EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA-PR.

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA-PR."

Transcrição

1 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA-PR. URGENTE O artigo 230, caput, da Constituição Federal garante : A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida. A representante do Ministério Público do Estado do Paraná, Promotoras de Justiça desta Comarca, no uso de suas atribuições, com fulcro nos artigos 5º, caput, 23, inciso II, 127 e 129, 203, inciso IV, todos da Constituição Federal, na Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1999 e no Decreto n.º 3.298, de 20 de dezembro de 1999, 798 e seguintes do Código de Processo Civil e, nos artigos 2º/4º, ainda, 43/45, 74, III, VII, todos do Estatuto do Idoso (Lei Nº /2003), vêm por intermédio desta propor a instauração de MEDIDA CAUTELAR INOMINADA, COM PEDIDO LIMINAR, VISANDO A APLICAÇÃO DE MEDIDA DE PROTEÇÃO

2 à idosa senhora NATALÍCIA DE OLIVEIRA, nascida aos 12/10/1935 e à pessoa portadora de deficiência senhora LEONI FERREIRA DE OLIVEIRA, nascida aos 30/08/1964, ambas residentes na Rua Francisco Bertoldi Paulino nº 7224 Belo Ar/CIC, nesta Capital, consistente na autorização judicial para imediato encaminhamento da Senhora Natalícia de Oliveira à uma instituição de longa permanência para idosos e, da senhora Leoni Ferreira de Oliveira à uma entidade de abrigamento com recursos adequados à sua situação, concomitantemente à realização das devidas avaliações médicas, para aferição de seus atuais quadros de saúde físico e mental, com o objetivo de constatação a respeito do efetivo quadro de saúde das referidas senhoras e, a partir daí, adotando-se as demais providências protetivas necessárias a serem encetadas à situação, levando-se em conta as condições sócio-familiares e de saúde das idosas em tela, pelos fatos e fundamentos adiante expostos: I - DOS FATOS Conforme se vislumbra dos documentos anexos, a situação das senhoras NATALÍCIA DE OLIVEIRA e LEONI FERREIRA DE OLIVEIRA chegou ao conhecimento deste órgão ministerial através do Termo de Declarações da senhora Lenira de Oliveira Pratto, irmã das referidas senhoras, cujo teor noticia severa situação de risco a envolver a idosa e pessoa com deficiência em questão (cópia inclusa). Após solicitações deste Ministério Público aos gestores públicos de saúde e assistência social foram realizadas visitas e tentativas de melhoria da situação de vida e saúde das referidas senhoras, sem, todavia, lograr-se êxito, haja vista, principalmente, as atuais circunstâncias de vida em que as aludidas senhoras se encontram, a denotar e sugerir, prima facie, total ausência de capacidade das mesmas de entendimento acerca da precariedade de sua situação de vida e saúde. Com efeito, a Fundação de Ação Social, através do 2

3 derradeiro Relatório Informativo encaminhado a este órgão ministerial, relata que: (...) Depois de sentir-se segura e com nossa presença nos convidou para entrar na casa. As condições de moradia e higiene estão comprometidas. A idosa tem mais de vinte cachorros sob os seus cuidados. O pátio de casa é de barro, adentra sujeita para o interior da casa, onde fica o maior número de cachorros. Estes, por sua vez, defecam e urinam por toda a extensão da casa. O ambiente é pouco arejado e iluminado. Há mau cheiro por todos os cômodos, assim como resto de alimentos principalmente na cozinha. Restos de carne e ossos ficam expostos também na parte externa da casa, onde há inúmeras casas de cachorro. O acesso à casa é difícil, pois dentre estes há cachorros ferozes e perigosos. Havíamos tentando realizar visita em outros horários, porém ninguém nos atendeu. Numa das ocasiões a vizinha relatou que somente a Sra. Leoni estava em casa e que esta não poderia nos atender. (...) Acerca das condições de vida da Sra. Leoni, acreditamos tratar-se de situação gravosa. A mesma permanece grande parte do tempo em casa. Não há convívio familiar ou social, não faz uso de medicação. As condições de higiene são precárias, a idosa não permite que lhe dêem banho e não o faz sozinha. As condições das vestimentas são precárias e, a aparência 3

4 física é de abandono. Pelo constatado em visita, a Sra. Leoni não tem condições de elaborar seus alimentos, tampouco condições de se cuidar. Necessita de atendimento e cuidados por tempo integral. (...) Observamos que a Sra. Natalícia não tem consciência ou crítica acerca das condições de vida da irmã. Em seu entendimento, ela cuida de modo adequado da mesma. Falta-lhe compreensão de que a irmã necessita e tem direito a condições adequadas de vida. (...) Portanto, as condições gerais de vida das senhoras são precárias, podendo até demandarem um acolhimento institucional, uma vez que, não há família extensa que possa acolhê-las e o ambiente familiar não é adequado (...) (documentos de fls. 30/31) Denota-se, daí, sérios indícios de que as referidas senhoras realmente estejam em grave situação de risco, a ensejar prontas e eficazes medidas de proteção. Considerando o entendimento único e convergente dos gestores públicos (Fundação de Ação Social e Secretaria Municipal de Saúde) no sentido de que as citadas senhoras Natalícia e Leoni encontram-se em evidente situação de risco e vulnerabilidade, considerando, ainda, a inexistência de familiares que pudessem assumir a responsabilidade pelos cuidados e assistências às mesmas, bem como considerando que restaram infrutíferas as medidas encetadas a reverter o quadro de risco moldado ao entorno das idosas, tornam as mesmas alvo da proteção do Estado, razão pela qual justifica o manejo da presente demanda por parte deste órgão ministerial, 4

5 enquanto garantidor dos direitos fundamentais indisponíveis (vida e saúde da idosa Natalícia e da pessoa com deficiência Leoni), para o fim de que sejam encetadas prontas medidas protetivas destinadas ao imediato afastamento da situação de risco demonstrada nesta exordial. Tudo isso, pois, a compor um claro quadro de risco, a requerer, portanto, medidas urgentes destinadas ao imediato afastamento da situação de vulnerabilidade que envolve as senhoras em tela, promovendo-se seu imediato encaminhamento, da idosa Natalícia a uma entidade de abrigamento de idosos com recursos de atendimento adequados às suas necessidades e da pessoa com deficiência Leoni para uma entidade de abrigamento com recursos de atendimento adequados às suas necessidades, bem como às avaliações de saúde física e mental que se fizerem necessários das referidas senhoras NATALICIA e LEONI, e, por conseguinte garantindo-se que as mesmas recebam os atendimentos e tratamento médicos adequados (a partir das devidas avaliações médicas) e, a partir de então, ou seja, das conclusões médicas obtidas, promover-se as demais medidas protetivas cabíveis ao caso (eventual ação de interdição). Frise-se que o abrigamento em instituições com recursos adequados ao atendimentos da situação de cada uma dessas senhoras se mostra necessário no presente caso visando resguardar direitos e interesses, bem como assegurar o bem-estar das referidas pessoas (em razão das notícias não acatamento, por parte das referidas senhoras, aos atendimentos médicos, tratamentos de saúde lhes indicados e ministração de medicamentos, sérias dúvidas quanto à higidez mental das mesmas, alimentação e higiene pessoal inadequadas, notórias dificuldades de as mesmas promoverem seu autocuidado, condições de higiene pessoal e da moradia, etc). Não pode o Estado, ciente deste contexto, permanecer inerte, a espera que um mal maior ocorra, cabendo, pois, empreende-ser todo zelo e cautela exigidos pela situação. Cumpre destacar que este órgão ministerial, de 5

