MELHORIA DO DESEMPENHO DE BETÕES PELO METACAULINO

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1 MELHORIA DO DESEMPENHO DE BETÕES PELO METACAULINO Joaquim Sampaio(1); J Sousa Coutinho (2); M Noémia Sampaio (3) 1 Professor Catedrático Jubilado, Faculdade de Engenharia Universidade do Porto, Portugal 2 Professora Auxiliar, Faculdade de Engenharia Universidade do Porto, Portugal 3 Investigadora, Faculdade de Engenharia Universidade do Porto, Portugal Endereço para correspondência: J Sousa Coutinho, Departamento de Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia, Universidade do Porto, R Dr Roberto Frias, Porto, Portugal fax : Resumo O metacaulino é obtido por tratamento térmico e eventual moagem a partir de caulino Foi levado a cabo, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto um programa de ensaios com vista a determinar a potencialidade da utilização de metacaulino obtido a partir de caulino português O programa de ensaios consistiu no fabrico de betão em laboratório em que o cimento foi substituído em 1% por metacaulino e o desempenho do betão foi comparado com betão equivalente produzido sem metacaulino Também se produziu betão equivalente em que o cimento foi substituído por 1% de sílica de fumo O conjunto de ensaios para comparar o desempenho dos três tipos de betão consistiram na determinação da resistência à compressão, determinação da absorção por capilaridade, determinação da resistência à carbonatação acelerada, determinação da resistência á penetração de cloretos através do ensaio rápido para determinação da permeabilidade aos cloretos definido pela ASTM (122-94) e também pelo Ensaio Rápido CTH Todos os ensaios permitiram concluir da vantagem de utilização do metacaulino sobretudo em termos de durabilidade do betão armado sendo que futuros trabalhos de investigação poderão optimizar o método de preparação de metacaulino para se obter um desempenho ainda melhor Essa optimização, já em curso diz respeito á temperatura, tempo e condições de queima e tempo e método de moagem, aplicados aos tipos de caulino disponíveis em Portugal 43º Congresso Brasileiro do Concreto 1

2 1 Introdução 11 Histórico No século XX tem-se verificado um aumento substancial na utilização de adições e adjuvantes por parte das industrias de cimento e betão, estimando-se que a taxa de consumo continue a aumentar devido, sobretudo ao desenvolvimento de superplastificantes e superpozolanas tais como: sílica de fumo, cinzas de casca de arroz, metacaulino, cinzas volantes de elevada finura e escórias de alto forno de elevada finura que possibilitam o emprego de grandes quantidades de pozolanas, cinzas e escórias comuns em cimentos compostos As principais razões que levam ao aumento do consumo de adições são várias Sabe-se que é possível reduzir substancialmente o consumo de energia e portanto reduzir os custos, quando são utilizados subprodutos industriais tais como cinzas volantes ou escórias de alto forno para substituir parcialmente o cimento portland cuja produção consome energia de uma forma intensa A presença de adições no betão acarreta, como se sabe, uma melhoria significativa de trabalhabilidade e durabilidade Também se sabe que o uso de subprodutos industriais como adição ao cimento, para produção de betão é um método "amigo do ambiente" pois são aproveitadas grandes quantidades de materiais que de outra forma poluiriam a terra, o mar e a atmosfera Segundo MEHTA (1994) a produção anual de cimento era de cerca de 12 biliões de toneladas que se prevê cresça exponencialmente, sendo de cerca de 35 biliões de toneladas em 215 Prevê-se também que o grande aumento das quantidades de cimento necessárias será suprido não pelo incremento na produção de clínquer portland mas sim pelo crescimento da utilização de materiais cimentícios suplementares Como para cada tonelada de clínquer de cimento está associada a emissão de uma tonelada de dióxido de carbono, foi sugerido que esta abordagem seja implementada para prevenir um possível desastre ecológico por aquecimento global Foi recomendado que a produção de clínquer portland seja limitado a 1 bilião de toneladas/ano; que sejam utilizadas 85 milhões de toneladas de adições para o fabrico de cimentos compostos e os restantes 165 milhões sejam conseguidos à custa do fabrico de produtos de metacaulino activado por álcalis que não contém cimento portland A pressão para se utilizarem maiores quantidades de adições em industrias de cimento e betão, é cada vez maior à medida que se vai pondo em causa, cada vez mais, a durabilidade de estruturas de betão fabricado com cimento portland É um facto que tem sido cada vez mais intensa a necessidade de reparação e reabilitação de estruturas de betão armado em ambientes agressivos, como por exemplo os marinhos com sais contaminantes, etc Investigações recentes na área das adições tem vindo a demonstrar que betões de elevado desempenho, com boa trabalhabilidade no estado fresco e elevada durabilidade em serviço, podem ser produzidos através de uma escolha judiciosa das adições e da definição da composição De facto as adições reduzem a permeabilidade do betão cuja microestrutura é mais densa e homogénea em virtude da segmentação dos poros maiores e redução da quantidade e tamanho dos cristais de hidróxido de cálcio Os desenvolvimentos recentes poder-se-ão resumir como se segue: Utilização de grandes quantidades de cinza volante em combinação com superplastificantes para produção de betão estrutural de elevada qualidade 43º Congresso Brasileiro do Concreto 2

