PROPOSTA CURRICULAR CICLO BÁSICO DE ALFABETIZAÇÃO EDUCAÇÃO FÍSICA SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO

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1 PROPOSTA CURRICULAR CICLO BÁSICO DE ALFABETIZAÇÃO EDUCAÇÃO FÍSICA SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO MATO GROSSO

2 O ENSINO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO CICLO BÁSICO DE ALFABETIZAÇÃO Autoras: Márcia Luiza Machado Figueira Silvana Vilodre Goellner Coordenação: Marlene Silva de Oliveira Santos

3 INTRODUÇÃO Esse texto foi construído com o objetivo de subsidiar os professores e professoras no que diz respeito ao trabalho com a Educação Física, considerada pelo Ciclo Básico de Alfabetização como uma disciplina que compõe o currículo da escola. Portanto, importante na formação dos alunos/alunas porque trabalha com conceitos, valores, atitudes, comportamentos e conhecimentos que colaboram no desenvolvimento de habilidades e capacidades para o exercícios da cidadania. Estruturamos o texto em três grandes partes onde abordamos a caracterização da disciplina Educação Física, seus objetivos, seus conteúdos, sua metodologia de ensino, e alguns temas transversais. Esperamos, enfim, que ele favoreça o trabalho conjunto dos professores/professoras do Ciclo Básico de Alfabetização seja na sua formação e capacitação, seja na sua prática pedagógica

4 SUMÁRIO: I - PRESSUPOSTOS TEÓRICOS Mas, afinal, o que é Educação Física?...03 O que é cultura corporal? O movimento humano como linguagem corporal...04 Concepção aberta para o ensino da Educação Física...07 Quais são, então, os conteúdos da Educação Física para o Ciclo Básico de Alfabetização?...08 a ginástica...09 o jogo...10 o esporte...11 a dança...12 a luta...13 a mímica e as atividades circenses...14 II - O CICLO BÁSICO DE ALFABETIZAÇÃO Metodologia do Ensino da Educação Física...16 Sugestão de conteúdos a serem desenvolvidos no Ciclo Básico de Alfabetização...21 Temas transversais...25 relações de gênero discriminação econômica, social, religiosa e racial...27 cidadania...27 III - A CULTURA CORPORAL NA ESCOLA...28 IV - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...31

5 I - PRESSUPOSTOS TEÓRICOS Historicamente o trabalho com a Educação Física escolar tem se caracterizado a partir da exclusão dos menos habilidosos - herança das instituições que lhe conferiram status pedagógico e científico. A instituição militar e a instituição esportiva, apoiando-se no discurso médicohigienista 1, preocuparam-se, desde a inserção da Educação Física nas instituições escolares, com o cuidado do corpo no sentido de discipliná-lo. Não podemos esquecer que nos primeiros anos deste século a indústria brasileira começou a desenvolver-se exigindo, para seu sucesso, força de trabalho. Isto é, trabalhadores e trabalhadoras capazes de darem conta de uma extenuante jornada de trabalho. Frente a essa necessidade, a escola adquiriu importância como um espaço para atuar não só na instrução mas também na interiorização de hábitos e valores necessários à consolidação dessa sociedade. Dentro dessa perspectiva a Educação Física foi entendida como uma parte integrante do processo educacional capaz de atuar tanto na preparação física dos corpos dos futuros trabalhadores como também colaborar na construção de hábitos de disciplina, obediência e submissão formando assim corpos dóceis. 2 1 O discurso médico-higienista despontou na sociedade brasileira no final do século passado objetivando melhorar a raça brasileira. Ou seja, fazê-la forte, ágil, saudável capaz de produzir com eficiência e colocar o Brasil no rol dos países civilizados. Com relação ao corpo humano promoveu uma política de limpeza e de controle buscando valorizar os hábitos necessários a consolidação dessa sociedade 2 Para Miclel Foucault a "disciplina" mostra-se como presente às ingerências para com o trabalho corporal desdobrando-se através de métodos que permitem um controle minucioso sobre as operações do corpo, subjugando sua força e impondo-lhe uma relação de docilidade-utilidade, onde toda uma política de coerção é exercida sobre o corpo, seus gestos e comportamentos. Fabrica, portanto, corpos submissos e exercitados ou "corpos dóceis", na medida em que aumenta as forças do corpo (em termos econômicos de utilidade) e diminui essas mesmas forças (em termos políticos de obediência). Em uma palavra: ela dissocia o poder do corpo; faz dele por um lado uma <<aptidão>>, uma <<capacidade>> que ela procura aumentar; e inverte por outro lado a energia, a potência que poderia resultar disso, e faz dela uma relação de sujeição estrita. Se a exploração econômica separa a força do

6 Essa forma de perceber e atuar com a Educação Física revelam uma concepção bastante limitada da própria Educação Física como também de ser humano e de sua movimentação pois: A Educação Física é vista como separada do restante das disciplinas que compõem o eixo curricular da escola. Não é entendida como uma disciplina curricular integrante de um projeto-político pedagógico; O ser humano é concebido apenas a partir de sua dimensão biológica (capaz de render, produzir, aperfeiçoar-se fisicamente, recuperar fadigas). Desconsidera-se que o ser humano é um ser não apenas biológico mas também social, visto que sofre determinações tanto biológicas como sociais. Que está em profunda relação com os outros e com a natureza e que se torna humano no momento em que passa a conviver socialmente. Esquece, portanto, que o ser humano não nasce pronto: ele se humaniza ao longo da sua história. A concepção de movimento adotada, na maioria das vezes, se apoia num modelo de ciência que vê o movimento apenas como um deslocamento do corpo ou partes deste, num determinado espaço e tempo. São desprezados os sentidos e os significados que o movimento tem para aquele que o executa e também todas as determinações histórico-culturais que este adquiriu ao longo do desenvolvimento da humanidade nas mais diversas culturas. Ainda que essa concepção de Educação Física tenha sido bastante divulgada e tenha influenciado a formação de professores e professoras podemos afirmar, com toda a certeza, que ela não abrange todas as possibilidades de trabalho com as práticas corporais e esportivas. A Educação Física que se pretende implementar nas escolas estaduais do Mato Grosso, abrange muito... muito mais. Mas, afinal, o que é Educação Física? produto do trabalho, digamos que a coerção disciplinar estabelece o elo coercitivo entre uma aptidão

