UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SÓCIOECONÔMICAS ESAG ADMINISTRAÇÃO EMPRESARIAL EDGAR SCHWARTZ STRINGARI

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SÓCIOECONÔMICAS ESAG ADMINISTRAÇÃO EMPRESARIAL EDGAR SCHWARTZ STRINGARI"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SÓCIOECONÔMICAS ESAG ADMINISTRAÇÃO EMPRESARIAL EDGAR SCHWARTZ STRINGARI PLANO DE NEGÓCIO PARA A CRIAÇÃO DE UMA ESCOLA DE MÚSICA EM SANTA CATARINA FLORIANÓPOLIS SC 2012

2 EDGAR SCHWARTZ STRINGARI PLANO DE NEGÓCIO PARA A CRIAÇÃO DE UMA ESCOLA DE MÚSICA EM SANTA CATARINA Trabalho apresentado ao Curso de Administração de Empresas, da Universidade do Estado de Santa Catarina, como requisito parcial para a obtenção do grau de Administrador de Empresas. Orientador: Prof. Octávio Rene Lebarbenchon Neto Florianópolis 2012

3 Para Jackson, meu pai, que não sabe o quanto foi importante para a moldagem do meu gosto por música.

4 RESUMO Esse trabalho de conclusão de curso constitui-se em um plano de negócio com o objetivo de estudar a viabilidade da implantação de uma escola de música em uma grande cidade de Santa Catarina. O documento traz um panorama completo a respeito da implantação do negócio. Desde aspectos pré-operacionais, como aquisição de produtos e contratação dos profissionais necessários até elementos detalhados, como a metodologia de ensino e o plano de marketing e vendas da instituição. Através de análise financeira detalhada e criação três cenários de faturamento, o negócio é apresentado aos investidores interessados como viável a execução, constituindo-se em um investimento de retorno. Palavras-chave: Música. Escola de Música. Plano de Negócio. Plano Financeiro.

5 ABSTRACT The aim of this work is to present a business plan in order to study the viability of opening a music school in the state of Santa Catarina. The document brings a complete panorama on the stages of bringing the company to life. Since pre-operational aspects such as products acquisition and the human resources part to the school s teaching methods, sales and marketing plans. Throughout detailed financial analisis under the creation of three different revenue scenarios, the company is shown to any interested investor as financially viable. Key-Words: Music. Music School. Business Plan. Financial Plan.

6 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Hierarquia dos Planos Figura 2 - Matriz de Análise SWOT LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Taxa de entrada e saída das empresas no mercado e diferencial entre essas taxas Gráfico 2 - Evolução do Fluxo de Caixa LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Posicionamento da artemusica Quadro 2 - Módulos de ensino Quadro 3 - Modalidades de ensino e pagamento Quadro 4 - Preços relativos ao estúdio de ensaio Quadro 5 - Concorrentes e Substitutos do negócio Quadro 6 - Análise SWOT... 46

7 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Perfis propícios ao início do empreendimento Tabela 2 - Conselhos para a abertura de novos empreendimentos Tabela 3 - Quantidade de escolas de música, PIB e População das cidades mais ricas do estado Tabela 4 - PIB per capita Tabela 5 - Relação Habitantes por escola de música Tabela 6 - Quesitos para escolha da praça Tabela 7 - Custos fixos Tabela 8 - Investimentos pré-operacionais Tabela 9 - Custo anual de Mão de Obra Tabela 10 - Alíquotas de Imposto do Simples Nacional Tabela 11 - Fluxo de Caixa Tabela 12 - Fluxo de Caixa anualizado Tabela 13 - Fluxo de Caixa do Investimento Tabela 14 - Avaliação do Investimento... 59

8 SUMÁRIO Resumo... 4 Abstract... 5 Lista de Figuras... 6 Lista de Gráficos... 6 Lista de Quadros... 6 Lista de Tabelas... 7 Sumário Introdução Objetivos Objetivo Geral Objetivos Específicos Fundamentação Teórica Empreendedorismo Empreendedorismo no Brasil Plano de Negócio Planejamento Estratégico Matriz SWOT Plano de Marketing Produto Preço Praça Promoção Procedimentos Metodológicos Plano de Negócio Sumário Executivo Descrição do Negócio... 30

9 4.2.1 Método de Ensino Ensino Tradicional Ensino Contemporâneo Modelo artemusica Localização Produtos e Serviços Aulas de Música Ensaio em Estúdio Profissional Gravação de Material Musical Mercado e Competidores Marketing e Vendas Ações de Marketing Análise SWOT Plano Operacional Layout Capacidades de Serviços Necessidade de Pessoal Aquisição de produtos e contratação de serviços Levantamento de Custos Anuais Plano Financeiro Investimento Financiamento Projeções de Demanda, Custos e Receitas Análise do Investimento Conclusões Referências Apêndice A Projeções de Demanda e Faturamento... 65

10 Apêndice B Financiamento Apêndice C Entrevistas com professores... 71

11 11 1. INTRODUÇÃO Segundo o dicionário Aurélio, música é uma forma de arte que se constitui basicamente em combinar sons e silêncio segundo uma pré-organização ao longo do tempo. Ela é considerada uma prática cultural e humana e não se conhecem cultura ou civilização que não apresente algum tipo de manifestação musical própria. Acima de tudo a música sempre foi uma fonte de inspiração para o homem. Ela se reinventa através dos séculos e conquista gerações. Nos dias atuais, com o avanço tecnológico e a proliferação de mídias digitais, essa forma de arte torna-se ainda mais popular, principalmente entre adolescentes e jovens adultos, que são mais sensíveis a tecnologia. É nesse contexto que surge a ideia de se criar uma escola de música com uma proposta diferente. Basicamente, existem dois modelos de ensino de música, com propostas consideravelmente distintas. Um deles é o ensino tradicional, oferecido por conservatórios. Nessa modalidade o aluno aprende teoria musical e a partir daí, aplica o que foi aprendido a um instrumento. O outro modelo de aprendizado é o contemporâneo, no qual o ensino se dá desde o primeiro momento com a prática de um instrumento musical. O conceito da artemusica é diferente de ambos os modelos presentes no mercado. Com a crença de que o aprendizado da teoria musical é crucial para o amadurecimento musical do aluno, mas entendendo que a demanda do aluno de hoje é por um ensino dinâmico e motivador, a proposta é buscar o caminho do meio, oferecendo um ensino com a rigorosidade do modelo tradicional aliada aos resultados rápidos conseguidos através do modelo contemporâneo. Para a implantação desse modelo inovador de ensino faz-se necessária a criação de um Plano de Negócio. Sendo assim esse trabalho se propõe a não apenas realizar o Plano de Negócio da artemusica como também identificar a melhor praça para a execução do empreendimento. Utilizando-se de indicadores pretende-se analisar a escolha do local, definido inicialmente apenas como uma cidade do estado de Santa Catarina. Por fim será realizada uma proposta do investimento necessário para o funcionamento do empreendimento. A análise do investimento leva em consideração o risco da aplicação do capital e traz o retorno esperado sob três óticas: uma pessimista,

12 12 uma realista e uma otimista. Indicadores financeiros também serão apresentados para buscar melhor entendimento da viabilidade da implantação do negócio. 1.1 OBJETIVOS Objetivo Geral Criação de um plano de negócio para identificar a viabilidade da abertura da escola de música artemusica Objetivos Específicos Determinar a viabilidade econômico-financeira do empreendimento; Realizar a análise de indicadores para definição da melhor praça dentro do estado de Santa Catarina; Criar uma proposta de investimento para o empreendimento sob a ótica de três cenários de demanda: um pessimista, um realista e um otimista.

13 13 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Nesse capítulo serão explicados conceitos importantes para o entendimento do trabalho como empreendedorismo, plano de negócio, plano de marketing e planejamento estratégico. 2.1 EMPREENDEDORISMO Podemos entender como empreendedor aquele que inicia algo novo, que vê o que ninguém vê, enfim, aquele que realiza antes, aquele que sai da área do sonho, do desejo e parte para a ação. (POMBO, 2003). Empreender significa produzir novas ideias a partir da criatividade e da imaginação. Dessa forma, o empreendedor assume papel fundamental na evolução da economia dentro de um sistema capitalista. A economia capitalista não é e não pode ser estacionaria. Nem se está simplesmente expandindo de maneira uniforme. É incessantemente revolucionada, de dentro, por novos empreendimentos, isto é, pela introdução de novas mercadorias ou novos métodos de produção ou ainda novas oportunidades comerciais, em sua estrutura industrial, como existem a qualquer momento dado. (SCHUMPETER, 1961). Schumpeter (1961) explica que o sistema capitalista funciona através de um processo de destruição criativa, no qual ocorre a renovação frequente de produtos, serviços e métodos de produção. O empreendedor é o profissional responsável pela introdução dos novos métodos e tecnologias que garantem o aumento da produtividade. Schmidt e Bohnenberger (2009) em um estudo sobre o perfil empreendedor e o desempenho organizacional detectaram características frequentemente citadas por estudiosos do tema. Segundo os autores, o empreendedor é auto eficaz, assume riscos calculados, é planejador, detecta oportunidades, é persistente, sociável, inovador e líder. O empreendedor pode surgir a partir de diferentes situações, o que derruba o mito de que as características acima acompanham o profissional desde o seu nascimento, cita Bernardi (2011). A tabela 1, abaixo, relaciona alguns perfis apresentados pelo autor:

14 14 Tabela 1 - Perfis propícios ao início do empreendimento O empreendedor nato Apresenta traços de personalidade comuns do empreendedor O herdeiro Pode ou não possuir características de empreendedor O funcionário de empresa Frustrado com sua situação profissional decide partir para o negócio próprio Excelentes técnicos Apresenta características de empreendedor e excelento know how Vendedores Conhecedores do mercado e entusiasmados pelas suas funções cotidianas Opção ao desemprego Empreendimento circunstancial altamente arriscado Desenvolvimento paralelo Estruturação coletiva (entre parentes ou amigos) ou participação societária em um negócio Aposentadoria Início de um negócio pela experiência adquirida e ocupação Fonte: Bernardi (2011). Bernardi (2011) ainda cita dez motivações e razões objetivas e subjetivas para se empreender. São elas: Necessidade de realização; Implementação de ideias; Independência; Fuga da rotina profissional; Maiores responsabilidades e riscos; Prova de capacidade; Auto realização; Maior ganho; Status; Controla de qualidade de vida. 2.2 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL O Brasil pode ser definido como um país de empreendedores. Das aproximadamente 17 milhões de empresas do país, 99% caracterizam-se como micro ou pequenas empresas que empregam 35 milhões de pessoas com carteira assinada. (GEM apud PEREIRA, ARAUJO & WOLF, 2005). De acordo com o Sebrae (2004),

15 15 anualmente no Brasil, são constituídas em torno de quatrocentas e setenta mil novas empresas por ano. No Brasil, a despeito dos esforços de modernização do país, verifica-se ainda que as vulnerabilidades empresariais são visíveis e acentuadas, quando comparadas a padrões mundiais, e que há necessidade de mudança. (BERNARDI, 2011). O nosso país é conhecido por possuir uma alta carga tributária, o que torna o empreendedorismo tarefa mais complicada. Segundo ranking da consultoria KPMG, o Brasil é o 17º país que mais cobra impostos de suas empresas. Com 34% de tributação sobre as companhias, o país está mais de cinco pontos percentuais acima da média de 28,5% aplicada pela maioria das nações latino-americanas. (Cross Content, 2012). Além disso, em muitos casos o brasileiro não procura o empreendedorismo por algum dos motivos levantados como os levantados por Bernardi no item acima (Item 2.1). Pesquisa desenvolvida pelo SEBRAE entre os anos de 2004 e 2005 mostra que, motivados pela necessidade, as principais causas do empreendedorismo são a falta de emprego, a demissão e a necessidade de aumentar a renda (PEREIRA, ARAUJO & WOLF, 2006). Sendo assim, amadorismo na gestão pode ser considerado a principal causa pelo rápido fim de boa parte de nossas empresas. Dados de 2000 mostram que depois de três anos de vida, 60% das empresas fecham suas portas (SEBRAE, 2004). O gráfico 1, abaixo, mostra as taxas de entrada e saída de empresas do mercado. Todo ano em nosso país, 17,7% das empresas existentes deixam o mercado. Contudo, a diferença entre as taxas vem crescendo lentamente, o que demonstra que, apesar de ainda muito alto, o índice de empresas que fecham as portas vem diminuindo no Brasil.

16 16 Gráfico 1 - Taxa de entrada e saída das empresas no mercado e diferencial entre essas taxas Fonte: IBGE (2011). 2.3 PLANO DE NEGÓCIO Ao se estudar a criação de um negócio não é possível desconsiderar os riscos envolvidos. Riscos estarão presentes em qualquer empreendimento, por mais que sejam estudadas sua implementação e execução. A maneira mais consistente de melhorar as chances de sucesso de um empreendimento sem, no entanto, garanti-la está diretamente relacionada, num primeiro momento, a um planejamento de negócio. Em primeiro lugar, quem vai determinar o sucesso ou insucesso de um empreendimento é o mercado. (BERNARDI, 2007). Sendo assim, o empreendedor deve estar ciente que o risco do insucesso sempre o acompanhará, com ou sem a utilização de ferramentas gerenciais. O plano de negócios, dessa forma, não tem a função de neutralizar os riscos do empreendimento, e sim de estudar a viabilidade do negócio e nortear sua execução. O plano de negócios em si não garante o sucesso da empresa ou sua lucratividade, no entanto, quando desenvolvido com boa qualidade, aumenta as chances do empreendimento. (BERNARDI, 2007).

17 17 Um plano de negócio é um documento que descreve por escrito os objetivos de um negócio e quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os riscos e as incertezas. Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado. (ROSA, 2007). Segundo Cecconello e Ajzental (2008), no mundo dos negócios, qualquer impulso para investir implica a necessidade de justificativas fundamentadas, Nenhum investidor desembolsará qualquer quantia representativa sem argumentos que o convençam. Logo, ressalta-se a importância de se realizar o plano com cautela e empenho, para que se viabilize a etapa de levantamento do capital. A execução do plano de negócios, segundo Bernardi (2007), passa por cinco etapas: Ideia e concepção do negócio; Coleta, preparação de dados; Análise de dados; Montagem do plano; Avaliação do plano. Rosa (2007) ressalta que informações são a matéria-prima de qualquer plano de negócio. Através das informações levantadas na etapa de coleta e preparação dos dados é que se procede na execução dos itens posteriores. Quanto maior a qualidade das informações, melhor é o resultado do projeto. A dinamicidade do mundo dos negócios [...] pede que o interessado colha o máximo de dados possíveis, de forma a maximizar a quantidade de informações relevantes para resolver os problemas de caráter lógico e minimizar aqueles que precisem de decisões. (CECCONELLO e AJZENTAL, 2008). Pereira, Araujo e Wolf conduziram pesquisa na qual 76 micro e pequenos empresários do sul e sudeste do país foram questionados qual seria o principal conselho que esses profissionais poderiam dar a quem deseja abrir um novo empreendimento. 41% dos entrevistados citou o plano de negócio, seguido de disciplina, com 22% das citações e de motivação com 20%, conforme tabela 3, abaixo.

