Angola Estudo de Mercado para o Setor de Chocolates, Balas, Confeitos e Amendoim.

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1 Angola Estudo de Mercado para o Setor de Chocolates, Balas, Confeitos e Amendoim. Supervisão: Vice-Presidente: Solange Isidoro Gestor de Exportação: Rodrigo Solano Elaboração: Coordenadora de Inteligência Comercial: Juliany Braga Setor de Exportação ABICAB Agosto de 2013 Gostaríamos de saber sua opinião sobre esse material. Elogios, críticas e sugestões, por favor, enviar para Copyright 2011 ABICAB Todos os direitos reservados. Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos pela Lei Federal nº , de 19/2/1998. Venda proibida. Distribuição gratuita pela ABICAB

2 1 SUMÁRIO Assunto Página 1. ANGOLA INFORMAÇÕES GERAIS POPULAÇÃO, DADOS SOCIOECONÔMICOS E CULTURA ECONOMIA E INFRAESTRUTURA COMÉRCIO EXTERIOR POLÍTICA, ESTRUTURA ORGANIZACIONAL E RELAÇÕES EXTERIORES DISTRIBUIÇÃO E VAREJO O MERCADO DE CONFECTIONERY Amendoim Candies Chocolates CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES ANEXOS

3 2 1. ANGOLA INFORMAÇÕES GERAIS População: cerca de 20,2 milhões (2012). Moeda: kwanza (kz). Língua oficial: português. Horário local: GMT +1 (diferença de +4h em relação ao Brasil). Área: km² (aproximadamente o tamanho do estado do Pará). Costa: km. Localização: costa ocidental da África. Fronteiras: delimita-se com Congo, Zâmbia e Namíbia. Capital: Luanda. Clima: ensolarado, quente e úmido. Aeroporto: 4 de Fevereiro Principais portos: Luanda, Lobito e Namibe. Código de discagem internacional: 244

4 3 2. POPULAÇÃO, DADOS SOCIOECONÔMICOS E CULTURA A população de Angola é de 20,8 milhões segundo o UN Population Division e cresce a uma taxa média de 3%. A população urbana é de 60% e é a que está em maior expansão ( 4%, versus 0,8% da rural). Das 18 províncias 1 que compõem o país, as mais populosas são Luanda, Huila, Benguela e Huambo. As cidades mais populosas são Luanda e Huambo, que juntas representam 53% da população. Apenas Luanda tem cerca de 5 milhões de habitantes. É dividida em Baixa de Luanda, Cidade Alta, Ilha de Luanda e Luanda Sul, além da zona de favelas. A Marginal é a principal avenida da cidade. Além de Luanda e Huambo, são cidades importantes Benguela, Lubango, Menongue e Luena. Figura 1 - População das principais conglomerados urbanos ('000 hab.) * 2020* 2025* Huambo Luanda A população é de maioria jovem. Esse fato se deve à guerra pela qual ao país passou, mas também pelas condições de vida precárias. Vale ainda notar que a expectativa de vida dos angolanos é baixa, de 51,7 anos (sendo de 50,2 anos para homens e 53,2 para mulheres). A taxa de mortalidade infantil também é alta comparada a de outros países: 96,2 (a cada nascimentos). No Brasil, essa taxa é de 19,5. Os níveis educacionais também são baixos, o que gera um déficit precário de mão de obra especializada. Um adulto estudou em média 4,7 anos, segundo a UNDP. Considerando esses dados, não surpreende o fato de que no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2012, Angola tenha ficado na posição de 148 dentre 186 países, o que a coloca no rol de países de baixo desenvolvimento humano. O IDH leva em consideração três componentes: Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, longevidade e educação. 1 As províncias são: Bengo, Benguela, Bié, Cabinda, Cuando-Cubango, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Cunene, Huambo, Huila, Luanda, Luanda-Norte, Luanda-Sul, Malange, Moxico, Namibe, Uíge e Zaire.

5 4 A desigualdade social no país é grande. Contrastam nas ruas automóveis como BMW, Range Rovers, SUVs e outros, vindos sobretudo de Dubai, ao lado de modelos antigos e gastos da maioria da população. O trânsito é intenso. É importante ressaltar que em Angola os serviços de táxi ainda não funcionam bem. Existem, por exemplo, demora, cancelamento do envio de taxi e falta de disponibilidade, e que portanto não são confiáveis. Já o transporte público também é precário, sendo geralmente realizado pelos chamados cadongueiros. Estrangeiros, entretanto, não utilizam esse tipo de transporte. O comércio informal é comum (a OMC estima que até 70% das vagas de emprego oferecidas no país estão na economia informal), e conta com uma forte presença de mulheres, as zungueiras. Elas levam a mercadoria na cabeça e carregam os filhos amarrados ao corpo. Também é comum encontrar seguranças nas ruas e em locais privados armados com metralhadoras. Figura 2 - Comércio nas ruas de Luanda e Candongueiros 2 A desigualdade social e as condições de vida de um angolano médio podem ser percebidas também através do índice Where-to-be-born 3, da Economist Intelligence Unit (EIU). De 80 países analisados, Angola obteve em 2013 a 76ª posição. O índice leva em consideração 11 variáveis nas áreas de saúde, segurança, liberdade e igualdade e previsões econômicas. O Brasil ocupa a 37ª posição. 2 Imagens registradas durante a visita aos armazéns em Luanda.

6 5 Figura 3 - Indicadores Globais de Qualidade de Vida Visão geral dos resultados dos indicadores considerados. À esquerda, índice Where-to-be-born. À direita, índice Happy Planet (a graduação de cores é utilizada da seguinte forma: verde para bons índices e vermelho para performances baixas). Já no Happy Planet Index Angola obteve a posição 127 no ranking, de 151 países analisados. Já o Brasil, a de 21. Levando em consideração a desigualdade social, Angola permanece na mesma posição, embora o Brasil caia para a posição 31. O índice leva em consideração 3 componentes: expectativa de vida, bem estar e impacto ambiental. O bem estar, por sua vez leva em consideração a satisfação com a própria vida no momento dada as suas perspectivas. Apesar das condições precárias de boa parte da população, há também no país a elite angolana, empresários e pessoas ligadas ao partido político no poder, o MPLA, que residem principalmente nos condomínios privados de Luxo em Talatona (zona sul de Luanda) e no Miramar. Nessa pequena faixa da população, pode-se gastar sete mil euros numa noite ou setecentos mil numa festa de aniversário. Somente os gastos com empregados de apoio (como seguranças, empregadas e motoristas) na casa dessas famílias podem chegar a 20 mil euros por mês. As pessoas que compõem essa faixa da população viajam 3 Vide em 4 Disponível em:

7 6 com frequência, especialmente pelo fato de a oferta de produtos e serviços em Angola ser limitada. Portugal e Brasil são destinos importantes, uma vez que existe o facilitador da língua falada. No país há também participação expressiva de mão de obra estrangeira, sobretudo em posições estratégicas, já que o país carece de mão de obra especializada. Os chamados pulas (forma pejorativa utilizada pelos locais para designar os brancos) são, dentre outros, libaneses, turcos, brasileiros, e portugueses. Um expatriado ganha em média dez mil dólares por mês, segundo a CNN 5. Vale ressaltar que pela segunda vez em três anos Luanda ganhou o título de cidade mais cara para expatriados, dentre as outras 214 cidades avaliadas pela consultora Mercer, no maior estudo feito sobre o custo de vida para os trabalhadores estrangeiros. O alto custo de vida é puxado principalmente pelo preço da habitação, mas também pelo preço dos alimentos. Os angolanos adoram festejar. Qualquer motivo é bom para reunir os amigos e em casamentos e aniversários as festas são mais elaboradas. Essa característica das pessoas pode ser confirmada pelo indicador desenvolvido pela Gallup que ranqueia os países mais e menos emotivos 6, em que angolanos são considerados bastante emotivos. O índice Emotional State in the World leva em consideração a porcentagem de sim respondidos a perguntas que procuram captar emoções positivas e negativas relacionadas à satisfação no trabalho, alegria, competitividade e experiências urbanas (como o estresse), dentre outros, em mais de 140 países. Também é comum que os encontros ocorram em casa ao invés de restaurantes. Independentemente da classe social, é considerado a melhor opção. Além disso, comer fora é um luxo. Em qualquer restaurante considerado bom, a conta fica ao redor de 100 dólares e o serviço é geralmente ruim se comparado aos padrões de atendimento dos países desenvolvidos. 5 Conforme a matéria disponível em: 6 Vide a lista completa dos países em: (pg. 2).

