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1 11 1. INTRODUÇÃO Impacto ambiental é definido como qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: A saúde, a segurança e o bem-estar da população; As atividades sociais e econômicas; A biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e A qualidade dos recursos ambientais. Já dano ambiental é a lesão resultante de acidente ou evento adverso, que altera o meio natural. Também sendo definido como a intensidade das perdas humanas, materiais ou ambientais induzidas às pessoas, comunidades, instituições, instalações e/ou ecossistemas, como conseqüência de um desastre. Geoprocessamento é o conjunto de tecnologias de coleta, tratamento, desenvolvimento e uso de informações georreferenciadas. Neste sentido, o geoprocessamento tem se mostrado uma ferramenta eficaz quando se fala em Estudos Ambientais. O campo de aplicações dos Sistemas de Informações Geográficas é extenso e variado, abrangendo áreas como geografia, agricultura, meio ambiente, hidrologia, geologia, agrimensura, planejamento urbano e regional, engenharia florestal, entre outros. Existem vários casos em que o uso da tecnologia dos sistemas de informação geográfica tem obtido resultados de impacto, no que diz respeito à área ambiental, São eles: Mapeamento Temático, Diagnóstico Ambiental, Avaliação de Impacto Ambiental, Ordenamento Territorial, e Prognósticos Ambientais. O uso de imagens georreferenciadas já tem sido muito utilizado por órgãos de fiscalização ambiental para localização de queimadas, ordenamento territorial de reservas ambientais, zoneamento agro-ecológico e ecológico econômico, mapeamento e caracterização de vegetação, recursos hídricos e do uso de terras, mapeamento e caracterização de habitats faunísticos, pareces técnicos, etc. Estes projetos em separado ou associados podem servir de parâmetros e base de dados para a quantificação de um dano ou impacto ambiental. No decorrer deste trabalho serão explicitados os tipos de imagens georreferenciáveis, como os dados são armazenados e trabalhados no processo de geração de mapas, principais recursos e sua utilização na área ambiental.

2 12 A Perícia ambiental é também um meio de prova utilizado em processos judiciais, sujeita à mesma regulamentação prevista pelo CPC - Código de Processo Civil, com a mesma prática forense, mas que irá atender a demandas específicas advindas das questões ambientais, onde o principal objeto é o dano ambiental ocorrido, ou o risco da sua ocorrência. (Portugal,G. 2005) Deve-se sempre ter em mente que uma avaliação ambiental não pode basear-se apenas em dados, o engenheiro de avaliações deve criar um roteiro de atividades básicas: Conhecimento e requisição de documentação; Vistoria; Coleta de dados; Diagnóstico conjuntural; Escolha e justificativa dos métodos e critérios de avaliação; Tratamento dos dados conjunturais; Cálculo do valor do bem avaliando. É nas fases de coleta, diagnóstico e tratamento dos dados que o uso de imagens georeferenciadas se aplica. Se essas imagens forem associadas a dados geológicos além dos populacionais da flora e da fauna, teremos os recursos necessários ao nível de uma macro - avaliação para diagnosticar e quantificar perdas e danos em eventos relacionados a degradação ambiental. As imagens a serem utilizadas são obtidas em empresas específicas de sensoriamento remoto. O maior distribuidor de imagens de satélite do mundo atualmente é o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Ele as obtém através do Programa CBERS (China-Brazil Earth Resources Satellite), Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres. O programa atualmente conta com dois satélites (CBERS-1 e 2). A distribuição de imagens é gratuita e irrestrita a todo usuário do território nacional. Imagens com algum estágio de tratamento e seleção de dados estão disponíveis em menor quantidade e também podem ser obtidas em empresas da área de geoprocessamento.