18 18 Tabela 2 - Conselhos para a abertura de novos empreendimentos Fonte: Pereira, Araujo & Wolf (2006). negócio. Esse resultado explicita a importância dada pelos empresários ao plano de 2.4 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Estratégia é o plano de ação administrativo para conduzir as operações da empresa. Sua elaboração representa um compromisso para adotar um conjunto específico de ações por parte dos gerentes visando o crescimento da empresa, atrair e satisfazer os clientes, competir de modo bem sucedido, conduzir operações e melhorar o desempenho financeiro e de mercado. (THOMPSON, STRICKLAND, GAMBLE, 2008). Sem planos, os administradores não podem saber como devem organizar as pessoas e recursos, [...] não podem liderar com confiança ou esperar que os outros os sigam. (STONER, FREEMAN, 1978). É importante não confundir os conceitos de planejamento estratégico e o planejamento em longo prazo. Segundo Ansoff & McDonnell (1992), no planejamento em longo prazo, acredita-se que o futuro possa ser previsto a partir da extrapolação do crescimento passado. Já no planejamento estratégico, enfatizam os autores, não se espera necessariamente que o futuro represente um progresso em relação ao passado, e tampouco se acredita que seja extrapolável. Além disso, é importante saber diferenciar planos estratégicos de planos operacionais. Segundo Stoner & Freeman (1978), planos estratégicos são projetados pelos administradores de topo de nível médio para cumprir os planos da organização, planos operacionais, por sua vez, mostram como esses planos serão implantados no diaa-dia. A figura 1, abaixo, ilustra a relação entre os planos, ao passo que os hierarquiza.

19 19 Figura 1 - Hierarquia dos Planos. Fonte: Stoner, Freeman (1978). Thompson, Strickland & Gamble (2008) explicam em dois passos porque elaborar e executar estratégias são as tarefas gerenciais de maior prioridade em uma organização. O primeiro deles diz respeito à necessidade de os gerentes determinarem proativamente como os negócios serão conduzidos. Uma estratégia clara e racional constitui a prescrição dos dirigentes para a realização de negócios, seu mapa da estrada para a obtenção da vantagem competitiva. (THOMPSON, STRICKLAND & GABLE, 2008). O segundo menciona o quanto um empreendimento focado em estratégias tem maior probabilidade de obter lucros maiores que a concorrência. Uma empresa que [...] opera com uma estratégia desordenada ou falha ou não consegue executá-la de modo competente é uma empresa que não apresenta desempenho financeiro suficiente, cujos negócios possuem riscos a longo prazo e cujos dirigentes deixam muito a desejar. (THOMPSON, STRICKLAND & GABLE, 2008). 2.5 MATRIZ SWOT A análise SWOT é utilizada para fazer Análise de Cenário (ou análises de ambiente), sendo usada como base para a gestão e o planejamento estratégico de uma

20 20 organização. (DAYCHOUM, 2007). A matriz é usada como base para a gestão e o planejamento estratégico das organizações, mas, visto sua simplicidade, pode ser utilizada para qualquer tipo de análise, inclusive para a criação de um plano de negócio. A figura 2, abaixo, traz um esquema de matriz SWOT tradicional. A análise de cenário se divide em Ambiente Interno (forças e fraquezas) e Ambiente Externo (oportunidades e ameaças). (DAYCHOUM, 2007). Figura 2 - Matriz de Análise SWOT Fonte: Autor. Segundo Kotler & Keller (2006), um objetivo importante da análise do ambiente externo (avaliação ambiental) é o reconhecimento de novas oportunidades. Uma oportunidade de marketing existe quando a empresa pode lucrar ao atender às necessidades dos consumidores de determinado segmento. (KOTLER & KELLER, 2006). Da mesma maneira que ocorre em relação ao ambiente externo, o ambiente interno deve ser monitorado permanentemente. (DAYCHOUM, 2007). Kotler & Keller (2006) ressaltam que o negócio não precisa corrigir todas as suas fraquezas e nem mesmo se vangloriar de suas forças. A grande pergunta que deve ser feita pelo empreendedor, para os autores, é se o negócio deve se limitar às oportunidades para as quais dispõe de recursos necessários ou se deve examinar melhores oportunidades.

21 PLANO DE MARKETING Pense no plano de marketing como um documento de ação é o manual de implementação, avaliação e controle do marketing. (FERRELL & HARTLINE, 2006). Um bom plano de marketing é ponto crítico e vital ao projeto, pois dele derivam todas as projeções subsequentes, demonstrando os dados e subsídios necessários à sustentação do modelo de negócio e as informações pertinentes que irão compor o plano de negócios em suas partes espcíficas. (BERNARDI, 2007). Ferrell e Hartline (2006) frisam que independentemente do esquema específico usado para desenvolvê-lo, um bom plano de marketing deve ser: Abrangente essencial para garantir que não haverá omissão de informações importantes; Flexível o plano precisa ser suficientemente flexível para que possa ser alterado e adequado as necessidades específicas de sua situação; Consistente a consistência do plano vai garantir que esse seja entendido por executivos e funcionários de outras áreas da organização; Lógico fator importante para que o que foi planejado convença os altos executivos da organização. Para o cumprimento de seus objetivos, muitas empresas utilizam de um conceito definido por Jerome McCarthy no ano de 1960, o composto de marketing (marketing mix, em inglês). Segundo McCarthy (1976), o conceito define-se como a combinação de elementos que compõem as atividades do marketing. O autor englobou quatro atividades no conceito: Produto; Preço; Praça; Promoção Produto Segundo Rosa (2007), descreve os principais itens que serão fabricados, vendidos ou serviços que serão prestados. Dessa forma, deve conter informação

22 22 detalhada do que a empresa pretende comercializar, incluindo regulamentos ou exigências oficiais a serem atendidos (como normas da vigilância sanitária ou normas técnicas específicas) Preço Em primeiro lugar a empresa decide onde deseja posicionar sua oferta ao mercado. Quanto mais claros seus objetivos, mais fácil será determinar os preços. (KOTLER & KELLER, 2006). Os objetivos, segundo os autores, podem ser quaisquer dos apresentados abaixo: Sobrevivência objetivo geralmente escolhido quando existe excesso de capacidade, concorrência intensa ou mudanças nos desejos dos consumidores; Maximização do lucro atual exige da empresa conhecimento de suas funções de demanda e custos, que são geralmente difíceis de estimar; Maximização da participação de mercado objetivo comum a empresas que acreditam que um maior volume de vendas levará a custos unitários menores e maiores lucros no longo prazo; Desnatamento máximo do mercado estratégia utilizada por empresas que desejam se diferenciar do mercado, principalmente empresas de tecnologia; Liderança na qualidade do produto preços altos, mas não fora do alcance dos consumidores potenciais, fazendo do produto um luxo acessível ; Outros objetivos existem outras finalidades para a determinação de preços, uma organização de teatro pode, por exemplo, determinar o seu preço objetivando a venda do máximo de lugares em um teatro. Rosa (2007) lembra que ao avaliar o quanto o consumidor está disposto a pagar, você pode verificar se seu preço será compatível com aquele praticado no mercado pelos concorrentes diretos. A comparação com o preço praticado pela concorrência pode servir então como indicador da assertividade na escolha do preço dos produtos.

23 Praça Para Kotler & Keller (2006) o marketing de massa está com os dias contados. A proliferação de meios de propaganda e canais de distribuição está tornando difícil e caro atingir um público em massa. Muitas empresas estão se voltando para o micromarketing em um desses quatro níveis: segmento, nicho, local e individual. (KOTLER & KELLER, 2006). Um mercado definido em tamanho e relevância pode apresentar muitas possibilidades de segmentação, conforme a natureza de suas necessidades, devendo a empresa avaliar e definir seus mercados-alvo. (BERNARDI, 2007) Promoção Promoção é toda ação que tem como objetivo apresentar, informar, convencer, ou lembrar os clientes de comprar os seus produtos ou serviços e não o dos concorrentes. (ROSA, 2007). Kotler & Keller (2006) afirmam que os anúncios são uma maneira lucrativa de disseminar mensagens, seja para desenvolver uma preferência de marca, seja para instruir as pessoas. Ao se criar uma campanha promocional para um produto, é preciso que a empresa realize um levantamento de informações a respeito do mercado-alvo, posicionamento de marca e o programa de marketing. Kotler & Keller (2006) classificam a propaganda em quatro propósitos: Informar esse tipo de campanha busca conscientizar e trazer conhecimento de marca tanto para produtos novos como já existentes; Persuadir cria simpatia, preferência e convicção a respeito da compra de um produto; Lembrar estimula a repetição da compra do produto; Reforçar tipo de anuncio que procura convencer o consumidor de que esse fez a escolha certa ao escolher o produto ou serviço. Outras questões importantes dizem respeito à determinação do orçamento da propaganda, o desenvolvimento da campanha, a cobertura, frequência e impacto, alem do tipo de mídia e seleção de veículos eficazes para a sua realização. Rosa (2007)

24 24 lembra que criatividade e observação da concorrência são ferramentas na busca pelas melhores maneiras de divulgação de produtos.

25 25 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Esse capítulo tem por objetivo apresentar os procedimentos que conduzirão ao alcance dos objetivos propostos na introdução desse trabalho. O objetivo de um trabalho de conclusão de curso (TCC) é a divulgação dos dados técnicos obtidos e analisados e registrados em caráter permanente, proporcionando a outros pesquisadores, fontes de pesquisas fiéis, capazes de nortear futuros trabalhos de pesquisa e facilitando sua recuperação nos diversos sistemas de informação utilizados. (ABNT/NBR 14724, 2011). Em um primeiro momento, nesse TCC, é feita a revisão da literatura pertinente às disciplinas abordadas. Para essa etapa utilizaram-se de dados secundários, tanto de fontes clássicas de qualidade notória quanto publicações novas além de dados retirados de artigos científicos. Segundo Mattar (1994), fontes secundárias são aqueles dados que já foram coletados, tabulados e analisados e que estão a disposição para consulta. Com essa pesquisa buscou-se conceituar o estado da arte nos temas abordados. A etapa seguinte corresponde à execução do plano de negócio. Segundo o Manual de Estágio da ESAG, o plano de negócio é um documento que reúne informações sobre as características, condições e necessidades do futuro empreendimento, com o objetivo de analisar sua potencialidade e sua viabilidade e facilitar sua implementação. O roteiro seguido na execução do plano é o seguinte: Elementos Introdutórios (Capa do Plano, Sumário Executivo e Índice); Descrição do Negócio; Produtos e Serviços; Mercado e Competidores; Marketing e Vendas; Plano Operacional; Plano Financeiro; Elementos extra textuais (Anexos e Apêndices). Cada um desses itens é discutido em separado, levando-se em consideração as características do negócio proposto e a literatura que embasa as argumentações realizadas.

26 26 Para a definição do mercado e competidores utiliza-se de pesquisa. A pesquisa a ser realizada pode ser definida com base em seus objetivos como exploratória. Segundo Gil (1991) a pesquisa exploratória têm como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir hipóteses. Para melhor fundamentar as opiniões expressas na criação do modelo de ensino foram realizadas entrevistas com dois professores de música. De acordo com Silva e Menezes (2005) a entrevista é a obtenção de informações de um entrevistado, sobre determinado assunto ou problema. Essa pode ser padronizada ou estruturada (quando contém um roteiro pré-estabelecido), despadronizada (quando não se exige uma rigidez no roteiro, havendo a possibilidade de se explorar melhor questões de interesse) ou possuir características das duas anteriores, denominando-se entrevista semi-estruturada. Essa última foi a escolhida para esse trabalho. Este interesse está associado à expectativa de que é mais provável que os pontos de vista dos sujeitos entrevistados sejam expressos em uma situação de entrevista com um planejamento aberto do que em uma entrevista padronizada ou um questionário (FLICK, 2009). Mais especificamente, utilizou-se a entrevista focalizada. Conforme Flick (2009) essa entrevista caracteriza-se por apresentar um estímulo uniforme, que no caso é a rotina de trabalho dos colaboradores. Etapas como a de Mercado e Competidores, Marketing e Vendas, Plano Operacional e Plano Financeiro contam com a utilização de dados secundários (pesquisa bibliográfica em fontes como publicações físicas e online). A metodologia utilizada para a obtenção dos dados primários será definida na segunda etapa desse trabalho, e assim que definida, adicionada a esse capítulo. É realizada uma análise do investimento necessário para a execução do empreendimento. O investimento proposto leva em consideração o risco da aplicação do capital e busca trazer o retorno esperado sob as óticas pessimista, realista e otimista. Os Elementos extra textuais ilustram a pesquisa realizada em diversas etapas do trabalho, como a transcrição de entrevistas e tabelas diversas referentes as projeções de faturamento e financiamento da empresa. Como a execução do plano visa estudar a real execução do negócio proposto em havendo viabilidade, o nível de detalhamento do trabalho deve ser cautelosamente determinado. Dentre as categorias determinadas pelo Manual de Estágio da UDESC,

27 27 esse plano de negócio caracteriza-se como orientado para implantação (indica os mercados que a empresa vai atingir, como e o que vai vender e como vai produzir).