3 Materiais de elevada superfície específica que, usados mesmo em pequenas quantidades, em combinação com superplastificantes produzam betões de elevado desempenho Estes materiais são: a sílica de fumo, cinza de casca de arroz, metacaulino, cinza volante superfina, escória de alto forno superfino (MEHTA, 1994) Em alguns países (França, Bélgica, Suíça, Holanda, Alemanha) é cada vez mais reduzida a disponibilidade de escórias e cinzas de qualidade, para a produção de cimentos compostos com o consequente aumento de custos desses materiais Além disso e por economia de energia e protecção do ambiente (redução das emissões de CO 2 ) o clínquer do cimento deveria ser substituído, sempre que possível, por materiais de hidraulicidade latente ou pozolanas O metacaulino constitui uma fase de transição pouco cristalizada obtida por calcinação de caulino e cuja activação pozolânica pelo hidróxido de cálcio fornece produtos de composição e estrutura similares aos produzidos com cimento Portland (AMBROISE, et al, 1994) A reactividade pozolânica óptima de um metacaulino depende da cristalinidade de origem, da granulometria e do grau de amorfização Estes três aspectos são interdependentes e modificáveis através da tecnologia O estudo de argilitos demonstrou que apesar de alguns problemas relacionados com a calcinação devido à presença de carbonatos, uma argila contendo 2% de caulinite pode vir a constituir um material pozolânico Este aspecto abre enormes perspectivas quanto à industrialização destes produtos É importante o tipo de cimento utilizado pois o mesmo metacaulino pode vir a ser mais ou menos eficaz conforme o tipo de cimento associado A complementaridade das granulometrias e o diferencial em termos de forças electrostáticas entre as partículas são aspectos essenciais determinantes dessa eficácia O estudo de diferentes ligantes cimento/metacaulino demonstrou que para além da quase eliminação do hidróxido de cálcio da matriz cimentícia, se verificou uma hidratação mais completa dos compostos anidros do cimento com formação de uma rede porosa mais fechada, isto é, constituída por poros de menor diâmetro Todos estes factos concorrem para a melhoria da durabilidade (MARTIN-CALLE, 1989) Os solos argilosos podem ser transformados em pozolanas reactivas por calcinação a temperaturas de 7-8 o C A caulinite é transformada em metacaulino de acordo com a reacção seguinte: Al 2 Si 2 O 5 (OH) 4? Al 2 Si 2 O 7 + 2H 2 O (Equação 1) O metacaulino é um mineral capaz de consumir rapidamente hidróxido de cálcio (PERA et al, 1998) 12 PROGRAMA DE ENSAIOS O programa de ensaios descritos neste trabalho foi realizado com o objectivo de avaliar o efeito de substituir parcialmente (1%) o cimento por metacaulino obtido a partir de um caulino de Portugal O programa de ensaios consistiu em comparar o desempenho de betão com metacaulino em substituição parcial (1%) do cimento com betão equivalente (control) mas sem metacaulino Também se considerou betão equivalente mas com substituição parcial (1%) do cimento por sílica de fumo (comercializada), uma pozolana de características conhecidas sobretudo em termos de melhoria da durabilidade do betão O desempenho dos diferentes tipos de betão 43º Congresso Brasileiro do Concreto 3

