A DEFICIÊNCIA MENTAL NA SALA DE AULA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A DEFICIÊNCIA MENTAL NA SALA DE AULA"

Transcrição

1 A DEFICIÊNCIA MENTAL NA SALA DE AULA Elaine Gai Torres 1 RESUMO A compreensão das diferenças dentro do ambiente escolar, bem como suas práticas de inclusão quanto à aceitação das crianças com deficiência e a preparação do professor para recebê-las constituem as duas faces que envolvem a educação inclusiva. Com este artigo, pretende-se contextualizar historicamente de forma mais pontual a deficiência e suas causas, como também as medidas governamentais que buscam viabilizar tal inclusão e os desafios que permeiam a atividade da escola e do profissional docente. Palavras-chaves: Deficiência; Inclusão; Professor. 1 INTRODUÇÃO Ao olhar o mundo contemporâneo, percebe-se nas ruas e locais públicos mais pessoas com deficiências pelas ruas. Todo esse processo não acontece por acaso, mas se engendra a partir do próprio corpo social a se movimentar em prol dessas pessoas, e apesar de acontecer muito lentamente, vai gradualmente ganhando destaque e ocupando seu lugar no cenário social, nos âmbitos onde os portadores de necessidades especiais se encontram presentes, uns com mais visibilidade, outros com menos, mas crescendo paulatinamente em inúmeras práticas inclusivas. Muitos movimentos acontecem a partir dos próprios deficientes e de seus familiares, que cansados de ficar à margem em função da dificuldade que enfrentam, decidem colocar à mostra o seu sofrimento, enfrentando também o estigma que a deficiência carrega. Ao longo dos tempos, diversos mitos foram sendo criados pelo homem, dificultando a essas pessoas o desenvolvimento de atividades compatíveis com o seu grau de deficiência, tais como a de que todo surdo é mudo, cego tem habilidades superiores com a música, que a deficiência tem sempre uma causa genética, que existem remédios milagrosos para a cura de deficiências, ou sobre a infantilização dos deficientes, e um dos mais graves, que todo deficiente mental é dependente. Neste artigo, a proposta é situar brevemente a história da deficiência no Brasil, sua evolução, mostrando os mecanismos de inclusão criados pelos órgãos públicos para permitir o acesso destas pessoas à educação formal da mesma forma que os demais, bem como a postura da instituição escolar e do professor diante desta nova realidade que se impõe, procurando, pelo esclarecimento, desfazer mitos e preconceitos. 1 Graduação em Letras, Especialização em Educação e Gestão Ambiental. Apresentação em 10/07/2007.

2 2 O HISTÓRICO DA DEFICIÊNCIA. Breve contextualização. As deficiências não são um produto da era moderna, pois delas se encontram registros desde a préhistória pelos achados antropológicos de pinturas retratando pessoas com deformidades como parte de sua vida cotidiana (SILVA, 1986 apud WALBER E SILVA, 2006, p. 30). Na Grécia Antiga, onde a valorização do corpo e sua perfeição era um ideal a ser seguido e o defeito um pecado a ser eliminado, jogavam-se as pessoas do alto das montanhas, inclusive bebês, findando-se esta prática com a ascensão do cristianismo por volta do século IV: O Estado tinha o direito de não permitir cidadãos disformes ou monstruosos e, assim sendo, ordenava ao pai que matasse o filho que nascesse nessas condições (AMARAL, 1995, p.43). Na Idade Média, crendices, bruxarias e misticismos eram características atribuídas aos deficientes, os quais eram relacionados com o pecado e as transgressões morais e sociais, e por isso, isolados em asilos e hospitais pelo temor da contaminação. Prática comum também eram os apedrejamentos ou a morte nas fogueiras da Inquisição por se acreditarem tais pessoas como possuídas pelo demônio, situação que persistiu até o século XVI, onde as crianças com deficiência mental grave eram consideradas seres do demônio, conforme aponta Silva (1986, p.211): [...] o demônio possui esses retardados e fica onde suas almas deveriam estar. Com a Revolução Francesa e os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade que ela proclama, instituições religiosas e de assistência tomam a si a tarefa de cuidar dessas pessoas. Contudo, mais tarde a idéia de reproduzir uma raça perfeita introduzida pelo nazismo de Hitler representou, no início do século XX, uma das mais brutais práticas de exclusão a que o mundo já assistiu. Assim é que após a segunda guerra mundial os direitos humanos começam a ser mais fortemente anunciados pelo mundo, conclamando o respeito às diferenças, assegurando a justiça social e a solidariedade através da criação de organismos como a ONU Organização das Nações Unidas, a UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a OMS - Organização Mundial da Saúde, entre outros. Este conjunto de medidas que hoje se vê com o cuidado e a assistência às pessoas com deficiências representa, na verdade, uma constituição sócio-histórica, sobre os diferentes modos, em diferentes épocas, pelos quais a sociedade produziu, reproduziu e excluiu o diferente. Para Mazzota (1993, p. 14), as atitudes de marginalização, assistencialismo e educação/reabilitação marcaram este tema no que se refere ao tratamento dado às pessoas com deficiência. Para ele, a marginalização se caracteriza pela descrença sobre a possibilidade de mudanças dessas pessoas, produzindo a omissão social que deveria reorganizar os serviços a essa parcela da população. Impregnado pelo sentido da filantropia paternalista e humanitária, o assistencialismo apenas reforça a descrença institucionalizada. A última atitude, de educação/reabilitação, é a que crê na capacidade de mudar o destino das pessoas portadoras de necessidades especiais, cujas ações se voltam à organização de serviços educacionais. A esse respeito, completa Baptista (2003, p. 47):

3 [...] entender que as diferentes categorias de identificação dos sujeitos são uma construção recente, pois, até o final do século XIX, o termo idiota referia-se a sujeitos que posteriormente passaram a ser identificados como deficientes mentais, psicóticos, autistas. Dois aspectos eram organizadores do conhecimento presumido sobre esses sujeitos: a predominância de fatores orgânicos na etiologia de suas limitações (ou de seu quadro patológico) e a crença na imutabilidade do perfil apresentado. A condição de idiotia era associada à ausência de crença na educabilidade do sujeito. 2.1 O Que é Deficiência Mental? Quais Suas Causas? O Ministério da Saúde, o DSM IV - Manual de Diagnóstico e Estatístico das Perturbações Mentais e a AAMR, Associação Americana de Deficiência Mental, encontram consenso quanto à definição de deficiência mental, entendendo-a como o: [...] funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: comunicação, cuidado pessoal, habilidades sociais, utilização dos recursos comunitários (redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004), saúde e segurança, habilidades acadêmicas, lazer, trabalho e a deficiência múltipla associação de duas ou mais deficiências. 2 Enquanto que antigamente os valores considerados para determinar o grau de retardo era o QI de uma pessoa, um entendimento mais atual prefere antes avaliar os prejuízos no funcionamento adaptativo que esta pessoa apresenta, ou seja, como resolve seus problemas cotidianos com relativa independência pessoal (compatível com a faixa etária) a partir do contexto onde ela se insere. Fatores como educação, treinamento, motivação, personalidade, oportunidades sociais e acesso médico em termos mais gerais são considerados como passíveis de influenciar inlcusive no modo pelo qual a pessoa se adapta a sua necessidade específica. Quanto à classificação, existem diversos critérios pelos quais se pode inferir o grau de deficiência que a pessoa exibe. Um deles baseia-se na intensidade dos apoios necessários e pode ser intermitente de alta ou baixa intensidade (episódico), limitado (apoio intensivo por tempo determinado), extenso (regular em pelo menos uma área familiar, social ou profissional) e generalizado (apoio constante e intenso em diferentes áreas de atividade). Um outro modelo fundamentado também na capacidade funcional e adaptativa do deficiente apresenta-se como dependentes: são mais graves e exigem atendimento institucional; treináveis: quando em classes especiais desenvolvem várias habilidades; educáveis: inteligência limítrofe ou lenta e se em classes comuns devem receber acompanhamento psicopedagógico especial. Quanto às causas que determinam essas deficiências, elas podem ter várias origens e aqui se faz uma resumida exposição, a fim de permitir que se conheça um pouco de sua etiologia, sendo que em muitos casos, mesmo com o uso de sofisticados recursos, não se chega a tal dado. 2 Deficiência Mental. Ministério da Saúde. Disponível em: < http: // / portal/ saude/ cidadao /visualizar_texto. cfm? idtxt=23423>.

