UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS E DA SAUDE CURSO DE MEDICINA VETERINARIA CONTAGEM DE CELULAS SOMATICAS NO LEITE

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1 UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS E DA SAUDE CURSO DE MEDICINA VETERINARIA CONTAGEM DE CELULAS SOMATICAS NO LEITE ( ;\(, / CURITIBA 2004

2 FABIOLA ALVES MEDEIROS CONTAGEM DE CELULAS SOMATICAS NO LEITE Monografia apresentada ao Curso de Medicina Veterinaria da Universidade Tuiuti do Parana como requisito parcial a obtenyao do titulo de Medica Veterinana. Orientador: Prof. MSc. Jose Mauricio Fran~ CURITIBA 2004

3 SUMARIO LlSTA DE TABELAS... iv 1 INTRODU9AO QUE SAO CELULAS somaticas... 1 COMO AS CELULAS SOMATICAS APARECEM NO LEITE 4 4 A CONT AGEM DE CELULAS SOMATICAS NO LEITE UTILI DADE E METODOS DE AFERI<;AO DA CCS ESCORE DE CCS FATORES QUE INFLUENCIAM 0 AUMENTO DA CCS OCORRENCIA DE TRAUMATISMO E/OU INFEC<;AO IDADE E ESTAGIO DE LACTA<;AO ESTRESSE, EFEITO ESTACIONAL E OUTROS FATORES MONITORAMENTO DOS REBANHOS E EXIGENCIAS LEGAlS DE QUALIDADE CONCLUSOES REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

4 LlSTA DE TABELAS TABELA 1 - Rela,ao en1re os escores do exame California Maslffis Test (CMT) e a Contagem de Celulas Somatic as (CCS) 5 TABELA 2 - Estimativa de prevait.ncia de infec,oes e perdas em produ,ao de leite associadas no rebanho... 6 TABELA 3 - Fundamentos, vantagens e limita90es dos testes de contagem de colulas somatic as no lene 7 TABELA 4 - Correspondancias de CCS e escare linear para liacas e escare tinear media para rebanhos 8 TABELA 5 - Contagem de celulas somaticas/ml, escore linear e perdas de prodw;:ao de leite associadas com base na vaca individual e na media do rebanho... 9 TABELA 6 - Qualidade do leite em palses inspecionados pela Comissao Europeia em TABELA 7 - SeleC;ao de paises em que a media nacional de ees do leite de rebanhos esta abaixo do limite mtiximo estabelecido par legislalyao 14

5 1 INTRODUCAo A con tag em de celulas 50matieas (ecs) e urn padrao usado universalmente para definir a qualidade do leite cru, sendo parte do conjunto de atributos essenciais de qualidade que incluem a composit;:ao (gordura, proteina, s61idos totais), aspectos sensoriais rflavour", odor e apar~ncia), numera de bacterias e presenc;a ou aus~ncia de drogas e residuos quimicos (HEESCH EN & REICHMUTH 1995). A CCS e, lambem, 0 indiee mais usado para e5timar 0 nivel de infecc;::io da glandula mamaria de vacas individualmente e de rebanhos (REBUHN, 1995). Recentemente padr6es de egs no leite fcram estabelecidos pela legisla9ao brasileira (BRASIL, 2002), sendo os limiles de ale eelulas por milililro (ml) para 0 leile lipos A e B e de ale para 0 leile lipo C e para nova modalidade denominada de uleite cru refrigerado (que devera substituir as atuais tipos Be C). as limites para 0 leite cru refrigerado e leite C serao aplicados nas RegiOes Sui, Sudeste e Centro~Oeste a partir de 2005 e nas Regioes Norte e Nordeste em 2008, sendo reduzidos para em 2008 e 2010 e para em 2011, respectivamente, nas mesmas regioes. Oessa forma, em aproximadamente dez anos, 0 leite produzido no Brasil atenderia as exig~ncias normativas atualmente em uso na Uniao Europeia e paises como Australia, Japao e Nova Zel~ndia. 20 QUE sao CELULAS SOMATICAS o termo somatico se refere a corpo (organismo). Portanto, celula somatica simplesmente e qualquer celula do corpo do animal, seja ela da pele, dos ossos, dos musculos ou do sangue. As celulas somaticas predominantes no leite pertencem a dois grupos: as epiteliais (celulas secretoras de leite, especificas da gltindula mamaria) e as celulas brancas do sangue ou leuc6citos. As celulas epiteliais sao mais ativas e numerosas no inicio e meio da lacla9ao quando a produ9ao de leile e maior. Ao longo da lacla.,ao elas envelhecem e gradualmente vao sendo eliminadas no leite. Com a queda da produc;ao de leite no final da lactac;ao, diminuem de numero e se tornam menos

6 produtivas, embora seu numero se mantenha relativamente constante durante a lactavao. As secr~oes da glandula mama ria da vaca cont~m varios tipos de leuc6citos, sendo as mais importantes 05 neutr6fi1os polimorfonucleares (neutr6fi1os), as macr6fagos e os Iinf6citos. 0 numero e a propon;:ao relativa dos tipos de leuc6citos encontrados no leite sao influenciados pelos varios estados fisiol6gicos e patol6gicos da glandula mamaria (BURVENICH at a/. 1995). As pesquisas sobre a assunto t~m, portanto, considerado as diferentes eta pas do cicio de lactat;:ao, que na vaca pode ser dividido em dois periodos fisiol6gicos: (1) 0 perlodo de lactat;:ao, que se inicia no final da fase colostral e se estende ate a secagem; e (2) 0 periodo seco, entre a secagem e 0 inicio da fase colostral. Durante a lactavao, a fungao primaria da gl~ndula mamaria e sintetizar e secretar leite continuamente. No perlodo seco, a glandula passa par tr(!s estados funcionais: um periodo de involut;:ao ativa (inicio do periodo seco), um period a definido de involu,30 e um perlodo de colostrog~nese (CONCHA, 2001). As mudant;:as da populagao de celulas na secr~ao mama ria da vaca t~m sido objetos de varios estudos (MCDONALD; ANDERSON, 1981a,b; CONCHA, 1986; MILLER et al., 1990, 1991; PHILPOT; NICKERSON, 1991; BURVENICH et al., 1995; CONCHA, 2001) e podem ser resumidos como segue: (I) As celulas presentes no leite normal consistem principal mente de linf6citos, macr6fagos e neutr6filos, ah~mdas celulas epiteliais; (II) Em quartos mamarios livres de infecgao, os macr6fagos sao 0 tipo celular predominante (35 a 79%), seguido por neutr6filos (3 a 26%), linf6citos (10 a 24%) e celulas epiteliais (2 a 15%); (III) No periodo inicial e final da lacta930, a porcentagem de neutr6fi1os tende a aumentar, enquanto a de linf6citos e reduzida; (IV) Em glandulas mamarias infectadas as porcentagens de neutr6filos podem alcan,ar quase 100% do total de celulas; (V) 0 numero total de celulas somaticas e as proporgoes de neutr6fi1os, Iinf6citos e macr6fagos variam enormemente nas diferentes fases do periodo seco, ora predominando um tipo de celula, ora outr~.