6 posse das avaliações médicas psiquiátricas das senhoras Natalícia e Leoni, que ora também requer-se, sejam realizadas, no momento oportuno, caso necessário, como ação principal, a Ação de Interdição em face da idosa senhora NATALICIA e da pessoa com deficiência LEONI (haja vista os indícios acerca da incapacidade das mesmas para o exercício dos atos da vida civil), fazendo-o assim que as mesmas estiverem protegidas e abrigadas em entidade com recursos de atendimento adequados à situação de cada uma delas. Portanto, uma vez efetivado o abrigamento das senhoras NATALICIA e LEONI e auferido o quadro de saúde mental das mesmas, promoverá este Parquet, no momento oportuno (o que se espera seja o mais breve possível), a competente Ação de Interdição em face dessas senhoras, acaso devidamente comprovada tal necessidade através das avaliações médicas especializadas. II - DO DIREITO, DA LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO e DA ANTECIPAÇÃO DA TUTELA A Constituição Federal, em seu art. 127, elevou o Ministério Público à condição de órgão essencial à justiça, atribuindo-lhe, como poder/dever, a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Para tanto, conferiu legitimidade processual ao Parquet para a propositura da ação civil pública, destinada à proteção dos interesses individuais homogêneos, difusos e coletivos. A propósito: Art São funções institucionais do Ministério Público: (...) III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e 6

7 social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos; Ainda, a Lei nº 8.625, de 12 de fevereiro de 1993, que institui a Lei Orgânica do Ministério Público, em simetria com o preceito constitucional, dispôs, em seu art. 25, inciso IV, alínea a: Art. 25. Além das funções previstas nas Constituições Federal e Estadual, na Lei Orgânica e em outras leis, incumbe, ainda, ao Ministério Público: (...) IV - promover o inquérito civil e a ação civil pública, na forma da lei: a) para a proteção, prevenção e reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, aos bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico, e a outros interesses difusos, coletivos e individuais indisponíveis e homogêneos; Por sua vez, a Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989, que dispôs sobre o apoio à pessoa com deficiência, conferiu expressamente ao Ministério Público, legitimidade ativa para atuar na defesa dos direitos coletivos ou difusos desse segmento, conforme se vê do art. 3º: Art. 3º As ações civis públicas destinadas à proteção de interesses coletivos ou difusos das pessoas portadoras de deficiência poderão ser propostas pelo Ministério Público, pela União, Estados, Municípios e Distrito Federal; por associação constituída há mais de 1 (um) ano, nos termos da lei civil, autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista que inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção das pessoas portadoras de deficiência. Ainda, no tocante à matéria, o entendimento do 7

8 Superior Tribunal de Justiça é pacífico ao reconhecer: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PROTEÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA, MENTAL OU SENSORIAL. SUJEITOS HIPERVULNERÁVEIS. fornecimento de prótese auditiva. Ministério PÚBLICO. LEGITIMIDADE ATIVA ad causam. LEI 7.347/85 E LEI 7.853/ Quanto mais democrática uma sociedade, maior e mais livre deve ser o grau de acesso aos tribunais que se espera seja garantido pela Constituição e pela lei à pessoa, individual ou coletivamente.(...) 9. A tutela dos interesses e direitos dos hipervulneráveis é de inafastável e evidente conteúdo social, mesmo quando a Ação Civil Pública, no seu resultado imediato, aparenta amparar uma única pessoa apenas. É que, nesses casos, a ação é pública, não por referência à quantidade dos sujeitos afetados ou beneficiados, em linha direta, pela providência judicial (= critério quantitativo dos beneficiários imediatos), mas em decorrência da própria natureza da relação jurídica-base de inclusão social imperativa. Tal perspectiva que se apóia no pacto jurídico-político da sociedade, apreendido em sua globalidade e nos bens e valores éticopolíticos que o abrigam e o legitimam realça a necessidade e a indeclinabilidade de proteção jurídica especial a toda uma categoria de indivíduos (= critério qualitativo dos beneficiários diretos), acomodando um feixe de obrigações vocalizadas como jus cogens. 10. Ao se proteger o hipervulnerável, a rigor quem verdadeiramente acaba beneficiada é a própria sociedade, porquanto espera o respeito ao pacto coletivo de inclusão social imperativa, que lhe é caro, não por sua faceta patrimonial, mas precisamente por abraçar a dimensão intangível e humanista dos princípios da dignidade da pessoa humana e da solidariedade. Assegurar a inclusão judicial (isto é, reconhecer a legitimação para agir) dessas pessoas hipervulneráveis, inclusive dos sujeitos intermediários a quem incumbe representá-las, corresponde a não deixar nenhuma ao relento da Justiça por falta de porta-voz de seus direitos ofendidos. 11. Maior razão ainda para garantir a legitimação do Parquet se o que está sob ameaça é a saúde do indivíduo com deficiência, pois aí se 8

9 interpenetram a ordem de superação da solidão judicial do hipervulnerável com a garantia da ordem pública de bens e valores fundamentais in casu não só a existência digna, mas a própria vida e a integridade físico-psíquica em si mesmas, como fenômeno natural. 12. A possibilidade, retórica ou real, de gestão individualizada desses direitos (até o extremo dramático de o sujeito, in concreto, nada reclamar) não os transforma de indisponíveis (porque juridicamente irrenunciáveis in abstracto) em disponíveis e de indivisíveis em divisíveis, com nome e sobrenome. Será um equívoco pretender lê-los a partir da cartilha da autonomia privada ou do ius dispositivum, pois a ninguém é dado abrir mão da sua dignidade como ser humano, o que equivaleria, por presunção absoluta, a maltratar a dignidade de todos, indistintamente. 13. O Ministério Público possui legitimidade para defesa dos direitos individuais indisponíveis, mesmo quando a ação vise à tutela de pessoa individualmente considerada. Precedentes do STJ. 14. Deve-se, concluir, por conseguinte, pela legitimidade do Ministério Público para ajuizar, na hipótese dos autos, Ação Civil Pública com o intuito de garantir fornecimento de prótese auditiva a portador de deficiência. 15. Recurso Especial não provido. 1 Outrossim, a legitimidade do Ministério Público para atuar em defesa da pessoa com deficiência individualmente considerada, em situação de vulnerabilidade social, pela natureza dos direitos admoestados (vida, saúde, moradia, alimentação), de natureza indisponível, é extraída do próprio art. 127 da CF, conforme jurisprudência já pacificada pelo Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTO A MENOR CARENTE. DIREITO À SAÚDE. DIREITO INDIVIDUAL INDISPONÍVEL. LEGITIMAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO. ART. 1 REsp /RS, Rel. Ministro CARLOS FERNANDO MATHIAS (JUIZ FEDERAL CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), Rel. p/ Acórdão Ministro HERMAN BENJAMIN, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 25/11/2009, DJe 27/09/

10 127 DA CF/88. PRECEDENTES. 1. O Ministério Público possui legitimidade para defesa dos direitos individuais indisponíveis, mesmo quando a ação vise à tutela de pessoa individualmente considerada. 2. O artigo 127 da Constituição, que atribui ao Ministério Público a incumbência de defender interesses individuais indisponíveis, contém norma auto-aplicável, inclusive no que se refere à legitimação para atuar em juízo. 3. Tem natureza de interesse indisponível a tutela jurisdicional do direito à vida e à saúde de que tratam os arts. 5º, caput e 196 da Constituição, em favor de menor carente que necessita de medicamento. A legitimidade ativa, portanto, se afirma, não por se tratar de tutela de direitos individuais homogêneos, mas sim por se tratar de interesses individuais indisponíveis. Precedentes: EREsp /RS, 1ª Seção, DJ de ; REsp /RS, 1ª Turma, de minha relatoria, DJ de ; REsp /RS, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJ de ; EDcl no REsp /RS, 1ª Turma, Rel. Min. José Delgado, DJ de ; REsp /RS, 2ª T., Ministro Humberto Martins, DJ de , REsp /RS, 2ª T., Ministro Humberto Martins, DJ de Embargos de divergência não providos. 2 O Decreto Federal n.º 1.948, de 3 de julho de 1996, regulamenta a lei sobre a Política Nacional do Idoso. Além dessas diretrizes, o legislador sabiamente - porque ciente da realidade muito cruel de nossos idosos tratou de aprovar o Estatuto do Idoso, sendo que a Lei n /2003, traz artigos de grande amplitude em relação aos direitos dos idosos, verdadeiros cidadãos, vejamos: O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes a pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e 2 EREsp /SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, Rel. p/ Acórdão Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 13/02/2008, DJe 29/09/

