UMA TEOLOGIA BÍBLICA DE REIS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UMA TEOLOGIA BÍBLICA DE REIS"

Transcrição

1 UMA TEOLOGIA BÍBLICA DE REIS INTRODUÇÃO Os dois livros de Reis compreendem, na verdade, uma única obra literária, que a tradição judaica preservou como uma unidade chamada reis". Esta obra foi dividida em duas partes pelos tradutores da Septuaginta, uma tradição continuada pela Vulgata e outras traduções. Uma edição judaica de 1448 foi a primeira Bíblia hebraica a apresentar a divisão de Reis. As antigas versões relacionavam Samuel e Reis por título numa tentativa de refletir o tema básico comum, a história da monarquia em Israel. A Septuaginta os chama de Primeiro a Quarto dos Reinos, enquanto a Vulgata usa a palavra "Reis" e mantém a divisão em quatro partes. A presente divisão de Reis é bastante arbitrária, pois divide ao meio o reinado de Acazias, o ministério de Elias, e o período de aliança entre os reinos de Judá e Israel. Reis é uma obra anônima e não há certeza quanto à sua autoria. O livro dá evidências de uma origem profética por suas freqüentes referências a profetas, nomeados ou anônimos, tanto em Israel quanto em Judá. Outra razão para afirmarmos uma origem profética é a ênfase em profecia e cumprimento (1Re 8.20 cf. 2Sm 7.13; 2Re cf. 1Re , e outras passagens). Uma tradição judaica, preservada no Talmude, 1 atribui a obra ao profeta Jeremias, uma possibilidade lógica, já que ele foi o profeta mais destacado da parte final do período préexílico. 2 As várias ocorrências da expressão "até o dia de hoje" sugerem que o autor foi uma pessoa que vivia em Judá durante os anos cruciais da deterioração daquele reino. Não é historicamente impossível que Jeremias e/ou Baruque, seu colega e secretário, tenha(m) escrito até mesmo o epílogo sobre a reabilitação política de Joaquim estabelece. As semelhanças entre o epílogo de Jeremias (cap. 52) e os capítulos finais de Reis sugerem que têm uma fonte comum. Uma vez que Jeremias contém um cólofon que diz Aqui terminam as palavras de Jeremias, e o capítulo 52 se tornou parte do livro, há uma boa probabilidade que Baruque, "editor associado" de parte do livro (cf. Jr 36.18, 36), tenha sido responsável pela inclusão do último capítulo e pela edição final do livro de Reis. Quem quer que tenha sido o autor de Reis, certamente fez uso de fontes. Três são mencionadas com freqüência. o livro das crônicas de Salomão, o livro das crônicas dos reis de Israel, e o livro das crônicas dos reis de Judá. Não é certo se tais fontes eram registros oficiais das cortes, que teriam de alguma forma sobrevividas à invasão e exílio, ou se eram registros proféticos, mantidos por uma sucessão aparentemente ininterrupta de profetas de Yahweh em Israel e Judá. Um argumento a favor desta última posição é a presença de observações desairosas e negativas aos governantes, algo notável por sua ausência em "diários oficiais". Além disso, o livro de Crônicas contém evidências de que os profetas de Judá mantinham um registro de acontecimentos históricos (cf. 2 Cr 20.34; 26.22). A data final de compilação deve ser colocada por volta de 550 a.c., à luz do epílogo, que 1 Talmud, Baba Bathra. p.15a. 2 John Gray afirma que a maior parte dos livros de Reis é de origem pré-exílica, com alguma atividade editorial durante o exílio (I & II Kings, OTL, 7).

2 relata a reabilitação de Joaquim por Evil-Merodaque em 561 a.c. 3 CONTEXTO HISTÓRICO Primeiro e segundo Reis traçam a história da monarquia de Israel durante quatro séculos tumultuados, desde o reinado de Salomão (971 a.c) até a prisão de Joaquim na Babilônia (562 a.c.). Eles retratam o reinado de Salomão, incluindo a construção do templo (1Rs 1-11), a era do reino dividido até a queda de Samaria (1Rs 12-2Rs 17) e os últimos anos de Judá até o exílio babilônico (2Rs 18-15). Deste modo, durante esse período de aproximadamente 410 anos, o foco de poder no Oriente Médio se deslocou várias vezes. No início do livro Israel era esse foco, que eventualmente passou à Assíria e, finalmente a Babilônia. Ocasionalmente Egito e Síria se tornavam focos temporários de atenção internacional devido ao seu freqüente relacionamento com Israel (cuja história era sempre a lente pela qual os acontecimentos no Oriente Médio eram observados e analisados). O quadro seguinte retrata os períodos de dominação de cada império e os representantes principais durante os períodos de hegemonia. Os Reinos do Oriente Médio Antigo entre 971 e 561 a.c. Israel Assíria Babilônia Egito Síria Salomão ( ) Acabe ( ) Jeroboão II ( ) Azarias ( ) Adad-Nirari II ( ) Assurnasirpal II ( ) Salmaneser III ( ) Ben-Hadade I Peca ( ) Tiglate-Pileser III ( ) Rezim Salmaneser V ( ) Ezequias ( ) Josias ( ) Jeoaquim ( ) Joaquim ( ) Zedequias ( ) Senaqueribe ( ) Merodaque-Baladã Nabopolassar ( ) Nabucodonosor ( ) Tiraca Neco II ( ) A história de 1e 2Reis não é só uma história política da monarquia. É uma interpretação 3 PINTO, Carlos Osvaldo. Teologia bíblica do Antigo Testamento. Atibaia: Seminário Bíblico Palavra da Vida, p. 97.

3 profética de como cada rei afetou o declínio espiritual de Israel e Judá. Os reis que tiveram maior impacto religioso recebem mais atenção. Por exemplo, Onri foi um dos reis mais importantes na história do Antigo Oriente Próximo, mas seu reinado é mencionado em poucos versículos apenas (1Rs ). Os reinos gêmeos de Judá e Israel surgiram como resultado da infidelidade de Salomão à aliança deuteronômica, que ao longo do livro serve como um termômetro espiritual para a nação e seus governantes. As dez tribos do reino do Norte mantiveram o nome Israel. O reino Sul recebeu o nome da tribo dominante, Judá. Os livro de Reis explicam, por meio dos reinos divididos, como a história é regida pela lei moral de Deus. Todos os reis do reino do Norte foram condenados por causa do culto idólatra. Nisso, seguiram os caminhos do primeiro rei de Israel, Jeroboão, que introduziu o culto a bezerros em Dã e Betel (por exemplo, 15 1Rs , 33-34). Os reis do sul, Judá, foram aprovados quando seguiram o pai deles, Davi (por exemplo, 15.13). Só Ezequias e Josias encontraram plena aprovação porque eliminaram os lugares altos e reformaram o culto corrompido do templo (2Rs ; ). 4 As causas "humanas" para a divisão foram a excessiva taxação imposta a todas as tribos por Salomão para sustentar seu mega-estado. Como a união já vinha enfraquecida desde os dias das revoltas de Absalão e Seba ben-bicri, o benjamita (cf. 2Sm 20), a exploração econômica e social (trabalho forçado) durante o reinado de Salomão precipitaram a crise no início do reinado de Reoboão. O que fora um grito de revolta no caso de Seba (2Sm 20.2) acabou por se tornar o refrão popular do movimento secessionista de Jeroboão (Que parte temos nós com Davi? Não há para nós herança no filho de Jessé! Às vossas tendas, ó Israel; 1Re 12.16). Como indicou Homer Heater, 5 sempre houve duas forças em operação em Israel. A força centrífuga era a tendência das tribos buscarem sua existência independente como nos períodos da conquista e dos juízes, e essa força se manifestou quando, desiludidos com os rumos da monarquia, os israelitas reivindicaram um alívio da centralização e do que viam como uma exploração das demais tribos pela tribo de Judá. Por outro lado, a força centrípeta era de natureza religiosa, pois o povo estava fortemente ligado ao santuário central e ao sacerdócio levítico, que se achavam centralizados em Jerusalém desde o tempo de Davi. Esse laço se tornara ainda mais forte com a construção do magnífico templo de Salomão. Tirando proveito da força centrífuga latente desde o tempo dos juízes, Jeroboão percebeu que seria necessário anular o efeito aglutinador da religião, e por isso, junto com a nova (e supostamente menos estatizada) monarquia, criou um novo culto sincrético, 6 com sacerdócio próprio, calendário diferente e dois santuários, 4 MALKOMES, Robinson, SAYÃO, Luiz A., YOSHIMOTO, Daniel A. Manual bíblico Vida Nova. São Paulo: Vida Nova, p HEATER, Homer. A Theology of Samuel and Kings, em Biblical Theology of the Old Testament, editado por 6 Zuck, p.117. William S. LaSor et al. sugerem que o culto de Jeroboão era originalmente a Yahweh, mas que os bezerros de ouro, concebidos como o trono da divindade (como a Arca o era no Tabernáculo, cf. Sl 99:1) logo foram associados com os

