AIDS e Drogas: Doloroso Fim

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2 TÂNIA MARA DE MATOGROSSO Copyright AIDS e Drogas: Doloroso Fim 1ª Edição 2010 by Matogrosso, Tânia Mara de Capa: Gráfica e Editora Brasília Ltda Editoração: Patrícia Regina de Carvalho Gomes Digitação: Luciano Rodrigues Revisão: Dr. Léo Klein, Ruyolam Alves de Lima Revisão: Vanessa Cauduro Casagranda Revisão geral: Gráfica e Editora Brasília Ltda Biblioteca Nacional Aids e Drogas Doloroso Fim ISBN Direitos Autorais: Reservados à autora Proibida a reprodução para comercialização 2

3 Apresentação A autora mostra a relação entre duas doenças graves e progressivas de maneira compacta mas de fácil entendimento. Analisa AIDS/HIV (deficiência imunológica causada pelo HIV) e as intoxicações por drogas (substâncias químicas que modificam a consciência e trazem dependência física), suas interações e suas dificuldades de controle, causando sofrimento dos doentes e seus familiares. Coloca de forma clara a necessidade de uma participação integral de toda a sociedade, de todas as comunidades junto às equipes de saúde. A AIDS é causada por um vírus pequeno, de estrutura simples, parasita intracelular obrigatório, conhecido à cerca de vinte anos, chamando HIV. Desmascarou antigos e modernos modelos de relacionamento humano em todos os níveis sociais, de forma universal, indistintamente entre países ricos ou pobres e entre raças e sexos. Tânia Mara, percebendo a gravidade da ameaça, produziu esta obra, criando condições de conhecimento e esclarecimento, independente do nível cultural, profissional ou social, para que se possa manejar melhor a prevenção das duas grandes doenças do século XXI. As substâncias químicas ou orgânicas capazes de causar 3

4 alterações da consciência e trazer dependência física são velhas conhecidas da humanidade, mas ainda sem controle. Com a exploração das liberdades descompromissadas, dos conceitos de igualdade sem responsabilidade, das dificuldades econômicas das pessoas ou dos governos, criaram-se condições favoráveis para o submundo do crime enriquecedor, através da sua comercialização clandestina. Assim o HIV encontrou condições ideais de transmissão pessoa a pessoa. Neste mister, Tânia Mara abre as portas do aprendizado, para as pessoas lidarem melhor com a prevenção de tais doenças. Convida a todas as pessoas a participarem desta luta. Só assim a humanidade terá condições futuras de dominar este DOLOROSO FIM. Dr. Selmo Ávila Rondon 4

5 Prefácio Há um desempenho humano que faz o homem e a mulher ficarem absolutamente iguais. É o da concepção de um livro. O escritor, mulher ou homem, vive igualmente o período de gestação, que é o tempo em que o livro está sendo escrito. Junto a esse tempo de gestação do mesmo, no ventre do cérebro, dentro do útero da emoção e do ideal, o escritor vive a expectativa do momento do parto, sempre ao domínio de implacáveis obstetras, que são as editoras; a preocupação com o nascimento do livro, também, ao domínio de antipáticas e frias babás, que são as distribuidoras. Por isso, o escritor em gestação tem todas as fragilidades e chatices da gestação. E só é tolerado com prazer porque o livro é sempre uma produção curiosa, mesmo para os que não têm nenhum apego por ele, e assim, todos querem vê-lo editado. E eu, particularmente, penso que na gestação, parto e nascimento do livro, a emoção vivida pelo escritor é, em tudo, igual a da parturiente, genética da mãe e do pai a identificar-lhe a descendência. Também, no livro, o escritor se gera nele, porque não há livro que não traga o estilo do autor dentro da vida a identificar-lhe a vocação. Sendo que, no livro o pai é a vida com a qual o escritor realiza a cópula conceptiva, ou a fertilização da sensibilidade. 5

6 Então, o prefaciador do livro é o padrinho do autor, nesse seu renascimento conceptivo, no desenvolvimento evolutivo do Homem, pelo qual a pessoa ascende do estado de criatura inteligente, que apenas vive, para o grau de ser espiritual, que se perpetua em cultura, de onde poderá transcender para a qualificação divina, que se estabelece, em doutrina, ou caminho do progresso humano. A função de padrinho é de maior responsabilidade do que a de pai, porque o padrinho é o avalista do afilhado perante a vida. Por isto, os padrinhos são sempre avaliados por seus valores éticos, econômicos e sociais. Mas, existem também, os padrinhos que são escolhidos pelo grau de parentesco ou por simples amizade, quando nada é levado em consideração, além da deliberação do convite. Daí, eu me sentir envaidecido por ter sido escolhido pela Tânia Mara de Matogrosso para prefaciar o seu livro: AIDS E DROGAS: DOLOROSO FIM, porque, embora eu prive com ela de dupla honra acadêmica, como seu confrade na Academia Municipalista de Letras do Brasil e na Academia Brasileira de Comunicação, não passo de uma super nova entre os astros que fulguram o universo da intelectualidade, entre os quais, a Tânia Mara de Matogrosso se glorifica. E então, sem os destaques do prefaciador por distinção, apareço em seu livro, como prova da sua generosidade. Virtude absolutamente natural da Tânia, se a considerarmos pelo 6

7 investimento que ela faz de si, contra a patologia mais terrível e mais odienta deste final de ciclo da vida civilizada, que é o império da ignorância pelo potentado da depravação, que a economia monetarista gerou explorando a fome, as doenças e os vícios. O livro AIDS E DROGAS: DOLOROSO FIM é um medicamento de fórmula eficaz contra a promoção do inferno na vida humana, com a sua patologia de apodrecimento moral, sofrimento desnecessário e horroroso com morte escabrosa e prematura, cujos efeitos colaterais são de ordem positiva, são os estímulos à regeneração social de uma Humanidade, mais ou menos perdida, porém, plenamente recuperável. É claro que o medicamento cultural é como qualquer remédio: depende da vontade do doente de curar-se. Se ele não adquirir o remédio, as farmácias poderão estar cheias de socorro à vida, mas o doente morrerá. Assim também, as livrarias poderão estar repletas de livros transformadores da personalidade atrofiada que busca os lenitivos dos vícios, mas, se os viciados não suprirem seus cérebros com eles, apodrecerão na degeneração social. Contudo, como o bioquímico é um anjo ao socorro do corpo, o escritor é um arcanjo ao socorro do espírito. E a nenhum dos dois importa a rejeição aos respectivos socorros, porque, como agentes da misericórdia de Deus, não precisam fazer mais do que estendê-la ao mundo. 7

