CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO CEARÁ FACULDADE CEARENSE CURSO DE ADMINISTRAÇÃO JOANA ROBERTA SILVA PEREIRA

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1 CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO CEARÁ FACULDADE CEARENSE CURSO DE ADMINISTRAÇÃO JOANA ROBERTA SILVA PEREIRA A EVOLUÇÃO DOS ESTUDOS SOBRE EMPREENDEDORISMO NO BRASIL: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA EM ANAIS DO ENANPAD FORTALEZA CE 2013

2 JOANA ROBERTA SILVA PEREIRA A EVOLUÇÃO DOS ESTUDOS SOBRE EMPREENDEDORISMO NO BRASIL: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA EM ANAIS DO ENANPAD Monografia submetida à aprovação da Coordenação do curso de administração do Centro de Ensino Superior do Ceará como requisito parcial para obtenção do grau de bacharel em Administração. FORTALEZA 2013

3 JOANA ROBERTA SILVA PEREIRA A EVOLUÇÃO DOS ESTUDOS SOBRE EMPREENDEDORISMO NO BRASIL: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA EM ANAIS DO ENANPAD Monografia como pré-requisito para obtenção do título de bacharelado em Administração, outorgada pela Faculdade Cearense FAC, tendo sido aprovada pela banca examinadora composta pelos professores. Data de aprovação: / / BANCA EXAMINADORA Professor Professor Professor

4 À minha mãe, uma pessoa forte e batalhadora, que com sua autoestima e fé nos motiva.

5 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus, por me possibilitar a realização de um grande sonho. A toda minha família, meu filho, minha mãe, meus irmãos, minha tia pelo apoio incondicional em todos os momentos, pela afeição e carinho. Ao meu futuro esposo Carlos pela compreensão e amor durante esta etapa da minha vida. A orientadora professora Jakcilene, minha orientadora, por sua atenção, compreensão, apoio e contribuição direta para a construção deste trabalho. Muito obrigada. Ao professor Ricardo César pelo convívio, pelo apoio e pela sempre troca de experiências. A professora Eloísa in memorian. O mais sincero agradecimento a todos que de alguma forma foram importantes nesta caminhada. Pessoas maravilhosas e voluntárias sem cuja colaboração a realização deste trabalho não seria possível. A Faculdade Cearense por proporcionar o conhecimento científico durante os quatro anos de ensino superior. A todos que acreditaram e ajudaram para que este sonho se concretizasse, os meus sinceros e profundos agradecimentos.

6 Os que se encantam com a prática sem a ciência são como os timoneiros que entram no navio sem timão nem bússola, nunca tendo certeza do seu destino. (Leonardo da Vinci)

7 RESUMO Esta monografia faz um estudo acerca do empreendedorismo através dos artigos publicados nos eventos anuais de uma associação situada na internet, com foco no tema, verificando o desenvolvimento econômico, social e cultural, além da autorrealização por parte do empreendedor. Levantou-se como problematização o seguinte questionamento: Como o tema empreendedorismo foi abordado no ENANPAD nos últimos cinco anos? O objetivo geral do estudo consiste em verificar como o empreendedorismo tem sido abordado no ENANPAD no decorrer dos anos. Utilizou-se como metodologia a análise bibliométrica, onde se conseguiu identificar e quantificar os artigos que se referiam ao empreendedorismo, bem como classificar suas áreas. Ao final, pôde-se constatar que o empreendedorismo tem tido uma crescente abordagem com o passar dos anos, mediante percepção de que este é propulsor na criação de novos negócios e que pessoas e organizações trabalhando juntas na criação de ideias funcionam como motor do desenvolvimento socioeconômico mundial. Palavras-chave: empreendedorismo. Bibliometria. Desenvolvimento econômico.

8 ABSTRACT This monograph is a study about entrepreneurship through the articles published in the annual events of an association located on the internet, with a focus on the same, noting the economic, social and cultural development and self-realization by the entrepreneur. Rose as questioning the following question: as the topic was entrepreneurship approached in ENANPAD in the last five years? The overall objective of the study is to see how entrepreneurship has been approached in ENANPAD over the years. It was used as a methodology to Bibliometric analysis, where managed to identify and quantify the articles that refer to entrepreneurship as well as classify their areas. At the end, you can see that entrepreneurship has had a growing approach over the years, through perception of this is propellant in the creation of new businesses and people and organizations working together in the creation of ideas, work as an engine for world economic partner development. Keywords: entrepreneurship. Bibliometrics. Economic development.

9 LISTA DE QUADROS Quadro 1 Empreendedorismo: transformando idéias em negócios Quadro 2 Maiores armadilhas no gerenciamento de pequenas empresas Quadro 3 Os 4 ps do marketing

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1 O processo empreendedor na visão de Timmons Figura 2 Transformação de uma ideia em oportunidade Figura 3 Identificando oportunidades Figura 4 Planilha contendo dados do artigo

11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Fatores que influenciam no processo empreendedor Tabela 2 Casos de artigos publicados sobre empreendedorismo nos ENANPADS Tabela 3 Principais áreas abordadas sobre empreendedorismo 2009 a

12 LISTA DE SIGLAS ANPAD ENAPG ENANPAD ENEPQ ENGPR EMA ENEO IBGE GEM SEBRAE P & D ME TEA 3Es Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Administração Divisões Acadêmicas de Políticas Públicas Encontro da Associação Nacional de Programa de Pós-Graduação em Administração Encontro de Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade Encontro de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho Divisão dos Estudos em Marketing Estudos organizacionais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Global Entrepreneurship Monitor Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Pesquisa e Desenvolvimento Microempresa Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial Estudos em estratégia

13 SUMÁRIO INTRODUÇÃO A definição do problema Objetivos Objetivo-geral Objetivos específicos A estrutura da monografia O EMPREENDEDOR Tipos de empreendedor Empreendedor nato O herdeiro O empreendedor funcionário O empreendedor técnico Social Opção ao desemprego Desenvolvimento paralelo O planejado O EMPREENDEDORISMO O processo empreendedor Ideia empreendedora Detecção da oportunidade Avaliando a oportunidade PLANO DE NEGÓCIO Importância do planejamento Estrutura do plano de negócio Os sete pecados capitais do plano de negócios... 47