4 No primeiro grupo, têm-se as causas pré-natais, que são aquelas a incidir desde o momento da concepção até os momentos inciais do trabalho de parto e podem envolver desnutrição materna; má assistência à gestante; doenças infecciosas como sífilis, rubéola, toxoplasmose, alcoolismo, fumo, drogas, efeitos colaterais de medicamentos, poluição ambiental; fatores genéticos como alterações cromossômicas (síndrome de Down, de Matin Bell); alterações gênicas (fenilcetonúria, síndrome de Willians, esclerose tuberosa, etc.). Entre as causas peri-natais incluem-se as de incidência a partir do início do trabalho de parto até o primeiro mês de vida do bebê, e podem decorrer de má assistência ao parto ou traumas, oxigenação cerebral insuficiente, nascimento prematuro ou de baixo peso e icterícia. O terceiro grupo tem como faixa de incidência o final do primeiro mês de vida até a fase final da adolescência, identificados como as causas pósnatais, e podem ocorrer em função de desnutrição, desidratação grave, falta de estimulação global, infecções como meningoencefalites, sarampo, etc, envenamento, acidentes ou infestações (larva da Taenia Solium) 3. Não obstante a observação de todos estes dados, é preciso ter presente que atrasos no desenvolvimento neuro-psicomotor ou no aprendizado não podem, sozinhos, ser diagnosticados como deficiência e quando há esta suspeita, é preciso que se considerem vários sinais combinados para sua efetiva configuração, preferencialmente por uma equipe multidisciplinar. 3 AS PRÁTICAS DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL No que se refere à educação inclusiva e aos direitos dos deficientes, o Brasil possui uma das mais modernas legislações do mundo, a começar pela Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 5º estabelece que: Todos são iguais perante a Lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade [...] (OLIVEIRA, 1988, p. 5). Em seu artigo 208, III, estabelece igualmente como dever do Estado dar atendimento educacional especializado às pessoas portadoras de deficiências, preferentemente na rede regular de ensino (OLIVEIRA, 1988, p. 95). A lei 7.853/89, tratando da questão educativa em seu artigo 2º, parágrafo único, inciso I, prevê que os órgãos da administração direta e indireta devem incluir no sistema educacional: [...] a) Educação Especial como modalidade educativa que abranja a educação precoce, a préescolar, as de 1º e 2º graus, a supletiva, a habilitação e reabilitação profissionais, com currículos, etapas e exigências de diplomação próprios; b) a inserção, no referido sistema educacional, das escolas especiais, privadas e públicas; c) a oferta, obrigatória e gratuita, da Educação Especial em estabelecimento público de ensino; d) o oferecimento obrigatório de programas de Educação 3 BALLONE, G. J. Deficiência Mental. Disponível em: < sites.uol.com.br/ gballone/ infantil/ dm1.html>.

5 Especial a nível pré-escolar, em unidades hospitalares e congêneres nas quais estejam internados, por prazo igual ou superior a 1 (um) ano, educandos portadores de deficiência; e) o acesso de alunos portadores de deficiência aos benefícios conferidos aos demais educandos, inclusive material/merenda escolar e bolsas de estudo; f) a matrícula compulsória em cursos regulares de estabelecimentos públicos e particulares de pessoas portadoras de deficiência capazes de se integrarem no sistema regular de ensino. 4 Bem antes disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em sua lei nº 4.024/61, nos artigos 88 e 89, já garantia às pessoas deficientes o direito à educação. Uma complementação à referida lei, a de nº 5.692/71, trouxe, em seu capítulo I Do ensino de 1º e 2º Graus: Art. 9º - Os alunos que apresentam deficiências físicas ou mentais, os que se encontram em atraso considerável quanto à idade regular de matrícula e os superdotados deverão receber tratamento especial, de acordo com as normas fixadas pelos competentes Conselhos de Educação (CARVALHO, 1997, p. 66). No entanto, em 1954, no estado catarinense, as idéias de uma educação voltada às necessidades especiais já começavam a organizar-se com a visita do técnico de educação do Ministério da Educação, professor João Barroso Júnior; em 1957 já começava a funcionar uma classe especial para crianças deficientes no Grupo Escolar Dias Velho, mais tarde chamado Grupo Escolar Barreiros Filho 5. Com o passar dos anos, observa-se uma diferença na nomenclatura utilizada, preferindo-se o termo deficiência e superdotados primeiramente, para uma posterior predileção pelo termo educandos que apresentam necessidades especiais de acordo com a redação dada pela nova LDB, de nº 9.394/96. Igualmente com o sentido de diminuir as desigualdades, foi criado o ECA Estatuto da Criança e do Adolescente, amparado na Lei nº 8.069/90. Eventos mundiais considerados marcos nessa luta, a Conferência Mundial sobre Educação para Todos, realizada na Tailândia em 1990, e a Conferência Mundial sobre Educação Especial, realizada em Salamanca, em 1994 na Espanha, foram sensivelmente significativos para assegurar a igualdade de acesso à educação aos deficientes, em especial este último, quando se elaborou um documento chamado Declaração de Salamanca, que no quesito Linha em nível Nacional- Política e Organização, item 7, estabelece que: Principio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que elas possam ter. Escolas inclusivas devem reconhecer e responder às necessidades diversas de seus alunos, acomodando ambos os estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade a todos através de um currículo apropriado, arranjos organizacionais, estratégias de ensino, uso de recursos e parceria com as comunidades. (Declaração de Salamanca, p. 4). Reconhecendo às pessoas deficientes o direito assegurado em lei e reconhecendo também as grandes diferenças regionais e a precariedade de dados estatísticos que permitam traçar os valores da deficiência no Brasil, o governo federal, por meio do Plano Nacional de Educação 2000, vem procurando a articulação e a 4 Lei nº 7.853, de 24 de outubro de Educação Especial. Disponível em: < http: / /www.diaadiaeducacao.sc.gov.br/ portal/ educadores/ educacao_especial / index.php?dest=historia.