8 Eu tenho conhecimento da concepção criadora do Universo, que me possibilita explicar a Natureza, e por isso, situo a AIDS e às drogas dentro da macro-existência humana, na qual o respectivo combate, tem de ser de mudança desse progresso de exploração da fome, das doenças e dos vícios. De modo que, enquanto não houver o poder de uma inteligência nova promovendo a ressurreição social, a deflagração disseminada das respectivas fórmulas de ataques e de socorros. Contudo, também sei que todos os esforços no sentido de colocação do progresso como expressão natural do desenvolvimento evolutivo, foram recebidos como utopias, ou como palavras de Deus, impossíveis de serem praticadas. Daí, o meu estímulo a todos os biólogos que, na farmacopéia, na literatura e nas ciências suprem a existência civilizada dos antídotos de equilíbrio espiritual da Humanidade. AIDS E DROGAS; DOLOROSO FIM é um produto de eficaz indicação para o sintoma mais agudo dos vícios, que, no estado em que a Humanidade está, aumenta as opções de tratamento dos viciados. Eu o recomendo ao receituário de todos os médicos, que não devem trabalhar somente com a farmacopéia da bioquímica, mas, também, com os nutrientes culturais de recuperação moral que a intelectualidade oferece. O HIV, um dia, nessa devastação que o Homem faz da Terra, foi uma das espécies extintas, da vida animal. Pois, para qualquer sentido que desintegrarmos a Molécula, ou o Estado Físico da Concepção 8

9 Criadora, encontraremos o seu núcleo conceptivo, que é ou energia concentrada, ou energia inteligente. Por esses princípios, a Natureza distribui a Vida da Terra. Na medida em que o Homem devasta a Terra, altera a ORDEM DA CRIAÇÃO que chamamos de Natureza e acaba por sofrer em si as respectivas consequências. O Homem pode destruir as espécies biológicas, mas não pode destruir o primário da respectiva organização. Assim, ao desalojar a vida do seu invólucro conceptivo, o Homem fica com ela solta, em forma de vírus e de agentes ainda mais desintegrados, que o projeto Genoma, um dia revelará. Os vírus, são pois como as moléculas da energia nuclear, que resultam, também, da desintegração do estado material da Vida até o seu estado físico de luz, força, espaço. Eis porque os tratamentos de viciados de qualquer grau decadencial não serão eficazes só com os recursos médicos. Aliás, a patologia do vício vem se multiplicando em proporção geométricas à produção de médicos e de medicamentos. Resultando, então, a evidência de que outros caminhos devem ser buscados. E estes, são os caminhos da produção intelectual, que suprem a comunicação humana de recuperação espiritual. A Humanidade está, pois de parabéns com o livro AIDS E DROGAS: DOLOROSO FIM. Ele deveria integrar imediatamente o receituário médico, homeopático, psiquiátrico e mediúnico em todas 9

10 as suas práticas. Mas, os primeiros que deveriam distribuir esse medicamento, com fartura, seriam os prefeitos e governadores, aos professores, porque é na escola que a Humanidade aprende a produzir e usar, ou renunciar para sempre, a medicação intelectual para a vida. Célio Evangelista Ferreira Presidente da Academia Brasileira de Comunicação 10

11 Quem acredita em si mesmo, luta pela própria Evolução. E tem a possibilidade de ajudar o próximo com êxito. T.M. Não esqueça: Jesus te ama Jesus é a Salvação. Jesus é luz. Eu também te amo. Afinal, somos todos irmãos. T.M. Jamais fuja dos erros. Apenas conserte-os. Basta querer. E querer é poder. T.M. Criticar, menosprezar, ofender, DISCRIMINAR, é próprio dos tolos e inúteis. Os iluminados ajudam, elevam, edificam com amor, compreensão, dignidade, justiça para o progresso do nosso planeta. T.M. 11

12 A felicidade existe. Eu tenho certeza. Basta saber procurar. Quem procura encontra. A minha felicidade é saber que você está feliz ou tentando. Confio em você. Mesmo sem lhe conhecer. Porque acredito firmemente na força do amor. E você é amor. É filho(a) do Criador. Valorize-se com humildade. Faça a sua parte para que o nosso mundo seja cada vez melhor. T.M. Olhe-se no espelho. Contemple com gratidão o que você tem de bom. Desperte o seu deus interior. Você é tão necessário. Compreenda esta realidade. T.M. 12

13 Tóxicos O mal dos últimos tempos... Mal que vem horrorizando e causando danos à humanidade. A parte mais afetada são os nossos jovens. Que induzidos pelas más companhias e sugestões erradas, caem na desgraça do vício, quase sempre irrecuperável. Uns por falta de amor, de afeto e atenção. Outros por desespero, por negligência. Alguns por curiosidade e tendência aos perigos. Às vezes, até por falta de informação e coerência. Todos são nossos irmãos. Devemos amá-los e tentar de alguma forma tirá-los deste caminho tão pernicioso. Devemos provar, mostrar aos nossos jovens, que a droga não presta. Que a droga é uma droga. E que mais cedo ou mais tarde, os resultados serão terríveis, destruidores e irreparáveis. Você, que usa droga, aceite o meu amor e respeito. 13

14 Respeite você mesmo, para ser também respeitado. Tente se amar, para também ser amado. Deixe a droga de lado. Antes a droga ser deixada de lado do que você. Seja forte e firme em suas vontades de vencê-las. Procure provar a você mesmo que é um ser superior e dono de si. Que não é um dependente. Seja capaz de dominar todos os seus impulsos negativos. Aprenda a governar o seu corpo, sua mente e seus instintos. Nunca deixe que seu corpo o governe. Ajudando a si mesmo, passe a ajudar aos outros que estão mais fracos que você. Eu confio e até aposto na sua integridade. Sei que irá vencer todo esse mal. Seja forte, corajoso e vai sair vitorioso desta batalha. Tem personalidade, quando quer tem equilíbrio. Tenha fé em si mesmo e nos outros. 14

15 Eu acredito em você. Torço por você. Ame-se mais e viva intensamente. Com saúde e amor. Diga adeus às drogas e seja feliz, muito feliz. 15