4 (betão de control, 1% de metacaulino e 1% de sílica de fumo) foi avaliado através de ensaios de resistência à compressão, absorção por capilaridade, carbonatação acelerada e resistência à penetração de cloretos 121 Betão Como referido anteriormente foram considerados três tipos de betão de composições equivalentes excepto no que respeita ao ligante Numa das composições (betão de control) o ligante foi apenas cimento Numa outra composição, 1% do cimento foi substituído por metacaulino (1% MTK) obtido em laboratório e uma terceira composição, 1% do cimento foi substituído por sílica de fumo comercializada (1% SF) Apresentam-se as referidas composições na tabela 1 Composição Tabela 1 Composição dos betões Control Substituição parcial do cimento por CTL 1% SF 1% MTK Cimento kg/m Sílica de fumo kg/m Metacaulino kg/m Areia fina kg/m Areia grossa kg/m Agregado fino 5/15 kg/m Agregado grosso 15/25 kg/m Superplastificante % L 1, Água (w) L/m Água/ligante w/l Abaixamento mm L = Ligante O cimento utilizado foi o cimento CEM tipo 2 classe 325 de acordo com a legislação portuguesa actual A sílica de fumo comercial, de acordo com a legislação portuguesa apresentou massa volúmica 22 g/cm 3 Utilizou-se também um superplastificante (12% da massa do ligante) Os agregados utilizados cujas curvas granulométricas se apresentam na figura 1, foram dois tipos de areia natural siliciosa e duas classes de agregado grosso britado mm,1, areia fina areia grossa (ASTM) /4" 5 3/8" 1/2" 3/4" 1" 11/2" 2" 3" d 5/15 15/25 Figura 1 Granulometrias dos agregados usados no fabrico do betão 43º Congresso Brasileiro do Concreto 4

5 Foi betonado um espécimen de betão de dimensões aproximadas 3? 2? 8 cm para cada composição (figura 2) Figura 2 Especímenes betonadas A betonagem foi realizada em camadas sucessivas cada uma seguida de compactação com vibrador de agulha e no final os moldes foram cobertos com plástico Ao fim de 3 horas desmoldaram-se as especímenes tendo-se procedido à cura durante mais 5 dias, a 2 o C 122 Ensaios ao metacaulino Entretanto procederam-se a uma série de ensaios relativos ao caulino e metacaulino, este obtido a partir do caulino incinerado em laboratório a uma temperatura de 45 o C durante 3 horas, seguido de uma moagem rudimentar em laboratório A figura 3 diz respeito à análise termogravimétrica do caulino e na figura 4 apresentam-se fotografias do Microscópio Electrónico de Varrimento de caulino antes e depois de incinerado em laboratório, tendo-se obtido uma análise química qualitativa para o metacaulino, apresentado na figura 5 STA 15H Rheometric Scientific SMPL ID: CAULINO RUN ID : 1 C/min SIZE: 2122 mg OPERATOR: Cris-IPN DATE RUN: Apr/29/1999 GAS 1: Ar (48%) Gas 2: COMMENT: ensaio 2 t Análise termogravimétrica diferencial 6 4 massa (%) Análise termogravimétrica Temperatura (ºC) Figura 3 Análise termogavimétrica de caulino Português 43º Congresso Brasileiro do Concreto 5

6 CAULINO METACAULINO X 1 X 1 X 75 X 75 X 2 X 2 Figura 4 Fotografias de caulino, à esquerda e caulino incinerado (metacaulino), à direita, correspondentes a aumentos de 1, 75 e 2 vezes obtidos por microscopia electrónica de varrimento Fórmula do composto Al 2 O 3 SiO 2 K 2 O Na 2 O MgO FeO Figura 5 Análise química qualitativa de metacaulino Composto normalizado % 4,7 54,9 2,5,2,3 1,5 Foram realizados outros ensaios sobre o metacaulino tendo-se obtido um valor para a massa volúmica de 2,6 g/cm 3, para a superfície específica (BET) 18,22 m 2 /g e a distribuição granulométrica obtida por difracção de raios laser apresenta-se na figura 6 O ensaio relativo à difracção de RaiosX resultou no diagrama da figura 7 43º Congresso Brasileiro do Concreto 6

