A Cidadania Digital como instrumento de inclusão social

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1 A Cidadania Digital como instrumento de inclusão social Rodrigo Correia Machado 1 Sandra Maria Almeida Abreu de Andrade 2 Resumo: O objetivo desse artigo é tecer algumas reflexões sobre o processo de internacionalização dos direitos humanos e a nova concepção de cidadania introduzida pela Constituição Federal de 1988, contribuindo para a compreensão da dinâmica de inclusão e exclusão digital nos setores mais pobres da população, indo além da polaridade entre aqueles que têm e os que não têm acesso ao computador e a Internet, enfatizando os múltiplos aspectos da exclusão digital e, ainda, apresentar suas implicações para a elaboração de políticas públicas e projetos sociais, observando os impactos que a tecnologia da informação exerce sobre o trabalho e a vida dos cidadãos brasileiros. Palavras-chaves: Exclusão digital e social - inclusão social- cidadania. INTRODUÇÃO O processo de internacionalização dos direitos humanos iniciou-se com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, bem como, a forma através da qual a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 se relaciona com os instrumentos internacionais de proteção dos direitos humanos ratificados pelo Estado brasileiro. A cidadania é um processo em constante construção, que teve origem, historicamente, com o surgimento dos direitos civis, no decorrer do século XVIII chamado Século das Luzes, sob a forma de direitos de liberdade, mais precisamente, a liberdade de ir e vir, de 1 Rodrigo Correia Machado, graduando em Direito, 3º semestre, RGM , no Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio CEUNSP; 2 Prof. Ms Sandra Maria Almeida Abreu de Andrade, Professora-orientadora, Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio CEUNSP.

2 pensamento, de religião, de reunião, pessoal e econômica, rompendo-se com o feudalismo medieval na busca da participação na sociedade. A concepção moderna de cidadania surge, então, quando ocorre a ruptura com o Antigo Regime, em virtude de ser ela incompatível com os privilégios mantidos pelas classes dominantes, passando o ser humano a deter o status de "cidadão". O conceito de cidadania, explicado por Hannah Arendt: "A cidadania é o direito a ter direitos, pois a igualdade em dignidade e direitos dos seres humanos não é um dado. É um construído da convivência coletiva, que requer o acesso ao espaço público. É este acesso ao espaço público que permite a construção de um mundo comum através do processo de asserção dos direitos humanos." (ARENDT, 2000, p.57). É inegável que a Internet traz ganhos imensos de produtividade para as empresas físicas. Diagnósticos médicos podem ser feitos à distância, com o paciente em um país e o médico em outro; novos métodos de aprendizagem revolucionaram a educação; e novas profissões têm sido criadas. No entanto, existe o outro lado. Já temos em nosso país várias categorias de excluídos: os da terra, os da educação, os do emprego, os da saúde e os da moradia, entre outros. Agora estamos passando a conviver com um novo tipo de exclusão. Trata-se da exclusão digital. Ela é tão ou mais grave que as outras, pois se torna obstáculo para as pessoas obterem empregos dignos. A exclusão digital é o lado ruim da sociedade do conhecimento, esse termo vem sendo usado para designar uma nova forma de sociedade pós-capitalista, na qual o recurso econômico básico deixou de ser o capital, as matérias-primas e até mesmo a mão-de-obra. Nessa sociedade, o que vale para conseguir emprego é o capital intelectual. Hoje, com a criação da Internet, a globalização das informações e os avanços provocados pelas Tecnologias da Informação e Comunicação, é inadmissível compreender que não esteja consignado entre os direitos e garantias dos cidadãos brasileiros, na nossa