7 Os neutr6fi1os predominam ou se igualam aos macrofagos no inicio; entre 45 e 50 dias hit redur.;::!iode neutr6fi1os em favor de macr6fagos e linf6citos; duas semanas antes do parto ha predominio de linf6citos, mas, pr6ximo ao parto, eles praticamente desaparecem, com predominancia absoluta de macr6fagos e redur.;:ao acentuada de neutr6filos que voltam a predominar alguns dias ap6s 0 parto. Na glandula mamaria nao-infectada, os neutr6filos podem rnigrar do sangue periferico para 0 leile, cruzando 0 epilelio mamario, sendo 0 estirnulo da amamentar.;:ao, ou da ordenha, indutores diretos dessa migrar.;:ao resulta na garantia de urn suprimento constante de neutr6filos. No interior dos alveolos, a ingestao de gordura e caseina pelos neutr6filos causa a perda das funr.;:oesfagocitica e bactericida, levando a sua morte. A ordenha serve para remover as celulas Mcomprometidas", que sao substituidas por celulas usadias", melhorando 0 sistemas de defesa contra infecr.;:oes.esse fenomeno poderia, ao menos parcialmente, explicar a redur.;:ao de mastite clinica em va cas ordenhadas qualro vezes comparada com va cas ordenhadas duas vezes ao dia (BURVENICH et al., 1995). Nos animais sadios, a produr.;::!iae destruir.;:tla de neutr6filas e fortemente regulada, 0 que contribui para conservar 0 seu numera constante no sangue, no leite enos tecidos. Os neutr6fi1os maturam na medula 6ssea e sao liberados na circular.;:ao sangoinea, onde permanecem por aproximadarnente nove horas, antes de migrarem para as tecidos. A passagem (diapedese) dos neutr6fi1os para as tecidos mamarios ocorre em pequeno numero e al eles permanecem viaveis par urn a dais dias. Acredita-se que as neutr6filos sofram apoptose (morte celular programada) e em seguida sejam ingeridos pelos macr6fagos, a que impede a sua desintegrar.;:ao, com liberar.;:ao de substancias t6xicas que paderiam causar danas aa lecida mamaria (BURVENICH et al., 1995). Juntarnente com as celulas epiteliais, as leuc6citos sao encontradas no leite de animais sadios em pequeno numero, podendo chegar a 50 mil au menos par ml (PAAPE; TUCKER, 1966; SHEARER et ai., 1992). Enlrelanla, em presenr.;:a de inflamar.;:ao aumentam de numero, sendo comuns contagens aeima de 500 mil, podendo em alguns casos alcanr.;:arvarios milhoes por rnl de leile (BURVENICH at al., 1995). Como a inflama~ao da glandula mamaria

8 geralmente e 0 resultado de uma infecc;:a.o (na maioria das vezes subclinica), alta CCS e sempre associ ada com mastlte (subcllnica). 3 COMO AS CELULAS SOMATICAS APARECEM NO LEITE A passagem das celulas de defesa do sangue para 0 leite e urna das principais conseqll~ncias da reac;:ao inflamat6ria desencadeada em res posta as agressoes sofridas pelo tecido mamario. A inflamac;:ao da glandula mama ria e conhecida como mastite (palavra formada a partir de duas palavras gregas: mastos - teta ou seio, e itis - inflamac;:ao de). Urn sin6nimo para mastite e mamite. As celulas somaticas, especial mente os neutr6filos, exercem importante func;:ao de defesa contra essas agressoes, sendo atraldas do sangue para a gl~ndula mamaria, em geral como resultado da resposta infiamal6ria causada por infec,oes (BURVENICH &/ al., 1995). A finalidade da resposta inflamat6ria e desenvolver mecanismos que combatam as causas ou agentes da agressao, sendo os mais comuns: os microrganismos e suas toxinas, traumatismos fisicos (corte, pisadura, machucado) e irritantes quimicos. Na maioria dos casos, a inflamac;:ao da glandula mamaria resulta da infecc;: o causada por bact~rias. Aproxirnadamente 95% delas sao causadas por Staphylococcus aureus, StreptococcllS aga/aetiae, S. dysga/actiae, S. uberis e EschericlJia coli. A inflamac;:ao da glandula mamaria e desencadeada para destruir ou neutralizar os agentes infecciosos e suas toxinas, dando condic;:oespara que ela volte a produzir leite normalmente. Os microrganismos atuam de farma diferenciada, de acordo com a sua capacidade de invadir, se instalar, multiplicar nos tecidos e produzir substancias t6xicas. A reac;:ao inflamat6ria pode variar de intensidade, dependendo da capacidade de resposta do animal e da virul~ncia do microrganismo invasor como, par exemplo, sua capacidade de produzir toxinas. Algumas vezes, essas toxin as sao transferkias para fora da gltindula mamaria. pela circula9ao sanguinea, a que pode arnpliar as conseqoancias para a saude do animal, ate com morte, se a tratamento adequado nao for instituido a tempo.

9 Oependendo da intensidade da resposta innamat6ria, podem aparecer alterat;oes no leite e no ubere. Quando a inflamat;ao e mais branda, 0 ubere e a leite continuarao com apar~ncia normal e as alterac;oes nao serao visiveis a olho nu. Nesse caso, fala~se de uma infecc;ao subclinica au mastite subclinica. Para se evidenciar a problema sao necessarios exames de laborat6rio au testes, que podem ser realizados ao lado do animal, como a California Mastitis Test (CMT), que permite estimar de maneira subjetiva a numero de celulas somaticas (Tabela t). As vezes, porem, a res posta inflamatoria e tao intensa que alterac;oes como present;a de grumos, pus, sangue au raleamento, sao vislveis no leite. Podem ser observadas, ainda, alterac;oes no ubere, que se torna dolorido, inchado, avermelhado au com temperatura elevada. Estes sao sinais caracteristicos da inflamac;ao, que podem ser verificados peta palpat;ao au par observat;ao visual, sem ajuda de equipamenlos au testes laboratoriais. Nesses casas, tem-se a diagn6stico de mastite cllnica (REBHUN, 1995) Tabela 1 - Relac;ao entre as escores do exame California Mastitis Test (CMT) e a Contagem de Celulas Somaticas (CCS). ESCORE CMT INTERPRETAC;AO CMT CCS (x10~ celulas/ml) 1(-) Negativo au normal 80 2 (T) Suspeita ou traces (+) Fraea positiva (++) Positiva (+++) Fartemente positiva 4500 Fonte: BRITO et 81. (1997). 4 A CONTAGEM DE CELULAS SOMATICAS NO LEITE 4.1 UTILIDADE E MtoTODOS DE AFERIC;:AO DA CCS Aces pode ser reatizada no leite de quartos mamarios individuais, na amostra composta de lodos os quartos mamarios, ou no leite do rebanho (amostra do tanque ou do tatao). Pode ser usada para varios prop6sitos, alguns