7 Curva cumulativa Volume (%) Curva granulométrica Diâmetro (? m) Figura 6 Distribuição granulométrica do metacaulino Figura 7 Difracção de raiosx em metacaulino 123 Ensaios ao betão Após o período de cura retiraram-se de cada espécimen, por carotagem, carotes cilíndricas localizadas de acordo com a figura 8 Estas carotes foram então utilizadas nos diversos ensaios para avaliação do desempenho dos diferentes tipos de betão Control 1%SF MTK Resistência Absorção capilar Carbonatação Figura 8 Localização dos provetes para os diversos ensaios 43º Congresso Brasileiro do Concreto 7

8 Resistência à compressão Os ensaios de resistência à compressão foram realizados aos 8 dias em provetes cilíndricos de 94 mm de diâmetro e aproximadamente 1 mm de comprimento obtidos a partir de carotes localizadas de acordo com a figura 8, às quais foram serrados os discos exteriores de 5 mm aproximadamente, utilizados para os ensaios de resistência à penetração de cloretos Os resultados dos ensaios apresentam-se na Tabela 2 e a figura 9 Tabela 2 Resistência à compressão aos 8 dias (MPa) Localização Média Controle 1% SF 1% MTK 36,2 39,4 36,4 35,4 38,6 36,4 33,7 38,1 36,4 35,1 38,7 36,4 Resistência à Compressão (8 dias) MPa Control 1%SF 1%MTK Figura 9 Resistência à compressão aos 8 dias (MPa) Absorção por capilaridade Os ensaios de absorção por capilaridade foram realizados de acordo com uma recomendação da RILEM (TC116-PCD, 1999) adaptada e aplicada a provetes com 15 dias de idade e de dimensões aproximadas de 74 mm de diâmetro e 1 mm de altura correspondentes a metade das carotes cuja localização se apresentou na figura 8 Os provetes foram previamente pintados com um anel de cerca de 1 mm de espessura de tinta epoxídica (impermeável) junto ao topo do provete correspondente à face de cofragem para garantir a absorção capilar apenas por essa face Depois de bem seca a tinta, os provetes foram colocados numa estufa ventilada a 4ºC para secagem até massa constante Em seguida os provetes foram colocados com a face correspondente à cofragem imersa em cerca de 3 mm de água apoiados numa rede dentro de um recipiente com tampa Durante o ensaio procedeu-se a pesagens sucessivas de cada provete até perfazer 4 horas a partir do momento da colocação do provete na água Sabe-se que a absorção de água por capilaridade no betão é dependente da raiz quadrada do tempo e pode ser modelada pela seguinte equação (HALL, 1989): A = a o + St,5 (Equação 2) em que A (mg/mm 2 ) é a absorção de água por unidade de superfície do betão desde o instante em que o provete foi colocado na água, S é o coeficiente de 43º Congresso Brasileiro do Concreto 8

9 absorção do material, t é o tempo passado desde o instante inicial e a o (mg/mm 2 ) é a água inicialmente absorvido pelos poros em contacto com a água Os ensaios de absorção por capilaridade conduziram aos resultados apresentados na figura 1 em que a partir dos dados correspondentes a cada provete se determinou, por regressão linear, funções lineares equivalentes á equação (2) tendo-se obtido valores do coeficiente de correlação superiores a 9939 Os coeficientes de absorção (S) obtidos, apresentam-se na tabela 3 e figura 11 1,6 1,4 1,2 1, mg/mm 2 y = 927x + 36 R 2 = 9953 CTL y = 951x R 2 = 9985 CTL y = 936x R 2 = 9986 CTL y = 68x R 2 = 9987 SF y = 596x R 2 = 9945 SF y =,686x +,1387 R 2 =,9966,8,6 y = 821x R2 = 9984 MTK,4 y = 695x R 2 = 9939 MTK,2 y = 629x R 2 = 9946 MTK, t(min) Figura 1 Regressão linear aos resultados dos ensaios de absorção por capilaridade Tabela 3 Coeficiente de absorção (mg/(mm 2 Xmin 1/2 )) aos 15 dias Provete Média Controle 1% sílica de fumo 1% metacaulino CTL SF MTK Coeficientes de absorção (15 dias) mg/(mm 2 Xmin 1/2 ),1,8,6,4,2 control 1%SF 1%MTK Figura 11 Coeficientes de absorção médios para os diversos tipos de betão 43º Congresso Brasileiro do Concreto 9

