CONTRIBUIÇÕES DA PRÁXIS PEDAGÓGICA SEGUNDO OS SOFISTAS, SÓCRATES E PLATÃO A ARETE NA FORMAÇÃO EDUCACIONAL DO CIDADÃO EM ATENAS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "CONTRIBUIÇÕES DA PRÁXIS PEDAGÓGICA SEGUNDO OS SOFISTAS, SÓCRATES E PLATÃO A ARETE NA FORMAÇÃO EDUCACIONAL DO CIDADÃO EM ATENAS"

Transcrição

1 CONTRIBUIÇÕES DA PRÁXIS PEDAGÓGICA SEGUNDO OS SOFISTAS, SÓCRATES E PLATÃO A ARETE NA FORMAÇÃO EDUCACIONAL DO CIDADÃO EM ATENAS GT2 Políticas Públicas Ada Augusta Celestino Bezerra 1 Mildon Carlos Calixto dos Santos 2 RESUMO Desenvolvemos nosso trabalho partindo do modelo de cidadão em Atenas para podermos entender que sociedade concebida na Grécia antiga, onde a cidadania era exercida por alguns e negada às demais classes que compunham o Estado. E, até que ponto a estrutura política grega vigente justificava o exercício da cidadania por poucos, já que o pensamento da Paidéia refletia a sua realidade sociopolítica. Para esclarecimento destes pontos sustentamos nosso trabalho por meio de uma pesquisa de cunho bibliográfico, ou seja, de uma interpretação teórica e conceitual do pensamento filosófico. Para tal pesquisa, apoiamo-nos no texto principal, Política de Aristóteles, e em comentadores. Estes nos forneceram os materiais necessários para analisarmos o exercício da cidadania na antiguidade, procurando luzes para refletirmos sobre o modelo educacional hoje. Propomos um recorte onde sinalizamos a importância da formação e participação do cidadão para os Sofistas, Sócrates e Platão. Desse modo, tivemos o intuito de ver maneiras de visualizar o cidadão e, conseqüentemente, suas diferenças em propor as formações dos cidadãos, como também de atuação no meio social. PALAVRAS-CHAVE: Cidadania, Filosofia, Educação em Atenas. ABSTRACT We develop our work based on the model citizen in Athens in order to understand that society conceived in ancient Greece, where citizenship was practiced by some and denied to the other classes that comprised the state. And to what extent the current Greek political structure justified the exercise of citizenship by a few, since the thought of Paideia reflected his socio-political reality. To clarify these points we sustain our work through a bibliographical search, ie, a theoretical interpretation of the philosophical and conceptual. For this research, we rely in the main text, Politics of Aristotle, and commentators. They gave us the materials necessary to analyze the 1 Pedagoga, Doutora em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Mestra em Educação pelo Instituto de Estudos Avançados em Educação da Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro. Professora Titular III da Universidade Tiradentes Sergipe, atuante na Graduação e no Curso de Mestrado em Educação. 2 Graduado em Geografia pela Universidade Tiradentes, Licenciado em Filosofia pela Faculdade São Tomás de Aquino, aluno especial do Mestrado em Educação da Universidade Tiradentes e integrante dos Grupos de Pesquisa em Políticas Públicas,Gestão Socioeducacional e Formação de Professor(UNIT/CNPq) e Grupo de Pesquisa Educação e Contemporaneidade (UFS/CNPq).

2 exercise of citizenship in ancient times, looking for lights to reflect on the educational model today. We propose a cut which pointed out the importance of education and citizen participation for the Sophists, Socrates and Plato. Thus, we see the intention of ways to view the citizen and, therefore, propose their differences in the training of citizens, as well as acting in the social environment. KEYWORDS: Citizenship, Philosophy, Education in Athens. A FORMAÇÃO DO CIDADÃO EM ATENAS SEGUNDO SEGUNDO OS SOFISTAS Quando nos voltamos para um estudo mais detalhado sobre a formação dos cidadãos no período clássico da historia grega, podemos focalizar como inovadores e grande contribuidores para uma nova visão sobre a educação o movimento dos sofistas. Tal termo implica uma denominação que originariamente significa mestre do saber. Estes, por sua vez, não têm um período determinado dentro da historia, mas sabe-se que teve inicio antes de Sócrates e se estende até alguns anos depois deste pensador. Também sabemos que seus pensadores não são de uma mesma localidade, mas de vários locais. Acrescentamos, além disso, que eles não tinha uma única preocupação, mas cada autor aprofundou-se na questão que mais lhe convinha e, diferentemente dos demais pensadores, até então conhecidos,não tinham morada fixa. A Paidéia dos sofistas era uma colorida mistura de matérias de origem vária. O seu objetivo era a disciplina do espírito, mas não existia entre eles unanimidade quanto ao saber mais indicado para atingi-la, pois cada um deles seguia estudos especializados e, naturalmente, considerava a sua disciplina como a mias conveniente de todas(jaeger,1995:538). Só que, apesar de especialidades diversas eles tinham afinidades comuns a todos. É exagero dizer [...] que os sofistas nada tinham em comum exceto o fato de serem mestres profissionais. Nenhum campo nos assuntos que ensinavam ou na mentalidade que estes produziam. Um assunto pelo menos todos eles praticavam e ensinavam em comum: a retórica ou a arte do logos(guthrie,1995:46).

3 O movimento dos sofistas surge não involuntariamente, mas para responder aos anseios da sociedade da época. Anseios estes que têm como conseqüência fatores diversos. Contextualizados na polís,desde aspectos sociais, militares até, fundamentalmente, aquele de índole política. Portanto, levemos em conta que o movimento dos sofistas é fruto de uma crise em vários âmbitos das relações sociais. Assim é descrita pelo historiador da filosofia: [...] Todos os caminhos já haviam sido palmilhados e o pensamento físico chegaram aos seus limites extremos. [...] Por outro lado, no século V a.c. manifestaram-se fermentos sociais, econômicos e culturais que, ao mesmo tempo, favoreceram o desenvolvimento da sofistica e, por seu turno foram por ele favorecidos. Antes de mais nada, recordamos a lenta, mas inexorável crise da aristocracia, acompanhada pari passu pelo sempre crescente, poder do demos, o povo; o fluxo sempre mais maciço de estrangeiros as cidades, especialmente Atenas, com a ampliação do comércio, que, superando os limites de cada cidade, levava cada uma ao contato com um mundo mais amplo; a difusão dos conhecimentos e experiências dos viajantes, que levavam à comparação entre os usos, costumes e leis helênicos e usos, costumes e leis totalmente diferentes(reale,1990:74). É preciso ressaltar que, em conseqüência do quadro panorâmico da época, o movimento fez uma verdadeira revolução quando, uma vez esgotada a investigação da physis, que não chegou a uma conclusão coesa, segundo Reale (1990) desloca o eixo da reflexão filosófica da physis e do cosmo para o homem e aquilo que concerne à vida do homem como de uma sociedade. Quando o assunto é relacionado ao homem em sociedade podemos citar problemas como: política, ética, educação e os conflitos da pólis, cidade, que são as preocupações do homem grego no período sofistico. E em especial Atenas onde a democracia estava avançando. Mas dentro destas novas preocupações, uma não teve origem com os sofistas, no entanto, eles foram essenciais para o seu estabelecimento, quando se propuseram ser os sucessores educacionais dos que antes tinham esta missão, os poetas. Portanto esta preocupação foi primeiramente dos poetas. Foi já com Simônides, Teógnis e Píndaro que entrou na poesia o problema da possibilidade de ensinar a arete. [...] Com eles, a poesia tornou-se o palco de uma discussão apaixonada sobre a educação. [...] Os sofistas deram o último passo (JAEGER, 1995: ).

4 Ao evidenciarmos importância dos sofistas para a nova concepção de educação queremos ressaltar que a educação da época não mais correspondia ás necessidades do homem da polis, segundo entendimento os sofistas. Isto implica reconhecer a necessidade de um conhecimento e/ou noções mais adequadas ás diversas áreas. A educação imitativa efetivamente não correspondia a tais exigências. Desde Homero a idéia do modelo e do exemplo domina a educação aristocrática. Com o exemplo pessoal coloca-se viva diante dos olhos do educando a norma que deve seguir, e o olhar atento para a encarnação da figura ideal do homem deve movê-lo à imitação(jaerger,1995:361). Segundo a nova visão a arete, virtude, não estava somente em alguns poucos que recebiam através do sangue nobre e era desenvolvida pela educação imitativa e ginástica, que propocionava a disciplina corporal no educando. Mas, segundo a nova concepção, a virtude é adquirida através da formação consciente do espírito. Com isso, há uma ruptura, pois, qualquer homem que se dedique à aprendizagem, ou melhor, que receba um aprendizado adequado poderá desempenhar, com maior eficiência, o seu papel de cidadão. O cidadão é um homem virtuoso e para os sofistas a virtude pode ser ensinada. Só que, a virtude para este é identificada com a técnica e, dentro de todas as técnicas ensinadas pelos demais sofistas, Protágoras colocava a sua como a principal, isto é, a técnica política. Que a virtude se podia ensinar era á base da pretensão dos sofistas [...]. As referências de Protágoras, em Platão, à techne do artesão e à arete do artesão evidenciam que para ele significam a mesma coisa. Ele mesmo consiederava a instrução nas technai especificas, que alguns sofistas ofereciam, como inferior a ele, a arte política ou a virtude política, que é sua especialidade pessoal (GUTHRIE,1995:237). Quando os sofistas identificam a virtude com a técnica, fica claro para nós que, diante da situação sociopolítica, que exige do cidadão a maior capacidade possível de desenvolvimento no discurso persuasivo, eles traziam a solução quando ensinavam estas técnicas, tão essenciais para as discussões dentro dos problemas do Estado. Por isso afirma JAEGER (1995) foi das necessidades mais profundas da vida do Estado que nasceu a idéia da educação, a qual reconheceu no saber a nova e poderosa força espiritual daquele tempo para a formação de homens, e a pôs a serviço dessa tarefa.