11 dignidade (art. 2º). É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito `a vida, à saúde, à alimentação, `a educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária (art.3º). Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei (art. 4º, Lei /03). Visando a garantia e preservação destes direitos que assegura ao idoso, a Lei /2003 instituiu as medidas de proteção, incumbindo o Ministério Público de determiná-las, ou, de outro modo, requerê-las ao Poder Judiciário, legitimando o Parquet, neste caso, a substituir processualmente a idosa em situação de risco. Por sua vez, prevê o Estatuto do Idoso que: Art. 74. Compete ao Ministério Público: (...) VII zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados ao idoso, promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis; VIII inspecionar as entidades públicas e particulares de atendimento e os programas de que trata esta Lei, adotando de pronto as medidas administrativas ou judiciais necessárias à remoção de irregularidades porventura verificadas; IX requisitar força policial, bem como a colaboração dos serviços de saúde educacionais e de assistência social, públicos, para o desempenho de suas atribuições; (...) 3º O representante do Ministério Público, no exercício de suas funções, terá livre acesso a toda entidade de atendimento ao idoso. Art. 79. Regem-se pelas disposições desta Lei as ações de responsabilidade por ofensa aos direitos 11

12 assegurados ao idoso, referentes à omissão ou ao oferecimento insatisfatório de: I acesso às ações e serviços de saúde; II atendimento especializado ao idoso portador de deficiência ou com limitação incapacitativa; III atendimento especializado ao idoso portador de doença infecto-contagiosa; IV serviço de assistência social visando ao amparo do idoso. Parágrafo único. As hipóteses previstas neste artigo não excluem da proteção judicial outros interesses difusos, coletivos, individuais indisponíveis ou homogêneos, próprios do idoso, protegidos em lei. Art. 80. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso, cujo juízo terá competência para processar a causa, ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores. Art. 82. Para defesa dos interesses e direitos protegidos por esta Lei, são admissíveis todas as espécies de ação pertinente. Noutro giro, em relação às medidas protetivas, o artigo 43 e incisos do Estatuto do Idoso, deixa claro quando se faz necessário lançar mão das mesmas. Prevê o artigo que: As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I- por ação ou omissão da sociedade ou do Estado; II- por falta, omissão ou abuso da família, curador ou entidade de atendimento; III- em razão de sua condição pessoal. Quanto à legitimidade para propô-la, indiscutível a capacidade postulatória do Ministério Público, senão vejamos: Verificada qualquer das hipóteses previstas no artigo 43, o Ministério Público ou o Poder Judiciário, a requerimento daquele, poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas... Oportuno fazer uso da ponderação de ROSSANA CAMPOS CAVALCANTI PINHEIRO, de que as medidas de proteção não evitarão 12

13 que o idoso deixe de ser vítima de situações degradantes, de violência, opressão ou negligência. Revelam-se, contudo, importantes como meios de cessar tais agressões, ameaças ou abusos cometidos contra o idoso, oportunizando a este melhores condições de vida e outros horizontes de dignidade 3. De acordo com Código de Processo Civil. Art Além dos procedimentos cautelares específicos, que este código regula no Capítulo II deste Livro, poderá o juiz determinar as medidas provisórias que julgar adequadas, quando houver fundado receio de que uma parte, antes do julgamento da lide, causa ao direito da outra lesão grave e de difícil reparação. De um lado, demonstrada a necessidade da medida ao verificar-se que se esgotaram todas as vias administrativas possíveis de solução da questão, sem, contudo, alcançar-se o êxito almejado. Ao contrário, há persistência da situação de risco e vulnerabilidade que envolve as referidas senhoras, posto que as mesmas encontram-se desassistidas e desamparadas. Além disto, verifica-se demonstrada a existência de prova inequívoca acerca da verossimilhança do ora alegado, conforme se pode observar do conteúdo de todos os relatórios sociais de acompanhamento do caso aqui transcritos. Outrossim, diante do contexto de vida das idosas senhoras NATALICIA e LEONI verifica-se que existem fundados receios de que, caso não seja imediatamente intervenção do Estado com o fito de protegê-las, as mesmas possam ter perdas irreparáveis em seu estado de saúde, podendo serem levadas até a perder sua vida, causando-lhes, desta forma, danos de ordem irreparável. III - DO PEDIDO LIMINAR FUMUS BONI IURIS E PERICUL IN MORA 3 Estatuto do idoso comentado, Naide Maria Pinheiro (organizadora). Campinas/SP: LNZ, 2006, p

14 Oportuno ressaltar que, de conformidade com o já exposto exaustivamente nesta peça inicial, não se pode ignorar que senhoras NATALICIA e LEONI encontram-se em grave situação de risco, vulnerabilidade social e de saúde. Os documentos que instruem esta inicial, notadamente os trechos acima transcritos, indicam incapacidade das referidas senhoras promoverem seu auto-cuidado, dúvidas quanto à higidez mental das mesmas, a ausência de familiares conhecidos hábeis a zelar pelo bem-estar das mesmas, tudo isso somado ao fato de as referidas senhoras estarem com seu estado de saúde fragilizado, com risco à própria vida. Insiste-se no fato de que remanescem dúvidas acerca da higidez mental das senhoras NATALICIA e LEONI, sendo que a situação tende a se agravar caso não sejam tomadas imediatas providências protetivas também na área da saúde. Portanto, a medida judicial mostra-se imperiosa. periculum in mora que justifica a presente demanda. Demonstrado, portanto, o fumus boni iuris e o IV - DO PEDIDO Isto posto, requer-se: como MEDIDA CAUTELAR INOMINADA; 1 Que o presente pedido seja recebido e autuado 2 - Seja LIMINARMENTE autorizado e determinado por esse Douto Juízo, inaudita altera partes, a entrada pelas equipes da Fundação de Ação Social/Coordenação de Proteção Social Especial e Alta 14

15 Complexidade (Rua Álvaro Ramos nº º andar Centro Cívico Edifício Pery Moreira Curitiba/PR CEP fones / fax ) e Secretaria Municipal de Saúde/ Coordenação de Saúde Mental e Vigilância Sanitária (Rua Francisco Torres nº 830 Centro Curitiba/PR CEP fones / / fax ), na residência das senhoras em tela, a fim de que sejam promovidos: a) o imediato abrigamento da idosa senhora NATALÍCIA DE OLIVEIRA em instituição de longa permanência para idosos com recursos de atendimento adequados às necessidades da mesma (local a ser definido pela FAS, com auxílio e orientação da Secretaria Municipal de Saúde), como garantia à sua integridade, nos termos estatuídos na Lei , de 1º de outubro de 2003 Estatuto do Idoso; b) o imediato abrigamento da pessoa com deficiência LEONI FERREIRA DE OLIVEIRA em entidade de abrigamento com recursos de atendimento adequados às necessidades da mesma (local a ser definido pela FAS, com auxílio e orientação da Secretaria Municipal de Saúde), como garantia à sua integridade, nos termos das Constituição Federal; c) a imediata avaliação médica psiquiátrica das senhoras NATALÍCIA DE OLIVEIRA e LEONI FERREIRA DE OLIVEIRA para aferição quanto ao seus atuais quadros de saúde mental, com remessa a esse Douto Juízo e a esta Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos do Idoso e da Pessoa Portadora de Deficiência, em prazo a ser estabelecido por Vossa Excelência, dos respectivos atestados médicos, contendo as informações necessárias quanto à saúde mental das referidas senhoras, contendo o CID da doença, bem assim esclarecimentos precisos sobre se as mesmas possuem, ou não, capacidade para o exercício dos atos da vida civil, com vista à analise preliminar acerca de eventual necessidade de ajuizamento de ação de interdição em face das mesmas; d) os imediatos encaminhamentos das idosas aos tratamentos de saúde adequados e necessários ao caso, a critério médico; e) a adoção, ao final, de todas as demais medidas protetivas em prol das mesmas, a serem aplicadas, isoladas ou cumulativamente (art.44), dentre as previstas no Estatuto do Idoso, sem prejuízo de outra que acabar figurando como mais adequada, já que o rol não é exaustivo, conforme deixa claro o artigo 45, caput, da legislação especial; f) seja determinada a remessa a esse Douto Juízo de Direito e a esta Promotoria 15