10 dos quais requerem a definic;ao de urn valor limite. A CCS do quarto mamario pode ser usada para predizer se existe ou nao infecc;ao. 0 limite de celulas/ml proposto por DOHOO; LESLIE (1991) para separar quartos infectados de nao infectados tem sid a amplamente utilizado. Valores de CCS de animais individuais au do leite do tanque podem ser usados para identificar rebanhos com problemas de mastite e que necessitam de cuidados au intervenc;oss; para estimar perdas de produc;ao de leite (Tabela 2). au para avaliar a qualidade do leite, geralmente com base no resultado do leite do tanque (DOHOO, 2001). Tabela 2 - Estimativa de prevaltlncia de infec900s e perdas em produ9ao de leite associadas no rebanho. ees no leite do tanque Quartos mamarios infectados Pcrdas de produc;io* (x1.000/ml) ('II) ('II) 'Perdll de produc;:jio cllculiikia como urn percentual da produyao esperada para CCS de lrnL. Fonte: NATIONAL MASTITIS COUNCIL (1996). As celulas somaticas na leite podem ser avaliadas par varios metodos que variam em complexidade, custo e sensibilidade (Tabela 3). Os dados de ccs sao usados em muitos paises, juntamente com as informac;oes sabre produc;aa de leite, gordura e proteina, nos programas de avaliayao genetica. 0 usa de CCS e mais recente e surgiu em razao da observayao de que as programas de melhoramento genetico ocasionam um pequeno aumento da susceptibilidade a mastite. Dessa forma, houve necessidade de se buscar reduzir ou reverter essa tendencia. Considera-se, par exemplo, que a possibilidade de selecionar touros e vacas com base no escore de celulas somaticas, poderia reduzir a taxa de susceptibilidade ou mesma melharar a resist~ncia a mastite (SHOOK, 1992).

11 Tabela 3 - Fundamentos, vantagens e limita90es dos testes de contagem de celulas somatic as no leite. TESTE FUNDAMENTD VANTAGENS LlMITACOES Contagem Contagem de celulas Teste de LaborioSQe microscopica coradas. Leitura em referlmcia cansativo. direta microsc6pio 6ptioo. (FIL ). lnapropriado para muitas amostras. Contador tipo Usa de contador Amplamente Laborioso e coulter eletronico utilizado. cansativo. Inapropriado para muitas amostras. Otico- Contagem de ~Iulas Automatico. Allo custo (pr~ e fluorescente fluorescentes (cora Fadl manuten9ao).!fossoma TIC! DNA!. processamento. Citometria de Contagem de cidulas Automalico. Alto cuslo (prec;oe fluxo por laser (cora nucleo). Fckil manuten!):ao). (SOMASCOPE) processamento. Wiscosin Leite + detergente Metoda indireto Inapropriado para Mastitis Test libera 0 DNA das (estimativa). rnuitas amostras. (WMT) celulas. Avalia a Naa permite viscosidade da gel automat;ao. farmada. Calif6rnia Leite + detergente Pratioo e barato. Exame subjetivo. Mastitis Test libera 0 DNA das Resultado (CMT) celulas. Adaptat?o do imediato. WMT. FIL Federa~~oIntemacionalde Laticinios.Fonte:GODKIN(2000). 4.2 ESCORE DE CCS a escare de celulas somaticas, tambem chamado escore linear, foi adotada como urn padrao pelo Programa Nacional Cooperativ~ de Melhoramento Genetico do Gado Leiteiro (DHI), dos Estados Unidos, a partir de 1982 (HARMON, 1998). a escore e ob1ido p~r transformac;ao logaritmica, em que as valores de ecs sao transformados em 10 categorias de 0 a 9 (Tabela 4). a sistema de escore linear tern vantagem sobre a ecs porque nele as alterac;:oesde um pequeno numero de vacas nao interferem fortemente com o escore media do rebanho. Quando se usa 0 sistema de escore, cerca de 50% das vacas estarao acima e as outras 50% estarao abaixo da media do rebanho. Dutra vantagem do usa do escore linear e que se podern estimar as perdas de produc;:ao de leite de maneira linear (Tabela 4). Tern side calculado que a perda

12 media de produc;ao de leite por animal, por lactac;ao e de 180 kg para cad a aumento de unidade de escore linear (Tabela 5). Tabela 4 - Correspond~ncias de ecs e escore linear para vacas e escore linear media para rebanhos. VACAS CCS REBANHO CCS Escore linear (x10 S, Escore linear medio (x10') Fonte: PHILPOT; NICKERSON (1991); REBHUN (1995) 12,5 14, As perdas observadas para 0 rebanho sao tambem apresentadas. Em torna de 6% da produ~ao media diaria de leite e perdida para cad a aumento de urna unidade do escore. Entretanto, alguns (atares devem ser considerados a esse respeilo: (i) as perdas de produ9ao por animal em funr;ao do aumento da ecs (por 305 dias de lactac;ao) variam quando se considera a ordem de lactac;ao, sendo de 135 ±20 kg para a prime ira e de 270 ±30 kg para as lactac;oes seguinles; (ii) a progressao de perdas e mais acentuada nos escores mais baixos (DEGRAVES; FETROW, 1993)