28 28 4. PLANO DE NEGÓCIO 4.1 SUMÁRIO EXECUTIVO A artemusica acredita em uma nova forma de ensino de arte. Somos músicos apaixonados e queremos que, cada vez mais, os apaixonados pela música disseminem melodias. Acreditamos ser possível uma nova forma de ensino, séria e consistente, mas sem deixar de lado os interesses de nossos alunos. A nossa escola está na melhor localização do centro de uma grande cidade do estado de Santa Catarina, promovendo facilidade de acesso e segurança aos alunos e professores. Nosso público-alvo compõe-se de crianças, adolescentes e jovens que procuram não só o ensino de música, mas o desenvolvimento pessoal, aumento da percepção e estimulo a criatividade e liderança. O estado de Santa Catarina conta com cerca de 78 escolas de música e conservatórios, um número pequeno levando-se em consideração o poder aquisitivo do estado e sua população de 6,25 milhões de habitantes. Além disso, grande parte dessas instituições limita-se ao ensino da prática de algum instrumento musical. A artemusica propõe uma abordagem diferente de tudo que existe no mercado, com uma formação completa, tornando amadores em músicos críticos e de mente aberta. Para colocar essa ideia inovadora em prática, é necessário um investimento de R$ ,90. Sob uma perspectiva realista, a artemusica paga o seu investimento em 3,7 anos (Payback descontado). O Valor Presente Líquido do Empreendimento é de R$ ,31. Sua Taxa Interna de Retorno é de 25% e o Índice de Lucratividade corresponde a 1,57. Um investimento de rápido retorno e que pode trazer grandes lucros.

29 29 Visão: Formar cidadãos criativos e culturalmente sensíveis através do ensino de música Missão: Ensinar a arte da música de forma dinâmica e profissional, atuando na formação do caráter e percepção cultural dos alunos, garantindo a esses o entendimento teórico, prático e incentivo a criatividade.

30 DESCRIÇÃO DO NEGÓCIO A artemusica caracteriza-se como sendo uma escola de música. O público-alvo, ao qual essa não se restringe, constitui-se de crianças e jovens dispostos a compreender a arte da música através do aprendizado de um instrumento musical. Uma vez que a escola apresenta um modelo de ensino mais completo e com maior presença do professor no dia-a-dia do aluno, o posicionamento da instituição visa famílias com maior poder aquisitivo. O negócio caracteriza-se como uma escola diferenciada dos modelos tradicionais de ensino habitualmente presentes nos grandes centros de Santa Catarina, tendo em vista que o modelo pedagógico determinado é o grande diferencial do negócio. O autor desse Plano de Negócio frequentou, ao longo de sua vida, diferentes escolas de música e conservatórios e percebeu a existência de duas vertentes bem definidas no que diz respeito ao ensino dessa arte. O contato com as instituições e a amizade formada com profissionais da área viabilizou o estudo realizado nessa sessão Método de Ensino O método de ensino da artemusica difere-se dos métodos tradicionais. Atualmente, a partir dos estudos realizados, existem duas formas básicas de ensino de música, com pequenas variações entre si. Nessa seção é feita uma análise a respeito dos métodos existentes. Vale lembrar que a variação entre o modelo de ensino das escolas é muito grande. Os perfis demonstrados abaixo foram determinados a partir de estudo e percepção do autor e constituem os extremos das duas vertentes Ensino Tradicional Os conservatórios, institutos de cultura e escolas de ensino tradicional procuram tornar pessoas comuns em verdadeiros músicos. Esse método de ensino vem de uma metodologia mais antiga, e volta o aluno a canção erudita. Alunos formados nessas instituições tem um senso crítico aguçado e tendem a ter maior conhecimento a respeito de história da música. O ensino tem foco principal em teoria musical. Em muitos casos, como na Casa da Cultura, em Joinville, ao longo

31 31 do primeiro ano o aluno não tem contato com o instrumento que deseja aprender, conforme explica Rafael, professor de Iniciação Musical para crianças da escola. O foco desse ensino inicial é a história da música e o ensino de teoria musical. Além disso, estimula-se muito a detecção de diferentes fontes sonoras da criança e trabalha-se com a percepção rítmica. A partir do segundo ano, é possível escolher um instrumento e só então que se inicia o seu aprendizado. Ainda assim, após a etapa de iniciação musical, a abordagem teórica é mantida, especialmente no aprendizado de obras clássicas através de leitura e acompanhamento de partituras. A cada ano, o aluno deve freqüentar recitais e apresentações promovidos pela instituição como parte do esforço necessário para se passar para o próximo estágio. Na Casa da Cultura, instituição estudada, ocorrem apresentações semanais de músicos locais e alunos, que apresentam sua evolução nos dois locais que a instituição disponibiliza para apresentações públicas. Em cada etapa há uma carga obrigatória de comparecimento a esse tipo de evento. Em estágios posteriores o aluno deve inclusive se apresentar para o público em recitais dessa natureza para decretar sua aptidão a seguir para um módulo posterior. Ao longo do tempo, adquire-se a oportunidade de se juntar a outros músicos e iniciar a pratica conjunta. Há o acompanhamento de professores aos grupos de alunos. A formação culmina com a profissionalização do músico. Após um período de dois a três anos, nossos alunos apresentam plenas capacidades para a obtenção do título de músico profissional, explica Rafael. Segundo a Ordem dos Músicos, em seu website, para se obter o documento de músico profissional, o candidato deve fazer uma prova escrita de conhecimentos de teoria musical e executar uma peça através de partitura, escolhida pela banca examinadora. A metodologia empregada pela Casa da Cultura e outros centros de ensino tradicionais é adequada a formação de músicos completos. A preocupação da escola não se limita a prática de um instrumento musical, mas também a todos os elementos que o envolvem Ensino Contemporâneo As metodologias mais recentes têm um enfoque diferente das escolas tradicionais. Em escolas de música nesse modelo, ocorre muito menos aplicação de

32 32 esforço na formação do aluno como músico. O foco é totalmente voltado ao instrumento musical que o aluno tem interesse em aprender e as músicas que o aluno interessa-se em executar. O individuo tem contato com o instrumento muito mais rapidamente do que em escolas tradicionais. Escolas no modelo contemporâneo tem um maior aspecto de proximidade entre o professor e o aluno. Além disso, não são raros os casos em que o aluno tenha apenas um professor ao longo de toda sua passagem pela instituição de ensino. Esse mesmo tutor é o responsável pelo ensino de teoria musical, e pelo desenvolvimento no aluno dos três elementos da linguagem musical, que segundo Correia (2010) são som, movimento e timbre ou qualidade sonora. Na nossa escola, prezamos pelo estabelecimento de um laço de amizade entre professor e aluno. Nossos músicos devem manter o aluno motivado no aprendizado, sendo assim acreditamos que uma proximidade entre mestre e aprendiz é essencial, diz Jefferson, professor da Escola de Música Arte Maior, em Joinville. Nesse tipo de instituição é comum que seja motivada a criação de bandas ou conjuntos entre os alunos, ou entre alunos e colegas de fora da instituição. Anualmente aqui na Arte Maior fazemos um festival em que nossos alunos criam um conjunto e tocam uma música de sua escolha, completa Rafael. Por fim, pode-se concluir que a metodologia das escolas contemporâneas é muito mais prática do que a das tradicionais. A relação aluno-professor, a metodologia e principalmente o tempo desde que o aluno procura a instituição até conseguir tocar o instrumento são os diferenciais dessa maneira de transmissão do conhecimento musical Modelo artemusica A idéia principal da artemusica é apresentar uma metodologia híbrida entre os modelos tradicional e o contemporâneo. O público-alvo da instituição, crianças e jovens, corresponde a uma geração acostumada a conviver com soluções rápidas. São indivíduos que não estão dispostos a levar cerca de dois anos para aprender a tocar um instrumento. Em contrapartida, a ideia do negócio compreende um ensino sólido, com o ensino da teoria musical aliado a prática de instrumento. A ideia do modelo híbrido pode ser mais bem entendida a partir da visualização do quadro 1, abaixo:

33 33 Quadro 1 - Posicionamento da artemusica Escolas Tradicionais Proposta Escolas Modernas Forte apelo teórico Ensino dinâmico Forte apelo prático Pontos Fortes Pontos Fracos Valorização da história da música e dos instrumentos Mescla entre teoria e prática Recitais Grande incentivo à criação/composição Aprendizado Preço consideravelmente lento Pouco motivante para Necessidade de uma carga crianças e jovens do século horária mais alta do que o XXI (gerações y e z) convencional Aprendizado rápido e motivante Incentivo a práticas de grupo (bandas) Baixa carga teórica Incentivo a "decorar" as músicas e não a aprender Baixo estímulo à criatividade Fonte: Autor Posicionar-se como um meio termo entre os modelos existentes é a estratégia adotada pela artemusica para diferenciar-se no mercado. A escola procura entender as demandas contemporâneas por agilidade no ensino, praticidade e flexibilidade, principalmente de horários. Contudo, há uma preocupação em formar músicos críticos e competentes, que entendam de historia e teoria musical e saibam aplica-las na pratica de um instrumento ou na composição de uma peça ou canção Localização A escola localiza-se em uma grande cidade de Santa Catarina. As cidades que apresentam perfil para receber o negócio são Joinville, Florianópolis, Blumenau, Itajaí ou Jaraguá do Sul, por serem grandes centros, contarem com uma grande arrecadação e uma população considerável (cidades populosas). Mais informações a respeito dos critérios abordados na escolha dos centros possíveis para a criação da empresa são descritos a seguir, no item 4.4, Mercado e Competidores. A escolha do bairro e do tipo de construção que receberá o empreendimento é estratégica para o sucesso do negócio. A artemusica é, por definição, um espaço seguro, de bom gosto e bem localizado. Sabe-se que boa parte dos alunos traz seu próprio

34 34 instrumento para as aulas. Como instrumentos musicais são acessórios caros e muitas vezes frágeis, faz-se necessária a facilidade e segurança de acesso ao prédio. Levando o branding da instituição em consideração, define-se que a melhor opção é pela escolha de bairros centrais e nobres dentre as cidades escolhidas. O fácil acesso por parte do aluno é primordial, tanto para os que utilizam o transporte público coletivo, o transporte individual sustentável ou o automóvel. Sendo assim, o prédio da escola deve ser próprio, localizado em construção térrea, provido de estacionamento para veículos e bicicletas e próximo a ponto de ônibus. Dentre o levantamento de custos do negócio é considerado o aluguel de imóvel residencial comercial, o que é um dos grandes fatores de custo da organização. Em um primeiro momento o imóvel deve ser reformado para adquirir as características necessárias ao funcionamento do negócio. São necessárias quatro salas preparadas para aulas práticas e ao menos uma sala para as aulas teóricas. Em um dos ambientes da residência será construído o estúdio profissional onde serão ministradas as aulas de bateria e acontecerão ensaios de bandas e artistas. A recepção da escola deve ser um local agradável e de bom gosto, com espaço para que pessoas esperando por suas aulas possam aguardar confortavelmente.

35 PRODUTOS E SERVIÇOS A escola de música artemusica oferece, além das aulas de música, serviços agregados aos seus alunos como estúdio para ensaios e gravação de material musical. Além disso, aulas online são disponibilizadas aos alunos que não podem participar de uma ou mais aulas Aulas de Música Para que a metodologia de ensino descrita no item 4.2 possa ser cumprida, a escola organiza-se em um regime diferenciado. Os alunos, desde a primeira fase de ensino, aprendem teoria e prática em paralelo. O modelo de ensino funciona a base de quatro módulos com a duração de um semestre cada, como descrito no quadro 2, abaixo: Quadro 2 - Módulos de ensino Fonte: Autor Na artemusica tanto o aprendizado de teoria musical quanto de prática de instrumento são importantes. O que diferencia a escola dos modelos já existentes, apresentados no item 4.2, é o método de ensino que semanalmente coloca o aluno em contato tanto com a história e teoria da música quanto com a prática da mesma.

36 36 Enquanto que em escolas tradicionais o aluno tem uma carga teórica alta em um primeiro momento para só depois iniciar a prática de instrumento, nas escolas modernas é dado enfoque baixo a teoria, que é apresentada de forma rasa e apenas a fim de viabilizar o ensino de forma geral. Para permitir esse paralelo entre teoria e prática os alunos frequentam duas aulas semanais, uma abordando cada tema descrito. Os professores de teoria e prática não são os mesmos, e em cada semestre o aluno troca de mestre em pelo menos uma das frentes. Essa alternância entre teoria e prática e o contato com diferentes mestres visa enriquecer ainda mais as visões e percepções do aluno a respeito do tema música. A fim de se adquirir as competências esperadas de um músico (prática de instrumento musical, noção de ritmo, habilidade para ter e escrever partituras e habilidade de improvisação e composição), o curso oferecido pela escola divide-se em quatro módulos de 44 aulas cada. Cada módulo contempla 22 aulas teóricas e 22 aulas práticas, e tem duração de cinco meses. Os semestres têm início em fevereiro e agosto. As definições de quantidade de aulas em cada módulo e datas de início de semestre são justificadas pelo calendário escolar ao qual boa parte do público alvo está submetida. As aulas de instrumento podem ser realizadas de forma individual ou em pequenos grupos, enquanto que as aulas de teoria musical são sempre realizadas em grupos de até cinco pessoas. A possibilidade de se ter aulas práticas em conjunto com outros alunos permite o barateamento da mensalidade, conforme quadro 3, abaixo: Quadro 3 - Modalidades de ensino e pagamento Fonte: Autor A análise da evolução do aluno é feita pelo professor, que define o momento certo de se passar para uma etapa posterior, exigindo do aluno a prática de exercícios mais difíceis e músicas mais desafiadoras. Não está previsto no modelo da escola a possibilidade do aluno repetir um dos módulos, uma vez que o aprendizado de música é

37 37 considerado um hobby, e sendo assim, as pessoas tendem a ter seu tempo e a praticar de acordo com o seu interesse. Havendo muito pouca evolução ao longo dos módulos, sugere-se que o aluno repita o semestre se esse achar interessante. Duas vezes ao longo de cada semestre ocorre uma prova referente à parte de teoria musical. O conteúdo dessa prova depende do escopo de cada módulo e a prova pode ser tanto teórica quanto prática (a execução de um solfejo, por exemplo). Para a parte prática, o professor tem liberdade de aplicar o método de avaliação de sua preferência. Três vezes ao longo do curso, no entanto, o aluno é submetido a uma espécie de teste chamada de evento. Os alunos têm a liberdade de acessar aulas gravadas de alguns dos principais temas de cada um dos módulos. As aulas são gravadas pelos professores da artemusica e estão disponibilizadas através de uma rede interna, accessível por computadores, tablets ou smartphones. Os eventos I e II são apresentações voltadas aos pais, funcionários e professores da escola. O evento III é uma espécie de confraternização social, uma apresentação temática voltada à comunidade e divulgada em meios de comunicação. Esses eventos têm a função de desafiar o aluno a realizar uma apresentação pública do que aprenderam ao longo de sua passagem pelos módulos correspondentes Ensaio em Estúdio Profissional O estúdio presente nas instalações da artemusica tem mais do que uma finalidade. Esse espaço, com preparação acústica especial, iluminação e equipamentos voltados a prática e gravação musical pode servir tanto para aulas práticas, ensaios de alunos e grupos ou até para a gravação de material musical. A realização de ensaio monitorado (individual ou coletivo) acaba sendo além de um diferencial da escola, um chamariz para a obtenção de novos alunos. Qualquer pessoa pode locar o estúdio da artemusica, sendo ou não aluno da instituição. Os preços para a utilização desse espaço são extremamente competitivos, uma vez que acabam servindo como propaganda para a escola. Bandas interessadas podem fechar pacotes mensais para a utilização do estúdio. Assim, economizam dinheiro e garantem que ninguém usufrua o seu horário nas semanas seguintes. A precificação do estúdio de ensaio da artemusica funciona da seguinte maneira, conforme explica o quadro 4:

38 38 Quadro 4 - Preços relativos ao estúdio de ensaio Fonte: Autor Além disso, será disponibilizado um preço especial para que o estúdio seja utilizado para ensaio de artistas consagrados em turnê pela região. Essa condição especial justifica-se pela oportunidade de promoção do espaço a partir da utilização dos mesmos por músicos famosos. Mais informações no item 4.5, Marketing e Vendas Gravação de Material Musical Os professores da artemusica são músicos profissionais com experiência e didática para ensinar crianças, adolescentes e jovens. Além desses profissionais, a instituição conta em seu quadro de funcionários com dois técnicos de som responsáveis, entre outras funções, pela manutenção do estúdio. O técnico de som tem a função de manter o estúdio em perfeitas condições para a prática musical, como, por exemplo, na utilização do espaço para ensaio, conforme observado no item acima. O custo total médio para se gravar um cd de doze faixas, com mixagem e produção é de R$ 7.000,00. A banda ganha todo o apoio de produção dos nossos profissionais, além da disponibilidade de utilizar o estúdio por dez sessões, que podem envolver ensaios, testes e gravações prévias.