4 Betel ao sul e Dã ao norte. Essa estrutura de dois poderes e duas religiões dentro de uma mesma etnia gerou conflitos político-econômicos e religiosos que contribuíram para agravar o problema espiritual de desobediência à aliança e apressar o desaparecimento da monarquia como agente da teocracia na história. CRONOLOGIA DE REIS Para os intérpretes, é difícil entender como os cronistas calculavam as datas dos reinados. Os reinados são datados pela comparação da data em que um governante começou a reinar com o número de anos que seu par, no outro reino, havia reinado. O tempo do reinado é fornecido para cada rei. Mas há dificuldades para conciliar as várias datas. Para completar, Judá e Israel podem ter seguido calendários com o início do ano em diferentes épocas. Por fim, pode ter havido diferenças em como governantes contavam o início de seus reinados. Alguns começavam a contar pela coroação, enquanto outros começavam a contra só após o primeiro ano do reinado. Assim, os estudiosos procuram fazer reconstruções, até mesmo sobrepondo reinados de país e filhos, para ajudar a explicar as datas. Não há consenso entre os estudiosos sobre todas as datas dos reis. As diferenças não são tão extraordinárias que impeçam nosso entendimento do cenário histórico do período. A cronologia sugerida abaixo deriva a maior parte de seus dados da obra de Edwin Thiele: 7 Uma cronologia do livro de Reis ISRAEL JUDÁ Jeroboão Nadabe Baasa Elá Zinri Onri Acabe Acazias Jorão Jeú Jeoacaz Jeoás Jeroboão II Zacaria Salum Menaém Pecaías Peca Oséias Abias Roboão Asa Josafá Jeorão Acazias Atalia Joás Amazias Azarias Jotão Acaz Ezequias Manassés deuses de Canaã, principalmente Baal, que tinha por um de seus símbolos um touro (Old Testament Survey, 259). Edwin Thiele: The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings e de sua atualização por Leslie McFall. Embora não seja a última palavra no assunto e padeça de algumas pressuposições inaceitáveis, o sistema proposto por Thiele (a prática de co-regências, diferentes métodos de datar os reis em Israel e Judá,a existência de reinos rivais no Norte e considerações relativas aos calendários civil e religioso) reduziu significativamente os problemas e produziu uma certa medida de consenso entre estudiosos evangélicos. Leslie McFall retrabalhou o sistema de Thiele com pressuposições mais bíblicas e propôs um modelo ainda mais próximo do que os autores bíblicos tinham em mente ("Has the Chronology of the Hebrew kings been finally settled?", Themelios 17:1 (out.-nov. 1991): 6-11.

5 Amom Zedequias Jeoacaz Jeoaquim Joaquim Josias FORMA LITERÁRIA Reis não possui a complexa estrutura literária de Samuel. Seu plano é mais simples e consiste basicamente de estabelecer contrastes e comparações ao que o autor/editor percebia como os padrões máximos de fidelidade e infidelidade a Yahweh e Sua aliança, Davi e Jeroboão. Isso não significa que não haja arte ou teologia na maneira em que as narrativas e avaliações foram ordenadas no livro. Reis possui um propósito didático, que cumpre sem recorrer às distorções ou exageros típicos das crônicas reais de outras nações do Oriente Médio Antigo, 8 pois os reis de Israel e Judá são retratados como indivíduos sujeitos a fracassos morais, políticos e militares. O propósito mais amplo do livro era oferecer às gerações exílica e pós-exílica uma explicação coerente para o fato do povo escolhido por Yahweh ter-se reduzido a um punhado de escravos em Babilônia, bem como uma esperança diante de tal fracasso. Para atingir este propósito, o autor/editor dá atenção mais detalhada a certos eventos e personagens, particularmente aqueles que demonstram mais claramente que o fracasso temporal da monarquia teocrática não se deveu a alguma falta de poder ou falha de caráter de Yahweh, mas pela falta de conformidade do povo à aliança assumida no Sinai e renovada nas campinas de Moabe. Um dos fatores que demonstram essa proposta é a proporção. Levando-se em conta que o livro cobre um período de 410 anos em 47 capítulos, vemos que a descrição dos 40 anos do reinado de Salomão cobre 11 capítulos, dos quais nada menos que 4 são dedicados à construção e dedicação do Templo. Basicamente 3 capítulos são dedicados à ascensão e ao reinado de Jeroboão, que tomaram 22 anos. Os ministérios de Elias e Eliseu, que juntos duraram cerca de 40 anos, merecem nada menos que 19 capítulos, em que muitas vezes a narrativa é extremamente detalhada. Em contraste, Onri, que fundou a terceira dinastia de Israel e edificou Samaria, e foi tão importante aos olhos de seus contemporâneos que Israel era frequentemente mencionado em inscrições do OMA como "a casa de Onri", merece apenas um parágrafo. Outro fator literário que orienta o leitor a essa dupla percepção de fracasso e esperança com relação ao tema fundamental que é a monarquia teocrática, é o uso de um recurso chamado inclusio, que consiste em utilizar o mesmo tema como uma espécie de parênteses para indicar que o todo está tratando do mesmo assunto ou deve ser olhado da mesma perspectiva teológica. Este parece ser o alvo da inclusão da luta fratricida no início do livro (que mostra que divisão interna e intriga palaciana não puderam anular a aliança davídica) e da inclusão da reabilitação de Joaquim como epílogo do livro (que mostra que 8 WALTON, John, Ancient Israelite Literature in Its Cultural Context, p. 119.

6 nem mesmo destruição e exílio puderam extinguir a esperança de que a linhagem davídica viesse a produzir o Filho de Davi, cujo trono seria eterno). Dois discursos contidos no livro focalizam o tema da observância à aliança e as conseqüências de sua desobediência. O primeiro que focaliza o Templo como meio de expressão da lealdade mútua exigida pelo pacto deuteronômico, está contido na bênção e oração de Salomão (1Re ). Esse discurso era importante porque a inauguração do Templo marcou, de maneira efetiva aos olhos do povo, a total integração da vida de Israel como monarquia teocrática. O segundo discurso vem do próprio autor/editor (2Re ), ao explicar a causa do cativeiro das dez tribos do Norte, creditado à falta de lealdade pactual (17.15). Prolepticamente, o autor/editor avança até o cativeiro babilônico ao comentar sobre Judá e seu exílio ( ). Por outro lado, a oração do rei na dedicação do Templo, calcada em Deuteronômio 4 e 28, já acenava com a possibilidade do cativeiro sim, mas também da restauração, que o autor/editor deixa em germe na reabilitação de Joaquim ( ). MENSAGEM À luz destas observações, a seguinte mensagem é proposta para o livro de 1 e 2 Reis: 9 A infidelidade nacional às alianças deuteronômica e davídica trouxe o inevitável colapso da monarquia depois de repetidas manifestações de misericórdia divina, que adiaram o castigo em Judá e preservaram um remanescente em Israel. TEOLOGIA DE REIS Yahweh é apresentado no livro de Reis primariamente como o Deus das alianças. Ele é o mesmo Deus que Se revelou a Israel no Sinai (cf. 1Re 19), e que agora Se mostra fiel das demonstrações de misericórdia e na execução da justiça de acordo com as promessas da aliança. A. Yahweh é santo. Este atributo é visto mais frequentemente no julgamento contra os que violam os preceitos da aliança mosaica do que em declarações formais encontradas no texto. Reis é, ao lado de Juízes, o exemplo principal da justiça de Yahweh, isto é, de Sua santidade em ação. Assim, o juízo contra Salomão vem porque a santidade e a singularidade de Yahweh são ofendidas pela sua tolerância com a idolatria e posterior adesão a ela (1Re 11). De igual modo, Jeroboão perde a bênção de Yahweh e traz maldição sobre sua dinastia por causa de suas perversões idólatras, que se tornaram o padrão pelo qual Israel media o mal. 10 Talvez o exemplo mais dramático do zelo de Yahweh por Sua santidade é o do homem de Deus que foi morto por um leão por não obedecer estritamente à ordem que havia 9 PINTO, Carlos Osvaldo. Teologia bíblica do Antigo Testamento. Atibaia: Seminário Bíblico Palavra da Vida, p A promessa feita a Jeroboão é marcadamente distinta daquela que foi feita a Davi. Seu caráter era eminentemente condicional (1 Re 11:38), em contraste com a aliança de doação real feita a Davi (2 Sm 7:8-16, especialmente os versículos 15-16).