5 É evidente a ruptura feita pelos sofistas que nos mostra a idéia otimista dele em relação ao homem. Tal idéia está na afirmação que, todo homem pode ser educado. Coisa que os pensadores anteriores (pré-socráticos) não abordaram, visto que, o momento histórico, por eles vivenciado, não tinha como ponto de reflexão as preocupações relacionadas às vivências humanas, e sim, o principio de todas as coisas. Tendo em vista a concpção de educação sofistica, fica superado a velha nobreza de sangue e então, aparentemente, surge uma idéia preliminar, que uma vez instruídos, todos teriam o direito de participar como cidadão da democracia ateniense. De acordo JAEGER(1995) pela primeira vez estende a vastos círculos e dá publicidade total a exigência de arete baseada no saber. Partindo desta idéia, o povo seria diretamente o grande beneficiado, pois estaria desejoso de poder participar do saber para também adentrar na administração da coisa pública. Segundo JAEGER(1995) é certo que em nenhum outro lado tiveram todos, mesmo os simples cidadãos, tantas possibilidades de adquirir os fundamentos de uma cultura elementar, como em Atenas, embora o Estado não tivesse a escola na mão. Porem sabemos que Atenas tinha um contigente de escravos bem numerosos, de lavradores, artesão e metecos (estrangeiros livres que viviam do comércio), que não exerciam a cidadania. Não a exerciam porque os escravos não eram considerados homens racioanais, pois não tinham capacidade de reflexão. Os lavradores, artesão e qualquer um que dependesse do trabalho braçal não tinham tempo nem oportunidade de esmerar-se no saber, tampouco de poderem participar das assembléias, sem abordar que, aquele que se submetia ao trabalho braçal era indigno de tal função. Aos estrangeiros a cidadania era negada, podendo somente viver e desempenhar seus trabalhos. Portanto, restava somente uma pequena parcela da população que tinha o direito de exercer a cidadania, partindo das assembléias públicas na ágora e se ocupando com as decisões da cidade-estado. Na verdade, como conseqüência das novas idéias, houve somente um alargamento da nobreza sanguinea, classe beneficiada na antiga visão, que recebiam os privilégios por hereditariedade para participarem, pois eram homens livres, que não se submetiam a trabalhos braçais e por terem nascidos no estado ateniense, que segundo JAEGER(1995) como membros conscientes da sociedade estatal e obrigados a se colocarem a serviço do bem da comunidade. Entendemos que apesar da proposta inovadora, na verdade os sofistas não conseguiram transpor a barreira que sempre proporcionou uma educação para a elite. Como afirma Jaeger (1995) já desde o começo a finalidade do movimento educacional comandado pelos sofistas não era a educação do povo. No fundo não era senão uma nova forma da educação dos nobres.

6 Desta forma, a nova educação vem para suprir a carência que deixava a educação imitativa.é através dos conteúdos da música,poesia, gramática, retórica e dialética que os sofistas queriam proporcionar um conhecimento geral nos diversos âmbitos que envolviam os homens. Mas, o desenvolvimento da retórica era fundamental para melhorar persuadir, argumentar e discutir na Ágora ateniense. A faculdade oratória[...] Reside antes de mais nada na judiciosa aptidão para proferir palavras decisivas e bem fundamentadas. No Estado democrático, as assembléias públicas e a liberdade de palavra tornaram indispensáveis os dotes oratórios e até os converteram em autênticos leme nas mãos do homem de Estado. Notamos que a grande contribuição dos sofistas para os cidadãos atenienses foi o desenvolvimento da oratória para a participação na democracia, ou seja, nas assembléias. A importância da oratória para os sofistas também revela o relativismo pregado por ele mesmos. Treinavam seus alunos para elogiar e censurar as mesmas coisas, a verdade não mais importa,visto que, o que vale é ter capacidade de argumentação lógica que leve o ouvinte a convencer-se da idéia que é defendida. Com isto, mesmo que o que vai ser defendido, possa ser facilmente derrubado, quando bem argumentado torna-se á indestrutível. E aqui mostra o pensamento que é fruto da negação de qualquer postulado absoluto. O que vale é o jogo de palavras, não existe uma moral absoluta, verdade, tudo isto é relativo. A FORMAÇÃO DO CIDADÃO EM ATENAS SEGUNDO SÓCRATES Sócrates nasceu em 469 a.c., em Atenas e vivenciou o apogeu de sua cidade. Morreu em 399 a.c., depois de condenado á pena capital por não acreditar nos deuses e por corromper os jovens. Sabe-se que foi contemporâneo de grandes sofistas como Protágoras e que foi um crítico feroz das idéias dos mesmos. Todo ensinamento socrático foi dado nas praças, no mercado. Ele mesmo nada escreveu e tudo o que sabem vem de comentadores e historiadores da época. Mas, fazendo um depuramento das obras de seu amigo que denominamos fiel discípulo, Platão, podemos extrair o cerne de seu pensamento. Todo o seu método educacional é em oposição à dos sofistas. Os sofistas são mestres ambulantes vindos de fora, nimbados de um halo de celebridade inacessível e rodeado de um reduzido círculo de discípulos. È por dinheiro que ministram seus ensinamentos. Estes

7 versam sobre disciplinas ou artes especificas e dirigem-se a um público seleto de filhos de cidadãos abastados, desejosos de se instruírem. O palco onde, em longo solilóquio, brilham os sofistas é a casa particular ou a aula improvisada. Em contrapartida, Sócrates é um cidadão simples, a quem todos conhecem. A sua ação passa quase despercebida; a conversa com ele agarra-se quase que espontaneamente, e como sem querer, a qualquer tema de ocasião. Não se dedica ao ensino nem tem discípulos; assim o afirma, pelo menos. Só tem amigos, camaradas(jager,1995:523). Apesar de Sócrates afirmar que não se dedicou ao ensino, pois sabia. Ele inicia o seu trabalho educativo quando procura refutar ou comprovar a afirmação do oráculo: Conheceis bem Xenofonte.[...] Indo a Delfos, ousou interrogar o oráculo[...] perguntou-lhe, pois, se havia alguém mais sábio que eu. Ora a Pitonisa (sacerdotisa do templo de Delfos) respondeu que não havia ninguém mais sábio(platão, 2004:61). A procura de refutação ou confirmação do oráculo era através de diálogos travados com pessoas, segundo Sócrates, mais sábias do que ele. Estes diálogos aconteciam com alguns políticos, poetas e artífices, mas estes, que aparentemente demonstravam muita sabedoria, na verdade, uma grande parte desta sabedoria era enganosa. Demonstravam saber e pensavam que sabiam, quando pouco sabiam. Então, Sócrates destacou-se entre a juventude, com seu método, pois, a sua pedagogia, que era diversa da dos sofistas traziam um complemento. Este complemento está no fato que, nos diálogos travados por Sócrates os jovens suscitavam a crítica a todas as estruturas de poder. O socrático era a ironia, isto é, simulava não saber e lançava questões até que o interlocutor não tivesse mais saída e tomasse consciência da sua ignorância. Utilizava ainda a maiêutica, que se dava quando o interlocutor estava embaraçado pelas perguntas e Sócrates lhe fazia ver alguns problemas, a partir de então o interlocutor fazia uma reflexão, reelaboração de pensamento, e demonstrava a sua nova conclusão, que era o conhecimento verdadeiro que brotava do interlocutor sobre a questão. Quando o nosso pensador utilizava o método da ironia e da maiêutica era porque queria que o interlocutor abandonasse o conhecimento falso, enganoso, que ele tinha como verdadeiro e buscasse, através da reflexão, o conhecimento que tinha dentro de si. Ora, para Sócrates, o homem deveria preocupar-se, primeiramente, com a alma, não com as honrarias, as riqueza ou os problemas da cidade. O homem que demonstrasse ter