39 MERCADO E COMPETIDORES O mercado de escolas de música no estado de Santa Catarina encontra-se aquecido. Ao todo no estado existem cerca de 78 escolas de música, conforme levantamento realizado nos websites Telelistas.net e Guia Fácil. Dentre as cidades levantadas como potenciais para a abertura do negócio, os números são os descritos abaixo, na tabela 3: Tabela 3 - Quantidade de escolas de música, PIB e População das cidades mais ricas do estado Fontes: Guia Fácil, Telelistas.net e IBGE O critério de escolha das cidades potenciais para receber o negócio levou em consideração o PIB, a população e a quantidade de empreendimentos similares das cidades catarinenses. Essa definição estratégica leva em consideração o posicionamento do produto, que é voltado as classes A e B, conforme especificado no item 4.2 desse documento. Sendo assim, foram analisadas as cidades com os cinco maiores PIBs do estado. São elas: Joinville, Itajaí, Florianópolis, Blumenau e Jaraguá do Sul conforme tabela 3, acima, de acordo com dados do IBGE. Analisando a relação PIB/habitante, dentre as cidades analisadas, o maior PIB per capita pertence ao município de Itajaí, no qual os habitantes apresentam renda 72% maior do que o segundo colocado em termos de PIB per capita, o município de Jaraguá do Sul, conforme tabela 4, abaixo:

40 40 Tabela 4 - PIB per capita Fonte: IBGE Em se tratando de quantidade de escolas, calculou-se a relação habitante por escola, para se ter uma noção de quantos habitantes uma escola de música deve atender dentre as cidades estudadas. Exclusivamente em Florianópolis e Itajaí foram consideradas além das escolas do município, as presentes em cidades conurbadas. Para o número total de escolas de Florianópolis foram consideradas as escolas de São José e, em Itajaí, levou-se em consideração para o número final as escolas localizadas no município de Balneário Camboriú. Os números estão na tabela 5: Tabela 5 - Relação Habitantes por escola de música Fonte: IBGE, Telelistas.net e Guia Fácil Por fim, dentre os quesitos levados em consideração, a cidade com a maior população é Joinville, que apresenta habitantes. A que apresenta a maior relação PIB per capita é Itajaí e a cidade com a menor quantidade de escolas por habitantes é novamente Joinville, no norte do estado. Os números estão presentes na tabela 6, abaixo.

41 41 Tabela 6 - Quesitos para escolha da praça Fonte: Autor Sendo assim, definem-se Joinville como a cidade com maior vocação para receber a artemusica e Itajaí como segunda colocada, sendo uma cidade que também deve ser considerada no momento da estruturação da abertura do empreendimento. No que diz respeito ao Core Business, a artemusica pode ser considerada uma instituição sem similares. Isso se deve ao fato de que a empresa entra no mercado com uma proposta diferente das outras escolas de música: um plano de ensino inovador. No que tange a concorrência indireta, podemos citar sim uma série de competidores. Como produtos substitutos aos oferecidos pela artemusica existem outras opções de ensino e até outras opções de lazer ou atividades extracurriculares praticadas pelo público alvo. Alguns exemplos de concorrentes diretos, indiretos e produtos substitutos são apresentados abaixo, no quadro 5. Quadro 5 - Concorrentes e Substitutos do negócio Fonte: Autor A artemusica, na prática, compete pelo tempo livre de crianças e jovens com outras diversas opções de atividades. Sendo assim, o posicionamento de Marketing da escola não necessariamente deve focar-se no público-alvo, mas também nos pais e responsáveis por esses, que tem muita influência na escolha. As estratégias referentes ao

42 42 Marketing, prospecção e retenção de clientes pode ser melhor entendida a partir do item 4.5, Marketing e Vendas, a seguir.

43 MARKETING E VENDAS A implantação de uma escola de música exige um grande esforço no que diz respeito ao planejamento de marketing e definição do plano de vendas. O ensino de música, assim como qualquer outra arte é um serviço supérfluo. Sendo assim, este apresenta forte elasticidade de demanda, que segundo Mankiw (2005), ocorre quando a quantidade demandada responde com muita intensidade a alterações nos preços. Sabe-se que em momentos de crise, os supérfluos são os primeiros produtos e serviços a serem cortados do orçamento das famílias. Considerando-se esse conhecimento torna-se ainda mais importante uma construção de marca qualificada e diversidade de clientes Ações de Marketing Segundo Hooley, Saunders e Piercy (2001), o conceito de Marketing diz que, em mercados cada vez mais competitivos e dinâmicos, as empresas ou organizações mais prováveis a vencer são aquelas sensíveis as expectativas, desejos e necessidades de seus clientes. A artemusica posiciona-se como uma escola diferenciada, que está preocupada em ensinar música da forma correta e preocupando-se com as demandas e características do aluno do século XXI. Os jovens procuram por soluções rápidas e criativas. E a escola oferece essa agilidade requisitada pelo jovem contemporâneo com consistência e seriedade. De forma híbrida e estratégica, a publicidade da artemusica foca tanto no público-alvo quanto nos pais e familiares desses. A vinculação de peças em rádios com perfil mais maduro e o estilo dos eventos promovidos pela escola buscam focar a divulgação aos reais decisores a respeito da matricula, os pais e responsáveis pelos alunos. As principais ações de Marketing previstas para a artemusica são descritas abaixo. Elas envolvem todos os quatro P s do marketing, abrangindo desde o produto oferecido pela empresa até formas de atração e retenção de clientes: Utilização de redes sociais para a divulgação da escola Criação de página corporativa no Facebook com ações diversas para aumento do impacto gerado, como o sorteio de instrumentos musicais a quem curtir, ingressos para shows e aulas gratuitas. Criação de perfil no Twitter e tweets diários a respeito de música, atualidades e liderança.

44 44 Parceria com lojas locais de instrumentos musicais Alunos da artemusica que comprarem instrumentos nas lojas de nossos parceiros ganham desconto especial ou condição diferenciada de pagamento. Divulgação da loja por parte da escola e vice-versa. Aula inaugural grátis Aula experimental sem custo na qual o professor apresenta a metodologia de ensino diferenciada da instituição e apresenta brevemente os instrumentos que podem ser aprendidos em nossa escola. Contato inicial do aluno com o instrumento e lição inicial. Parceria com fabricantes de instrumentos musicais Obtenção facilitada de ao menos uma unidade de cada instrumento dos quais a instituição dispõe no portfólio de ensino. Como contrapartida, material publicitário do fabricante é exposto na escola. Eventos artemusica Eventos musicais de bom gosto realizados com freqüência pela escola. Shows intimistas com artistas nacionais de MPB e Bossa Nova e eventos semestrais temáticos com apresentação dos formandos da instituição. A divulgação de tais eventos é realizada em televisão, jornais e rádios voltadas ao público apreciador de arte. Workshops abertos ao público Bimestralmente trazer ao nosso espaço algum artista, professor ou teórico referência em tema relevante ao nosso público. De forma estratégica esses eventos serão abertos ao público a fim de popularizar ainda mais a escola e obter novos alunos. Ação de mídia em televisão e rádio Peças relacionando jovens culturalmente sensíveis a um futuro promissor em carreiras profissionais diversas. Foco no incentivo a criatividade e metodologia. Estúdio como forma de promoção O estúdio de padrão profissional da artemusica tem forte apelo a conquista de novos clientes para o Core Business da instituição, o ensino da música. Com preços cobrados de bandas e artistas independentes para a utilização do espaço um pouco abaixo do padrão da concorrência, deseja-se aumentar a abrangência da escola. Estuda-se a execução de outras ações, nitidamente voltadas aos pais dos alunos. Peças publicitárias com artistas consagrados e relacionando o desenvolvimento de criatividade e liderança a partir da música, tema já abordado por autores como Marcos

45 45 Antonio Correia em seu artigo A função didático-pedagógica da linguagem musical: uma possibilidade na educação e que definem a forma de abordagem desse público. Sem dúvida é inquestionável a relevância da música na educação, mas também é visível a sua ausência ou displicência quando de sua aplicação didático pedagógica em sala de aula. Nota-se que sua teorização e presença nos ideários e documentos educacionais oficiais não lhe garantem sua efetiva prática. Isso ocorre, acredita-se, devido à rigidez dos programas oficiais de ensino, moldados em estruturas arcaicas e conservadoras que não permitem outras maneiras de se praticar o desenvolvimento dos saberes em ambientes educacionais. (Correia, 2010). Abordar o desaparecimento da música dos currículos da educação formal é parte importante do posicionamento da publicidade da artemusica. Como abordado por Correia, a música pode ser um impulsionador da educação de crianças e adolescentes, tornando relevante o ensino dessa arte na formação de cidadãos. Estuda-se a possibilidade de se trazer um músico através de intercâmbio para lecionar na artemusica. Instituições como a AIESEC ou o ROTARY prestam-se a realizar intercâmbios e trazer jovens profissionais dispostos a divulgar a cultura de seus povos. Essa ação abre um leque de possibilidades publicitárias para a escola, que em seu branding, acredita que o ensino de música é mais rico quanto maior for sua abrangência cultural Planejamento de Vendas Para garantir que a escola levante a quantidade mínima de alunos para o funcionamento no tempo mais breve possível, é preciso que ações certeiras sejam tomadas no que diz respeito ao planejamento de vendas, no caso, a matrícula de alunos. Dentre as ações tomadas para garantir a obtenção de uma quantidade adequada de alunos e a manutenção desse número cita-se principalmente o trabalho de prospecção e aquisição de clientes a ser realizado pelos professores. Sabe-se a importância que o professor exerce na educação e aprendizado dos alunos. Sendo assim, as estratégias de conquista de clientes da escola são voltadas aos professores. Esses são motivados por conquistar novos alunos a unirem-se a instituição e manutenção dos alunos até o final do curso. Os professores da artemusica recebem um salário base, idêntico para todos os músicos. Contudo boa parte da renda desses profissionais é proveniente de parcela

46 46 variável. A partir de certa quantidade de horas-aula dedicadas a instituição, os professores ganham bonificações. Premiações semestrais por participação nos resultados também são ações que visam a manutenção dos alunos na escola. Para cada aluno graduado na instituição, há premiação aos professores envolvidos nos dois anos de curso Análise SWOT A análise SWOT da artemusica está descrita abaixo, no quadro 6, com a descrição dos principais itens relevantes ao negócio e aos concorrentes. Quadro 6 - Análise SWOT Fonte Autor

47 PLANO OPERACIONAL O plano Operacional é a etapa do plano de negócio responsável por definições referentes ao funcionamento propriamente dito da empresa. Traz especificações de layout, capacidade de serviços, necessidade de pessoal e produtos e serviços a serem adquiridos Layout O correto funcionamento da escola de música em questão depende do respeito a certas definições de layout. O empreendimento, como já citado no Item Localização (4.2.5) desse documento, especifica que a escola será construída em uma casa comercial. Existe flexibilidade quanto a uma casa térrea ou um sobrado (com piso superior), com apenas algumas alterações de layout entre os dois modelos de construção. São necessárias ao menos três salas de 5 m² para as aulas práticas de música e duas salas de 8 m² para as aulas de teoria musical. O estúdio terá uma área de 12 m² de espaço isolado acusticamente e um espaço de 2 m² para o profissional dedicado a equalização e engenharia de som. A área determinada para o estúdio é consideravelmente grande, e a escolha por utilizar um espaço avantajado é estratégica. Além disso, espera-se que a recepção da artemusica seja um espaço agradável tanto para quem espera pelo horário de sua aula quanto para grupos e bandas confraternizando antes ou depois de um ensaio em nosso estúdio. Sendo assim, deve ter uma área mínima de 12 m², apresentar decoração de bom gosto e espaço para uma recepcionista poder executar suas tarefas. Em caso de imóvel com dois andares, ao menos no andar superior faz-se necessária a presença de banheiros masculino e feminino e lavabo no piso térreo. Em prédio térreo, deve-se ter ao menos um banheiro masculino e um feminino. A área externa da artemusica precisa contar estacionamento para ao menos quatro carros e um bicicletário de fácil acesso, a fim de estimular o uso dessa forma de transporte alternativo pelos nossos funcionários e alunos.

