FACULDADE DE PARÁ DE MINAS Curso de Administração. Bruno Guimarães dos Santos

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1 FACULDADE DE PARÁ DE MINAS Curso de Administração Bruno Guimarães dos Santos O PERFIL DO EMPREENDENDOR E O SUCESSO EMPRESARIAL: estudo de caso de uma empresa do comércio varejista de vestuário. Pará de Minas 2012

2 1 Bruno Guimarães dos Santos O PERFIL DO EMPREENDENDOR E O SUCESSO EMPRESARIAL: estudo de caso de uma empresa do comércio varejista de vestuário. Monografia apresentada à coordenação do curso de Administração da Faculdade de Pará de Minas, como requisito parcial para a conclusão do curso de Administração. Orientador: Prof. Esp. Ednei Magela Duarte Pará de Minas 2012

3 2 Bruno Guimarães dos Santos O PERFIL DO EMPREENDENDOR E O SUCESSO EMPRESARIAL: estudo de caso de uma empresa do comércio varejista de vestuário. Monografia apresentada à Coordenação de Administração da Faculdade de Pará de Minas como requisito parcial para a conclusão do Curso de Administração de Empresas. Aprovada em: / / Prof. Esp. Ednei Magela Duarte Prof. Esp. Renato Vasconcelos de Melo

4 3 Dedico este trabalho a Deus que tornou tantas coisas possíveis na minha vida. Ao meu pai e minha mãe que me conduziram em todas as conquistas.

5 4 AGRADECIMENTOS Agradeço Deus por estar sempre comigo, pela saúde, felicidade e por ter me dado uma família maravilhosa. Ao meu pai por mostrar que o melhor caminho para o sucesso é a persistência e a determinação. A minha mãe pelo esforço, amor e carinho infinitos dispensados a mim. A minha irmã e meu cunhado pelo incentivo e companheirismo. A minha namorada pela paciência, compreensão, cumplicidade e amor. Ao Professor Ednei Duarte pelo seu empenho, atenção e compromisso durante esse tempo de orientação. Ao Sr. Evander Costa, gestor da Paratex, que de prontidão concordou com o estudo de caso ser feito na sua empresa e por participar da pesquisa. Aos meus familiares e amigos que de alguma forma participaram na conquista desse objetivo. Muito Obrigado!

6 5 "A mente que se abre a uma nova ideia, jamais voltará a seu tamanho original. Albert Einstein

7 6 RESUMO Atualmente, com a globalização e a alta competitividade, o fator determinante para o sucesso empresarial é a postura assumida pelos gestores das organizações. O empreendedorismo significa o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto. Estudos e pesquisas realizados sobre a figura do empreendedor provaram que as características empreendedoras tem uma relação muito estreita com o sucesso empresarial. O objetivo desse estudo é analisar o perfil do empreendedor e a sua influencia no sucesso da empresa. Esse trabalho foi desenvolvido por meio de uma pesquisa realizada com o empreendedor e os colaboradores da Paratex, uma empresa do comércio varejista de vestuário de Pará de Minas, o levantamento de dados foram feitos por meio de entrevista e questionário, correspondendo a pesquisa qualitativa e quantitativa. Os resultados alcançados indicam que o gestor da Paratex possui características de um empreendedor de sucesso. Palavras-chave: Empreendedor. Sucesso empresarial. Empresa.

8 7 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Gosta de aprender? Gráfico 2 - Relacionamento (Networking) Gráfico 3 - Está atento as oportunidades? Gráfico 4 - Segue apenas sua intuição para tomar decisões? Gráfico 5 - Corre riscos calculados? Procura minimizar os riscos? Gráfico 6 - É determinado e dedicado no que faz? Gráfico 7 - Possui visão de negócios? Gráfico 8 - É um bom líder? Gráfico 9 - Sabe motivar seus colaboradores? Gráfico 10 - Utiliza a inovação como forma de crescimento para a empresa?... 50

9 8 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Considerações iniciais Situação problemática Objetivo geral Objetivos específicos Justificativa Caracterização da Empresa REFERENCIAL TEÓRICO História do empreendedorismo Conceitos de empreendedorismo Empreendedorismo no Brasil Empreendedorismo por oportunidade e por necessidade Intra-empreendedorismo e inovação O perfil do empreendedor Tipos de empreendedores O desafio empreendedor O empreendedor como agente de inovação O sucesso das inovações O empreendedor e o sucesso empresarial O empreendedorismo e o crescimento econômico O empreendedorismo na atualidade O compromisso social do empreendedor PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Conceito de metodologia Tipos de pesquisa Abordagem Método de pesquisa Tipos de fontes Seleção da amostra Procedimento para coleta de dados APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Análise do questionário Análise da entrevista CONSIDERAÇÕES FINAIS Considerações Sugestões para a empresa Limitações da pesquisa Sugestões para trabalhos futuros REFERÊNCIAS APÊNDICES... 63

10 9 1 INTRODUÇÃO O tema empreendedorismo é um dos mais discutidos na atualidade. O empreendedor se tornou um indivíduo indispensável para o crescimento econômico do país. Diante do mercado competitivo e globalizado o empreendedorismo se tornou o principal caminho para obter sucesso. A inovação e a criatividade são ferramentas poderosas para alcançar êxito em qualquer negócio. Empreendedores são pessoas que agem de forma diferenciada das demais pessoas, ou seja, empreendedor é aquele não mede esforços para a realização de seu sonho, busca alternativas, aliados, transformando o sonho em realidade. Estão sempre a frente dos outros, principalmente por terem iniciativa, determinação, autoconfiança, propensão em assumir riscos, persistência, dentre outros, além de serem ótimo líderes e sendo capaz de identificar oportunidade onde ninguém mais as vê. As características empreendedoras são essenciais, existe uma relação muito estreita entre essas características e o sucesso empresarial. Neste trabalho vamos analisar quais são as influências do empreendedor em uma organização bem sucedida. 1.1 Considerações iniciais O empreendedorismo é hoje um fenômeno global que vem crescendo muito nos últimos anos, e está ganhando importância junto ao meio empresarial e acadêmico. Dessa forma o empreendedor se tornou uma peça muito importante para o desenvolvimento econômico do país, ele possui capacidade para influenciar tanto no ambiente externo como no ambiente interno de seu negócio. O empreendedor também tem a característica de motivar e incentivar outras pessoas, se tornando um exemplo a ser seguido. 1.2 Situação problemática Os brasileiros veem se tornando um dos povos mais empreendedores do mundo. Porém existem aqueles que empreendem sem qualquer tipo de planejamento, dessa forma a chance de fracassar é muito alta. Também há os