8 7 Figura 4 Resultados do índice Emotional State in the World no mundo O funge e a muamba são pratos típicos. A culinária tradicional de Angola é influenciada pela portuguesa e pela moçambicana, recebendo ultimamente influência também da culinária brasileira. O funge é uma massa cozida de farinha de milho ou de mandioca, semelhante a um pirão, e geralmente acompanhado de molhos e carnes. Já a muamba é um tipo de cozido, e pode ser preparada com galinha, carne seca ou peixe, acompanhada de quiabo e dendê. Dentre os ingredientes mais utilizados na culinária angolana pode-se citar a mandioca, o amendoim, o milho, o trigo e a pimenta, segundo o Angola Market 7. Ovos, frango e frutos do mar também estariam dentre os alimentos preferidos. A maior parte da população é cristã (da população teísta, 98% é cristã) e a presença de protestantes no local tem aumentado. A Igreja Universal do Reino de Deus (brasileira), por exemplo, tem uma forte presença no local, com 230 templos. 7 No site são disponibilizadas algumas informações do mercado angolano. Para mais detalhes é necessária a contratação. Link:

9 8 Guia rápido de informações úteis em Angola 8 : Angolanos são hospitaleiros e calorosos. A construção e manutenção de relacionamentos são fundamentais para o sucesso. Embora o aperto de mãos seja o cumprimento mais comum, também é comum um abraço e/ou beijo, entre mais próximos. Não apresse esse momento de "quebra gelo" e cumprimente cada presente individualmente. Respeite as hierarquias. Cumprimente primeiramente os mais velhos, permita que eles se sirvam primeiro e utilize títulos e sobrenomes no tratamento. É comum ser convidado para uma visita residencial ao invés de restaurantes, mesmo em classes sociais mais altas. E embora a troca de presentes não seja prática muito comum e ocorra mais em áreas urbanas, é polido levar flores, frutas ou chocolate. Angolanos em geral são supersticiosos e valorizam suas tradições. A sociedade é considerada matriarcal. Eventos históricos e fatores econômicos resultaram em aversão a riscos e precauções. A burocracia é um fator a ser contornado. Angolanos não são apressados, têm um ritmo mais relaxado, lento de lidar com as coisas. Paciência é necessária para atuar no mercado. Horários, leis e regras são, às vezes, flexíveis. Evite sair sozinho à noite, lugares cheios e utilizar joias e relógios em locais públicos. Ande apenas com as cópias de seus documentos, e evite andar com quantias significativas de dinheiro. Estrangeiros devem andar de carro pessoal ou motorista. Caso o contato local não se disponibilize para efetuar seu transporte, solicite indicação, já que táxis geralmente não funcionam bem. 8 Com base no Angola Market e em informações coletadas in loco. Para mais informações a respeito da cultura angolana, é possível encontrar vídeos no Youtube, como o programa exibido pela Band O Brasil Segundo os Brasileiros, sobre o país: É possível, ainda obter mais informações sobre o mercado por meio de depoimentos e entrevistas realizadas durante o Mercado Foco Angola, evento promovido pela Apex-Brasil. Links: e

10 9 Como a malária é comum no país, procure evitar picadas de mosquitos, tomando vitaminas do Complexo B cerca de 10 dias antes da viagem e utilizando repelente. Tenha em mente também os sintomas da doença, dentre eles febre alta, dor de cabeça e no corpo, ondas de calor, calafrios, palidez e cansaço. Caso sinta um estado incomum, procure um médico imediatamente 9. Beba água engarrafada. A voltagem no local é de 220v. Evite utilizar o cartão de crédito: prefira levar dólares e trocar. Mesmo porque o número de estabelecimentos que aceitam cartão é bem limitado (cartões da bandeira Visa são mais aceitos do que a da Mastercard). A moeda de Angola é o kwanza. A taxa de cambio costuma ser cerca de kz95/dólar (porém crescente, com a valorização do dólar). Brasileiros necessitam de visto para entrada em Angola. Recomenda-se que seja tirado com antecedência. Desde fevereiro de 2012, não residentes que entrarem no país com mais de 10 mil dólares ou o equivalente em outra moeda devem declarar esse valor na alfândega, podendo ter esse valor confiscado caso contrário (controle de moeda). Antes de começar um negócio local, contrate um bom advogado local, preferencialmente recomendado pela Embaixada. 9 Uma lista de clínicas recomendadas a estrangeiros pode ser encontrada aqui:

11 10 Tabela 1 - Feriados Nacionais Data Descrição 01 de Janeiro Ano Novo 04 de Fevereiro Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional 08 de Março Dia Internacional da Mulher Março (variável) Carnaval 04 de Abril Dia da Paz e Reconciliação Nacional Abril (variável) Sexta-feira Santa 01 de Maio Dia Internacional do Trabalhador 17 de Setembro Dia do Herói Nacional 02 de Novembro Dia dos Finados 11 de Novembro Dia da Independência Nacional 25 de Dezembro Natal Fonte: Angola Press, 2012.

12 11 3. ECONOMIA E INFRAESTRUTURA Angola está no rol de países de crescimento acelerado, e possui várias categorias de produtos e nichos de mercados ainda não explorados. A guerra civil pela qual o país passou até a década passada acabou com a agricultura, destruindo campos e provocando a fuga da mão de obra agrícola para as cidades. Angola tem de importar a esmagadora maioria de bens de consumo, mesmo os mais básicos. Angola importa mais de 95% do que consome. O país também é rico em recursos naturais, como petróleo, diamantes, ouro, minérios de ferro, dentre outros, de modo que as principais indústrias do país estão ligadas à mineração. Angola é o segundo maior produtor de petróleo da África e quarto maior produtor mundial de diamantes. O setor industrial é o principal ramo de atividade do país, embora o setor agrícola venha apresentando elevado crescimento. O petróleo foi responsável por 54% do Produto angolano em 2012, segundo estimativas do FMI. A seguir, os principais indicadores econômicos de Angola. Tabela 2 Principais Indicadores Econômicos (2012) O gráfico abaixo mostra a evolução do PIB angolano e da inflação. Até 2008 o país apresentava taxas de crescimento de dois dígitos (22,6% em 2007 e 13,8% em 2008). A partir desse ano o PIB continuou crescendo acima da média mundial, porém com aceleração reduzida, situação em parte justificada pela crise

13 12 mundial, que teve impacto da demanda de petróleo. Segundo a Apex-Brasil 10, o crescimento foi ainda prejudicado por atrasos governamentais em pagamentos de construção em infraestrutura, mas perspectivas positivas em relação ao petróleo, bem como novas descobertas em mar profundo e recuperação do pós-guerra, conduziram desde 2002 a um movimento sustentado de aceleração do consumo privado e do investimento. Figura 5 Evolução do Crescimento do PIB e da Taxa de Inflação de Angola * 2013* 2014* ,0 22,6 20,6 20,7 13,8 14,5 13,3 13,7 13,5 12,2 12,5 10,3 9,4 8,4 8,4 7,3 6,2 3,4 3,9 2, * 2013* 2014* PIB (US$ bilhões) Inflação (%) Crescimento do PIB (%) Fonte: FMI. Relatório de Abril de Elaboração IC ABICAB. *Estimativa/Previsão. A taxa de inflação no país ainda é alta, porém em queda. A estimativa é de que nesse ano pela primeira vez ela fique abaixo dos dois dígitos. O custo de vida é alto no país e penaliza os mais pobres. Ainda segundo a Apex-Brasil, uma parcela de 68% da população é considerada pobre, sendo que 30% vivem com menos de US$ 2 por dia. Somente 30% da população possuem acesso à água potável e à eletricidade, além de os sistemas de transporte público e de educação não abrangerem todos os setores da sociedade. 10 Vide Angola Perfil e Oportunidades Comerciais 2012, disponível em:

14 13 Enquanto os salários para a população local ainda são baixos, estima-se que para uma família com dois adultos e uma criança as despesas mensais de supermercado devem ser de cerca de dólares 11. O salário mínimo varia de 90 a 136 dólares (95kz/dólar), dependendo do setor de atividade 12. O país possui 163 municípios, distribuídos em 18 províncias: Bengo, Benguela, Bié, Cabinda, Cuando-Cubango, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Cunene, Huambo, Huila, Luanda, Luanda-Norte, Luanda-Sul, Malange, Moxico, Namibe, Uíge e Zaire. Cabinda se localiza a parte do restante do país, separada pela República Democrática do Congo. Das 18 províncias, as com melhores perspectivas de negócios são principalmente Benguela e Lubango, além de Cabinda, Huila e Huambo. O governo tenta uma descentralização dos negócios em Luanda, e pode ser estimulado pelo fomento via crédito e pelo crescimento da agricultura nessas áreas. Os gastos do governo são de 36,3% do PIB. O superávit orçamentário é grande devido à receita do petróleo, mas existe certa incerteza fiscal. A dívida pública é moderada. O governo angolano esforça-se em recuperar a infraestrutura logística do país, prejudicada pelo período de guerra civil, sobretudo nas áreas relacionadas a transporte e logística, como malhas rodoviária e ferroviária. Há também interesse na diversificação da economia, e para isso têm realizadas revisões da legislação relacionada ao comércio e investimento e modernização do ambiente regulatório para atrair mais investimentos privados. O governo também tomou medidas como o Programa de Gerenciamento das Finanças Públicas e do Programa de Modernização Aduaneira, a fim de promover maior transparência e responsabilização em suas operações. Faz parte ainda dos planos do governo de melhorar as condições de infraestrutura, habitação, além de investimento no setor agrícola. O sucesso na evolução desses setores básicos vai determinar o sucesso da intenção de diversificar a sua economia. Boa parte das indústrias locais manteve-se nas mãos de empresas estatais, como as relacionadas ao petróleo e à produção de diamantes, desde a independência do país, em Entretanto, o governo teria anunciado à Bloomberg plano para a privatização de mais de 30 empresas públicas até 2018 para impulsionar a atividade econômica no país e reduzir o peso do Estado na economia. A estratégia é vender as empresas não essenciais, reduzir os seus custos e o montante de subsídios atribuídos pelo governo. O governo tenta subsidiar alguns produtos e serviços básicos, como água, eletricidade, transporte público, combustíveis, material escolar, medicamentos, serviços de saúde e de educação, etc. No entanto, alguns observadores apontam que tais medidas, apesar de sua natureza socializante, não atingem seus objetivos, sendo um fator de desinteresse para investidores privados no país e favorecedor do surgimento de desequilíbrio das despesas orçamentárias. 11 Segundo o livro Trabalhar em Angola, de Hermínio Santos. 12 Informação disponível em:

15 14 Apesar dos esforços empreendidos, há ainda muito que se melhorar. Falta estrutura básica no país, que está em reconstrução. A energia é cara, e a falta de energia frequente, sendo comum que quem possa compre geradores. O acesso a saneamento básico também é precário, apenas 57% da população tinha acesso a saneamento em Figura 6 Falta de Estrutura Básica em Angola Na foto, pessoas trabalhando e descansando ao lado do lixo e do esgoto. Carnes sendo expostas e vendidas nas ruas, sem condições de higiene. O país é bastante conhecido pela sua corrupção e cobrança de propina. Dessa forma, não é de se estranhar as condições precárias da população, uma vez que altos níveis de corrupção estão relacionados à falha na prestação de serviços básicos, como educação ou saúde. O Corruption Perceptions Index 14, que mede a corrupção do setor público, pode indicar o grau de corrupção no país. O índice varia em sua escala de 0 (país altamente corrupto) a 100 (muito transparente), e enquanto nenhum país apresenta um índice perfeito, uma pontuação abaixo de 50 indica um sério problema de corrupção. A pontuação de Angola em 2012 foi de 22 pontos, o que no quesito de transparência a coloca na posição 157, de 174. A pontuação do Brasil foi de 43, ficando em 69º lugar. 13 Segundo O Globo, com base em dados da OCDE e do Banco Mundial. 14 Disponível em

16 15 A seguir, mais índices importantes para analisar a estrutura do país: Economic Freedom of the World , do Frasier Institute. Leva em consideração o tamanho do governo, o sistema legal e direito de propriedade, a segurança da moeda, a liberdade de comércio internacional e regulação por meio da avaliação de cerca de 50 subvariáveis. A nota de Angola Nota 5,12 de 10, alcançando a 139ª posição, de 144. A seguir, os parâmetros que mais interferiram no desempenho. Tabela 3 Variáveis de Destaque na Avaliação do Economic Freedom of the World 2012 Melhores desempenhos Abrindo um negócio Alíquotas máximas de imposto Controle da taxa de juros Negociação coletiva centralizada Propriedade bancária Regulação do mercado de crédito Tarifas Piores Desempenhos Consumo do governo Controle do movimento de capital e de pessoas Cumprimento de contratos Custos de burocracia Custos de conformidade de importações e exportações Imparcialidade dos tribunais Propinas Proteção aos direitos de propriedade Requisitos administrativos Fonte: Frasier Institute. Elaboração: IC ABICAB Index of Economic Freedom 16 : analisa estado de direito, limitação do governo, eficiência regulatória e abertura de mercado. O índice forneceu resultados semelhantes ao índice anterior, embora considere que os indicadores do país tenham melhorado, principalmente em relação aos gastos do governo, liberdade de comércio e corrupção. Angola está classificada em 158, de 177 países analisados, e sua pontuação permanece bem abaixo da média 15 Os dados considerados, porém, são de Disponível em: 16 Vide

17 16 mundial e regional (posição 40 dos 46 países da região da África Subsaariana). Segundo a análise do indicador, o uso do sistema judicial, por exemplo, é desencorajado por procedimentos demorados e de influências do poder executivo sobre os resultados. Honorários advocatícios e registro de propriedade podem ser proibitivamente caro, e a proteção aos direitos de propriedade é fraca. Doing Business , do Banco Mundial. A classificação dos países leva em conta aspectos relacionados à abertura de empresas, obtenção de alvarás, contratação de empregados, emissão de registro de propriedades, obtenção de crédito, proteção de investidores, pagamentos de impostos, comércio exterior, cumprimento de contratos e fechamento de empresas, entre outros. Leva em consideração 185 países, sendo que no último ano disponível Angola ficou na 172º posição (o Brasil, em 130º). Segundo o Banco Mundial, o país tem apontado uma melhora nos últimos anos. No item do Doing Business referente a comércio exterior mede-se o tempo e o custo (excluindo tarifas e o tempo e custos referentes ao transporte marítimo) associados a exportação e importação de um carregamento padrão de mercadorias por transporte marítimo e o número de documentos necessários para completar a transação. A exportação para Angola (porto de Luanda) de um contêiner de 20' requer 8 documentos, leva 45 dias e custa dólares. Tabela 4 Angola: Tempo e Custo Relacionados a Procedimentos para Importar Procedimento Tempo (dias) Custo (US$) Preparação de documentos Desembaraço aduaneiro e controle técnico Manuseio nos portos e terminais Manuseio e transporte interno Total Fonte: Doing Business, Banco Mundial. Elaboração: IC ABICAB. O tempo e o custo envolvidos para as importações angolanas vêm caindo desde Angola acelerou os processos relacionados a comércio exterior por meio da adoção de procedimentos simplificados e investimentos em infraestrutura e administração portuária. 17 Disponível em