48 Capacidades de Serviços Os serviços oferecidos pela artemusica são as aulas de música, a locação de estúdio profissional para ensaios e gravação de material de áudio, como especificado no item 4.3, Produtos e Serviços. No que diz respeito às aulas de música, a restrição de capacidade limita a instituição ao número máximo de 210 alunos. Esse número é definido a partir de duas restrições: quantidade de professores da instituição e espaço físico. Com três salas para aulas práticas, quatro professores e funcionamento de segunda a sexta-feira das 9h00 as 18h00, a escola não tem capacidade de absorver mais alunos. Para as aulas teóricas são dois professores, atuando em duas salas nos mesmos horários definidos acima. A capacidade do estúdio da artemusica segue os fatores descritos a seguir. Cada grupo ou indivíduo que aluga o estúdio para ensaio tem direito de utilização por um período de uma hora ou fração, como descrito no item 4.3. Estipula-se vinte minutos para arrumação dos instrumentos e equalização prévia ao ensaio. Sendo assim, ao longo de um dia, existem seis cotas de uma hora de ensaio. Duas pela manhã e quatro a tarde. A capacidade mensal do estúdio corresponde ao número de cotas diárias multiplicado pela quantidade de dias úteis do mês. Sendo assim, estipula-se uma média de 120 cotas mensais. Artistas que quiserem gravar seu material no estúdio profissional da artemusica terão que levar em consideração os horários disponíveis para a utilização do mesmo. Uma vez que o estúdio é dividido entre esse público e as pessoas que o utilizarão para ensaio, existe uma restrição média de gravação de dois CDs por mês, levando-se em consideração ensaio, gravação, mixagem, pós-produção e as dez sessões de ensaio fornecidas a cada gravação Necessidade de Pessoal Levando-se em consideração o funcionamento da artemusica em capacidade plena, são necessários sete profissionais. A escola de música, em seu modelo diferenciado acaba tendo uma demanda grande por corpo docente, uma vez que cada aluno é atendido por dois professores simultaneamente, um nas aulas teóricas e outro nas aulas práticas.

49 49 As aulas teóricas ocorrem duas vezes na semana e são coletivas. Em grupos de cinco alunos, levando-se em consideração a capacidade máxima da escola, ocorrem 24 aulas teóricas por semana, separadas em duas salas. As aulas teóricas ocorrem em dois dias da semana, sendo assim, cada uma das duas salas recebe seis aulas teóricas por semana, e em cada sala, dois professores revezam o ensino das turmas. As aulas práticas ocorrem individualmente, em duplas ou em trios. Estima-se que dos 210 alunos matriculados quando a escola está em sua capacidade máxima, 60 optem por aulas individuais, 60 realizem aulas em dupla e 90 alunos realizem aulas em trio. Sendo assim, as aulas práticas totalizam 120 horas semanais, divididas entre as três salas de aula da instituição, cada uma com oito aulas diárias. Quatro professores ministram as aulas práticas, revezando as turmas e os horários de aula. É necessária a contratação de uma profissional que vai desempenhar as atividades de recepção e secretaria da escola. A recepcionista da artemusica trabalha das 9h00 as 18h00 e tem as funções de controlar a entrada e saída de alunos e músicos que utilizarão o estúdio, receber pagamentos e apresentar a escola para visitantes. Toda a atividade administrativa da empresa fica a cargo do proprietário. Auxiliado pelo corpo docente e pela recepcionista, este deve realizar controle financeiro e garantir andamento adequado de todas as atividades da escola Aquisição de produtos e contratação de serviços Para dar início ao funcionamento da artemusica devem ser adquiridos móveis e instrumentos musicais. Além disso, alguns serviços terceirizados devem ser contratados para garantir o correto funcionamento da instituição. Os instrumentos a serem adquiridos em um primeiro momento estão descritos abaixo: 01 Piano R$ 8.369,10 02 Teclados R$ 8.728,20 02 Violinos R$ 1168,08 02 Violões R$ 771,90 02 Guitarras Elétricas R$ 1.992,48 01 Contra-Baixo R$ 906,02 01 Bateria R$ 3.062,51

50 50 01 Trompete R$ 692,26 01 Trombone R$ 863,28 04 Flautas Doces 101,68 Percussão (01 Agogô, 01 Atabaque, 01 Triangulo, 01 Chocalho, 01 Tambor, 01 Bongô) R$ 1.560,10 O valor dos instrumentos foi levantado na loja Mensageiro Musical, um possível estabelecimento parceiro da escola. Com a parceria e a compra de todos os instrumentos acima citados espera-se uma redução de 20% no preço total de R$ ,61. Com a redução, o preço de aquisição é de R$ ,50. Além disso, estima-se um gasto de R$ 500,00 mensais com cordas, baquetas e demais itens relacionados à manutenção dos instrumentos. Para o início do funcionamento da artemusica, além da reforma do prédio, devem ser adquiridos os móveis para a recepção e os equipamentos necessários para o funcionamento do estúdio. O mobiliário a ser adquirido para a recepção é o seguinte: 01 Balcão de Recepção R$ 1.500,00 01 Banco Sala de Espera (04 lugares) R$ 390,00 01 Estante R$ 380,00 Decoração R$ 500,00 A montagem do estúdio será terceirizada e está orçada em R$ ,00. O estúdio, como melhor explicado no item 4.5 tem função de promoção da escola, uma vez que pode ser locado por qualquer pessoa interessada em um local para ensaio/gravação de áudio. A sala para a realização de aulas de música teóricas contará com os seguintes itens: 08 Carteiras R$ 520,00 08 Cadeiras R$ 520,00 01 Equipamento de projeção R$ 1.800,00 01 Quadro Branco 120 x 90 R$ 99,90 01 Escrivaninha R$ 345,50 Além dos itens levantados acima, há também os móveis que serão utilizados nas salas de aulas práticas: 05 Banquetas R$ 399,50

51 51 03 Escrivaninhas R$ 1.036,50 Os serviços a serem contratados em um primeiro momento correspondem a segurança, contabilidade e comunicação. A segurança do estabelecimento se dará através de circuito fechado de alarme com vigilância 24 horas. A contabilidade da artemusica será terceirizada por um escritório local e serão contratados os serviços de internet banda larga e telefonia fixa para o prédio. Os preços estipulados para esses serviços são descritos abaixo: Segurança R$ 200,00 / mês Contabilidade R$ 583,00 / mês Telefonia e Internet R$ 200,00 / mês Levantamento de Custos Anuais Com os levantamentos acima mencionados, chega-se a conclusão de que a artemusica tem uma necessidade monetária de R$ ,64 ao ano, distribuídos nos itens apresentados abaixo, na tabela 7: Tabela 7 - Custos fixos Fonte: Autor Além disso, devem ser levados em consideração itens como depreciação e a realização dos eventos promovidos pela escola. Uma melhor análise financeira pode ser conferida no item 4.7 a seguir, Plano Financeiro.

52 PLANO FINANCEIRO Para a realização da análise financeira, levou-se em consideração a criação de três cenários, um pessimista, um realista e um otimista para o faturamento da empresa. As projeções financeiras e as análises do investimento foram feitas utilizando-se do cenário realista de crescimento da demanda, demonstrado no Apêndice A Investimento Para viabilização das atividades da escola é necessário o aluguel de um estabelecimento com as características determinadas. Maiores informações a respeito do imóvel podem ser encontradas na seção Localização desse documento (item 4.2.5). A compra dos instrumentos musicais, na qual espera-se conseguir um desconto de 20%, e a construção de um estúdio profissional também são atividades pré-operacionais necessárias. Investimentos em Marketing, capital de giro e gastos não previstos também são contemplados nessa etapa. A tabela 8, abaixo, apresenta os detalhes do investimento inicial: Tabela 8 - Investimentos pré-operacionais Fonte: Autor Foram considerados para o investimento, além dos itens acima, uma quantia equivalente a R$ ,00, uma vez que, sob perspectiva realista, a escola não terá

53 53 lucro nos 12 primeiros meses. O dinheiro considerado será utilizado para arcar com despesas como pagamento de aluguéis e folhas de pagamento. O valor a ser levantado pelos investidores do negócio é de R$ ,90. Esse valor corresponde à soma dos valores referentes ao investimento inicial e dos gastos do primeiro ano de funcionamento da escola Financiamento Para levantar o valor necessário para colocar a artemusica em funcionamento (R$ ,90), optou-se pelo financiamento no sistema PRICE. O dinheiro será captado a partir de um investidor que já se demonstrou interessado pelo projeto. Para o pagamento da quantia supramencionada, o investidor exige uma TMA de 12% ao ano (aproximadamente 0,95% ao mês). Levando em consideração uma expectativa realista de crescimento, o período inicial para pagamento da dívida pela escola ocorre em 24 meses. Durante esse período, a dívida cresce de acordo com a TMA, de 12%. A partir de 24 meses inicia-se o pagamento de R$ 4.300,00 ao mês para o investidor. A artemusica pretende pagar sua dívida ao longo de um período de dez anos, saldando definitivamente o montante devido após 120 meses do aporte financeiro. Mais informações a respeito do investimento realizado na escola podem ser obtidas no Apêndice B desse documento Projeções de Demanda, Custos e Receitas Para a projeção da demanda da artemusica deve ser levado em consideração o fato de a escola trabalhar com três produtos diferentes: as aulas de música, a locação do estúdio e a gravação de material musical. Aulas de música: representam o Core Business da organização, e possuem uma restrição de capacidade, limitando-se a 210 alunos. Para o cenário pessimista, considerou-se que a escola entra em funcionamento com quarenta alunos e cresça 10% ao semestre. No cenário otimista, o primeiro semestre de trabalho considera cinqüenta alunos e tem um crescimento de 20% ao semestre. Sob uma ótica otimista, são cinqüenta alunos para inicio de atividades e crescimento de 30% ao semestre até atingimento da capacidade máxima. Levando em conta as

54 54 diferentes modalidades de aulas práticas definiu-se o ticket médio do aluno de música com o valor de R$ 150,00. Estúdio Profissional: a locação do estúdio, diferentemente das aulas de música, tem função de conquista de clientes e apresenta preço diferenciado do mercado. O estúdio funciona de segunda-feira a sábado e é alugado por hora por artistas e bandas, não necessariamente alunos da escola. Em um cenário pessimista, estima-se ocupação de 20% no primeiro mês de funcionamento e crescimento de 1% ao mês. Em um cenário realista, imagina-se que o estúdio terá uma ocupação de 20% no primeiro mês e crescimento de 5% ao mês até o alcance da capacidade máxima. Já em um cenário realista, estima-se crescimento de 10% ao mês. No cenário otimista, o crescimento esperado é de 15% ao mês. O ticket médio do estúdio da artemusica é de R$ 50,00 por hora/ensaio. Gravação de Material Musical: o estúdio da artemusica possui instrumentação profissional, e nossos colaboradores podem se envolver com a gravação de CDs para artistas e bandas. Em um cenário pessimista, acredita-se que em média um artista utilizará o espaço com essa finalidade a cada três meses. No cenário realista, acredita-se que a cada trinta dias, ao menos um músico fará uso desse espaço. Já sob uma perspectiva otimista, espera-se que a cada 15 dias um novo CD seja gravado no espaço. O custo anual da mão de obra está explicitado na tabela 9, abaixo. Para determinação dos encargos e impostos referentes à contratação dos profissionais utilizou-se do website Calculador.com.br: Tabela 9 - Custo anual de Mão de Obra Fonte: Calculador.com.br Para o cálculo da depreciação, considerou-se que os instrumentos musicais, equipamentos de estúdio e equipamentos de informática depreciam linearmente em um período de quatro anos. Esse é o período determinado para a renovação dos itens mencionados na artemusica.

55 55 Quanto a questão tributária, a artemusica ira optar pelo Simples Nacional. As pequenas empresas, com receita bruta anual de até 2,4 milhões de reais, podem optar entre o regime do lucro real, lucro presumido ou, o que é mais comum, o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, também conhecido como Simples nacional. (Lima, 2011). Ao longo dos dois primeiros anos, a artemusica pagará o equivalente a 13,08% do seu faturamento em impostos, conforme tabela 10, abaixo. A partir do terceiro ano a empresa pagará o equivalente a 15,4% do seu faturamento em impostos, referente a mudança de patamar arrecadado. Tabela 10 - Alíquotas de Imposto do Simples Nacional Fonte: Autor

56 56 Abaixo, na tabela 11, o Fluxo de Caixa referente ao primeiro ano de funcionamento da escola: Tabela 11 - Fluxo de Caixa Fonte: Autor

57 57 Abaixo, na tabela 12, o fluxo de caixa para os quatro anos seguintes: Tabela 12 - Fluxo de Caixa anualizado Fonte: Autor Considerando que após cinco anos de funcionamento a artemusica pare de crescer (apresente crescimento nulo), o valor do negócio é de R$ ,33. Esse valor é obtido a partir da divisão do fluxo de caixa ao término do quinto ano pelo valor da taxa de desconto requerida pelos investidores (TMA, de 12%) Análise do Investimento Para a análise do investimento feito com a implantação da escola de música foram utilizados os seguintes métodos: Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR), Payback Descontado e Índice de Lucratividade (IL). A evolução do Fluxo de Caixa está descrita na Tabela 13, a seguir:

58 58 Tabela 13 - Fluxo de Caixa do Investimento Fonte: Autor A evolução do Fluxo de Caixa Acumulado da empresa é demonstrada abaixo, no gráfico 2. Entre o terceiro e o quarto ano, o faturamento da empresa é suficiente para cobrir os custos de operação e as parcelas de pagamento do investimento realizado. Gráfico 2 - Evolução do Fluxo de Caixa Fonte: Autor O Valor Presente Líquido do investimento, a Taxa Interna de Retorno, o Payback Descontado e o Índice de Lucratividade do negócio podem ser vistos abaixo, na tabela 14.

