Encontro Estadual do Fórum Técnico Mobilidade Urbana: Construindo Cidades Inteligentes

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1 Encontro Estadual do Fórum Técnico Mobilidade Urbana: Construindo Cidades Inteligentes Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) Assembleia Legislativa de Minas Gerais Alvarenga

2 É FATO QUE O MODELO ESGOTOU

3 TRANSPARENCIA E CONTROLE SOCIAL Legislac a o aplicada principais: -Constituic a o Federal do Brasil; - Lei Complementar 101/200 LRF; -Lei 12528/11 acesso à informação PBH Dec /12 - dispõe sobre os procedimentos a serem observados pela Administ. Direta e Indireta do Município afim de garantir o acesso a informações previsto na LF; - Lei 9.452/97; - Lei 8.666/93; - Lei 8.429/92- Sanções aplicáveis aos agentes públicos.

4 TRANSPARENCIA E CONTROLE SOCIAL Lei de 03 de janeiro de Institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, verbis: Art. 2 o A Política Nacional de Mobilidade Urbana tem por objetivo contribuir para o acesso universal à cidade, o fomento e a concretização das condições que contribuam para a efetivação dos princípios, objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento urbano, por meio do planejamento e da gestão democrática do Sistema Nacional de Mobilidade Urbana.

5 TRANSPARENCIA E CONTROLE SOCIAL Dos Princípios, Diretrizes e Objetivos da Política Nacional de Mobilidade Urbana Art. 5 o A Política Nacional de Mobilidade Urbana está fundamentada nos seguintes princípios: I - acessibilidade universal; II - desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconômicas e ambientais; III - equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo; IV - eficiência, eficácia e efetividade na prestação dos serviços de transporte urbano; V - gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação da Política Nacional de Mobilidade Urbana; VI - segurança nos deslocamentos das pessoas; VII - justa distribuição dos benefícios e ônus decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços; VIII - equidade no uso do espaço público de circulação, vias e logradouros; e IX - eficiência, eficácia e efetividade na circulação urbana.

6 TRANSPARENCIA E CONTROLE SOCIAL Dos Princípios, Diretrizes e Objetivos da Política Nacional de Mobilidade Urbana Art. 7 o A Política Nacional de Mobilidade Urbana possui os seguintes objetivos: I - reduzir as desigualdades e promover a inclusão social; II - promover o acesso aos serviços básicos e equipamentos sociais; III - proporcionar melhoria nas condições urbanas da população no que se refere à acessibilidade e à mobilidade; IV - promover o desenvolvimento sustentável com a mitigação dos custos ambientais e socioeconômicos dos deslocamentos de pessoas e cargas nas cidades; e V - consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana.

7 TRANSPARENCIA x PUBLICIDADE - A noc a o de transpare ncia pu blica e mais ampla que o conceito de publicidade. - A publicac a o mera e simples, por exemplo, de informac o es em linguagem extremamente te cnica, como balanc os orc amenta rios e financeiros, exigidos pela LRF por qualquer meio na o garante, por si so, a transpare ncia - se os cidada os na o compreenderem efetivamente essas informac o es e na o puderem fazer uso delas.

8 TRANSPARENCIA x PUBLICIDADE Transpare ncia e o que permite a qualquer cidada o saber onde, como e por que o dinheiro pu blico esta sendo gasto Accountability - vai fazer, como faz, por que faz, quanto gasta e o que vai fazer a seguir; - ajuda a produzir confiança pública na capacidade de desempenho do governo; a gesta o pu blica tem que ser feita a s claras, sem miste rios - e preciso que os dados sejam publicados em linguagem simples e compreensi vel a qualquer cidada o.

