INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL PARA O FUTURO DA EaD NO BRASIL

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1 1 INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL PARA O FUTURO DA EaD NO BRASIL 1. INTRODUÇÃO Roque Magno de Oliveira O debate em torno da desigualdade de acesso aos serviços de comunicação, de forma geral, teve início na década de 70, com as discussões sobre a Nova Ordem Econômica Mundial (NOEI), as quais levaram à elaboração das bases da Nova Ordem Mundial da Informação e da Comunicação (NOMIC). Num contexto mais específico, dentro da UNESCO, o ápice desse debate se deu com o Relatório MacBride, nos anos de 1980, o qual enfatizava a necessidade de eliminar os desequilíbrios e disparidades no âmbito das comunicações, bem como no das informações. 1 Já no Brasil, além do posicionamento adotado ante a Cúpula do Milênio (ONU), em 2000, tem-se dado atenção especial aos programas e políticas de inclusão digital por parte do governo federal. PORCARO (2006, p. 10) afirma que No tratamento dessa questão um dos focos centrais do estudo, foi realizado um mapeamento dos principais programas ministeriais em implementação, para os quais se apresentou uma breve apreciação. Foram, também, analisadas outras propostas governamentais, consubstanciadas em ações e estratégias de articulação das políticas de inclusão digital. Por fim, tratou-se de aspectos relacionados à avaliação de tais políticas. Também esse eixo foi estruturado em três segmentos: objetivos e metas do milênio no Brasil programas de inclusão digital do governo federal; e avaliação dos resultados das políticas de inclusão digital. Estudos demográficos mostram as disparidades existentes no Brasil no que concerne à exclusão social, em especial, a exclusão digital de várias camadas da população. Segundo pesquisa do IBGE de 2001, apenas 7,55% dos brasileiros têm acesso à Internet dentro de suas próprias residências. Os dados da PNAD de JOSGRILBERG, Fabio. Inclusão digital, educação e desenvolvimento econômico: alguns marcos do debate. Revista FAMECOS, Porto Alegre, n. 33, ago. 2007, p. 90.

2 2 mostram que, enquanto a classe A1 (mais rica) possui em torno de 89% de acesso doméstico a computador, a classe E (mais pobre) possui apenas 2,5%, o que demonstra uma grande brecha digital entre as classes. Esse quadro se repete quando da análise do acesso à internet. Torna-se nítido, portanto, a gravidade da situação vivida no território brasileiro, bem como a necessidade de maiores discussões a respeito das implicações desse quadro em relação à situação econômica do país e aos potenciais prognósticos. 2. DA EVIDÊNCIA EMPÍRICA 2.1 A inclusão digital e o contexto de desigualdade no Brasil A história de qualquer sociedade até aos nossos dias não foi mais do que a história das lutas de classes e da organização da sociedade em classes distintas, com suas hierarquias particulares - homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo: numa palavra, opressores e oprimidos - em oposição constante e ininterrupta, aberta ou dissimulada, até a produzir uma transformação revolucionária. A sociedade burguesa não aboliu os antagonismos de classes: apenas os substituiu por novas classes, novas condições de opressão, novas formas de luta (MARX & ENGELS, 2000, p.75). O que se vê, hoje, são sociedades, nações divididas em classes econômicas, situando os mais ricos na escala mais alta classe A e os mais pobres no degrau mais baixo classe E. Enquanto os primeiros possuem acesso a todos os serviços disponíveis sem maiores dificuldades, os segundos ficam à margem da sociedade, à mercê do poder exercido por aqueles, vivendo, muitas vezes, em condições subhumanas. SANTOS (2006) afirma que apesar do crescimento econômico em algumas regiões do planeta nos últimos anos e da melhoria das condições de vida de seus habitantes, o mundo está mais desigual do que há 10 anos, segundo relatório da ONU/DESA (2005). No Brasil, segundo dados recolhidos pela ONU, 2 em 2003, 7,4% da população viviam com menos de US$1 (um dólar) por dia; 21,5% da população total estavam abaixo da linha da pobreza, sendo que na população urbana, esse percentual era de 17,5%, enquanto, na rural, passava a ser 41,0%; e o quintil mais pobre correspondia a 2,6% da renda ou do consumo nacional. 2 Dados disponíveis em:

3 3 Nas palavras de JAMBEIRO e SILVA (2004, p. 4): [...] exclusão social, [é] um fenômeno que se traduziria como a ausência de uma determinada predisposição moral que estrutura o sistema social, aqui denominada cidadania. A exclusão se daria, então, na ausência de condições efetivas para determinados indivíduos viverem em sistemas sociais, nos quais possam ter qualidade de vida, e não na pura ausência de acesso a bens e serviços. Com o advento das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), observou-se uma nova forma de desigualdade social: a exclusão digital. Esta se manifesta, principalmente, na impossibilidade ou dificuldade de acesso, por parte das camadas mais baixas da população, a telefones, computadores, internet e conhecimentos na área de informática. (SANTOS, 2006, p. 22). Observando a fonte de dados supracitada, nota-se que, em 2004, dentro de uma população estimada em habitantes, possuíam acesso à telefonia fixa e móvel; eram usuários de internet; e possuíam computadores pessoais. Significa dizer que 59,47% eram usuários de linhas telefônicas; 12,12% eram usuários de internet e 10,66% possuíam computadores pessoais. Ainda, segundo pesquisa de 2005 do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 3, 37,2% da população brasileira com mais de 10 anos não tem acesso a microcomputadores e 20,5% dessa amostra não sabe como utilizar a internet. É justamente devido a índices como esses indicados anteriormente, que o governo passou a tomar medidas no sentido de promover a inclusão digital da população brasileira. Essa é definida por OLIVEIRA (2004, p. 85) como [...] o resultado de uma revolução nos avanços tecnológicos que não trará apenas conforto e qualidade de vida. Ela também modificará a capacidade cognitiva do ser humano, suas habilidades para aprender, ensinar, raciocinar e exercer a criatividade. Essa inclusão melhora a auto-estima e integra o indivíduo num mundo perante o qual está ele hoje à margem e, ao incluí-lo, o Estado trará benefícios significativos na sua formação como homem. SEABRA (2001) argumenta que essa inclusão possui papel de relevo também no que tange à educação, pois a internet propicia um aumento do acervo cultural 3 IBGE. Disponível em: < Acesso em: mar

4 4 acessível pelos alunos, além de mantê-los conectados ao que acontece em todo o mundo, e aumentar imensamente o campo de pesquisa disponível. Dessa forma, obriga os profissionais da área educacional a manterem-se atualizados e a par dos avanços tecnológicos, uma vez que serão eles os responsáveis pela preparação e motivação dos jovens a respeito desses novos instrumentos. PORCARO (2006, p.42) chama atenção para o Relatório Nacional de Acompanhamento: Objetivos de Desenvolvimento do Milênio divulgado em 2004 pelo governo brasileiro, o qual enfatiza as prioridades estabelecidas na Cúpula do Milênio das Nações Unidas 4, e, especialmente, trata da inclusão digital. O relato da autora afirma que A questão da inclusão digital é abordada na seção Brasil constrói parcerias na busca do desenvolvimento, referente ao Objetivo 8. É considerada uma prioridade para o governo brasileiro, por sua possibilidade de ajudar na promoção da inclusão social e por desempenhar papel fundamental no combate à pobreza ao permitir ao cidadão acesso à informação e ao conhecimento. Portanto, para reduzir as discrepâncias entre as camadas da sociedade, investe-se na inclusão social, a qual, segundo JAMBEIRO e SILVA (2004, p. 150), deve abranger muito mais do que o provimento do acesso a recursos e benefícios sociais. Ela deve, na verdade, ter uma proposta de intervenção na cultura política da sociedade. A inclusão é feita por meio de diversos programas e políticas governamentais e de iniciativa privada normalmente, por meio das organizações não governamentais nas áreas onde o nível de exclusão são mais gritantes. Esses têm como objetivo, levar o acesso à infra-estrutura básica, à serviços essenciais à sobrevivência e a uma vida de qualidade às camadas necessitadas da sociedade. 5 Dessa forma, em meio à nova realidade da sociedade informatizada, da globalização e da necessidade de compartilhamento de informações, ocorreram alterações nos hábitos, nos modos de vida e na comunicação das pessoas. Isso faz com que a incapacidade e/ou ausência de possibilidade de manusear e de lidar com as novas tecnologias impliquem na marginalização, estagnação econômica e educacional e, conseqüentemente, miséria dessa camada populacional. É à 4 A Cúpula do Milênio foi realizada em setembro de Os programas governamentais estão disponíveis nos sítios na internet dos Ministérios e demais órgãos da Administração Pública, bem como os demais programas possuem sítios independentes na Internet. A análise desses sites mostra o objetivo comum de levar o acesso aos diversos serviços às comunidades carentes.