8 a virtude, aí sim poderia ocupar-se do bem público. A alma socrática não tem nada em comum com a concepção atual, isto é, dimensão escatológica, mas com episteme, razão, o eu consciente. Também para ele, a virtude, antes de qualquer coisa, era ciência, conhecimento. O pensador ateniense afirmava que, aquele tinha conhecimento, praticava o bem, o bom. O erro só era fruto da ignorância. Esta era a sua concepção ética. Caro cidadão de Atenas, tu que pertences à maior cidade e mais famosa pelo saber e pelo poder, não te envergonhas de fazer caso das riquezas, para guardares quanto mais puderes e da glória e das honrarias, e, depois não fazer caso e nada te importares de sabedoria, da verdade e da alma, para tê-la cada vez melhor? E,se algum de vós protestar e prometer cuidar disso, não o abandonarei, nem irei embora,mas o interrogarei e o examinarei e o convencerei, e, em qualquer momento que me pareça que não possui a virtude, convencido de que a possui, o reprovarei, faz pouquíssimo caso das coisas de grandíssima importância e grande caso das que tem pouco valor.[...] A virtude não nasce da riqueza, mas da virtude vêm, aos homens, as riqueza e todos os outros bens, tanto públicos como privados (PLATÃO, 2004:72-73). Sócrates era contrario a participação das massas proletária, por discordar completamente da participação do povo nas decisões políticas e jurídicas. Para Sócrates, as decisões que deveriam reger o Estado tinham que estar nas mãos de quem tinha um conhecimento elevado. Era indubitável que ele tinha declarado, defeituoso, como norma fundamental, o principio democrático dominante em Atenas, segundo o qual o governo era incumbência da maioria do próprio povo: em sua substituição proclamara, como norma para direção do Estado, o principio superior conhecimento das coisas(jaeger,1995: ). Mas a educação política socrática tinha como destinatário, todos, só que, alguns para o governo e outros para serem governados. Os primeiros devem aderir voluntariamente a uma vida que, por causa da finalidade, deveria ser ascética em busca do autodomínio. Basta-nos, para que destaquemos que a educação socrática dirige-se aos sábios, àqueles que foram naturalmente escolhidos, dotados de virtude, pois só estes podem dominar seus instintos selvagens que estão dentro de todos. Sócrates estava convencido de que, se estes escolhidos tivessem a educação devida, eles atingiriam por eles mesmos o mais alto nível de conhecimento e, além de serem felizes, tornariam os demais

9 homens felizes. E assim dariam os frutos que corresponderiam com os talentos que eles possuíam. A FORMAÇÃO DO CIDADÃO EM ATENAS SEGUNDO PLATÃO Platão nasceu em Atenas no mês de maio de 427 a.c. Faleceu em 348/347 a.c. O nome Platão é apelido, devido aos seus ombros muito largos. Seu nome era Aristocles. Por volta dos vinte anos conheceu Sócrates e começou a segui-lo. Tinha uma boa posição social, pois sua família dispunha de uma fortuna condizente à nobreza, pois isso, pôde receber elevada educação. Junto com alguns companheiros quis interferir no processo contra Sócrates, como fiador do seu mestre.logo após a morte do mestre, ausentou-se de Atenas por algum tempo porque empreendeu algumas viagens por alguns países. Ele fundou a Academia, escola na qual esteve à frente até a morte. Lá se reunia com alguns outros, uma vez por mês para altas discussões filosóficas. Platão, ao contrario do seu mestre, escreveu muito e é um caso especial entre os filósofos antigos, porque dele conseguiu chegar até nós a sua obra completa. Dentro da obra de Platão existe uma variação de temas, mas apesar de não ter uma vida politicamente ativa, ele escreveu obras de cunho político. A República é uma utopia que nos expressa claramente sua idéia, ou melhor, sua maneira de conceber o Estado, isto porque nesta obra ele reconstrói o Estado. O filósofo está decepcionado com o Estado democrático que levou Sócrates à morte. Todavia,como base do novo Estado, idealizado por Platão, deve estar a preocupação primeira com a educação dos educadores. Quando a preocupação é a educação destes é porque Platão coloca a educação como responsabilidade de todos. Toda a educação é para ele função da comunidade, quer esteja regulamentada pelo Estado, quer atue livremente ; e Platão, coerente com o seu critério de que só num Estado perfeito se pode realizar a verdadeira educação [...] não é aos educadores mas, a coletividade, que importa os defeitos da educação vigente(platão,2000:201).

10 É através de uma educação bem planejada, baseada na cultura musical, na ginástica, no aprofundamento das matemáticas e da oratória que acontecia à educação dos guardiões. É evidente que Platão acredita na educação como base fundamental para a formação do governante, porque uma vez educado, as leis que regem a conduta humana passam para segundo plano. E sendo esta idéia corroborada, o outro fator que garante a boa conduta do cidadão é a junção da educação com um forte caráter. A primeira classe social, porém não necessita de educação especial, porque as artes e os ofícios são facilmente aprendidos com a prática.para as classes dos guardas, Platão propõe a educação clássica, ginástico-musical, com o objetivo de robustecer convenientemente à parte da alma da qual deveriam a coragem e a fortaleza. [...] A educação prevista por Platão os governantes coincidia com os exercícios necessários para o aprendizado da filosofia, suposta a coincidência entre o verdadeiro filósofo e o verdadeiro político(reale,1990: ). Na república platônica O Estado deveria ser dividido em três classes principais,assim como ele divide em três partes a alma: a classe mais baixa, representando a alma apetitiva, incluiria os lavradores, os artistas e os comerciantes; a segunda classe, representando a coragem, seria formada pelos soldados; enquanto a classe mais alta, representando a sabedoria, compreenderia os guardiões. Por conseguinte, a justiça brota do desempenho harmônico das classes. Com isto, compreende-se que a justiça, nada mais é, que cada um dê o máximo de si na classe que está inserido e não queria fazer coisas que competem às outras classes. Segundo Platão (200,p.133) justiça significa guardar apenas os bens que nos pertencem e em exercer unicamente a função que no é própria. De acordo este pensamento, só assim, realizar-se-ia o melhor Estado possível, porque mesmo com tal divisão e tendo que se submeter ao governo dos melhores, todos seriam felizes. Agora julgamos modelar a cidade feliz, não pondo à parte um pequeno número dos seus habitantes para torná-los felizes, mas considerando-o como um todo;[...] caso que devemos obrigar os auxiliares e os guardas a assegurá-la e convencê-los, assim como a todos os outros cidadãos, a desempenharem o melhor possível as funções de que são

11 incumbidos; e, quando a cidade se tiver desenvolvido e estiver bem organizada, deixaremos que cada classe participe de acordo com a sua natureza, da felicidade(platão,200:117). Como vemos, o governo está nas mãos dos melhores, mas não é uma nobreza de sangue, pois apesar de dar uma importância muito grande ao nascimento para a formação de uma estirpe, ele ainda coloca que é dever dos guardiões, com uma constância, descer até a última classe e procura os melhores e elevá-los á classe dos guardiões. [...] Dissemos que era preciso relegar para as outras classes a criança medíocre nascidas dos guardas e elevar à condição de guarda a criança bem-dotada nascida nas outras classes (PLATÃO,200:119). A classe dominante, guerreiros e guardiões, não podiam possuir nenhum bem material, pois, quando o homem passa a preocupar-se com os bens materiais facilmente é corrompido. Não fazendo acontecer à justiça entre as classes. Nenhum deles possuiria nada exclusivo, exceto os objetos de primeira necessidade; em seguida, nenhum terá habitação nem loja onde toda a gente possa entrar. Quanto à alimentação necessária a atletas guerreiros sobre e corajosos, recebê-la-ão dos outros cidadãos, como salário da guarda que asseguram, em quantidade suficiente para um ano, de modo a não sobrar e a não faltar; tomarão as refeições juntos e viverão em comum como soldados em campanha (PLATÃO, 2000:113). Casavam-se e tinha filhos, mas as uniões eram temporários e os filhos não permaneciam com eles, mas eram educados pelo Estado obrigando-os a tratar a todos como seus filhos e assim eles formavam uma grande família. Todas as mulheres dos nossos guerreiros pertencerão a todos: nenhuma delas habitará em particular com nenhum deles. Da mesma maneira, os filhos serão comuns e os pais não conhecerão os seus filhos nem estes os seus pais (PLATÃO,2000:160). Para uma melhor seleção é conveniente que os melhores tenham relações com as melhores. Por isso é necessário também a educação das mulheres e colocá-las em proximidade com os homens, isto é, não existe função própria das mulheres e dos homens, mas participando da mesma educação as mulheres desempenharão as mesmas funções dos homens. E lhes acompanharão. É entre estas mulheres que os homens devem estabelecer relações e procriar. Sendo que, a prole vai ser educada por mães que

