UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS DA RELIGIÃO PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO RITA DE CÁCIA LÓ

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1 UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO FACULDADE DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS DA RELIGIÃO PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA RELIGIÃO RITA DE CÁCIA LÓ ATALIA RAINHA DE JUDÁ LEITURA EXEGÉTICA E HISTÓRICA DE 2REIS 11, SÃO BERNARDO DO CAMPO 2006

2 RITA DE CÁCIA LÓ ATALIA RAINHA DE JUDÁ LEITURA EXEGÉTICA E HISTÓRICA DE 2REIS 11, Dissertação apresentada ao curso de Pós- Graduação, Universidade Metodista de São Paulo, como requisito parcial para obtenção do titulo de Mestre em Ciências da Religião. Orientador Prof. Dr. Milton Schwantes SÃO BERNARDO DO CAMPO 2006

3 FICHA CATALOGRÁFICA Ló, Rita de Cácia Atalia rainha de Judá : leitura exegética e histórica de 2Reis 11, / Rita de Cácia Ló. São Bernardo do Campo, p. Dissertação (Mestrado) Universidade Metodista de São Paulo, Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião, curso de Pós-Graduação em Ciências da Religião.

4 Agradeço... ao Senhor, doador da vida. ao Prof. Dr. Milton Schwantes, por orientar este trabalho, por ter acreditado e incentivado. ao Dr. Cássio Murilo Dias da Silva, pela amizade, pela acolhida e pelas orientações nas reflexões. a Geraldina, minha mãe e amiga, por entender minhas ausências.

5 Ló, Rita de Cácia. Atalia rainha de Judá - Leitura Exegética e Histórica de 2Rs 11, Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, Sinopse Esta pesquisa busca reconstruir um período da história de Israel os seis anos de governo da Rainha Atalia, em Judá ( ac) tendo como base a análise exegética e histórica de 2Rs11, O cenário e o estilo de 2Rs 11 permitem afirmar que o autor pertencia ao círculo dos escribas da corte ou da instituição religiosa. A pesquisa recorre às ocorrências dos termos rainha-mãe e gebirah, presentes no Antigo Testamento, e às contribuições das tradições dos países vizinhos, a fim de explicar a ascensão de Atalia ao trono de Judá. Atalia ocupou a função de rainha-mãe. Com isso competia-lhe a importante função de cuidar da estabilidade da realeza e, eventualmente, exercer a regência até que a ocupação por direito se tornasse viável. Atalia foi soberana por seis anos em Judá. Para manter-se tanto tempo no poder, Atalia contou com forças aliadas, ou seja, um grupo que a garantiu no trono. Atalia é filha da casa de Omri com mãe israelita de fé javista. A vinda de Atalia para Jerusalém é resultado de um período de paz entre os dois reinos irmãos. A durabilidade de seu governo deve-se, não a atos de beligerância, e provavelmente sim à sua exemplar administração, baseada principalmente na atividade comercial, favorecida pela posição estratégica de Jerusalém no cruzamento de importantes rotas comerciais da época. Atalia estava preparada para liderar um país com metas no comércio internacional.

6 Ló, Rita de Cácia. Atalia Queen of Judah - Reading Exegetic and Historical of 2Kgs11, Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, Abstract This research intends to reconstruct a period of Israel s history the six years of Queen Athaliah government, in Judah ( ac) having as it basis the exegetic and historical analyses of 2Kgs11, The scenery and style of the 2Kgs 11 allow to affirm that the author belonged to the circle of the scribes from the court or from the religious institution. The research falls back upon the occurrences of the mother-queen and gebirah terms, present on the Old Testament, and to the contributions of the traditions from the surrounding countries, in order to explain the ascension of Athaliah to the throne of Judah. Athaliah held the function of mother-queen. Therefore, she had the important function of taking care of the royalty and, eventually, exercise the regency until the direct occupation becomes practicable. Athaliah was sovereign in Judah for six years. To keep herself in the power for so long, Athaliah counted with allied forces, a group that ensured her on the throne. Athaliah is daughter of Omri s house with Israelite mother of jahwist faith. The coming of Athaliah to Jerusalem is a result of a period of peace between the two brother kingdoms. The durability of her government is attributed not to the acts of belligerence, but probably to her exemplar administration, based mainly on the commercial activity, favored by the strategic position of Jerusalem in the crossing of important commercial routes of the time. Athaliah was ready to lead a country with goals on the international trade.

7 Ló, Rita de Cácia. Atalia Reina en Judea - Lectura Exegética e Histórica de 2Rs 11, Universidade Metodista de São Paulo, São Bernardo do Campo, Sinopsis Esta investigación pretende reconstruir um perído de la historia de Israel los seis años del govierno de la Reina Atalia, en Judea ( ac). Teniendo como marco el análisis exegético e histórico del 2Rs11, El cenario y el estilo del 2Rs 11 nos permite afirmar que el autor pertencía al círculo de la escribas de la corte o de la institución religiosa. La investigación recurre a la particular ocurrencia de los términos reina madre y gebirah, presentes en el Antiguo Testamento, así como las contribuciones de las tradiciones de los países vecinos con el fin de explicar la ascensión de Atalia al trono de Judea. Atalia ejerció la función de reina madre; dentro de esta función tenía como compentencia la importante missón de cuidar de la realeza y eventualmente ejercer la regencia hasta que la ocupación por derecho y viabilizar su acción. Atalia gobernó durante seis años en Judea; para mantenerse tanto tiempo en el poder contó con las fuerzas aliadas es decir con un grupo que la afianzó en el trono. Atalia es hija de la casa de Omri su madre israelita de fe yavista. La partida de Atalia para Jerusalén es el resultado de un periodo de paz entre los dos reinos hermanos. La durabilidad de su gobierno se debe no a los actos de beligerancia y sí a su ejemplar administración basada principalmente en la actividad comercial favorecida por la posición estratégica de Jerusalén, siendo el puonto geográfico donde convergían impotantes rutas comerciles de la época. Atalia se emcontraba preparada para liderar un país cuya meta era el comercio internacional.