14 5 O DESENVOLVIMENTO DO EMPREENDEDORISMO ABORDAGEM BIBLIOMÉTRICA METODOLOGIA Procedimentos metodológicos Tipologia da pesquisa Universo, população e amostra Coleta de dados Descrição da associação em estudo Análise de dados e resultados do levantamento bibliométrico CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS... 65

15 15 1 INTRODUÇÃO Diante da evolução tecnológica globalizada, muito se houve falar em empreendedorismo, sua formação e seus processos. Este fenômeno sempre despertou a curiosidade entre os profissionais em entender o processo empreendedor, como ele acontece no seu contexto geral e quais as suas demais fases. Alguns se perguntam se alguém já nasce empreendedor ou se o empreendedorismo evolui com o tempo, bem como quais são os fatores que levam um empreendimento a obter sucesso ou insucesso. Esta globalização faz com que os empreendedores busquem diversas alternativas na busca pela adaptação à nova realidade econômica e para vencer a concorrência através da competitividade, aumentando a produtividade e a qualidade de seus produtos, assim como também aumentando os seus processos de fabricação. Para Bourguignon (1990), desde a antiguidade já se podia identificar acontecimentos empreendedores, em que o homem se difere dos outros primatas por sua postura ereta e locomoção bípede e esta mudança teria ocorrido a cerca de 150 mil anos atrás e através das diversas conquistas dos seus ancestrais ele pôde desenvolver a linguagem, criar armas e outros objetos. Uma das primeiras ações revolucionárias e empreendedoras do homem foi com a criação da roda na Ásia, em torno de 6000 anos atrás e que veio a substituir as madeiras que eram colocadas sobre as massas de pedras a fim de que essas deslizassem e fossem transportadas com mais facilidade, contribuindo com o processo de realização das atividades do campo. Outro fator que pode ser comentado e que colaborou com a evolução do empreendedorismo foi a descoberta do fogo, em que pela necessidade de se aquecer nas noites frias de inverno, os primitivos esperavam os raios que caíam das árvores causando a queima de suas folhas. Há quem diga que através do desenvolvimento da inteligência, o homem conseguiu produzir fogo friccionando graveto seco na madeira, até alcançar a faísca que atingia a palha para então iluminar sua caverna, cozinhar carne, espantar animais selvagens e, principalmente, o aquecimento nas épocas de frio. Para Souza (2006, p. 8): Os conhecimentos empíricos adquiridos no passado eram suficientes para que as empresas se mantivessem no mercado, mas, atualmente qualquer atividade empreendedora demanda competências e ações diferenciadas das pessoas envolvidas já que estes são considerados o principal ativo das organizações.

16 16 Neste contexto, a natureza do estudo sobre o tema identifica o comportamento do ser humano com relação as suas atitudes empreendedoras mediante um conjunto de características que levam este indivíduo a conquistar o mercado através do dinamismo, da inovação e da concepção do ambiente externo que é formado pelos concorrentes, pela deficiência de serviços que venham atender e satisfazer as necessidades humanas; o empreendedor também deve utilizar as estratégias corretas para o público que se pretende alcançar. Britto (2003) fala que a economia tem-se alavancado com o surgimento de empreendedores que são identificados por suas caraterísticas distintivas, pela capacidade de reformular rapidamente a sua estratégia de produtividade e de se adaptar às necessidades do mercado; o empreendedor é um agente mobilizador, inovador, gerador de emprego e renda e possui como característica própria a necessidade de ser um gestor. A figura do empreendedor hoje possui importância para o desenvolvimento da sociedade de forma que este não está mais caracterizado somente pelo aspecto do lucro ou até mesmo do poder, ele procura agregar valor através da sua contribuição para tornar uma sociedade mais desenvolvida e um mercado inovado assim como também ter o reconhecimento do seu trabalho. Dados publicados no Relatório Mundial Global Entrepreneurship Monitor GEM (2001, mostraram que o número de empresas que abriram no Brasil colocou o país em primeiro lugar no ranking dos países pesquisados e que praticam atividades empreendedoras, ou seja, um a cada oito brasileiros estão empreendendo. Relata-se também que as pessoas envolvidas com alguma atividade empreendedora sentiram a necessidade de buscar uma atividade independente do sistema provedor de empregos gerando assim um complemento da renda familiar. Justifica-se o trabalho devido à necessidade de analisar, investigar e identificar a cultura, os pontos fracos e fortes do empreendedor para contribuir e enriquecer o conhecimento dos alunos que pretendem a graduação em administração de empresas e assim, evitar que cometam os erros identificados. Em contrapartida, busca-se fazer referência sobre a importância do empreendedor definir um ramo de atuação no mercado, identificar seu público-alvo e as tendências de mercado; fazer um plano de negócios, ter referências de experiências anteriores, conhecer a concorrência, ser dinâmico, inovar, ter uma equipe qualificada e que busque orientações nas instituições de apoio ao empreendedor.

17 A definição do problema Em função dos argumentos anteriormente aduzidos, buscou-se responder a seguinte questão referente ao empreendedorismo: Como o tema empreendedorismo foi abordado no ENANPAD nos últimos cinco anos? 1.2 Objetivos Objetivo geral decorrer dos anos. Verificar como o empreendedorismo tem sido abordado no ENANPAD no Objetivos específicos entre eles: Visando atingir o principal objetivo, alguns objetivos específicos são requeridos, apontar quais temas são estudados sobre o empreendedorismo. enumerar os estudos que abordam o tema empreendedorismo nos artigos publicados no ENANPAD de 2009 a A estrutura da monografia Esta monografia está dividida em seis capítulos, sendo que o primeiro consiste na introdução, que é composta da definição do problema, a importância do estudo e os objetivos da investigação sobre o tema estudado. No segundo capítulo faz-se uma abordagem acerca do empreendedor, abordando-se o conceito, a forma de interpretação e posicionamento deste profissional no mercado e por fim o perfil e os tipos de empreendedor. O terceiro capítulo busca situar o leitor ao termo empreendedorismo com relação ao seu conceito, sua forma de atuação, desenvolvimento e relevância para o crescimento da economia e ainda o sistema do empreendedorismo como fonte de novas ideias e atitudes. O quarto capítulo vem por sua vez abordar o plano de negócio, desde o contexto da sua elaboração, coleta de informações e estudo de viabilidade do negócio no qual se pretende atuar, os riscos e os benefícios, objetivos e metas, estrutura e componentes variáveis, a fim de que se possa adaptar o empreendimento às necessidade do mercado.

