CAMINHOS E OBSTÁCULOS PARA O ACESSO À JUSTIÇA: o caso do Programa Mediação de Conflitos em Minas Gerais

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1 FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL CPDOC PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA, POLÍTICA E BENS CULTURAIS MESTRADO PROFISSIONAL EM BENS CULTURAIS E PROJETOS SOCIAIS CAMINHOS E OBSTÁCULOS PARA O ACESSO À JUSTIÇA: o caso do Programa Mediação de Conflitos em Minas Gerais APRESENTADA POR ARIANE GONTIJO LOPES LEANDRO Rio de Janeiro, Maio de 2012.

2 FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS CENTRO DE PESQUISA E DOCUMENTAÇÃO DE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DO BRASIL CPDOC PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA, POLÍTICA E BENS CULTURAIS MESTRADO PROFISSIONAL EM BENS CULTURAIS E PROJETOS SOCIAIS PROFESSOR ORIENTADOR ACADÊMICO MARIO GRYNSZPAN ARIANE GONTIJO LOPES LEANDRO CAMINHOS E OBSTÁCULOS PARA O ACESSO À JUSTIÇA: o caso do Programa Mediação de Conflitos em Minas Gerais Dissertação de Mestrado Profissional apresentada ao Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil CPDOC como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais. Rio de Janeiro, Março de 2012.

3 Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Mario Henrique Simonsen/FGV Leandro, Ariane Gontijo Lopes. Caminhos e obstáculos para o acesso à justiça: o caso do Programa Mediação de Conflitos em Minas Gerais / Ariane Gontijo Lopes Leandro f. Dissertação (mestrado) - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais. Orientador: Mario Grynszpan. Inclui bibliografia. 1. Acesso à justiça. 2. Mediação. 3. Resolução de disputas (Direito). I. Grynszpan, Mario. II. Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Programa de Pós-Graduação em História, Política e Bens Culturais. III. Título. CDD

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5 Dedico esta produção ao Zé Geraldo, com amor, admiração e carinho.

6 AGRADECIMENTOS Ao meu orientador Mario Grynszpan, pela sabedoria, pela parceria, sobretudo, pela disponibilidade mesmo à distância em me orientar. Obrigada pela confiança. Ao CPDOC, que me abriu as portas. Obrigada à coordenadora do PPHPBC Mônica Kornis, e em especial aos professores Christiane Jalles, Dulce Pandolfi, Marcelo Simas, Lucia Lippi e Mariana Cavalcanti. Às professoras, Ludmila Ribeiro e Ana Paula de Miranda, obrigada pelas contribuições. Aos colegas do mestrado, pela convivência, pelo acolhimento e pelas reflexões. Aos meus novos amigos (as) cariocas, obrigada por me acolherem nessa terra, especialmente: Pedro, Ana Paula, Noelle, Marianna, Renata, Carlos e Daniel, e parceiros do ISER e dos DH. Aos meus amigos (as) mineiros e de caminhada política, em especial: Lígia, Fabiana, Giselle, Talles, Paula, Sandra, Fernanda, Rita, Riza, Flávia, Vivi, Breno, Cintia, João, Roberta, Cláudia, Michele e Daniela. Ao Programa Mediação de Conflitos, gestores, técnicos, estagiários e a toda a população atendida. Obrigada Ana Paula, Adriana, Gustavo e Fred por abrirem às portas do CPC PPL. Aos entrevistados (as), que guardam minha admiração com carinho e respeito. Aos colegas: Adolfo, Vezzulla e Tânia, entusiastas das práticas de mediação de conflitos e da informalização da justiça, obrigada pela parceria. À professora Miracy Gustin, pela generosidade. Pessoa que admiro muito. Aos amigos e amigas, Sol, Lud, Akemi, Saulo e Rodrigo. À minha querida e sempre amada avó, Dona Chica in memorian. Às minhas duas companheiras, Punk e Duda. Aos meus familiares, meu pai Jardel, minha mãe Alice, e aos meus irmãos: Ivan, Frinéia, Juliana, Carolina e Gabriel. Obrigada pai pela força! E a você Zé Geraldo, obrigada pelo companheirismo e pelas ajudas inacabáveis... Produção de conhecimento é algo de muita solidão, mas não precisamos ficar tão sozinhos. Obrigada por preencher esses espaços com alegria.

7 (...) agente que é morador, sabemos quem é morador e quem é bandido. Aí vem a polícia e joga todo mundo na parede, você tem que ver. Só trabalhador emparedado e os bandidos tudo no bar..., rindo d agente, fazer o quê né!? E agente fica assistindo calado, abaixamos a cabeça e tudo. Duas coisas você tem que aprender na vida e que não pode ser feito nunca: uma é questionar com polícia e outra é questionar com médico. Com polícia você apanha na cara e com médico você não consegue atendimento depois... Então, tudo éh assim... A gente vai depois e fala: bom dia? Obrigado senhor, doutor. Quê isso não foi nada, tá tudo bem! Agente aqui leva a vida assim..., mas, ainda vejo a pedreira melhor... (Maura, entrevistada e moradora da Pedreira Prado Lopes).