13 Tabela 5 - Contagem de celulas somaticas/ml, escore linear e perdas de produ<;ao de leile associadas com base na vaca individual e na media do rebanho. Perda de leite Ponto VACAI CCS media Perda de leite por lacta<;jo medio REBANHO rebanho do rebanho (kg/vaca) CCS Escora linear (.10') (prod. medialk.g) (.10') Fonte: DEGRAVES; FETROW (1993). 5 FATORES QUE INFLUENCIAM 0 AUMENTO DA ees 5.1 OCORRIONCIA DE TRAUMATISMO E/OU INFECt;:AO o principal fator que influencia a CCS de urn animal ou do rebanho e a presenga de infec<;ao au de outra causa de inflamaga.o da gla.ndula mama ria. Como 0 aumento significativo da CCS e 0 resultado da transferlmcia de celulas do sangue para tecido mamario, na maioria das vezes, para combater uma infec<;ao, e bastante improvavel que eventos nao~relacionados com a saude da glandula mamaria possam ler urn efeito acentuado sobre aces. Existem poucas evidencias de que oulros falores, com exce<;ao da varia<;ao diurna normal, caracterislica de cad a vaca, tenham essa influ~ncia. A intensidade do aumento de celulas somalicas no leile varia de acordo com os microrganismos que infectam a glandula mamaria. Alguns deles, conhecidos como pat6genos primarios (S. Buret/s, S. aga/aeliae, coliformes e outras especies de Streptococcus) causam maiores aumentos de CCS (10 vezes ou mais), enquanto oulros como Corynebacterium bovis, Staphylococcus spp. coagulase negatives, nermalmente duplicam ou triplicam a CCS ern

14 10 relaryao aos quartos mama.rios nao~ infectados. Oessa forma, 0 leite de animais infectados com S. aga/neliae, par exemplo, pode apresentar CCS aeima de /mL, enquanto 0 de animais infectados com C. bovis pode apresentar CCS na faixa de a /mL. Alem das peculiaridades dos pat6genos, Qutros fatores que influem na intensidade da resposta inflamat6ria e 0 conseqoente aumento da CCS sao: a extensao e a duracfaoda infeccra.o, a previa exposit;ao da glandula mamaria aos microrganismos e a capacidade de resposta imunol6gica de cad a animal. 5.2 IDADE E ESTAGIO DE LACTAy)\O Trabalhos conduzidos na decada de 1970 e inicio da decada de 80 demonstraram que nao ha grandes mudanryas nos niveis de CCS em vacas ni':io-infectadas, considerando-se a idade au a estagio de lactac;ao. E verdade que no inicio e no final da lactac;ao ocorrem aumentos relativos da CCS (ate de duas vezes), mas quando ocorrem infec90es, esses aumentos sao muito maiores. Um grupo de pesquisadores americanos, em 1983, apresentou evid~ncias de que a CCS de quartos mamarios nao infectados elevou-se de /ml, aos 35 dias ap6s a parto, para /ml, aos 285 dias de lactac;ao. Entretanto, quartos mamarios infectados com S. 8LJreLJS apresentaram aces aumentada de para ml no mesmo periodo. Estudos realizados ern varias partes do mundo tem demonstrado que 0 aumento de CCS ao final da lactac;ao e relacionado ao efeito da concentra9;3o, pela redu9ao da produ(~ao e que esses aumentos sao modestos no leite de animais nao-infectados em comparac;ao com 0 de animais infectados (BURVENICH ef a/., 1995).

15 ESTRESSE, EFEITO ESTACIONAL E OUTROS FATORES Alguns estudos mostram que quando a vaca esta estressada, a CCS do leite aumenta, mas esse aumento nao e importante se nao houver infecc;ao da glandula mamaria. Vacas nao-infectadas e subrnetidas a diferentes tipos de estresse (agitac;ao, transfer~ncia de urn rebanho para Qutro, mudanc;a repentina das condic;oes atmosfericas, estresse termica) nao apresentam aumento, enquanto vacas infectadas respondem ao estresse com aumento significativo de CCS (SALONIEMI, 1995). ACeS (assim como 0 numero de animais reagentes ao CMT) aumenta durante 0 verao, que na regiao Sudeste coincide com a epeea das chuvas (BRITO et al., 2001). Em Qutros estudos, demonstrou-se que isso deveu-se 80 aumento concomitante dos casas clinicos, especialmenle causados par califarmes au aulras pat6genas ariginadas da ambiente. 0 aumenta da CCS foi rna is relacionada com a maiar expasivao das extremidades dos tetos aos pat6genos, resultando em maior numera de novas infecyoes e casos chnicos nas meses mais quentes do ana. Urn estuda recente publicado nos Estadas Unidos, com base na determina(faa da CCS do leite do tanque representativo de 43% dos produtores de leite (35% da produ~ao do pais), revelou que a CCS do leile do lanque alingiu val ores mais altos nos meses de verao Gunho a selembro, cam pico em agosto), com os menores valores observados em novembro - final de oulono (On et al., 1999). No mesma estuda, os autores observaram diferen(fas significativas da CCS do leite do tanque, em fun(fao do tamanho do rebanho. Os valores de CCS diminuiam a medida que 0 tamanho dos rebanhos (numero de vacas/produvaa de leile) aurnentava. 0 aumento da CCS nos meses do verao lem sido lambem obselvado no Canada (GODKIN, 2000). Falores ligados a raya das animais podem explicar aumenlos diferenciados da CCS, mas a diferen(fa de CCS entre vacas tem provavelmente maior impacto e nenhum desses fatores parece ter maior importa.ncia que a condic;:ao de infec9ao da gli1ndula mamaria. Existe uma varia9ao diaria normal nos valores de CCS da mesmo animal e isso pode ser observado tanta na amostra de leite coletada em uma ordenha, quanta durante a intervalo entre as orden has.

16 12 Normalmente, observam-se valores maximos de ecs no leite do final da ordenha (PAAPE; TUCKER, 1966) e men ores valores no inieio da ordenha (primeiros 20 ml). A ecs pade se manter maxima ate quatro heras ap6s a ordenha, quando volta a declinar. ConseqOentemente, 0 exame de amostras compostas de leite (ordenha diaria total) seria 0 ideal para avaliar a ecs de cad a animal. Em urn estudo desenhado para definir qual a frac;ao de leite que melhor corresponderia a ardenha campi eta (Ieite primaria), PAAPE; TUCKER (1966) cancluiram que qualquer uma de cinco frac;oes de 20 ml (primeira, segunda, terceira, sexta e nona) obtidas no inicio da ordenha nao diferia significativamente entre 5i au com a "Ieite primario", ao contrario do observado com as frac;oes coletadas ao final da ordenha ou de leite obtido na sobreordenha, com ajuda de ocitocina, em cujos casos havia um aumento substancial da ees. Nos modernos sistemas de ProdU9a.o de leile tem-se usado metod os de gerenciamento ou de monitoriza9a.o dos rebanhos com base no exame do leite. 6 MONITORAMENTO DOS REBANHOS E EXIGENCIAS LEGAlS DE QUALIDADE Aferi90es peri6dicas, com a finalidade de detectar mudan9as ou altera90es antes que elas comprometam a produtividade ou a saude do rebanho. E, portanto, um instrumento essencial para a manuten9ao da lucratividade da atividade. Pode-se fazer 0 monitoramento tanto da qualidade do leite quanto da saude do rebanho. Esses resultados combinados permitem aumentar a produl;ao de leite e garantir pradutos lacteos de melhor qualidade, com maior utllidade e valor de mercado. FreqOentemente, sao empregados exames que levam em considera9ao a presen9a em maior ou menor grau de mastite no rebanho. Oessa forma, a ees e um excelente instrumento de apeio ao gerenciamento dos rebanhos leiteiros. Para isso, entretanto, devem-se considerar as peculiaridades de cad a rebanho (par exemple, a idade media das vacas em lactayao, 0 numero de vacas em primeira, segunda ou mais lacta90es e a predominancia da epoca dos partes). Quiros fatores a considerar sao: a necessidade de se obler e

