Apoio à gestão descentralizada do Sistema Único da Assistência Social - SUAS

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1 Título do Projeto: Número do projeto: Duração Prevista: Agência Executora: Valor Total do Projeto: Origem dos Recursos: Resumo: Apoio à gestão descentralizada do Sistema Único da Assistência Social - SUAS BRA/12/006 Cinco anos Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) USD ,20 (Onze milhões, quinhentos e setenta mil, quinhentos e setenta e quatro dólares americanos) Orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) Esse projeto tem como objetivo ampliar e consolidar o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) aos entes federados na gestão descentralizada da política nacional de assistência social. 1

2 Título do Projeto Resultado(s) UNDAF esperados: Resultado(s) CPD esperados: Produto(s) esperado(s): Agência Executora: Breve Descrição Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Documento de Projeto BRA/12/006 Apoio à gestão descentralizada do Sistema Único da Assistência Social - SUAS Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Para consolidar a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) é preciso avançar no pacto estabelecido entre gestores, técnicos, trabalhadores, conselheiros e usuários, assimilando seus conceitos e mecanismos de gestão. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) precisa construir constantemente articulações nas três esferas de Governo e estabelecer parcerias com a sociedade civil, organismos internacionais e instituições de financiamento, a fim de estabelecer a rede de proteção e promoção social que quebra o ciclo de pobreza e promove a conquista da cidadania nas comunidades brasileiras. Nesse sentido contará com o aporte do presente Projeto, que tem como objetivo ampliar e consolidar o apoio do Ministério aos entes federados na gestão descentralizada da política nacional de assistência social e assim permitir a efetivação do pacto entre os três entes federados e as instâncias de articulação, pactuação e deliberação, visando à implementação e consolidação do SUAS no Brasil. Período do Programa: Total de recursos requeridos USD ,20 Área de Resultado esperado Total de recursos alocados: USD ,20 Atlas Award ID: 000xxxxx Regular - Data Inicial o Other:Donor Data Final o Donor Data do PAC de agosto de 2012 o Governo USD ,20 Arranjos de Gestão: NEX Orçamento sem fundo Contribuições in kind Acordado pela Agência Brasileira de Cooperação: Acordado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome: Acordado pelo PNUD: 2

3 ÍNDICE TÍTULO DO PROJETO... 2 BREVE DESCRIÇÃO... 2 I - ANÁLISE DA SITUAÇÃO... 4 II DESCRIÇÃO DO PROJETO RESULTADO 1. IMPLANTAÇÃO DA VIGILÂNCIA SOCIOASSISTENCIAL NO ÂMBITO ESTADUAL, DO DF E MUNICIPAL FOMENTADA 12 RESULTADO 2. MELHORIAS NO SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÃO DO SUAS DESENVOLVIDAS RESULTADO 3. PLANEJAMENTO E GESTÃO DESCENTRALIZADA DO SUAS APRIMORADOS RESULTADO 4. GESTÃO DO TRABALHO CONSOLIDADA RESULTADO 5. SERVIÇOS SOCIOASSISTENCIAIS QUALIFICADOS E CONSOLIDADOS RESULTADO 6. GESTÃO DOS BENEFÍCIOS SOCIOASSISTENCIAIS APRIMORADA RESULTADO 7. INTEGRAÇÃO DE SERVIÇOS E BENEFÍCIOS FORTALECIDA RESULTADO 8. AVALIAÇÃO E PRODUÇÃO DE DADOS PARA GESTÃO DESCENTRALIZADA DA ASSISTÊNCIA SOCIAL AMPLIADA 40 BENEFICIÁRIOS PREVISTOS III INSUMOS INSUMOS DA AGÊNCIA EXECUTORA INSUMOS DO PNUD IV MATRIZ DE RESULTADOS E RECURSOS/PLANO DE TRABALHO V - ARRANJOS DE GERENCIAMENTO VI - MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO VII - CONTEXTO LEGAL VIII - OBRIGAÇÕES E PRÉ-REQUISITOS IX ANEXOS

4 I - ANÁLISE DA SITUAÇÃO Os objetivos, princípios e diretrizes das ações relativas à política da assistência social no Brasil foram estabelecidos pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) 1, em A LOAS determina que a assistência social seja organizada em um sistema descentralizado e participativo, composto pelo poder público e pela sociedade civil. Na IV Conferência Nacional de Assistência Social, realizada no final de 2003, importantes deliberações foram estabelecidas, entre as quais, a de que o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) 2 elaborasse uma proposta de política, a partir de uma visão inovadora e transformadora, na busca de garantir proteção social a todos e a cada um. Em 2004, após amplo debate com os entes federados, entrou em vigor a nova Política Nacional de Assistência Social (PNAS), propondo-se a traduzir as demandas da sociedade e estabelecer as diretrizes para a efetivação da assistência social como direito de cidadania e responsabilidade do Estado. Esta nova política propõe que a gestão deve ser pautada no pacto federativo, estabelecendo claramente as atribuições e competências das três esferas de governo na provisão das ações socioassistenciais. Ainda em 2004, foi criado o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), responsável por organizar as ações de assistência social, de geração de renda, de promoção da cidadania e de segurança alimentar e nutricional, com o fim de otimizar os investimentos, promovendo a integração e articulação entre suas diversas áreas afins. A criação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) veio na sequência, no ano de 2005, estabelecendo que cabe à União a responsabilidade pela criação de condições políticas, institucionais, gerenciais, de recursos humanos e financeiros, para a 1 Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, que dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. 2 Instituído pela LOAS como órgão superior de deliberação colegiada, vinculado à estrutura do órgão da Administração Pública Federal responsável pela coordenação da Política Nacional de Assistência Social (atualmente, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome), cujos membros, nomeados pelo Presidente da República, têm mandato de 2 (dois) anos, sendo permitida uma única recondução por igual período. 4