16 Discriminação Um mal assombroso e triste que nos altera os ânimos. Discriminação racial. Discriminação religiosa. Discriminação de classes sociais e pessoais. É discriminação em cima de discriminação. E muito dizem: Eu não faço discriminação de jeito nenhum! No entanto, no nosso mundo, todos passam por provas terríveis de discriminação. No trabalho, na cor, na crença, nos estudos, na idade, na aparência, no modo de vida em outros sentidos. Competência que é bom, nada. Quem tem boa aparência, boa família, muito dinheiro (boa posição social, status) é valorizado. Pobre dos pobres. Aqueles que nasceram na miséria. Miséria geral de dinheiro, miséria espiritual, moral e intelectual. 16

17 Discriminação é falta de amor ao próximo. As maiores conseqüências: menores abandonados, velhos jogados a esmo, doentes esquecidos, fome, prostituição, drogas, roubos, mortes e tantos outros fatores. Tudo isto é falta de amor e respeito. O ser humano é gerado muitas vezes pelo egoísmo, gerando a discriminação. A discriminação precisa acabar antes que ela acabe com a gente. A receita principal é: amor, confiança, carinho, atenção e ajuda. 17

18 Ser Humano A arma que faz a guerra. A guerra que traz a morte. O menino que chora pela falta do pão e pelo leite não mamado. A gota de lágrima que corre no rosto do ser traído. A ferida que corroi pouco a pouco todo o corpo. A maldade humana e a certeza do ódio. O grito de liberdade que sufoca o pranto. O abuso da velocidade, que destroi vidas. A bebida incontida sempre lamentada. Os tóxicos destruindo corpos e almas. A prostituição tão forte quanto a fome. A destruição da vergonha e do ser humano. E se não apega, escapa. E se escapa, some. E se some, mata o homem. A infelicidade, presença constante. 18

19 Está sempre marcando ponto. O que fazer? Se nos afastamos tanto de Deus, a culpa é de quem? Eis a questão: Se muitas vezes sofremos, a culpa é de quem? 19

20 AIDS e Drogas: Doloroso Fim Ano de 1990, mês de junho, acho que dia 16 ou 17, não lembro ao certo. O que lembro é que este fato me marcou e tocou o meu coração e me ensinou muito. Talvez pelo fato de sermos muitas vezes egoístas e até mesmo mesquinhos. Nós, seres humanos, somos assim, pensamos muito em nós mesmos. Eu estava num hospital com um parente internado na UTI, toda família desesperada, orando vinte e quatro horas pelo restabelecimento do meu irmão caçula que se encontrava em coma profundo. Choque anafilático. Estávamos esperançosos e ao mesmo tempo desesperados. Não sabíamos o que pensar ou mesmo fazer. Todos os dias nas horas de visitas lá estávamos. A esperança era vê-lo acordar, se mexer, enfim viver novamente. Afinal, ele só dormia, dormia. Num desses dias eu não quis subir na hora da visita. Naquela manhã de junho fazia muito frio. Sentei-me numa mureta em frente do hospital onde havia algumas flores e muita gente que passava de um lado para o outro. Abaixei a cabeça, fechei os olhos e comecei a chorar, eu queria era orar, mas não conseguia. Eu estava me sentindo mal, queria tanto ver o meu irmão caçula que na época tinha quinze anos, bem acordado, sadio e não naquele hospital, cheio de aparelhos, mais morto do que vivo. Queria que tudo fosse diferente. Continuei ali sentada, não consegui segurar as lágrimas e chorei, 20

21 abaixei a cabeça e chorei. Eu não queria mostrar aos meus pais que estava triste e desesperada, por isso chorava escondida. Eu tinha que ter equilíbrio, pelo menos demonstrar calma e fé em dias melhores. Ali sentada, com as mãos na cabeça, eu continuava a chorar. Por várias vezes tentei segurar o pranto, mas não deu. Pensei: Vou chorar mais um pouco, assim desabafo logo, eu paro, lavo o rosto e estará tudo bem. Nisso percebi que alguém se aproximava de mim. Vi pela sombra, continuei com a cabeça baixa, tentei disfarçar as lágrimas, limpei nas mangas do casaco. e repente: - Moça, por que está chorando? Está passando mal, sente alguma dor? Quer que eu chame alguém para socorrê-la? Sem levantar a cabeça, disse que estava bem e brevemente agradeci e parei de chorar, sentia-me cansada, mas, mesmo assim pude perceber que a pessoa que falara comigo permanecia ali. Então levantei a cabeça e vi em minha frente quem era. Por uns segundos fiquei inerte, olhei profundamente nos olhos daquela criatura. Os olhos eram negros de uma esperança profunda. Olhei para o céu, o dia estava nublado. Então olhei novamente para aquele ser. Ele me sorriu. Eu pude sentir que aquele sorriso era triste, frágil. Mas, lá no fundo da alma era o sorriso mais lindo, puro e verdadeiro que alguém poderia transmitir a alguém. 21

22 - Por que está chorando, sente-se mal? - Não e sim. É que estou com meu irmão de quinze anos aí na UTI. Ele está em coma, não se mexe. Tenho tanto medo de perdêlo. Sabe que ele é meu melhor amigo? - Eu também tenho quinze anos. - É, eu percebi que você é muito jovem. - Só que já estou com os dias contados, estou acabado. Vê o meu estado? Eu quis disfarçar. E ligeiramente falei... - Que estado? Para mim você parece normal. Até está me ajudando. Conversando comigo, me oferecendo ajuda, me confortando. - Sabe, desejo de coração que seu irmão melhore, mas o que eu queria mesmo era ter uma irmã como você, mesmo que fosse por uma semana. Você disse que seu irmão caçula é seu melhor amigo. Sei, eu tenho uma única irmã e ela não é minha melhor amiga, bem que tentei. Eu gosto dela, mas ela não se importa comigo. Nunca se importou. De uma coisa você pode ter certeza: o seu irmão está na vontade de Deus. Se ele viver continuará sendo seu melhor amigo, agora se Deus o chamar, você tenha certeza de que onde ele estiver, 22

23 vai sempre se lembrar que teve uma irmã amiga, isso é tão importante! Feliz dele. Sabe, estou conformado com o meu estado físico, afinal este é o meu destino. Não estamos neste de mundo de semente. Nascemos, vivemos e morremos. Uns vivem bastante, outros vivem menos. Então lembrei de perguntar o nome daquele ser de aparência tão gasta e frágil. O seu nome era Luis. Ele estava sentado numa cadeira de rodas, estava bem agasalhado, com uma toca escura na cabeça. - Você está se sentindo melhor? Sabe, faz três meses que ando nesta cadeira de rodas. - Você está paralítico? - Não, não estou paralítico, estou fraco, muito fraco. - Ah! Então logo, logo você ficará bom e retornará à vida normal. - Não, eu não vou retornar à vida normal pelo menos nesta encarnação, se existem outras encarnações. Aí sim, eu vou poder novamente ter o meu corpo forte, sadio e normal. Nesta não dá mais - e sorriu. - Não entendi. Agora mesmo eu estava triste, chorando e você me confortou, me incentivou, não entendo. A gente tem que ter fé. Eu sei que falar é fácil, mas a fé transporta montanhas. Jesus te ama, ama a todos nós. 23