8 Sumário Introdução...11 Capítulo 1 A história de Atalia Questões sobre o texto A problemática do texto de 2Reis Suspeita sobre a autoria do relato de 2Reis Suspeita sobre a ausência do formulário padrão deuteronomista Reis 11, O texto hebraico Variantes Tradução Aspectos formais Reis 11,1-3 como subunidade literária Estruturação de 2Rs 11, Análise da estrutura literária Quadrilátero semiótico Gênero literário Reis 11, O texto hebraico Variantes Tradução Reis 11,13-16 como subunidade literária Conteúdos Breve conclusão para o primeiro capítulo...47 Capítulo 2 Atalia na história A rainha-mãe ou a gebirah Quem era o pai de Atalia?...55

9 3 - Judá e Israel no período de Atalia O reino de Israel e o reinado de Omri Os reis de Judá Reinado de Jorão de Judá Reinado de Ocozias Reinado de Atalia A Fenícia A origem dos fenícios A economia fenícia Registros dos fenícios O contexto político do golpe contra Atalia Os grupos sociais presentes em 2Reis sacerdotes oficiais de cem caritas precursores povo da terra Motivações para participar do golpe A geografia econômica e política O estado de Judá Jerusalém A geografia das rotas comerciais Caminho do Mar (Via Maris) Caminho Real (Via Real) A rota pelas serras da Cisjordânia Breve conclusão para o segundo capítulo...82 Conclusão...84 Anexos...89 Anexo Anexo Anexo

10 Anexo Anexo Anexo Anexo Bibliografia Sagrada Escritura Obras Artigos Atlas...112

11 Introdução A escolha do texto, 2Rs 11, nasceu nas aulas de História de Israel, a partir de um trabalho sobre os reis de Israel. Embora muitos estudiosos tenham discutido o texto de 2Rs 11, pouco foi escrito especificamente sobre Atalia e seu reinado. Tal fato provocou o interesse de saber mais sobre este período da história dos reis e, principalmente, tentar responder à questão: Uma mulher poderia governar Judá? Mas o que determinou a escolha do argumento foi o cometário feito por John Bright em seu livro História de Israel: Jorão, subindo ao trono, mandou matar todos os seus irmãos e seus partidários possivelmente para eliminar futuros rivais. Embora não haja nenhuma prova disto, é muito provável que este ato tenha tido o mando de Atalia (ela certamente era capaz disto!), pois ela sentia que sua posição não estava muito segura. 1 1 John Bright, História de Israel, São Paulo: Paulinas, 1981, p.336.

12 12 Tal observação parece não ser justa. E no entanto, muitos seguem esta mesma opinião. No entanto, o problema não está no texto bíblico, e sim em quem tenta reconstruir a história daquele período. Há exegetas e teólogos/as que veicularam um vasto conjunto de imagens (resignação, silêncio, obediência, passividade, etc.), apresentado como modelo para as mulheres. As que fogem desse modelo, tido como ideal, não servem ou são perigosas. O fato de Atalia ter permanecido na corte de Judá mais ou menos quinze anos desde seu casamento, até tornar-se rainha e depois rainha-mãe prova que é importante estudar o texto de 2Rs 11, principalmente os v , com a preocupação específica de se compreender o período do seu governo. O objetivo desta pesquisa é reencontrar a história do reinado de Atalia, utilizando fontes de informações cientificamente verificáveis. Em primeiro plano, será estudado o texto bíblico; depois, os comentários e as pesquisas na área da História de Israel. O ponto de partida é a versão da Bíblia Hebraica, como documento literário e histórico. Parte-se das questões gerais do texto, para depois passar ao assunto específico deste trabalho: o governo de Atalia. Visa-se reconstruir, quando possível, os fragmentos da história do reinado de Atalia no segundo livro dos Reis, considerando a conjuntura dentro da qual o texto foi escrito. 2Rs 11,1-20 subdivide-se em quatro subunidades literárias (v.1-3, v.4-12, v e v.17-20). Dado que a presente pesquisa tem por finalidade estudar a pessoa e o reinado de Atalia como descritos na Bíblia Hebraica, serão estudadas somente as duas subunidades que tratam especificamente desses dois pontos. Em outras palavras, serão discutidas duas subunidades literárias do capítulo 11: os v.1-3, correspondentes ao período do reinado de Atalia, e os v , correspondentes ao fim do seu reinado. Os resultados desta pesquisa são apresentados em dois capítulos. O primeiro capítulo, intitulado A história de Atalia, analisa duas subunidades de 2Rs 11. Trata-se de um estudo

13 13 do texto da Bíblia Hebraica e de alguns problemas a ele vinculados: a crítica textual, a organização do texto, a articulação das idéias por ele transmitidas, e uma tentativa de determinar o gênero literário de 2Rs 11,1-3. O segundo capítulo, intitutlado Atalia na história, discutirá várias questões acerca de uma possível biografia de Atalia e situará o governo da rainha de Jerusalém no amplo contexto em que aconteceu, a fim de compreender como uma mulher não-judaíta conseguiu assumir o poder e mantê-lo durante seis anos, bem como identificar os grupos e as motivações que a depusaram. do estudo. Os anexos finais contêm uma coletânea de material que ajudam a ilustrar alguns pontos

14 Capítulo 1 A história de Atalia Neste primeiro capítulo, serão estudadas as duas subunidades de 2Rs 11 v.1-3 e v em que se narra a ascensão e a queda de Atalia. 1 - Questões sobre o texto Esta primeira parte não tem a pretensão de eliminar as dificuldades textuais de 2Rs 11, mas exemplificar as complicações que o texto apresenta. Portanto, serão discutidos os problemas do relato de 2Rs 11 e, ainda que brevemente, a autoria dessa história A problemática do texto de 2Reis 11 A primeira questão diz respeito à conservação dos manuscritos de 2Rs 11. Levin lamenta que o texto de 2Rs 11 tenha sido tão mal conservado. O caso mais dramático é o dos v.5-7, em que os fatos descritos não podem ser hoje compreendidos por nenhum intérprete, graças à corrosão e ao escurecimento do texto. 1 Temos, além de manuscritos mal conservados, um texto com inúmeras passagens que causam problemas de interpretação: as localidades (v ), a organização da guarda (v.5b-11), o cerimonial de consagração (v.12-14), a condenação de Atalia (v b). Tudo isso, sem falar em uma mistura de revolução palaciana e eventos religiosos (v.17-18). 1 Christoph Levin, Der Sturz der Königin Atalja, Stuttgarter: Verlag Katholisches Bibelwerk, 1982, p.14.