3 13 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1. Os Sistemas de Informação Geográfica e sua estrutura A partir da década de 1960, o campo do Sistema de Informações Geográficas (SIG) se desenvolveu rapidamente nos campos teórico no tecnológico e no organizacional sendo que nos últimos dez anos essa evolução tem sido muito mais intensa. Essa evolução se deve aos avanços tecnológicos tanto na captação de imagens quanto no seu tratamento e também com relação aos recursos computacionais e científicos. Um SIG pode ser definido como um sistema de computador composto de hardware, software, dados e procedimentos, construído para permitir a captura, armazenamento, atualização, gerenciamento, análise, manipulação, modelagem e exibição de dados referenciados geograficamente para solucionar, planejar e gerenciar problemas. Seu principal objetivo no campo ambiental é dar apoio à tomada de decisões, para gerenciamento de uso do solo, recursos hídricos, ecossistemas aquáticos, e terrestres e qualquer entidade distribuída espacialmente.assim, um SIG é apenas um elemento dentre as várias tecnologias componentes do geoprocessamento. Figura2.1 Composição de um SIG

4 14 Atualmente existe um grande número de softwares para SIG, porém, eles podem ter diferenças significativas especialmente na maneira de representar e trabalhar com dados geográficos e como evidenciam as suas várias operações. Os módulos mostrados acima nem sempre estão todos presentes nos sistemas existentes no mercado. No entanto, existe um grupo destes módulos que é considerado essencial para que um sistema seja considerado realmente um SIG, são eles: Sistema automatizado de gerenciamento de banco de dados; Elementos de orientação espacial; Ferramentas de modelagem; e Ferramentas para mapeamento sistemático ou derivado Sistema automatizado de gerenciamento de banco de dados Um SIG deve incorporar não só um sistema de gerenciamento de banco de dados (SGBD), mas vários utilitários para gerenciar os componentes espaciais e de atributos de dados geográficos armazenados Elementos de orientação espacial Os dados de um SIG devem apresentar informações de orientação espacial que possam servir de refereência para a manipulação e composição dos seus dados Ferramentas de modelagem A modelagem possui três fases, o ajuste ou calibração onde serão simulados os parâmetros que devem ser identificados e utilizados, a verificação que utiliza o modelo já calibrado e o confronta com outros dados conferindo a validade do modelo e do ajuste, para as diferentes condições em que será usado. Por fim a fase de aplicação é a utilização do modelo gerado.

5 Ferramentas para mapeamento sistemático ou derivado Um sistema de informações geográficas deve possuir um conjunto ferramentas que permita operações de mapeamento regular, e que se destina à edição de cartas para a cobertura sistemática de um país ou região, e das quais outras carta ou mapas podem derivar-se. Dessa forma, um sistema de informações geográficas armazena as definições geográficas da superfície da terra e os atributos ou qualidades que estas características possuem. Assim, o mundo real é representado através de várias camadas de dados relacionados Modelagem de dados Um banco de dados é composto de por dois elementos, um banco de dados espaciais com a forma e posição (geografia) das características da superfície do terreno, e um banco de dados de atributos, que descreve as qualidades dessas características. Eles podem ser completamente distintos ou integrados em uma entidade simples. Dependendo do tipo de sistema de informações geográficas, os modelos de dados georrelacionais poderão ser representados por uma serie de layers independentes ou em coverages. Layers são um subconjunto de dados de mapas digitais selecionados, não baseado na posição, enquanto as coverages são coleções de mapas com definições geográficas de um conjunto de características e sua tabela de atributos associados.figura 2.2[sig pdf] Figura 2.2 Representação esquemática de uma coverage.

6 16 A organização dos dados em um SIG é feita usando um modelo geo-relacional e topológico, facilitando o manuseio eficiente de duas classes genéricas de dados espaciais: os dados de localização_ que descrevem graficamente a localização e a topologia da característica( ponto, linha e polígono); e os dados de atributos,_que descrevem as características dessa feições.figura 2.3 Figura 2.3 Dados geográficos e tabulares Num modelo de dados preciso, para a representação e análise da realidade geográfica torna-se imprescindível o uso de um computador, pois de outra forma essa representação não teria a mesma precisão. Um sistema de informações geográficas não é um simples sistema de representação geográfica digital, pois com ele é possível simular eventos e situações mais complexas do mundo real Representação de mapas São usados três conceitos topológicos básicos pra a representação de qualquer fenômeno gráfico. São o ponto, a linha e o polígono.