17 13 analisar dad as continuamente e as cuidados com a coleta, manuseio e transporte das amostras de leite ate 0 laborat6rio, dentro do prazo adequado. A garantia da qualidade do leite e seus derivados nao de pen de so mente de regulamentos e leis, mas do compromisso assumido par produtores e industrias, que tendem a estabejecer pad roes mais rfgidos de qualidade. Nos paises onde as programas de qualidade fcram iniciados ha varies anos e onde as exiglmcias fcram implementadas no devido tempo, a quase totalidade dos produtores atende aos requisitos legais (TabeJa 6). Com relavao a CCS, par exemplo, as medias dos rebanhos de varios paises estao muito abaixo dos limites maximos exigidos para aceitac;ao do leite pela industria (Tabela 7). Tabela 6 - Qualidade do leite em paises inspecionados pela Comissao Europeia em Pals % de amostras que atendem as exigtncias legais Contagem de CCS lnibidores bactcr'ias 1 Alemanha 97,3 98,5 99,9 Belgica 95,7 96,2 99,5 Eslovaquia 64,5 64,5 Finl:mdia 99,3 99,3 99,8 Grecia 53,6 <50,0 95,0 Holanda 98,6 94,7 99,9 IslAndia 98,0 100,0 Portugal 50,5 49,5 98,0 Reino Unido 99,8 >99,5 98,8 Suecia >99,0 >99,0 Fonte: HILLERTON (2000). Limite maximo para aceitacao do leite: unidades fonnadoras de col6nia, (UFC)/mL. 2 Limite maximo: celurn/ml.

18 14 Tabela 7 - Sele,ao de paises em que a media nacional de ees do leite de rebanhos esta abaixo do limite maximo estabelecido par legislayao. Pais limite de ecs Media Ana % prod. acima (x10'/ml) nacional do limite (x10') ALEMANHA AUSTRIA BELGICA DINAMARCA EUA 750 < HOLANDA 400 < NORUEGA REINO UNIDO SUECIA SUI~A ,7 CANADA a a 1998 NOVA ZELANDIA Fonte: Compilatyao de varios autores. Os dados referem-se a medias anuais dos rebanhos do Pals. Nao disponivel.

19 15 7 CONCLUSOES Urn ponto importante a ser destacado e que a medida que sao fixados limites maximos legais para a ecs no leite, como e a casa do Brasil com 0 Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite (PNMQL). pode ate acorrer um aumento temporario dos casas de residuos de antibi6ticos no leite, pois alguns produtores com maior ecs irao aumentar 0 usa de tratamentos para a mastite, bu5cando reduzir a ecs do rebanho. Outro aspecto importante e 0 comportamento sazonal da ocorrimcia dos residuos de antibi6ticos no leite que acompanha a varia9ao sazonal da ocorr~ncia da mastite. Desta forma, podemos esperar que possa oeorrer maior incidl!ncia de residuos no teite nos meses de verao, nos quais ha aumento da preval~ncia da mastite. Uma das 1i90es que pode--se tirar desta revisao e que aces passa a ter cada vez mais importancia para avaliar a qualidade do leite e, desta forma, e de fundamental importancia conhecermos como produzir leite com baixa CCS. Por outro lado, pode-se apontar que programas de controle de mastite que preconizam medidas preventivas contra a doen9a e que buscam reduzir a CCS, podem ter, alem de outras vantagens, 0 aumento da seguran9a do leite atraves da redu9ao do risco da presen9a de residuos de antibi6ticos.

20 16 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS BRASIL. Ministerio da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento. Instru9aO Normaliva n' 51 de 18 de selembro de Regulamento Tecnico de Produc;ao, Idenlidade e Qualidade do Leite Tipo A, do Leite Tipo B, do Leite Tipo C, do Leite Pasteurjzado e do Leite Cru Refrigerado e 0 Regulamento Tecnico da Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Grane!. Dia.rio Oficial da Uniao, Brasilia, 18 de setembro de Sec9~10 3. Disponivel em: <http://www.agricultura.gov.br/das/dipoa/in51.htm >. Acesso em: 25 set BRITO, J.RF; CALDEIRA, G.A.v.; VERNEQUE, RS.; BRITO, M.A.V.P. Sensibilidade e especificidade do MCalifomia Mastitis Tesr como recurso diagn6stico da mastite subclinica em relayao a contagem de celulas somaticas. Pesquisa Veterinaria Brasileira, v. 17, p ,1997. BRITO, J.RF.; DIAS, J. C. (Ed.) A aualidade do Leite. Juiz de Fora: Embrapal sao Paulo: Tortuga, p BRITO, J.RF.; SOUZA, G.N.; BRITO, M.AV.P.; RUBIALE, L. Subclinical mastitis in two institucional dairy herds: a retrospective study ( ). In: INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON MASTITIS AND MILK QUALITY, 2. Vancouver, Proceedings.. Vancouver: NMC, 2001, p BURVENICH, C.; GUIDRY, A.J., PAAPE, BURVENICH, C.; GUIDRY, A.J., PAAPE, M.J. Natural defence mechanisms of the lactating and dry mammary gland. In: INTERNATIONAL MASTITIS SEMINAR, 3. Tel Aviv, Proceedings... Tel Aviv: Internacional Dairy Federalion, Livro 1, Sec;M 1, p CONCHA, C. Activity of leukocytes in bovine mammary secretion and their responsiveness to mitogens and Ginseng saponin. Swedish University of Agricultural Sciences, Uppsala, Suecia, 2001.(Tese, Doutorado). CONCHA,C. Cell types and their immunological functions in bovine mammary tissues and secretions. A review of the literature. Nordish Veterinary Medicine, v. 38, p , DeGRAVES, F.J.; FETROW, J. Economics of mastitis and mastitis control. Veterinary Clinics of North America: Food Animal Practice, Philadelphia, v. 9, p ,1993. OOHOO, I.R. Setting sec cutpoinls for cow and herd interpretation. In: NATIONAL MASTITIS COUNCIL ANNUAL MEETING, 40. Reno, Proceedings... Reno: NMC, 2001, p