7 recebido (1Re ). O exemplo mais conhecido, é claro, é a confrontação entre Elias e os profetas de Baal ( ), onde a santidade e a singularidade de Yahweh foram magnificamente vindicadas. 2. Yahweh é gracioso. Ele demonstra Seu amor leal a Seus servos (1Re 8.22), derrama copiosamente riqueza e sabedoria (1Re ), restringe o julgamento à vista do arrependimento do mais vil pecador (1Re ), cura estrangeiros e lhes revela o Seu caráter (2Re a), e não abre mão de Seus propósitos graciosos mesmo quando Seu próprio profeta sugere que um Israel crivado de pecados chegou "ao fim da picada" pactual (1Re ). As profundezas da graça de Yahweh se encontram, todavia, na Sua preservação da linhagem davídica mesmo em face da mais grosseira idolatria e infidelidade moral. Salomão (1Re 11.35), Abias (1Re 15.4), e até mesmo o piedoso Ezequias (2Re ) são exemplos de tal graça preservadora expressa nos termos das promessas incondicionais das alianças abraâmica e davídica. 3. Yahweh é fiel. A fidelidade divina já é reconhecida por Salomão como o elemento chave em sua subida ao trono e na construção do templo (1Re 8.20). Falhas humanas subseqüentes não invalidam as promessas de Deus assim como a presença de nuvens escuras não invalida a realidade do sol. De fato, como Gerhard von Rad sugeriu, "a crítica parcialmente destrutiva dos reis de Judá e Israel teve assim o seu aspecto positivo e o Deuteronomista serviu-se dela para preservar de qualquer alteração ou usurpação o que, na sua opinião, era o verdadeiro sentido da profecia de Natã". 11 O epílogo sobre a reabilitação de Joaquim é uma indicação clara da fidelidade pactual de Yahweh. Além disso, o Deus que chama para Si a responsabilidade de cumprir Suas alianças é também fiel em preservar um remanescente para o qual tais promessas venham, eventualmente, a se tornar realidades (cf. 1Re 19.18). Uma nota de solene advertência é que esta fidelidade às promessas inclui as promessas de juízo. Mesmo a profunda conversão e devoção de um Josias é incapaz de deter a maré da ira pactual de Yahweh contra o entulho idólatra e imoral acumulado por um Manassés (2Re 23.26), cuja influência acompanhou Judá até 586 a.c., quando Nabucodonosor destruiu Jerusalém. 12 A ADMINISTRAÇÃO DOS PROPÓSITOS DE DEUS A. O decreto da permissão do mal. No livro de Reis o mal aparece na luta espiritual pelo coração dos reis, primariamente os da linhagem de Davi, que são confrontados com a escolha de seguir os passos de seu ilustre antepassado ou os caminhos tortuosos da idolatria, quer em sua versão jeroboâmica, quer na versão baalística. Outras forças do mal são a guerra entre os reinos (Norte-Sul) e, no plano político da teocracia, a subserviência a potências estrangeiras com vistas à segurança e à sobrevivência da nação, muitas vezes às custas dos tesouros sagrados de Israel. Tal prática foi condenada veementemente pelos 11 Teologia do Antigo Testamento, 1: Este elemento corporativo que não se manifestou nos Juízes e esteve tão presente em Samuel e Reis é fonte de inquietação para von Rad, Teologia 2:333. A diferença entre os períodos está ligada à escolha do povo e ao fato de que uma vez assumida a autoridade real, a misteriosa identidade corporativa entrava em ação. Além disso, Israel de fato assumira o estilo de vida cananeu e trouxera, com isso, sobre si a ira santa do Deus que pronunciara um (herem, "edito de aniquilamento") contra Canaã.

8 profetas como adultério pactual. B. A ação divina em julgar o mal. Esta atividade assumiu formas diversas em Reis. O mal em Israel e Judá foi muitas vezes purgado por meio de invasão e opressão estrangeira (Yahweh usou egípcios, siros, moabitas, filisteus, assírios e babilônios para isso). No plano interno o juízo foi mediado por profetas (Elias e Eliseu) e reis (Jeú, que desmantelou o aparato estatal baalista montado por Acabe e Jezabel; [2Re 9-10] e Jeoás, que puniu o idólatra e arrogante Amazias; cf. 2 Cr 25.14). C. A promessa de libertar do mal. É esta promessa que garante a subsistência de Judá ao tempo do cisma de Jeroboão (1Re ), no tempo da apostasia de Abias (1Re ), no tempo da trama diabólica de Atalia para eliminar a linhagem de Davi (2Re 11.1), e no quase aniquilamento de Judá durante a invasão de Senaqueribe (2Re 19.24; 20.6). D. O decreto de abençoar os eleitos. Esta linha de ação divina está presa à aliança davídica, que é mais notável no livro pelo fracasso de seus representantes; isso mantém acesa na mente do leitor a questão de quando viria o Filho de Davi, tão esperado. O propósito divino de restabelecer Seu governo por intermédio de um rei davídico exigia o surgimento de alguém maior que Davi. Mesmo seus descendentes mais piedosos, Ezequias e Josias, fracassaram na tarefa de conquistar o mal (cf. Gn 4.7). A linhagem davídica é preservada no cativeiro, e os leitores chegam ao fim do relato insatisfeitos com o resultado, mas esperançosos quanto ao futuro, aguardando a eventual aparição do Filho de Davi e do pleno cumprimento da aliança. CULTO E PROFECIA COMO INSTRUMENTOS DA TEOCRACIA A. O Culto. Uma grande parte da teologia do Antigo Testamento gira em torno do culto mosaico e do lugar onde era realizado. A própria nação só ganhou tal status quando o Tabernáculo foi inaugurado e a presença de Yahweh se tornou visível ao povo. Com a entrada em Canaã tornou-se necessário definir claramente o que era um culto aceitável, principalmente pelas semelhanças conceituais e verbais entre o yahwismo e as religiões cananitas. Uma aparente tensão que existiu desde o começo da habitação em Canaã foi a centralização do culto exigida em Deuteronômio 12, 14 e 16 e a existência dos famosos (bamôt, "altos"), onde todo Israel, dos camponeses aos monarcas, adorou. A ala liberal da erudição fez dessa aparente tensão uma tensão real e a base de sua datação recente para Deuteronômio e outras partes do AT. Talvez seja mais apropriado aceitar a idéia proposta por M. H. Segal de que Deuteronômio não insistia num lugar único, mas em que o lugar fosse divinamente aprovado (i.e., não fosse um local de culto sincrético). 13 Isso explicaria a nota crítica com respeito a alguns reis."os altos, todavia, não foram removidos" (1Re 15.14; 22.44). Quando o Templo foi construído, Israel partiu de uma premissa básica, a de que o Templo não poderia conter ou limitar a Yahweh, que era universal e onipresente (cf. 1Re 8.27). O templo era o local de Sua manifestação em glória, beleza, santidade e justiça, onde o desfavorecido e explorado podia buscar ajuda (8.21). A universalidade de Yahweh era vista no fato do estrangeiro poder orar a Ele, caso tivesse se identificado com Seu povo ( ), 13 The Book of Deuteronomy, Jewish Quarterly Review 48 (1957-8):

9 e no fato de que a oração de Israel no Exílio seria ouvida se dirigida ao Templo ( ). Certamente esta passagem é a base da ação de Daniel quando confrontado com o edito de Dario (Dn 6) e com o fato dos setenta anos de cativeiro preditos por Jeremias estarem se cumprindo (Dn 9). Essa prática permanece na mentalidade islâmica. Infelizmente, com o passar dos séculos, a confiança foi desviada daquele que habitava no Templo para o Templo em si, o mesmo erro que Israel praticou em relação à Arca (1 Sm 4). Jeremias foi o profeta que mais veementemente atacou tal hierolatria (cf. Jr 7). B. A Profecia. O movimento profético teve em Samuel o seu "fundador" oficial. A "escola de profetas" ainda incipiente e "carismática" em 1 Samuel 10 aparece mais organizada e "teológica" nas narrativas de Elias e Eliseu. Os profetas aparentemente gozavam de uma condição implicitamente aceita pela nação, que os colocava acima dos reis. Isso pode ser creditado ao fato de que Moisés era visto como o profeta por excelência, e que servira de intermediário entre Yahweh e Israel. A etimologia da palavra hebraica profeta (aybin") é incerta, mas o certo é que em Reis, profetas ungem e repreendem reis, dão conselho baseado em revelação divina, 14 e acompanham os exércitos à guerra (Odebe e Eliseu são dois exemplos) como porta-vozes de Deus. Elias e Eliseu são dois casos únicos no movimento profético em Reis, pois cumprem uma função sócio-político-religiosa singular, a de ministrar a graça pactual de Yahweh na resistência ao Baalismo e no desmantelamento do aparato religioso criado para sustentar essa falsa religião. Enquanto o ministério de Elias foi primariamente de julgamento, o de Eliseu foi de misericórdia, o que fornece um paralelo marcante aos ministérios de João Batista e de Jesus É verdade que Natã dá precedente para vermos que o profeta era, ocasionalmente, o amigo do rei que dava conselhos baseados em opinião pessoal e bom senso. Sem dúvida Isaías exerceu tal papel em relação a Ezequias, e Jeremias. 15 PINTO, Carlos Osvaldo. Teologia bíblica do Antigo Testamento. Atibaia: Seminário Bíblico Palavra da Vida, pp

Livros Históricos. Recapitulação

Livros Históricos. Recapitulação Livros Históricos Recapitulação Em nosso Cânon, os livros históricos são doze: Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Autoria: São anônimos Compiladores:

Leia mais

OS LIVROS HISTÓRICOS 1 e 2 REIS

OS LIVROS HISTÓRICOS 1 e 2 REIS Lição 8 OS LIVROS HISTÓRICOS 1 e 2 REIS Introdução Como os dois livros de Samuel, 1 e 2 Reis eram originalmente um só na Bíblia Hebraica. O título original era Melechim, Reis, extraído da primeira palavra

Leia mais

Os Livros dos Reis relatam acontecimentos da Monarquia iniciada por Saul e Davi e seus descendentes. Os dois reinaram entre o ano 972 a.c. à 561 a.c.

