INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE"

Transcrição

1 INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE AVALIAÇÃO DA PRELAVÊNCIA DE DERMATOSES E SUA CORRELAÇÃO COM VALORES DE LINFÓCITOS T CD4+ EM PACIENTES COM HIV/AIDS DO CENTRO DE REFERÊNCIA E PROMOÇÃO DA SAÚDE DE CONSELHEIRO LAFAITE MG BELO HORIZONTE -MG 2012

2 RAQUEL VIEIRA PINTO DE ANDRADE AVALIAÇÃO DA PRELAVÊNCIA DE DERMATOSES E SUA CORRELAÇÃO COM VALORES DE LINFÓCITOS T CD4+ EM PACIENTES COM HIV/AIDS DO CENTRO DE REFERÊNCIA E PROMOÇÃO DA SAÚDE DE CONSELHEIRO LAFAITE MG Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação do Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Belo Horizonte, para obtenção do título de mestre em Medicina/Biomedicina. Área de concentração: Clínica Médica Orientador: Prof. Dr. Carlos Maurício de Figueiredo Antunes BELO HORIZONTE -MG 2012

3 Ao meu Amor, Eritson Márcio, que esteve ao meu lado em todos os momentos, com paciência,dedicação, confiança e amor.

4 AGRADECIMETOS Ao Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Belo Horizonte, por me permitir explorar minha capacidade de aprendizado; Ao Prof. Dr. José Augusto Nogueira Machado, Coordenador do Programa de Pós- Graduação da Santa Casa de Belo Horizonte, essencial na minha caminhada profissional, compreendendo os obstáculos e contribuindo para minha adequada formação científica. Ao orientador Prof. Dr. Carlos Maurício de Figueiredo Antunes meu especial agradecimento, por ter me acolhido, pelo o incentivo, confiança e por contribuir com seu conhecimento científico e toda sua experiência de vida para minha formação. Obrigada por compreender todos os momentos de dificuldade e ter paciência até que estes fossem ultrapassados. Minha admiração e respeito. Aos demais professores por transmitirem seus conhecimentos durante o curso deste mestrado, em especial a Dra. Renata Toscano, Dra. Adriana Bosco e ao Dr. Kened Gollob; Às secretárias Shirley, Zélia e Júnia pela dedicação e prontidão, estando sempre à disposição para ajudar; Ao Secretário de Saúde do Centro de Promoção e Saúde de Conselheiro Lafaiete, Martinho de Menezes Filho, por compreender o objetivo desta pesquisa e permitir sua realização. Jamille, Millena e Rogério pela amizade, apoio, e por muitos momentos de descontração e alegria nesse período muitas vezes estressante. À Patrícia Sanches Carneiro, principalmente, pela amizade. Pelo companheirismo desde o primeiro dia, quando me sugeriu ficar na mesma linha de pesquisa que ela. Pelos conhecimentos transmitidos no começo dessa minha jornada como

5 pesquisadora; sem você tudo seria muito mais difícil. Agradeço por todos os momentos em que ficamos juntas, principalmente em Conselheiro Lafaiete MG, durante a época da coleta de dados, e na análise estatística, quando tornamos uma tarefa que parecia ser tão árdua numa experiência de vida inesquecível. Agradeço por todos os momentos agradáveis que passamos juntas, muitas risadas e alegria nesses dois anos de convivência. Quem tem uma amiga assim não caminha sozinha e é capaz de encontrar soluções e atravessar obstáculos. Enfim, só tenho a dizer, obrigada por tudo. À Helen, minha grande e fiel amiga, que esteve ao meu lado sendo minha família aqui em Belo Horizonte, sei que posso contar com você em todos os momentos da minha vida, estando disposta a me acolher em todas as situações. Aos meus irmãos, Felipe e Alexandre, pelo amor e pela confiança, mesmo à distância vocês estão sempre dentro do meu coração. Obrigada por sempre torcerem e acreditarem na minha caminhada profissional e pessoal. Aos meus pais, Alexandre e Izabel, base de minha formação e exemplo de vida, que mesmo à distância, sempre estiveram ao meu lado e que nunca deixaram de torcer por mim em cada passo da minha vida, compartilhando comigo todos os sonhos profissionais. Obrigada por todo o incondicional amor e dedicação. À Eritson Márcio, meu marido, meu Amor, por cada minuto em que esteve junto a mim e por compreender cada minuto em que não pude estar próximo. Por toda sua dedicação, companheirismo, incentivo, por sempre acreditar em mim, verdadeiramente. Pelo amor, posso dizer, AMOR, que une nossas vidas e nos faz caminhar sempre juntos. Não posso dimensionar o tamanho do meu agradecimento, mas posso dizer que AMO você. Agradeço a todos, próximos ou distantes, que direta ou indiretamente, têm alguma ligação com a realização desta dissertação.

6 Sonhe com aquilo que você quer ser, Porque você possui apenas uma vida e nela só tem uma chance de fazer aquilo que quer... A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam Para aqueles que buscam e tentam sempre e para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passaram por suas vidas Clarice Lispector

7 RESUMO Introdução:A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS/SIDA), uma epidemia mundial, é caracterizada por um grau de imunossupressão progressivo, com o evoluir da doença. A diminuição dos linfócitos T CD4+ proporciona uma imunodeficiência e, consequentemente, susceptibilidade a várias doenças oportunistas. As patologias muco-cutâneas são as doenças mais prevalentes nos pacientes com soropositividade para HIV, havendo relatos de 90% de incidência nestes indivíduos. Objetivo: Determinar a prevalência de dermatoses e sua correlação com valores de linfócitos T CD4 e carga viral em pacientes com infecção pelo HIV e com AIDS, identificados no Centro de Referência HIV/AIDS de Conselheiro Lafaiete MG. Metodologia: realizou-se um estudo epidemiológico, transversal, descritivo e analítico, envolvendo análise de prontuários de pacientes infectados pelo HIV, na fase doença e na fase doença de 1999 a Resultados: foram avaliados 276 prontuários, sendo 103 prontuários de pacientes HIV+ e 173, de pacientes AIDS. Foram excluídos do estudo, prontuários de crianças (<13 anos) e gestantes. Na análise univariada, quanto as características sócio-econômicas, observou média de idade de 35,8 ± 10,16 anos e 39,85 ± 11,42 anos para os pacientes soropositivo pra HIV, na fase infecção e na fase doença, respectivamente, (p= 0,00). A média de linfócitos T CD4+ para pacientes soropositivo para HIV, na fase infecção foi 693,4±410, e para aqueles na fase doença foi de 314,25±227,6, p= 0,00. Observou-se alta prevalência de dermatoses nos pacientes infectados pelo HIV, sendo as patologias fúngicas principalmente, candidíase oral, micose superficial e onicomicose, as mais frequentes em ambos os grupos. Após análise logística ordinal, realizada no STATA 10.3, não se observou relação entre menores níveis laboratoriais de linfócitos T CD4+ com o maior aparecimento de dermatoses. A presença de patologias muco-cutâneas apresentou associação, de forma independente, com pacientes do sexo feminino (OR: 1,77), nos pacientes mais jovens (OR: -0,75) e em pacientes soropositivo para HIV, na fase infecção (OR: 0,38). Conclusão: As dermatoses muco-cutâneas continuam altamente prevalentes em pacientes soropositivo para HIV, no entanto, não foi observado associação do aparecimento de dermatoses com a contagem de linfócitos T CD4+. Palavras-chave: soropositivo para HIV, infecção AIDS, dermatopatia, dermatomicose.

8 ABSTRACT The Acquired Immunodeficiency Syndrome (AIDS), an epidemic world, is characterized by a progressive level of immunosuppression, with the evolution of the disease. The decrease in CD4 + T lymphocytes providing an immunodeficiency, and consequently more susceptible to opportunistic infections. The mucocutaneous diseases are most prevalent in patients with HIV seropositivity, there are reports of 90% incidence in these individuals. Objectives: To determine the prevalence of skin diseases and their correlation with values of CD4 and viral load in patients with HIV infection and AIDS, identified in the Reference Center HIV / AIDS Hafizabad - MG.Methodology: We performed an epidemiological study, transversal, descriptive and analytical, involving analysis of records of patients seropositive for HIV, during illness and disease during 1999 to Results: 276 records were evaluated, including 103 records of patients seropositive for HIV infection and the stage 173, from patients with disease. Excluded from the study, records of children (<13 years) and pregnant women.in univariate analysis, as the socio-economic characteristics, observed a mean age of 35.8 ± years and ± years for patients seropositive for HIV infection and during the phase disease, respectively, (p = 0.00). The mean CD4 + T lymphocytes in patients seropositive for HIV infection phase was ± 410, and for those at the stage of disease was ± 227.6, p = There was a high prevalence of dermatoses in HIV-infected patients, and fungal diseases that are mainly oral candidiasis, ringworm and superficial onychomycosis, the most frequent in both groups.after logistic ordinal, performed in STATA 10.3, there was no relationship between lower levels of laboratory CD4 + T cells with higher incidence of dermatoses. The presence of mucocutaneous disorders was associated independently with female patients (OR: 1.77) in those younger patients (OR: -0.75) and in patients seropositive for HIV infection in phase ( OR: 0.38). Conclusion: The dermatoses mucocutaneous remain highly prevalent in patients seropositive for HIV, however, was not observed the appearance of dermatoses associated with the counting of CD4 + T lymphocytes. Keywords: seropositive for HIV infection, AIDS, skin disease, dermatomycosis.