8 RESUMO Objetivamos, nesse trabalho, demonstrar alguns caminhos e obstáculos relacionados ao acesso à Justiça a partir da execução do Programa Mediação de Conflitos do Estado de Minas Gerais. O tema do acesso à Justiça tem sido foco de amplos estudos sobre o processo de democratização do direito no Brasil. Pesquisadores do campo das ciências sociais e humanas têm dedicado suas produções ao objetivo de compreender o fenômeno do direito e a sua forma de organização-aplicação no país. As diversas iniciativas de descentralização dos serviços jurídicos diante da necessidade de ampliá-los, especialmente para a população de baixa renda veem provocando amplas reflexões sobre o sistema político e de justiça no caso brasileiro, com especial atenção aos dilemas encontrados nas características históricas e culturais do país, permitindo diferenciá-los e aproximá-los de outros contextos nacionais. A ascendente vocação do princípio democrático amplia e faz crescer a institucionalização do direito na vida social, contemplando espaços que ainda não se faziam tão expressos por ele, jurisdicionando principalmente, a esfera da vida privada. Este conjunto de elementos é essencial ao presente trabalho, uma vez que apresentamos o desenvolvimento e a prática do Programa Mediação de Conflitos. Buscamos apresentar a criação deste programa desde sua origem, como projeto de pesquisa-ação a partir da concepção do pluralismo jurídico e do direito achado na rua. Sua formulação, realizada por meio de reflexões advindas de um grupo de professores do campo do direito da Universidade Federal de Minas Gerais, que durante a década de 90 criaram um programa de extensão desta mesma universidade denominado Polos de Cidadania nos levou a compreensão do seu percurso e dos caminhos adotados. Discutimos os principais desafios na execução de métodos de informalização da justiça e de mecanismos de resolução de conflitos, como o procedimento da mediação. Trata-se de um estudo qualitativo em que alguns dados socioeconômicos foram incorporados para fins analíticos. Destacamos, sobretudo, o percurso desta experiência por seus idealizadores; apresentamos alguns resultados relacionados aos dados já produzidos por esta prática e quem são os operadores desta experiência atualmente os mediadores; e buscamos identificar quais são as percepções daqueles que foram atendidos por este programa suas falas e histórias pessoais e quais são os caminhos indicados por este segmento social para que o acesso à Justiça se torne algo possível de realizar. Palavras-chave: Acesso à Justiça; Mediação de Conflitos e Cultura Jurídica.

9 ABSTRACT Our goal in this work is to demonstrate some paths and obstacles related to access to justice for the population served by the Conflict Mediation Program of the State of Minas Gerais. The issue of access to justice has been the focus of extensive studies on the democratization of rights in Brazil. Researchers from the social sciences and humans have dedicated their productions to the goal of understanding the phenomenon of rights and its form of organization-implementation in the country. The various initiatives of decentralization of rights given the need to expand them, especially for low-income population had causing extensive reflections on the political system and justice in Brazil, with special attention to dilemmas found in historical and cultural characteristics the country, allowing them apart and bring them closer to other national contexts. The calling up of the democratic principle extends and increases the institutionalization of law in social life, covering spaces that are not yet expressed that he did so, legalizing mainly the sphere of private life. This set of elements is essential to this work, since they present the development and implementation of the Conflict Mediation Program. We seek to present the creation of this program since its inception, as action research project from the conception of legal pluralism and the "law found in the street." His formulation, carried out by means of reflections arising from a group of professors from the field of Law from Federal University of Minas Gerais, during the 90's created an extension program at the same university called "Pólos for Citizenship" led us to understanding of your route and paths taken. We discuss the main challenges in implementing methods of informal justice mechanisms and conflict resolution. This is a qualitative study in which some socioeconomic data were incorporated for analytical purposes. We emphasize, above all, the course of this experience by its creators, we present some results related to the data already produced by this practice and who are the operators of this experience today the mediators, and we seek to identify what are the perceptions of those who were served by this program their speeches and personal stories and what are the paths indicated by this segment of society for that "access to justice" becomes possible to accomplish. Keywords: Access to Justice, Conflict Mediation and Legal Culture.

10 LISTA DE SIGLAS ADR Alternative Dispute Resolution BPC Benefício de Prestação Continuada CAAP Centro Acadêmico Afonso Pena CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CCDC Centro Comunitário de Defesa da Cidadania CEAPA Central de Apoio às Penas e Medidas Alternativas CEMIG Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais CIC Centro de Integração da Cidadania CNPQ Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico COPASA Companhia de Saneamento Básico de Minas Gerais CPC Centro de Prevenção à Criminalidade CPEC Coordenadoria Especial de Prevenção à Criminalidade CRC Centro de Referência do Cidadão EUA Estados Unidos da América FAPEMIG Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais FGR Fundação Guimarães Rosa FJP Fundação João Pinheiro GEPAR Grupo Especializado de Policiamento em Área de Risco IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IDH Índice de Desenvolvimento Humano INSS Instituto Nacional do Seguro Social IPEA Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada JECRIM Juizado Especial Criminal MG Minas Gerais

11 NIEP Núcleo Integrado Interdisciplinar de Extensão e Pesquisa ONG Organização não Governamental OSCIP Organização da Sociedade Civil de Interesse Público PBH Prefeitura de Belo Horizonte PGE Plano Global Específico PMC Programa Mediação de Conflitos PMDB Partido do Movimento Democrático Brasileiro PMMG Polícia Militar de Minas Gerais PNUD Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PPL Pedreira Prado Lopes PRESP Programa de Reintegração Social dos Egressos do Sistema Prisional PSDB Partido da Social Democracia Brasileira PT Partido dos Trabalhadores PUCMINAS Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais SEDESE Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social SEDS Secretaria de Estado de Defesa Social SEPLAG Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão SPEC Superintendência de Prevenção à Criminalidade UERJ Universidade do Estado do Rio de Janeiro UFMG Universidade Federal de Minas Gerais UNB Universidade de Brasília URBEL Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte

12 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...11 CAPÍTULO 1. Mecanismos de acesso à Justiça e a implementação do Programa Mediação de Conflitos em Minas Gerais O desenvolvimento do Programa Mediação de Conflitos A construção de um projeto de pesquisa-ação de pluralismo jurídico Programa Mediação de Conflitos: objetivos Concepções sobre o acesso à Justiça e os mecanismos de administração de conflitos: desafios à consolidação de práticas informais O desenvolvimento da cidadania e o acesso à Justiça: breve exposição sobre o tema Concepções sobre as teorias da mediação e os mecanismos de administração de conflitos...55 CAPÍTULO 2. O funcionamento do Programa Mediação de Conflitos: dados sobre a implantação e a execução Onde funciona o Programa Mediação de Conflitos Critérios de implantação e dados que embasam às suas localizações O serviço ofertado pelo Programa Mediação de Conflitos Eixos de atuação: alguns dados relacionados à execução da prática Os profissionais: de técnico social a mediador de conflitos Os dois eixos de atuação: atendimento individual e atendimento coletivo Eixo atendimento individual Eixo atendimento coletivo Método de orientação sociojurídica Método e procedimento de mediação de conflitos adotado pelo programa...106