18 18 Está citado no quinto capítulo o tema sobre a evolução do empreendedorismo, observando-se as primeiras usualidades do termo, englobando locais, períodos, assim como se enumera de forma superficial a estatística do seu desenvolvimento em alguns países. O sexto capítulo trata da estratégia metodológica. Neste, serão apresentadas a tipologia de estudo, o universo, a população e a amostra, a coleta e a análise dos dados, com o objetivo de mostrar como a pesquisa foi realizada, assim como os meios e a forma para a obtenção dos resultados. O sétimo capítulo traz um estudo bibliométrico acerca dos temas abordados no ENANPAD (Encontro da Associação Nacional de Programa de Pós-Graduação em Administração), nos anos de 2009 a 2012, para então, de posse desta ferramenta estatística, estabelecer os fundamentos teóricos da ciência do empreendedorismo.

19 19 2 O EMPREENDEDOR Pode-se dizer que é crescente a preocupação dos empreendedores com relação à sobrevivência de seus negócios, tendo em vista a velocidade nas mudanças dos processos gerenciais e estratégicos que passam a desafiar as pessoas envolvidas, de forma que se considera relevante que o empreendedor deva ter iniciativa e buscar oportunidades, conhecer o mercado ao qual pretende atuar, saber que são seus concorrentes, fazer uma análise desse mercado, considerando a demanda pelo serviço, calcular riscos, estabelecer metas, criar um plano de negócio e o principal, ter autoconfiança. Para Bernardi (2010), o empreendedor é um agente de mudanças e que essa cultura precisa ser trabalhada na mente das pessoas, pois, ninguém nasce empreendedor essa característica pode ser desenvolvida durante a carreira profissional ou até mesmo pela necessidade advinda de forças internas e externas. Segundo Dornelas (2008), na idade média, o termo empreendedor era usado para caracterizar tanto um participante quanto um administrador de grandes projetos; mas estes não corriam riscos, eles apenas administravam os projetos usando os recursos fornecidos. Para o século XVII, o empreendedor firmava acordos com o governo na prestação de serviços ou na venda de produtos. Estes contratos eram fixos e o prejuízo ou lucro ficava com o empreendedor, ou seja, já se percebe uma vantagem do empreendedor com relação aos contratantes, neste caso, o governo. Nos séculos XIX e XX, empreendedor e gerente não possuem definições distintas, eles são responsáveis pelo lucro, pelo uso da terra, pelos serviços de pessoas que emprega e pelo capital que necessita; assim, ele contribui com sua própria iniciativa, habilidade no planejamento, organização e administração da empresa e também assume as possibilidades de perdas ou ganhos da empresa (CHÉR, 1991). Britto (2003) afirma que para que haja desenvolvimento e crescimento econômico em um país, é relevante a existência dos empreendedores, pois eles promovem uma revolução nos processos empresariais, de forma distinta e visionária do futuro, assumindo riscos ao adquirir posição de tomador de decisão, sendo líder, planejador, dinâmico. Pode-se dizer que esta revolução surgiu da necessidade da criação de produtos/serviços que atendessem às novas exigências do mercado e, com isso, surgiram novas atividades e também a necessidade de se tornar um empreendedor, advinda das mudanças que exigiam um perfil de profissional dinâmico, competitivo e criativo.

20 20 Mas, para obter sucesso em qualquer ramo de atividade financeira e econômica, deve existir uma gestão qualificada e preparada para assumir posição estratégica no mercado; esta gestão deve ter um bom plano de ação e um conjunto de estratégias para que juntas se tornem ferramentas indispensáveis para traçar objetivos e metas com o objetivo de atender às necessidades do consumidor. De acordo com Dornelas (2005), o empreendedor se torna flexível ao buscar informações de mercado necessárias para a sua adaptação; ele possui uma característica própria de fazer as coisas acontecerem, mas de forma que ele deva assumir os riscos e assim aprender com os erros próprios da natureza empreendedora. Portanto, podemos dizer que os empreendedores utilizam como parâmetro as diversas mudanças nas necessidades dos clientes e, assim, procurem se adequar a estas, coletando dados referentes ao seu estilo de vida, idade, intenção de compra, preço disposto a pagar etc. Mas, para que isso aconteça, o gestor deve aliar conhecimento, habilidades, competências desenvolvidas, poder de barganha e as ferramentas necessárias para a sobrevivência do negócio. Uma das causas mais vistas de insucesso está ligada diretamente aos próprios empreendedores, isto é, à falta de habilidade administrativa, financeira, tecnológica e mercadológica para se gerir um empreendimento. 2.1 Tipos de empreendedor O empreendedor é reconhecido como aquele que sabe tomar decisões, faz a diferença, explora as oportunidades, são determinados e dinâmicos, mas precisamos lembrar que além desses elementos essenciais este empreendedor deve fazer uma análise de mercado e da concorrência, fazer um bom planejamento estratégico e ter capacidade para implementar. Alguns recursos como: disponibilidade financeira, educação para o desenvolvimento empreendedor e as políticas públicas podem também ser fontes importantes de oportunidades, trazendo o desenvolvimento econômico. Segundo Dornelas (2001, p. 16), movidos pela necessidade de complementar seu salário, o possível empreendedor cria novos negócios mesmo sem experiência no ramo e com o passar do tempo estes tem se tornado patrões. Ressalta ainda que o processo empreendedor pode ser medido por seus fatores críticos ou de sucesso, onde o que vai definir seu desenvolvimento e maturação é a adoção de técnicas e métodos eficientes para o surgimento de novos empreendedores uma vez que a capacitação é a ferramenta essencial para que um negócio se mantenha estável no mercado.