11 10 empreendedores que criam uma empresa do nada e esta se transforma numa organização de sucesso. Diante disso a situação problemática: Qual a influência do empreendedor no sucesso de uma organização? 1.3 Objetivo geral Analisar o perfil do empreendedor da empresa Paratex e verificar sua influência no sucesso da organização. 1.4 Objetivos específicos a) estudar sobre o empreendedorismo, suas origens e teorias, observando as características empreendedoras; b) discorrer sobre a importância do empreendedorismo na sociedade; c) analisar o empreendedor da empresa Paratex, verificando suas características empreendedoras. 1.5 Justificativa Os empreendedores de sucesso e seus empreendimentos estão se tornando essências, eles são vistos como motor da economia, como um agente de inovação e mudanças, capaz de desencadear o crescimento econômico. A motivação para pesquisar o tema decorre do fato de que o perfil do empreendedor representa um dos fatores que influenciam significativamente a gestão de uma empresa e, consequentemente, seu sucesso. Para a organização em estudo identificar tais características empreendedoras e fazer um paralelo com a atual forma de gestão. Dessa forma torna-se relevante a realização do estudo. 1.6 Caracterização da Empresa O estudo de caso será feito em uma empresa do comércio varejista de vestuário de Pará de Minas MG, a organização foi fundada em 1995, possui sede própria e atualmente conta com 06 funcionários. Sua marca está consolidada em Pará de Minas e a empresa cresce a cada ano. Suas principais atividades são a

12 11 venda de roupas, calçados e artigos de cama, mesa e banho. O proprietário da empresa se mudou em 1992 para a cidade, é formado em Administração de empresas e acredita que a inovação é a chave para o sucesso.

13 12 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 História do empreendedorismo De acordo com Dornelas (2001) o exercício do empreendedorismo vem desde a antiguidade, o homem, em todo o tempo inovou, persistiu e utilizou toda sua criatividade para manter-se vivo e sobressair dos demais. Segundo Pereira e Garcia (2006, p. 65): a palavra empreender é derivada de imprehendere, do latim, e foi incorporada à língua portuguesa no século XV. A expressão empreendedor, segundo o Dicionário Etimológico Nova Fronteira, de 1986, teria surgido na língua portuguesa no século seguinte. Todavia a expressão empreendedorismo parece ter sido originada da tradução da expressão entrepreneurship, da língua inglesa, que, por sua vez, é composta da palavra francesa entrepreneur e do sufixo inglês ship, que indica posição, grau, relação, estado, qualidade, perícia ou habilidade. O empreendedorismo vem desde a época dos homens das cavernas, pois estes empreendiam por necessidade, procuravam novos mercados (eram nômades), eram persistentes (para sobreviver), eram inovadores (criavam armas e descobriam o fogo), planejavam (ataques a grandes animais) e analisavam as oportunidades (sabiam dos riscos, como sair da caverna a noite). Esse exemplo mostra que em todos os tempos o ser humano foi empreendedor, porém às vezes inconsciente e em outras conscientemente. (TOSCANO, 2005). Segundo Dornelas (2001), um primeiro exemplo para a definição de empreendedorismo consciente pode ser creditado a Marco Pólo, pois foi quem colocou em prática a ideia de navegar explorando uma rota comercial da Europa para o Oriente. O que tornou Marco Pólo um empreendedor foi o ato de assinar um contrato com um homem que possuía dinheiro (hoje mais conhecido como capitalista) para vender as mercadorias deste. Enquanto o capitalista era alguém que assumia riscos de forma passiva, Marco Pólo assumia o papel de empreendedor, um aventureiro que assumia os riscos das viagens que eram muitos, atuava ativamente na atividade, correndo todos os riscos físicos e emocionais. Na idade média, o termo empreendedor foi utilizado para definir aquele que gerenciava grandes projetos de produção. O empreendedor nesta época não

14 13 assumia grandes riscos, pois ele apenas gerenciava os projetos, muitas vezes financiados pelos governos dos países. (DORNELAS, 2001). No século XVII, ocorreram os primeiros indícios de relação entre assumir riscos e empreendedorismo, o empreendedor firmava um acordo contratual com o governo para realizar algum tipo de serviço ou fornecer algum produto. Porém nesta época o governo ficava com uma boa parte dos lucros do empreendedor, este por sua vez acabava ficando com os prejuízos. Richar Cantillon importante escritor e economista do século XVII, identificou o empreendedor como aquele que assumia riscos, diferentes daqueles que fornecia somente o capital. O capitalista e o empreendedor foram finalmente diferenciados, em 1800, provavelmente devido ao inicio da industrialização que ocorria no mundo. Um exemplo foi o caso das pesquisas referentes à eletricidade e química, de Thomas Edison, que só foram possíveis com o auxílio de investidores que financiaram o experimento. No final do século XIX e inicio do século XX, os empreendedores foram frequentemente confundidos com os gerentes ou administradores, (o que ocorre até nos dias atuais), pois com o avanço da tecnologia, crescimento da industrialização no mundo, recursos aplicados, a preocupação da produção em quantidade e qualidade, a busca pelo lucro, fez com as empresas investissem em administradores para manter a vitalidade das grandes indústrias e empresas, por esses motivos muitas vezes os empreendedores eram confundidos com administradores ou simples gerentes. A diferenciação veio com estudos de casos de pessoas que surgiram de pequenas empresas para conquistar o mundo, pessoas que transformaram empresas já desenvolvidas em potencias mundiais de vendas e produção, inovando e desenvolvendo formas de disseminar suas ideias, se tornando uma pessoa que marca a história de uma cidade, país ou até mesmo do mundo. (DORNELAS, 2001). Foi no século XX que se descobriu a importância do empreendedorismo para todas as civilizações, das construções das pirâmides do Egito a descoberta dos raios lasers. A partir do século XX o empreendedorismo foi despertando os interesses de muitos estudiosos para saber o motivo do sucesso destas pessoas. A partir do momento em que os pesquisadores começaram a correlacionar atitudes, características e pontos incomuns, começou-se a criar conceitos e definições baseados em estudos e pesquisas, que davam credibilidade ao processo do empreendedorismo.