9 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 - Taxa de incidência (por hab.) dos casos de AIDS segundo região de residência e ano do diagnóstico. Brasil, Figura 2 Taxa de incidência (por hab.) dos casos de AIDS segundo faixa etária e sexo. Brasil, Figura 3 Coeficiente de mortalidade (por hab.) dos casos de AIDS, segundo região de residência, por ano de diagnóstico. Brasil, Figura 4 - Estrutura do vírus da imunodeficiência humana (HIV)... Figura 5 Infecção pelo HIV-1... Figura 6 Curso da infecção do HIV... Figura 7 Critério para diagnóstico de infecção pelo HIV, segundo CDC adaptado... Figura 8 Fluxograma para diagnóstico de infecção pelo HIV... Figura 9 - Estrutura esquemática da pele... Figura 10 - Histologia da pele (epiderme e derme)... Figura 11 Mucosa oral e mecanismo imunológico: locais indutores e de ação na mucosa oral... Figura 12 - Estrutura esquemática da unha... Figura 13 Histologia da unha... Figura 14 - Subpopulações das células T CD4+ e principais citocinas produzidas... Figura 15 - Os diversos mecanismos de atividade antiviral na imunidade inata... Figura 16 HIV-1 alterações imunológicas na pele

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Distribuição de frequências e médias das características sócio demográfico e econômicas dos 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a Tabela 2 - Frequência das características de hábitos de vida dos 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a Tabela 3 - Distribuição de frequências das características clínicas dos 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a Tabela 4 - Distribuição de média e desvio-padrão do tempo de doença e das características laboratoriais dos 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a Tabela 5. Distribuição de média e desvio-padrão da presença de dermatoses e da contagem de linfócitos TCD4+ correspondente ao período da dermatose dos 276 pacientes portadores do vírus HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no serviço de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, 1999 a Tabela 6 - Frequência etiológica das dermatoses dos 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a Tabela 7 - Frequência etiológica das patologias fúngicas dos 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a Tabela 8 - Frequência de lesões dermatológicas, sem diagnóstico definido, descritas nos prontuários, dos 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a

11 Tabela 9 - Frequência do uso de medicamentos anti-retrovirais em pacientes com diagnóstico de dermatose nos 173 pacientes portadores do HIV, na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a Tabela 10 - Análise logística ordinal (modelo final), dermatose/estado imunológico dos pacientes 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a Tabela 11 - Análise logística ordinal (modelo final), dermatoses e linfócitos T CD4+ dos 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a Tabela 12 - Análise logística ordinal (modelo final), dermatoses/carga viral dos 276 pacientes portadores do HIV, na fase infecção e na fase AIDS, atendidos no Centro de Referência e Promoção da Saúde de Conselheiro Lafaiete MG, de 1999 a

12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AIDS/SIDA Síndrome da Imunodeficiência Adquirida APC célula apresentadora de antígeno AVR antirretroviral B linfócito B CDC Centers for Disease Control and Prenvetion Cel - células DC célula dendrítica DNA ácido desoxirribonucleico DP dedo da mão E cutícula EIA ensaio imunoenzimático EPP eritema pápulo-pruriginoso FDC célula dendrítica folicular Gp glicoproteínas H hiponíquio HAART terapia antirretroviral de alta efetividade Hab. habitantes HE hematoxilina-eosina HHV-8 vírus herpes humano-8 HSP heat sock protein I indeterminado IB imunoblot IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IC inconclusivo IFI imunofluorescência indireta IFN-ɣ - interferon-gama IgA imunoglobulina A IL - interleucina IP inibidor de protease ITRN inibidor da transcriptase reversa nucleosídeo ITRNN inibidora da transcriptase reversa não- nucleosídeo

13 KSHV vírus herpes associado ao sarcoma de Kaposi MALT linfócito T associado à mucosa MC macrófago MHC Principal Complexo de Histocompatibilidade N unha NK natural killer NO óxido nítrico ONU Organização das Nações Unidas P células plasmáticas T linfócitos T TARV terapia antirretroviral TCR receptor de células tipo T TGF-β Fator de crescimento tumoral β Th linfócito T helper TNF-α fator de necrose tumoral-alfa TNF-β fator de necrose tumoral- beta Tr linfócitos T reguladores UNAIDS Programa combate ao HIV/AIDS das Nações Unidas

14 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO REVISÃO DA LITERATURA Epidemiologia do HIV Fisiopatogenia do HIV Diagnóstico do HIV Tratamento da AIDS Dermatoses muco-cutâneas Acometimento da pele Histopatologia da pele Pele e resposta imunológica Pele e HIV Dermatoses muco-cutâneas e infecções pelo HIV Doenças virais Doenças bacterianas Doenças fúngicas Doenças neoplásicas Doenças induzidas por drogas Lesões eritemato-escamosas Lesões pápulo-pruríticas Lesões vésico-bolhosas Lesões ulcerosas OBJETIVOS Objetivo geral Objetivos específicos METODOLOGIA Estudo piloto Tipo de estudo Local do estudo População do estudo Aspectos éticos Período de coleta de dados Coleta de dados Análise dos dados Cruzamentos

15 4.10 Pesquisa bibliográfica RESULTADOS Resultados da análise multivariada DISCUSSÃO CONCLUSÃO PROPOSIÇÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS APÊNDICES

16 17 1 INTRODUÇÃO A infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é caracterizada pelo comprometimento insidioso do sistema imune, sendo o grau de imunodeficiência definido pela manifestação de doenças oportunistas e a correlação da contagem de linfócitos T CD4+ 1. Sabe-se que as doenças tegumentares têm sido descritas com relativa frequência em pacientes infectados pelo HIV, constituindo, muitas vezes, os primeiros sinais clínicos da doença, ou servindo para monitorar a progressão da infecção. Dentre as principais manifestações cutâneas observadas na propedêutica clínica estão as infecções virais (herpes simples, herpes zoster), as bacterianas (tuberculose, impetigo), as fúngicas (candidíase oral, onicomicose), além de farmacodermias e outras doenças inflamatórias ou neoplásicas 2-5. Com a evolução da epidemia e suas profundas modificações (pauperização, heterossexualização, feminização, interiorização e juvenilização) e a disponibilidade dos medicamentos anti-retrovirais - terapia HAART, desde 1995, ocorreram mudanças na apresentação dessas dermatoses, podendo haver desaparecimento de lesões cutâneas e prevenção de doenças oportunistas mais graves, com a melhora do estado imunológico 6. De acordo com as novas recomendações, os países têm de adaptar o seu planejamento, com fim de acelerar o acesso às drogas anti retrovirais. Desta forma, além de melhorar e prolongar a vida dos infectados pelo HIV, a transmissão do vírus da imunodeficiência humana e o número de casos HIV/AIDS será diminuída no futuro 7.

17 18 2 REVISÃO BIBLIOGRAFICA 2.1 Epidemiologia da AIDS A Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida (AIDS/SIDA), foi reconhecida, oficialmente, como nova entidade clínica, em junho de 1981 nos Estados Unidos. Em 1984, demonstrou-se que esta patologia estava associada a uma infecção por Imunodeficiência Humana Adquirida, linfotrópico para células T CD4+, denominado de vírus da imunodeficiência humana (HIV) Após o surgimento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) nos Estados Unidos, esta doença tornou-se um problema de saúde mundial, sendo notificados, até o ano de 2010, 34 milhões de pessoas portadoras do HIV no mundo 12. Com o passar dos anos, observou-se um declínio de 21% na taxa de novas infecções quando comparado com o pico ocorrido em 1997 (Figura 1). Apesar do quadro descrito, foram diagnosticados 2,7 milhões de novas infecções no mundo 6. A prevalência da infecção pelo HIV, na América Latina, segundo o último relatório da UNAIDS/ONUSIDA é de 0,4% em adultos, mas no Brasil essa taxa é de 6% 6. No Brasil, de 1980 a 2010, foram notificados casos de infecção pelo vírus. No ano de 2009, a taxa de incidência de AIDS no Brasil foi de 20,1 casos por habitantes. Até 2007, a Região Sudeste contribuía de forma mais expressiva para os valores elevados das taxas de incidência no país. Porém, a partir de 2007, a Região Sul tem contribuído de forma mais significativa para esses valores. A estabilização da taxa de AIDS no Brasil está diretamente relacionada com a diminuição dos casos na Região Sudeste 6.

18 19 Figura 1 - Taxa de incidência (por hab.) dos casos de AIDS segundo região de residência e ano de diagnóstico. Brasil, Fonte: Boletim Epidemiológico A prevalência da infecção pelo HIV entre os sexos mostrou uma queda na razão entre homem:mulher ao longo dos anos, permanecendo estável desde 2002 em 1,5:1 6. Já em 2010, esta proporção mostrou-se 1:1 (homem:mulher). De acordo com o sexo, constata-se que, no ano de 2009, o coeficiente de mortalidade no sexo masculino foi duas vezes maior que no sexo feminino, com valores de 8,2 e 4,2 por habitantes 6. Com relação às faixas etárias, observa-se que a maior proporção dos casos de AIDS está presente entre os 40 e 49 anos de idade (Figura 2). Nos indivíduos infectados pelo HIV, com 60 anos ou mais, verifica-se um aumento importante dos casos em ambos os sexos, entre os anos de 1999 e No entanto, a faixa etária de 35 a 39 anos exibe a maior taxa de incidência do país, 46,7 casos por habitantes em As vias de transmissão do HIV são sexual, sanguínea e vertical (da mãe para o filho, durante a gestação, parto ou por aleitamento). A transmissão ocupacional também pode ocorrer, por acidente de trabalho, em profissionais da área da saúde 13. A transmissão sexual é a principal forma de exposição em todo o mundo, sendo a transmissão heterossexual, sem o uso de preservativo, considerada pela OMS como a mais frequente 14.

19 20 Outro ponto relevante é a distribuição regional dos casos de AIDS no Brasil. Em 1980 a infecção pelo HIV atingia principalmente as regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, acometendo indivíduos homossexuais/bissexuais, do sexo masculino, com alto nível sócio econômico, usuários de drogas, portadores de hemofilia e receptores de sangue 14. Figura 2 - Taxa de incidência (por hab.) dos casos de aids segundo faixa etária e sexo. Brasil, 2009 Fonte: Boletim Epidemiológico Aproximadamente 29% dos mais de 2 milhões de latino-americanos usuários de drogas injetáveis estão infectados com o HIV 15. O uso de drogas injetáveis na América latina proporcionam epidemias que tendem a se concentrar no Cone Sul e no Norte do México ao longo da fronteira com os EUA 15. Houve evidência da limitação dos casos entre homossexuais sugerindo que a prevenção da infecção do HIV estimulada por programas sociais pode incentivar homens a adotar comportamentos mais seguros 6. A contaminação por via heterossexual foi bastante expressiva nos últimos anos, o que influenciou de forma decisiva na feminização da epidemia 16. Consequentemente o aumento dos números de mulheres infectadas levou ao aumento do numero de contaminação por via vertical 6.

20 21 Segundo SOUZA et al. (2004) 17, embora haja grande empenho médico e político para a prevenção deste tipo de contaminação, há falhas no processo de detecção como: ausência ou atraso no inicio do pré-natal, falta de tempo para se obter o resultado da sorologia e a devida intervenção, atendimento pré-natal adequado mas sem a solicitação do exame, ou há a solicitação mas a entrega do resultado laboratorial ocorre fora do tempo hábil, ou até mesmo casos de extravio. O coeficiente de mortalidade por AIDS, padronizado em 2009, foi de 6,2 óbitos por habitantes, com tendência de diminuição desse coeficiente desde 1997 até 2004, ano em que o coeficiente se estabilizou 6 (Figura 3). Figura 3 - Coeficiente de mortalidade (por hab.) dos casos de aids, segundo região de residência, por ano de diagnóstico. Brasil, Fonte: Boletim Epidemiológico As estimativas da UNAIDS/ONUSIDA, dão conta de que, desde 1995, um total de 2,5 milhões de óbitos foram evitados em países de baixa renda, devido à implementação da terapia HAART, muito embora, apenas 50% desta população esteja recebendo os medicamentos 12. Desde os primeiros casos descritos nos Estados Unidos, de 1996 a 2002, o investimento total do governo brasileiro com esse tratamento atingiu cerca de US$