59 59 Tabela 14 - Avaliação do Investimento Fonte: Autor

60 60 5. CONCLUSÕES Mundialmente, o perfil dos negócios está mudando. Com o avanço tecnológico, a facilitação e a democratização do acesso à renda as pessoas estão, cada vez mais, dando valor aos serviços, o que constitui um tipo totalmente novo de consumo. É sob esse aspecto que negócios voltados ao bem estar do ser humano adquirem força. O número de academias de ginástica, por exemplo, dobrou no país entre os anos de 2007 e 2010, segundo o jornal O Estado de São Paulo (2010). Instituições relacionadas à arte e lazer não ficam atrás. E justamente esse é o filão da instituição apresentada nesse Plano de Negócio. Sob o aspecto da competitividade da escola criada, procurou-se trabalhar com uma nova forma de ensino. O objetivo de se criar uma metodologia híbrida entre os modelos existentes no mercado surgiu a partir do desejo de se formar músicos mais competentes e curiosos, que não tem medo de trabalhar sua criatividade e que tanto estão preparados para uma carreira musical quanto apresentam características que os tornam seres humanos melhor preparados para o dia-a-dia pessoal e profissional. Sendo assim, ao longo desse documento foi apresentada a descrição do negócio; os produtos e serviços do mesmo; o mercado e seus competidores; informações referentes a marketing e planejamento de vendas; planejamento operacional e, por fim, o planejamento financeiro. Foram apresentados três produtos diferentes, com o core-business da organização sendo o fornecimento de aulas de música. Quanto ao mercado, realizou-se um estudo a respeito das instituições com a mesma finalidade da empresa, sua localização e o perfil da população atingida pela sua atuação. Foi dado um enfoque especial a parte de marketing, com base nos quatro P s, uma vez que sabe-se a dificuldade de se prosperar no competitivo ramo dos cursos e escolas de música. Por fim, foi realizada uma análise completa do investimento necessário para a operacionalização da instituição. A escola de música artemusica demonstrou-se como sendo um negócio viável financeiramente. Apresentando um Valor Presente Líquido de R$ ,31, Taxa Interna de Retorno de 25%, Payback Descontado em 3,7 anos e Índice de Lucratividade de 1,57%, constitui-se em uma boa opção de investimento. O montante necessário para colocar a escola em funcionamento é pago ao financiador do projeto através do sistema Price em dez anos e sob uma taxa de 12% ao ano sobre o capital.

61 61 Com a estabilização da demanda pelos serviços apresentados, o negócio apresenta lucratividade anual estimada em R$ ,00 após pagamento dos impostos. Esse dinheiro, além de remunerar o proprietário pode ser investido em novas ideias e projetos para a organização, aumentando assim a relevância e o impacto social trazidos através do melhor remédio, segundo a sabedoria popular: a música.

62 62 6. REFERÊNCIAS ANSOFF, H. Igor, MCDONNEL, Edward J. Implantando a Administração Estratégica. Editora Atlas. São Paulo: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: Apresentação de trabalhos acadêmicos. Rio de Janeiro, BERNARDI, Luiz Antonio. Manual de Empreendedorismo e Gestão. Editora Atlas. São Paulo: BERNARDI, Luiz Antonio. Manual de Plano de Negócios. Editora Atlas. São Paulo: Calculador. Cálculo Salário Líquido. Disponível em: <www.calculador.com.br> Acesso em19/05/2013. CECCONELLO, Antonio Renato, AJZENTAL, Alberto. A Construção do Plano de Negócio. Editora Saraiva. São Paulo: CORREIA, Marcos Antonio. A função didático-pedagógica da linguagem musical: uma possibilidade na educação. Educ. rev.[online]. 2010, n.36, pp ISSN Cross Content. Carga tributária desafia planejamento de empreendedor Disponível em: <http://invertia.terra.com.br/empreendedor/noticias/0,,oi EI19588,00-Carga+tributaria+desafia+planejamento+de+empreendedor.html>. Acesso em: 06/10/2012. DAYCHOUM, Merhi. 40 Ferramentas e Técnicas de Gerenciamento. São Paulo, Editora Brasport: 2007.

63 63 FERRELL, O. C., HARTLINE, Michael D. Estratégia de Marketing. 3ª edição. Editora Thomson. São Paulo: FLICK, Uwe. Desenho de Pesquisa Qualitativa. São Paulo: Bookman, Guiafácil. Escolas de Música. <www.guiafácil.com> Acesso em 19/05/2013. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, HOOLEY, Graham J., SAUNDERS, John A., PIERCY, Nigel F. Estratégia de Marketing e Posicionamento Competitivo. São Paulo, Editora Person Education do Brasil: IBGE. Demografia das Empresas Disponível em: <ftp://ftp.ibge.gov.br/demografia_das_empresas/2010/demoemp2010.pdf>. Acesso em: 06/10/2012. MANKIW, N. Gregory. Introdução a Economia. São Paulo, Editora Cengale Learning: MATTAR, Fauze Najib. Pesquisa de Marketing. 4ª edição. São Paulo: Atlas, MCCARTHY, E. Jerome. Marketing Básico: Uma visão gerencial. 1ª edição. J. Zahar. Rio de Janeiro: O Estado de São Paulo. Brasil só perde para os EUA em número de Academias. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasil-so-perde-paraeua-em-numero-de-academias,585706,0.htm> Acesso em 04/06/2013. PEREIRA, F.M., ARAÚJO, P.C., & WOLF, S.M. Educação Empreendedora no Brasil uma confrontação com a prática Disponível em: <www.oei.es/etp/educacao_empreendedora_brasil_confrontacao_

64 64 pratica.pdf> Acesso em 17/10/2012. POMBO, Adriane Alvarenga da Rocha. O que é ser Empreendedor. Biblioteca temática do empreendedor. Disponível em: <www.biblioteca.sebrae.com.br>. Acesso em 06 de outubro de ROSA, Cláudio Afrânio. Como Elaborar um Plano de Negócio. Brasília, SEBRAE, Disponível em: <www.biblioteca.sebrae.com.br>. Acesso em 30 de setembro de SCHMIDT, Serje, BOHNENBERGER, Maria Cristina. Perfil Empreendedor e Desempenho Organizacional. Rev. adm. contemp. [online]. 2009, vol.13, n.3, pp ISSN SCHUMPETER, Joseph. A. Capitalismo, Socialismo e Democracia. Rio de Janeiro, Editora Fundo de Cultura: SEBRAE. Fatores condicionantes de taxa de mortalidade de empresas no Brasil. Relatório de Pesquisa. Brasília: SEBRAE, SILVA, Edna Lucia da & MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação. Florianópolis: UFSC, STONER, James A. F., FREEMAN, R. Edward. Administração. Prentice Hall. Rio de Janeiro: THOMPSON JR., Artur A., STRICKLAND III, A. J., GAMBLE, John E. Administração Estratégica. McGraw Hill. São Paulo: Telelistas.net. Escolas de Música do Estado de Santa Catarina <http://www.telelistas.net/> Acesso em 19/05/2013.

65 APÊNDICE A PROJEÇÕES DE DEMANDA E FATURAMENTO 65

66 66

67 67 Levando em consideração as três atividades (escola de música, locação de estúdio profissional e gravação de CDs), a projeção de faturamento da artemusica é a seguinte, nos primeiros cinco anos de funcionamento:

68 APÊNDICE B FINANCIAMENTO 68

69 69

70 70

PLANO DE NEGÓCIOS Roteiro

PLANO DE NEGÓCIOS Roteiro Anexo 3 PLANO DE NEGÓCIOS Roteiro 1. Capa 2. Sumário 3. Sumário executivo 4. Descrição da empresa 5. Planejamento Estratégico do negócio 6. Produtos e Serviços 7. Análise de Mercado 8. Plano de Marketing

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR PROJETO INTEGRADOR 1. INTRODUÇÃO Conforme as diretrizes do Projeto Pedagógico dos Cursos Superiores de Tecnologia da Faculdade Unida de Suzano

Leia mais

Página 1 de 19 Data 04/03/2014 Hora 09:11:49 Modelo Cerne 1.1 Sensibilização e Prospecção Envolve a manutenção de um processo sistematizado e contínuo para a sensibilização da comunidade quanto ao empreendedorismo

Leia mais

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIOS O plano de negócios deverá conter: 1. Resumo Executivo 2. O Produto/Serviço 3. O Mercado 4. Capacidade Empresarial 5. Estratégia de Negócio 6. Plano de marketing

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO FINANCEIRA PROJETO INTEGRADOR. Suzano

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO FINANCEIRA PROJETO INTEGRADOR. Suzano CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM GESTÃO FINANCEIRA PROJETO INTEGRADOR Suzano PROJETO INTEGRADOR 1. Introdução O mercado atual de trabalho exige dos profissionais a capacidade de aplicar os conhecimentos

Leia mais

Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Graduação em Administração

Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. Graduação em Administração Trabalho de Conclusão de Curso - TCC Graduação em Administração Educação Presencial 2011 1 Trabalho de Conclusão de Curso - TCC O curso de Administração visa formar profissionais capacitados tanto para

Leia mais

FTAD Formação Técnica em Administração de Empresas Módulo de Planejamento Prof.º Fábio Diniz

FTAD Formação Técnica em Administração de Empresas Módulo de Planejamento Prof.º Fábio Diniz FTAD Formação Técnica em Administração de Empresas Módulo de Planejamento Prof.º Fábio Diniz COMPETÊNCIAS A SEREM DESENVOLVIDAS CONHECER A ELABORAÇÃO, CARACTERÍSTICAS E FUNCIONALIDADES UM PLANO DE NEGÓCIOS.

Leia mais

SUPERE A CRISE E FORTALEÇA SEU NEGÓCIO.

SUPERE A CRISE E FORTALEÇA SEU NEGÓCIO. Workshop para empreendedores e empresários do Paranoá DF. SUPERE A CRISE E FORTALEÇA SEU NEGÓCIO. Dias 06 e 13 de Dezembro Hotel Bela Vista Paranoá Das 08:00 às 18:00 horas Finanças: Aprenda a controlar

Leia mais

Plano de Negócios. Passo a passo sobre como iniciar um Plano de Negócios para sua empresa. Modelo de Planejamento prévio

Plano de Negócios. Passo a passo sobre como iniciar um Plano de Negócios para sua empresa. Modelo de Planejamento prévio Plano de Negócios Passo a passo sobre como iniciar um Plano de Negócios para sua empresa Modelo de Planejamento prévio Fraiburgo, 2015 Plano de Negócios Um plano de negócios é uma descrição do negócio

Leia mais

UMA PROPOSTA INOVADORA PARA ENSINAR EMPREENDEDORISMO AOS JOVENS

UMA PROPOSTA INOVADORA PARA ENSINAR EMPREENDEDORISMO AOS JOVENS UMA PROPOSTA INOVADORA PARA ENSINAR EMPREENDEDORISMO AOS JOVENS www.empreende.com.br emp@empreende.com.br FAZENDO ACONTECER Programa de ensino de empreendedorismo inovador em nível mundial, desenvolvido

Leia mais

GUIA DE ELABORAÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIOS

GUIA DE ELABORAÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIOS GUIA DE ELABORAÇÃO DE PLANO DE NEGÓCIOS Sumário 1. APRESENTAÇÃO... 2 2. PLANO DE NEGÓCIOS:... 2 2.1 RESUMO EXECUTIVO... 3 2.2 O PRODUTO/SERVIÇO... 3 2.3 O MERCADO... 3 2.4 CAPACIDADE EMPRESARIAL... 4 2.5

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA

UNIVERSIDADE PAULISTA UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Marketing Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Marketing. 1. Introdução Os Projetos

Leia mais

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros

Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Implementação rápida do modelo Balanced Scorecard (BSC) nas empresas de seguros Uma evolução nos sistemas de controle gerencial e de planejamento estratégico Francisco Galiza Roteiro Básico 1 SUMÁRIO:

Leia mais

COMPONENTES DA ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIO

COMPONENTES DA ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIO COMPONENTES DA ESTRUTURA DO PLANO DE NEGÓCIO No Modelo de Plano de Negócio, disponível no seu ambiente do Concurso você terá um passo a passo para elaborar o seu Plano, bem como todo o conteúdo necessário

Leia mais

Plano de Marketing e Vendas e a Análise Estratégica do Negócio Fabiano Marques

Plano de Marketing e Vendas e a Análise Estratégica do Negócio Fabiano Marques Plano de Marketing e Vendas e a Análise Estratégica do Negócio Fabiano Marques Nada é mais perigoso do que uma idéia, quando ela é a única que temos. (Alain Emile Chartier) Neste módulo, faremos, a partir

Leia mais

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro.

Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. PLANO DE MARKETING Andréa Monticelli Um dos objetivos deste tema é orientar as ações sistemáticas na busca satisfazer o consumidor estimulando a demanda e viabilizando o lucro. 1. CONCEITO Marketing é

Leia mais

PROJETO MULTIDISCIPLINAR DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL - 2013 - PLANO DE COMUNICAÇÃO -

PROJETO MULTIDISCIPLINAR DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL - 2013 - PLANO DE COMUNICAÇÃO - PROJETO MULTIDISCIPLINAR DE COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL - 2013 - PLANO DE COMUNICAÇÃO - A estrutura a seguir foi desenvolvida com base no escopo da disciplina de Planejamento Estratégico de Comunicação,

Leia mais

CEAP CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA COMÉRCIO ELETRÔNICO PROF. CÉLIO CONRADO

CEAP CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA COMÉRCIO ELETRÔNICO PROF. CÉLIO CONRADO Contexto e objetivos CEAP CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DISCIPLINA COMÉRCIO ELETRÔNICO PROF. CÉLIO CONRADO O desenvolvimento do plano de negócios, como sistematização das idéias

Leia mais

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO

TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO TÍTULO: O CRM NA FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES EM UMA EMPRESA DE MATERIAL PARA CONSTRUÇÃO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS SUBÁREA: ADMINISTRAÇÃO INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA AUTOR(ES):

Leia mais

FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING. Professor: Arlindo Neto

FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING. Professor: Arlindo Neto FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM ADMINISTRAÇÃO MÓDULO DE MARKETING Professor: Arlindo Neto Competências a serem trabalhadas GESTÃO DE MARKETING PUBLICIDADE E PROPAGANDA GESTÃO COMERCIAL FTAD FORMAÇÃO TÉCNICA EM

Leia mais

Processos Gerenciais

Processos Gerenciais UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Processos Gerenciais Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais. 1.

Leia mais

Empreendedorismo. Tópico 4 Plano de Negócios: Visão Geral

Empreendedorismo. Tópico 4 Plano de Negócios: Visão Geral Empreendedorismo Tópico 4 Plano de Negócios: Visão Geral Conteúdo 1. Objetivos do Encontro... 3 2. Introdução... 3 3. Planejar. Por quê?... 3 4. O Plano é produto do empreendedor... 4 5. Estrutura do Plano

Leia mais

FAZER ESTES ITENS NO FINAL, QUANDO O TRABALHO ESTIVER PRONTO

FAZER ESTES ITENS NO FINAL, QUANDO O TRABALHO ESTIVER PRONTO 1. CAPA 2. SUMÁRIO 3. INTRODUÇÃO FAZER ESTES ITENS NO FINAL, QUANDO O TRABALHO ESTIVER PRONTO 4. DESCRIÇÃO DA EMPRESA E DO SERVIÇO 4.1 Descrever sua Visão, VISÃO DA EMPRESA COMO VOCÊS IMAGINAM A EMPRESA

Leia mais

EMPREENDEDORISMO PASSOS PARA ABRIR UM NEGÓCIO

EMPREENDEDORISMO PASSOS PARA ABRIR UM NEGÓCIO EMPREENDEDORISMO PASSOS PARA ABRIR UM NEGÓCIO Odilio Sepulcri odilio@emater.pr.gov.br www.odiliosepulcri.com.br www.emater.pr.gov.br Telefone: (41) 3250-2252 ROTEIRO DA APRESENTAÇÃO 1. Perfil para empreender

Leia mais

CompuStream Plano de Negócios COMPUSTREAM CONSULTORIA LTDA.