9 CONTROLE SOCIAL 1 A expressão controle social tem sido alvo de discussões e práticas recentes de diversos segmentos da sociedade como sinônimo de participação social nas políticas públicas. A participação contínua da sociedade na gestão pública é um direito assegurado pela Constituição Federal - permitindo que os cidadãos não só participem da formulação das políticas públicas, mas, também, fiscalizem de forma permanente a aplicação dos recursos públicos e efetividade dessa política. 1 - Ver: Mannheim, Hobbes, Locke e Rousseau, Gramsci, Habermas

10 CONTROLE SOCIAL - os entes federados não podem mais reger por uma concepção unilateral, como ocorre na maioria das vezes hoje a gestão pública é com o cidadão - participativa - deve guiar-se cada vez mais pela satisfação dos cidadãos e austeridade com o dinheiro público visando efetivar os direitos sociais; no nosso pais existe uma correlação negativa entre carga tributária e os serviços prestados pelo Estado (inclui os três níveis de governo).

11 CONTROLE SOCIAL Órgãos de Controle CONTROLE INTERNO: pelos próprios órgãos executores CONTROLE EXTERNO: Institucional: CGU Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Ministério Público Estadual MPE Ministério Público Federal MPF; Poder Judiciário (Juízes e Tribunais de Justiça); Tribunais de Contas dos Estados -TCE Tribunais de Contas dos Municípios -TCM existem apenas em quatro Estados (Bahia, Ceará, Goiás e Pará) e em dois municípios (RJ e SP). Controle Social: Conselhos municipais, estaduais e federais - representam a possibilidade de participação popular nas políticas públicas. Podem ter função: de fiscalização, de mobilização, de deliberação ou de consultoria.

12 CONTROLE SOCIAL Órgãos de Controle Outras formas de exercer o controle social mesmo sem participar de conselhos cada cidadão pode exercer o controle social - assegurado pelo art. 31, 3 o da CF. Conselhos - Representam realmente a sociedade? Como são formados? A efetividade dos mecanismos de controle social vai depender essencialmente da capacidade de mobilização social.

13 CONTROLE SOCIAL Órgãos de Controle Conselho Deliberativo de Desenvolvimento Metropolitano Composição: 5 representantes do Executivo Estadual 2 representantes do Legislativo Estadual 2 representantes da Prefeitura de Belo Horizonte 1 representante da Prefeitura de Contagem 1 representante da Prefeitura de Betim 3 representantes dos demais 31 munici pios 2 representantes da sociedade civil

14 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) REDE CIDADES que objetiva, dentre outros, melhorar questões ligadas à infraestrutura como mobilidade, transportes e turismo constantes PPAG - PLANO PLURIANUAL DE AÇÃO:... realização física das ações do citado programa, de apenas 26% do que foi previsto... Soma-se a isso a insuficiência ou a ausência de apurações tempestivas dos indicadores para a avaliação mais efetiva, não apenas desse programa, mas da rede como um todo. 1 1-http://tcnotas.tce.mg.gov.br/tcjuris/Nota/BuscarArquivo/ Parecer do Min.Público do TCEMG exerc pag e 2752

15 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) E A CORRUPÇÃO, AS OBRAS SUPERFATURADAS? CARTÉIS NAS CONCORRENCIAS PÚBLICAS? E O BDI? BDI significa - Benefícios e Despesas Indiretas. Na composição do custo do BDI devem estar inclusos: - os gastos com administração central; - custo de capital financeiro contraído do mercado; - carga tributária específica; - margem de incerteza do mercado e lucro.

16 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) E a corrupção as obras superfaturadas E o BDI?

17 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) EXECUÇÃO: Projeto Na licitação está tudo lá mas a execução? Detalhamento do projeto relação dos materiais a serem empregados. Como o cidadão pode fiscalizar? Ex. espessura do asfalto, bitola da manilha o cidadão quer ter informações que permitam a qualquer momento exercer o controle social e o exercício da cidadania e fazer suas denuncias aos órgãos de controle assim evitar que o dinheiro público vá pelo ralo. O DIABO MORA NOS DETALHES

18 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) SISTEMA TARIFÁRIO -Lei 8987/95 Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da CF. - No art. 6º da Lei é especificado que a prestação do serviço concedido tem que ser adequada ao pleno atendimento dos usuários: - serviço adequado: é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas. - ver contrato de concessão do serviço pub. de transp. coletivo em BH mas o que está no contrato é cumprido?