21 22 1,6 bilhão, e além do inestimável impacto social ao diminuir a mortalidade, a morbidade, as hospitalizações, os afastamentos e aposentadorias 18. Essas diminuições geraram economia estimada em quase US$ 2 bilhões. Hoje, os bons resultados desse programa são internacionalmente 19, e os índices de transmissão de vírus resistentes são menores do que os dos Estados Unidos. Ao prover acesso universal aos anti-retrovirais (ARV) e a cuidados de saúde adequados em relação à AIDS, ficou demonstrado ser possível para um país em desenvolvimento, mesmo com tantas iniquidades, tratar as pessoas de maneira igual, independentemente de raça, gênero ou poder econômico 20. Deve ainda enfatizar-se, que, na maioria dos países do Terceiro Mundo, o impacto da AIDS vem se somar a uma grande gama de doenças endêmicas ou emergentes, como por exemplo, a tuberculose, a hanseníase, a esquistossomose, a leishmaniose, a malária Fisiopatogenia do HIV O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) está disseminado em todo o mundo, manifestando-se sob a forma de infecção assintomática ou como doença. O HIV é um membro do gênero Lentivirus da família Retroviridae, possuindo notável capacidade de mutação e de adaptação às novas condições do ambiente humano. A grande variabilidade genômica do vírus apresenta importantes implicações na prevenção, diagnóstico e tratamento da Síndrome da Imunodeficiência adquirida 1, 21. O HIV possui duas fitas idênticas de RNA, a enzima transcriptase reversa (TR) e um envelope fosfolipídico. Os genes podem ser divididos em dois grupos: os que codificam as proteínas estruturais (gag, pol e env) e os que codificam proteínas nãoestruturais regulatórios (tat, rev), necessários para replicação viral in vitro, e genes acessórios (nef, vif, vpu e vpr), que não são essenciais

22 23 A integrase, RNAse, protease e transcriptase reversa, tão importante para que ocorra o ciclo viral na célula hospedeira, tratam-se de um complexo protéico pertencente ao gene pol do HIV. O envelope apresenta em sua superfície uma membrana lipídica oriunda da membrana externa da célula do hospedeiro e duas glicoproteínas (gp41 e gp120) 23. O envelope envolve o nucleocapsídeo viral de formato cônico. Apresenta um genoma de aproximadamente 10kb, que codifica diversas proteínas, como as estruturais do core ou cerne viral e as com atividade enzimática 23. O HIV é um vírus citopático e não oncogênico com genoma RNA (ácido ribonucléico) que necessita, para se multiplicar, da enzima transcripitase reversa, responsável pela transcrição do RNA viral para uma cópia de DNA (ácido desoxirribonucléico), que pode, então, se integrar ao genoma do hospedeiro 23 (Figura 4). Figura 4 Estrutura do vírus da imunodeficiência humana Fonte: Para iniciar a infecção é necessária a ligação da partícula viral a receptores específicos na superfície da célula alvo, com posterior invasão, maturação, replicação e liberação (Figura 5). Após a fusão do vírus com a membrana da célula, reação mediada pela gp 41, ocorre a entrada do vírus na célula 23-24, existindo ligação da proteína gp120 ao receptor CD4, expresso na superfície de células T e macrófagos 23

23 24 Figura 5 Infecção pelo HIV-1. Ligação da proteína gp120 (envelope viral) com os receptores CD4 CCR5 (célula hospedeira) Fase01. Citoplasma, transcrição reversa de fitas de DNA complementares ao RNA viral pela transcriptase reversa. Fase02. Núcleo, inserção do DNA pró viral ao DNA da célula hospedeira, (Integrase do HIV). Fase 03. Ativação celular, transcrição de cópias do RNA viral (RNA polimerase humana), síntese de proteínas e glicoproteínas virais bem como a cópias integras do RNA genômico do HIV. Fase 04. Por fim, empacotamento do RNA viral seguido de brotamento da célula hospedeira. Fase 05. Dando início à disseminação de novas células. Fonte: Andrade (2012) 25 Alguns receptores de quimiocinas, principalmente CCR5 e CXCR4, são imprescindíveis para os passos subsequentes da ligação do envelope viral à membrana plasmática. Somente após a ligação da gp120 a um desses receptores de quimiocinas é que ocorre uma alteração estrutural da gp120 expondo a gp41, que irá resultar na fusão da membrana celular com o envelope viral 23. As poliproteínas e o RNA viral se movem para a superfície da célula onde ficam incorporadas aos novos vírus que brotam na membrana celular, levando parte da mesma com eles para formar a camada externa viral. Os vírus recém-formados seriam, no entanto, não infectantes sem a ação de uma terceira e essencial enzima do HIV, a protease, que processa as poliproteínas virais em proteínas e enzimas funcionais 26.

24 Diagnóstico do HIV O diagnóstico clínico da infecção pode passar despercebido, uma vez que a infecção possui caráter clínico não específico, ou mesmo ausência de sintomas 27, exigindo exames de identificação de antígenos específicos para o diagnóstico. A duração do quadro clínico pode variar bastante de uma a dez semanas. No início a infecção se assemelha a mononucleose infecciosa, evoluindo para uma viremia plasmática elevada e queda transitória de TCD Durante a fase aguda da infecção, a maioria das células T CD4 + do trato gastrointestinal são perdidas, como resultado da intervenção direta do vírus. Esta perda mantém-se durante todo o curso da infecção e representa um violento "ataque" ao sistema imunitário 29. Contudo, a contagem das células T CD4 + do sangue periférico não apresenta um declínio tão acentuado (Figura 6). A enteropatia, que pode ocorrer desde a fase aguda até a fase mais avançada da infecção, envolve sintomas como diarréia, aumento da inflamação no trato gastrointestinal, aumento da permeabilidade intestinal e má absorção 30. Figura 6 - Curso da infecção HIV. Fonte: 31

25 26 Para estimar o prognóstico e avaliar a indicação de início da terapia monitora-se a evolução da contagem de linfócitos T CD4+ e a quantificação plasmática da carga viral do HIV. A contagem de linfócitos TCD4+ é utilizada internacionalmente como padrão para monitoramento do estado imunológico dos indivíduos 27 (Figura 7). O fluxograma do diagnóstico utilizado no Brasil encontra-se na figura 8. Figura 7 - Critério para diagnóstico de infecção pelo HIV, segundo CDC adaptado Fonte: BRASIL (2008) 27 Figura 8 - Fluxograma para diagnóstico de infecção pelo HIV Fonte: BARSIL(2008) 27

26 27 Ressalte-se que apenas a contagem de linfócitos TCD4+ não é suficiente para o diagnóstico. É necessário, ainda, a confirmação com dados clínicos característicos da doença, já que, outras condições causadas por diversos agentes podem levar a um quadro semelhante 27. A quantificação da carga viral serve como um marcador de risco futuro da diminuição dos linfócitos TCD4+. Assim, quanto mais alta a carga viral mais rápida será a queda dos níveis de linfócitos TCD Tratamento da AIDS O tratamento da infecção pelo HIV tem evoluído continuamente, mudando, sensivelmente. a história natural da AIDS 23. Os inibidores da transcriptase reversa foram a primeira classe de fármacos, introduzidos como agente ARV para o tratamento do HIV e tem sido a base da terapia anti-hiv 32. Com o advento da TARV potente, as manifestações clínicas decorrentes da infecção pelo HIV tornaram-se menos frequentes e houve melhora substancial do prognóstico dos pacientes com AIDS 33. A disponibilidade de diferentes classes de drogas ARV e o uso, em combinação, de três ou mais delas, transformou o tratamento dos indivíduos com AIDS, de tal modo que a morbidade e mortalidade declinaram entre 60% e 80% 34. O conhecimento da dinâmica viral e o surgimento de métodos laboratoriais capazes de mensurar a quantidade de vírus circulante no plasma (carga viral) tornaram possível a monitorização confiável e objetiva da evolução e do tratamento da infecção pelo HIV 23. O ciclo de replicação do HIV apresenta diversos eventos exclusivamente relacionados aos componentes virais, que podem ser utilizados como alvos para a intervenção quimioterápica 24.

27 28 Atualmente, para o tratamento do HIV dispõe-se das seguintes classes de ARV: inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRNs), inibidores da transcriptase reversa não análogos de nucleosídeos (ITRNNs), inibidores da protease (IPs), inibidores da clínica, antagonistas de CCR5 e inibidores de fusão (IsF) 35 (Figura 5). Com os recentes avanços no conhecimento molecular da interação do vírus com a célula, novas drogas surgiram e são conhecidas como os inibidores de entrada, são os antagonistas de CCR5, e os inibidores de fusão (IsF). Novos estudos permitiram descobrir os dois principais correceptores utilizados pelo HIV durante o processo de entrada na célula, sendo eles os correceptores CCR5 e CXCR4. Além disso, para completar o processo de entrada do HIV na célula-alvo é necessário que ocorra a fusão entre o envelope e a membrana celular, sendo a glicoproteína gp41 a principal responsável por este processo 36. O linfócito TCD4+ possui vários receptores para quimiocinas em sua superfície celular, entre eles o CCR4 e o CCR5. Hoje, sabe-se o que o vírus usa este receptor para iniciar a interação vírus-célula. Sabe-se, também, que nenhuma estirpe do vírus consegue fazer esta ligação sem os receptores CCR4 e CC5, assim estes são atualmente os principais alvos terapêuticos 36. As drogas anti-retrovirais da classe dos inibidores da transcriptase reversa disponíveis são: Zidovudina, Didanosina, Zalcitabina e Estavudina. Já os medicamentos da classe dos inibidores da transcriptase não nucleosídeos disponíveis são: Nevirapina e Efavirens. As drogas da classe dos inibidores de proteases são: Indinavir, Ritonavir, Nelfinavor e Amprenavir. Até o momento a única droga disponível da classe dos inibidores de entrada é o Enfurvitride, e dos inibidores de clínica o Raltegravir 36.

28 Dermatoses muco-cutâneas e Infecção pelo HIV Acometimento da pele Na fase da infecção ou doença, a pele dos pacientes soropositivos para HIV, é um dos órgãos mais comumente afetados devido à sua susceptibilidade a lesões inflamatórias ou neoplásicas e a infecções oportunistas Atualmente, aproximadamente 90% dos pacientes infectados pelo HIV, na fase doença, desenvolvem patologias muco-cutâneas A alta incidência das doenças de pele nesses pacientes pode ser explicada pela relação inversa entre a contagem de linfócitos T CD4+ e a gravidade das patologias mucocutâneas nos pacientes HIV+, na fase doença. As manifestações cutâneas podem servir como marcadores para diagnóstico ou prognóstico do estado imunológico do paciente 41, O comprometimento dos mecanismos imunes naturais aumenta a suscetibilidade da pele a agentes virais, bacterianos, fúngicos e parasitários, assim como a doenças não-infecciosas. As manifestações de determinadas patologias apresentam-se, geralmente, de forma atípica, no paciente soropositivo para HIV Histologia da pele A pele é responsável por mais de 15% do peso corpóreo e apresenta variações ao longo de sua extensão, sendo por vezes mais elástica e flexível e em determinadas regiões, mais rígida 46. A estrutura da pele (Figura 9) é constituída por três camadas de tecidos: a epiderme, a derme e a hipoderme ou tecido celular subcutâneo 46. Devido a esta estrutura elaborada, a pele é responsável pela proteção contra os agressores externos físicos, químicos e biológicos 47.

