UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA UFSC CURSO DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA UFSC CURSO DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS A PROBLEMÁTICA DA DEPENDÊNCIA DO BRASIL EM RELAÇÃO A CHINA: UM ESTUDO DE CASO ROSA FERREIRA DI MIGUELI Florianópolis (SC), Junho de 2013

2 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CURSO DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS A PROBLEMÁTICA DA DEPENDÊNCIA DO BRASIL EM RELAÇÃO A CHINA: UM ESTUDO DE CASO Monografia submetida ao Departamento de Ciências Econômicas e Relações Internacionais para obtenção de carga horária na disciplina CNM 7280 Monografia, como requisito obrigatório para a aquisição do grau de Bacharelado em Relações Internacionais. Por: Rosa Ferreira Di Migueli Orientadora: Prof. Helton Ricardo Ouriques Área de pesquisa: Economia Palavras-Chave: 1. Brasil 2. China 3. Indústria 4. Economia 5. Mercado Florianópolis (SC), Junho de

3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CURSO DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS A banca examinadora resolveu atribuir a nota 9,0 à aluna Rosa Ferreira Di Migueli na disciplina CNM 7280 Monografia, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de Bacharel em Relações Internacionais. Banca Examinadora: Prof. Helton Ricardo Ouriques Profª Patricia Fonseca Ferreira Arenti Prof. Marcelo Arend 3

4 Dedico este trabalho àqueles que sempre estiveram ao meu lado e que são os grandes mestres da minha vida, meus pais, Ulisses Veras Di Migueli e Wanda Maria Di Migueli. Assim como ao meu noivo, Fernando Duschenes por sempre me dar apoio, 4

5 AGRADECIMENTOS O desenvolvimento deste Trabalho de Conclusão de Curso e as conclusões finais da presente pesquisa demonstram o resultado de um processo que exigiu esforço e comprometimento pessoal. Tal dedicação não seria possível sem a imprescindível contribuição de algumas pessoas, as quais acompanharam de perto minha incansável jornada. É por este motivo, que escrevo com a mais profunda gratidão estas linhas de agradecimento. À minha mãe, Wanda Maria Piccoli Ferreira Di Migueli, por ser sempre paciente e pelo exemplo de dedicação e determinação. Ao meu querido pai, Ulisses Veras Di Migueli, pelo apoio e igualmente pela paciência e o exemplo que sempre me foi passado assim como pelas palavras de apoio nos momentos de dificuldade. E aos meus irmãos, Maria Ferreira Di Migueli, Joana Ferreira Di Migueli e Sebastião Ferreira Di Migueli por me incentivar e encorajar ao longo de todo o processo. À meu noivo, Fernando Lass Duschenes, pela paciência e apoio durante o período de elaboração da presente pesquisa. Ao Professor Doutor Helton Ricardo Ouriques, pelo seu trabalho de orientação realizado de forma tão paciente e eficiente, pela objetividade e rigor científico, por todas as suas orientações, as quais contribuíram de maneira determinante para o enriquecimento do presente trabalho e pela enorme disponibilidade com que sempre atendeu a todas às minhas dúvidas. À Universidade Federal de Santa Catarina por proporcionar um ambiente acadêmico ideal e um ensino de excelência para todos que ali buscam aprimorar seus conhecimentos. Aos meus professores que contribuíram integralmente para a minha formação profissional e pessoal, para meu desenvolvimento profissional e por sempre me abrirem novos horizontes. Aos meus colegas, por terem acompanhado de perto meu crescimento e proporcionado momentos de alegria. 5

6 A todos estes, e a todas as demais pessoas, que contribuíram para a elaboração e conclusão deste estudo, o meu profundo e sincero agradecimento, pois sem o vosso apoio certamente o mesmo não teria sido possível. O verdadeiro valor de um homem não é determinado por sua posse, suposta ou real, da Verdade, mas por seu sincero esforço para chegar à Verdade. Não é a posse da Verdade, mas a busca da Verdade que o leva a estender seus poderes e nela encontrar seu aperfeiçoamento constante. A posse torna a pessoa passiva, indolente e orgulhosa. Se Deus tivesse toda a Verdade guardada em sua mão direita, e em sua mão esquerda apenas o caminho seguro e diligente para a Verdade e me oferecesse a escolha, embora com a ressalva de que eu sempre e para sempre iria errar no processo, eu, com toda humildade, escolheria a esquerda. Christopher Hitchens 6

7 RESUMO DI MIGUELI, Rosa Ferreira. A Problemática da dependência do Brasil em relação a China. Desafios impostos a indústria nacional frente a concorrência internacional: Uma Estudo Acerca Da Indústria na empresa Intelbras SA. Florianópolis, Monografia Curso de Relações Internacionais, Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio Econômico. A ascensão recente da China à condição de potência econômica em nível global e sua crescente presença no mercado mundial tem sido motivo de grande atenção nos debates acadêmicos assim como em debates internacionais. A acentuada expansão do numero de exportações de manufaturas do país levantam preocupações no sentido de a concorrência crescente vinda da China acarretarem consequências a mercados de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Nesse sentido, este estudo busca, através de pesquisa realizada com embasamento em estudo de caso verificar as consequências que o aumento do comércio entre Brasil e China acarreta para a indústria Brasileira. A ênfase recai sobre pontos positivos a indústria brasileira advindos do crescente desenvolvimento do comércio entre os países, sobretudo no que diz respeito ao acesso à componentes vindos da China que alimentam as linhas de produções brasileiras. Palavras-Chave: Ascensão Chinesa, Indústria Brasileira, Comércio Bilateral, Comércio Exterior. 7

8 ABSTRACT The recent rise of China's economic power on a global level and its growing presence on the world market has been the subject of great attention in academic debates as well as in international debates. The marked expansion in the number of manufactured exports of the country raise concerns towards the growing competition from China would entail consequences for markets in developing countries, such as Brazil. Accordingly, this study seeks, through grounding in research with case study to verify the effects that the increase of trade between Brazil and China lead to Brazilian industry. The emphasis is on the Brazilian industry positives arising from the increasing development of trade between countries, especially with regard to access to components from China which supply lines Brazilian productions. Key-Words: Chinese Rise, Brazilian Industry, Bilateral Trade, Foreign Trade. 8

