EDUCAÇÃO SEXUAL NO SÉCULO XXI, UMA VERDADE OU AINDA UM TABU? RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA COM ADOLESCENTES EM ESCOLA PÚBLICA.

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1 EDUCAÇÃO SEXUAL NO SÉCULO XXI, UMA VERDADE OU AINDA UM TABU? RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA COM ADOLESCENTES EM ESCOLA PÚBLICA. Camila Simões Machado LOPES Programa de Mestrado em Ensino de Biologia da PUC Minas Mariana de Oliveira BARCELOS Programa de Mestrado em Ensino de Biologia da PUC Minas Tiziane Rogério MADUREIRA Programa de Mestrado em Ensino de Biologia da PUC Minas RESUMO: No Brasil existe cerca de 31 milhões de jovens na faixa etária de 16 a 24 anos, representando 18% da população total do país (IBGE, 2002). De acordo com o censo de 2009 em Belo Horizonte 89,1% dos escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental oriundos de escolas públicas, receberam orientação na escola sobre educação sexual. Contudo ainda se percebe um elevado número de casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e gravidez entre os adolescentes. Na contemporaneidade nos encontramos sob a égide da LDBEN, Leis9394/1996, materializada na Educação Básica através dos Parâmetros Curriculares Nacionais com reflexos na educação, sobretudo sobre o tema transversal em orientação sexual. Assim, neste trabalho analisamos como transcorre o ensino de Educação Sexual em uma escola pública, onde asseguramos ser essencial trabalhar com os discentes, compartilhando informações e reflexões, sendo o espaço escolar um vetor primordial da transformação social. PALAVRAS-CHAVE: Orientação Sexual; educação preventiva; PCN 1. Introdução Durante muito tempo falar sobre sexo era inviável, devido a tabus impostos pela sociedade que era tida como conservadora, isso fica evidente nos próprios livros escolares onde o assunto era praticamente inexistente até a década de 1960 quando ocorreu a revolução sexual, promovida principalmente pelos meios de comunicação nos quais abordam temas polêmicos sobre o assunto de forma explícita. Atualmente ainda existem vários tabus e mitos acerca do tema sexualidade, o que impede muitas vezes uma vida sexual satisfatória e principalmente saudável. O despreparo dos pais e mesmo a dificuldade em tratar do assunto com seus filhos, aumenta a responsabilidade da educação formal para tratar esta temática junto a estas crianças e adolescentes. As transformações físicas que ocorrem principalmente na puberdade podem gerar dúvidas e angustias se não forem respondidas e amenizadas com a discussão da sexualidade humana e suas múltiplas influências nas diferentes fases da nossa

2 vida, de forma que esta abordagem seja clara, trazendo informações essenciais para que os alunos tenham um aporte de informações necessárias para trabalhar sua sexualidade com responsabilidade. Na contemporaneidade nos encontramos sob a égide da Lei das Diretrizes Bases da Educação Nacional (LDBEN), Leis9394/1996, materializada na Educação Básica através dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), lançados durante o período entre 1997 e Esses documentos são orientadores na elaboração de projetos educativos e apresentam como objetivo estabelecer uma referência curricular nacional, assim apresentam reflexos na educação, sobretudo sobre o tema transversal em orientação sexual, sendo através desses parâmetros que o tema de educação sexual foi oficialmente inserido no currículo escolar nacional pela primeira vez. Dessa forma, os PCNs permitiram o atendimento às diretrizes da política educacional possibilitando harmonia das demandas atuais da sociedade com a escola tratando de questões da vida dos alunos com as quais se confrontam em seu dia - a - dia. As temáticas sociais vêm de fato sendo discutidas e incorporadas aos currículos e material didático das várias áreas do conhecimento, nessa perspectiva, o trabalho proposto foi motivado pela avaliação dos resultados das mudanças recomendadas pelo MEC através dos PCN transversal em educação sexual na prática escolar, pois acreditamos na importância da promoção de práticas educativas diferenciadas, dentro da escola se, mobilizando diversos recursos para aprimorar o processo ensino/aprendizagem. 2. Referencial teórico Os PCN surgiram da necessidade de se construir uma referência nacional para o ensino escolar, podendo ser debatido e traduzido em propostas curriculares estaduais, como também em projetos educativos nas escolas. Sua função é nortear e garantir a coerência dos investimentos no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações, buscando a renovação e reelaboração da proposta curricular, objetivando assim uma melhoria na qualidade da educação. A inserção dos temas transversais, sem abrir mão dos conteúdos curriculares tradicionais, é uma tentativa de influenciar o processo de transformação social. Mas, para tal a realidade escolar precisa passar por uma mudança de perspectiva, em que os conteúdos tradicionais deixam de ser encarados como fim da Educação e passam a ser meio para a construção da cidadania e de uma sociedade mais justa. (MORENO, 2001).