Os Livros dos Reis relatam acontecimentos da Monarquia iniciada por Saul e Davi e seus descendentes. Os dois reinaram entre o ano 972 a.c. à 561 a.c. Os Livros dos Reis relatam acontecimentos da Monarquia iniciada por Saul e Davi e seus descendentes. Os dois reinaram entre o ano 972 a.c. à 561 a.c. Depois de Davi, veio Salomão. O Reino de Davi e Salomão

Leia mais

Em Reis fica evidente a apostasia do povo hebreu com o consequente julgamento de Javé.

Em Reis fica evidente a apostasia do povo hebreu com o consequente julgamento de Javé. Introdução ao Livro dos Reis - Um povo, duas nações Na Bíblia hebraica, tal qual os livros de I e II Samuel, os livros de Reis formam um único volume e se encontram na seção chamada "Profetas Menores"

Leia mais

Livros Históricos 2 SEFO 2013 Livros de 1 e 2 Crônicas- 2ª Aula

Livros Históricos 2 SEFO 2013 Livros de 1 e 2 Crônicas- 2ª Aula Livros Históricos 2 SEFO 2013 Livros de 1 e 2 Crônicas- 2ª Aula Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Madureira Campo de Mogi das Cruzes Conteúdo Programático Seção Título Slide 1. Introdução

Leia mais

LIVROS HISTÓRICOS. Aula 4

LIVROS HISTÓRICOS. Aula 4 Panorama do Antigo Testamento LIVROS HISTÓRICOS PARTE 2 Aula 4 Quais livros? I REIS II REIS I CRÔNICAS II CRÔNICAS ESDRAS NEEMIAS ESTHER CRONOLOGIA (O Cisma) PERÍODO (ac) HISTÓRIA BÍBLICA TEXTO IMPÉRIO

Leia mais

Panorama do Antigo Testamento. Escola Bíblica IECI 1º Semestre de 2015 Aula 7

Panorama do Antigo Testamento. Escola Bíblica IECI 1º Semestre de 2015 Aula 7 Panorama do Antigo Testamento Escola Bíblica IECI 1º Semestre de 2015 Aula 7 RECAPITULAÇÃO - AT RECAPITULAÇÃO - AT RECAPITULAÇÃO - AT CRONOLOGIA DO AT CRONOLOGIA DO AT 1. Da criação a Abraão (criação 2000

Leia mais

Reino do Sul Reino do Norte

Reino do Sul Reino do Norte Jeorão filho de Josafá reinou em seu lugar por 8 anos Matou todos seus irmãos A profecia de Elias Teve uma doença incurável E andou no caminho dos reis de Israel, como fazia a casa de Acabe; porque tinha

Leia mais

Livros Históricos. Introdução

Livros Históricos. Introdução Livros Históricos Introdução Em nosso Cânon, os livros históricos são doze: Josué, Juízes, Rute, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis, 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Cânon Judaico: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel,

Leia mais

Jörg Garbers Ms. de Teologia

Jörg Garbers Ms. de Teologia Introdução e visão geral da História de Israel O ESTADO DE JUDÁ Jörg Garbers Ms. de Teologia Textos 1Rs 12 2Cr 10 Data ~ 931 a.c. As narrativas bíblicas situam aqui o cisma entre as 12 tribos (10 Israel

Leia mais

OS LIVROS SAMUEL E REIS

OS LIVROS SAMUEL E REIS Jörg Garbers OS LIVROS SAMUEL E REIS INTRODUÇÃO, TEOLOGIA E HISTÓRIA 1 INTRODUÇÃO 1.1 NOME Os livros Js até 2Rs têm na Bíblia hebraica o nome: "Os profetas anteriores. Por quais motivos os judeus deram

Leia mais

Conceitos Básicos. Profetizou em Israel, durante o reinado de Jeroboão II (Século VIII a.c.), cumpre seu ministério por 30 anos

Conceitos Básicos. Profetizou em Israel, durante o reinado de Jeroboão II (Século VIII a.c.), cumpre seu ministério por 30 anos Oséias Salvação Conceitos Básicos Oséias, o profeta, era filho de Beeri. Profetizou em Israel, durante o reinado de Jeroboão II (Século VIII a.c.), cumpre seu ministério por 30 anos O nome Oséias era comum

Leia mais

Opovo da época de Ezequiel, como fazem muitas pessoas hoje, tentava justificar seus erros

Opovo da época de Ezequiel, como fazem muitas pessoas hoje, tentava justificar seus erros Lição 6 Deus Age por Amor do Nome Dele: Sua Justiça e Misericórdia (Ezequiel 18:1-20:44) Opovo da época de Ezequiel, como fazem muitas pessoas hoje, tentava justificar seus erros pela tática perversa de

Leia mais

Livros Históricos 1 SEFO 2013 Livros de 1 e 2 Reis - 5ª Aula

Livros Históricos 1 SEFO 2013 Livros de 1 e 2 Reis - 5ª Aula Livros Históricos 1 SEFO 2013 Livros de 1 e 2 Reis - 5ª Aula Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Madureira Campo de Mogi das Cruzes Conteúdo Programático Seção Título Slide 1. Introdução 4

Leia mais

Esperança em um mundo mal Obadias 1-21. Propósito: Confiar em Cristo independente do mundo em que vivemos.

Esperança em um mundo mal Obadias 1-21. Propósito: Confiar em Cristo independente do mundo em que vivemos. Esperança em um mundo mal Obadias 1-21 Propósito: Confiar em Cristo independente do mundo em que vivemos. Introdução Obadias É o livro mais curto do Antigo Testamento. Quase nada se sabe sobre o autor.

Leia mais

Centro de Treinamento Bíblico IBRVN 2011 Panorama do Antigo Testamento

Centro de Treinamento Bíblico IBRVN 2011 Panorama do Antigo Testamento PARA QUEM QUER SE APROFUNDAR UM POUCO PERÍODOS DA HISTÓRIA DE ISRAEL ORIGENS PATRIARCAS ESCRAVIDÃO ÊXODO CONQUISTA... 2166-1876 a.c. 1876-1446 a.c. 1446-1406 a.c. 1406-1376 a.c. JUÍZES REINO UNIDO REINO

Leia mais

OS LEVITAS Dicionário Internacional de Teologia Novo Testamento,

OS LEVITAS Dicionário Internacional de Teologia Novo Testamento, OS LEVITAS Vamos ao um breve estudo sobre os levitas, que há muito tempo, nas igrejas evangélicas e até mesmo nos templos católicos, é um título dado aos instrumentistas e cantores. Biblicamente falando,

Leia mais

ANTES DA DIVISÃO, O REINO ERA UNIDO

ANTES DA DIVISÃO, O REINO ERA UNIDO 1 SEMINÁRIO TEOLÓGICO ESCOLA DE PASTORES Curso de Imersão Bíblica Disciplina: Panorama do Antigo Testamento Professor: Alexsander de Carvalho A HISTÓRIA DOS 40 REIS QUE REINARAM EM ISRAEL E JUDÁ O REINO

Leia mais

Aula 40. 8.8 Área do Governo

Aula 40. 8.8 Área do Governo 148 Aula 40 Estudamos todo o significado da lei e vimos dez razões porque a lei foi dada. Falamos que essa é uma época que fazem muita confusão no ensino, inclusive dentro das igrejas. Quando entendemos

Leia mais

Linha do tempo. A História é a grande mestra. Aprendamos dela! Importa saber ler

Linha do tempo. A História é a grande mestra. Aprendamos dela! Importa saber ler Linha do tempo A História é a grande mestra Aprendamos dela! Importa saber ler 1 Como ler a História Linha reta: tudo já está determinado. Não há participação, nem liberdade Círculo: tudo se repete. O

Leia mais

Propedêutica Bíblica. 26 de Novembro de 2013 Texto Bíblico

Propedêutica Bíblica. 26 de Novembro de 2013 Texto Bíblico Propedêutica Bíblica 26 de Novembro de 2013 Texto Bíblico ORAÇÃO HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO POVO BÍBLICO I HISTÓRIA E GEOGRAFIA DO POVO BÍBLICO I Ler o texto no contexto GEOGRÁFICO: «Entre os que subiram

Leia mais

Professor Sebastião Abiceu Colégio Marista São José Montes Claros MG 6º ano

Professor Sebastião Abiceu Colégio Marista São José Montes Claros MG 6º ano Professor Sebastião Abiceu Colégio Marista São José Montes Claros MG 6º ano A Bíblia, na parte denominada Antigo Testamento (Torá), é o principal documento da história dos hebreus. Foi escrita ao longo

Leia mais

LIÇÃO TRIMESTRE 2015 ISRAEL OS ÚLTIMOS5REIS. Preparado por: Pr. Wellington Almeida