15 14 Somente na década de 90 que a iniciativa privada e as iniciativas de governo dos países começaram a ver que o progresso econômico estava relacionado com o empreendedorismo e o surgimento de pequenos negócios. O crescimento do empreendedorismo na década de 1990 pode ser observado através das ações desenvolvidas ao tema. Um estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostra alguns estudos nesse sentido. No final de 1998 o Reino Unido publicou um relatório a respeito do seu futuro competitivo, o qual enfatizava a necessidade de se desenvolver uma série de iniciativas para intensificar o empreendedorismo na região. A Alemanha tem implantado um número crescente de programas que destinam recursos financeiros e apoio na criação de novas empresas. Para se ter uma ideia, na década de 1990, aproximadamente duzentos centros de inovação foram estabelecidos, provendo espaço e outros para empresas start-up (iniciantes). Em 1995, o decênio do empreendedorismo foi lançado na Finlândia. Coordenado pelo Ministério de Comércio e Indústria, o objetivo era dar suporte às iniciativas de criação de novas empresas, com ações em três grandes áreas: criar uma sociedade empreendedora, promover o empreendedorismo como fonte de geração de emprego e incentivas a criação de novas empresas. Em Israel, como resposta ao desafio de assimilar um número crescente de imigrantes, uma gama de iniciativas tem sido implementada por meio do Programa de Incubadoras tecnológicas, com o qual mais de quinhentos negócios já se estabeleceram nas 26 incubadoras do projeto. Na França, há iniciativas para promover o ensino de empreendedorismo nas universidades, particularmente para engajar os estudantes. Incubadoras com sede nas universidades estão sendo criadas. (DORNELAS, 2001). 2.2 Conceitos de empreendedorismo Segundo Dolabela a palavra empreendedorismo é utilizada para identificar pessoas que têm visão, iniciativa, ousadia, coragem e inovam constantemente, transformando o ambiente interno e externo. De acordo com Dolabela (1999a, p. 68):

16 15 empreendedorismo é um neologismo derivado da livre tradução de entrepreneurship e utilizado para designar os estudos relativos ao empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de atividades, seu universo de atuação e é antes de tudo, aquele que se dedica à geração de riquezas em diferentes níveis de conhecimento, inovando e transformando conhecimento em produtos ou serviços em diferentes áreas. Existem muitas definições para o termo empreendedorismo, para Dolabela (1999a) é um fenômeno cultural, expressões, hábitos, práticas e valores das pessoas. Neste sentido, seu objetivo de estudo não é a empresa, mas o indivíduo empreendedor, responsável pela criação do negócio, gestão e posicionamento no mercado. O empreendedorismo ainda não é considerado uma ciência, embora seja uma das áreas onde mais se pesquisa e se publica. Isso quer dizer que ainda não existem paradigmas, padrões que possam nos garantir que, a partir de certas circunstâncias, haverá um empreendedor de sucesso. (DOLABELA, 1999a). É o processo dinâmico de criar mais riqueza. A riqueza criada por indivíduos que assumem os principais riscos em termos de patrimônio, tempo e/ou comprometimento com a carreira ou que proveem valor para algum produto ou serviço. Dessa forma, mesmo que o produto ou serviço não seja novo ou único, o empreendedor cria particularidades para que o valor aumente e para que o seu negócio sobressaia dos demais. (DEJANA, 1989). Empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando o tempo e esforços necessários, assumindo os riscos financeiros e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal. (HISRICH; PETERS, 2004, p. 29). Empreendedorismo significa o estudo voltado para o desenvolvimento de competências e habilidades relacionadas à criação de um projeto. Tem origem no termo empreender que significa realizar, fazer ou executar. (DOLABELA, 1999a). É o movimento de mudança causado pelo empreendedor, cuja origem da palavra vem do verbo francês entrepreneur que significa aquele que assume riscos e começa algo de novo. (DOLABELA, 1999a). Também conforme Dolabela (1999a) é um fenômeno cultural, ou seja é fruto dos hábitos, práticas e valores das pessoas, ou seja os empreendedores nascem por influência do meio que vivem.

17 16 O empreendedorismo é o principal caminho para se obter sucesso em um mercado competitivo e globalizado, sendo assim não bastando administrar da forma tradicional, e sim se faz necessário utilizar da criatividade para que os negócios funcionem de forma satisfatória, ou seja, abre-se então espaço para o empreendedorismo. (DORNELAS, 2001). Segundo Dornelas (2001, p. 37): [...] em primeiro lugar o empreendedorismo envolve o processo de criação de algo novo, de valor. Em segundo, o empreendedorismo requer a devoção, o comprometimento de tempo e esforço necessário para fazer a empresa crescer. E em terceiro, o empreendedorismo requer ousadia, que se assumam riscos calculados, que se tomem decisões críticas e que não se desanime com as falhas e erros. Segundo Timmons (apud DOLABELA, 2002, p. 73), o empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século 21 mais do que a revolução industrial foi para o século 20. Essa é a sua dimensão e importância na economia mundial na atualidade. 2.3 Empreendedorismo no Brasil O empreendedorismo no Brasil se firmou a partir da década de 90, e desde então cada vez mais vem se destacando e transformando o cenário econômico brasileiro, isso se deve as ações de órgãos como o Sebrae e subsídios governamentais que foram implementados com vistas a desenvolver a iniciativa empreendedora. (DORNELAS, 2001). Segundo Dornelas (2001), o movimento do empreendedorismo no Brasil começou a tomar forma na década de 1990, quando entidades como Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e Softex (Sociedade Brasileira para Exportação de Software) foram criadas. Antes disso o empreendedorismo e a criação de empresas não eram temas muito abordados. O Sebrae é um dos órgãos mais conhecidos do empresário de micro e pequena empresa, que busca junto a essa entidade todo suporte de que precisa para iniciar sua empresa, bem como consultorias para resolver pequenos problemas pontuais de seu negócio. O Softex é uma entidade que foi criada com o intuito de levar as empresas de software do país ao mercado externo, por meio de várias