12 já estão preparadas unicamente para este fim. Este regimento de procriação deve ser controlado pelo Estado. Ora, aqueles e aquelas que tiveres escolhido, tendo domicílio comum, tomando em comum as suas refeições e não possuindo nada de seu, estarão sempre junto; e encontrando-se misturados nos exercícios do ginásio e que concerne o resto da educação(platão,2000:161). Estas uniões são transitórias e não permanentes. Para o bem do Estado o que vale nas uniões não são os afetos, mas condições de uma boa reprodução para melhorar a qualidade dos cidadãos futuros. Todo este planejamento tem como cume à virtude e a felicidade de todos, pois aqueles que governam,devem antes buscar servir, e não honrarias. E como grande empreendedor para governa tal Estado, está o filósofo, visto que, ou o rei é filósofo ou o filósofo deve ser rei. Enquanto os filósofos não forem reis nas cidades, ou aquele que hoje denominamos reis e soberanos não forem verdadeiramente e seriamente filósofos, enquanto políticos e a filosofia não convergirem no mesmo indivíduo enquanto os muitos caracteres que atualmente perseguem um ou outro desses objetivos de modo exclusivo não forem impedidos de agir assim, não terão fim, meu caro Glauco, os males da cidade, nem, conforme julgo, os do gênero humano, e jamais a cidade que nós descrevemos será edificada(platão, 2000: ). Portanto, Platão também estabelece para seu Estado o governo dos filósofos. Só estes teriam condições, através da reminiscência, chegar ao conhecimento verdadeiro e melhor administração o Estado, enquanto o restante teria que figurar entre os governados. E vejamos como o comentador define o filósofo na visão platônico. Platão concebe o filósofo como um homem de grande memória, de percepção rápida e sedento de saber. Um tal homem despreza tudo o que é minúsculo, o seu olhar eleva-se sempre ao aspecto global das coisas e abarca, de uma vigia altíssima, a existência e o tempo. Não tem a vida em grande apreço nem sente grande apego aos bens exteriores. É estranho a ele tudo o que seja gabolice. É grande em tudo, mas sem por isso deixar de possuir um certo encanto. È um amigo e parente da verdade, da justiça, da valentia, do autodomínio (JAEGER,1995:848). Está claro, no estabelecimento do Estado platônico, que aqueles que possuíam o conhecimento imutável, que contemplavam não as aparências, mas o real, deveriam governar, pois saberiam, melhor que a ninguém, que sua verdadeira função no Estado

13 era servir, e não uma busca desenfreada pelo poder, pelas honrarias. Saberiam manter a ordem, coordenando para que a injustiça nunca acontecesse. E desta forma saberiam conduzir os demais para a felicidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo excursão proposta pelo texto deixamos claro, todo escrito reflexivo de Aristóteles não partiu de elaboração de uma sociedade ideal, mas partiu da sociedade real, precisamente da sua realidade sociopolítica. Como também, da sua concepção de homem, que segundo ele, é um animal político por natureza, isto é, o homem só encontra sua realização plena quando em contato com os demais. O homem é naturalmente um ser de relações. È tendência natural do homem viver em sociedade. Como exigência natural, temos a formação da sociedade que necessita um direcionamento, um governo. Então o governo da polis deveria estar nas mãos dos cidadãos, aqueles que deliberavam na ágora, praça pública, ou exercia a cidadania ocupando uma função em uma das diversas magistraturas. Como colaborador direto dos cidadãos, tínhamos os guerreiros que tinham como função defender a cidade-estado. Estas duas classes formavam a parte principal do Estado. As demais classes, que eram importantes para o abastecimento e manutenção da cidadã-estado, não tinham direito a cidadania. Destarte, era negado a cidadania para os metecos (estrangeiros comerciantes), como também, aos lavradores e artesãos. Os escravos não eram considerados como pertencentes a uma classe social, pois pertenciam ao senhor, eram extensões do mesmo, já que não tinham capacidade reflexiva. Também não gozavam do direito a cidadania os jovens e as mulheres. O cidadão era o homem livre, não estrangeiro, que não desempenhavam nenhum trabalho braçal, pois era coisa servil, indigno para o cidadão, e que participava das

14 assembléias na ágora ateniense. Seu trabalho era pensar para melhorar administrar a coisa pública. A sociedade concebida na Grécia Antiga privilegia a classe dos cidadãos e dos guerreiros em detrimento das demais que compunham o estado. Esta maneira que os filósofos grego tinham de visualizar a sociedade era fruto da sua realidade social, mas eles não observou toda a realidade e transpôs na integra, sem dirigir alguma critica a sociedade em que estavam inseridos. Embora as críticas feitas por eles á democracia, que se encontrava desfigurada, foi pouco relevante, pois o que foi absolvido em seus pensamentos como sendo uma boa proposta para o retorno ao apogeu da democracia fazia parte da realidade sociopolítica, o sistema escravista, por exemplo. Com efeito, se o governo da polis, para os filósofos, era algo sublime, acreditamos hoje que a participação consciente do cidadão em busca do que é melhor para a sociedade é fundamental importância para a elevação de toda humanidade. BIBLIOGRAFIA ARISTÓTELES. Política. Tradução de Torrieri Guimarães. São Paulo: Martin Claret, (Coleção obra-primeira de cada autor).ética A Nicômoco. Tradução de Pietro Nassetti. São Paulo: Martin Claret, (Coleção obra-prima de cada autor) ARROYO, Miguel G. Ofício de mestre: imagens e auto-imagens. Petrópolis, RJ: Vozes, BITTAR, Eduardo C. B. Curso de Filosofia aristotélica: leitura e interpretação do pensamento aristotélico. Barueri, SP: Manoel, BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil 1988[Organizações, Editora Jurídica da Editora Manole]. Barueri, SP: Manole, BRUNO, LÚCIA. Acerca do indivíduo, da prática e da consciência da prática. In: Educação & Sociedade. São Paulo, SP: Cortez, Ano X, n. 33. ago BUARQUE, Cristóvam. A revolução das prioridades: da modernidade técnica à modernidade ética. Rio de Janeiro, Paz e Terra, FARIA, Maria do Carmo Bettencout de. Aristóteles: a plenitude como horizonte do ser.são Paulo: Moderna, (Coleção Logos)

15 GOMES, Lucrecia Anchieschi e SANTOS, Luciano Pereira dos. Policidadania.São Paulo: Paulinas, (Coleção mundo possível) GUTHRIE,W.K.C. Os Sofistas. Tradução de João Resende Costa. São Paulo: Paulus,1995. JAEGER,Werner. Paidéia. Tradução de Artur M. Parreira. 3 ed. São Paulo: Martins Fontes, NÓVOA, Antônio (coord.). Os professores e sua formação. 2. ed. Lisboa: Dom Quixote, PLATÃO. Apologia de Sócrates. Tradução de Jean Melville. São Paulo: Martin Claret, (Coleção obra-prima de cada autor). A República. Tradução de Enrico Corvisieri. São Paulo: Editora Nova Cultural, REALE, Giovane e ANTISERE, Dario. História da filosofia. Antiguidade e Média, Vol. I.São Paulo: Paulus,1990. SANTOS, Milton. O professor como intelectual na sociedade contemporânea. Águas de Lindóia, SP: 1999 (material apostilhado). SERRANO, Jonathas. História da filosofia. Rio de Janeiro: Editora Zelio Valverde, VERGNIÉRES,Solange. Ética e Política em Aristóteles: Physis, ethos, nomos. Tradução de Constança Marcondes Cesar. São Paulo: Paulus, 1998.(Ensaios filosóficos)

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática

LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES. Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática LEGADOS / CONTRIBUIÇÕES Democracia Cidadão democracia direta Olimpíadas Ideal de beleza Filosofia História Matemática GEOGRAFIA, ECONOMIA E POLÍTICA Terreno montanhoso Comércio marítimo Cidades-estado

Leia mais

História da Educação. Profa. Dra. Andreia R. Simoni Saldanha

História da Educação. Profa. Dra. Andreia R. Simoni Saldanha História da Educação Profa. Dra. Andreia R. Simoni Saldanha Na educação clássica grega podemos reconhecer esboços de modelos teóricos, cognitivos, éticos e estéticos que dão origem a toda cultura oriental.

Leia mais

Filosofia na Antiguidade Clássica Sócrates, Platão e Aristóteles. Profa. Ms. Luciana Codognoto

Filosofia na Antiguidade Clássica Sócrates, Platão e Aristóteles. Profa. Ms. Luciana Codognoto Filosofia na Antiguidade Clássica Sócrates, Platão e Aristóteles Profa. Ms. Luciana Codognoto Períodos da Filosofia Grega 1- Período pré-socrático: (VII e VI a.c): início do processo de desligamento entre

Leia mais

PLATÃO E SOCRÁTES: LEITURAS PARADOXAIS

PLATÃO E SOCRÁTES: LEITURAS PARADOXAIS PLATÃO E SOCRÁTES: LEITURAS PARADOXAIS Alan Rafael Valente (G-CCHE-UENP/CJ) Douglas Felipe Bianconi (G-CCHE-UENP/CJ) Gabriel Arcanjo Brianese (G-CCHE-UENP/CJ) Samantha Cristina Macedo Périco (G-CCHE-UENP/CJ)

Leia mais

Márcio Ronaldo de Assis 1

Márcio Ronaldo de Assis 1 1 A JUSTIÇA COMO COMPLETUDE DA VIRTUDE Márcio Ronaldo de Assis 1 Orientação: Prof. Dr. Juscelino Silva As virtudes éticas derivam em nós do hábito: pela natureza, somos potencialmente capazes de formá-los

Leia mais

FILOSOFIA CLÁSSICA: SÓCRATES E PLATÃO (3ª SÉRIE)