16 de Justiça de Defesa dos Direitos do Idoso e da Pessoa Portadora de Deficiência, em prazo a ser determinado por Vossa Excelência, de Relatório Conclusivo, único e conjunto, a ser elaborado pelos supracitados órgãos públicos (Fundação de Ação Social e Secretaria Municipal de Saúde), acerca das medidas protetivas aplicadas à situação das idosas a fim de afastar a situação de risco em que as mesmas se encontram; 3) NO MÉRITO, a procedência integral do pedido, com a confirmação da liminar que ora se espera seja concedida, buscando a determinação e autorização, aos gestores públicos municipais nas áreas social e de saúde (Fundação de Ação Social e Secretaria Municipal de Saúde) do empreendimento de todas as medidas protetivas que se afigurarem necessárias ao imediato afastamento da situação de risco pessoal a envolver as senhoras NATALICIA DE OLIVEIRA e LEONI FERREIRA DE OLIVEIRA, mais precisamente aquelas já requeridas no item 2 do presente pedido. 4) Prioridade na tramitação da presente medida de proteção, devendo tal ficar consignado na autuação do feito, de forma visível, consoante art. 71, caput e par. 1º, da Lei n /03; 5) Requer-se que as ações da Fundação de Ação Social e da Secretaria Municipal de Saúde sejam acompanhas do Digno Oficial de Justiça a ser designado por esse Douto Juízo; 6) Oitiva das senhoras NATALICIA DE OLIVEIRA e LEONI FERREIRA DE OLIVEIRA em audiência, bem como das testemunhas adiante arroladas; 7) Indica-se, desde logo, a ação de interdição das senhoras em tela (caso essa providência venha a se afigurar como necessária e imprescindível à proteção das mesmas a partir das avaliações médicas psiquiátricas requeridas), como ações principais, a serem interpostas oportunamente. 16

17 dez reais) para fins de alçada. Dá-se à causa o valor de R$ 510,00 (quinhentos e Nestes termos, Pede deferimento. Curitiba, 03 de fevereiro de Terezinha Resende Carula Promotora de Justiça Rol de Testemunhas: 1. Luiza Helena Cosmo Spaki - Assistente Social da Fundação de Ação Social/Núcleo Regional CIC, CRESS 4371, Matrícula Rua Eduardo Sprada nº 4520 Bairro Campo comprido Curitiba/PR CEP fone (41) fax (41) ; 2. Thaís G. Petry ASL da Secretaria Municipal de Saúde/ Distrito Sanitário do CIC, SOREN Rua Francisco Torres nº 830 Centro Curitiba/PR CEP fones / / fax ; 3. Lenira de Oliveira Pratto irmã das senhoras Natalícia e Leoni, residente na Rua Santiago Rodrigueis nº 155 fundos - Bairro Belo Caçador/SC CEP fone (49) ; Rol de Documentos: -Cópia Integral do Procedimento Administrativo nºmppr

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Modelo esquemático de ação direta de inconstitucionalidade genérica EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Legitimidade ativa (Pessoas relacionadas no art. 103 da

Leia mais

Ementas legitimidade MP

Ementas legitimidade MP s legitimidade MP Processo REsp 701708 / RS ; RECURSO ESPECIAL 2004/0161474-4 Relator(a) Ministro FRANCISCO FALCÃO (1116) Data do Julgamento 14/02/2006 Data da Publicação/Fonte DJ 06.03.2006 p. 195. PROCESSUAL

Leia mais

Excelentíssimo{a) Senhor(a) Doutor(a) Juiz(a) de Direito do Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de -MG * '

Excelentíssimo{a) Senhor(a) Doutor(a) Juiz(a) de Direito do Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de -MG * ' Excelentíssimo{a) Senhor(a) Doutor(a) Juiz(a) de Direito do Juizado Especial da Fazenda Pública da Comarca de -MG OBJETO: ( ) INSUMO DE INTERESSE PARA A SAÚDE HUMANA (exceto cirurgia e transporte) ( )

Leia mais

EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA COMARCA DE...

EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA COMARCA DE... EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DO JUIZADO ESPECIAL FEDERAL DA COMARCA DE... Excelência, INTERPOR..., vem por intermédio de sua advogada infra-assinada, à presença de Vossa AÇÃO DE CONCESSÃO

Leia mais

CÂMARA DOS DEPUTADOS PROPOSTA DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE Nº 96, DE 2009

CÂMARA DOS DEPUTADOS PROPOSTA DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE Nº 96, DE 2009 PROPOSTA DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE Nº 96, DE 2009 Propõe que a Comissão de Defesa do Consumidor fiscalize os atos de gestão praticados pela Superintendência de Seguros Privados - SUSEP em relação à conduta

Leia mais

ESTADO DO MARANHÃO MINISTÉRIO PÚBLICO PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE

ESTADO DO MARANHÃO MINISTÉRIO PÚBLICO PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE TERMO DE COMPROMISSO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA OBJETIVANDO GARANTIR EDUCAÇÃO INFANTIL DE QUALIDADE PARA TODOS. que firmam o ESTADUAL, por meio da Promotoria de Justiça de... e o MUNICÍPIO DE... O DO ESTADO

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA-PR.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA-PR. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DO FORO CENTRAL DA COMARCA DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA-PR. URGENTE MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ, através da Promotoria de Justiça

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE PASSOS

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE PASSOS 1 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE PASSOS O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, por seu representante infra-assinado, no uso de suas atribuições legais, vem à presença

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO PROCESSO CCR/PP/249/2013 MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO ORIGEM: PTM DE SANTARÉM/PA PRT DA 8ª REGIÃO PROCURADOR OFICIANTE: DR. VITOR BAUER FERREIRA DE SOUZA INTERESSADO 1: ALFA SUPERMERCADO LTDA INTERESSADO

Leia mais

RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 01/2012

RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 01/2012 RECOMENDAÇÃO ADMINISTRATIVA nº 01/2012 CONSIDERANDO: 1. A existência do Procedimento Preparatório n. 0089.11.000011-7, cujo objeto é apurar eventual irregularidade em casa de abrigo para idosos na Rua

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº, DE 2012

PROJETO DE LEI Nº, DE 2012 PROJETO DE LEI Nº, DE 2012 (Do Sr. Marco Tebaldi) Dispõe sobre o Programa de agendamento de consultas e entrega domiciliar de medicamentos de uso contínuo às pessoas portadoras de necessidades especiais

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL

PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL \d \w1215 \h1110 FINCLUDEPICTURE "brasoes\\15.bmp" MERGEFORMAT PODER JUDICIÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 10ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE NATAL Processo n. 001.08.020297-8 Ação: Ação Civil Pública Autor: Ministério

Leia mais

O artigo 1º da Lei nº 10.048/00 passou a ter nova redação após o advento do Estatuto do Idoso 2, como se vê adiante:

O artigo 1º da Lei nº 10.048/00 passou a ter nova redação após o advento do Estatuto do Idoso 2, como se vê adiante: A Lei nº 10.048/00 conferiu atendimento prioritário a determinado grupo de pessoas, o que foi regulamentado pelo Decreto nº 5.296/04, sendo também estabelecidas prioridades pela Lei nº 12.008/09, e, no

