HISTORICA DA SOFISTICA

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1 A CONTRIBUIÇ~O HISTORICA DA SOFISTICA A EDUCAÇ~O. A RELAÇ~O ENTRE PODER, SABER E DISCURSO. José Gui llel"ltlo de 1 a A 1 t ag \- ;.:\c i a

2 ,., I "'" A CONTRIBUICAO HISTORICA DA SOFISTICA A EDUCACAO:... A RELACAO ENTRE PODER, SABER E DISCURSO Josj Guillermo de la Altagracia Guetrero S'nchez Orientador: Josj A.Motta Pessanha Dissertaçio submetida como requisito parcial para a obtençio do grau de mestre em Educaçio Rio de Janeiro Fundaçio Getúlio Vargas Instituto de Estudos Avançados em Educação Departamento de Administraçio de Sistemas Educacionais 1.99:1.

3 RESUMO Esta pesquisa tem como objetivo b'sico resgatar a contribuiç~o da sofística grega à teoria geral da educaç~o analisando-a como paradigma da gênese teórica e histórica da relaç~o entre poder, saber e discurso na educaç~o ocidental. Em primeiro lugar, mostra-se que, contrariamente à crítica da filosofia que considerou-a falsa sabedoria, a sofística representou um autêntico movimento pedagógico, o primeiro do Ocidente que sustentou uma concepç~o orgânica entre educação, política e discurso. Em segundo lugar, afirma-se que a sofística foi um movimento pedagógico autêntico, mas diverso e contraditório internamente e muito ligado às condiç5es políticas da Gr~cia. A quest~o da sofística ganha neste estudo toda sua relevância em função de uma diferenciação fundamental: a primeira ou antiga sofística e a nova ou segunda sofística. Sublinha-se a contribuiç~o positiva, principalmente, da primeira sofística e explica-se por que mudou sua conotaç~o original de sabedoria, muito popular na democracia, para sua contr'ria de falso saber, amplamente rejeitada durante a demagogia e a queda da cidade. Considera-se que o resgate da sofística ~ uma importante contribuição para repensar a educação atual segundo sua pr6pria tradiç~o hist6rica.

4 , RESUME Cette recherche a pour but de r~examiner la contribuition de la sophistique grecque pour la th~ori~ g'nerale de l'education. Elle I 'analise comme um paradigme de la genese th~orique et historique du rapport entre le pouvoir, le savoir et le discours dans I 'education occidentale. Premi~rement on remarque que, contrairement i la critique de la philosophie qui considerait la sophistique comme um faux savoir, la sophistique a represent' um authentique mouvement pedagogique, le premier de l'occident qui a 'tabli une conception organiqur entre education, politique et discours. Deuxiemement on affirme que si la sophistique a été um authentique Mouvement pedagogique elle a 't' divergente et contradictoire em soi-m~me et tres li'e aux conditions politiques de la Gr~ce. Le probleme de la sophistique gagne toute son importance dans cette recherche i cause de la diff'rence établie entre la premiere ou l'ancienne sophistique et la nouvelle ou deuxieme sophi.tique. On remarque surtout la positive contribuition de la sophistique ancienne et on explique comment elle passe d'une conotation original de sagese tres populaire dans la democratie, i une conotation de faux savoir qui a ~té fortement rechassée pendant la demagogie et pendant la chute de la cité. On considere que le réexemen de la sophistique est une importante contribuition pour repenser l'education actuelle selon sa propre tradition historique.

5 "A prcndmidade da ~o.,ist ica I a~ bú~~oja~ habituais en Jouquece,." B,CASSIN

6 "As ciências que possuimos provieram em sua maior parte dos gregos... Contudo, a sabedoria dos gregos era professora I e pródiga em disputas -que é um gênero dos mais.. ~dversos à.investig,"a>.;:á"'o da verdade. Desse modo, o nome de sofistas, que aplicado depreciativamente aos que se pretendiam filósofos e foi que acabou por designar aos antigos retores Górgias, Protágoras, Hipias e Polo compete igualmente a Platão, Aristóteles, Zenão, Epicuro, rer,frasto e aos seus sucessores. Entre eles havia apenas esta diferen>.;:a: os primeiros eram do tipo errante e mercenário, percorriam,"as c.idades, ostentando,"a sua sabedoria e e,"dgindo est ipêndioi os outros, do tipo mais solene e comedido, tinham moradas abr i ram escolas ensinavam fi 10sofi,"A gratuitamente. f1as ambos os gêneros, apesar das demais disparidades, eram professorais e favoreciam disputas... " ERANCIS BACON

7 !NDICE f'.á.s.. 'oi I NTRODUCAO... 1 I. A POLIS GREGA A DEMOCRACIA DE ATENAS Da monar quia à a\- ist ocrac ia Reforma hop I i t a e democrac ia Sólon e o início da democracia Pisístrato, a tirania ou a democracia antecipada Clistenes e a revoluç~o democritica j='(,hicles e a de-mocracia clássica Antiga e nova educa,io na democracia..., A PRIMEIRA SOFtSTICA COMO FENQMENO HISTORICO DA EDUCACão Retórica, política e educaç~o... '" A profiss~o de p\-ofesso\ A revoluç~o intelectual da sofística As doutrinas dos primeiros ou antigos sofistas

8 f'.ájl. IV. A GUERRA DO PELOPONESO, A DEMAGOGIA E QUEDA DA CIDADE' O CONTEXTO HISTORICO-POI XTICO DA SEGUNDA SOFISTICA A Guerra do Peloponeso A demagogia e a tirania do poder político A queda de Atenas Guerra, política e ret6rica V. A QUEST!O DO ESTIGMA DO SOFISTA Pbqsis versus nómos A concepção humanista da pbqsis A concepção utilitarista da pbqsi$ A concepção educacional da segunda sofística e a unidade da sofistica CONCLUSOES B I DL I OGRAF I A GERAL

9 INTRODUCAO A educação ocidental tem-se desenvolvido historicamente como produto da relação entre poder, saber e discurso. Não obstante, a tradição pedagógica predominante desde Platão tem criticado e rejeitado qualquer concepção que sustente sua necessiria e real correspondincia. Na atualidade, H.Foucault é um dos autores que mais têm insistido na obrigatoriedade de axaminar a poder/saber/discurso não tanto como termos isolados e incompatíveis, mas como uma totalidade, uma rede complexa historicamente estruturada (1972, 1979, 1981). Assim, é preciso concordar com o autor que "o poder político não está ausente do saber; pelo contririo, esti tramado com este" (1979:5-6), e que "não hi saber sem uma pritica discursiva definida" (Ibid.), assim como "t oda pl-it ica discursiva pode-se def'in i r pelo saber que el a forma" <1972:221>. Esta pesquisa tem como objetivo resgatar a contribuição da primeira sofística à teoria geral da educação, e coloca-se numa linha foucaultiana só na medida em que analisa-a como paradigma da ginese teórica e histórica da relação entre poder, saber e... L