FILOSOFIA CLÁSSICA: SÓCRATES E PLATÃO (3ª SÉRIE) FILOSOFIA CLÁSSICA: SÓCRATES E PLATÃO (3ª SÉRIE) SÓCRATES (469-399 a.c.) CONTRA OS SOFISTAS Sofistas não são filósofos: não têm amor pela sabedoria e nem respeito pela verdade. Ensinavam a defender o que

Leia mais

SÓCRATES: O MESTRE GREGO E SEU SISTEMA PEDAGÓGICO REFLETINDO NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA

SÓCRATES: O MESTRE GREGO E SEU SISTEMA PEDAGÓGICO REFLETINDO NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA SÓCRATES: O MESTRE GREGO E SEU SISTEMA PEDAGÓGICO REFLETINDO NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA Luiz Fernando Bandeira de Melo lfbmelo@prove.ufu.br Vani Terezinha de Rezende Faculdade Católica de Uberlândia O método

Leia mais

RESOLUÇÕES DE QUESTÕES SÓCRATES 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROFESSOR DANILO BORGES

RESOLUÇÕES DE QUESTÕES SÓCRATES 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROFESSOR DANILO BORGES RESOLUÇÕES DE QUESTÕES SÓCRATES 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROFESSOR DANILO BORGES 1. (Unicamp 2013) A sabedoria de Sócrates, filósofo ateniense que viveu no século V a.c., encontra o seu ponto de partida

Leia mais

A ÉTICA DAS VIRTUDES. A ética e a moral: origem da ética As ideias de Sócrates/Platão. Prof. Dr. Idalgo J. Sangalli (UCS) 2011

A ÉTICA DAS VIRTUDES. A ética e a moral: origem da ética As ideias de Sócrates/Platão. Prof. Dr. Idalgo J. Sangalli (UCS) 2011 A ÉTICA DAS VIRTUDES A ética e a moral: origem da ética As ideias de Sócrates/Platão Prof. Dr. Idalgo J. Sangalli (UCS) 2011 ETHOS Significado original do termo ETHOS na língua grega usual: morada ou abrigo

Leia mais

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2 Educação Matemática Prof. Andréa Cardoso 2013/2 UNIDADE I Educação Matemática e Ensino HISTÓRIA DA ESCOLA Quando e como surgiram as escolas? ESCOLA, do grego SKHOLE que significa LAZER EDUCAR, do latim

Leia mais

1ª Série do Ensino Médio/ 2 Trimestre SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES

1ª Série do Ensino Médio/ 2 Trimestre SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES Sem limite para crescer! Resumo das aulas de Filosofia 1ª Série do Ensino Médio/ 2 Trimestre SÓCRATES, PLATÃO E ARISTÓTELES Esses três filósofos foram os inauguradores da filosofia ocidental como a que

Leia mais

3ª Filosofia Antiga (Pensadores antigos)

3ª Filosofia Antiga (Pensadores antigos) 3ª Filosofia Antiga (Pensadores antigos) Questão (1) - A filosofia se constitui, a partir das concepções de Sócrates, Platão e Aristóteles, como o pensamento que investiga: a) A questão da dívida externa.

Leia mais

RESOLUÇÕES DE QUESTÕES 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROFº DANILO BORGES

RESOLUÇÕES DE QUESTÕES 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROFº DANILO BORGES RESOLUÇÕES DE QUESTÕES 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II PROFº DANILO BORGES (UFU ) Segundo Jean Paul Sartre, filósofo existencialista contemporâneo, liberdade é I- escolha incondicional que o próprio homem

Leia mais

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA

ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA ÉTICA, EDUCAÇÃO E CIDADANIA Marconi Pequeno * * Pós-doutor em Filosofia pela Universidade de Montreal. Docente do Programa de Pós-Graduação em Filosofia e membro do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos

Leia mais

Platão e a Filosofia da Educação Renato José de Oliveira Universidade Federal do Rio de Janeiro

Platão e a Filosofia da Educação Renato José de Oliveira Universidade Federal do Rio de Janeiro Page 1 of 5 Universidade Federal do Amapá Pró-Reitoria de Ensino de Graduação Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia Disciplina: Filosofia da Educação I Educador: João Nascimento Borges Filho Platão

Leia mais

3º ano Filosofia Teorias do conhecimento Prof. Gilmar Dantas. Aula 4 Platão e o mundo das ideias ou A teoria do conhecimento em Platão

3º ano Filosofia Teorias do conhecimento Prof. Gilmar Dantas. Aula 4 Platão e o mundo das ideias ou A teoria do conhecimento em Platão 3º ano Filosofia Teorias do conhecimento Prof. Gilmar Dantas Aula 4 Platão e o mundo das ideias ou A teoria do conhecimento em Platão ACADEMIA DE PLATÃO. Rafael, 1510 afresco, Vaticano. I-Revisão brevíssima

Leia mais

As formas de vida grega que prepararam o nascimento da filosofia

As formas de vida grega que prepararam o nascimento da filosofia As formas de vida grega que prepararam o nascimento da filosofia A Arte: (faculdade da imaginação) De modo mítico e fantástico mediante a intuição e a imaginação, tende a alcançar objetivos que também

Leia mais

Lista de Exercícios:

Lista de Exercícios: PROFESSOR(A): Ero AVALIAÇÃO RECUPERAÇÃO DATA DA REALIZAÇÃO ROTEIRO DA AVALIAÇÃO 2ª ETAPA AVALIAÇÃO RECUPERAÇÃO DISCIPLINA: HISTÓRIA ANO: 6º CONTÉUDOS ABORDADOS Cap. 4: o mundo grego todos os temas Cap

Leia mais

O regime democrático apareceu em Atenas no século V a.c., concretizado pelas reformas legislativas levadas a efeito pelo arconte Clístenes (508 a

O regime democrático apareceu em Atenas no século V a.c., concretizado pelas reformas legislativas levadas a efeito pelo arconte Clístenes (508 a IDEIAS A RETER SOBRE A GRÉCIA O regime democrático apareceu em Atenas no século V a.c., concretizado pelas reformas legislativas levadas a efeito pelo arconte Clístenes (508 a 507) e mais tarde aperfeiçoadas

Leia mais

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA

FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA FACULDADE DE ENSINO SUPERIOR DE LINHARES EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH NADIA OLIVEIRA LIBERDADE ANTIGA E LIBERADE MODERNA LINHARES 2011 EDIMIR DOS SANTOS LUCAS GIUBERTI FORNACIARI SARAH

Leia mais

Panorama dos pré-socráticos ao helenismo

Panorama dos pré-socráticos ao helenismo Panorama dos pré-socráticos ao helenismo Heidi Strecker* A filosofia é um saber específico e tem uma história que já dura mais de 2.500 anos. A filosofia nasceu na Grécia antiga - costumamos dizer - com

Leia mais

FILOSOFIA. Platão. OpenRose

FILOSOFIA. Platão. OpenRose FILOSOFIA Platão OpenRose 1 PLATÃO Filósofo grego (427 a.c.?-347 a.c.?). Um dos mais importantes filósofos de todos os tempos. Suas teorias, chamadas de platonismo, concentram-se na distinção de dois mundos:

Leia mais

EDUCAÇÃO FISÍCA PARA O CORPO E FILOSOFIA PARA A ALMA. RESUMO

EDUCAÇÃO FISÍCA PARA O CORPO E FILOSOFIA PARA A ALMA. RESUMO EDUCAÇÃO FISÍCA PARA O CORPO E FILOSOFIA PARA A ALMA. Albertino José da Silva 1 Anderson Alves da Silva 2 Faculdade Mauricio de Nassau 1 Universidade Estadual da Paraíba 2 RESUMO Analisaremos o ensino

Leia mais

Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II

Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II Orientação de estudo semanal turma 231 Filosofia II Na orientação dessa semana faremos questões objetivas sobre filosofia política. II. Questões sobre Filosofia Política 1. Foi na Grécia de Homero que

Leia mais

Distinção entre Norma Moral e Jurídica

Distinção entre Norma Moral e Jurídica Distinção entre Norma Moral e Jurídica Filosofia do direito = nascimento na Grécia Não havia distinção entre Direito e Moral Direito absorvia questões que se referiam ao plano da consciência, da Moral,

Leia mais

Palestrante: José Nazareno Nogueira Lima Advogado, Diretor -Tesoureiro da OAB/PA, Consultor da ALEPA

Palestrante: José Nazareno Nogueira Lima Advogado, Diretor -Tesoureiro da OAB/PA, Consultor da ALEPA A ÉTICA NA POLÍTICA Palestrante: Advogado, Diretor -Tesoureiro da OAB/PA, Consultor da ALEPA A origem da palavra ÉTICA Ética vem do grego ethos, que quer dizer o modo de ser, o caráter. Os romanos traduziram

Leia mais

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação

ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação ESPIRITUALIDADE: Como um valor imprescindível para a educação Janaina Guimarães 1 Paulo Sergio Machado 2 Resumo: Este trabalho tem por objetivo fazer uma reflexão acerca da espiritualidade do educador