5 5 inserção no mundo digital, ou seja, a formulação e aplicação de políticas públicas de desenvolvimento tecnológico e, por outro [lado], uma política pública de inserção individual universal que se dá a denominação de inclusão digital. (SANTOS, 2006, p. 114). E esta, por sua vez, [...] se realiza na convergência de 3 I s : Infra-estrutura tecnológica, Informação e Intermediação. O acesso à Infraestrutura tecnológica abre portas para acesso à Informação Relevante; a ação conversão da informação em conhecimento exige, porém, uma Intermediação Eficaz. 6 Assim, a inclusão universal do povo se tornou prioridade nos governos mais recentes, principalmente no atual, e o motivo maior, como afirma SANTOS (2006, p. 119), é o de que 2.2 O desenvolvimento econômico os conhecimentos técnicos básicos constituem elemento indispensável para a realização do acesso ao computador. A falta de conhecimento é uma das expressões mais dramáticas da desigualdade digital. O computador não se presta ao aprendizado auto-didata, respeitadas as exceções. O conhecimento básico viabiliza o uso do computador (off-line). Conhecimentos adicionais aprofundam a capacidade do usuário para explorar com proficiência e objetividade os recursos. Diferente de outros objetos técnicos de uso imediato e específico, o computador permite múltiplos fins: acesso à informação, estudos, entretenimento, produção artística, produção com objetivos econômicos e é, ainda, uma ferramenta intermediária para uso e controle de outras máquinas. Nas palavras do art. 3º da Constituição Federal de 1988: Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 6 LIMA, Jussara B.; SILVA, Helena Pereira da. Inclusão Digital: uma convergência de outros Is. In: JAMBEIRO, Othon; STRAUBHAAR, Joseph (orgs). Informação e Comunicação: o local e o global em Austin e Salvador. Salvador: EDUFBA, 2004.

6 6 IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Apesar do dever/poder estabelecido constitucionalmente ao Estado, a realidade que se vê é bem diferente. O Brasil lidera o ranking de desigualdade social na América Latina, visto que a renda per capita dos 10% mais ricos da nossa população é 32 vezes maior do que a renda per capita dos 40% mais pobres. Dessa forma, se faz necessário entender o que tratam, realmente, os incisos II e III da Constituição Federal. Segundo BRESSER-PEREIRA (2006, p.5), O desenvolvimento econômico é assim um fenômeno histórico, de um lado relacionado com o surgimento das nações e a formação dos estados nacionais ou estados nação, e, de outro, com a acumulação de capital e a incorporação de progresso técnico ao trabalho e ao próprio capital, que ocorrem sob a coordenação das instituições e principalmente de mercados relativamente competitivos. O desenvolvimento é, portanto, um fenômeno relacionado com o surgimento das duas instituições fundamentais do novo sistema capitalista: o estado e os mercados. Pode-se afirmar, na mesma linha que OLIVEIRA (2002, p. 38), que, independente da ótica utilizada para se analisar o desenvolvimento, este deve resultar do crescimento econômico, acompanhado de melhoria na qualidade de vida, devendo incluir as alterações da composição do produto e a alocação de recursos pelos diferentes setores da economia, de forma a melhorar os indicadores de bem-estar econômico e social (pobreza, desemprego, desigualdade, condições de saúde, alimentação, educação e moradia). 7 O debate teórico a cerca do desenvolvimento econômico data desde a época de Adam Smith. Todavia, foi Shumpeter quem estabeleceu, de forma pioneira, a diferenciação entre crescimento e desenvolvimento econômicos. O primeiro diz respeito à produzir mais do mesmo bem ou serviço utilizando as mesmas técnicas, enquanto o segundo abrange a inovação no método, na produção, nas mercadorias ou na organização industrial ( revolução produtiva ). Com tal distinção em mente, surgiram diversos paradigmas que buscavam determinar a maneira mais eficaz e eficiente de se alcançar o desenvolvimento, bem 7 Apud VASCONCELOS, Marco Antonio; GARCIA, Manuel Enriquez. Fundamentos de economia. São Paulo: Saraiva, 1998.

