia mais

SOCIEDADE ENTRE CÔNJUGES

SOCIEDADE ENTRE CÔNJUGES DIREITO SOCIETÁRIO DIREITO SOCIETÁRIO Sociedade empresária/ Empresário individual Distinção entre a sociedade simples e a sociedade empresária objeto social art.982 CC/02 Duas exceções p.único do art.982

Leia mais

CONTRATO DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL CANALIZADO CONTENDO AS CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO DE GÁS CANALIZADO REFERENTES AOS CLIENTES COMERCIAIS

CONTRATO DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL CANALIZADO CONTENDO AS CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO DE GÁS CANALIZADO REFERENTES AOS CLIENTES COMERCIAIS CONTRATO DE FORNECIMENTO DE GÁS NATURAL CANALIZADO CONTENDO AS CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO DE GÁS CANALIZADO REFERENTES AOS CLIENTES COMERCIAIS DA CEG 1.º PARTES a) CEG: COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo. Voto nº 23951

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo. Voto nº 23951 10ª Câmara Seção de Direito Privado Apelação com Revisão n 4002213-20.2013.8.26.0562 Comarca: Santos Ação: Compromisso de Venda e Compra e Repetição de indébito Apte(s).: API Assessoria Consultoria e Intermediação

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE CADASTRAMENTO DE CONSULTOR(A) E CONDIÇÕES DE VENDA DIRETA

INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE CADASTRAMENTO DE CONSULTOR(A) E CONDIÇÕES DE VENDA DIRETA INSTRUMENTO PARTICULAR DE CONTRATO DE CADASTRAMENTO DE CONSULTOR(A) E CONDIÇÕES DE VENDA DIRETA Pelo presente instrumento particular de contrato de cadastramento de CONSULTOR(A) e condições de venda direta,

Leia mais

TERCEIRIZAÇÃO. Autor: Ivaldo Kuczkowski, Advogado Especialista em Direito Administrativo e Conselheiro de Tributos da Empresa AUDICONT Multisoluções.

TERCEIRIZAÇÃO. Autor: Ivaldo Kuczkowski, Advogado Especialista em Direito Administrativo e Conselheiro de Tributos da Empresa AUDICONT Multisoluções. TERCEIRIZAÇÃO Autor: Ivaldo Kuczkowski, Advogado Especialista em Direito Administrativo e Conselheiro de Tributos da Empresa AUDICONT Multisoluções. INTRODUÇÃO Para que haja uma perfeita compreensão sobre

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO CIVIL E EMPRESARIAL

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO CIVIL E EMPRESARIAL PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO CIVIL E EMPRESARIAL THIAGO PIRES CANAL A Vulnerabilidade do Distribuidor nos Contratos

Leia mais

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR ACÓRDÃO

WWW.CONTEUDOJURIDICO.COM.BR ACÓRDÃO Registro: 2013.0000227069 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo de Instrumento nº 0051818-40.2013.8.26.0000, da Comarca de Barueri, em que é agravante ITAU UNIBANCO S/A, são agravados

Leia mais

TERMO DE DISPONIBILIZAÇÃO DE ESPAÇO VIRTUAL PARA DIVULGAÇÃO DE MARCA, PRODUTOS E/OU SERVIÇOS

TERMO DE DISPONIBILIZAÇÃO DE ESPAÇO VIRTUAL PARA DIVULGAÇÃO DE MARCA, PRODUTOS E/OU SERVIÇOS TERMO DE DISPONIBILIZAÇÃO DE ESPAÇO VIRTUAL PARA DIVULGAÇÃO DE MARCA, PRODUTOS E/OU SERVIÇOS Pelo presente Termo, em que são partes, de um lado SHAPE.I e, de outro, PARCEIRO, regularmente cadastrado em

Leia mais

Planos de Saúde - Aspectos Controvertidos - Contrato Coletivo

Planos de Saúde - Aspectos Controvertidos - Contrato Coletivo 471 Planos de Saúde - Aspectos Controvertidos - Contrato Coletivo Sonia Maria Monteiro 1 O CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR NO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE COLETIVO No plano coletivo de assistência à saúde,

Leia mais

COMO CONSTITUIR UMA FRANQUIA DE SUCESSO

COMO CONSTITUIR UMA FRANQUIA DE SUCESSO COMO CONSTITUIR UMA FRANQUIA DE SUCESSO DIEGO BISI ALMADA Sócio-Diretor da Almada & Teixeira Consultoria Empresarial. Advogado. Professor Universitário. Consultor e Palestrante em Direito Empresarial e

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO PROJETO DE LEI N o 7.181, DE 2010 Dispõe sobre a regulamentação da atividade das Empresas de Gerenciamento de Riscos em Operações Logísticas.