7 17 Figura 2.4 Arquivo com coordenadas X, Y (2.4 A) e Polígonos em rede(2.4b) Pontos Esses elementos abrangem todas as entidades geográficas que podem ser perfeitamente situadas com um único par de coordenadas cartesianas x, y. Sua localização no espaço é feita considerando uma superfície plana. Assim, uma árvore cuja espécie está em extinção. Seria representada por um ponto e rotulada com o nome Peroba do Campo, por exemplo. Essa arvore estará completamente representada num SIG Linhas Os elementos lineares são na verdade um conjunto de pelo menos dois pontos. Além das coordenadas dos pontos que compõem a linha, deve-se registrar informações que identifiquem

8 o tipo de linha, ou seja, que atributo está a ela associado. São usadas para representar estradas e ferrovias Áreas ou polígonos O polígono é uma série de segmentos de linhas conectadas para formar uma área fechada. Esses tipos de elementos são usados para descrever as propriedades topológicas de áreas como por exemplo a forma, vizinhança, hierarquia, etc., de tal forma que os atributos associados a eles possam ser manipulados da mesma forma em que um mapa temático semelhante. Na representação por polígonos, cada elemento tem área, perímetro e formato individualizado.figura. 2.4B Além do sistema de coordenadas cartesianas, os fenômenos geográficos podem ser representados usando a teoria gráfica e envolvendo relações topológicas para exprimir a localização relativa de vários elementos de um mapa. Esses elementos são os arcos, nós através da numeração desses elementos e sua posterior conexão, formando polígonos. Cada nó de um polígono possui uma coordenada geográfica e assim tem -se um sistema duplo de identificação de cada elemento do mapa. Ele tem como vantagem o fato de eliminar defeitos causados por compartilhamento das mesmas fronteiras entre polígonos vizinhos. Na verdade isso seria uma variação da representação por coordenadas cartesianas. Tanto essa técnica como a primeira são tipos de representação de dados vetoriais.figura 2.4A. Uma terceira técnica muito utilizada é o uso de uma grade para definir uma moldura regular, mas arbitrária, de polígonos que contêm os dados geográficos (Calijuri et al, 2001, p.28) apesar de ser uma associação com um sistema de coordenadas não é uma técnica precisa. Nela, as variações geográficas são representadas por linhas e colunas. Essa representação é do tipo matricial como mostrado na figura Há dois métodos de estruturar as informações num SIG. São as representações matriciais ou raster e as representações vetoriais ou vector. Pode-se caracterizar cada sistema da seguinte maneira: Vetorial Os limites das características são definidos por pontos, interligados por retas, formando a representação gráfica da característica. Esses pontos são codificados com um par de

9 19 ordenadas x e y de acordo com o sistema utilizado (latitude /longitude, coordenadas UTM, etc.) Eficientes no armazenamento de dados de mapas por armazenarem apenas os contornos e não seu conteúdo; Representação gráfica diretamente associada aos respectivos atributos, solucionando questões de distâncias entre pontos, linhas, áreas ou regiões definidas na tela com o cursor, etc.; Podem ser usados tanto para produção de mapas temáticos, como para mostrar classes de declividades, sendo mais aplicado nas áreas de cartografia e engenharia pela sua precisão. Tem como principal atrativo as funções de gerenciamento de banco de dados; Por ser uma representação implícita, requer menos números logo, menos espaço de armazenamento; Representação esteticamente melhor que o raster pelo seu caráter gráfico mais bem definido por contornos e pontos; Matricial As características e seus atributos são representados por arquivos de dados unificados; A área representada é dividida em uma fina malha de células onde a condição ou atributo da superfície do terreno é registrado; As células recebem um valor numérico que pode representar uma característica identificadora, um código de atributo qualitativo ou um valor quantitativo de atributo. Os dados das células podem ser avaliados como imagens de algum aspecto do ambiente, mesmo que os dados armazenados não sejam de um fenômeno visível do ambiente. Esses aspectos são visíveis devido ao recurso display raster onde as células ou pixels podem ser variadas em suas formas, cores e tons de cinza. O espaço geográfico é definido de forma uniforme, com uso simples e previsível. Sendo mais indicado para avaliações de dados que variem uniformemente no espaço, como terrenos, biomassa, vegetação, solo chuva, etc.; Estrutura mais próxima dos computadores digitais, sendo, mais rápido em problemas que envolvem combinações matemáticas de dados de células múltiplas. As imagens de satélite utilizam o sistema raster, assim a maioria dos sistemas raster tem facilidade em incorporar e processar essas imagens;

10 20 Excelentes para avaliar modelos ambientais como potencial erosivo, adequabilidade de uso e ocupação do solo, pastagens, florestas, bacias hidrográficas, pelo seu caráter de continuidade de dados espacialmente; Sua atualização de dados ocorre apenas substituindo certos valores por outros enquanto no formato vector é preciso reconstruir a conectividade dos dados. É bom ressaltar que esses dois sistemas não são exclusivistas, pelo contrário, eles se complementam e é o usuário quem deve definir quando e como utilizar cada um deles de acordo com as operações que irá realizar e com os resultados que pretende obter.