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Salário Médio Anual na Indústria Figura 2 - Exportações Brasileiras para o mundo e para a China (US$ bilhões) Figura 3 - Pauta Exportadorado Brasil com a China por intensidade tecnológica do produto Figura 4 - Pauta Importadora com a China por intensidade tecnológica do produto Figura 5 - Telefonia Fixa - Linhas em serviço Figura 6 - Estrutura da Empresa no mercado Figura 7- Presença Internacional da Empresa Figura 8 - Variação do Dólar Real X Orçado

10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Evolução Exportações, Importações e correntes de comércio da China Tabela 2 - Participação do Brasil e da China no Mercado Mundial Tabela 3 - Comparação preços Importados X Nacionais

11 SUMARIO 1. INTRODUÇÃO Tema e Problematização Objetivos Justificativa Metodologia e Estrutura do Trabalho A PROBLEMÁTICA DA DEPENDENCIA DO BRASIL EM RELAÇÃO À CHINA. DESAFIOS IMPOSTOS A INDÚSTRIA NACIONAL As cadeias mercantis e a economia mundo Expansão Chinesa no Período Recente Relações Comerciais entre Brasil e China Breve histórico Indicadores Econômicos ESTUDO DE CASO Desafios impostos à indústria nacional frente à concorrência internacional: Um estudo de caso na empresa Intelbras Breve histórico Mercado de Telefonia no Brasil A Empresa Intelbras Mercado Produto Estudado CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

12 1. INTRODUÇÃO 1.1 Tema e Problematização A recente ascensão da China e seu acelerado crescimento têm despertado curiosidades a respeito das mudanças ocorridas na Ordem Internacional, assim como as possíveis consequências que essa nova situação pode acarretar. A China ascendeu e se consolidou como segunda maior potencia econômica global e com isso introduziu interrogações sobre a natureza das relações internacionais, sobretudo no pós-guerra Fria. A forma e a rapidez com que o país se desenvolveu nas ultimas décadas fez surgir à crença de que uma nova Ordem internacional pode estar surgindo. O modelo unipolar de poder instalado no mundo após do fim da Guerra Fria começa a dar sinais de esgotamento. A hegemonia segundo a qual um Estado dominante conduz o sistema de Estados numa direção desejada tende hoje a ser posta em dúvida ou pelo menos dá sinais de um início de acaso (PRETO, 2011:13). A China ficou conhecida como A fábrica do mundo e nos últimos anos tem inundado o mundo com uma quantidade incrível de produtos com alta tecnologia e valor agregado. O aumento das trocas globais desse país esta acarretando efeitos transformadores sobre a economia mundial e as consequências desse efeito sobre o Brasil são de extrema importância para a presente pesquisa. A partir de 2004, mais precisamente 2007, com o acentuado aumento das exportações de manufaturados e eletrônicos de países asiáticos, sobretudo da China, a economia brasileira tem se defrontado com desafios frente à concorrência e os efeitos dessa entrada em massa de produtos no mercado tem desencadeado efeitos bastante transformadores. Desequilíbrios e perdas importantes em vários setores industriais clamam por uma definição sobre o futuro e as escolhas possíveis de diversidade industrial (MATTOS, 2011:9). Se por um lado a entrada de produtos chineses dificulta e até mesmo inviabiliza determinados setores da economia brasileira, por outro, eles serão determinantes para a sobrevivência frente à pesada concorrência internacional para alguns seguimentos industriais. Para determinados segmentos, os insumos vindos da China possibilitam a produção de produtos de alta qualidade no Brasil, com preços competitivos e tecnologia 12

13 nacional, o que impulsiona a economia, gera empregos, e contribuem para a consolidação de produtos produzidos no país no mercado internacional. As relações comerciais entre Brasil e China tem apresentado crescimento bastante acentuado nas últimas décadas. A China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil e seu crescimento gigantesco, assim como a recente expansão brasileira aproximam os dois países. É perceptível o considerável aumento das trocas comercais entre ambos. O Brasil exporta em quantidades crescentes commodities com pouco valor agregado ou de valor agregado insuficiente. Por outro lado, importa cada vez mais bens manufaturados da China com alto valor agregado. Essa situação preocupa no sentido de estar estabelecendo uma tendência em direção a desindustrialização do país. Uma das principais dificuldades que o empresariado brasileiro encontra para seu desenvolvimento é o conhecido 1 custo Brasil, amplamente reconhecidos nos setores especializados. Os problemas no Brasil são muitos. Como mostram a tabela 1 e a figura 1, a logística deficitária do país e o sistema fiscal com uma carga tributária extremamente pesada são grandes entraves que as indústrias nacionais encontram. Tabela 1 - Comparação da infraestrutura brasileira e outros países Fonte: DECOMTEC/FIESP (2013) 1 Custo Brasil é um termo genérico utilizado para descrever o conjunto de dificuldades estruturais, que encarecem o investimento no Brasil, dificultando o desenvolvimento nacional, comprometendo a competitividade e a eficiência da indústria Brasileira fazendo com que nossos produtos se tornem mais caros que os produtos importados de outros países. Isso reduz a competitividade externa das indústrias nacionais, contribui para o aumento do desemprego, trabalho informal, sonegação de impostos e evasão de divisas. 13

14 Figura 1 - Gráfico comparativo entre a taxa tributária brasileira e outros países Fonte: DECOMTEC/FIESP (2013) O custo de produção no Brasil torna-se muito alto com tantos detalhes, o que dificulta muito o aumento das exportações brasileiras de produtos manufaturados. A figura 2 mostra como este custo é elevado. Figura 2 - Gráfico comparativo entre preços de produtos manufaturados no Brasil e importados dos EUA Fonte: FIRJAN (2013) 14