10 Resistência à carbonatação Os ensaios de resistência à carbonatação foram realizados em provetes com dimensões aproximadas de 74 mm de diâmetro e 25 mm de comprimento correspondentes aos discos exteriores de cada carote localizada de acordo com a figura 8 e obtidos por serragem Estes discos foram impermeabilizados com tinta epoxídica a dois componentes em toda a superfície excepto na face correspondente à cofragem Depois foram inseridos numa câmara com % de dióxido de carbono de acordo com a especificação do LNEC E 391, com o objectivo de acelerar a carbonatação Após 136 dias os discos foram abertos e pincelados com solução de fenolftaleína tendo-se obtido os resultados apresentados na tabela 4 e figuras 12 e 13 Tabela 4 Profundidade de carbonatação (mm) Provete Média Control 1% sílica de fumo 1% metacaulino CTL SF MTK CTL SF MTK Figura 12 Avaliação da profundidade de carbonatação Profundidade de carbonatação mm control 1%SF 1%MTK Figura 13 Profundidade de carbonatação média após ensaio acelerado em provetes dos diferentes tipos de betão Resistência à penetração de cloretos (ASTM) A resistência à penetração de cloretos pode ser avaliada pelo ensaio designado por Determinação rápida da permeabilidade do betão aos cloretos regulamentado pela ASTM (122-94, 1994) e AASHTO (T ,1983) O método consiste em quantificar a corrente eléctrica que passa num provete de betão de medidas aproximadas de 5 mm de espessura e 1 mm de diâmetro, 43º Congresso Brasileiro do Concreto 1

11 quando é aplicada uma diferença de potencial de 6 V durante um período de 6 horas Os iões cloretos são forçados a migrar de uma solução de NaCl em contacto com uma das faces do provete e sujeita a uma carga negativa, para o interior do betão até à outra face onde se encontra solução de NaOH carregada positivamente figura 14 Os provetes de betão são preparados previamente segundo um procedimento especificado para garantir a sua completa saturação com água e depois são ensaiados O resultado do ensaio corresponde ao valor da carga total passado, em Coulombs que dá indicações da resistência do betão à passagem de iões cloreto Os resultados destes ensaios realizados aos 9 a 1 dias, são apresentados na tabela 5 e figura 15 Tabela 5 Resultados do ensaio de determinação rápida da permeabilidade aos cloretos em Coulombs e permeabilidade à penetração de iões cloreto, segundo ASTM Provete Média Permeabilidade Controle 1% sílica de fumo 1% metacaulino CTL SF MTK moderada muito baixa muito baixa Figura 14 Equipamento para a determinação rápida da permeabilidade do betão aos cloretos Permeabilidade aos cloretos 25 2 Coulombs CTL 1%SF 1%MTK Figura 15 - Resultados médios para os diferentes tipos de betão da Determinação rápida da permeabilidade aos cloretos segundo ASTM º Congresso Brasileiro do Concreto 11

12 Resistência à penetração de cloretos (CTH) O ensaio descrito anteriormente (ASTM ) é um ensaio simples e rápido para avaliação da permeabilidade aos cloretos mas tem sido alvo de algumas críticas (ANDRADE, 1993; ANDRADE et al, 1994) Entretanto outros ensaios tem sido propostos, tais como o Método Rápido CTH, desenvolvido por LUPING (1996) Este consiste num método de migração não estacionário baseado numa relação teórica entre os fenómenos de difusão e migração O Coeficiente de Difusão Aparente (D ns ) é calculado após um ensaio de migração acelerado, em que é medida a profundidade de penetração de cloretos ( x d ) por titulação com uma solução de nitrato de prata sobre as superfícies de fractura dos provetes abertos por compressão linear As equações são as seguintes: D ns? RTL ZFU x d?? t x d (Equação 3)?? 2 RTL?? C? erf? 2 1?? 1 ZFU? Co d?? (Equação 4) Com: D - Coeficiente de Difusão Aparente obtido num ensaio de migração estacionário ns (cm 2 /s) R - Constante dos gases (R = 8314 J/molK) T - Temperatura absoluta (K) L - Espessura do provete (cm) Z - Valência iónica F - Constante de Faraday, F = 9648? 1 4 J(Vmol) U - Diferença de potencial efectivamente aplicada (V) x - Profundidade de penetração medida pelo método colorimétrico (cm) d t - Duração do ensaio (s)? - Constante de laboratório? - 76 se a concentração na solução externa de cloretos for de 5M C d - Concentração de cloretos livres para a qual a cor se altera quando se utiliza o método colorimétrico para medir a profundidade de penetração de cloretos (kg Cl /m 3 solução) C - Concentração de cloretos livres da solução externa de cloretos o Na tabela 6 e figura 16 apresentam-se os resultados dos Coeficientes de Difusão Aparente obtidos pelo Método Rápido CTH Tabela 6 Coeficientes de Difusão Aparente D ns (cm 2 /s) Localização Média Control CTL 295? ? ? ? 1-8 1% sílica de fumo SF 54? ? ? ? 1-8 1% de metacaulino MTK 73? ? ? ? º Congresso Brasileiro do Concreto 12

