CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA UFSM DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA UFSM DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS"

Transcrição

1 CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA UFSM DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS ENSAIO ACERCA DA ESTRUTURA PRODUTIVA DO SETOR VINÍCOLA DO RIO GRANDE DO SUL: UMA PROPOSIÇÃO METODOLÓGICA (2009) EUIPE TÉCNICA: Pesquisadores: Dra. Glaucia Angélica Campregnher (Coordenador) Ms. Gabriel Nunes de Oliveira Dr. Clailton Ataídes de Freitas Bolsistas: Paulo Henrique Hoeckel Santa Maria, março de

2 ENSAIO ACERCA DA ESTRUTURA PRODUTIVA DO SETOR VINÍCOLA DO RIO GRANDE DO SUL: UMA PROPOSIÇÃO METODOLÓGICA (2009) Resumo: O presente estudo tem por objetivos retratar o setor vinícola do Rio Grande do Sul a partir de uma amostra composta por 59 empresas. O questionário foi estruturado para contemplar cinco aspectos relacionados ao processo de produção de vinho: o tamanho das vinícolas, os tipos de vinhos produzidos, o estoque de capital, o custo de produção e a receita gerada. Com relação ao primeiro aspecto, ficou visível que a predomina no Estado as micro vinícolas com mais de 90% das empresas. Além disso, foi diagnosticada uma grande ociosidade do capital, em média de 50%. Com relação a diferença de tamanho das vinícolas notou-se que os investimentos imobilizados em prédios, máquinas e equipamentos foram muito altos, superando R$ 1,2 milhões para o caso das micros vinícolas e de R$ 30 milhões quando se trata grandes. uando o foco da pesquisa se voltou para os custos de produção, notou-se pouca variabilidade de custos para algumas subcategorias do Básico Popular. Entretanto, as oscilações de custos se tornaram bem mais pronunciadas para os casos do Ícone. A taxa de conversão da uva em vinho de mesa é em média de 1,3 kg por litro. Finalmente, o estimou-se que o setor vinícola do Rio Grande do Sul gerou de renda agregada de, aproximadamente, R$ 960 milhões no ano da amostra. Palavras-chave: categorias e subcategorias de vinho, setor vinícola, custo de produção do vinho. Abstract: 2

3 1 INTRODUÇÃO Em razão dos fatores edafo-climáticos e culturais predomina no país o cultivo de uvas americanas e híbridas, sendo as vitis vinifera exploradas em menor escala. Dessa forma, grande parte do vinho nacional utiliza matéria-prima não apropriada para a produção de vinhos de alta qualidade. Essa, talvez seja, a grande limitação do vinho fabricado no Brasil. No entanto, nota-se um grande esforço empreendido pelo setor, nos últimos anos, em busca da melhoria da qualidade do vinho nacional. Isso ocorreu, principalmente, a partir da década de 90, com a abertura da economia brasileira, o que fez a importação de vinho crescer substancialmente, especialmente, na última década. Esse argumento é condizente com Rosa et al. (2006). Segundo esses autores, o agronegócio do vinho vem sofrendo os efeitos do progressivo processo de globalização e internacionalização de mercados. Nota-se que no setor de bebidas brasileiro, mais diretamente no segmento de vinhos, está ocorrendo um crescente incremento dos produtos importados, os quais estão se firmando no mercado nacional, juntando-se à marcas importadas já populares no mercado de vinho. Este fato é ainda mais significativo quando se trata dos vinhos considerados finos e de qualidade superior aos convencionais de mesa. Apesar do lado perverso da exposição desse mercado à competitividade internacional, existe um fator positivo do processo de abertura do setor, pois, a competição dos vinho nacional aos similares importados força as vinícolas a buscarem aumentar qualidade dos seus produtos através de aprimoramento tecnológico nos processos produtivos, bem como a busca de redução de custos capaz de garantir preços mais competitivos. Diante dessa realidade conjuntural, as empresas que atuam em estruturas de mercado competitivas, como as do setor vitivinícola, devem se tornar cada vez mais eficientes para fazer frente aos similares importados. Assim, o controle mais sistemático dos custos de produção, por parte das mesmas, tende a se converter num dos principais elementos de aumento de eficiência. Isso significa que saber identificar, dimensionar e apropriar adequadamente, cada um dos itens do custo total possibilita o maior controle da situação financeira da empresa, diagnosticando possíveis pontos de estrangulamentos financeiros. Além do mais, uma análise criteriosa dos custos de produção torna-se fundamental na avaliação da rentabilidade econômica das vinícolas, pois, se a receita obtida com a venda da produção se mantiver abaixo do custo de produção, por longo tempo, situação econômica dessas vinícolas pode-se tornar insustentável. Por essa razão, o adequado conhecimento dos custos de produção evita que ocorram subdimensionamentos dos mesmos, o que poderá retratar uma situação falsamente favorável. Além disso, estratégias podem ser adotadas para minimizar os 3

4 custos com insumos, cujo peso tenha maior expressão na estrutura de custo das vinícolas, principalmente, utilizando-se de sistemas de cooperação como compras em conjunto. Além do olhar clínico sobre os custos, a racionalização do processo de produção com a introdução de novos produtos, que visam ao atendimento de fatias específicas de mercado, ou mesmo com a adoção de novas tecnologias podem tornam as empresas mais eficientes. Apesar da importância desse setor em termos sociais e culturais, não se tem no estado da arte no Brasil, nenhuma pesquisa que buscou estimar os custos de produção dos principais tipos de vinho 1. Nesse sentido, espera-se com a consecução dessa pesquisa preencher essa lacuna teórica e assim, contribuir não apenas com o debate acadêmico, mas, principalmente, com a demanda do setor, que até o presente momento não dispõe de informações científicas sobre qual o custo de se produzir vinho no Rio Grande do Sul. Diante desse pano de fundo, delineiam-se como objetivos: i) classificar por tamanho e identificar a capacidade ociosa das vinícolas; ii) identificar as categorias e subcategorias dos vinhos produzidos pela vinícolas pesquisadas; iii) analisar o volume médio e total de produção de vinho de cada categoria e subcategoria de vinho; iv) levantar os preço médio das subcategorias de vinho na região de abrangência da pesquisa; v) estimar o estoque de capital das vinícolas classificadas por tamanho; vi) definir os custos médios de produção das subcategorias de vinho pesquisados; vii) analisar a rentabilidade obtida por subcategorias de vinho; viii) calcular os coeficientes financeiros e técnicos das vinícolas amostradas classificadas por tamanho, ix) identificar a taxa de conversão de uva por litro de vinho por tamanho das vinícolas. x) apurar os resultados financeiros das vinícolas classificadas por tamanho. Este estudo esta dividido em seis seções, sendo a primeira constituída pela presente introdução; a Seção 2 expõe os fundamentos teóricos dos custos de produção; na Seção 3 tem-se a descrição da metodologia proposta para a apropriação dos itens dos custos de produção; na Seção 4 estão reunidos os resultados da pesquisa; na Seção 5 são apresentados e discutidos a renda estimada do setor vinícola no Rio Grande do Sul e, finalmente na Seção 6 são apresentados as principais conclusões desta pesquisa. 1 Estes serão definidos na Seção 3. 4

5 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO Dado que o setor vinícola não apresenta particularidades no que diz respeito ao processos de amortização de capital, adotamos a hipótese mais simples: a de que o estoque de capital tende a se desgastar linearmente a medida que uma maior quantidade de vinho é produzida. A justificativa teórica para tal hipótese advém da função de produção que se segue: 1 X 2, 3 i f X, X (2.1) em que i é o volume total de produção de vinho, incluindo todas as categorias subcategorias de vinho produzido pela vinícola; X 1 corresponde ao conjunto de insumos variáveis, X 2 representa o insumo fixo estoque de capital e X 3 os demais insumos indiretos. Por definição, uma função de produção (2.1) explicita o padrão de transformação de insumos e capital em produto. Tal função especifica a quantidade máxima de vinho que se consegue produzir, dado a combinação dos fatores de produção fixo, variável e a tecnologia. Assim, para se aumentar a produção de vinho consome-se maiores quantidades de X 1 e X 3, além de desgastar mais rapidamente X 2. A apropriação dos custos relativos aos insumos representados por X 3, no custo total, está detalhada na subseção seguinte. Já com relação a X 2 entende-se que os processos de utilização e desgaste do estoque de capital não se alteram substancialmente na produção das diferentes subcategorias de vinho, sendo a apropriação dos custos relativos ao estoque de capital feita através da depreciação linear, também, tratada no subitem seguinte. O custo total de produção (CT) pode ser definido como a soma do montante gasto com garrafas, uva, mão-de-obra, energia, transportes, produtos enológicos entre outros, os quais são agrupados e recebem a denominação de custos variáveis, ou custos diretos (CV), correspondendo à variável X 1 da equação (2.1); mais os custos fixos, ou indireto (CF), relacionados às despesas administrativas e com a depreciação do capital, correspondendo às variáveis X 3 e X 2, respectivamente. Assim, os custos variáveis (X 1 ) são apropriados, ou incorporados diretamente ao produto, quando o processo de produção é levado a cabo. Ao passo que os insumo fixos X 2 e X 3 são custos incorridos independentes do volume de produção. As estruturas de custos, ao serem divididas pela quantidade produzida, geram o custo total médio de uma determinada categoria ou subcategoria de vinho pesquisado. No que diz respeito ao insumo X 2 procedimento adotado para que se alcance essa finalidade é distribuir uniformemente o desgaste desse capital por cada unidade produzida. Isso é feito, considerando o tempo de vida útil do estoque de capital, o valor desse capital imobilizado e 5

6 a quantidade produzida no ano t. De posse dessas informações, pode-se calcular o valor depreciado, anualmente, por unidade produzida. A depreciação adequadamente apropriada na estrutura de custos de produção, ao final da vida útil do capital, garante a substituição do mesmo sem comprometer o ponto de equilíbrio econômico-financeiro da empresa. Na seção seguinte, faz-se a formalização para se calcular a depreciação do capital das vinícolas. 6

7 3 METODOLOGIA 3.1 Caracterização da amostra A região de abrangência do presente estudo compreende a população das vinícolas do Estado do Rio Grande do Sul, especializada na produção de vinho de mesa e viníferas. Ao todo essa população é composta por 660 unidades produtoras de vinho, legalmente constituídas. GLAUCIA PEDIR AO PAIVA UM MAPA DA REGIÃO. No Rio Grande do Sul os dados foram levantados em três regiões, a saber: a Região da Serra Gaúcha, principal produtora de vinho no estado, sendo selecionados os seguintes municípios: Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Flores da Cunha, Garibaldi, Nova Pádua, São Marcos, Cotiporã, Antônio Prado, Farroupilha, Veranópolis, Monte Belo do Sul; na Região Centro o município de Santa Maria e na Região Fronteira Oeste o município de Santana do Livramento. Ao todo, foram treze municípios pesquisados para a constituição da base de dados. Como todos os elementos da população são conhecidos, recorre-se as técnicas da amostragem probabilística para a seleção da amostra. Esse tipo de amostragem implica em um sorteio com regras previamente determinadas. No presente caso, baseando-se no conhecimento técnico dos autores da pesquisa, e por entrevistas com especialista nessa área, procedeu-se a seleção da amostra, obtida a partir das 660 empresas do setor, através da seguinte fórmula 2 : n A ' 1 n' 1 N (3.1) em que A é o tamanho da amostra selecionada; N é o tamanho da população; p são informações a priori sobre a característica da população 3 ; sendo que n é gerado através da equação: z n' p1 e 2 p, (3.2) em que z é o nível de 95% de confiança, o que resulta no valor crítico de 1,96; e e é a probabilidade de erro que no presente caso foi definido em 5%. Considerando tais informações, a amostra ficou constituída por 59 vinícolas. Cabe ressaltar, que o processo de seleção das empresas a serem entrevistadas foi aleatório, combinado com a disposição dos empresários em responder o questionário. As empresas foram despersonalizadas através da utilização de um código 4. 2 Essa fórmula é apresentada em Botter et al. (1996) e, também, disponível em: 3 Representa a porcentagem com que determinado fenômeno se verifica, como as informação a priori não estavam disponíveis acerca do valor de p, este é recomendável que se utilize p = 0,5. 4 Essa foi a opção para manter sigilosa todas as fontes de informações. 7