29 30 Figura 9 - Estrutura esquemática da pele Fonte: Adaptado de Bear; Counors; Paradiso (2002) 48 A epiderme é constituída por epitélio estratificado, de diferentes espessuras, dependendo da região topográfica, variando de 0,04 mm nas pálpebras até 1,6 mm nas regiões palmo-plantares 49. A epiderme é composta, quase em sua totalidade (90 a 95%), de queratinócitos, cuja maturação ocorre desde a camada germinativa (basal) através das várias camadas da epiderme, constituindo um processo complexo, influenciado por fatores genéticos, sistêmicos e ambientais. As células de Langerhans e os melanócitos correspondem a 5 a 10% das demais células da epiderme 47. Um denso estroma fibro-elástico compõe a segunda camada da pele, a derme. Esse tecido fibro-elástico é composto por vasos, nervos e as estruturas anexiais da pele (glândulas sudoríparas e sebáceas, e folículos pilosos) 46 A derme tem espessura variável e está dividida em três porções: derme papilar, derme perianexial e derme reticular. A derme papilar possui finas fibras colágenas, fibras elásticas, numerosos fibroblastos e projeções cônicas alternadas com a epiderme, aumentando a superfície de contato entre elas e permitindo a adesão entre as duas camadas. A derme perianexial é semelhante à derme papilar, porém

30 31 encontra-se próxima aos anexos. A derme reticular é a porção mais espessa, com feixes colágenos mais espessos e paralelos à derme 46, 49. A terceira camada da pele é formada por tecido adiposo, chamado hipoderme, responsável pelas função de isolamento térmico, reserva de energia, proteção mecânica contra pressões e traumas externos e mobilidade da (Figura 10) 49. Devido à complexa estrutura da pele e as suas propriedades físicas, químicas e biológicas, ela é considerada um órgão com funções diferentes e muito importantes, como: proteção, proteção imunológica, termorregulação, percepção e secreção 46. Figura 10 - Histologia da pele (derme e epiderme) Fonte: 16 A mucosa oral (Figura 11) consiste em uma barreira física associada a fatores imunológicos que previnem a invasão de organismos patogênicos. A cavidade oral é constituída por epitélio estratificado subdividido em mastigatório e de revestimento 50. Ao contrário da pele, a derme da mucosa oral é bastante vascularizada, com grande permeabilidade e não apresenta divisão entre derme papilar e derme reticular. A característica da derme permite o contato com antígenos inofensivos e potencialmente prejudiciais com as células do sistema imunológico 51.

31 Figura 11 - Mucosa oral e mecanismo imunológico: locais indutores e de ação na mucosa oral. (a) Como o clássico tecido linfóide associado a mucosa (MALT) definido como indutor da resposta imune local está ausente na mucosa oral, foi levantada a hipótese de que as células dendriticas (DC) presentes no epitélio captariam antígenos para realizar amadurecimento parcialmente e migrar para a lâmina basal, onde os antígenos seriam apresentados, nos focos linfóides bucal, às células T para diretamente induzir uma resposta efetora (i) em outro mecanismo as células dendriticas (DCs) migrariam para órgãos linfóides regionais, tais como amígdalas para induzir respostas imunitárias efetoras. Abreviações: B, linfócito B, DC, célula dendrítica; FDC, célula dendrítica folicular; HSP, heat shock protein; IgA, imunoglobulina A; MC, macrófago; P, células plasmáticas; T, linfócitos T; Th1, T helper 1; Tr, T reg. Fonte: Novak (2008) 51 32

32 33 A histopatologia das doenças ungueais já está bem estabelecida na literatura O conhecimento da histopatologia das doenças da unha é muito mais limitado do que o das doenças da pele, em razão da quantidade menor de biópsias realizadas, como também, por suas estruturas anatômicas distintas e mais complexas do que a da pele 54 (Figura 12). Figura 12 - Estrutura esquemática da unha Fonte:http://www.auladeanatomia.com 55 Num corte longitudinal encontram-se: a lâmina ungueal, a prega ungueal proximal, a matriz, o leito e o hiponíquio. A prega ungueal proximal apresenta epitélio dorsal e ventral. A superfície dorsal contém glândulas sudoríparas, mas é desprovida de unidades pilo-sebáceas. A epiderme apresenta as quatro camadas habituais, e a relação cone/papila está preservada. O epitélio ventral é cornificado, também com as quatro camadas, porém é mais fino, retificado, sem quaisquer apêndices epidérmicos. A camada córnea originada desse epitélio constitui a cutícula, que, funcionando como selo, previne a entrada de bactérias e de umidade 53. A matriz ungueal é um epitélio germinativo, espesso, sem interposição de camada granulosa, com cones largos que se voltam para baixo e para a porção proximal. A matriz é dividida em três zonas: a proximal, a intermediária e a distal, fazendo parte desta última, a lúnula 54 (Figura 13).

33 34 Figura 13 - Micrografia do desenvolvimento da falange distal dos dedos da mão (DP). Notar a cutícula (E), a unha (N) e o hiponíquio (H), que corresponde a parte da ponta da unha que une esta à pele na ponta dos dedos. Coloração: HE. Aumento: 40X Fonte: Sá et al. (2012) 56 A lúnula, parte visível da matriz, apresenta ainda as mesmas características, sendo zona queratógena. Na matriz, os melanócitos estão presentes, mas são pobremente desenvolvidos e pouco numerosos 54. A densidade é menor na matriz proximal, talvez pela proteção à exposição aos raios ultravioleta dada pela prega proximal. células de Langerhans e de Merkel também têm sido identificadas nessa localização 54. O epitélio do leito ungueal repousa abaixo da lâmina ungueal e é limitado pela porção distal pelo hiponíquio e na porção proximal pela matriz. Ele não apresenta células granulosas, é relativamente fino e, nos cortes sagitais, contém poucas células paraceratóticas. Nos cortes transversais, apresenta-se firmemente aderido à derme subjacente por longos e estreitos cones epidérmicos, interpostos às papilas dérmicas 53. O hiponíquio queratiniza como a pele volar, apresentando camada de células granulosas e camada córnea espessa e compacta. A derme é altamente vascular e suprida por artérias digitais. Existem numerosos corpos glômicos que, funcionando

34 35 como shunts arteriovenosos, regulam a temperatura dos dedos. Troncos e terminações nervosas são também numerosos. A derme repousa diretamente sobre a falange distal, sem interposição de tecido celular subcutâneo Pele e resposta imunológica O processo de defesa contra agentes infecciosos inclui os queratinócitos e as células de Langerhans, visto que muitas vezes a pele é invadida por diversos microorganismos. Os queratinócitos possuem a capacidade de secretar inúmeras citocinas, ativando e recrutando células inflamatórias e linfócitos para a pele 58. A resposta mediada pelos linfócitos T CD4+ é responsável pela efetividade no mecanismo de defesa contra agentes intracelulares, como vírus, bactérias intracelulares, protozoários e fungos. A citotoxicidade mediada por células CD8+ e a secreção de citocinas pelos linfócitos T CD4+ pode exercer sua função ativando macrófagos com o objetivo de destruir os agentes intracelulares 58. As células de Langerhans exercem o papel fundamental na proteção imunológica da pele, fagocitando, desde partículas protéicas inanimadas, até vírus, bactérias ou qualquer outro microorganismo invasor. Após a fagocitose a célula de Langerhans realiza a apresentação do antígeno aos linfócitos no linfonodo regional, dando início ao desenvolvimento de imunidade específica protetora, tolerância ou hipersensibilidade 41. A população de linfócitos T CD4+, em parte responsável pelo mecanismo de defesa, é heterogênea, constituindo-se de três subpopulações: as células Th1, Th2 e Th A subdivisão dos linfócitos T CD4+ tem contribuído para o entendimento da imunopatogênese da maioria das doenças infecciosas. Há grande importância no conhecimento da resposta Th1 e Th2, ambas interferindo na defesa do hospedeiro contra as infecções 58 (Figura 14).

35 36 Figura 14. Subpopulações das células T CD4+ e principais citocinas produzidas Fonte: Janeway (2004) 60 A resposta Th1 relaciona-se com a defesa contra protozoários, bactérias intracelulares e vírus, enquanto a resposta Th2 é mais efetiva contra os helmintos e bactérias extracelulares. Essas respostas são também antagônicas, visto que o IFNγ modula negativamente a resposta Th2, e a IL-4 e a IL-10 modulam negativamente a resposta Th1, permitindo uma resposta imunológica balanceada 59. A subpopulação formada pelo Th17 produz IL-17 que atua na inflamação, autoimunidade e resposta contra fungos e bactérias que não são cobertos pelos padrões Th1 e Th2, sendo sua ação inibida pelo IFN-γ e pela IL-4 59, Pele e HIV A imunidade inata e a imunidade adaptativa são responsáveis pela resposta imune a agentes infecciosos, em situações fisiológicas. As barreiras naturais, como pele, mucosas e tecido linfóide, e o sistema complemento constituem os elementos da resposta inata. A produção de anticorpos e citocinas por linfócitos T CD4+ e CD8+ e linfócitos B relaciona-se com resposta imune adaptativa 58, 61. O vírus da imunodeficiência humana infecta, predominantemente, os linfócitos T CD4+, e a destruição destas células pode ocorrer pelo efeito citopático do vírus e por

36 37 um aumento da apoptose dessas células que, por expressarem antígenos virais no nível da membrana, podem ser destruídas por citotoxicidade mediada pela célula T CD8+, fenômeno que também está relacionado com a redução das células CD4+ 60 (Figura 15). Figura 15 - Os diversos mecanismos de atividade antiviral na imunidade inata Fonte: Dermatologia (2004) 62 A resposta imune está intimamente ligada aos linfócitos T CD4+, uma das células mais importantes na cooperação desta resposta. A diminuição numérica dos linfócitos T CD4+ e a alteração de sua função levam a uma supressão da resposta imunológica, a qual está associada predominantemente com a diminuição de IL-2, IFN-γ e TNF-α 61. Diante do exposto, em pacientes soropositivos para HIV, as principais infecções oportunistas estão relacionadas a agentes intracelulares, tais como: M. tuberculosis, P. carinii, citomegalovírus, C. albicans e criptosporidium. O mecanismo de defesa contra os agentes bacterianos extracelulares mantém-se, em parte, sem prejuízos porque na infecção pelo HIV os linfócitos B de memória estão funcionando, anticorpos são produzidos 63. A ausência de maior susceptibilidade para infecções bacterianas extracelulares observadas em pacientes adultos, soropositivos para HIV, deve-se ao repertório de anticorpos produzido por células B e dependente de células T já existente antes da

37 38 infecção pelo HIV. As crianças infectadas desenvolvem alteração do funcionamento das células TCD4+ precocemente, sendo a cooperação celular prejudicada e a síntese de anticorpos realizada de forma anormal. Por esta razão, infecções por bactérias extracelulares são comuns em crianças com HIV 63. Durante a infecção pelo HIV, os pacientes apresentam tendência à conversão da resposta imunológica do padrão TH1 para Th2 64. A predominância do Th2 desencadeia hipergamaglobulinemia e, pela produção de IL-4 e IL-5, e eosinofilia 65, causando manifestações alérgicas, dermatites e infecções de vias aéreas Dermatoses muco-cutâneas e Infecção pelo HIV A pele é o órgão mais comumente acometido nos pacientes soropositivo para HIV. Um amplo espectro de lesões infecciosas e não-infecciosas desenvolve-se durante o curso da infecção pelo HIV e algumas delas são de particular importância devido a muitas razões 37, Primeiro, as lesões de pele podem manifestar-se como o único ou um problema inicial no curso da doença desses pacientes infectados pelo HIV. As manifestações cutâneas, muitas vezes, podem ser debilitantes ou desfigurantes, levando à pior qualidade de vida dos pacientes 37, 68, 70-71, 74. Depois, as doenças mucocutâneas podem aparecer de forma atípica, não sendo possível um diagnóstico específico apenas pela inspeção da lesão, sendo a resposta terapêutica menor que a esperada Por fim, severas infecções oportunistas podem estar presentes nas primeiras lesões cutâneas indicando o início precoce de tratamento. Portanto, as patologias mucocutâneas, em pacientes infectados pelo HIV, são de suma importância e, em alguns casos, representam a mais debilitante condição do paciente 5, 69, 73.