15 15 Em segundo lugar, a narração de 2Rs 11 distancia-se, quanto à forma, dos demais relatos sobre os reis na Obra Histórica Deuteronomista. 2 Portanto, pode-se dizer que a história da rainha-mãe Atalia, em 2 Reis 11, foge do esquema básico dos livros dos Reis e pode ser considerada uma lacuna na história dos reis de Judá e Israel. 3 Na verdade, ainda que o narrador deuteronomista não aceite tal fato, a rainha-mãe Atalia, na metade do século IX a.c., em meio à revolução de Jeú, rompeu por pouco tempo a regularidade da sucessão ao trono davídico e tomou o governo em Jerusalém. Falta ao texto uma introdução. 4 A regência da rainha-mãe não é datada. Isso, porém, não significa que a cronologia dos anos de governo dos reis tenha sido quebrada. Na datação sincronizada do sucessor de Atalia, Joás (2Rs12,2), estão descritos os sete anos de governo de Atalia. Na verdade, a história de Atalia é o único caso de descontinuidade da dinastia davídica. Pode-se dizer que a forma em que foi narrada não combina com o padrão historiográfico dos autores deuteronomistas. 5 No entanto, Atalia tinha as condições mínimas para quebrar a sucessão do trono de Davi. Por conseguinte, coloca-se em questão toda uma visão histórico-religiosa. Sem desmerecer o enorme paradoxo que tal episódio causou aos organizadores deuteronomistas, pergunta-se por que este reinado intermediário não foi relatado com notas curtas, como a maioria dos governos confusos de Judá e de Efraim. A falta dos esquemas introdutório e conclusivo, típicos dos redatores deuteronomistas, fez com que as afirmações acerca da produção, transmissão e fixação de 2Rs 11 tenha passado pela avaliação crítica de muitos estudiosos ao longo da história da exegese Martin North, O Deuteronomista, Revista Bíblica Brasileira, Fortaleza, Nova Jerusalém, 1994, p.132. Christoph Levin, Der Sturz der Königin Atalja, p.11. Esta introdução veremos nas páginas seguintes mais detalhadamente. Segundo, Christoph Levin, os redatores tentaram corrigir esse governo inesperado de Atalia, porém sabese que aquele que corrige a história o faz por motivos ideológicos. Conferir Der Sturz der Königin Atalja, p.11.

16 16 fonte. 6 Já desde 1886 há exegetas segundo os quais os relatos de Atalia não teriam uma só Os críticos vêem evidências de que esta narração de 2Rs 11,1-20 possui ao menos duas fontes literárias: uma compreende os v.1-12 e os v.18b-20; a outra, abrange os v.13-18a. Estes blocos foram unidos para formar a narrativa de 2Rs 11. A primeira fonte (v b-20) seria uma narrativa orientada politicamente pelos grupos religiosos e palacianos; e a segunda (v.13-18a), formada por uma tradição fragmentada, enfatizaria a motivação religiosa da revolta. 7 Recentemente, Levin sintetizou esta linha de pesquisa e argumentou que uma narrativa primitiva ainda é visível nos v.1-2.3b.5-6.8a.12b.13a.14b.17b.19b.20a. 8 Ele acrescenta que a narrativa data de meados do século VII a.c., e que recebeu, no mínimo, três redações posteriores até chegar à redação atual. Para justificar a hipótese das fontes, a crítica considera, normalmente, os seguintes fatos: em primeiro lugar, a dupla menção da morte de Atalia (v.16 e v.20); segundo, a pronúncia variável do nome de Atalia no texto (nos v.2.20, uma forma mais longa; nos v , uma forma abreviada); terceiro, as posições dadas aos líderes militares e aos sacerdotes (v b-20), em contraste com a forma popular que aparece nos v.13-18a; quarto e último, as diferentes perspectivas ideológicas presentes na narração: uma mais oficial e política (v ) e outra mais popular e teológica (v.17-18a). 9 Por conseguinte, parece razoável considerar 2Rs 11,1-20 uma unidade formal e temática, não obstante as diversas camadas redacionais e as várias tentativas de determiná-las Conferir Wilherm Rudolph, Die Einheitlichkeit der Erzählung vom Sturz der Atalja (2Kön 11), Festschrift Bertholet (Tübingen: J.C.B. Nohr, 1950), p.476; Mordechai Cogan e Hayim Tadmor, II Kings - A New Translation with Introduction and Commentary, Doubleday & Company, INC, 1988, p.131; Burke Long, 2 Kings, Grand Rapids: William B, Eerdmans Publishing Company, 1991, p (The Forms of the Old Testament Literature, 10); Tércio Machado Siqueira, O povo da terra no período monárquico, São Bernardo do Campo, 1997, p.36. Mordechai Cogan, II Kings, p.131. Christoph Levin, Der Sturz der Königin Atalja, p Burke O. 2 Kings, p.146.

17 17 Além disso, reconhece-se que o relato não tem como objetivo discorrer sobre Atalia ou o seu governo, e sim narrar como Joás subiu ao trono de Judá. Isso nos autoriza a destacar os v.1-3 e do capítulo 11 como subunidades literárias, na busca de evidenciar a história do reinado de Atalia, a fim de ressaltar o governo dessa mulher que, afinal, ficou na corte de Judá cerca de quinze anos: oito, como esposa de Jorão ( , conferir 2Rs 8,16-24); um, como rainha-mãe do rei Ocozias (841, conferir 2Rs 8,26); seis, como rainha (2Rs 11,3). Os pontos acima levantados possibilitam ter uma idéia da complexidade do 2Rs 11. Porém, pode-se ousar aceitar a suspeita de que a história de Atalia e de seu governo foi sintetizada, a ponto de quase ser eliminada pelos redatores. Por conseguinte, faz-se necessário investigar a que grupo social pertenceu esta narração, ou seja, a quem se pode atribuir a autoria do relato de 2Rs Suspeita sobre a autoria do relato de 2Reis 11 A questão da autoria de 2Rs 11 constitui um desafio para a exegese. O texto parece ser fragmentado: ele não diz nada sobre os seis anos de governo de Atalia e fornece pouca ou quase nenhuma informação a respeito de Joiada. Pode ser que Joiada fosse um personagem conhecido no círculo dos redatores, o que dispensaria qualquer apresentação. Ou mesmo, que a apresentação de Joiada fizesse parte do texto do qual os redatores deuteronomistas se serviram para compor o breve relato sobre Atalia, e que não foi mantido no texto atual. O episódio narrado em 2Rs 11 pertence ao mesmo contexto político-religioso das histórias de Ocozias (2Rs 8,25-27) e de Joás (2Rs 12,1-4). Além disso, em termos literários, 2Rs 11,1 depende do relato do golpe de estado de Jeú (2Rs 9-10), no qual estão contidas as circunstâncias da morte de Ocozias (9,27) Christoph Levin, Der Sturz der Königin Atalja, p