18 17 Os documentos para a importação são básicos, a saber: Conhecimento de Embarque (Bill of Landing), Documento Único (vendido pelo governo), Certificado de Origem, Fatura comercial (Commercial Invoice), Declaração de importação, Autorização de importação do Conselho Nacional dos Carregadores Angolanos, Romaneio de Carga (Packing List) e Recibo de manipulação Portuária. Os produtos que não possuírem a documentação de importação correta estarão sujeitos a taxas de penalidade. Além disso, segundo a Apex-Brasil, a Bivac (Bureau Inspection Valuation Assessment Control) aconselha que os exportadores etiquetem, em português, bens do gênero alimentício, perfumes e cosméticos, farmacêuticos e químicos. As informações que devem estar presentes nas embalagens de gêneros alimentícios são: nome do produto, referência do lote, condições de armazenamento, datas de produção/validade, composição de gordura, capacidade, percentual alcoólico, etc. O tempo remanescente de vida útil em estante deve ser de seis meses (cinco meses para fins de mercado e um para fins de transporte). Em relação à infraestrutura logística, há poucos anos havia grande congestionamento no porto, e as empresas apresentavam grandes problemas no plano da logística, como a deterioração dos produtos e aumento dos custos. Entretanto, empresários brasileiros relatam que o governo está fazendo um bom trabalho no que diz respeito à logística dos alimentos, melhorando e expandindo o porto de Luanda, por exemplo, o que facilita a atividade das empresas. O principal meio de transporte utilizado para o comércio exterior em Angola é o marítimo, sendo os principais portos os de Luanda, Lobito e Namibe. A seguir, mais informações sobre o transporte em Angola 18 : Transporte Rodoviário: em 2006, dos km de estradas, km eram asfaltadas (11%). Os principais eixos caracterizam-se por unirem a capital com o interior, ou seja, na direção Norte (Bengo, Zaire, Uíge), Leste-Oeste (Malanje, Luanda Norte, Huambo, Luanda Sul, Moxico, Kwanza-Norte, Huambo, Bié) e Sul (Kwanza Sul, Benguela, Namíbe). Essa malha é complementada com eixos secundários que permitem a comunicação com Namíbia, República Democrática do Congo e República do Congo. Transporte Ferroviário: Angola tem uma rede ferroviária de km. Desses quilômetros de linha férrea, dois são de percurso interprovincial e apenas uma intercontinental, conforme a tabela abaixo. 18 Segundo o Portal da República de Angola, Disponível em:

19 18 Tabela 5 Malha Ferroviária de Angola Fonte: Portal da República de Angola, Transporte Aéreo: uma rede de infraestrutura constituída por aeroportos e aeródromos distribuídos por todo o país permitem o acesso a todo o território nacional e ao exterior através do aeroporto internacional 4 de Fevereiro, na capital. A TAAG (Angola Airlines) constitui a companhia que opera por todo o país e assegura as ligações com capitais da África, Europa e América. Além da TAAG, atuam no país as seguintes companhias aéreas estrangeiras: TAP, Air-France, Aeroflot, Sabena, Lac (R.D.Congo), Lima-Congo (Congo-Brazzaville), Air-GAbon, Air Namíbia, SAA, Ethiopian Airlines e a British Airways. Em relação a voos domésticos existem ainda as companhias SAL (Sociedade de Aviação Ligeira), AAC (Angola Air Charter Ltda) e a Trasnáfrica, que prestam serviços de transportes de passageiros e cargas e dispõem de ligações regulares entre as principais cidades Luanda, Huambo, Benguela, Lubango, Cabinda, Moxico e Malanje; Air Gemini que opera na região do Leste e a Sonair com operações aéreas ligadas à Sonangol (Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola, empresa estatal do ramo petrolífero). Transporte Marítimo: o principal meio de transporte utilizado para o comércio exterior em Angola é o marítimo, sendo os principais portos os de Luanda, Lobito e Namibe. O País está dotado de três grandes portos comerciais e diversos outros de pequenas dimensões orientados fundamentalmente para a pesca e petróleos. Entre as principais companhias de navegação que operam em Angola destacam-se a Cabotang, Empromar, NDS e a Secil Marítima.

20 19 Segundo a Apex-Brasil 19, a capacidade de pagamentos de Angola foi semelhante à de Moçambique e Nigéria, e inferior a de Egito e África do Sul. Sua classificação de longo prazo seria B e a de longo prazo seria B+. Assim, o comum no mercado é trabalhar com pagamento adiantado ou carta de crédito confirmada de banco de primeira linha. O setor bancário em Angola tem mais de 20 bancos em operação e continua a crescer. A utilização pública de serviços bancários, no entanto, continua a ser baixa, apenas cerca de 10 por cento da população mantém contas bancárias. Os setores mais atrativos são aqueles relacionados com a construção civil, a agricultura, a pesca, a alimentação, o turismo e os imóveis. 19 Em Angola: Perfil e Oportunidades Comerciais (http://www2.apexbrasil.com.br/media/estudo/perfilangoladefinitivo_ pdf), com base nas medidas de risco feitas pela Standard and Poor s (S&P). A classificação vai de AAA, menor risco ou melhor avaliação, até C, maior risco ou pior avaliação, ficando assim distribuída: AAA; AA+; AA; AA-; A+; A; A-; BBB+; BBB; BBB-; BB+; BB; BB-; B+; B; B-; CCC; CC; C.

21 20 4. COMÉRCIO EXTERIOR O fluxo de comércio entre Angola e o mundo é intenso, visto que sua economia ainda tem como base o petróleo e necessita importar a maioria maciça dos bens que consome. É possível notar conforme a tabela abaixo que o crescimento ou da queda das exportações tem impacto direto nas importações, reforçando o papel desempenhado pelo petróleo na economia. Tabela 6 Angola: Comércio Exterior 20 (US$ bi) Assim, a crise econômica mundial repercutiu tanto sobre as exportações, as importações e o PIB angolano, cuja queda no desempenho não foi maior por conta da demanda interna. Ademais, sofre forte influência dos preços internacionais de produtos relacionados a alimentos e derivados de petróleo e energia. A pauta de exportação é composta por petróleo e seus derivados (mais de 97%), além de pedras preciosas e embarcações flutuantes, dentre outros. Os principais destinos das exportações angolanas em 2011 foram China (com participação de 38%), Estados Unidos (21%), Índia (9%) e Canadá (4%). O Brasil obteve o 12º lugar entre os principais destinos com participação de 0,7% do total. 20 Os dados de comércio de 2012 do país ainda não estão fechados.

22 21 Já os principais fornecedores de bens a Angola são: Portugal (20%), China (18%), Estados Unidos (9,5%), Brasil (7%) e África do Sul (6%). Dentre os demais fornecedores, a presença é de, sobretudo, países da União Europeia, como França, Reino Unidos, Bélgica e Holanda. A participação conjunta do bloco é de 40% na pauta importadora de Angola. Os bens demandados pelo país são principalmente de manufaturados, com destaque para fabricação de máquinas e equipamentos de uso na extração mineral, construção e siderurgia e alimentos e bebidas, conforme a tabela a seguir. Tabela 7 Angola: Composição das Importações em 2011

23 22 Enquanto o Brasil importa de Angola praticamente petróleo e seus derivados, as exportações brasileiras para Angola são diversificadas, e principalmente de manufaturados, cuja participação é de 66% (seguida de produtos básicos, cuja participação é de 33,7%). Os principais produtos exportados são açúcar refinado, carne de frango e suína e máquinas e equipamentos. Tabela 8 Brasil-Angola: Evolução do Intercâmbio Comercial (US$ milhões) Diversas empresas brasileiras têm negócios com o páis. Grandes empresas brasileiras como Odebrecht, Petrobrás, Furnas e Vale do Rio Doce estão presentes no local. Do setor de balas, chocolates e amendoim, 19 empresas integrantes da Sweet Brasil exportaram para lá em A presença brasileira no mercado é notória. É comum ouvir músicas brasileiras nas rádios, bem como regravações de músicas que fizeram sucesso no Brasil por artistas angolanos. As novelas da Globo e da Record, que têm canais fechados na TV angolana, correspondem a mais de 40% da audiência. Nas gôndolas também é fácil encontrar produtos brasileiros, como o guaraná Antártica. Os nativos admiram muito os brasileiros, e esse componente afetivo ajuda a aceitação do produto brasileiro lá. A presença de brasileiros também não é baixa, há mais de 20 mil brasileiros residindo no país.