3 Nessa perspectiva, as problemáticas sociais em relação à ética, saúde, meio ambiente, pluralidade cultural, orientação sexual e trabalho e consumo são integradas nas propostas educacionais dos Parâmetros Curriculares Nacionais como Temas Transversais, ressaltando que estes temas não se constituem em novas áreas, mas num conjunto de temas que surgem transversalmente, permeando a compreensão das diferentes áreas do conhecimento. Esses temas tratam de processos vividos pela sociedade em geral por alunos e educadores, abordando questões em que cada um de nos é convocado a adotar uma postura no cotidiano, em casa, na escola, no trabalho ou na rua. Estes seis temas foram escolhidos devido os seguintes critérios: Urgência social: Esse critério indica a preocupação de eleger como Temas Transversais questões graves, que se apresentam como obstáculos para a concretização da plenitude da cidadania, afrontando a dignidade das pessoas e deteriorando sua qualidade de vida. Abrangência nacional: Por ser um parâmetro nacional, a eleição dos temas buscou contemplar questões que, em maior ou menor medida e mesmo de formas diversas, fossem pertinentes a todo o país. Isso não exclui a possibilidade e a necessidade de que as redes estaduais e municipais, e mesmo as escolas, acrescentem outros temas relevantes à sua realidade. Possibilidade de ensino e aprendizagem no ensino fundamental: Esse critério norteou a escolha de temas ao alcance da aprendizagem nessa etapa da escolaridade. A experiência pedagógica brasileira, ainda que de modo não uniforme, indica essa possibilidade, em especial no que se refere à Educação para a Saúde, Educação Ambiental e Orientação Sexual, já desenvolvida em muitas escolas. Favorecer a compreensão da realidade e a participação social: A finalidade última dos Temas Transversais se expressa neste critério: que os alunos possam desenvolver a capacidade de posicionar-se frente às questões que interferem na vida coletiva, superar a indiferença, intervir de forma responsável. Assim os temas eleitos, em seu conjunto, devem possibilitar uma visão ampla e consistente da realidade brasileira e sua inserção no mundo, além de desenvolver um trabalho educativo que possibilite uma participação social dos alunos. (BRASIL, 1998) Assim, os conteúdos podem ser abordados em qualquer ciclo, variando apenas o grau de profundidade e abrangência com que serão trabalhados. O tema de nosso interesse é a Orientação Sexual, conforme Chiland (2005, p. 151) O Sexo é o primeiro motor, ele está na origem do nascimento de um novo ser humano e gostamos de nos pensar como o fruto do amor, do encontro de dois seres humanos mais que de duas células. Dessa forma podemos verificar uma abordagem positiva sobre orientação sexual e de acordo como os PCNs esse tema transversal busca considerar a sexualidade como algo inerente a vida e à saúde, expressada desde cedo no ser humano, assim também considera Goldberg: Educação sexual como um caminho para preparar o educando para viver a sexualidade de forma positiva, saudável e feliz e, sobretudo, para formá-lo como cidadão consciente, crítico e engajado nas transformações de todas as questões sociais, ligadas direta ou indiretamente à sexualidade. (GOLDBERG, 1988, p.155).