18 17 ações que proporcionavam ao empresário de informática a capacitação em gestão e tecnologia. (DORNELAS, 2005). Pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (SEBRAE) (2004) revela que, no Brasil, a pequena empresa representa 98,5 % das empresas existentes no país, 60% da oferta de emprego e 21% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No entanto, segundo pesquisa realizada por essa instituição em 2004 nas cinco regiões brasileiras, em pequenas empresas constituídas e registradas no período de 2000 a 2002, o índice de mortalidade é de 49,4% para empresas com até dois anos de existência, 56,4% para as de três anos e de 59,9% para aquelas com até quatro anos de existência (SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO À MICRO E PEQUENA EMPRESA, 2004). Analisando essa pesquisa fica claro a importância do empreendedorismo para a economia, uma vez que as micros e pequenas empresas representam a maior parte das empresas existentes no Brasil, entretanto em muitas vezes não há o estudo e o planejamento, pois grande parte acabam morrendo nos primeiros anos. Estudo promovido pelo Grupo do Global Entrepreneurship Monitor, liderado pelo Babson College, nos Estados Unidos, e a Lodon Business School na Inglaterra, onde trata do mapeamento da atividade empreendedora dos países, buscando entender o relacionamento entre empreendedorismo e desenvolvimento econômico, e quanto às atividades empreendedoras de um país estão relacionadas à geração de riquezas desse mesmo país, constatou que no caso do Brasil o estudo tem trazido resultados interessantes no tocante às iniciativas empreendedoras, no entanto, por outro lado um dos fatores preocupantes no caso brasileiro é o fato de a maioria dos negócios gerados no país ser baseada no empreendedorismo de necessidade, ou seja, não são baseados na identificação de oportunidades de negócio e na busca da inovação com vistas à criação de negócios diferenciados, mas no suprimento das necessidades básicas de renda daquele que empreende, para que tenha condições de subsistência, mantendo a si e sua família. (DORNELAS, 2005). Com relação ao ensino do empreendedorismo no Brasil Dolabela afirma que no Brasil pode-se dizer que o empreendedorismo está apenas começando, mas os resultados alcançados no ensino indicam que estamos no início de uma revolução silenciosa. O primeiro curso de que se tem notícia na área surgiu em 1981, na

19 18 Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, São Paulo, por iniciativa do professor Ronald Degen e se chamava Novos Negócios. Hashimoto (2006, p. 56) destaca a sociedade brasileira como uma das mais propensas e difusoras do empreendedorismo: pesquisas internacionais apontam o brasileiro como um dos povos mais empreendedores do mundo. Muito desse empreendedorismo se dá por necessidade. Mas muito também é por oportunidade, ou seja, por meio das inovações ou identificação de necessidades não atendidas pelo mercado, que se transformam em novos produtos ou serviços. Os benefícios que o empreendedorismo pode trazer ao Brasil são enormes, e já podem ser vistos nos dias atuais, tanto através do número de entidades que acreditam e estimulam a prática quanto ao crescente surgimento de micros e pequenas empresas. Dolabela (1999a, p. 45) afirma: o empreendedorismo deve conduzir ao desenvolvimento econômico, gerando e distribuindo riquezas e benefícios para a sociedade. Por estar constantemente diante do novo, o empreendedor evolui através de um processo interativo de tentativa e erro; avança em virtude das descobertas que faz, as quais podem se referir a uma infinidade de elementos, como novas oportunidades, novas formas de comercialização, vendas, tecnologia, gestão etc. 2.4 Empreendedorismo por oportunidade e por necessidade A criação de empresas por si só não leva ao desenvolvimento econômico, a não ser que esses negócios estejam focando oportunidades no mercado. Isso passou a ficar claro a partir do estudo anual do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) - utilizada para medir as taxas de empreendedorismo mundial. O GEM diferencia os empreendedores em função de sua motivação para desenvolver um negócio próprio. O objetivo é verificar se as iniciativas empreendedoras decorrem de oportunidades de negócios ou se estão relacionadas à falta de opções no mercado de trabalho. Tem-se, portanto, as taxas de empreendedorismo por oportunidade e por necessidade. Originam-se duas definições de empreendedorismo, a seguir:

20 19 1) a primeira seria empreendedorismo por oportunidade, em que o empreendedor visionário sabe aonde quer chegar, cria uma empresa com planejamento prévio, tem em mente o crescimento que quer buscar para a empresa e visa à geração de lucros, empregos e riqueza; 2) a segunda definição seria o empreendedorismo por necessidade, em que o candidato a empreendedor se aventura na jornada empreendedora mais por falta de opção, por estar desempregado e não ter alternativas de trabalho. Nesse caso, esses negócios costumam ser criados informalmente, não são planejados de forma adequada e muitos fracassam bastante rápido, não gerando desenvolvimento econômico e agravando as estatísticas de criação e mortalidades de negócios. De acordo com Greco (apud INSTITUTO BRASILEIRO DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE, 2009, p. 3): é impossível saltar, de um dia para o outro, do empreendedorismo por necessidade para o empreendedorismo por oportunidade. Para que isso ocorra, são necessárias medidas de caráter estrutural e, portanto, de longo prazo, relacionadas à educação, a capacitação gerencial, ao desenvolvimento tecnológico, econômico e inovativo. 2.5 Intra-empreendedorismo e inovação De acordo com Drucker (1987, p. 36): o empreendedor vê a mudança como norma e como sendo sadia. Geralmente, ele não provoca a mudança por si mesmo; mas, isto define o empreendedor e o empreendimento, o empreendedor sempre está buscando a mudança, reage e ela, e a explora como sendo uma oportunidade. O mundo tem passado por diversas mudanças, onde muitas invenções mudaram o estilo de vida das pessoas, essas inversões são frutos de inovação, de algo inédito ou de uma nova visão de como utilizar coisas já existentes. Para Dornelas (2001, p. 19): por trás dessa inovações, existem pessoas ou equipes de pessoas com características especiais, que são visionárias, que questionam, que arriscam, que querem algo diferente, que fazem acontecer, que empreende. Os empreendedores são pessoas diferentes, que possuem motivação