24 23 5. POLÍTICA, ESTRUTURA INSTITUCIONAL E RELAÇÕES EXTERIORES Angola foi durante 5 séculos colônia de Portugal, até 1975, e ainda hoje a influência portuguesa é muito grande. O interesse primordial de Portugal por Angola era o comércio de escravos. Vale notar que em 1648, após de 24 anos de conflitos, Portugal reestabelece a conquista da colônia invadida pelos holandeses e inicia um período de esforços para a restauração do que havia sido destruído durante os embates. Angola também tem laços com a Inglaterra, que financiou a construção de importantes ferrovias de ligação entre a costa e o interior. Após a independência, o país foi marcado pela rivalidade política entre as forças angolanas, que culminou na guerra civil, com fim em O atual presidente é José Eduardo dos Santos, eleito o presidente do partido em poder, o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola). Em 1992, ele e o candidato Jonas Savimbi foram eleitos para o segundo turno (por 49,6% vs. 40,7% dos votos, respectivamente), entretanto o segundo candidato mais votado alegou fraude nas eleições, reascendendo a guerra civil, enquanto José Eduardo permaneceu no poder. Angola possui um sistema republicano de governo, entretanto a nova Constituição aprovada em fevereiro de 2010 estabelece a extinção do cargo de primeiro-ministro, de forma que o Poder Executivo passou a ser de titularidade exclusiva do presidente da República. O presidente é escolhido pelo partido que ganha as eleições parlamentares, e é eleito para um mandato de cinco anos, podendo ser reeleito para dois mandatos consecutivos ou descontínuos de ofício. O Conselho de Ministros transformou-se em órgão auxiliar do presidente da República no exercício do Poder Executivo. Cada província tem um governador, que é nomeado pelo presidente, e a Assembleia Nacional é unicameral, composta por 223 membros. A estrutura jurídica angolana consiste no Tribunal Supremo, no Tribunal Constitucional, nos tribunais provinciais e nos tribunais municipais. O presidente da República nomeia os juízes do Tribunal Supremo, após considerações do Conselho Superior da Magistratura Judicial. O Conselho Superior possui também as incumbências de nomeação, colocação, transferência e promoção de outros juízes. No que tange ao comércio, não existem tribunais específicos; em dezembro de 2010, entretanto, segundo a Apex- Brasil 21 o Ministério das Finanças e o Serviço Nacional das Alfândegas reabilitaram as instalações da Sala do Contencioso Fiscal e Aduaneiro, instalada no Porto de Luanda. 21 Essa e as informações a seguir dessa seção são um resumo das informações disponíveis no estudo Angola: Perfil e Oportunidades Comerciais. Para informações mais detalhadas acessar o estudo em (especialmente págs ).

25 24 A organização da economia permanece largamente nas mãos do Estado, que é o principal regulador e coordenador do desenvolvimento econômico. A nova Constituição, contudo, estabelece alterações em matéria de Direitos Fundamentais, que passaram a incluir a propriedade privada, a livre-iniciativa econômica, o direito ao ambiente e a propriedade intelectual. Figura 7 Estrutura e Principais Órgãos do Governo de Angola Fonte: IC Apex-Brasil, com base em sites do governo.

26 25 Quanto a organizações interestatais africanas, Angola é membro original da União Africana (UA), cujo objetivo é a formação de uma união monetária e econômica. A UA tem sua origem na Organização para a Unidade Africana (OUA), cuja participação de Angola data de Além disso, Angola é membro fundador da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês), a qual almeja formar um mercado comum entre seus membros até Angola também faz parte, como membro original, da Comunidade Econômica dos Estados da África Central (ECCAS) e do grupo de países Africanos, Caribenhos e do Pacífico (ACP) que, sob o Acordo de Cotonou, estão associados à Comunidade Europeia (CE). Desde agosto de 2002, juntamente com Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, Angola integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) 22, sendo membro-fundador. Nesse sentido, houve a assinatura de um acordo de cooperação entre os membros em julho de Angola também tem acordos comerciais bilaterais com Argentina, Bulgária, Cabo Verde, Camarões, China, Cuba, Congo-Brazzaville, República Democrática do Congo, República Tcheca, Gabão, Alemanha, Gana, Guiné-Bissau, Hungria, Índia, Coreia do Norte, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Polônia, Rússia, São Tomé e Príncipe, Eslováquia, Tanzânia, Ucrânia, Vietnã, Zâmbia e Zimbábue. Tendo sido o primeiro Estado a reconhecer a independência de Angola, sob a liderança do MPLA, o Brasil possui fortes laços com esse país africano, manifestados das mais diversas formas, seja através da intermediação de relações diplomáticas entre Angola e Estados Unidos ou no desmonte de minas terrestres em solo angolano, efetuado pela Engenharia do Exército Brasileiro. Com a posse do presidente Lula, em 2003, uma nova direção foi dada às relações exteriores do Brasil, a qual conferiu um papel especial às relações com os países africanos, em especial aqueles de língua portuguesa, aprofundando a agenda da CPLP. Quanto a Angola, novas linhas de crédito foram abertas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), impulsionando investimentos brasileiros e incentivando empresas brasileiras, principalmente na área de infraestrutura, a se estabelecerem no país 23. Além disso, nos regimes dos países desenvolvidos de Sistema Geral de Preferências (SGP), Angola é beneficiária de cláusulas de País menos Desenvolvido (LDC, na sigla em inglês). O tratamento de Nação Mais Favorecida (NMF) é concedido a todos os parceiros comerciais de Angola, que, embora tenha assinado o Protocolo Comercial da SADC, ainda não apresentou um projeto de redução de tarifas para as preferências regionais. 22 Mais informações podem ser obtidas em 23 Os acordos bilaterais com o país ainda podem ser visualizados no link a seguir:

27 26 As importações angolanas estão também sujeitas ao imposto sobre o consumo, que consta na tarifa junto com direitos de importação e cujas taxas são de 2%, 10%, 20% e 30%. A taxa de 10% se aplica à grande maioria dos produtos, enquanto as taxas de 20% e 30% se aplicam principalmente a bens de luxo e a taxa de 2%, a uma variedade de bens básicos ou, em alguns casos, aos insumos ou às máquinas para a indústria. Na prática, já que a maior parte das mercadorias tem que ser importadas pelo país, o imposto sobre o consumo é efetivamente um imposto adicional sobre as importações; a proteção efetiva concedida à indústria nacional é reforçada pela diferenciação nas taxas desse imposto, a fim de impulsionar um embrionário processo de substituição de importações por produção interna.