21 21 Sabe-se que a empresa por si só não promove desenvolvimento econômico e em estudos anuais do GEM originaram-se duas definições a respeito dos tipos de empreendedores: A primeira definição é o empreendedor visionário, que sabe aonde quer chegar, cria uma empresa com planejamento prévio, cria um objetivo para a empresa e visa a geração de lucro, corroborando com o desenvolvimento econômico; a segunda definição se refere ao empreendedor por necessidade e, nestes casos, o negócio é criado informalmente. Percebe-se a falta de uma estrutura de planejamento estratégico, promovendo assim o fracasso e aumentando a estatística de mortalidade dos negócios. Em contrapartida, o GEM aponta que apesar de alguns países estarem no ranking de maiores empreendedores, estes devem buscar otimizar o empreendedorismo por oportunidade, já que promovem o desenvolvimento da economia de um país. Bernardi (2010, p. 64) mostra que há um mito referente a não ser possível desenvolver o empreendedorismo através de análises criteriosas sobre vários empreendimentos existentes, independente de sua etapa evolutiva; ressalta também que existem várias circunstâncias que dão origem ao empreendimento e caracterizam o empreendedor. Ao estudar os tipos de empreendedor, pesquisaram-se opiniões de alguns autores com base nos mitos criados às suas reais características e viu-se a necessidade de deixar claro as desconexões a respeito da realidade identificada onde normalmente a ideia de empreender é concretizada de cinco formas: montagem de um empreendimento; compra de uma empresa em funcionamento; sociedade em um novo empreendimento ou em um empreendimento que já esteja em funcionamento; franquia (esta, muito utilizada quando não se conhece o ramo, o que economiza muitas etapas de estudo, além da redução do risco de altos investimentos financeiros). Dornelas (2008) descreve no quadro 1 três dos vários mitos em especial e que devem ser analisados com mais atenção.

22 22 Quadro 1 Empreendedorismo: Transformando ideias em negócios MITOS REALIDADE * Empreendedores são natos, nascem para o sucesso * Empreendedores são jogadores que assumem riscos altíssimos * Os empreendedores são lobos solitários e não conseguem trabalhar em equipe Fonte: Dornelas (2008, p. 35). * Enquanto os empreendedores nascem com um certo nível de inteligência, empreendedores de sucesso acumulam habilidades relevantes, experiências e contatos om o passar dos anos. * A capacidade de ter visão e perseguir oportunidades aprimora-se com o tempo. * Tomam riscos calculados, evitam risos desnecessários, compartilham risco com os outros, dividem os riscos em partes menores. * São ótimos líderes, criam times e equipes. Diferentes estudiosos compartilham as observações feitas por Dornelas. Segundo Bernardi (2010, p. 63) a ideia de um empreendimento surge da observação, da percepção, da análise das tendências, cultura, consumo e hábitos de uma sociedade. As oportunidades detectadas ou visualizadas, racional ou intuitivamente, das necessidades e das demandas prováveis, atuais e futuras e necessidades não atendidas definem a ideia do empreendedor. De acordo com Degen (1989, apud BETIM et al, 2004) o indivíduo estará bem preparado para iniciar um novo negócio quando conhecer as tarefas necessárias para o seu crescimento, apresentar capacidade gerencial, visão empreendedora e domínio sobre a complexidade do negócio. Atualmente, observa-se que esses requisitos têm importância para a prosperidade dos negócios, visto que a concorrência é muito grande Nato Geralmente, essa figura é a personalização integral do empreendedor, de forma que desde cedo seja por motivo de influência dos familiares ou por motivo próprio, demonstram características empreendedoras e as desenvolve numa escala de valores e da percepção de negócios; suas histórias são impulsionadoras e brilhantes por serem visionários e otimistas e às vezes começam sem planejamento e acabam se transformando em grandes negócios. Este primeiro tipo de empreendedor admira muito a figura familiar e se engaja 100% para alcançar seus objetivos.

23 Herdeiro O empreendedor herdeiro pode ou não ter características de empreendedor; ele pode surgir por afinidade e vocação e assim dar sequência ao empreendimento no qual está inserido. Este tipo de empreendedor pode ser encontrado em empresas familiares que, por sua vez, encontram facilidade em repassar o sistema para que seus herdeiros sigam seus passos e busquem multiplicar o patrimônio construído. Os herdeiros começam bem cedo a entender dos negócios e assumem cargos de grande responsabilidade ainda enquanto jovens. Alguns desenvolvem características inovadoras, ou seja, preferem mudar algumas atitudes e normas da empresa, buscam apoio externo de programas voltados para auxiliar na administração dos negócios, outros já são mais conservadores, preferindo não arriscar e dar segmento ao que já está dando certo. Em contrapartida, o herdeiro treinado, aquele que por imposição deve dar continuidade ao empreendimento familiar pode ser um problema, causando prejuízos ou até a falência da empresa, visto que este não está disposto a assumir as responsabilidades que lhe foram designadas. Esses extremos mostram as variações do perfil dos empreendedores herdeiros Funcionário Movido pela necessidade de inovação, renovação e criação de novos negócios, este tipo de empreendedor possui competências, capacidade gerencial, atitude de dono da empresa e o conhecimento das ferramentas necessárias para aplicar na organização, com enfoque nos resultados, não precisando então deixar a empresa em que trabalha para empreender. Este também assume riscos, mesmo sabendo que não tem total autonomia e livre poder de decisão; tem amor pelo que faz, é persistente, sabe transmitir seus conhecimentos, e também se antecipa ao futuro. Para ele, não existem obstáculos que não possam ser ultrapassados devido a sua característica autoconfiante, é obstinado pelo sucesso, está sempre atento aos riscos e focaliza os clientes. Estes empreendedores funcionários se subdividem em clássico, que se define pela busca de resultados; em empreendedor funcionário vendedor, que por sua vez é persuasivo, sabe vender e adquire uma boa rede de relacionamentos e, por fim, o criativo, que é o gerador de ideias.