10 discurso na educa~ão ocidental <*). Com efeito, mostra-se que, contrariamente i crítica da filosofia que considerou-a como falsa sabedoria, a sofística grega representou um autintico movimento pedagógico e os sofistas foram os primeiros pedagogos profissionais da Grjcia e de Ocidente, assim como tambjm, os fundadores de uma concepção orgânica da educação, da teoria política e da análise e prática do discurso. Nesse sentido, o seu resgate fornece necessariamente importantes subsidios a toda concepção atual que fundamentar uma relação global entre educação, política e linguagem.... EDUCACAO j a palavra de origem latina que corresponde i PAIDEIA dos gregos, mas só de uma maneira aproximada. ~ que esta designa claramente a finalidade, o conte~do intelectual e cultural em oposição ao só adestramento. Em tal sentido amplo, paidgia compreende tambjm o ideal humanista universal de uma cultura ético-política (Dilthe~ 1965:21). Jaeger explica que, cada um dos termos modernos -civilização, cultura, tradição e atj educação- <*) Não é objetivo destfi1 trabalho discutir o pensal1lento de 11. Foucault nem sua rela~ão com a so,ística, l1ias lembra-se que "fiiobre a teoria do discurso COl1l0 estratégia política o autor a'i rl1lou: "neste ponto estou radica lmente do lado dos "fiio'istas" (19,79: 155). Outros autores l1iodernos que tem estudado a sl".istica e que devel1l ser citados são: Hegel, o prime.iro que reabi 1 itou aos sofistas (Janet 18,7e:I:,7t;')j Jaeger (s.d.), Unterstsiner (196,'7".1, RalllnOWf (1t;',7.f,., Irfondol'o (1964, 1t;'68,., Levi (1966), Dilthe!f (1944, 1965, 19,73,., Rome!fer-Dherbe!f (1986), Irfarrou (1t;'.7t;'), Dupréel (198tJJ, ROl1lilly (J.988,., {;uthrie (1988,. e Cassin (1t;'t;'tJJ...., i::.

11 limitam-se a exprimir apenas um aspecto, e que para abranger o campo total do conceito grego "teríallos de ellpregá-ios todos de uma só vez" <s.d. 1). Ainda que não se possa evitar o uso de expressões modernas, os estudos atuais sobre educação grega procuram retomar a unidade originária de todos os aspectos unidade vincada na palavra grega- e não a diversidade sublinhada e consumada pelas locuções modernas (Ibidem). Ora, foi com os sofistas que se inaugurou o significado clássico da paidgia entendida como a formação global -intelectual, e ético-políticado homem universal. No marco político da sociedade grega, os objetivos, a forlla e o conteúdo da educação motivaram uma profunda contradição e competição entre sofistas e filósofos pela produção e transmissão do saber. A origem desse conflito foi histórica e política. É que ambos eram contemporineos de uma mesma tradição cultural que teve sua gênese numa época, a clássica, no século V <*), na qual se produz uma ruptura da unidade formada pelo poder político e o (Foucault 1980: 58). Tanto os sofistas como os filósofos (também os artistas, políticos, retóricos e poetas) trataram de instrumentá-la para seu proveito. A partir desse momento surgiram duas tendincias de saber~postas: a SOFIsTICA que afirmava a necessária correspondincia entre poder/saber/discurso desde um ponto de vista social e político, e a FILOSOFIA que a fundamentava apenas em critérios epistemológicos. (.)10) fod.":js as d.":jtas, sa Ivo indica~ão em contrário, são anteriores a Cristo.

12 Oeste modo, a sofística nio foi só p~oduto de dete~minada ~elaçio ent~e pode~, sabe~ e djscu~so, como ta.b~m a p~imei~a concepçio pedagógica a discuti-la e sustent~-la teó~ica e p~aticamente na G~~cia e no Ocidente. Que a educaçio esteja o~ientada para o pode~ ou pa~a o sabe~ foi a soluçio dicotbmica que ~etó~icos e filósofos de~am a essa questio que, na ve~dade, a sofística tinha colocado, nio sem cont~adiç6es, como uma unidade potencial a se~ atingida at~av~s da educaçio. Neste sentido, a educaçio sofística cont~m o ge~me da luta pedagógica de Ocidente: o duelo ent~e a ~etó~ica e a filosofia pela hegemonia na educaçio (Jaege~ s.d. 323). Assim, mesmo t~atando-se de um histo~icamente delimitado, o ~esgate da sofrstica ~ uma questio. semp~e atual. E que co.o bem afi~ma S.Cassin, a sofística nio ~ apenas um fato de histó~ia, mas tamb~m um fato de est~utu~a (1990:7-8). Ent~e os especialistas mode~nos nio hi ddvidas sob~e a ~eal impo~tincia da sofística na histó~ia da educaçio. Apesa~ disso,. ela ap~esenta um est~anho pa~adoxo. E que ~egist~a um ext~ao~din~~io sucesso na educaçio g~ega e, ao mesmo tempo, um imemo~ial desp~estígio ético e científico. Ce~ta.ente, a c~rtica impiedosa e nio menos ca~icatu~al que a filosofia fez da sofística muito tem cont~iburdo pa~a o estigma do sofista tal como se entende comumente hoje. No s~culo V, o te~mo sofista (sqphjstés) e~a totalmente hon~oso e an~logo ao de filósofo. A c~ítica que, no século IV, Platio fez cont~a os 4

13 sofistas de que seu saber n~o era verdadeiro nem perseguia um fim ético e pedagógico, n~o era só injusta com respeito aos sofistas do século anterior, como também essencialmente anacrônica. A criatividade liter'ria de Plat~o foi que construiu a sofística como uma escola unitiria. Ora, embora seja preciso reconhecer que o paradoxo da sofística n~o foi totalmente um invento da filosofia e que outros fatores históricos e políticos (não teóricos) nele incidiram, também se deve assinalar que o erro hermenêutico da questão sofística deriva-se da concepção que a considera um movimento filosófico (intelectualmente unitirio) e não um movimento ideológico contraditório em correspondência com as mudanças políticas e educacionais da sua época. Contrariamente ao estigma até hoje vigente, criado em parte pela filosofia que concebeu aos sofistas como uma escola, a sofística foi um movimento pedagógico autêntico, mas diverso e contraditório internamente. Não só não abriram qualquer estabelecimento fixo de ensino, como tampouco tinham uma doutrina única e homogênea. O próprio Plat~o não deixou de mostrar como os sofistas insistiram especialmente em suas diferenças (~.318). A questão da sofística ganha neste estudo toda sua relevância em função de uma diferenciação fundamental: por um lado, uma primeira ou antiga sofística formada pelos sofistas propriamente ditos: Prot'goras, Górgias, Pródico e Hípiasi por outro, uma