8 A Tabela (3.1) apresenta o intervalo utilizado para a classificação das vinícolas, pelo faturamento das mesmas. Esta classificação é derivada da oficialmente adotado no Brasil pelos órgãos públicos e o setor privado. Cabe ressaltar, que na classificação oficial as médias vinícolas estariam enquadradas no intervalo de faturamento de R$ ,00 a R$ ,00 e grandes empresas acima de R$ ,00. No entanto a realidade do setor exigiu que se adotasse uma classificação mais representativa do mesmo. Então, pelo contato dos autores com a dinâmica deste setor, onde reconhecidas grandes vinícolas estariam fora do intervalo de grande pela classificação oficial, resolveu-se adotar uma classificação que se julgou mais representativa. Tabela 3.1 Classificação das vinícolas gaúchas por faturamento Classificação Valores em reais Micro até ,00 Pequena de ,00 até ,00 Média ,00 até Grande > que ,00 Fonte: Adaptada pelos autores a partir da tabela oficial. Uma vez definida a vinícola na amostra, coube ao IBRAVIN o agendamento das entrevistas. Inicialmente, o IBRAVIN esclarecia aos vinicultores os objetivos da pesquisa, por via eletrônica ( ) ou telefone. O propósito de se deixar a cargo desse instituto, o contato, se deve ao fato do mesmo ser o representante institucional do setor, diminuindo a resistência dos vinicultores em abrir os dados, especialmente de custos das suas empresas. Cabe ressaltar, que sem a atuação e o empenho do IBRAVIN, dificilmente, ter-se-ia conseguido marcar as entrevistas. Além disso, essa instituição disponibiliza do cadastro atualizado de todos os produtores de vinho legalizados do Rio Grande do Sul, tornando mais produtivo e eficiente a definição da amostra. O questionário, apresentado no Anexo I, em forma de uma grande planilha contempla perguntas objetivas, por exemplo, quanto ao capital amortizado, capacidade potencial de produção, produção efetiva da vinícola, custos fixos e variáveis e preço de venda. Os dois primeiros blocos de questões dizem respeito à vinícola como um todo e os demais se referem à produção de cada vinícola. 3.2) Determinação das categorias de vinho Tendo em vista a grande diversidade de produtos da cadeia vitivinícola Gaúcha, opta-se pela utilização da classificação da Tabela 3.2, que busca traduzir as características físicas, químicas e organolépticas, em agrupamentos relativamente homogêneos, que facilita o processo 8

9 de comparação e termina por traduzir-se em diferencias de preços mercadológicos 5. Esses agrupamentos passam a serem denominados de categorias. Tabela 3.2 Classificação dos vinhos por categorias Classificação Categorias de vinho A Ícone B Ultra Premium C Super Premium D Premium E Básico Luxo F Básico Semi-Luxo G Básico Popular H Espumante Asti I Espumante Charmat J Espumante Chanpenoise L Filtrado Doce Fonte: Elaborada pelos autores. Cada uma das sete categorias especificadas na Tabela 3.2 é apresentada no mercado em embalagens diferenciadas, apesar do processo de produção de cada uma dessas categorias ser muito parecido, alguns fatores determinam sua diferenciação nas estruturas de custos, como: qualidade da matéria-prima, das embalagens utilizadas o tempo de envelhecimento do vinho entre outros. Essas diferentes embalagens são tratadas, doravante como subcategorias de vinho e estão apresentadas na Tabela 3.3. Tabela 3.3 Classificação dos vinhos por subcategorias dos vinhos Denominação Subcategorias 5 Esta classificação está sendo proposta pelos autores com base na realidade observada da dinâmica do setor. No entanto, a pedido dos autores foi baseada um parecer técnico de um especialista na área acerca dessa classificação. Esse foi emitido pelo pesquisador Mauro Celso Zanus da Embrapa Uva e Vinho, cujo parecer na íntegra está a seguir: Pois que eu saiba esta classificação não é de nenhum organismo oficial, tampouco se refere a qualidade, entendida na visão da ciência da análise sensorial. É uma classificação bastante associada com PREÇOS, com uma hierarquia que cada empresa entende ter. Vinhos ascendentes na escala apresentam, normalmente - mas nem sempre, um maior custo de produção (melhor matéria-prima, rolha, qualidade da garrafa, rótulo,...). Vinhos ícone são aqueles que os enólogos de cada empresa entendem que devam ser os mais caros, por ter maior qualidade das suas características sensoriais- e por outras práticas (ex. foi usada barrica nova) na perspectiva de avaliação do enólogo e dirigentes. Às vezes o vinho ícone é até pior, pois a barrica nova atribuiu um aroma e paladar demasiado intenso da madeira. A jogada principal da pirâmide é atender a diversidade de categorias de consumidores. Também serve para passar ao consumidor, através de referenciais marcantes de preço, uma hierarquia que ajude a JUSTIFICAR preços altos. Em uma degustação completamente às cegas com os consumidores - e não enólogos - a correlação entre vinhos ícones e qualidade percebida seria, possivelmente, baixa. 9

10 0 A Granel (não é utilizado vasilhame) 1 Garrafa 750 ml 2 Garrafão 4,6 Litros 3 Garrafa Pet 2 Litros 4 Garrafa Pet 1,5 Litros 5 Garrafa Pet 1 Litro 6 Garrafa Pet 375 ml 7 Beg-in-Box 3 Litros 8 Beg-in-Box 5 Litros 9 Garrafa Pet 3 Litros 10 Garrafa 880 ml 11 Garrafa 660 ml Fonte: Elalaborada pelos autores. * Os vinhos brancos terão o acréscimo da letra minúscula b junto à letra maiúscula que define a sua subcategoria, para designar essa nomenclatura, os demais vinhos são tinto. 3.3 Estruturando os custos de produção do vinho Elementos dos custos de produção do setor vinícola gaúcho A entrevista com os vinicultores se inicia com o levantamento da quantidade efetivamente produzida pela vinícola de todas as categorias e subcategorias de vinho, da capacidade de produção da mesma e do seu estoque de capital estimado. Essas informações são consolidadas através do uadro 3.4. Essas informações permitem estimar o nível de capacidade ociosa da vinícola. 10

11 uadro 3.4 Discriminação do estoque de capital da vinícola pesquisada. Código da Empresa: Volume de produção anual em garrafas: Fonte: Elaborada pelos autores. Após o preenchimento do quadro acima, a entrevista continua com o preenchimento dos quadros que se seguem. Essas apresentam de forma detalhada todos os elementos das despesas administrativas (uadro 3.5), as despesas com mão-de-obra (uadro 3.6) e da estrutura dos custos totais de produção (uadro 3.7). Conforme se pode notar neste último, trata-se de uma estrutura de custo bem abrangente, para que a mesma possa ser adaptada às diversas categorias e subcategorias de vinho produzido pela vinícola pesquisada. uadro 3.5 Despesas administrativas Código da Empresa: Discriminação Em Unidades absolutas Valor unitário em R$ Em unidades Discriminação absolutas. Patrimônio Máquinas e equipamentos Prédios Total Estimativa de vida útil das máquinas e equipamentos Estimativa de vida útil das instalações Capacidade de produção anual Depreciação máquinas e equipamentos Depreciação prédios Depreciação total por garrafa Valor unitário anual em R$ Total em R$ Despesas Administrativas Mão-de-obra administrativa Material de expediente Material promocional Energia elétrica Água Telefone Fretes Tratamento de efluentes Representante de vendas Despesas de manutenção de máquinas e equipamentos Feiras Associações Produção anual Total em R$ 11

12 Custo administrativo por garrafa Fonte: Elaborada pelos autores. uadro 3.6 Mão-de-obra Mão-de-obra fixa do chão de fábrica Mão-de-obra temporária do chão de fábrica Enólogo uadro 3.7 Matriz geral para o levantamento dos custos de produção do vinho, em litros. Código da Empresa: 0000: Volume de produção anual em garrafas: Categoria do vinho:... Subcategoria:... Em Unidades absolutas Valor unitário anual em R$ Total Em R$ Discriminação Custo Variável Insumos Uva FUNRURAL Garrafas Rolhas Rótulos Caixas Fitas adesivas Papel p/ garrafas Cápsulas SUB-TOTAL - - Custo Variável Produtos Enológicos Enzimas Leveduras Ativantes de fermentação SO2/Metabisulfito Estabilizantes Material de limpeza Análises Nitrogênio Terra filtrante Barril de carvalho Taninos SUB-TOTAL - - Custo Fixo Outras - Depreciação Despesas administrativas Administrativo

13 Degustação SUB-TOTAL - - TOTAL - - Receitas Preço médio de venda da garrafa Período de Guarda (em anos) Tempo médio de guarda do produto Custos Médios Custos Médios por Garrafa Fonte: Elaborada pelos autores. Na parte superior do uadro 3.6, estão consolidados todos os elementos dos custos variáveis e na inferior os custos fixos. Na primeira coluna estão discriminados todos os itens dos custos de produção. Na segunda coluna tem-se especificado a quantidade total em unidades físicas dos insumos gastos para se produzir o volume total de produção em litros de uma subcategoria específica de vinhos. A terceira coluna apresenta o custo unitário médio de cada um desses insumos. Na última linha da tabela é, então, apurado o custo médio de produção da j-ésima subcategoria pertencente a i-ésima categoria de vinho, relativo à vinícola entrevistada. Conforme se pode verificar no uadro 3.6, os custos variáveis foram divididos em três grupos: 1) insumos gerais que representa a maior parcela dos custos, 2) os insumos enológicos, e 3) os insumos indiretos. O propósito dessa divisão é simplesmente didático para facilitar a coleta de dados. Além disso, essa desagregação permite fácil visualização, por exemplo, do peso dos impostos totais nos custos de produção. acima. Os subitens e define cada um dos elementos de custos apresentados na tabela Determinação dos custos variáveis - Uva: O insumo uva é a matéria prima fundamental para a produção do vinho. A qualidade do vinho está estreitamente vinculada à variedade da uva e a forma como a mesma é cultivada, através de práticas agronômicas diferenciadas até a determinação da quantidade produzida de uva por hectare. Um outro fator que influência nos custos com esse insumo é a tecnologia disponível para o processamento da uva, implicando em quantidades diferentes para cada litro de vinho produzido. Por exemplo, uma vinícola com uma tecnologia não muito especializada pode requerer 1,4 quilos de uva para cada litro produzido, ao passo que vinícolas com tecnologia mais avançadas conseguem o mesmo nível de produção com 1,3 quilos. Tecnicamente, essa relação é tratada no presente trabalho como taxa de conversão. 13