13 CAPÍTULO 3. Ver e ouvir: conflitos e direitos a partir da perspectiva dos atendidos pelo Programa Mediação de Conflitos Sobre o perfil dos atendidos pelo Programa Mediação de Conflitos Gênero, cor, escolaridade, renda e conflitos Características da Pedreira Prado Lopes: conhecendo o contexto O surgimento da Pedreira Prado Lopes Quem são? Gênero e direito Percepção dos conflitos, das violências e dos direitos: possibilidades e limites Em busca da direção por justiça: histórias informadas Desafios à descentralização da justiça: impasses do diálogo e caminhos para a cidadania CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS Anexo 1 Modelo Ficha de Atendimento Individual Anexo 2 Modelo de Relatório Quantitativo do Programa Mediação de Conflitos Anexo 3 Roteiro de Entrevista com a idealizadora do Programa Pólos Anexo 4 Roteiro de Entrevista com os mediadores do Programa Mediação Anexo 5 Roteiro de Entrevista com os usuários atendidos pelo Programa Mediação de Conflitos do Centro de Prevenção à Criminalidade da Pedreira Prado Lopes Anexo 6 Decreto Estadual de Junho de 2002 e Resoluções 727 e 728 de 29 de setembro de

14 11 INTRODUÇÃO As iniciativas de democratização do acesso à justiça têm sido objeto de reflexão de pesquisadores do campo das ciências sociais e humanas em geral, dedicando suas análises à compreensão do fenômeno do direito e suas formas de organização social/cultural, com aprofundamento nos temas relacionados à judicialização de conflitos tanto na perspectiva das instituições quanto das relações sociais (Sinhoretto, 2006; Amorim, 2008; Junqueira, 1996; Vianna et. al., 1999). Muitos trabalhos estão voltados aos estudos comparados entre o caso brasileiro e o norte-americano, por exemplo, buscando evidências sobre o funcionamento dos sistemas de justiça e o modo de se aplicar as leis. Contudo, destacam-se nesses trabalhos as diferenças percebidas entre as instituições e formas de organização cultural das distintas sociedades (Amorim, 2008; Kant de Lima, 2010; Cardoso de Oliveira, 2010). Esses trabalhos veem produzindo importantes reflexões sobre os sistemas político e de justiça brasileiro, destacando, sobretudo, características que permitem diferenciá-los e aproximá-los de outros países. A literatura constata uma ascendente vocação do princípio democrático que amplia a institucionalização do direito na vida social, incorporando espaços que ainda não se faziam tão regulados por ele, jurisdicionando, especialmente, a esfera da vida privada (Vianna et. al., 1999). Contudo, foram muitas as características históricas que marcaram a cultura e a sua influência no desenvolvimento da cidadania na realidade brasileira. Para Carvalho (1996; 2004), DaMatta (1997) e Motta (2009), por exemplo, é possível evidenciar que a partir da cultura política de natureza colonialista, patrimonialista, clientelista, corporativista, estatizante, hierárquica, excludente e centralista é que se projetou e se desenvolveu a cidadania no país, com suas conquistas e limitações, e as formas de se conceber o direito.

15 12 Mesmo que não seja uma exclusividade do caso brasileiro, esses fatores, como mostram os autores, influenciam a cultura do país até os dias de hoje, incidindo diretamente nas formas de se conceber o direito e seus mecanismos de resolução de conflitos. É a partir destas perspectivas, que elegem os temas do direito e do acesso à justiça como problema de pesquisa, que apresentamos este trabalho. Alguns caminhos percorridos devem ser explicitados de modo a esclarecer os meios adotados para a construção do objeto. Tais caminhos apresentam semelhanças com o trabalho de Carvalho (1996) que, ao analisar a cidadania brasileira no século XIX, encontrou um potencial de participação que não tinha canais de expressão dentro do arcabouço institucional e nem condições de articular um arcabouço alternativo. Neste trabalho, buscamos compreender a prática de uma experiência executada em Minas Gerais, que tem como objetivo garantir o acesso à Justiça à população de baixa renda do Estado, utilizando-se de mecanismos informais de solução de conflitos. Tal prática é denominada Programa Mediação de Conflitos 1. Para a orientação e desenvolvimento do processo de investigação deste trabalho, formulamos uma pergunta central: a concepção teórico-prática do Programa Mediação de conflitos tem influenciado ou não as formas de execução quanto à resolução de conflitos e a garantia do acesso à direitos pela população atendida (usuários)? A partir desta pergunta, elaboramos o seguinte objetivo geral: descrever e analisar as formas pelas quais a execução desta prática, do ponto de vista teórico-prático, tem contribuído ou não para favorecer o acesso da população de baixa renda à Justiça. Privilegiamos apresentar a origem, o percurso, a concepção e a implementação do Programa. Para alcançar/realizar o objetivo proposto, foi necessário apresentar de forma minuciosa as 1 O Programa, segundo seus coordenadores/gestores, visa empreender ações efetivas de articulação comunitária, a partir de indivíduos, famílias e comunidade organizada, para prevenir conflitos potenciais e/ou concretos, evitando que estes sejam propulsores de ações violentas e delituosas entre pessoas. (...) Este Programa pauta suas ações através da identificação de situações de violação de direitos, restaurando-os e integrando as pessoas e comunidades na perspectiva de impedir novas violações. Trata-se da prestação de serviços que viabilizem o acesso à justiça na sua melhor forma, isto é, na interlocução entre as partes envolvidas para que os mesmos construam as soluções para seus conflitos de forma democrática, colaborativa e dialógica. (SANTOS, 2007:25).