15 A figura acima mostra que o produto brasileiro é em média 15% mais caro que o importado dos EUA. Segundo estudo realizado pela FIESP (2013), um bem manufaturado nacional é, em média, 34,2% mais caro que similar importado dos principais parceiros comerciais, e 34,7% em relação à China, já contando com as alíquotas de importação vigentes, unicamente em função do Custo Brasil, isto é, deficiências no ambiente de negócios do país, e devido à valorização do real em relação ao dólar. Apesar de as indústrias no Brasil terem de encarar dificuldades com relação aos seus custos de produção, existe uma percepção diferente em relação a esse problema, que é encarado, de maneira geral, como ponto chave à dificuldade de desenvolvimento. No país, os investimentos em P&D e desenvolvimento tecnológico são ainda muito pequenos. O investimento brasileiro em P&D atinge apenas 1% do Produto Interno Bruto do país, e essa realidade esta também estreitamente ligada às dificuldades de desenvolvimento que a indústria encara. Processos inovadores, expressos em novos produtos, processos e patentes, têm relação direta com o desenvolvimento econômico, a geração de emprego e renda, e o aumento da competitividade. Segundo Furtado (2010: 3) as empresas inovadoras têm 16% mais chances de se tornarem exportadoras. Outro ponto que merece atenção em relação aos processos e investimentos em inovações para a indústria nacional, é que, no Brasil, o governo é responsável por 63% do investimento total em pesquisa Desenvolvimento e Tecnologia, enquanto as empresas privadas investem somente 37%, justamente o oposto do que ocorre em países com grande índice de inovações. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem cerca de 800 mil cientistas trabalhando em pesquisa e desenvolvimento, sendo que deste total 81% estão nas empresas, 4% no governo, e 15% em instituições de ensino superior. No Brasil, segundo dados da Pesquisa Industrial Inovação Tecnológica (Pintec), do IBGE, apenas 4% das indústrias com mais de dez funcionários lançaram produtos novos de 1998 a O Brasil carece de um sistema de inovações eficiente, assim como registra baixa taxa de transformação de pesquisa e desenvolvimento em aplicações comerciais. O país avança pouco em desenvolvimento tecnológico, o que acaba atrasando de certa forma seu desenvolvimento. A adoção de novas tecnologias e inovações aumenta a eficiência e produtividade e contribui para a conquista de novos mercados. Os investimentos, tanto públicos como privados, precisam ser elevados, para que o país possa se inserir no mercado mundial de forma mais competitiva. 15

16 É notório, a partir da ilustração exposta anteriormente, que os problemas e a preocupação referentes à recente expansão da China e as consequências da mesma sobre o mercado brasileiro tem sido amplamente discutido e estudado. Nesse sentido, é de interesse fundamental desta pesquisa demonstrar, através de análise e estudo de caso, a importância das importações de insumos vindos da China e a contribuição das mesmas para a Indústria Brasileira, uma vez que para muitos casos, somente através dessas importações a produção nacional torna-se vantajosa, viável e sustentável, além de proporcionar acesso a novas tecnologias Pretende-se aqui incentivar novos debates e reflexões, uma vez que, através de dados comparativos, pretende-se entender de maneira mais detalhada a atual conjuntura das relações comerciais entre Brasil e China e verificar o impacto das mesmas para a Indústria nacional e de que forma o intercâmbio crescente entre os países contribui para a competitividade e desenvolvimento de determinados setores no Brasil. 1.2 Objetivos Objetivo Geral Compreender com maior clareza, os pontos centrais acerca dos impactos para a indústria brasileira da recente ascensão da China como segunda potencia econômica mundial e do crescente aumento da entrada de produtos deste país no Brasil e as consequências para a indústria nacional Objetivos Específicos i. Ressaltar a importância do intercambio comercial entre Brasil e China e apresentar argumentos favoráveis para a indústria Brasileira vindas das importações de insumos e tecnologias do país asiático. ii. Avaliar os impactos das importações para a indústria brasileira através de estudo de caso realizado em empresa Brasileira da área de telecomunicações, visando conhecer mais detalhadamente os benefícios advindos das importações chinesas. 16

17 1.3 Justificativa A atual posição da China como o centro mais dinâmico da economia mundial acentua a importância das relações com o país para o Brasil. Em 2009 a China ascendeu à condição de primeiro parceiro comercial brasileiro e principal fonte de investimentos estrangeiros do país. Cabe ressaltar que, apesar de as relações comerciais entre Brasil e China terem obtido crescimento considerável nas ultimas décadas, muito tem se discutido a respeito dessas relações no Brasil. Os críticos chamam a atenção para os possíveis sinais de desindustrialização, por conta da excessiva concentração da pauta de exportações brasileira em commodities. Por outro lado, em sentido oposto, outros apontam os benefícios de um maior estreitamento das relações com o país que mais cresce atualmente, não somente para promover ganhos de comercio, mas também para estimular a recepção de investimentos e a absorção de alta tecnologia. Assim, a problemática que envolve a dependência do Brasil em relação ao mercado Chinês vem sendo amplamente discutido. Não somente em relação às exportações de commodities, que têm grande representatividade na balança comercial brasileira, mas também em relação às importações, sobretudo de componentes baratos para suprir as linhas de produção brasileiras. Sabe-se que os componentes importados da Ásia contribuem ou, em alguns casos, são até mesmo fatores determinantes para a sobrevivência de indústrias brasileiras, devido a seus preços extremamente competitivos. Determinantes no sentido de que a indústria brasileira enfrenta muitas dificuldades, especialmente no que se refere ao custo Brasil. Nesse sentido, para que a produção no país se torne viável, os insumos com preços extremamente baixos contribuem para que os produtos produzidos no Brasil alcancem preços de produção competitivos, frente à massa de produtos importados que entram no mercado. A relação bilateral Brasil-China tem sido vista por alguns economistas, como uma parceria do tipo Norte-Sul (rico-pobre) entre duas economias em crescimento. A China ficou conhecida durante muitos anos por seus produtos de baixo valor agregado que eram comercializados pelo mundo afora. Os produtos, inclusive, eram vistos como produtos sem qualidade ou durabilidade. Essa visão mudou, e hoje a China vende para o mundo inteiro produtos com alta tecnologia agregada. 17

