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1 1 Administração de Sistemas de Informação I Prof. Farinha Aula 10 2 Democratização da Informação e Inclusão Digital FACAC 6 ADM 1

2 Tópicos para debate 3 Exclusão digital na Sociedade da Informação Inclusão digital... mas, o que é? Barreiras para a Inclusão Digital Ações de Inclusão Digital Reflexões finais 4 Por exclusão digital entende-se o surgimento de mais uma barreira sócio-econômica entre indivíduos, famílias, empresas e regiões geográficas que decorre da desigualdade quanto ao acesso e uso das tecnologias de informação e comunicação Exclusão digital Exclusão Sócio-econômica The digital divide uma preocupação mundial FACAC 6 ADM 2

3 Brasil um país de excluídos 5... da terra... da moradia... da educação... do emprego... da saúde Mais de 25% dos brasileiros vivem em condições precárias, sem renda, emprego e acesso à educação. 42% dos 5,5 mil municípios do País têm alto índice de exclusão social. Desses, 86% ficam no Norte e Nordeste, enquanto as Regiões Sul e Sudeste concentram índices bem mais baixos de exclusão respectivamente, 3,6% e 10%. Jornal O Estado de São Paulo, 23/01/03 E agora... das tecnologias de comunicação e informação MAS AFINAL DE QUE INCLUSÃO DIGITAL ESTAMOS FALANDO? 6 FACAC 6 ADM 3

4 A Inclusão Digital 7 Significa a possibilidade de acesso dos cidadãos de cada país às tecnologias de comunicação e informação, que incluem, entre outras, as tecnologias de telecomunicações, computadores e serviços de Internet. É necessário distinguir o acesso à informação digital de inclusão digital de fato. Inclusão Digital Inclusão digital é mais abrangente que o simples acesso à informação, sendo essa apenas uma parte do todo representado por aquela. Acesso à Informação A Inclusão Digital 8 Inclusão Digital Alfabetização Digital Inclusão digital significa, antes de tudo, melhorar as condições de vida de uma determinada região ou comunidade com ajuda da tecnologia. Incluir digitalmente não é apenas alfabetizar a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. Universalização da Tecnologia Democratização da Informação A inclusão digital é vista como o canal de equalização de oportunidades numa sociedade desigual Portanto, deve ser parceira das iniciativas de cidadania e inclusão social FACAC 6 ADM 4

5 A Inclusão Digital 9 Inclusão digital está relacionada à aprendizagem necessária ao indivíduo para circular e interagir no mundo das mídias digitais, como consumidor e como produtor de seus conteúdos e processos. Assim, estabelece-se uma relação intrínseca entre acesso e uso. É a partir do uso que as pessoas fazem das informações, que se pode distinguir níveis ou tipos diferentes de inclusão digital (Rondelli, 2003). Níveis de Inclusão Digital 10 Inclusão digital restrita: Ligada à idéia de consumo de recursos e informações Capacitação de pessoas para o uso de computadores e de seus softwares aplicativos mais comuns. Inclusão digital ampliada: Refere-se à idéia de instrumentalização As pessoas utilizam os recursos com objetivos autônomos que levam a uma finalidade. FACAC 6 ADM 5

6 Níveis de Inclusão Digital 11 Oferecer às pessoas o acesso a computadores conectados à Internet (primeiro nível de inclusão digital) não garante que elas conseguirão utilizar este meio para satisfazer suas necessidades (segundo nível de inclusão digital), visto que podem não ser capazes de extrair da Web as informações de que necessitam (Hargittai, 2002). Níveis de Inclusão Digital 12 1o. Nível: conectividade técnica 2o. Nível: capacidade educativa e cultural de utilizar a Internet Não saber onde encontrar a informação, como buscá-la, processá-la e transformá-la em conhecimento específico para aquilo que se quer fazer é o que determina a divisão digital. (Castells, 2003) Competência Informacional FACAC 6 ADM 6

7 Níveis de Inclusão Digital 13 A capacidade de aprender a aprender e saber o que fazer com o que se aprende é uma capacidade socialmente desigual, associada à origem social e familiar, bem como ao nível cultural e educacional. Para superar a divisão digital é necessário superar também a desigualdade social. (Castells, 2003) Níveis de Inclusão Digital 14 Acesso físico a computadores Sensibilização, contato e uso básico Treinamento no uso de aplicativos e serviços Capacitação para o trabalho, exercício da cidadania Educação continuada nas tecnologias digitais, fomento de socialização via Internet Consciência sócio-política, participação ativa na sociedade e geração de conhecimento FACAC 6 ADM 7