5 reorganização dos serviços, programas, projetos e benefícios relativos à assistência social no país. O SUAS foi planejado e está estruturado para garantir proteção social básica e especial, de média e alta complexidade, tendo a centralidade na família e base no espaço social onde seus usuários vivem; e promover o pacto federativo, estabelecendo um modelo de gestão descentralizado e participativo, que partilha competências e responsabilidades não só entre a União, os estados, o Distrito Federal, e os municípios, mas também com a sociedade civil, que contribui fundamentalmente com o controle social do Sistema. Para a realização do pacto a ser efetivado entre os três entes federados e as instâncias de articulação, pactuação e deliberação, visando à implementação e consolidação do SUAS no Brasil, foi estabelecida a Norma Operacional Básica do SUAS (NOB/SUAS) 3, que disciplina a descentralização administrativa do Sistema, a relação entre as três esferas do Governo e as formas de aplicação dos recursos públicos. O SUAS conta hoje com cerca de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), com capacidade de atendimento para até de famílias referenciadas, e cerca de Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) em funcionamento, pelos quais vêm sendo prestados ou estão sendo estruturados para oferta futura, os seguintes serviços: a) Proteção Social Básica - Refere-se aos serviços de baixa complexidade, que têm caráter preventivo. Visam prevenir situações de risco e desenvolver potencialidades, bem como fortalecer vínculos familiares e comunitários. Têm como destinatários os segmentos da população que vivem em condições de vulnerabilidade social de pobreza; de privação, como ausência de renda, acesso aos serviços públicos precário ou nulo, entre outras; e de fragilização dos vínculos afetivos, como discriminação etária, étnica, de gênero ou por deficiência. b) Proteção Social Especial Refere-se aos serviços de média e alta complexidade, com caráter reparador de danos. Tais serviços visam à reconstrução de vínculos 3 Resolução nº 130, de 15 de julho de 2005, do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). 5

6 familiares e comunitários, à defesa de direitos, ao fortalecimento de potencialidades e à proteção de famílias e indivíduos. Têm como destinatários os indivíduos que se encontram em situação de alta vulnerabilidade pessoal e social, tais como os em situação de abandono, as vítimas de maus tratos físicos e/ou psíquicos, as vítimas de abuso e exploração sexual, os usuários de drogas, os adolescentes em conflito com a lei e pessoas em situação de rua. Destaque-se, ainda, que o SUAS entende as entidades privadas como parte da rede socioassistencial e do Sistema. Tem empreendido esforços para conhecer estas entidades de atendimento, assessoramento e defesa e garantia de direitos, e, para tal, realizou em 2011 a primeira edição de um Censo diretamente com a Rede Privada, pelo qual obteve resposta de mais de 10 mil entidades conveniadas ao SUAS. As informações obtidas relativas ao funcionamento, aos recursos humanos e às fontes de custeio, são fundamentais para o processo de tomada de decisão do MDS e para a construção do Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social. O MDS, em atendimento ao que estabelece a Lei nº /09 4, regulamentada pelo Decreto nº 7.237/2010 5, vem desenvolvendo o processo de certificação de entidades beneficentes. Além de conceder e renovar periodicamente o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas), o MDS acompanha e fiscaliza as entidades certificadas, implanta, gere e mantém atualizado o Cadastro Nacional de Entidades e Organizações de Assistência Social, em articulação com conselhos e órgãos gestores da assistência social, e propõe parâmetros e procedimentos para a vinculação dessas entidades ao Sistema Único de Assistência Social (Suas). Da mesma forma, integram a política de assistência social, ainda, os Benefícios Assistenciais, que se configuram como direito do cidadão e dever do Estado, sendo prestados de forma articulada às seguranças afiançadas pela Política de Assistência Social, por meio da inclusão dos beneficiários e de suas famílias nos serviços socioassistenciais e de outras políticas setoriais, ampliando a proteção social e 4 Lei nº de 27 de novembro de Dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social; regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social. 5 Decreto nº 7.237, de 20 de julho de Regulamenta a Lei nº , de 27 de novembro de 2009 e dispõe sobre o processo de certificação das entidades beneficentes de assistência social para obtenção da isenção das contribuições para a seguridade social. 6

7 promovendo a superação das situações de vulnerabilidade e risco social. Dividem-se em duas modalidades direcionadas a públicos específicos: o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC) e os Benefícios Eventuais 6. O BPC garante a transferência mensal de um (um) salário mínimo vigente ao idoso, com idade de 65 anos ou mais, e à pessoa com deficiência, de qualquer idade, com impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas. Já os Benefícios Eventuais caracterizam-se por seu caráter suplementar e provisório, prestados aos cidadãos e às famílias em virtude de nascimento, morte, situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade pública. Mesmo sendo coordenada pela União, a gestão dos Benefícios só é possível mantendo forte interface com os estados, DF e municípios, uma vez que é lá que o público atendido está e onde a demanda é gerada. As estratégias para assegurar o acesso aos benefícios devem ser planejadas e realizadas nas localidades onde esses beneficiários residem. Portanto, ainda que o processamento do benefício ocorra no âmbito federal, os serviços destinados aos seus beneficiários são prestados no âmbito local. Coordenado pelo MDS, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) contempla mais de 99% dos municípios brasileiros. Os Estados, por sua vez, assinaram o Pacto de Aprimoramento da Gestão Estadual e do Distrito Federal 7, entre os governos federal, estaduais e do Distrito Federal, com vistas à adequação de seus órgãos executivos ao pleno exercício da gestão da assistência. A Unidade do MDS responsável pela gestão da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) é a Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS), que se dedica especialmente à implementação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), ferramenta que garante a descentralização das ações e dá agilidade ao repasse de verbas do Governo Federal para os estados e municípios. 6 Lei nº 8.742/1993 Lei Orgânica de Assistência Social LOAS em seu art Regulamentado pela Resolução n 5/06 da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), alterada pela Resolução n 3/07 da CIT e pela Portaria n 350/07 do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). 7