7 Educação Física é uma disciplina curricular que como qualquer outra está sujeita ao projeto político-pedagógico da instituição onde se insere. 3 É, portanto, uma prática pedagógica que trata, no interior da escola, de um conteúdo que é seu objeto de estudo: os elementos da cultura corporal. Como qualquer prática pedagógica, a Educação Física contém uma intervenção imediata que se concretiza no acontecer da aula através do agente pedagógico (professor/professora). Por isso, trabalha não apenas com o esporte ou o corpo ou o exercício físico: trabalha com conhecimentos, hábitos, noções éticas e morais, valores, vontades, desejos e, ao tematizar a cultura corporal, trabalha o movimento humano preocupando-se, fundamentalmente, com a formação do ser humano. A Educação Física, portanto, é diferente de atividade física! O que é cultura corporal? Cultura corporal é o conteúdo da Educação Física no interior da escola. Ou seja, é aquela parte da cultura que enfatiza a dimensão corporal do ser humano, expressa em elementos como o jogo, a dança, o esporte, a luta, a ginástica, entre outros. Por cultura entendemos toda a produção e criação de homens e mulheres como, por exemplo, a linguagem, os instrumentos de trabalho, as formas de lazer, os símbolos e signos, os valores etc. É fruto do trabalho da inteligência, da imaginação, da reflexão, da experiência, do debate criados por indivíduos, grupos sociais e/ou classes sociais. Portanto, se a cultura corporal é o conhecimento da Educação Física este deve ser abordado de forma crítica e competente. E com isso afirma-se que não basta praticar atividades físicas como o esporte, o jogo, a dança, a ginástica, etc. É necessário compreender como e porque essas práticas corporais apareceram, em que contexto aumentada e uma dominação acentuada.. M. Foucault, Vigiar e Punir, p Na atual LDB, depois de muitas discussões, a Educação Física foi aprovada como uma disciplina curricular. Anteriormente ela aparecia na Lei como uma atividade, isto é, desprovida de reflexão teórico consistente.

8 histórico foram criadas, quais as modificações que sofreram ao longo do tempo e como hoje são observadas na nossa cultura. Sobretudo é necessário reconhecer que essas práticas corporais são formas de expressão de culturas diferenciadas, ao mesmo tempo que englobam uma linguagem específica. A linguagem corporal. O movimento humano como linguagem corporal É sabido que a nossa primeira linguagem é a linguagem do corpo. As primeiras trocas que a criança efetua com a mãe, por exemplo, são fundamentalmente trocas corporais: contato, calor, olhar, cheiros, etc. A partir desta "linguagem do corpo", que constitui a base de todas as comunicações humanas, vão progressivamente emergir e se desenvolver trocas cada vez mais socializadas que se expressam de diferentes maneiras, como a linguagem gráfica e a linguagem verbal. A criança, por exemplo, ao mesmo tempo que se comunica corporalmente com pessoas e objetos vai reconhecendo a linguagem verbal (que inicialmente era um fundo sonoro, uma espécie de música ambiental) como tendo significados que expressam valores, necessidades, sentimentos, conceitos e, então, começa a assimilá-la enquanto possibilidade de expressão. No entanto, é preciso ter em mente que a linguagem verbal não encerra todas as necessidades de comunicação. Ela é necessariamente uma redução da comunicação ou ainda do que se deseja enunciar. Por isso, é fundamental que se considere a linguagem corporal, visto que todas as nossas emoções, sentimentos, desejos, reações conscientes e inconscientes, tudo que somos se expressa em gestos e atitudes. E é ainda necessário considerar que todas essas atitudes e gestos, às vezes, não relacionam-se com os comportamentos verbais que os acompanham. A linguagem verbal pode ser utilizada para mostrar sentimentos e desejos, como também, para tentar mascará-los. Analisar o movimento humano como linguagem corporal pressupõe entender o que o ser humano vive com o seu ambiente um constante processo de trocas. Além disso, nos remonta a entender que o princípio desta linguagem reside na ação, no agir, na atividade. O movimento humano deve ser entendido não apenas através de seus aspectos físicos, mas especialmente, através dos significados que traduz pois o movimentar é um diálogo do indivíduo com as pessoas, as coisas e o mundo. Movimentar é um

9 comportamento pleno de sentido; é, ao lado do pensar, do falar, entre outros, uma das muitas formas nas quais a co-relação original entre o indivíduo e o mundo se manifesta. Ou seja, é no movimentar que o indivíduo se relaciona com algo exterior a ele próprio, que pode ser outro indivíduo ou um objeto. É no movimentar que a bola, por exemplo, sofrerá um processo de questionamento sobre suas propriedades. É movimentando a bola que uma criança percebe que ela pode rolar e saltar mas que não é possível empilhá-la. Nessa concepção de movimento, o desenvolvimento da criança passa a ser visto como expressão e aprofundamento do diálogo ser humano/mundo e essa linguagem, prioritariamente corporal, conduz à elaborações dos conceitos. O aprendizado de conceitos como à frente, atrás, abaixo, em cima, à esquerda, à direita, no meio, alto, baixo, etc., que são indispensáveis para o ensino da leitura e escrita, apoia-se essencialmente nas experiências fundamentais de movimento. Ao movimentar-se a criança conhece a natureza do mundo muito antes de estar em condições de interpretá-lo em conceitos e símbolos. O desenvolvimento de uma criança pequena dirige-se do agarrar a bola para depois conceituar o que é a bola, e não ao contrário. O conhecer pessoas e coisas através do movimento é, de um lado, nosso primeiro contato cognitivo com eles e por isso é fundamental para todas as outras formas de relações possíveis. De outro lado, o comportamento do movimentar-se é, tanto para as crianças como para os adultos, uma forma de existência onde se tem os próprios valores e onde o indivíduo, durante toda sua vida, pode realizar-se e expressar-se. Há ainda que se ter claro que esse dialogar do indivíduo com seu mundo repousa sobre uma realidade histórica, social, cultural e econômica e é por ela co-determinada. Portanto, o movimentar-se não acontece no abstrato. Acontece através de seres que se movimentam e que vivem em contextos históricos diferenciados. Nesse sentido, é necessário analisarmos a simbologia do movimento, isto é, que o movimento enquanto linguagem está carregado de significados que traduzem determinados símbolos sendo, por conseguinte, considerado um elemento constitutivo da cultura. Dada a necessidade de produzir a sua própria existência, o ser humano através do trabalho (da atividade) percebeu a importância do convívio em grupo, o que lhe impingiu a obrigatoriedade de se comunicar. Aparece, então, a linguagem que, lado a lado com o trabalho servirá de estímulo essencial às modificações sofridas pelo ser humano. Nosso cérebro tal como o conhecemos hoje, sofreu transformações: hominizouse; nossos órgãos dos sentidos aperfeiçoaram-se e nossa estrutura sofreu mutações. Nosso