16 13 especificidades dos caminhos trilhados pelo Programa, desde sua criação até o seu atual desenvolvimento/execução no Governo do Estado de Minas Gerais. Trata-se de estudo empírico com ênfase qualitativa que, conforme Minayo (2007), é uma metodologia indicada para a análise de questões muito particulares, em que a realidade não pode ou não deve ser quantificável, tendo em vista se tratar de significados, motivos, crenças, valores e atitudes. No entanto, aspectos quantificáveis relativos às condições sócioeconômicas e perfil da população atendida pelo Programa Mediação de Conflitos foram incorporados para qualificar o objeto da investigação. A metodologia adotada envolveu duas principais técnicas de coleta de dados: pesquisa documental e entrevistas semi-estruturadas. Salientamos que a investigação empírica foi constantemente acompanhada de estudos teóricos, o que contribuiu para a delimitação de fronteiras mais precisas para o trabalho. A modalidade de pesquisa documental abrangeu diversos tipos de fontes como leis, relatórios e pesquisas, entre outros. Utlizamos os documentos que fazem referência à metodologia do Programa Mediação de Conflitos e as leis que condicionaram sua origem, o que foi fundamental para a compreensão de sua acepção técnica e teórica 2. Além destes documentos, foi investigada a base de dados e de relatórios/fichas de atendimento relacionadas às condições socioeconômicas e de perfil da população atendida pelo Programa Mediação de Conflitos entre os anos de 2005 e Quanto ao procedimento das entrevistas semi-estruturadas, seguimos o modelo de Flick (2002) que apresenta nove fases para sua realização. Para o autor, trata-se de um tipo de entrevista que se organiza a partir da elaboração prévia de um guia/roteiro que tem como 2 Os principais documentos utilizados foram: (i) a revista publicada pelo programa em 2007, chamada Entremeios: Mediação, prevenção e cidadania (2007); (ii) o livro publicado pelo programa em 2009, denominado Programa Mediação de Conflitos (2009); (iii) o segundo livro lançado em 2010, intitulado Mediação e Cidadania: Programa Mediação de Conflitos (2010); (iv) o quarto e último livro publicado no final do ano de 2011, chamado Programa Mediação de Conflitos: uma experiência de mediação comunitária no contexto das políticas públicas (2011); e por fim, (v) o Decreto Estadual nº de junho de 2002 Resoluções 727 e 728 de 2002, que cria o primeiro projeto de acesso à Justiça coordenado pelo Governo do Estado de Minas Gerais voltado a execução de serviços públicos essenciais em áreas carentes e à prevenção e solução extrajudicial de conflitos, descentralizando o atendimento ao cidadão, o Decreto encontra-se nos anexos. 3 O modelo de relatório encontra-se nos anexos.

17 14 objetivo orientar o pesquisador na investigação dos elementos e aspectos relacionados ao problema/objeto a ser estudado. O processo de realização das entrevistas segue essas etapas: a preparação/formulação do roteiro a ser seguido pelo pesquisador; a introdução do tema e proposta da pesquisa para o entrevistado; a escuta sobre as percepções do entrevistado em relação ao tema; as características do tema e as formas como estas se articulam no cotidiano do entrevistado; o enfoque nos elementos e aspectos que são mais centrais ao objeto da pesquisa; a abordagem de alguns pontos mais gerais que possam ser relevantes à pesquisa; a avaliação sobre o momento da entrevista pelo entrevistado; anotação das especificidades dos momentos relacionados às conversas informais e ao contexto/ambiente das entrevistas; a documentação e o registro do conteúdo pelo pesquisador; e, por fim, a análise. Antes de apresentarmos as escolhas sobre a quantidade e o público entrevistado, e também o contexto e as estratégias adotadas na realização da pesquisa, faz-se necessário mencionar o tipo de inserção a pesquisadora possuiu com a prática analisada. O contato com a realidade analisada se deu a partir do trabalho da autora como membro do Programa Mediação de Conflitos, ao longo dos últimos anos. Essa trajetória teve inicio em 2005, quando a mesma ocupou o cargo de técnica social e mediadora em um dos municípios em que o Programa fora implantado. O contato com a realidade de Nova Contagem bairro do município de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte complexificou os vários questionamentos sobre a ideia de participação e de justiça que já acompanhavam as reflexões da autora desde sua graduação e em outros trabalhos voltados à promoção dos direitos humanos. Questões como a distância geográfica da população moradora da região de Nova Contagem em relação à área central do município de Contagem foram fatores que mais desafiaram a autora a continuar trabalhando no programa, pois muitos eram os dilemas em sua execução. A mesma se deparava cotidianamente com dezenas de pessoas que, de alguma forma, solicitavam ajuda na solução de problemas domésticos e

18 15 familiares, ou mesmo conflitos que não encontravam saídas efetivas de resolução dentro da própria região de Nova Contagem. A relação daquela população com o Estado se deu, historicamente, a partir da interação com alguns atores políticos prefeitos, deputados e, especialmente, os vereadores que mantinham contato diretamente com os moradores da região. Nova Contagem foi construída na década de 80, pelo então governador de Minas Gerais e, posteriormente, prefeito de Contagem, Newton Cardoso 4. Na época, foram realocados diversos assentamentos e vários barracos improvisados foram construídos pelos operários que vieram para capital mineira e se instalaram na região industrial de Contagem (divisa com Belo Horizonte) 5 em busca de trabalho nas indústrias da região. Vale destacar que Nova Contagem se localiza no sentido oposto à região das indústrias de Contagem, Belo Horizonte e Betim e que o deslocamento deste trajeto gira em torno de uma hora e meia. A relação entre os políticos, os cabo eleitorais e a população local de Nova Contagem estabeleceu formas próprias de organização social e resolução de conflitos, aumentando os desafios à consolidação e ampliação democrática, ou seja, aqueles moradores que não se relacionavam indiretamente com o Estado por meio de trocas ou favores não alcançavam as soluções e resultados almejados esse conjunto de elementos foi ampliando as frustrações da autora, naquela época, em relação à prática diariamente empreendida, pois mantinha relação direta com o modo de organização da população para, ao contrário do que se propunha o programa, buscar alguém que concedesse favores em troca de algo (voto, animais, terrenos, entre outros). O percurso da autora que passou pelo atendimento direto à população ampliou as reflexões em torno do tema da participação e a relação com a democratização da cidadania. 4 Um político conhecido por muitos pela relação clientelista que mantinha com os cidadãos mineiros. Dono de muitas propriedades e fazendas. Newton Cardoso/PMDB foi governador do Estado de Minas Gerais durante o período de 1987/1990 e vice-governador de 1999/2003, e foi eleito três vezes prefeito da cidade de Contagem, a primeira vez foi durante o período 1973/1978, a segunda vez em 1984/1987, com 90% dos votos, e foi eleito pela terceira vez em 1997/2000; 5 Esta região foi marcada pela história de luta dos sindicatos contra empresas, foi uma das regiões que aglutinou durante a década de 70 o movimento dos operários e sua vinculação na criação do partido dos trabalhadores em Minas Gerais.