3 Constituição Federal, o direito à Inclusão Digital, sobretudo pelas mudanças pelas quais o mundo tem passado nos últimos 20 (vinte) anos. ORIGEM CONSTITUCIONAL: O DIREITO FUNDAMENTAL ESPECÍFICO Todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre eles estão o direito à vida, à liberdade, à igualdade, dentre outros direitos ligados diretamente à vida com dignidade, vejamos: Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constituise em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: III - a dignidade da pessoa humana; Trata-se de direitos inalienáveis, além do direito à vida, devemos perceber que o direito é ainda mais amplo, pois, a vida deverá ser com dignidade, seguindo o nosso raciocínio, diante de um estado capitalista, o direito à Inclusão Digital está contido nesse princípio fundamental. Como podemos ter acesso à dignidade se não temos a liberdade do acesso ao conhecimento? E conhecimento na mais ampla expressão do termo; se não temos o acesso ao direito digital que nos favorece ao conhecimento, como alcançamos o direito à dignidade? Sem a inclusão digital e a consequente inclusão social é impossível se falar em acesso aos direitos e garantias inalienáveis à pessoa humana. Visando impedir ou minimizar desigualdades, o princípio da universalização dos serviços telecomunicativos constitui, antes, um dever do Estado em prol do cidadão representando uma garantia intocável, expressa pela redução, das disparidades derivadas de aspectos regionais-sociais, econômicos, políticos, ou geográficos. Sendo assim, considerado fundamento expresso, ou objetivo fundamental, do Estado brasileiro, a busca minimizadora das disparidades sociais-regionais consagra-se em comando explícito do art. 3o, III, da Constituição da República, vejamos: "Art. 3º - Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais".

4 Neste sentido, a exclusão digital torna-se umas das espécies de exclusão social, conclamando, a aplicação direta do princípio maior de interferência do próprio Estado brasileiro, podendo-se, pacificamente, acentuar que, nascido o dever-direito do expresso comando da Carta da República, tem-se, nele, direito subjetivo público, assegurando à todo cidadão o acesso aos direitos proclamados. Enquanto houver, nos vários cantos do país, cidadãos apartados - na mais pura expressão do "apartheid" social - do acesso pleno e isonômico à internet, à fruição de telefonia celular, aos recursos amplos da capacidade orbital, ou ao tráfego de dados em geral, ou de voz, não se poderá considerar exonerado o Estado brasileiro do dever universalizante que a Carta Magna comanda em prol da erradicação da pobreza (que não se faz restrita a aspectos de subsistência física, mas intelectual, educacional) e da marginalização. Exclusão digital adota, neste ponto, sinonímia essencial com exclusão social, e com a marginalização. Desse modo, qualquer que seja a ação, omissiva ou comissiva, do Poder Público que implemente, fomente, ou não se empenhe em prol da redução da exclusão digital ensejará, sempre, o acionamento das garantias constitucionais de validação dos direitos fundamentais equivalentes. A EXCLUSÃO DIGITAL O problema da exclusão digital se apresenta como um dos maiores desafios deste inicio de século, com implicações diretas e indiretas sobre os mais variados aspectos da sociedade do conhecimento. A já conhecida desigualdade registrada entre pobres e ricos entra agora na era digital e ameaça se expandir com a mesma rapidez das tecnologias de comunicação. Nesta nova sociedade, o conhecimento é fundamental para aumentar a produtividade e a competição global é fundamental para a invenção, para a inovação e para a geração de riqueza. Entretanto, pessoas que vivem às margens da sociedade informatizada têm maior dificuldade, ou até mesmo sentem-se impedidas para executar algumas tarefas tornadas mais simples pelo uso de serviços baseados em novas tecnologias que diante de um estado capitalista se veem totalmente excluídas.

5 Em uma época como a que vivemos, a exclusão digital tem grande impacto na vida das pessoas, que por inúmeros motivos não utilizam tais tecnologias. Pode-se citar, como exemplo, um fato simples e corriqueiro que ocorre quando se tenta obter uma colocação profissional e é exigido um conhecimento mínimo em informática. A impossibilidade da utilização da Internet priva algumas comunidades da obtenção de maior conhecimento e troca de informações, o que as enriqueceria cultural, social e economicamente. Exclusão digital, pode ser vista por diferentes ângulos, tanto pelo fato de não ter um computador, ou por não saber utilizá-lo (saber ler) ou ainda por falta de um conhecimento mínimo para manipular a tecnologia com a qual se convive no dia-a-dia. De forma mais abrangente, podem ser consideradas como excluídas, digitalmente, às pessoas que têm dificuldade até mesmo em utilizar as funções do telefone celular ou ajustar o relógio do videocassete, observando-se assim que, a exclusão digital depende das tecnologias e dos dispositivos utilizados. Contudo, a exclusão digital neste contexto, estará sendo conceituada como um estado no qual um indivíduo é privado da utilização das tecnologias de informação, seja pela insuficiência de meios de acesso, seja pela carência de conhecimento ou por falta de interesse. Analisando-se o problema pelo aspecto meramente econômico percebe-se que, com o aumento da competitividade entre as empresas, reduzir custos significa automatizar seus processos. Em médio prazo, o grau crescente de automação atinge os clientes do negócio, podendo ser demandados a exercerem um papel mais ativo, realizando serviços de autoatendimento e não mais dependendo de equipes de atendimento. Se alguns cidadãos brasileiros não acompanharem esta evolução adquirindo um conhecimento mínimo para utilizar tais serviços, poder-se-á, muito em breve, observar algum tipo de impedimento que refletirá em algumas empresas brasileiras na competição do mundo globalizado, retardando assim, o crescimento econômico de nosso país. OS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A EXCLUSÃO DIGITAL EXCLUSÃO SOCIAL VERSUS EXCLUSÃO DIGITAL explica: Quanto aos fatores que favorecem à exclusão social, Rogério Roque Amaro nos