21 20 singular, apaixonadas pelo que fazem, não se contentam em ser mais um na multidão, querem deixar um legado. A inovação de acordo com Dornelas (2001), é um tema que vem sendo discutido dentro das empresas há muito tempo, seu significado está vinculado à mudança, criatividade e transformação, fatores que fazem o diferencial dentro das organizações, pois a inovação é o processo de criação de um novo produto ou serviço e transformação do ambiente onde está inserido. Ângelo (2003, p. 121), afirma que a criatividade está se constituindo na maior vantagem competitiva no mercado de trabalho [...] criar é uma obrigação de quem pretende crescer na carreira ou fazer prosperar um novo negócio. Assim Pinchot (1989, p.19-20) afirma que a inovação rápida e econômica é o principal tipo de vantagem competitiva permanente no século XXI, outros tipos de vantagens competitivas são apenas temporários. Toda inovação, pequena ou grande, promove certa dose de coragem, visão e o anseio de se comprometer e fazer acontecer, assim os intra-empreendedores possuem persistência desmedida e imaginação sendo estas essências para o sucesso de qualquer ideia nova. A inovação para Drucker (1987, p. 25): é o instrumento específico dos empreendedores, o meio pelo qual eles exploram as mudanças como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente. [...] Os empreendedores precisam buscar, com propósito deliberado, as fontes de inovação, as mudanças e seus sintomas que indicam oportunidade para que uma inovação tenha êxito. Empreendedores são aqueles que buscam a prática de inovação, não ficam esperando uma solução ou uma Ideia pronta, eles têm iniciativa e tomam ações proativas com finalidade de obterem inovações de forma sistemática. Por serem visionários e não se contentarem com a mesmice, procuram motivações em ações inovadoras. Ou seja, a busca pela inovação é prática comum aos empreendedores, tantos naqueles que abrem seu próprio negócio, ou nos empreendedores coorporativos que também são conhecidos como intra-empreendedores (pessoas que empreendem dentro das organizações). (DORNELAS, 2005). Segundo Dornelas (2005) o empreendedorismo corporativo, ou intraempreendedorismo, não se trata de algo novo ou adaptado, trata-se da ampliação do significado de empreendedorismo e sua aplicação em outras áreas, sem perda conceitual, assim, o empreendedorismo corporativo, define-se como sendo a

22 21 identificação, o desenvolvimento, a captura e implementação de novas oportunidades de negócios. As corporações necessitam de intra-empreendedores, pessoas inovadoras, competentes, entusiasmadas, além de serem flexíveis, racionais e persistentes, que sabem utilizar os recursos e influenciar pessoas. Os intra-empreendedores nascem naturalmente dentro das organizações, estas pessoas possuem uma verdadeira paixão por transformar ideias em realidades comerciais. (PINCHOT, 1989, p. 20). Os intra-empreendedores têm a função de alterar fatores internos e externos à organização, dessa forma Ângelo (2003, p. 28) afirma que: no ambiente externo, será responsável por procurar novos parceiros e investigar novas tecnologias e oportunidades de negócios. No ambiente interno, terá como atribuições mobilizar pessoas, aproveitar inteligentemente recursos materiais e financeiros, potencializar e adaptar os mecanismos produtivos já existentes, modificar hábitos e regularmente prestar contas de suas iniciativas. Geralmente os intra-empreendedores trabalham com equipes intraempreendedoras, ou seja, todos os integrantes são multifuncionais ou multidisciplinares, desde que todos concordem com a ideia e trabalham consecutivamente para descobrir formas de torná-la real. Para que uma equipe empreendedora sobreviva por mais tempo é necessário à existência de um patrocinador, ou seja, uma pessoa com certa influência que oriente, proteja e dedique recursos à equipe. (PINCHOT, 1989). Para uma empresa ser considerada empreendedora é necessário três normas e práticas em diferentes áreas determinadas por Drucker (1987, p. 210), primeiramente: a organização deve ser receptiva à inovação e predisposta a ver mudança com uma oportunidade e não como ameaça (...) tornar um clima empreendedor. Segundo: apreciação do desempenho (...) inovador, bem como um aprendizado integrado para melhorias no desempenho e por fim, à administração empreendedora requer práticas específicas pertinentes à estrutura organizacional, ao fornecimento de pessoal e gerência e à remuneração, incentivos e recompensas. O empreendedorismo para Dornelas (2005), deve ser implementado dentro das empresas de forma absoluta e não apenas com uma ação isolada. Deve influenciar a maneira de gerir a organização, influenciar na visão, na missão, nas