24 Técnico Com algumas características de empreendedor, este dispõe de conhecimento acerca de um produto/serviço, se depara com uma oportunidade e decide então criar um negócio próprio. Mesmo sem antes ter pensando em se tornar um empreendedor, ele deve aprender a lidar com as novas situações e se envolver com as atividades de um negócio próprio, sem esquecer em buscar ajuda de órgãos competentes e experientes em administração dos recursos econômicos e de empresas. Pode se enquadrar aqui também funcionários que estão perto de se aposentar e que desejam aumentar a sua renda ou até mesmo aqueles que pretendem permanecer na ativa mesmo sabendo que possuirão uma renda fixa Social O empreendedor chamado social, ao contrário dos outros tipos de empreendedores que visam o lucro e o sucesso profissional, busca melhorar a vida das pessoas; ele está envolvido em causas comunitárias, tem um desejo de mudar o mundo, promove oportunidades para quem não tem acesso a ela. Suas características empreendedoras não se diferenciam dos demais empreendedores, mas ele se realiza ao saber que seus projetos geram retornos sociais para os outros. De maneira mais ampla, o intuito deste empreendedor é avançar nas causas sociais e no desenvolvimento sustentável. Para Dolabela (2003, p. 52): O empreendedor social é um caso particular de empreendedor cujo sonho é a construção e realização do sonho coletivo. Suas ações são voltadas para o estabelecimento e a melhoria da conectividade entre os diversos setores da comunidade, de modo que esta possa alcançar melhores condições de vida para todos, inclusive os que virão. As ações destes empreendedores sociais podem minimizar as carências não supridas pelos órgãos públicos; eles utilizam técnicas de gestão sustentável, inovação produtiva e por fim usa da criatividade para fornecer produtos/serviços que possam trazer benefícios para as pessoas envolvidas Opção ao desemprego Este modelo de empreendedorismo pode ser considerado como arriscado, uma vez que o empreendedor, pela falta de opção de se conseguir um emprego e se manter estável na

25 25 carreira, cria seu próprio negócio informal, obtendo pouco retorno financeiro, não colaborando com o desenvolvimento econômico. O empreendedor, por necessidade, acaba se tornando vítima do capitalismo, por não ter acesso a recursos para qualificação profissional e poder assim desenvolver capacidade visionária de observar uma oportunidade e também para empreender de forma estrutural. Por possuir características de iniciativas pouco inovadoras e simples, o empreendedor por opção ao desemprego acaba não contribuindo com os impostos e outras taxas fixas e assim não fazendo parte da estatística do desenvolvimento econômico do país Desenvolvimento paralelo O perfil deste tipo de empreendedor se define quando ele busca uma sociedade com amigos ou familiares para criar um negócio proveniente ou não de experiências anteriores; é uma pessoa que por ser dinâmica não se contenta em apenas montar um negócio e com postura de executivo; tem habilidade de formar grandes equipes e motivá-las, tem visão ampla das oportunidades e se dedica ao máximo para executá-las. Para que este empreendedor se mantenha motivado precisa estar sempre desafiando novos negócios, para assim se sentir estimulado em superá-los e obter sucesso no seu empreendimento O planejado Sabe-se que os empreendedores de sucesso adotam como principal atividade o planejamento antes de começar qualquer negócio, já que aumenta a possibilidade do negócio dar certo e ao decorrer da execução das atividades procura minimizar os riscos, seguindo passo a passo o que foi planejado para a tomada de decisão, em decorrência de situações inesperadas. Como nos outros tipos de empreendedores, o planejado tem visão de futuro e possui metas elaboradas para alcançar seus objetivos, mas, em contrapartida, ele se difere dos demais empreendedores por ser considerado o profissional mais completo em termos de teoria e prática e assim se torna referencial para os demais. Conforme Dornelas (2001), as habilidades adquiridas pelo empreendedor se dividem em habilidade técnica, que envolve o saber escrever, saber ouvir e captar informações; saber liderar e trabalhar em equipe; já a habilidade gerencial inclui as áreas da criação, desenvolvimento, gerenciamento, tomada de decisão e o controle das ações e, por

26 26 fim, as habilidades pessoais incluem disciplina, assumir riscos, ser inovador, ser orientado a mudanças, ser persistente e a principal habilidade pessoal: ser um líder visionário.

27 27 3 O EMPREENDEDORISMO O fenômeno empreendedorismo é considerado como propulsor para a abertura e o avanço dos negócios gerados pelo desenvolvimento econômico, social e cultural de um país através da cooperação das pessoas envolvidas. Ele foi discutido e abordado na década de 90 no Brasil, em que teve destaque nas ciências sociais e administrativas e foi observado que o número de pequenas empresas e trabalhadores autônomos cresceu a cada ano, colaborando com a economia do país. Para Schumpeter (1968, p. 223), o empreendedorismo não decorre da ciência ou da técnica, existe um conjunto de mediações na descoberta de um princípio científico até a sua transformação. No empreendedorismo, pessoas e organizações trabalham juntas na criação de ideias, considerando a capacidade de transformação de um processo, sem descartar o que se chamaria de risco de mudança; pode-se dizer que essa atividade funciona como motor do desenvolvimento socioeconômico mundial. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de empresas brasileiras foram responsáveis pela inclusão de 2,9 milhões de pessoas no mercado, entre os anos de 2005 a 2008, o que vem ratificar a importância do empreendedorismo para alavancar a economia de um país. Analisando-se a ótica empreendedora de uma nação, vê-se que o rápido crescimento econômico resulta não somente em um ambiente favorável, como em recursos privilegiados e a capacidade visionária de identificar as oportunidades que servem como base para a atividade empreendedora. Para se construir o empreendedorismo, o conhecimento sobre as mudanças sociais e econômicas, as oportunidades e o desenvolvimento de um novo mercado devem ser características fundamentais entre os componentes e, assim sendo compartilhadas, se tornem base para a inovação, para o aperfeiçoamento e a integração dos processos organizacionais, quem sabe até levando vantagem competitiva. Os níveis de análise do empreendedorismo estão marcados por diversos fatores, em que no processo são estudadas as técnicas, habilidades, talentos e motivações; no contexto econômico, tecnológico e social tem-se a avaliação das condições econômicas, mercadológicas e as políticas governamentais. Leva-se a crer que cada um desses fatores têm importância no processo de execução do empreendedorismo, que está em constante evolução, trazendo mudanças através da participação de pessoas com características especiais que devem ser exploradas de forma a refletir positivamente para a sociedade.