LIÇÃO TRIMESTRE 2015 ISRAEL OS ÚLTIMOS5REIS. Preparado por: Pr. Wellington Almeida OS ÚLTIMOS5REIS DE ISRAEL 0 IV TRIMESTRE 2015 Preparado por: Pr. Wellington Almeida OS ÚLTIMOS CINCO REIS DE ISRAEL INTRODUÇÃO Nunca tinha sido intenção de Deus dar um rei a Israel. Um após outro, esses

Leia mais

A Aliança Abraâmica e as Suas Implicações Atuais

A Aliança Abraâmica e as Suas Implicações Atuais A Aliança Abraâmica e as Suas Implicações Atuais Preparado para a Associação de Igrejas Batistas Regulares do Rio Grande do Norte 6-9 de Janeiro de 2010, Acampamento Elim, RN Pr. Barry Alan Farlow Professor

Leia mais

ESTUDO SOBRE A DISPENSAÇÃO DA LEI (1.718 Anos) Ex 3:1-10 Ex 12:37-38 Lc 16:16 Mt 3:1-3

ESTUDO SOBRE A DISPENSAÇÃO DA LEI (1.718 Anos) Ex 3:1-10 Ex 12:37-38 Lc 16:16 Mt 3:1-3 ESTUDO SOBRE A DISPENSAÇÃO DA LEI (1.718 Anos) Ex 3:1-10 Ex 12:37-38 Lc 16:16 Mt 3:1-3 Definição de Dispensação: período de tempo durante o qual a humanidade é moralmente responsável diante de Deus em

Leia mais

conheça sua Bíblia Estudos Panorâmicos no AT e NT TODA QUINTA-FEIRA - DAS 19H30 ÀS 21H - RUA JOSÉ ALVES GUEDES, 1332 - JD. SONIA JAGUARIÚNA/SP

conheça sua Bíblia Estudos Panorâmicos no AT e NT TODA QUINTA-FEIRA - DAS 19H30 ÀS 21H - RUA JOSÉ ALVES GUEDES, 1332 - JD. SONIA JAGUARIÚNA/SP TODA QUINTA-FEIRA - DAS 19H30 ÀS 21H - RUA JOSÉ ALVES GUEDES, 1332 - JD. SONIA JAGUARIÚNA/SP A! Uma grande biblioteca 66 livros Escritos por cerca de 40 homens Em um período de 1600 anos Livros agrupados

Leia mais

Introdução e visão geral da História de Israel e dos textos do Antigo Testamento. Jörg Garbers Ms. de Teologia

Introdução e visão geral da História de Israel e dos textos do Antigo Testamento. Jörg Garbers Ms. de Teologia Introdução e visão geral da História de Israel e dos textos do Antigo Testamento Jörg Garbers Ms. de Teologia 26.10.2013 08:00-09:30 Profetas e profetismo na história de Israel 09:50-11:50 A ressurreição

Leia mais

Panorama do Antigo Testamento. Escola Bíblica IECI 1º Semestre de 2015 Aula 4

Panorama do Antigo Testamento. Escola Bíblica IECI 1º Semestre de 2015 Aula 4 Panorama do Antigo Testamento Escola Bíblica IECI 1º Semestre de 2015 Aula 4 Divisão Mais Usual PENTATEUCO HISTÓRICOS POÉTICOS Maiores PROFÉTICOS Menores Gn Ex Lv Nm Dt Js Jz Rt 1 Sm 2 Sm 1 Re 2 Re 1 Cr

Leia mais

Porque Deus mandou construir o tabernáculo?

Porque Deus mandou construir o tabernáculo? Aula 39 Área da Adoração Êxodo 19:5~6 Qual o significado de: vós me sereis reino sacerdotal? Significa que toda a nação, não parte, me sereis reino sacerdotal, povo santo, nação santa. Israel era uma nação

Leia mais

JOÁS, O MENINO REI Lição 65. 1. Objetivos: Ensinar que devemos permanecer fiéis a Deus embora nossos amigos parem de segui-lo.

JOÁS, O MENINO REI Lição 65. 1. Objetivos: Ensinar que devemos permanecer fiéis a Deus embora nossos amigos parem de segui-lo. JOÁS, O MENINO REI Lição 65 1 1. Objetivos: Ensinar que devemos permanecer fiéis a Deus embora nossos amigos parem de segui-lo. 2. Lição Bíblica: 2 Reis 11; 2 Crônicas 24.1-24 (Base bíblica para a história

Leia mais

SUMÁRIO. Prefácio 09 Introdução 11 Agradecimentos 13 Apresentação 15 Cronologia do Velho Testamento 21

SUMÁRIO. Prefácio 09 Introdução 11 Agradecimentos 13 Apresentação 15 Cronologia do Velho Testamento 21 SUMÁRIO NARRATIVA TEXTOS PÁG Prefácio 09 Introdução 11 Agradecimentos 13 Apresentação 15 Cronologia do Velho Testamento 21 Gráfico: A Integração dos Livros do Velho Testamento em Ordem Cronológica Gráfico:

Leia mais

Panorama do Antigo Testamento. Escola Bíblica IECI 1º Semestre de 2015 Aula 6

Panorama do Antigo Testamento. Escola Bíblica IECI 1º Semestre de 2015 Aula 6 Panorama do Antigo Testamento Escola Bíblica IECI 1º Semestre de 2015 Aula 6 Divisão Mais Usual PENTATEUCO HISTÓRICOS POÉTICOS Maiores PROFÉTICOS Menores Gn Ex Lv Nm Dt Js Jz Rt 1 Sm 2 Sm 1 Re 2 Re 1 Cr

Leia mais

Revisão de DANIEL 1-9. Exemplos da fidelidade de Deus Exemplos da fidelidade de homens de Deus Demonstração da soberania de Deus sobre o mundo

Revisão de DANIEL 1-9. Exemplos da fidelidade de Deus Exemplos da fidelidade de homens de Deus Demonstração da soberania de Deus sobre o mundo Revisão de DANIEL 1-9 Exemplos da fidelidade de Deus Exemplos da fidelidade de homens de Deus Demonstração da soberania de Deus sobre o mundo Daniel 1-6 História Sonhos e visões proféticas Daniel 1 Terceiro

Leia mais

O povo da Bíblia HEBREUS

O povo da Bíblia HEBREUS O povo da Bíblia HEBREUS A FORMAÇÃO HEBRAICA Os hebreus eram pastores nômades que se organizavam em tribos lideradas por chefes de família denominado patriarca. Principais patriarcas: Abraão, Jacó e Isaac.

Leia mais

Os primeiros capítulos do livro de Ezequiel apresentam os temas principais. Deus estava

Os primeiros capítulos do livro de Ezequiel apresentam os temas principais. Deus estava Lição 5 Uma História de Amor Incrível: Como Deus Tratou Jerusalém Infiel (Ezequiel 16:1-17:24) Os primeiros capítulos do livro de Ezequiel apresentam os temas principais. Deus estava preparando um castigo

Leia mais

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA e SÃO LOURENÇO Em obediência à vossa palavra, lançarei as redes (Lc 5,5b)

PARÓQUIA NOSSA SENHORA APARECIDA e SÃO LOURENÇO Em obediência à vossa palavra, lançarei as redes (Lc 5,5b) Evangelho A palavra Evangelho significa: Boas Novas. Portando, não temos quatro evangelhos, mas quatro evangelistas que escreveram, cada um, conforme sua visão, as boas-novas de salvação, acerca do Senhor

Leia mais

5ª AULA DIA 01/06/2015 AS DIVISÕES DAS TRIBOS DE ISRAEL

5ª AULA DIA 01/06/2015 AS DIVISÕES DAS TRIBOS DE ISRAEL SERIEDADE NA PALAVRA CURSO BÁSICO DE TEOLOGIA MÓDULO I 1º SEMESTRE DE 2015 GEOGRAFIA BÍBLICA PR. MAXIMIANO PIRES 5ª AULA DIA 01/06/2015 AS DIVISÕES DAS TRIBOS DE ISRAEL Após a tomada de Jericó, acontece

Leia mais

Arquidiocese de Curitiba Curso de Teologia Introdução ao Antigo Testamento Prof. João Luis Fedel Gonçalves

Arquidiocese de Curitiba Curso de Teologia Introdução ao Antigo Testamento Prof. João Luis Fedel Gonçalves Arquidiocese de Curitiba Curso de Teologia Introdução ao Antigo Testamento Prof. João Luis Fedel Gonçalves 3 1 2 5 6 4 1. Fase das tradições quase só orais (1850-1030). Pode ter durado quase oito séculos.