Leia mais

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2

Educação Matemática. Prof. Andréa Cardoso 2013/2 Educação Matemática Prof. Andréa Cardoso 2013/2 UNIDADE I Educação Matemática e Ensino HISTÓRIA DA ESCOLA Quando e como surgiram as escolas? ESCOLA, do grego SKHOLE que significa LAZER EDUCAR, do latim

Leia mais

Sócrates: uma filosofia voltada para consciência crítica. Professor Danilo Borges Colégio Cenecista Dr. José Ferreira 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II

Sócrates: uma filosofia voltada para consciência crítica. Professor Danilo Borges Colégio Cenecista Dr. José Ferreira 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II Sócrates: uma filosofia voltada para consciência crítica Professor Danilo Borges Colégio Cenecista Dr. José Ferreira 9º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II Sócrates 469 399 a.c. Divisor de águas na filosofia grega

Leia mais

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) -

Questão (1) - Questão (2) - A origem da palavra FILOSOFIA é: Questão (3) - EXERCICÍOS DE FILOSOFIA I O QUE É FILOSOFIA, ETIMOLOGIA, ONDE SURGIU, QUANDO, PARA QUE SERVE.( 1º ASSUNTO ) Questão (1) - Analise os itens abaixo e marque a alternativa CORRETA em relação ao significado

Leia mais

Manual de Direito Previdenciário

Manual de Direito Previdenciário Manual de Direito Previdenciário Manual de Direito Previdenciário Benefícios Fábio Alexandre Coelho Luciana Maria Assad Vinícius Alexandre Coelho 4ª edição Revista e atualizada até julho/2015 Rua Machado

Leia mais

O BEM COMO FINALIDADE DA EDUCAÇÃO EM PLATÃO

O BEM COMO FINALIDADE DA EDUCAÇÃO EM PLATÃO O BEM COMO FINALIDADE DA EDUCAÇÃO EM PLATÃO Sinicley da Silva 1 Jocemar Malinoski 2 Ricardo Antonio Rodrigues 3 Resumo: Esse trabalho pretende discutir a concepção de educação em Platão e sua possível

Leia mais

Escravismo Antigo. Baseado na liberdade que se tem. Dois grupos sociais: Desenvolvimento intelectual, artístico, militar e político

Escravismo Antigo. Baseado na liberdade que se tem. Dois grupos sociais: Desenvolvimento intelectual, artístico, militar e político Escravismo Antigo Estrutura econômica Escravos produzem maior parte da riqueza Estrutura social Baseado na liberdade que se tem. Dois grupos sociais: à Livres: Desenvolvimento intelectual, artístico, militar

Leia mais

Processo Seletivo/UFU - julho 2007-1ª Prova Comum FILOSOFIA QUESTÃO 01

Processo Seletivo/UFU - julho 2007-1ª Prova Comum FILOSOFIA QUESTÃO 01 FILOSOFIA QUESTÃO 01 Leia atentamente o seguinte verso do fragmento atribuído a Parmênides. Assim ou totalmente é necessário ser ou não. SIMPLÍCIO, Física, 114, 29, Os Pré-Socráticos. Coleção Os Pensadores.

Leia mais

História da Educação. Fernando Santiago dos Santos fernandoss@cefetsp.br www.fernandosantiago.com.br (13) 9141-2155 8822-5365

História da Educação. Fernando Santiago dos Santos fernandoss@cefetsp.br www.fernandosantiago.com.br (13) 9141-2155 8822-5365 História da Educação Fernando Santiago dos Santos fernandoss@cefetsp.br www.fernandosantiago.com.br (13) 9141-2155 8822-5365 Aula 1 14 fev. 2011 Apresentação dos conteúdos, estratégias, ementa, avaliação

Leia mais

A tecnologia e a ética

A tecnologia e a ética Escola Secundária de Oliveira do Douro A tecnologia e a ética Eutanásia João Manuel Monteiro dos Santos Nº11 11ºC Trabalho para a disciplina de Filosofia Oliveira do Douro, 14 de Maio de 2007 Sumário B

Leia mais

PAIDEÍA, EROS E A DIVERSIDADE CULTURAL NO BANQUETE DE PLATÃO: AS DIVERSAS FACES DE EROS

PAIDEÍA, EROS E A DIVERSIDADE CULTURAL NO BANQUETE DE PLATÃO: AS DIVERSAS FACES DE EROS PAIDEÍA, EROS E A DIVERSIDADE CULTURAL NO BANQUETE DE PLATÃO: AS DIVERSAS FACES DE EROS Erick Vinícius Santos Gomes Professor Ms. na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN). erickvsg@gmail.com

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO

CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO CONTRIBUIÇÕES DE OLGA METTIG À EDUCAÇÃO BAIANA: ENSINANDO A COMPREENSÃO Liane Soares, Ms. Faculdade de Tecnologias e Ciências FTC/BA Olga sempre considerou a educação como um sistema, um produto de evolução

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

ANÁLISE DO FILME OS 300 & A CIDADE GREGA ESPARTA

ANÁLISE DO FILME OS 300 & A CIDADE GREGA ESPARTA FACELI FACULDADE SUPERIOR DE LINHARES DISCIPLINA DE HISTÓRIA DO DIREITO CURSO DE DIREITO / 1º DIREITO B ANÁLISE DO FILME OS 300 & A CIDADE GREGA ESPARTA BARBARA LICIA JAMARA FERREIRA P. ARAUJO JANE SCHULZ

Leia mais

PROGRAMAs de. estudantil

PROGRAMAs de. estudantil PROGRAMAs de empreendedorismo e protagonismo estudantil Ciclo de Palestras MAGNUM Vale do Silício App Store Contatos Calendário Fotos Safari Cumprindo sua missão de oferecer uma educação inovadora e de

Leia mais

Unidade II HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO. Profa. Maria Teresa Papa Nabão

Unidade II HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO. Profa. Maria Teresa Papa Nabão Unidade II HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO Profa. Maria Teresa Papa Nabão Educação, sociedade e cultura no antigo Egito Egito: berço de todas as civilizações; Os primeiros registros que temos acerca do Egito datam

Leia mais

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma

O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa cidade. Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma Bruno Oliveira O termo cidadania tem origem etimológica no latim civitas, que significa "cidade". Estabelece um estatuto de pertencimento de um indivíduo a uma comunidade politicamente articulada um país

Leia mais

R.: R.: R.: R.: R.: R.: R.:

R.: R.: R.: R.: R.: R.: R.: PROFESSOR: EQUIPE DE HISTÓRIA BANCO DE QUESTÕES - HISTÓRIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================== 01- Como o relevo

Leia mais

A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM NA DIFUSÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA CRISTÃ NA ALTA IDADE MÉDIA, SÉCULOS V E VI.

A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM NA DIFUSÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA CRISTÃ NA ALTA IDADE MÉDIA, SÉCULOS V E VI. A IMPORTÂNCIA DA LINGUAGEM NA DIFUSÃO DA PROPOSTA PEDAGÓGICA CRISTÃ NA ALTA IDADE MÉDIA, SÉCULOS V E VI. BORTOLI, Bruno de (PIC/UEM) MARQUIOTO, Juliana Dias (PIC/UEM) OLIVEIRA, Terezinha (UEM) INTRODUÇÃO

Leia mais

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL

THOMAS HOBBES LEVIATÃ MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL THOMAS HOBBES LEVIATÃ ou MATÉRIA, FORMA E PODER DE UM ESTADO ECLESIÁSTICO E CIVIL Thomas Hobbes é um contratualista teoria do contrato social; O homem natural / em estado de natureza para Hobbes não é

Leia mais

A Criança e os Mimos. "Se competir é o único caminho que nos conduz à felicidade, então, viver em paz será impossível..."

A Criança e os Mimos. Se competir é o único caminho que nos conduz à felicidade, então, viver em paz será impossível... A Criança e os Mimos "Se competir é o único caminho que nos conduz à felicidade, então, viver em paz será impossível..." Autora: Anne M. Lucille[1] "Respeito é quando ensinamos, não quando corrigimos..."

Leia mais

Educação Matemática. Profª. Andréa Cardoso MATEMÁTICA - LICENCIATURA 2015/2

Educação Matemática. Profª. Andréa Cardoso MATEMÁTICA - LICENCIATURA 2015/2 Educação Matemática Profª. Andréa Cardoso MATEMÁTICA - LICENCIATURA 2015/2 UNIDADE I: EDUCAÇÃO MATEMÁTICA E ENSINO Escolas da Antiguidade Geometria Aritmética Música Elementos de Euclides (300 a.c.) Geometria

Leia mais

A FILOSOFIA HELENÍSTICA A FILOSOFIA APÓS A CONQUISTA DA GRÉCIA PELA MACEDÔNIA

A FILOSOFIA HELENÍSTICA A FILOSOFIA APÓS A CONQUISTA DA GRÉCIA PELA MACEDÔNIA A FILOSOFIA HELENÍSTICA A FILOSOFIA APÓS A CONQUISTA DA GRÉCIA PELA MACEDÔNIA O IMPÉRIO ALEXANDRINO A FILOSOFIA ESTOICA PARTE DA SEGUINTE PERGUNTA: COMO DEVO AGIR PARA VIVER BEM? COMO POSSO VIVER BEM E,

Leia mais

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO Razão e educação no mundo antigo: a paideia Prof. Dr. Wilson Alves de Paiva Introdução Povos anteriores: concepção

Leia mais

GRÉCIA ANTIGA DAS ORIGENS AO PERÍODO ARCAICO

GRÉCIA ANTIGA DAS ORIGENS AO PERÍODO ARCAICO GRÉCIA ANTIGA DAS ORIGENS AO PERÍODO ARCAICO A CIVILIZAÇÃO GREGA Localização: Península Balcânica Condições geográficas: relevo acidentado, montanhoso e solo pouco fértil, isolava os vários grupos humanos

Leia mais

Rousseau e educação: fundamentos educacionais infantil.