11 21 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1.O Programa Spring Como mostra a tabela abaixo, são vários os programas disponíveis no mercado para a composição de um SIG, e cada um deles tem suas particularidades. Tabela 3.1: Principais características dos sistemas de conhecidos do mercado. O programa Spring foi escolhido para ser utilizado nessa monografia pela sua fácil acessibilidade e pela disponibilidade de dados (imagens e dados de atributos) pelo INPE gratuitamente, assim como o programa. Ele trabalha com uma arquitetura bem próxima à tradicional, ou seja, aquela dos primeiros SIG onde ao diferencial era a integração de dados gráficos e alfanuméricos em um único ambiente.

12 22 O acesso aos dados geográficos neste tipo de sistema pode ser feito tanto através de uma interface gráfica (GUI Graphical User Interface), quanto pela utilização de linguagem de programação. No caso do SPRING, a linguagem utilizada é a LEGAL. Basicamente este tipo de linguagem de programação é constituído de sentenças (linhas de comando), que estão estruturadas em três partes: declarações, instanciações e operações. Na declaração, definem-se as variáveis de trabalho, fornecendo o nome de cada uma delas e associando-as a uma categoria no esquema conceitual. Na instanciação os dados já existentes são recuperados dos bancos ou cria-se novos planos de informação. Finalmente na operação, são realizadas as operações de álgebra de mapas. Figura.3.1 Figura 3.1: Sig tradicional (Evolução). O diferencial do SPRING para um SIG tradicional basicamente está no fato do primeiro utilizar um sistema de gerenciamento de banco de dados) relacional (SGBDR), chamado modelo "geo-relacional". Neste modelo os componentes espacial e descritivo do objeto geográfico são armazenados separadamente. Os atributos convencionais são guardados no banco de dados (na forma de tabelas) e os dados espaciais são tratados por um sistema dedicado. A conexão é feita por identificadores (id) de objetos. Para recuperar um objeto, os dois subsistemas devem ser pesquisados e a resposta é uma composição de resultados.

13 23 No ANEXO II seguem alguns dados do SIG SPRING. 3.2.Valoração de danos ambientais A princípio, a avaliação de um dano ambiental ou do seu possível risco de ocorrência segue os mesmos moldes de uma perícia ou de uma avaliação tradicional. Deve considerar os atributos dos dados pesquisados, e sua influência na formação dos preços e, consequentemente, no valor. Os dados amostrais são submetidos aos devidos tratamentos estatísticos, previstos pela Norma brasileira NBR Norma Brasileira de Avaliação de Bens, com seus respectivos testes de correlação, confiabilidade e rigor estatístico. No entanto as semelhanças param por aí. Os dados utilizados e a raridade do bem em questão exigem metodologias peculiares à área ambiental. O valor econômico dos recursos naturais geralmente não é obtido no mercado, por meio de preços que reflitam seu custo de oportunidade. Vale lembrar que a parte específica desta norma referente à avaliação de recursos naturais e ambientais (NBR parte 6) se encontra em fase de elaboração. Os métodos de valoração se dividem em métodos diretos_ em que o valor do recurso é obtido diretamente sobre a preferência das pessoas, através de mercados hipotéticos ou de bens complementares para obter a disposição a pagar (DAP) dos indivíduos_ e de métodos indiretos onde o valor do recurso é obtido através de uma função de produção. Nesta função se relaciona o impacto das alterações ambientais a produtos com preço de mercado.gráfico.3.1. Métodos de Valoração Ambiental Métodos Diretos de Valoração Obtém as preferências Métodos Indiretos de Valoração Recuperam o valor DAP Direta Avaliação Contingente; Produtividade Marginal Produtividade DAP Indireta Preços Hedônicos; Custo de Viagem; Mercado de Bens Substitutos Custos evitados; Gráfico 3.1: Esquema básico dos principais métodos de valoração ambiental