10 corpo se modificou, começamos a ter a possibilidade de pensar, emitir juízos, conceitos, a abstrair, mediante nossa condição de ser social, de viver na coletividade; e, esta "sociabilidade" diferencia-se do "convívio social" dos animais justamente pela questão da atividade, uma vez que estes agem instintivamente e são incapazes de produzir sua existência. Limitam-se a atender suas necessidades básicas que são biológicas. O ser humano vai modificando suas atividades com o objetivo de saciar suas necessidades, que se ampliam e se diversificam. Cria objetos, instrumentos, bens materiais etc., e esse progredir no tocante às coisas materiais traz inerente o desenvolvimento da cultura. Assim as aptidões e características humanas não são transmitidas pela hereditariedade; são adquiridas ao longo da vida pela acumulação da cultura criada pelas gerações precedentes. E é importante ressaltar que essa apropriação do já existente pressupõe sempre um processo ativo por parte do indivíduo, que lhe cria novas aptidões e funções psíquicas, diferentemente dos animais que se dá frente à adaptação individual às condições de existência. No ser humano, a assimilação é um processo de reprodução nas propriedades do indivíduo daquelas propriedades historicamente formadas pela própria espécie que só acontecem à luz de sua comunicação com os outros indivíduos através da transmissão do que se produziu material e espiritualmente. E essa comunicação não expressa-se somente através da linguagem gráfica e verbal mas efetivamente pela linguagem corporal. Assim, no âmbito da cultura corporal "a expressão corporal é uma linguagem, um conhecimento universal, um patrimônio da humanidade que igualmente precisa ser transmitido e assimilado pelos alunos" 4. E a esse conhecimento universal o indivíduo impe sua intencionalidade para o lúdico, para o artístico, para o competitivo, para o estético, entre outros. Assim, as atividades têm um sentido social e um sentido pessoal, interpenetrando intencionalidades e objetivos do indivíduo e da sociedade. A Educação Física, portanto, deve tratar pedagogicamente do conhecimento que constitui a cultura corporal, tentando apreender a expressão corporal como linguagem. Por conseguinte valorizar não apenas os aspectos físicos do movimento mas prioritariamente os significados que o ser que se movimenta incorpora ao fazê-lo. Para tanto, é necessário entender que não se pode trabalhar com as concepções tradicionais de Educação Física visto que estas, muitas vezes, acabam por

11 uniformizar as práticas corporais, o que conduz o aluno/aluna à redução da complexidade das suas possibilidades de movimentação. A proposta do Ciclo Básico de Alfabetização busca um trabalho direcionado por uma concepção aberta para o ensino da Educação Física. Concepção aberta para o ensino da Educação Física 5 Como uma alternativa metodológica, a concepção aberta para o ensino da Educação Física busca um trabalho onde: procura estabelecer uma ligação do aprender na escola com a vida de movimento que as crianças têm fora da escola; não observa o movimento apenas como rendimento motor ou como um padrão técnico correto; mantém o caráter da brincadeira, da espontaneidade, do lúdico; permite o trabalho com temas transversais englobando conteúdos além daqueles relacionados com a cultura corporal (ecologia, lazer, negritude, gênero); considera a aula como um local de aprendizagem e de construção de conhecimento; privilegia valores que coloquem o coletivo sobre o individual; abandona o monopólio do professor/professora no planejamento e decisão da aula. Os alunos/alunas participam ativamente das decisões sem que o professor/professora se isente de suas responsabilidades; o trabalho não é direcionado apenas para o melhoramento das capacidades e habilidades motoras. É valorizada a problematização dos conteúdos e o processo de tomada de decisões. há uma constante problematização e as soluções não são fixadas anteriormente. Os alunos/alunas devem criar, experimentar e avaliar junto com a ajuda do professor/professora as várias possibilidades de solução. 4 Coletivo de Autores, metodologia do Ensino da Educação Física, p.27 5 Texto elaborado a partir da leitura e análise do livro Visão Didática de Educação Física, escrito pelo Grupo Pedagógico UFSM e UFPe, e do livro Concepções abertas para o ensino da Educação Física, de Reiner Hildebrandt e R. Laging.

12 Nesta perspectiva de trabalho as aulas têm na experiência sua categoria pedagógica fundamental e na tematização/problematização um caminho metodológico a ser construído. Assim, através de uma ação intencional devemos, enquanto professores e professoras, atuar através de duas dimensões: 1. no processo de socialização através do qual crianças e jovens se desenvolvem como seres sociais; 2. no processo de individualização, através do qual as crianças e jovens se desenvolvem como indivíduos únicos e inconfundíveis. Dessa maneira, o trabalho deve centrar-se no desenvolvimento da capacidade de ação sem que o seu interesse seja reduzido a uma concepção individualista, mas sim, deve permanecer claro o seu sentido histórico-social, sem renunciar ao aspecto individual. O trabalho com a Educação Física no Ciclo Básico de Alfabetização deve, então, ir da realização individual à emancipação da sociedade e estar orientado a partir de princípios éticos e políticos. Quais são, então, os conteúdos da Educação Física para o Ciclo Básico de Alfabetização? 6 Como já foi citado anteriormente, os conteúdos da Educação Física são os elementos da cultura corporal (jogo, ginástica, dança, mímica, luta, esporte, etc.). Estes devem ser trabalhados em toda a escolarização sendo diferenciados quanto aos seus objetivos, às dificuldades, às possibilidades, os conhecimentos técnicos e históricos em cada etapa do ciclo, consoante o desenvolvimento dos alunos/alunas que a ela pertencem. Como elementos da cultura, essas práticas corporais foram construídas ao longo do tempo. Foram aprendidas pelo ser humano visto que este não nasceu saltando, 6 Texto elaborado a partir da leitura e análise do livro Metodologia do Ensino da Educação Física, escrito pelo Coletivo de Autores, bem como a partir de experiências práticas de assessoria a rede Municipal de Porto Alegre/RS, rede municipal de Jacarezinho/PR e rede Municipal de Cuiabá -MT.