4 Uma das demandas da abordagem desse tema transversal vem dos próprios familiares dos alunos onde os pais reivindicam a orientação sexual nas escolas, pois reconhecem não só a sua importância para crianças e jovens, como também a dificuldade de falar abertamente sobre o assunto em casa (BRASIL, 2000, pg. 77). Além desse tema esta relacionado à saúde pública, pois, a conduta sexual dos adolescentes e da população em geral tornou-se objeto de análise e de diferentes intervenções políticas governamentais, na medida em que diz respeito à saúde individual e coletiva, ao controle da natalidade, ao crescimento demográfico, à vitalidade das descendências e da espécie. No Brasil existe cerca de 31 milhões de jovens na faixa etária de 16 a 24 anos, representando 18% da população total do país (IBGE, 2002). Conforme com o censo de 2009 em Belo Horizonte 89,1% dos escolares frequentando o 9º ano do ensino fundamental oriundos de escolas públicas, receberam orientação na escola sobre educação sexual. Contudo ainda se percebe um elevado número de casos de DSTs, gravidez entre os adolescentes dentre outros problemas. De acordo com Suplicy (1984) a educação sexual sempre acontece nas escolas, através das portas, nos banheiros, no grafite, na pornografia e através de atitudes de professores que não tem o menor preparo para lidar com esse tipo de solicitação. Pode-se perceber que ainda está ocorrendo falhas no processo ensino/aprendizado desse tema. Uma das dificuldades nessa abordagem consiste, na confusão que se dá, classificando como sendo sinônimos os termos sexo e sexualidade, sendo preciso inicialmente ter clareza sobre o significado destas duas expressões. Figueiró (2003) nos lembra que sexo está relacionado diretamente ao ato sexual e à satisfação da necessidade biológica de obter prazer sexual que todo ser humano traz consigo desde que nasce e sexualidade, inclui o sexo, a afetividade, o carinho, o prazer, o amor ou o sentimento mútuo de bem querer, os gestos, a comunicação, o toque, a intimidade, os valores e as normas morais que cada cultura elabora sobre o comportamento sexual. Para Brasil (2000), sexualidade é expressão cultural, cuja proposta de orientação sexual considera a sexualidade nas suas dimensões sociocultural, psíquica e biológica. Chiland (2005) afirma que o sexo conduz o mundo: ele invadiu os jornais, as rádios, as telas de televisão e o planeta Internet, logo é imprescindível que ele invada as salas de aula de modo a romper com idéias distorcidas, tabus, preconceitos e estereótipos que vão se incorporando à educação sexual, e ao tratar desta temática busca-se a superação dessas idéias deturpadas sobre a sexualidade, contudo, mesmo estando no século XXI os adultos incluindo

5 muitos educadores ainda demonstram dificuldade em abordar a educação sexual. Assim, Foucault assegura: Cumpre falar do sexo como de uma coisa que não se deve simplesmente condenar ou tolerar, mas gerir, inserir em sistemas de utilidade, regular para o bem de todos, fazer funcionar segundo um padrão ótimo. O sexo não se julga apenas, administra-se. (FOUCAULT, 1997, p.27). Saito e Leal (2000) nos lembram que o exercício da sexualidade na adolescência poderá constituir risco de grau variável para comprometimento do projeto de vida, basta lembrar as consequências que pode levar uma vivência irresponsável desta sexualidade como por exemplo, contrair Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) ou outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Nesse contexto, percebe-se que a falta de uma orientação adequada permite que a criança e o adolescente fiquem mais expostos a violência sexual, sendo alvos mais fáceis de abuso sexual e em muitos dos casos pelo assunto ainda ser um tabu as vítimas ficam acuadas em denunciar, não sabendo como reagir e permanecem em silêncio, o que leva a reincidência da ocorrência. Neste sentido, Brasil (2000) nos afirma: O trabalho de Orientação Sexual também contribui para a prevenção de problemas graves como o abuso sexual e a gravidez indesejada. As informações corretas aliadas ao trabalho de autoconhecimento e de reflexão sobre a própria sexualidade ampliam a consciência sobre os cuidados necessários para a prevenção desses problemas. (BRASIL, 2000, pag. 79) O abuso sexual pode ser prevenido se as crianças forem capazes de reconhecer o comportamento inapropriado do adulto, reagir rapidamente, deixar a situação e relatar para alguém o ocorrido. (BRINO; WILLIAMS, 2008). O conhecimento também colabora para que as crianças e adolescentes tenham um comportamento sexual mais saudável, não se deixando levar por chantagens de amigos e parceiros como chacota em relação à perda ou não da virgindade ou em alguns casos como prova de confiança, ou de amor feita por namorados, além do modismo, pois o que é exposto principalmente na mídia como sexo sendo algo totalmente liberal, atualmente acaba fazendo que alguns preceitos caiam por terra. Em depoimento para o Ministério da Saúde Mamud (2009) afirmou: As pessoas não estão mais se cuidando. Conversar com jovens, principalmente heteros é convite para sair com a impressão de que AIDS é coisa do passado. O uso e os efeitos paliativos do Coquetel deveriam ser mais propagandeados. Não é só falar do uso da camisinha. Falar de fidelidade (o que tenho visto muito em programas de tv) como forma de proteção, então, é surreal! Jovem hoje, com um mês junto coloca aliança e acredita que tá séria a relação. Está faltando trabalho com a população em geral. (MAMUD, 2009)

