Seminário Redes do Conhecimento e Conhecimento em Rede

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1 MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL Gabinete do Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional Intervenção do Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional Seminário Redes do Conhecimento e Conhecimento em Rede Programa Operacional de Cooperação do Espaço Sudoeste Europeu 13 de Maio de 2008, Centro de Congressos de Lisboa 1. Saudações Minhas Senhoras e meus Senhores, As minhas primeiras palavras são para enaltecer a organização deste Seminário e para agradecer a todos aqueles que, vindos do estrangeiro e de todo o País, aqui se deslocaram para participar, assistir e dar o seu contributo para o sucesso desta iniciativa! Esta sessão é muito importante pois permite dar a conhecer e galvanizar os promotores do desenvolvimento regional e da cooperação para o Programa Operacional de Cooperação Territorial Europeia do Espaço Sudoeste Europeu para Como sabem, a Autoridade de Gestão do Programa, que felicito, decidiu promover três seminários que versassem sobre as temáticas prioritárias do Programa SUDOE , no sentido de preparar a apresentação de bons projectos à 1.ª convocatória recentemente lançada, a 14 de Abril, e que encerra a 15 de Junho. Assim, as duas jornadas que antecederam a que presentemente tenho a honra de encerrar versaram os temas: Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Toulouse, Novembro de 2007) e Investigação e Inovação (La Coruña, Fevereiro de 2007). Congratulo o Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional (IFDR) e o Centro de Gestão da Rede Informática do Governo (CEGER) por, em boa hora, terem assumido a responsabilidade de organizar este terceiro seminário dedicado ao tema Redes do Conhecimento e Conhecimento em Rede. Rua de O Século, n. o o, LISBOA, PORTUGAL TEL: /4 FAX:

2 Igualmente, merecem o meu reconhecimento os contributos prestados pelos agentes do desenvolvimento e da cooperação que estiveram presentes e pelos especialistas e investigadores convidados que nos proporcionaram momentos de reflexão conjunta que, indubitavelmente, irão potenciar o estabelecimento de parcerias mais fortes e a construção de melhores projectos. 2. A importância e o duplo objectivo do Seminário A Cooperação faz-se com base em parcerias e elas têm que ser estimuladas. Às agências públicas cabe uma responsabilidade inalienável de dinamizar os actores para a cooperação. Nesta lógica, o presente Seminário cumpriu o seu duplo Objectivo: i) de capitalização dos ensinamentos extraídos do Programa SUDOE Interreg III-B ( ) aprofundando as redes e os laços de cooperação já trilhados; e ii) de preparar eficazmente a convocatória de projectos já lançada, dinamizando parcerias e sensibilizando promotores potenciais para a concepção de projectos de qualidade que possam induzir impactos relevantes para o desenvolvimento sócio-económico do espaço SUDOE, enquadrados na temática das Acessibilidades e Redes de Conhecimento e Informação. Este seminário foi importante ainda porque, ao longo de dois dias, facilitou a interacção pessoal e o estabelecimento ou fortalecimento de laços de cooperação entre potenciais promotores e consultores. 3. O novo Programa do Espaço Sudoeste Europeu e a prioridade estratégica Acessibilidades e Redes de Conhecimento Para o período , o PO de Cooperação Transnacional do SUDOE propõe-se contribuir para o reforço da coesão económica e social das regiões do Sudoeste Europeu através da cooperação nos campos da inovação, da sustentabilidade e do território. O Programa identifica quatro domínios como prioridades estratégicas de intervenção: 2/7