14 segunda oy noya sqfística, alguns de cujos representantes possuem existência problemática e autenticidade duvidosa: Antífon, Critias, Pala, Trasimaco, Alcidamas e Licofron <*). Os crit'rios da diferenciaçio sio dois: te6rico e hist6ricopolítico. Teoricamente, os termos nómos (convenção) e pbgsis (natureza) foram dois conceitos chaves do pensamento grego. Nos pensadores pr'-socráticos nio eram necessariamente antit'ticos, mas a partir dos primeiros sofistas passaram a ser considerados como opostos: o que existia por n6mos nio existia por phgsis, e vice-versa. E~ta oposiçio irredutível de duas naturezas, leis ou ordens -uma fisica e imutável (pbgsis) e outra social e mutável (n6mos)- desdobrou-se antagonicamente no interior da sofística. A primeira geraçio afirmou o n6mos sobre a pbgsis, e a segunda o contrário. Historicamente, o contexto político de Atenas nas últimas três d'cadas do s'culo V e, especialmente, o trasfondo da Guerra do Peloponeso determinaram uma modificaçio substancial no interior da sofística. A diferenciação da sofistica em duas gerações segundo a política e a teoria, tomando como linha divis6ria à Guerra do Peloponeso, pode ser expressa sinopticamente no seguinte quadro: <*) ('/.Diltlle!l (oi pionein, nesse "corte anal.ftico" (1.965,1, seguido logo por F.CIlatelet (19,74,1. E.Dupréel U9Sf1), F'.Clocllé (1949) e B. Cassin (199f1) e,\( ploram outras divisões. De todo 1110 do, o critério de sspara.;ão não é cronológico, pois pela idade alguns so(i stas se poderiam si tuar numa ou out ra gera.;ão indúst intamente.

15 SOFISTAS I F'OLITICA TEORIA ~ Antigos sofistas Democracia Nó.o 'Si /F'h g'si.i 'Si G U E R R A D O F' E L O P O N E S O Novos sofistas!iemagogia F'hg'Si.i'Si/Nó.o'Si Ainda que a concepç~o educacional da primeira sofística aparece estreitamente vinculada à época de maior auge econômico e ao regime democrático de Atenas, já a segunda sofística desenvolve-se num clima de crise e decadência e seus membros n~o só tiram da Guerra do Peloponeso as suas liç5es mais importantes, como também n~o deixam de refletir a violenta luta entre a demagogia e a oligarquia. Se os primeiros sofistas supunham o regime democrático de Péricles para seu ensino, porém os segundos ~;;of'i st as, vinculam-se teórica ou praticamente, direta ou indiretamente com os movimentos Oligárquicos. Deste modo, só tomando em conta a crise surgida na Hélade a partir da Guerra Peloponeso poder-se-ia explicar por que a sofística mudou da do sua conotaç~o original de sabedoria, imensamente prestigiada nos seus inícios (na democracia), para sua contrária (falso saber), amplamente rejeitada na posteridade (durante a demagogia e a queda da cidade).

16 RECORTE METODOLOGICO Para os fins deste trabalho aborda-se com maior sistematicidade o primeiro movimento da sofística. Este recorte metodológico obedece a uma razio heurística muito simples: só na primeira sofística pode-se encontrar contribuiç5es claras i educaç~o e uma concepç~o positiva sobre a re1aç~o entre poder/saber/discurso. Sua condiç~o de sábios e seu ofício de professores n~o foram colocados em d~vida nem sequer por Plat~o, seu grande crítico. Já o segundo movimento apresenta mais uma concepç~o política que pedagógica surgindo inclusive a d~vida de se verdadeiramente todos seus representantes tinham como ofício a educaç~o. Isto n~o significa que sejam considerados irrelevantes para a educaç~o e a história política da Grjcia, mas aqui prefere-se colocar infase n~o tanto nas suas concepç5es e sim na sua 'poca hist6rica, para daí explicar as raz5es do surgimento do estigma do sofista que Plat~o e os fi16sofos ajudaram a perpetuar e que vigora at' hoje., E por isso que a sofística n~o' um problema fácil ou simples de abordar. O capítulo que segundo H-I.Marrou todo historiador dedica aos sofistas, al'm de bem difícil de escrever, ~ raramente satisfatório (1971:85). A maior parte das obras dos sofistas n~o foram conservadas sendo conhecidas s6 atravjs de fragmentos recolhidos por uma doxografia crítica <*). Algumas das <*> I4s concep~ões dos sofistas aparecem em vários dos diálogos de Platão e em várias obras de I4ristóteles e Xenofonte. Também elll recopi la~ões posteriores fei tas por Diógenes Laérc ia, Se, ~:to EIIIPírico e Silllplício. Neste século, Diels e!franz foralll os ~"rillleiros elll public.;r os fraglllentos colllpletos, 'i5eguidos por Unter'i5teiner, t1ondol to e l.7uthrie.

17 obras existentes sio an8nimas e possue. un conte~do pouco sistematizado. Nio sem razio. desde Aristóteles. a sofística nio tem sido incluída na história da filosofia <*>. Nio obstante. considera-se. até por uma questio de método. que a filosofia é uma fonte imprescindível para a reconstituição do estatuto da sofística. Aqui não sio desconsideradas suas críticas. mas explicadas no contexto e, inclusive, procuram-se nelas subsídios -inegavelmente frigeis- para a diferenciaçio das duas geraç5es de sofistas. Nesse sentido, nio se trata de exaltar aquilo que a filosofia desqualificou na sofística. ji que seria recalcar o próprio procedimento anti-sofístico. Preferentemente, trata-se mais de uma discussio histórica e menos uma apologia teórico-conceitual. Em funçio do objetivo da pesquisa (o resgate da concepção orginica entre poder/saber/discurso da sofística) implementa-se uma metodologia temitica estritamente definida e hierarquizada. Paulatinamente, a anilise percorre os temas seguintes: I - A POLIS GREGA: E o ponto de partida obrigatório em todo estudo sobre a Grécia. A essência de todo fen8meno grego é política, mas também educativa. I A DEI:jQCBéClé DE éiet4és: E a plataforma política específica do aparecimento e auge da primeira sofística. <*> Hott,i f'iuisanha U96SJ tetll assinalado como a perspectiva historiográ'ica de Ikistóteles e da '.iloso'ia etll geral tetll raízes históricas muito especí'icas. 9