18 O país conseguiu, sobretudo nos anos de 1990, modificar sua pauta de exportações aumentando a venda de produtos manufaturados, modificando com isso o perfil das exportações do país, anteriormente calcado em produtos de baixo valor agregado. Nesse período presenciou-se uma mudança no perfil das exportações industriais antes concentradas em produtos de baixo valor agregado como têxtil e confecções -, para uma gama cada vez mais diversificada de bens de consumo e de capital, que, de 20% em 1990, passaram a representar mais de 50% das exportações industriais Chinesas (YIN, 2006:35) O Brasil, em sentido contrario, concentra suas exportações em produtos intensivos em recursos naturais e pouco representa nas exportações mundiais de manufaturados. De acordo com estudos divulgados pelo Banco Central, o mercado Chinês absorveu 15,2% das vendas externas brasileiras em 2010, ante 2% em 2000, mostrando com isso que a relação Brasil-China tem apresentado crescimento bastante representativo. Em 2009 o principal parceiro comercial do Brasil passou a ser a China, destronando o então Estados Unidos. Diante do crescimento acentuado da China, o Brasil vem mostrando que depende em parte de sua relação com este país, sobretudo no que se refere as suas exportações. Uma possível desaceleração do crescimento chinês, por exemplo, afetaria a balança comercial Brasileira de forma significativa. Não somente as exportações interferem no mercado Brasileiro, mas também as importações asiáticas têm grande importância para o andamento da economia. Diversas indústrias nacionais, como é o caso da indústria analisada, dependem de componentes vindos da China para se tornarem competitivas frente à concorrência internacional. Alguns segmentos não sobreviveriam sem as importações Chinesas, pois não atingiriam preços atraentes para competir com os produtos importados que entram no mercado brasileiro. As indústrias no Brasil precisam lidar com diversos obstáculos para tornarem-se competitivas. O alto custo de produção torna a concorrência ainda mais acirrada e desafiadora, e os componentes de baixíssimo custo vindos da Ásia, sobretudo da China, contribuem para a sobrevivência e competitividade das indústrias no país. Desse modo, torna-se relevante investigar em que consiste a dependência que alguns setores industriais brasileiros têm em relação a componentes vindos da China para manterem sua produção interessante a sustentável. Esse será o foco da presente análise. Através de pesquisa realizada em uma empresa de capital 100% nacional 18

19 consolidada do ramo de telecomunicações no Brasil, a Intelbras, a presente pesquisa pretende mostrar a importância do intercambio comercial entre Brasil e China e os principais desafios que essa relação impõe a determinados setores neste país. O ponto chave da pesquisa será demonstrar os benefícios que as importações de componentes vindos da Ásia trazem para a sustentabilidade da indústria no Brasil. 1.4 Metodologia e Estrutura do Trabalho Esse capítulo tem como objetivo apresentar a metodologia de pesquisa utilizada e qual o tipo de pesquisa foi adotada. Antes de definir o tipo de pesquisa, no entanto, convém esclarecer o que vem a ser uma pesquisa. [...] a pesquisa tem um caráter pragmático, e um processo formal e sistemático de desenvolvimento do método cientifico. O objetivo fundamental da pesquisa é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos. (GIL, 1999: 42) A metodologia de uma pesquisa, tem o objetivo de explicitar os procedimentos empreendidos durante a execução da pesquisa realizada Caracterização da pesquisa Para alcançar os objetivos propostos por este trabalho, foi importante a utilização de uma metodologia adequada, compreendendo métodos, técnicas e instrumentos utilizados nas etapas de desenvolvimento da pesquisa. Foram utilizados documentos honorários de Estado e organismos internacionais que estão disponíveis em suas respectivas paginas oficiais da web. Ademais, o presente trabalho procurou incluir entre suas bases de dados reportagens, artigos, teses e livros que trouxessem a problemática da recente ascensão Chinesa e suas consequências para o mercado brasileiro. A presente pesquisa é classificada como exploratória, pois segundo Gil (1999: 44), ela visa proporcionar maior familiaridade com o problema, buscando explicitá-lo e construindo hipóteses através de procedimentos bibliográficos. O método quantitativo é utilizado, sobretudo, para o estudo de dados oriundos de um grande número de respondentes, com o uso de escalas numéricas, submetidas a análises estatísticas formais. (MATTAR, 2005: 36). 19

20 Já a pesquisa qualitativa considera que existe uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, ou seja, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser apresentado em números. A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são os fundamentos do estudo qualitativo. Não utiliza métodos e técnicas estatísticas, tem como ambiente natural a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave (SILVA, 2001:56). Um estudo de caso se caracteriza como um tipo de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa profundamente. Visa ao exame detalhado de um ambiente, de um simples sujeito, ou de uma situação em particular. (GIL, 2002: 25) Para desenvolver a presente pesquisa, a mesma foi dividida em duas seções. A primeira apresenta uma análise das principais características a respeito do intercâmbio de mercadorias entre Brasil e China, assim como um breve histórico da evolução das relações entre estes países. A segunda seção, por seu turno, concentra-se no estudo de caso realizado em empresa brasileira do ramos de telecomunicações, que utilizou-se de coleta de dados. Também foi realizada pesquisa documental, por meio de consultas a relatórios, tabelas, gráficos e outros. Foi realizada também, entrevista informal com o objetivo de entender com maior riqueza de detalhes, as mudanças ocorridas na empresa após o processo de mudança em seu fornecimento. A pessoa escolhida para ser entrevistada foi por compreender o assunto abordado. Importante ressaltar que não foram elaborados questionários estruturados, apenas conversas informais com o intuito de enriquecer a presente pesquisa. 20