Leia mais

Decida buscar o Senhor

Decida buscar o Senhor Decida buscar o Senhor Textos bíblicos: 2º Reis 22.8, 10-11; 23.1-3 e 24-25: 8. Então, disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o Livro da Lei na Casa do Senhor. Hilquias entregou o livro

Leia mais

LIÇÃO 8 Um Reino Dividido

LIÇÃO 8 Um Reino Dividido LIÇÃO 8 Um Reino Dividido Na lição sétima, fizemos uma pausa no nosso estudo sobre a história de Israel para considerar os escritos da era do reino os maravilhosos livros de poesia e sabedoria. Voltaremos

Leia mais

Tema: O Cordeiro e o Leão ESTUDO 2 Titulo: O Leão da Tribo de Judá Texto base: Ap 5:1-14

Tema: O Cordeiro e o Leão ESTUDO 2 Titulo: O Leão da Tribo de Judá Texto base: Ap 5:1-14 Tema: O Cordeiro e o Leão ESTUDO 2 Titulo: O Leão da Tribo de Judá Texto base: Ap 5:1-14 Ao examinarmos o contexto do cap. 5 de Apocalipse entendemos o titulo O Leão da Tribo de Judá, se refere ao ministério

Leia mais

Subsídios para a Lição da Escola Sabatina - 4º Trimestre de 2015 Lição 3: Os últimos cinco reis de Israel - 10 a 17 de outubro

Subsídios para a Lição da Escola Sabatina - 4º Trimestre de 2015 Lição 3: Os últimos cinco reis de Israel - 10 a 17 de outubro Subsídios para a Lição da Escola Sabatina - 4º Trimestre de 2015 Lição 3: Os últimos cinco reis de Israel - 10 a 17 de outubro Autor: Ozeas C. Moura: ozeas.moura@unasp.edu.br Editor: André Oliveira Santos:

Leia mais

REIS BONS E REIS MAUS

REIS BONS E REIS MAUS Bíblia para crianças apresenta REIS BONS E REIS MAUS Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:Lazarus Adaptado por: Ruth Klassen O texto bíblico desta história é extraído ou adaptado da Bíblia na Linguagem

Leia mais

O Antigo Testamento Deus mostra-se no Antigo Testamento como Aquele que criou o mundo por amor e permanece fiel ao ser humano, mesmo que este, pelo

O Antigo Testamento Deus mostra-se no Antigo Testamento como Aquele que criou o mundo por amor e permanece fiel ao ser humano, mesmo que este, pelo A missão na Bíblia A Bíblia No Antigo Testamento, a Missão é o convite para que o povo se purifique da idolatria e da magia e caminhe junto de Deus. No Novo Testamento, a Missão é envio aos confins do

Leia mais

Uma introdução à Bíblia

Uma introdução à Bíblia Uma introdução à Bíblia FORMAÇÃO DO IMPÉRIO DE DAVI E SALOMÃO PRIMEIRO TESTAMENTO A serviço da leitura libertadora da Bíblia VOLUME 3 Ildo Bohn Gass (Org.) 2 a edição São Leopoldo/RS 2011 Centro de Estudos

Leia mais

Distribuição Gratuita Venda Proibida

Distribuição Gratuita Venda Proibida O Atalaia de Israel Um Estudo do Livro de Ezequiel Dennis Allan 2009 www.estudosdabiblia.net Distribuição Gratuita Venda Proibida O Atalaia de Israel Um Estudo do Livro de Ezequiel Dennis Allan Introdução

Leia mais

www.linkchurch.net É o que vamos fazer rapidamente sem nos atermos muito a datas e nomes de pessoas.

www.linkchurch.net É o que vamos fazer rapidamente sem nos atermos muito a datas e nomes de pessoas. www.linkchurch.net Todo estudo deste Periodo tem e será fundamentado em fatos históricos. Não ha registro na Biblia deste periodo, muitas literaturas sacras surgiram neste periodo mas foram consideradas

Leia mais

A BÍBLIA. Leituras - 2 Tm 3.10-17; Sl 19, 119.105-112; Is 40.1-11

A BÍBLIA. Leituras - 2 Tm 3.10-17; Sl 19, 119.105-112; Is 40.1-11 A BÍBLIA Leituras - 2 Tm 3.10-17; Sl 19, 119.105-112; Is 40.1-11 DIVISÃO E CONTEÚDO A palavra "bíblia" vem do grego bíblia, plural de biblion, que traduzido quer dizer "grupo de "livros". Desta forma a

Leia mais

Capítulo 1 A perspectiva escatológica do Antigo Testamento

Capítulo 1 A perspectiva escatológica do Antigo Testamento Capítulo 1 A perspectiva escatológica do Antigo Testamento PARA ENTENDER CORRETAMENTE A ESCATOLOGIA BÍBLICA, é preciso vê-la como um dos aspectos integrantes de toda a revelação bíblica. A escatologia

Leia mais

Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens. (1 Timóteo 2:1)

Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens. (1 Timóteo 2:1) Ministério de Intercessão A Intercessão e a Batalha Espiritual Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens. (1 Timóteo 2:1) O que é Intercessão?

Leia mais

Aula 05 - Hebreus Prof. Dawison Sampaio

Aula 05 - Hebreus Prof. Dawison Sampaio FB MED, M3, 3 ANO, ANUAL, INTENSIVO Aula 05 - Hebreus Prof. Dawison Sampaio Todavia, eu sou o SENHOR teu Deus desde a terra do Egito; portanto não reconhecerás outro deus além de mim, porque não há Salvador

Leia mais

Aulas 6 e 7. A Antiguidade Oriental

Aulas 6 e 7. A Antiguidade Oriental Aulas 6 e 7 A Antiguidade Oriental Hebreus (Monoteísmo e judaísmo) III- I- Local: Economia: região da agricultura, Palestina pastoreio ( Canaã (rio ou Jordão) terra prometida ). e comércio Atualmente:

Leia mais

O povo judeu e sua religião

O povo judeu e sua religião A Vida de JESUS O povo judeu e sua religião O POVO JUDEU Religião Deus e o relacionamento com o homem O Tabernáculo A Arca da Aliança O Templo As Escrituras As Sinagogas Grupos religiosos O POVO JUDEU

Leia mais

História de Israel Aula 5. História de Israel. Ricardo Cota

História de Israel Aula 5. História de Israel. Ricardo Cota História de Israel Aula 5 História de Israel Ricardo Cota Salmos 66 : 4 Conhecendo a DEUS através da história do seu povo. Êxodo O Povo no Egito Gênesis 50 : 15 26. Povo na terra de GÓSEN; Êxodo 12: 40-41;

Leia mais

1. LEI 5 livros. 2. HISTÓRIA 12 livros. 3. POESIA 5 livros. 4. PROFETAS MAIORES 5 livros. 5. PROFETAS MENORES 12 livros

1. LEI 5 livros. 2. HISTÓRIA 12 livros. 3. POESIA 5 livros. 4. PROFETAS MAIORES 5 livros. 5. PROFETAS MENORES 12 livros LIÇÃO 4 Os Livros do Velho Testamento Ler o Velho Testamento é o mesmo que ler qualquer outro livro antigo, comentou um jovem que se juntara recentemente ao nosso grupo de estudo da Bíblia. No entanto,

Leia mais

A VIDA DO REI SALOMÃO

A VIDA DO REI SALOMÃO Momento com Deus Crianças de 09 a 11 anos NOME: DATA: 17/08//2014 A VIDA DO REI SALOMÃO Versículos para Decorar: 1 - Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente,

Leia mais

O REINO (ISRAEL) É DIVIDIDO Lição 61. 1. Objetivos: Ensinar que enquanto estamos seguindo a Deus, Ele cuida de nós.

O REINO (ISRAEL) É DIVIDIDO Lição 61. 1. Objetivos: Ensinar que enquanto estamos seguindo a Deus, Ele cuida de nós. O REINO (ISRAEL) É DIVIDIDO Lição 61 1 1. Objetivos: Ensinar que enquanto estamos seguindo a Deus, Ele cuida de nós. 2. Lição Bíblica: 1 Reis 11 a 14 (Base bíblica para a história o professor) Versículo

Leia mais

Introdução ao Evangelho

Introdução ao Evangelho CENTRO ESPÍRITA ISMAEL DEPARTAMENTO DE ENSINO DOUTRINÁRIO CURSO DE INTRODUÇÃO AO EVANGELHO AULA 6 OS POVOS HEBREU E JUDEU PRÓXIMA AULA Parábola da Rede Os Reis de Israel Samuel foi o último e maior de

Leia mais

LIÇÃO 01 CHAMADO PARA SER PROFETA A vocação e a vida de Jeremias Jeremias 1, 13

LIÇÃO 01 CHAMADO PARA SER PROFETA A vocação e a vida de Jeremias Jeremias 1, 13 LIÇÃO 01 CHAMADO PARA SER PROFETA A vocação e a vida de Jeremias Jeremias 1, 13 Exercícios para prática e discussão 1. Em que período e contexto Jeremias desenvolveu seu ministério? 2. Por que é importante

Leia mais

MESOPOTÂMIA ORIENTE MÉDIO FENÍCIA ISRAEL EGITO PÉRSIA. ORIENTE MÉDIO origem das primeiras civilizações

MESOPOTÂMIA ORIENTE MÉDIO FENÍCIA ISRAEL EGITO PÉRSIA. ORIENTE MÉDIO origem das primeiras civilizações MESOPOTÂMIA FENÍCIA ISRAEL EGITO ORIENTE MÉDIO PÉRSIA ORIENTE MÉDIO origem das primeiras civilizações CIVILIZAÇÕES DA ANTIGUIDADE ORIENTAL Mesopotâmia - Iraque Egito Hebreus Israel Fenícios Líbano Pérsia