19 16 Posteriormente, em meados de 2006, ocorreu um convite para assumir a supervisão metodológica do Programa Mediação de Conflitos. Ressalta-se que, naquele período, o Programa Pólos de Cidadania da Universidade Federal de Minas Gerais estava realizando a transferência de metodologia do projeto de Mediação e Cidadania para a atual Secretaria de Estado de Defesa Social a função de supervisora do programa estava diretamente relacionada à formação e orientação conceitual dos mediadores 6. A autora se manteve no cargo por alguns anos e, em 2008, foi convidada a assumir a coordenação geral do programa, com responsabilidades muito distintas das atribuições contidas na supervisão metodológica. Esta função levou-a a um distanciamento cada vez maior da ponta/experiência in loco, favorecendo de certa forma o início de alguns questionamentos que levaram à proposição do objeto desta dissertação. Contudo, é importante mencionar que o tema da participação social sempre foi central na trajetória acadêmica e de pesquisa da autora. Elementos/características voltados a tal tema balizaram, por exemplo, estudos monográficos sobre as formas de organização social, envolvendo relações entre indivíduos e instituições a autora pesquisou o conceito de capital social e sua relação com os estudos sobre o associativismo no caso brasileiro e os processos de descentralização dos municípios em Minas Gerais. Também estudou a história do Brasil, no intuito de identificar a literatura que trabalha a relação entre cultura política e cidadania no país. Destacamos, sobretudo, que a relação de proximidade estabelecida pela autora com a prática do Programa Mediação de Conflitos favoreceu a chegada ao objeto desta pesquisa. É de fundamental importância assumir que a escolha e análise do objeto atravessaram e trouxeram desafios cotidianos relacionados ao distanciamento do olhar construído anteriormente como operadora desta prática, já que o exercício atual é de desenvolvimento 6 Estes aspectos relacionados ao percurso do Programa Mediação de Conflitos serão tratados de maneira minuciosa no Capítulo 1. Ressaltamos que a autora não possuía nenhuma relação de pessoalidade com os coordenadores do programa à época.

20 17 de uma pesquisa acadêmica. Esperamos que a análise tenha obtido o distanciamento necessário, alcançando com leveza e seriedade os objetivos propostos 7. Estabelecemos alguns critérios de seleção para investigar o objeto analisado. O primeiro deles, conjugado à pesquisa documental, foi a definição de quem seriam as pessoas entrevistadas. Essa escolha se deu em virtude do próprio tema proposto pela pesquisa, ou seja, se o nosso objetivo foi compreender de que forma a execução desta experiência tem contribuído ou não para o acesso da população de baixa renda à Justiça, seria necessário retomar o histórico de construção do programa para entender a gênese e o desenvolvimento do mesmo, suas distintas características e configurações ao longo do tempo e as razões que conduziram as mudanças ocorridas, mas, seria principalmente a partir dos dados já produzidos pelo programa e também pelos relatos de alguns de seus usuários que foi possível aferir se esse acesso à Justiça de fato se ampliou e/ou alterou. Contudo, inevitavelmente teríamos que buscar as pessoas que fizeram parte de tal construção. Para esta finalidade, realizamos uma entrevista com a idealizadora do programa, quando o mesmo ainda se constituía uma prática de extensão universitária. Para alcançar a percepção dos atendidos sobre a execução do Programa Mediação de Conflitos e a relação com a noção de acesso à Justiça, realizamos um total de cinco entrevistas com usuários que foram atendidos pelo Programa. Para tal finalidade, foi necessário trabalhar com outro critério de seleção: primeiramente, a definição entre uma das regiões onde o programa está implantado, entre as 24 áreas de atuação existentes. A escolha de uma única localidade permitiria a definição de quem seriam as pessoas a serem entrevistadas, mas, especialmente, a caracterização da região em que estas estão inseridas garantindo a compreensão do lugar/contexto de moradia e as especificidades das percepções por elas expressas. Neste sentido, fizemos a opção de estudar um dos locais de atuação do Programa 7 Esperamos que os resultados aqui encontrados possam ser revertidos à reflexão da prática atual do Programa Mediação de Conflitos de modo a propiciar a problematização do modus operandi relacionado a práticas de informalização da Justiça, principalmente, em função dos desafios e dilemas encontrados.

21 18 Mediação de Conflitos, a Favela da Pedreira Prado Lopes a escolha desta região deve-se ao fato dela ser uma das primeiras favelas existentes em Belo Horizonte, em especial, por ter sido os seus primeiros moradores os responsáveis (operários) pela construção da capital mineira. Realizamos algumas incursões em campo, conversas e reuniões com os mediadores desta localidade, e, em contato com a realidade, nos deparamos com alguns desafios: como faríamos para escolher as pessoas que foram atendidas pelo Programa Mediação de Conflitos, uma vez que o grupo de profissionais atuantes na Pedreira Prado Lopes era recente no programa? Analisamos as Fichas de Atendimento dos últimos quatro anos e, destas, selecionamos 20 que tratavam de casos diversos e que foram atendidos pelo programa. Foram escolhidas quatro Fichas para as entrevistas. Além destas, fizemos uma única entrevista logo após um atendimento que havia sido realizado. Durante o desenvolvimento da pesquisa, foi necessário entrevistar alguns dos profissionais que atuavam na prática do Programa Mediação de Conflitos, os mediadores de conflitos e a supervisão metodológica. Realizamos uma entrevista individual com um dos mediadores que atuam in loco na Pedreira Prado Lopes, e uma entrevista coletiva com cinco mediadores. Estes últimos atuavam em diferentes localidades do programa. Realizamos, ainda, uma entrevista com uma das supervisoras metodológicas do programa. Ela atuava como referência de supervisão do programa na região da Pedreira Prado Lopes. A análise das entrevistas, 13 ao todo, e do conjunto de dados documentais mencionados acima, foi feita com base na proposta de análise de conteúdo temática de Gomes (2007), elegendo o tema abordado como elemento central e consistindo na descoberta dos núcleos de sentido que compõem a comunicação. A presença ou frequência de aparição destes pode revelar aspectos importantes a serem analisados de acordo com o objetivo proposto. Adotamos os seguintes passos: descrição, decomposição em categorias e interpretação dos resultados com base nos pressupostos teóricos adotados.