21 2. A PROBLEMÁTICA DA DEPENDENCIA DO BRASIL EM RELAÇÃO À CHINA. DESAFIOS IMPOSTOS A INDÚSTRIA NACIONAL Para entender de maneira mais detalhada a problemática proposta pela presente pesquisa, é importante descrever alguns conceitos e conhecer mais detalhadamente a relação entre os dois países. Para tanto será exposto a seguir uma breve explicação a respeito das cadeias mercantis seguido de breve histórico acerca das relações, sobretudo comerciais, entre Brasil e China e a ascensão do país asiático nas últimas décadas. 2.1 As cadeias mercantis e a economia mundo Para compreender o sistema produtivo como um todo, e o impacto da produção em larga escala de produtos chineses para a indústria brasileira e a inserção da mesma no mercado mundial, é necessária a compreensão de dois conceitos fundamentais para a análise: economia-mundo e cadeia-mercantil. Para a compreensão do funcionamento de uma cadeia mercantil, coloca-se a necessidade de compreender primeiramente o sistema de uma economia-mundo. Para tanto, nada melhor do que a explicação de seu próprio criador, Immanuel Wallerstein, que identifica uma economia-mundo da seguinte forma: No final do século XV e começo do XVI, nasceu o que poderíamos chamar de uma economia-mundo europeia (1999:22). Trata-se de uma única entidade econômica, que em seu espaço convive com diferentes formas de entidades políticas (império, cidades-estados, nações-estado), sendo maior que qualquer uma delas, e por isso constitui-se num sistema mundial. E é uma <<economia-mundo>> devido a que o vínculo básico entre as partes do sistema é econômico, ainda que em certa medida seja reforçado por vínculos culturais e eventualmente, como veremos, por arranjos políticos, incluindo estruturas confederativas (WALLERSTEIN, 1999:21 apud Vieira, 2010) Em outras palavras as economias-mundo representam um fragmento do universo, um pedaço do planeta economicamente autônomo (BRAUDEL, 1998: 35). Para Braudel as economias-mundo têm algumas características próprias. A primeira delas é quanto ao espaço que ocupam, pois sem um espaço não há economia-mundo. Esse espaço, em geral, é sempre bem delimitado, seus limites são facilmente detectáveis. Um segundo ponto é que uma economia-mundo necessariamente implica um centro. Além do centro, é necessário também que haja um sistema capitalista 21

22 dominante, pois o veículo para a economia se espalhar é o capitalismo. E o capitalismo não existe sem que haja desigualdade, então enquanto as economias-mundo forem baseadas no sistema do capitalismo, sempre existirá a diferença de classes, sempre existirão centros, semiperiferias e periferias. Com isso, fica clara também a presença da hierarquia nas economias-mundo. A concretização e a extensão de uma economia-mundo é medida pela variedade de suas redes de produção e trocas, que segundo Wallerstein e Hopkins (2000) são as cadeias mercantis. A ideia de Cadeias Mercantis como Wallerstein & Hopkins (2000) denominam, são processos produtivos interligados que têm cruzado múltiplas fronteiras nacionais e que sempre apresentam dentro deles diferentes formas de controle do trabalho. Dessa forma, uma cadeia mercantil se refere a uma rede de trabalhos e processos produtivos cujo resultado final é uma mercadoria. Dito isso, pode-se chegar a conclusão de que em uma cadeia mercantil há uma divisão do trabalho complexa, assim como uma interdependência transnacional das atividades produtivas. Em outras palavras, uma cadeia mercantil é composta por todas as fases necessárias à produção e comercialização de uma mercadoria, desde os insumos necessários a sua produção, até o consumo final. Vê-se, dessa forma, que para entendermos o dinamismo do moderno sistema mundo, se faz necessário compreender a dinâmica das cadeias mercantis, pois as mesmas encontram-se em diversos processos. A análise de uma cadeia mercantil permite conhecer quem são os produtores, os distribuidores, os consumidores, e também compreender a forma das relações sociais envolvidas. Além disso, a noção de cadeia mercantil é um instrumento de análise que permite compreender a forma de inserção de regiões e países nas redes de comércio internacional, que vai de encontro ao ponto da proposta de pesquisa. A ascensão recente da China e a forma como o sucesso desse país vem incomodando outros países, que até então, pareciam deter o poder da economiamundo, mostra que talvez haja uma nova hierarquia mundial de poder e riqueza, ou pelo menos demonstra que a hierarquia mantida por tanto tempo com os Estados Unidos como país mais influente do sistema-mundo pode estar em processo de mudança. Em 2005 a China ultrapassou os Estados Unidos na produção manufatureira, chegando a 13,1% da produção global. O PIB chinês teve um crescimento médio do Produto Interno Bruto de 10% entre 1980 e Os dados de crescimento e influencia que a China vem conquistando em relação à economia de outros países demonstra que o mundo começa a 22

23 depender cada vez mais do dinamismo chinês e que devido a tais mudanças é possível verificar uma nova dinâmica no sistema-mundo. Nas palavras de Arrighi: As consequências da ascensão da China são grandiosas. A China não é vassala dos Estados Unidos, como o Japão ou Taiwan, nem é uma reles cidade- Estado como Hong Kong e Cingapura. Embora seu poderia militar empalideça quando comparado ao dos Estados Unidos e o crescimento de suas indústria ainda dependa das exportações para o mercado norte-americano, a riqueza e o poder dos Estados Unidos dependem igualmente, ou ainda mais, da importação de mercadorias chinesas baratas e da comprar, por parte da China, de títulos do Tesouro norte-americano. O mais importante é que, cada vez mais, a China vem substituindo os Estados Unidos como principal motor da expansão comercial e econômico na Ásia oriental e em outras partes do mundo (ARRIGHI,2008: 23). Diversos autores consideram a China como sendo a fábrica do mundo. A China é, no momento, umas das economias com crescimento mais acelerado no mundo, caracterizando-se por uma ampla diversificação econômica e por exportações que inundam todos os países (GEREFFI, 2006:224). A China tem avançado como opção de fornecimento em praticamente todas as cadeias globais, sobretudo as cadeias de valor intensivas em trabalho. Diferente da ideia que se tinha a respeito dos produtos chineses em um passado recente, hoje a China vende produtos intensivos em tecnologia praticamente para o mundo inteiro. Sua atratividade não se restringe aos fabricantes de mercadorias de baixo preço; ela fornece para todos os produtores de marcas líderes que se voltam tanto para o mercado dos Estados Unidos, como para mercados globais (GEREFFI, 2006:225). 2.2 Expansão Chinesa no Período Recente Nos últimos anos, o interesse a respeito da China, sua trajetória de internacionalização, seus indicadores de desenvolvimento, tem sido objeto de discussão e debate ao redor do mundo. Arrighi (2008) discorre a respeito do acelerado desenvolvimento Chinês. Certamente a ascensão desse país representa grande mudança para a ordem mundial. Nas palavras de Afonso Ouro Preto: O crescimento da China nãoconstitui um simples fenômeno econômico mas repercute evidentemente no plano político. Vemos surgir uma nova grande potência, talvez ainda não uma superpotência, na medida em que, a superioridade norte-americana em matéria militar 23