CompuStream Plano de Negócios COMPUSTREAM CONSULTORIA LTDA. CompuStream Plano de Negócios COMPUSTREAM CONSULTORIA LTDA. A CompuStream, empresa especializada em desenvolvimento de negócios, atua em projetos de investimento em empresas brasileiras que tenham um alto

Leia mais

MAISMKT - Ações em Marketing e uma empresa voltada para avaliação do atendimento, relacionamento com cliente, e marketing promocional.

MAISMKT - Ações em Marketing e uma empresa voltada para avaliação do atendimento, relacionamento com cliente, e marketing promocional. Empresa MAISMKT - Ações em Marketing e uma empresa voltada para avaliação do atendimento, relacionamento com cliente, e marketing promocional. Nossa filosofia e oferecer ferramentas de gestão focadas na

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» ADMINISTRAÇÃO (MARKETING) «

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» ADMINISTRAÇÃO (MARKETING) « CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» ADMINISTRAÇÃO (MARKETING) «21. É falacioso falar que o marketing é filho do capitalismo e, portanto, apenas ajudaria a concentrar a renda satisfazendo necessidades supérfluas

Leia mais

MATRIZ SWOT VANTAGENS DE SUA UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO VAREJISTA

MATRIZ SWOT VANTAGENS DE SUA UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO VAREJISTA MATRIZ SWOT VANTAGENS DE SUA UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO VAREJISTA Daniela Vaz Munhê 1 Jenifer Oliveira Custódio Camara 1 Luana Stefani 1 Murilo Henrique de Paula 1 Claudinei Novelli 2 Cátia Roberta Guillardi

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS. O QUE É?

PLANO DE NEGÓCIOS. O QUE É? NE- CACT O Núcleo de Empreendedorismo da UNISC existe para estimular atitudes empreendedoras e promover ações de incentivo ao empreendedorismo e ao surgimento de empreendimentos de sucesso, principalmente,

Leia mais

Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo

Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo Estudo de Viabilidade e Pesquisa de Campo Estudo de viabilidade As perguntas seguintes terão que ser respondidas durante a apresentação dos resultados do estudo de viabilidade e da pesquisa de campo FOFA.

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS. Causas de Fracasso:

PLANO DE NEGÓCIOS. Causas de Fracasso: PLANO DE NEGÓCIOS Causas de Fracasso: Falta de experiência profissional Falta de competência gerencial Desconhecimento do mercado Falta de qualidade dos produtos/serviços Localização errada Dificuldades

Leia mais

ANEXO 1: Formato Recomendado de Planos de Negócios - Deve ter entre 30 e 50 páginas

ANEXO 1: Formato Recomendado de Planos de Negócios - Deve ter entre 30 e 50 páginas ANEXO 1: Formato Recomendado de Planos de Negócios - Deve ter entre 30 e 50 páginas 1) Resumo Executivo Descrição dos negócios e da empresa Qual é a ideia de negócio e como a empresa se chamará? Segmento

Leia mais

Estratégia de negócio, segmentação e posicionamento Prof. Dr. Raul Amaral

Estratégia de negócio, segmentação e posicionamento Prof. Dr. Raul Amaral Estratégia de negócio, segmentação e posicionamento Prof. Dr. Raul Amaral Estratégia de negócio, estratégias de segmentação e posicionamento. Análise do potencial de demanda. Definição da missão. liderança.

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA

UNIVERSIDADE PAULISTA UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA Projeto Integrado Multidisciplinar III e IV Recursos Humanos Manual de orientações - PIM Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos 1.

Leia mais

Empreenda! 9ª Edição Roteiro de Apoio ao Plano de Negócios. Preparamos este roteiro para ajudá-lo (a) a desenvolver o seu Plano de Negócios.

Empreenda! 9ª Edição Roteiro de Apoio ao Plano de Negócios. Preparamos este roteiro para ajudá-lo (a) a desenvolver o seu Plano de Negócios. Empreenda! 9ª Edição Roteiro de Apoio ao Plano de Negócios Caro (a) aluno (a), Preparamos este roteiro para ajudá-lo (a) a desenvolver o seu Plano de Negócios. O Plano de Negócios deverá ter no máximo

Leia mais

MARKETING E VENDAS NA FARMÁCIA

MARKETING E VENDAS NA FARMÁCIA MARKETING E VENDAS NA FARMÁCIA Há muito se discute que o mercado de farmácias é ambiente competitivo e que a atividade vem exigindo profissionalismo para a administração de seus processos, recursos e pessoal.

Leia mais

CLIENTE A Autoescola Paula está localizada na Avenida Paraná, nº 1641, no bairro Bacacheri, que compõe a região do Boa Vista. É um CFC de pequeno porte, que conta com 15 funcionários e 10 veículos. Oferecem

Leia mais

EDITAL Nº 01/2009 PROJETOS EMPRESARIAIS PARA INGRESSO NA INCUBADORA DE EMPRESAS DE SÃO JOSÉ

EDITAL Nº 01/2009 PROJETOS EMPRESARIAIS PARA INGRESSO NA INCUBADORA DE EMPRESAS DE SÃO JOSÉ EDITAL Nº 01/2009 PROJETOS EMPRESARIAIS PARA INGRESSO NA INCUBADORA DE EMPRESAS DE SÃO JOSÉ O presente edital regulamenta o processo de recrutamento, seleção e ingresso de projetos empresariais na Incubadora

Leia mais

INTRODUÇÃO A ÃO O EMPREENDE

INTRODUÇÃO A ÃO O EMPREENDE INTRODUÇÃO AO EMPREENDEDORISMO Prof. Marcos Moreira Conceito O empreendedorismo se constitui em um conjunto de comportamentos e de hábitos que podem ser adquiridos, praticados e reforçados nos indivíduos,

Leia mais

Sua hora chegou. Faça a sua jogada. REGULAMENTO

Sua hora chegou. Faça a sua jogada. REGULAMENTO Sua hora chegou. Faça a sua jogada. REGULAMENTO Prêmio de Empreendedorismo James McGuire 2013 REGULAMENTO Prêmio de Empreendedorismo James McGuire 2013 é uma competição interna da Laureate International

Leia mais

Com bom planejamento, empresário começa negócio sem dinheiro próprio.

Com bom planejamento, empresário começa negócio sem dinheiro próprio. Com bom planejamento, empresário começa negócio sem dinheiro próprio. Plano de negócios estruturado ajuda na hora de conseguir financiamento. Veja dicas de especialistas e saiba itens que precisam constar

Leia mais

Empreendedorismo de Negócios com Informática

Empreendedorismo de Negócios com Informática Empreendedorismo de Negócios com Informática Aula 6 Plano de Negócios Empreendedorismo de Negócios com Informática - Plano de Negócios 1 Conteúdo Sumário Executivo Apresentação da Empresa Plano de Marketing

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

ELEMENTOS DO PLANO DE NEGÓCIOS

ELEMENTOS DO PLANO DE NEGÓCIOS INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO PIAUÍ - CAMPUS DE PARNAÍBA CURSO: Técnico em Informática DISCIPLINA: Empreendedorismo PROFESSORA: CAROLINE PINTO GUEDES FERREIRA ELEMENTOS DO PLANO

Leia mais

ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ

ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ ESTUDO DA IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARA O COMÉRCIO VAREJISTA LUCIMEIRI CEZAR ANDRÉ Acadêmica de Administração Geral na Faculdade Metropolitana de Maringá /PR - 2005 RESUMO: A atividade comercial

Leia mais

CONSULTOR CARLOS MARTINS AÇAO EM MARKETING

CONSULTOR CARLOS MARTINS AÇAO EM MARKETING CONSULTOR CARLOS MARTINS CRIA - AÇAO EM MARKETING SUA EMPRESA Copyright Consultor Carlos Martins - Todos os direitos reservados wwwcarlosmartinscombr - consultor@carlosmartinscombr Como conquistar Clientes

Leia mais

Palestrante Paulo Gerhardt Inspira, Motiva e Sensibiliza para Resultados Superiores

Palestrante Paulo Gerhardt Inspira, Motiva e Sensibiliza para Resultados Superiores Palestrante Paulo Gerhardt Inspira, Motiva e Sensibiliza para Resultados Superiores Com uma abordagem inovadora e lúdica, o professor Paulo Gerhardt tem conquistado plateias em todo o Brasil. Seu profundo

Leia mais

O EMPREENDEDORISMO. SUAS PERCEPÇÕES, DIMENSÃO E DESENVOLVIMENTO NO BRASIL

O EMPREENDEDORISMO. SUAS PERCEPÇÕES, DIMENSÃO E DESENVOLVIMENTO NO BRASIL O EMPREENDEDORISMO. SUAS PERCEPÇÕES, DIMENSÃO E DESENVOLVIMENTO NO BRASIL JARDEL JAVARINI BONELI ROSANY SCARPATI RIGUETTI ADMINISTRAÇÃO GERAL FACULDADE NOVO MILÊNIO RESUMO: Este artigo objetiva apresentar

Leia mais

Construindo um Plano de Negócios Fabiano Marques

Construindo um Plano de Negócios Fabiano Marques Construindo um Plano de Negócios Fabiano Marques "Um bom plano de negócios deve mostrar claramente a competência da equipe, o potencial do mercado-alvo e uma idéia realmente inovadora; culminando em um

Leia mais

Vendas - Cursos. Curso Completo de Treinamento em Vendas com Eduardo Botelho - 15 DVDs

Vendas - Cursos. Curso Completo de Treinamento em Vendas com Eduardo Botelho - 15 DVDs Vendas - Cursos Curso Completo de Treinamento em Vendas com - 15 DVDs O DA VENDA Esta palestra mostra de maneira simples e direta como planejar o seu trabalho e, também, os seus objetivos pessoais. Através

Leia mais

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1 1.0 INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1.1 1.2 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA Qual o objetivo das empresas para a administração financeira? Maximizar valor de mercado da empresa; Aumentar a riqueza dos acionistas.

Leia mais

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report

Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Perfil Caliper de Especialistas The Inner Potential Report Avaliação de: Sr. Antônio Modelo Preparada por: Consultor Caliper exemplo@caliper.com.br Data: Página 1 Perfil Caliper de Especialistas The Inner

Leia mais

Formulação da Visão e da Missão

Formulação da Visão e da Missão Formulação da Visão e da Missão Zilta Marinho zilta@globo.com Os grandes navegadores sempre sabem onde fica o norte. Sabem aonde querem ir e o que fazer para chegar a seu destino. Com as grandes empresas

Leia mais

Orientações para elaborar um. Plano de Negócios

Orientações para elaborar um. Plano de Negócios Orientações para elaborar um Plano de Negócios Maio de 2010 www.nascente.cefetmg.br Página 1 Apresentação Este documento contém um roteiro básico de Plano de Negócios. O objetivo é permitir que o futuro

Leia mais

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS

O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS O IMPACTO DA UTILIZAÇÃO DE UM SOFTWARE DE GERENCIAMENTO ELETRÔNICO DE PROJETOS NAS EMPRESAS Nadia Al-Bdywoui (nadia_alb@hotmail.com) Cássia Ribeiro Sola (cassiaribs@yahoo.com.br) Resumo: Com a constante

Leia mais

7 Modelos de Négocio para o PLC

7 Modelos de Négocio para o PLC 87 7 Modelos de Négocio para o PLC Há basicamente três modelos de negócio que podem ser usados para o PLC baseados no valor de investimento e nível de risco que as empresas de energia se dispõem em aceitar

Leia mais

OS 5 P S DO MARKETING NO SETOR HOTELEIRO NA CIDADE DE BAMBUÍ-MG

OS 5 P S DO MARKETING NO SETOR HOTELEIRO NA CIDADE DE BAMBUÍ-MG 1 OS 5 P S DO MARKETING NO SETOR HOTELEIRO NA CIDADE DE BAMBUÍ-MG Camila Alves Teles 1 Maria Solange dos Santos 2 Rodrigo Honório Silva 3 Romenique José Avelar 4 Myriam Angélica Dornelas 5 RESUMO O presente

Leia mais

TRANSFORMANDO OPORTUNIDADES EM RESULTADOS:

TRANSFORMANDO OPORTUNIDADES EM RESULTADOS: TRANSFORMANDO OPORTUNIDADES EM RESULTADOS: O Médio Vale do Itajaí é uma das regiões mais desenvolvidas de SC. Um fator primordial para esse potencial econômico é a sua tradição industrial, que faz com

Leia mais

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS - FAN CEUNSP SALTO /SP CURSO DE TECNOLOGIA EM MARKETING TRABALHO INTERDISCIPLINAR

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS - FAN CEUNSP SALTO /SP CURSO DE TECNOLOGIA EM MARKETING TRABALHO INTERDISCIPLINAR APRESENTAÇÃO DO TI O Trabalho Interdisciplinar é um projeto desenvolvido ao longo dos dois primeiros bimestres do curso. Os alunos tem a oportunidade de visualizar a unidade da estrutura curricular do

Leia mais

Processo de Negociação. Quem somos. Nossos Serviços. Clientes e Parceiros

Processo de Negociação. Quem somos. Nossos Serviços. Clientes e Parceiros Quem somos Nossos Serviços Processo de Negociação Clientes e Parceiros O NOSSO NEGÓCIO É AJUDAR EMPRESAS A RESOLVEREM PROBLEMAS DE GESTÃO Consultoria empresarial a menor custo Aumento da qualidade e da

Leia mais

MODELO PLANO DE NEGÓCIO

MODELO PLANO DE NEGÓCIO MODELO PLANO DE NEGÓCIO Resumo dos Tópicos 1 EMPREENDEDOR... 3 1.1. O EMPREENDIMENTO... 3 1.2. OS EMPREENDEDORES... 3 2 GESTÃO... 4 2.1. DESCRIÇÃO DO NEGÓCIO... 4 2.3. PLANO DE OPERAÇÕES... 4 2.4. NECESSIDADE

Leia mais

A Descrição do Produto ou Serviço e a Análise do Mercado e dos Competidores Fabiano Marques

A Descrição do Produto ou Serviço e a Análise do Mercado e dos Competidores Fabiano Marques A Descrição do Produto ou Serviço e a Análise do Mercado e dos Competidores Fabiano Marques "O plano de negócios é o cartão de visitas do empreendedor em busca de financiamento". (DORNELAS, 2005) A partir

Leia mais

Apostamos em quem acredita, confiamos em quem arrisca, e somos muito apaixonados por quem empreende. Por isso, criamos o B.I. Empreendedores!