8 A estrutura atual da SNAS contempla uma Diretoria e cinco Departamentos: - Diretoria-Executiva do Fundo Nacional de Assistência Social - Departamento de Gestão do Sistema Único de Assistência Social - Departamento de Benefícios Assistenciais - Departamento de Proteção Social Básica - Departamento de Proteção Social Especial - Departamento da Rede Socioassistencial Privada do SUAS Para consolidar a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) é preciso, sobretudo, avançar no amplo pacto estabelecido entre gestores, técnicos, trabalhadores, conselheiros e usuários, assimilando seus conceitos e mecanismos de gestão. Para isso, o MDS constrói articulações nas três esferas de Governo e parcerias com a sociedade civil, organismos internacionais e instituições de financiamento, a fim de estabelecer a rede de proteção e promoção social que quebra o ciclo de pobreza e promove a conquista da cidadania nas comunidades brasileiras. Tendo em vista o papel da União de apoiar técnica e financeiramente a gestão descentralizada do SUAS e o desafio que isto representa, é importante que o Ministério possa contar com o aporte técnico que o presente Acordo prevê. A cooperação proverá subsídios para o desenvolvimento de ações e estudos com vistas a promover o fortalecimento da articulação com os demais entes federados e garantir uma gestão descentralizada qualificada. O MDS desenvolverá suas atividades no âmbito do Projeto, contando especialmente com a parceria entre a SNAS e a Secretaria de Avaliação e Gestão da Informação (SAGI), que realiza a avaliação e o monitoramento das ações e programas desenvolvidos pelo MDS, desenvolve e divulga estudos e pesquisas, além de viabilizar ciclos de capacitação de agentes públicos e sociais. Cooperação técnica com o Programa Das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Conforme o Documento de País para o Brasil (CPD) para os anos de 2012 a 2015, o Brasil é um país de renda média que registrou expressivo progresso social e econômico na última década. Contudo, é preciso ainda promover o fortalecimento da capacidade estatal local, em particular no que diz respeito à capacidade das autoridades locais de 8

9 formular, gerir e executar de forma eficiente as políticas públicas de viés sócioeconômico. Neste sentido, há uma demanda crescente para o fornecimento de produtos e serviços baseados em conhecimento, os quais envolvam a participação dos beneficiários no processo, em um contexto de desenvolvimento de capacidades para a implementação de políticas públicas com foco no resultado. Para tanto, o PNUD, como agência líder da ONU no campo da governança democrática, faz uso de sua expertise para apoiar os esforços no sentido de melhorar a capacidade local de prestação dos serviços básicos e para garantir que as populações menos favorecidas sejam incluídas no processo de decisão política. Assim, o fortalecimento institucional e o desenvolvimento de capacidades tem sido a área de concentração dos projetos de cooperação técnica do PNUD no Brasil. Nesses projetos foram desenvolvidos conhecimentos e tecnologias passíveis de divulgação e transferência, que beneficiarão o presente Projeto. Entre as áreas a serem beneficiadas, pode-se citar: avaliação de políticas públicas; desenvolvimento e implementação de sistemas de informação e capacitação de pessoal. Complementarmente, a presença do PNUD em mais de 160 (cento e sessenta) países o coloca como um parceiro privilegiado para promover a troca de experiências e informações internacionais sobre políticas, programas, projetos e estratégias na área de políticas de superação da pobreza, fortalecimento institucional e desenvolvimento de capacidades. Cumpre observar que a experiência de execução nacional de projetos de cooperação técnica internacional, acumulada pelo PNUD e ABC/MRE nos últimos 15 (quinze) anos, é uma garantia de gestão eficiente dos recursos do Projeto. Nessa área, procedimentos e instrumentos definidos ao longo desse período permitem uma gestão de recursos ágil, flexível, transparente e confiável que, feita com observância das normas internacionais, está sujeita à auditoria do Organismo cooperante realizada em parceira com órgãos de controle governamentais brasileiros. 9

10 Atualmente o PNUD coopera com MDS na execução de três Projetos de Cooperação Técnica. São eles: i) BRA/04/046, cujo objetivo é o de Gestão da Informação do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome com vistas ao alcance da efetividade dos programas e políticas sociais; ii) BRA/04/028, que objetiva o Apoio ao Programa Bolsa Família e iii) BRA/05/028, objetivando o Apoio à Inclusão Produtiva de Jovens, sendo que os dois últimos foram encerrados em junho de A cooperação do PNUD proposta neste documento não representa a totalidade do trabalho que será consumido para a realização das ações de apoio à gestão descentralizada do SUAS, mas é de fundamental importância à medida que agrega novas possibilidades às suas linhas de ação. O apoio do PNUD se dará no aporte técnico necessário para a realização de consultorias, acompanhamento dos produtos elencados no plano de trabalho, no monitoramento e avaliação das ações do Projeto e na gestão dos processos que têm como objetivo apoiar à SNAS e à SAGI no apoio aos entes federados com vistas a garantir a prestação de serviços e benefícios com qualidade e eficiência ao cidadão. 10

11 II DESCRIÇÃO DO PROJETO Esse Projeto tem como objetivo geral ampliar e consolidar o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) aos entes federados na gestão descentralizada da política nacional de assistência social e assim permitir a efetivação do pacto entre os três entes federados e as instâncias de articulação, pactuação e deliberação, visando à implementação e consolidação do SUAS no Brasil. Tem como objetivos específicos: i) Ampliar e consolidar a capacidade do MDS de apoiar a gestão descentralizada do SUAS; ii) Fortalecer a capacidade dos Estados de apoiarem os municípios na gestão da política de assistência social; e iii) Fortalecer a capacidade dos municípios para a prestação de serviços e benefícios com qualidade e eficiência ao cidadão. Para o alcance desses objetivos, as ações do Projeto estão estruturadas em oito resultados, quais sejam: Resultado 1. Implantação da Vigilância Socioassistencial no âmbito estadual, do DF e municipal fomentada Resultado 2. Melhorias no Sistema Nacional de Informação do SUAS desenvolvidas Resultado 3. Planejamento e gestão descentralizada do SUAS aprimorados Resultado 4. Gestão do Trabalho consolidada Resultado 5. Serviços socioassistenciais qualificados e consolidados Resultado 6. Gestão dos benefícios socioassistenciais aprimorada Resultado 7. Integração de Serviços e Benefícios fortalecida Resultado 8. Avaliação e Produção de Dados para gestão descentralizada da Assistência Social ampliada A estratégia de implementação do Projeto buscará sempre a qualificação do corpo técnico da SNAS e SAGI, prevendo a transferência de conhecimento para os 11