28 27 6. DISTRIBUIÇÃO E VAREJO Embora o mercado informal seja expressivo em Angola (estima-se que ainda corresponda a mais de 50% de tudo o que é comercializado), o setor de varejo é crescente e considerado muito promissor. Ele foi impulsionado pela entrada em 2003 do grupo sul africano Shoprite, o maior do continente, e do Nosso Super e Poupa Lá, da estatal Presild, a partir de Na sequência, foi inaugurado o maior hipermercado do país (Kero) e o cash & carry Alimenta Angola em 2009, além do Mega Cash & Carry, em Sondam ainda a entrada no mercado a marca portuguesa Continente (do Grupo Sonae) e o grupo angolano Score, que anunciou a intenção de construir 60 supermercados sob a insígnia Mel. Também existe o interesse de outros grupos no mercado, como o El Corte Inglés (espanhol) e o Wal-Mart (americano). A rede varejista local conta ainda com o grupo nacional Arosfran, redes de supermercados como Martal e Pomobel e a rede de produtos premium Casa dos Frescos, dentre outros. O crescimento da rede varejista também influencia o consumo de alimentos no país, pois aumenta a variedade de produtos disponibilizados bem como a qualidade dos produtos ofertados, além de criar mais empregos e gerar renda. Abaixo, mais informações de redes varejistas que operam no local 24. PRESILD Marcas: Nosso Super, Poupa Lá, Nossa Casa Origem: Angola O Programa de Reestruturação Logística e de Distribuição de Produtos Essenciais à População (Presild), criado por um decreto presencial de 2005, visa reformular o quadro legal do comércio, ampliar a oferta de bens essenciais à população e o consumo de produtos nacionais. O programa inclui igualmente a construção de infraestruturas para o atacado e varejo, além de criar novas oportunidades de negócios e de emprego. Foi no âmbito do Presild que nasceram supermercados de pequeno e médio porte espalhados por todo o território, como o Nosso Super (gerido pela empresa brasileira Odebrecht) e Poupa Lá (inicialmente gerido pelo grupo português GCT, que acabou por falir no seu país de origem, sendo substituído pela Odebrecht). Face aos problemas financeiros que o projeto enfrentou, especulou-se na imprensa uma eventual privatização, embora isso tenha sido desmentido pelo Ministério do Comércio. A reabertura do Presild em maio desse ano contou com negociações extensas entre o Estado angolano (proprietário da rede) e a empresa privada Nova Rede de Supermercados de Angola (NRSA), entidade que vai gerir as lojas Nosso Super nas 18 províncias do país. A NSRA assinou com o Estado um contrato de dez anos, tendo investido na recuperação da 24 Com base em informações do O País, revista Exame e site das empresas.

29 28 rede mais de 50 milhões de dólares. A rede, que integra um complexo empresarial em Viana, dois centros de distribuição e logística em Viana e no Lobito e 29 lojas distribuídas por todo o país, é a maior a operar no mercado varejista nacional 25. GRUPO AUCHAN Marca: Jumbo Origem: França O grupo familiar Auchan foi fundado no Norte de França em 1961, sendo um dos principais grupos de distribuição europeus. Pioneiro no conceito de hipermercado, o grupo iniciou a internacionalização para os mercados contíguos de Espanha, Itália e Portugal. A partir de 1994, o processo intensifica-se com a entrada na Polônia, México, Luxemburgo, Hungria, Estados Unidos, China, Taiwan, Marrocos, Rússia e Romênia. Em 1996, adquire o grupo Pão de Açúcar em Portugal (com 31 lojas das marcas Jumbo e Box), o que permitiu assumir a gestão do hipermercado Jumbo de Luanda, criado em 1973, e o maior do pais até a chegada do Kero. Hoje, o grupo está presente em 13 países, tendo faturado 58,3 mil milhões de dólares em Segundo a Espírito Santo Research, o hipermercado Jumbo é detido em 30% pelo grupo francês e o restante pertence a investidores angolanos. TEIXEIRA DUARTE Marcas: Maxi, Bom Preço, Casa de Coração Origem: Portugal O grupo está presente no comércio alimentar angolano desde 1996, no formato cash & carry, através da insígnia Maxi, que está localizada nas províncias de Luanda (Morro Bento, Talatona, Cazenga, Viana); Kwanza-Sul (Porto Amboim e Sumbe) e Benguela (Lobito). O grupo criou recentemente a marca de varejo de bairro Bom Preço (localizada no Ginga Shopping, em Viana), a Casa de Coração (especializada em produtos para o lar) e a Maxilectro (eletrodomésticos), presentes no Maxi Park de Talatona. O grupo Teixeira Duarte Angola também detém os hotéis Trópico, Alvalade e Baía em Luanda. A construção civil é o seu principal ramo de atividade (participa, entre outros projetos, da construção da nova sede da Assembleia Nacional). Outros ramos de negócio são o imobiliário (posse de imóveis); 25 Veja ainda vídeo sobre a rede, que permite conhecer as lojas do grupo, seus clientes e seus planos para os próximos anos:

30 29 o automotivo (comercialização e representação das marcas Peugeot, Nissan, Honda e a marca Indiana Mahindra), a de cimentos (Angocine e Metangola) e a de restaurantes (pastelaria Nilo e restaurante Pintos). O grupo, fundado em Portugal em 1921, está em Angola desde 1976 e em mais 12 países (Argélia, Brasil, Cabo Verde, China, Espanha, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Rússia, São Tomé e Príncipe, Ucrânia e Venezuela). REFRIANGO Marcas: Mega Cash & Carry Origem: Angola O grupo detido por uma sociedade anônima de capital angolano e português inaugurou o Mega Cash & Carry em novembro de 2010, no bairro da Palanca. Detém, ainda, as marcas de bebidas Blue, Pura, Nutry, Tutti, Cuia e Welwitschia e a Wayfield (uma trading de produtos alimentares sediada em Portugal, mas que tem Angola como mercado-alvo), dentre outros negócios. Durante a cerimônia de lançamento o Mega Cash & Carry assumiu a intenção de se tornar o maior centro comercial de distribuição de produtos alimentares em Angola, com foco nos produtos perecíveis. O investimento orçado em 35 milhões de dólares inclui uma área de venda de 4600 metros quadrados e uma referência de 3 mil produtos (incluindo marcas próprias, a fabricação de pão e pastelaria, cafeteria e restaurante). Na mesma ocasião, o grupo revelou a intenção de inaugurar mais duas lojas, em Benguela e Luanda, e criar uma rede em todo o território nacional até SHOPRITE Marcas: Shoprite, USave Origem: África do Sul Trata-se do maior grupo de distribuição africano e abriu o seu primeiro hipermercado em Angola em Hoje o grupo possui lojas no Belas Shopping de Talatona (que foi ampliada), no bairro do Palanca (o primeiro do grupo, lançado em 2003) e no Lobito (aberta em 2010). Possui ainda outros supermercados de menor dimensão (a cadeia designa-os internamente por USave) no Bairro Azul, Ilha do Cabo, Morro Bento, Mulemba e Prenda, além de hipermercados em Huambo e Lubango. A rede sul-africana está também representada nas províncias do Namibe e Kwanza-Sul (Porto Amboim). O grupo opera em 16 países africanos e emprega 95 mil pessoas. No ano passado o presidente informou à imprensa sul-africana que tencionava abrir mais dez unidades na Nigéria, Malawi, República Democrática do Congo e Angola nos próximos dois anos.

31 30 TENDA ATACADO Marcas: Alimenta Angola Origem: Brasil O cash & carry Alimenta Angola foi inaugurado em 2009, na estrada de Catete com uma área de metros quadrados, 150 funcionários e mais de 6 mil itens. O grupo tem a intenção de ampliar a rede para dez unidades atacadistas em Angola, duas em Luanda e sete nas províncias. Fundado em 2001, o grupo Tenda Atacado possui 15 lojas em São Paulo, dois centros de distribuição e cerca de 3 mil trabalhadores. Fatura mais de 60 milhões de dólares por ano e é a quinta maior rede varejista do Brasil.