18 A PRIMEIRA SOFISTICA COMO FENOMfNO HISTORICO DA EDUCAÇãO: Ponderam-se as contribuiç5es da primeira sofística i educaç~o e i política da sua ~poca analisando o conte~do da sua revoluçio te6rica. Assim mesmo, reconstituim-se os traços teóricos dos quatro grandes sofistas: Prot'goras, G6rgias, Pródico e Hípias. A GUERRA DO PELOPONESO, A DEMAGOGIA E A QUEDA DE ATENAS- O CONTEXTO POLITICO DA SEGUNDA SOFISTICA: Analisam-se os fatores que provocaram a diferenciaçio da sofística e o estigma do sofista vigente até hoje. Exp5e-se a concepçio educacional da segunda sofística e a unidade global da sofística. Finalmente, discute-se a atualidade da sofística no mundo moderno. 10

19 CAPITULO I: I~ f'{j[ IS GREGA A idéia básica da pedagogia grega é a subordina.;ão da pedagogia à politica...., W DILTHEY n... a impl":n-tância universal dos gregos como sducadores deriva da sua Ilova cancep.;ão do lugar do individuo na sociedade" W JAEGER

20 A sofística grega teve tris componentes b'sicos que eram educaç~o. política e linguagem. A educação era o que, o objeto, o saber, a profiss~oj a política era o para que, a finalidade, a participaç~o política, o poder social; a lioquaqg_ era o como, o meio e o método, a pr'tica da fala, o discurso da persuas~o, a retórica. Assim houve nela uma estreita relaçio entre saber (educaç~o), poder (política) e discurso (retórica). Por isso, os sofistas er~m uma combinaç~o orginica, mas vari'vel segundo a natureza e mudança da política, a instincia determinante na sociedade grega. ~ EDUCAÇAO, POLITICA LINGUAGEM o QUE o PARA QUE o COMO SABER PODER DISCURSO Com efeito, a mudança radical da política acontecida em Atenas entre os séculos V e IV (apogeu e decadência da cidade) refletiu profundamente na forma como os tris termos se relacionavam no seio da sofística. Os sofistas da primeira professores de retórica que 12

21 retóricos especializados, tinham menor engajamento direto na política, mas sua concepção de educação supunha o Estado como máximo educador. Pelo contrário, os sofistas da segunda geração (sjculo IV) <*>, desenvolveram-se na jpoca de auge da retórica logográfica, pessoalmente alguns eram mais políticos que educadores ou sábios e pedagogicamente consideravam o Estado vigente e suas leis uma imposição arbitrária contra a natureza humana e sua educação. Embora seja a educação o fato mais memorável da sofística, metodologicamente impõe-se começar sua análise pelo contexto, político. E que a natureza da pólis permite explicar como fatores objetivos (sociais e políticos) condicionaram o aparecimento e evolução da sofística, e por sua vez, como um movimento pedagógico p8de refletir novedosamente na sociedade grega. o ensino dos sofistas tinha uma finalidade política. l"tas, não foi o ~nico em perseguir esse objetivo. Na Grjcia, a história política coincide com a história da educação. A política era a escola da educação por excelência, e a educação era a escola da política. Essa estreita relação entre política e educação foi uma consequência intrínseca da natureza da pólis, a organização política da Grécia. De fato, o fen8meno mais relevante da, (*) E preciso insist i r que o cri tér io cronológico que rep.'irte aos sofistas em doi.s séculos diferentes é um artifício arbitrári.o e precárirj já que se desconhece", as datas e,'i'atas ao respei.to. De todo ",odo, as singularidadizs teóricas de cada gera.;ão de sofistas sâ'o mé' Ihor é'stabe I ec id.'is se Sé' rei ac iona a pr i.",ei ra gera.;ão co", séc. <' é',~ segunda ~:o"' st?c..[v. :13

22 história grega foi a pólis, a Cidade-Estado. COII efeito, a pólis era tudo para os gregos. Segundo Hegel, foi o espírito do povo, o universal "por si" <1953:11:121>. Na Grécia a política estava tão ligada i vida que a expressão politggg$tbai, entendida como.. tomar pa\-t e nos negócios públicos", significava também "viver" <Medina 1988:76). Como bem explica J-P.Vernant, o aparecimento da pólis constituiu, na história do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Tanto no plano intelectual como no domínio das instituiç5es, marcou um começo, ulla verdadeira inovação: "por e I a, a vida soe ia I e as l-e I ações entre os homens toma uma forma nova, cuja originalidade será plenamente sentida pelos gregos" (1986:34). A partir de então, o grego teve, ao lado da vida privada, ulla segunda existincia, o bio$ politikó$. Todos pertenciam a duas ordens de existência e, na vida do cidadão, houve uma distinção rigorosa entre o que lhe era próprio (idion) e o que era comum (koinon). Assim, o g\-ego não e\-a só "idiota" i era "político" tallbém (Cf.Jaeger s.d.134). Ramsés de Egito, Nabucodonosor de Assíria, Creso de Lidia e Ciro de Pérsia governavam grandes Impérios, mas nos seus domínios não existia nenhum assunto político: só existiam as questões particulares do soberano e sua classe governante (Zimmern, in Sodré 1959: 46). Ninguém discutia que a pólis era grega. Mas, quando se 14

23 intentava defini-la conforme os diversos governos, desaparecia, qualquer unanimidade entre os gregos. E que a cidade em singular era uma abstraçio, e o que houve sempre, na realidade, foram as póleis em plural, tendo cada uma sua pr6pria independincia (eleutgria), autogestio (autarqyia) e lei (aytonomia) (To~nbee 1960:50). E mais: "Cada uma possuía suas próprias técnicas para modelar e colorir seus vasos, particularidades no vestir e calçar os c idadios, beb idas e p\-at os b-ad ic ionais, uma "esco 1 a" p\-ópr ia de arte e artesanato, seu dialeto e uma maneira de escrevi-lo, seus deuses próprios e sua constituiçio" (Zillllel-n, in Bal-k er 1978: 25). a pólis exprimia uma estreita relaçio Estado e educaçio. Cada forma de governo (aristocracia, entre tirania, Oligarquia, democracia) exigia sua própria educaçio. Era essa uma demanda comum entre os gregos. Assim, o Estado olig'rquico devla ter uma educaçio olig'rquica, o Estado democr'tico, uma educaçio e assim sucessivamente. A sofística constitui uma proposta histórico-pedagógica na medida em que se desenvolve em resposta i necess'ria relaçio existente na pólis entre educaçio e política.