6 cooperação entre os setores educativo, da saúde e de assistência, por considerar que A educação especial, como modalidade de educação escolar, terá que ser promovida sistematicamente nos diferentes níveis de ensino (PNE p. 52), além de entender também como de fundamental [...] importância as questões envolvidas no desenvolvimento e na aprendizagem das crianças, jovens e adultos com necessidades especiais [...] (PNE 2000 p. 53). Nos gráficos abaixo, o Ministério da Educação apresenta a evolução das matrículas na educação especial. No primeiro, mostra o crescimento das matrículas no ensino especial de 1998 a 2006, e no segundo, indica o crescimento apresentado entre os anos de 2005 e 2006, separando inclusive pela modalidade de deficiência. Entre os objetivos pretendidos com o PNE 2000, vale ressaltar o compromisso do governo em ofertar cursos aos professores que trabalham com educação infantil e fundamental, entre outros programas,

7 sobre o atendimento a ser dispensado aos alunos especiais, como também [...] a aplicação de testes de acuidade visual e auditiva em todas as instituições de educação infantil e do ensino fundamental, em parceria com a área de saúde, de forma a detectar problemas e oferecer apoio adequado às crianças especiais (PNE 2000, p. 54), objetivos esses a serem implementados em até cinco anos, ou seja, até o final de Em Santa Catarina, a meta estabelecida pelo governo do estado é adaptar plenamente a rede estadual de ensino até 2010 para receber as pessoas com deficiência, para o quê vem desenvolvendo programas de inclusão desde Rosângela Machado, coordenadora de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, afirma que: Queremos contagiar as redes de ensino do estado para sairmos da discussão da questão do direito dessas pessoas, e partirmos para encontrar formas práticas de construir uma educação inclusiva 6. Segundo a coordenadora, as escolas públicas foram adaptadas com equipamentos de comunicação alternativa para crianças sem fala ou sem escrita, além de serem oferecidos livros, pranchas para escrita especial, cadeiras de roda e softwares de comunicação alternativa, entre outros equipamentos, adquiridos com o intuito de facilitar a comunicação entre professores, alunos portadores de necessidades especiais e os colegas de classe sem deficiência. Seguindo a mesma orientação nacional, pelas informações repassadas através da coordenadora de Educação Especial no município de Criciúma, Marlene Casagrande Fernandes 7, a cidade tem hoje matriculadas no ensino regular 145 crianças com necessidades especiais, as quais estão sendo assistidas por profissionais capacitados através de formação especial oferecida pelo MEC, num programa denominado AEE (Atendimento educacional especializado). Neste ano de 2007, 10 professores da rede municipal participaram deste programa. Assim, com direitos e leis estabelecidas, falta agora a intensificação de intervenções práticas a serem verdadeiramente implementadas pelas esferas públicas, que permitam efetivamente às pessoas com algum tipo de deficiência, historicamente excluídas, receberem um novo olhar, mais direcionado à inclusão no âmbito escolar. 4 O PROFESSOR DIANTE DA INCLUSÃO EDUCATIVA Trabalhar com o diferente, em qualquer ocupação, demanda preparo e uma boa dose de disposição. Com a educação não é diferente, e pode se considerar uma proposta muito mais delicada: nesse caso se lida com aquilo que é mais importante na vida da pessoa, especialmente para aqueles que já possuem, em algum grau, alguma diferença, que são os seus sentimentos, as suas crenças. O aluno, enquanto ser à mercê do 6 Oehme, Dieve. Seminário de Educação Inclusiva. Disponível em: < imprensa /index.php? link=noticias&id_noticia=50.>. 7 Informação obtida por via oral.

8 professor, constitui massa maleável, que pode ser trabalhada e dirigida; por isso tão grande a responsabilidade que pesa nos ombros do profissional que escolhe a tarefa de ensinar. A modernidade, porém, impõe que se inclua no ensino regular todas as crianças, com todas as suas deficiências e ao professor cabe trabalhar estas questões dentro do universo escolar, sem que, no entanto, o governo lhes ofereça os meios pelos quais estas crianças possam ser bem atendidas e tenham as mesmas oportundidades que as outras. Nesse sentido, Carvalho (1997, p. 17) sustenta que [...] especiais devem ser consideradas as alternativas e as estratégias que a prática pedagógica deve assumir para remover barreiras para a aprendizagem e participação de todos os alunos. Não obstante as veementes proposições feitas pelos governantes de vários países, inclusive o Brasil, o que o PNE 2000 (p. 53) exibe é uma fala meramente descritiva, que apesar de estabelecer, não dá subsídios para sua concretização: A formação de recursos humanos com capacidade de oferecer o atendimento aos educandos especiais nas creches, pré-escolas, centros de educação infantil, escolas regulares de ensino fundamental, médio e superior, bem como em instituições especializadas e outras instituições é uma prioridade para o Plano Nacional de Educação. Não há como ter uma escola regular eficaz [...]sem que seus professores, demais técnicos, pessoal administrativo e auxiliar sejam preparados para atendê-los adequadamente. As classes especiais, situadas nas escolas "regulares", destinadas aos alunos parcialmente integrados, precisam contar com professores especializados e material pedagógico adequado. Faz-se necessário, portanto, que os educadores estejam dispostos a mudar e revisar conceitos continuamente, e dessa forma atuarem como mediadores no processo de transmissão do conhecimento, ao mesmo tempo em que ressignificam sua própria cidadania ao rever sua prática educativa. Leite (1999, p. 28) sustenta que os professores devem ser [...] colocados em um contexto de aprendizagem e aprender a fazer fazendo: errando, acertando, tendo problemas a resolver, discutindo, construindo hipóteses, observando, revendo, argumentando, tomando decisões, pesquisando. Como o professor não se encontra isolado, mas dentro de uma organização maior que o recebe e o influencia, também a escola deve ser preparada para atender as necessidades especiais dos educandos, além de orientar a própria família da criança, o que bem pontua Sassaki (1999, p. 42) ao afirmar que, sendo objetivo da educação inclusiva uma sociedade que contemple o todo em sua prática pedagógica, esta [...] repousa em princípios até então considerados incomuns, tais como: a aceitação das diferenças individuais, a valorização de cada pessoa, a convivência dentro da diversidade humana, a aprendizagem através da cooperação. 5 CONCLUSÃO Apesar de se reconhecer a grande evolução que as práticas de cuidado e assistência às pessoas portadoras de necessidades especiais tiveram no decorrer dos tempos, ainda não se pode falar de uma prática

9 que contemple socialmente a maioria dessas pessoas, fazendo-se justiça aos inúmeros benefícios para o desenvolvimento dessas crianças e também para as não deficientes, pois ao se trabalhar com classes heterogêneas que acolhem todas as diferenças, se dá oportunidade ao grupo de vivenciar a importância do valor da troca e da cooperação nas interações humanas. O governo tem procurado assegurar legalmente a estas pessoas os seus direitos como cidadão integral; no entanto, percebe-se que estas medidas, enquanto estiverem circunscritas ao papel e não chegarem a se tornar efetivas dentro da instituição escolar, que é o local onde estas pessoas devem começar a receber uma atençâo especial, não se constituirão como direito de fato. Para tanto, são necessárias intervenções que trabalhem o corpo docente, uma vez que serão eles a receber estas crianças no início de sua formação e que poderão modificar o seu futuro. Pelas considerações feitas a partir do estudo de inúmeros pesquisadores citados acima, é possível perceber que quanto melhor instrumentalizado estiver o professor, quanto mais a escola se engaje em práticas efetivas de inclusão, mais cedo e com maiores probabilidades de sucesso as crianças com algum tipo de deficiência serão encaminhadas e tratadas de acordo com o seu grau de necessidade, o que lhes permitirá, então, acesso à sociedade de uma forma muito mais justa e humana. 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AMARAL, Lígia Assumpção. Conhecendo a deficiência (em companhia de Hércules). São Paulo: Robe, BALLONE, G. J. Deficiência Mental - in PsiqWeb. Disponível em: < sites.uol.com.br/ gballone/ infantil/ dm1.html>. Revisto em Acesso em 11 Dez BAPTISTA, Cláudio R. Sobre as diferenças e desvantagens: fala-se de qual educação especial. In: MARASCHIN, Cleci, et al. (Orgs.). Psicologia & Educação. Porto Alegre: Editora da UFRGS, BRASIL. Lei. nº , de 09 de Janeiro de Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, Seção 1, 10 jan , p. 1. BRASIL. Lei nº 9.394/96, de 20 de dezembro de Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diario Oficial da União, Brasília, 20 dez BRASIL. Lei 8069/90, de 13 de julho de Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 13 jul BRASIL. Lei nº 7.853, de 24 de outubro de Dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, sobre a Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência CORDE, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público, define crimes e dá outras providências. Diário oficial da União, Brasília, 25. out