14 O preço a ser pago por esse insumo é o praticado no mercado da região de ação da vinícola. Caber ressaltar, que no caso da produção própria de uva é atribuído um preço de oportunidade, qual seja, o valor que essa uva seria negociada no próprio mercado da vinícola. A apropriação do custo da uva para o caso da j-ésimo subcategoria pertencente i-é-sima categoria de vinho é dada por: em que 59 CTU z1 CMU 59 (3.4) z1 CMU é custo médio da uva, em reais, da j-ésima subcategoria de vinho, pertencente a i- ésima categoria; = é a quantidade total anual produzida em litros dessa j-ésima categoria pertencente a i-ésima categoria; ésima categoria pertencente a i-ésima categoria; subcategoria j, pertencente a i-ésima categoria. - Vasilhames: CTU = gasto total anual com a uva para se produzir a dessa j- VR é volume do recipiente em litros utilizado na Esse insumo é a base para a definição das subcategorias presentes no Tabela 3.3. Os custos com recipientes são apropriados de acordo com cada uma das subcategorias, bem como seus complementos específicos, como por exemplo, rolhas, rótulos diferenciados, cápsulas. A razão a seguir especifica a forma como esses insumos sãos apropriado nos custos totais de produção para a i-ésima subcategoria de vinho: CTV CMR (3.5) em que CMR é o custo médio, em reais, do recipiente para j-ésima subcategoria dentro da i- ésima categoria de vinho; tal como definido anteriormente; CTV = gasto total, em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho. - Mão-de-obra permanente do chão de fábrica: Este insumo caracteriza-se por ser utilizado durante o ano, seja nas atividades de produção durante a safra (recebimento de uva, produção do vinho, etc...), como em atividades de manutenção da vinícola, movimentação da produção dentro da vinícola e atividades atreladas ao processo de comercialização. A forma como esse custo de produção é apropriado pode ser apresentado como: 14

15 CTMOP CMMO (3.6) em que CMMO é o custo médio da mão-de-obra do chão de fábrica, em reais para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; tal como definido anteriormente; CTMOP gasto total com mão-de-obra permanente do chão de fábrica ao longo do ano, em reais para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido. - Mão-de-obra temporária do chão de fábrica: Buscando atender a demanda de mão de obra no processo de produção de vinho nos períodos de safra, as vinícolas lançam mão de contratações temporárias para trabalhar no chão de fábrica, principalmente, nos meses de janeiro, fevereiro e março, podendo esse custo ser calculado como: CTMOT CMMOT (3.7) em que CMMOT é o custo médio da mão-de-obra temporária do chão de fábrica, em reais para j- ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; tal como definido anteriormente; CTMOT gasto total com mão-de-obra temporária do chão de fábrica utilizadas no período de pico da produção, em reais para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido. É importante ressaltar que os dispêndios com a mão-de-obra permanente e temporária contemplam também todos os encargos sociais (décimo terceiro, férias, previdência social, FGTS, PIS). - Rolhas: A qualidade da rolha utilizada no envaze do vinho, está diretamente relacionada à qualidade do vinho (categoria a que pertence). Apesar do gasto com esse item não ser muito relevante na composição final do custo do vinho, há uma grande variação no preço de mercado da rolha se a mesma for de cortiça pura, com discos ou de plástico, o que acaba influenciado nos custos de produção, principalmente para os vinhos de categorias superiores. - Rótulos: Assim, o custo com cada rolha será o próprio gasto na sua aquisição, ou: CR Preço de mercado da rolha (3.8) em que CR é o custo apropriado por unidade de recipiente do vinho relativo à rolha. 15

16 O propósito do rótulo é identificar o tipo de vinho, a vinícola, a safra, entre outras informações obrigatórias, de acordo com as normas dos órgãos competentes ou que se julgarem necessárias. O dispêndio com esse item é relativamente baixo, uma vez que o vinicultor compra em quantidades suficientes para uma safra. Embora não se espere que o custo com este insumo seja elevado em relação aos demais insumos, os rótulos utilizados nas diversas categorias podem apresentar diferenciais de custos em virtude da capacidade de agregação de valor de uma categoria vis-à-vis outras. - Caixas: Assim, o custo relativo a esse insumo pode ser apropriado como segue: CRT Preço de mercado do rótulo (3.9) em que CRT é o custo médio do rótulo. A caixa de papelão serve para garantir a segurança do produto, acomodando os recipientes de forma a preservar a integridade e a qualidade do vinho. Espera-se que os vinhos de categorias superiores utilizem-se de caixas de qualidade mais elevadas, refletindo em maiores custos. Sendo o mesmo apropriado como: CTCX CMCX (3.10) em que CMCX é o custo apropriado, em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; CTCX é o custo total, em reais, com caixarias, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; tal como definido anteriormente. - Fita adesiva: Esse material é utilizado para fazer o fechamento da caixa. Informações preliminares indicam que se gasta diferentes quantidades de fitas para cada tipo de caixa, o que é levado em conta no processo de apropriação de custos. Formalmente tem-se: CTRF CMFA (3.11) em que CMFA é o custo médio da fita adesiva apropriado, em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; CTRF é o custo total, em reais, com fita adesiva, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; tal como definido anteriormente. - Papel p/ garrafas: 16

17 A utilização do papel visa a proteção do recipiente, bem como conferir ao vinho maior grau de sofisticação. É utilizado uma folha de papel para cada recipiente. Nem todas as categorias utilizam-se deste insumo, ficando reservada às de maior valor agregado. Formalmente: CPG Preço de mercado da folha de papel (3.12) em que CPG L = custo apropriado em reais, com esse insumo, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido. - Cápsulas: As cápsulas são utilizadas para proteger a rolha, identificar o produto e garantir-lhe a inviolabilidade e é encontrada em todos os tipos de vinhos. Pode-se apropriá-lo como segue: CCP Preço de mercado da cápsula (3.13) em que CCP é o custo apropriado em reais, com esse insumo, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido. - Água: Esse insumo é utilizado no processo de produção para lavar máquinas, equipamentos, galpões e manter higienizado todo o processo de produção. Adota-se o seguinte critério para a apropriação desse custo: soma-se os gastos totais anuais com água de toda a vinícola e divide-se pelo volume total de produção da mesma e pondera-se pelo volume do recipiente em questão. Mais formalmente tem-se: CTAG ano CMAG VR (3.14) em que CMAG é o custo médio da água em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; CTAG ano é o custo total anual com água, em reais, incorrido pela vinícola; é o volume total de produção da vinícola em litros; VR como definido anteriormente. - Gás carbônico: Utiliza-se esse insumo no preenchimento dos espaços vazios dos tanques e autoclaves, bem como gaseificação dos filtrados doce. A forma como tal insumo é apropriado na estrutura de custa é dada por: CGG ano CGG VR (3.15) 17

18 em que CGG é o custo médio do gás carbono em reais, para j-ésima subcategoria dentro da ésima categoria de vinho produzido; CGG ano é o custo total anual da vínícola com tal insumo, em reais. - Frete: O custo com frente seria o dispêndio corresponde ao transporte do vinho, em caminhões da unidade de produção até o mercado, podendo ser em veículos próprios ou de terceiros. Para a apropriação desse custo, soma-se os gastos totais anuais com fretes de toda a vinícola e divide-se pelo volume total de produção da mesma, ponderando-se pelo volume do recipiente em questão. Matematicamente esse custo é calculado através da seguinte razão: CTF ano CMF VR (3.16) em que CMF é o custo médio do frete em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; CTF ano é o custo total anual com frete, em reais, incorrido pela vinícola; e VR como definidos anteriormente. - Tratamento de efluentes: As leis ambientais exigem que todo o resíduo gerado no processo de produção de vinho deve ser tratado. Os principais resíduos resultantes são: água utilizada no processo de limpeza que carrega resíduos de matéria-orgânica, resíduos químicos, bem como o ajuste de PH. CTTE ano CMTE VR (3.17) em que CMTE é o custo médio do tratamento de efluentes, em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; CTTE ano é o custo total anual com esta operação, em reais, incorrido pela vinícola; e VR como definidos anteriormente. - Energia elétrica: Esse insumo é a base da força que movimenta as máquinas e os equipamentos, geração de frio para controlar o processo de fermentação do vinho, ilumina os galpões e pátio da empresa e, também, é consumida no escritório da vinícola. Adota-se o seguinte critério para a apropriação desse custo: somam-se os gastos totais anuais com energia elétrica de toda a vinícola e divide-se pelo volume total de produção da mesma e pondera-se pelo volume do recipiente em questão. CTE ano CME VR (3.18) 18

19 em que CME é o custo médio da energia elétrica em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i- ésima categoria de vinho produzido; CTE ano é o custo total anual com energia elétrica, em reais, incorrido pela vinícola; é o volume total de produção da vinícola em litros; VR como definido anteriormente. - Custo de tercerização: O custo de tercerização corresponde ao gasto realizado pelas vinícolas por contratar serviços de terceiros, como: manutenção de máquinas e equipamentos.. Formalmente tem-se: CTER ano CTER VR (3.19) em que CTER é o custo de tercerização, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; CTER ano é o custo total anual com esse item de custo, em reais, incorrido pela vinícola; é o volume total de produção da vinícola em litros; VR como definido anteriormente. - Insumos e análise enológicas Os insumos agregam as enzimas, ativantes de fermentação, SO2/metabisulfito e estabilizante, nitrogênio, terra filtrante, taninos, bem como as análises enológicas. De acordo com as informações preliminares, a maior parte dos vinicultores tem uma estimativa do quanto se gasta com tais insumos enológicos para se produzir um determinado volume de produção. O propósito desses insumos é de melhorar o processo de fermentação natural, corrigir defeitos no produto e conferir características desejáveis. uanto às análises, são realizadas por amostragem e servem para se controlar a qualidade do vinho. Essas, em alguns casos, são realizadas na própria vinícola quando as mesmas possuem laboratório. uando não for esse o caso, são encaminhadas para os laboratórios terceirizados e, cada amostra analisada representa um custo para o vinicultor. Por essa razão, a opção aqui foi levantar essa informação de forma agregada. Matematicamente, tem-se: CTIE CMIE VR (3.20) em que CMIE é o custo médio com esses insumos apropriados, em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; CTIE é o custo total, em reais, com tais insumos, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; tal como definido anteriormente. - Açúcar: 19