28 28 Os empreendedores devem se adaptar à nova exigência do mercado e implantar o sistema do empreendedorismo, que tem como fonte a prática da inovação, expandindo novos mercados, sendo estratégia fundamental para o desenvolvimento e o crescimento econômico; estas novas ideias são geradas a partir de um conjunto de informações que como ponto de partida facilitam a inserção da empresa no mercado. A inovação é o instrumento específico dos empreendedores, o meio pelo qual eles exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio diferente ou um serviço diferente (DRUKER, 1987). Para Gimenez (2000, p. 10), o empreendedorismo é o estudo da criação e da administração de novos negócios; é a busca de oportunidades e o domínio efetivo dos ativos tangíveis. O aprendizado é individual, mas quando estimulado gera motivação e a busca incessante de maneiras para se conquistar o mercado, sejam elas de forma nova ou de formas mais baratas, em que o processo permite que um produto seja fabricado, porém, a um custo mais barato. Este aprendizado, por ser estimulado, quebra a barreira de que o empreendedor já nasce com este perfil, podendo qualquer cidadão começar um empreendimento. 3.1 O processo empreendedor Para Chiavenato (2008), o processo empreendedor envolve emoção, impulso, inovação, risco e intuição e sabendo contrabalancear essas características emocionais com as racionais formula-se uma forte estratégia que auxiliará o empreendedor a conhecer profundamente seus clientes e suas necessidades, definir a missão e visão do futuro, formular objetivos e estratégias para alcançá-los e adquirir vantagem competitiva entre os diversos tipos de concorrentes. Mcclelland (1972, apud LOPEZ, 2005) concentrou seus estudos com o objetivo de identificar quais características do processo empreendedor através da observação dos indivíduos com elevado desempenho profissional e pela necessidade de realização profissional. Por fim ele identificou algumas das três principais características: realização, planejamento e poder que levam um empreendimento ao sucesso. Segundo Muniz (2008, p. 30), no campo realização busca-se oportunidade, iniciativa, persistência assim como assumir riscos previstos e conhecer as exigências de mercado. Para o campo planejamento faz-se necessário estabelecer metas, buscar informações de quem são seus clientes, concorrentes e fornecedores, planejamento e monitoramento sistemático. E por fim o campo poder envolve a persuasão, o otimismo, a criatividade, ou

29 29 seja, é a capacidade que o empreendedor tem de obter resultados positivos para seu benefício adquirindo confiança e possivelmente o apoio das pessoas com que ele mantem relações comerciais Ideia empreendedora A decisão de se tornar empreendedor pode ocorrer por acaso quando o indivíduo enxerga uma oportunidade através dos fatores externos, ambientais, sociais e principalmente pelas aptidões ou pelo conjunto de todos esses fatores, fazendo com que a pessoa busque a realização pessoal. Dentro desse contexto, é exigida percepção, direção e muito trabalho para se criar oportunidade de crescimento e desenvolvimento de um bom negócio. A tabela abaixo mostra algumas fases que influenciam o processo empreendedor: Tabela 1: Fatores que influenciam no processo empreendedor (adaptado de Moore, 1986) Fonte: Dornelas (2008). Através destes fatores, Dornelas procura demonstrar que a decisão de tornar-se empreendedor pode ocorrer por acaso através da influência externa que envolve a soma dos fatores sociológicos, organizacionais, ambientais e também as características internas, na qual na visão do autor deve-se estar orientado para o mercado, criar de forma eficiente e efetiva comportamentos que gerem valor para os clientes e maiores resultados de mercado. Cavalcanti e Tolotti (2011, p. 14) afirmam que o processo empreendedor depende de alguns critérios a serem utilizados para fazer a melhor escolha diante das mais variadas ofertas e possibilidades, são eles: o primeiro sugere observar atentamente o ambiente externo e suas deficiências, para então identificar as necessidades do consumidor, o que ele gosta,

30 30 quem são seus concorrentes; o segundo critério é decidir pelo sim ou pelo não, em que após todas as considerações serem feitas, chega a hora da escolha de se abrir ou não o negócio; a tomada de decisão emergencial em situação crítica para evitar uma catástrofe (embora não seja o mais adequado); a prática do não erro, que é um dos maiores desafios e tem fundamental importância para a longevidade do empreendimento; tudo ou nada, embora seja uma decisão unidimensional que possa comprometer ou alavancar as atividades empreendedoras. Para Timmons (1994), o processo empreendedor compõe-se de três fatores: seguindo a ordem, o primeiro é a oportunidade, em que é feita avaliação, para se saber se deve ou não continuar com o projeto; na ocasião, o segundo fator se deve a uma equipe com perfil empreendedor devendo atuar em conjunto para auxiliar no processo e o último saber quais são, como e onde a equipe irá captar os recursos necessários para o negócio. Ele ressalta a importância de que a análise dos recursos seja feita ao final, para então se evitar a restrição da análise de oportunidades. Observemos na figura 1 abaixo: Figura 1- O processo empreendedor na visão de Timmons Fonte: adaptado de Timmons (1994). Timmons esclarece os três fatores essenciais para a existência do processo empreendedor, que se somam em planejamento por meio de um plano de negócio (business plan), em que a equipe identifica e avalia oportunidades, busca alocar os recursos necessários e planeja ações a serem tomadas, podendo também implementar e gerenciar um negócio. Obviamente muitas incertezas estarão presentes ao longo de todo processo e a equipe empreendedora deverá saber como lidar com os riscos de forma calculada, analisando as