23 22 estratégias, objetivos e estrutura, fazendo parte da cultura organizacional, pois a orientação empreendedora tem impacto direto e positivo no desempenho organizacional. 2.6 O perfil do empreendedor De acordo com Dornelas (2005, p. 39), uma das definições mais antigas e que talvez melhor reflita o espírito empreendedor seja de Shumpeter (1959, p. 45): Empreendedor é aquele que destrói a ordem econômica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos materiais. O empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, pois além de ser capaz de identificar as oportunidades de mercado, possui uma aguçada sensibilidade financeira e de negócios, para transformar aquela ideia em um fato econômico em seu benefício. Ele busca atender os desejos de seus futuros consumidores como satisfazer as suas necessidades de realização profissional. Outra definição bastante interessante é: o indivíduo que cria uma empresa, qualquer que seja ela; pessoa que compra uma empresa e introduz inovações, assumindo riscos, seja na forma de administrar, vender, fabricar, distribuir, seja na forma de fazer propaganda dos seus produtos e/ou serviços, agregando novos valores; empregado que introduz inovação em uma organização, provocando o surgimento de valores adicionais. (DOLABELA, 1999a, p. 28). Segundo Degen (2005, p. 10) ser empreendedor significa ter, acima de tudo, a necessidade de realizar coisas novas e por em prática ideias próprias (...). O empreendedor aprende em um clima de emoção e é capaz de assimilar a experiência de terceiros. (DOLABELA, 1999a, p. 36). É a pessoa que consegue fazer as coisas acontecerem, pois é dotado de sensibilidade para os negócios, tino financeiro e capacidade de identificar oportunidades. (CHIAVENATO, 2005, p. 5). O empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, se antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização. (DORNELAS, 2005, p. 17). Conforme Drucker (1987), qualquer indivíduo que tenha à frente uma decisão a tomar pode aprender a ser um empreendedor, se tornar um empreendedor é ter

24 23 um comportamento e não um traço de personalidade, pois suas bases e aprendizados são conceitos e teorias, não a instituição. Segundo Brito e Wever (2003) as características a seguir são fundamentais para o empreendedor: a) criatividade e inovação: o empreendedor consegue enxergar oportunidades de negócios aonde ninguém mais consegue notar; b) habilidade para aplicar criatividade: ele consegue focar esforços em um único objetivo; c) força de vontade: o empreendedor acredita em suas habilidades para mudanças, te força e paixão para obter o sucesso; d) foco na geração de valor: ele deseja fazer as coisas da melhor forma, do modo mais rápido e mais barato; e) correr riscos: executando distância e quebrando regras. De acordo com o autor Dornelas (2005), o empreendedor para obter sucesso, deve apresentar os seguintes perfis: a) ser visionário: ter a visão de como será o futuro para o seu negócio, e implementar seus sonhos; b) saber tomar decisões: saber tomar a decisão certa na hora certa, principalmente em momentos difíceis, implementando rapidamente suas decisões, sendo isso um fator indispensável para seu sucesso; c) fazer a diferença: transformar ideias em algo concreto e saber agregar valor aos serviços e produtos colocados no mercado; d) explorar o máximo de oportunidades: para os empreendedores os grandes negócios são gerados das ideias que todos conseguem ver, mas não enxergam algo prático para torná-las em oportunidades, pois um bom empreendedor é aquele que inova e consegue identificar uma oportunidade no mercado, sendo um indivíduo curioso, identificador e atento as informações; e) determinação e dinamismo: são características essenciais o comprometimento, superação de adversidades, ultrapassar obstáculos, inconformismo com a rotina e fazer acontecer;

25 24 f) dedicação: dedicação de 100% de seu tempo ao seu negócio, ser um trabalhador exemplar, mesmo quando encontrar obstáculos pela frente, ter energia para continuar, ser incansável e louco pelo trabalho; g) otimismo e paixão pelo que faz: adorar o trabalho que realiza, ter paixão, é o combustível para manter animação e autodeterminação. O otimismo faz com que o empreendedor tenha visão de seu sucesso e não do fracasso; h) independência e direção do próprio destino: querer ser dono do próprio negócio, ser independente, determinar seu passos, ser patrão e gerar empregos; i) ficar rico: o verdadeiro empreendedor acredita que esse fator não seja o principal, e sim o sucesso, o dinheiro por conseqüência; j) ser líder e formador de equipe: saber que para obter o sucesso precisa de uma equipe competente, tendo assim um sendo de liderança incomum, recrutar as melhores cabeças e conseguir montar um time, sabendo valorizá-los e recompensá-los; k) bem relacionado: saber construir uma rede de contatos, com clientes, fornecedores e a sociedade; l) organizados: alocar recursos materiais, tecnológicos, humanos e financeiros, usando para o melhor desempenho de sua empresa; m) planejar: a cada passo que der tem que planejar, desde uma simples ação até as mais altas estratégias, tendo sempre a visão de seu próprio negócio; n) possuir conhecimento: ter sede pelo conhecimento, pois quanto maior ele for, maior serão as chances de ter êxito. Obter o conhecimento através de experiências, informações, cursos ou até pessoas que tem o mesmo tipo de empreendimento; o) assumir riscos calculados: essa é uma das maiores características dos empreendedores, o verdadeiro empreendedor assume riscos e sabe gerenciá-los, isso tem haver com desafios, e quanto maior mais estimulante é o seu trabalho; p) criar valor para a sociedade: gerar empregos com inovação e dinamismo, usando a criatividade para melhorar a vida das pessoas.

26 Tipos de empreendedores Segundo Dornelas (2005), não existe apenas um único tipo de empreendedor ou um modelo padrão que possa ser identificado, mesmo que várias pesquisas tenha o objetivo de encontrar um estereótipo universal. Dessa forma é difícil rotulálo. Dornelas (2005) apresenta e define vários tipos de empreendedores, tais como: Empreendedor nato (mitológico): são os mais conhecidos e aclamados. Suas histórias são brilhantes e, muitas vezes começaram do nada e criam grandes impérios. Começaram a trabalhar muito jovens e adquirem habilidades de negociação e de vendas. Geralmente, em países ocidentais, esses empreendedores natos são imigrantes ou seus pais ou avós foram. São visionários, otimistas, estão à frente do seu tempo e comprometem-se 100% para realizar seus sonhos e alcançar seus objetivos. Eles têm como referência os valores religiosos e familiares, e acabam também se tornando uma referência para muita pessoas. Os empreendedores natos admiram a figura paterna/materna ou algum familiar próximo, em poucos casos não tem nenhum caso específicos para citar. Exemplos: Bill Gates, Sílvio Santos, Andrew Carnegie. O Empreendedor que aprende (inesperado): é um tipo de empreendedor muito comum. Normalmente é uma pessoa que, quando menos esperava, se deparou com uma oportunidade de negócio e tomou a decisão de mudar o que fazia na vida para se dedicar ao negócio próprio. É o caso clássico de quando a oportunidade bate à porta. Essa pessoa nunca havia sentido o desejo de tornar um empreendedor, e sim o desejo de construir uma carreira sólida em uma grande empresa. O momento da decisão ocorre quando ele recebe uma proposta de sociedade ou ele próprio percebe que tem condição de criar um negócio próprio. Geralmente a decisão de mudar de carreira demora um pouco, a não ser que esteja para ser demitido, ou já tenha sido demitido. Antes de se tornar um empreendedor, acreditava que não gostava de assumir riscos. Tem que se adaptar às novas situações e se envolver em todas as atividades de um negócio próprio. Quem está pensando em uma alternativa à aposentadoria muitas vezes se encaixa neste tipo.