32 31 7. O MERCADO DE CONFECTIONERY Semelhantemente ao que ocorre na comercialização dos produtos em geral, também é comum que os produtos do setor sejam comercializados nas ruas, principalmente as pastilhas e chiclés (por ambulantes e barraquinhas) e o amendoim, que é vendido a granel dentro de bacias. Além do consumo dos produtos como indulgência, é comum que as igrejas distribuam balas às crianças nas salas de ensino. Também é possível a compra de balas e doces para elaboração de kits a serem entregues em festas de aniversário. O período de maiores vendas vai de outubro a dezembro, por conta das festas de final de ano, sobretudo no mês de dezembro. Como os produtos são de origem externa, as importações servem como uma aproximação do consumo do setor (com exceção do amendoim, já que existe produção local). No período compreendido entre 2007 e 2011 as importações angolanas do setor cresceram a uma taxa média de 24% em valor e 19% em volume. Só no ano de 2011 o crescimento correspondeu a 33% em valor e 22% em volume. As importações de candies cresceram em média 26% em valor e 22% em volume no período em análise, 51% em valor e 32% em volume em Já as importações de amendoim apresentaram um crescimento médio de 35% em valor e 31% em volume, sendo que em 2011 cresceram 43% em valor, mas caíram 11% em volume. Já as importações de chocolates cresceram em média 18% em valor e 10% em volume no período , sendo que em 2011 apresentou crescimento de 3% e caíram 2% em volume. Vale notar que em 2012 as importações de chocolates, ainda não fechadas, já haviam ultrapassado o valor e o volume importado no ano anterior, indicando crescimento. Os principais fornecedores de produtos do setor são Portugal (com participação 15% no total importado), Brasil (15%), Namíbia (15%), Argentina (13%), China (12%) e África do Sul (12%). Não foram identificadas diferenças de tarifas aplicadas sobre as importações originadas no Brasil em comparação aos principais países concorrentes, sendo que a tarifa ad valorem aplicada varia de 5 a 15% conforme o SH. As exportações brasileiras do setor, por sua vez, cresceram em média 14% em valor e 9% em volume no período entre 2007 e 2011 (puxadas para cima devido ao segmento de candies). As exportações brasileiras de chocolates no período caíram a uma taxa média anual de 6% em valor e 4% em volume. As exportações de amendoim também caíram no período, a uma taxa média de 38% em valor e 39% em volume. Entretanto, as exportações de candies cresceram em média 18% em valor e 11% em volume. As exportações de amendoim deram um salto em Com exceção do amendoim, em 2012 os segmentos apresentaram taxas de crescimento negativas (quedas superiores a 5% em valor e em volume).

33 32 Figura 8 Importações Angolanas do Setor e Segmentos ,9 Importações do Setor 67,2 68,4 91,0 82,9 1400,0 1200,0 1000,0 800,0 Importação de Amendoim 899,2 1283,0 861, ,8 16,2 22,3 26,7 26,8 32,6 31,9 600,0 400,0 200,0 205,0 384,0 399,7 179,9 588,0 313,2 675,6 603,5 411, * 0, * Volume (TON Milhares) Valor (US$ Milhões) Volume (TON) Valor (US$ Milhares) ,3 Importação de Candies 40,4 42,5 64,0 53, ,1 Importação de Chocolate 26,2 25,0 25,8 28, ,3 11,4 15,9 18,8 19,2 25,2 24, ,1 4,6 6,2 7,6 6,9 6,7 7, * * Volume (TON Milhares) Valor (US$ Milhões) Volume (TON Milhares) Valor (US$ Milhões) Fonte: UN/Comtrade. Elaboração: IC ABICAB. *Dados de 2012 ainda não fechados (faltando parceiros relevantes, como Namíbia, Colômbia, Itália. e Colômbia). Note que Angola não reporta seus dados de comércio, logo as informações aqui apresentadas tratam-se de dados espelho (exportações para Angola).

34 33 Figura 9 Principais Fornecedores dos Produtos do Setor em 2011 Tabela 9 Tarifas de Importação Ad Valorem Colômbia 7% África do Sul 12% China 12% Outros 11% Portugal 15% Total: US$ 91 milhões África do Sul 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% Namíbia 15% Brasil 15% Argentina 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% Brasil 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% China 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% Colômbia 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% Índia 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% México 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% Namíbia 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% Portugal 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% Turquia 5% 5% 10% 10% 10% 10% 15% Argentina 13% Fonte: MacMap, ITC. Elaboração: IC ABICAB. Fonte: UN/Comtrade. Elaboração: IC ABICAB. O mercado é dominado pela Kraft Foods (por meio dos produtos Cadbury Dairy Milk, Trident, Dentyne e Chiclets, dentre outros) e pela Arcor (Bon o Bon, Big Bola, Blow Up, dentre outros). Tais produtos são facilmente encontrados nos PDVs em geral. Também foram encontrados outros produtos de marcas fortes, como Nestlé e Lindt. Esses produtos (somando os da Kraft Foods) são exportados geralmente da África do Sul, embora possam vir também da Europa. Nos armazéns, havia maior variedade de produtos, originados de diversos locais, embora a Arcor ainda fosse encontrada com força expressiva. Foi informado, entretanto, que nas demais províncias há menos opções e variedade de produtos.

35 34 Figura 10 Exportações Brasileiras do Setor e Segmentos para Angola ,1 Exportações Brasileiras do Setor 13,7 12,8 60,0 50,0 50,3 Exportações Brasileiras de Amendoim 12 10,9 10,8 41, ,0 36, ,1 8,0 7,1 6,5 6,3 5,9 4, ,0 20,0 10,0 0,0 20,2 14,3 7,2 6,4 3,3 7,4 4,7 1,9 0, Volume (TON Milhares) Valor (US$ Milhões) Volume (TON) Valor (US$ Milhares) ,1 Exportações Brasileiras de Candies 9,5 9,8 12,4 11, ,7 Exportações Brasileiras de Chocolate 2,0 1,4 1, ,2 6,3 7,1 5,8 5,4 6,4 5, ,7 1,0 0,7 1,0 0,4 0,6 1,0 0, Volume (TON Milhares) Valor (US$ Milhões) Fonte: SECEX/Aliceweb. Elaboração: IC ABICAB Volume (TON Milhares) Valor (US$ Milhões)

36 35 Durante a visita de mercado, foram analisados 19 pontos de venda, tanto do varejo (diversos portes, embora com destaque a redes maiores) como do atacado. Compuseram a lista de PDVs visitados: Kero, Mundo & Martal, Casa dos Frescos, Shoprite, Intermarket, Jumbo, Nosso Super, Maxi, Mega, 1 quiosque, 3 lanchonetes, 1 mercearia, 1 loja de conveniência (da rede de postos Super 7 Express, uma das maiores de Luanda), além de 4 armazéns. Dentre os armazéns, destaca-se a visita a 2 armazéns da NDAD (antiga Gulfrate), a maior distribuidora do país (presente em todas as províncias). A NDAD possui mais de 120 armazéns em Angola, sendo mais de 30 em Luanda. Atua há cerca de 15 anos no mercado. Figura 11 Imagens Externas Alguns PDVs Visitados

37 36 No varejo em geral a proporção de candies e chocolates em alimentos é bastante pequena, não ocupando nem sequer um lado inteiro de um corredor, e amendoins não foram encontrados em todos os PDVs (exceto nas redes maiores, na forma industrializada, incluindo marcas nacionais). Entretanto os amendoins são também vendidos a granel pelas zungueiras. Existem poucos displays diferenciados, a maioria da Cadbury, que inclusive possui na maioria dos PDVs visitados uma geladeira da marca com seus produtos. O Kero foi o PDV com maior proporção de displays diferenciados, como os das marcas Haribo e Gorila, além de ilhas de produtos do setor. Já promoções são muito comuns e atraentes, uma vez que os preços em Angola costumam ser bastante altos. Figura 12 - Ilha de Destaque de Produtos das Marcas Jubileu e Regina (ambas da Imperial) no Hipermercado Kero

38 37 Figura 13 - Displays Diferenciados nos PDVs Displays diferenciados. Na ordem: displey da Haribo, da Gorila e da Cadbury. Foi informado que os angolanos compram de marcas que já conhecem (força da marca), pois há uma carência em geral de produtos de qualidade ou ainda porque não dispõem de renda para provar novos produtos. Por isso, segundo representantes do NDAD, se faz importante a presença de promotores nos