10 BRASIL. Lei nº 5.692/71, de 11 de agosto de Fixa diretrizes e bases para o ensino de 1º e 2º graus, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 11 ago BRASIL. Lei nº 4.024/61, de 20 de dezembro de Fixa diretrizes e bases da Educação Nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 20 dez CARVALHO, Rosita Edler. A Nova LDB e a Educação Especial. Rio de Janeiro: WVA, Conferência Mundial sobre as Necessidades Educativas Especiais. Reunião dos delegados dos países e das organizações internacionais participantes. Palestras proferidas em Salamanca, Espanha, 7, 8, 9, 10 Jul Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf.> Acesso em 12 Dez Deficiência Mental. Ministério da Saúde. Disponível em: < http: // / portal/ saude/ cidadao /visualizar_texto. cfm? idtxt=23423>. Acesso em 11 Dez Educação Especial. Disponível em: < http: / /www.diaadiaeducacao.sc.gov.br/ portal/ educadores/ educacao_especial / index.php?dest=historia. Acesso em 12 Dez Evolução da Educação Especial no Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Disponível em: < Acesso em 12 Dez LEITE, R. S. Formação de professores: Aquisição de conceitos ou competências? MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Revista Criança do professor de educação infantil. Nº 30, MAZZOTA, Marcos J. S. Trabalho docente e formação de professores de Educação Especial. São Paulo: EPU, OEHME, Dieve. Seminário de Educação Inclusiva. Disponível em: < index.php? link=noticias&id_noticia=50.>. Acesso em 12 Dez OLIVEIRA, Juarez de. Constituição da República Federativa do Brasil. 4ª ed. São Paulo: Saraiva, SASSAKI, Romeu Kazumi. Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, SILVA, O. M. A epopéia ignorada: a pessoa deficiente na história do mundo de ontem e de hoje. São Paulo: Cedas, WALBER, Vera Beatris; SILVA, Rosane Neves da. As práticas de cuidado e a questão da deficiência: integração ou inclusão? Estudos de Psicologia I Campinas I 23(1) I I janeiro-março 2006.

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO COORDENADORIA DE ESTUDOS E NORMAS PEDAGÓGICAS CENP SERVIÇO DE EDUCAÇÃO ESPECIAL SECRETARIA DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO ENCONTRO BPC NA ESCOLA AÇÃO DA

Leia mais

A PRÁTICA PEDAGOGICA DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A PRÁTICA PEDAGOGICA DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA A PRÁTICA PEDAGOGICA DOS PROFESSORES NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Jadson Gilliardy Barbosa de Souza¹; Maria Aparecida Alves Sobreira Carvalho 2 ; Valmiza da Costa Rodrigues Durand 3. Instituto Federal da Paraíba-

Leia mais

II Encontro MPSP/MEC/UNDIME-SP. Material das Palestras

II Encontro MPSP/MEC/UNDIME-SP. Material das Palestras II Encontro MPSP/MEC/UNDIME-SP Material das Palestras II Encontro MPSP e MEC Educação Inclusiva MARCOS LEGAIS CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Art. 208. O dever do Estado com a educação

Leia mais

PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO. da Inclusão e da Permanência Escolar de Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais.

PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO. da Inclusão e da Permanência Escolar de Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais. PROJETO 1. IDENTIFICAÇÃO Nome do projeto Nome da Instituição Proponente Construindo Pontes Garantia da Inclusão e da Permanência Escolar de Crianças e Adolescentes com Necessidades Educativas Especiais.

Leia mais

A EDUCAÇÃO DOS SURDOS: UMA ANÁLISE HISTÓRICO-CRÍTICA RESUMO

A EDUCAÇÃO DOS SURDOS: UMA ANÁLISE HISTÓRICO-CRÍTICA RESUMO A EDUCAÇÃO DOS SURDOS: UMA ANÁLISE HISTÓRICO-CRÍTICA Mayara Cordeiro da Silva ( UFAL) Mayaracordeiro4@gmail.com Rebecca Thamyres de Missena Costa( UFAL) rebecca.ufal@gmail.com RESUMO Muito vem sendo discutido

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA: DIREITO À DIVERSIDADE

EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA: DIREITO À DIVERSIDADE EDUCAÇÃO INCLUSIVA DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA: DIREITO À DIVERSIDADE Ana Carolina Marques de GOES 1 RESUMO: A educação inclusiva, especificamente relativa às pessoas com deficiência, é um assunto muito

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UM ATO DE AMOR E AFETIVIDADE

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UM ATO DE AMOR E AFETIVIDADE EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UM ATO DE AMOR E AFETIVIDADE Vera Lucia Conrado de Oliveira¹; Maria Zildaneide Gonzaga²; Elda Cristiane de Souza Lima³ ESCOLA SENADOR PAULO GUERRA/CABROBÓ-PE lucinhaconrado.77@gmail.com;

Leia mais

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL

VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL VIII JORNADA DE ESTÁGIO DE SERVIÇO SOCIAL CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRABALHO REALIZADO PELO SERVIÇO SOCIAL NO CENTRO PONTAGROSSENSE DE REABILITAÇÃO AUDITIVA E DA FALA (CEPRAF) TRENTINI, Fabiana Vosgerau 1

Leia mais

:: Legislação. Unidade: Câmara de Educação Básica. Número: 79/2009 Ano: 2009. Ementa:

:: Legislação. Unidade: Câmara de Educação Básica. Número: 79/2009 Ano: 2009. Ementa: :: Legislação Unidade: Câmara de Básica Número: 79/2009 Ano: 2009 Ementa: Estabelece normas para a Especial, na Perspectiva da Inclusiva para todas as etapas e Modalidades da Básica no Sistema Estadual

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão Diretoria de Políticas de Educação Especial Inclusão A concepção da inclusão educacional expressa o conceito

Leia mais

O ORIENTADOR FRENTE À INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIENCIA NA ESCOLA REGULAR DE ENSINO

O ORIENTADOR FRENTE À INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIENCIA NA ESCOLA REGULAR DE ENSINO O ORIENTADOR FRENTE À INCLUSÃO DA PESSOA COM DEFICIENCIA NA ESCOLA REGULAR DE ENSINO Flávia Fernanda Vasconcelos Alves Faculdades Integradas de Patos FIP flaviavasconcelos.edu@hotmail.com INTRODUÇÃO Observa-se

Leia mais

Inclusão: entre a teria e a prática Roberta Kuhn Fuhr 1. Resumo:

Inclusão: entre a teria e a prática Roberta Kuhn Fuhr 1. Resumo: Resumo: Inclusão: entre a teria e a prática Roberta Kuhn Fuhr 1 Este artigo apresenta uma breve análise de como esta se desencadeando o processo de inclusão de crianças com necessidades especiais nas instituições

Leia mais

A Família e o Movimento pela Inclusão

A Família e o Movimento pela Inclusão A Família e o Movimento pela Inclusão (Mônica Pereira dos Santos) 1 Já sabemos que a luta pelos direitos dos portadores de deficiência não é recente. No Brasil, se traçarmos uma demarcação temporal, podemos

Leia mais

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE. CAPÍTULO I Da Finalidade. CAPÍTULO II Dos Princípios, Objetivos e Metas Seção I Dos Princípios