12 responsáveis pelo prosseguimento dos trabalhos no âmbito do Ministério. Todos os produtos que serão objeto desta cooperação deverão ser amplamente documentados para consulta futura. O Projeto deverá contribuir para a melhoria de processos e procedimentos no âmbito das Secretarias mencionadas, por meio do apoio técnico e especializado da expertise disponibilizada pelas atividades de consultoria do PNUD. Os resultados previstos no Projeto foram organizados de forma a obter uma série de produtos específicos, voltados principalmente para a produção de estudos, pesquisas e outros conhecimentos técnicos especializados que permitirão o alcance dos objetivos relacionados anteriormente. Assim, temos: Resultado 1. Implantação da Vigilância Socioassistencial 8 no âmbito estadual, do DF e municipal fomentada A Vigilância Socioassistencial é uma área vinculada à Gestão do SUAS, com a responsabilidade de produzir, sistematizar e analisar informações territorializadas sobre as situações de risco e vulnerabilidade que incidem sobre famílias e indivíduos; assim como, sobre informações relativas ao tipo, volume e padrões de qualidade dos serviços ofertados pela rede socioassistencial. A organização das ações de busca ativa das famílias e indivíduos que apresentam características de potenciais demandantes dos distintos serviços socioassistenciais requer a produção de informações estruturadas e a definição de fluxos de informação entre a Vigilância e as unidades prestadoras dos serviços, constituindo, assim, meio estratégico para promover a articulação da oferta de serviços e benefícios, conforme concepção do Protocolo de Gestão Integrada de Serviços e Benefícios referendado pela Resolução 17/2010 do CNAS. É certo que a Vigilância Socioassistencial deve analisar, de um lado, as informações relativas às demandas, às incidências de violações e às necessidades de proteção da população, no que concerne à assistência social, e, de outro lado, as características e distribuição da rede socioassistencial instalada para a oferta de serviços. 8 Conteúdo do Resultado 1 - Extraído de texto técnico elaborado e disponibilizado pela Coordenação Geral dos Serviços de Vigilância Social do MDS (CGVIS/DGSUAS/SNAS/MDS). 12

13 Ressalte-se que por ser uma área diretamente vinculada à gestão no âmbito das Secretarias de Assistência Social, a Vigilância Socioassistencial pode dispor dos recursos do IGD-SUAS para sua estruturação e manutenção em nível municipal, do Distrito Federal, estadual. O processo de implementação da Vigilância Socioassistencial em nível nacional tem na implantação dos padrões nacionais de registro da informação estabelecidos pela Resolução CIT nº 4/2011, um importante instrumento, que exige que os sistemas de informações do SUAS estejam cada vez mais integrados, visando à obtenção rápida e facilitada de informações, com geração de relatórios que possibilitem aos municípios, estados, DF e União uma gestão mais dinâmica. Assim, considerando o enorme desafio da área, qual seja, o de produzir e disseminar informações e conhecimentos que contribuam para efetivação do caráter preventivo e proativo da política de assistência social, assim como para a redução dos agravos, com o fim de proporcionar a melhoria da gestão da assistência social, nas três esferas de governo foram propostos três produtos para o presente Resultado. Produto Estudos sobre a demanda e oferta de serviços e benefícios socioassistenciais realizados É estreita a relação da Vigilância Socioassistencial com as áreas de Proteção Social Básica e de Proteção Social Especial, responsáveis diretas pela oferta dos serviços socioassistenciais à população, bem como com a gestão dos Benefícios. Produzir informações que subsidiem o monitoramento e avaliação da rede socioassistencial e da qualidade dos serviços e benefícios prestados aos usuários é sua atividade precípua. As unidades de proteção básica ou especial nas quais são ofertados os serviços socioassistenciais são provedoras de informações para a Vigilância Socioassistencial sempre que registram e armazenam de forma adequada dados relativos ao tipo e volume de atendimentos que realizam, contribuindo assim para o mapeamento de situações de risco e vulnerabilidade e de eventos de violações de direitos em determinado território. Por outro lado, os serviços socioassistenciais devem ser consumidores das informações processadas ou produzidas pela área de Vigilância 13

14 Socioassistencial, e esta deve, para cumprir seus objetivos, fornecer aos serviços informações estruturadas que contribuam para que estes avaliem sua própria atuação, ampliem seu conhecimento sobre as características da população e do território de forma a melhor atender às necessidades e demandas existentes, e ainda, planejem e executem ações de busca ativa que assegurem a oferta de serviços e benefícios às famílias e indivíduos mais vulneráveis, superando a atuação pautada exclusivamente pela demanda espontânea. Serão desenvolvidos levantamentos das demandas e ofertas de serviços da Proteção Social Especial, de alta e média complexidade; da Proteção Social Básica, e dos Benefícios. Produto 1.2 Instrumentos de coleta do Censo SUAS revistos Para o monitoramento do SUAS em âmbito nacional, as principais fontes de informação são: a) o Censo SUAS; b) os sistemas de registro de atendimentos; c) os cadastros e sistemas gerenciais que integram o SUAS. É de extrema importância assegurar a resposta anual aos formulários eletrônicos do Censo SUAS, assim como a alimentação periódica dos diversos sistemas de informações que compõem a Rede SUAS é obrigação dos gestores da Assistência Social. Os indicadores de monitoramento gerados em âmbito nacional, para o conjunto do país, para cada estado, município ou Distrito Federal, serão baseados, prioritariamente nas informações declaradas nos sistemas eletrônicos. Serão realizadas análises de dados e procedida à revisão dos instrumentos do Censo SUAS, além de ser definido instrumento de coleta do Censo SUAS e traçado perfil das entidades de assistência social da Rede Privada e dos serviços prestados por elas. Produto Orientações técnicas para implantação e aprimoramento da Vigilância Socioassistencial nos estados, DF e municípios elaboradas. Como mencionado anteriormente, a implementação da Resolução CIT nº 04/2011 é essencial para a o processo de implantação da Vigilância Socioassistencial no âmbito nacional. Também é fundamental para a gestão da informação e a organização de 14