39 38 armazéns, o trabalho de degustação e bons distribuidores. Investimentos em publicidade contribuem para o sucesso da entrada do produto no mercado. A forma mais comum de publicidade utilizada em Angola são os outdoors, além da televisão 26. Figura 14 Outdoors espalhados por Luanda Outdoors nas ruas de Luanda. Destaque para o outdoor da Arcor, na primeira imagem e da Columbina na segunda imagem (ao centro). Embalagens são encontradas em diversos tamanhos, já que a maioria dos produtos é importada e seguem o padrão do mercado de origem. Entretanto, as embalagens menores são mais propensas ao sucesso, visto que seus preços menores permitem que o consumidor prove, bem como que as classes mais baixas tenham acesso. As embalagens devem ser resistentes, já que o produto pode ser comercializado nas ruas. 26 É importante recordar, entretanto, que esse meio de comunicação deve ser mais eficaz em classes mais altas, já que ainda falta muito energia no país, sobretudo nos bairros mais pobres. Para exemplo de propaganda veiculada na televisão angolana, vide propaganda do Blow Up, da Arcor:

40 Amendoim O amendoim, conhecido em Angola como ginguba, é amplamente utilizado na culinária local. Levando esse fato em consideração, é de se esperar que a venda de amendoins sem sal seja maior, para permitir sua utilização numa gama maior de receitas 27. As receitas mais comuns que levam o amendoim são o bolo de ginguba (inclusive vendidos em supermercados) e moamba de galinha, também chamada de moamba de ginguba. A moamba de ginguba acompanha outro tradicional prato de Angola: o funge. Figura 15 Exemplos de pratos que levam amendoim: bolo de ginguba, torta de amendoim e chocolate e moamba de ginguba 27 Para conhecer exemplos de receitas que levem amendoim, acesse: e

41 40 O amendoim também é consumido na forma industrializada, doce e salgado (com e sem casca). O amendoim na forma doce e crocante é chamado de paracuca e também é comum. Também foi encontrado no mercado doce de amendoim semelhante ao pé de moleque. A marca nacional Kitutis da terra oferta ainda um produto chamado cafufutila (amendoim moído, semelhante a uma farinha) e a kitaba (uma pasta de amendoim). As marcas nacionais Jota e Kitutis da terra foram as mais encontradas, sendo que o produto da marca Jota é encontrado também em lanchonetes além de rede varejistas, próximo ao caixa. Entretanto a qualidade do produto e da embalagem da indústria local ainda não é sofisticada. Figura 16 Produtos de Amendoim de Marcas Angolanas

42 41 Dos produtos importados, os principais fornecedores são Índia, China, África do Sul e Portugal, e os produtos do segmento encontrados nos PDVs seguem a seguir. Figura 17 Importações Angolanas de Amendoim: Principais Fornecedores em 2011 Togo 7% Reino Unido Gana 5% 7% Vietnã 11% Outros 6% Índia 22% Total: US$ 1,3 milhões China 16% Tabela 10 Produtos a base de Amendoim encontrados nos PDVs Produto Descrição Tamanho mais encontrado Jota Paracuca 50g Kitutis da terra Ginguba torrada, Paracuca, pé de moleque, Cafufutila 110 ou 120g Zaeli Amendoim tipo snack Diversos Matutano Amendoim tipo snack 50g Ferbar Amendoim salgado 150 e 250g Alman's Amendoim salgado 150g Jazam Paçoca e pé de moleque - Padkos Amendoim com passas 200g Yoki Amendoim e Paçoca - Informações obtidas a partir da observação nos PDVs. Elaboração: IC ABICAB. Portugal 11% África do Sul 15% Fonte: UN/Comtrade. Elaboração: IC ABICAB.

43 Candies O segmento de candies é o menos concentrado. Além dos da Kraft Foods são encontrados diversos produtos, sobretudo nos armazéns. Desempenham um papel importante a Lusiteca (portuguesa), com balas duras e os produtos da marca Gorila (chicles, pirulitos e balas mastigáveis). Produtos com tendência saudável ainda não são facilmente encontrados (com exceção do chicle sem açúcar) e os sabores mais comuns são: tutti frutti, menta, morango e tropical (mistura de frutas, geralmente cítricas). Figura 18 - Mix de Produtos Gorila Dentre os produtos, chiclés em formato esférico, chiclés em formato tiolinho, pirulitos, bala mastigável com recheio e pacote com diversos, apropriado para montagem de kits para crianças. Vale ainda comentar que o comércio informal de produtos do setor não ocorre somente em relação às pastilhas e aos chicles, mas balas e pirulitos, conforme as imagens a seguir.

44 43 Figura 19 Candies Vendidos no Comércio Informal Na primeira imagem, balas e pirulitos (no canto inferior direito) sendo vendidos na feira de rua. Na segunda imagem, venda de pastilhas e chicletes. Vale ainda notar que o Brasil é o principal fornecedor de candies para o mercado angolano (participação de 20% no total importado), seguido de Namíbia (17%), China (15%), Portugal (13%) e África do Sul (11%).

45 44 Figura 20 Importações Angolanas de Candies: Principais Fornecedores em 2011 Colômbia 10% Índia 6% África do Sul 11% Argentina 5% Outros 3% Brasil 20% Total: US$ 64 milhões Namíbia 17% Tabela 11 Candies: Principais Marcas Encontradas nos PDVs Categoria Empresa/Marca Tamanho Pastilhas e chiclés Kraft Foods (Trident, Dentyne, Chiclets), Lusiteca (Gorila), Arcor (Big Bola) e Fleer (Clix) Até 10 pastilhas/caixa ou pacote de 60g Bala dura Lusiteca (Mouro Drops Perolas e Mentol), Boa Vistense (diversos), Arcor (Frutal, Cristal) g Bala mastigável Lusiteca (Gorila Blob), Arcor (Blow Up), Super Gorila, Mentos, Beacon (Fizzer) e outras Diversos Drops Kraft Foods (Halls) 9 unid. (formato quadrado) Gomas Haribo, Vidal, Beacon, Chelsea, Arcor Diversos Pirulitos Yogueta, Columbina, Chupa Chups - Toffees Arcor (Butter Toffees), Kraft Foods (Cadbury Eclairs), Chelsea, Dori - Marshmallows Beacon (mmmmallows), Fini e Magic Moments 150g Portugal 13% China 15% Fonte: UN/Comtrade. Elaboração: IC ABICAB. Caramelos Beacon (Sparkles) e Werther's Original 125g Torrones A marca Damascus foi a única encontrada 150g Informações obtidas a partir da observação nos PDVs. Elaboração: IC ABICAB.

46 Chocolates O segmento de chocolates é dominado pela Arcor, seguida pela Kraft Foods, por meio da Cadbury. Outras marcas fortes como Nestlé, Lindt e Ferrero também estão presentes. A portuguesa Imperial também desempenha papel importante através das marcas Regina, Jubileu e Pantagruel (culinário). A grande maioria dos displays diferenciados são Cadbury, inclusive geladeiras e freezers da marca, que também servem para a conservação do produto. Um de seus principais produtos, Cadbury Dairy Milk é encontrado em 3 tamanhos (35g, 90g e 180g), embora o tamanho de 90g seja mais comum. Figura 21 Posicionamento de Marca da Cadbury, da Kraft Foods Prateleiras recheadas de produtos e freezers especiais para divulgação e conservação dos produtos.

47 46 Figura 22 Importações Angolanas de Chocolates Tabela 12 Chocolates: Principais Marcas Encontradas nos PDVs Categoria Empresa/Marca Tamanho Barras Kraft Foods (Cadbury Dairy Milk, Bubbly), Imperial (Regina e Jubileu), Nestlé, Novi, Nero, Lindt, Guylian 85g Bombons Arcor (Bon o Bon), Lindt, Merci, Ferrero, Nestlé (diversos), Imperial (Regina e Jubileu), Guylian Diversos Fonte: UN/Comtrade. Elaboração: IC ABICAB. Candy bar Kraft foods (Bounty, Cadbury Lunch Bar, Mars e Snickers) Até 50g Drageados Imperial (Jubileu e Regina) Até 250g Culinário Imperial (Pantagruel), Novi, Masterchef, Lindt 200g Confeitos de Até Nutry, Nicoletta, Trumps Vermicelli chocolate/açúcar 75g/pote Pastilhas de chocolates Nestlé (Smarties) e Imperial (Pintarolas) 38g Informações obtidas a partir da observação nos PDVs. Elaboração: IC ABICAB.

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