O PAC e o crescimento da economia brasileira

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1 JAN. FEV. MAR ANO XIV, Nº INTEGRAÇÃO 33 O PAC e o crescimento da economia brasileira MARCO AURÉLIO BEDÊ* Resumo O artigo analisa o impacto esperado do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sobre o crescimento da economia brasileira. O trabalho mostra que, há anos, o Brasil vem crescendo abaixo da média mundial. Além disso, indica as principais medidas propostas pelas teorias econômicas para maximizar o crescimento. Finalmente, analisa o impacto potencial das medidas do PAC sobre o crescimento do PIB. Como conclusão, avalia que, embora o lançamento do PAC seja uma iniciativa importante sob o aspecto psicológico, o impacto efetivo sobre o crescimento tende a ser apenas modesto. A expansão mais vigorosa da economia dependeria de ações mais contundentes do que as anunciadas. Palavras-chave Crescimento econômico. PAC. Desenvolvimento Title PAC and the Growing of Brazilian Economy Abstract This article analyses the foretold impact of Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)) on the growing of Brazilian Economy. It shows that for years Brazil has been growing under world rates. It also points out the measures proposed by economy theories to maximize growing. Finally, it analyses the potential impact of PAC measures on the growing of gross domestic product. As a conclusion, it claims that, although PAC is an important initiative from the psychological point of view, its actual impact on growing tends to be only modest. A firmer expansion of economy should depend on more effective actions. Keywords Economic growing. PAC. Development. 1. introdução Nos últimos tempos, o debate sobre o crescimento da economia brasileira vem ganhando bastante destaque, devido à constatação de que a expansão do PIB tem permanecido abaixo da média mundial e muito abaixo da média dos demais países emergentes, em especial, no grupo denominado BRIC 1. Neste artigo, analisamos esse problema à luz das teorias econômicas e do amplo debate que se estabeleceu, no período mais recente, por meio da intensa publicação de artigos em revistas especializadas e em jornais de grande circulação (Amadeo, 2007; Batista Jr., 2007; Barbosa, 2007; Barros, 2007; Coutinho, 2007; Ferrari Filho & Paula, 2007; Furuguem, 2007; Giambiagi, 2007; Iedi, 2007; Kupfer, 2007; Pessoa, 2006; Pinotti & Pastore, 2007; Ribeiro, 2007; Schwartsman, 2007). Data de recebimento: 30/07/2007. Data de aceitação: 21/07/2007. * Economista, doutor e mestre em Economia pela USP, coordenador do Observatório das Micro e Pequenas Empresas do Sebrae-SP e professor do Dep. de Economia da USJT. Na próxima seção caracterizamos as diferenças de desempenho da economia brasileira diante da média mundial e de alguns países selecionados, em termos de crescimento. Na seção seguinte, fazemos uma breve apresentação sobre como a literatura econômica aborda a questão do crescimento. Na seqüência, analisamos as medidas que foram anunciadas no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em 22 de janeiro de 2007, e concluímos com uma análise das possíveis implicações dessas medidas sobre as taxas de crescimento da economia brasileira esperadas para os próximos anos. 2. comparações internacionais Entre 2001 e 2006, o Brasil apresentou uma taxa média de crescimento do PIB de 2,9% ao ano, ante um desempenho de 4,0% ao ano na média mundial. No mesmo período, Rússia, Índia e China apresentaram taxas médias de crescimento de respectivamente 6,2%, 7,0% e 9,8% ao ano (Tabela 1). O baixo crescimento chegou a ser um dos principais temas da campanha presidencial de E com certeza retornará com força redobrada nas eleições de O problema é que o