6 Segundo dados do Ministério da Saúde o Brasil tem uma epidemia concentrada, com taxa de prevalência da infecção pelo HIV de 0,6% na população de 15 a 49 anos, reiterando a importância da abordagem sobre DSTs com adolescentes, para prevenir futuras contaminações. Dessa forma a falta de informação faz com que os jovens se tornem mais vulneráveis, o que possibilita uma maior exposição, por exemplo, em brincadeiras como a que transitou na mídia nos últimos meses sobre o uso das pulseiras do sexo, onde os participantes usavam pulseiras de silicone coloridas, sendo que cada cor tinha uma representatividade que variavam desde beijo até transas e a pessoa que arrebentasse a pulseira de outra teria direito a um favor sexual pertinente a cor da pulseira arrebentada, essa brincadeira ocasionou casos de estupro e morte de adolescentes. Nesse âmbito, Tonatto e Sapiro afirmam: Os adolescentes se comportam e relacionam de forma a buscar reconhecer-se e serem reconhecidos a partir de uma posição sexuada. Sendo assim, jogos de sedução são colocados em prática de inúmeras formas o tempo todo, o ficar é privilegiado e, mesmo no que se refere às amizades, o toque (seja através de abraços entre as meninas ou tapas entre os meninos) assume grande importância nas relações cotidianas. Nas falas dos adolescentes, de inúmeras formas, a sexualidade aparece como uma questão primordial, mas algumas vezes é visível a dificuldade que eles apresentam de se expressar com relação a esse assunto. Sendo assim, artifícios como as brincadeiras e as piadinhas são utilizados no intuito de chamar a atenção para a sexualidade que aflora em seus corpos e almas. (TONATTO; SAPIRO, 2002) Considerando esta abordagem, Brasil (2000) reitera que a implantação de Orientação Sexual nas escolas contribui para o bem-estar das crianças e adolescentes na vivência de sua sexualidade atual e futura. Assim, se faz necessário perfazer um ensino com a participação ativa de um público bem informado priorizando as necessidades da população e a elas respondendo. 3. Objetivo Mensurar os resultados da orientação sexual ao longo do ensino fundamental, através do estudo de caso com análise do aprendizado de alunos do último ano do ensino fundamental. Elaboração e aplicação de uma sequência metodológica referente ao tema. 4. Metodologia