31 31 várias possibilidades existentes e as possíveis consequências para o negócio e para eles mesmos (DORNELAS, 2008) Detecção da oportunidade Ideia x oportunidade As ideias surgem de uma forte inspiração proveniente de fontes externas para o surgimento de um empreendimento, mas, de fato, elas podem não ser uma oportunidade, pois, não exatamente as ideias evidenciam retorno. Segundo Dornelas (2001, p. 54), qualquer fonte de informação pode ser um ponto de partida para novas ideias e identificação de oportunidades de mercado. Portanto, podemos conceituar que oportunidade é um rumo de ação possível, uma ideia analisada, na qual se identifica o potencial de retorno e a previsão de seus riscos calculados, uma vez que o empreendedor concentra-se em tudo o que está relacionado ao empreendimento pretendido, seguindo um percurso, respeitando as etapas, buscando informações e adquirindo conhecimento, para que os riscos de um negócio sejam minimizados, aprimorando suas ideias e transformando-as em oportunidades. O empreendedor é um indivíduo visionário, que aproveita as oportunidades por sua característica de iniciativa, criatividade, persistência e comprometimento (DUTRA, 2001). A figura proposta a seguir visa um melhor entendimento do processo de transformação de uma ideia em oportunidade: Figura 2 - Transformação de uma ideia em oportunidade Fonte: autora desta monografia (2013).

32 32 Segundo o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a confusão entre ideia e oportunidade é a causa do insucesso entre os empreendedores; é necessário desenvolver a capacidade de diferenciar esses dois processos através de estudos de viabilidade, pois, a ideia pode não ter valor na forma prática; já a oportunidade agrega valor ao consumidor, satisfaz o empreendedor e gera maiores lucros. O empreendedor deve ficar atento e perceber as oportunidades que o mercado oferece, uma vez que por trás de uma oportunidade sempre existe uma ideia, mas, não obrigatoriamente uma ideia possa se tornar uma oportunidade. As oportunidades de negócios não surgem de repente; o empreendedor deve avaliar as necessidades em potencial de mercado, as suas deficiências, ou seja, quais necessidades não estão sendo supridas; ele deve usar da intuição, da quebra de paradigmas, eliminar críticas e se basear nas ideias dos clientes para um novo negócio ou até no aperfeiçoamento das atividades que já existem. Mediante a disputa de mercado, esse empreendedor deve conhecer quem são seus prováveis concorrentes, onde eles estão situados, quantos são, deve comparar a eficácia de seu produto/serviço com relação ao do concorrente e quais os tipos de barreiras ele poderá enfrentar ao adquirir um negócio, como mostra a figura abaixo: Figura 3 - Identificando oportunidades Fonte: empreendedorismo, inovação, incubação de empresas e a Lei de Inovação. Vale ressaltar que o processo de identificação de uma oportunidade está relacionado a um comportamento criativo, aplicado no momento certo, avaliando o risco envolvido naquela situação; sendo assim, pode-se dizer que uma atitude não obrigatoriamente está ligada a uma característica, mas sim a um conjunto de comportamentos.

33 33 Bernardi (2010, p. 69) diz que novos empreendimentos em geral são vulneráveis e sujeitos a muitas restrições e, por isso, a prudência e cautela devem ser redobradas desde o início do processo. Uma preparação não adequada e superficial é pré-requisito a um provável insucesso, mesmo porque um processo de modelagem bem desenvolvido, na melhor das hipóteses aumenta as chances mais não garante o sucesso. A busca de oportunidades através de experiências anteriores pode diminuir o risco de fechamento de um empreendimento; em contrapartida, existe uma relação inequívoca entre sucesso e experiência, assim como insucesso e falta de experiência. A escolha de atividades já existentes nos remete a pensar que o empreendedor pode se destacar ao decidir investir neste nicho desde que ele reformule a sua conduta; ele deve abusar de estratégias de inovação, de forma que esta ação atraia o seu consumo. Conforme Narver e Slater (1990), a orientação para o mercado resulta de três posturas: orientação para o cliente, em que o empreendedor busca compreender o mercado e o seu público-alvo; a orientação para a concorrência, na qual avalia o grau de forças e fraquezas com relação às estratégias e capacidades dos competidores e por fim a coordenação interfuncional, que utiliza recursos organizacionais, com o objetivo de oferecer produtos que satisfaçam os desejos dos clientes e assim obter posição estratégica perante a concorrência. Filion (1991) adota como teoria em que a formação de um produto surge conforme a motivação e a criação de novas ideias dos prováveis empreendedores envolvidos no processo. Numa segunda oportunidade, o empreendedor procura buscar informações de mercado, para que possa testar essas ideias, saber se são rentáveis para, se necessário, adaptar novas características para que o produto/serviço se adapte à exigência do mercado. Ressalta o autor a importância das ideias iniciais como ponto de partida e a formação da visão, em que o empreendedor, através das pesquisas e avaliações, busque o formato ideal para que seu produto/serviço obtenha sucesso. Partindo do princípio de que o empreendedor, para identificar as oportunidades, deve reconhecer que o mercado muda de tempos em tempos, assim como também mudam as exigências dos clientes e que obrigatoriamente as forças competitivas devem ser reformuladas através do panorama econômico atual, proveniente da tecnologia e globalização. Presume-se que à medida que o ritmo da mudança se acelera, os empreendedores não podem mais se basear nas antigas práticas para manter a prosperidade; uma exortação frequente é inovar ou desaparecer (KOTLER, 2009, p. 22).