18 18 Considera-se que 2Rs 11 faz parte dos escritos deuteronomistas, 11 porém, segundo Ernst Würthwein, 12 este capítulo não fazia parte do texto antigo da obra histórica deuteronomista. Ele foi acrescentado mais tarde. 2Rs 11 tem um cunho histórico e legitimador. O cenário e o estilo do relato permitem afirmar que o autor pertencia ao círculo dos escribas da corte ou da instituição religiosa. Em outras palavras, o autor enquadra-se no grupo dos que defendem o direito de Joás ao trono. Muito provavelmente, tal escriba estava ligado ao templo, pois é grande a ênfase dada à liderança do sacerdote Joiada Suspeita sobre a ausência do formulário padrão deuteronomista 2Rs 11,3 afirma que Atalia governou seis anos em Judá; no entanto, 2Rs 11 não apresenta as fórmulas fixas da apresentação esquemática que os redatores deuteronomistas fazem dos reis judaítas. Nas histórias dos reis, é comum encontrar, de maneira uniforme, a chamada introdução, cujos dados são basicamente os seguintes: a data do início do reinado, o nome do pai, o tempo de reinado, o local, a idade e, nos reis de Judá, o nome da mãe (1Rs 14,21; 15,1; 15,9-10). Alguns textos também apresentam o ano de reinado de reis vizinhos (1Rs 15,25; 15,33; 16, ; 2Rs 3,1; 8,16.25; 12,1-2;13,1) Trata-se de um grupo de hagiógrafos que reelaboraram vários livros do Antigo Testamento. Eles utilizaram um material preexistente e fizeram uma leitura valendo-se dos princípios teológicos do livro do Deuteronômio, principalmente a fidelidade a Javé. Formaram assim uma obra que abrange do livro de Josué a 2Reis, que foi batizada de história deuteronomista (HD). Conferir Martin North, O Deuteronomista, p ; Antonio González Lamadrid, As tradições históricas de Israel, Petrópolis: Vozes, 1999, p Veja Luigi Firpo, Storia delle idei politiche economiche e social, Torino: Torinense, 1985, p Ernst Würthwein, Die Bücher der Könuge - 1 Kön 17-2 Kön 25, Göttingen: Vandenhoeck & Ruprecht, 1984, p.344. Burke Long, 2 Kings, p.154.

19 19 Igualmente padronizada é a fórmula de conclusão. Trata-se de um juízo sobre o rei, que pode assumir três configurações: 1. Ele praticou o que é mau aos olhos do Senhor (1Rs 15,9.26; 16,30). Esta é a fórmula mais usada, 34 vezes, de modo especial, para os reis de Efraim, devido ao pecado de Jeroboão I, que construiu os santuários de Dã e Betel (1Rs 12,22-33). No caso de Acab, temse como agravante o seu casamento com Jezabel e a consegqüente introdução em Israel do culto a Baal (1Rs 16,31-32; 22,53-54). 2. Ele fez o que é reto aos olhos de Javé, mas não desapareceram todos os santuários das alturas e o povo continuava oferecendo sacrifícios e queimando incenso (1Rs 15,11-14; 2Rs 12,3-4; 15, ). 3. Praticou o que agrada a Javé, seguindo em tudo o exemplo do seu antepassado Davi. Só dois reis de Judá receberam o elogio completo: Ezequias (2Rs 18,3) e Josias (2Rs 22,2). 14 Pode ser que os redatores deuteronomista tenham omitido tais fórmulas para o reinado de Atalia por considerá-lo ilegítimo. Outra possibilidade, no entanto, é que Atalia, na verdade, tenha subido ao trono como regente, em nome do príncipe Joás, menor de idade. 2-2Reis 11, O texto hebraico O texto hebraico apresenta-se assim 15 : 16 1a Antonio Lamadrid, As tradições históricas de Israel, p O texto em hebraico está segmentado para facilitar a análise das variantes. Conferir o texto hebraico completo no anexo 1, p

20 20 b c 2a b c d e 3a b Variantes A realização do estudo das variantes segue as informações do aparato crítico e das notas colocadas na massorah parva da Biblia Hebraica Stuttgartensia (BHS), acompanhando a seqüência dos sinais que estão no texto. V.1a: Muitos manuscritos hebraicos 18, as versões antigas e o qerê 19 omitem o vav ( ) no verbo (qal perfeito terceira pessoa singular feminina de ver, observar ) O nome Atalia, em hebraico, significa Javé é grande ou Javé manifesta sua glória. Conferir Winfried Thiel, em: David Noel Freedman (editor), The Anchor Bible Dictionary, New York: Doubleday, 1992, vol.1, p Joás significa Javé deu/dá ; ver Linda S. Schearing, em: David Noel Freedman, The Anchor Bible Dictionary, vol.3, p A sigla: mlt Mss significa muitos manuscritos hebreus, isto é, em quantidade seriam mais de 20 manuscritos. Conferir René Krüger e José Severino Croatto, Métodos exegéticos, Buenos Aires: Educar, 1993, p.68. O qerê indica como determinada palavra deve ser lida. Na massorah marginal, o qerê é indicado por uma letra qof com um ponto encimada por um ponto ( ). Ao se depararem com palavras que julgaram nãocorreta ou duvidosas, os massoretas (proibidos de fazer qualquer alteração no texto) supriram as correções que julgaram necessárias na margem, e acrescentaram um pequeno círculo sobre a palavra discutida. Conferir William Scott, Guia simplificado para BHS, Tradução de Vitório M. Cipriani, Berkeley, California: BIBAL, 1988, p.10.

21 21 Para Wilhelm Rudolph, 20 o vav deve ser considerado uma diptografia e, portanto, deve ser cancelado. O copista teria repetido o vav final de no início de. De fato, na versão de 2Cr 22,10, aparece sem o vav. É difícil dizer se o manuscrito utilizado pelo cronista o vav estava ausente, ou se o cronista omitiu-o por considerá-lo um erro do copista. Em todo caso, a proposta de Rudolph tem uma boa fundamentação nos manuscritos antigos e nas correções propostas pelos próprios massoretas e, portanto, pode ser aceita: o vav no início do verbo ver é uma ditografia e deve ser suprimido. V.1b: A LXX 21 omite a forma verbal (qal imperfeito conversivo 3ª pessoa singular feminina de levantar ). A versão de 2Cr 22,10 e o Targum 23 conservam o verbo levantar, confirmando o Texto Massorético, que, neste caso, deve ser mantido. De fato, a presença de faz a narrativa ser mais clara. A nota da massorah parva indica que o nome é um hapaxlegomenon. 24 O significado do nome de Josabá é: Javé jurou Wilhelm Rudolph, Die Einheitlichkeit der Erzählung vom Sturz der Atalja (2Kön 11), p.474. A Septuaginta (normalmente indicada por LXX) é a tradução grega dos livros hebraicos. A versão da LXX foi realizada em Alexandria, provavelmente entre o terceiro e o segundo séculos a.c. O primeiro livro a ser traduzido foi o Pentateuco, os demais foram traduzidos posteriormente. Além dos livros contidos na Bíblia Hebraica, a LXX acrescenta outros. A tradução foi feita por vários autores judeus da diáspora, com uma dose de judaísmo e helenismo, e por isso a qualidade varia de um livro para outro. Conferir José Manuel Sánchez Caro, A Bíblia e seu contexto: Introdução ao estudo bíblico, São Paulo: Ave Maria, v.1, 1994, p.452; Odette Mainville, A Bíblia à luz da história- Guia de exegese histórica crítica, São Paulo: Paulinas, 1999, p.27. Em 2Reis, o verbo levantar aparece dezenove vezes no qal. levantar é freqüentemente usado como verbo auxiliar para indicar movimento ou velocidade de ação (conferir Gn 22,3; 31,17). Veja Mordechai Cogan, II Kings, p.86. O Targum é a versão aramaica do texto hebraico. Na Palestina, após o exílio, o aramaico substituiu pouco a pouco o hebraico e, por conseguinte, o texto bíblico passou a ser traduzido para o aramaico. Veja Odette Mainville, A Bíblia à luz da história, p.26. A palavra hapaxlegomenon significa que é a única vez que aparece em toda a Escritura.