Rousseau e educação: fundamentos educacionais infantil. Rousseau e educação: fundamentos educacionais infantil. 1 Autora :Rosângela Azevedo- PIBID, UEPB. E-mail: rosangelauepb@gmail.com ²Orientador: Dr. Valmir pereira. UEPB E-mail: provalmir@mail.com Desde

Leia mais

PLATÃO. Consta-se que antes de ter sido discípulo de Sócrates, seguiu as lições de Crátilo.

PLATÃO. Consta-se que antes de ter sido discípulo de Sócrates, seguiu as lições de Crátilo. PLATÃO Platão, jovem aristocrata de Atenas foi familiar de Alcibíades e de Crítias tinha como nome verdadeiro Arístocles. O cognome deverá ter-se ficado a dever à envergadura dos seus ombros ou então à

Leia mais

FÁVERO, Altair A.; TONIETO, Carina. Leituras sobre John Dewey e a educação. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2011. RESENHA

FÁVERO, Altair A.; TONIETO, Carina. Leituras sobre John Dewey e a educação. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2011. RESENHA FÁVERO, Altair A.; TONIETO, Carina. Leituras sobre John Dewey e a educação. Campinas, SP: Mercado de Letras, 2011. RESENHA Marta Marques 1 O livro Leituras sobre John Dewey e a educação, do Prof. Dr. Altair

Leia mais

> Folha Dirigida, 18/08/2011 Rio de Janeiro RJ Enem começa a mudar as escolas Thiago Lopes

> Folha Dirigida, 18/08/2011 Rio de Janeiro RJ Enem começa a mudar as escolas Thiago Lopes > Folha Dirigida, 18/08/2011 Rio de Janeiro RJ Enem começa a mudar as escolas Thiago Lopes Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), inicialmente, tinha como objetivo avaliar o desempenho

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

Evolução histórica da Moral/Ética

Evolução histórica da Moral/Ética (3) Evolução histórica da Moral/Ética Zeila Susan Keli Silva 1º Semestre 2013 1 O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: Importância

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

Gestão Pública. Ética e cidadania. Tema: Ética e Cidadania

Gestão Pública. Ética e cidadania. Tema: Ética e Cidadania Gestão Pública Profa. Márcia Velasques Ética e cidadania Seminário de políticas locais/regionais: as dimensões da ética, da cultura e dos serviços prestados ao público Tema: Ética e Cidadania Núcleo de

Leia mais

CONHECIMENTO DA LEI NATURAL. Livro dos Espíritos Livro Terceiro As Leis Morais Cap. 1 A Lei Divina ou Natural

CONHECIMENTO DA LEI NATURAL. Livro dos Espíritos Livro Terceiro As Leis Morais Cap. 1 A Lei Divina ou Natural CONHECIMENTO DA LEI NATURAL Livro dos Espíritos Livro Terceiro As Leis Morais Cap. 1 A Lei Divina ou Natural O que é a Lei Natural? Conceito de Lei Natural A Lei Natural informa a doutrina espírita é a

Leia mais

1» A revolução educacional e a educação em valores 11

1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Sumário Introdução 9 1» A revolução educacional e a educação em valores 11 Introdução 12 As causas da revolução educacional 12 O triplo desafio pedagógico 14 Da transmissão à educação 15 O que pretende

Leia mais

UMA REVISÃO SOBRE OS PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E EDUCACIONAIS DO HOMEM GREGO COM BASE NA CONCEPÇÃO DE PLATÃO

UMA REVISÃO SOBRE OS PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E EDUCACIONAIS DO HOMEM GREGO COM BASE NA CONCEPÇÃO DE PLATÃO 1 UMA REVISÃO SOBRE OS PRINCÍPIOS FILOSÓFICOS E EDUCACIONAIS DO HOMEM GREGO COM BASE NA CONCEPÇÃO DE PLATÃO ¹Maria do Carmo Marques dos Santos ²Alex Gabriel Marques dos Santos RESUMO A presente pesquisa

Leia mais

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia?

A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? A Educação Inclusiva, realidade ou utopia? Gloria Contenças Marques de Arruda (Escola Municipal Luiz de Lemos) Baseado em informações dos conteúdos estudados, Michels (2006) diz que "[...] as reformas

Leia mais

O pensamento político grego

O pensamento político grego Introdução Os mitos gregos eram recolhidos pela tradição e transmitidos oralmente pelos medos e lapsodos, cantores ambulantes que davam forma poética a esses relatos e os recitavam de cor em praça pública.

Leia mais

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum.

1º ano. 1º Bimestre. 2º Bimestre. 3º Bimestre. Capítulo 26: Todos os itens O campo da Sociologia. Capítulo 26: Item 5 Senso Crítico e senso comum. 1º ano A Filosofia e suas origens na Grécia Clássica: mito e logos, o pensamento filosófico -Quais as rupturas e continuidades entre mito e Filosofia? -Há algum tipo de raciocínio no mito? -Os mitos ainda

Leia mais

TRABALHO DE RECUPERAÇÃO FINAL SOCIOLOGIA - 1 ANO 2014 (manuscrito)

TRABALHO DE RECUPERAÇÃO FINAL SOCIOLOGIA - 1 ANO 2014 (manuscrito) TRABALHO DE RECUPERAÇÃO FINAL SOCIOLOGIA - 1 ANO 2014 (manuscrito) 1- EXPLIQUE o que argumenta a Teoria do Conflito Social. 2- Em que consiste as teses defendidas pelo interacionismo simbólico? 3- O que

Leia mais

DE 06/01/82, DO FOUCAULT. Edição utilizada: L heméneutique du sujet. Cours au Collège de France. 1981-1982. Paris:

DE 06/01/82, DO FOUCAULT. Edição utilizada: L heméneutique du sujet. Cours au Collège de France. 1981-1982. Paris: 1 RESUMO DA DA 1ª. E 2ª. H. HORAS DA AULA DE DE 06/01/82, DO DO CURSO A HERMENÊUTICA DO SUJEITO, DE MICHEL FOUCAULT Resumo feito por: Fábio Belo Edição utilizada: L heméneutique du sujet. Cours au Collège

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

Era considerado povo os cidadãos de Atenas, que eram homens com mais de 18 anos, filhos de pais e mães atenienses.

Era considerado povo os cidadãos de Atenas, que eram homens com mais de 18 anos, filhos de pais e mães atenienses. Trabalho de Filosofia Mito e Filosofia na Grécia Antiga Texto 1 1- (0,3) Democracia quer dizer poder do povo. De acordo com o texto, quem era considerado povo em Atenas Antiga? Explique com suas palavras.

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR 1 ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: EM DEFESA DE UMA AÇÃO INTERDISCIPLINAR Maurina Passos Goulart Oliveira da Silva 1 mauripassos@uol.com.br Na formação profissional, muitas pessoas me inspiraram: pensadores,

Leia mais

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação

1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação 1 1ª. Apostila de Filosofia O que é Filosofia? Para que a Filosofia? A atitude filosófica. Apresentação O objetivo principal de Introdução Filosofia é despertar no aluno a percepção que a análise, reflexão

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas:

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas: EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil, enquanto segmento de ensino que propicia um maior contato formal da criança com o mundo que a cerca, deve favorecer a socialização da criança, permitir a interação

Leia mais

Através das mudanças políticas e sociais que muda a visão européia que possibilitou esse momento de revolução. Na França as letras juntou-se a arte

Através das mudanças políticas e sociais que muda a visão européia que possibilitou esse momento de revolução. Na França as letras juntou-se a arte UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA ÉTICA E CONTEMPORANEIDADE PROFESSOR ANTÔNIO CÉSAR ACADÊMICA RITA MÁRCIA AMPARO MACEDO Texto sobre o Discurso

Leia mais

PARNAMIRIM - RN. 6º ano Professores: Ricardo Gomes Verbena Ribeiro

PARNAMIRIM - RN. 6º ano Professores: Ricardo Gomes Verbena Ribeiro PARNAMIRIM - RN 6º ano Professores: Ricardo Gomes Verbena Ribeiro 1. CONTEXTO / INTRODUÇÃO Como vimos anteriormente, a Grécia, nada mais é do que o berço da cultura Ocidental, e como tal, nos deixou como

Leia mais

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Associação Juinense de Educação Superior do Vale do Juruena Faculdade de Ciências Contábeis e Administração do Vale do Juruena Curso: Especialização em Psicopedagogia Módulo: Noções Fundamentais de Direito