38 39 Os principais agentes etiológicos são bactérias, vírus, fungos, ectoparasitas ou outros agentes não-infecciosos 43, Muitas patologias muco-cutâneas, pouco prevalentes ou atípicas na população, alertam o examinador para o grau de imunossupressão do paciente, levando-o ao diagnóstico da infecção pelo HIV, na fase infecção e na fase doença. Além do diagnóstico, o surgimento das lesões mucocutâneas pode indicar a progressão da infecção pelo HIV 42, A avaliação da pele persiste como elemento importante no diagnóstico e acompanhamento dos pacientes infectados pelo HIV 41, visto que graves infecções oportunistas muitas vezes manifestam-se, primeiramente, na pele podendo evoluir para doenças potencialmente fatais 77, 79. Embora a terapia HAART tenha proporcionado um acentuado decréscimo da prevalência das infecções oportunistas e do sarcoma de Kaposi, a maior parte das lesões inflamatórias relacionadas à infecção pelo HIV permanece constante Enquanto a maioria das manifestações dermatológicas, associadas à infecção pelo HIV, é considerada marcador da progressão da infecção, a patogênese de algumas delas não está completamente definida 82. Estudos recentes sobre a patogênese sugerem como causa não apenas o declínio da contagem linfócitos T CD4+, mas, também, a mudança do perfil das citocinas das células Th2, o mimetismo molecular e uma maior expressão de superantígenos são decisivos no desenvolvimento das lesões dermatológicas na infecção pelo HIV Além dos mecanismos citados, deve-se ressaltar, de forma importante, que há evidências da associação de produtos de genes ligados ao HIV responsáveis pela patogênese das lesões dermatológicas primárias em pacientes soropositivo para HIV, na fase doença 4. A pele é o maior e o mais visível órgão do corpo humano, consequentemente diferentes manifestações patológicas podem ser diagnosticadas 4. As lesões podem ser infecciosas (molusco contagioso, infecção pelo papiloma vírus humano, infecção

39 40 por Stafilococos, acne, dermatite seborréica) ou não-infecciosas (psoríase, fotodermatose, prurigo nodular, reações a drogas, eczema e xerose, dermatite atópica, neoplasia sarcoma de Kaposi) 4, 81 (Figura 16). Figura 16 - HIV-1- Alterações imunológicas na pele. Representação gráfica dos processos imunológicos de linfócitos T e as mudanças subseqüentes no perfil de citocinas após morte de células Th1. Na patogênese de desordens dermatológicas em pacientes com infecção pelo HIV-1, destaca-se a apresentação do vírus ao linfócito T CD4+ por uma célula dendrítica Fonte: Cedeno-Laurent et al. (2011) 4 Há relatos na literatura de diferença estatística significativa entre a média de linfócitos CD4+ entre pacientes com ausência e aqueles com as manifestações orais. Os estudos mostram que as lesões orais, mais comumente, aparecem em pacientes soropositivo para HIV com contagem de linfócitos T CD4+ menores que 200 cel/mm Doenças Virais O herpes simples é muito frequente nos indivíduos HIV-positivo 88, podendo causar dificuldade diagnóstica dependendo do grau de imunossupressão 89. A reativação de infecções latentes por herpes simples ocorrem com maior frequência 46.

Retrovírus: AIDS. Apresentador: Eduardo Antônio Kolling Professor: Paulo Roehe Pós doutorandos: Fabrício Campos e Helton dos Santos

Retrovírus: AIDS. Apresentador: Eduardo Antônio Kolling Professor: Paulo Roehe Pós doutorandos: Fabrício Campos e Helton dos Santos Retrovírus: AIDS Apresentador: Eduardo Antônio Kolling Professor: Paulo Roehe Pós doutorandos: Fabrício Campos e Helton dos Santos HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) Surgimento: -Provável origem durante

Leia mais

VIROLOGIA RETROVÍRUS 1. HIV

VIROLOGIA RETROVÍRUS 1. HIV Instituto Federal de Santa Catarina Curso Técnico em Biotecnologia Unidade Curricular: Microbiologia VIROLOGIA RETROVÍRUS 1. Prof. Leandro Parussolo O que é um retrovírus? É qualquer vírus que possui o

Leia mais

AIDS Síndrome da Imunodeficiência Humana

AIDS Síndrome da Imunodeficiência Humana AIDS Síndrome da Imunodeficiência Humana Vírus da imunodeficiência humana (HIV) gp120 gp41 p17 Dupla camada de lipídeos p24 Material genético e enzimas Estrutura do genoma do HIV-1 vpr rev rev gag vif

Leia mais

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE Núcleo de Pós Graduação e Pesquisa ANÁLISE COMPARATIVA DA PREVALÊNCIA DAS DERMATOSES DOS PACIENTES HIV/AIDS E DA DERMATOLOGIA GERAL DO HOSPITAL EDUARDO DE MENEZES

Leia mais

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae.

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae. A Equipe Multiprofissional de Saúde Ocupacional da UDESC lembra: Dia 01 de dezembro é dia mundial de prevenção à Aids! Este material foi desenvolvido por alunos do Departamento de Enfermagem da Universidade

Leia mais

ANÁLISE DO PERFIL IMUNOLÓGICO E VIRAL DOS PACIENTES HIV/AIDS ATENDIDOS NA UNIDADE DE SAÙDE JUNDIAÍ EM ANÁPOLIS GOIAS ENTRE OS ANOS 2002 E 2006.

ANÁLISE DO PERFIL IMUNOLÓGICO E VIRAL DOS PACIENTES HIV/AIDS ATENDIDOS NA UNIDADE DE SAÙDE JUNDIAÍ EM ANÁPOLIS GOIAS ENTRE OS ANOS 2002 E 2006. 1 ANÁLISE DO PERFIL IMUNOLÓGICO E VIRAL DOS PACIENTES HIV/AIDS ATENDIDOS NA UNIDADE DE SAÙDE JUNDIAÍ EM ANÁPOLIS GOIAS ENTRE OS ANOS 2002 E 2006. Adriana Paim da Silva 1,2 ; Andrea Brígida de Souza 1,2

Leia mais

Patologia Geral AIDS

Patologia Geral AIDS Patologia Geral AIDS Carlos Castilho de Barros Augusto Schneider http://wp.ufpel.edu.br/patogeralnutricao/ SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS ou SIDA) Doença causada pela infecção com o vírus

Leia mais

Seleção de Temas. Questionário - Proficiência Clínica. Área: Imunologia Rodada: Julho/2008. Prezado Participante,

Seleção de Temas. Questionário - Proficiência Clínica. Área: Imunologia Rodada: Julho/2008. Prezado Participante, Seleção de Temas Prezado Participante, Gostaríamos de contar com a sua contribuição para a elaboração dos próximos materiais educativos. Cada questionário desenvolve um assunto (temas) específico dentro

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 Notas importantes: O Banco de dados (BD) do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) vem sofrendo nos últimos

Leia mais

HIV/AIDS Pediatria Sessão Clínica do Internato Revisão Teórica. Orientadora: Dra Lícia Moreira Acadêmico: Pedro Castro (6 Ano)

HIV/AIDS Pediatria Sessão Clínica do Internato Revisão Teórica. Orientadora: Dra Lícia Moreira Acadêmico: Pedro Castro (6 Ano) HIV/AIDS Pediatria Sessão Clínica do Internato Revisão Teórica Orientadora: Dra Lícia Moreira Acadêmico: Pedro Castro (6 Ano) AIDS Conceito Doença que manifesta-se por infecções comuns de repetição, infecções

Leia mais

Introdução. Infecção pelo HIV. Uma das mais devastadoras pandemias da história da humanidade. Profundas repercussões sociais

Introdução. Infecção pelo HIV. Uma das mais devastadoras pandemias da história da humanidade. Profundas repercussões sociais Introdução Uma das mais devastadoras pandemias da história da humanidade Profundas repercussões sociais Possibilitou um enorme avanço no campo da virologia Prof. Marco Antonio Passou de doença letal a

Leia mais

Imunidade aos microorganismos

Imunidade aos microorganismos Imunidade aos microorganismos Características da resposta do sistema imune a diferentes microorganismos e mecanismos de escape Eventos durante a infecção: entrada do MO, invasão e colonização dos tecidos

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 Notas importantes: O Banco de dados (BD) do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) vem sofrendo nos últimos

Leia mais

HIV como modelo de estudo de retrovírus e patogênese

HIV como modelo de estudo de retrovírus e patogênese HIV como modelo de estudo de retrovírus e patogênese Retrovírus e oncogênese. Um pouco de história: 1904: Ellerman and Bang, procurando por bactérias como agentes infecciosos para leucemia em galinhas,

Leia mais

AIDS TRANSMISSÃO FISIOPATOGENIA. Conceição Pedrozo

AIDS TRANSMISSÃO FISIOPATOGENIA. Conceição Pedrozo AIDS TRANSMISSÃO FISIOPATOGENIA Conceição Pedrozo 2010 Fisiopatogenia, História Natural da Infecção pelo HIV e Infecção Primária ETIOLOGIA O HIV 1 E 2 são membros da família Retroviridae e pertencem ao

Leia mais

RESPOSTA IMUNE AOS MICRORGANISMOS. Prof. Aline Aguiar de Araujo

RESPOSTA IMUNE AOS MICRORGANISMOS. Prof. Aline Aguiar de Araujo RESPOSTA IMUNE AOS MICRORGANISMOS Prof. Aline Aguiar de Araujo INTRODUÇÃO Número de indivíduos expostos à infecção é bem superior ao dos que apresentam doença, indicando que a maioria das pessoas tem condições

Leia mais

HIV no período neonatal prevenção e conduta

HIV no período neonatal prevenção e conduta HIV no período neonatal prevenção e conduta O HIV, agente causador da AIDS, ataca as células do sistema imune, especialmente as marcadas com receptor de superfície CD4 resultando na redução do número e