8 Níveis de Competência Informacional 15 Três níveis ou concepções da competência informacional: a inclusão digital (competência informacional com ênfase nas tecnologias de informação); a inclusão informacional (competência informacional com ênfase nos processos cognitivos); e a inclusão social (competência informacional com ênfase na construção da cidadania). Ferreira e Dudziak (2004) Canais de Inclusão Digital 16 Escola Domicílio Emprego Governo Negócios FACAC 6 ADM 8

9 Os três Pilares da Inclusão Digital 17 Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) Renda (Exclusão sócio-econômica) Educação (SILVA FILHO, 2003, p.1) O que pensam os grupos que fomentam a inclusão digital 18 A Inclusão Digital deve ser uma política pública, com garantia de destinação orçamentária. incluir a capacitação e o treinamento. ter ações articuladas e integradas nas esferas federal, estadual e municipal. não deve se limitar ao usufruto de serviços prestados pelos governos eletrônicos, nem a aplicações de comércio eletrônico e nem a capacitação para o trabalho. ser necessariamente compatível com as condições concretas das comunidades a serem integradas. FACAC 6 ADM 9

10 Quais os fatores limitantes da inclusão digital? 19 A tecnologia é o fator limitante para o Brasil? Em Pesquisas do Fórum Econômico Mundial: em 2001 o Brasil aparece no 38º lugar entre as nações mais informatizadas do mundo em 2002 o Brasil sobe para a 29ª posição. No rank digital da União Internacional das Telecomunicações o Brasil está em 28 lugar junto com a Rússia, México e Ilha Maurício (à frente do Brasil estão 64 países ou territórios) Porém o Brasil tem um nível de incluídos semelhante ao da África do Sul (onde 6,5% da população têm acesso à Internet), da Índia e de alguns países do Leste Europeu. Se não é a tecnologia, então o que seria? 20 Até agora, pensávamos que as limitações de infra-estrutura fossem a grande barreira para a inclusão digital. Nossa pesquisa mostra, contudo, que o poder aquisitivo e a educação são, talvez, fatores ainda mais importantes. (Michael Minges diretor da União Internacional de Telecomunicações) FACAC 6 ADM 10

11 Ações concretas para combater a divisão digital no Brasil Criação de telecomunidades, bibliotecas virtuais e telecentros 2. Criação de terminais de acesso gratuito à Internet 3. Barateamento do equipamento 4. Barateamento do Acesso 5. Criação de Portais de interesse das comunidades 6. Reformulação dos currículos escolares para contemplar a inclusão digital. 7. Preparação de professores Desafios na criação de iniciativas 22 Vencer o analfabetismo Criação de Recursos humanos: quem fica responsável por treinar os usuários a utilizarem os novos equipamentos? E os responsáveis pela manutenção? Desenvolvimento de conteúdo. Desafios locais adequação com as atividades da comunidade, segurança, acesso, etc. FACAC 6 ADM 11

12 Alfabetização versus Letramento 23 Para haver inclusão digital, é necessária a capacitação no acesso à informação pela Internet, o que é denominado pelos programas governamentais de alfabetização digital. Essa expressão, que encerra o conceito certo, suscita, no entanto, controvérsias em um paralelo com o conceito de alfabetização. Buzato (2003) destaca que pessoal alfabetizadas não são necessariamente letradas. Mesmo sabendo ler e escrever, isto é, codificar e decodificar mensagens escritas, muitas pessoas não aprenderam a construir uma argumentação, redigir um convite formal, interpretar um gráfico, encontrar um livro em um catálogo etc. A essa competência ele denomina letramento, que se constrói na prática social, e não na aprendizagem do código por si. Alfabetização versus Letramento 24 Assim, Buzato adota o termo letramento digital por entender que não se trata apenas de ensinar a pessoa a codificar e decodificar a escrita, ou mesmo usar teclados, interfaces gráficas e programas de computador, mas de inserir-se em práticas sociais nas quais a escrita, mediada por computadores e utros dispositivos eletrônicos, tem um papel significativo. Logo, letramento digital seria a habilidade para construir sentido, capacidade para localizar, filtrar e avaliar criticamente informação eletrônica, estando essa em palavras, elementos pictóricos, sonoros ou qualquer outro. (SILVA, JAMBEIRO, LIMA e BRANDÃO, 2005) FACAC 6 ADM 12