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23 UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA FACULDADE DE CI~NCIAS BIOLOGICAS E DA SAUDE CURSO DE MEDICINA VETERINARIA RELATORIO DE ESTAGIO CURRICULAR CURITIBA 2004

24 UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANA FACULDADE DE CIENCIAS BIOLOGICAS E DA SAUDE CURSO DE MEDICINA VETERINARIA RELATORIO DE ESTAGIO CURRICULAR Monografia apresentada ao Curso de Medicina Veterinaria da Universidade Tuiuti do Parana, como requisito parcial para a obten~ao do titulo de Medica Veterinaria. Aluna: Fabiola Alves Medeiros Orientador: Prof. MSc. Jose Mauricio Franl)2 CURITIBA 2004

25 SUMARIO LlSTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS.. iv LlSTA DE TABELAS.. v INTRODUCAo ANALISE DO LEITE NA PLATAFORMA REDUTASE CRIOSCOPIA TESTE DE ACIDEZ DORNIC ANTIBIOTICOS CONTAGEM DE C~LULAS SOMATICAS ANALISE DO LEITE PRODU<;AO TRATAMENTO CUIDADOS HIGli'oNICOS NA FABRICA<;AO ANALISE DOS DERIVADOS LAcTEOS REQUEIJAO MANTEIGA Matura~ao do creme Efeito sobre 0 sabor e 0 aroma da manteiga Fabrica~ao Fatores que interferem na batecao Lavagem da manteiga.,' DOCE DE LEITE RESULTADOS E DISCUssAo CONCLUSOES.. 27 REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 28 ANEXO 1- RESULTADOS DOS EXAMES REALIZADOS 29

26 LlSTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS %- percentual ~- marea registrada ATB- antibi6tico CCS- contagem de celulas somaticas ESD- extrato seeo desengordurado EST - extrato seeo total g- grama(s) h- hora(s) kcal- L- litro(s) kilocaloria(s) LACTOBOM - Industria de Lalicinios Bombardelli Llda. mg- ml- molll- miligrama(s) mililitro(s) moles/litre NMC- National Mastitis Council C_ graus centlgrados D_ graus Dornic H_ graus Howertt ppb - partes por bilhao UTP- Universidade Tuiuti do Parana var. - variedade

27 LIST A DE TABELAS TABELA 1 - Gabarito de interpreta,ao do resultado de Somaticell por faixas, de acordo com 0 National Mas/ffis Council (1990) TABELA 2 - Varia9lio da composi,ao do leite pasteurizado em 1OOg 10 TABELA 3 - Teor bromatol6gico do requeijao de Corte e do requeijao Cremoso TABELA 4 - Percentual de amostras de leite analisadas para crioscopia no Laticinio LACTOBOM. Toledo-PR,

28 1 INTRODUyAO o estagio curricular obrigat6rio foi realizado no periodo de 02 de agosto a 24 de setembro de 2004 sob orientayao da Tecn6loga em Laticinios, Thais dos Santos de Souza Braga, responsavel pele Laborat6rio de Analises da LACTOBOM - Industria de Laticinios Bombardelli Ltda., em Toledo-PR, e sob supervisao do Prof. Jose Mauricio Fran,a da Universidade Tuiuti do Parana (UTP). o laticfnio abrange a produ~o e tecnificac;ao do leite, sendo envolvidos as processos de analise da materia-prima em func;ao de suas caracteristicas fisieas, qui micas, bromatologicas e organolepticas. As principais atividades desenvolvidas durante 0 estaqio foram relativas ao processo de chegada do leite na plataforma, onde a leite e analisado atraves de amostras colhidas do caminh:!lo de leite e individualmente de cada produtor na propriedade. Com estas amostras de leite cru sao realizados os seguintes testes: redutase, crioscopia, teste de acidez Dornic, antibi6tico (ATB) e contagem de celulas somaticas (CCS), realizados com uma amostra (mica ou individual. Para 0 leite pasteurizado fol estabelecida uma retina laboratorial constituida pelos exames: microbiol6gico, peroxidase, fosfatase, acidez (aparelho Dornic), gordura (butir6metro), crioscopia, densidade, extrato seeo total (EST) e extrato seco desengordurado (ESD). Alem das atividades laboratoriais foi realizado 0 acompanhamento da produyao de alguns derivados do leite: bebida lactea, achocolatado, doce de leite, nata, manteiga e requeijao. Este relat6rio tern como objetivo descrever tecnicamente os varios processos de analise do leite e de seus derivados realizados durante este estag;o curricular obrigat6rio.

29 2 ANALISE DO LEITE NA PLATAFORMA 2.1 REDUTASE (adaptado de PEREIRA; OLIVEIRA, 1998) FUfJdamento o principia da analise da redutase e baseado no desaparecimento da colorayao azulada do corante Azul de Metileno em um leite incubado. Quanta maior a carga microbiana do leite, maior 0 potencial de redugao (descolorayao) do corante. 0 ideal e que a redutase tenha um tempo de ftviragem" aeima de 5 haras. Tecnica Transferir para um tubo de ensaio com rosea 1mL de Azul de Metileno e 10mL de leite e colocar em banho-maria a temperatura de 45 C ate a <;viragem~ do leite. sao retiradas amostras todos as dias do caminha.o de leite e quinzenalmente 0 teste e feita com amostras obtidas de cad a produtor. 2.2 CRIOSCOPIA (adaptado de SILVA.t ai., 1997) Fundamento A crioscopia corresponde a medic;ao do ponto de congelamento do leite ern relaryc30ao ponto da agua. A composic;ao normal do leite gera um valor aproximado de - O,550 o H para 0 ponto criosc6pico. Este valor depende de urna serie de fatores relacionados ao animal, ao leite, ao ambiente, ao processamento, e as tecnicas crioscopicas, ocasio nand a dificuldades para a estabelecimento dos padroes criosc6picos. A determinac;ao de fraude do leite per adi<;ao de agua e a aplica<;:ao mais usual da crioscopia em laticinios, em razao da diminui<;ao do valor nutricional, do aumento dos custos de transporte, da queda de rendimento na fabricac;ao dos derivados, do aumento da energia empregada no processamento e da contribuic;ao par cantamina9ao microbiana. A estimativa da fraude por adi<;ao de agua deve levar em considera9ao a