13 girando, arremessando, jogando. O homem e a mulher foram, ao longo do seu desenvolvimento histórico, construindo situações de movimento que hoje podemos identificar como jogo, ginástica, dança, luta, esporte, malabarismo, etc. Portanto, como qualquer outro conhecimento, os elementos da cultura corporal foram construídos historicamente em função das necessidades humanas, refazendo-se constantemente. São esses os conteúdos da Educação Física para o Ciclo Básico de Alfabetização. A ginástica A arte de exercitar o corpo nú - eis aí o mais antigo e mais amplo conceito de ginástica. Exercitação essa que possui como fundamentos o saltar, o equilibrar, o rolar/girar, o trepar e o balançar/embalar. Durante muito tempo a ginástica foi entendida como sinônimo de Educação Física. Data do final do século passado a diferenciação entre ambas sendo, que no Brasil, até meados dos anos 50 a ginástica era o principal conteúdo da Educação Física nas escolas brasileiras. (hoje é o esporte) Foram muitas as manifestações da ginástica no currículo escolar: tivemos os métodos ginásticos europeus (alemão, sueco, francês), tivemos a calistenia, a ginástica natural, e ainda as modalidades esportivizadas da ginástica (ginástica rítmica, olímpica, artística). Atualmente quando nos referimos à ginástica pensamos logo na aeróbica, na ginástica localizada, no step, no cardio-funk 7 e tantas outras denominações que a cada dia surgem nas academias. Ainda que os fundamentos da ginástica sejam os mesmos (saltar, equilibrar, rolar/girar, trepar e balançar/embalar) não podemos considerar a aeróbica igual, por exemplo, à ginástica francesa que tanto influenciou a construção da Educação Física na escola brasileira. São outras as músicas, são outros os movimentos, são outros os valores, são outros os praticantes e os objetivos com essa prática, são outros os ambientes onde ela acontece. Mas de forma alguma deixou de ser ginástica. 7 Modalidades de ginástica trabalhadas nas academias.

14 Como qualquer outro conteúdo da Educação Física, a ginástica transformou-se ao longo do tempo adequando-se ao contexto histórico e cultural onde acontece. Fazer ginástica é muito mais que imitar o ritmo do professor/professora ao som alucinante das dance-music. Fazer ginástica é respeitar seu próprio ritmo, é criar movimentos, é entrar em sintonia com o próprio corpo, respeitando seus limites e suas possibilidades de movimentação. O jogo Quando falamos em jogo logo vem a imagem de algo alegre, lúdico, solidário e descomprometido, sem muitas regras. Huizinga 8, por exemplo, em uma clássica definição de jogo afirma: O jogo é uma atividade livre, conscientemente tomada como não séria e exterior à vida habitual, mas ao mesmo tempo capaz de absorver o jogador de maneira intensa e total. É uma atividade desligada de todo e qualquer interesse material, com o qual não se pode obter qualquer lucro, praticado dentro de limites espaciais e temporais próprios, segundo uma certa ordem e certas regras. À essa definição correspondeu, na área da Educação Física, uma contraposição entre jogo e esporte, como se o primeiro (jogo) fosse quase como o segundo (esporte) não levado tão a sério. Engano nosso: será que não pode o esporte ser jogado? Com regras flexíveis, com exigências técnicas e táticas mínimas, simultaneamente com meninos e meninas? Claro que pode, como veremos logo adiante. Agora estamos falando é do jogo. O jogo não só como uma atividade recreativa onde não existem regras mas o jogo como parte da cultura e como conhecimento a ser trabalhado pela Educação Física na instituição escolar. O jogo como conteúdo de ensino do Ciclo Básico de Alfabetização. Os jogos, por exemplo, podem ser agrupados como: jogos de salão (dama, xadrez, dados, dominó, etc.); jogos populares (amarelinha, queimada, pião, bolita, etc.) e jogos 8 J. Huzinga Homo ludens: o jogo como elemento da cultura, p.13

15 esportivizados (que contém alguns fundamentos de modalidades esportivas e onde as regras são alteradas e/ou criadas de outra forma) Jogando a criança cria, brinca, sonha, ganha e perde. Aprende a compartilhar alegrias e frustrações. O esporte O esporte é uma atividade corporal que teve origem na cultura européia (inglesa) do século XIX (pós Revolução Industrial), absorvendo as características mais marcantes desta como a eficiência, a competição, o rendimento e outros. Estrutura-se a partir de uma organização e institucionalização dentro de parâmetros que acabam por lhe definir uma ordenação segundo modalidades esportivas (voleibol, basquetebol, tênis, natação, etc.) dentro das quais os princípios da competição, da comparação objetiva e do rendimento corporal expressam-se como determinantes. Como uma prática social, o esporte absorveu, também, a ideologia do liberalismo que despontou junto com a Revolução Industrial e a reforçou na medida em que adotou e adota como princípio a idéia de que a rivalidade entre as pessoas pela obtenção da vitória se dá na forma de igualdade de chances. Mas, serão mesmo iguais as chances dos praticantes de esportes? A resposta todos sabemos: não. E é por termos essa clareza que devemos, na escola, saber trabalhar o esporte de forma a torná-lo um elemento de construção de valores críticos e solidários e não de exclusão daqueles tidos como menos habilidosos. Como um conteúdo de ensino o esporte deve ser de acesso a todos e não apenas a alguns mais dotados. Excluir alguns alunos/alunas do acesso a esse conhecimento é condená-los à ignorância.

16 Precisamos aprender a praticar o esporte da escola e não o esporte na escola 9. Isto é, trabalhar o conteúdo esportivo de acordo com as condições que a escola apresenta: materiais didáticos, nível técnico e tático dos alunos/alunas, número de participantes, estrutura física, etc. Não cabe à escola tentar reproduzir os padrões olímpicos pois se isso vier a acontecer, certamente o nível de exclusão será enorme e apenas alguns terão possibilidade de participar das aulas de Educação Física. Precisamos reinventar o esporte... o esporte da nossa escola!!!! O esporte do Ciclo Básico de Alfabetização A dança O que é a dança senão uma forma de expressão da cultura de um indivíduo, grupo social, comunidade, classe, religião, raça, etc.? O que é a dança senão uma criação de homens e mulheres concretos que utilizam-se do movimento como linguagem? Para o sociólogo francês Roger Garaudy, a dança é um modo de existir. Não apenas um jogo, mas celebração, participação e não espetáculo, a dança está presa à magia e à religião, ao trabalho e à festa, ao amor e à morte. Os homens dançaram todos os momentos solenes de sua existência: a guerra e paz, o casamento e os funerais, a semeadura e a colheita. 10 A dança é expressão através dos movimentos do corpo organizados em seqüências significativas e transmite sentimentos, emoções, valores, vontades, idéias, costumes, etc. constituindo-se em um rico elemento para conhecermos um determinado grupo cultural. 9 Valter Bracht. A Educação Física como aprendizagem social, p Roger Garaudy. Dançar a vida, p. 13.

