OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA

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1 1aa VERA LUCIA LAZZARO TRAVERSA OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA Monografia apresentada à Universidade Potiguar, RN e ao Alquimy Art, de São Paulo como parte dos requisitos para a obtenção do título de Especialista em Arteterapia. Orientador: Prof. Dr. Liomar Quinto de Andrade

2 São Paulo 2005

3 Traversa, Vera Lucia Lazzaro Oficinas de Arteterapia no Hospital Dia / Vera Lucia Lazzaro Traversa. São Paulo: [s.n.], f. Orientador: Prof. Dr. Liomar Quinto de Andrade. Monografia: (Especialização em Arteterapia) UnP/ Universidade Potiguar (RN) Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Lato Sensu e Alquimy Art (SP), Arteterapia 2. AIDS 3. Saúde

4 UnP Universidade Potiguar Alquimy Art Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação Lato Sensu OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA Monografia apresentada pela aluna Vera Traversa ao curso de especialização em Arteterapia e, / / e recebendo a avaliação da Banca Examinadora constituída pelos professores: Prof. Dr. Liomar Quinto de Andrade, Orientador. Profª. Drª. Cristina Dias Allessandrini, Coordenadora da Especialização. Profª. MsC. Deolinda Florim Fabietti, Coordenadora da Especialização.

5 AGRADECIMENTOS Ao Instituto de Infectologia Emílio Ribas por permitir a realização de nosso estágio. Ao Dr. Roberto Florin que nos guiou em uma visitação das dependências do Instituto, que nos abriu as portas da Instituição e nos apresentou à Divisão Científica. Ao Dr. Alexandre Ely Campéas, médico pediatra, que nos recebeu carinhosamente e foi nosso responsável perante o Instituto. Ao pessoal da Divisão Científica que sempre nos recebia com carinho às sextas feiras. À equipe de enfermagem: Rosana e Márcia, Gerson e Jesuína que colaboraram para o sucesso de nosso trabalho. À Fernanda, minha parceira de trabalho com quem dividia as minhas apreensões e dificuldades. Aos amigos que me incentivaram a realizar este estágio. À Deolinda Fabietti, que tem me guiado neste caminho de crescimento pessoal. Ao Liomar Quinto de Andrade, meu orientador.

6 SUN A Suavidade Imagem: Ventos que se sucedem: a imagem da SUAVIDADE PENETRANTE. Assim o homem superior transmite a todos suas ordens e executa seus empreendimentos. A qualidade penetrante do vento depende de sua constância. É isso que o torna tão poderoso. O tempo é seu instrumento. Do mesmo modo, o pensamento do governante deve penetra a alma do povo. Para isso é necessário também exercer uma influência contínua através de explicações e comandos. Só é possível que as ações se realizem de acordo com as ordens, quando estas chegam a penetrar a alma do povo. I Ching: o livro das mutações (WILHELM, 1989, p. 175)

7 RESUMO OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA Esta monografia relata um trabalho arteterapêutico desenvolvido com crianças e adolescentes portadores do vírus da AIDS e HIV, que freqüentavam o Hospital Dia de um hospital que atende pacientes com doenças infecto-contagiosas, na cidade de São Paulo. O texto retrata com sensibilidade as dificuldades encontradas tanto para estabelecer um contato de confiança com os participantes quanto a necessidade de adaptação do ambiente e dos materiais utilizados, levando-se em consideração as incapacidades de alguns participantes. O trabalho foi desenvolvido à luz da fundamentação teórica das Oficinas Criativas (ALLESSANDRINI, 1996) e de outros autores tanto da área da Arteterapia como da Psicologia. Aponta os recursos expressivos proporcionados pela Arteterapia como mobilizadores da expressão de conteúdos internos que ajudam a melhorar as condições emocionais de pessoas fragilizadas pela doença. Também nos apresenta um grande esclarecimento sobre a AIDS/HIV e suas implicações médicas, sociais e morais. Palavras-chave: Arteterapia AIDS/HIV - Saúde

8 ABSTRACT CREATIVE WORKSHOPS IN DAY HOSPITAL This monograph reports an art therapeutic work developed with HIV/AIDS-infected children and adolescents (Human immunodeficiency virus). They attend the day hospital of a great hospital that offers treatment to contagious diseases infected patients, in the city of São Paulo. This paper work describes touchingly, the difficulties in establishing a confidence bond with the participants, in managing to adapt the available space for the activities as well the materials that were used because of the incapacity of some of the participants. This work was developed rooted in the theoretical basis from the Creative Workshops (ALLESSANDRINI, 1996) and from others authors from the Art Therapy and Psychology field of knowledge. It points out the expressive resources provided by Art Therapy as motivating to enable internal issues to surface and this improves the emotional condition of the people weakened by the disease. It also presents an explanation about AIDS/HIV and their medical, social and moral consequences. Keywords: Art Therapy AIDS/HIV - Health

9 SUMÁRIO AGRADECIMENTOS RESUMO ABSTRACT APRESENTAÇÃO: TRAJETÓRIA i. Ofélia, minha criança ii. Um encontro com o equilíbrio INTRODUÇÃO O Uniforme, uma marca, uma identidade Kit-material Os materiais e seu uso Exemplos do uso do material COMO SÃO ESTAS CRIANÇAS O Hospital dia O que é melhor para André AS OFICINAS DE ARTETERAPIA E SUA METODOLOGIA Dificuldades encontradas As pequenas mãos que fazem arte METODOLOGIA DAS OFICINAS: UM ROTEIRO DE TRABALHO Preparação das oficinas TEMAS DAS DINÂMICAS Percepção auditiva Percepção tato Percepção imaginativa Percepção visual Percepção da palavra Percepção sensorial Percepção do lúdico... 47

10 5.8. Percepção da forma Percepção das crenças RESULTADOS DAS OFICINAS A criança e seus desenhos Uma lição de vida Um caso de abandono TEMA DE ENCERRAMENTO DO ESTÁGIO: O PROTETOR DA AMIZADE A história do Protetor da Amizade O jogo da amizade Dinâmica do jogo da amizade Algumas mensagens deixadas pelas crianças CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXO A Um capítulo especial: A DOENÇA AIDS ANEXO B Um Mundo para nós... 73

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12 Um olhar atento, maduro, com experiência, Um olhar consciente, cheio de desejo, Um olhar que expressa, Um olhar de silêncio. Mãos envelhecidas pelo trabalho Mãos que constroem, que criam a forma como a natureza. Ocorre a transformação pelas borboletas, E na beleza de suas cores, vem o vôo de liberdade. Pela janela eu olho e percebo que o mundo lá fora está me esperando, Para voar livre e serena. O cacto representa a dificuldade, Que apesar dos espinhos existe uma bela forma, firme e ereta. Na caixa está guardado o meu inconsciente Pronta para se abrir à hora que quiser.