6 A exclusão social pode ser considerada essencialmente como uma situação de falta de acesso às oportunidades oferecidas pela sociedade aos seus membros. Dessa forma, a exclusão social pode implicar privação, falta de recursos ou, de uma forma mais abrangente, ausência de cidadania, se, por esta se entender a participação plena na sociedade nos diferentes níveis em que esta se organiza e se exprime: ambiental, cultural, econômico, político e social. (AMARO, 2004, p.06). ( ) Na origem da exclusão social podem estar fatores econômicos, ligados ao funcionamento do sistema econômico, às relações econômicas internacionais, ao sistema financeiro, etc. Dado o peso dominante da dimensão econômica nas sociedades industriais que marcaram a história da humanidade dos últimos duzentos anos, pode-se deduzir que os fatores econômicos têm tido um peso decisivo, embora não único nem por vezes suficientes, na explicação de grande parte de situações de exclusão social que surgiram nessas sociedades ou por causa delas (AMARO, 2004, p.7). Segundo AMARO (2004), quanto aos diversos fatores de exclusão social, aos estudarmos a sua natureza, podemos classificá-los da seguinte forma: a) Fatores de natureza estrutural: estão relacionados com o funcionamento global das sociedades: tipo de sistema econômico, regras e imposições do sistema financeiro, modelo de desenvolvimento, estrutura e características das relações econômicas internacionais, estratégias transacionais, princípios sociais e ambientais dominantes, paradigmas culturais, condicionantes do sistema político, atitudes e comportamentos face à natureza, modelos de comunicação e de informação, processos de globalização, etc. b) Fatores de âmbito local: situam-se no quadro das relações e das condições de proximidade que regulam e interferem no cotidiano dos indivíduos. Podem ter origem em áreas tão diversas como: características do mercado local de trabalho, modelo de funcionamento do organismo de administração pública local, preconceitos sociais e culturais, normas e comportamentos locais, estratégias de exclusão de fatores locais (incluindo as associações e outras organizações), etc.

7 c) Fatores de nível individual e familiar: referem-se às situações experimentadas nos percursos pessoais e familiares, capacidades frustradas ou não valorizadas de incidências negativas, empregos ocupados ou situações de desemprego, qualificações profissionais adquiridas ou ausentes, níveis de remunerações, capacidade aquisitiva, modelos de consumo, grau de escolaridade, etc,( ) (AMARO, 2004, p.35). Pode-se notar que os dois primeiros grupos de fatores acima citados, referem-se às oportunidades que são oferecidas ou negadas pela sociedade, já o último centra-se nas capacidades e competências individuais e familiares. A EXCLUSÃO DIGITAL NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO Conforme exposto anteriormente, tem sido comum a divulgação de doação de computadores e a replicação de modelos de telecentros como soluções para o problema de exclusão digital. Tais iniciativas promovem o contato das pessoas com os equipamentos e as diversas ferramentas disponíveis. Mas, é necessário ainda explicar aos participantes dos cursos as finalidades de tais ferramentas e os benefícios obtidos ao utilizá-las. Não basta mostrar às pessoas as tecnologias, é necessário fazê-las entender de que forma as mesmas podem contribuir para a execução de tarefas, atividades e incrementarem o capital intelectual. Não adianta dizer a um pescador que o Word serve para ele escrever um memorando, pois ele não verá aplicação prática na vida dele. Deveria então se falar que o Word serve para que ele possa escrever uma carta a um mercado oferecendo seu pescado. Desta forma, ele veria a informática sendo utilizada a seu favor. Muitas pessoas desistem de utilizar a informática por terem tido algum tipo de experiência frustrada. As pessoas devem ter motivação e confiança para investir seu tempo para obter conhecimentos para se incluir digitalmente, e os telecentros também devem ter esta missão. E, não menos importante, deve-se permitir a continuidade das atividades de inclusão digital, permitindo que o indivíduo aprofunde-se cada vez mais nos conhecimentos.