20 O açúcar é utilizado no processo de fermentação do vinho, quando a matéria-prima (uva) não atinge o grau de glicose necessária para o processo de fermentação (chaptalização), bem como na produção da subcategoria vinho doce e semi-seco. Cabe ressaltar que se trata de uma técnica que em um futuro próximo deverá ser abolida, sendo compensada com técnicas de produção de uva mais aprimoradas. O gasto por unidade de litro produzido vai depender do tipo de vinho produzido. Para cada uma das categorias e subcategorias a apropriação desse custo é feita utilizando-se da razão: 59 CTAÇ z1 CMAÇ 59 (3.21) z1 em que CMAÇ é o custo médio com esses insumos apropriados, em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; CTAÇ é o custo total, em reais, com tais insumos, para j-ésima subcategoria dentro da i-ésima categoria de vinho produzido; tal como definido anteriormente. - Material de limpeza: Esse componente de custo refere-se a todo o dispêndio com detergente, sabões, palhas de aço, desinfetantes, material de controle de pragas, entre outros para que tanques, máquinas e equipamentos se mantenham higienizados. Adota-se o seguinte critério para a apropriação desse custo: somam-se os gastos totais anuais com tais materiais de toda a vinícola e divide-se pelo volume total de produção da mesma e pondera-se pelo volume do recipiente em questão. Mais formalmente tem-se: CTML ano CMML VR (3.22) em que CMML é o custo médio desses insumos, em reais, para j-ésima subcategoria dentro da i- ésima categoria de vinho produzido; CTML ano é o custo total anual com os matérias de limpeza, em reais, incorrido pela vinícola; é o volume total de produção da vinícola em litros; VR como definido anteriormente. - Barril de carvalho: O barril de carvalho é utilizado para o envelhecimento do vinho. Tecnicamente, o tempo de guarda confere características ao vinho, que resulta em agregação de valor. A apropriação deste custo leva em consideração a vida útil do barril de carvalho e a quantidade de litros 20

21 processados neste intervalo de tempo. Nesse sentido, o custo com o barril é contemplado na estrutura de custo variáveis, utilizados em alguns vinhos finos, com base na seguinte razão: em que CTBC CMBC VR (3.23) p CMBC é o custo médio do barril de carvalho da j-esima subcategoria de vinho da i- ésima categoria de vinho; CTBC é o custo total do barril de carvalho; p é a quantidade de litros de vinho processados no lapso de tempo de vida útil do barril; VR como definido anteriormente. Com relação aos tributos não foram considerados na presente pesquisa, tendo em vista que não existe uma padronização no enquadramento tributário por parte das vinícolas, tendo em vista que cada escritório de contabilidade, prestador de serviço às vinícolas, adotam fiscais distintos do próprio enquadramento tributário Determinação dos custos fixos - Depreciação do capital: O levantamento patrimonial da empresa é feito através do preenchimento da Tabela 3.1, apresentado anteriormente, que discrimina as estimativas em reais, do capital empregado em máquinas, equipamentos e prédios, bem como o tempo de vida útil dos mesmos. Pode-se definir depreciação como sendo a perda ou redução de valor do capital (móveis, utensílios, máquinas, equipamentos, veículos, ferramentas e demais ativos imobilizados) pelo desgaste ou pela obsolescência tecnológica. Ou de outra forma, é a transformação ao longo do tempo dos estoques dos ativos fixos em custos de produção. No entanto, a depreciação não representa uma saída efetiva de caixa, no sentido de que a empresa não desembolsa pela despesa de depreciação, como o faz para o pagamento das outras despesas variáveis, mas isso não significa que o capital amortizado não deva estar contemplado nos custos de produção do vinho. A apropriação do estoque de capital nos custos totais de produção se dá através de estimativas de depreciação desse capital. Há várias maneiras de se calcular essa depreciação, conforme analisa Iudícibus; Martins; Gelbcke (2007) 6. No entanto, se utiliza o método da depreciação linear, por ser mais coerente com a realidade do setor. seguir: A depreciação linear por litro de vinho (D L ), pode ser calculada através da equação a 6 Iudícibus, S.; Martins E; Gelbcke, E. R. (2007). Manual de contabilidade das sociedades por ações: aplicável às demais sociedades. Adaptada à legislação societária e fiscal até 31/12/06. 7.ed. São Paulo: Atlas,

22 DM VEme VEp VUme VUp (3.24) VR em que VEme é o valor estimado das máquinas e equipamentos VUme = tempo de vida útil das máquinas e equipamentos; VEp é o valor estimado dos prédios e galpões; VUp = tempo de vida útil dos prédios e galpões; é a soma anual da produção de vinho da vinícola. - Mão-de-obra administrativa: Trata-se dos dispêndios com mão-de-obra com a finalidade de controlar a produção, os níveis de estoque, comprar insumos e materiais, prestar serviço contábil e assessorias etc. Esse custo pode ser apropriado como: CTMAD ano CMMAD VR (3.25) em que CMMAD é o custo médio da mão-de-obra administrativa da j-esima subcategoria de vinho da i-ésima categoria de vinho; no ano.; e VR como definidos anteriormente. CTMAD ano é o custo total desta mão de obra para a empresa É importante salientar que quando o proprietário divide o seu tempo de trabalho, entre a administração da vinícola e/ou chão de fábrica, é solicitado que o mesmo estime qual seria o salário que deveria ser pago, pelo número de horas trabalhadas, a um funcionário para a realização da sua tarefa na parte administrativa. O mesmo critério vale também para o tempo de trabalho dedicado ao chão de fábrica, mas nesse caso o custo com esse trabalho onera os insumos variáveis. - Material de expediente: Refere-se a todo o tipo de material para manter a parte administrativa funcionando de forma eficiente. Compõe a lista desses materiais: cartucho para impressora, papel para impressão, bloco de anotação, clips, grampos, pastas para arquivos e outros que não estejam contemplados diretamente no processo de produção. Esse custo é apropriado da seguinte maneira: CTMEX ano CMMEX VR (3.26) em que CMMEX é o custo médio com estes materiais apropriados pela j-esima subcategoria de vinho da i-ésima categoria de vinho; empresa no ano.; e VR como definidos anteriormente. - Material promocional: CTMEX ano é o custo total com esse insumo incorrido pela 22

23 Compreende todos os gastos realizados pela vinícola para divulgar o produto e atrair os consumidores. Entre esses materiais cabe destacar: folhetos, outdoors, anúncio em televisão, rádio, jornais e revistas, banners, brindes como chaveiros, calendários, canetas entre outros. Da mesma forma que o anterior, o cômputo desses custos é anual e o rateio é pelo volume total de produção de vinho, como segue: CTP ano CMP VR (3.27) em que CMP é o custo médio com estes materiais apropriados pela j-esima subcategoria de vinho da i-ésima categoria de vinho; empresa no ano.; e VR como definidos anteriormente. - Telefone: CTP ano é o custo total com esse insumo incorrido pela Refere-se aos gastos com chamada local e interurbana, fixo e móvel. Esse custo é rateado pelo volume total de produção de vinho, o que resulta no custo médio dado por: CTTEL ano CMTEL VR (3.28) em que CMTEL é o custo médio com telefones apropriados pela j-esima subcategoria de vinho da i-ésima categoria de vinho; no ano.; e VR como definidos anteriormente. - Representante de vendas: CTTEL ano é o custo total com esse insumo incorrido pela empresa São gastos provenientes das comissões por venda do vinho fora da vinícola realizada por terceiros. Esse custo é apropriado como segue: CTRV ano CMRV VR (3.29) em que CMRV é o custo médio com estes profissionais apropriados pela j-esima subcategoria de vinho da i-ésima categoria de vinho; ano; e VR como definidos anteriormente. - Despesas de manutenção de máquinas e equipamentos: CTRV ano é o custo total com item incorrido pela empresa no Refere-se aos gastos realizados para que as máquinas e equipamentos funcionem adequadamente e aumente seu tempo de vida útil, podendo esses custos serem apropriados como: CTDM ano CMDM VR (3.30) 23

24 em que CMDM é o custo médio com tais despesas apropriados pela j-esima subcategoria de vinho da i-ésima categoria de vinho; empresa no ano.; e VR como definidos anteriormente. 40) Enólogo: CTDM ano é o custo total com esse item incorrido pela Trata-se do custo com o responsável pelos aspectos tecnológicos e de qualidade do vinho, sendo que pode ser um profissional pertencente a própria família do vinicultor como também um terceiro contratado. Porém em ambos os casos, são valorados a sua remuneração e computado nos custos de produção. Esse custo estimado é apropriado no custo total como: CTEN ano CMEN VR (3.31) em que CMEN é o custo médio com este profissional apropriados pela j-esima subcategoria de vinho da i-ésima categoria de vinho; empresa no ano.; e VR como definidos anteriormente. - Degustação: CTEN ano é o custo total com esse item incorrido pela Assim como os demais materiais promocionais, a degustação é mais um apelo de marketing para divulgar o vinho no mercado e atrair consumidores. Esse custo é apropriado como: CTDE ano CMDE VR (3.32) em que CMDE é o custo médio com degustação apropriados pela j-esima subcategoria de vinho da i-ésima categoria de vinho; ano.; e VR como definidos anteriormente. - Feiras: CTDE ano é o custo total com esse item incorrido pela empresa no Como no caso do item anterior, as feiras regionais e nacionais têm, também, o propósito de popularizar a marca junto aos consumidores e aumentar as vendas do vinho ao longo do ano. Apropria-se tal custo como: CTFE ano CMFE VR (3.33) em que CMFE é o custo médio com feiras apropriados pela j-esima subcategoria de vinho da i- ésima categoria de vinho; e VR como definidos anteriormente. CTFE ano é o custo total com esse item incorrido pela empresa no ano.; 24

25 - Associações: Normalmente, a vinícola participa de uma ou mais associações, seja de classe, ou de caráter territorial cujas finalidades podem ser de reivindicação e posicionamento político no que tange as questões do setor vinícola, como também podem se prestar para ações mais econômicas, como compras conjunta de insumos e/ou administração de Indicações de Procedências (IPs). O custo com essas anuidades é rateado pelo volume produzido pela vinícola como segue: CTA ano CMA VR (3.34) em que CMA é o custo médio com associações apropriados pela j-esima subcategoria de vinho da i-ésima categoria de vinho; ano; e VR como definidos anteriormente. CTA ano é o custo total com as anuidades incorrido pela empresa no 44) Seguros: São gastos realizados pela vinícola para minimizar riscos de perdas em decorrência de incêndio, acidentes de trabalho, furtos e acidentes de trânsito, seguro de máquina, equipamentos e instalações. Esse custo pode ser apropriados como: CSEG ano CSEG VR (3.35) em que CSEG é o custo médio com seguro desagregado pela j-esima subcategoria de vinho da i- ésima categoria de vinho; CSEG ano é o custo total com esse item incorrido pela empresa no ano. 3.4 Metodologia de apuração dos custos médios de produção do vinho De posse das informações dos custos de produção das vinícolas entrevistadas, é possível calcular o custo médio de produção para a j-ésima subcategoria pertencente a i-ésima categoria de vinho. Isso é feito separando da amostra todas as vinícolas que produzem o vinho categoria i estratificado em subcategorias j. Então, o custo médio de produção do vinho da subcategoria j na categoria i, resulta da média aritmética dos custos de produção de todas as vinícolas que pertençam a este grupo. No entanto, se espera com base no conhecimento dos autores sobre como o setor é estruturado que a quantidade produzida do vinho varie muito de vinícola para vinícola. Dessa forma, o custo médio desse vinho é ponderado pela produção média de cada vinícola. Essa ponderação se faz necessária não porque se pressupõe que a escala reduza os custos, mas porque se pressupõe que a escala afeta os custos. imagine que se ingressasse em deseconomias de escala. a ponderação seria igualmente necessária. Isso ocorre porque os custos 25