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br A competência nos pedidos de adoção, guarda e tutela Rogério Medeiros Garcia de Lima* 1. INTRODUÇÃO A vigência do novel Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei federal 8.069, de

Leia mais

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015)

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA PROJETO DE LEI Nº 215, DE 2015 (EM APENSO OS PLS NºS 1.547 E 1.589, DE 2015) Acrescenta inciso V ao art. 141 do Decreto- Lei nº 2.848, de 7 de dezembro

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE 1 EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO MARANHÃO, por seu representante legal infra-assinado, com fundamento nos art. 129, inciso III e 1º, da Carta Magna,

Leia mais

GUIA DE ATUAÇÃO MINISTERIAL ORIENTAÇÕES SOBRE O DIREITO AO ATENDIMENTO PRIORITÁRIO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E AOS IDOSOS

GUIA DE ATUAÇÃO MINISTERIAL ORIENTAÇÕES SOBRE O DIREITO AO ATENDIMENTO PRIORITÁRIO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E AOS IDOSOS GUIA DE ATUAÇÃO MINISTERIAL ORIENTAÇÕES SOBRE O DIREITO AO ATENDIMENTO PRIORITÁRIO ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E AOS IDOSOS A Lei nº 10.048/00 conferiu atendimento prioritário a determinado grupo de pessoas,

Leia mais

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013

CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 CONSELHO SUPERIOR DA DEFENSORIA PÚBLICA RESOLUÇÃO CSDPE Nº 016/2013 Dispõe sobre as atribuições da Coordenação de Atendimento ao Preso Provisório da Defensoria Pública da Capital e dá outras providências.

Leia mais

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

PROCURADORIA-GERAL DO TRABALHO CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO Origem: PRT da 4ª Região Órgão Oficiante: Dr. Roberto Portela Mildner Interessado 1: Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Interessado 2: Banco Bradesco S/A. Assuntos: Meio ambiente do trabalho

Leia mais

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO

CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RESOLUÇÃO N.º 13, DE 02 DE OUTUBRO DE 2006. (Alterada pela Res. 111/2014) Regulamenta o art. 8º da Lei Complementar 75/93 e o art. 26 da Lei n.º 8.625/93, disciplinando, no âmbito do Ministério Público,

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO MUNICÍPIO DE SOROCABA/SP. RECOMENDAÇÃO nº 03, de 03 de novembro de 2009

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO MUNICÍPIO DE SOROCABA/SP. RECOMENDAÇÃO nº 03, de 03 de novembro de 2009 RECOMENDAÇÃO nº 03, de 03 de novembro de 2009 A Procuradoria da República em Sorocaba/SP, através do Procedimento Preparatório nº 1.34.001.006876/2006-10, instaurado para verificar eventual lesão aos consumidores,

Leia mais

OAB 2ª FASE DE DIREITO EMPRESARIAL Profª. Elisabete Vido PEÇA 01

OAB 2ª FASE DE DIREITO EMPRESARIAL Profª. Elisabete Vido PEÇA 01 OAB 2ª FASE DE DIREITO EMPRESARIAL Profª. Elisabete Vido PEÇA 01 (OAB/LFG 2009/02). A sociedade Souza e Silva Ltda., empresa que tem como objeto social a fabricação e comercialização de roupas esportivas,

Leia mais

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE ALTA FLORESTA 6ª VARA. Vistos.

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE ALTA FLORESTA 6ª VARA. Vistos. Autos n.º 3022-48.2012.811.0007. Código nº 101526. Ação de Obrigação de Fazer. Vistos. Trata-se de ação nominada Ação Cominatória de Obrigação de Fazer com pedido expresso de tutela de urgência interposta

Leia mais

TERMO DE RECOMENDAÇÃO Nº 015/2012

TERMO DE RECOMENDAÇÃO Nº 015/2012 TERMO DE RECOMENDAÇÃO Nº 015/2012 Ementa: RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL. DIREITO À EDUCAÇÃO. MÍNIMO DE DUZENTOS DIAS LETIVOS. OBRIGATORIEDADE DE SEU ESTRITO CUMPRIMENTO PELA REDE REGULAR DE ENSINO ESTADUAL.

Leia mais

2ª fase- Direito Administrativo. 02/2007 - CESPE

2ª fase- Direito Administrativo. 02/2007 - CESPE 2ª fase- Direito Administrativo. 02/2007 - CESPE Foi noticiado em jornal de grande circulação que O secretário de transportes de determinado estado, e certa empresa de transportes coletivos, pessoa jurídica

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAMÍLIA DA COMARCA DE...

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAMÍLIA DA COMARCA DE... EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA FAMÍLIA DA COMARCA DE... COM PRIORIDADE. Estatuto do Idoso Lei nº 10741/03. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, por sua Promotora de

Leia mais

Nº 2324/2014 - ASJTC/SAJ/PGR

Nº 2324/2014 - ASJTC/SAJ/PGR Nº 2324/2014 - ASJTC/SAJ/PGR Suspensão de Liminar nº 764/AM Relator: Ministro Presidente Requerente: Estado do Amazonas Requerido: Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas Interessado: Ministério Público

Leia mais

Ato Normativo nº. 428/2006 - PGJ/CGMP, de 20 de fevereiro de 2006

Ato Normativo nº. 428/2006 - PGJ/CGMP, de 20 de fevereiro de 2006 Ato Normativo nº. 428/2006 - PGJ/CGMP, de 20 de fevereiro de 2006 Alterado por Ato Normativo nº 905/2015, de 11/06/2015 (PT nº. 20.243/06) Aprova o Plano de Classificação de Documentos e a Tabela de Temporalidade

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL DE MARÍLIA (SP)

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL DE MARÍLIA (SP) EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL DE MARÍLIA (SP) O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, pelo Procurador da República que esta subscreve, no exercício das suas atribuições constitucionais

Leia mais

PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO PRELIMINAR Nº 060/2006 PROTOCOLO GERAL 4881/2008

PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO PRELIMINAR Nº 060/2006 PROTOCOLO GERAL 4881/2008 PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO PRELIMINAR Nº 060/2006 PROTOCOLO GERAL 4881/2008 Interessados: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADUAL 19ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE MARINGÁ, CAOP ÀS PROMOTORIAS

Leia mais

PROJETO DE LEI N o, DE 2012

PROJETO DE LEI N o, DE 2012 PROJETO DE LEI N o, DE 2012 (Do Sr. Alfredo Kaefer) Autoriza o Poder Público a realizar a internação compulsória, para tratamento médico especializado, de crianças, adolescentes e adultos apreendidos em

Leia mais

TERMO DE COOPERAÇÃO TECNICA Nº 017 /2015-MPSP

TERMO DE COOPERAÇÃO TECNICA Nº 017 /2015-MPSP TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA QUE ENTRE SI CELEBRAM O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO E A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA. CONSIDERANDO que a assistência em saúde mental, prestada por meio

Leia mais

Superior Tribunal de Justiça

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº 1.117.258 - PR (2009/0008836-2) RELATOR RECORRENTE PROCURADOR RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO HERMAN BENJAMIN : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA : VALDEZ ADRIANI

Leia mais

Da TUTELA ANTECIPADA. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO

Da TUTELA ANTECIPADA. Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO Da TUTELA ANTECIPADA Des. ANA MARIA DUARTE AMARANTE BRITO ANTECIPAÇÃO DE TUTELA - REQUISITOS Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida

Leia mais

Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo.