30 ponto de eongelamento normal para a leite, partieularmente em fun9:f1o da epoea do ana, do clima, da ra9a, da alimenta9ao, do rebanho e da localizac;ao geografiea. Tecnica A crioscopia eletronica e metoda utilizado no laticinio para estimar a quantidade de agua adicionada numa amostra. Todos as dias e completada a soluc;ao de banho (refrigerante), composta par alcool: glicerina: agua destilada (1:1:2). A calibrac;ao eletronica e realizada com 0 auxilio de soluc;ao padrao de cloreto de sodio (S, = -0,422'H; S2 = -O,621'H). A estabilidade da calibra~ao e dependente da variac;ao termica do ambiente, da oscilac;ao da rede eletrica e dos cuidados na conservac;ao do aparelho, dentre oulros fatores. Para a operac;ao do aparelho deve-se seguir as InstruC;Oes do fabricante. 0 procedimento preooniza a acionamento do botao de operac;ao, que fara com que 0 ca~ote abaixe, empurrando 0 tubo contendo a amostra para 0 interior da c~mara refrigerante. Quando a mostrador atinge aproximadamente -3,OoC, a haste do vibrador causa intensa a.gitac;ao na amostra, liberando a calor da fusao e a temperatura sobe ate 0 Kplateau, permilindo a leltura do ponto de congelamento. As analises sao efetuadas individualmente (cada produtor) todos as dias. 2.3 TESTE DE ACIDEZ DORNIC (adaptado de PEREIRA; OLIVEIRA, 1998) Fundamento o leite apresenta urna faixa de variac;ao de 16 a 18 0 (graus Dornic). Tern por objetive detecter aumentes na coneentrac;ae de aeide laetiee, uma vez que esse acido e formade pel a fermenta9ao da lactese per bacterias mes6filas e, conseqoentemente pode indicar qualidade microbiol6giea inadequada da materia-prima. No entanto, nao e somente a presenc;a de aeido laetlce que determina aeidez, outros componentes do leite tambem intenerem neste parnmetro. Entre estes eompestos, pedemos destacar eitrates, fesfates e proteinas.

31 Considerando este ponto, podemos afirmar que de forma geral 0 leite fresco de vacas Jersey apresenta maior acidez que 0 de vacas holandesas, devido ao teor mais alto de protein a das vacas daquela ra~a. Na medida que os componentes que determinam a acidez do leite sao bastante variaveis, e importante que sejam definidos criterios e pad roes especfficos para cad a regiao e ra~as de animais. Logo, so mente com a analise rotineira do leite e possivel determinar pad roes mais adequados para cada fornecedor. Portanto, a rejei~ao do leite baseada so mente na prova de acidez, sem considerar as provas de analise microbiol6gica, pode levar a penalidades injustas aos produtores, uma vez que uma prova de acidez levemente aumentada pode se dever a contamina~ao bacteriana ao alto nivel de protefna no leite. Tecnica lransferir para um tuba de ensaio 1,8mL de solu~ao de hidr6xido de s6dio (O,111moIlL) e 3 gotas de fenolftateina S.t. Adicionar 10mL de leite e mistura cuidadosamente. Branco: acidez superior a 18 0 Discretamente roseo: acidez = 18 0 Roseo: acidez entre 16 e 1?OD R6seo intenso: acidez ~ 15 D (suspeito de fraude com alcalino ou agua) o teste Oornic e realizado com amostras do tanque (caminhao) diariamente. Quando a exame apresenta valor ~ 15 0, a teste e realizado em todas as amostras. 2.4 ANTIBI6TICOS (adaptado de CORASSIN; OLIVEIRA, 1999) Fundamento A presenc;:a de antibi6ticos (AlB) no leite e uma grande preocupac;:a.o em termos de saude publica para as consumidores, alem de causar serios prejuizos na industria de derivados lacteos fermentados. De forma resumida, os residuos de ATB no leite podem causar rea~6es de hipersensibilidade (alergia severa), assim como podem,

32 potencialmente, levar ao aparecimento de resistencia bacteriana e, mas raramente, pod em atuar como agentes cancerigenos. A presenc;a destes residuos no leite reduz a eficiemcia da produr;;:ao de queijos e iogurtes, pais estes inibem a cresci men to das culturas lacteas empregadas na fabricar;;:ao. Os residuos de ATB no leite sao normalmente encontrados em concentrar;;:oes muito baixas, da ordem de ppb (partes por bilhao) e este fata ali ada a grande divers idade de farmacas que podem ser utilizadas em vacas leiteiras torna ainda mais dificil a sua detecr;;:ao. Oiante deste quadro, a industria e as autoridades sanitarias em todo 0 mundo empregam testes para detecr;;:ao de ATB no leite de forma a evitar os seus efeftos negativos. Tecnica Basicamente, podemos apontar que existem os metod os de referencia que se baseiam em tecnicas laboratoriais muito precisas, mas bastante caras, como a cromatografia de alta pressaa e as rnetodos rapid as que se baseiam em kits comercialmente disponiveis que podem ser usados sem a necessidade de equipamentos sofisticados. Diversos sao as testes desenvolvidos para detecr;;:ao de residuos de ATB. Urn dos rnais utilizades, sendo inclusive considerado como metodo padrao em paises como a Australia, e a ensaio de crescimento do Bacillus slearothermiphilus var. calidolactis (EBS). Baseado no principia do EBS foram desenvolvidos diversos kits para detecr;;:ao rapida de residuas de ATB no leite, entre eles 0 popular DELVO (Gist-Brocades B.V. Holanda), utilizado durante 0 estagia, que e altamente sensivel para a detecr;;:ao de ATB do grupo dos beta-iactamicos. A facilidade de realizar;;:3o e rapidez nos resultados sao as vantagens apresentadas, apesar da menor sensibilidade aos demais grupos de antibi6ticos. No entanto, 0 uso destes kits para a leite de vacas individuais pode apresentar resultados falso-positivas, ou seja, a teste identifica substancias em amostras de leite que nao apresentam residues de ATB, como no caso de mastite. Desta forma, a maioria dos kits e recomendada para uso em leite de tanque e nao em amostras individuais.