22 22 V.2a: A LXX não apresenta a expressão filho de Ocozias ( ). O aparato crítico da BHS propões substituir por, irmão dela, o que corresponderia a. No entanto, é preferível manter o Texto Massorético, por se tratar da lição mais difícil. Neste caso, a Septuaginta deve ser considerada uma interpretação do Texto Massorético. A nota da massorah parva indica que aparece sete vezes na Bíblia Hebraica e na lista 2106 da massorah magna. V.2b: O aparato crítico da BHS propõe corrigir para (hofal particípio masculino plural de, morrer, matar ; no hofal ser morto ) segundo vários manuscritos 25 2Cr 22,11 e o qerê da massorah parva. Montgomery Gehman 26 mantém o ketib 27 do Texto Massorético, pois compreende que se trata de um polel, na forma, conforme 1Sm 14,13. Para Mordechai Cogan 28 e Wilhelm Rudolph 29, porém, o verbo está corrompido e deve ser lido como indica o qerê. Conforme G. Gerleman 30, a raiz verbal morrer, em 2Reis aparece no qal 34 vezes, no hifil 15 vezes, no hofal 8 vezes. No polel, porém, que justificaria o ketib, não há nenhuma ocorrência. No Hebrew and English Lexicon, 31 indica-se que em 2Rs 11,2 deve ser lido como derivado da raiz verbal no hofal. As observações apresentadas mostram que Gerleman e o A abreviação nonn Mss significa alguns manuscritos isto é: de 11 a 20. Veja Severino Croatto, Métodos exegéticos, p.68. Mordechai Cogan, II Kings, p.126. O ketib é a forma consonântica tradicional e significa: o que está escrito. Mordechai Cogan, II Kings, p.126 Wilhelm Rudolph, Die Einheitlichkeit der Erzählung vom Sturz der Atalja (2Kön 11), p.474. G. Gerleman, morrer em: Ernst Jenni e Claus Westermann, Diccionario teológico manual del Antiguo Testamento, Madrid: Cristiandad, 1978, vol.1, p Conforme este dicionário, o verbo apresenta em hebraico os modos: qal, polel, hifil e o hofal. A soma das ocorrências chega a mil vezes em todo o A.T. William Gesenius e Edward Robinson, Hebrew and English Lexicon of the Old Testament, Oxford, USA: Claredon Press, 1951, p.560.

23 23 Lexicon concordam com a correção do aparato crítico. Por tais razões, neste estudo aceita-se, seguindo o qerê, a correção de para. 32 Por outro lado, o aparato crítico da BHS propõe a inserção do verbo (qal imperfeito conversivo 3ª pessoa singular feminina de por, colocar ) após, seguindo vários manuscritos e 2Cr 22,11:, e colocou-o com sua ama de leite. Contudo, o critério da lectio brevior sugere que se mantenha o texto de 2Rs 11,2, como a lição original. V.2d: A LXX, a Vulgata 33 e a versão siríaca 34 traduzem (hifil imperfeito conversivo, 3ª pessoa plural masculina de esconder, ocultar ) por (aoristo indicativo ativo 3ª pessoa singular de esconder ). Já o Targum e 2Cr 22,11 apresentam o verbo esconder, ocultar no feminino singular, com o sufixo de terceira pessoa masculina singular: e [ela] o escondeu. Nesse caso, é preferível manter o plural masculino, pois dificilmente Josabá, sozinha, esconderia Joás no templo. Mais provável é que esta ação tenha sido executada por um sacerdote. 35 Em breve, diante dos problemas e das passagens obscuras, é preferível, na maioria dos casos, manter o Texto Massorético de 2Rs 11,1-3. O texto tomado em consideração neste estudo, portanto, será o seguinte: 1a 32 William Gesenius; E. Kautzsch; A. E. Cowley, Geseniu s Hebrew Grammar, p Desde o século XVI se dá o nome de Vulgata à obra de tradução do Antigo Testamento que Jerônimo realizou, entre os anos de 390 a 405 d.c. Jerônimo traduziu para o latim a partir dos originais hebreus e gregos disponíveis. Conferir José Manuel Sánchez Caro, A Bíblia e seu contexto, p.515, e Odette Mainville, A Bíblia à luz da história, p.27. A versão siríaca recebeu o nome de Peshitta, que significa a simples. É uma tradução do Antigo Testamento hebraico e do Novo Testamento grego para a língua siríaca; data do século II. Veja Odette Mainville, A Bíblia à luz da história, p.26. Ernst Würthwein, Die Bücher der Könuge - 1 Kön 17-2 Kön 25, p.346.

24 24 b c 2a b c d e 3a b Tradução Uma vez discutidas as variantes textuais, é possível proceder à tradução literal do texto: 1a b c 2a b c d e 3a b E Atalia, a mãe de Ocozias, soube: eis que estava morto seu filho, e levantou-se, e exterminou toda a descendência da realeza. E pegou Josabá a filha do rei Jorão, irmã de Ocozias, Joás, o filho de Ocozias, e roubou-o do meio dos filhos do rei, os quais estavam sendo mortos, com sua ama de leite no quarto dos leitos. E esconderam-no da presença de Atalia, e não foi morto. E ficou com ela na casa de Javé escondido seis anos; E Atalia reinava sobre a terra. Antes, porém, de proceder ao estudo sincrônico do texto, convém esclarecer alguns pontos desta tradução.

25 25 1a - E Atalia, a mãe de Ocozias, soube: eis que estava morto seu filho. O v.1a inicia-se com um nome próprio: Atalia. (Atalia) é composto pela raiz glorificar, exaltar, mais a abreviação do nome de Javé, formando o significado Javé manifestou sua glória. 36 Segundo Roland de Vaux, o nome da criança geralmente era escolhido pela mãe. 37 Este é um dado interessante, uma vez que as informações sobre os pais de Atalia são controversas. 38 Esta informação de Roland de Vaux permite dizer que a mãe de Atalia pode ter sido uma princesa israelita e, mais ainda, Javista. Mãe de Ocozias : Ocozias foi rei de Judá (841a.C). 39 Atalia, no v.1a, já é apresentada como rainha-mãe. 40 Ainda no v.1a, a narração tem dois perfeitos ( viu, soube e morrer, falecer ) que levará, na seqüência, a uma série de imperfeitos com vav consecutivo. O verbo viu tem no texto o sentido de percepção, e por isso pode ser traduzido por soube 41. Tal conhecimento provocou a ação de Atalia Conferir Winfried Thiel, Ataliah, em: David Noel Freedman, The Anchor Bible Dictionary, p.511. Roland de Vaux, Instituciones del Antiguo Testamento, p.80. Conferir Gn 29, ; 30, ; 35,18; Ex 2,10; 1Sm1,20. Algumas vezes o pai escolhia o nome do filho, conferir Gn 16,15; 17,19; Ex 2,22. A discussão sobre quem era o pai de Atalia encontra-se mais adiante, à p Ocozias significa: Javé pega agarra. Sobre o reinado de Ocozias, conferir mais adiante, à p.59. Sobre a rainha-mãe ou a gebirah, conferir mais adiante, à p D. Vetter,, em: Ernst Jenni e Claus Westermann, Diccionario teológico manual del Antiguo Testamento, p