17 Preservar a diversidade regional é fundamental para a consolidação da nossa identidade cultural. Dançar nosso povo é expressar nossa cultura. A luta Como elemento da cultura corporal, as lutas sempre estiveram presentes no cotidiano do ser humano. Seja como necessidade de sobrevivência, seja como esporte, seja como expressão de violência, seja como forma de arte. Diferentes culturas valorizam diferentes formas de luta. Os países orientais têm em lutas como o judô, o karatê e o taekwon-do não apenas uma manifestação esportiva mas também uma filosofia de vida. A palavra judô, por exemplo, significa via da suavidade, karatê relaciona-se com luta de mãos livres, sem armas e tae-kwon-do quer dizer o caminho dos pés e das mãos. Essas práticas corporais compõem o acervo cultural da humanidade e, por isso, podem ser trabalhadas enquanto conteúdo das aulas de Educação Física. Nós também temos uma luta genuinamente brasileira: a capoeira, que surgiu nas senzalas como uma forma de resistência dos negros à dominação branca. Como qualquer outra luta a capoeira contém uma história, marca de um povo e/ou grupo cultural constituindo-se por alguns movimentos básicos que permitem ao praticante expressar a sua criatividade e a sua livre movimentação. A ginga, por exemplo, marca as particularidades de cada praticante, sua expressão corporal, sua musicalidade e seu ritmo. Jogar a capoeira é fazer renascer o desejo de liberdade pelo qual foi criada. A mímica e as atividades circenses

18 Pode parecer estranho pensarmos nesses como conteúdos possíveis de serem trabalhados nas aulas de Educação Física. Mas a mímica não é uma forma de expressão corporal? Não é uma possibilidade de colocarmos nosso corpo a falar por nós, movimentando-se? A mímica pode ser entendida como um conjunto de expressões fisionômicas que têm uma função paraverbal (comunicação de um sentimento ou sensação). Nas escola ela envolve os gestos e os movimentos faciais utilizados nas atividades de expressão. E as atividades circenses? O malabarismo, o trapézio, os saltos ornamentais, as demonstrações atléticas, os equilibrismos não representam práticas corporais sistematizadas? Não apresentam o corpo em espetáculo? É sabido que para tais atividades é necessário muito treinamento e muita habilidade motora, além de força, resistência, equilíbrio, etc. Por que não trazer para a escola a alegria, a irreverência, a sátira e a ludicidade presentes no circo? Muitas das suas atividades assemelham-se à ginástica olímpica só que são trabalhadas com outro caráter, o que não significa que não sejam trabalhados com igual seriedade. Apresentar-se alegremente em um circo para divertir, alegrar, brincar é muito diferente de participar de uma competição com o desejo imperioso de vencer, de colocar no peito a medalha sonhada - a qualquer custo! Amplia-se no circo a noção de arte e de estética. O belo na mímica e no circo apresenta-se mascarado, travestido, oculto em vestes e maquiagens extravagantes. No entanto, ao apresentar-se revela, faz ver, amplia nossos entendimentos sobre nós mesmos e sobre o mundo. É outra forma de mostrar-se corporalmente, de expressar-se. Que tal, não podemos descer a lona do circo e fazer da escola um espaço onde se aprende com alegria e humor?

19 II - O CICLO BÁSICO DE ALFABETIZAÇÃO Como uma medida político-pedagógica da SEDUC, o Ciclo Básico de Alfabetização está fundamentado em uma perspectiva ampliada de currículo, rompendo definitivamente com aquela visão tradicional que o percebe apenas como um elenco de disciplinas. Os ciclos vêm mostrar que é possível trabalhar com alunos/alunas e com as alunas de forma a minimizar suas dificuldades na medida em que rompe-se com o etapismo que caracteriza o ensino seriado. Na Educação Física também é possível trabalhar no mesmo sentido, isto é, ampliando as possibilidades de acesso ao conhecimentos historicamente acumulado pela área. O Ciclo Básico de Alfabetização envolve as duas primeiras séries do ensino fundamental e reestrutura duas dimensões fundamentais do processo ensinoaprendizagem: o trato com o conhecimento e o tempo pedagogicamente necessário para a aprendizagem escolar. Metodologia do ensino da Educação Física para o Ciclo Básico de Alfabetização Uma vez conhecidos quais os conteúdos da Educação Física é necessário saber como trabalhá-los, ou seja, quais os procedimentos metodológicos que serão adotados para garantir ou não o êxito desta proposta. É fundamental que, ao trabalhar com o esporte, a dança, o jogo, a ginástica, a luta, o professor/professora o faça a partir de uma visão ampla que contemple as questões teóricas, conceituais, metodológicas e valorativas que estão sendo explicitadas

20 ao longo deste texto. Caso contrário não estará sendo concretizanda a proposta do Ciclo Básico de Alfabetização para o ensino da Educação Física. Assim, a título de orientação sugere-se que cada aula, independente do seu conteúdo, contenha os seguintes momentos: 1. Uma parte inicial onde acontecerá a apresentação do conteúdo, dos objetivos da aula e também a problematização dos conteúdos. Problematizar é colocar em questão, é duvidar, é provocar respostas. Esse momento é fundamental para a proposta pois é exatamente aqui que o professor/professora vai instigar a inteligência, criatividade e sensibilidade dos alunos/alunas. As respostas não estarão prontas nem pré-determinadas. Ao contrário: abre-se o caminho para a investigação, desperta-se a curiosidade da criança. É a partir desse momento que as ações se desenvolvem e onde a participação dos alunos/alunas é determinante para o acontecer da aula. Eles/elas ajudam a solucionar os problemas propostos, bem como suscitam novos problemas a serem resolvidos. Ao professor/professora cabe a condução do processo, a atenção para tudo o que se desenvolve. Ele/ela abandona o monopólio da decisão sobre as ações da aula mas jamais deixa de conduzir o processo de ensino-aprendizagem. É nesse momento que o professor/professora vai também exercer sua criatividade quando problematiza os conteúdos a serem desenvolvidos de forma a que eles sejam tanto desafiadores para as crianças como também estejam dentro das suas possibilidades de solução. Exemplo: Conteúdo da aula: ginástica Objetivos da aula: proporcionar às crianças atividades onde elas vivenciam situações de equilibrar. Problematização do conteúdo: questionar as criança sobre quem sabe o que é equilibrar e que formas de equilíbrio elas conhecem; questionar para que serve o equilíbrio e em que situações elas o utilizam; vivenciar as possibilidades apontadas pelos alunos/alunas;