7 O trabalho foi realizado na Escola Estadual Professor Pedro Aleixo, situada na Avenida Bandeirantes, nº 2.300, Bairro Serra, em Belo Horizonte, Minas Gerais e contou com a participação de 108 alunos, do 9º ano, antiga 8ª série, por ser a última série do ensino fundamental, sendo, portanto desejável que esses alunos já tivessem vivenciado pelo menos uma aula sobre educação sexual. Como o conteúdo abordado no 9º ano é comumente referente aos conteúdos de física e química o trabalho iniciou com um texto relacionando a química e o amor. Em seguida os alunos foram convidados a responder um questionário semi-estruturado para verificar as informações que os educandos tinham sobre o tema abordado. Ao todo foi obtido 77 questionários respondidos. Após ponderar as respostas dos alunos foi elaborada uma aula expositiva e uma dinâmica para orientar os educandos sobre as dúvidas remanescentes. 5. Desenvolvimento No primeiro momento foi discutido o texto A Química do Amor - Líria Alves, no qual explica o que ocorre no corpo do ser humano quando se está apaixonado, esse texto possibilitou a partir do conteúdo de química que estava sendo abordado, introduzir o tema transversal em orientação sexual. Após debater o texto proposto, os alunos responderam questões relacionadas a doenças sexualmente transmissíveis, sexo seguro e contraceptivos. Alguns alunos formularam outras questões e acrescentaram no questionário para serem esclarecidas as dúvidas. A partir da análise das respostas dos alunos foi elaborado uma aula expositiva onde foi ministrado o conteúdo de orientação sexual com enfoque nas principais doenças sexualmente transmissíveis, contraceptivos e sexo seguro. Essas temáticas também fizeram parte da avaliação bimestral, assim como os demais conteúdos abordados. 6. Analise do questionário Para a questão Quem deve usar métodos contraceptivos?, obtivemos as seguintes respostas: 52% O Homem e a Mulher 8% Todas as pessoas com vida sexual ativa 14% O Homem 25% A mulher

8 1% Não soube responder Esta pergunta foi colocada para checar como os alunos percebem o uso de métodos contraceptivos em relação aos dois gêneros (masculino e feminino), além disso, era esperado que eles respondessem demonstrando também uma noção sobre a responsabilidade do seu corpo e do parceiro independente se o parceiro (a) ser fixo ou não. Com a análise das respostas percebemos um dado que não era esperado, onde muitos alunos, tanto meninos quanto meninas demonstraram uma visão machista sobre sexo, isso fica claro com a percentagem de respostas remetendo somente as mulheres como responsável por usar contraceptivos superando em número maior que o dobro ao dos que responderam somente os homens, os alunos escreveram alguns comentários como: A mulher que usa o método contraceptivo, porque é mais seguro para elas, como se os meninos não tivessem responsabilidade no caso de uma gravidez, dessa forma ficou evidente que, para muitos alunos a mulher deve prevenir contra a gravidez como se fosse exclusiva a preocupação delas com esta questão. Já quando se fala em prevensão de DSTs as respostas já incluem os homens, esse dado fica claro na seguinte resposta dada por um dos alunos: Os dois, a mulher o anticoncepcional para não engravidar e o homem usa a camisinha para não pegar doenças. É como se para este aluno o homem não precisasse se preocupar em nada com a gravidez e a mulher não deve ter o menor cuidado contra DSTs. Em relação a AIDS, números do Governo Federal apontam que em 1985, havia 15 casos da doença em homens para 1 em mulher e que no ano de 2007 a relação é de 1,5 para 1. Esses dados corroboram com a falta de prevenção da mulher em relação as DSTs. Na questão proposta A garota pode engravidar na primeira transa?, dos alunos que responderam 95% acertaram e apenas 5% acreditam que as garotas não podem engravidar na primeira transa. Esta pergunta teve como objetivo verificar se os educandos viam a necessidade de usar métodos contraceptivos na primeira transa. Em relação a esta questão, percebemos que há conhecimento por parte dos alunos devido experiências vivenciadas por conhecidos deles, assim é importante enfatizar o papel do ensino de forma que essa informação seja empregado na prática para evitar possíveis consequências indesejadas. Na questão: Sexo oral é sexo seguro?, foi obtido as seguintes respostas: 78% não 12% sim 1% não para as mulheres