24 - Eu sei. Eu também o amo, só que não segui os mandamentos e me dei mal, me danei. - Não fale assim, você é muito jovem e pode recomeçar. - Olha para mim. - Estou olhando. - Vou tirar esta touca, se você prometer que vai ficar sentadinha. Você promete? - Prometo. Ele puxou a touca. Estava careca. Bem, quase careca ainda tinha alguns fiapos de cabelo na cabeça. - Ficou indignada? - Não. Você não é o primeiro careca que vejo e tenho certeza de que não será o último. - Viu porque eu disse que não tem mais jeito para mim? - Não. Não vi nada. - Olha as minhas mãos, vou tirar as luvas. Olhe eu estou couro e osso. Dá até uma coisa ruim a gente olhar. Você está vendo que final triste eu arranjei para mim? 24

25 - Qual é a sua doença? - Você deve ser do interior. Ainda não percebeu? - Não, não sei qual é o seu mal. - O meu mal é o mal de muita gente. Vou lhe contar parte de minha vida. Vou ser breve. Meus pais tiveram dois filhos: minha irmã Carla e eu. Quando eu tinha cinco anos o meu pai sumiu de casa, arrumou outra mulher. Tínhamos boas condições financeiras. Minha mãe foi criando a gente numa boa, até que morreu num acidente. Então eu e minha irmã ficamos com uma tia. Ela morava em nossa casa e zelava da gente. Mas era meio mundana, gostava de festas, homens, luxos e minha irmã entrou na dela. Viajavam o tempo todo e eu fui crescendo na rua, aprendendo tudo de ruim. Eu estava num colégio particular, minha irmã também. Bem ou mal eu tinha uma irmã, a gente brigava muito, mas era legal. Há dois anos ela se casou com um tenente e foram para o Rio de Janeiro e eu fiquei com minha tia. Eu queria ir morar com minha irmã. Até pedi, mas ela disse que tinha que viver a vida dela e que não ia estragar a felicidade por causa de um irmão. E assim os dias foram passando. Eu não quis mais estudar. Minha tia nem ligou. Também passava a maior parte do tempo embriagada. E eu caí no mundo, e em que mundo! Comecei a fumar, a beber, e logo apareceram os falsos amigos. Falo falso porque hoje estou só, doente 25

26 e só. Um amigo meu de dezenove anos me ofereceu um cigarro meio diferente. Achei que não tinha nada a perder e fumei. Que droga! Fiquei no mundo da lua. Fiquei doidão, fissurado mesmo. No outro dia, ah!, quis fumar o diacho do cigarro novamente. Fui dando a troco de drogas aparelhos de som, bicicletas, tênis, roupas, objetos de dentro de casa eu só queria e pensava na maldita maconha. O resto era resto. Acho que isso aconteceu com todos que usam essa porcaria. Com o passar do tempo, minha tia começou a implicar e sempre me ameaçava dizendo que ia embora e eu teria que morar num pensionato, sem nenhum parente. Eu estava com 14 anos. Vadio, briguento, chato, drogado, vivia nas ruas. Minha casa era o lugar aonde eu menos ia. E minha tia cada vez mais nervosa comigo e ela tinha suas razões. Numa bela noite estávamos em cinco amigos. Dois eram adultos, maiores de idade, pegaram uma seringa e começaram a injetar droga nas veias. Fiquei curioso. Eu também queria usar aquele barato. Um deles retrucou: - Isso, cara, custa dinheiro e é muito dinheiro, malandragem. - Mas amanhã eu pago. Eles aplicaram em mim uma dose muito forte. Puxa vida! Não gosto nem de lembrar. Quase morri. A dose foi forte demais para minha idade e era a primeira vez. A morte passou perto. Não me 26

27 levaram para o hospital por medo de dar galho, eu era menor e o assunto era droga. Eu só tinha 15 anos. Para encurtar a história eu injetei várias vezes em mim mesmo e para isso eu até roubei. Só que o castigo veio com a AIDS através das seringas. Num grupo de drogados todos injetam a droga com a mesma seringa e agulha. O vício é tão miserável e cruel que endoidece. A gente nem se lembra da AIDS, seringa, agulha. Deste grupo que eu andava três já se foram. - Foram para onde? - Para o outro mundo, é claro. São eles o Jeferson, o Cláudio e o Nícolas. Todos filhinhos de papai. O interessante é que nenhuma família disse que eles morreram de AIDS. Um foi câncer, outro tumor no cérebro e o último arrumaram um acidente para ele. Eu só sei que minha tia quando soube que eu estava com está doença pagou uma senhora para cuidar de mim durante três meses. Essa dona tinha um quartinho nos fundos da casa e lá eu vivia isolado. Minha roupa eu lavava. Eles não chegavam perto de mim, tinham medo de contaminação. Falando nisso, você não está com medo de ser contaminada? - Não, não estou. - Os médicos disseram que eu posso durar um bom tempo. Estou internado aqui neste hospital, mas fico no isolamento. Estou aqui fora porque fugi lá de dentro, quero tomar um pouco de ar, respirar 27

28 livremente, viver um pouco. Sei que estou quase no fim desta vida. Sabe, faz vários meses que estou mal, fraco e abatido. Minha irmã nunca veio me visitar nem sequer mandou um bilhete. Sei que errei, estou pagando por meus erros. Não é está doença que dói e que maltrata e sim o desprezo daqueles que amamos. Como dói! Se eu tivesse minha mãe, ela era amiga. Mas ela já se foi e eu vou encontrá-la, se Deus quiser. Eu tenho esperança de que vou ser feliz depois que eu falecer. Para falar a verdade, é duro ver o corpo da gente ir morrendo aos poucos. Preferiria mil vezes ter sofrido um acidente, assim morreria na hora e tudo estaria acabado. Olha, a enfermeira vem vindo, sei que vou levar uma bronca daquelas, mas conversei e tomei ar puro. Desejo tudo de bom para o teu irmão se ele sarar, acordar. Sei que você e seus familiares vão pular de alegria e ele se sentirá um herói. Mas se ele vier a falecer eu vou procurar por ele, porque tenho certeza de que o meu fim está próximo e eu vou dizer: - Cara, conheci sua irmã mais velha e sabe de uma coisa, tenho inveja de você. Gostaria muito de ter uma irmã como a sua. Ela disse que você é o seu melhor amigo. Prazer em te conhecer, tchau! Eu disse tchau, abaixei a cabeça e pedi a Deus por aquela criatura tão carente de amor e compreensão. De longe pude ver que a enfermeira empurrava a cadeira rapidamente. Antes de entrar na 28