27 26 O Empreendedor serial (cria novos negócios): é o empreendedor que é apaixonado pelas empresas que cria, mas principalmente pelo ato de empreender. É uma pessoa que não se contenta em criar um negócio e ficar à frente dele até que se torne uma grande corporação. Como é uma pessoa dinâmica, prefere os desafios e a adrenalina envolvidos na criação de algo novo a assumir a postura de um executivo que lidera grandes equipes. Geralmente está sempre atento a tudo que ocorre ao seu redor e adora conversar com as pessoas, participar de eventos, associações, fazer networking. Para esse tipo de empreendedor tempo é dinheiro. Tem uma habilidade incrível de montar equipes, motivar as pessoas, captar recursos para o inicio do negócio e colocar a empresa em funcionamento. Sua habilidade maior é acreditar nas oportunidades e não descansar enquanto não as vir implementadas. Ao concluir um desafio, sempre procura outro para se manter motivado. Às vezes se envolve em vários negócios ao mesmo tempo e não é incomum ter histórias de fracasso. Mas estas servem de estímulo para superação do próximo desafio. Empreendedor corporativo: esse empreendedor tem ficado em evidência nos últimos anos, devido à necessidade das grandes organizações se renovar, inovar e criar e criar novos negócios. São geralmente executivos muito competentes, com capacidade gerencial e conhecimento de ferramentas administrativas. Trabalham de olho nos resultados para crescer no mundo corporativo. Assumem riscos e tem o desafio de lidar com a falta de autonomia, já que nunca terão o caminho 100% livre para agir. Isso faz com que desenvolvam estratégias avançadas de negociação. São hábeis comunicadores e vendedores de suas ideias. Convencem as pessoas a fazer parte de sua equipe e reconhece o seu empenho. Sabem se autopromover e são ambiciosos. Eles não se contentam com o que ganham e adoram planos com metas ousadas e recompensas variáveis. Podem ter problemas se saírem da corporação, pois estão acostumados com as regalias e o acesso de recursos do mundo corporativo. Empreendedor social: esse tipo de empreendedor tem como missão de vida construir um mundo melhor para as pessoas. Se preocupa com as causas humanitárias com comprometimento singular. Tem um grande desejo de mudar o mundo, proporcionando oportunidades para quem não tem acesso a elas. Suas características são similares as dos demais empreendedores, porém se realizam vendo seus projetos trazerem resultados para os outros e não para si próprios. Os

28 27 empreendedores sociais são um fenômeno mundial e, principalmente em países em países em desenvolvimento, como o Brasil, têm um papel social extremamente importante, já que preenchem lacunas deixadas pelo poder público, através de suas ações e organizações. É o único tipo de empreendedor que não busca aumentar o patrimônio financeiro e sim tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento das pessoas. Empreendedor por necessidade: esse empreendedor cria o próprio negócio porque não tem alternativa. Normalmente não tem acesso ao mercado de trabalho ou foi demitido. A única opção é trabalhar por conta própria. Geralmente se envolve em negócios informais, desenvolvendo tarefas simples, prestando serviços e conseguindo como resultado pouco retorno financeiro. Esse tipo de empreendedor é um problema para os países em desenvolvimento, pois não contribui para o desenvolvimento econômico. Na realidade eles estão reféns do modelo capitalista atual, porque não tem acesso a recursos, à educação e às mínimas condições de empreender de forma estruturada. Suas iniciativas empreendedoras são simples, geralmente não contribuem com impostos e outras taxas, e acabam por inflar as estatísticas empreendedoras de países em desenvolvimento, como o Brasil. Empreendedor herdeiro (sucessão familiar): esse tipo de empreendedor recebe logo cedo a missão de levar à frente o legado da família. Empresas familiares fazem parte da estrutura empresarial de todos os países, e muitos impérios foram construídos nos últimos anos por famílias empreendedoras, que mostraram a habilidade de passar o bastão a cada nova geração. Mais recentemente, porém, tem ocorrido a chamada profissionalização da gestão de empresas familiares, através da contratração de executivos de mercado para a administração da empresa e da criação de uma estrutura de governança corporativa, com os herdeiros opinando no conselho de administração e não necessariamente assumindo cargos executivos nas empresas. O seu desafio é multiplicar o patrimônio da família, o que está casa vez mais difícil. Ele aprende a arte de empreender com os exemplos da família, e normalmente segue seus passos. Começam cedo na empresa, aprende como o negócio funciona, assume responsabilidades e assumem cargos de direção ainda jovens. Uns têm senso de independência e desejo de inovar, outros são conservadores, preferindo não mudar o que vem dando certo. Existem variações no perfil do empreendedor herdeiro. Eles