26 fixos são diluídos mais rapidamente no processo de produção e, parte dos insumos variáveis tende a se tornar mais produtivo. Com isso, se chega aos custos médios de produção do grupo como especificado através da equação a seguir: CME 59 v CT 1 (3.36) em que CME é o custo médio do vinho ; ésima vinícola pertencentes ao grupo ; é o volume de produção do vinho tipo da v- CT é o custo de produção do vinho tipo da v-ésima vinícola pertencentes ao grupo ; n é o número de vinícolas que produz o vinho tipo. 3.5 Estimativa do faturamento do setor vinícola do Rio Grande do Sul Considerando que a amostra realizada seja representativa do setor, então, a partir das 59 entrevistas, pode-se estimar o faturamento do setor vinícola do Rio Grande do Sul, já que existem informações oficiais acerca do volume de produção em litros comercializado para os vinhos de mesa, fino e espumantes para a população 7 da vinícolas do Rio Grande do Sul 2004 até 2008, mas sem estratificação do produto por categorias e subcategorias. Como esse dado é relevante para o cálculo do faturamento do setor propõe-se calculá-lo a partir de informações obtidas na amostra. Assim, o faturamento do setor segue os passos abaixo descritos: i) O cálculo do preço médio do vinho nas 59 vinícolas pesquisada é resultante do faturamento amostral do vinho dividido pela quantidade amostral de vinho. Formalmente: A R P (3.38) A A onde, A P é a preço médio amostra do vinho ; R é a receita total com o vinho para cada uma A das vinícolas da amostra; A é a quantidade total amostral de vinho produzido por cada vinícola da amostra; O sobrescrito A indica dados amostrais e o subescrito o tipo de vinho. ii) Obtém-se o coeficiente de participação amostral de cada categoria i na subcategoria j da seguinte forma: 7 Ao todo essa população é composta por 660 empresas. 26

27 A i A A CP (3.39) onde, A CP é o coeficiente de participação em termos amostrais de cada categoria i na subcategoria j; A i é a quantidade produzida da categoria i na amostra. iii) Tendo a média de produção de vinhos de mesa e fino para cada uma das vinícolas da população (N) no período de 2004 a 2008, procede-se o somatório das mesmas, o qual pode ser obtido como segue: iii.1) Volume médio de vinho de mesa comercializado para a v-ézima vinícola: VM v 660 v1 VM t vt (3.40) onde: VM v é o volume médio de vinho de mesa comercializado pela vinícola v ao longo do período de 2004 a 2008; v representa cada uma das 660 vinícolas que compõe a população; t representa o numero de anos da série temporal compreendida entre 2004 a 2008; iii.2) Volume médio de vinho fino comercializado para a v-ézima vinícola: VF v 660 v1 VF t vt (3.41) onde, VFv é o volume médio de vinho fino comercializado pela vinícolav v ao longo do período de 2004 a 2008; iii.3) Volume geral de vinho de mesa comercializado: onde: VM VM (3.42) v VM é a soma das médias comercializadas de vinhos de mesa pelas v-ésimas vinícolas; iii.4) Volume geral de vinho fino comercializado: VF VF (3.43) v onde: CF é a soma das médias de vinhos finos comercializadas pelas v-ésimas vinícolas; 27

CONSOLIDAÇÃO E ANÁLISE DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO E DO FATURAMENTO DA VINICULTURA GAÚCHA 2009 (VERSÃO PRELIMINAR) Ibravin, UFSM, Sebrae/rs

CONSOLIDAÇÃO E ANÁLISE DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO E DO FATURAMENTO DA VINICULTURA GAÚCHA 2009 (VERSÃO PRELIMINAR) Ibravin, UFSM, Sebrae/rs CONSOLIDAÇÃO E ANÁLISE DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO E DO FATURAMENTO DA VINICULTURA GAÚCHA 2009 (VERSÃO PRELIMINAR) Ibravin, UFSM, Sebrae/rs OBJETIVOS Calcular os custos médios dos principais tipos de vinhos

Leia mais

Disciplina: Constituição de Novos Empreendimentos AULA 9

Disciplina: Constituição de Novos Empreendimentos AULA 9 Disciplina: Constituição de Novos Empreendimentos Disciplina: Constituição de Novos Empreendimentos AULA 9 AULA 9 Assunto: Plano Financeiro (V parte) Prof Ms Keilla Lopes Mestre em Administração pela UFBA

Leia mais

CONTABILIDADE DE CUSTOS. A necessidade da análise e do controle dos gastos empresariais acentua-se à medida que cresce a competição entre as empresas.

CONTABILIDADE DE CUSTOS. A necessidade da análise e do controle dos gastos empresariais acentua-se à medida que cresce a competição entre as empresas. CONTABILIDADE DE CUSTOS A necessidade da análise e do controle dos gastos empresariais acentua-se à medida que cresce a competição entre as empresas. A Contabilidade de Custos que atende essa necessidade

Leia mais

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU PRIAD ADMINISTRAÇÃO DE CUSTOS. Nome: RA: Turma: Assinatura:

UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU PRIAD ADMINISTRAÇÃO DE CUSTOS. Nome: RA: Turma: Assinatura: UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU PRIAD ADMINISTRAÇÃO DE CUSTOS Nome: RA: Turma: Assinatura: EXERCÍCIO 1 Classifique os itens abaixo em: Custos, Despesas ou Investimentos a) Compra de Matéria Prima b) Mão de

Leia mais

INSTRUÇÔES PARA PREENCHIMENTO

INSTRUÇÔES PARA PREENCHIMENTO INSTRUÇÔES PARA PREENCHIMENTO PROGRAMA GESTÃO DE PROPRIEDADES DE SUCESSO DE MA T O GROSSO Qual a finalidade da planilha? Hoje em dia, e no futuro cada vez mais, a realidade econômica irá exigir uma maior

Leia mais

ROTEIRO DO PLANO DE NEGÓCIOS. 1. Sumário Executivo. Objetivos Missão Fatores-Chave de Sucesso. 2. Sumário da Empresa. 2.1 Composição da Sociedade

ROTEIRO DO PLANO DE NEGÓCIOS. 1. Sumário Executivo. Objetivos Missão Fatores-Chave de Sucesso. 2. Sumário da Empresa. 2.1 Composição da Sociedade ROTEIRO DO PLANO DE NEGÓCIOS 1. Sumário Executivo Objetivos Missão Fatores-Chave de Sucesso 2. Sumário da Empresa 2.1 Composição da Sociedade Perfil Individual dos sócios, experiência, formação, responsabilidades

Leia mais

Engenharia de Produção Custos Industriais Fundamentação Conceitual de Custos Luizete Aparecida Fabbris

Engenharia de Produção Custos Industriais Fundamentação Conceitual de Custos Luizete Aparecida Fabbris Tema Fundamentação Conceitual de Custos Projeto Curso Disciplina Tema Professor Pós-graduação Engenharia de Produção Custos Industriais Fundamentação Conceitual de Custos Luizete Aparecida Fabbris Introdução

Leia mais

Unidade III GESTÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS E LOGÍSTICOS

Unidade III GESTÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS E LOGÍSTICOS GESTÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS E LOGÍSTICOS Unidade III 3 CUSTOS DOS ESTOQUES A formação de estoques é essencial para atender à demanda; como não temos como prever com precisão a necessidade, a formação

Leia mais

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.418/12 -MODELO CONTÁBIL SIMPLIFICADO PARA MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE ITG 1000

RESOLUÇÃO CFC Nº 1.418/12 -MODELO CONTÁBIL SIMPLIFICADO PARA MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE ITG 1000 RESOLUÇÃO CFC Nº 1.418/12 -MODELO CONTÁBIL SIMPLIFICADO PARA MICROEMPRESAS E EMPRESAS DE PEQUENO PORTE ALCANCE 1.... estabelece critérios e procedimentos específicos a serem observados pelas entidades

Leia mais

ÍNDICE. Estruturação e Organização da Matéria Prima...

ÍNDICE. Estruturação e Organização da Matéria Prima... ÍNDICE Apuração de Custos Estruturação e Organização I - Custos de Produção Custos Diretos Estruturação para a Apuração de Custo Matérias Primas, Produtos Químicos... Estruturação e Organização da Matéria

Leia mais

Esquema Básico da Contabilidade de Custos

Esquema Básico da Contabilidade de Custos Tema Esquema Básico da Contabilidade De Custos Projeto Curso Disciplina Tema Professor Engenharia de Produção Custos Industriais Esquema Básico da Contabilidade de Custos Luizete Aparecida Fabbris Kenedy

Leia mais

Análise e Avaliação Financeira de Investimentos

Análise e Avaliação Financeira de Investimentos 1 Análise e Avaliação Financeira de Investimentos O objetivo desse tópico é apresentar uma das metodologias de análise e avaliação financeira de investimentos. A análise de investimentos depende do ramo

Leia mais

P á g i n a 3 INTRODUÇÃO

P á g i n a 3 INTRODUÇÃO P á g i n a 3 INTRODUÇÃO A Administração de Materiais compreende as decisões e o controle sobre o planejamento, programação, compra, armazenamento e distribuição dos materiais indispensáveis à produção

Leia mais

CONCEITOS BÁSICOS DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

CONCEITOS BÁSICOS DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA January, 99 1 CONCEITOS BÁSICOS DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Paulo César Leite de Carvalho 1. INTRODUÇÃO A administração financeira está estritamente ligada à Economia e Contabilidade, e pode ser vista

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS 1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS Instituto de Ciências Econômicas e Gerencias Curso de Ciências Contábeis Controladoria em Agronegócios ANÁLISE COMPARATIVA DO CUSTEIO POR ABSORÇÃO E DO

Leia mais

DELIBERAÇÃO CVM Nº 728, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014

DELIBERAÇÃO CVM Nº 728, DE 27 DE NOVEMBRO DE 2014 Aprova o Documento de Revisão de Pronunciamentos Técnicos nº 06 referente aos Pronunciamentos CPC 04, CPC 05, CPC 10, CPC 15, CPC 22, CPC 25, CPC 26, CPC 27, CPC 28, CPC 33, CPC 38, CPC 39 e CPC 46 emitidos

Leia mais

COMO PREPARAR A EMPRESA PARA A IMPLANTAÇÃO DO ORÇAMENTO PARTE II

COMO PREPARAR A EMPRESA PARA A IMPLANTAÇÃO DO ORÇAMENTO PARTE II COMO PREPARAR A EMPRESA PARA A Como estruturar o orçamento? A importância dos centros de custos. O plano de contas orçamentário. Qual a função da árvore de produtos? Autores: Carlos Alexandre Sá(carlosalex@openlink.com.br)

Leia mais

O custeio ABC e sua utilização para estudar o preço de venda de produtos em uma empresa alimentícia e outra de bem durável na cidade de Uberlândia

O custeio ABC e sua utilização para estudar o preço de venda de produtos em uma empresa alimentícia e outra de bem durável na cidade de Uberlândia O custeio ABC e sua utilização para estudar o preço de venda de produtos em uma empresa alimentícia e outra de bem durável na cidade de Uberlândia Elaine Gomes Assis (UNIMINAS) elainega@uniminas.br Luciane

Leia mais

Taxa de Aplicação de CIP (Custos Indiretos de Produção)

Taxa de Aplicação de CIP (Custos Indiretos de Produção) Projeto Curso Disciplina Tema Professor Pós-graduação MBA em Engenharia de Produção Custos Industriais Aplicação de Custos Diretos e Indiretos Luizete Fabris Introdução tema. Assista à videoaula do professor

Leia mais

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: QUANTO SOBRA PARA SUA EMPRESA?