2 34 INTEGRAÇÃO BEDÊ Programa de Aceleração do Crescimento baixo crescimento implica baixa geração de novos postos de trabalho e poucas oportunidades para a superação do subdesenvolvimento. Tabela 1 - Taxas de crescimento média do período (% aa) País Média 1 de Média 2 de 2001 a a 2008 Brasil 2,9% aa 4,3% aa Média mundial 4,0% aa 4,9% aa Rússia 6,2% aa 6,2% aa Índia 7,0% aa 8,1% aa China 9,8% aa 9,8% aa Fonte: FMI, Nota 1: Inclui valores projetados para Nota 2: Inclui valores projetados para 2007 e Nota 3: A taxa média de crescimento no Brasil já incorpora a revisão metodológica no cálculo do PIB, anunciada pelo IBGE em março de A situação é ainda mais preocupante quando se tem em mente que: (a) Nos últimos quatro anos, a economia mundial passou por um dos melhores momentos, em termos de crescimento econômico, desde o período da Segunda Guerra Mundial (ver Gráfico 1); (b) Entre 2003 e 2006, a economia mundial cresceu a uma taxa média de 4,9% ao ano, nível 44% superior ao verificado no Brasil, em que a taxa média de crescimento foi de 3,4% ao ano (Gráfico 2); (c) Nesse mesmo período, a expansão mundial foi puxada pelo forte crescimento do comércio mundial, pelas baixas taxas de juros nos países desenvolvidos, a manutenção da economia norte-americana em relativo aquecimento e pelo papel que a China e a Índia têm exercido como carros-chefe do crescimento global; (d) Ainda nesse período (2003-6), quase todos os países vizinhos apresentaram taxas de crescimento superiores às taxas brasileiras, com destaque para a Argentina, com taxas de crescimento próximas às da China (Gráfico 2); (e) Para os próximos anos (2007-8), a expectativa é que a economia mundial deverá continuar em processo de expansão, e que as previsões para a economia brasileira são de manutenção de um ritmo de expansão abaixo (ou, no máximo, próximo) da média mundial, devendo continuar abaixo dos demais países emergentes, em especial, da China, da Índia e da Rússia (Tabela 1) o crescimento econômico na literatura O crescimento econômico de um país é caracterizado pela expansão da produção total de bens e serviços, sendo geralmente medido pela variação do seu Produto Interno Bruto (PIB) 3. Na literatura econômica, a expansão do PIB é tratada em, pelo menos, três campos teóricos muito próximos: (i) o das teorias de crescimento dos anos 40 a 60, que buscavam identificar os fatores que levavam à expansão quantitativa da atividade produtiva; (ii) o das teorias do desenvolvimento econômico, que valorizam o impacto das inovações sobre as economias, alterando substancialmente (quantitativa e qualitativamente) os padrões de consumo e produção; e (iii) o das teorias macroeconômicas, que buscam explicar as variações do nível de atividade, por meio da análise dos componentes do PIB corrente (composição dos dispêndios ou da renda), assim como do PIB potencial (disponibilidade dos fatores de produção, capital e trabalho). No âmbito das teorias do crescimento, um dos principais ícones é o modelo de crescimento desequilibrado de Hirschman (1961). Para este autor, o principal mecanismo indutor do crescimento, em particular nos países menos desenvolvidos, encontra-se em uma certa característica do investimento, qual seja, seu efeito contagiante de mais investimento. Os investimentos de um período podem estimular inversões complementares em períodos seguintes, por meio da geração de externalidades positivas, que podem tornar mais atraente a realização de novos investimentos em setores correlacionados àquele que sofreu a inversão inicial. Assim, o efeito completivo do investimento pode

3 JAN. FEV. MAR ANO XIV, Nº INTEGRAÇÃO 35 Gráfico 1 - Taxa de crescimento anual do PIB mundial e curva de tendência (em % aa) Fonte: FMI, Nota: Inclui valores projetados para 2006, 2007 e transferir os impulsos de crescimento de um setor para outros, por meio de complementaridades técnicas. O investimento em um setor, ao ampliar a capacidade de produção desse setor, pode reduzir os custos de produção de setores a jusante (elos posteriores na cadeia produtiva) e ampliar o mercado de setores a montante (elos anteriores), ampliando a rentabilidade e os estímulos a novos investimentos nesses mercados. Dessa forma, uma política preocupada com o crescimento da economia deveria identificar e estimular aqueles setores com maior potencial de geração do efeito completivo do investimento, maximizando o investimento total da economia. Entre os setores cujas inversões implicam grande potencial de estímulos a novos investimentos na economia, encontram-se os de infra-estrutura (energia, comunicações, estradas, portos e aeroportos). No campo das teorias do desenvolvimento econômico, o principal ícone é Schumpeter (1982). De acordo com este autor, a partir de um estado estacionário inicial (o fluxo circular ), com a introdução de uma inovação primária ou radical, o sistema econômico pode sofrer profundas mudanças