29 grande porta eles se viraram e ele acenou com a mão para mim num adeus. Eu respondi ao cumprimento e mais uma vez chorei. Logo tive que disfarçar, os meus familiares estavam se aproximando. O estado do meu irmão era o mesmo. Os médicos diziam, tétano, choque anafilático, melhora nenhuma. No outro dia meu irmão se mudou de hospital. Dois dias depois retornei ao hospital para fazer alguns acertos e perguntei para uma enfermeira sobre o estado de Luis. A plantonista ligeiramente mexendo nos papéis me disse que ele havia falecido e já estava enterrado. Fiquei por alguns momentos paralisada. Lágrimas rolaram pelo meu rosto a enfermeira bateu em meu ombro. - A vida é assim mesmo, uns vem, outros vão e a vida continua. Agradeci e fui cuidar da vida. Dois anos depois meu irmão que continuava quase na mesma, veio a falecer. O cérebro não reagiu o choque. Depois do funeral, à noite, olhei o céu. Orei a Deus e pedi que cuidasse bem do meu maninho. Sabia que antes de ser meu irmão ele era filho de Deus, lembrei-me de Luis e falei chorando: - Luis, aqui tem uma irmã que te ama. Se você encontrar com o meu irmão, cumpra o que você prometeu para mim. Diz para ele que será sempre o meu melhor amigo. 29

30 AIDS e drogas, doloroso fim. O que mais dói é a discriminação. A falta de amor ao próximo. O amor, o carinho e a compreensão fortalecem qualquer ser humano. Não faça discriminação. Lembre-se, você é humano. 30

31 Dados Importantes AIDS Preste atenção: A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, ou AIDS, é um problema mundial novo. Todas as nações estão ameaçadas por ela, milhões de pessoas no mundo inteiro já podem estar infectadas pelo vírus da AIDS. O vírus que causa a AIDS é chamado de Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Ele mata, destruindo as defesas do corpo contra outras doenças. Não há cura conhecida ou vacina eficaz para a prevenção. Um número crescente de bebês esta nascendo com o HIV. Além disso, milhões de crianças não infectadas ficaram órfãs devido a AIDS durante a década de 90. Os cinco conselhos básicos de saúde deste capítulo poderão reduzir drasticamente as dimensões futuras desta tragédia, se todas as pessoas tomarem conhecimento e agirem de acordo com eles. Neste momento, a única arma efetiva contra a disseminação da AIDS é a educação pública. É por isso que cada pessoa, em cada país, deve saber como evitar o contágio e a disseminação do HIV. 31

32 AIDS, conselhos básicos: 1. A AIDS é causada por vírus que pode ser transmitido por relações sexuais, por sangue contaminado e por gestante infectadas, que podem contaminar o feto. Apesar da AIDS não ter cura, a AIDS está se tornando caracteristicamente uma doença crônica. 2. A forma segura de fazer sexo é com o uso adequado da camisinha. Mesmo aqueles que se consideram fora do grupo de risco estarão mais seguros se praticar sexo com camisinha. 3. Qualquer injeção com agulha ou seringa não esterilizada é perigosa. 4. Mulheres infectadas com o HIV devem pensar cuidadosamente antes de ter um bebê e procurar orientação. Há uma chance de uma a três de que seus bebês sejam infectados com o HIV. 5. Todos os pais devem dizer a seus filhos de que maneira o HIV é disseminado. A AIDS é provocada por um vírus conhecido como Vírus da Imunodeficiência Humana - HIV. O HIV causa danos nos sistemas de defesa do organismo. As pessoas que tem AIDS morrem porque o organismo não combate mais doenças. As pessoas infectadas com o HIV passam geralmente vários anos sem apresentar qualquer sintoma da doença. Elas podem parecer e 32

33 sentir-se perfeitamente normais e saudáveis durante todo este tempo, mas qualquer pessoa infectada pelo HIV pode contaminar outras pessoas. A AIDS é último estágio da infecção por HIV. Leva uma média de sete a 10 anos para se desenvolver a partir do momento em que a pessoa entra em contato com o HIV. A AIDS é incurável, embora alguns medicamentos estejam sendo desenvolvidos para manter os portadores de AIDS saudáveis por um tempo maior. Qualquer pessoa que suspeite estar contaminada com o HIV deve entrar em contato com o serviço de saúde mais próximo. Para uma pessoa que tem o vírus, é vital aprender como evitar a transmissão do vírus para outras pessoas e ser aconselhada sobre os cuidados a serem tomados com a própria saúde. O HIV só pode ser transmitido de uma pessoa para outra de algumas maneiras limitadas: Durante a relação sexual, quando o sêmen ou o fluido vaginal de uma pessoa infectada passa para a outra. O HIV pode ser transmitido desta forma de homem para homem, de homem para mulher e de mulher para homem. Nove entre dez infecções em adultos, no mundo todo, foram transmitidas durante o ato sexual, pelo uso de agulhas e seringas não esterilizadas para injeção de drogas. Também pela transfusão de sangue, se não tiver sido realizado o teste de HIV com 33

34 o sangue utilizado. Por uma mulher contaminada, que transmite o vírus para o seu próprio filho durante o período de gravidez ou no momento do parto. Se a mãe estiver contaminada com o HIV, existe o risco de transmitir AIDS para o bebê através do aleitamento. Nestas condições, o alimento materno é contra-indicado, exceto quando existir condições de pasteurização do leite. É impossível contrair o HIV apenas por ficar perto, por tocar nas pessoas que estão infectadas com o vírus. Abraços, aperto de mão, tosse e espirros não espalham a doença. O HIV não é transmitido por assentos sanitários, pratos, copos, colheres, toalhas, roupas de cama, piscina ou banheiros públicos. Uma pessoa infectada com o HIV não representa um perigo para a saúde pública, e deve merecer todo o respeito e a solidariedade da sociedade. A forma segura de fazer sexo é com o uso adequado da camisinha. Mesmo aqueles que se consideram fora dos grupos de risco estarão mais seguros se praticarem sexo com camisinha. A fidelidade entre dois parceiros não infectados protege ambos do HIV. Quanto mais parceiros sexuais você tiver maior será o risco de 34