26 26 O introduz a oração subordinada causal que exprime o motivo da ação de Atalia: estava morto seu filho. 42 O v.1a resume uma série de informações dos capítulos anteriores e induz o leitor a fazer algumas perguntas. (1) Como Atalia chegou à corte? Esta pergunta remete ao 2Rs 8,18, que dá a conhecer a vinda de Atalia para Jerusalém, por ocasião de seu casamento com Jorão. (2) Judá e Israel estavam naquele momento unidos? Segundo 2Rs 8,28, havia uma aliança entre Judá e Israel contra Hazael, rei de Aram. (3) Como e onde Ocozias morreu? A resposta encontra-se nos relatos da rebelião sangrenta de Jeú contra a casa de Omri (2Rs 9, ,11) e contra Ocozias (2Rs 9,27-29) e seus parentes (2Rs10,12-14). 1b - e levantou-se, A ação é descrita com o verbo: e levantou-se (qal imperfeito conversivo terceira pessoa singular feminina de levantar-se, ficar em pé ). Por designar o começo de um movimento, 43 tal ação supõe uma continuidade. 1c - e exterminou toda a descendência da realeza. A ação iniciada com é descrita com (piel imperfeito conversivo terceira pessoa singular feminina de exterminar, arruinar ). A presença da raiz no piel dá o sentido de uma ação mais carregada ou intensiva exterminou toda a descendência da Luis Alonso Schökel, Dicionário bíblico hebraico-português. São Paulo: Paulus, 1997, p S. Amsler,, em: Ernst Jenni e Claus Westermann, Diccionario teológico manual del Antiguo Testamento, p

27 27 realeza. 44 Este verbo pertence ao mesmo campo semântico de cortar e aniquilar nos textos da reforma cultual. 45 Além disso, exterminar aparece com freqüência nos textos onde Javé é o autor direto ou indiretamente da ruína dos malvados (Sl 1,6; 37,20; 49,11; 73,27; 112,10; Jó 4,7.9; 8,13; 11,20; 18,17; 20,7; Pr.10,28; 11,7.10; 19,9; 21,28; 28,28). Encontra-se exterminar também em fórmulas de bênçãos e maldições nas leis de santidade e nas leis do Deuteronômio (Lv 26,38; Dt 28,20-22). 46 A formulação toda a descendência da realeza é ligeiramente 47 modificada em 2Cr 22,10 descendência monárquica. Segundo o dicionário David J. A. Clines, 48 reinado, poder autoridade, e reinado, poder autoridade, são sinônimos e o uso de um ou de outro termo não modifica a tradução. 2a - E pegou Josabá filha do rei Jorão, irmã de Ocozias, Joás, filho de Ocozias, O v.2a começa com o verbo (qal imperfeito conversivo terceira pessoa singular feminina de pegar, levar, tomar, agarrar ). Tal verbo provoca uma dilação no texto, e faz a ação ficar mais lenta, pois é utilizado antes do verbo roubar (v.2b), caracterizando uma ação sorrateira, sem alarde, para evitar que se perceba a existência do menino Benedikt Otzen,, em: G. Johannes Botterweck e Helmer Ringgren, Theological Dictionary of the Old Testament, Michigan: William B. Eerdmans Publishing Company, 1977, vol.1, p Conferir David J. A. Clines, The Dictionary of Classical Hebrew, Sheffield, Academic Press, 2001, vol.1, p.100. Miguel Alvarez, Terminologia Deuteronomistica em los Libros Históricos - Jueces - 2 Reyes, Roma,Giammarioli, 1994, p Ernst Jenni e Claus Westermann, Diccionario teológico manual del Antiguo Testamento, p David J. A. Clines, The Dictionary of Classical Hebrew, vol.3, p.142. Ver 1Rs 11,14; 2Rs 25,25; Jr 41,1; Ez 17,13; Dn 1,3. 48 em: David J. A. Clines, The Dictionary of Classical Hebrew, vol.5, p , e, p.292.

28 28 A Josabá é dispensada uma dupla apresentação: filha do rei Jorão, irmã de Ocozias. Josabá é sujeito de dois verbos: pegou (v.2a) e roubou (v.2b). Para a narração, Josabá é modelo: salva a criança inocente e permanece ligada à casa de Javé (v.3a). 2b - e roubou-o do meio dos filhos do rei, [os quais] estavam sendo mortos,, da raiz roubar, levar para longe, é a ação sem alarde, um tirar sem ser percebido. A ação de Josabá é concluída com um verbo no hofal particípio (conjugação passiva), dos filhos do rei, [os quais] estavam sendo mortos, indicando que ela subtraiu a criança dentre os filhos que sofriam a ação. 2c - com sua ama de leite para o quarto dos leitos. A preservação da vida de Joás é garantida por sua ama de leite (hifil particípio singular feminino de amamentar ). Esta forma participial designa aquela que amamenta. 49 Joás foi escondido no quarto dos leitos. Ernst Würthwein, 50 que estuda a topografia do texto, não chega a uma conclusão a respeito de qual é e onde se localiza este quarto. Porém, o v.3 afirma que a criança foi ocultada na casa de Javé, e a versão de 2Cr 22,11 apresenta Josabá como esposa de Joiada. 51 É possível, que Josabá tivesse sua casa nas dependências do templo Ver Gn 24,59; Ex 2,7. Conferir Ernst Würthwein, Die Bücher der Könige, p.347; Félix Asensio, Restaurción de la dinastía davídica en la persona de Joás, p.480; veja Ne 3,20-28; Jr 35,2.4; 36,10. Linda S. Schearing, Josabá esposa do sacerdote Joiada, em: David Noel Freedman, The Anchor Bible Dictionary, vol.3, p.669.