Art. 99. As medidas previstas neste Capítulo poderão ser aplicadas isolada ou cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo. Conforme o Estatuto da Criança e do Adolesecente Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao adolescente são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados: I -

Leia mais

GOVERNO DO MUNICIPIO DE CONSELHEIRO LAFAIETE GABINETE DO PREFEITO

GOVERNO DO MUNICIPIO DE CONSELHEIRO LAFAIETE GABINETE DO PREFEITO LEI N o 5.641, DE 23 DE JUNHO DE 2014. RECONHECE A PESSOA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA COMO PORTADORA DE DEFICIÊNCIA PARA OS FINS DE FRUIÇÃO DOS DIREITOS ASSEGURADOS PELA LEI ORGÂNICA E PELAS DEMAIS

Leia mais

RECOMENDAÇÃO n.º 05/2014

RECOMENDAÇÃO n.º 05/2014 MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROCURADORIA DA REPÚBLICA BAHIA Inquérito Civil Público Autos n.º 1.14.000.001665/2012-31 RECOMENDAÇÃO n.º 05/2014 NO ESTADO DE DIREITO GOVERNAM AS LEIS E NÃO OS HOMENS. VIGE

Leia mais

Defensoria Pública do Estado de São Paulo Núcleo Especializado dos Direitos do Idoso e da pessoa com Deficiência

Defensoria Pública do Estado de São Paulo Núcleo Especializado dos Direitos do Idoso e da pessoa com Deficiência Defensoria Pública do Estado de São Paulo Núcleo Especializado dos Direitos do Idoso e da pessoa com Deficiência O que é a Defensoria Pública? A Defensoria Pública do Estado é uma Instituição permanente

Leia mais

DECRETO Nº 6.044, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007.

DECRETO Nº 6.044, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007. DECRETO Nº 6.044, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2007. Aprova a Política Nacional de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos - PNPDDH, define prazo para a elaboração do Plano Nacional de Proteção aos Defensores

Leia mais

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015

RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Procedimento administrativo nº 201400036940 RECOMENDAÇÃO MINISTERIAL Nº 002/2015 Objeto: Dispõe sobre o dever de atuação de diversas autoridades públicas, durante a Romaria Nossa Senhora d'abadia do Muquém

Leia mais

Projeto de Lei Municipal dispondo sobre programa de guarda subsidiada

Projeto de Lei Municipal dispondo sobre programa de guarda subsidiada Projeto de Lei Municipal dispondo sobre programa de guarda subsidiada LEI Nº..., DE... DE... DE... 1. Dispõe sobre Programa de Guarda Subsidiada para Crianças e Adolescentes em situação de risco social

Leia mais

Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006. (pt. nº. 3.556/06)

Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006. (pt. nº. 3.556/06) Ato Normativo nº. 473-CPJ, de 27 de julho de 2006 (pt. nº. 3.556/06) Constitui, na comarca da Capital, o Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social, e dá providências correlatas. O Colégio de Procuradores

Leia mais

P.A. (MPF) n 1.16.000.000924/2006-94

P.A. (MPF) n 1.16.000.000924/2006-94 EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ª VARA DA JUSTIÇA FEDERAL SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL P.A. (MPF) n 1.16.000.000924/2006-94 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por intermédio da Procuradora

Leia mais

Honorários advocatícios

Honorários advocatícios Honorários advocatícios Os honorários advocatícios são balizados pelo Código de Processo Civil brasileiro (Lei de n. 5.869/73) em seu artigo 20, que assim dispõe: Art. 20. A sentença condenará o vencido

Leia mais

1 Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães ESTADO DA BAHIA

1 Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães ESTADO DA BAHIA A 1 CNPJ 04.214.41910001-05 DECRETO N 3.091, DE 05 DE JANEIRO DE 2014. "Dispõe sobre a estrutura organizacional da Procuradoria Geral do Município ". O PREFEITO MUNICIPAL DE LUIS EDUARDO MAGALHÃES,, no

Leia mais

DECRETO Nº 32965 DE 20 DE OUTUBRO DE 2010.

DECRETO Nº 32965 DE 20 DE OUTUBRO DE 2010. DECRETO Nº 32965 DE 20 DE OUTUBRO DE 2010. Institui o Regimento Interno do Clube do Servidor Municipal da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro Clube do Servidor e dá outras providências. O PREFEITO DA

Leia mais

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE CUIABÁ - MT VARA ESPECIALIZADA AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO POPULAR

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE CUIABÁ - MT VARA ESPECIALIZADA AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO POPULAR ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO COMARCA DE CUIABÁ - MT VARA ESPECIALIZADA AÇÃO CIVIL PÚBLICA E AÇÃO POPULAR PROC. Nº. 33906-55.2012.811.0041 Vistos, etc. Trata-se de Ação Civil Pública de Obrigação

Leia mais

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania PROJETO DE LEI N o 6.332, DE 2005 Dá nova redação aos arts. 20 e 123 do Decreto-Lei nº 73, de 21 de novembro de 1966, que dispõe sobre o Sistema Nacional

Leia mais

1.0317.10.007297-2/001

1.0317.10.007297-2/001 <CABBCDCAABBAACDAADDAAACDBADABCABACDAADDADAAAD> Acórdãos na Íntegra 146000101548 Tribunal: Tribunal De Justiça Do Estado De Minas Gerais Órgão Julgador: 1ª C.Cív. Tipo do Recurso: AI Nº Processo: 1.0317.10.007297-2/001 Relator(a): Rel. Armando Freire

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA _ VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ARAGUAÍNA.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA _ VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ARAGUAÍNA. EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA _ VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ARAGUAÍNA. DISTRIBUIÇÃO URGENTE (TUTELA ANTECIPADA) O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO TOCANTINS, pelo Órgão de execução

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ. EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ. Assunto: Desconto da Contribuição Sindical previsto no artigo 8º da Constituição Federal, um dia de trabalho em março de 2015.

Leia mais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais Número do 1.0000.00.300188-0/000 Númeração 3001880- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Nilson Reis Des.(a) Nilson Reis 06/05/2003 18/06/2003 EMENTA: A gravo de

Leia mais

PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 22/2011

PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 22/2011 PROJETO DE RESOLUÇÃO Nº 22/2011 Altera o Regimento Interno para dispor sobre o Procon-Assembléia e atribuir à Comissão de Defesa do Consumidor a defesa da Livre Concorrência, da Economia Popular e do Contribuinte.

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº /2012/2ªPJ - PB

RECOMENDAÇÃO Nº /2012/2ªPJ - PB RECOMENDAÇÃO Nº /2012/2ªPJ - PB O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE RONDÔNIA, por sua Promotora de Justiça signatária, Dra. Marcília Ferreira da Cunha e Castro, titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PROCURADORIA-GERAL CÂMARA DE COORDENAÇÃO E REVISÃO Origem: PRT 9ª Região Londrina/PR Interessado(s) 1: Marcos Vinicius Jorge Sebastião Aparecido de Almeida Interessado(s) 2: Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região Sindipol Assunto(s): Liberdade

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011 INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 14/2011 Ver também IN 7/13 Disciplina a organização e a apresentação das contas anuais dos administradores e demais responsáveis por unidades jurisdicionadas das administrações direta

Leia mais

Petição Inicial. OBS: todas as petições iniciais obedecem aos mesmos requisitos, seja ela de rito ordinário, sumário, cautelar procedimento especial.

Petição Inicial. OBS: todas as petições iniciais obedecem aos mesmos requisitos, seja ela de rito ordinário, sumário, cautelar procedimento especial. Petição Inicial A Petição inicial é a peça por meio da qual o autor provoca a atuação jurisdicional do Estado. A sua redação deverá obedecer a determinados requisitos estabelecidos no artigo 282 do CPC.