22 19 A dissertação está estruturada em três capítulos e mais considerações finais. Eles se dividem da seguinte forma: O Capitulo 1, Mecanismos de acesso à Justiça e a implementação do Programa Mediação de Conflitos, aborda o desenvolvimento do Programa Mediação de Conflitos desde sua origem. Priorizamos destacar o percurso de criação do Programa, oriundo da Universidade Federal de Minas Gerais. Evidenciamos os principais elementos que colaboraram na constituição de tal prática, especialmente, sua concepção teórica e a influência de seus idealizadores. Este capítulo apresenta, também, alguns estudos relacionados ao tema do acesso à Justiça, da mediação e da administração de conflitos, principalmente os estudos relacionados aos processos de informalização da justiça. Destacamos os dilemas na implantação/execução de práticas de resolução de conflitos no caso brasileiro uma vez que a cultura jurídica do país não apresenta abertura ao funcionamento de experiências como a analisada constatando existirem desafios à consolidação de propostas com tal teor. Já no Capítulo 2, intitulado O funcionamento do Programa Mediação de Conflitos: dados sobre a implantação e a execução, apresentamos a execução atual do Programa, buscando esclarecer seu modo de funcionamento. Para tanto, passamos pelos seguintes aspectos: a estrutura da prática, os critérios adotados para sua implantação, os dados gerais que embasaram a sua existência no estado de Minas Gerais, as localizações e os serviços prestados pelo mesmo à população. Apresentamos alguns resultados da execução do Programa, em especial dados relacionados aos números de atendimentos, ao método de intervenção ofertado à população, os perfis dos profissionais os mediadores do programa e seus eixos de atuação. Por fim, destacamos alguns desafios encontrados na execução, com base nestes dados, principalmente quando analisamos o tipo de método que a população ao longo dos últimos cinco anos vem demandando, diferenciando substancialmente a busca por

23 20 orientações sobre direitos, que tem aumentado em comparação com a demanda pelo método de mediação de conflitos. O Capítulo 3, Ver e ouvir: conflitos e direitos a partir da perspectiva dos atendidos pelo Programa Mediação de Conflitos, aborda a percepção e o perfil dos usuários atendidos pelo Programa Mediação de Conflitos. Apresentamos as características sobre o perfil dos usuários do programa, destacando a questão de gênero, cor, escolaridade, renda e as classificações das demandas relacionadas aos tipos de conflitos. Destacamos, ainda, o contexto da região escolhida para realização das entrevistas com os usuários atendidos a Favela Pedreira Prado Lopes. Em seguida, nos aprofundamos nas características das pessoas entrevistadas moradoras dessa favela, descrevemos suas histórias e percepções sobre os conflitos, as violências, os direitos e as formas de resolvê-los. Tratamos de alguns aspectos relacionados ao diálogo e a sanção esperada pela população. Por fim, abordamos as visões estabelecidas sobre os principais limites do método de mediação de conflitos e as possibilidades apresentadas pelos atendidos para a resolução de seus conflitos atuais e futuros. Nas considerações finais, abordamos os principais elementos verificados ao longo do desenvolvimento da pesquisa e recapitulamos os principais achados de cada capítulo, destacando os pontos que se destacaram e quais foram os dilemas encontrados na análise da pesquisa.

24 21 Capítulo 1: Mecanismos de acesso à Justiça e a implementação do Programa Mediação de Conflitos em Minas Gerais Estudos sobre o sistema de justiça no Brasil, em especial as pesquisas de Junqueira (1996), Vianna et. al. (1999), Sinhoretto (2006), entre outros, destacam que durante os anos 80, mas principalmente do início dos anos 90, o campo das ciências sociais e humanas em geral começaram a aprofundar suas análises, elegendo como objeto de pesquisa os processos de ruptura e continuidade da democratização do Estado e da sociedade, com foco nas instituições judiciárias, nas atribuições legais e nas práticas de administração de conflitos. Todos estes estudos visavam acompanhar o processo de democratização do país, justamente porque a democracia política não era por si só, suficiente para garantir uma sociedade efetivamente democrática, isto é, de amplo exercício e acesso à cidadania. Democratizar de modo pleno o país significava, também, democratizar a Justiça e, com isso, o acesso a ela 8. Junqueira (1996), por exemplo, amplia as discussões em torno do acesso à Justiça. Ao revisitar os estudos sobre o tema do Poder Judiciário e os métodos de solução de conflitos, a autora destaca que ainda durante a década de 70 e também nos anos 80, os principais estudiosos sobre a temática do acesso à justiça eram juristas sociologicamente orientados. Estes estudos, argumenta Junqueira (1996), diferentemente do que se imaginava na época sobre o caso brasileiro, se mostraram pouco influenciados pelo access-to-justice movement liderado por Mauro Cappelletti e Bryant Garth que coordenaram o Florence Project 9. As produções de Junqueira (1996) também revelaram que a principal questão posta em relação à 8 Podemos encontrar outras reflexões sobre o sistema de justiça nos estudos de: AMORIN, Maria Stella, BURGOS, Marcelo, KANT DE LIMA, Roberto (2002); SADEK, Maria Tereza (1995; 200; 2001); ADORNO, Sérgio (1996); PANDOLFI, Dulce et. al. (1999), D ARAÚJO, Maria Celina (1996). 9 Cappelletti e Garth (1988) buscaram analisar a partir do Florence Project os obstáculos jurídicos, econômicos, sociais e psicológicos que dificultavam ou impediam a utilização do sistema jurídico, visando compreender como cada país (democracias modernas) apresentavam seus diferentes esforços para superar estes obstáculos. Os autores, Cappelletti e Garth (1988) identificaram três waves of reform no access-to-justice movement: (i) a garantia de acesso à justiça para os pobres; (ii) a representação dos direitos difusos e a (iii) informalização dos procedimentos de resolução de conflitos.