Leia mais

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo

Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Educação ambiental crítica e a formação de professores de pedagogia em uma faculdade municipal no interior do estado de São Paulo Eliane Aparecida Toledo Pinto Docente da Faculdade Municipal de Filosofia,

Leia mais

AGOSTINHO, TEMPO E MEMÓRIA

AGOSTINHO, TEMPO E MEMÓRIA AGOSTINHO, TEMPO E MEMÓRIA Fábio de Araújo Aluno do Curso de Filosofia Universidade Mackenzie Introdução No decorrer da história da filosofia, muitos pensadores falaram e escreveram há cerca do tempo,

Leia mais

GESTÃO ESCOLAR: UMA NOVA VISÃO DA EDUCAÇÃO

GESTÃO ESCOLAR: UMA NOVA VISÃO DA EDUCAÇÃO GESTÃO ESCOLAR: UMA NOVA VISÃO DA EDUCAÇÃO Preletora: Antônia dos Santos Alves Quem é o Gestor? Ajustar a mente no início do dia. Escola é uma empresa com características próprias O ato de orar antes das

Leia mais

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos

Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Escolas Europeias Bureau du Secrétaire général du Conseil Supérieur Unité pédagogique Referência: 1998-D-12-2 Orig.: FR Versão: PT Programa de Filosofia nos 6 e 7 anos Aprovado pelo Conselho Superior de

Leia mais

No século VII a. C., a cidade-estado de Esparta apresentava a seguinte organização política:

No século VII a. C., a cidade-estado de Esparta apresentava a seguinte organização política: No século VII a. C., a cidade-estado de Esparta apresentava a seguinte organização política: Devido Para saberes às condições como era geográficas, constituída aas pólis, populações presta atenção isolaram-se

Leia mais

É para estes jovens, atentos à sua sociedade, que se destina o concurso de ideias Projeto Voluntariado Jovem.

É para estes jovens, atentos à sua sociedade, que se destina o concurso de ideias Projeto Voluntariado Jovem. 1. APRESENTAÇÃO A juventude, período intermédio entre a infância e a idade adulta, é indubitavelmente uma fase determinante na afirmação do eu, perante si mesmo e perante os outros. Nesta fase, a consciência

Leia mais

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR.

ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ESTA PALESTRA NÃO PODERÁ SER REPRODUZIDA SEM A REFERÊNCIA DO AUTOR. ÉTICA E SERVIÇO SOCIAL: Elementos para uma breve reflexão e debate. Perspectiva de Análise Teoria Social Crítica (Marx e alguns marxistas)

Leia mais

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO HISTÓRIA FUNDAMENTAL 5 CEEJA MAX DADÁ GALLIZZI PRAIA GRANDE - SP ROTEIRO DA UNIDADE 05 FINALIDADE: Com esta UE você terminará de estudar

Leia mais

Os dez mandamentos da ética

Os dez mandamentos da ética Os dez mandamentos da ética Gabriel Chalita Resumo do livro Os Dez Mandamentos da Ética de Gabriel Chalita, Ed. Nova Fronteira, 6ª impressão. A esperança é o sonho do homem acordado Aristóteles, citado

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 88 Discurso na cerimónia de inauguração

Leia mais

VI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO

VI ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO REFLEXÕES SOBRE O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE ACERCA DA EDUCAÇÃO Cristiane Silva Melo - UEM 1 Rosileide S. M. Florindo - UEM 2 Rosilene de Lima - UEM 3 RESUMO: Esta comunicação apresenta discussões acerca

Leia mais

MITO: vem do vocábulo grego mythos, que significa contar ou narrar algo.

MITO: vem do vocábulo grego mythos, que significa contar ou narrar algo. ORIGEM DA FILOSOFIA Nasce no século VI a.c., em Mileto (cidade situada na Jônia, região de colônias gregas na Ásia menor). Filosofia representa a passagem do saber mítico (alegórico, fantástico, fantasioso)

Leia mais

FILOSOFIA NA ESCOLA, POR QUE NÃO?

FILOSOFIA NA ESCOLA, POR QUE NÃO? FILOSOFIA NA ESCOLA, POR QUE NÃO? Bruna Jéssica da Silva Josélia dos Santos Medeiros José Teixeira Neto (UERN) Resumo: A filosofia, amor pela sabedoria, enquanto componente curricular do Ensino Médio busca,

Leia mais

Publicidade e Propaganda - Radialismo. Apresentação da ementa

Publicidade e Propaganda - Radialismo. Apresentação da ementa Publicidade e Propaganda - Radialismo Apresentação da ementa Professor substituto da Universidade Federal do Mato Grosso (disciplina Estatuto da Criança e do Adolescente; Direito Penal e Direito e Ética

Leia mais

LITERATURA E COMPLEXIDADE: UMA PROPOSTA PARA A PRESENÇA DA LITERATURA NAS ESCOLAS DE MANAUS

LITERATURA E COMPLEXIDADE: UMA PROPOSTA PARA A PRESENÇA DA LITERATURA NAS ESCOLAS DE MANAUS LITERATURA E COMPLEXIDADE: UMA PROPOSTA PARA A PRESENÇA DA LITERATURA NAS ESCOLAS DE MANAUS Izabely Barbosa Farias (UFAM) Orientadora: Cássia Maria Bezerra do Nascimento (UFAM) RESUMO: Este trabalho tem

Leia mais

PROVA BIMESTRAL História

PROVA BIMESTRAL História 8 o ano o bimestre PROVA BIMESTRAL História Escola: Nome: Turma: n o :. Leia os textos e responda às questões e. Texto Na Grécia Antiga, Aristóteles (384 a.c.-3 a.c.) já defendia a ideia de que o Universo

Leia mais

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750

John Locke (1632-1704) Colégio Anglo de Sete Lagoas - Professor: Ronaldo - (31) 2106-1750 John Locke (1632-1704) Biografia Estudou na Westminster School; Na Universidade de Oxford obteve o diploma de médico; Entre 1675 e 1679 esteve na França onde estudou Descartes (1596-1650); Na Holanda escreveu

Leia mais

Sócrates - Platão - Aristóteles - Questões de Vestibulares - Gabarito

Sócrates - Platão - Aristóteles - Questões de Vestibulares - Gabarito Sócrates - Platão - Aristóteles - Questões de Vestibulares - Gabarito 1. (Uel 2012) Leia o texto a seguir. No ethos (ética), está presente a razão profunda da physis (natureza) que se manifesta no finalismo

Leia mais

Cap. 3 - O PRAZER E A DOR EM ARISTÓTELES Ramiro Marques

Cap. 3 - O PRAZER E A DOR EM ARISTÓTELES Ramiro Marques Cap. 3 - O PRAZER E A DOR EM ARISTÓTELES Ramiro Marques Aristóteles define prazer como "um certo movimento da alma e um regresso total e sensível ao estado natural" (1). A dor é o seu contrário. O que

Leia mais

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA

A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A ESCOLA CATÓLICA, UMA INSTITUIÇAO DE ENSINO COM MÍSTICA EVANGELIZADORA A escola católica será uma instituiçao com mística evangelizadora UMA ESCOLA A SERVIÇO DA PESSOA E ABERTA A TODOS UMA ESCOLA COM

Leia mais

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO PROJETO PEDAGÓGICO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO APRESENTAÇÃO O Projeto Político Pedagógico da Escola foi elaborado com a participação da comunidade escolar, professores e funcionários, voltada para a

Leia mais

3ª. Apostila de Filosofia A origem e o nascimento da Filosofia e sua herança para o mundo ocidental.

3ª. Apostila de Filosofia A origem e o nascimento da Filosofia e sua herança para o mundo ocidental. 1 3ª. Apostila de Filosofia A origem e o nascimento da Filosofia e sua herança para o mundo ocidental. 1. A origem da palavra Filosofia é grega e composta por: Philo: amizade, amor fraterno Sophia: sabedoria

Leia mais

Naquela ocasião Jesus disse: "Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos

Naquela ocasião Jesus disse: Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei. Deuteronômio 29.29 Naquela ocasião

Leia mais

Padrão de respostas às questões discursivas

Padrão de respostas às questões discursivas Padrão de respostas às questões discursivas A seguir encontram-se as questões das provas discursivas da 2ª ETAPA do Vestibular UFF 2011, acompanhadas das respostas esperadas pelas bancas. - Grupo L 1 a

Leia mais

SOBRE A ÉTICA: DA EDUCAÇÃO PARA A VIRTUDE NA GRÉCIA COMO BUSCA DE UM ÊTHOS PÚBLICO.

SOBRE A ÉTICA: DA EDUCAÇÃO PARA A VIRTUDE NA GRÉCIA COMO BUSCA DE UM ÊTHOS PÚBLICO. SOBRE A ÉTICA: DA EDUCAÇÃO PARA A VIRTUDE NA GRÉCIA COMO BUSCA DE UM ÊTHOS PÚBLICO. FERREIRA *, João Vicente Hadich UEL jvicro@uol.com.br ZANCANARO**, Lourenço UEL lzanca@uel.br Resumo A presente meditação

Leia mais