Leia mais

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR

MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR MED. CAUT. EM AÇÃO CAUTELAR 1.406-9 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES REQUERENTE(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQUERIDO(A/S) : UNIÃO ADVOGADO(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO REQUERIDO(A/S) :

Leia mais

Agravante : COMERCIAL LONDRINENSE DE EXPLOSIVOS E MINERAÇÃO LTDA EMENTA

Agravante : COMERCIAL LONDRINENSE DE EXPLOSIVOS E MINERAÇÃO LTDA EMENTA AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº. 876860-7, DA 12ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE LONDRINA Agravante : COMERCIAL LONDRINENSE DE EXPLOSIVOS E MINERAÇÃO LTDA Agravado Relator : MUNICÍPIO DE LONDRINA : Des. LEONEL CUNHA

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria Regional da República da 1ª Região

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL Procuradoria Regional da República da 1ª Região Agravo de Instrumento n 0038084-17.2014.4.01.0000/DF Agravante: União Federal Agravado: Manoel Morais de Oliveira Neto Alexandre Relator: Des. Fed. Souza Prudente RELATOR CONVOCADO: Juiz Federal Carlos

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº 01/2013 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE COLORADO

RECOMENDAÇÃO Nº 01/2013 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE COLORADO RECOMENDAÇÃO Nº 01/2013 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE COLORADO O PROMOTOR SUBSTITUTO DA 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE COLORADO, diante do Procedimento Administrativo nº 0040.12.000123-1,

Leia mais

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS

ESTADO DO CEARÁ PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA GABINETE DESEMBARGADOR RAIMUNDO NONATO SILVA SANTOS fls. 122 Processo: 0135890-46.2012.8.06.0001 - Apelação Apelante: Sindicato dos Guardas Municipais da Região Metrolitana de Fortaleza - SINDIGUARDAS Apelado: Município de Fortaleza Vistos etc. DECISÃO

Leia mais

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO

PODER JUDICIáRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 5ª REGIÃO PARTE A ADV/PROC PARTE R REPTE ORIGEM RELATOR : JORGEVALDO ROBINSTON DE MOURA : FÁBIO CORREA RIBEIRO E OUTROS : INSS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL : PROCURADORIA REPRESENTANTE DA ENTIDADE : JUÍZO

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL PROCESSO N. : 14751-89.2012.4.01.3400 AÇÃO ORDINÁRIA/SERVIÇOS PÚBLICOS CLASSE 1300 AUTOR (A): ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS ESPECIALISTAS EM POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO GOVERNAMENTAL RÉ: UNIÃO SENTENÇA TIPO

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS

MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS ACORDO JUDICIAL Firmado entre o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, através da Promotoria de Justiça de Defesa da Educação, e o Distrito Federal, por sua Secretaria de Estado de Educação,

Leia mais

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE PIRAJU SP

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE PIRAJU SP EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA COMARCA DE PIRAJU SP URGENTE IC 051/2014 O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO, na defesa dos direitos dos idosos, com fulcro nos artigos 127, 129

Leia mais

EXMA. SRA. DRA. JUÍZA DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE CASTRO - PR

EXMA. SRA. DRA. JUÍZA DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE CASTRO - PR 2ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DA COMARCA DE CASTRO EXMA. SRA. DRA. JUÍZA DE DIREITO DA VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE CASTRO - PR O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ, por seu Promotor Substituto

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Colégio de Procuradores de Justiça

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Colégio de Procuradores de Justiça Publicado no DOE de 13.09.2012 RESOLUÇÃO Nº 005/2012 Altera parcialmente o Anexo I da Resolução nº 010/2008, do do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, que trata das atribuições funcionais e

Leia mais

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 392.139-5/8-00, da Comarca de

Vistos, relatados e discutidos estes autos de. APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO n 392.139-5/8-00, da Comarca de TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACÓRDÃO/DECISÃO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A)SOBN *02639904* Vistos, relatados e discutidos estes autos de APELAÇÃO CÍVEL COM REVISÃO

Leia mais

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa)

Projeto de Decreto. (Criar uma denominação/nome própria para o programa) Projeto de Decreto Dispõe sobre as atribuições e competência do Programa de Execução de Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, atendendo à Resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,

Leia mais

(ambas sem procuração).

(ambas sem procuração). ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE JUSTIÇA Gabinete do Des. José Di Lorenzo Serpa AGRAVO DE INSTRUMENTO N. 001.2009.006097-9 / 001 Relator: Des. José Di Lorenzo Serpa. Agravante: Itatj Seguros S/A. Advogado:

Leia mais

PODER JUDICIÁRIO. Imprimir Nr. do Processo 0517812-51.2014.4.05.8400S Autor ADELMO RIBEIRO DE LIMA

PODER JUDICIÁRIO. Imprimir Nr. do Processo 0517812-51.2014.4.05.8400S Autor ADELMO RIBEIRO DE LIMA 1 de 5 17/03/2015 11:04 PODER JUDICIÁRIO INFORMACÕES SOBRE ESTE DOCUMENTO NUM. 27 Imprimir Nr. do Processo 0517812-51.2014.4.05.8400S Autor ADELMO RIBEIRO DE LIMA Data da Inclusão 12/03/201518:44:13 Réu

Leia mais

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a).

Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). 1 Ofício nº 01/2015 - CDS - OAB/BLUMENAU Aos(as) Excelentíssimos(as) Vereadores(as) de Blumenau. Blumenau, 24 de junho de 2015. Ilustríssimo(a) Senhor(a) Vereador(a). Conforme se denota do sítio eletrônico,

Leia mais

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

02579887423 MI 4208 MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A UNIÃO DOS ADVOGADOS PÚBLICOS FEDERAIS DO BRASIL UNAFE, pessoa jurídica de direito privado, sem fins econômicos, associação civil

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DE MG Rua Tomaz Gonzaga 686 Bairro de Lourdes CEP 30180 140 Belo Horizonte MG RESOLUÇÃO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DE MG Rua Tomaz Gonzaga 686 Bairro de Lourdes CEP 30180 140 Belo Horizonte MG RESOLUÇÃO TRIBUNAL DE JUSTIÇA MILITAR DE MG Rua Tomaz Gonzaga 686 Bairro de Lourdes CEP 30180 140 Belo Horizonte MG RESOLUÇÃO RESOLUÇÃO N. 162/2015 Institui o Regimento Interno da Escola Judicial Militar do Estado

Leia mais

Curso: Reflexões sobre o papel dos conselhos estadual e municipais do idoso

Curso: Reflexões sobre o papel dos conselhos estadual e municipais do idoso Curso: Reflexões sobre o papel dos conselhos estadual e municipais do idoso Novembro de 2014 Apoio: A Garantia de Proteção Integral da Pessoa Idosa e a Fiscalização das ILPIS Cláudia Maria Beré Promotora

Leia mais

PROPONENTE: CONSELHEIRO WALTER DE AGRA JÚNIOR- PRESIDENTE DA COMISSÃO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE JUSTIFICATIVA

PROPONENTE: CONSELHEIRO WALTER DE AGRA JÚNIOR- PRESIDENTE DA COMISSÃO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE JUSTIFICATIVA PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO PROPONENTE: CONSELHEIRO WALTER DE AGRA JÚNIOR- PRESIDENTE DA COMISSÃO DA INFÂNCIA E JUVENTUDE JUSTIFICATIVA A Recomendação ora apresentada se faz necessária para que o Ministério

Leia mais

EXCELENTISSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CIVEL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO-ESTADO DO RIO DE JANEIRO

EXCELENTISSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CIVEL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO-ESTADO DO RIO DE JANEIRO EXCELENTISSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CIVEL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO-ESTADO DO RIO DE JANEIRO RENATO GOMES, brasileiro, divorciado, dentista, residente e domiciliado na Rua dos Santos, Bairro

Leia mais

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL

PADRÃO DE RESPOSTA PEÇA PROFISSIONAL PEÇA PROFISSIONAL Petição inicial: Queixa-crime. Endereçamento: Vara Criminal da Comarca de São Paulo SP. Vara criminal comum, visto que as penas máximas abstratas, somadas, ultrapassam dois anos. Como

Leia mais

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SEVERINO SOMBRA. Quebra de sigilo em concurso vestibular CAIO TÁCITO