14 24 O valor econômico de um recurso ambiental é função de seus atributos e estes atributos podem ou não estar em uso. Assim, o valor econômico do recurso ambiental (VERA) pode ser subdividido em valor de uso (VU) e valor de não uso (VNU) ou valor passivo.gráfico 3.2 Valor Econômico do Recurso Ambiental Valor de Uso Valor de Não Uso (Passivo) Valor de Uso Direto (VUD) Apropriação direta de recursos ambientais, via Valor de Uso Indireto (VUI) Benefícios indiretos Valor de Opção (VO) Intenção de consumo direto ou indireto do bem ambiental no Valor de Existência (VE) Valores não associados ao consumo, e que referemse a questões morais, culturais, éticas ou altruístas em relação à existencia dos bens ambientais. Gráfico 3.2: Principais elementos formadores do valor econômico de um recurso ambiental. O valor de uso pode ser dividido em: Valor de Uso Direto (VUD) Quando o indivíduo se utiliza atualmente de um recurso, por exemplo, na forma de extração, visitação ou outra atividade de produção ou consumo direto Valor de Uso Indireto (VUI) Quando o benefício atual do recurso deriva-se das funções ecossistêmicas, como, por exemplo, a proteção do solo e a estabilidade climática decorrente da preservação das florestas; Valor de Opção (VO) Quando o indivíduo atribui valor em usos direto e indireto que poderão ser optados em futuro próximo e cuja preservação pode ser ameaçada. Por exemplo, o benefício advindo de

15 25 fármacos desenvolvidos com base em propriedades medicinais, ainda não descobertas, de plantas em florestas tropicais. O valor de não-uso por sua vez representa o valor de existência (VE )e esta relacionado a uma posição moral, cultural, ética ou altruística em relação aos direitos de existência de espécies não-humanas ou a preservação de outras riquezas naturais, independente da sua não utilização atual ou futura A partir daí a expressão VERA seria a seguinte: VERA = (VUD +VUI +VO) + VE Um conflito existente nessa valoração é que um tipo de uso pode excluir outro, ou seja, o uso de uma área para a pecuária inviabiliza seu uso para conservação de uma floresta. Então se devem identificar estes conflitos de uso antes da determinação do VERA e, a partir daí, determinar seus valores. Mais detalhes sobre os métodos de valoração ambiental podem ser encontrados no ANEXO III.

16 26 4. ESTUDOS DE CASO 4.1 Caso 1 - Uso de geoprocessamento na valoração paisagística aplicada ao planejamento ambiental urbano no município de Matinhos. Esse trabalho realizado por Carmem Terezinha Leal e Daniela Biondi Batista, teve como objetivo apresentar uma metodologia para a análise paisagística utilizando sistema de informações geográficas de modo a subsidiar o planejamento ambiental urbano em regiões costeiras.para tanto, foi construído um modelo de valoração paisagística e zoneamento ambiental urbano da paisagem natural e antrópica do perímetro urbano do município de Matinhos, no estado do Paraná. Foram utilizados os seguintes mapas e equipamentos; Cartografia digital urbana do município de Matinhos em escala 1:2000; Mapa e Vegetação em escala 1:50.000; Programas computacionais Autocad e Arcview 3.2, e o módulo Spatial Analist; Elaboração de 40 cartas digitais com os temas: hidrologia, faixas de praia (areia), rede pública de coleta de esgotos sanitários, rede de coleta de resíduos sólidos, pavimentação das vias públicas, vegetação natural e introduzida, rede de distribuição de energia elétrica, localização de publicidade ao ar livre e da erosão marinha. As faixas de influência de cada componente foram estabelecidas através de buffers. A figura abaixo ilustra as etapas tratamento e análise dentro do sistema de informação geográfica. Primeiro foram digitalizados mapas cartográficos com os temas citados acima. Sobre cada um deles foi gerado um buffer com sua faixa de influência, e as informações relevantes foram integradas através de equações aritméticas no módulo Spatial Analist do programa Arcview. O resultado foram sub-modelos temáticos. Cada um desses sub-modelos foi reclassificado através de uma rotina computacional onde os valores de cada pixel são obtidos pela média dos pixels vizinhos.o grid foi de 10x 10m. Aproveitando-se o fato de a maioria dos lotes do município ter testada de 10 metros.