O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE. CAPÍTULO I Da Finalidade. CAPÍTULO II Dos Princípios, Objetivos e Metas Seção I Dos Princípios LEI N. 1.343, DE 21 DE JULHO DE 2000 Institui a Política Estadual do Idoso - PEI e dá outras providências. O GOVERNADOR DO ESTADO DO ACRE seguinte Lei: FAÇO SABER que a Assembléia Legislativa do Estado

Leia mais

A individualização e a flexibilidade na construção de contextos educacionais inclusivos

A individualização e a flexibilidade na construção de contextos educacionais inclusivos A individualização e a flexibilidade na construção de contextos educacionais inclusivos ARANHA, M.S.F.. A individualização e a flexibilidade na construção de contextos educacionais inclusivos. Resumo de

Leia mais

necessidades destes alunos, a despeito das tendências jurídico-normativas e das diretrizes educacionais. Em face disso, este estudo analisou a

necessidades destes alunos, a despeito das tendências jurídico-normativas e das diretrizes educacionais. Em face disso, este estudo analisou a A FORMAÇÃO CONTINUADA E O CONHECIMENTO DOS PROFESSORES DE EDUCAÇÃO FÍSICA SOBRE O TEMA DA INCLUSÃO DOS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS LIMA, Lana Ferreira de UFG GT-15: Educação Especial Introdução

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 3.394, DE 2012 (Do Sr. Manoel Junior)

PROJETO DE LEI N.º 3.394, DE 2012 (Do Sr. Manoel Junior) CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 3.394, DE 2012 (Do Sr. Manoel Junior) Dispõe sobre o diagnóstico e o tratamento da dislexia na educação básica. DESPACHO: ÀS COMISSÕES DE: SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA;

Leia mais

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N O, DE 2010. (Do Sr. Eduardo Barbosa) O Congresso Nacional decreta:

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N O, DE 2010. (Do Sr. Eduardo Barbosa) O Congresso Nacional decreta: PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO N O, DE 2010 (Do Sr. Eduardo Barbosa) Susta a aplicação do 1º do art. 29 da Resolução CNE/CEB nº 4, de 13 de julho de 2010, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional

Leia mais

Atendimento Educacional Especializado

Atendimento Educacional Especializado Atendimento Educacional Especializado Do preferencial ao necessário Meire Cavalcante Insira aqui o seu nome Deficiência... EXCLUSÃO NÃO HUMANIDADE SEGREGAÇÃO INTEGRAÇÃO INCLUSÃO Concepções... Segregação

Leia mais

Resolução nº 30/CONSUP/IFRO, de 03 de outubro de 2011.

Resolução nº 30/CONSUP/IFRO, de 03 de outubro de 2011. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE RONDÔNIA CONSELHO SUPERIOR Resolução nº 30/CONSUP/IFRO, de 03 de outubro

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola

EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola EDUCAÇÃO FÍSICA PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS (PNEE): construindo a autonomia na escola Autora: CAMILA SOUZA VIEIRA Introdução A presente pesquisa tem como temática Educação física para Portadores

Leia mais

EDUCAÇÃO ESPECIAL: A INCLUSÃO ESCOLAR DOS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NA REDE PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE CÁCERES

EDUCAÇÃO ESPECIAL: A INCLUSÃO ESCOLAR DOS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NA REDE PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE CÁCERES EDUCAÇÃO ESPECIAL: A INCLUSÃO ESCOLAR DOS ALUNOS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS NA REDE PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE CÁCERES Rodrigo Barretto Vila 1 Aline Cezário Coutinho 2 Cristiane Tenuta Cabral

Leia mais

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL 1 POLÍTICAS PÚBLICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Erika Cristina Pereira Guimarães (Pibid-UFT- Tocantinópolis) Anna Thércia José Carvalho de Amorim (UFT- Tocantinópolis) O presente artigo discute a realidade das

Leia mais

Falta preparo para inclusão de crianças com deficiência na escola regular

Falta preparo para inclusão de crianças com deficiência na escola regular Entrevistas PARTICIPAÇÃO, DIREITOS E CIDADANIA Falta preparo para inclusão de crianças com deficiência na escola regular 1 DE JUNHO DE 2015 A inclusão da pessoa com deficiência na escola regular está prevista

Leia mais

Pedagogia das Diferenças: Um Olhar sobre a Inclusão

Pedagogia das Diferenças: Um Olhar sobre a Inclusão Pedagogia das Diferenças: Um Olhar sobre a Inclusão Autor: Brena Samyly S. de Paula, Élida Mônica S. da Silva, Karlianne Sousa Silva Falção e Marilia Moreira Pinho Data: 13/05/2010 Resumo Nosso trabalho

Leia mais

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia?

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? Gloria Contenças Marques de Arruda (Escola Municipal Luiz de Lemos) Baseado em informações dos conteúdos estudados, Michels (2006) diz que "[...] as reformas

Leia mais

GOVERNO DO MUNICIPIO DE CONSELHEIRO LAFAIETE GABINETE DO PREFEITO

GOVERNO DO MUNICIPIO DE CONSELHEIRO LAFAIETE GABINETE DO PREFEITO LEI N o 5.641, DE 23 DE JUNHO DE 2014. RECONHECE A PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA COMO PORTADORA DE DEFICIÊNCIA PARA OS FINS DE FRUIÇÃO DOS DIREITOS ASSEGURADOS PELA LEI ORGÂNICA E PELAS DEMAIS

Leia mais

Ministério da Educação Secretaria de Educação Especial

Ministério da Educação Secretaria de Educação Especial Ministério da Educação Secretaria de Educação Especial DIRETRIZES OPERACIONAIS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL PARA O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NA EDUCAÇÃO BÁSICA O Ministério da Educação, por intermédio

Leia mais

EDUCAÇÃO ESPECIAL. Metas

EDUCAÇÃO ESPECIAL. Metas EDUCAÇÃO ESPECIAL Metas Meta 4 (compatível com a meta do Plano Nacional de Educação) Meta 4: universalizar, para a população com deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e altas habilidades

Leia mais

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL FUNDAMENTOS LEGAIS, PRINCÍPIOS E ORIENTAÇÕES GERAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL I - Fundamentos legais A Constituição de 1988, inciso IV do artigo 208, afirma: O dever do Estado com a educação será efetivado

Leia mais

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO VIÇOSA/ALAGOAS PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGCIO Texto:Ângela Maria Ribeiro Holanda ribeiroholanda@gmail.com ribeiroholanda@hotmail.com A educação é projeto, e, mais do que isto,

Leia mais

Fundamentos e Práticas em Libras II

Fundamentos e Práticas em Libras II Fundamentos e Práticas em Libras II Aula 01 Os direitos desta obra foram cedidos à Universidade Nove de Julho Este material é parte integrante da disciplina oferecida pela UNINOVE. O acesso às atividades,

Leia mais

******************************************************************************** LEI Nº 7508/2007, de 31 de dezembro de 2007

******************************************************************************** LEI Nº 7508/2007, de 31 de dezembro de 2007 ******************************************************************************** LEI Nº 7508/2007, de 31 de dezembro de 2007 ********************************************************************************

Leia mais

A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA Laís PALHARES ALVES Claudio PALMA SANCHEZ

A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA Laís PALHARES ALVES Claudio PALMA SANCHEZ A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA NA ESCOLA Laís PALHARES ALVES Claudio PALMA SANCHEZ RESUMO: Os direitos de uma criança com deficiência estão prescritos na Constituição Federal Brasileira, mas nem