25 22 população brasileira não era, diretamente, a expansão do welfare state ou mesmo a necessidade de tornarem efetivos os novos direitos conquistados a partir da década de 60 pelas minorias étnicas e sexuais, mas sim, uma ampla reivindicação de expansão dos direitos básicos (sociais) aos quais a maioria da população não tinha acesso. Foram vários os processos, relacionados à exclusão político-jurídica, responsáveis pela não garantia do acesso aos direitos à população brasileira (Junqueira, 1996; Carvalho, 2004) 10. Outro estudo central para a compreensão dos temas relacionados ao acesso à Justiça no Brasil, especialmente às análises do Poder Judiciário e suas relações com a política e a sociabilidade no país, é o trabalho desenvolvido por Vianna et. al. (1999). Eles fornecem um amplo diagnóstico das instituições do sistema de justiça, destacando, sobretudo, a politização da atividade jurisdicional, processo que foi denominado judicialização da política; o que significa conferir ao Poder Judiciário a capacidade de pautar a política com base na interpretação/avaliação de leis já existentes. Além da judicialização da política, os autores destacam a judicialização das relações sociais, que passou a ser uma realidade após a redemocratização. Sinhoretto (2006), por sua vez, apresenta duas importantes tendências analíticas para a compreensão do sistema de justiça: uma visão referenciada pela macro-sociologia e outra pela micro-sociologia. A primeira tendência apresenta um debate sobre (a) as rupturas e as mudanças nas organizações judiciais diante de novas atribuições legais; (b) os destaques da politização da atuação judicial; (c) os novos modelos que organizam as identidades corporativas; (d) as constantes transformações na cultura jurídica do país; e (e) as emergências de práticas compreendidas como inovações de solução de conflitos. Já a segunda enfatiza os obstáculos nos processos de democratização, como desafios à incorporação de demandas e valores democratizantes à cultura jurídica no país, observando-se uma persistência de valores 10 Os direitos sociais representam: o direito de acesso aos bens e serviços públicos como, por exemplo: o direito à moradia, o direito à saúde, o direito à educação, o direito à segurança pública, entre outros.

26 23 e práticas hierarquizantes e excludentes, que aprisionam as inovações e mantêm os padrões mentais tradicionais. Segundo a autora, há uma produção que procura aliar ambas as tendências, mas a maioria dos estudiosos do campo da justiça se orienta por uma das vertentes apresentadas. Contudo, estas análises (Junqueira, 1996; Vianna et. al., 1999; Sinhoretto, 2006), foram influenciadas pela formulação de várias iniciativas de ampliação do acesso à Justiça e da informalização de agências de resolução de conflitos, como, por exemplo, os Juizados Especiais de Pequenas Causas 11 ; posteriormente, o Juizado Especial Criminal 12 ; e também práticas estimuladas por organizações da sociedade civil como o Balcão de Direitos 13. Outra iniciativa, que surgiu a partir de uma prática de extensão da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, foi o Programa Mediação de Conflitos, o qual será apresentado neste trabalho desde sua origem, detalhando sua trajetória de criação, abordando seus principais objetivos e escolhas conceituais e metodológicas; e analisando-o a partir dos vários estudos mencionados acima. Para tanto, utilizamos as entrevistas realizadas com seus idealizadores e com os mediadores que nele atuam e/ou atuaram; além de extensa pesquisa documental O desenvolvimento do Programa Mediação de Conflitos Apresentamos o processo de construção do Programa Mediação de Conflitos tendo ciência dos possíveis riscos dessa escolha. Os percursos de implantação de um programa de governo são complexos e, por vezes, contraditórios, marcados por heranças históricas 11 Um exemplo de estudo sobre o Juizado Especial de Pequenas Causas é a pesquisa realizada na cidade do Rio de Janeiro por D Aráujo (1996). 12 Um exemplo de estudo sobre o Juizado Especial Criminal (JECRIM) é a pesquisa realizada na região metropolitana do Rio de Janeiro por Amorim; Burgos; Kant de Lima (2002). Outro estudo abordou o JECRIM de Belo Horizonte, para acesso aos dados ver Batittucci e Santos (2010). 13 Para maior compreensão da atuação do Balcão de Direitos, concebido pela ONG Viva Rio, ver Souza Neto (2001).

27 24 permeadas pelas relações personalistas, entre outros fenômenos culturais, políticos e históricos que podemos encontrar como elementos característicos da cultura brasileira (Carvalho, 1997). Contudo, esperamos poder apresentar ao leitor uma revisão clara de tal processo, apontando as percepções encontradas desde a formulação do programa como ação de extensão universitária até sua incorporação na atual Secretaria de Estado de Defesa Social do Governo do Estado de Minas Gerais A construção de um projeto de pesquisa-ação de pluralismo jurídico Atualmente o Programa Mediação de Conflitos é desenvolvido pela Diretoria do Núcleo de Resolução Pacífica de Conflitos da Coordenadoria Especial de Prevenção à Criminalidade, órgão da Secretaria de Estado de Defesa Social do Governo do Estado de Minas Gerais. No entanto, o programa surgiu a partir de uma ação de extensão universitária da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, denominada Programa Pólos de Cidadania. O Programa Pólos de Cidadania, cuja criação data de meados de 1995, é hoje uma ação interinstitucional com sede na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que tem, atualmente, o seguinte objetivo: articular atividades de ensino, pesquisa e extensão com vistas à promoção, a inclusão e a emancipação de grupos com histórico de exclusão e trajetória de riscos sociais. Sua prática/execução é em grande medida realizada em parceria com outras unidades da UFMG, outras instituições públicas e privadas de ensino superior e com os órgãos da administração pública Poder Executivo municipal, estadual e federal. Contudo, o processo de desenvolvimento metodológico desta ação de 14 A Secretaria de Estado de Defesa Social/MG é responsável por promover a segurança da população de Minas Gerais desenvolvendo ações de prevenção à criminalidade, integração operacional dos órgãos de Defesa Social, custódia e reinserção social dos indivíduos privados de liberdade, proporcionando a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Disponível em: Acesso em 10/01/2012.