17 27 Figura 4.1: Resumo dos passos executados em SIG para a obtenção do Zoneamento de qualidade Ambiental. A valoração paisagística total foi baseada na equação: VP=KS, Onde: VP= Valoração Paisagística; S= Área do componente. K= Constante de valoração obtida da formula K= VC; V= Índice de Valoração; C= Grau de eficiência do componente. A contribuição do componente na qualidade paisagística está relacionada ao grau de interferência de cada componente no contexto ambiental urbano de Matinhos. Com base em estimativas, foi definida a valoração paisagística sendo considerada a ocorrência positiva ou

18 28 negativa de cada componente. Ocorrências positivas são aquelas que contribuem para a qualidade do meio, quer seja para aumentar sua beleza cênica, sua naturalidade ou singularidade; para promover o equilíbrio ecológico e proporcionar qualidade de vida ao homem. Ocorrências negativas são aquelas que podem deteriorar a qualidade do meio, contribuindo para a poluição visual e do meio físico ou alteração negativa dos ecossistemas. (Tabela 4.1). Tabela 4.1: Componentes utilizados para quantificação da contribuição do componente na qualidade paisagística Componentes Índice Ocorrência 1 C K Ocorrência 2 C K Ocorrência 3 C K Ocorrência 4 C K Ocorrência 5 C K P O S I T I V A _ N E G A T I V 1 Água 0, , Areia (faixas de areia) 0, Coleta de esgoto 0, Coleta de resíduos 0, ,1 50 3,5 70 4, Pavimentação das vias 0, ,5 30 1, Vegetação 0, Rede de energia elétrica 0, Obras irregulares 0, Publicidade ao ar livre 0, Erosão marinha 0, Total 1 K= Constante de valoração C= Grau de Eficiência do Componente físico. As figuras seguintes são resumos dos mapas temáticos gerados. Nos sub-modelos temáticos (Figura 4.2), tem-se as informações a nível do componente avaliado. Assim, o sub-modelo vegetação apresenta os vários tipos de vegetação dentro do território urbano de Matinhos, já o sub-modelo publicidade indica os locais onde há algum tipo de publicidade ao ar livre sem subdividi-las em tipos. A partir dos sub-modelos foram gerados os modelos temáticos individuais já sob a influência do modelo de valoração.esses modelos foram processados em formato raster, armazenando os dados de valoração paisagística de acordo com a tabela anterior.figura 4.3

19 29 Figura 4.2: Sub-modelos temáticos Figura 4.3: Modelos temáticos

20 30 Todos os modelos temáticos dos componentes foram somados algebricamente.o resultado desse cruzamento das informações entre os modelos foi a geração do Mapa de Valoração Paisagística. Nesse mapa cada quadricula ou pixel possui o valor da qualidade ambiental.(figura 4.4).Após essa etapa o mapa foi classificado em cinco classes de qualidade paisagística de muito alta a muito baixa de acordo com a tabela 4.2 Tabela 4.2 Classes de qualidade para as zonas de qualidade obtidas e suas respectivas áreas. Zonas de Qualidade Intervalo de classe Classe de Qualidade Área (Km2) Percentual ZQ 1 80,5 100 Muito Alta 1,654 3,94% ZQ 2 60,5 80 Alta 24,638 58,68% ZQ 3 40,5 60 Média 6,420 15,29% ZQ 4 30,5 40 Baixa 6,636 15,80% ZQ Muito Baixa 2,639 6,28% Totais 41, ,00% Foi gerado o mapa de Zoneamento Ambiental Urbano. Ele foi produzido na escala 1:2000 e permite a avaliação da qualidade dos compartimentos espaciais, seu grau de degradação ou potencial paisagístico no contexto urbano de quadra, lote e vias públicas.figura 4.5. Os baixos valores observados em alguns espaços são devidos às ocupações irregulares, inexistência de infra-estrutura urbana e degradação do meio ambiente. Os altos valores indicam ambientes com maior grau de conservação natural do meio, diversidade ecológica ou a existência de infra-estrutura urbana. Figura 4.6

21 31 Figura 4.4: Mapa de valoração paisagística Figura 4.5: Mapa de Zoneamento Ambiental Figura 4.6: Mapa de zoneamento ambiental com as classes de valoração e exemplo de área classificada com valor paisagístico entre 80,5 e 100%.