13 Fomentando a Inclusão Digital Debates nacionais e locais sobre os planos de ação A integração das iniciativas para que os efeitos sejam visíveis e os recursos sejam otimizados (Governo + Empresas + ONGs + Instituições de Ensino + Cidadãos) As iniciativas devem ser planejadas, levando-se em conta os objetivos, os desafios, as restrições, etc. Os resultados das iniciativas devem ser compartilhados isto irá contribuir para projetos similares Projetos contínuos são uma forma de se fazer a inclusão em etapas e promover educação gradativa e continuada Mais projetos que integrem a cultura local e promovam a criação de conteúdos são necessários Inclusão Digital... um caminho para a democratização? A exclusão só acaba no momento que o cidadão aprende que o computador é um meio de acesso à educação, ao trabalho, ao contato e à troca com a sua comunidade, ao pensamento crítico e ao exercício pleno de sua cidadania. O fim não deve ser disponibilizar a tecnologia, mas sim a integração perfeita dos indivíduos na sociedade. FACAC 6 ADM 13

14 A Geração é WEB... E eu, o professor? E agora? To: From: Assunto: to ligado E ae pro, tudu blz? tudu trankwilo? tah tudu certu c/ c? pro... to super :-), ganhei 1 noute q tem gravador d CD e DVD, q eh xou pq jah vem c/ wireless, pena q saun pokos os locais adondi tem acesso, axim tenhu q continuar usando ADSL. Jah baixei antivírus e antispyare, naum kero vírus nem cookies me espionando. Soh falta agora 1 pendrive, kero vê c compro!!! qnt ao nosso projeto d aprendizagem, axei mts informações no google. entrei na nossa comu no AVA e fz 1 virtualteca dos links + xou. sabi pro, nosso grupo tah trabalhando fmz fizemos fóruns pra troca idéia e chatiamos com o cara que criou o OLPC foi blz, agora as 10 a tchurma vai entrar no MSN pgrama o q, vai ter no site. tah qse pronto, depois vo linkar ele na nossa comu Toligado, no orkut, pro pessoal falah o q axa. A Geração é WEB... E eu, o professor? E agora? Hj tava navegando na web qnd axei 1 software cool pra fzr mundus virtuais, em RV, eh manero, meu avatar pode ateh voah, tem tbm 1's props e bots por lah, to pensando em fzr um blog sobre issu, qm sabi axu algm q tbm axe xou e keira fzr um projeto comigu... Ah, ia mi eskecendo, as fotus da nossa tchurma taum no meu PDA, vo colocar elas lah no flog, dah 1 chegada Pro, kd vc? Naum axei c no skype!!! To kerendu btr 1 papo, kero troca umas ideias c/ vc, se tiveh webcam e microfone dae fica bm + lgl. Blz!? T+...[ ] s FACAC 6 ADM 14

15 Barreiras psicológicas no uso da Internet 29 Medo (ataque de vírus ou programas espiões) Rejeição (volume de informações e de links) Tecnostress (sensação de sobrecarga de informação) Infoxicação (busca incessante por uma informação e medo de perderse em meio a tantas páginas web) Frustração (ao perceber que as ferramentas informáticas não são tão simples quanto aparentam) (PONTES JUNIOR, 2008, p. 195) Alfabetização digital e cidadania 30 E-Saúde E-Trabalho E-Formação E-Democracia E-Administração (PONTES JUNIOR, 2008, p. 195) FACAC 6 ADM 15

16 Inclusão digital, competência informacional e copyright 31 Direitos autorais Verificar procedência das informações Idoneidade Confiabilidade Crédito (citações dos autores, entidades ou empresas) Pirataria versus software livre Código aberto Gratuidade Segurança em relação a vírus e outros ataques (PONTES JUNIOR, 2008, p. 195) 32 Padrões METADADOS PROTOCOLOS Perfis de Aplicação 2001 FACAC 6 ADM 16

17 PROGRAMA DE INCLUSÃO DIGITAL 33 PROGRAMA DE INCLUSÃO DIGITAL 34 A Tecnologia Social tem como referência o cidadão e é forjada a partir das angústias e anseios daqueles que são os excluídos desta nação, que clama por ações urgentes de inclusão social. A Tecnologia Social se enriquece e se viabiliza no diálogo entre os saberes, onde quer que sejam produzidos. Ela explicita as demandas da população como parte dos objetivos para os quais a ciência, a tecnologia e a inovação devem apontar caminhos e soluções. FACAC 6 ADM 17

18 CIDADANIA DIGITAL 35 Qualquer projeto de ampliação ou garantia da cidadania na sociedade informacional deve respeitar, no mínimo, quatro regras: Primeira, todas as pessoas têm o direito a liberdade de expressão. Segunda, todas as pessoas têm o direito a liberdade de reunião. Terceiro, todas as pessoas têm o direito de ir e vir. Quarta, todas as pessoas têm o direito à privacidade. CIDADANIA DIGITAL 36 Liberdade de expressão na sociedade em rede é o direito de acessar a Internet e todas as formas de comunicação mediada por computador. Liberdade de reunião na era informacional só existirá se as pessoas puderem participar livremente de fóruns virtuais, salas de conferência, chats e utilizar a mensagem instantânea. Direito de ir e vir na era digital exige a liberdade de navegação no ciberespaço e de freqüentar todas as suas culturas. A privacidade na era da informação depende da popularização da criptografia. FACAC 6 ADM 18