deslocando-se para padrões muito superiores de produção e consumo, levando a um novo estado de coisas bastante diferente do ponto de partida. Esse processo se dá por meio de grandes investimentos desencadeados depois da ocorrência de inovações radicais, e de um grande número de inovações secundárias associadas, que deslocam permanentemente o equilíbrio do sistema econômico para novo patamar quantitativo e qualitativo. As inovações primárias ou radicais podem surgir por meio de novos processos, novos produtos, novas matérias-primas, novos meios de transporte e/ou comercialização ou novas formas de organização da produção. O desenvolvimento depende, portanto, da capacidade de gerar e implementar inovações. No campo da macroeconomia, o crescimento do PIB é tratado sob dois pontos de vista: (i) o de curto prazo, em que o nível corrente de produção (PIB efetivo) é determinado pela evolução de seus componentes de dispêndios ou renda (ver Quadro 1); e (ii) sob a perspectiva de longo prazo, na qual o objeto de análise é o PIB de pleno emprego ou potencial, que depende significativamente da qualidade e da quantidade dos fatores de produção (capital e mão-de-obra) (Branson & Litvack, 1978). No caso do PIB potencial, o nível máximo de produção que um país é capaz de gerar é limitado pela disponibilidade dos recursos que pode utilizar: principalmente, sua mão-de-obra e o capital (recursos naturais e estrutura produtiva). Sob essa ótica, a expansão das atividades de um país depende essencialmente do crescimento da quantidade, da qualidade e do uso eficiente desses recursos (ver Quadro 1). Nesse modelo, mudanças tecnológicas (incrementais) também permitem a ampliação do PIB,

4 36 INTEGRAÇÃO BEDÊ Programa de Aceleração do Crescimento por meio do aumento da produtividade total dos fatores (Solow, 1957), deslocando as funções de produção para cima. Assim, para que um país possa ampliar seu limite à expansão, no longo prazo, seria necessário realizar grandes investimentos na formação e qualificação de sua mão-de-obra e investimentos expressivos na ampliação de sua capacidade de produção (máquinas e equipamentos) e em sua competitividade. Por sua vez, o PIB efetivo (ou corrente) depende da evolução de seus componentes, ou seja, a soma dos gastos totais da sociedade em termos de consumo, investimento, gastos do governo e do saldo da balança comercial (exportações menos importações). Essa abordagem de medição é conhecida como PIB pela ótica do produto (Quadro 1) 4. Nesse caso, o crescimento depende do manejo das variáveis que afetam diretamente os componentes do PIB. As variáveis são, principalmente, a taxa de juros e a taxa de câmbio. Assim, o crescimento econômico poderia ser estimulado por meio: (a) da redução das taxas de juros; (b) pela desvalorização da taxa de câmbio (que aumenta a rentabilidade das exportações e desestimula as importações); (c) pela redução dos impostos, que aumentaria a renda disponível para consumo das famílias; e (d) pelo aumento dos gastos do governo, em especial, os investimentos públicos (desde que haja recursos governamentais disponíveis). A junção das duas óticas, de longo prazo e de curto prazo, permite verificar em que medida a expansão do PIB depende mais dos gastos correntes (curto prazo) ou da capacidade de produção máxima potencial que o país apresenta (Gráfico 3). Com base nas teorias econômicas apresentadas até aqui, pode-se dizer que taxas de crescimento mais elevadas podem ser obtidas, em função de uma combinação das seguintes medidas: 1. redução das taxas de juros; 2. desvalorização da taxa de câmbio; 3. redução dos impostos; 4. grandes investimentos na formação e qualificação de sua mão-de-obra; 5. criação de um ambiente favorável à geração e à implantação de inovações; e 6. criação de um ambiente favorável à realização de investimentos privados; 7. aumento dos investimentos públicos; e 8. grandes investimentos em infra-estrutura. Na próxima seção fazemos uma análise das medidas anunciadas no lançamento do PAC, à luz do receituário teórico exposto nesta seção. Gráfico 2 - Taxa média de crescimento do PIB de países selecionados (% aa) Fonte: FMI, Nota 1: Inclui valores projetados para Nota 2: A taxa média de crescimento no Brasil já incorpora a revisão metodológica no cálculo do PIB, anunciada pelo IBGE em março de 2007.