15 sistemas, que seja prioridade nas três esferas de governo, com destinação de recursos financeiros e técnicos para sua consolidação. Nessa perspectiva, serão realizadas atividades que contemplem a análise da implementação da Resolução CIT nº 04/2011, estudos relativos ao prontuário SUAS, a elaboração de orientações técnicas para subsidiar estados, DF e municípios na implementação da vigilância socioassistencial, e outros relativos à regulamentação da Vigilância Socioassistencial. Resultado 2. Melhorias no Sistema Nacional de Informação do SUAS desenvolvidas Produto 2.1. Documentos técnicos para o aprimoramento dos Sistemas de informação socioassistenciais elaborados A gestão da informação do SUAS é feita por meio do Sistema Nacional de Informação do Sistema Único da Assistência Social - Rede SUAS, utilizando-se de um conjunto de aplicativos de suporte à gestão, ao monitoramento, à avaliação e ao controle social de programas, serviços, projetos e benefícios da assistência social. Seus aplicativos são: a) SUASWEB O SUASWEB é um sistema composto do Plano de Ação, do Demonstrativo Sintético Físico Financeiro, SISPETI, Carteira do Idoso e de informações essenciais para gestores como: saldos, conta corrente, beneficiários do BPC, parcelas pagas contendo ordem bancária, data do pagamento, entre outros. b) CADSUAS O CADSUAS é o Sistema de Cadastro do SUAS onde são inseridas informações cadastrais de prefeitura, órgão gestor, fundos e conselhos municipal e estadual de Assistência Social, bem com de unidades públicas e trabalhadores do SUAS. c) BPC na Escola O BPC na Escola é um programa de acompanhamento e monitoramento ao acesso e à permanência de pessoas com deficiência nas escolas, para subsidiar o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC). É operacionalizado por meio da articulação intersetorial e da gestão compartilhada nas três esferas de governo, entre as 15

16 políticas de educação, assistência social, saúde e direitos humanos, favorecendo o desenvolvimento dos beneficiários. d) SISJOVEM O Sistema de Acompanhamento e Gestão do Projovem Adolescente SISJOVEM é uma ferramenta de gestão, que fornecerá aos gestores de assistência social, das três esferas de governo, informações detalhadas e consolidadas sobre a execução deste serviço sócio-educativo. e) GEOSUAS O GEOSUAS é um sistema de georreferenciamento e geoprocessamento do SUAS, totalmente aberto à população através da rede mundial de computadores. Foi desenvolvido com a finalidade de subsidiar a tomada de decisões no processo de gestão da Política Nacional de Assistência Social e resulta da integração de dados e mapas servindo de base para a construção de indicadores. Aborda os aspectos de recuperação e cruzamento de informações a respeito das ações e programas mantidos pelo MDS e variáveis socioeconômicas, ampliando a possibilidade de utilizar-se de operações geoprocessadas para a tomada de decisões. f) INFOSUAS O INFOSUAS é um sistema de informações financeiras da rede SUAS aberto à população, que disponibiliza informações sobre os repasses financeiros do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) para os Fundos de Assistência Social dos estados e municípios, classificando os serviços das Proteções Sociais Básica e Especial (de alta e média complexidade) por regiões, estados e municípios. Ainda, fornece acesso à base de dados dos pagamentos realizados em anos anteriores hierarquizados pelos tipos de intervenção organizados no período. g) Aplicativos de gestão financeira: a) SISFAF; b) SIAORC; c) SISCON O Sistema de Repasse Fundo a Fundo (SISFAF) é o sistema onde são realizadas as transferências do FNAS para os fundos municipais e estaduais. Operacionaliza os repasses por intermédio de transferências automatizadas de arquivos para o SIAFI, disponibilizando, posteriormente, toda a base de dados de pagamentos no sistema INFOSUAS. 16

17 O Sistema de Acompanhamento Orçamentário do SUAS (SIAORC) é o sistema voltado especificamente para a gestão orçamentária do recurso gerido pelo FNAS. O sistema interage com o SISFAF e é alimentado pelos dados exportados do SIAFI que, após o devido tratamento, são atualizados tanto no SIAFI como no SISFAF. O Sistema de Gestão de Convênio (SISCON) é responsável pelo gerenciamento de convênios, permitindo o acompanhamento de todo o trâmite, desde o preenchimento dos planos de trabalho e formalização, até a prestação de contas. Por fim, é importante salientar que a gestão da informação integra a agenda estratégica do MDS, já que o mesmo reconhece a integração entre ferramentas tecnológicas e a operação dos direitos socioassistenciais como um componente estratégico para a definição do conteúdo da política e seu planejamento, gestão, monitoramento e avaliação da política de assistência social. Para fazer frente à crescente demanda por aprimoramento nos diversos aplicativos do Rede SUAS, faz-se necessário promover a correção evolutiva dos mesmos. Assim, será realizado no escopo do presente Produto, o levantamento de requisitos, a fim de propor melhorias e evoluções, e novos modelos de relatórios de informações gerenciais que auxiliem no processo de gestão descentralizado, bem como a revisão e proposta de melhoria dos manuais dos sistemas do Rede SUAS para utilização dos gestores estaduais e municipais. Será promovido ainda o levantamento da documentação necessária para o sistema de cadastro e certificação de entidades da Rede Privada de Assistência Social e o respectivo levantamento das regras de negócio, além de amplo levantamento das informações já existentes e proposição de quais são as informações que devem ser disponibilizadas, tendo em vista o pleno atendimento da Lei de Acesso à informação. Produto 2.2. Elaboração e formatação de conteúdo para capacitação de Gestores e técnicos de Estados, DF e municípios apresentada Com a diversidade de aplicativos que estão em uso pelos atores da política nacional de assistência social na busca pelo aprimoramento da gestão da informação, é crescente a demanda por capacitação junto às equipes técnicas das secretarias dos entes 17