Leia mais

PlanetaBio Artigos Especiais www.planetabio.com AIDS- SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA

PlanetaBio Artigos Especiais www.planetabio.com AIDS- SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA AIDS- SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (texto de Marcelo Okuma) 1. Histórico e origem do vírus HIV Há fortes indícios para se acreditar que o vírus da imunodeficiência humana (HIV) tenha evoluído

Leia mais

Infecção pelo HIV e AIDS

Infecção pelo HIV e AIDS Infecção pelo HIV e AIDS Infecção pelo HIV e AIDS 1981: pneumonia por Pneumocystis carinii/jirovecii outros sinais e sintomas: infecção do SNC, infecção disseminada por Candida albicans, perda de peso,

Leia mais

AIDS e HIV AIDS NÚMERO ESTIMADO DE MORTES PROVOCADAS PELA AIDS NO MUNDO TODO (1980-2000) A AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência

AIDS e HIV AIDS NÚMERO ESTIMADO DE MORTES PROVOCADAS PELA AIDS NO MUNDO TODO (1980-2000) A AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência AIDS AIDS e A AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (do inglês Acquired Immunodeficiency Syndrome) caracteriza-se por uma profunda imunossupressão associada a infecções oportunistas, neoplasias

Leia mais

Microbiologia e Imunologia Clínica

Microbiologia e Imunologia Clínica Estudo dos mecanismos naturais de defesa contra doenças. Microbiologia e Imunologia Clínica Estudo do sistema imune do corpo e suas funções e alterações. Profa. Ms. Renata Fontes Fundamentos da Imunologia

Leia mais

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ LUIZ SASSO FILHO PERFIL DOS PORTADORES DO VÍRUS HIV ATENDIDOS NO HOSPITAL DIA AIDS EM BRASÍLIA D.F.

UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ LUIZ SASSO FILHO PERFIL DOS PORTADORES DO VÍRUS HIV ATENDIDOS NO HOSPITAL DIA AIDS EM BRASÍLIA D.F. UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ LUIZ SASSO FILHO PERFIL DOS PORTADORES DO VÍRUS HIV ATENDIDOS NO HOSPITAL DIA AIDS EM BRASÍLIA D.F. BRASÍLIA DF 2009 PERFIL DOS PORTADORES DO VÍRUS HIV ATENDIDOS NO HOSPITAL

Leia mais

A LINGUAGEM DAS CÉLULAS DO SANGUE LEUCÓCITOS

A LINGUAGEM DAS CÉLULAS DO SANGUE LEUCÓCITOS A LINGUAGEM DAS CÉLULAS DO SANGUE LEUCÓCITOS Prof.Dr. Paulo Cesar Naoum Diretor da Academia de Ciência e Tecnologia de São José do Rio Preto, SP Sob este título o leitor poderá ter duas interpretações

Leia mais

AIDS. imunodeficiência adquirida

AIDS. imunodeficiência adquirida AIDS Síndrome da imunodeficiência adquirida Características 1-infecção de linfócitos TCD4+, macrófagos e células dendríticas pelo vírus da imunodeficiência humana - HIV 2-imunossupressão profunda 3-infecções

Leia mais

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi

VIROLOGIA HUMANA. Professor: Bruno Aleixo Venturi VIROLOGIA HUMANA Professor: Bruno Aleixo Venturi O que são vírus? A palavra vírus tem origem latina e significa "veneno". Provavelmente esse nome foi dado devido às viroses, que são doenças causadas por

Leia mais

Papilomavírus Humano HPV

Papilomavírus Humano HPV Papilomavírus Humano HPV -BIOLOGIA- Alunos: André Aroeira, Antonio Lopes, Carlos Eduardo Rozário, João Marcos Fagundes, João Paulo Sobral e Hélio Gastão Prof.: Fragoso 1º Ano E.M. T. 13 Agente Causador

Leia mais

Atraso na introdução da terapia anti-retroviral em pacientes infectados pelo HIV. Brasil, 2003-2006

Atraso na introdução da terapia anti-retroviral em pacientes infectados pelo HIV. Brasil, 2003-2006 Atraso na introdução da terapia anti-retroviral em pacientes infectados pelo HIV. Brasil, 2003-2006 Paulo Roberto Borges de Souza-Jr Célia Landmann Szwarcwald Euclides Ayres de Castilho A Terapia ARV no

Leia mais

env Glicoproteína de superfície gp120 gag Proteína da matriz associada à membrana p17 gag Proteína do capsídio p24

env Glicoproteína de superfície gp120 gag Proteína da matriz associada à membrana p17 gag Proteína do capsídio p24 AIDS Infecção HIV Estimativa de adultos e crianças infectadas com HIV 2005 Western & Eastern Europe Central Europe & Central Asia North America 720 000 1.5 million [550 000 950 000] [1.0 2.3 million] 1.3

Leia mais

CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE

CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE CARACTERISTICAS DA FEMINIZAÇÃO DA AIDS EM TRÊS LAGOAS 1 ANDRESSA MARQUES FERREIRA 2 MARIA ANGELINA DA SILVA ZUQUE 1 Discente de graduação do curso de Biomedicina 2 Doutoranda Docente das Faculdades Integradas

Leia mais

Virulogia. Vírus. Vírus. características 02/03/2015. Príons: Proteína Viróides: RNA. Características. Características

Virulogia. Vírus. Vírus. características 02/03/2015. Príons: Proteína Viróides: RNA. Características. Características Vírus Virulogia Características Vírus- latim veneno - agentes filtráveis Parasita intracelular obrigatório Extracelular: virion Intracelular: vírus Possuem alta especificidade Vírus Características Alta

Leia mais

ANATOMIA HUMANA II. Roteiro Sistema tegumentar. Enfermagem SISTEMA TEGUMENTAR. Prof. Me. Fabio Milioni. Conceito Estruturas. Pele Anexos.

ANATOMIA HUMANA II. Roteiro Sistema tegumentar. Enfermagem SISTEMA TEGUMENTAR. Prof. Me. Fabio Milioni. Conceito Estruturas. Pele Anexos. ANATOMIA HUMANA II Enfermagem SISTEMA TEGUMENTAR Prof. Me. Fabio Milioni Roteiro Sistema tegumentar Conceito Estruturas Pele Anexos Funções 1 CONCEITO Estudo Microscópico Maior orgão do corpo humano Proporciona

Leia mais

INCIDÊNCIA DE AIDS POR SEXO NO ESTADO DE MINAS GERAIS, NO PERÍODO DE 2007 A 2010. AIDS INCIDENCE BY SEX IN STATE OF MINAS GERAIS, FROM 2007 TO 2010.

INCIDÊNCIA DE AIDS POR SEXO NO ESTADO DE MINAS GERAIS, NO PERÍODO DE 2007 A 2010. AIDS INCIDENCE BY SEX IN STATE OF MINAS GERAIS, FROM 2007 TO 2010. INCIDÊNCIA DE AIDS POR SEXO NO ESTADO DE MINAS GERAIS, NO PERÍODO DE 2007 A 2010. AIDS INCIDENCE BY SEX IN STATE OF MINAS GERAIS, FROM 2007 TO 2010. Larissa de Oliveira Abrantes 1 ; Amanda Cristina Souza

Leia mais

Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo

Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo Diminui a mortalidade por Aids no Estado de São Paulo Em 2012, ocorreram 2.767 óbitos por Aids no Estado de São Paulo, o que representa importante queda em relação ao pico observado em 1995 (7.739). A

Leia mais

Exercícios de Monera e Principais Bacterioses

Exercícios de Monera e Principais Bacterioses Exercícios de Monera e Principais Bacterioses 1. (Fuvest) O organismo A é um parasita intracelular constituído por uma cápsula protéica que envolve a molécula de ácido nucléico. O organismo B tem uma membrana

Leia mais

FACULDADE CATÓLICA SALESIANA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA DE DOENÇAS INFECTO-PARASITÁRIAS HIV/AIDS

FACULDADE CATÓLICA SALESIANA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA DE DOENÇAS INFECTO-PARASITÁRIAS HIV/AIDS FACULDADE CATÓLICA SALESIANA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA DE DOENÇAS INFECTO-PARASITÁRIAS HIV/AIDS Descrição Doença que representa um dos maiores problemas de saúde da atualidade, em função de seu

Leia mais

SAúDE e PReVENÇãO NaS ESCoLAS Atitude pra curtir a vida

SAúDE e PReVENÇãO NaS ESCoLAS Atitude pra curtir a vida SAúDE e PReVENÇãO NaS ESCoLAS Atitude pra curtir a vida UNAIDS/ONUSIDA Relatório para o Dia Mundial de Luta contra AIDS/SIDA 2011 Principais Dados Epidemiológicos Pedro Chequer, Diretor do UNAIDS no Brasil

Leia mais

BOLETIM INFORMATIVO nº 04 HIV/AIDS 2015

BOLETIM INFORMATIVO nº 04 HIV/AIDS 2015 BOLETIM INFORMATIVO nº 04 HIV/AIDS 2015 AIDS O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde estima que aproximadamente 734 mil pessoas vivam com HIV/aids no país, o que corresponde

Leia mais

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Síndrome : Conjunto de sinais e sintomas que se desenvolvem conjuntamente e que indicam a existência de uma doença. A AIDS é definida como síndrome porque não tem

Leia mais

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem

HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem HEPATITE C PCR Qualitativo, Quantitativo e Genotipagem O Vírus da Hepatite C (HCV) é considerado o principal agente etiológico responsável por 90 a 95% dos casos de hepatite pós-transfusional não A e não

Leia mais

Nova vacina frente à cura para a AIDS

Nova vacina frente à cura para a AIDS N o 18 Setembro/2013 Centro de Farmacovigilância da UNIFAL-MG Site: www2.unifal-mg.edu.br/cefal Email: cefal@unifal-mg.edu.br Tel: (35) 3299-1273 Equipe editorial: prof. Dr. Ricardo Rascado; profa. MsC.

Leia mais

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Por Rodrigo Cunha 5 de junho de 1981. O Relatório Semanal de Morbidez e Mortalidade do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos

Leia mais

A partícula viral infectante, chamada vírion, consiste de um ácido nucléico e de uma capa protéica externa (capsídeo). O conjunto do genoma mais o

A partícula viral infectante, chamada vírion, consiste de um ácido nucléico e de uma capa protéica externa (capsídeo). O conjunto do genoma mais o 1 A partícula viral infectante, chamada vírion, consiste de um ácido nucléico e de uma capa protéica externa (capsídeo). O conjunto do genoma mais o capsídeo de um vírion é denominado de nucleocapsídeo.