Apostamos em quem acredita, confiamos em quem arrisca, e somos muito apaixonados por quem empreende. Por isso, criamos o B.I. Empreendedores! Empreendedores Apostamos em quem acredita, confiamos em quem arrisca, e somos muito apaixonados por quem empreende. Por isso, criamos o B.I. Empreendedores! Por meio de um método de aprendizagem único,

Leia mais

Plataforma da Informação. Finanças

Plataforma da Informação. Finanças Plataforma da Informação Finanças O que é gestão financeira? A área financeira trata dos assuntos relacionados à administração das finanças das organizações. As finanças correspondem ao conjunto de recursos

Leia mais

Missão, Visão e Valores

Missão, Visão e Valores , Visão e Valores Disciplina: Planejamento Estratégico Página: 1 Aula: 12 Introdução Página: 2 A primeira etapa no Planejamento Estratégico é estabelecer missão, visão e valores para a Organização; As

Leia mais

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os

Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os Mesmo em uma construtora de menor porte, o processo de gestão pode ser bastante complexo. Este guia traz dicas de gerenciamento para atingir os melhores resultados. 2 ÍNDICE SOBRE O SIENGE INTRODUÇÃO 01

Leia mais

UNIDADE 5 A estrutura de um Plano de Negócios

UNIDADE 5 A estrutura de um Plano de Negócios UNIDADE 5 A estrutura de um Plano de Negócios É evidente a importância de um bom plano de negócios para o empreendedor, mas ainda existem algumas questões a serem respondidas, por exemplo: Como desenvolver

Leia mais

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS - FAN CEUNSP SALTO /SP CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO COMERCIAL TRABALHO INTERDISCIPLINAR

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO E NEGÓCIOS - FAN CEUNSP SALTO /SP CURSO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO COMERCIAL TRABALHO INTERDISCIPLINAR APRESENTAÇÃO DO TI O Trabalho Interdisciplinar é um projeto desenvolvido ao longo dos dois primeiros bimestres do curso. Os alunos tem a oportunidade de visualizar a unidade da estrutura curricular do

Leia mais

REGULAMENTO CONCURSO MEU SONHO MEU NEGÓCIO 1. APRESENTAÇÃO. alternativa de autoemprego e geração de renda para sobreviver.

REGULAMENTO CONCURSO MEU SONHO MEU NEGÓCIO 1. APRESENTAÇÃO. alternativa de autoemprego e geração de renda para sobreviver. CONCURSO MEU SONHO MEU NEGÓCIO PROJETO DE INCENTIVO AO PEQUENO NEGÓCIO 7ª EDIÇÃO, 2015 Realização: SEBRAE/SC e RICTV Record REGULAMENTO 1. APRESENTAÇÃO O concurso MEU SONHO MEU NEGÓCIO é um projeto realizado

Leia mais

Modelo para elaboração do Plano de Negócios

Modelo para elaboração do Plano de Negócios Modelo para elaboração do Plano de Negócios 1- SUMÁRIO EXECUTIVO -Apesar de este tópico aparecer em primeiro lugar no Plano de Negócio, deverá ser escrito por último, pois constitui um resumo geral do

Leia mais

Análise de Mercado. Análise da Indústria/Setor. Descrição do Segmento de Mercado. Artigos de PN Como fazer Análise de Mercado. josedornelas.com.

Análise de Mercado. Análise da Indústria/Setor. Descrição do Segmento de Mercado. Artigos de PN Como fazer Análise de Mercado. josedornelas.com. Artigos de PN Como fazer Análise de Mercado Análise de Mercado A análise de mercado é um dos componentes do plano de negócios que está relacionado ao marketing da organização. Ela apresenta o entendimento

Leia mais

O Plano Financeiro no Plano de Negócios Fabiano Marques

O Plano Financeiro no Plano de Negócios Fabiano Marques O Plano Financeiro no Plano de Negócios Fabiano Marques Seguindo a estrutura proposta em Dornelas (2005), apresentada a seguir, podemos montar um plano de negócios de forma eficaz. É importante frisar

Leia mais

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr.

Gestão do Conhecimento A Chave para o Sucesso Empresarial. José Renato Sátiro Santiago Jr. A Chave para o Sucesso Empresarial José Renato Sátiro Santiago Jr. Capítulo 1 O Novo Cenário Corporativo O cenário organizacional, sem dúvida alguma, sofreu muitas alterações nos últimos anos. Estas mudanças

Leia mais

EMPREENDEDORISMO: POR QUE DEVERIA APRENDER?

EMPREENDEDORISMO: POR QUE DEVERIA APRENDER? EMPREENDEDORISMO: POR QUE DEVERIA APRENDER? Anderson Katsumi Miyatake Emerson Oliveira de Almeida Rafaela Schauble Escobar Tellis Bruno Tardin Camila Braga INTRODUÇÃO O empreendedorismo é um tema bastante

Leia mais

FUNDAMENTOS PARA A ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA

FUNDAMENTOS PARA A ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA FUNDAMENTOS PARA A ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA Abordagem da estratégia Análise de áreas mais específicas da administração estratégica e examina três das principais áreas funcionais das organizações: marketing,

Leia mais

Faculdade Pitágoras de Uberlândia. Administração

Faculdade Pitágoras de Uberlândia. Administração Faculdade Pitágoras de Uberlândia Apostila de Administração Prof. Walteno Martins Parreira Júnior www.waltenomartins.com.br waltenomartins@yahoo.com 2014 SUMÁRIO 1 O PLANO DE NEGÓCIOS...2 1.1 SUMÁRIO EXECUTIVO...5

Leia mais

ESTRATÉGIAS MERCADOLÓGICAS UTILIZADAS PELAS OPERADORAS, TIM, CLARO E VIVO.

ESTRATÉGIAS MERCADOLÓGICAS UTILIZADAS PELAS OPERADORAS, TIM, CLARO E VIVO. 1 ESTRATÉGIAS MERCADOLÓGICAS UTILIZADAS PELAS OPERADORAS, TIM, CLARO E VIVO. Juliana da Silva RIBEIRO 1 RESUMO: O presente trabalho enfoca as estratégias das operadoras de telefonia móvel TIM,VIVO e CLARO

Leia mais

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS

ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS 3ª Série Gestão em Marketing CST em Marketing A atividade prática supervisionada (ATPS) é um método de ensino-aprendizagem desenvolvido por meio de um conjunto de atividades

Leia mais

MARKETING ESTRATÉGICO

MARKETING ESTRATÉGICO MARKETING ESTRATÉGICO O conceito de marketing é uma abordagem do negócio. HOOLEY; SAUNDERS, 1996 Esta afirmação lembra que todos na organização devem se ocupar do marketing. O conceito de marketing não

Leia mais

&DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR

&DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR &DPSDQKDV 3ODQHMDPHQWR Toda comunicação publicitária visa atender a alguma necessidade de marketing da empresa. Para isso, as empresas traçam estratégias de comunicação publicitária, normalmente traduzidas

Leia mais

Conhecimentos em Comércio Eletrônico Capítulo 4 CAPÍTULO 4 VISÃO GERAL DO COMÉRCIO

Conhecimentos em Comércio Eletrônico Capítulo 4 CAPÍTULO 4 VISÃO GERAL DO COMÉRCIO CAPÍTULO 4 VISÃO GERAL DO COMÉRCIO PLANEJAMENTO E MODELOS DE E-COMMERCE Uma das principais características do CE é permitir a criação de novos modelos de negócio. Um modelo de negócio é um método que permite

Leia mais

6. Planejamento do Negócio

6. Planejamento do Negócio 6. Planejamento do Negócio Conteúdo 1. O que é um Plano de Negócios 2. Elaboração de um Plano de Negócios 3. Sessões Propostas para um Plano de Negócios 4. Idéias para um Plano de Negócios 5. Sites para

Leia mais

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO

DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO 1 DA INCUBAÇÃO À ACELERAÇÃO DE NEGÓCIOS: NOVAS ROTAS DE DESENVOLVIMENTO Cesar Simões Salim Professor e Autor de livros de empreendedorismo cesar.salim@gmail.com Visite meu blog: http://colecaoempreendedorismo.blogspot.com/

Leia mais

PLANO DE NEGÓCIOS E PLANEJAMENTO: SUA IMPORTÂNCIA PARA O EMPREENDIMENTO

PLANO DE NEGÓCIOS E PLANEJAMENTO: SUA IMPORTÂNCIA PARA O EMPREENDIMENTO PLANO DE NEGÓCIOS E PLANEJAMENTO: SUA IMPORTÂNCIA PARA O EMPREENDIMENTO Bruna Carolina da Cruz Graduando em administração Unisalesiano Lins bruna-estella@hotmail.com Rafael Victor Ostetti da Silva Graduando

Leia mais

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO PLANO DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DA Flash Lan House: FOCO NO ALINHAMENTO ENTRE CAPITAL HUMANO E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Leia mais

PLANEJAMENTO DE MARKETING

PLANEJAMENTO DE MARKETING PLANEJAMENTO DE MARKETING A análise ambiental e o planejamento beneficiam os profissionais de marketing e a empresa como um todo, ajudando os gerentes e funcionários de todos os níveis a estabelecer prioridades

Leia mais

Ensino Vocacional, Técnico e Tecnológico no Reino Unido

Ensino Vocacional, Técnico e Tecnológico no Reino Unido Ensino Vocacional, Técnico e Tecnológico no Reino Unido Apoiar a empregabilidade pela melhora da qualidade do ensino profissionalizante UK Skills Seminar Series 2014 15 British Council UK Skills Seminar

Leia mais

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios

Pequenas e Médias Empresas no Canadá. Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios Pequenas e Médias Empresas no Canadá Pequenos Negócios Conceito e Principais instituições de Apoio aos Pequenos Negócios De acordo com a nomenclatura usada pelo Ministério da Indústria do Canadá, o porte

Leia mais

METODOLOGIA HSM Centrada nos participantes com professores com experiência executiva, materiais especialmente desenvolvidos e infraestrutura tecnológica privilegiada. O conteúdo exclusivo dos especialistas

Leia mais

7.1 Introdução. Monitoramento e Avaliação 427

7.1 Introdução. Monitoramento e Avaliação 427 7.1 Introdução O processo de monitoramento e avaliação constitui um instrumento para assegurar a interação entre o planejamento e a execução, possibilitando a correção de desvios e a retroalimentação permanente

Leia mais

Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso

Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso Como elaborar um Plano de Negócios de Sucesso Pedro João 28 de Abril 2011 Fundação António Cupertino de Miranda Introdução ao Plano de Negócios Modelo de Negócio Análise Financeira Estrutura do Plano de

Leia mais

4. Tendências em Gestão de Pessoas

4. Tendências em Gestão de Pessoas 4. Tendências em Gestão de Pessoas Em 2012, Gerenciar Talentos continuará sendo uma das prioridades da maioria das empresas. Mudanças nas estratégias, necessidades de novas competências, pressões nos custos

Leia mais

Verificando a viabilidade do negócio

Verificando a viabilidade do negócio NEGÓCIO CERTO COMO CRIAR E ADMINISTRAR BEM SUA EMPRESA Verificando a viabilidade do negócio Manual Etapa 2/Parte 1 Bem-vindo! Olá, caro empreendedor! É um prazer ter você na Etapa 2 do Programa de Auto-Atendimento

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Novembro 2014 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO EM EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO CIVIL DE MÉDIO PORTE NO BRASIL. Elisabete Maria de Freitas Arquiteta

Leia mais

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO FACULDADE REDENTOR NUCLEO DE APOIO EMPRESARIAL CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Justificativa: As transformações ocorridas nos últimos anos têm obrigado as organizações a se modificarem constantemente e de forma

Leia mais

PESQUISA DIA DAS CRIANÇAS - NATAL

PESQUISA DIA DAS CRIANÇAS - NATAL PESQUISA DIA DAS CRIANÇAS - NATAL Natal, setembro de 2015 1 Sumário 1. Aspectos Metodológicos... 3 2. Descrição dos Resultados... 4 Itens de comemoração... 4 Gastos com presente... 4 Local e quando compra...

Leia mais

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico

Plano de Trabalho Docente 2014. Ensino Técnico Plano de Trabalho Docente 2014 Ensino Técnico Etec Etec: São José do Rio Pardo Código: 150 Município: São José do Rio Pardo Eixo Tecnológico: Gestão e Negócios Habilitação Profissional: Técnica de Nível

Leia mais

Roteiro para apresentação do Plano de Negócio. Preparamos este roteiro para ajudá-lo(a) a preparar seu Plano de Negócio.

Roteiro para apresentação do Plano de Negócio. Preparamos este roteiro para ajudá-lo(a) a preparar seu Plano de Negócio. Roteiro para apresentação do Plano de Negócio Preparamos este roteiro para ajudá-lo(a) a preparar seu Plano de Negócio. Abaixo encontra-se a estrutura recomendada no Empreenda! O Plano de Negócio deverá

Leia mais

PARTE VI O Plano de Negócios

PARTE VI O Plano de Negócios FATERN Faculdade de Excelência Educacional do RN Coordenação Tecnológica de Redes e Sistemas Curso Superior de Tecnologia em Sistemas para Internet Empreendedorismo: Uma Introdução Prof. Fabio Costa Ferrer,

Leia mais

OS NEGÓCIOS LUCRO = VOLUME PRODUZIDO X PREÇO - CUSTO

OS NEGÓCIOS LUCRO = VOLUME PRODUZIDO X PREÇO - CUSTO OS NEGÓCIOS Odilio Sepulcri* INTRODUÇÃO A sobrevivência dos negócios, dentre outros fatores, se dará pela sua capacidade de gerar lucro. O lucro, para um determinado produto, independente da forma como

Leia mais