9 9% talvez Nessa questão também ficou evidente manifestações de machismo como a referida por um dos alunos as mulheres podem pegar DSTs com o sexo oral, tais respostas demonstram a ausência do gênero masculino como possível vítima de DSTs. E embora 12% dos alunos consideram sexo oral seguro alguns desses referem-se à segurança no ponto de vista a dados como a aparência das pessoas e não ao uso de preservativos, isso fica evidente por exemplo na resposta Na maioria das vezes é seguro,depende das pessoas. Apesar da maioria dos discentes considerarem como não sendo o sexo oral seguro, houve demonstração de dúvidas sobre o assunto, como: Não, pois sexo oral não se usa camisinha e se pode pegar doença pela boca. Outra questão abordada no questionário foi: Lavar a vagina com um jato d água depois do sexo previne a gravidez?. Nessa questão, 7% responderam sim, mostrando total desconhecimento sobre a prevenção de uma gravidez, outros 7 % não souberam responder e 86% consideram que não adianta lavar a vagina com um jato d água para prevenir a gravidez. Uma colocação que merece destaque foi Não. Somente os anticoncepcionais previnem a gravidez mostrando que para este aluno o uso de outros métodos contraceptivos não funcionam. Outro comentário a essa questão foi Não, ao contrário ela pode se machucar, o aluno aqui considera corretamente que o uso deste jato não adianta em nada para prevenir a gravidez. Também vale ressaltar a resposta Não, porque espermas andam, demonstrando total falta de informação sobre a constituição do esperma, e como se o esperma nadasse poderia sim engravidar caso jogasse o jato de água. Já na questão: Você pode pegar DST nadando na mesma piscina que alguém contaminado?, a maioria dos alunos (58%) consideraram que não há problema algum em nadar com pessoas que possuem alguma DSTs, e como o próprio nome já diz, são doenças sexualmente transmissíveis, não sendo veiculadas pela água. Dos que consideram que pela piscina pode haver alguma contaminação (31%), 2 alunos relacionaram esta contaminação pela presença de algum machucado ou pelo ato de urinar, como podemos ver nas respostas transcritas abaixo: Se a pessoa estiver machucada ou algum ferimento pode. Pode, se ele estiver feito xixi dentro da água acontece de você sair contaminado. Ainda referente a esta questão 8% responderam que depende desses houve duas respostas das quais nos chamaram a atenção: Depende da piscina. Se a pessoa estiver machucada ou coisa assim ai corre o risco de ser contaminada.

10 Do total de alunos, 3% não souberam responder esta questão. Referente a pergunta: Se você urinar depois de transar diminui o risco de pegar DST? Por quê?, os alunos responderam: 14% Sim 78% Não 8%Não sei Dos 78% que responderam não, e estavam certos, foram selecionadas algumas respostas colocadas pelos alunos para analisarmos. Não porque a DST já penetrou na mulher. Neste caso, este aluno só considera a mulher com pré disposição a contrair a doença, ou seja, ainda que a mulher seja portadora de DST não iria transmitir a seu parceiro. Em relação aos alunos que consideram as DSTs apenas vindas de um reino, encontramos casos onde foi considerado exclusivamente as bactérias sendo DSTs, como no caso, Não. Porque a bactéria já entrou no organismo. E casos que consideram sendo apenas decorrentes de vírus, identificados em respostas como: Não, porque o vírus não morre com a urina. Neste comentário foi considerado que tanto no caso da mulher quanto do homem, eles possuem sistema urinário e reprodutor com órgãos em comum. Na descrição Claro que não, pois o vírus já está no estômago, também podemos perceber ausência de conhecimento em relação ao próprio corpo. Das 14% respostas positivas, merecem destaque as seguintes transcrições: Sim, porque se tiver alguma coisa lá dentro sai. Sim, porque quando você urina é bem capaz de sair o vírus da doença. Sim, porque a urina é ácida. Novamente os alunos consideram o sistema urinário e reprodutor masculino e feminino como órgãos comum e mais do que isso, se urinar, o líquido poderia levar tudo embora. Na segunda transcrição também foi considerado somente os vírus como transmissores de DSTs. Na terceira frase foi mencionado que a acidez da urina seria capaz de matar todo organismo que pode causar uma DSTs, demonstrando que o organismo patogênico fica no canal da urina, não invadindo outro tecido. Na afirmativa Sim, porque você vai eliminar o liquido que se chama sêmen., podese perceber que a mulher que vai urinar. Nessa afirmativa fica evidente que foi considerado o sistema reprodutor e urinário apresentando caminhos em comum, além disto, o organismo patogênico fica restrito ao sêmen, não contaminando outro tecido.