34 34 Sun Tsu (2008, p. 27) diz que: Administrar um empreendimento é um desafio, isso requer toda sua habilidade. Você é que define se seu empreendimento irá ou não sobreviver. Seu modo de liderar é que define seu sucesso ou seu fracasso. É necessário entender exatamente o que você está fazendo. Neste sentido, um dos maiores desafios representa a maneira como o empreendedor utiliza essas ideias inovadoras ou não, de forma que ele possa transformá-las em um produto ou serviço que faça o seu negócio se desenvolver, ganhando um novo mercado. Apesar de existirem muitas fontes de informação, identificar uma oportunidade que trará resultados positivos pode não ser fácil, no entanto, num primeiro momento o empreendedor pode enumerar uma série de ideias e de forma analítica e criteriosa conseguir fazer uma seleção natural das melhores ideias e adaptá-las no seu empreendimento. Criar um negócio novo do nada costuma ser o caminho mais utilizado quando se discute um novo empreendimento. Uma nova empresa representa uma oportunidade significativa para muitos empreendedores. A percepção e o aproveitamento de oportunidades são características marcantes do empreendedor de sucesso. Apenas cerca de 1% crê que a sorte de estarem no lugar e momento certos foi propulsora do empreendimento. Na maior parte dos casos, os empreendedores não só identificaram e aproveitaram oportunidades como se mostram sempre atentos a elas (DORNELAS, 2007). As ideias seguem a economia, enriquecem os envolvidos e assim conseguem mudar o mundo, através da sua unificação com atitudes diferenciadas, gerando oportunidades mais atraentes e no ponto de vista do empreendedor, a partir do momento em que uma inovação passa a contagiar as pessoas, subentende-se que o empreendedor soube diferenciar uma ideia de oportunidade (LEITE, 2006) Avaliando a oportunidade No cenário empresarial atual, saber se uma oportunidade de negócio dará certo ou não é uma dúvida que surge a todos os que pensam em investir seu capital, já que todos os negócios operam em um ambiente geral, com as diversas variáveis econômicas, sociais, tecnológicas, culturais e governamentais e, principalmente, o conhecimento do ramo, causando impactos de natureza positiva ou negativa para o empreendimento. Conforme aponta Dornelas (2007, p. 27), Apesar da vocação para encontrar e tirar proveito das

35 35 oportunidades, sua avaliação nem sempre é possível e, nesses casos, para não deixá-la passar, o empreendedor assume riscos e encara o mercado. Um bom analista é autocrítico, procura ser isento, elimina suas preferências, observa com calma, enxerga detalhes, registra fatos, escreve, revê o que escreveu, busca auxílio na crítica de outras pessoas e, principalmente, não engana a si mesmo. Não se alimenta de fantasias, mas tenta enxergar a dura e crua realidade dos fatos. (PALMIERI, 1997). Uma forma de analisar uma oportunidade é se basear em alguns aspectos, como: saber qual mercado seu produto atende, qual retorno econômico proporcionará, quais as vantagens competitivas, até que ponto o empreendedor está comprometido com o negócio; assim o empreendedor pode evitar que a carroça ande antes do boi (DORNELAS, 2008). Uma ideia diferenciada nasce a partir de uma oportunidade, podendo, assim, dar início a grandes empreendimentos; por isso, a necessidade de se conhecer o mercado no qual se pretende atuar, ser pragmático no momento adequado e, principalmente, proteger sua ideia dos concorrentes. De acordo com Chiavenato (2008), uma forma de minimizar o insucesso é investir em negócios com serviços pioneiros e que requerem o mínimo de capital, não importando o cenário. Ele complementa que antes de tudo o empreendedor deve saber o que e para quem vender; deve traçar o perfil do cliente, saber administrar esse empreendimento, ter um objetivo maior de futuro e, por fim, a principal ferramenta estratégica que é o planejamento, pois, não adianta ter um excelente produto se não há planejamento, análise e controle das atividades inerentes ao empreendimento; ele reforça que o empreendedor deve ter criatividade e coragem de ousar, deve cooperar para que não tente competir isoladamente, correndo risco de fracassar mediante grandes empreendimentos. Neste contexto, pode-se dizer que um objetivo de futuro serve como parâmetro de compatibilidade entre empreendedor e ideia, em que ele verifica se alguma atitude ou decisão escolhida pode prejudicar no processo decisório e, com isso, tentar reformular os seus conceitos através da inovação estratégica e seguir a diante. Uma estratégia acertada pode colocar a empresa rapidamente à frente dos demais competidores, com seus produtos e serviços sendo preferidos pelo cliente (DORNELAS, 2008). Apesar de existirem falhas, excessos e erros, pessoas que possuem habilidades complementares e informações diferenciadas têm maior probabilidade para uma tomada de decisão com base na ideia do novo negócio, ao contrário dos que apenas visam compensações

36 36 financeiras, tomando decisões erradas e menos valiosas devido ao seu envolvimento superficial e menor preocupação com o crescimento da empresa. Schumpter (1934) considerou que oportunidade empreendedora realmente valiosa provém de uma mudança externa, que torna possível fazer algo que ainda não havia sido feito ou fazer algo de uma maneira diferenciada. Para Maximiano (2011, p. 24), todas as fontes de ideias pertencem a duas características principais: (1) a criatividade do empreendedor e (2) o mercado que, em seu sentido mais amplo, é o ambiente geral da sociedade. Assim, pode-se dizer que o empreendedor visionário deve estar preparado para avaliar oportunidades e definir o público-alvo, deve ter habilidade para tomada de decisões, deve saber quais os riscos de se abrir um negócio, verificar a disponibilidade financeira para investir; ele deve se preocupar em definir uma equipe com perfil empreendedor e obter vantagens competitivas. Filho (2009, p. 42) cita que as informações diferentes que algumas pessoas possuem as tornam melhores que as outras, para a tomada de decisão com relação a uma determinada oportunidade de negócio, visto que as pessoas com informações mais valiosas tomam decisões mais corretas e objetivas, minimizando as falhas, os excessos e os erros. Ainda de acordo com Filho (2009, apud SCHUMPTER 1934), existem três fontes principais de oportunidades: mudança tecnológica: fonte de oportunidades para os empreendedores onde viabiliza a criação de novos empreendimentos a partir do avanço tecnológico. De acordo com Nóbrega (2008), os artefatos inovadores por si não bastam. Os processos e conceitos de negócios inovadores são mais importantes do que produtos inovadores. O produto inovador deve ser apenas o estágio inicial de um processo para que a empresa gere valor ; mudança política e de regulamentos: a partir das mudanças na política e regulamentação, obtém-se o desenvolvimento de ideias através da correta utilização dos recursos, aumentando a produtividade e gerando maiores lucros para os envolvidos. Portanto, facilita para que as pessoas ingressem no mercado com novas ideias e mudança social e demográfica: essas mudanças também são importantes para o desenvolvimento do empreendedorismo, pois, à medida que se tem o crescimento da economia, há uma melhoria na qualidade de vida e, como consequência,

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