21 2. Uma parte que decorre da inicial onde acontece a reflexão sobre o conteúdo e a conseqüente ampliação do referencial teórico Nesse momento o professor/professora vai intervir no sentido de possibilitar que os alunos/alunas ampliem seus conhecimentos sobre o conteúdo abordado. É aqui que vai confrontar várias possibilidades de solução para o (s) problema (s) levantado (s), fazendo com que as crianças reflitam sobre as diversas situações criadas na aula. Nesse momento o professor/professora vai historicizar o conteúdo eleito mostrando aos alunos/alunas como ele surgiu, a que necessidades atendeu, como se modificou ao longo da história, como hoje ele se apresenta na nossa sociedade, etc. Essa parte da aula é fundamental na proposta que estamos apresentando porque nesse momento descaracteriza-se a idéias da Educação Física ser apenas uma atividade que não requer conhecimentos profundos, e que para trabalhá-la na escola basta praticar determinadas atividades corporais e esportivas. Aqui o professor/professora mostra aos seus alunos/alunas que a Educação Física tem conteúdo tanto como a matemática, a geografia, a historia e que esse conteúdo precisa ser aprendido não só no ponto de vista da sua exercitação prática, mas também, da sua história, dos seus valores, etc. Exemplo: Conteúdo da aula: ginástica Objetivos da aula: proporcionar as crianças atividades onde elas vivenciam situações de equilibrar. Ampliação do referencial teórico: apresentar às crianças diversas maneiras de equilíbrio: dinâmico (em movimento), estático (parado), recuperado (após um movimento), equilibrar objetos com o corpo. mostrar vídeos, fotos onde pode ser identificadas situações de equilíbrio; mostrar nas diversas modalidades esportivas onde utiliza-se o equilíbrio; vivenciar situações de equilíbrio dinâmico, estático, recuperado, de objetos; vivenciar situações de equilíbrio com os materiais existentes na escola, bem como os recursos naturais: árvore, barranco, etc.

22 criar situações onde as crianças utilizam o equilibrar: equilibrar um bastão no cotovelo, palma da mão; atravessar um trave colocada entre duas cadeiras; fazer a posição do avião; caminhar sobre um tábua inclinada, etc. Ainda como parte da ampliação do referencial teórico é fundamental que aconteça a produção coletiva. Essa proposta entende como fundamental o momento em que os alunos/alunas discutem entre si as possíveis soluções para os problemas levantados na aula. O trabalho em pequenos grupos é muito interessante porque promove o debate, o sentido do coletivo, a educação para ouvir o outro e respeitá-lo. O professor/professora deve estimular momentos de trabalho coletivo em pequenos grupos cuja produção deve posteriormente ser socializada com os demais colegas (grande grupo). Exemplo: Conteúdo da aula: ginástica Objetivos da aula: proporcionar as crianças atividades onde elas vivenciam situações de equilibrar. Produção coletiva: dividir a turma em pequenos grupos sendo que cada um deles deve buscar soluções para os problemas levantados no início da aula; (pode ser tanto para o mesmo como para problemas diferentes); Exemplo: quais as formas de equilibrar que vocês conhecem? incentivar o registro das soluções encontradas na forma de desenho, letras, palavras; proporcionar que cada grupo apresente no coletivo o trabalho realizado (seja de pesquisa, seja de solução de problemas, seja de exercitação, seja de criação de exercícios, etc) incentivar os alunos/alunas a pesquisar na comunidade formas de equilíbrio que estejam relacionadas com as profissões que eles encontram no entorno da escola; criar situações que todos as crianças vivenciem as atividades propostas por cada grupo;

23 3. A última parte da aula deve centrar-se na sua avaliação Avaliar aqui não tem o sentido de dar nota ao aluno/aluna mas proporciona que o professor/professora obtenha um retorno sobre a aula que foi realizada. Por isso é importante dialogar com os alunos/alunas, levantar sua opinião, saber como foi que vivenciaram a aula. Essa avaliação pode ser feita de forma verbal, escrita ou desenhada; o importante é que seja feita pois a partir dela o professor/professora poderá pensar a próxima aula - poderá planejá-la de forma a manter relação entre elas. Como elementos importantes de seres observados/avaliados pelo professor/professora tanto individual como coletivamente estão a participação dos alunos/alunas nas atividades desenvolvidas durante a aula bem como a motivação com que participaram. Cabe registrar que a avaliação é um processo contínuo e está presente em toda a aula e não apenas no final para marcar um registro qualquer. A avaliação é um acompanhamento de toda a aula e é a partir dela que se pode modificar ou não o que foi proposto. Conteúdo da aula: ginástica Objetivos da aula: proporcionar as crianças atividades onde elas vivenciam situações de equilibrar. Avaliação da aula observar o grau de dificuldade que os alunos/alunas apresentam na execução dos exercícios de equilíbrio propostos; observar as situações de perigo que podem ser criadas na aula quando os alunos/alunas estão explorando os materiais: tábuas, bolas, aros, traves, árvores, etc. questionar as crianças em quais atividades eles sentiram maior dificuldade e porquê. E maior facilidade e porquê; questionar que significado aquela aula teve para os alunos/alunas que a vicenciaram. Onde eles utilizam e onde poderão utilizar aqueles conhecimentos que apreenderam; verificar o grau de dificuldades da turma em relação ao equilibrar.