13 Vera Traversa, 2002

14 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 12 A P R E S E N T A Ç Ã O T r a j e t ó r i a O Homem só é completo quando brinca 1 Quem vai cuidar de mim? Quem cuida de quem? O que é cuidar? O que é ser cuidado? Cuidando do outro Eu cuido de mim Cuidar, ser cuidado Alimentar, ser alimentado. Acolher, ser acolhido. Um passeio tranqüilo e seguro de helicóptero, levou-me até uma floresta onde havia uma clareira na qual eu vi um símbolo desenhado no chão de terra clara. Este símbolo me remeteu ao tema Minha Criança Interior e como objeto o BRINCAR + CUIDAR + BASE. A descoberta desta criança dentro de mim trouxe de volta a espontaneidade, a alegria e o prazer de ser criança, que não tem crítica, não conhece desafio, portanto ainda não se criaram defesas. É a criança com seu sonhar, sua curiosidade. É a criança que precisa do cuidar e do brincar, do jogar e do representar. A criança que não brinca será um adulto que não sabe pensar. Não é à toa que escolhi fazer meu estágio com crianças que necessitam de cuidados especiais, por terem a doença AIDS/HIV. Na experiência do estágio, percebi a dificuldade que as crianças e principalmente Vera Traversa, 2003 os pais ou acompanhantes têm de brincar e eu precisei trazer à tona minha criança interior, conhecê-la melhor, saber de suas necessidades....o brincar tem um lugar e um tempo. (WINNICOTT, 1975, p. 62) É tão importante para uma criança brincar que quando ela não tem um brinquedo na mão ela dá um jeito de inventar uma brincadeira naturalmente, desta maneira ela usa sua imaginação e a sua criatividade. 1 (SCHILLER apud CHATEU, 1987, p. 13). O brinquedo está para a criança como o trabalho está para o adulto (LINDQUIST, 1993, p. 23)

15 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 13 O f é l i a, M i n h a C r i a n ç a Coitada da Ofélia! Ela vivia sempre assustada, triste, muito triste. Todas as vezes que eu ia conversar com ela, eu a via sentada, chorando naquele quarto escuro, sem mobília, sem janela, mas havia uma porta. Esta história fala da descoberta da minha criança interior. Libertar esta criança interior é se permitir criar Se permitir criar é se permitir sonhar Se permitir sonhar é se permitir se desenvolver para ser um ser melhor. Vera Traversa, 2003 Como eu percebia sua tristeza que era de dar dó, eu chorava também. Não sabia o que fazer para tirá-la daquele quarto escuro. Eu dizia: Você não precisa ter medo, eu estou bem aqui, pertinho de você. Pegue na minha mão e venha comigo lá fora! Às vezes ela se arriscava, pegava na minha mão e íamos até a porta, mas quando via um facho de luz voltava correndo para o seu canto. Um dia, caminhando e pensando, eu comecei a escutar uma voz fininha e fraca que vinha de longe, muito longe. Parei a caminhada e me sentei no pé da árvore. Fechei os olhos e na minha imaginação ela apareceu meio acanhada, meio sorridente. Comecei a conversar com ela: Por que você está aí? O que aconteceu?. Silêncio, nenhuma resposta. Só sentia a tristeza da pobre menina. Ficava imaginando ela saindo do quarto, abrindo a porta, vendo o lindo dia, sentindo a natureza, correndo pelo bosque.

16 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 14 De tanto eu imaginar, fui aos poucos ganhando sua confiança até que um dia eu deixei a porta do quarto um pouco aberta. Ela imediatamente colocou o braço sobre os olhos e disse: Fecha esta porta, a luz está machucando o meu olho! Fui acalmando-a, pedindo que abrisse os olhos devagar, assim eles se acostumariam coma a luz e esta não machucaria mais. Aos poucos, ela foi se acostumando com a luz, que era apenas um feixe muito fraquinho. Dia a dia conversávamos e cada vez mais eu abria a porta, deixando entrar mais luz. E assim foi até que um dia a porta ficou totalmente aberta, ficando o quarto todo iluminado. Era uma bela manhã ensolarada e os passarinhos cantavam lá fora. Quando a vi novamente, ela não estava mais sentada, encolhida, estava de pé, andando pelo quarto, explorando aquele pequeno espaço e a luz não mais machucava os seus olhos. Em seu olhar eu via os primeiros sinais de curiosidade, um quase sorriso saindo pela boca. Em silêncio eu estendia a minha mão para ela. A cada avanço em minha direção, lágrimas saíam de seus olhos. Eu senti uma felicidade enorme de ver finalmente a minha criança saindo do quarto escuro para uma nova vida. Não sei quantos dias de caminhada foram precisos para minha criança sair do quarto e brincar livremente lá fora. Quando isto aconteceu, eu me vi caminhando como criança. Eu pulava, fazia zigue e zague, chorava de alegria e cantava em voz alta. Vera Traversa, 2003

17 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 15 U m e n c o n t r o c o m o e q u i l í b r i o Um dia estava participando de uma aula e não tinha o kit arte comigo e estava muito cansada para ir buscar. Então pensei na frase: Você vai viajar amanhã e tem que levar o que tem em casa (ANDRADE, 2004) 2, resolvi pegar minha maquiagem e usar como material de desenho. Usar maquiagem no papel foi altamente libertador, sensual e sensorial, que traduziu com muita clareza o que está no meu inconsciente: o equilíbrio das polaridades, o balanço das qualidades femininas e masculinas existente nos seres humanos. O um é o outro O outro é o um O um está no outro. Tem um formato de coração Tem duas cabeças ou dois olhos É um vaso, pois contém duas figuras É um falo, é um seio Tem pelos Cor de pele A as figuras se integram, se amoldam. Mostra uma flexibilidade, uma maleabilidade. A sexualidade está presente O feminino e o masculino em perfeito equilíbrio Traz uma sensação de aconchego, de acolhimento, de bem estar. Vera Traversa, Trabalho feito em aula do Prof. Dr. Liomar Quinto de Andrade, em 20/03/2004 no curso de especialização em Arteterapia no Alquimy Art (SP). Disciplina: O Projeto Pessoal e Orientação em Arteterapia.