35 AIDS e Drogas: Doloroso Fim que um deles esteja infectado, e de que possa infectar você. Quanto mais parceiros o seu parceiro tiver, maior o risco dele/dela ser infectada/o, e de infectar você. Pessoas com feridas, úlceras ou inflamação genitais, ou com corrimentos de vagina ou de pênis tem maior probabilidade (de seis a 18 vezes) de serem infectadas pelo HIV, e de contaminar outras pessoas. Portanto, é muito importante um tratamento imediato para todas as infecções genitais. A menos que você e seu parceiro só tenham relações um com o outro e que tenham certeza de que nenhum dos dois está contaminado. Aí sim, você reduzirá as chances de contaminação por HIV, praticando sexo de maneira mais segura. Sexo seguro também significa beijar, acariciar e outras maneiras de sexo sem penetração (o pênis não entra na boca, na vagina ou no ânus). Todas as vezes em que houver uma relação sexual com penetração deve-se usar camisinha. Mesmo usando um preservativo, o sexo anal (no qual o pênis penetra no reto ou anus) é muito mais arriscado do que a penetração vaginal ou oral. Forma correta de uso da camisinha: A proteção oferecida pelos preservativos está diretamente relacionada com o uso correto. É importante, aprender a colocá-lo corretamente. 35

36 Coloque o preservativo na ponta do pênis ereto, de modo que possa ser facilmente desenrolado. Ao colocar o preservativo, aperte a ponta do reservatório com os dedos, isto serve para impedir que o ar fique retido, eliminando o risco de arrebentar durante o ato sexual. Após a ejaculação, retire o preservativo, segurando a borda para evitar vazamento de esperma. Qualquer injeção com agulha ou seringa não esterilizada é perigosa. Uma agulha ou uma seringa pode tirar pequenas quantidades de sangue da pessoa na qual está sendo injetada. Se o sangue dessa pessoa contém HIV, e se essa mesma agulha ou seringa for usada em outra pessoa sem ser previamente esterilizada, o HIV pode ser injetado também. Por esse motivo, as pessoas que usam drogas injetáveis estão particularmente arriscadas a contrair AIDS, assim como as pessoas que tem relações com outras pessoas que usam drogas injetáveis. A injeção de drogas já é uma prática perigosa por si só. Porém, devido ao risco adicional do HIV, as pessoas que usam drogas injetáveis não devem jamais usar a agulha ou seringa de outra pessoa, ou permitir que suas próprias agulhas e seringas sejam usadas por outros. 36

37 AIDS e Drogas: Doloroso Fim O programa nacional de imunização infantil usa agulhas descartáveis, e por isso são seguras. Todas as crianças devem receber a série completa de vacinas durante o primeiro ano de vida. Outras injeções freqüentemente são desnecessárias uma vez que muitos remédios podem ser tomados pela boca. Quando for necessário tomar uma injeção, ela somente deve ser aplicada por uma pessoa treinada usando-se agulhas e seringas descartáveis ou adequadamente esterilizadas. Furar orelhas, tratamentos dentários, tatuagens, maquiagem permanente e acupuntura não são práticas seguras, a não ser que o equipamento utilizado seja esterilizado. Também não é seguro barbear-se com um barbeador não esterilizado. Mulheres com HIV devem cuidadosamente antes de ter um bebê procurar orientação. Há uma chance de um em três de que seus bebês também sejam infectados com o HIV. Mulheres infectadas com o HIV tem cerca de 30% de probabilidade de dar à luz a um bebê contaminado com o HIV. A maioria dos bebês contaminados provavelmente morrerá antes dos três anos de idade. Na maior parte dos estados brasileiros, há testes de HIV à disposição dos casais que estão preocupados com a possibilidade de um ou ambos estarem contaminados. Os resultados desses testes podem ajudar a decidir sobre ter ou não ter filhos. Mesmo que apenas 37

38 o homem esteja contaminado, a mulher pode ser contaminada durante a relação sexual na tentativa de engravidar colocando em risco sua saúde e a do bebê. Todos os pais devem dizer a seus filhos de que maneira o HIV é disseminado. Independentemente de proteger a si mesmo e a seu parceiro, você também pode ajudar a proteger seus filhos com o HIV, certificando-se de que eles sabem como evitar a contaminação e a disseminação da infecção. As crianças também devem saber de que maneira o HIV não é transmitido. Devem saber que não correm risco de adquirir HIV com o convívio social normal com crianças ou adultos contaminados. Devem ser estimuladas a serem gentis com as pessoas infectadas com o HIV. Todos podem ajudar no esforço mundial para impedir que o HIV se espalhe pela nova geração. Estes dados foram extraídos do livro Medidas vitais. Medidas vitais é uma publicação conjunta do UNICEF, OMS, UNESCO e FNUAP. 38

39 Informações Sobre Drogas e Seus Efeitos MACONHA Sinônimos: Hashish, bangh, ganja, diamba, marijuana, marihuana, THC (Tetrahidrocanabinol) Um Pouco de História A maconha é o nome dado aqui no Brasil a uma planta chamada cientificamente de Cannabis Sativa. Em outros países ela recebe diferentes nomes como os mencionados no título. Ela já era conhecida há pelo menos anos, sendo utilizada quer para fins medicinais quer para produzir risos. Talvez a primeira menção da maconha na nossa língua tem sido um escrito de onde está sendo dito no português daquela época: e já ouvi muitas mulheres que, quando ião ver algum homem, para estar choquareiras e graciosas a tomavão. Até o início do presente século, a maconha era considerada em vários países, inclusive no Brasil, como um medicamento útil para vários males. Mas também era já utilizada para fins não médicos por pessoas desejosas de sentir coisa diferente, ou mesmo utilizavam-na abusivamente. Conseqüência deste abuso, e de um certo exagero sobre os seus efeitos maléficos, a planta foi proibida praticamente em todo o mundo ocidental, nos últimos 50/60 anos. Mas atualmente graças às pesquisas recentes, a 39