18 federados, uma vez que lhes cabe tanto alimentar o Sistema de Informação Nacional, quanto fazer uso do considerável volume de dados que são gerados por ele. Cabe aos entes federados coletar, armazenar, processar, analisar e divulgar dados e informações locais relativas ao SUAS, devendo para isso organizar e manter o sistema de informações de forma compatível com a União, implantando, sempre que possível, padronizações e protocolos de registro e trânsito da informação. São responsáveis também por produzir informações, estudos e pesquisas que subsidiem o monitoramento e avaliação da rede socioassistencial e da qualidade dos serviços e benefícios prestados aos usuários, e pela disseminação do conhecimento produzido pelo órgão gestor (estadual, municipal e do DF) para os municípios, usuários, trabalhadores, conselheiros e entidades de assistência social. Desse modo, a fim de que os entes federados qualifiquem o uso do Sistema e de seus dados, a SNAS propõe a elaboração de conteúdos devidamente formatados para Educação à Distância (EaD), a fim de que componham cursos voltados a gestores e técnicos de estados, DF e municípios. Resultado 3. Planejamento e gestão descentralizada do SUAS aprimorados Como já registrado no presente documento, o modelo de gestão proposto para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é descentralizado e participativo, partilhando competências e responsabilidades não só entre a União, os estados, o Distrito Federal, e os municípios, mas também com a sociedade civil, que contribui fundamentalmente com o controle social do Sistema. Em 1993, a LOAS já preconizava que a gestão da política e a organização das ações da assistência social no país deveriam ser articuladas em um sistema descentralizado e participativo, organizado nas três esferas de governo. É pela LOAS que se explicita as competências de cada um dos três níveis, como segue: Art. 12. Compete à União: I - responder pela concessão e manutenção dos benefícios de prestação continuada definidos no art. 203 da Constituição Federal; 18

19 II - apoiar técnica e financeiramente os serviços, os programas e os projetos de enfrentamento da pobreza em âmbito nacional; III - atender, em conjunto com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, às ações assistenciais de caráter de emergência. Art. 13. Compete aos Estados: I - destinar recursos financeiros aos Municípios, a título de participação no custeio do pagamento dos auxílios natalidade e funeral, mediante critérios estabelecidos pelos Conselhos Estaduais de Assistência Social; II - apoiar técnica e financeiramente os serviços, os programas e os projetos de enfrentamento da pobreza em âmbito regional ou local; III - atender, em conjunto com os Municípios, às ações assistenciais de caráter de emergência; IV - estimular e apoiar técnica e financeiramente as associações e consórcios municipais na prestação de serviços de assistência social; V - prestar os serviços assistenciais cujos custos ou ausência de demanda municipal justifiquem uma rede regional de serviços, desconcentrada, no âmbito do respectivo Estado. Art. 14. Compete ao Distrito Federal: I - destinar recursos financeiros para o custeio do pagamento dos auxílios natalidade e funeral, mediante critérios estabelecidos pelo Conselho de Assistência Social do Distrito Federal; II - efetuar o pagamento dos auxílios natalidade e funeral; III - executar os projetos de enfrentamento da pobreza, incluindo a parceria com organizações da sociedade civil; IV - atender às ações assistenciais de caráter de emergência; 19

20 V - prestar os serviços assistenciais de que trata o art. 23 desta lei. Art. 15. Compete aos Municípios: I - destinar recursos financeiros para custeio do pagamento dos auxílios natalidade e funeral, mediante critérios estabelecidos pelos Conselhos Municipais de Assistência Social; II - efetuar o pagamento dos auxílios natalidade e funeral; III - executar os projetos de enfrentamento da pobreza, incluindo a parceria com organizações da sociedade civil; IV - atender às ações assistenciais de caráter de emergência; V - prestar os serviços assistenciais de que trata o art. 23 desta lei. O conceito de gestão descentralizada é reforçado nas diretrizes a serem seguidas pelos órgãos gestores da Assistência Social nos âmbitos federal, estadual e municipal que são encontradas nas Normas Operacionais Básicas (NOBs), do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). A primeira Norma foi editada em 1997 e já trazia o conceito de sistema descentralizado e participativo da gestão da política. Por essa Norma foram propostos dois níveis de gestão da Assistência Social: 1) a gestão estadual, em que os Estados, por meio dos Fundos Estaduais de Assistência Social (FEAS) receberiam os recursos da União advindos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), para que pudessem coordenar e apoiar técnica e financeiramente serviços, programas, projetos e benefícios, celebrar e gerenciar diretamente convênios com as entidades localizadas nos municípios que ainda não cumpriam os requisitos do art. 30 da LOAS, bem como executar programas e projetos de caráter regional e complementar; 2) a gestão municipal, em que os municípios receberiam, por meio dos o Fundos Municipais de Assistência Social (FMAS), recursos federais via repasse do FNAS para possibilitar a gestão dos serviços, programas, projetos e benefícios assistenciais sob a competência da esfera municipal. 9 9 Resolução nº 130, de 15 de julho de 2005, do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). 20