24 CAPITULO 11: A DEMOCRACIA EI1 ATENAS "ateniense, 'i lho da m,"iior cidade e mais 'a.osa Pt?Jo saber e pejo poder... " SOCRATES

25 Como cada cidade tinha sua pr6pria forma política, para Arist6teles estava claro que, desde o momento em que o governo se modificava, a cidade também parecia não ser a mesma <fgl.1,1:19). De todas as cidades gregas, Atenas foi que atingiu o maior desenvolvimento político. O aparecimento da p61is em Atenas constituiu um exemplo c1'ssico da formação do Estado, e ocupa lugar privilegiado na hist6ria política do Ocidente. Isso porque se desenvolveu numa forma pura e sem qualquer interferincia externa; sua evolução culminou com a democracia republicana e foi objeto especial de an'lise por parte dos pensadores gregos (Sabine 1964:1:17; Engels 1942:108). Além disso, a democracia ateniense apresenta um interesse especial para este trabalho por ser o contexto que permite explicar a revolução intelectual provocada pelos sofistas na educação, na teoria política e na pr'tica do discurso. S'bios houve em quase todas as cidades gregas, mas sofistas famosos s6 em Atenas. Na sociedade grega do século V, especialmente em Atenas, segundo M.Foucau1t, registrou-se o desmantelamento da unidade formada pelo poder político e o saber <1980:58). Segundo o autor, os tiranos e os sofistas foram os primeiros que se aproveitaram da crise: os primeiros, transferindo o poder religioso das mãos particulares para o Estado, e os segundos, ofertando um ensino racional, técnico e remunerado que procurava ligar o discurso e o 17

26 podet- (Ibidem). Durante os cinco séculos que corresponderam à evoluç~o da Grécia arcaica assistiu-se a esta gr~nde decomposiç~o política que culminou na época clissica. Na verdade, ela tinha começado no exato momento do advento da cidade. Assim, o conhecimento de sua gênese coloca-se aqui como requisito para compreender a estrutura política que permitiu o aparecimento da sofística. Da rnonarguia à aristpcracia Inicialmente, Atenas era governada por uma monarquia, cujo toei acumulava as funç5es de sacerdote, juiz e chefe militar. Em determinada época, a monarquia foi substituída pela aristocracia, historicamente a primeira forma política da cidade. Nela, o poder desmembrou-se: o rei (basilgus) conservou apenas as atribuiç5es religiosas <*), o poder militar foi confiado ao eolemarcp e o poder judiciário ao arconte-ee8nimp. A partir de 712, esses cargos eram acessíveis a todas as famílias aristocriticas. Além dos três arcontes, havia seis tgsm6tgtas encarregados do cumprimento da lei. Os nove funcionirios formavam o Arcontado e ao deixarem seus cargos passavam a fazer parte do conselho do Areópago, o órgão mais importante da cidade <**>. <*> O titulo di! rei não -foi supr.imido ni!m sequi!r na di!mocracia. Has, se já o rei homérico era um "primeiro entre! pares", o arcontg-ba:ãilgu:ã era UIII -func.ionário entre outros. (**> SimultantFNimente, deviam e, d.stir.~ ágora, prav;a pública, e a Ekldg:ãia, a."issemb lr'?ia de c idadâ'os. E illlpossive I conceber uma cidade isem elas. Homero us.'i a palavr."i agara para designar tanta a lugar -fisica cama a ata dfi! reunião. 1.8

27 A mais antiga representação de uma falange hoplita. No centro, uma fileira de hoplitas empunha seus escudos com o braço esquerdo e marcha no ritmo marcado pelo alllets; (f'laut ista), in Pel-eira de Souza 1988:29.

28 Apesar da aristocracia ter um poder político e social onipotente e seu direito de governo apoiar-se na restrita pal-entela dos "bem-nascidos" (aristoi), no conhecimento exclusivo dos rituais religiosos, nas grandes propriedades agro-pecuárias e especialmente na cavalaria, a presença de um conselho com membros e funções difel-entes e de um sistema fel-mal de eleição e substituição implicavam necessariamente um esquema de poder político totalmente novo. Com efej.to, nas diversas instituições aristocráticas assembléias deliberativas, partilha do butim, jogos funeráriosfoi onde apareceu o primeiro espaço político. T\-at ava-se, como bem explica H.Detienne, de um espaco circular e centrado onde cada um estava, relativamente aos outros, em relação recíproca e reversível, e onde havia equivalincia entre as noções de comunidade e publicidade: "o centro é, ao mesmo tempo, o que é comum e o que é p~blico" (1988:48-9). Nesse espaço, a guerra, a política e a linguagem tomaram forma de luta, de competição \"eg\-ada e arbitrada chamada a.9..q.d.. Todo combate mi 1 ita\-, pai ít ico, esportivo e orat6rico supunha relações de igualdade e semelhança. Tucídides via nos gregos da periferia que guerreavam sem regras, sem as..o.n, o antigo modo de vida dos helenos, por certo muito parecido com o dos bárbaros. Assim, o espírito igualitário, no próprio seio de uma concepção agonistica da vida social, foi um dos traços que marcou a mentalidade da aristocracia guerreira da Grécia e contribuiu para dar i noção de poder um conte~do novo (Vernant 1986:32).

29 Reforma boplita e democracia militar A aristocracia dos I eupátridas governou a Atica durante quase cinco s~culos. Mas, ap6s derrubar o poder real, come~ou a abusar dessa vit6ria, e já no decorrer do s~culo VII, uma profunda crise econbmica e política abalou o equilíbrio de poder que mantinha na cidade. Segundo P.L~vique, nenhum fenbmeno ~ mais evidente do que essa crise e, ao mesmo tempo, nenhum ~ mais I difícil de explicar (1967:134). E que os eupátridas, como ónicos detentores do governo da cidade, aumentaram seu poder econbmico apoderando-se das terras cultiváveis e deixando empobrecidos e endividados os cidad~os pequenos proprietários, no exato momento em que a participa~~o de uma nova classe de cidadãos (soldados e marinheiros) questionava o fechado e autoritário poder da Se a cidade de Atenas sofreu t~o profunda e complexa crise deveu-se à natureza dos fatores que exclusivamente nela confluíram. Por um lado, houve uma revolu~ão econ8mica que trouxe mudan~as s6cio-políticas inovadoras: a moeda metálica substituiu o gado como instrumento de troca, as planta~ões arborícolas deslocaram as cerealíferas, e o com~rcio e as atividades marítimas ultrapassaram a produ~ão prim'ria. Pela primeira vez, a riqueza era constituída por bens m6veis e met'licos, e n~o por terras (*). Com a expansão da produ~ão manufatureira, artesanal e (*) Segunda A. Croi set, foi nessa época que nasceu a provérbio cre.at aogr, a riqueza faz a holllem tf9fj9:3ê). Crg.a era a r i queza colllerc ia I ou financeira. rão profunda foi a ruptura com o passada que a ética da liiundo h olllé r ico "proibia a prát ica da comércio co.o profiss/ío" (Finle!l.t96f:.75J. i:!.:l.