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: QUANTO SOBRA PARA SUA EMPRESA? MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO: QUANTO SOBRA PARA SUA EMPRESA? Que nome estranho! O que é isso? Essa expressão, Margem de Contribuição, pode soar estranha aos ouvidos, mas entender o que significa ajudará muito

Leia mais

Palavras-chaves: : capital de giro, plano de negócio, viabilidade econômica e financeira

Palavras-chaves: : capital de giro, plano de negócio, viabilidade econômica e financeira AVALIAÇÃO DA VIABILIDADE ECONÔMICA E FINANCEIRA DO REDIMENSIONAMENTO DO INVESTIMENTO EM CAPITAL DE GIRO DE UM PLANO DE NEGÓCIOS DE PROCESSAMENTO DA MACAXEIRA Pedro Felizardo Adeodato de Paula Pessoa (Embrapa)

Leia mais

TEORIA DA FIRMA E CUSTOS INDUSTRIAIS

TEORIA DA FIRMA E CUSTOS INDUSTRIAIS TEORIA DA FIRMA E CUSTOS INDUSTRIAIS Bruno Aguilar da Cunha 1, Diego Alamino de Oliveira 2 1,2 FATEC SOROCABA - Faculdade de Tecnologia de Sorocaba José Crespo Gonzales 1 bruno.cunha2@fatec.sp.gov.br,

Leia mais

REFERENCIAL TÉCNICO. Insumos Uso Apropriado na Produção Orgânica

REFERENCIAL TÉCNICO. Insumos Uso Apropriado na Produção Orgânica na produção orgânica Aprovação: C. Página: 1/10 REFERENCIAL TÉCNICO Insumos Uso Apropriado na Produção Orgânica Este documento é de propriedade da ECOCERT. Toda reprodução integral ou parcial feita sem

Leia mais

PLANEJAMENTO DE DESPESAS- CUSTOS INDIRETOS DE PRODUÇÃO,DESPESAS DE VENDAS E ADMINISTRATIVAS VALDIANA SILVEIRA RAFAEL MESQUITA

PLANEJAMENTO DE DESPESAS- CUSTOS INDIRETOS DE PRODUÇÃO,DESPESAS DE VENDAS E ADMINISTRATIVAS VALDIANA SILVEIRA RAFAEL MESQUITA PLANEJAMENTO DE DESPESAS- CUSTOS INDIRETOS DE PRODUÇÃO,DESPESAS DE VENDAS E ADMINISTRATIVAS VALDIANA SILVEIRA RAFAEL MESQUITA PLANEJAMENTO E DESPESAS O controle de custos deve estar associado a programas

Leia mais

CLASSIFICAÇÕES CONTÁBEIS DE CUSTOS

CLASSIFICAÇÕES CONTÁBEIS DE CUSTOS CLASSIFICAÇÕES CONTÁBEIS DE CUSTOS Bruni & Fama (2007), explicam que a depender do interesse e da metodologia empregada, diferentes são as classificações empregadas na contabilidade de custos. Os sistemas,

Leia mais

Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada IMPA-OS

Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada IMPA-OS Associação Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada IMPA-OS Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de 2003 e Parecer dos Auditores Independentes Parecer dos Auditores Independentes 29 de janeiro

Leia mais

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL

ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL ELABORAÇÃO DE UM ORÇAMENTO DE CAPITAL 1. Introdução Uma empresa é administrada para satisfazer os interesses e objetivos de seus proprietários. Em particular, a organização de atividades econômicas em

Leia mais

PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS 1. O CENÁRIO DO SETOR AGROPECUÁRIO BRASILEIRO

PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS 1. O CENÁRIO DO SETOR AGROPECUÁRIO BRASILEIRO PLANEJAMENTO E ESTRATÉGIAS 1. O CENÁRIO DO SETOR AGROPECUÁRIO BRASILEIRO A economia brasileira tem passado por rápidas transformações nos últimos anos. Neste contexto ganham espaço novas concepções, ações

Leia mais

Passo a Passo do Cadastro Produtos no SIGLA Digital

Passo a Passo do Cadastro Produtos no SIGLA Digital Página 1 de 15 Passo a Passo do Cadastro Produtos no SIGLA Digital O cadastro de produtos permite organizar as informações relativas a produtos e serviços, como grupo, marca, peso, unidades e outros, que

Leia mais

DICAS PARA EXAME DE SUFICIÊNCIA CUSTOS

DICAS PARA EXAME DE SUFICIÊNCIA CUSTOS 1 DICAS PARA EXAME DE SUFICIÊNCIA CUSTOS CUSTODIO ROCHA Você bem preparado para o futuro da 2profissão. 1 OBJETIVOS Identificação do Conteúdo de Custos Aplicado nas Provas de Suficiência Breve Revisão

Leia mais

Administração Financeira e Orçamento Empresarial UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAS APLICADAS FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Administração Financeira e Orçamento Empresarial UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAS APLICADAS FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAS APLICADAS FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS PROF: HEBER LAVOR MOREIRA GISELE KARINA NASCIMENTO MESQUITA MARIA SANTANA AMARAL Flor de Lis MATERIAL

Leia mais

7. Viabilidade Financeira de um Negócio

7. Viabilidade Financeira de um Negócio 7. Viabilidade Financeira de um Negócio Conteúdo 1. Viabilidade de um Negócios 2. Viabilidade Financeira de um Negócio: Pesquisa Inicial 3. Plano de Viabilidade Financeira de um Negócio Bibliografia Obrigatória

Leia mais

Administrando o Fluxo de Caixa

Administrando o Fluxo de Caixa Administrando o Fluxo de Caixa O contexto econômico do momento interfere no cotidiano das empresas, independente do seu tamanho mercadológico e, principalmente nas questões que afetam diretamente o Fluxo

Leia mais

SOLUÇÃO EXERCÍCIO CASO HIGIENEX

SOLUÇÃO EXERCÍCIO CASO HIGIENEX UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

ALEXANDRE WILLIAM BARBOSA DUARTE

ALEXANDRE WILLIAM BARBOSA DUARTE SURVEY Método de pesquisa amplamente utilizado em pesquisas de opinião pública, de mercado e, atualmente, em pesquisas sociais que, objetivamente, visam descrever, explicar e/ou explorar características

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIO. Roteiro Financeiro. Prof. Fábio Fusco

PLANO DE NEGÓCIO. Roteiro Financeiro. Prof. Fábio Fusco PLANO DE NEGÓCIO Roteiro Financeiro Prof. Fábio Fusco ANÁLISE FINANCEIRA INVESTIMENTO INICIAL O investimento inicial expressa o montante de capital necessário para que a empresa possa ser criada e comece

Leia mais

CHAMADA PÚBLICA PARA CREDENCIAMENTO NO SISTEMA EMBRAPII

CHAMADA PÚBLICA PARA CREDENCIAMENTO NO SISTEMA EMBRAPII CHAMADA PÚBLICA PARA CREDENCIAMENTO NO SISTEMA EMBRAPII A Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial EMBRAPII torna público o processo de seleção para credenciamento de Unidades EMBRAPII (UE)

Leia mais

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Registro de Inventário, Saldos em Processo

Parecer Consultoria Tributária de Segmentos Registro de Inventário, Saldos em Processo Registro de Inventário, Saldos em Processo 23/12/2014 Sumário Título do documento 1. Questão... 3 2. Normas apresentadas pelo cliente... 3 3. Análise da Consultoria... 4 3.1 Livro Registro de Inventário...

Leia mais

MODELAGEM E SIMULAÇÃO

MODELAGEM E SIMULAÇÃO MODELAGEM E SIMULAÇÃO Professor: Dr. Edwin B. Mitacc Meza edwin@engenharia-puro.com.br www.engenharia-puro.com.br/edwin Como Funciona a Simulação Introdução Assim como qualquer programa de computador,

Leia mais

ABERTURA DAS CONTAS DA PLANILHA DE RECLASSIFICAÇÃO DIGITAR TODOS OS VALORES POSITIVOS.

ABERTURA DAS CONTAS DA PLANILHA DE RECLASSIFICAÇÃO DIGITAR TODOS OS VALORES POSITIVOS. ABERTURA DAS CONTAS DA PLANILHA DE RECLASSIFICAÇÃO DIGITAR TODOS OS VALORES POSITIVOS. I. BALANÇO ATIVO 111 Clientes: duplicatas a receber provenientes das vendas a prazo da empresa no curso de suas operações

Leia mais

NOVAS ESTIMATIVAS DO MODELO DE GERAÇÃO DE EMPREGOS DO BNDES* Sheila Najberg** Roberto de Oliveira Pereira*** 1- Introdução

NOVAS ESTIMATIVAS DO MODELO DE GERAÇÃO DE EMPREGOS DO BNDES* Sheila Najberg** Roberto de Oliveira Pereira*** 1- Introdução NOVAS ESTIMATIVAS DO MODELO DE GERAÇÃO DE EMPREGOS DO BNDES* Sheila Najberg** Roberto de Oliveira Pereira*** 1- Introdução O Modelo de Geração de Empregos do BNDES 1 (MGE) estima o número de postos de

Leia mais

Profa. Marinalva Barboza. Unidade IV RECURSOS MATERIAIS E

Profa. Marinalva Barboza. Unidade IV RECURSOS MATERIAIS E Profa. Marinalva Barboza Unidade IV RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS Custos dos estoques Para manter estoque, é necessário: quantificar; identificar. Quanto custa manter estoque? Quais os custos envolvidos

Leia mais

ESTUDO DE CASO HIGIENEX SRL (Solução Parcial)

ESTUDO DE CASO HIGIENEX SRL (Solução Parcial) UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16. Estoques. Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 2 (IASB)

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16. Estoques. Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 2 (IASB) COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16 Estoques Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 2 (IASB) Índice Item OBJETIVO 1 ALCANCE 2 5 DEFINIÇÕES 6 8 MENSURAÇÃO

Leia mais

MICROECONOMIA MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO DAS AULAS, REFERENTE À 2 A. AVALIAÇÃO.