19 Proposta - Plano de Inclusão Digital: 37 Encarar o combate a Exclusão Digital como política pública; Diminuir a desigualdade tecnológica e o analfabetismo digital; Garantir o direito de acesso ao conhecimento em rede; Implantar políticas de inclusão digital como essenciais a implantação dos governos eletrônicos; Instalar Telecentros em áreas de maior exclusão social; Conectar as escolas e capacitar os professores. Aspectos fundamentais para programas de inclusão 38 o entendimento das especificidades locais ou regionais; a necessidade de estratégias distintas para os diversos tipos de sociedades; a identificação, estudo e compartilhamento dos conhecimentos tácitos envolvidos; a identidade e os valores sócio-culturais das comunidades. (AUN, ARANTES, KROEFF, 2005) FACAC 6 ADM 19

20 Concepções de apropriação informacional 39 INCLUSÃO DIGITAL INCLUSÃO INFORMACIONAL INCLUSÃO SOCIAL Ênfase no acesso Ênfase no conhecimento Ênfase no aprendizado Sociedade da informação Sociedade do conhecimento Sociedade do aprendizado Acesso Acesso e processos Acesso, processos e relações O quê O quê e como O quê, como e por quê Acúmulo de saber Construção do saber Fenômenos do saber Sistemas de informação/tecnologia Usuários / indivíduos Aprendizes / cidadãos Expectador Conhecedor Autônomo 40 Convergência Digital FACAC 6 ADM 20

21 Convergência Digital 41 Cenário Global A evolução científico-tecnológica da sociedade conduz a um cenário de alianças estratégicas de infra-estrutura, serviços, produção intelectual e recursos humanos. Esta aliança confluirá para um modelo econômico baseado no compartilhamento global do conhecimento humano de forma ágil e segura através da Convergência Digital. Cenário Nacional O Brasil precisa pensar grande e agir rápido com relação aos padrões internacionais de desenvolvimento empresarial. As Leis que definem os segmentos de Convergência Digital software, hardware, serviços, telecom e mídia não se integram, gerando ações desencontradas. O Brasil tem um número expressivo de programas de inclusão digital que não tem unidade nem objetivo em comum que seja baseado na inter-relação governo, sociedade e empresas, na formação educacional e profissional do presente e do futuro. Cenário Nacional 42 O Brasil precisa pensar grande e agir rápido com relação aos padrões internacionais de desenvolvimento empresarial. As Leis que definem os segmentos de Convergência Digital software, hardware, serviços, telecom e mídia não se integram, gerando ações desencontradas. O Brasil tem um número expressivo de programas de inclusão digital que não tem unidade nem objetivo em comum que seja baseado na inter-relação governo, sociedade e empresas, na formação educacional e profissional do presente e do futuro. FACAC 6 ADM 21

22 Convergência Digital 43 O desenvolvimento de plataformas que se integram e permitem que ocorram transformações de processos analógicos para digitais. 44 Nova Ordem Econômica Convergência Digital Novo Conceito Econômico CONHECIMENTO USO DE TI Convergência Digital não é tendência, é um estagio da Economia Global o poder está no conhecimento e é Fundamentado no uso de TI FACAC 6 ADM 22

23 Estrutura da Economia do Conhecimento 45 ECONOMIA GLOBAL Era do Conhecimento Empreendedorismo Inclusão Digital: -Estado - Sociedade - Empresa - Escola Inovação: -Pesquisa e Desenvolvimento - Novos produtos e serviços Fundamentados em TI CONVERGÊNCIA DIGITAL Impactos da Convergência 46 Educação Governo Empresas Sociedade Nova forma de aprendizagem Novas fontes de informação Revolução na metodologia Equidade do conhecimento Nova forma de organização do Estado Novo conceito de relacionamento com o cidadão Novos serviços Desburocratização Nova forma de relacionamento com clientes Nova forma de trabalho Novos produtos Equidade da informação Nova forma de participação Nova forma de associação Inclusão Digital FACAC 6 ADM 23

24 Inclusão DIGITAL promovendo Inclusão SOCIAL 47 Tecnologia e Educação Ser Humano Tecnologia Mudança Internet 48 Administração de Sistemas de Informação I Prof. Farinha FACAC 6 ADM 24

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