18 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA I N T R O D U Ç Ã O Esta monografia está baseada nas experiências vividas durante um trabalho arteterapêutico desenvolvido para o estágio de conclusão do curso de Pós- Graduação Lato Sensu em Arteterapia do Alquimy Art em parceria com a Universidade Potiguar de Natal. O grupo atendido era de pacientes infanto-juvenis portadores do vírus HIV/AIDS do Hospital Dia, do Instituto Emílio Ribas. Esses pacientes foram contaminados pelos pais, muitos deles abandonados e acolhidos em casas de apoio. Com intervalos de 30 a 40 dias, eles iam ao Instituo Emílio Ribas acompanhados de um parente ou vizinho para receberam, no Hospital Dia, o medicamento gamaglobulina via endovenosa. Chegavam por volta das 8:00h da manhã e saíam após a refeição, em torno das 13:00h. Muitos deles acordavam muito cedo, pois vinham de longe, e vinham de transporte público. Os que eram do interior de São Paulo ou de outra cidade enfrentavam uma viagem de 4 a 7 horas de ônibus para receber seu medicamento e voltar, no mesmo dia, para sua cidade. Eu me lembro, um dia, de um jovem de 14 anos veio sozinho da cidade de Barretos, pois seu irmão que sempre o acompanhava, estava impossibilitado de vir. O estágio foi realizado em dupla: minha colega de curso Fernanda Reck e eu. Durante o período de agosto de 2003 a junho de 2004, os encontros aconteceram semanalmente, às sextas-feiras das 10:00h às 12:00h, na pediatria do 2º andar do Hospital Emílio Ribas, nos quartos reservados para o Hospital Dia. No início, encontramos várias dificuldades sendo que a mais importante era a idade das crianças que variava de 3 a 14 anos. Isto foi um fator relevante, pois sabemos que as crianças têm seu desenvolvimento e necessidades peculiares de cada fase - da infância à adolescência. Por isso foi necessário desenvolver oficinas e metodologias próprias para este grupo tão heterogêneo, mas que tinham algo muito forte em comum: a mesma doença, a mesma dor e o mesmo sofrimento. Como faria para criar um vínculo amoroso e amigável com estas crianças? Foi então que veio a idéia de usar um uniforme que se tornou nossa marca.

19 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA O U n i f o r m e, u m a m a r c a, u m a i d e n t i d a d e Um facilitador para uma comunicação amigável e alegre Estas crianças estão acostumadas a verem os médicos, assistentes e a equipe de enfermagem de jalecos brancos que, provavelmente, os fazem lembrar de sua doença, da picada da injeção, dos remédios a tomar, dos cuidados constantes a serem seguidos, da alimentação adequada e principalmente da dor física e emocional que sentem. O nosso uniforme era colorido de fácil identificação e comunicação. Um avental de tecido pintado à mão por mim, calça azul marinho, camiseta branca e uma cestinha colorida contendo o kit arte com todo o material para uso dos trabalhos plásticos. Por meio do uniforme criamos uma identidade própria, uma marca que foi um facilitador para nossa entrada na Instituição, tornando-nos familiares às crianças e permitindo um comportamento mais espontâneo dos adultos. Ao mesmo tempo, esse uniforme trouxe mais credibilidade ao nosso trabalho, tornando as atividades das Oficinas de Arteterapia algo prazeroso e divertido. Cada vez que chegávamos no quarto, as crianças logo iam perguntando: Tia! O que vamos fazer hoje? O pessoal da Divisão Científica, onde íamos assinar a lista de presença, adorou nosso uniforme e até elogiaram a nossa iniciativa.

20 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 18 Chateau diz que as crianças amam a ordem, as repetições, os ritmos e que ordem facilita a ação pelo qual o eu se expressa e se afirma (1987, p. 61). Acredito que criar uma identidade própria por meio do uniforme, principalmente no hospital, traz uma marca personalizada que se expressa e se afirma na pessoa que o usa. Torna-a familiar àquele ambiente, facilitando o vínculo de confiabilidade entre as arteterapeutas e as crianças, principalmente para estas crianças, que necessitam de uma atenção e um cuidado em especial. As crianças necessitam de hábitos regulares e de regras firmes, sem excesso de cuidados, mas sobretudo de muito amor e tolerância. Devem sentir que gostamos de estar com elas. (LINDQUIST, 1993, p. 104). Segundo o Dicionário Houaiss (2004) Identidade é:...estado do que não muda, do que fica sempre igual; conjunto de características e circunstâncias que distinguem uma pessoa ou uma coisa e graças às quais é possível individualizá-la... E a palavra Uniforme significa:...que tem a mesma ou aproximadamente a mesma forma, aparência, padrão, valor que o(s) outro(s) do mesmo tipo; análogo, idêntico, semelhante; vestuário padronizado... Uma vez entrei no quarto sem avental e logo uma criança comentou: Tia! Você não está com a blusa igual à dela! Referindo-se à arteterapeuta Fernanda. Neste momento eu me dei conta de como o uso deste uniforme foi importante para as crianças.

21 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA K i t a r t e O m a t e r i a l A escolha dos materiais foi cuidadosa e teve como objetivo prever as dificuldades das crianças, como, por exemplo, trabalhar apenas com uma mão. Então decidimos que os materiais deveriam ser de fácil manuseio, práticos, coloridos e familiares às crianças. Os materiais eram carregados na cestinha colorida que fazia parte do uniforme e causava uma curiosidade enorme nas crianças para saber o que tinha dentro dela O s m a t e r i a i s e s e u u s o bandejas tipo fast-food: para apoio dos trabalhos nas camas ou poltronas; suportes: papel sulfite e papéis coloridos em pedaços; para desenhar: canetas hidrográficas de ponta fina e grossa, giz de cera e lápis de cor; para pintar: tinta guache em tubinho de plástico transparente para ficar mais fácil de pintar sem o uso de pincel; material de apoio: cola branca, tesoura, barbante e fita crepe; para colagem ou construção: papel krepon (coloridos, fácil de criar formas e cortar); retalhos de E.V.A. (coloridos, macios, fácil de cortar) e retalhos de tecido; para modelagem: argila ou massinha; para brincar: bolinha de sabão; avulsos: conforme a dinâmica preparávamos antes as bases como: bonecos com palito e bolinha de isopor, papelão recortado em círculo e máscaras. Colocávamos a cestinha perto das camas, assim eles podiam mexer e ver o que havia dentro. Com o tempo, os que já nos conheciam pegavam a bolinha de sabão, ou outro material que desejavam usar. Quando havia crianças pequenas, na faixa dos 3 aos 5 anos, junto com as maiores, nós as dividíamos em dois grupos, deixando-os à vontade para brincarem.