30 comercial formou-se uma nova classe de cidadãos enriquecido que reclamaram a igualdade de direitos poll.ticos à velha aristocracia fundijria. Por outro lado, um fenômeno político militar abalou profundamente o monopólio do poder da aristocracia guerreira. da formação dos hoplitas, a infanteria pessada profissional que deslocou a preponderância estratégica da cavalaria. Esta mudança na técnica militar implicou uma profunda mudança política: a part i,- de então, o cidadão comum passou a, predominar sobre o "bem-nascido". E que agora a guerra não dependia mais do combate individual do cavaleiro, mas pelo contrário, da falange dos soldados. Nesse momento, como bem explica J-P.Vernant, o estado do soldado passou a coincidir com o de cidadão: "quem tem seu lugar na formação militar da cidade igualmente o tem na sua organização política" (1986: 43). Por essa razão, a politeia dos hoplitas foi a primeira de todas (To~nbee 1960:38). Com ela apareceu uma forma mais ampla de política e educação. Nesse sentido, um termo bem adequado para a fase hoplítica, da cidade é democracia militar. E que como as assembléias eram abertas plenamente a todos os guerreiros, nelas preparavam-se as futuras assembléias democráticas de Atenas. H.Detienne chama a atenção para o aparecimento de um processo de laicização ligado à

31 reforma hoplita que separou realidade e discurso, religião e política. Como um dos privil~gios do guerreiro era o direito de palavra, nas assembléias militares, a palavra era um bem comum, um koiooo entregue no centro. Não se tratava de uma palavra mág1co-religiosa que instituía uma ação no mundo de forças e potências, ao contrário, era uma palavra-diálogo que precedia à ação humana e era seu complemento indispensável. Instrumento de diálogo, este tipo de palavra não mais obtinha sua eficácia através do jogo de forças religiosas que transcendiam os homens. Estava fundada essencialmente no acordo do grupo social que se manifestava pela aprovação e desaprovação. Assim, foi nas assembléias guerreiras que, pela primeira vez, a participação de um grupo social fundava o valor de uma palavra, preparando o futuro estatuto da palavra laicizada (jurídica, filosófica ou sofística) que se submeterá à "publicidade" e tirará sua força do assentimento de um grupo social (Detienne i 988 : 50-1 ). Desse modo, o aparecimento do hoplita deu um golpe decisivo nas prerrogativas da nobreza marcando o fim do guerreiro lndividual e a extensão de seus privil~gios ao cidadão. CaIRo bem disse P.Vidal-Naquet: "os semelhantes do exército tornaram-se os semelhantes da cidade"(in Detienne ibidem:!!).

32 SÓlon g Q inicio da dgmocracia Se Atenas no século VII era uma cidade modesta, a partir do século VI tudo muda. Seus produtos manufaturados espalharam-se. pela Grécia e Asia, ao mesmo tempo que se produziram violentos enfrentamentos sociais. Essa. crise atingiu particularmente os camponeses que, pela usura e o endividamento, foram expropriados e escravizados. Com o objetivo de afastar o clima de guerra civil e satisfazer as reclamaç5es populares por reformas sociais e políticas, em 594, Sólon foi eleito arcootg com plenos direitos para legislar e reformar a constituição de Atenas. Suas medidas apontavam a solução para problemas imediatos, mas também para a reformulação do Estado como poder arbitral sobre os grupos em pugna. Não só eliminou as dívidas e revogou o direito de escravidão, como tomou um conjunto de medidas econômicas, sociais, políticas e jurídicas de grande relevância histórica. Por suas medidas econômicas Sólon foi considerado o promotor da futura pujança econômica e comercial de Atenas. Primeiramente, introduziu um novo sistema de medidas, pesos e moedas estendendo a monetarização da economia. Ao mesmo tempo, modificou completamente o regime de cultura de subsistência para outro de produção e comercialização agro-industrial. Segundo A.To~nbee, exportando manufaturas e importando bens primários e alimentos, Atenas obteve enormes vantagens comparativas 24

33 (1960: 67). Assim, inc ntivou uma nova class qu Arist6t 1 s chamou mgsgi ou classe média composta por artesãos, com rciantes trabalhadores manuais. Mas, a celebridade de S610n deveu-se a suas reformas sociais, políticas jurídicas. Desd um ponto d vista social, adotou nova classificação dos cidadãos dividindo-os m quatro classes censitárias: a prim ira, compreendia os grandes produtores agrícolas; a segunda, os caval irosi a terc ira, os camponeses d condição média capazes de se convertirem em hoplitas e, por último, os tetgs, os cidadãos mais pobres que serviam na marinha. No primeiro mo.ento, esta mudança não representava grandes modificaç5es na organização s6cio-política, pois as magistraturas estavam reservadas às três prilleiras classes. Assim mesmo, apesar do incentivo dado aos comerciantes e artesãos, ao que par ce, suas atividades ficaram restritas a uma esfera particular sem qualquer participação política (*). Contudo, S610n fez o contrário do que tinham feito os arcgntes anteriores. Abolindo os privilégios de nascimento, abriu as instituiç5es da cidade aos cidadãos, fossem ou não aristocratas. A partir de ent~o, os atenienses podiam ser membros do tribunal público (Hgléia) e participar das deliberac5es da Assembléia do povo (Ekklgsia>. Para a preparação da agenda da Assembléia criou um novo Conselho (Bpulé> de 400 membros. Todos (*> A antiga classificação da população, contrariamente à de Sólon, incluía além dos nobres Iabradores, aos artesãos ou de iurgas.