Leia mais

A INCLUSÃO ESCOLAR DE UM ALUNO SURDO: UM ESTUDO DE CASO NA REGIÃO DO CARIRI ORIENTAL DA PARAÍBA

A INCLUSÃO ESCOLAR DE UM ALUNO SURDO: UM ESTUDO DE CASO NA REGIÃO DO CARIRI ORIENTAL DA PARAÍBA A INCLUSÃO ESCOLAR DE UM ALUNO SURDO: UM ESTUDO DE CASO NA REGIÃO DO CARIRI ORIENTAL DA PARAÍBA 1.0 INTRODUÇÃO JUSCIARA LOURENÇO DA SILVA (UEPB) VIVIANA DE SOUZA RAMOS (UEPB) PROFESSOR ORIENTADOR: EDUARDO

Leia mais

Autorizada reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

Autorizada reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte. 3 Presidente da República Fernando Henrique Cardoso Ministro de Estado da Educação Paulo Renato Souza Secretário Executivo Luciano Oliva Patrício Secretária de Educação Especial Marilene Ribeiro dos Santos

Leia mais

O PAPEL DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS VOLTADAS PARA A DEFESA DE DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA EDUCAÇÃO

O PAPEL DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS VOLTADAS PARA A DEFESA DE DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA EDUCAÇÃO O PAPEL DAS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS VOLTADAS PARA A DEFESA DE DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NA EDUCAÇÃO Soraya Hissa Hojrom de Siqueira Diretora da Superintendência de Modalidades e Temáticas

Leia mais

No final desse período, o discurso por uma sociedade moderna leva a elite a simpatizar com os movimentos da escola nova.

No final desse período, o discurso por uma sociedade moderna leva a elite a simpatizar com os movimentos da escola nova. 12. As concepções de educação infantil Conforme OLIVEIRA, a educação infantil no Brasil, historicamente, foi semelhante a outros países. No Séc. XIX tiveram iniciativas isoladas de proteção à infância

Leia mais

Classificação de deficiência mental - Evolução do conceito na história

Classificação de deficiência mental - Evolução do conceito na história Classificação de deficiência mental - Evolução do conceito na história Classificação de deficiência mental (1976) 1- Variação normal da inteligência (VNI) QI entre 71e 84 Geralmente sem atraso do DNPM

Leia mais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos, 18 Compromissos A criança e o adolescente no centro da gestão municipal O Estatuto

Leia mais

PROJETO DE VIVÊNCIA 2016.1

PROJETO DE VIVÊNCIA 2016.1 FACULDADE PIO DÉCIMO LICENCIATURA EM QUÍMICA ENSINO DE QUÍMICA ÁREA 4 PROF a MARIA ANTÔNIA ARIMATÉIA FREITAS QUESTÃO 01 Com base na projeção da população brasileira para o período 2010-2040 apresentada

Leia mais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais

TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA. Seção I Das Disposições Gerais TÍTULO V DOS NÍVEIS E DAS MODALIDADES DE EDUCAÇÃO E ENSINO CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO BÁSICA Seção I Das Disposições Gerais Art. 22. A educação básica tem por finalidades desenvolver o educando, assegurar-lhe

Leia mais

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a).

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). 1 Ofício nº 01/2015 - CDS - OAB/BLUMENAU Aos(as) Excelentíssimos(as) Vereadores(as) de Blumenau. Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). Conforme se denota do sítio eletrônico,

Leia mais

Necessidade e construção de uma Base Nacional Comum

Necessidade e construção de uma Base Nacional Comum Necessidade e construção de uma Base Nacional Comum 1. O direito constitucional à educação é concretizado, primeiramente, com uma trajetória regular do estudante, isto é, acesso das crianças e jovens a

Leia mais

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA A APAE E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA - APRESENTAÇÃO 1- COMO SURGIU A IDÉIA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 2- O QUE SIGNIFICA INCLUSÃO ESCOLAR? 3- QUAIS AS LEIS QUE GARANTEM A EDUCAÇÃO INCLUSIVA? 4- O QUE É UMA ESCOLA

Leia mais

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006

EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 EDUCAÇÃO INCLUSIVA Profa.: Jane Peruzo Iacono Projeto: UNIOESTE/MEC 2006 Por que é equivocado dizer que a INCLUSÃO refere se a um processo direcionado aos alunos com necessidades educacionais especiais,

Leia mais

INCLUSÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS: O CASO DO COLÉGIO ESTADUAL SATÉLITE

INCLUSÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS: O CASO DO COLÉGIO ESTADUAL SATÉLITE INCLUSÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS: O CASO DO COLÉGIO ESTADUAL SATÉLITE Adrina Mendes Barbosa (UFBA) 1 Bárbara Vergas (UEFS) 2 INTRODUÇÃO O presente trabalho aborda as políticas

Leia mais

Disciplina Estrutura e Funcionamento da. Licenciatura em Química Professor: Weslei Cândido

Disciplina Estrutura e Funcionamento da. Licenciatura em Química Professor: Weslei Cândido Disciplina Estrutura e Funcionamento da Educação básicab Licenciatura em Química Professor: Weslei Cândido Ementa da Disciplina Os caminhos da educação brasileira. A estrutura e organização do ensino no

Leia mais

O USO DE SOFTWARES EDUCATIVOS: E as suas contribuições no processo de ensino e aprendizagem de uma aluna com Síndrome de Down

O USO DE SOFTWARES EDUCATIVOS: E as suas contribuições no processo de ensino e aprendizagem de uma aluna com Síndrome de Down O USO DE SOFTWARES EDUCATIVOS: E as suas contribuições no processo de ensino e aprendizagem de uma aluna com Síndrome de Down Ana Paula de Oliveira Schmädecke 1 Andreia dos Santos Dias 2 Resumo: Este trabalho

Leia mais

RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA

RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO CNE/CEB Nº 1, DE 21 DE JANEIRO DE 2004.(*) Estabelece Diretrizes Nacionais para a

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO

CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO 2006 N.º Despacho PROJETO DE LEI N.º 903/2006 RECONHECE A PESSOA COM AUTISMO COMO PORTADORA DE DEFICIÊNCIA, PARA FINS DA FRUIÇÃO DOS DIREITOS ASSEGURADOS PELA LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.

Leia mais

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS NO ESPAÇO PEDAGÓGICO DA DIVERSIDADE 1

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS NO ESPAÇO PEDAGÓGICO DA DIVERSIDADE 1 A FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO DOS ALUNOS NO ESPAÇO PEDAGÓGICO DA DIVERSIDADE 1 Rita Vieira de Figueiredo 2 Gosto de pensar na formação de professores (inspirada no poema de Guimarães) Rosa

Leia mais

O que são Direitos Humanos?

O que são Direitos Humanos? O que são Direitos Humanos? Por Carlos ley Noção e Significados A expressão direitos humanos é uma forma abreviada de mencionar os direitos fundamentais da pessoa humana. Sem esses direitos a pessoa não

Leia mais

CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares

CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares C M E CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NATAL/RN RESOLUÇÃO Nº 003/2011 CME Estabelece normas sobre a Estrutura, Funcionamento e Organização do trabalho pedagógico da Educação de Jovens e Adultos nas unidades

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

DOCUMENTO ORIENTADOR DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE FLORIANÓPOLIS

DOCUMENTO ORIENTADOR DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE FLORIANÓPOLIS DOCUMENTO ORIENTADOR DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE FLORIANÓPOLIS A Educação Especial da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis/SC visa garantir as condições de o aluno, com deficiência

Leia mais

difusão de idéias Atenção ao olhar crítico dos professores

difusão de idéias Atenção ao olhar crítico dos professores Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias outubro/2008 página 1 Atenção ao olhar crítico dos professores Maria Malta Campos: Há uma enorme demanda reprimida por creches nas periferias das grandes cidades,