8 Levantados os aspectos que os telecentros devem ter em mente para que cumpram seu papel, seria interessante ainda mencionar que a correta utilização da tecnologia da informação é um fator gerador de renda e que pode garantir outras melhorias na qualidade de vida da população, visto que ensina às pessoas como pescar, e não apenas dar o peixe a elas. Devido às diversidades socioculturais e educacionais existentes no Brasil, não se pode pegar um projeto de combate à exclusão digital, por melhor que seja, e implementá-lo país afora. As necessidades e características de cada região são diferentes e um projeto que teve muito sucesso, por exemplo, em São Paulo pode não funcionar em outros estados. O que é eficaz para uma região pode não ser para outra. Portanto, cada sociedade deve ser analisada e os próprios cidadãos devem contribuir para a adoção de um projeto em sua cidade que atenda às suas necessidades. Acreditamos que, se o direito à inclusão digital for entendimento como elemento essencial ao acesso à educação, portanto, dever do estado, o desenvolvimento das políticas educacionais começarão a serem desenvolvidas de forma que torne eficaz o acesso digital, vejamos: Um parceiro importante no combate à exclusão digital é a educação. A educação é um processo e a inclusão digital é um elemento essencial deste processo. Instituições de ensino, tanto públicas como particulares, devem contribuir para o aprendizado e interação dos cidadãos com as novas tecnologias, sendo para isso necessária a atuação governamental e da própria sociedade. Atualmente, o termo sociedade do conhecimento, ou da informação, vem sendo usado para designar uma nova forma de sociedade, onde o recurso mais importante é o capital intelectual, que é cada vez mais exigido de quem deseja conseguir um emprego. (SILVA-FILHO, 2003, p.47). Segundo o Comitê Preparatório da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação da Organização das Nações Unidas, entende-se por Sociedade Global de Informação Inclusiva: ( ) aquela onde as pessoas, sem distinção, estão habilitadas livremente para criar, receber, compartilhar e utilizar informação e conhecimento para o seu desenvolvimento econômico, social, cultural e político (SERPRO, 2004).

9 Com esse novo conceito torna-se indispensável ao profissional adquirir a capacidade de continuar aprendendo sozinho e de manter-se sempre atualizado. Porém, o surgimento de novas teorias e de novas informações é tão intenso que é praticamente impossível para um indivíduo ficar atualizado simplesmente pelos meios tradicionais, ou seja, escolas, faculdades e cursos, ou ainda através da imprensa escrita, do rádio e da televisão. Diante dessa situação, a internet desempenha um papel crucial criando novas fontes de conhecimento, visto que disponibiliza o acesso a um enorme volume de informações. Leitores, ouvintes e telespectadores são apenas receptores de informação e o fluxo dela é unidirecional. Já os usuários da Internet são participantes em potencial, que podem interagir de variadas maneiras com o processo, ou seja, o fluxo de informações passa a ser bidirecional. Se a Internet fica limitada a poucos privilegiados, ela tende a aprofundar ainda mais as diferenças sociais. Neste contexto, enfatiza-se que a exclusão digital influência diretamente no desenvolvimento da sociedade da informação no Brasil, visto que priva os excluídos digitalmente de interagirem com as informações. Medidas de inclusão digital são necessárias para possibilitarem a esses cidadãos agregarem cada vez mais conhecimento e desenvolverem o capital intelectual, colaborando para a evolução social, cultural e econômica de nosso país e caminhando para extinguir a divisão entre ricos e pobres de informação. FATORES DE INTEGRAÇÃO E EXCLUSÃO Tanto entre os usuários existentes nas favelas, como entre a população em geral, verifica-se uma tendência decrescente do uso da informática à medida que a faixa etária aumenta. Na favela essa tendência é ainda mais acentuada tendo em vista os níveis de escolaridade mais baixos entre os mais idosos e as menores chances de aprendizagem no emprego. O fato de ser o local de trabalho, e não o domicílio, a principal base de acesso (e de aprendizagem e motivação de uso) ao computador e à Internet não somente muda de forma relevante o número de pessoas digitalmente incluídas, como transforma o perfil do usuário.