7 7 como explicar a razão do atraso de determinados países e regiões do globo terrestre (Brasil inclusive) quando comparados a países como Inglaterra e Estados Unidos. Alguns economistas contemporâneos afirmam que No longo prazo, o desenvolvimento econômico dificilmente regride, porque a acumulação de capital e o progresso técnico em uma economia tecnologicamente dinâmica e competitiva, como é a capitalista, passam a ser uma condição de sobrevivência das empresas, mas as taxas de crescimento econômico são tão díspares que a sorte econômica dos Estados-nação está longe de estar assegurada, e a decadência relativa, como aquela que ocorreu em todo o século vinte na Argentina, ou que vem acontecendo no Brasil desde 1980, é sempre uma possibilidade. (BRESSER-PEREIRA, 2007, p. 2). HUNT (1989[1998]) aborda diversos paradigmas de desenvolvimento, entre eles o estruturalista (defendido pelos economistas Cepalinos, merecendo destaque Celso Furtado e Raul Prebisch), que afirma que o desenvolvimento consiste em, além do aumento da renda per capita, na transformação estrutural, de forma que os países subdesenvolvidos se tornem capazes de iniciar e sustentar o crescimento econômico. Outros paradigmas tratados pela autora são o Neo-marxista, o Maoísta, o Neoclássico e o Basic Needs. Esse último passou por diversas críticas e reformulações, entretanto, sua essência sempre foi a defesa de que o desenvolvimento se dá com o crescimento econômico acompanhado da satisfação das necessidades básicas dos seres humanos, para que a população possa ter os requisitos mínimos essenciais a uma vida digna. Segundo seguidores do paradigma do Basic Needs, o propósito do desenvolvimento é prover a todos a oportunidade de uma vida completa, e satisfazer as necessidades básicas da população é um pré-requisito essencial para tanto. (HUNT, 1988[1998], p. 267). Embora o estabelecimento dos indicadores tenha sido um ponto de grande controvérsia, é sabido que as necessidades básicas a serem atendidas são, dentre outras, educação, saúde, alimentação, moradia, água tratada e serviços sanitários. Não é, portanto, mera coincidência que os estudos demográficos se preocupem com a obtenção de dados a cerca desses itens. Nota-se, portanto, que a questão do desenvolvimento econômico está intimamente ligada com a estrutura produtiva do país, bem como com as condições

8 8 às quais sua população está submetida. A escala de valores adotados numa sociedade determina o caminho a ser seguido por ela, e isto pode ser visto ao se observar o caso de cada país, independente do nível de desenvolvimento alcançado por ele. Entretanto, chegamos a um ponto em que a humanidade e suas necessidades não podem ser mais ignoradas. Maior prova disso é a Declaração Universal dos Direitos Humanos 8 que foi assinada em 1948 no âmbito das Nações Unidas. Tal regra foi absorvida por diversos países, como é o próprio caso do Brasil, ou mesmo da Polônia, Argentina, entre outros. Dessa forma, o caminho escolhido para o crescimento e sucesso econômico deve ter em vista a dignidade humana. 9 O fato de vivermos na era da informação influencia significativamente o modo vida das pessoas e altera a escala de valores a serem observados (como pôde ser visto anteriormente). O acesso às tecnologias que surgem é de suma importância, pois influenciam as diversas necessidades da população, principalmente a área da saúde e educação. O Japão serve como exemplo de que investimento em educação gera frutos positivos e impulsionam o crescimento e o desenvolvimento do país, pois, segundo dados da OCDE, sua taxa de alfabetização é de 99%, e o PIB per capita era de US$30,842. em Dessa forma, os programas e políticas que visam sanar as desigualdades sociais, como os de inclusão digital, corroboram, no médio e longo, principalmente, com o desenvolvimento econômico do país, tanto no âmbito social, devido à melhoria das condições de vida da população, como no âmbito produtivo, pois promove a capacitação de grande contingente de mão-de-obra, além de estimular o desenvolvimento de tecnologias dentro do próprio território nacional. 3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Constituição Federal da República Federativa do Brasil BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Desenvolvimento econômico e o empresário. Revista de Administração de Empresas, vol. 32, n. 2, jul P BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. Estratégia nacional e desenvolvimento. Revista de Economia Política, vol. 26, nº 2 (102), abr-jun p Versão em português disponível em: <http://www.unhchr.ch/udhr/lang/por.htm>. 9 Como pode ser observado no art. 3º da Constituição Federal transcrita na primeira parte desse trabalho. 10 Dados disponíveis em: <http://stats.oecd.org/wbos/viewhtml.aspx?queryname=321&querytype=view&lang=en>.