34 esses órgãos foram absorvendo paulatinamente as prerrogativas do Areópago e do Arcontado. Igualmente no plano jurídico. Sólon foi o legislador ateniense por excelência. A lei, coercitivamente v'lida para o rico e o pobre, foi devidamente codificada. p o i s.. só a 1 e i esc,- i t a substitui a lei tradicional não escrita" (Ba,-ker 1961 :50). J- P.Vernant ressalta as consequências políticas e educacionais da, codificação soloniana. E que a redação das leis tinha'. sido a culmlnação de um movimento reinvindicatório surgido desde o nascimento da cidade. Ao escrevê-las, Sólon substraiu-as da autoridade dos reis-ba5i1 g u5, cuja função era "dizer" o direito, e tornou-as um bem comum da cidade. Assim, também a escrita tornou-se. a partir de então, um be. público, um direito de todos e um dos elementos b'sicos da educação grega. Nem a lei escrita, nem a própria escrita foram mais um segredo religioso reservado a alguns homens excepcionais (Vernant 1986:36). Sólon encarnou não só o aspecto processual e objetivo da lei e da justica, também sua força educativa. Nesse sentido, foi o criador da primeira educação política de Atenas. Para W.Jaeger foi no tempo de Sólon que uniu-se "a força educativa implícita na nova ordem jurídica que regia a vida política e a liberdade sem peias dos poetas j8nicos. no pensamento e na palavra" (s. d. 162). Inclusive. as primeiras regulamentações concernentes às escolas atenienses foram atribuídas a Sólon <Power 1962:57). Foram essas as razões pelas quais suas leis

35 foram esculpidas em postes de madeira e exibidas no P6rtico Real; as mesmas que Aristóteles teve para considerá-lo o fundador da democracia ateniense em nível nacional. Pisístrato. ª tirania ou a demoçraçia anteçipada Apesar da sua enorme importância, as reformas de Sólon n~o conseguiram resolver a crise agrária de Atenas. Pouco tempo depois de seu governo estourou outra crise social política bem mais complexa entre os próprios aristocratas e entre estes e os camponeses. Que a magnitude dessas contradições colocava em risco a precária ordem da cidade era um fato conhecido por Sólon <*>. Ainda estando no governo escreveu: "A chuva e o gl-an izo vem das nuvens, do relámpago ressulta necessariamente o trov~o, a cidade sucumbirá ante homens poderosos e o demos cairá nas maõs do ditador" <in Jaeger S. d.167). Com efeito, quando morreu, Atenas não era mais um, regime constitucional. E que Pisístrato, um dos chefes militares da cidade, aproveitando a crise e sublevando as massas camponesas contra a aristocracia, tinha tomado o poder e instaurado a tirania em 561. Os gregos do século IV traçaram quadros sinistros da tirania. Se bem houve tiranos que fizeram jus à acepção atual do termo, a tirania dos séculos anteriores estava longe daquela <*> Em duas ocasloes nao foi possível eleger aos arçqatgs e, numa delas, UlII arçoatg manteve-se i legalmente no poder.. ::>,., 1 /

36 descric;ão. Inicialmente, a palavra tgraooos era usada como sinônimo de "soberano" sem qualquer tom pejorativo, como uma autoridade que não tinha a legitimidade da lei. Deve-se lembrar que o título original da tragédia de Sófocles era Edipo, tgraooos e que esse mesmo epíteto foi usado por Esquilo para referir-se a Zeus. Tiranos houve também na Argólida, Sicione, Corinto, Samos e Siracusa demonstrando que a tirania n~o era um fenômeno isolado, ou típico de Atenas, mas uma forma necessária de transic;ão para a democracia. Inclusive, na vis~o de Aristóteles, a tirania era formalmente consubstanciai aos regimes políticos posteriores: "A democracia e a oligarquia não passam, em muitos casos, de espécies diversas de tirania" (f.a.l. VIII, VIII :341-2). Em Atenas, em muitos sentidos, a tirania dos Pisistrátidas ( ) foi a precursora da democracia de Péricles. Pode-se dizer que Pisístrato foi o primeiro "demagogo" (*), pois apoiouse no povo e soube apresentar-se como seu defensor conseguindo desse modo inúmeros partidários. Este fato tem confirmac;ão em Aristóteles quando afirma que "a maioria dos antigos tiranos era composta de chefes populares" (f.a.l..vii,iv:316). Efetivamente, tiranos como Pisístrato foram os primeiros a permitir a desobediência dos escravos, a insubordinac;ão das mulheres e dos filhos e a tolerância de deixar todos os cidadãos viver como cada qual entendia. Nesse sentido, havia uma grande <*) Dg«aaQaQ, iniciai«ente, não tinha um sentido negativo. Et imo logicalllen te signi fica "condutor do povo".. ~)(:> I ".J

37 semelhança entre a tirania e a democracia: "As mulheres e os escravos n~o conspiram contra os tiranos e, contanto que os deixem viver i vontade, s~o naturalmente complacentes para as tiranias e as democracias" (Aristóteles, fg1.viii,ix:346). Assim mesmo, a tirania de Pisístrato teve indiscutivelmente uma influência muito salutar no desenvolvimento. econômico, cultural e intelectual da Atica. Pisístrato foi o primeiro a compreender que o futuro de Atenas estava no mar, empreendendo a construç~o da frota naval (bélica e comercial) que viria a ser a mais poderosa de toda a Grécia. Foi no seu tempo. que multiplicaram-se as emiss5es monet'rias pela Grécia e Asia, e o bairro CerameicQã dos artesãos conheceu uma atividade febril. Ta.bem não foi fortuito que, como ninguém antes, Pisístrato incentivara as grandes obras públicas, tais como teatros, estradas, canais e aquedutos e que levantara sobérbias construç5es religiosas como o templo de Ateni, o santuirio de Dionisos e o Templo de Eleusis. Como patrono das artes foi ele quem deu o maior esplendor às festas Panateneas, criou as Dionisíacas e elaborou a primeira vers~o escrita das obras homêrlcas. No seu tempo foi que se desenvolveu o lirismo e o drama iniciou-se como a arte popular por excelência. Certamente, a importância de Pisístrato na história da cultura n~o foi menor para a história política da cidade. Basicamente, encarnou uma solid'ria, mas laicizada relaç~o entre o poder e o saber. Como bem assinala Fustel de Coulanges, os tiranos não usavam o termo rei (ba5ilgyã) para autodenominar-se 29

38 por ter uma conotação religiosa: "O que notava a diferença entre esses dois no.es, não era a maior ou menor ndmero de qualidades morais... porque principalmente era a religião que os distinguia um do outro. Os reis primitivos tinham desempenhado as funções de sacerdotes e tomado do lar a sua autoridade; os tiranos, de ~poca posterior, apenas foram chefes políticos, só devendo sua autoridade i força ou i eleiç ão" (s. d. I : 273). Para H.Foucault, o tirano era um político intermediário entre o aritocrata e o democrata, mas tamb~m um sábio, ou melhor, um tipo de saber-e-poder ou poder-e-saber: "... 0 homem do poder e do saber, aquele que dominava pelo poder que exercia e pelo saber que possuía" (1980:57). Já o sofista seria um pequeno representante, continuação e fim histórico do tirano" (Ibidem). Pisístrato não mostrou a vocação de saber tão claramente como Periandro, um dos Sete Sábios e tamb~m tirano de Corinto. Antes de tudo, foi um homem de poder, um homem de Estado, entre outras razões, porque com ele apareceu a primeira força pública. Precisamente, uma das características essenciais do Estado como instituição autônoma ~ a exist~ncia de uma força pública separada da massa do povo" (Engels 1949:106). Quiçá só nesse contexto poder-se-ia compreender a apologia de alguns dos sofistas em favor dos tiranos e a crença inicial de Platão sobre a possibilidade do tirano de Siracusa ser uma encarnação do reifilósofo. Não ~ alegórica a frase de J.Burckhardt de que no interior de cada grego existia um tirano.