24 Sugestão de conteúdos a serem desenvolvidos no Ciclo Básico de Alfabetização 11 Os conteúdos abaixo relacionados são sugestões mínimas. Cabe ao professor/professora utilizar seu repertório cultural e sua criatividade para, a partir deles, ampliar o leque de possibilidades de trabalho com a ginástica, a dança, o jogo, o esporte, a luta, a mímica e as atividades circenses. GINÁSTICA Formas ginásticas que trabalhem os fundamentos da ginástica: saltar, rolar/girar, trepar, equilibrar, balançar/embalar Formas ginásticas que apresentam desafios ao ambiente natural: barrancos, declives, aclives, árvores, valas, etc. Formas ginásticas que explorem diferentes materiais: cordas, bolas, aros, bastões, etc. Formas ginásticas que explorem materiais alternativos, de sucata, etc. Formas ginásticas que trabalhem com a identificação de sensações como prazer, medo, ansiedade, relaxamento, tensão, etc. Formas ginásticas que possibilitem o conhecimento do próprio corpo e sua possibilidade de movimentação;; Formas ginásticas que combinem fundamentos: saltar e equilibrar; rolar e saltar, etc. Formas ginásticas que explorem trabalhos em duplas, trios, quartetos, etc. Observação: O professor/professora deve propiciar um ambiente rico em materiais para que a criança possa explorar ao máximo suas várias possibilidades de movimentação. Esses materiais não são apenas aqueles formais como bolas, aros, bastões, alvos, cordas, etc. Por materiais entende-se também, além dos recursos naturais da escola (árvores, valas, aclives, etc.), objetos como tábuas, tijolos, blocos de cimento, pneus, etc. e também os materiais construídos a partir de sucata. Quando se pensa em material a partir dessa dimensão mais ampla fica esvaziado o discurso de que não se pode fazer um trabalho bom na escola porque ela é carente de materiais. 11 A seleção dos conteúdos foi realizada em consonância com a proposta crítico-superadora de Educação Física, explicitada no livro Metodologia de Ensino da Educação Física, escrito pelo

25 JOGO Jogos cujo conteúdo implique o reconhecimento de si mesmo e de suas possibilidades de movimentação; Jogos cujo conteúdo implique inter-relação com as outras disciplinas; Jogos cujo conteúdo implique a vida de trabalho do homem e da mulher, da comunidade, das diversas regiões do país, de outros países; Jogos cujo conteúdo trabalhe a conivência coletiva, suas regras e valores; Jogos cujo conteúdo implique elaboração de brinquedos para uso individual e coletivo; Jogos de salão (damas, xadrez, general, etc.) Jogos populares (amarelinha, queimada, pião, pipa, peteca, bolita, finca, etc. Jogos cujo conteúdo permita explorar materiais, objetos e aspectos naturais; Observação: O jogo é essencialmente uma atividade coletiva. Através dele a criança deve vivenciar experiências de solidariedade, de respeito aos limites seus e dos outros, de respeito à diferença. É também uma forma de construção de conhecimentos. Por isso, é importante que os alunos/alunas criem jogos a partir de desafios do professor/professora. Por exemplo: criar um jogo que utilize fundamentos do voleibol e do basquetebol; criar um jogo que exija uma grande participação do quadril; criar um jogo que trabalhe formas de lançar diferentes tipos de bolas, etc. ESPORTE Esportes individuais (atletismo, natação, tênis, etc); Esportes coletivos (futebol, basquetebol, voleibol, handebol, etc.) Esportes aquáticos (remo, natação, mergulho, vela, etc) Esportes terrestres (automobilismo, equitação, etc.) Esportes aéreos (paraquedismo, etc.) Esportes radiciais (rafting, canoagem, escalada, etc.); Esportes indígenas (corrida de tora, etc.) Observação: Conforme foi explicitado anteriormente, o esporte encontra-se estruturado a partir de modalidades esportivas. Na escola não é possível trabalhar com todas elas o que não significa que não se pode fazer com que os alunos/alunas conheçam muitas das suas modalidades através de vídeos, livros, revistas, jornais, etc. É importante aproveitar os conhecimentos que as crianças trazem das suas experiências pessoais pois estas têm significado social para os alunos/alunas e é para eles/elas que se dirige o processo ensinoaprendizagem. Coletivo de Autores (Carmen L. Soares, Celi Taffarel, Maria Elizabeth Varjal, Lino Castellani

26 Praticar o esporte na escola significa jogar com o outro e não jogar contra o outro, significa considerar que o adversário não é um inimigo mas um companheiro, uma vez que sem ele esta prática não existe. O professor/professora deve trabalhar com o conteúdo esporte de forma a privilegiar o coletivo e não o individual, flexibilizando as exigências técnicas e táticas (para o Ciclo Básico de Alfabetização o aprendizado da técnica deve ser mínimo pois as crianças ainda não estão psicológica, física e biologicamente preparadas para um esforço excessivo nem para uma exigência técnica apurada). É também importante que ao trabalhar o conteúdo esporte o professor/professora exerça sua criatividade, juntamente com os alunos/as, para solucionar problemas como falta de material esportivo e falta de espaço físico. É preciso trabalhar com os recursos disponíveis na escola buscando, também, alternativas possíveis como por exemplo: construção de material de sucata, solicitar aos alunos/alunas que tiverem algum material esportivo que tragam para a aula, os espaços procurar no entorno da escola possíveis lugares onde as aulas poderão ser realizadas, etc.). Esses obstáculos precisam ser enfrentados como possibilidade de aprendizado e busca de soluções e não como justificadores da ausência de um bom trabalho. DANÇA Danças de livre interpretação de músicas de diferentes estilos; Danças interpretem temas como: ações da vida diária, os estados afetivos, as sensações corporais; Danças que interpretem o mundo animal, vegetal e mineral; danças que interpretem as profissões de homens e mulheres; danças que interpretem histórias existentes e/ou criadas; Danças improvisadas a partir de sons e ritmos diferentes; Danças folclóricas de diferentes regiões do país; Danças regionais: o siriri, o rasqueado, o congo, danças indígenas, etc. Obsevação: É necessário estimular os alunos/alunas para a criação coletiva de pequenas coreografias e não apenas trabalhar com coreografias prontas ou ainda aquelas amplamente massificadas pelos meios de comunicação tipo Danças da Xuxa, do Tchan, etc.) A criança precisa vivenciar situações que perceba que ela mesma pode Filho, Michele O Escobar e Valter Bracht).