29 29 2d - E esconderam-no da presença de Atalia, O verbo (hifil imperfeito conversivo, 3ª pessoa plural masculina de esconder, ocultar ), pelo fato de estar no plural, indica que outras pessoas aderiram à ação de Josabá, o que permite supor que ela tinha influência e força de persuasão suficientes para encontrar apoio. E como Joás era o legítimo herdeiro do trono, não se tratava somente de escondê-lo, mas também de prepará-lo para um dia assumir o reino. Sem dúvida, Josabá não desempenhou sozinha tal tarefa. 2e - e não foi morto. Na formulação e não foi morto, (hofal perfeito, 3ª pessoa singular masculina de morrer ) contrapõe-se a os quais seriam mortos (hofal particípio plural masculino de morrer ), de 2b. Em ambos os casos, o verbo é passivo. Porém, em v.2e o advérbio de negação não ( ) indica o triunfo da ação de Josabá: Joás sobreviverá e tornar-se-á rei. 3a - E ficou com ela na casa de Javé escondido seis anos; A intensidade, ou seja, a qualidade da ação de Josabá sobre o projeto de Atalia é expressa pelo verbo manter escondido (hitpael particípio masculino singular, de ). O particípio reflexivo sugere uma ação continuada e duradoura 52 dos que estiveram envolvidos no plano de Josabá. 52 Burke Long, 2 Kings, p.148.

30 30 O autor usa a expressão seis anos 53 ( ) para dar um salto na história, do momento do massacre e do resgate do príncipe para seis anos depois. É uma forma de abreviar a narrativa, para chegar logo ao episódio que realmente interessa. Diz a Encyclopédia judaica que o número seis não têm grande valor simbólico, 54 mas talvez seja possível fazer uma leitura diferente deste numeral, levando em conta outras citações bíblicas. No relato da criação, o homem e a mulher foram criados no sexto dia (Gn 1,27-29). Nas leis de Ex 20,9-10, o homem deverá trabalhar (fazer toda a sua obra) durante seis dias: o sétimo é de Javé, teu Deus. Pouco mais adiante, o trabalho agrícola é alvo do seguinte preceito: durante seis anos semearás a tua terra e recolherás o teu fruto, porém no sétimo ano a deixarás descansar (Ex 23,10-11). Em breve, o número seis representa a esfera humana. 55 Aplicado ao reinado de Atalia, isso significa que o poder desta rainha foi inteiramente humano e, portanto, seu governo foi limitado e destinado a desaparecer, pois chegou ao xabat, que é sinal da aliança entre Javé e o seu povo, aliança esta que inclui o pacto de Javé com a casa de Davi (2Sm 7,16; 23,5; Sl 89,29). O xabat é também bênção e santificação. 56 Noutras palavras, Joás é apresentado no sétimo ano (v.4) e é restabelecida a aliança com a casa de Davi. Conseqüentemente, o sétimo ano se torna abençoado e santificado. 3a - E Atalia reinava sobre a terra. Em 2Rs 11,1-3, Atalia começa como mãe de Ocozias (v.1a) e termina (v.3b) como rainha ( reinava sobre a terra v.3). A forma verbal reinava (qal particípio feminino singular, de reinar, dominar, ser rei ) indica o aspecto duradouro da ação Manfred Lurker, Dicionário de figuras e símbolos bíblicos, São Paulo: Paulus,1993, p O numeral seis é usado 103 vezes no Antigo Testamento. Veja Encyclopaedia Judaica, Jerusalém: Keter Publishing Hause, 1971, vol.12. Eugênio Corsini, O Apocalipse de São João, São Paulo: Paulinas, 1984, p Daniel Lifschit, Homem e mulher imagem de Deus - o sábado- A hagadá sobre Gênesis, São Paulo: Paulinas, 1998, p

31 31 Os redatores deuteronomistas preocupam-se em dar exatas indicações topográficas: no quarto dos leitos (v.2c), os lugares dos guardas (v.5.6.7), a unção no estrado (v.14b), o lugar do assassinato de Atalia (v.18a.b.c). Tal expediente pode ser uma tentativa de dar ao relato um caráter histórico. Provavelmente, o autor pressupõe que o leitor conheça a localização de tais ambientes. Tal exatidão revela um duplo interesse dos redatores: em primeiro lugar, o interesse histórico; mas talvez mais importante do que o primeiro, é o segundo interesse: a legitimação de Joás como autêntico herdeiro da realeza Aspectos formais Por aspectos formais compreende-se a delimitação da subunidade literária (v.1-3), a apresentação e a discussão da estrutura do texto, do quadrilátero semiótico que descreve o conflito vida-morte subjacente ao texto, e o gênero literário Reis 11,1-3 como subunidade literária A subunidade está bem delimitada em relação ao que a precede, 2Rs 10,28-36, que é o relato do reinado de Jeú em Israel. O v.36 encerra o relato com uma notícia conclusiva: Jeú reinou sobre Israel durante vinte e oito anos. Em 2Rs 11,1 entra em cena uma nova personagem, Atalia, cuja primeira aparição acontece em 2Rs 8,26, mas até agora ausente no relato. O v.3 termina com um sumário conclusivo: E Atalia reinava sobre a terra. Entre o v. 3 e o v.4 dá-se um salto no tempo, e a indicação cronológica no sétimo ano indica um novo início. Também no v.4, há a presença de um novo personagem, Joiada. Portanto, em 2Rs 11 os v.1-3 formam uma subunidade literária. Esta subunidade centrase na figura de Atalia ( v.1 e 3) cujo nome forma uma inclusão. Além da presença do 57 Christoph Levin, Der Sturz der Königin Atalja, p

32 32 nome, também a sintaxe do texto deixa clara esta inclusão. Atalia inicia como sujeito no v.1 e, no v.3 volta a ocupar o lugar de sujeito Estruturação de 2Rs 11,1-3 Personagens Ações Lugares 1a - E Atalia, mãe de Ocozias, soube: eis que estava morto seu filho, A 1b - levantou-se Atalia golpe 1c - e exterminou toda a B descendência da realeza 2a - E pegou Josabá filha do rei Jorão, irmã de Ocozias, Joás, filho de Ocozias, 2b - e roubou-o do meio dos filhos do rei, Josabá (ativa); Joás (passivo); os outros filhos do rei (passivos) contragolpe casa do rei [os quais] estavam sendo mortos, C 2c- com sua ama de leite para a sala dos leitos. 2d - E esconderam-no da presença de Atalia 2e - e não foi morto. a ama de leite (passiva); outros opositores a Atalia (ativos); Joás (passivo) resultado do contragolpe casa de Javé B 3a - E ficou com ela na casa de Javé escondido seis anos; Joás (passivo) continuação do contragolpe A 3b - E Atalia reinava sobre a terra. Atalia (ativa) resultado do golpe casa do rei Análise da estrutura literária Nas seqüências A e A, desenvolve-se o golpe de Atalia. Na seqüência A, Atalia é apresentada como mãe do rei e age como tal: E Atalia, mãe de Ocozias, soube: eis que estava morto seu filho, levantou-se, e exterminou toda a descendência da realeza (v.1b-c). Por sua vez, a seqüência A descreve o resultado desta ação: Atalia reinava sobre a terra (v.3b).