Leia mais

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes

Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Rejeição de Transplantes Doenças Auto-Imunes Mecanismos da rejeição de transplantes Envolve várias reações de hipersensibilidade, tanto humoral quanto celular Habilidade cirúrgica dominada para vários

Leia mais

Resposta imune às infecções virais ou DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS

Resposta imune às infecções virais ou DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS Resposta imune às infecções virais ou DEFESAS DO HOSPEDEIRO CONTRA OS VÍRUS MULTIPLICATION 1 Defesas Resposta imune frente a infecções 2 Defesas Imunidade inata Defesa e recuperação Genética Fatores séricos

Leia mais

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos

Tipos de enxertos. Tipos de Enxertos: Tipos de Enxertos: O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes. Singênicos O que é um transplante? Imunologia dos Transplantes Prof.Dr. Gilson Costa Macedo Processo de retirada de células, tecidos ou órgãos, chamados enxertos, de um indivíduo e a sua inserção em um indivíduo

Leia mais

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, Interino, no uso de suas atribuições, resolve:

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, Interino, no uso de suas atribuições, resolve: PORTARIA Nº 486, DE 16 DE MAIO DE 2.000 O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, Interino, no uso de suas atribuições, resolve: Art. 1º - Expedir a edição revisada e atualizada das orientações e critérios relativos

Leia mais

EVOLUÇÃO TEMPORAL DE MANIFESTAÇÕES ORAIS NOTIFICAÇÃO EM PORTADORES DE AIDS

EVOLUÇÃO TEMPORAL DE MANIFESTAÇÕES ORAIS NOTIFICAÇÃO EM PORTADORES DE AIDS EVOLUÇÃO TEMPORAL DE MANIFESTAÇÕES ORAIS NOTIFICAÇÃO EM PORTADORES DE AIDS Bárbara Letícia de Queiroz Xavier. Universidade Federal de Campina Grande/UFCG. Email: barbaraleticiaqx@hotmail.com Eliane de

Leia mais

Papilomavírus Humanos (HPV) Virologia MIP Instituto Biomédico Universidade Federal Fluminense

Papilomavírus Humanos (HPV) Virologia MIP Instituto Biomédico Universidade Federal Fluminense Papilomavírus Humanos (HPV) Virologia MIP Instituto Biomédico Universidade Federal Fluminense Características principais Agente etiológico das verrugas (tumores epiteliais benignos) Infectam epitélio de

Leia mais

-Os Papiloma Vírus Humanos (HPV) são vírus da família Papovaviridae.

-Os Papiloma Vírus Humanos (HPV) são vírus da família Papovaviridae. -Os Papiloma Vírus Humanos (HPV) são vírus da família Papovaviridae. -Chamado de HPV, aparece na forma de doenças como condiloma acuminado, verruga genital ou crista de galo. -Há mais de 200 subtipos do

Leia mais

Anatomia da pele. Prof. Dr. Marcos Roberto de Oliveira. marcos.oliveira@fadergs.edu.br

Anatomia da pele. Prof. Dr. Marcos Roberto de Oliveira. marcos.oliveira@fadergs.edu.br Anatomia da pele Prof. Dr. Marcos Roberto de Oliveira marcos.oliveira@fadergs.edu.br SISTEMA TEGUMENTAR: PELE E FÁSCIA Funções: proteção regulação térmica sensibilidade Sua espessura varia de 0.5mm nas

Leia mais

Imunidade Adaptativa Humoral

Imunidade Adaptativa Humoral Imunidade Adaptativa Humoral Daiani Cristina Ciliao Alves Taise Natali Landgraf Imunidade Adaptativa Humoral 1) Anticorpos: Estrutura Localização 2) Maturação de célula B: Interação dependente de célula

Leia mais

Apoptose em Otorrinolaringologia

Apoptose em Otorrinolaringologia Apoptose em Otorrinolaringologia Teolinda Mendoza de Morales e Myrian Adriana Pérez García Definição A apoptose é um processo biológico existente em todas as células de nosso organismo, conhecida desde

Leia mais

Vírus - Características Gerais. Seres acelulares Desprovidos de organização celular. Não possuem metabolismo próprio

Vírus - Características Gerais. Seres acelulares Desprovidos de organização celular. Não possuem metabolismo próprio vírus Vírus - Características Gerais Seres acelulares Desprovidos de organização celular Não possuem metabolismo próprio Capazes de se reproduzir apenas no interior de uma célula viva nucleada Parasitas

Leia mais

Sistema Tegumentar. apparatus. A hipoderme, tecido conjuntivo frouxo contendo quantidades variáveis de gordura, sublinha a pele.

Sistema Tegumentar. apparatus. A hipoderme, tecido conjuntivo frouxo contendo quantidades variáveis de gordura, sublinha a pele. Sistema Tegumentar 1- TEGUMENTO: O tegumento, composto pela pele e seus anexos, glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, pêlos e unhas, é o maior órgão e constitui 16% do peso corporal. Ele reveste todo

Leia mais

A Moda do Bronzeado... Entre as duas grandes Guerras inicia-se a liberação feminina. Coco Chanel lança a moda do bronzeado.

A Moda do Bronzeado... Entre as duas grandes Guerras inicia-se a liberação feminina. Coco Chanel lança a moda do bronzeado. Histórico A Moda do Bronzeado... Entre as duas grandes Guerras inicia-se a liberação feminina. Coco Chanel lança a moda do bronzeado. A pele bronzeada tornou-se moda, sinal de status e saúde. Histórico

Leia mais

Resumo do Perfil epidemiológico por regiões. HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 SAÚDE 1

Resumo do Perfil epidemiológico por regiões. HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 SAÚDE 1 Resumo do Perfil epidemiológico por regiões HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 Resumo do perfil epidemiológico por regiões SAÚDE 1 HIV e Aids no Município de São Paulo 2014 APRESENTAçÃO Hoje, no

Leia mais

Briefing. Boletim Epidemiológico 2010

Briefing. Boletim Epidemiológico 2010 Briefing Boletim Epidemiológico 2010 1. HIV Estimativa de infectados pelo HIV (2006): 630.000 Prevalência da infecção (15 a 49 anos): 0,61 % Fem. 0,41% Masc. 0,82% 2. Números gerais da aids * Casos acumulados

Leia mais

LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA Governador do Estado. EDUARDO PINHO MOREIRA Vice-Governador. CARMEM EMÍLIA BONFÁ ZANOTTO Secretária de Estado da Saúde

LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA Governador do Estado. EDUARDO PINHO MOREIRA Vice-Governador. CARMEM EMÍLIA BONFÁ ZANOTTO Secretária de Estado da Saúde LUIZ HENRIQUE DA SILVEIRA Governador do Estado EDUARDO PINHO MOREIRA Vice-Governador CARMEM EMÍLIA BONFÁ ZANOTTO Secretária de Estado da Saúde LESTER PEREIRA Diretor Geral WINSTON LUIZ ZOMKOWSKI Superintendente

Leia mais

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS E COINFECÇÕES NO ESTADO DE GOIÁS

PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS E COINFECÇÕES NO ESTADO DE GOIÁS SUPERINTENDÊNCIA DE POLÍTICAS DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE GERÊNCIA DE PROGRAMAS ESPECIAIS COORDENAÇÃO ESTADUAL DE DST/AIDS PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO HIV/AIDS E COINFECÇÕES NO ESTADO DE GOIÁS Goiânia, 2012

Leia mais

Teste de vacina contra Aids reduz risco de infecção 4

Teste de vacina contra Aids reduz risco de infecção 4 Publicação Científica do Curso de Bacharelado em Enfermagem do CEUT. Ano 2009. Edição 14 Joelma Castro Sousa 1 Neyane de Moraes Francelino 1 Selonia Patrícia Oliveira Sousa 2 Otacílio Batista de Sousa

Leia mais

HIV e Estigma: como estamos hoje

HIV e Estigma: como estamos hoje HIV e Estigma: como estamos hoje PROF. DR. CLAUDIO GARCIA CAPITÃO Advento da AIDS 1º Caso: Hospital Emílio Ribas, 1982 Circulação Silenciosa do Vírus em meados de 70 Isolamento do vírus: Luc montagner:

Leia mais

Profilaxia Pós-Exposição ao HIV. Alcyone Artioli Machado FMRP-USP - 2006

Profilaxia Pós-Exposição ao HIV. Alcyone Artioli Machado FMRP-USP - 2006 Profilaxia Pós-Exposição ao HIV Alcyone Artioli Machado FMRP-USP - 2006 Fatores de risco para infecção ocupacional pelo HIV O risco de infecção ocupacional pelo HIV era aumentado quando: A exposição ocupacional

Leia mais

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS ALTERAÇÕES METABÓLICAS NO PERFIL LIPÍDICO E GLICÊMICO DE PACIENTES HIV POSITIVOS QUE FAZEM USO DE ANTIRETROVIRAIS Greice Rodrigues Bittencourt Introdução A terapia antiretroviral contemporânea (TARV) baseado

Leia mais

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO HIV/ AIDS ESTADO DE GOIÁS GOIÁS 2015 Situação Epidemiológica da AIDS no Estado de Goiás Secretaria de Estado da Saúde de Goiás Superintendência de Políticas de Atenção Integral à

Leia mais

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia Porto Alegre, 21-24 de outubro 2008 Célia Landmann Szwarcwald celials@cict.fiocruz.br

Leia mais

Assunto: Realização de teste rápido de HIV,Sífilis e outros agravos.

Assunto: Realização de teste rápido de HIV,Sífilis e outros agravos. PARECER Nº121/2015 PAD: Nº 43/2015 Autora: Conselheira Renata Ramalho Da Cunha Dantas Solicitante: Dr. Ronaldo Miguel Beserra Assunto: Realização de teste rápido de HIV,Sífilis e outros agravos. DO FATO

Leia mais

Alexandre O. Chieppe

Alexandre O. Chieppe Transmissão Vertical da Sífilis S e do HIV Alexandre O. Chieppe Coordenação Estadual de DST/AIDS-CVE Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro Câmara Técnica de AIDS do CREMERJ Do Início da Epidemia

Leia mais

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3

TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3 TRATAMENTO DE ALERGIA RESPIRATÓRIA 2/3 SISTEMA IMUNE E ALERGIA Por alergia, entendem-se as repostas imunes indesejadas contra substâncias que venceram as barreiras como, os epitélios, as mucosas e as enzimas.