22 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 20 No decorrer do estágio trouxemos as bandejas tipo fast-food para ajudá-los a se acomodarem melhor nas camas ou poltronas e era uma alegria quando distribuíamos os kit arte com as bandejas. Era importante que todos tivessem o mesmo material: significava que recebiam a mesma atenção e se sentiam acolhidos. Às vezes, o número de crianças era superior à quantidade de bandejas que levávamos, e era uma dificuldade convencer alguns a usarem as mesinhas de hospital. No início as crianças pediam para darmos de presente os materiais e explicávamos que não poderíamos dar a eles pois estes eram de uso comum a todas as crianças; isto porque, essas crianças estavam acostumadas a receberem presentes de várias empresas ou entidades. As crianças normalmente preferiam os seguintes materiais: retalhos de E.V.A., tinta guache no tubinho ou canetas hidrográficas de ponta fina e grossa, que têm em comum as cores fortes e são fáceis de usar o que resultava em trabalhos agradáveis de serem vistos e com um bom astral. O que mais gostavam era de apertar o tubinho de guache e ver as cores escorrendo no papel e se misturando acidentalmente. Em seu livro Descobrindo Crianças, Oaklander (1980, 63) diz que as crianças adoram o caráter fluente e o brilho das tintas de pintura [...] e que elas, através das tintas, representam seus sentimentos com maior facilidade do que qualquer outro material artístico. O uso da cor provocava nestas crianças sentimentos de alegria, prazer e de satisfação a cada trabalho realizado. As crianças não gostavam ou gostavam pouco: de giz de cera e lápis de cor, pois os traços ficavam fracos no papel ou era preciso acalcar muito a mão para ficar com uma cor bem definida. E também demorava mais para preencher os espaços do desenho.

23 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA E x e m p l o s d e u s o d o m a t e r i a l Tinta guache no tubinho Colagem com E.V.A Caneta Hidrográfica Lápis de cor Papel krepon Argila

24 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA C O M O S Ã O E S T A S C R I A N Ç A S? Como já citado, essas crianças são pacientes infanto-juvenis portadoras do vírus HIV/AIDS, que foram contaminados pelos pais, sendo muitos deles abandonados e acolhidos em casas de apoio. Esses lares acolhem as crianças que são abandonadas pelos pais por diversas razões: por não terem condições de acompanhar o tratamento ou por serem órfãos de pai e mãe, por discriminação, por medo ou simplesmente por abandono. Eles vão ao hospital periodicamente receber o medicamento gamaglobulina via endovenosa pela veia de uma das mãos. Uma das mãozinhas fica presa numa tabuinha com esparadrapo. Ficavam acomodados em cama ou em poltronas, portanto impedidos de se locomover. Logo me vem a pergunta: Como assim? Estas crianças já nascem condenadas? Fico imaginando como é a infância desta criança portadora de uma doença contagiosa e incurável. A palavra contagiosa vem carregada de um significado muito forte: repulsa e isolamento. Imediatamente ao ouvir esta palavra pensamos: Não vou chegar perto desta pessoa, muito menos tocá-la, pois eu posso pegar esta doença! Esta criança sofre, desde que nasce, de discriminação social inclusive na própria família. Quando dizia que eu estava trabalhando com crianças aidéticas, as pessoas me diziam: Que coragem! Mas em nenhum momento tive receio de chegar perto deles, de tocá-los ou de beijá-los, pois não é assim que se contrai o vírus HIV. Ao contrário eu fazia questão de tocá-los, beijá-los e abraçá-los.

25 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 23 Quando eu chegava no quarto eu os via tão quietinhos que me deixava triste e para alegrá-los eu tocava em alguma parte do corpo em cada um e perguntava o seu nome. Era como se eu quisesse acordá-los, ou tirá-los do estado de inércia. Por mais que eu imagine, jamais conseguirei saber o que esta criança sente! Eles nascem em um ambiente que tem a morte e a doença presentes na família. Alguns nem chegam a conhecer seus pais, pois estes morrem quando ainda são pequenos. Muitas dúvidas e questões passam por suas mentes, como: Por que minha mãe morreu? Por que este vírus tem tanto poder? De onde ele veio? É muito doloroso ser doente, ter que se tratar, tomar medicamentos, receber picadas de injeção. Eles sabem que sempre vão ter que tomar o medicamento. É quase impossível ter uma vida normal, um crescimento saudável sendo doente desde criança. A criança gosta e precisa de rotina e neste caso são tirados de suas casas, de seus familiares, de seus amigos para ir a um hospital se tratar. Mesmo que seja por um dia e periodicamente. Hospital nunca foi lugar de divertimento para ninguém e tampouco é um ambiente agradável. A dor de estar internada pode tomar maior dimensão se esta criança não puder falar de seu sofrimento. (OLIVEIRA, 1999, p. 28) Na experiência do estágio, usamos a linguagem não-verbal proporcionando condições para expressarem sua dor nos trabalhos artísticos, sendo uma válvula de escape para suas angústias e sofrimentos.