3 1. Inovação (1.ª prioridade); 2. Ambiente (2.ª prioridade); 3. Acessibilidades e Redes de Informação e Conhecimento (3.ª prioridade); 4. Desenvolvimento Urbano Sustentável (4.ª prioridade). O seminário destinou-se, em particular, a todos aqueles que queiram apresentar projectos com enquadramento na terceira prioridade Integração harmoniosa do espaço do SUDOE e melhoria da acessibilidade às redes de informação, a qual visa facilitar o acesso às infra-estruturas de transporte e comunicação, à sociedade de informação e ao conhecimento valorizando a sua utilização em benefício do desenvolvimento equilibrado do território. O diagnóstico do Programa identificou fraquezas ao nível das acessibilidades no espaço SUDOE, que se incrementam pelo carácter periférico das suas regiões. O território necessita aproveitar as novas oportunidades veiculadas pelas tecnologias da informação e da comunicação (TIC). O reforço da acessibilidade, tanto física, como da comunicação, apresenta-se como um aspecto fundamental devido ao despovoamento dos territórios de baixa densidade populacional e económica e afigura-se essencial para favorecer a economia destas regiões. Constitui-se, assim, como um factor fundamental para reduzir os desequilíbrios territoriais e a situação da periferia do SUDOE, pelo incremento da inovação e da competitividade, reduzindo custos e fortalecendo a cooperação inter-regional. - Redes de Conhecimento e Conhecimento em Rede A realização deste Seminário com o tema Redes de Conhecimento e Conhecimento em Rede permitiu reflectir e trocar ideias sobre questões essenciais ao desenvolvimento e à cooperação no Sudoeste Europeu. Durante os Ateliers debateu-se: - como as modernas tecnologias da informação e as redes de comunicação, suportam a criação de redes do conhecimento; - como podem e devem ser definidos Programas Públicos para a promoção da Sociedade da Informação e do Conhecimento e qual a forma de interacção mais eficaz entre o Estado, os Cidadãos e as Empresas para a promoção da Sociedade do Conhecimento; 3/7

4 - o papel das empresas e da inovação empresarial, e em particular das estratégias empresariais para a internacionalização e protecção dos direitos de invenção e inovação, com vista à competitividade. 4. Acções de Portugal na preparação do Ciclo da CTE Portugal é uma economia pequena e aberta. É por isso muito importante conhecer as práticas dos outros parceiros, e junto deles divulgarmos as nossas e a imagem do nosso país e dos nossos territórios. A partilhar se aprende a fazer melhor. Por isso, o Governo português e as suas regiões adoptaram um desígnio estratégico fundamental: a aposta na internacionalização institucional das regiões, no envolvimento em redes e na elevação do perfil da participação portuguesa em órgãos de governação da cooperação territorial europeia. Os Programas Operacionais de Cooperação Territorial Europeia, do ciclo , começaram a ser preparados há cerca de dois anos. Foram então criados grupos de trabalho internacionais, constituídos por representantes dos Estados- Membros participantes em cada Programa, com a missão de os conceber: encontrar soluções conjuntas para problemas comuns. De entre as inúmeras possibilidades de aplicação do FEDER através de programas de cooperação transfronteiriça, transnacional e interregional, o Governo decidiu agir pró-activamente, empenhando-se junto dos parceiros técnicos e políticos dos outros Estados-Membros para que as prioridades de intervenção dos PO de cooperação ficassem em linha com as do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) de Portugal e complementassem e reforçassem (em vez de duplicar) as elegibilidades dos Programas Operacionais Temáticos e Regionais. Uma importante dimensão da acção política nesta estratégia de internacionalização centrou-se nos órgãos de governação dos PO de Cooperação. Portugal apostou em elevar o nível da sua participação em órgãos de governação dos PO de Cooperação Territorial e assume, com satisfação mas também com sentido de responsabilidade, o encargo no PO Espaço Atlântico. O IFDR é ainda a Autoridade de Certificação noutros Programas. 4/7