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo fls. 91 Registro: 2014.0000560120 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 4008523-94.2013.8.26.0577, da Comarca de São José dos Campos, em que é apelante ULYSSES PINTO NOGUEIRA,

Leia mais

SUSE LINUX Enterprise Server (SLES) 10 Contrato de Licença de Software da Novell

SUSE LINUX Enterprise Server (SLES) 10 Contrato de Licença de Software da Novell SUSE LINUX Enterprise Server (SLES) 10 Contrato de Licença de Software da Novell LEIA ESTE CONTRATO COM ATENÇÃO. AO INSTALAR OU DE QUALQUER OUTRA FORMA UTILIZAR O SOFTWARE (INCLUINDO SEUS COMPONENTES),

Leia mais

A LEI 9.656/98 E O CDC

A LEI 9.656/98 E O CDC A LEI 9.656/98 E O CDC Daniela Maria Paludo 1 A Lei 9656/98 foi elaborada a partir de inúmeras discussões entre entidades de defesa do consumidor, representantes dos planos de seguro saúde, corporações

Leia mais

7ª CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL N.º 685.350-1 DA COMARCA DE DOIS VIZINHOS VARA CÍVEL E ANEXOS

7ª CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL N.º 685.350-1 DA COMARCA DE DOIS VIZINHOS VARA CÍVEL E ANEXOS 7ª CÂMARA CÍVEL APELAÇÃO CÍVEL N.º 685.350-1 DA COMARCA DE DOIS VIZINHOS VARA CÍVEL E ANEXOS Apelante: FREDY NARCI DA SILVA MATIEVICZ Apelado: AVELINO ANDREATTA SANTOLIN Relator: Des. GUILHERME LUIZ GOMES

Leia mais

REGRAS PADRÃO DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE TRANSITÁRIOS (FIATA) PARA SERVIÇOS DE AGENTE TRANSITÁRIO PARTE I -DISPOSIÇÕES GERAIS

REGRAS PADRÃO DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE TRANSITÁRIOS (FIATA) PARA SERVIÇOS DE AGENTE TRANSITÁRIO PARTE I -DISPOSIÇÕES GERAIS REGRAS PADRÃO DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE TRANSITÁRIOS (FIATA) PARA SERVIÇOS DE AGENTE TRANSITÁRIO PARTE I -DISPOSIÇÕES GERAIS 1. Aplicabilidade 1.1. As regras presentes entram em vigor quando incorporadas

Leia mais

contrato é uma declaração unilateral de vontade, cabendo tão somente ao administrador judicial.

contrato é uma declaração unilateral de vontade, cabendo tão somente ao administrador judicial. Turma e Ano: Flex B (2013) Matéria / Aula: Empresarial / Aula 14 Professor: Thiago Carapetcov Conteúdo: - Falência: Efeitos da sentença em relação aos contratos. Falido e bens. Sentença Positiva - Decretação

Leia mais

Tomo II: da extinção do contrato; coordenador Sálvio de Figueiredo Teixeira. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 247.

Tomo II: da extinção do contrato; coordenador Sálvio de Figueiredo Teixeira. Rio de Janeiro: Forense, 2011, p. 247. A PROTEÇÃO DOS INVESTIMENTOS ESPECÍFICOS NA RESILIÇÃO UNILATERAL DO CONTRATO E O RISCO MORAL: UMA ANÁLISE DO ARTIGO 473, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO CIVIL 1 Cesar Santolim os casos em que se admite a resilição

Leia mais

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO FONTES DO DIREITO DO TRABALHO CONCEITO As fontes do direito do trabalho são fundamentais para o conhecimento da própria ciência, vez que nelas são descobertas as reais origens e as bases da matéria do

Leia mais

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Contratos Mercantis Prof.: Alexandre Gialluca Data: 19/04/2007 RESUMO

CURSO DE ATUALIZAÇÃO JURÍDICA Disciplina: Direito Comercial Tema: Contratos Mercantis Prof.: Alexandre Gialluca Data: 19/04/2007 RESUMO RESUMO 1) Alienação fiduciária 1.1) Alienação fiduciária de bens móveis (Dec-Lei 911/69) Na doutrina há quem diga que se trata de contrato acessório e a quem diga que se trata de contrato incidental. Na