26 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 24 Essas crianças necessitavam de um acolhimento especial, pois as outras quando ficam doentes, saram e podem voltar para suas casas e sua vida normal. Apesar de hoje esta doença ser mais conhecida, ainda existe o preconceito e a discriminação que são a maior barreira no combate à Aids. A falta de conhecimento e de informação gera mitos e medos. Você sabia que uma mãe grávida, portadora do vírus HIV, não pode ter parto normal? E que também não pode amamentar seu filho? E que esta mãe tem que seguir um tratamento específico para a criança que vai nascer, possibilitando negativar o vírus após o nascimento? Já na barriquinha da mamãe esta criança que está se formando entra em contato com os primeiros sofrimentos, e ao nascer, ela já recebe a primeira negação: o ato de amamentar. Uma criança que nasce doente, obviamente vai ter seu crescimento e desenvolvimento prejudicados e por mais que esta mãe seja suficientemente boa (WINNICOTT, 1975) esta criança irá carregar o fardo da doença e suas conseqüências o resto da vida. Muitas destas crianças vão para casa de apoio, pois os pais não têm condições de cuidar delas. A mãe suficientemente boa (não necessariamente a própria mãe do bebê) é aquela que efetua uma adaptação ativa às necessidades do bebê, uma adaptação que diminui gradativamente, segundo a crescente capacidade deste em aniquilar o fracasso da adaptação e em tolerar os resultados da frustração. (WINNICOTT, 1975, p. 25) Recentemente eu assisti ao filme, An American Rhapsody 3, sobre um casal de húngaros com duas filhas, que se vê obrigado a fugir de um regime repressor em busca da liberdade e, por acidente, deixam a filha menor que era um bebê para um outro casal cuidar dela. 3 American Rhapsody, An- USA 2001 Eva Gardos, Nastassaja Kinski, Tony Goldwyn, Scarlett Johanson Telecine Premium Dia 11 de Agosto de 2004 às 23:00hs

27 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 25 A menina mora com estes pais adotivos em seus primeiros seis anos de vida. Ela os chama de papai e mamãe. Este casal é pobre, mas cuidou da menina com muito amor e carinho. Aos seis anos, sua avó materna leva a criança para o aeroporto aonde vai para os Estados Unidos encontrar com os pais verdadeiros e só então, neste momento, é que a criança fica sabendo que aqueles pais que a criaram não eram seus verdadeiros pais. Ela, muito cordata, aceita a viagem dizendo que vai voltar para a escola. Durante seu crescimento com sua própria família ela se sentia um peixe fora d água. Ela queria voltar para a Hungria, pois suas lembranças amorosas estavam com seus pais adotivos. Então, um dia seu pai verdadeiro faz uma promessa para a filha: quando crescer você poderá escolher voltar para a Hungria. Quando está por volta dos 16 anos, ela vai para Hungria resgatar o que ficou para traz. Ela encontra com seus pais adotivos e com sua avó materna. Depois de reviver suas memórias e descobrir porque sua mãe não gostava da Hungria, ela decide voltar para sua família verdadeira. Só que desta vez, ela inteira, pois havia resgatado seu passado e integrado-o como o presente. Ela amava aos pais adotivos, mas seguiu seu caminho de volta para sua família verdadeira. O que podemos tirar desta história, é que ela recebeu muito amor de seus pais adotivos e quando foi levada para os EUA houve uma ruptura em sua vidinha. Ficando assim dividida, pelos pais adotivos sentia gratidão e pelos seus pais verdadeiros sentia culpa.

28 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA O H o s p i t a l D i a Eu fiquei muito feliz em conhecer o trabalho dos médicos e da equipe de enfermagem do Hospital Dia no Instituto Emílio Ribas. Eles tratam as crianças com muita paciência e carinho. Cada choro era acolhido pelos enfermeiros. Eles tinham oportunidade de escolher o cardápio da comida que chegava quentinha e com um cheiro de dar água na boca. O tratamento deste Instituto está entre um dos mais bem sucedidos, sendo considerado um modelo para o mundo, embora como toda Instituição, eles têm problemas políticos e econômicos. Um dia conversávamos sobre como era estar internado, pois às vezes eles precisavam passar um tempo maior no Hospital. Um menino disse: Eu adoro ficar aqui, porque a comida daqui é melhor do que na minha casa! Segundo o art. 12 do capítulo da Criança e do Adolescente 4 os estabelecimentos de atendimento à saúde deverão ou responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente., isto é,eles não ficam mais sozinhos, sempre estão acompanhados por um dos pais, parentes próximos e até mesmo por um vizinho. Este é um fato altamente relevante, pois a criança se sente acolhida e segura. Claro que existem casos onde a criança internada é abandonada pela família, pois esta não tem mais condições de seguir o tratamento adequado, ou porque moram longe, ou não tem dinheiro nem para condução do ônibus, ou não tem ninguém para acompanhar a criança, ou pior, a criança sofre tanto as conseqüências da Aids que está desenganada e, quando acontece isto, o Conselho Tutelar é chamado para decidir o futuro desta criança. Muitas vezes ocorre de ambos os pais faleceram e parentes próximos acabam levando estas crianças para um abrigo. 4 Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990: Livro I, Título II.

29 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA O q u e é m e l h o r p a r a A n d r é? 5 Participei de uma reunião junto aos médicos no Instituto Emílio Ribas onde o assunto era o caso de uma criança, André, que estava internado há dois meses, mas a família o abandonou no Hospital por não ter mais condições de cuidar dele. Assistente Social: A família se apavora e abandona a criança e a criança se sente abandonada, fica depressiva conseqüentemente seu tratamento é mais difícil. A Família de André mora longe e fica difícil ir ao Hospital periodicamente para dar continuidade ao tratamento. Comentários: Não seria melhor ele ir para uma Casa de Apoio onde encontraria outras crianças na mesma situação que ele? Como fazer com o estigma do abandono que carregará para sempre? Uma médica comentou: Acho que ele não está em condições de decidir sobre o que é melhor para ele. Assistente Social: Vamos chamar o Conselho Tutelar que decidirá o futuro de André. Quando a família não pode ou não quer ficar com a criança o Conselho Tutelar é chamado, pois eles têm mais condições de resolver o assunto. Segundo o Art. 131 do Estatuto da Criança e do Adolescente 6 O Conselho Tutelar é órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definidos nesta Lei. Era uma decisão difícil de ser tomada, pois as crianças são muito queridas pelos médicos e pela equipe e alguns acabam adotando uma criança abandonada. O Médico pediatra comenta: As crianças que estão bem desenham a família, as que estão mal desenham um barquinho pois estão indo embora. Se uma criança se sente descontraída e feliz, sua permanência no Hospital não será somente muito mais fácil, mas também seu desenvolvimento e cura serão favorecidos. (LINDQUIST, 1993, p. 24). 5 Todos os nomes que se referem aos participantes da pesquisa são fictícios. 6 Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990: Livro II