24 se mantém. A China já projeta, todavia, a sua presença na Ásia central e em regiões da África. (PRETO, 2011:21) Fala-se inclusive a respeito de uma nova ordem internacional. Em seu livro, Arrigui demonstra a forma como o mundo voltou sua atenção para a China: Quem entender esse poderoso império, terá a chave da política do mundo pelos próximos quinhentos anos (ARRIGHI, 2008:285). Existem formas diversas de interpretar o rápido crescimento Chinês e diferentes autores divergem em relação ao tema. Arrighi (2008), por exemplo, defende a tese de que o crescimento chinês se sustenta em pilares capitalistas, no entanto, ele acredita que esses pilares são essencialmente distintos dos vistos até então. Já para o autor Harvey (2005: 28), o crescimento chinês é sustentado essencialmente por políticas neoliberais. Os indicadores do crescimento chinês são extraordinários. Somente entre os anos de 1980 e 1990 o crescimento da China impressionou atingindo taxa de 9.5% aa, superando a observada nos demais países asiáticos. Entre 1985 e 1995 esta taxa foi ainda mais surpreendente chegando a atingir 10.2%. Atualmente o país emerge como o que mais cresce no mundo desde a década de 80. A China de 1979 era um país bastante diferente do observado nos últimos anos. Predominava o setor agrário, e no que se refere a tecnologia o país era considerado atrasado, com exceção da área bélica. O comércio exterior também era pouco desenvolvido assim como o setor de serviços. A China no séc. XXI é bastante diferente. O comércio exterior tornou-se extremamente dinâmico e o país detém grande avanço em tecnologia. Como citado anteriormente, a China chega a ser classificada por alguns autores como fábrica do mundo. Com um vasto território (cerca de de km²) e uma população de praticamente 1,5 bilhão de pessoas a China lidera a produção de milhares de mercadorias. A ideia que se tinha de que os produtos vindos da China tratavam-se de quinquilharias mudou, e hoje o país produz tecnologias de ponta para o mundo afora. A trajetória do país asiático chama a atenção pelo acelerado crescimento chegando a alcançar países como Estados Unidos e Japão. Segundo dados da UNCTAD (2007), em 1995 a China respondia por apenas 5,4% da produção manufatureira mundial enquanto que Estados Unidos representavam 13,1% e Japão 12,1%. Já no ano de 2005 a representação Chinesa passou para 13,1% da produção global, deixando para 24

25 trás Estados Unidos com 10% e o Japão com 8,4% da produção Mundial (UNCTAD, 2007). Uma curiosidade a respeito da forma como o país abriu sua economia ao capitalismo foi a participação do Estado. Diferente das economias europeias e estadunidenses, o desenvolvimento chinês foi baseado no mercado, da mesma forma que o desenvolvimento europeu e estadunidense. A diferença foi a forma de inserção dos capitalistas no Estado Chinês. Nesse país os capitalistas não puderam botar o Estado a seu serviço. Na China as empresas estatais representam um papel de maior relevância no processo de desenvolvimento industrial. As empresas multinacionais, no entanto, estão assumindo um papel crescente na economia nos últimos anos. Mesmo que o país seja ainda considerado fechado, em 2004 a participação das multinacionais na produção de bens manufaturados alcançou o nível de 32% e as exportações de filiais estrangeiras como uma parte das exportações totais da China totalizaram 58%, mostrando gradiente positivo. Já as formas do setor privado são grandes em termos agregados, mas pequenas individualmente. As políticas governamentais chinesas procuram criar as bases de uma indústria internacional competitiva através de políticas para a consolidação das cadeias de suprimento, criação de marcas de comércio, suporte para internacionalização de empresas privadas chinesas e proteção do mercado local. Tais políticas desafiam a convencional trajetória esperada de países emergentes. Observa-se, por exemplo, o caso da Embraer, que para poder entrar no mercado chinês precisou realizar uma 2joint venture com uma empresa chinesa e abrir uma fábrica em Harbin. O caso da China é um caso de internacionalização planejada e com pesada participação do Estado. Dessa forma vale ressaltar a dominação das empresas Estatais na Internacionalização do país. Fica claro que o apoio do Estado desempenhou papel fundamental para a promoção do investimento chinês no Exterior. A abertura ao mundo exterior deu-se em etapas. Inicialmente foram eleitas quatro regiões estratégicas para a introdução de um regime comercial e de atração de investimento direto estrangeiro, as chamadas Zonas Econômicas Especiais (ZEES) (CUNHA & ACIOLY, 2011:15). O crescimento dos investimentos diretos externos da China é um dos fatores que possibilitaram seu alto grau de crescimento. No entanto, a entrada das Empresas Multinacionais no país faz parte de um processo cuidadosamente assistido pelo Estado, 25