19 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) MOBILIDADE URBANA É UM DIREITO SOCIAL Política Tarifária é uma Política Pública para a cidade e não uma questão empresarial, privada, regida por contrato entre empresas sem transparência e sem nenhum controle.

20 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) TARIFA DO TRANSPORTE EM BELO HORIZONTE: - em jul/1994 a passagem estava em R$ 0,35; -inflação medida (INPC/IBGE): de jul/94 até mai/13 - acumulou 345%; - a tarifa deveria estar em R$ 1,55, e não em R$ 2,80 ( com a renuncia fiscal PIS/COFINS e ISSQN- passou para 2,65); a tarifa subiu 700%, mais que o dobro da inflação no período.

21 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) - QUAL O SISTEMA QUE A POPULAÇÃO DEMANDA? - passe livre? tarifa Zero? Ou o que está posto? Todos os direitos sociais têm custos financeiros públicos somos sós que pagamos - temos o direito de escolher o modelo tarifário que queremos e participar efetivamente das políticas públicas para este sistema.

22 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) HÁ DINHEIRO PARA A MOBILIDADE URBANA QUE O BRASIL PRECISA?? - Dívida Pública Renúncia Fiscal -

23 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) Renúncia Fiscal em MG A Coordenadoria observa que o Estado de Minas Gerais tem utilizado desse instituto e revela que a avaliação de sua eficácia tem sido prejudicada pelo fato de ainda não ter tomado medidas para o cumprimento integral dos dispositivos do art. 14 da LRF e nem indicado quais os contribuintes beneficiados com a renúncia fiscal, seus respectivos setores econômicos e regiões alcançadas do Estado.. 1(grifei) 1-http://tcnotas.tce.mg.gov.br/tcjuris/Nota/BuscarArquivo/ Parecer do Min.Público do TCEMG exerc pag. 2776

24 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) Renúncia Fiscal em MG A necessidade de apresentação dos dados então omissos foi objeto de recomendação no parecer prévio das contas de 2011, conforme trecho extraído das notas taquigráficas: Em face da ausência de indicação das empresas beneficiadas com as renúncias e, com base nas informações obtidas no encontro técnico realizado no Tribunal, em 10/05/12, com a AGE e a SEF, recomendo ao Governo sejam enviados ao Tribunal os expedientes remetidos à ALEMG, por força do 6º do art. 225 da Lei nº 6.763/75. 1(grifei) Parecer do Min.Púb.o TCEMGexerc pag e 277

25 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) RENÚNCIA FISCAL- Com relação ao rol de empresas beneficiadas com a renúncia de receitas, o Parquet Especial entende que, sem prejuízo do envio à Assembléia Legislativa, é cabível a sua inclusão na prestação de contas do Poder Executivo Estadual, com vistas a possibilitar a atividade fiscalizatória desenvolvida pelo Tribunal de Contas. 1 1-http://tcnotas.tce.mg.gov.br/tcjuris/Nota/BuscarArquivo/ Parecer do Min.Público do TCEMG exerc pag.277

26 ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO Executado em 2011 Total: R$ 1,571 trilhão R$ 708 bilhões (17% do PIB) Nota: Inclui o refinanciamento ou rolagem SIAFI - Banco de Dados Access p/ download (execução do Orçamento da União) Disponível em Elaboração: Auditoria Cidadã da Dívida

27 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) DÍVIDA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

28 Transparência e Controle Social, Sistema Tarifário e Financiamento (orçamento público, subsídio público) DÍVIDA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Fonte: DCD/SCGOV/STE/SEF-MG Elaboração:M.Eulália Alvarenga-Núcleo Mineiro da Auditoria Cidadã da Dívida

29 CIDADANIA E CONQUISTA! É NECESSÁRIO QUE A DEMOCRACIA SEJA MAIS REAL QUE FORMAL! O ESTADO EXISTE PARA PROVER A BOA QUALIDADE DE VIDA, NÃO SIMPLESMENTE A VIDA - Aristóteles( a.c.) M.Eulália

30 Muito Obrigada Maria Eulália Alvarenga

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