30 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 28 Em uma pequena pesquisa que fiz sobre as crianças com HIV/AIDS de outros países, nota-se que enfrentam basicamente os mesmos problemas: desconhecimento da doença, estigma e preconceito, o abandono, a morte, a pobreza entre outros. Por achar de extrema importância este assunto, eu dedico no final deste trabalho um capítulo especial sobre a AIDS/HIV. A seguir um depoimento sensível e emocionante, de uma menina americana de 12 anos, que fala sobre o pensamento que ronda a cabeça de todos os que são afetados por esta terrível doença de nosso século: Living with Knowing You Can Die Everyone knows that you can die from HIV, but no one knows when. Also, no one knows how difficult this is to live with unless you actually have HIV yourself or you love someone with HIV. Living with HIV and knowing that you can die from it is scary. Knowing that you can die is very frightening. I think it is hardest in this order: Not knowing when this will happen. Not knowing where it will happen. (I would rather die at home.) Worrying about my family. For example, will my mother and father ever stop crying? (I don't want them to cry but always remember me riding my pony and being happy.) What will happen to my stuff and my room? (Casey will probably get most or it, but making a museum would not be such a bad idea.) Thinking about what my friends will think. Thinking about dying is hard, but it is good to do because you think about it anyway. Most people don't want to talk about this because it makes them sad, but once you do, you can talk about it more easily the next time. Then you can go on LIVINGl Beth, age 12 (1994, p.24)

31 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 29 Vivendo com a idéia que vai morrer Todo mundo sabe que morremos de HIV, porém ninguém sabe quando. Também, ninguém sabe como é difícil viver com esta doença, a menos que você realmente tenha HIV ou alguém que você ama muito. Viver com HIV e sabendo que você vai morrer disto me dá medo. Saber que vai morrer é muito assustador. Eu penso que o mais difícil é nesta ordem: Não saber quando vai acontecer. Não saber onde vai acontecer. (Eu gostaria de morrer em casa.) Fico preocupado com minha família. Por exemplo, minha mãe e meu pai nunca vão parar de chorar? (Eu não quero que eles chorem, mas às vezes eu me lembro como eu era feliz andando no meu pônei.) O que vai acontecer com minhas coisas e meu quarto? (Casey, provavelmente vai ficar com a maioria, fazer um museu não seria uma má idéia.) Pensando o que meus amigos vão achar. Pensar em morrer é duro, mas é bom fazer isto porque pensamos nisto mesmo assim. A maioria das pessoas não quer falar sobre isto porque os deixa triste, porém uma vez que você fale, será mais fácil falar da próxima vez. Então você pode continuar vivendo!. B e t h, i d a d e 1 2 a n o s 7 7 Tradução nossa.

32 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA A S O F I C I N A S D E A R T E T E R A P I A E S U A M E T O D O L O G I A A arte é uma fada que transmuta e transfigura o mau destino. Prova, olha, toca, cheira, escuta: Cada sentido é um dom divino. 8 O objetivo das oficinas era criar uma atmosfera mais acolhedora no Hospital Dia, onde o fazer arte estimulava a alegria, possibilitando uma melhora de humor face as dificuldades e necessidades dos pacientes. O foco principal foi o lúdico, onde o brincar nas oficinas trazia a oportunidade de expressarem seus sentimentos por meio do recurso da arte na elaboração dos trabalhos plásticos. Quanto ao enfoque da doença, a Arteterapia e o lúdico podem trabalhar na relação com a dor, desconforto, rigidez, inércia, versus alegria, bem estar, movimento, espontaneidade, onde a arte, a brincadeira, o brinquedo e o jogo entram como fatores estimulantes e de sustentação ao processo criativo, acolhendo o ritmo de cada um ao se expressar, trazendo a unidade para essas polaridades. (SAVIANI, 2003, p. 93) Surpreendentemente a maioria das crianças fazia trabalhos bem coloridos e alegres, deixando imagens e palavras de otimismo, confirmando assim o meu pensamento de que o fazer arte ajuda a liberar as tensões do momento, desperta o criativo que existe em cada um e como conseqüência nos fazem enfrentar com mais tranqüilidade as dificuldades presentes. As oficinas eram realizadas no próprio quarto do hospital que se encontrava sempre abarrotado de gente e com muito barulho. Havia uma média de 8 crianças e seus acompanhantes, enfermeiros, médicos e duas arteterapeutas. Surpreendentemente a maioria das crianças fazia trabalhos bem coloridos e alegres, deixando imagens e palavras de otimismo, confirmando assim o meu pensamento de que o fazer arte ajuda a liberar as tensões do momento, desperta o 8 MANUEL BANDEIRA (apud ANDRADE, 2000, epígrafe)

33 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 31 criativo que existe em cada um e como conseqüência nos faz enfrentar com mais tranqüilidade as dificuldades presentes A s d i f i c u l d a d e s e n c o n t r a d a s O grupo das crianças: não era o mesmo em todas as sextas-feiras, portanto as oficinas eram realizadas num mesmo dia, isto é a cada encontro era necessário que os trabalhos fossem concretizados naquele mesmo dia, diferenciando-se das oficinas de arteterapia de duração prolongada e com os mesmos clientes onde temos tempo para a realização dos trabalhos e um acompanhamento da evolução do cliente. No caso do Hospital Dia essas crianças iam periodicamente e às vezes demoravam três meses para vermos o mesmo grupo. E quando isto acontecia, as crianças logo que nos viam gritavam: Tia! Vem aqui! O que vamos fazer hoje? A maioria das crianças e dos adultos se conhecia entre si pois marcavam o retorno para o mesmo dia. Alguns grupos eram super unidos e até faziam festas de aniversário encontrando-se fora do Hospital. As idades: Havia crianças desde os 3 anos até 14 anos e precisávamos encontrar dinâmicas que agradassem a todos e das quais todos pudessem participar. Algumas vezes foi preciso dividi-los em grupos, deixando os menores brincarem com o material. Imobilização física: As crianças não podiam se locomover porque uma das mãos ficava presa numa pranchinha recebendo o soro via endovenosa. O quarto do Hospital era concebido para receber as crianças para tomar medicamento, e era preciso adaptarmo-nos ao ambiente. Você já tentou pintar um papel sentado na cama sem uma mesa de trabalho? E ainda por cima ter que pintar somente com uma mão? Acomodação: O espaço era pequeno para acomodar tantas crianças e acompanhantes. As crianças ficavam acomodadas em camas ou poltronas, sendo