MICROECONOMIA MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO DAS AULAS, REFERENTE À 2 A. AVALIAÇÃO. MICROECONOMIA 4 o. ANO DE ADMINISTRAÇÃO MATERIAL DE ACOMPANHAMENTO DAS AULAS, REFERENTE À 2 A. AVALIAÇÃO. PROFESSOR FIGUEIREDO SÃO PAULO 2007 2 TEORIA DA PRODUÇÃO Função de Produção: é a relação que indica

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16(R1) Estoques

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16(R1) Estoques COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 16(R1) Estoques Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 2 (IASB) Índice Item OBJETIVO 1 ALCANCE 2 5 DEFINIÇÕES 6 8 MENSURAÇÃO

Leia mais

ORÇAMENTO ESTÁTICO x ORÇAMENTO FLEXÍVEL ORÇAMENTO

ORÇAMENTO ESTÁTICO x ORÇAMENTO FLEXÍVEL ORÇAMENTO ORÇAMENTO ESTÁTICO x ORÇAMENTO FLEXÍVEL ORÇAMENTO É a etapa do processo do planejamento estratégico em que se estima (projeta) e determina a melhor relação entre resultados e despesas para atender às necessidades

Leia mais

Aspectos Fundamentais da Gestão de Estoques na Cadeia de Suprimentos

Aspectos Fundamentais da Gestão de Estoques na Cadeia de Suprimentos Aspectos Fundamentais da Gestão de Estoques na Cadeia de Suprimentos Peter Wanke Introdução Este texto é o primeiro de dois artigos dedicados à análise da gestão de estoques, a partir de uma perspectiva

Leia mais

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com

Notas Explicativas. Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com CONSELHO REGIONAL DE CONTABILIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Home page: www.crc.org.br - E-mail: cursos@crcrj.org.br Notas Explicativas Armando Madureira Borely armando.borely@globo.com (Rio de Janeiro)

Leia mais

CRITÉRIOS / Indicadores

CRITÉRIOS / Indicadores CRITÉRIOS / Indicadores A lista de conceitos desta MELHORES E MAIORES Os valores usados nesta edição são expressos em reais de dezembro de 2014. A conversão para dólares foi feita, excepcionalmente, com

Leia mais

Custeio Variável e Margem de Contribuição

Custeio Variável e Margem de Contribuição Tema Custeio Variável e Margem de Contribuição Projeto Curso Disciplina Tema Professora Pós-graduação MBA em Engenharia da Produção Custos Industriais Custeio Variável e Margem de Contribuição Luizete

Leia mais

Ser referência de excelência nas soluções de consultoria e desenvolvimento de sistemas de informação, superando as expectativas dos clientes.

Ser referência de excelência nas soluções de consultoria e desenvolvimento de sistemas de informação, superando as expectativas dos clientes. DOMPER CONSULTORIA E SISTEMAS LTDA Rua Dr. Flores, 273 Sala 30-1 andar Ed. Frozzi CEP: 95.200-000 - Vacaria RS Fone (54) 3232-6119 / (54) 3232-8484 / (54) 3232-1471 CNPJ: 08.020.035/0001-02 IE: 154/0101158

Leia mais

GESTÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS E LOGÍSTICOS

GESTÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS E LOGÍSTICOS Unidade III GESTÃO DE RECURSOS PATRIMONIAIS E LOGÍSTICOS Prof. Fernando Leonel Conteúdo da aula de hoje 1. Custos dos estoques 2. Custos diretamente proporcionais 3. Custos inversamente proporcionais 4.

Leia mais

Focaliza o aspecto econômico e de formação de preços dos serviços de transporte.

Focaliza o aspecto econômico e de formação de preços dos serviços de transporte. GERENCIAMENTO DO TRANSPORTE Focaliza o aspecto econômico e de formação de preços dos serviços de transporte. Trade-off CUSTO x NÍVEL DE SERVIÇO FORMAÇÃO DO PREÇO FINAL Para elaboração de uma estratégia

Leia mais

INFORME AGROECONÔMICO ESTIMATIVA DOS CUSTOS DE RECEPÇÃO, LIMPEZA E SECAGEM DA SOJA E DO MILHO SAFRA 2012/13

INFORME AGROECONÔMICO ESTIMATIVA DOS CUSTOS DE RECEPÇÃO, LIMPEZA E SECAGEM DA SOJA E DO MILHO SAFRA 2012/13 INFORME AGROECONÔMICO Nº: 429/12 Data: 26/11/12 ESTIMATIVA DOS CUSTOS DE RECEPÇÃO, LIMPEZA E SECAGEM DA SOJA E DO MILHO SAFRA 2012/13 ESTIMATIVA DOS CUSTOS DE RECEPÇÃO, SECAGEM E LIMPEZA DE SOJA E MILHO

Leia mais

RELATÓRIO SOBRE INDICADORES DE RESULTADOS - ORIENTAÇÕES PARA PEQUENOS AGRICULTORES

RELATÓRIO SOBRE INDICADORES DE RESULTADOS - ORIENTAÇÕES PARA PEQUENOS AGRICULTORES RELATÓRIO SOBRE INDICADORES DE RESULTADOS - ORIENTAÇÕES PARA PEQUENOS AGRICULTORES APLICÁVEL A PARTIR DA COLHEITA DE 2014 Visão Geral Este documento explica como usar os modelos fornecidos pela BCI, para

Leia mais

ROTEIRO SOBRE NOTAS DE IMPORTAÇÃO CONTROLLER

ROTEIRO SOBRE NOTAS DE IMPORTAÇÃO CONTROLLER Inicialmente, o mais importante O objetivo deste material é apresentar como deve-se proceder em todas as fases, o cadastramento de uma Nota de Importação no Controller. Este material abordará os tópicos

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Nas questões de 31 a 60, marque, para cada uma, a única opção correta, de acordo com o respectivo comando. Para as devidas marcações, use a folha de respostas, único documento válido para a correção das

Leia mais

Análise dos custos envolvidos na implantação de uma empresa vinícola no Estado do Rio Grande do Sul.

Análise dos custos envolvidos na implantação de uma empresa vinícola no Estado do Rio Grande do Sul. 22 Análise dos custos envolvidos na implantação de uma empresa Recebimento dos originais: 19/11/2008 Aceitação para publicação: 19/05/2009 Leandro Gargioni Especialista em Gestão Estratégica de Custos

Leia mais

FLUXO DE CAIXA. Dinâmica: O que faço de diferente ou estranho. (Objetivo: Conhecer um pouco cada participante)

FLUXO DE CAIXA. Dinâmica: O que faço de diferente ou estranho. (Objetivo: Conhecer um pouco cada participante) FLUXO DE CAIXA Dinâmica: O que faço de diferente ou estranho. (Objetivo: Conhecer um pouco cada participante) Brainstorming: Chuva de ideias ou Toró de parpite: O QUE É FLUXO DE CAIXA? (Objetivo: Saber

Leia mais

O Plano Financeiro no Plano de Negócios Fabiano Marques

O Plano Financeiro no Plano de Negócios Fabiano Marques O Plano Financeiro no Plano de Negócios Fabiano Marques Seguindo a estrutura proposta em Dornelas (2005), apresentada a seguir, podemos montar um plano de negócios de forma eficaz. É importante frisar

Leia mais

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS ANEXO 1 MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Este documento serve como base orientadora para a apresentação de propostas de Arranjos Produtivos Locais para enquadramento no

Leia mais

5 Plano Financeiro. Investimento total. investimentos fixos; capital de giro; investimentos pré-operacionais. 5.1 Estimativa dos investimentos fixos

5 Plano Financeiro. Investimento total. investimentos fixos; capital de giro; investimentos pré-operacionais. 5.1 Estimativa dos investimentos fixos 5 Plano Financeiro Investimento total Nessa etapa, você irá determinar o total de recursos a ser investido para que a empresa comece a funcionar. O investimento total é formado pelos: investimentos fixos;

Leia mais

Gestão de custos um fator de sobrevivência para as empresas

Gestão de custos um fator de sobrevivência para as empresas Gestão de custos um fator de sobrevivência para as empresas Paula Michelle Purcidonio (UTFPR) ppurcidonio@ig.com.br Kazuo Hatakeyama (UTFPR) hatakeyama@pg.cefetpr.br Resumo Com a atual competitividade

Leia mais

Plataforma da Informação. Finanças

Plataforma da Informação. Finanças Plataforma da Informação Finanças O que é gestão financeira? A área financeira trata dos assuntos relacionados à administração das finanças das organizações. As finanças correspondem ao conjunto de recursos

Leia mais

Unidade II Orçamento Empresarial. Profª Msc Mary Wanyza Disciplina : Orçamento

Unidade II Orçamento Empresarial. Profª Msc Mary Wanyza Disciplina : Orçamento Unidade II Orçamento Empresarial Profª Msc Mary Wanyza Disciplina : Orçamento Referências Bibliográficas Fundamentos de Orçamento Empresarial Coleção resumos de contabilidade Vol. 24 Ed. 2008 Autores:

Leia mais

Custos para Tomada de Decisões. Terminologia e Conceitos: comportamento dos custos, ponto de equilíbrio e margem de contribuição

Custos para Tomada de Decisões. Terminologia e Conceitos: comportamento dos custos, ponto de equilíbrio e margem de contribuição Custos para Tomada de Decisões Terminologia e Conceitos: comportamento dos custos, ponto de equilíbrio e margem de contribuição Exemplo Planilha de Custos Quantidade Vendida 10.000 12.000 Item de Custo

Leia mais

GESTÃO DA PROPRIEDADE COMO EMPRESA RURAL E VIABILIDADE REAL DAS ATIVIDADES AGRÍCOLAS CASO PROPRIEDADE MONTE BELO (PEROBAL - PR)

GESTÃO DA PROPRIEDADE COMO EMPRESA RURAL E VIABILIDADE REAL DAS ATIVIDADES AGRÍCOLAS CASO PROPRIEDADE MONTE BELO (PEROBAL - PR) ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 GESTÃO DA PROPRIEDADE COMO EMPRESA RURAL E VIABILIDADE REAL DAS ATIVIDADES AGRÍCOLAS CASO PROPRIEDADE

Leia mais

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 19 (R1) Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture)

COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 19 (R1) Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS PRONUNCIAMENTO TÉCNICO CPC 19 (R1) Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture) Correlação às Normas Internacionais de Contabilidade IAS 31

Leia mais

ANHANGUERA EDUCACIONAL ANHANGUERA - PÓS-GRADUAÇÃO

ANHANGUERA EDUCACIONAL ANHANGUERA - PÓS-GRADUAÇÃO ANHANGUERA EDUCACIONAL ANHANGUERA - PÓS-GRADUAÇÃO ANHANGUERA EDUCACIONAL 5 Aula Disciplina : GESTÃO FINANCEIRA Prof.: Carlos Nogueira Agenda 19h00-20h15: Matemática Financeira 20h15-20h30: Métodos de Avaliação

Leia mais

O Método de Custeio por Absorção e o Método de Custeio Variável

O Método de Custeio por Absorção e o Método de Custeio Variável O Método de Custeio por Absorção e o Método de Custeio Variável por Carlos Alexandre Sá Existem três métodos de apuração dos Custos das Vendas 1 : o método de custeio por absorção, o método de custeio

Leia mais

Universidade Federal do Pará Centro Sócio-Econômico. Análise Gerencial de Custos. Doceria da Vovó

Universidade Federal do Pará Centro Sócio-Econômico. Análise Gerencial de Custos. Doceria da Vovó Universidade Federal do Pará Centro Sócio-Econômico Análise Gerencial de Custos Doceria da Vovó Belém - PA 2003 Universidade Federal do Pará Centro Sócio-Econômico Curso: Ciências Contábeis Disciplina:

Leia mais

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE RESOLUÇÃO CFC N.º 1.418/12 Aprova a ITG 1000 Modelo Contábil para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e regimentais e com

Leia mais

GESTÃO DE CUSTOS E CONTROLES

GESTÃO DE CUSTOS E CONTROLES GESTÃO DE CUSTOS E CONTROLES No fascículo anterior tratamos da importância de desenvolver e treinar os profissionais que trabalham no consultório médico e o quanto são importantes para que a empresa seja

Leia mais

CUSTO FIXO, LUCRO E MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO. Atividades Práticas

CUSTO FIXO, LUCRO E MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO. Atividades Práticas CUSTO FIXO, LUCRO E MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO 1 Assinalar Falso (F) ou Verdadeiro (V): Atividades Práticas ( ) Os custos fixos são totalmente dependentes dos produtos e volumes de produção executados no período.