Leia mais

TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia

TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia TABELA DE EQUIVALÊNCIA Curso de Odontologia Disciplina A Disciplina B Código Disciplina C/H Curso Disciplina C/H Código Curso Ano do Currículo 64823 MICROBIOLOGIA GERAL 17/34 ODONTOLOGIA MICROBIOLOGIA

Leia mais

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida

INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida INTRODUÇÃO À PATOLOGIA Profª. Thais de A. Almeida DEFINIÇÃO: Pathos: doença Logos: estudo Estudo das alterações estruturais, bioquímicas e funcionais nas células, tecidos e órgãos visando explicar os mecanismos

Leia mais

A pele é um sistema orgânico que, quando mantida sua integridade, tem como funções:

A pele é um sistema orgânico que, quando mantida sua integridade, tem como funções: CUIDADOS COM A PELE A pele é um sistema orgânico que, quando mantida sua integridade, tem como funções: Regular a temperatura do nosso corpo; Perceber os estímulos dolorosos e agradáveis; Impedir a entrada

Leia mais

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento Neoplasias 2 Adriano de Carvalho Nascimento Biologia tumoral Carcinogênese História natural do câncer Aspectos clínicos dos tumores Biologia tumoral Carcinogênese (bases moleculares do câncer): Dano genético

Leia mais

Papilomavirus Humano (HPV)

Papilomavirus Humano (HPV) Papilomavirus Humano (HPV) Introdução O HPV é uma doença infecciosa, de transmissão freqüentemente sexual, cujo agente etiológico é um vírus DNA não cultivável do grupo papovírus. Atualmente são conhecidos

Leia mais

Doenças sexualmente transmissíveis

Doenças sexualmente transmissíveis Doenças sexualmente transmissíveis Lília Maria de Azevedo Moreira SciELO Books / SciELO Livros / SciELO Libros MOREIRA, LMA. Doenças sexualmente transmissíveis. In: Algumas abordagens da educação sexual

Leia mais

Iniciação. Angiogênese. Metástase

Iniciação. Angiogênese. Metástase Imunidade contra tumores Câncer Cancro, tumor, neoplasia, carcinoma Características: Capacidade de proliferação Capacidade de invasão dos tecidos Capacidade de evasão da resposta imune Câncer Transformação

Leia mais

Sistema Tegumentar. Arquitetura do Tegumento. Funções do Sistema Tegumentar Proteção 09/03/2015

Sistema Tegumentar. Arquitetura do Tegumento. Funções do Sistema Tegumentar Proteção 09/03/2015 Sistema Tegumentar Sistema Tegumentar É constituído pela pele, tela subcutânea e seus anexos cutâneos Recobre quase toda superfície do corpo Profa Elaine C. S. Ovalle Arquitetura do Tegumento Funções do

Leia mais

ANÁLISE DO PROGNÓSTICO DE PACIENTES INFECTADOS COM HIV DE LONDRINA/PR E REGIÃO DE ACORDO COM PERFIL NUTRICIONAL

ANÁLISE DO PROGNÓSTICO DE PACIENTES INFECTADOS COM HIV DE LONDRINA/PR E REGIÃO DE ACORDO COM PERFIL NUTRICIONAL ANÁLISE DO PROGNÓSTICO DE PACIENTES INFECTADOS COM HIV DE LONDRINA/PR E REGIÃO DE ACORDO COM PERFIL NUTRICIONAL 1 INTRODUÇÃO LUCIEVELYN MARRONE 1 ALINE GONÇALVES DE SANTA 2 CAMILA DE SOUZA PINTO MARIOTO

Leia mais

ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO

ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO ANTICORPOS: ESTRUTURA E FUNÇÃO Por definição, anticorpos são moléculas de glicoproteína, também chamadas de imunoglobulinas. São glicoproteínas altamente específicas sintetizadas em resposta a um antígeno,

Leia mais

O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1

O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1 O Perfil Dos Usuários Do Grupo De Apoio Às DST s E AIDS, Viçosa - MG 1 Talita da Conceição de Oliveira Fonseca. Economista Doméstica. Endereço: Rua João Valadares Gomes nº 210, bairro JK, Viçosa-MG. E-mail:

Leia mais

Estatuto da Criança e do Adolescente:

Estatuto da Criança e do Adolescente: PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO VERTICAL HIV e alimentação infantil Estatuto da Criança e do Adolescente: Livro I Parte Geral Título I Das disposições preliminares Art. 4º - é dever da família, da comunidade,

Leia mais

Disciplina: Patologia Oral 4 e 5º períodos CÂNCER BUCAL. http://lucinei.wikispaces.com. Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira

Disciplina: Patologia Oral 4 e 5º períodos CÂNCER BUCAL. http://lucinei.wikispaces.com. Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira Disciplina: Patologia Oral 4 e 5º períodos CÂNCER BUCAL http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2012 Sigmund Freud ( 1856-1939, 83 anos ) durante 59 anos, mais de 20 charutos/dia

Leia mais

Chapecó. 1. Secretaria de Estado da Saúde Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional de

Chapecó. 1. Secretaria de Estado da Saúde Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional de Perfil epidemiológico dos clientes com AIDS cadastrados no Sistema de Controle Logístico de Medicamentos no Hospital Dia Aids no município de Chapecó-SC no ano de 2007. Otilia Cristina Coelho Rodrigues

Leia mais

ACERTE OS PONTEIROS DA SUA SAÚDE

ACERTE OS PONTEIROS DA SUA SAÚDE ACERTE OS PONTEIROS DA SUA SAÚDE Informações sobre tratamento com Antirretrovirais TRATAMENTO ANTIRRETROVIAL Fundamental na luta contra o HIV. O tratamento da infecção pelo HIV com antirretrovirais é fundamental

Leia mais

ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA

ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA ESCLERODERMIA LOCALIZADA LOCALIZED SCLERODERMA Esclerodermia significa pele dura. O termo esclerodermia localizada se refere ao fato de que o processo nosológico está localizado na pele. Por vezes o termo

Leia mais

TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1

TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1 TEXTO BÁSICO PARA SUBSIDIAR TRABALHOS EDUCATIVOS NA SEMANA DE COMBATE À DENGUE 1 A Dengue A dengue é uma doença infecciosa de origem viral, febril, aguda, que apesar de não ter medicamento específico exige

Leia mais

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias

Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Perguntas e respostas sobre imunodeficiências primárias Texto elaborado pelos Drs Pérsio Roxo Júnior e Tatiana Lawrence 1. O que é imunodeficiência? 2. Estas alterações do sistema imunológico são hereditárias?

Leia mais

CITOCINAS/INTERLEUCINAS. Universidade Estadual Paulsita Imunologia Veterinária Prof. Helio Montassier Andréa Maria C. Calado

CITOCINAS/INTERLEUCINAS. Universidade Estadual Paulsita Imunologia Veterinária Prof. Helio Montassier Andréa Maria C. Calado CITOCINAS/INTERLEUCINAS Universidade Estadual Paulsita Imunologia Veterinária Prof. Helio Montassier Andréa Maria C. Calado Introdução Respostas imunes: interações entre as diferentes populações celulares.

Leia mais

B O L E T I M EPIDEMIOLÓGICO ISSN 1517 1159 AIDS DST. ano VIII nº 01

B O L E T I M EPIDEMIOLÓGICO ISSN 1517 1159 AIDS DST. ano VIII nº 01 B O L E T I M EPIDEMIOLÓGICO ISSN 1517 1159 AIDS DST ano VIII nº 01 27ª a 52ª semanas epidemiológicas - julho a dezembro de 2010 01ª a 26ª semanas epidemiológicas - janeiro a junho de 2011 2012. Ministério

Leia mais

SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVO DE NOTIFICAÇÃO DICIONÁRIO DE DADOS SINAN NET

SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVO DE NOTIFICAÇÃO DICIONÁRIO DE DADOS SINAN NET MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA COORDENAÇÃO GERAL DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS GT SINAN SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVO DE NOTIFICAÇÃO DICIONÁRIO

Leia mais

CURSO de MEDICINA VETERINÁRIA - Gabarito

CURSO de MEDICINA VETERINÁRIA - Gabarito UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE TRANSFERÊNCIA 2 o semestre letivo de 2005 e 1 o semestre letivo de 2006 CURSO de MEDICINA VETERINÁRIA - Gabarito Verifique se este caderno contém: INSTRUÇÕES AO CANDIDATO

Leia mais

PROPRIEDADES E VISÃO GERAL DAS RESPOSTAS IMUNES. FARMÁCIA PROFa SIMONE PETRI AULA - 1

PROPRIEDADES E VISÃO GERAL DAS RESPOSTAS IMUNES. FARMÁCIA PROFa SIMONE PETRI AULA - 1 PROPRIEDADES E VISÃO GERAL DAS RESPOSTAS IMUNES FARMÁCIA PROFa SIMONE PETRI AULA - 1 INTRODUÇÃO A função fisiológica do sistema imune é a defesa contra micro-organismos infecciosos. Entretanto, mesmo

Leia mais

Doenças Infecciosas que Acometem a Cavidade Oral

Doenças Infecciosas que Acometem a Cavidade Oral Disciplina: Semiologia Doenças Infecciosas que Acometem a Cavidade Oral PARTE 2 http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2012 FAMÍLIA HHV Alfaherpesvirinae HHV1(herpes bucal)

Leia mais

Diagnóstico Imunológico das Imunodeficiências Secundárias

Diagnóstico Imunológico das Imunodeficiências Secundárias Diagnóstico Imunológico das Imunodeficiências Secundárias Dois tipos de imunodeficiências Primárias ou Congênitas Secundárias ou Adquiridas Imunodeficiências Secundárias Principais causas de imunodeficiências

Leia mais

Estudo Clínico Multicêntrico de Pacientes com HIV/Aids submetidos a Tratamento com o Imunomodulador Canova, Associado com Medicamentos Antiretrovirais

Estudo Clínico Multicêntrico de Pacientes com HIV/Aids submetidos a Tratamento com o Imunomodulador Canova, Associado com Medicamentos Antiretrovirais Estudo Clínico Multicêntrico de Pacientes com HIV/Aids submetidos a Tratamento com o Imunomodulador Canova, Associado com Medicamentos Antiretrovirais Alair A. Berbert (1), Paulo T. Castanheira (2), Daniel

Leia mais

Grupo de células que, em geral, tem umaorigem embrionária comum e atuam juntas para executar atividades especializadas

Grupo de células que, em geral, tem umaorigem embrionária comum e atuam juntas para executar atividades especializadas UNIVERSIDADE DE CUIABÁ NÚCLEO DE DISCIPLINAS INTEGRADAS DISCIPLINA: CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS I Considerações Gerais sobre HISTOLOGIA Professores: Ricardo, Lillian, Darléia e Clarissa UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

Leia mais

Trabalho de Biologia sobre HIV- AIDS Prof: César Fragoso Grupo: Arthur Mello nº2 Fernando Rodrigues nº12 Lucas Fratini nº24 Raffi Aniz nº32 Raúl Cué

Trabalho de Biologia sobre HIV- AIDS Prof: César Fragoso Grupo: Arthur Mello nº2 Fernando Rodrigues nº12 Lucas Fratini nº24 Raffi Aniz nº32 Raúl Cué Trabalho de Biologia sobre HIV- AIDS Prof: César Fragoso Grupo: Arthur Mello nº2 Fernando Rodrigues nº12 Lucas Fratini nº24 Raffi Aniz nº32 Raúl Cué nº34 Victor Sant Anna nº 35 Vinicius Dutra nº36 Tópicos

Leia mais

ASPECTOS CELULARES E MOLECULARES DO VÍRUS DA IMUNODEFICIENCIA HUMANA

ASPECTOS CELULARES E MOLECULARES DO VÍRUS DA IMUNODEFICIENCIA HUMANA ASPECTOS CELULARES E MOLECULARES DO VÍRUS DA IMUNODEFICIENCIA HUMANA Daniella Vieira Cândida 1,4 ; Cristiane Alves da Fonseca 2,4 ; Andréia Juliana Leite Rodrigues 3,4,5. 1 Voluntária Iniciação Científica

Leia mais