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SEVERINO SOMBRA. Quebra de sigilo em concurso vestibular CAIO TÁCITO FUNDAÇÃO EDUCACIONAL SEVERINO SOMBRA Quebra de sigilo em concurso vestibular CAIO TÁCITO Em face de denúncias de violação do sigilo em concurso vestibular para cursos mantidos pela Fundação Educacional

Leia mais

TURMA RECURSAL SUPLEMENTAR JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ

TURMA RECURSAL SUPLEMENTAR JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ TURMA RECURSAL SUPLEMENTAR JUIZADOS ESPECIAIS FEDERAIS SEÇÃO JUDICIÁRIA DO PARANÁ Processo nº 2008.70.53.005050-0 Relatora: Juíza Federal Andréia Castro Dias Recorrente: Instituto Nacional do Seguro Social

Leia mais

Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. CAPÍTULO I. Da Finalidade

Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. CAPÍTULO I. Da Finalidade Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências.. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Leia mais

RECOMENDAÇÃO 97/2009 - PROURB

RECOMENDAÇÃO 97/2009 - PROURB RECOMENDAÇÃO 97/2009 - PROURB O, por intermédio de suas Promotorias de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística do Distrito Federal, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 127 c/c

Leia mais

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA CÍVEIS FALIMENTARES, DE LIQUIDAÇÕES EXTRAJUDICIAIS, DAS FUNDAÇÕES E DO TERCEIRO SETOR

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DAS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA CÍVEIS FALIMENTARES, DE LIQUIDAÇÕES EXTRAJUDICIAIS, DAS FUNDAÇÕES E DO TERCEIRO SETOR CONSULTA N.º 09/2013 OBJETO: Juízo Competente Para Deferir Pedido de Recuperação Judicial INTERESSADA: 1ª PROMOTORIA DE JUSTIÇA DO FORO REGIONAL DE ARAUCÁRIA/PR CONSULTA N. 09/2013: 1. Cuida-se de consulta

Leia mais

DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941

DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 DECRETO-LEI Nº 3.689, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941 Código de Processo Penal. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta a seguinte Lei: LIVRO II DOS

Leia mais

Perguntas F requentes Relacionadas à Inscrição de Entidades de Assistência Social nos Conselhos Municipais de Assistência Social e do Distrito Federal

Perguntas F requentes Relacionadas à Inscrição de Entidades de Assistência Social nos Conselhos Municipais de Assistência Social e do Distrito Federal Perguntas F requentes Relacionadas à Inscrição de Entidades de Assistência Social nos Conselhos Municipais de Assistência Social e do Distrito Federal 1. Onde localizar os procedimentos para inscrição

Leia mais

A Defensoria Pública é a instituição com previsão constitucional para prestar assistência jurídica integral às pessoas que não têm condições

A Defensoria Pública é a instituição com previsão constitucional para prestar assistência jurídica integral às pessoas que não têm condições A Defensoria Pública é a instituição com previsão constitucional para prestar assistência jurídica integral às pessoas que não têm condições financeiras para pagar por um advogado. (Art. 134 da Constituição)

Leia mais

A requerente sustenta, mais, em síntese:

A requerente sustenta, mais, em síntese: A Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, com fundamento no art. 4º da Lei 4.348/64, requer a suspensão da execução da medida liminar concedida pelo relator do Mandado de Segurança nº 2006.01.00.043354-2

Leia mais

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ CENTRO DE APOIO OPERACIONAL ÀS PROMOTORIAS DE JUSTIÇA DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE E DA EDUCAÇÃO (Área da Educação) PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE PROTEÇÃO À EDUCAÇÃO NO

Leia mais

PROMOTORIA DE JUSTIÇA CIVEL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Promotoria de Defesa do Consumidor

PROMOTORIA DE JUSTIÇA CIVEL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO Promotoria de Defesa do Consumidor FICHA R Nº 920/00- CENACON - ASSUNTO: serviço público água constantes interrupções no fornecimento de água em diversos bairros da cidade - manutenção precária do sistema de abastecimento - prestação de

Leia mais

RECOMENDAÇÃO PR/RJ/CG Nº 07/2014

RECOMENDAÇÃO PR/RJ/CG Nº 07/2014 Procedimento Administrativo MPF/PR/RJ nº 1.30.001.001245/2013-82 RECOMENDAÇÃO PR/RJ/CG Nº 07/2014 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por meio do Procurador da República in fine assinado, com fundamento nos

Leia mais

PROVIMENTO N 001/2003 CGJ

PROVIMENTO N 001/2003 CGJ PROVIMENTO N 001/2003 CGJ Estabelece normas de serviço acerca dos Procedimentos de Registro de Nascimento, Casamento e Óbito de Brasileiros ocorridos em País Estrangeiro, bem como o traslado das certidões

Leia mais

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A

Desembargador JOSÉ DIVINO DE OLIVEIRA Acórdão Nº 373.518 E M E N T A Poder Judiciário da União Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios Órgão 6ª Turma Cível Processo N. Agravo de Instrumento 20090020080840AGI Agravante(s) POLIMPORT COMÉRCIO E EXPORTAÇÃO

Leia mais

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA PODER JUDICIÁRIO São Paulo Registro: 2015.0000163294 ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo de Instrumento nº 2022175-32.2015.8.26.0000, da Comarca de Praia Grande, em que é agravante FAZENDA DO ESTADO DE SÃO

Leia mais

10 LINHAS I. DOS FATOS. A autora teve um relacionamento esporádico. com o réu, no qual nasceu Pedro.

10 LINHAS I. DOS FATOS. A autora teve um relacionamento esporádico. com o réu, no qual nasceu Pedro. Caso prático Joana teve um relacionamento esporádico com Flávio, do qual nasceu Pedro. Durante cinco anos, o infante foi cuidado exclusivamente por sua mãe e sua avó materna, nunca tendo recebido visita

Leia mais

PROCESSO N. 654/04 PROTOCOLO N.º 5.344.203-0 PARECER N.º 942/07 APROVADO EM 12/12/07

PROCESSO N. 654/04 PROTOCOLO N.º 5.344.203-0 PARECER N.º 942/07 APROVADO EM 12/12/07 PROTOCOLO N.º 5.344.203-0 PARECER N.º 942/07 APROVADO EM 12/12/07 CÂMARA DE LEGISLAÇÃO E NORMAS INTERESSADA: SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO MUNICÍPIO: CURITIBA ASSUNTO: Relatório de Sindicância no Colégio

Leia mais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais

Tribunal de Justiça de Minas Gerais Número do 1.0024.14.148142-4/001 Númeração 0807534- Relator: Relator do Acordão: Data do Julgamento: Data da Publicação: Des.(a) Mariângela Meyer Des.(a) Mariângela Meyer 24/02/2015 06/03/2015 EMENTA:

Leia mais

RECOMENDAÇÃO n. 03/2014 PDDC - CNDH

RECOMENDAÇÃO n. 03/2014 PDDC - CNDH RECOMENDAÇÃO n. 03/2014 PDDC - CNDH Ao Excelentíssimo Senhor Governador do Distrito Federal, Considerando que é atribuição do Ministério Público zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços

Leia mais

Ressarcimento de danos elétricos em equipamentos

Ressarcimento de danos elétricos em equipamentos AO SENHOR NELSON JOSÉ HUBNER MOREIRA DIRETOR-GERAL DA AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA ANEEL SGAN 603, MÓDULO J, CEP: 70830-030 BRASÍLIA/DF RECOMENDAÇÃO 1. CONSIDERANDO que o Ministério Público é instituição

Leia mais

RECOMENDAÇÃO Nº 02/2012 CGMP

RECOMENDAÇÃO Nº 02/2012 CGMP MINISTÉRIO PÚBLICO DA PARAÍBA PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA CORREGEDORIA-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO RECOMENDAÇÃO Nº 02/2012 CGMP Recomenda aos Promotores de Justiça com atuação na área da proteção ao

Leia mais