21 A segunda Norma, de 1998, ampliou as atribuições dos Conselhos de Assistência Social, já mencionados, e propôs a criação de espaços de negociação e pactuação, de caráter permanente, as Comissões Intergestores Tripartite (CIT) 10 e Comissões Intergestores Bipartite (CIB), para a discussão quanto aos aspectos operacionais da gestão do sistema descentralizado e participativo da Assistência Social. Nesse contexto, reforçou que as pactuações devem resultar da efetiva negociação entre as esferas de governo para assumir a coresponsabilidade em relação à gestão da Assistência Social, contando com a definição de mecanismos e critérios transparentes de partilha e transferência de recursos do FNAS para os Fundos Estaduais, do Distrito Federal e Municipais de Assistência Social. 11 Atualmente está vigente a terceira NOB, editada em 2005, pela Resolução CNAS nº , na qual fica claramente explicitado que a gestão da assistência social deve ser realizada por meio da cooperação efetiva entre União, estados, municípios e Distrito Federal, sendo responsabilidade da União a formulação, o apoio, a articulação e a coordenação de ações, temas que são objeto da presente cooperação. Produto 3.1. Experiências de Controle Social da Política de Assistência Social levantadas Para viabilizar o controle social do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) foram criados os conselhos gestores e as conferências. No âmbito da União, é o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) que está à frente desse processo, tendo como principais competências 13 aprovar a política pública de assistência social, normatizar e regular a prestação de serviços de natureza pública e privada, zelar pela efetivação do SUAS, apreciar e aprovar propostas orçamentárias, entre outras. Já o Distrito Federal, os estados e os municípios instituíram seus próprios conselhos, leis, políticas e ações de assistência social, almejando efetivamente articular o controle social pleno sobre a 10 A CIT foi constituída pelas três instâncias gestoras do sistema: a União, representada pela então Secretaria de Assistência Social (SAS), os estados, representados pelo FONSEAS e os municípios, representados pelo CONGEMAS (Resolução CNAS nº 130/2005). 11 Resolução nº 130, de 15 de julho de 2005, do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). 12 Idem 13 Regimento Interno aprovado pela Resolução nº 6, de 9 de fevereiro de

22 gestão da assistência social brasileira, em seu modelo descentralizado e participativo, consolidado no SUAS. As conferências de assistência social têm também fundamental função nesse processo e são realizadas de dois em dois anos sendo convocadas de quatro em quatro anos de forma ordinária e de quatro em quatro de forma extraordinária, com o objetivo de avaliar a situação da assistência social no Brasil e propor diretrizes para o aperfeiçoamento do Sistema. O controle social esteve presente nos temas debatidos na VIII Conferência Nacional de Assistência Social 14 e figurou como destaque nos desafios que, apesar da evolução e dos avanços da política, ainda devem ser enfrentados pelos atores, na busca do fortalecimento do SUAS, como segue: Defesa intransigente da lógica do direito Gestão pública pautada em princípios éticos e técnicos Financiamento público regular e automático Fortalecimento da participação popular e do controle social Oferta de serviços qualificados Garantia de condições dignas de trabalho Instituição de capacitação permanente Dessa forma, no intuito de apoiar o processo de controle social estão previstas no Projeto atividades de formulação de estratégias para seu acompanhamento e apoio e a produção de cadernos sobre participação e controle social, para o gestor e para os Conselhos Estaduais e Municipais e do DF de Assistência Social (CEAS, CMAS e no CAS-DF), abordando principalmente o papel dos conselhos no acompanhamento da gestão financeira e da rede socioassistencial. Será de fundamental importância realizar o mapeamento de experiências de controle social, participação e mobilização de usuários, a fim de que possam gerar caderno de boas práticas para disseminação nos entes federados. 14 Material de apoio utilizado na VIII Conferência Nacional de Assistência Social realizada em Brasília/DF, de 07 a 10 de dezembro de

23 Além disso, prevê-se ainda, realizar estudos para o desenvolvimento de um Indicador relativo ao desempenho dos Conselhos (ID Conselho), e para produzir orientações jurídicas serão realizadas análises amostrais da legislação que os institui e os regulamenta. Produto 3.2. Orientações sobre Gestão compartilhada produzidas A gestão das ações e a aplicação de recursos do SUAS são negociadas e pactuadas nas Comissões Intergestores Bipartite (CIBs) e na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), a qual promove a articulação entre os gestores federal, estaduais e municipais, objetivando viabilizar a Política de Assistência Social. Para o fortalecimento e acompanhamento da gestão compartilhada do SUAS é primordial o pleno funcionamento das CIBs e da CIT. Para isso são necessários estudos específicos, bem como a elaboração de cadernos de orientações para os membros das instâncias que as CIBs, constituem a CIT, o Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Assistência Social/FONSEAS e o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social/CONGEMAS, considerando a nova NOB/SUAS ora em pactuação. Produto 3.3. Proposta de metodologias para o acompanhamento das metas de pactuação nacional e de indicadores de gestão desenvolvida A Resolução CIT no. 8/ estabelece fluxos, procedimentos e responsabilidades para o acompanhamento da gestão e dos serviços do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e responsabilidades para a União, Estados, Municípios e Distrito Federal no acompanhamento da gestão e dos serviços socioassistenciais do Sistema. É papel de cada esfera de governo acompanhar o alcance de metas de pactuação nacional e de indicadores de gestão, e a observância das normativas do SUAS. Para o cumprimento dessas atribuições por parte dos estados, municípios e DF, faz-se indispensável o apoio do MDS e urgente a necessidade de construir uma proposta de 15 Resolução no- 8, de 14 de julho de 2010, da Comissão Intergestores Tripartite - CIT 23