10 Como veremos a seguir, as mulheres, pelo tipo de trabalho que realizam em geral empregadas domésticas ou em serviços de limpeza, são as mais prejudicadas e apresentam um nível de exclusão digital muito mais elevado que os homens nas camadas pobres da população. Por outro lado, a população negra masculina, cuja média de posse de computador por domicílio é bastante inferior à da população branca da favela, encontra no trabalho um mecanismo de equiparação social. Assim, o acesso fora do domicílio tem um impacto geral democratizante, ainda que desigual, permitindo o ingresso de pessoas com renda média e nível de escolaridade mais baixo no mundo da informática. Entre os usuários de computador dentro ou fora do domicílio o padrão que associa a renda com o uso da informática se mantém, mas a distância tende a diminuir, o que indica que as pessoas de menor escolaridade encontram nos computadores fora do domicílio um mecanismo de igualação social, ou seja, o acesso fora de domicílio funciona como um fator de criação de oportunidades para a população negra. O oposto acontece com a população feminina. O trabalho atua como fator de exclusão digital no caso das mulheres e de igualação social no caso dos negros. A maioria das mulheres trabalha em serviços de limpeza ou como empregadas domésticas e não tem oportunidade de utilizar computador, enquanto um número maior de homens, inclusive muitos que trabalham como Office- boys, acabam convivendo em ambientes que incentivam e por vezes permitem o conhecimento dos usos básicos do computador, isto é, a principal fonte de acesso se encontra fora do domicílio. Finalmente, não podemos deixar de indicar um dado que mostra os limites do uso da telemática pelas camadas populares: Menos da metade dos usuários da Internet são usuários de . Trata-se de uma porcentagem muito baixa, produto do contexto social dos habitantes das favelas, onde boa parte da rede social não utiliza Internet, fazendo do um instrumento menos útil de comunicação. A INCLUSÃO DIGITAL Atualmente, o Governo Brasileiro já começa a investir em terminais de acesso público à informação e este investimento tende a crescer cada vez mais. Espera-se que no futuro os cidadãos possam fiscalizar a Administração Pública e obter serviços públicos sem sair de casa, mediante o governo eletrônico, diminuindo assim os gastos da máquina administrativa.

11 Porém, tais iniciativas poderão ser neutralizadas caso a população não se empenhe em fazer com que essa ideia vigore, buscando meios para incluir-se digitalmente. Outra parte do governo que pode vir a ser influenciada pela exclusão digital é a de criação de novos empregos. O governo costuma ser encarado como o principal fator gerador de empregos, mas o mesmo poderá não ter campo de atuação caso a sociedade também não se mobilize em educar digitalmente seus cidadãos. A tendência é que, no futuro, a maior parte das oportunidades em serviços estejam associadas à área de tecnologia. Se a fatia de carentes da informação não diminuir, o número de desempregados poderá crescer, ao contrário do que se espera para os próximos anos. A exclusão digital está diretamente associada aos outros problemas enfrentados pelo Brasil, sendo um reflexo da exclusão social. Por ser a exclusão digital um fator impactante na sociedade, é necessário que o Brasil tenha um retrato definido do problema afim de que se possa traçar caminhos a serem seguidos com o objetivo de promover a inclusão digital e social. 5 CONCLUSÃO Para amenizar, ou até mesmo, erradicar a exclusão social, faz-se necessária a integração social, que aqui se define como um processo que viabiliza o acesso às oportunidades da sociedade, a quem dela estava excluído, permitindo a retomada da relação interativa entre uma célula (o indivíduo ou a família), que estava excluída, e o organismo (à sociedade) a que ela pertence, trazendo-lhe algo de próprio, de específico e de diferente, que a enriqueça e mantendo a sua individualidade e especificidade que a diferencia das outras células que compõem o organismo. Após a descrição das dimensões da exclusão social, pode-se perceber que a exclusão digital hoje concentra em si o reflexo deste problema. De modo geral, o termo exclusão digital é usado para sintetizar todo um contexto que impede a maior parte das pessoas de participar dos benefícios das novas tecnologias. Atualmente, as consequências da exclusão social acentuam a desigualdade tecnológica e dificultam o acesso ao conhecimento, aumentando o abismo entre ricos e pobres.