Leia mais

RESOLUÇÃO N. 010 /CME/2011 (*) APROVADA EM 28.07.2011. O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MANAUS, no uso de suas atribuições legais e;

RESOLUÇÃO N. 010 /CME/2011 (*) APROVADA EM 28.07.2011. O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MANAUS, no uso de suas atribuições legais e; RESOLUÇÃO N. 010 /CME/2011 (*) APROVADA EM 28.07.2011 Institui os procedimentos e orientações para Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva no Sistema Municipal de Ensino de Manaus. O CONSELHO

Leia mais

Campo Mourão, 30 de maio de 2006. Excelentíssimo Senhor NELSON TUREK. DD. Prefeito Municipal. Nesta

Campo Mourão, 30 de maio de 2006. Excelentíssimo Senhor NELSON TUREK. DD. Prefeito Municipal. Nesta Educação Especial - Medidas Jurídicas 2 - Proposta ao Prefeito Municipal - Inclusão de dotação orçamentária específica - Equipe Multidisciplinar - Inclusão de alunos com TDAH Promotoria de Justiça de Proteção

Leia mais

11º GV - Vereador Floriano Pesaro

11º GV - Vereador Floriano Pesaro PROJETO DE LEI Nº 95/2011 Dispõe sobre a Política Municipal de Atendimento de Educação Especial, por meio do Programa INCLUI, instituído pelo Decreto nº 51.778, de 14 de setembro de 2010, e dá outras providências.

Leia mais

LEVANTAMENTO DOS MARCOS LÓGICOS E LEGAIS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

LEVANTAMENTO DOS MARCOS LÓGICOS E LEGAIS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA LEVANTAMENTO DOS MARCOS LÓGICOS E LEGAIS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA 1. Marcos Lógicos Publicação/Origem NORMATIVAS INTERNACIONAIS Convenção Relativa à Luta contra a Discriminação no Campo do Ensino Convenção

Leia mais

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE

PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO SILMARA SILVEIRA ANDRADE POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCACIONAIS: FORTALECIMENTO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA Assunção, Paraguay Abril 2015 POLÍTICAS PÚBLICAS

Leia mais

INCLUSÃO: TEORIA E REALIDADE NO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL

INCLUSÃO: TEORIA E REALIDADE NO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL INCLUSÃO: TEORIA E REALIDADE NO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SUL Resumo Vitor Alves UFSC vituxo_17fev@hotmail.com Eixo Temático: Diversidade e Inclusão Agência Financiadora: Não contou com financiamento.

Leia mais

CÂMARA MUNICIPAL DE ITABORAÍ ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CÂMARA MUNICIPAL DE ITABORAÍ ESTADO DO RIO DE JANEIRO CÂMARA MUNICIPAL DE ITABORAÍ ESTADO DO RIO DE JANEIRO Meta 4: universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades

Leia mais

EDUCAÇÃO ESPECIAL. Estratégias

EDUCAÇÃO ESPECIAL. Estratégias EDUCAÇÃO ESPECIAL Metas Meta 4 (compatível com a meta do Plano Nacional de Educação) Meta 4: universalizar, para a população com deficiência, Transtornos Globais do Desenvolvimento e altas habilidades

Leia mais

Questões fundamentadas Lei 9.394/96 - LDB

Questões fundamentadas Lei 9.394/96 - LDB Para adquirir apostila digital de 500 Questões Fundamentadas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Lei 9.394/96 (LDB) acesse o site: www.odiferencialconcursos.com.br OBS.: ESSA APOSTILA DIGITAL SERÁ

Leia mais

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional

REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional REFERENCIAIS ESTRATÉGICOS Projeto de Lei nº 8.035, de 2010 PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO 2011-2020: metas que envolvem a Educação Profissional O PNE é formado por: 10 diretrizes; 20 metas com estratégias

Leia mais

A Defensoria Pública é a instituição com previsão constitucional para prestar assistência jurídica integral às pessoas que não têm condições

A Defensoria Pública é a instituição com previsão constitucional para prestar assistência jurídica integral às pessoas que não têm condições A Defensoria Pública é a instituição com previsão constitucional para prestar assistência jurídica integral às pessoas que não têm condições financeiras para pagar por um advogado. (Art. 134 da Constituição)

Leia mais

POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL DA PÓS-GRADUAÇÃO DA CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E DOS PRINCÍPIOS

POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL DA PÓS-GRADUAÇÃO DA CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E DOS PRINCÍPIOS POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL DA PÓS-GRADUAÇÃO DA CAPÍTULO I DA DEFINIÇÃO E DOS PRINCÍPIOS Art. 1. A Política de Assistência Estudantil da Pós-Graduação da UFGD é um arcabouço de princípios e diretrizes

Leia mais

UM ESPAÇO DE ESTUDO SOBRE A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA

UM ESPAÇO DE ESTUDO SOBRE A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA UM ESPAÇO DE ESTUDO SOBRE A INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA Aline Alcalá; Amanda Fernandes Dayrell; Danielle Martins Rezende; Gabriela Camacho; Renata Carmo-Oliveira O processo de inclusão de pessoas com necessidades

Leia mais

ESCOLA: Créditos. Um lugar de e para Todos. PROJETO: Com Passos

ESCOLA: Créditos. Um lugar de e para Todos. PROJETO: Com Passos ESCOLA: Um lugar de e para Todos. Créditos. IESGO Instituto de Ensino Superior de Goiás. Bacharel em Psicologia. Psicologia das Pessoas com Necessidades Especiais. Karley Macedo de Araújo. Secretaria de

Leia mais

MATRÍCULA: 52862 DATA: 15/09/2013

MATRÍCULA: 52862 DATA: 15/09/2013 AV1 Estudo Dirigido da Disciplina CURSO: Administração Escolar DISCIPLINA: Educação Inclusiva ALUNO(A):Claudia Maria de Barros Fernandes Domingues MATRÍCULA: 52862 DATA: 15/09/2013 NÚCLEO REGIONAL: Rio

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO Curso Pedagogia Departamento de Educação: Formação Docente, Gestão e Tecnologias.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO Curso Pedagogia Departamento de Educação: Formação Docente, Gestão e Tecnologias. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO FACULDADE DE EDUCAÇÃO Curso Pedagogia Departamento de Educação: Formação Docente, Gestão e Tecnologias. A INCLUSÃO DA CRIANÇA COM SINDROME DE DOWN E SEU PROCESSO

Leia mais

difusão de idéias EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO QUE DEVE SER VALORIZADO

difusão de idéias EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO QUE DEVE SER VALORIZADO Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias outubro/2007 página 1 EDUCAÇÃO INFANTIL SEGMENTO QUE DEVE SER VALORIZADO Moysés Kuhlmann :A educação da criança pequena também deve ser pensada na perspectiva de

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão Diretoria de Políticas de Educação Especial Constituição Federal/88 Artigo 208, III - atendimento preferencialmente

Leia mais

RESOLVE: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO ESPECIAL

RESOLVE: CAPÍTULO I DA EDUCAÇÃO ESPECIAL RESOLUÇÃO 003, de 06 de abril de 2006. Fixa normas para a Educação Especial na Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino Teresina. O CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE TERESINA, no uso de suas atribuições

Leia mais

LEI Nº 1528/2004. A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei:

LEI Nº 1528/2004. A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono a seguinte Lei: LEI Nº 1528/2004 "INSTITUI O SISTEMA MUNICIPAL DE ENSINO DO MUNICÍPIO DE ARAUCÁRIA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS". A CÂMARA MUNICIPAL DE ARAUCÁRIA, Estado do Paraná, aprovou, e eu, Prefeito Municipal, sanciono