40 maconha (ou substâncias dela extraídas) é reconhecida como medicamento em pelo menos duas condições clínicas: reduz ou abole as náuseas e vômitos produzidos por medicamentos anticâncer e tem efeito benéfico em alguns casos de epilepsia (doença que se caracteriza por convulsões ou ataques ). Entretanto, é bom lembrar que a maconha (ou substância extraída da planta), tem também efeitos indesejáveis que podem prejudicar uma pessoa. O THC (tetrahidrocanabinol) é uma substância química fabricada pela própria maconha, sendo a principal responsável pelos efeitos da planta. Assim, dependendo da quantidade de THC presente (o que pode variar de acordo com o solo, clima, estação do ano, época de colheita, tempo ocorrido entre a colheita e uso) a maconha pode ter potência diferente, isto é, produzir mais ou menos efeitos. Esta variação nos efeitos depende também da própria pessoa que fuma a planta: todos nós sabemos que há grande variação entre as pessoas; de fato, ninguém é igual a ninguém! Assim, a dose da maconha que é insuficiente para um pode produzir efeito nítido em outro até uma forte intoxicação num terceiro. Efeitos da Maconha Para bom entendimento é melhor dividir os efeitos que a maconha produz sobre o homem em físico (ação sobre o próprio corpo ou partes dele) e psíquicos (ação sobre a mente). Esses efeitos físicos e 40

41 psíquicos sofrerão mudanças de acordo com o tempo de uso que se considera, ou seja, os efeitos são agudos (isto é, quando decorre apenas algumas horas após fumar) e crônicos (conseqüências que aparecem após o uso continuado por semanas, ou meses ou mesmo anos). Os efeitos físicos agudos são muito poucos: os olhos ficam meios avermelhados, (o que em linguagem médica chama-se hiperemia das conjuntivas), a boca fica seca (e lá vai outra palavrinha médica antipática: xerostomia é o nome difícil que o médico dá para boca seca) e o coração dispara, de batimentos por minuto podendo chegar a ou até, mesmo mais (é o que o médico chama de taquicardia). Os efeitos psíquicos agudos dependerão da qualidade da maconha fumada e da sensibilidade de quem fuma. Para uma parte das pessoas os efeitos são uma sensação de bem-estar acompanhada de calma e relaxamento, sentir-se menos fatigado, vontade de rir (hilaridade). Para outras pessoas, os efeitos são mais para o lado desagradável: sentem angústia, ficam aturdidas, temerosas de perder o controle da cabeça, trêmulas, suando. É o que comumente chamam de má viagem ou bode. Há ainda evidente perturbação na capacidade da pessoa em calcular tempo e espaço e um prejuízo na memória e atenção. Assim 41

42 sob a ação da maconha a pessoa erra grosseiramente na discriminação do tempo tendo a sensação que se passaram horas quando na realidade foram alguns minutos, um túnel com 10 metros de comprimento pode parecer ter 50 ou 100 metros. Quanto aos efeitos na memória eles se manifestam principalmente na chamada memória a curto prazo, ou seja, aquela que nos é importante por alguns instantes. Dois exemplos verídicos auxiliam a entender este efeito: uma telefonista de PABX em um hotel (que ouvia um dado número pelo fone e no instante seguinte fazia uma ligação) quando sob ação da maconha não era mais capaz de lembrar-se do número que acabara de ouvir. O outro caso, um bancário que lia numa lista o número de documento que tinha que retirar de um arquivo; quando sob a ação da maconha já havia esquecido o número em frente ao arquivo. Pessoas sob esses efeitos não conseguem, ou melhor, não deveriam executar tarefas que dependem de atenção, bom senso e discernimento, pois correm o risco de prejudicar outros e/ou a si próprio. Como exemplo disso: dirigir carro, operar máquinas potencialmente perigosas. Aumentando-se a dose e/ou dependendo da sensibilidade, os efeitos psíquicos agudos podem chegar até a alteração mais evidentes, com predominância de delírios e alucinações. Delírio é 42

43 uma manifestação mental pela qual a pessoa faz um juízo errado do que vê ou ouve; por exemplo, sob ação da maconha uma pessoa ouve a sirene de uma ambulância e julga que é a polícia que vem prendê-la; ou vê duas pessoas conversando e pensa que ambas estão falando mal ou mesmo tramando um atentado contra ela. Em ambos os casos, esta mania de perseguição (delírios persecutórios) pode levar ao pânico e, conseqüentemente, a atitudes perigosas ( fugir pela janela, agredir as pessoas conversando em defesa antecipada contra a agressão que julga estar sendo tramada). Já a alucinação é uma percepção sem objeto, isto é, a pessoa pode ouvir a sirene da polícia ou vê duas pessoas conversando quando não existe quer a sirene quer as pessoas. As alucinações podem também ter fundo agradável ou terrificante. Os efeitos físicos crônicos da maconha já são de maior monta. De fato, com o continuar do uso, vários órgãos do nosso corpo são afetados. Os pulmões são um exemplo disso. Não é difícil imaginar como irão ficar estes órgãos quando passam a receber cronicamente uma fumação que é muito irritante, dado ser proveniente de um vegetal que nem chega a ser tratado como é o tabaco comum. Esta irritação constante leva a problemas respiratórios (bronquite), aliás, como ocorre também com o cigarro comum. Mas o pior é que a fumação de maconha contém alto teor de alcatrão (maior mesmo que na do cigarro comum) e nele existe uma substância chamada 43

44 benzopireno, conhecido agente cancerígeno. Ainda não está provado cientificamente que a pessoa que fuma maconha cronicamente está sujeita a contrair câncer dos pulmões com maior facilidade, mas os indícios em animais de laboratórios de que assim podem ser são cada vez mais fortes. Outro efeito físico adverso (indesejável) do uso crônico da maconha refere-se à testosterona. Este é o hormônio masculino, como tal confere ao homem maior quantidade de músculos, a voz mais grossa, a barba, também é responsável pela fabricação de espermatozóides pelos testículos. Já existem muitas provas que a maconha diminui em até 50-60% a quantidade de testosterona. Conseqüentemente o homem apresenta um número bem reduzido de espermatozóides no líquido espermático (medicamente está diminuição chama-se oligospermia) o que leva a uma infertilidade. Ou seja, o homem terá mais dificuldade de gerar filhos. Este é um efeito que desaparece quando a pessoa deixa de fumar a planta. É também importante dizer que o homem não fica impotente ou perde o desejo sexual, ele fica somente com esterilidade, isto é, fica incapacitado de engravidar sua companheira. Há ainda a considerar os efeitos psíquicos crônicos produzidos pela maconha. Sabe-se que o uso continuado da maconha interfere com a capacidade de aprendizagem e memorização e pode induzir um estado de amotinação, isto é, não sentir vontade de fazer mais 44