5 Quase dois anos volvidos, começam a ver-se frutos daquela aposta. Agora é a hora de os actores do desenvolvimento nas regiões portuguesas se organizarem para participar mais e melhor em projectos de cooperação internacional! 5. A necessidade de reforçar a relevância da cooperação territorial A uma escala nacional, ao Governo cabe definir as orientações políticas e a afectação de meios que tornem possível a elevação da qualidade da participação (portuguesa) nas redes internacionais de cooperação. E, no exercício das minhas responsabilidades pela programação dos instrumentos de política de desenvolvimento regional, conferi, desde 2005, elevada prioridade a esta área de intervenção estrutural. A divulgação dos programas e dos estímulos financeiros que lhes estão associados é uma condição necessária para mobilizar os actores e as suas instituições para uma participação mais qualificada no chamado terceiro pilar da política de coesão da União Europeia, o objectivo Cooperação Territorial Europeia (CTE). A crescente integração da economia europeia e da economia mundial, a par do progresso contínuo das tecnologias de comunicação, geram efeitos que se autoalimentam: por um lado, disseminam informação, por outro criam novas necessidades de informação. O acesso em tempo útil ao conhecimento é, cada vez mais, uma vantagem comparativa das organizações e, por isso, a participação activa em redes colaborativas é essencial para a eficácia dos actores do desenvolvimento territorial. No âmbito do território comunitário, a cooperação transnacional constitui um dos pilares da integração europeia, contribuindo para o esbatimento das diferenças económicas, sociais e culturais que ainda subsistem. Para o futuro é necessário promover uma reflexão sobre a forma de adaptar a Cooperação Territorial Europeia às mudanças, quer no território da UE, quer num contexto mais global, beneficiando da experiência dos anteriores períodos de programação. - Que futuro? Globalização e Cooperação Extra-europeia 5/7

6 No contexto irreversível de crescente integração da economia europeia e da economia mundial, é crucial promovermos o funcionamento em rede entre actores e regiões no futuro, não apenas dentro da UE, mas também começar a pensar na cooperação com territórios extra-ue. Neste contexto, temos de estar atentos às necessidades de derivação do objectivo Cooperação Territorial Europeia para outras direcções (como já indicia a experiência ENPI European Neighbourhood and Partnership Instrument, levando a nossa cooperação para fora das portas da União) e à necessidade de vir a encontrar sinergias entre a política apoiada ao abrigo deste objectivo e a política de cooperação da UE com as nações ACP (África, Caraíbas e Pacífico), que é financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento. Devo referir, a propósito, que Portugal, durante o exercício da Presidência do Conselho da UE em 2007, puxou pelo reforço da ligação do FEDER aos instrumentos financeiros da cooperação com o Mediterrâneo Sul e Cabo Verde. Creio ser do maior interesse estratégico para Portugal, Espanha, França e o território de Gibraltar o reforço da ligação da UE a estes espaços através de uma melhor articulação entre a política regional e a política de cooperação externa. Isso consegue-se com envolvimento político na estruturação dos instrumentos das políticas públicas mas soçobra se as empresas, os centros de investigação, as forças vivas da sociedade civil não desenvolverem elas próprias teias de trabalho com actores congéneres no Mediterrâneo Sul e em Cabo Verde. 6. Conclusão Minhas senhoras e meus senhores, Estou convicto que este seminário: - Motivou os agentes da cooperação e do desenvolvimento para o aproveitamento das oportunidades abertas pelo Programa; - Favoreceu o estabelecimento de parcerias mais consistentes; - Impulsionou a construção de projectos de maior valor acrescentado para o Espaço do Sudoeste Europeu; e - irá conduzir à obtenção de melhores resultados para o Programa e para a cooperação transnacional. A cooperação internacional e, muito em particular, a Cooperação Territorial Europeia, serão cada vez mais importantes para desenvolvermos factores de 6/7

7 competitividade e afirmarmos a União Europeia e o saber dos Europeus no mundo. Não podemos desperdiçar as oportunidades que aí estão, que este novo ciclo de programação abre até A hora é de acção, cada Estado-Membro conta com a vossa iniciativa para construir a União Europeia cooperando. Agradeço a vossa atenção e a todos desejo as maiores felicidades na construção de novos projectos de excelência! Rui Nuno Baleiras Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional 7/7

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