34 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 32 que, às vezes, ficavam duas crianças na mesma cama. Mesmo sendo obrigadas a ficarem sentadas demonstravam a maior boa vontade em fazer os trabalhos. Os adultos disputavam as cadeiras e banquinhos que havia disponível. Na maioria das vezes que chegávamos no quarto, as crianças já estavam tomando o soro e precisávamos reacomodá-los para poderem executar os trabalhos. Cognitivo: O grau de instrução, educação e cultura eram diversificados. Algumas crianças não iam à escola, outras moravam em casas de apoio, outras eram deficientes físicos ou mentais. Ânimo das crianças: São debilitadas física e emocionalmente. As crianças que moram com seus pais ou com um familiar e recebem os devidos cuidados e tratamentos são mais fortes e apresentam uma saúde melhor, muitos deles levam uma vida normal como qualquer criança. Os que moram em casas de apoio, mesmo sendo bem cuidados e recebendo tratamento médico, têm seu crescimento altamente prejudicado, pois não receberam tratamento adequado quando nasceram. Outro fator deve-se ao fato de que acordam muito cedo no dia que vão para o Hospital Dia e chegam cansadas e com sono. Alguns vêm de cidades próximas, enfrentando uma longa viagem de ida e volta no mesmo dia. A escolha do quarto: Além destas dificuldades, tínhamos que lidar com a nossa angústia de ter que escolher em qual dos dois quartos iríamos fazer as oficinas. Não queríamos excluir nenhuma criança, porém não era possível estar nos dois quartos ao mesmo tempo. Quando dava trazíamos as crianças do quarto ao lado, juntando-as todos em um só. Às vezes apontava na porta uma criança vestida com uma roupa de Hospital. Eram crianças que estavam internadas e quando passeavam pelo corredor paravam na porta e ficavam olhando com uma certa curiosidade e nós a convidávamos a articipar dos trabalhos. Os acompanhantes: Um dos pais, tios ou avós e até o vizinho.

35 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 33 As crianças das casas de apoio vinham com uma responsável do local A s p e q u e n a s m ã o s q u e f a z e m a r t e

36 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA M E T O D O L O G I A D A S O F I C I N A S : U M R O T E I R O D E T R A B A L H O Devido às dificuldades descritas acima foi necessário criar um roteiro de trabalho que se adaptasse à metodologia das Oficinas Criativas (ALLESSANDRINI, 1996). Esta metodologia oferece uma maneira do ser entrar em contato com algo e possui como diretriz uma seqüência básica, não necessariamente na mesma ordem: Sensibilização, Expressão Livre, Transposição da Linguagem e Avaliação. O roteiro seguia as seguintes etapas: 1. Preparação prévia dos temas 2. Na chegada: uma brincadeira com os enfermeiros 3. No quarto: Cumprimentar cada criança e perguntando nome e idade 4. Acomodar novamente as crianças para poderem fazer os trabalhos plásticos 5. Iniciar a dinâmica de acordo com o tema preparado 6. Distribuir as bandejas e o kit arte 7. Convite aos acompanhantes de compartilhar 8. Acompanhamento da execução dos trabalhos 9. Conversa com o grupo

37 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA Fotografar os trabalhos 11. Chegada do almoço No Hospital Dia a sensibilização era feita com a nossa chegada: uniformizadas com a cestinha na mão, pelo ato de cumprimentar cada criança perguntando seu nome e sua idade, tocando com as mãos suavemente nelas, observando o ambiente e as crianças para ver se era possível seguirmos a dinâmica previamente planejada. Depois, quando necessário, acomodávamos as crianças novamente. Em seguida, falávamos o que iríamos fazer, distribuindo as bandejas fast-food e o kit arte. Nesta hora todos falavam ao mesmo tempo: Tia! Eu quero a bandeja. Me dá o vermelho... As crianças mais carentes pediam mais e solicitavam a nossa presença o tempo todo. Na expressão livre que é a concretização da proposta sugerida, as crianças iniciavam os trabalhos com ânimo e alegria. Principalmente quando usavam tinta guache, paravam de falar e se concentravam no trabalho. Durante esta etapa as duas arteterapeutas acompanhavam as crianças, observando-as atentamente. Alguns faziam o trabalho rapidamente e pediam mais materiais. Nesta hora convidávamos os acompanhantes a compartilhar das dinâmicas. Alguns faziam o seu próprio trabalho, outros ajudavam sua criança, outros ficavam aliviados por estarmos distraindo as crianças pois tinham que ir buscar medicamento, outros continuavam lendo sua revista ou cochilando na cadeira. A etapa da transposição da linguagem seria escrever o que viveu ou dizer uma palavra sobre o processo vivido durante a expressão livre. Contudo, não era feita desta maneira. Ela acontecia naturalmente, quando uma criança mostrava seu desenho, ou quando os acompanhantes queriam conversar, ou quando era necessário acolher uma criança que chorava porque sabiam que iríamos embora. E a avaliação, que seria a etapa de se fazer comentários sobre seus trabalhos, não era usada a linguagem verbal e sim o ato de fotografar os trabalhos.

38 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 36 Este era um momento de orgulho para eles, um momento de satisfação de verem o resultado do seu trabalho. Eu colocava, uma a uma, na bancada perto da janela e ia colocando os nomes e fotografando. Ai, se eu esquecesse de fotografar um trabalho! Depois, pediam para ver no visor da máquina digital as fotos. Às vezes tinha briga pois queriam fotografar e eu não deixava. Alguns ajudavam a escrever o nome de cada uma. Logo em seguida chegava a comida quentinha e cheirosa, e era hora de guardarmos o material na cestinha, dizer Tchau deixando um beijinho no ar. Alguns perguntavam quando iríamos voltar e aí nos é que sentíamos satisfação de ver que estas oficinas de arteterapia proporcionavam alegria para aquelas horas em que tinham que tomar medicamento P r e p a r a ç ã o d a s O f i c i n a s Acreditar nesse potencial de criatividade e autotranscendência constitui minha fé mais profunda como terapeuta, e norteia certamente minha escolha pelos caminhos da Arteterapia. 9 Os temas das oficinas eram previamente preparados. Algumas vezes levávamos as bases das peças prontas para as crianças darem o seu acabamento, outras vezes experimentávamos o material antes para saber se era possível executar os trabalhos nas condições que nos eram disponíveis. Logo no início do estágio notamos que as crianças só poderiam trabalhar com uma das mãos, então eu tentei fazer um trabalho usando apenas uma das mãos e confesso que foi difícil. Senti-me tolhida, parecia que as idéias ficavam pela metade. Embora esta pudesse ser uma boa desculpa para as pessoas não fazerem arte, para essas crianças não era nenhum incômodo, ao contrário, era um prazer. Esta etapa de preparação dos temas também foi muito importante para mim como crescimento pessoal. Precisei entrar em contato com minha criança interior, 9 (CIORNAI, 2004, p. 71)