Leia mais

As Civilizações Antigas do Oriente II

As Civilizações Antigas do Oriente II As Civilizações Antigas do Oriente II PERSAS, HEBREUS E FENÍCIOS Prof. Alan Carlos Ghedini Os Persas ENTRE CIRO, DARIO E XERXES A Origem Persas e Medos, um povo de origem indo-europeia (árias), estabeleceram-se

Leia mais

Um Vislumbre da Época do

Um Vislumbre da Época do V elho Um Vislumbre da Época do Testamento 3800 3600 3400 3200 3000 V elho Adão (930) anos 1 2 Sete (912) Um Vislumbre da Época do Testamento Gênesis Enos (905) Cainã (910) Maalalel (895) Jarede (962)

Leia mais

Geografia da Terra Prometida De Davi até Joaquim. Grupo de Estudos Bíblicos Nova Serrana Reginaldo Silva

Geografia da Terra Prometida De Davi até Joaquim. Grupo de Estudos Bíblicos Nova Serrana Reginaldo Silva Geografia da Terra Prometida De Davi até Joaquim Grupo de Estudos Bíblicos Nova Serrana Reginaldo Silva Império de Davi A Bíblia refere-se ao poderoso Reino de David no século 10 AC, segundo rei de Israel,

Leia mais

Malaquias 4: 16-18; 4: 5 e 6

Malaquias 4: 16-18; 4: 5 e 6 Malaquias 4: 16-18; 4: 5 e 6 Então aqueles que temeram ao Senhor falaram frequentemente um ao outro; e o Senhor atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dele, para os que temeram o Senhor, e para

Leia mais

A SAGRADA ESCRITURA. Por Marcelo Rodolfo da Costa

A SAGRADA ESCRITURA. Por Marcelo Rodolfo da Costa A SAGRADA ESCRITURA Por Marcelo Rodolfo da Costa A palavra bíblia é de origem grega do termo "biblion" que no plural significa "livros". Logo a bíblia é uma coleção de livros. Ela surge no meio de um oriente,

Leia mais

A Vida do Rei Asa - Bisneto de Salomão

A Vida do Rei Asa - Bisneto de Salomão A Vida do Rei Asa - Bisneto de Salomão 1 Reis 15:9-15 No ano vinte do reinado de Jeroboão em Israel, Asa se tornou rei de Judá 10 e governou quarenta e um anos em Jerusalém. A sua avó foi Maacá, filha

Leia mais

Aula 7.1 Conteúdo: Textos Sagrados: orais e escritos O que são os textos sagrados? O texto sagrado nas tradições religiosas ENSINO RELIGIOSO

Aula 7.1 Conteúdo: Textos Sagrados: orais e escritos O que são os textos sagrados? O texto sagrado nas tradições religiosas ENSINO RELIGIOSO CONTEÚDO E HABILIDADES FORTALECENDO SABERES DESAFIO DO DIA Aula 7.1 Conteúdo: Textos Sagrados: orais e escritos O que são os textos sagrados? O texto sagrado nas tradições religiosas 2 CONTEÚDO E HABILIDADES

Leia mais

Introdução. à Bíblia

Introdução. à Bíblia Introdução à Bíblia Pr. Kenneth Eagleton Escola Teológica Batista Livre (ETBL) Campinas, SP 2012 1 Quarta Lição Estrutura da Bíblia A Bíblia é, na verdade, mais que um só livro: é uma coleção de 66 livros

Leia mais

PENTATEUCO. (Também conhecido por Lei ou Torá)

PENTATEUCO. (Também conhecido por Lei ou Torá) ANTIGO TESTAMENTO PENTATEUCO (Também conhecido por Lei ou Torá) Pentateuco Pentateuco significa cinco rolos, do grego penta, cinco, e teuchos, rolos. É formado pelos cinco primeiros livros do Antigo Testamento:

Leia mais

IGREJA CRISTÃ MARANATA PRESBITÉRIO ESPÍRITO SANTENSE EM EFÉSIOS 2.8 PAULO VINCULA A SALVAÇÃO À FÉ QUE VEM DE DEUS.

IGREJA CRISTÃ MARANATA PRESBITÉRIO ESPÍRITO SANTENSE EM EFÉSIOS 2.8 PAULO VINCULA A SALVAÇÃO À FÉ QUE VEM DE DEUS. ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL 21-jun-2015 - TEMA: A FÉ Assunto: INTERFERÊNCIAS NO PROCESSO DA SALVAÇÃO Texto fundamental: JOÃO CAP. 9 EM EFÉSIOS 2.8 PAULO VINCULA A SALVAÇÃO À FÉ QUE VEM DE DEUS. COMENTAR OS

Leia mais

ANEXOS 7 a 9 O livro de Números (PARTE II) ADMINISTRAÇÃO DOS PROPÓSITOS DE DEUS EM NÚMEROS

ANEXOS 7 a 9 O livro de Números (PARTE II) ADMINISTRAÇÃO DOS PROPÓSITOS DE DEUS EM NÚMEROS ANEXOS 7 a 9 O livro de Números (PARTE II) ADMINISTRAÇÃO DOS PROPÓSITOS DE DEUS EM NÚMEROS A. O decreto de permitir o mal. A cada nova geração Yahweh confronta os homens com sua inclinação congênita para

Leia mais

conheça sua Bíblia Estudos Panorâmicos no AT e NT TODA QUINTA-FEIRA - DAS 19H30 ÀS 21H - RUA JOSÉ ALVES GUEDES, 1332 - JD. SONIA JAGUARIÚNA/SP

conheça sua Bíblia Estudos Panorâmicos no AT e NT TODA QUINTA-FEIRA - DAS 19H30 ÀS 21H - RUA JOSÉ ALVES GUEDES, 1332 - JD. SONIA JAGUARIÚNA/SP TODA QUINTA-FEIRA - DAS 19H30 ÀS 21H - RUA JOSÉ ALVES GUEDES, 1332 - JD. SONIA JAGUARIÚNA/SP Êxodo! DATA: 1445 a.c.; na caminhada pelo deserto do Sinai. NOME: No hebraico Shemot, nomes, e no grego Êxodo,

Leia mais

INTRODUÇÃO À BÍBLIA Revisão aula 1

INTRODUÇÃO À BÍBLIA Revisão aula 1 I NTRODUÇÃO À BÍ BLI A Revisão aula 1 INTRODUÇÃO À BÍBLIA Revisão aula 1 A BÍBLIA... UM CONJUNTO DE 66 LIVROS, COMEÇOU A SER ESCRITO HÁ MAIS OU MENOS 3500 ANOS, DEMOROU QUASE 1600 ANOS PARA SER CONCLUÍDO,

Leia mais

#101r. (Continuação) Apocalipse 13:1~10; a besta que subiu do mar.

#101r. (Continuação) Apocalipse 13:1~10; a besta que subiu do mar. (Continuação) Apocalipse 13:1~10; a besta que subiu do mar. #101r Na aula passada, iniciamos o estudo do cap13 de Apocalipse, onde, como falamos de certa forma descreve o personagem mais importante da

Leia mais

Introdução à Bíblia e ao Novo Testamento

Introdução à Bíblia e ao Novo Testamento Introdução à Bíblia e ao Novo Testamento A palavra Bíblia deriva do grego: ta biblía; plural de: ton biblíon. E significa "livros" Logo descobrimos que a Bíblia é uma coleção de livros! Nós, cristãos,

Leia mais

Bíblia para crianças. apresenta O SÁBIO REI

Bíblia para crianças. apresenta O SÁBIO REI Bíblia para crianças apresenta O SÁBIO REI SALOMÃO Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:Lazarus Adaptado por: Ruth Klassen O texto bíblico desta história é extraído ou adaptado da Bíblia na Linguagem

Leia mais

O CÂNON Sagrado compreende 46 Livros no ANTIGO TESTAMENTO e 27 Livros no NOVO TESTAMENTO.

O CÂNON Sagrado compreende 46 Livros no ANTIGO TESTAMENTO e 27 Livros no NOVO TESTAMENTO. Ao contrário do que parece à primeira vista, a Bíblia não é um livro único e independente, mas uma coleção de 73 livros, uma mini biblioteca que destaca o a aliança e plano de salvação de Deus para com

Leia mais

Pérsia, fenícia e palestina

Pérsia, fenícia e palestina Pérsia, fenícia e palestina Região desértica Atuais estados de Israel e Palestina Vários povos (semitas) estabelecidos no curso do Rio Jordão Palestina Hebreus (Palestina) Um dos povos semitas (cananeus,

Leia mais

ESCATOLOGIA - Doutrina das últimas coisas.

ESCATOLOGIA - Doutrina das últimas coisas. ESCATOLOGIA - Doutrina das últimas coisas. Em relação à volta do Senhor Jesus, a única unanimidade que há entre os teólogos é que ela acontecerá. Nos demais aspectos, são várias correntes defendidas. Cada

Leia mais

APRENDENDO SOBRE A BIBLIA. TEOLOGIA PURA. Responda o questionário! Tema "Conhecendo a Bíblia."