33 2.5 CONTAGEM DE CELULAS SOMATICAS (adaptado de RODRIGUES, 2003) Fundamento Quando as celulas somaticas entram em cantata com 0 reagente do SomaticeUiJI), a viscosidade do leite aumenta numa proporc;r1:l0direta, au seja, quanta maior a quantidade de celulas somaticas, maior a viscosidade do leite. Com base neste principia Somaticell e urna ferramenta de grande valor para a identific8c;rao de urn animal com infec91:1ona glandula mamaria (quando se analisa uma amostra do leite produzido par urn animal especifico) e na avaliag1:lo da qualidade do leite do rebanho (quando se analisa urna amastra do leite de diversos animais). A CCS do leite e urn importante indicador da presen98 de inflamac;rao da glandula mamaria e do nlvel da quantidade do leite do rebanho. Depois do contador eletr6nico de celulas somaticas, 0 Somaticell~ e 0 melhor indicador da presen9a de mastite, pois fornece um resultado quantitativ~ de forma objetiva e confiavel. o uso do Somaticell e indicado para: diagn6stico de vacas com mastite sub-chnica. gerenciamento da mastite em rebanhos leiteiros, onde a analise mensal das vacas lactantes permite a monitoria da taxa de novas infeq:oes e da taxa de infe~oes cronicas; informar;:oes que sao fundamentais para a 89ao dos medicos veterinarios, tecnicos e produtores com 0 objetivo de implementar ar;:oes para redur;:ao dos prejuizos causados pela doenr;:a. monitoramento da eficacia do tratamento antibi6tico realizado ap6s a ultima ordenha da lactar;:ao (secagem), atraves da analise da amostra do leite colhido na ultima ordenha da lacta930 e na primeira ordenha da lactar;:ao seguinte (ap6s a perlodo de colostro). gerenciamento da qualidade do leile do rebanho atraves da analise do leite dos tanques de expansao. contrale da qualidade do leite desde a fazenda ate a industria, podendo ser utilizado na coleta, como ferramenta nos programas de controle da qualidade.

34 Tecnica A analise de amostras de leile de urna vaca individualmente destina-se a determinar a probabilidade da presen9a de infec9ao na glandula mamaria (mastite au mamite). A analise de amostras de leite de diversos animais, ja misturados no tanque de expansao, destina-se a avaliar a qualidade do leite do rebanho, estimando a percentagem de animais com infec9i30 na glandula mamaria e as perdas na Produ9i3o decorrentes da inflama9aa. Para realizar a analise do leite de urna vaca e necessaria coletar urna amostra que seja representativa de todo 0 ubere, desprezando os primeiros jalos de leite, ordenhando completamente a animal nurn reeipiente lirnpo e seco. Apos a homogeneiza9ao, retirar uma amostra para analise. Para realizar a analise da amostra do leite de diversos animais, ja misturados no tanque de expansao, devernos coletar a amostra do tanque apes homogeneizar a leite com agitador por, no minimo, 10 minutos. Caso 0 leite esteja visivelmente anormal (com colora9ao amarelada, presen9a de grumos ou viscoso) os resultados obtidos com a Somaticell podem ser afetados. Par esle motivo, recomenda-se nao utilizar 0 aparelho nestes casas. Apes eoletar a arnostra do leite conforme descrito anteriormente, deve-se homogeneizar a amostra imediatamente antes da analise para que a resultado seja representativo quanto ao eonteudo real de eelulas somatieas no leite. As amostras devem ser analisadas imediatamente apes a coleta au conservadas sob refrigera9ao (2 a SOC)por ate 36 horas. Considerando que leite esta com aspeeto normal e as procedimentos para coleta das amostras foram realizados, devemos seguir as instru90es: 1. Observar a marea9ao de 2mL no tuba de analise. Adicionar ao tubo 2mL de reagente ale atingir a marea de 2mL no tubo, utilizando 0 proprio bieo dosador do frasco de reagente. 2. Coletar uma amastra de leite cam a pipeta branca e adicionar a amostra de leite no tuba ate a marca9ao correspondente a 4rnL. Descartar a pipeta.

35 3. Homogeneizar a mistura (reagente e leite) por trinta vezes, segurando 0 tube na posis:ao vertical com uma das maos. Com a outra mao, segurar 0 canudo e efetuar movimentos verticais (para cima e para baixo) de forma que 0 canudo plastico encoste-se ao fundo do tubo e depois seja levantado ate que a sua extremidade inferior alcance a superficie do liquido. Repetir 0 movimento de forma continua. 0 canudo deve ser mantido a um centimetre da superficie da amostra por tr6s segundos, para escoar 0 liquido que eventualmente ficou contido no interior do canudo. Oescartar 0 canudo. 4. Fechar 0 tubo com a tampa ate travar. 5. Inverter 0 tubo e deixar 0 liquido escoar na posis:ao vertical (a tampa vermelha deve ficar para baixo) por exatamente 30s, contados no cron6metre. 6. Retornar 0 tubo para a posis:a.o original, esperando 5 segundos antes da leitura, para que 0 liquido se acomode e reduza a espuma que podera ter se formado. Fazer a leitura do nivel do liquido remanescente no interior do tubo e sua correspondente marcas:ao numerica na escala impressa no tubo, que e a indicas:ao da quantidade de celulas somatic as (em rnilhares). A interpretas:ao do resultado obtido com Somaticell pode ser feita por faixas (TABELA 1), de acordo com a NMC (1990) (Na1ional Mastitis Council - Conselho National de Mastite). Deve-se considerar a possibilidade de um coeficiente de varias:ao nos resultados obtidos atraves de metodos indiretos (diretamente relacionados ao processo de homogeneizas:3o e demais aspectos operacionais). A utifizas:ao do gabarito abaixo permite facit e imediata compreensao do resultado obtida, com plena segurans:a e utilidade. Cad a urna das faixas indica 0 nivel de qualidade do leite testado au a probabilidade de infecyaa do animal analisado.

36 TABELA 1 - Gabarita de interpreta9aa do resultado de Samaticell par laixas, de acordo com 0 National Mastitis Council (1990). ccs Analise do leita individual An'lise do 'aite em tanque de exp"nsio > de Preaenc- de infecc;;lo na glandula mamiria probabilidade de infec-;ao Entre e Alta na glandula mamari. Entre e 8aixa probabilidade de cs inf~o na glandula molmaria < Alia pl'obabilidade de nao haver infecyao na gllndula mamaria muno billixii qualidade do leite > 32% dos quartos do rebanho infectados perda Ili produy:io de le;le > 18% qualid~e do teite comprometida de 15 a 32% dos quartos infectados perda na produtyio de leite entre 5 e 18%. qualidade do leite duvidosa de 6 a 1~'4 dos quartos infed.ados perda r\3produyao de lerle < 5" alt1l qualidade do lei!e < 6% dol quartos infectados perda na produy30 de teite e minima FONTE: PHILPOT; NICKERSON (1991) 3 ANALISE DO LEITE o leite quando obtido em circunstancias natura is e um liquido de cor branca, odor suave e gosto levemente adocicado, sendo 0 produto integral da ordenha total e ininterrupta de uma f~mea leiteira sa, bern alimentada e em perfelto estado fisico (SILVA ela/., 1997). A compesic;ao do leite pede variar em func;ao da rac;a, da alimentac;ao, da idade, do numero de crias, do tempo de lactac;ao, assim como das varia90es climaticas (TABELA 2).

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