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO Registro: 2013.0000209289 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 0017770-14.2003.8.26.0224, da Comarca de Guarulhos, em que é apelante/apelado HSBC SEGUROS ( BRASIL ) S/A, são

Leia mais

A REPRESENTAÇÃO COMERCIAL Fabiano Cordeiro Cozzi I. HISTÓRICO E CONCEITO. Sumário:

A REPRESENTAÇÃO COMERCIAL Fabiano Cordeiro Cozzi I. HISTÓRICO E CONCEITO. Sumário: A REPRESENTAÇÃO COMERCIAL Fabiano Cordeiro Cozzi Sumário: I- HISTÓRICO E CONCEITO II- A LEGISLAÇÃO ESPECIAL (Leis ns. 4.886/65 e 8.420/92) II.1. DO PRAZO DO CONTRATO II.2. DA ZONA DE ATUAÇÃO E A EXCLUSIVIDADE

Leia mais

Amigos, Atenciosamente,

Amigos, Atenciosamente, Amigos, A MSCB Advogados Associados, é o braço jurídico da Zênite Assessoria e Consultoria Ltda., que há mais de 20 anos presta serviços às empresas que atuam na área de transporte de cargas e logística,

Leia mais

CONTRATO DE COMPRA E VENDA E CREDENCIAMENTO DE PARTICIPANTE ATIVO.

CONTRATO DE COMPRA E VENDA E CREDENCIAMENTO DE PARTICIPANTE ATIVO. CONTRATO DE COMPRA E VENDA E CREDENCIAMENTO DE PARTICIPANTE ATIVO. De um lado, a empresa: CENTER CORP. GESTÃO E NEGÓCIOS LTDA; com Matriz situada a Rua Rio Grande do Sul 904/201 Poços de Caldas / MG. CEP

Leia mais

35 a Câmara A C O R D A O *01967384*

35 a Câmara A C O R D A O *01967384* ^ TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SAO PAULO 3 SEÇÃO DE DIREITO PRIVADO J APELAÇÃO S/ REVISÃO N 1031227-0/3 35 a Câmara Comarca de SÃO PAULO 4 0.V.CÍVEL Processo 37645/05 APTE CMW PLANEJAMENTO E CONSULTORIA

Leia mais

CONTRATO DE AQUISIÇÃO DE SOFTWARE E PARTICIPAÇÃO AO PROGRAMA DE RECOMENDAÇÃO REMUNERADA SKYDOO (PRRS)

CONTRATO DE AQUISIÇÃO DE SOFTWARE E PARTICIPAÇÃO AO PROGRAMA DE RECOMENDAÇÃO REMUNERADA SKYDOO (PRRS) Entre si fazem, de um lado "SKYDOO", e, de outro lado, a pessoa física no cadastro eletrônico do site (WWW.skydoo.b22.us), doravante denominada "Contratante", "Divulgador Independente", "Membro", "Participante",

Leia mais

Extinção dos contratos de. Camila Aguiar

Extinção dos contratos de. Camila Aguiar Extinção dos contratos de PPP Camila Aguiar Formas de extinção A CONCESSÃO extinguir-se-á por: advento do termo contratual; encampação; caducidade; rescisão; anulação; ou ocorrência de caso fortuito ou

Leia mais

PIS/Cofins e bonificações nas compras

PIS/Cofins e bonificações nas compras PIS/Cofins e bonificações nas compras José Antonio Minatel Mestre e doutor PUC/SP PIS/COFINS Base de Cálculo PIS-COFINS (regime cumulativo ) Lei nº 9.718/98 NR Lei nº 12.973/2014 Art. 3º O faturamento

Leia mais

CONTRATO DE COMODATO DE FERRAMENTAL

CONTRATO DE COMODATO DE FERRAMENTAL CONTRATO DE COMODATO DE FERRAMENTAL Pelo presente instrumento particular e na melhor forma de direito, as partes: MERCEDES-BENZ DO BRASIL LTDA., com sede na Avenida Alfred

Leia mais

REGULAMENTO DA PROMOÇÃO RENDA GARANTIDA

REGULAMENTO DA PROMOÇÃO RENDA GARANTIDA REGULAMENTO DA PROMOÇÃO RENDA GARANTIDA HAF SPE017 HA JARDIM BOTÂNICO LTDA., pessoa jurídica de direito privado, com sede na Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, nº. 1280, Mossunguê, nesta Capital,

Leia mais

Contratos. Licitações & Contratos - 3ª Edição

Contratos. Licitações & Contratos - 3ª Edição Contratos 245 Conceito A A Lei de Licitações considera contrato todo e qualquer ajuste celebrado entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares, por meio do qual se estabelece acordo