29 28 têm buscado apoio externo, cursos de especialização, programas voltados para empresas familiares, para aumentar a chance de sucesso. O Normal (planejado): é o empreendedor que se planeja, faz lição de casa, busca minimizar os riscos, se preocupa com os próximos passos do negócio, tem uma visão de futuro clara e que trabalha em função de metas. A maioria dos empreendedores não se encaixa na categoria normal. Então o empreendedor normal seria o mais completo do ponto de vista da definição de empreendedor e o que a teria como referência a ser seguida, mas quer na prática não representa uma quantidade considerável de empreendedores. Os empreendedores bem-sucedidos na grande maioria das vezes fizeram o planejamento de seu negócio. 2.8 O desafio empreendedor Segundo Degen (2005), todos os dias iniciam-se milhares de empresas, porém poucas têm chance de prosperar. A maioria não passará da mediocridade e muitas irão fracassar, pois são muitos os desafios que envolvem a atividade empreendedora. Neste sentido Dolabela (1999a) destaca alguns dos principais desafios enfrentados pelo empreendedor, tais como: a) desenvolver o conceito de si: a empresa reflete a imagem de seu criador, portanto, é essencial que seu criador se conheça. O autor ressalta que as pessoas só realizam algo caso se julguem capazes de fazê-lo. A autoimagem é a base para a construção da crença individual de que se é capaz de mudar algo no mundo, de inovar e convencer pessoas, traços fundamentais do empreendedor; b) perfil empreendedor: ressalta a importância de se desenvolver ou aprimorar o próprio perfil como empreendedor, no sentido de usar as características individuais para obter sucesso na atividade empreendedora, utilizando-se dos pontos fortes, mudando ou represando pontos fracos, buscando complementaridade com sócios ou colaboradores; c) aumento da criatividade: as pequenas empresas surgem principalmente da identificação e aproveitamento de oportunidades relacionadas a nichos de mercado. Para isso é necessário inovar, criar ou introduzir algo que

30 29 provavelmente ainda não exista ou adaptar, modificar ou melhorar algo já existente. Portanto, para o autor, a criatividade tem papel essencial na atividade empreendedora; d) processo visionário: identificar oportunidades é a essência da atividade empreendedora. O empreendedor passa a vida toda identificando oportunidades, ou seja, o processo visionário além de ser uma forma de identificar boas oportunidades, é também uma forma de se agarrá-las e buscar recursos para transformá-las em um bom negócio; e) capacitação para negociar e apresentar uma ideia: a negociação é entendida como a cooperação entre pessoas, parceiros, ou empresas, para alcançar objetivos de tal forma que todos saiam ganhando. Negociar é uma atividade do dia-a-dia do empreendedor. 2.9 O empreendedor como agente de inovação A proposta do empreendedor schumpeteriano, como aquele que introduza inovação, gera desequilíbrio e provoca crescimento econômico, não é compartilhada por Kirzner. Shumpeter (1959) destaca papel fundamental da inovação no ato de empreender e seu impacto no crescimento econômico. Diferencia invenções (novas ideias e conceitos) de inovações (uma nova combinação de recursos produtivos). Segundo o autor, o desenvolvimento é possível quando ocorre inovação. Existem segundo ele, cinco diferentes tipos de inovação: a) introdução de novos produtos no mercado ou de produtos já existentes mas melhorados; b) novos métodos de produção; c) abertura de novos mercados; d) utilização de novas fontes de matérias primas; e) surgimento de novas formas de organização de uma indústria. O empreendedor é o agente detentor dos mecanismos da mudança, com capacidade de explorar novas oportunidades, pela combinação de recursos diferentes ou diferentes combinações do mesmo recurso. (VALE; WILKINSON; AMÂNCIO, 2008).

31 30 Conforme Vale, Wilkinson e Amâncio (2008): a temática da inovação e da capacidade empreendedora tem sido intensamente pesquisada. Destaca-se, nesse contexto, a literatura que associa inovação e crescimento econômico. Entre seus expoentes situase Metcalfe (2003). Segundo o autor, para compreender a natureza incansável do capitalismo contemporâneo, é necessário situar a noção do empreendedor no cerne da análise, pois o empreendedor é o agente crucial, cujo papel é de gerar novos conhecimentos econômicos. Salienta que o mais importante aspecto do moderno capitalismo não é, apenas, que o conhecimento gera novos conhecimentos, mas que o empreendedorismo cria mais empreendedorismo, através das instituições do mercado. Para Metcalfe, o capitalismo é fortemente ordenado, mas incansável, pois como sistema não pode, jamais, estar em equilíbrio, pois o conhecimento não pode nunca estar em equilíbrio (2003, p. 20, tradução nossa) e o empreendedor é o locus de experimentação na geração de novos conhecimentos. A sociedade moderna caracteriza-se, segundo o autor, não só pela existência de tecnologias sociais cada vez mais ligadas ao conhecimento, mas também pela presença substancial de tecnologias físicas, capazes de armazenar e de transmitir informações, aumentando, de maneira significativa, o número de indivíduos capazes de usufruir de tais condições. Na linha de abordagem neo-schumpeteriana, o empreendedor é um criador ou desbravador de novas oportunidades, capaz de alterar, eventualmente, o próprio paradigma tecnológico ou produtivo existente O sucesso das inovações Embora seja esperado o impacto direto e significativo do empreendedorismo na performance da empresa, seu papel na organização não deve ser restrito, pois o sucesso ao empreendedor difere daquele do administrador. Para o administrador sucesso é tudo que se pode medir como lucro, participação de mercado, preço de ações, retorno do investimento, retorno de ativos, e assim por diante. O administrador não busca alterar a ação produtiva se o lucro continua a crescer. A administração apresenta em geral, um padrão de comportamento ocupado em reconhecer falhas nos processos organizacionais e indicar ações que resolvam problemas. Utiliza da eficácia e eficiência como melhorias incrementais, mas não a inovação em si. O administrador não está profundamente interessado em criar algo novo por uma causa própria. Sucesso para o empreendedor significa engajar-se num processo de criação destrutiva, isto é, revolucionar o processo produtivo atual e a dinâmica competitiva, concentrada muitas vezes em custos, ao introduzir um novo produto, novas formas de distribuição, ou novas ideias de comunicação e posicionamento, frequentemente sob condições de riscos e de incertezas. (SHUMPETER, 1959). Portanto para o

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