33 33 Nas seqüências B, C e B, é apresentado o contragolpe encabeçado por Josabá. Na seqüência B, Josabá parece agir sozinha: E pegou Josabá filha do rei Jorão, irmã de Ocozias, Joás, filho de Ocozias, e roubou-o do meio dos filhos do rei, [os quais] estavam sendo mortos (v.2a-b). A iniciativa de Josabá gradativamente vai adquirindo simpatizantes que com ela colaboram. Na seqüência C, o centro da subunidade literária, informa que Joás é ainda um bebê, uma vez que sua ama de leite adere ao contragolpe. Dado que a finalidade primeira do contragolpe é garantir a vida de Joás, a mulher ama de leite é salva junto com a criança para garantir-lhe a sobrevivência mediante a amamentação. O já discutido verbo, no masculino plural, sugere a adesão também de sacerdotes ou de membros do pessoal do templo. A seqüência B informa o tempo pelo qual se prolongou a primeira ação do contragolpe, isto é, o escondimento de Joás no templo: ele ficou com ela escondido na casa de Javé seis anos (v.3a). No centro desta estrutura, coloca-se a indicação de que a criança sobreviveu ao massacre promovido por Atalia, não só porque foi escondido da rainha, mas também porque foi-lhe assegurada a alimentação. Portanto, podemos apresentar resumidamente a estrutura das ações e dos personagens da seguinte maneira: A Atalia - o golpe B Josabá - o contragolpe C Joás - resultado do golpe: a criança vive B Josabá - continuação do contra golpe A Atalia - resultado do golpe Além da oposição entre as ações de Atalia e de Josabá e seus aliados, o texto apresenta também a oposição baseada nos lugares: a casa do rei e a casa de Javé. Apesar de nesta

34 34 subunidade literária não se registrar a expressão casa do rei, subentende-se que as seqüências A, B e A descrevam ações ocorridas na casa do rei, e que as seqüências C e B descrevam ações ocorridas na casa de Javé (v.2c-3a) Quadrilátero semiótico Uma vez apresentada a estrutura da subunidade, pode-se montar o quadrilátero semiótico 58, no qual se organizam relações capazes de dar sentido às manifestações do texto. Todas as relações e oposições que se encontram na estrutura, seja entre os personagens seja entre os lugares, são agrupadas nos ângulos de um diagrama de forma quadrada, que possibilita verificar o funcionamento do texto, conforme indicam as setas: 1. setas diagonais: contradição; 2. setas horizontais: contrariedade; 3. setas verticais de baixo para cima: implicação. Nesta subunidade literária, v.1-3, há um jogo de oposições entre vida e morte, e entre a casa do rei e a casa de Javé. O valor da vida está diretamente relacionado com a casa de Javé (v.3a), e a morte diretamente com a casa do rei (v.1c). Na casa do rei há morte para a descendência de Davi (v.1c), enquanto na casa de Javé há vida (v.3a). O quadrilátero semiótica fica assim configurado: 58 Conferir VV.AA., Iniciação à análise estrutura, São Paulo: Paulinas, 1983, p.8-98; C. Chabrol, Semiótica narrativa dos textos bíblicos, p.69-93; Grupo de Entrevernes, Analisis semiótico de los textos, Madrid: Cristiandad, 1982, p ; Jean-Claud Giroud, Semiótica una práctica de lectura y de análisis de los textos bíblicos, España: Verbo Divino, 1988, p

35 35 MORTE Atalia, Ocozias, toda a descendência da realeza VIDA Josabá, Joás NÃO-VIDA servos de Atalia, casa do rei Demonstração II negativa / morte NÃO-MORTE ama de leite, casa de Javé Demonstração I positiva / vida As implicações vida / não-morte e morte / não-vida determinam duas demonstrações ou dêixis contrárias. A demonstração I, positiva, depende de um espaço, a casa de Javé, que produz ou mantém a vida, ao passo que a demonstração II depende também de um espaço, a casa do rei, no qual se produz a morte Gênero literário O quadrilátero semiótico indica o movimento do texto e confirma a estrutura e a mensagem central: na casa de Javé há vida para a descendência davídica (v.3a). Neste movimento do texto, tem-se a história de uma criança salva milagrosamente. Mas este não é único texto da Escritura a narrar tal tipo de episódio. É necessário, portanto, a pesquisar sobre o gênero literário a que esta história pertence. Lowell Handy 59 acentua que a história de Joás ajusta-se em um gênero literário designado como conto de um herói que foi exposto ao nascer (Tale of the Hero Who was Exposed at Birtth). Handy, no entanto, não dá a conhecer quais os elementos que compõem o referido gênero literário. Não obstante, a comparação da história de Joás com outras histórias 59 Patrícia Dutcher-Walls, Narrative Art, Political Rhetoric: The case of Athaliah and Joash, Sheffield: JSOT Press, 1996, p.72.

36 36 semelhantes Ex 1-2, Moisés; Mt 2,1-18, Jesus permite evidenciar alguns elementos comuns: Moisés (Ex 1-2) Joás (2Rs 11,1-3) Jesus Mt 2,1-18 a o/a monarca se vê Faraó, pelos meninos Atalia, pelos Herodes Magno, por ameaçado dos hebreus descendentes da realeza um recém-nascido b o/a monarca mata Faraó dá ordem às Atalia se levanta e Herodes manda matar ou manda matar os parteiras extermina a crianças de dois anos filhos descendência real para baixo c o herói escondido no cesto sobre o Nilo no templo no Egito d o herói recebe da própria mãe, de Josabá, filha do rei do anjo ajuda da própria irmã, Jorão, magos da filha do Faraó irmã de Ocozias e alguém da realeza a filha do Faraó Josábá, a filha do rei adota o herói f confronto entre Moisés adulto, contra Joás criança, em seu Jesus adulto, contra herói e o/a monarca outro Faraó, para tirar nome, Joiada Herodes Antipas povo do Egito Como pode ser observado cada narrativa tem suas particularidades, acréscimos ou ausências. A primeira delas é que na narração do Êxodo e do Evangelho de Mateus, as ameaças ao faraó ou a Herodes são de crianças que ainda não nasceram (Ex 1,16) ou recém nascidas (Mt 2,1-2). Diferentemente, em 2Rs 11,1, a ameaça provocada pelos descendentes da realeza já nascidos. Além disso, no caso de Êxodo e Mateus, o monarca não conhece as crianças, ao passo que em 2Reis, sim. A segunda particularidade diz respeito a quem executa os assassinatos. Na narração de 2Rs 11,1 não aparece uma ordem para matar os descendentes da realeza: é Atalia em pessoa aquela que realiza a ação. Em Ex 1,16 e Mt 2,16, ao contrário, o Faraó e Herodes mandam matar as crianças.

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