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ACÓRDÃO fls. 1 ACÓRDÃO Registro: 2013.0000091762 Vistos, relatados e discutidos estes autos de Apelação nº 0020463-94.2008.8.26.0482, da Comarca de Presidente Prudente, em que é apelante REFRIGERANTES MARAJA S

Leia mais

INSTRUMENTO PARTICULAR DE PARCERIA DE INDICAÇÃO COMERCIAL Série 1 (PVTi)

INSTRUMENTO PARTICULAR DE PARCERIA DE INDICAÇÃO COMERCIAL Série 1 (PVTi) INSTRUMENTO PARTICULAR DE PARCERIA DE INDICAÇÃO COMERCIAL Série 1 (PVTi) Pelo presente instrumento particular de indicação comercial, de um lado, TOTVS S.A., sociedade anônima, com sede na Avenida Braz

Leia mais

ACORDO DE RECIFE ACORDO PARA A APLICAÇÃO DOS CONTROLES INTEGRADOS EM FRONTEIRA ENTRE OS PAÍSES DO MERCOSUL

ACORDO DE RECIFE ACORDO PARA A APLICAÇÃO DOS CONTROLES INTEGRADOS EM FRONTEIRA ENTRE OS PAÍSES DO MERCOSUL MERCOSUL/CMC/DEC N 5/93 ACORDO DE RECIFE ACORDO PARA A APLICAÇÃO DOS CONTROLES INTEGRADOS EM FRONTEIRA ENTRE OS PAÍSES DO MERCOSUL TENDO EM VISTA: o Art. 13 do Tratado de Assunção, o Art. 10 da Decisão

Leia mais

Inovação Legislativa Empresa Individual de Responsabilidade Limitada

Inovação Legislativa Empresa Individual de Responsabilidade Limitada Inovação Legislativa Empresa Individual de Responsabilidade Limitada Prof. Nelton T. Pellizzoni : Mestrando em Direitos Difusos, Universidade Metropolitana de Santos; Especialista em Direito Civil, Comercial

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2011.0000073868 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Apelação nº 9141018-46.2006.8.26.0000, da Comarca de Campinas, em que é apelante UNIMED CAMPINAS COOPERATIVA DE TRABALHO

Leia mais

PROGRAMA DE OUTORGA DE AÇÕES RESTRITAS. O presente Programa de Outorga de Ações Restritas é regido pelas disposições abaixo.

PROGRAMA DE OUTORGA DE AÇÕES RESTRITAS. O presente Programa de Outorga de Ações Restritas é regido pelas disposições abaixo. PROGRAMA DE OUTORGA DE AÇÕES RESTRITAS O presente Programa de Outorga de Ações Restritas é regido pelas disposições abaixo. 1. Conceituação 1.1. O Programa consiste na outorga de ações ordinárias da Companhia,

Leia mais

.: DAI - Divisão de Atos Internacionais

.: DAI - Divisão de Atos Internacionais 1 von 6 31.05.2010 10:06.: DAI - Divisão de Atos Internacionais DECRETO Nº 2.579, DE 6 DE MAIO DE 1998. Promulga o Acordo Básico de Cooperação Técnica, celebrado entre o Governo da República Federativa

Leia mais

EXTRATO DO CONTRATO DE REPRESENTANTE DE SEGUROS

EXTRATO DO CONTRATO DE REPRESENTANTE DE SEGUROS EXTRATO DO CONTRATO DE REPRESENTANTE DE SEGUROS TOKIO MARINE SEGURADORA S.A., inscrita no CNPJ sob o número 33.164.021/0001-00 pessoa jurídica de direito privado com sede na Rua Sampaio Viana, 44 - Paraíso,

Leia mais

Profa. Joseane Cauduro. Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO

Profa. Joseane Cauduro. Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO Profa. Joseane Cauduro Unidade I DIREITO SOCIETÁRIO Introdução A unidade I aborda: empresa e empresário; formação das sociedades; tipos de sociedades. Objetivos da disciplina: apresentar aos estudantes

Leia mais

SUBVENÇÃO SOCIAL A ENTIDADE PRIVADA

SUBVENÇÃO SOCIAL A ENTIDADE PRIVADA SUBVENÇÃO SOCIAL A ENTIDADE PRIVADA Autoria: Sidnei Di Bacco Advogado Questão interessante diz respeito aos requisitos legais a serem cumpridos pelos municípios para repassar subvenção social a entidades

Leia mais