5 JAN. FEV. MAR ANO XIV, Nº INTEGRAÇÃO 37 Quadro 1 Funções PIB potencial e PIB efetivo PIB potencial PIB = f (capital; mão-de-obra) PIB efetivo (ótica do produto) PIB = consumo + investimento + gasto do governo + (exportações importações) Em que: Consumo = f (taxa de juros; renda disponível) Investimentos = f (taxa de juros) Exportações = f (taxa de câmbio) Fonte: elaboração própria. 4. o programa de aceleração do crescimento (pac) No Quadro 2 expomos, de forma resumida, as medidas do PAC anunciadas em janeiro de Essas medidas dividem-se em cinco grandes grupos: (i) investimentos em infra-estrutura; (ii) estímulo ao crédito e ao financiamento; (iii) melhora do ambiente de investimentos; (iv) desoneração e aperfeiçoamento do sistema tributário; e (v) medidas fiscais de longo prazo. Quando considerados os cinco blocos de medidas do Quadro 2, verificamos que eles não abordam, de forma significativa, nenhum dos cinco primeiros pontos citados no final da seção anterior: redução dos juros, desvalorização do câmbio, redução de impostos, investimentos na mão-de-obra, e criação de um ambiente favorável a inovações. Os dois instrumentos de política econômica com maior poder de influência sobre o nível de produção, em curto e médio prazo, a taxa de juros e o câmbio, são tratados como variáveis exógenas 5. A taxa de câmbio continuará flutuando ao sabor da oferta e da demanda, no mercado flutuante de divisas, e a taxa de juros, considerada uma das mais elevadas do mundo em termos reais, seguirá sendo utilizada como principal instrumento de contenção da demanda da economia, visando a manutenção da estabilidade de preços. Reduções das taxas de juros são esperadas, mas apenas de forma lenta e gradual, se e quando, aos olhos do Conselho Monetário Nacional, não constituírem perigo às metas de inflação. Com relação aos demais pontos citados no final da seção anterior, uma análise mais detalhada das medidas do PAC mostra que essas são relativamente tímidas e pontuais. Há ainda medidas anunciadas que, na verdade, já haviam sido adotadas antes do anúncio do programa (por exemplo, a ampliação da oferta de crédito na economia, a redução da TJLP, a redução dos spreads do BNDES, a depreciação acelerada dos investimentos, a correção parcial da tabela do imposto de renda das pessoas físicas, a extinção da RFFSA e da Franave e o combate a fraudes na Previdência Social) ou que se encontram em discussão no Congresso Nacional, Gráfico 3 Simulação da relação entre PIB potencial e do PIB efetivo (país hipotético) Fonte: elaboração própria.

6 38 INTEGRAÇÃO BEDÊ Programa de Aceleração do Crescimento há anos, podendo permanecer ainda em discussão por tempo indeterminado (por exemplo, a revisão do marco legal das agências reguladoras, das competências ambientais, do setor de saneamento, do setor de gás natural, do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, da previdência complementar do setor público e a reforma tributária). A princípio, o aspecto mais positivo do PAC parece ser o fator psicológico gerado com o próprio lançamento do programa. Afinal, após muitos anos em que a preocupação central do governo federal foi manter a estabilidade de preços, conquistada com o Plano Real (lançado no governo anterior) 6, pela primeira vez foi elaborado um documento que busca sistematizar toda uma série de ações focadas na retomada do crescimento do país. O programa como um todo, no entanto, carece de ações mais contundentes sobre as variáveis que afetam o crescimento econômico. Por exemplo, o PAC não apresenta propostas para a melhoria da qualidade da mão-de-obra, desconsiderando o baixíssimo desempenho dos estudantes matriculados na rede de ensino e a sua piora verificada nos últimos anos 7. Os estímulos à inovação tecnológica limitam-se à desoneração de impostos na aquisição de computadores. Por sua vez, os estímulos aos investimentos estão restritos a poucos setores (construção civil, infra-estrutura, TV digital e semicondutores), e concentram-se