28 25 extensão, ocorreu a partir de influências advindas das reflexões de um grupo de professores, operadores do direito, que lecionavam na Faculdade de Direito da UFMG (Melo e Viana et. al., 2003) 15. Nas palavras de uma das entrevistadas, Miracy Gustin 16, esse grupo de professores se identificava em função de um aspecto ideológico 17 : (...) era um grupo ideológico, que tinha uma noção de reformulação da noção de cidadania, de direitos humanos e de direitos... era sim um grupo ideológico (Miracy Gustin). Este aspecto ideológico que a entrevistada apresenta está pautado nas inúmeras abordagens e iniciativas advindas de estudos e práticas influenciadas por juristas e operadores do direito, que durante as décadas de 80 e 90, se voltaram ao tema do acesso à Justiça no país. Estes passaram a perceber a Justiça não exclusivamente como o acesso da população à instância do Poder Judiciário, isto é, mesmo que o acesso à Justiça pudesse promover a aproximação dos segmentos sociais mais pobres ao sistema formal de justiça, pareceu necessário ampliar as formas de participação do indivíduo na construção da cidadania, gerando no mínimo uma coexistência entre a dogmática jurídica e as práticas conhecidas como inovadoras no acesso à Justiça (Amorim; Burgos; Kant de Lima, 2002). Talvez a reformulação da cidadania sugerida pela entrevistada, esteja mais na linha da convivência entre estas dimensões, do que propriamente a substituição do modelo tradicional de Justiça pelos modelos de informalização de resolução de disputas. É possível perceber, a partir de sua fala, que o Programa Pólos de Cidadania surge, na verdade, 15 Para melhor compreensão das atividades de ensino, pesquisa e extensão do Programa Pólos de Cidadania, acessar: Último acesso em 10/01/ Graduada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1962). Graduada em Licenciatura Plena em Direito Usual e Legislação pela Fundação Educação para o Trabalho de Minas Gerais (1975). Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais (1989) e doutora em Filosofia do Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (1997). Pós-Doutora em Metodologia do Ensino e da Pesquisa pela Universidade de Barcelona/CAPES, em Atualmente é professora associada aposentada da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi uma das fundadoras do Programa Pólos de Cidadania da Faculdade de Direito da UFMG. 17 Muitas são as concepções sobre a noção de ideologia, com origens clássicas e ampliadas no campo das ciências sociais e humanas, mas uma análise interessante sobre suas características pode ser vista em Motta (2009), ao se aprofundar nos estudos relacionados aos desafios e possibilidades na apropriação da cultura política pela historiografia.

29 26 a partir de um processo/movimento iniciado antes de O aspecto que a entrevistada chama de grupo ideológico está relacionado à reflexão/problematização existente sobre o tradicionalismo do direito lecionado por aquela universidade; tendo como base, mais os aspectos identitários deste grupo de professores de Direito do que propriamente ideológicos, muito embora, seja possível perceber a relação entre estas duas dimensões. Havia entre eles, naquele contexto, noções/concepções semelhantes de cidadania e de direitos, além da abertura para o desenvolvimento de pesquisas no âmbito da Faculdade de Direito. (...) quando eu cheguei à Faculdade de Direito, eu era um perfil completamente diferente de todos que estavam na Faculdade, porque eles absolutamente não pensavam em pesquisa, não havia essa perspectiva naquela época. Então, aí, o Menelick 18 é que notou essa diferença. Ele procurou na época o professor Baracho 19, diretor da Faculdade de Direito, e aí o Menelick me procurou dizendo para eu ser coordenadora do núcleo de extensão e pesquisa, na verdade naquela época era um centro de extensão... na verdade era uma coisa muito eh... só para fazer eventos, não tinha qualquer noção de pesquisa. Então o professor Baracho me colocou para ser coordenadora desse núcleo, então o núcleo chamava Centro de Extensão, então eu e a equipe lá do núcleo o transformamos em NIEP (Núcleo Integrado Interdisciplinar de Extensão e Pesquisa), e se chama assim até hoje. Aquilo era uma coisa que na Faculdade de Direito nem se pensava isso, nem se pensava, e eu achei estranhíssimo, porque eu tinha feito, e olha eu me formei em 1964, então eu, na minha Faculdade de Direito, eu estudei no Rio, eu fui aluna do Roberto Lira 20, o pai... ele, por exemplo, já era um sujeito na área de penal que pensava em pesquisa o tempo todo, Pereira Lima 21 que era de civil também pensava em pesquisa na área de 18 Menelick de Carvalho Netto foi professor do Departamento da Faculdade de Direito da UFMG durante o período de 1995 a Foi um dos fundadores do Programa Pólos de Cidadania. Concluiu o doutorado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Atualmente é Professor Associado da Universidade de Brasília (UnB). Atua na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional e Teoria do Direito. 19 José Alfredo de Oliveira Baracho foi diretor e professor da Faculdade de Direito da UFMG. Foi um dos apoiadores no início da concepção do Programa Pólos de Cidadania. Exerceu funções de Procurador-Geral do Estado. Concluiu o doutorado em Direito pela UFMG. Foi considerado um dos grandes especialistas em direito Constitucional do país. 20 Roberto Lira iniciou sua carreira profissional na Procuradoria de Justiça em Em 1931, tornou-se membro do Conselho Penitenciário e da Inspetoria Geral Penitenciária, cargos que ocuparia até Ingressou no magistério superior em 1933 e trabalhou como jornalista durante o Estado Novo ( ). Em 1947, após a redemocratização do país, elaborou a fórmula brasileira sobre crimes contra a humanidade, apresentada à VIII Conferência Internacional para Unificação do Direito Penal, realizada na Bélgica. Em 1954, instalou e organizou o Instituto de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 21 José Pereira Lira foi advogado, professor de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi político durante largo tempo da sua vida. Foi um colaborador direto do Presidente Eurico Gaspar Dutra como chefe do

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