39 Clíãteneã e a reyolyção dewgcrática Depois da queda da tirania em 511, (re)comen,ou a luta pelo poder entre os aristocratas. Após brigas intestinas, Clístenes, o chefe de umas das fac,5es, a fim de evitar a tomada do poder por seu adversário que era apoiado pela Esparta "fez entrar o povo no seu partido" revivendo a manobra que permitira a Pisístrato instalarse no poder meio século antes (Hossé 1979:29). Como consequincia da vitória do partido popular, Clístenes InIciou em 509 uma reforma radical da constitui,~o que cimentou a democracia definitivamente em Atenas. A fim de misturar os elementos que constituíam a popula,~o, quebrou os antigos quadros institucionais e realizou uma total redistribui,~o dos cidadãos. Sua divis~o baseava -se no de-oã, a nova circunscric~o territorial ou municipal, na qual todos os atenienses eram inscritos de acordo com o local de residência. As tribos antigas foram substituídas por dez novas e estas num número variável de sem Importar-se com as diferen,as de origem ou fortuna. A demeã, partir de ent~o, qualquer pessoa que residisse no território ático "era considerado cidad~o ateniense" (Haisch & Pohlhammer 1951:57). Por causa disso, inclusive, milhares de escravos libertos estrangeiros adquiriram o direito de cidadania. Se até ent~o s6 o critério de conãangujnidade (parentesco) determinava a cidadania, agora esta definia-se fundamentalmente pelo critério da contigyidade <território). Assim, o ateniense era cidadão não 31

40 pelo f at o de pertencer à fanlí 1 ia, mas ao domic í 1 io. CORlO bem explica F.Engels: "Não foi o po... o e sim o solo que se subdi... idiu: os habitantes tornaramse um simples ap~ndice político do território" (1942: 105). Estas medidas, que minaram as bases sociais da domina~ão social da antiga aristocracia, ia. além de uma política antiaristocrata, pois integra... a-se os componentes do Estado e a democracia. Não só se mante... e a for~a pública, como também mudouse a dinâmica dos... elhos órgãos por outra no... a. A substitui~ão do arconte militar pelo gstratggo (político e militar) e a cria~ão de um no... o Conselho de 500 merlbros eleitos proporcional.ente entre, as tribos foram aspectos importantes da dellocracia clisteniana. E estes comporão os órgãos executi... os democráticos, um dirigindo a política em geral, e outro, preparando as sessões da Assembléia. redigindo decretos e desempenhando o papel de suprema corte de justi~a., E certo que a reforma de Clístenes não criou a democracia clássica, mas foi ela que assegurou o acesso às magistraturas e tornou os cidadãos iguais perante a lei. ulla lei que daí em diante seria a expressão da... ontade de todo o po... o (Mossé 1979:31-2). Assim, a democracia con... erteu-se no império do nó.os, a mais democrática pala... ra para a lei em qualquer dialeto grego. M.Ostwald estudou a origem da pala... ra nómos em rela~ão com a democracia ateniense. Segundo o autor, forarl duas as pai a... r as-

41 chaves gregas referentes à lei: tesllós e nóiios.ambas usavam-se para referir-se à lei estatuída, codificada, mas com uma diferença que exprimia fatos históricos pertinentes. A idéia básica de tesmós era duma lei concebida num plano não ordinário, sagrado e imposta por um agente externo (*>. Já a lei-nómos era motivada menos pela autoridade do agente que a impunha, que pelo fato de ser respeitada e aceita como válida pelos que por ela se regiam. Assim, ambos os termos assumiram características opostas: tgsmós era a lei imposta de cima pelo legislador, enquanto que nómos era a lei aceita como válida pelo povo e assim respeitada (Ots~ald 1969:55>. Para o autor, essa diferença significativa supõe, certamente, uma mudança histórica que ele identifica com a passagem da tirania de Pisístrato à democracia de CIÍstenes. Foi então que se consideraram como leis apenas as normas conhecidas, codificadas e ratificadas socialmente. Como não existiu uma transferlncia gradual do sentido de tesmós para nómos, H.Ost.ald chegou à seguinte conclusão: "Em At enas foi o resu 1 t ado de lula política deliberada, e Clístenes é seu mais provável promotor" (Ibidem 173>. Como bem disse A.To~nbee, COm Clístenes a democracia converteu-se na "onda do futuro", ora para enfrentar vitoriosamente a invasão persa, ora para atingir seu desenvolvimento clássico com Péricles no século seguinte (1960:69>. Na verdade, se os persas tivessem invadido à Grécia antes da reforma democrática, muito provavelmente o resultado <*> Desde Homero thé.j$ é a lei divina, inviolável, eterna.

42 teria sido outro. Por sua vez, a vitória ateniense não foi só militar, mas sobretudo, política, contribuindo grandemente para a consolidação da democracia. Segundo Aristóteles, a morte por motivos de guerra de cidadãos e aristocratas sempre permitia maior participação popular no governo da cidade, (~.VIII,II:309). Também na Atica. a ruína e pilhagem dos persas acabou igualando as fortunas. Apesar disso, Atenas pôde reconstituir rapidamente a integridade do seu patrimônio étnico e cultural com uma resonincia ética e política que artistas e sofistas se encarregariam de alimentar. Périç1 e s e a demqçraçia çlássiça Co. a vitória sobre os persas em Maratona e Salamina. Atenas, voltando-se para o mar e a democracia. tornou-se no século V a primeira pot~ncia do mundo grego. Com o pretexto de impedir o retorno dos persas e de libertar as cidades jônicas, os, atenienses criaram a Liga Delo-Atica, cujas cidades-membros reconheciam sua hegemonia sobre o mar Egeu. Quanto mais Atenas desenvolvia-se como potência marítima. maior era a necessidade de democratizar suas estruturas, pois o grosso da tripulação da frota era recrutada entre os demes. Assim, quanto mais a cidade assentava-se numa política naval e dependia do povo, mais este exigia uma maior participação na dire~ão do Estado contra qualquer critério político de exclusão. 34

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