12 Outros cidadãos que vivem às margens da sociedade sendo privados das tecnologias são os analfabetos, que por não saberem ler e escrever, ou algumas vezes o fazerem com muita dificuldade, tornam-se integrantes do duplo analfabetismo: o funcional e o digital, restando claro, que essas pessoas não estão tendo o acesso ao direito à educação, portanto o direito está sendo totalmente cerceado e excluídos da oportunidade em viverem com dignidade. A exclusão sócio-econômica desencadeia a exclusão digital, ao mesmo tempo que a exclusão digital aprofunda a exclusão sócio-econômica. A inclusão digital deveria ser fruto de uma política pública com destinação orçamentária a fim de que ações promovam a inclusão e equiparação de oportunidades a todos os cidadãos. Neste contexto, é preciso levar em conta indivíduos com baixa escolaridade, baixa renda, limitações físicas e etárias. Na sociedade em que vivemos, capitalista, uma pessoa sem conhecimentos em informática, muitas vezes é tida como desqualificada para trabalhar, visto que mesmo nas pequenas empresas ou escritórios os sistemas de informação estão presentes. Em consequência, gera-se baixa renda e desemprego. Com isso, o ciclo de pobreza e fome se torna mais intenso, havendo então, o desaquecimento da economia e os consequentes abalos diante dos mercados exteriores concorrentes, sem falar nos agravantes internos, como a proliferação de favelas, o aumento da violência e a elevação dos preços de mercado. A exclusão social e a exclusão digital são mutuamente causa e conseqüência. Cidadãos que se enquadram em um ou mais tipos de exclusão social, vistos anteriormente, podem ser inibidos de acompanharem a evolução tecnológica, passando a condição de integrantes da exclusão digital. Em contrapartida, cidadãos excluídos digitalmente por falta de empenho ou por opção própria, passam a fazer parte de um ou mais tipos de exclusão social. Aplicando um olhar mais crítico, verifica-se que a solução para o problema da exclusão digital vai além das implementações de telecentros e disponibilização de terminais de acesso público. Os dois problemas, exclusão digital e social, devem ser tratados juntos, analisando-se as características sociais que impactam no processo de inclusão digital e estando ciente de que a não participação dos indivíduos no processo tecnológico afetam o país sócio-economicamente.

13 Para tanto, é necessário que o governo se mobilize e, além de disponibilizar as tecnologias, eduque, incentivando assim, os cidadãos a utilizarem-nas para benefícios próprios e de sua nação. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ARENDT, HANNAH. Entre o passado e o futuro, 5.ª ed. São Paulo: Editora Perspectiva, Disponível em em 11 de março de Site do Ministério da Comunicações. Site da Agência Nacional de Telecomunicações. AMARO, R. R. A Exclusão Social Hoje. Disponível em <[http://www.triplov.com/ista/cadernos/cad_09/amaro.html].[ Links ]>. Acesso em 14 de março de DIREITO, D. Inclusão Digital Os rumos do projeto no Brasil: Revista Eletrônica Tema, Ano XXVIII, Edição 166, Abril Publicação Online. Disponível em GALVAO, A. Analfabetismo Digital: Seção e-notícias do site Observatório da Imprensa, Edição 217, Março Acesso em 14 março de SERPRO. Serpro leva inclusão digital a São Gonçalo - Rio de Janeiro: Revista Eletrônica Tema, Ano XXVIII, Edição 172, Março Publicação Online SILVA FILHO, A. M. Os Três Pilares da Inclusão Digital, Disponível em Acesso em 24 de abril de SPAGNOLO, G. Ações Concretas de Inclusão Digital, Disponível em

14 Acesso em 14 de março de O Mapa da Exclusão Digital da Fundação Getulio Vargas: Disponível em: www2.fgv.br/ibre/cps/mapa_exclusao/apresentacao/apresentacao.htm Acessado em 11 de março de 2012.

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