39 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 37 conhecê-la melhor. No fazer artístico dos bonecos, dos chocalhos e das bases eu passava pelo meu processo arteterapêutico. A cada experiência com estes materiais eu desenvolvia minha criatividade, aumentava minha percepção. O trabalho destas oficinas foi uma troca de sentimentos muito grande e de um aprendizado fundamental para meu desenvolvimento na arteterapia. Aprendi a refinar o meu olhar e a perceber as necessidades de mim mesma e do outro. 5. T E M A S D A S D I N Â M I C A S Brincar na infância é o meio pelo qual a criança vai organizando suas experiências, descobrindo e recriando seus sentimentos e pensamentos a respeito do mundo, das coisas e das pessoas com as quais convive. Por isso, quanto mais intensa e variável for a brincadeira e o jogo, mais elementos oferecem para o desenvolvimento mental e emocional infantil. Através das brincadeiras as crianças vivem situações ilusórias e aprendem a elaborar o seu imaginário, e muitas vezes até buscar a realização de seus objetivos, mesmo que sejam irrealizáveis. 10 As dinâmicas focavam o lúdico como objeto principal e o fazer arte com o objetivo de trabalhar com as percepções dos sentidos: visual, tátil, auditiva, e percepção da forma e de crenças. Nestas dinâmicas, as crianças tinham a oportunidade de participar de novas experiências, estimulando a sua imaginação e explorando o uso dos materiais. Eram momentos livres para trabalharem suas idéias, ganhando autoconfiança e aumentando sua auto-estima. Nesses momentos elas esqueciam da doença e que estavam num hospital recebendo medicamento. A seguir farei a descrição de algumas dinâmicas: 10 (FERRAZ & FUSSARI apud VALLADARES, 2003, p. 258)

40 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 38

41 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA P e r c e p ç ã o a u d i t i v a - P e r c e b e n d o o s o m e o s i l ê n c i o Objetivo: Perceber os sons dos chocalhos, do quarto, do corredor, do lado de fora da janela. Material: chocalhos Os instrumentos eram chocalhos feitos com embalagens recicladas e depois pintados com cores fortes. Era gostoso de pegar e de ver; alguns com formato de sorvete que até aguçava o paladar. Iniciamos bem devagar a fazer barulho com um dos chocalhos, deixando ao meu lado, a cestinha colorida com vários outros chocalhos dentro. Pouco a pouco, eles foram pegando os chocalhos e iam balançando cada vez com mais força. Logo todos estavam experimentando a sensação daquele som. instrumentos construídos com embalagens recicladas Neste dia, os acompanhantes também participaram. O som dos chocalhos foi ficando cada vez maior e desconexo, cada um tocava no seu ritmo. Aos poucos foram chegando pessoas que ficavam na porta olhando curiosos e oferecíamos os chocalhos. O grupo estava se unindo formando uma rede entre as pessoas. De repente uma criança chorou, teria que tomar outra picada na mãozinha, pois havia perdido a veia como eles dizem. Aliás perder a veia era uma preocupação constante.

42 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA 40 As crianças paravam de fazer o que estavam fazendo e ficavam olhando para o companheiro. Se ela chorasse perguntavam: Está doendo? Eles são solidários neste momento. Então eu perguntei: Vamos escutar o som desse choro? Como é o som deste choro? Vocês gostam deste som? Ninguém respondeu, mas a menina parou de chorar e demos um sorriso para ela. Em seguida sugeri trocar de instrumento com o vizinho. Em outro momento pedi um break (parada) e aí veio o som do silêncio. Que som tem do lado de fora da janela? Perguntei. As crianças responderam: De carro, de ônibus! E do lado do corredor? Resposta de uma menina alegre e sorridente: De um monstro? e eu perguntei: Como é este monstro? Resposta: Ele está atrás de você! Mais tarde fiquei pensando que monstro seria este que vem do corredor? Talvez para as crianças esse monstro pode ser a própria doença que está representada pelos médicos, enfermeiros, agulha e injeção, a dor. Voltamos novamente para o som do grupo. Começamos a perceber um ritmo que foi definido por todos que era de um trem. Então pegamos carona neste trem: O trem vai partir! Começamos a chacoalhar devagar e fomos aumentando à medida que este trem tomava velocidade. Que som tem este trem? Piu! Piu! chak, chak, chak, chak E agora estamos parados na estação. Que som tem nesta estação? De cachorro, de gente e imitaram alguns animais, soltando sons pela boca. Depois dividimos o quarto em grupos para fazer uma conversa com os chocalhos. Terminamos deixando o som de beijinhos no ar para as crianças.

43 OFICINAS DE ARTETERAPIA NO HOSPITAL DIA P e r c e p ç ã o t a t o E n x e r g a n d o c o m a s m ã o s Objetivo: perceber a textura, forma, temperatura e sensações do objeto. Material: kit arte e objetos variados, caixa surpresa e saquinho preto. Fizemos duas oficinas uma com saquinho preto de tecido e outra com a caixa de E.V.A. colorida. Nos dois casos colocamos objetos variados como: lixa de unha, chaveiro, isopor, parafuso, tampinhas de plástico, pedra, concha, cortiça, pêlo de animal, chaveiro, novelo de lã, luva de borracha, tiara de cabelo, fósforo entre outros. A dinâmica consistia em colocar a mão dentro do saquinho / caixa, tocar em um objeto e dizer qual sensação este objeto traz, por exemplo: quente, frio, áspero, liso, fofinho, que formato tem, o que lembra este objeto, etc. Caixa surpresa de E.V.A. Saquinho de tecido Alguns tentavam adivinhar qual objeto era. Outros descreviam as sensações que lhe causavam. Na oficina que utilizamos o saquinho não houve grande interesse das crianças e se dispersaram rápido. Talvez isto tenha acontecido por causa de alguns motivos como: a cor preta do saquinho, ser fácil tirar o objeto de dentro, por ter um saquinho para cada criança ou pelo conceito de saquinho que a criança tem. Já na oficina com a caixa colorida, houve um grande interesse e apareceu o elemento curiosidade. A caixa feita de E.V.A. era lúdica: colorida, na tampa um buraco para colocar a mão e de tamanho grande (50 x 50 cm). Outra razão da

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