13 cm 2 /s Método Rápido CTH Coeficientes de Difusão Aparente-Dns 3,E-7 2,5E-7 2,E-7 1,5E-7 1,E-7 5,E-8,E+ CTL 1%SF 1%MTK Figura 16 Coeficientes de Difusão Aparente para os vários tipos de betão 13 Discussão e Conclusões Apresentam-se na tabela 7 os resultados, em termos de percentagens, dos benefícios em cada propriedade analisada pela utilização do metacaulino no betão, relativo ao betão de control Tabela 7 Benefícios obtidos nas várias propriedades, analisadas no betão com metacaulino e comparadas com betão de control Propriedade Benefício Resistência à compressão Coeficiente de absorção Resistência à carbonatação Resistência aos cloretos ASTM e AASHTO Método Rápido CTH 4% 23% 58% 66% 74% Estes resultados confirmam que a utilização do metacaulino como substituto parcial do cimento traz imensas vantagens sobretudo do ponto de vista da durabilidade do betão armado Estas vantagens poderiam ainda ser melhoradas se a temperatura de incineração fosse mais elevada como se pode depreender pela análise da figura 3 Outra forma de melhorar ainda mais as qualidades do metacaulino será com uma moagem mais eficaz Todos estes aspectos, assim como os tempos e temperaturas de cozedura aplicados a caulinos de diversas origens em Portugal vão ser investigados e analisados, tendo em consideração também os vários tipos de cimento a utilizar nos betões Referências AASTHO Designation T277-83; 2: Standard method of test for resistance of concrete ion penetration FHWA, º Congresso Brasileiro do Concreto 13

14 AMBROISE, J, MAXIMILIEN, S E PERA, J, Properties of Metakaolin blended cements Advanced Cement Based Materials, vol 1, pp , Ed Elsevier Science, 1994 ANDRADE, C, 1993, Calculation of Chloride Diffusion coefficients in concrete from ionic migration measurements Cement and Concrete Research Vol 23, pp ANDRADE, C, SANJUAN, MA, RECUERO, A, E RIO, O, 1994, Calculation of chloride diffusivity in concrete from migration experiments in non steady-state conditions Cement and Concrete Research Vol 24, nº 7, pp ASTM C122-94: Standard test method for electrical indication of concretes ability to resist chloride ion penetration American Society for Testing and Materials, 1994 HALL, C, Water sorptivity of mortars and concretes Review, Magazine of concrete Research Vol 41, nº 147, pp 51-61, June 1989 LNEC E 391 Determinação da resistência à carbonatação LUPING, T, Chlorid Transport in Concrete-Measurement and Prediction, PhD Thesis, Publication P-96; b Chalmers University of Technology, Department of Building Materials, Goterborg, Sweden, 1996 MARTIN-CALLE, S, Pouzzolanicité d argiles thermiquement actives: Influence de la mineralogie et des conditions de calcination Tese, INSA Institut National des Sciences Appliquees de Lyon, França, 1989 MEHTA, PQ, Mineral admixtures for concrete An overview of recent developments Advances in cement and concrete Proceedings of an Engineering Foundation Conference, University of Newhampshire, Durham, ASCE, pp , 1994 PERA, J, AMBROISE, J, E MESSI, A, Pozzolanic Activity of Calcined Laterite Silicates Industriels Ceramic Science and Technology, Vol 63, Nr 7-8, pp , July-August, 1998 RILEM TC116-PCD: Permeability of concrete as a criterion of its durability, C: determination of the capillarity absorption of water of hardened concrete Materials and Structures, 32, pp , April º Congresso Brasileiro do Concreto 14

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