45 nada, pois tudo fica sem graça e importância. Este efeito crônico da maconha é chamado de síndrome amotivacional. Além disso, a maconha pode levar algumas pessoas a um estado de dependência, isto é, elas passam a organizar sua vida de maneira a facilitar o uso de maconha, sendo que tudo perde o seu real valor. Finalmente, há provas científicas de que se a pessoa tem uma doença psíquica qualquer, mas que ainda não está evidente (a pessoa consegue se controlar ) ou a doença já apareceu, mas está controlada com medicamentos adequados, a maconha piora o quadro. Ou faz surgir a doença, isto é, a pessoa não consegue mais se controlar ou neutraliza o efeito do medicamento passando a apresentar de novo os sintomas da doença. Este fato tem sido descrito com freqüência na doença mental chamada esquizofrenia. Em um levantamento feito entre os estudantes do 1º e 2º graus das 10 maiores cidades do país, em 1977, 7,6% declararam que já haviam experimentado a maconha e 1,7% declararam fazer uso de pelo menos seis vezes por mês. COCAÍNA Pasta de Coca, Crack, Merla Definição e Histórico A cocaína é uma substância natural, extraída das folhas de uma 45

46 planta que ocorre exclusivamente na América do Sul: a Erythroxylon coca, conhecida como coca ou epadú, este último nome dado pelos índios brasileiros. A cocaína pode chegar até o consumidor sob a forma de um sal, o cloridrato de cocaína, o pó, farinha, neve ou branquinha que é solúvel em água e, portanto, serve para ser aspirado ( cafungado ) ou dissolvido em água para uso endovenoso ( pelos canos ), ou sob a forma de uma base, o crack que é pouco solúvel em água, mas que se volatiliza quando aquecida e, portanto, é fumada em cachimbos. Também sob a forma base, a merla (mela, mel ou melado) preparada de forma diferente do crack, também é fumada. Enquanto o crack ganhou popularidade em São Paulo, Brasília foi a cidade vítima da merla. De fato, uma pesquisa recente mostra que mais de 50% dos usuários de drogas da nossa Capital Federal fazem uso de merla e apenas 2% de crack. Por apresentar um aspecto de pedra no caso do crack e pasta no caso da merla, não podendo ser transformado num pó fino, tanto o crack como a merla não podem ser aspirados como é o caso da cocaína pó ( farinha ), e por não serem solúveis em água também não podem ser injetados. Por outro lado, para passar do estado sólido ao de vapor quando aquecido, o crack necessita de uma temperatura relativamente baixa (95ºC) o mesmo ocorrendo com a merla, ao passo que o pó necessita de 195ºC, por esse motivo que 46

47 o crack e a merla podem ser fumados e o pó não. Há ainda a pasta de coca que é um produto grosseiro, obtido das primeiras fases de separação de cocaína das folhas da planta quando estas são tratadas com álcali, solvente orgânico como querosene ou gasolina e ácido sulfúrico. Esta pasta contém muitas impurezas tóxicas e é fumada em cigarros chamados basukos. Antes de se conhecer e de se isolar cocaína da planta, esta era muito usada sob forma de chá. Ainda hoje este chá é bastante comum em certos países como Peru e Bolívia, sendo que neste primeiro é permitido por lei, havendo até um órgão do governo o Instituo Peruano da Coca que controla a qualidade das folhas vendidas no comércio. Este chá é até servido aos hóspedes nos hotéis. Acontece que sob a forma de chá, pouca cocaína é extraída das folhas, além do mais, ingere-se (toma-se pela boca) o tal chá, sendo pouca cocaína absorvida pelos intestinos que começa a ser metabolizada pelo sangue e, indo ao fígado, é, em boa medida, destruída antes de chegar ao cérebro. Em outras palavras quando a planta é ingerida sob a forma de chá, muito pouca cocaína chega ao cérebro. Todo mundo comenta que vivemos hoje em dia uma epidemia de uso de cocaína, como se isto estivesse acontecendo pela primeira vez. Mesmo nos Estados Unidos onde sem dúvida houve uma 47

48 explosão de uso nestes últimos anos, já houve fenômeno semelhante no passado. E no Brasil também há cerca de anos utilizou-se aqui muita cocaína. Tanto que o jornal O Estado de São Paulo publicava esta notícia em 1914: há hoje em nossa cidade muitos filhos de famílias cujo grande prazer é tomar cocaína e deixar-se arrastar até aos declives mais perigosos deste vício. Quando atentam é tarde demais para um recuo. Efeitos no cérebro Tanto o crack como a merla também são cocaínas, portanto todos os efeitos provocados pela cocaína também ocorrem com o crack e a merla. Porém, a via de uso dessas duas formas (via pulmonar, já que ambos são fumados) faz toda a diferença do crack e da merla com o pó. Assim que o crack e a merla são fumados alcançam o pulmão, que é um órgão intensivamente vascularizado e com grande superfície, levando a uma absorção instantânea. Através do pulmão, cai quase imediatamente na circulação cerebral chegando rapidamente ao cérebro. Com isto, pela via pulmonar o crack e a merla encurtam o caminho para chegar no cérebro, aparecendo os efeitos da cocaína muito mais rápidos do que outras vias. Em 10 a 15 segundos os primeiros efeitos já ocorrem, enquanto que os efeitos após cheirar o pó acontecem após 10 a 15 minutos e após a injeção, em três a 48

49 cinco minutos. Essa característica faz do crack uma droga poderosa do ponto de vista do usuário, já que o prazer acontece quase que instantaneamente após uma pipada. Porém a duração dos efeitos do crack é muito rápida. Em média duram em torno de cinco minutos, enquanto que após injetar ou cheirar, em torno de 20 e 45 minutos, respectivamente. Essa pouca duração dos efeitos faz com que o usuário volte a utilizar a droga com mais freqüência que as outras vias (praticamente de cinco em cinco minutos) levando-o à dependência muito mais rapidamente que os usuários da cocaína por outras vias (nasal endovenosa). Logo após a pipada o usuário sente uma sensação de grande prazer, intensa euforia e poder. É tão agradável, que logo após o desaparecimento desse efeito (e isso ocorre muito rapidamente, em cinco minutos.), ele volta a usar a droga, fazendo isso inúmeras vezes até acabar todo o estoque que possui ou o dinheiro para conseguílo. A essa compulsão para utilizar a droga repetidamente, dá-se o nome popular de fissura que é uma vontade incontrolável de sentir os efeitos de prazer que a droga provoca. A fissura no caso do crack e merla é avassaladora, já que os efeitos da droga são muito rápidos e intensos. Além desse prazer indescritível, que muitos comparam a um orgasmo, o crack e a merla também provocam um estado de excitação, 49

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