26 de forma que em um primeiro momento as multinacionais dirigiam-se quase que exclusivamente para as ²ZEEs, onde recebiam diversos incentivos fiscais, terrenos e edificações; normalmente localizavam-se ao lado de fornecedores e de outras indústrias semelhantes, além de centro de pesquisa, incubadores de empresas, laboratórios de ponta, infraestrutura de energia e transporte. Essa forma de agrupamento regional das indústrias, especialmente daquelas mais intensivas em conhecimento, teve papel relevante no desenvolvimento tecnológico chinês e na alteração da pauta de exportações ao longo dos últimos vinte anos. As primeiras ZEEs foram escolhidas a dedo pelas lideranças Chinesas, de modo a atrair os investimentos chineses ou sino-descendentes residentes na região (CUNHA & ACIOLY, 2011:15) No entanto, a capacidade chinesa em atrair investimentos estrangeiros não se esgota nos incentivos e vantagens desfrutados pelas empresas multinacionais nas ZEEs. O capital externo consegue alta rentabilidade na China, pois no país encontra-se mãode-obra abundante e bastante barata ao mesmo tempo em que podem contar com uma taxa de câmbio desvalorizada. A produção dirigida ao mercado externo goza de isenção de impostos de importação para matérias-primas, peças e componentes. Dessa forma, as multinacionais, especialmente as do setor de eletrônicos e comunicações, que representam grande parte das exportações chinesas, podem instalar, no país, as etapas finais de produção, aproveitando as peças e componentes produzidos pelas filiais localizadas nos países vizinhos. O Setor Produtivo Estatal é considerado como a máquina de investimento e crescimento da China. A política econômica Chinesa induziu simultaneamente o desenvolvimento do mercado interno assim como a promoção das exportações, que cresceram números alarmantes nos últimos anos. As ZEEs, espalhadas em zonas costeiras, foram parte do regime de promoção das exportações. As empresas vinculadas às ZEEs possuem liberdade cambial e beneficiam-se de isenção de impostos. Em contrapartida, a liberdade de venda e comércio vai em sentido oposto das empresas que não se encontram vinculadas ao regime das ZEEs, pois as mesmas são submetidas a forte protecionismo tendo seu foco voltado ao desenvolvimento do mercado interno. Dessa forma fica claro dois regimes seguidos pelo país, de proteção ao mercado interno e promoção às exportações. O rápido crescimento e desenvolvimento da China demonstram profundas mudanças em um curto período de tempo. Essas mudanças foram possíveis devido a 26

27 grandes reformas econômicas e à abertura geral da economia. As mudanças tiveram início em 1979 e possibilitaram avanços surpreendentes. Entre os anos de 1978 e 1991 era o setor secundário que liderava a taxa de crescimento do PIB e do emprego. Um dos principais movimentos ocorridos na China nesse período, sobretudo entre 1980 e 1983, foi a excepcional expansão do setor primário. Também nos anos 80, o número de empregados nas atividades agrícolas sobre o emprego total teve queda bastante significativa em comparação do que o total da força de trabalho rural sobre o emprego total. Em 1994, a primeira relação era de 54,3% e a segunda 72,6% (WORLD BANK, 2009). Esses números demonstram a urbanização do campo com forte expansão do emprego rural agrícola. Na China, em 1978, 17,9% da população eram classificados como urbana, em 1990, a população urbana totalizava 26,4% (WORLD BANK, 2009). O avanço da industrialização Chinesa muito tem haver com a disponibilidade de mão-de-obra egressa do campo. Com o aumento da produtividade agrícola houve forte crescimento do emprego urbano. Entre 1978 e 1991 a população em idade de trabalhar cresceu 2,5%, o emprego total cresceu 2,9%, o emprego agrícola 1,6% e o não agrícola 5,4%. O número de trabalhadores vindos do campo teve crescimento notável com as reformas do campo do final dos anos 70, com as inovações e o crescimento da produtividade houve excedente da força de trabalho rural. Somente em 1982 as áreas urbanas registraram 2 milhões de migrantes das áreas rurais. Em 1993 os migrantes totalizaram 51 milhões, e em 1995, 80 milhões. Os números mostram a grande quantidade de força de trabalho disponível e o quanto esse excedente contribuiu para o desenvolvimento da economia do país. Outro fator que contribuiu para o crescimento do setor de exportações do mercado Chinês foi a política de desvalorização do Yuan. Em 1984 o Yuan foi desvalorizado e estabeleceu-se um mercado dual de câmbio. O câmbio oficial era administrado como uma taxa flutuante, e o 2 mercado de swaps com acesso restrito às empresas das ZEEs e tradings. A desvalorização cambial é uma das medidas propostas por Zhou Enlai, primeiro ministro de Mao Tsé Tung e por outros nomes importantes, como Deng Xiaoping, ainda em meados da década de 70. As quatro modernizações (agricultura; indústria; tecnologia e forças armadas) foi um projeto que tinha por objetivo tornar a China um mercado mais aberto às 2 O Mercados de Swaps consiste em um acordo para duas partes trocarem o risco de uma posição ativa (credora) ou passiva (devedora), em data futura,conforme critérios pré-estabelecidos. Essas trocas são bastante comuns com posições envolvendo taxas de jurus, moedas e commodities. 27

28 relações internacionais. A criação das Zonas Econômicas Especiais (ZZEs) faz parte do projeto de modernização. A dependência da China em relação a compradores globais cria uma pressão exercida sobre os salários, pois o país sustenta a imagem criada da sobrevivência do mais barato. O sucesso do país em relação às vendas internacionais esta muito atrelada aos preços bastante discrepantes em relação aos demais países, e nesse sentido existe uma poderosa pressão em relação aos salários dos trabalhadores chineses, pois somente com salários baixos a China consegue manter preços tão absurdamente inferiores. Tal situação cria condições de trabalho péssimas. Uma firma industrial exportadora típica, no sul da China, paga um salário de quarenta dólares por mês, 40% inferior ao salário mínimo local (GEREFFI, 2006:225). Dessa forma, os trabalhadores acabam enfrentando jornadas de até dezoitos horas por dia, com péssimas condições de trabalho, além de sofrerem pressão em relação a produção, já que em muitos casos os salários estão atrelados ao desempenho do trabalhador. O gráfico a seguir demonstra a comparação dos salários das indústrias chinesas, brasileira, mexicana e colombiana. Como se pode ver é bastante complicado para países como Brasil, México e Colômbia competir frente aos níveis salariais praticados na China. No caso do Brasil em especial, além da pesada carga tributária o empresariado ainda precisa lidar com uma legislação trabalhista bastante complicada. É importante também notar que mesmo em um ano favorável, como foi o caso de 2002, momento de expressiva desvalorização cambial, os salários no Brasil eram o triplo dos salários praticados na China. 28