24 acompanhamento e apoio à gestão do SUAS com base nos dados do Censo SUAS e na Resolução n. 08/2010. Servirão de apoio a esse esforço o mapeamento e análise dos Planos Estaduais e regionais de Assistência Social, a fim de propor metodologias e orientações para sua atualização, e, ainda, estudos amostrais sobre os dados do Censo SUAS, Sistemas do SUAS WEB (planos de ação, demonstrativo, SISPETI, SISJOVEM, etc) dos estados, DF e municípios, visando subsidiar a sistematização de ações de apoio e acompanhamento. Produto 3.4. Orientações técnicas para Gestão Financeira e Orçamentária dos Fundos Estaduais e Municipais de Assistência Social desenvolvidas A gestão financeira da política nacional de assistência social se efetiva por meio dos orçamentos de cada ente federado, onde são alocados os recursos a serem utilizados na execução da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). O cofinanciamento da União se dá com recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Por sua vez, os recursos do Distrito Federal e dos estados e municípios para o cofinanciamento são alocados, respectivamente, no Fundo de Assistência Social do Distrito Federal (FAZ/DF) e nos Fundos Estaduais e Municipais de Assistência Social, constituídos como unidades orçamentárias. Para apoiar a execução dos serviços socioassistenciais de caráter continuado da PNAS no Distrito Federal e nos estados e municípios, os recursos do FNAS são transferidos regular e automaticamente aos fundos de assistência social. As transações financeiras e gerenciais do SUAS contam com o suporte da Rede SUAS, sistema que auxilia na gestão, no monitoramento e na avaliação das atividades, que contém no seu conjunto de aplicativos específicos para gestão financeira e orçamentária: a) SISFAF; b) SIAORC; c) SISCON, já amplamente descritos no Resultado 2. Contudo, o suporte da SNAS para os entes federados realizarem a gestão financeira e orçamentária dos recursos vai além de disponibilizar as ferramentas eletrônicas necessárias, contemplando, também a produção e disponibilização de orientações que os auxiliem na organização, implantação e funcionamento dos Fundos. Neste objetivo, 24

25 portanto, serão elaborados por meio do Projeto, publicações e cadernos técnicos com os temas aludidos. Produto 3.5. Estudos para o aprimoramento da gestão do IGDSUAS realizados Para aferição da qualidade da gestão descentralizada dos serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais, bem como da articulação intersetorial no âmbito dos municípios, DF e estados, foi instituído, pela Lei n.º /2011, o Índice de Gestão Descentralizada do Sistema Único de Assistência Social IGDSUAS 16. É por meio dos resultados alcançados, aferidos pelo Índice, que a União apoia financeiramente o aprimoramento da gestão como forma de incentivo. Para verificar a efetividade da metodologia de distribuição de recursos proposta pelo IGDSUAS, serão realizados estudos sobre a utilização adequada dos recursos e seus impactos no aprimoramento da gestão do SUAS. Produto 3.6 Estratégias para o aprimoramento da fiscalização e acompanhamento dos serviços prestados pelas entidades de assistência social (Rede Privada) desenvolvidas Com todas as ações que a gestão do SUAS demanda, nas três esferas de governo, e com o volume de novos dispositivos e normativas publicadas, é comum a constatação de que a capacitação dos recursos humanos envolvidos no processo precisa renovarse constantemente. Dessa forma, o presente Projeto proporcionará a oportunidade de planejar e elaborar metodologia para capacitação de gestores e conselhos municipais, de forma a contribuir com a qualificação no desempenho de suas atribuições de fiscalização e acompanhamento dos serviços prestados pelas entidades de assistência social. Nesse sentido, será proposta também a sistematização do acompanhamento pela esfera federal, como parâmetro para o acompanhamento local. 16 IGDSUAS - instituído pela Lei n.º /2011, que altera a Lei n.º 8.742/1993 (LOAS), regulamentado pelo Decreto n.º de 07 de dezembro de 2011/2011, pela Portaria n.º 337 de 15 de dezembro de 2011 e Portaria nº 7, de 30 de janeiro de

26 Resultado 4. Gestão do Trabalho consolidada São inúmeros os atores envolvidos na implementação da política da assistência social no Brasil e significativo o volume de recursos humanos no desempenho das atividades afins. Com isso, fez-se necessário a definição de uma política específica para os recursos humanos, consolidada em 2006 com a instituição da Norma Operacional de Recursos Humanos - NOB/RH/SUAS 17, em cuja abordagem o trabalho é visto como um instrumento capaz de atuar como política orientadora da gestão, formação, qualificação e regulação. A NOB-RH/SUAS é considerada o grande marco político e institucional na gestão do trabalho, por disciplinar seus atributos essenciais e alguns parâmetros transformados em requisitos relacionados ao financiamento e ao reconhecimento público da adesão dos entes federativos ao SUAS, na aplicação relacionada com Norma Operacional Básica NOB/SUAS/05. Têm por finalidade estabelecer parâmetros gerais para a gestão do trabalho a ser implementada na área de assistência social, o que compreende não só os serviços diretos, mas também os ofertados pelas organizações e entidades de assistência social no âmbito do SUAS. (NOB-RH, 2006, p.11). A Norma considera a Gestão do Trabalho - GT como um processo crítico, cuja melhor estruturação e implementação é necessária à organização do sistema. Este é um desafio para o órgão central do Sistema, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), abarcando a proposição de arranjos institucionais e organizacionais e promovendo a educação permanente, o combate à precarização do trabalho, a melhoria dos resultados de desempenho, a adequação dos perfis profissionais dos trabalhadores da Assistência Social às necessidades do SUAS, e a implementação dos processos de negociação do trabalho, de sistemas de informação e planos de carreira, entre outros aspectos. A gestão do trabalho no âmbito do SUAS busca hoje o reconhecimento e a valorização do trabalhador em todas suas dimensões, contribuindo para materializar a ampla rede de proteção e promoção social implantada no território nacional, rompendo com a 17 Norma Operacional Básica de Recursos Humanos (NOB/RH/SUAS), com texto publicado pela Resolução nº 01, de 25 de janeiro de

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