nas isenções de PIS e Cofins. Vale lembrar que, nos últimos dez anos, a arrecadação da Cofins cresceu cerca de 400% (Romero & Galvão, 2007). Além disso, a carga tributária como proporção do PIB cresceu de 25,2% em 1996 para 35,2% do PIB em 2006 (IBPT, 2007). Assim, além do número muito limitado de setores beneficiados, a desoneração parcial da Cofins dificilmente compensará o aumento ocorrido na arrecadação dessa contribuição sobre todos os demais setores da economia, assim como não alterará o peso da carga tributária total sobre a sociedade. Ainda no campo da desoneração tributária, a correção futura da tabela do imposto de renda da pessoa física, ainda que importante, não irá corrigir o aumento da carga tributária promovido nos anos anteriores. A manutenção da tabela do imposto de renda permaneceu congelada (sem correções) durante muitos anos, o que implicou aumento real desse imposto. O efeito dessa medida será tornar permanente o peso da carga tributária atual. Por sua vez, a ampliação do prazo para o recolhimento das contribuições à Previdência Social e ao PIS/Cofins, em 5 a 8 dias, contribui para melhorar o fluxo de caixa das empresas, mas dificilmente afetará as decisões sobre seus investimentos. O mesmo ocorre com a criação da Super Receita e a proposta de escrituração digital e a nota fiscal eletrônica. Em que pese a melhora na administração da máquina pública de arrecadação, não devem ter qualquer impacto sobre o PIB. O fundo de investimentos em infra-estrutura, se de fato conseguir ser implementado, pode levar anos para gerar impactos na economia. No campo das medidas fiscais, existem medidas que podem até prejudicar o crescimento econômico. É o caso, por exemplo, do aumento proposto para os salários dos servidores (1,5% ao ano acima da inflação), durante os próximos dez anos. Com essa proposta a categoria dos servidores públicos poderá tornar-se, talvez, a única categoria com ganhos reais garantidos na próxima década, e o crescimento deste tipo de dispêndio concorre com os destinados aos investimentos públicos. Além disso, vincular o salário mínimo à taxa de crescimento do PIB pode gerar efeitos explosivos, principalmente, sobre os orçamentos municipais, comprometendo também sua capacidade de investimento. Alguns aspectos positivos merecem ser destacados. A promessa de ampliação dos investimentos em infra-estrutura 8, saneamento e habitação, a revisão do papel das agências reguladoras e do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC), a regulamentação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas e a revisão das competências ambientais são, todas, medidas indispensáveis para preparar o terreno para um processo de expansão mais vigoroso. A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas possui grande potencial indutor da formalização dos pequenos negócios que se encontram na clandestinidade. A revisão do SBDC e das agências reguladoras poderá ser um passo importante para estimular investimentos de grandes grupos empresariais. E os investimentos em infra-estrutura, se de fato forem ampliados, poderão sanar importantes gargalos ao crescimento. A depreciação acelerada

7 JAN. FEV. MAR ANO XIV, Nº INTEGRAÇÃO 39 Quadro 2 - Medidas anunciadas no lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1. Investimento em infra-estrutura 2. Estímulo ao crédito e ao financiamento Concessão de crédito da União à CEF para saneamento e habitação Ampliação dos investimentos em saneamento ambiental (drenagem urbana/saneamento) e habitação Criação do Fundo de Investimento em Infra-Estrutura com recursos do FGTS com opção de compra de cotas por trabalhadores com saldo do FGTS Elevação da liquidez do Fundo de Arrendamento Residencial (antecipa opção de compra de imóvel arrendado moradias populares) Redução da TJLP (de 9,75% aa para 6,5% aa) 1 Redução dos spreads nos financiamentos do BNDES em projetos de infra-estrutura 1 3. Melhora do ambiente de investimento Regulamentação do artigo 23 da Constituição (definição das competências ambientais) 1 Marco legal das Agências Reguladoras (definição de competências) 1 Lei do Gás Natural (diretrizes de acesso e fixação de preços/tarifas) 1 Reestruturação do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC) 1 Aprovação do marco regulatório para o setor de saneamento 1 Abertura do mercado de resseguros 1 Recriação da Sudam e Sudene 1 4. Desoneração e aperfeiçoamento do sistema tributário Recuperação acelerada dos créditos de PIS e Cofins em Edificações (de 25 anos para 24 meses) Desoneração de PIS/Cofins para novos projetos de obras de infra-estrutura Isenção de imposto de renda pessoa física do Fundo de Investimento em Infra-Estrutura Isenção de IPI, PIS/Cofins e Cide para os setores de TV digital e semicondutores Isenção de PIS/Cofins na venda de microcomputadores (ampliação do limite de R$ 2,5 mil para R$ 4,0 mil) Isenção de IPI na compra de perfis de aço Aumento do prazo de recolhimento da Previdência, do dia 2 para o dia 10, e do PIS/Cofins, do dia 15 para o dia 20 Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas 1 Reajuste da tabela de imposto de renda de pessoa física (4,5% a.a., ) 1 Prorrogação da depreciação acelerada, para investimentos novos até dez./ Prorrogação da cumulatividade do PIS/Cofins para construção civil até Criação da Receita Federal do Brasil 1 Implantação do sistema público de escrituração digital e nota fiscal eletrônica (em 2 anos) 1 Retomada das discussões da Reforma Tributária 1 Fonte: Elaboração própria a partir de Ministério da Fazenda (2007). Notas 1: Medidas que já estavam em vigor ou já estavam em tramitação no Congresso Nacional, antes do lançamento do PAC. para os investimentos também amplia as reservas de recursos disponíveis às empresas e estimula os investimentos futuros. No entanto, os resultados de algumas dessas medidas não surgirão de imediato, mesmo porque parte delas depende ainda de um grande esforço na regulamentação; de sua efetiva implantação; e de sua eficiente administração. Finalmente, convém chamar a atenção para o fato de que há muito que se avançar no âmbito das reformas tributária, previdenciária e trabalhista, sem as quais não será possível ingressar em um processo de crescimento sustentável a longo prazo. Em função de todas essas limitações, o que se pode esperar para os próximos anos é uma melhora apenas modesta no ritmo de crescimento da economia brasileira. A economia brasileira deve crescer, no máximo, a taxas próximas do ritmo de crescimento médio mundial, mas ainda abaixo da

8 40 INTEGRAÇÃO BEDÊ Programa de Aceleração do Crescimento média dos demais países emergentes, em especial de países como China, Índia e Rússia. Referências bibliográficas AMADEO, E. PACbras. Valor Econômico, 24/1/2007. BATISTA Jr., P. N. Desenvolvimentismo light? Caderno Dinheiro, Folha de S.Paulo, 25/1/2007, p. 2. BARBOSA, F. de H. PAC. Revista Conjuntura Econômica, fevereiro de 2007, p. 9. BARROS, J. M. de. O crescimento da economia. Caderno Dinheiro. Folha de S.Paulo, 26/1/2007, p. 2.. A economia brasileira em Valor Econômico, 8/2/2007. BRANSON, W. H. & LITVACK, J. M. Macroeconomia. São Paulo: Harbra, COUTINHO, L. Para concretizar o PAC. Valor Econômico, 11/2/2007. FERRARI FILHO, F. & PAULA, L. F. O PAC e o crescimento sustentável, se o BC deixar. Valor Econômico. FMI INTERNATIONAL MONETARY FUND (IMF). World Economic Outlook Database. Washington (DC), abril de Disponível em <http://www.imf.org>. Acessado em 30/7/2007. FURUGUEM, A. Crescimento acelerado requer nova política fiscal. Revista Conjuntura Econômica, fevereiro de 2007, pp GIAMBIAGI, F. O PAC é pouco. Valor Econômico, janeiro de GÓIS, A. MEC antecipa avaliação de alfabetização. Caderno Brasil, Folha de S.Paulo, 16/3/2007, p. 7. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br>. Acessado em 30/7/2007. HIRSCHMAN, A. Estratégia do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961 (1ª ed. em inglês: 1958). IBGE INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Contas Nacionais Trimestrais. Rio de Janeiro, 28/3/2007. IBPT INSTITUTO BRASILEIRO DE PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Carga tributária brasileira revisada. Curitiba, 28/3/2007. Disponível em <http:// Acessado em 30/7/2007. IEDI INSTITUTO DE ESTUDOS PARA O DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL. O PAC e a condução da política macroeconômica. Carta IEDI, nº 245, 2/2/2007. KUPFER, D. Tem PPP no PPI do PAC. Valor Econômico, 7/ 2/2007. MINISTÉRIO DA FAZENDA. Programa de Aceleração do Crescimento , 22/1/2007. Disponível em <http://www.fazenda.gov.br>. Acessado em 30/7/2007. ONU UNITED NATIONS ORGANIZATION (UNO). World Economic Situation and Prospects Nova York: United Nations, PESSOA, S. de A. Por que a economia cresce tão pouco. Revista Conjuntura Econômica, dezembro de 2006, pp PINOTTI, M. C. & PASTORE, A. C. Aceleração do crescimento. Caderno A. Valor Econômico, 12/2/2007, p. 11. ROMERO, C. & GALVÃO, A. Cofins já responde por 25% da receita da União e vale 4,4% do PIB. Caderno A. Valor Econômico, fevereiro de 2007, p. 3, 26/2/2007. SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982 (1ª ed.: 1911). SCHWARTSMAN, A. Pacman. Caderno Dinheiro. Folha de S.Paulo, 24/1/2007, p. 2. RIBEIRO, A. PAC eleva investimento e corta superávit. Valor Econômico, 23/1/2007. SELIGMAN, F. Aluno do Ensino Médio tem o pior desempenho em dez anos. Folha On Line, 8/2/2007. Disponível em <http://www1.folha.uol.com.br>. Acessado em 30/7/2007. SOLOW, R. Technical Change and the Aggregate Production Function. The Review of Economics and Statistics, Vol. 39, nº 3, agosto de 1957, pp Notas 1 Abreviação utilizada para representar Brasil, Rússia, Índia e China. 2 Apesar do enfraquecimento do mercado imobiliário nos Estados Unidos (e seus efeitos sobre o consumo naquele país), a pressão altista dos preços do petróleo e da esperada desaceleração chinesa, devido a medidas contracionistas adotadas visando a conter a inflação, recém-publicado relatório da ONU (2007) aponta para uma tendência de continuidade da trajetória de crescimento mundial, em especial dos países em desenvolvimento (com projeção de 5,9% em 2007). Além disso, o bom desempenho das economias chinesa e indiana deve manter a tendência à recuperação dos preços das commodities, beneficiando vários países em desenvolvimento fornecedores desses insumos (Iedi, 2007). 3 Soma de todas as riquezas (ou de todos os bens e serviços) produzidos pelo país durante determinado período de tempo, normalmente um ano. 4 Alternativamente, o PIB pode ser calculado também com base na soma dos salários, juros, lucros e aluguéis totais pagos na economia (abordagem conhecida como PIB pela ótica da renda). 5 Variáveis que são determinadas externamente ao modelo são tomadas como um dado externo, sobre o qual não é possível assumir o controle. 6 O Plano Real foi um plano de estabilização econômica conduzido sob o governo de Itamar Franco e desenvolvido pela equipe econômica do Ministério da Fazenda, durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, posteriormente eleito presidente em 1994 (http://pt.wikipedia.org/wiki/ Plano_Real).

9 JAN. FEV. MAR ANO XIV, Nº INTEGRAÇÃO 41 7 Em fevereiro de 2007, o Ministério da Educação e Cultura divulgou pesquisa que mostra que o desempenho dos alunos do Ensino Médio, em testes de língua portuguesa e matemática, em 2005, foi o pior já verificado desde 1995 (Seligman, 2007). Dois meses após o lançamento do PAC, o governo federal anunciou um Plano de Desenvolvimento da Educação. Entre as propostas está a elaboração de um indicador para comparar o desempenho dos municípios em uma avaliação nacional da alfabetização (crianças de 6 a 8 anos) e a promessa de apoio aos municípios com pior qualidade de educação (Góis, 2007). 8 Haja vista as condições de nossos portos, aeroportos, estradas e o risco de falta de energia.

10 42 INTEGRAÇÃO BEDÊ Programa de Aceleração do Crescimento

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