Leia mais

Educação, Deficiência e Cidadania (*)

Educação, Deficiência e Cidadania (*) SEM REVISÃO Educação, Deficiência e Cidadania (*) Luiz Antonio Miguel Ferreira Promotor de Justiça SP 1. As Constituições do Brasil e o deficiente Segundo dados da ONU, cerca de 10% da população é constituída

Leia mais

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PROJETO DE LEI Nº 274, DE 2007

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PROJETO DE LEI Nº 274, DE 2007 COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO PROJETO DE LEI Nº 274, DE 2007 Acrescenta parágrafo 3º ao art. 93 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre o Plano de Benefícios

Leia mais

PARECER Nº 717/05 APROVADO EM 22.08.05 PROCESSO Nº 34.087

PARECER Nº 717/05 APROVADO EM 22.08.05 PROCESSO Nº 34.087 PARECER Nº 717/05 APROVADO EM 22.08.05 PROCESSO Nº 34.087 Consulta oriunda da Gerência da Educação Básica da FIEMG com pedido de orientações de ordem prática para cumprimento da Lei Federal nº 11.114,

Leia mais

Marcia da Rocha Teixeira (NAPES III) Vânier Bernardino Matos (NAPES III)

Marcia da Rocha Teixeira (NAPES III) Vânier Bernardino Matos (NAPES III) Experiência em uma Escola de Formação de Professores - Leis e documentos que permeiam o tempo e levam gradativamente a inclusão às escolas estaduais do Rio de Janeiro Marcia da Rocha Teixeira (NAPES III)

Leia mais

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais. Professor: Luiz Clóvis Guido Ribeiro Período: Novembro de 2013

O Desafio da Implementação das Políticas Transversais. Professor: Luiz Clóvis Guido Ribeiro Período: Novembro de 2013 O Desafio da Implementação das Políticas Transversais Professor: Luiz Clóvis Guido Ribeiro Período: Novembro de 2013 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS Secretaria Nacional de Promoção

Leia mais

Programa de Educação Inclusiva: A educação tem muitas faces Educando e aprendendo na diversidade

Programa de Educação Inclusiva: A educação tem muitas faces Educando e aprendendo na diversidade Programa de Educação Inclusiva: A educação tem muitas faces Educando e aprendendo na diversidade 1. Educação Especial: histórico, funcionamento e legislação Para suprir a demanda da Educação Especial e

Leia mais

Queila Medeiros Veiga TGD NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Queila Medeiros Veiga TGD NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA TGD NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Marcos Legais 1988 Constituição Federal (art. 208, III) direito das pessoas com necessidades especiais de receberem educação, preferencialmente na rede regular

Leia mais

RESOLUÇÃO Nº 07/2015. O Conselho Municipal de Educação - CME, no uso de suas competências e considerando:

RESOLUÇÃO Nº 07/2015. O Conselho Municipal de Educação - CME, no uso de suas competências e considerando: RESOLUÇÃO Nº 07/2015. Estabelece normas para Educação Especial na perspectiva de educação inclusiva para Alunos com necessidades educacionais especiais durante o período escolar em todas as etapas e modalidades

Leia mais

PATRÍCIA NEVES RAPOSO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA panera@brturbo.com.br

PATRÍCIA NEVES RAPOSO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA panera@brturbo.com.br PATRÍCIA NEVES RAPOSO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA panera@brturbo.com.br De quem são esses olhos? De quem são esses olhos? De quem são esses olhos? De quem são esses olhos? De quem são esses olhos?

Leia mais

Orientação às Famílias

Orientação às Famílias Ministério da Educação Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão Cartilha Orientação às Famílias Brasília, 10 de agosto de 2012. 1 Presidência da República Ministério da

Leia mais

Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. CAPÍTULO I. Da Finalidade

Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. CAPÍTULO I. Da Finalidade Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Leia mais

LEGISLAÇÃO APLICÁVEL AOS ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR PORTADORES DE DEFICIÊNCIA

LEGISLAÇÃO APLICÁVEL AOS ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR PORTADORES DE DEFICIÊNCIA LEGISLAÇÃO APLICÁVEL AOS ESTUDANTES DO ENSINO SUPERIOR PORTADORES DE DEFICIÊNCIA PRINCÍPIOS GERAIS APLICÁVEIS: Todos os portugueses têm direito à Educação e à Cultura, nos termos da Constituição Portuguesa

Leia mais

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA

CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias novembro/2011 página 1 CURSOS PRECISAM PREPARAR PARA A DOCÊNCIA Elba Siqueira de Sá Barretto: Os cursos de Pedagogia costumam ser muito genéricos e falta-lhes um

Leia mais

Palavras-chave: Educação Especial; Educação Escolar Indígena; Censo Escolar

Palavras-chave: Educação Especial; Educação Escolar Indígena; Censo Escolar INTERFACE DA EDUCAÇÃO ESPECIAL NA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA: ALGUMAS REFLEXÕES A PARTIR DO CENSO ESCOLAR SÁ, Michele Aparecida de¹ ¹Doutoranda em Educação Especial - UFSCar CIA, Fabiana² ²Professora Adjunta

Leia mais

Disciplina: modernidade e Envelhecimento Curso de Serviço Social 3º e 5º Semestre Políticas públicas para idosos 1 Marco Legal Nacional Constituição Federal (1988) Art. 202 Inciso I Ao idoso é assegurado

Leia mais

RECOMENDAÇÃO PRDC/PR/PA nº /2014

RECOMENDAÇÃO PRDC/PR/PA nº /2014 RECOMENDAÇÃO PRDC/PR/PA nº /2014 PR-PA-00032907/2013 Inquérito Civil Público n. 1.23.000.001476/2013-31 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por meio do Procurador da República e Procurador Regional dos Direitos

Leia mais

Esfera: 10 Função: 12 - Educação Subfunção: 367 - Educação Especial UO: 26298 - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

Esfera: 10 Função: 12 - Educação Subfunção: 367 - Educação Especial UO: 26298 - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Programa 1374 Desenvolvimento da Educação Especial Numero de Ações 16 Ações Orçamentárias 0511 Apoio ao Desenvolvimento da Educação Especial Produto: Projeto apoiado UO: 26298 - Fundo Nacional de Desenvolvimento

Leia mais

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA

EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA EDUCAÇÃO E CIDADANIA: OFICINAS DE DIREITOS HUMANOS COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA ESCOLA Autores: FIGUEIREDO 1, Maria do Amparo Caetano de LIMA 2, Luana Rodrigues de LIMA 3, Thalita Silva Centro de Educação/

Leia mais

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI

Projeto Pedagógico Institucional PPI FESPSP FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI FUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULO PROJETO PEDAGÓGICO INSTITUCIONAL PPI Grupo Acadêmico Pedagógico - Agosto 2010 O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) expressa os fundamentos filosóficos,

Leia mais

NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES

NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES Prezada, NOTA TÉCNICA 003/2012_ DA OBRIGAÇÃO DO PODER EXECUTIVO MUNICIPAL NO ATENDIMENTO DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO À COMUNIDADE DE ADOLESCENTES Florianópolis, 18 de abril de 2012. Interessados: Secretarias

Leia mais

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DA EDUCAÇÃO BÁSICA

CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DA EDUCAÇÃO BÁSICA INTERESSADA: Associação Pestalozzi do Ceará EMENTA: Credencia e autoriza o funcionamento da Associação Pestalozzi do Ceará, nesta capital, como Centro de Atendimento Educacional Especializado para complementar

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR

ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ENSINO REGULAR Luciana Barros Farias Lima e Claudia Regina Pinheiro Machado Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO lucpeda@gmail.com

Leia mais