29 Figura 3 - Salário Médio Anual na Indústria Fonte: Pesquisas Indústriais Anuais No entanto, a questão da mão-de-obra praticamente escrava na China, pode estar com os dias contados. Recentemente o 12 Plano Econômico Quinquenal de Pequim anunciou um aumento anual de 13% do salário mínimo dos trabalhadores até 2015, nas províncias Chinesas. Essa medida pretende garantir a estabilidade social pela diminuição da diferença de renda entre ricos e pobres. Essa medida pode afetar muito indústrias no mundo inteiro. Com o aumento no salário mínimo dos chineses, consequentemente haverá aumento geral nos preços Isto ocorre porque o custo de mão de obra representa grande parte dos custos de produção, e, para manterem as margens de contribuição, as empresas acabam repassando este custo para o cliente final. A China vem atraindo a atenção do mundo com seu extraordinário dinamismo econômico. No último quarto de século a importância do país na Ordem Mundial chama à atenção, sobretudo com relação aos seus indicadores. As altas taxas de crescimento, avanços tecnológicos e capacidade de atrair investimentos externos surpreendem a cada ano. Com o esforço prévio de entrada na Organização Mundial do Comércio (OMC) e com o ingresso efetivo em 2001, o regime de investimento da China foi adaptando-se aos parâmetros usuais das economias de mercado (CUNHA & ACIOLY, 2011:16). De acordo com a Revista Britânica The Economist, desde que se juntou à Organização Mundial do Comércio em 2001, a China vem rapidamente se tornando uma força econômica, duplicando sua parcela na oferta mundial de manufaturas, provocando um boom no mercado de commodities e acumulando cerca de um trilhão de dólares em reservas. (ZIEGLER, 2007). A entrada do país para a Organização Mundial 29

30 do Comércio pode ser visto como um dos elementos para a mudança de inserção Chinesa do comércio internacional. Esse fato demonstra a importância da inserção internacional da China em seu processo de desenvolvimento. Nesse sentido, [...] a China, ao transformar o comércio internacional em ponto central da sua política de crescimento, necessitava da garantia das regras da OMCde que suas exportações não seriam descriminadas. Para os membros da OMC, a entrada da China significava a abertura de um vasto mercado, e a garantia de que um vasto mercado, e a garantia de que as regras existentes poderiam controlar a invasão a invasão dos produtos Chineses (THORSTENSEN, :12) As aceleradas transformações ocorridas no início do século XXI no sistema econômico e político internacional estão estreitamente ligadas a ascensão da China. As modificações foram significativas na divisão internacional do trabalho e nas posições relativas de determinados Estados nacionais na hierarquia do sistema mundial. Apesar de os Estados Unidos ainda representarem bastante em termos de hierarquia no sistema internacional, o dinamismo econômico da China nas ultimas décadas têm incomodo esse país e até mesmo levantado suspeitas a respeito do sistema internacional e de possíveis mudanças. A participação da China no PIB global vem mostrando crescimento acelerado nas ultimas décadas. A partir da década de 1990, verificou-se aumento da participação da China no PIB global de 273% (de 1,8% em 1990 para 3,7% em 2000). Já entre 2000 e 2005, período de expansão da economia mundial, a participação chinesa deu um salto, passando de 3,7% para 5% (crescimento de 369%). A China também apresentou elevadas taxas referente a sua participação no comércio mundial. Entre 2000 e 2009 as exportações chinesas tiveram aumentos expressivos. De US$ 249 bilhões em 2000 para US$ 1,202 trilhões em 2009 elevação de 38,2% em médias anuais (ACIOLY, CINTRA & PINTO, 2010:308). Os dados demonstram as mudanças significativas na participação da China no comércio mundial. O país passou à condição de maior exportador e segundo maior importador mundial. A tabela 1 mostra a rápida mudança de posição Chinesa em tão pouco tempo. Tabela 2 - Evolução Exportações, Importações e correntes de comércio da China Exportações Importações Corrente de Comércio 30

31 Valor % Valor % Valor % ,4 35 1,6 66 1, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,7 Fonte: Direção de Estatísticas Comerciais/FMI Elaboração: Elaborado pela autora A elevação das importações e das exportações chinesas, além de representarem uma boa parcela da alteração da participação mundial, também contribuíram para a transformação na corrente de comércio mundial. Entre 2000 e 2009, a corrente de comércio mundial aumentou 4,6 vezes entre a China e o mundo e 1,9 vezes em termos globais (ACIOLY, CINTRA & PINTO, 2011:309). Os números mostram a importância do comércio internacional para a estratégia de crescimento chinês, assim como a responsabilidade do país pela mudança recente dos fluxos comerciais mundiais. Existem diversos pontos que explicam o recente sucesso e dinamismo do mercado chinês. Entre esses elementos podemos destacar como impulsionadores do desenvolvimento a política cambial, que busca manter o Yuan desvalorizado em relação ao dólar tornando os produtos chineses ainda mais atraentes; os baixos salários e ganhos de produtividades da economia, que também contribuem para os preços chineses; e a entrada da China em novembro de 2011 na Organização Mundial do Comércio (OMC). A China conseguiu em pouco tempo (aproximadamente três décadas) mudar de forma significativa sua importância no sistema mundial, surpreendo com a velocidade e a forma com que alcançou tal êxito. 31

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