Leia mais

FACULDADE SAGRADA FAMÍLIA

FACULDADE SAGRADA FAMÍLIA FACULDADE SAGRADA FAMÍLIA CURSO: BACHARELADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS ANOTAÇÕES DE AULA: PARTE I DISCIPLINA: CONTABILIDADE E ANÁLISE DE CUSTOS II 5º PERIODO- 2014_2 PROF. JOCIMAR D. PRADO, MS E MAIL: JECONTPRADO@GMAIL.COM

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO SIMONSEN PLANO DE NEGÓCIO

PÓS-GRADUAÇÃO SIMONSEN PLANO DE NEGÓCIO PÓS-GRADUAÇÃO SIMONSEN PLANO DE NEGÓCIO RESUMO DO EMPREENDIMENTO 01 EMPREENDIMENTO 02 NEGÓCIO E MERCADO: DESCRIÇÃO 2.1 ANÁLISE MERCADOLÓGICA 2.2 MISSÃO DA EMPRESA 03 CONCORRÊNCIA 04 FORNECEDORES 05 PLANO

Leia mais

Fluxo de caixa: organize e mantenha as contas no azul

Fluxo de caixa: organize e mantenha as contas no azul Fluxo de caixa: organize e mantenha as contas no azul O segredo do sucesso da sua empresa é conhecer e entender o que entra e o que sai do caixa durante um dia, um mês ou um ano. 1 Fluxo de caixa: organize

Leia mais

ANEXO VIII MODELO PARA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS

ANEXO VIII MODELO PARA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS ANEXO VIII MODELO PARA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS Este Anexo tem por objetivo orientar a elaboração do Plano de Negócios, que compõe a proposta comercial da proponente. O documento deve corresponder

Leia mais

QUANTO CUSTA MANTER UM ESTOQUE

QUANTO CUSTA MANTER UM ESTOQUE QUANTO CUSTA MANTER UM ESTOQUE! Qual o valor de um estoque?! Quanto de material vale a pena manter em estoque?! Como computar o valor da obsolescência no valor do estoque?! Qual o custo de um pedido?!

Leia mais

CURSO de CIÊNCIAS CONTÁBEIS - Gabarito

CURSO de CIÊNCIAS CONTÁBEIS - Gabarito UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE TRANSFERÊNCIA 2 o semestre letivo de 2006 e 1 o semestre letivo de 2007 CURSO de CIÊNCIAS CONTÁBEIS - Gabarito INSTRUÇÕES AO CANDIDATO Verifique se este caderno contém:

Leia mais

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária

NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária NBC TSP 10 - Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária Alcance 1. Uma entidade que prepara e apresenta Demonstrações Contábeis sob o regime de competência deve aplicar esta Norma

Leia mais

Importância dos Fluxos de Caixa na Avaliação Econômica

Importância dos Fluxos de Caixa na Avaliação Econômica Importância dos Fluxos de Caixa na Avaliação Econômica O fluxo de caixa resume as entradas e as saídas efetivas de dinheiro ao longo do horizonte de planejamento do projeto, permitindo conhecer sua rentabilidade

Leia mais

S i a g r i Sistemas de Gestão Evidence Assessoria & Treinamentos CGF - Custo Gerencial com Financeiro

S i a g r i Sistemas de Gestão Evidence Assessoria & Treinamentos CGF - Custo Gerencial com Financeiro 3. Custo Gerencial com Financeiro O que é, Como Funciona e como Implementar? 3.1. O que é e como funciona? Conceito: É o custo calculado pelo método de avaliação das mercadorias em estoque (saldo pertencente

Leia mais

AVALIAÇÃO DE EMPRESAS

AVALIAÇÃO DE EMPRESAS 1 2 sem/11 AVALIAÇÃO DE EMPRESAS Prof. Alcides T. Lanzana 2 AVALIAÇÃO DE EMPRESAS Introdução Valuation Métodos de atribuição de valor à empresa 3 USOS DO VALUATION Compra e Venda Fusões e Incorporações

Leia mais

MANUAL DO USUÁRIO Gerente de projeto

MANUAL DO USUÁRIO Gerente de projeto MANUAL DO USUÁRIO Gerente de projeto Conteúdos 1. O gerente de projeto... 3 2. Painel de início... 4 3. Parâmetros gerais do projeto... 5 4. Designar usuários a projetos e tarefas... 6 5. Orçamento...

Leia mais

FLUXO DE CAIXA INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO E CONTROLE FINANCEIRO

FLUXO DE CAIXA INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO E CONTROLE FINANCEIRO FLUXO DE CAIXA INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO E CONTROLE FINANCEIRO Lúcia de Fátima de Lima Lisboa RESUMO O presente artigo apresenta o fluxo de caixa como uma ferramenta indispensável para a gestão financeira

Leia mais

1,20 Fungicidas Transporte Interno 0,80 Colheita Mecanizada 1,20 Subtotal Mão de Obra Limpeza de máq. e

1,20 Fungicidas Transporte Interno 0,80 Colheita Mecanizada 1,20 Subtotal Mão de Obra Limpeza de máq. e CUSTOS DE PRODUÇÃO O objetivo é dar suporte para o uso dos coeficientes técnicos e outros subsídios necessários para o cálculo do custo e para a análise financeira da produção de sementes. Os custos podem

Leia mais

Demonstrações Contábeis

Demonstrações Contábeis Demonstrações Contábeis 12.1. Introdução O artigo 176 da Lei nº 6.404/1976 estabelece que, ao fim de cada exercício social, a diretoria da empresa deve elaborar, com base na escrituração mercantil, as

Leia mais

ANÁLISE DOS CUSTOS DE COMERCIALIZAÇÃO

ANÁLISE DOS CUSTOS DE COMERCIALIZAÇÃO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

Circular. Técnica. GestFrut_Pêssego: Sistema para Avaliações Econômico-financeiras da Produção de Pêssego. Apresentação Geral do Sistema.

Circular. Técnica. GestFrut_Pêssego: Sistema para Avaliações Econômico-financeiras da Produção de Pêssego. Apresentação Geral do Sistema. ISSN 1808-6810 104 Circular Técnica Bento Gonçalves, RS Novembro, 2014 Autores Joelsio José Lazzarotto Med. Vet., Dr., Pesquisador, Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves, RS, joelsio.lazzarotto@embrapa.br

Leia mais

INSTRUMENTO DE APOIO GERENCIAL

INSTRUMENTO DE APOIO GERENCIAL INSTRUMENTO DE APOIO GERENCIAL 0405 05 IDENTIFICAÇÃO: Título: ORÇAMENTO EMPRESARIAL Atributo: ADMINISTRAÇÃO EFICIENTE Processo: PLANEJAMENTO E CONTROLE ORÇAMENTÁRIO O QUE É : É um instrumento de planejamento

Leia mais

ESTUDOS DE CAPITAL DE GIRO

ESTUDOS DE CAPITAL DE GIRO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS - UNICAMP INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS - IFCH DEPARTAMENTO DE ECONOMIA E PLANEJAMENTO ECONÔMICO - DEPE CENTRO TÉCNICO ECONÔMICO DE ASSESSORIA EMPRESARIAL

Leia mais

A Análise dos Custos Logísticos: Fatores complementares na composição dos custos de uma empresa

A Análise dos Custos Logísticos: Fatores complementares na composição dos custos de uma empresa Instituto de Educação Tecnológica Pós-graduação Engenharia de Custos e Orçamentos Turma 01 10 de outubro de 2012 A Análise dos Custos Logísticos: Fatores complementares na composição dos custos de uma

Leia mais

Agilizando o processo de compras para aumentar a eficiência e comprar melhor

Agilizando o processo de compras para aumentar a eficiência e comprar melhor Agilizando o processo de compras para aumentar a eficiência e comprar melhor Toda empresa privada deseja gerar lucro e para que chegue com sucesso ao final do mês ela precisa vender, sejam seus serviços

Leia mais

GESTÃO DE ESTOQUES SISTEMA DE GESTÃO DE ESTOQUE

GESTÃO DE ESTOQUES SISTEMA DE GESTÃO DE ESTOQUE GESTÃO DE ESTOQUES SISTEMA DE GESTÃO DE ESTOQUE Gestão Pública - 1º Ano Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais Prof. Rafael Roesler Aula 5 Sumário Classificação ABC Previsão de estoque Custos

Leia mais

COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº 1.404, DE 2004

COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº 1.404, DE 2004 COMISSÃO DIRETORA PARECER Nº 1.404, DE 2004 Redação final do Projeto de Lei da Câmara nº 89, de 2000 (nº 3.512, de 1997, na Casa de origem). A Comissão Diretora apresenta a redação final do Projeto de

Leia mais

daniel.falcao@agexconsult.com.br Discutir a aplicação das ferramentas contábeisfinanceiras no dia-a-dia das empresas do mercado imobiliário.

daniel.falcao@agexconsult.com.br Discutir a aplicação das ferramentas contábeisfinanceiras no dia-a-dia das empresas do mercado imobiliário. Viabilidade do Negócio Imobiliário Uma Gestão Consciente Prof. Daniel F. Falcão daniel.falcao@agexconsult.com.br Objetivo Central Discutir a aplicação das ferramentas contábeisfinanceiras no dia-a-dia

Leia mais

IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE CUSTEIO EM UM LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE SOLOS DO OESTE DE MINAS GERAIS

IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE CUSTEIO EM UM LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE SOLOS DO OESTE DE MINAS GERAIS IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE CUSTEIO EM UM LABORATÓRIO DE ANÁLISE DE SOLOS DO OESTE DE MINAS GERAIS RESUMO Giselle ALVES; Érik DOMINIK * CEFET Bambuí; CEFET Bambuí O objetivo deste estudo é a análise da

Leia mais

2. Acerca do conteúdo das Demonstrações Contábeis, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA.

2. Acerca do conteúdo das Demonstrações Contábeis, julgue os itens abaixo e, em seguida, assinale a opção CORRETA. 1. Considerando os conceitos de passivos e provisões, julgue os itens abaixo como Verdadeiros (V) ou Falsos (F) e, em seguida, assinale a opção CORRETA. I. Provisões são passivos com prazo ou valor incertos.

Leia mais