11 Além das inferências impostas no questionário, os alunos fizeram questionamentos tais como possíveis alterações no corpo da menina depois da perda da virgindade e a eficácia do uso de viagras naturais tal como o amendoim. Diante dessa demanda por informações foi elaborado uma aula expositiva e uma dinâmica interativa, tais atividades foram fundamentadas na realidade dos alunos, sendo abordado os principais mitos sobre sexo e esclarecendo as dúvidas remanescentes dos alunos. 7. Considerações Finais Embora muitas respostas tenham sido corretas, alguns comentários demonstram que há um desconhecimento pelo assunto sendo provável que muitas das respostas embora corretas advenham de um raciocínio errado. Assim, ficou notável que ainda ocorrem falhas no ensino de educação sexual, e essas lacunas deixadas pelo processo ensino/aprendizagem contribui para que a criança e o adolescente fiquem mais vulneráveis a acidentes como a contaminação por doenças sexualmente transmissível, a gravidez indesejada, ao abuso sexual ou ainda a fatores como a timidez e à culpa, que podem comprometer seriamente suas relações sociais no decorrer da vida. É necessário que as crianças e os adolescentes tenham um conhecimento crítico sobre o tema para que possam ponderar decisões e fazer escolhas adequadas e conscientes em relação a sua sexualidade. Brasil (2000) nos lembra que a educação sexual é construída em longo prazo o que requer mudança de postura de professores e familiares para que a cultura enraizada em tabus e crenças sofra mudanças mais consistentes e duradouras na vida sexual dos alunos. Nessa perspectiva, convocada a atuar diante de questões sociais configuradas como problemas reprodutivos, epidemiológicos e demográficos, a escola é mobilizada no sentido de abordar temáticas relevantes, como no caso proposto, onde muitas vezes não é abordada pela família. Esta carência de informações tem de ser diminuída com um reforço de informações junto aos adolescentes, para que estes pratiquem sua sexualidade com mais responsabilidade. Além disto, esta temática deve ser abordada em todos os conteúdos uma vez que é um tema relacionado à saúde pública e considerado um tema transversal de acordo com os PCNs, onde a abordagem interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar reforçam a importância da temática.

12 Referências ALVES, L. A química do Amor. Equipe Brasil Escola. Disponível em <http://www.brasilescola.com>. Acesso em: 04 fevereiro de BUSQUETS, M. D.; MORENO, M. et. al. Temas transversais em educação: bases para uma formação integral. 6ª ed. São Paulo: Editora Ática, BRINO, R. F.;WILLIAMS, L. C. A (2008). Professores como agentes de prevenção do abuso sexual infantil. Educação e Realidade, 33 (2), CHILAND, C. O sexo conduz o mundo. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, p. ISBN FIGUEIRO, M. N. D. Educação sexual: como ensinar no espaço da escola. Disponível em: <http://www.periodicos.udesc.br/index.php/linhas/article/viewfile/1323/1132> Acesso em: 03 março FOUCAULT, M. A história da sexualidade :A vontade de saber. 12ª ed.,rio de Janeiro, Graal, 1997, p.27. [Trad.: Maria Thereza da Costa Albuquerque e J.A. Guilhon Albuquerque.] FUNDAÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar Disponível em <http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/pense/default.shtm> Acesso em 22 março GOLDBERG, M. A. A. Educação sexual: uma proposta, um desafio. 4.ed. São Paulo: Cortez, MAMUD, M. Viver com Aids é possível. Com o preconceito não. Campanha do Ministério da Saúde Disponível em Acesso em 7 fev MINISTÉRIO DA SAÚDE. Aids no Brasil. Disponível em Acesso em 18 de fevereiro de MORENO, M. Temas Transversais: um ensino voltado para o futuro. In: Parâmetros Curriculares Nacionais: Pluralidade Cultural: Orientação Sexual / Secretaria de Educação Fundamental. 2.ed. Rio de Janeiro: DP&A Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro102.pdf> Acesso em: 07 março TONATTO, S; SAPIRO, C.M. Os novos parâmetros curriculares das escolas Brasileiras e educação sexual: uma proposta de intervenção em ciências. Psicologia & Sociedade; 14 (2): jul./dez.2002, SAITO, M. I.; LEAL, M. M. Educação sexual na escola. Disponível em: <http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/451.pdf > Acesso em: 17 abril SUPLICY, M. Conversando sobre sexo. 9. ed. Petrópolis: Ed. do Autor, p.

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