27 criar sua dança e não apenas reproduzir o já feito. Ela necessita exercitar seu potencial criador, conhecer o seu próprio ritmo. Precisa saber-se capaz de criar. LUTA Formas de luta que impliquem o conhecimento e controle do próprio corpo; Formas de luta que impliquem o conhecimento sobre sensações como insegurança, prazer, ansiedade, relaxamento, tensão, etc. Lutas orientais: karatê, jiu-jitsu, judô, tae-kwon-do; Capoeira regional e capoiera de Angola; Formas de luta das nações indígenas; medo, Observação: Como um conteúdo da cultura corporal, a luta não pode ser ignorada no específico da Educação Física. No entanto, é necessário que o professor/professora tenha muito cuidado quando trabalhar com esse conteúdo de maneira a fazer valer não a violência e o individualismo mas o respeito ao outro, a solidariedade e a convivência social. Cabe ressaltar que a técnica da luta, no caso do Ciclo Básico de Alfabetização, não é o que se propõe mas é importante que os alunos/alunas conheçam nessas atividades uma forma de expressão cultural. MÍMICA E ATIVIDADES CIRCENSES Formas de mímica que impliquem expressão gestual; Formas de mímica que desenvolvam a espontaneidade demonstrando sentimentos através da expressão facial como: sentimento de medo, insegurança, prazer, alegria, ansiedade, preocupação, etc. Formas de mímica que impliquem relacionamento grupal através da criação coletiva de diferentes poses; Formas ginásticas cujo conteúdo implique conhecimento sobre malabarismo; Formas ginásticas cujo conteúdo implique conhecimento sobre equilibrismo; Formas ginásticas cujo conteúdo implique conhecimentos sobre o trapézio e acrobacias aéreas; Formas ginásticas cujo conteúdo implique conhecimento sobre rolamentos, cambalhotas, pirâmides humanas, etc. Observação: O mundo do circo é um mundo que fascina porque atua com a alegria, com o cômico, com a descontração. Não há criança que não se encante com o circo. Assim como se pode pensar no esporte da escola se pode pensar também no circo da escola. O malabarismo, o equilibrismo, as acrobacias, as cambalhotas, os rolamentos, os saltos - conteúdos da ginástica - aqui são vivenciados como uma forma de apresentação e de espetáculo para os outros (colegas, escola, comunidade). O professor/professora pode

28 trabalhar com esse conteúdo evidenciando as peculiaridade das atividades que se apresentam no circo e que se diferenciam pelos seus elementos característicos: uma maneira específica de demonstrar a arte, a estética, a irreverência, o humor, enfim o espetáculo do corpo. Questões importantes a serem consideradas no ensino da Educação Física no Ciclo Básico de Alfabetização: temas transversais As questões elencadas abaixo são importantes porque estão intimamente relacionadas com os objetivos do Ciclo Básico de Alfabetização: um trabalho interdisciplinar que privilegie a inclusão e não a exclusão de alunos e alunas do processo ensino-aprendizagem. Por esse motivo, é que professores e professoras devem estar atentos para, nas suas aulas, privilegiar essas questões, independentemente do conteúdo que está sendo trabalhado pois elas caracterizam-se como temas transversais, Ou seja temas que estabelecem uma aproximação entre as disciplinas curriculares e a realidade social econômica e cultural do país. Temas que possibilitem a formação de sujeitos capazes de construir de forma autônoma seus sistemas de valores e, a partir deles, atuarem criticamente na realidade onde se inserem. Exemplificamos como temas transversais: relações de gênero, discriminação social, religiosa e racial, cidadania. Relações de Gênero Apesar de fazerem parte do gênero humano, homens e mulheres apresentam diferenças e essas diferenças são de duas ordens: Diferenças de sexo e diferenças de gênero. Diferenças de sexo são aquelas diferenças biológicas e que se apresentam desde nosso nascimento: homens e mulheres apresentam características físicas diferentes, homens e mulheres apresentam no seu corpo hormônios diferentes, etc. Diferenças de gênero são aquelas diferenças que se constróem na sociedade, na nossa cultura: a forma de vestir, a forma de sentar, a forma de se comportar, as profissões que são valorizadas para homens e para mulheres, etc.

29 Dentro da nossa sociedade, muitas vezes, diferenças de gênero são tidas como diferenças de sexo e isso implica querer afirmar que elas são naturais como por exemplo: homens são corajosos e mulheres são frágeis; homem gosta da rua e mulher gosta de ficar em casa, homem gosta de futebol, mulher gosta de fofocar. A pergunta é? Essas diferenças já nascem prontas ou são construídas pela cultura, pelas nossas atitudes, pelos nossos valores? Será que quando vestimos nossos bebês homens de azul e os incentivamos a jogar futebol e quando vestimos nossas meninas de rosinha e as colocamos para brincar de bonecas não estamos ajudando a construir essas formas de se comportar?? Pois é, quando falamos em diferenças de gênero estamos falando dessas diferenças que a cada dia povoam as nossas relações com as pessoas: no lar, no trabalho, na rua, na escola, na igreja, etc. Como essas diferenças não nasceram feitas é preciso compreender que elas podem ser modificadas e mais: é preciso compreender que HOMEM E MULHER NÃO PODEM SER TRATADOS UM COMO MELHOR QUE O OUTRO. Apresentamos diferenças sim, mas nem o homem é melhor que a mulher nem a mulher é melhor que o homem. Como seres humanos precisamos aprender a respeitar as diferenças que apresentamos e nos tratarmos com dignidade, sem humilhar ninguém só porque é homem ou mulher. Isso significa compreender relações de gênero e isso se ensina e aprende na escola, no cotidiano das aulas. Nesse sentido, é fundamental pensar e abordar relações de gênero nas aulas de Educação Física na tentativa de, desde muito cedo, forjarmos novas relações, novos comportamentos e atitudes por parte dos alunos e alunas. Discriminação econômica, social, religiosa, racial Da mesma forma que homens e mulheres são iguais enquanto seres pertencentes a espécie humana negros, brancos, índios, amarelos, ricos, pobres, muçulmanos, católicos, protestantes, espíritas, adventistas, etc não podem ser tratados de forma desigual porque agir assim é ser discriminatório e preconceituoso (a). A escola deve ser um espaço que semeia e fertiliza novas relações pois vivemos em uma sociedade multicultural onde o convívio diário possibilita estarmos

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