9 9 BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. O conceito histórico de desenvolvimento econômico. São Paulo: FGV/EESP; Texto para Discussão, n. 157, BRESSER-PEREIRA, Luiz Carlos. O processo histórico do desenvolvimento econômico. Disponível em: <http://www.bresserpereira.org.br/papers/2007/07.21.processohistoricododesenvolv Economico-Agosto23.pdf>. Acesso em: mar GOMES, Elisabeth. Exclusão digital: um problema tecnológico ou social? Rio de Janeiro: Trabalho e Sociedade, ano 2, nº especial, dez HUNT, Diana. Economic theories of development An analysis of competing paradigms. Londres: Harvester Wheatsheaf, IBGE. Disponível em: <http://www.ibge.org.br>. Acesso em: 05 nov JAMBEIRO, Othon; Silva, Helena Pereira da. Políticas de informação: digitalizando a inclusão social. Estudos de Sociologia, Araraquara, n. 17, 2004, p JOSGRILBERG, Fabio. Inclusão digital, educação e desenvolvimento econômico: alguns marcos do debate. Revista FAMECOS, Porto Alegre, n. 33, ago. 2007, p LIMA, Jussara B.; SILVA, Helena Pereira da. Inclusão Digital: uma convergência de outros Is. In: JAMBEIRO, Othon; STRAUBHAAR, Joseph (orgs). Informação e Comunicação: o local e o global em Austin e Salvador. Salvador: EDUFBA, MAGALHÃES, João Paulo de Almeida. Nova estratégia de desenvolvimento para o Brasil: um enfoque de longo prazo. Revista de Economia Política, vol. 26, nº 2 (102), abr-jun p MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Global, MATTOS, Fernando Augusto M. Inclusão digital e desenvolvimento econômico na construção da sociedade da informação no Brasil. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, Rio de Janeiro, n. 3, v. 7, jun OLIVEIRA, Genilson Socorro Gomes de. O fundo de universalização dos serviços de telecomunicações FUST e a inclusão digital no Brasil. Revista da Faculdade de Direito de Sete Lagoas, Sete Lagoas, v.3, n.1, jan./jun. 2004, p OLIVEIRA, Gilson Batista de. Uma discussão sobre o conceito de desenvolvimento. Revista FAE, Curitiba, v. 5, n. 2, mai/ago, 2002, p PIMENTA, Marcelo Andrade. Telecomunicações: alternativas locais para a universalização do acesso. Revista ip Informática Pública, Belo Horizonte, ano 5, n. 1, jun Disponível em: <http://www.ip.pbh.gov.br/ano5_n1_pdf/ip0501pimenta.pdf>. Acesso em: 10 de out PORCARO, Rosa Maria. Tecnologia da comunicação e informação e desenvolvimento: políticas e estratégias de inclusão digital no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA; Texto para Discussão, n. 1147, 2006.

10 10 RAY, Debraj. Development Economics. Nova York. Preparado para o New Palgrave Dictionary of Economics, mar SANTOS, Edvalter Souza. Desigualdade social e inclusão digital no Brasil. Rio de Janeiro: Tese apresentada ao Curso de Doutorado da UFRJ SEABRA, Carlos. Inclusão digital: desafios maiores que as simples boas intenções. Revista Soluções,n. 17, out

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