APRENDENDO SOBRE A BIBLIA. TEOLOGIA PURA. Responda o questionário! Tema Conhecendo a Bíblia. APRENDENDO SOBRE A BIBLIA. TEOLOGIA PURA Responda o questionário! Tema "Conhecendo a Bíblia." Responda estas questões relacionadas à bíblia, e teste seus conhecimentos e quem acertar acima de 88% ganha

Leia mais

SAMUEL, O MENINO SERVO DE DEUS

SAMUEL, O MENINO SERVO DE DEUS Bíblia para crianças apresenta SAMUEL, O MENINO SERVO DE DEUS Escrito por: Edward Hughes Ilustradopor:Janie Forest Adaptado por: Lyn Doerksen O texto bíblico desta história é extraído ou adaptado da Bíblia

Leia mais

Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado.

Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado. 1 Mosaicos #2 Um Novo e superior Testamento Hb 1:1-3 Introdução: Se desejamos compreender o hoje, muitas vezes precisaremos percorrer o passado. Neste sentido a Carta aos Hebreus é uma releitura da lei,

Leia mais

Panorama do Antigo Testamento INTRODUÇÃO. Aula 1 IBCU

Panorama do Antigo Testamento INTRODUÇÃO. Aula 1 IBCU Panorama do Antigo Testamento INTRODUÇÃO Aula 1 IBCU Estrutura do Curso 1. Introdução (09.03) 2. O Pentateuco (16.03) 3. Livros Históricos Parte 1 (23.03) 4. Livros Históricos Parte 2 (30.03) 5. Livros

Leia mais

PANORAMA DO ANTIGO TESTAMENTO. Aula 1- Considerações Iniciais

PANORAMA DO ANTIGO TESTAMENTO. Aula 1- Considerações Iniciais PANORAMA DO ANTIGO TESTAMENTO Aula 1- Considerações Iniciais a) A importância de uma visão panorâmica Resumir grandes eventos da nossa vida é, por si só, um grande desafio. Esquecer detalhes importantes

Leia mais

(3ª AULAS) - A BÍBLIA COMO UM LIVRO II - As divisões das Escrituras E S T U D A N D O A L I Ç Ã O!!!

(3ª AULAS) - A BÍBLIA COMO UM LIVRO II - As divisões das Escrituras E S T U D A N D O A L I Ç Ã O!!! (3ª AULAS) - A BÍBLIA COMO UM LIVRO II - As divisões das Escrituras TEMA: OBJETIVO: MEMORIZAR: REFLEXÃO: ABORDAGEM DO ALUNO A ORGANIZAÇÃO DOS LIVROS DA BÍBLIA Que o aluno se familiarize com as divisões

Leia mais

A Antiguidade Oriental Hebreus

A Antiguidade Oriental Hebreus A Antiguidade Oriental Hebreus (Monoteísmo e judaísmo) Mar Mediterrâneo Delta do Nilo Egito NASA Photo EBibleTeacher.com Península nsula do Sinai Mt. Sinai Mar Vermelho Canaã Tradicional Rota do Êxodo

Leia mais

Lição 1. Introdução aos Livros. Históricos. 4 Lições da Palavra de Deus PROFESSOR 42 TEXTO BÍBLICO BÁSICO. Deuteronômio 9.1-5

Lição 1. Introdução aos Livros. Históricos. 4 Lições da Palavra de Deus PROFESSOR 42 TEXTO BÍBLICO BÁSICO. Deuteronômio 9.1-5 Lição 1 Aula dada em Introdução aos Livros DIA MÊS ANO Históricos TEXTO BÍBLICO BÁSICO Deuteronômio 9.1-5 1 - Ouve, ó Israel, hoje, passarás o Jordão, para entrares a possuir nações maiores e mais fortes

Leia mais

Históricos UMA VIAGEM PELO ANTIGO TESTAMENTO PR. ARY QUEIROZ VIEIRA JUNIOR. HISTÓRICOS Pr. Ary Queiroz Vieira Júnior

Históricos UMA VIAGEM PELO ANTIGO TESTAMENTO PR. ARY QUEIROZ VIEIRA JUNIOR. HISTÓRICOS Pr. Ary Queiroz Vieira Júnior PR. ARY QUEIROZ VIEIRA JUNIOR UMA VIAGEM PELO ANTIGO TESTAMENTO HISTÓRICOS Pr. Ary Queiroz Vieira Júnior Conteúdo CAPÍTULO PRIMEIRO... 3 Uma retrospectiva do Pentateuco... 3 Datas importantes do Pentateuco...

Leia mais

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros.

O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. O Antigo Testamento tem como seus primeiros livros a TORÀ, ou Livro das leis. É um conjunto de 5 livros. A Torá é o texto mais importante para o Judaísmo. Nele se encontram os Mandamentos, dados diretamente

Leia mais

Liderança Cristã SEFO 2013

Liderança Cristã SEFO 2013 Liderança Cristã SEFO 2013 1ª Aula Fabio Codo Fábio Codo - http://teologiaaservicoevangelho.wordpress.com Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Madureira Campo de Mogi das Cruzes Conteúdo Programático

Leia mais

Lição 9. OS LIVROS HISTÓRICOS 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. 1 e 2 CRÔNICAS

Lição 9. OS LIVROS HISTÓRICOS 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. 1 e 2 CRÔNICAS Lição 9 OS LIVROS HISTÓRICOS 1 e 2 Crônicas, Esdras, Neemias e Ester 1 e 2 CRÔNICAS Judá não era mais uma monarquia, mas um grupo de ex-exilados, que vivia uma estagnação espiritual, sentindo-se inferiores

Leia mais

Deus Toma as Dores dos que são Fiéis

Deus Toma as Dores dos que são Fiéis Deus Toma as Dores dos que são Fiéis Ef 6.12,13 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século,

Leia mais

Estudo dirigido da Palavra de Deus. Gênesis e Êxodo

Estudo dirigido da Palavra de Deus. Gênesis e Êxodo Estudo dirigido da Palavra de Deus Introdução Gênesis e Êxodo Um meio para compreender melhor a Bíblia é ver como ela nasceu. Por isso, importa conhecer a história do povo que a deu à luz. A Bíblia é uma

Leia mais

Visão Panorâmica da Bíblia Sagrada

Visão Panorâmica da Bíblia Sagrada Visão Panorâmica da Bíblia Sagrada VISÃO PANORÂMICA DA BÍBLIA SAGRADA. PÁGINA INTRODUÇÃO. 03 I, O QUE É A BÍBLIA SAGRADA? 03 II, A UTILIDADE DA BÍBLIA SAGRADA. 04 III, A REVELAÇÃO DE DEUS. 04 III, 1, MOTIVO

Leia mais

Este trecho é mais um relato altamente simbólico e impressionante. Ezequiel descreve a sua

Este trecho é mais um relato altamente simbólico e impressionante. Ezequiel descreve a sua Lição 3 A Glória de Deus Deixa o Templo: Visões da Corrupção de Jerusalém (Ezequiel 8:1-11:25) Este trecho é mais um relato altamente simbólico e impressionante. Ezequiel descreve a sua viagem fantástica

Leia mais

É PERMANECENDO FIRMES QUE VOCÊS IRÃO GANHAR A VIDA! - Comentário de Pe. Alberto Maggi (OSM) ao Evangelho

É PERMANECENDO FIRMES QUE VOCÊS IRÃO GANHAR A VIDA! - Comentário de Pe. Alberto Maggi (OSM) ao Evangelho XXXIII TEMPO ORDINÁRIO 14 novembro 2010 É PERMANECENDO FIRMES QUE VOCÊS IRÃO GANHAR A VIDA! - Comentário de Pe. Alberto Maggi (OSM) ao Evangelho Lc 21,5-19 Algumas pessoas comentavam sobre o Templo, enfeitado

Leia mais

Saiamos pois, a Ele, fora do arraial... Ademir Ifanger

Saiamos pois, a Ele, fora do arraial... Ademir Ifanger Saiamos pois, a Ele, fora do arraial... Introdução Almejamos uma nova compreensão da espiritualidade, que nos impulsione a realizar o projeto integral de Deus, expressando assim genuína adoração (Jo 4.23-24).

Leia mais

GRUPOS NO JUDAISMO NA ÉPOCA DE JESUS

GRUPOS NO JUDAISMO NA ÉPOCA DE JESUS Jörg Garbers GRUPOS NO JUDAISMO NA ÉPOCA DE JESUS ORIGEM CARACTERÍSTICAS CONCEITOS RELIGIOSOS 1 FARISEUS 1.1 O NOME O nome fariseu provavelmente significa, os que se separam, os separados. O nome já expressa

Leia mais

Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e Ele passou a ensiná-los dizendo... Mateus 5.

Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e Ele passou a ensiná-los dizendo... Mateus 5. Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e, como se assentasse, aproximaram-se os seus discípulos; e Ele passou a ensiná-los dizendo... Mateus 5.1-2 E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha

Leia mais