22 Caso 2 -Valoração Ambiental: Serviços Públicos (rede elétrica e captação de água) em unidades de conservação. APA. Esse trabalho foi elaborado por um conjunto de pesquisadores em várias unidades de conservação APA s, cujos nomes se encontram na referência bibliográfica dessa monografia. O objetivo era buscar métodos de valoração ambiental que compatibilizassem a preservação da qualidade do meio ambiente e o equilíbrio ecológico, com o desenvolvimento econômicosocial. Na busca por fatores qualitativos consistentes foi observada a escolha dos que fossem mais duradouros ou permanentes, pelo fato de não poderem ser previstas sua cessação, dada a natureza dos serviços essenciais à coletividade prestados pelas empresas concessionárias. Assim, nessa valoração ambiental, os fatores foram considerados em função dessa perenidade, ainda que se admita que venham a ser modificados, ao longo do tempo, pela evolução do padrão tecnológico. Os sistemas de informação geográfica foram utilizados nesse trabalho na determinação de Zonas Ambientais e quantificação das áreas de infra-estrutura envolvidas. Para isso foram utilizadas imagens de satélite. Com base no Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro do Estado de São Paulo (Lei Estadual nº , de 03/07/98), cada APA foi dividida em cinco Zonas Ambientais, adaptadas segundo o uso e ocupação do solo além da legislação ambiental vigente e da declividade do terreno. Para tanto foram observados a cobertura vegetal, o sistema viário, o sistema hídrico, e a taxa de ocupação populacional. Essas zonas não foram apenas qualificadas segundo os parâmetros acima, mas pôde-se quantificar as áreas ocupadas pela infra-estrutura através do uso do geoprocessamento. Para iniciar os trabalhos com o SIG, primeiro foram digitalizados os mapas altimétrico e hidrográfico, utilizados posteriormente na valoração ambiental da contribuição da empresa de água. Para valoração ambiental da infra-estrutura elétrica, foram levados em consideração a Área de Influência de Impacto, calculada por geo-classes com base nos dados obtidos no geoprocessamento de acordo com a faixa de servidão e acrescentou-se uma área de amortecimento de 20m para cada lado. Aí existem três Empresas, relacionadas ao setor elétrico. Aquelas onde se encontram captações de água e estações de tratamento de esgoto foram dimensionadas, calculando-se os percentuais de cada Zona Ambiental contida na bacia.

23 No processo de Cálculo da Valoração da Infra-Estrutura Elétrica, consideraram-se os seguintes fatores de valoração: 33 VRE = VFl x AI x IA x IAA x ISR onde: VRE = Valor do Passivo Ambiental/Infra-Estrutura da Rede Elétrica. VFl = Valor Florestal - valor obtido pela composição média da receita de vários sub-produtos florestais comercializados pelas Florestas Nacionais do IBAMA nas regiões Sul e Sudeste, no período de AI = Área de Influência de Impacto - área correspondente à infra-estrutura, obtida pelos trabalhos do Geoprocessamento em cada Zona Ambiental. No cálculo da área estão incluídas áreas da base da torre e área da Faixa de Servidão, além da zona de amortecimento do impacto. IA = Índice Ambiental - são considerados, como elementos do Índice Ambiental as características de Produto em pé, do ecossistema tropical úmido dividido pela mesma variação de área cultivada, multiplicando-se o resultado pelo percentual de cobertura vegetal estimado em cada uma das Zonas Ambientais, multiplicando-se o resultado pelo percentual de cobertura vegetal estimado em cada uma das Zonas Ambientais. São estabelecidos cinco Índices Ambientais onde o maior é aplicado na Zona 1, com características ambientais mais preservadas. Nas demais Zonas, foram considerados índices decrescentes, tendo em vista as características ambientais e as alterações já ocorridas no ambiente, dada a presença de infra-estrutura urbana. IAA = Índice de Ação Antrópica - considera-se a presença humana relacionada às atividades que envolvam operação da infra-estrutura.. ISR = Índice Social de Redução - aplicado às empresas de Transmissão de Energia Elétrica foi de 0,60, justificável pela socialização do interesse pelo serviço e porque a composição do cálculo não inclui preço do Kw cobrado ao consumidor final. Todos os índices utilizados se encontram na tabela 4.3.

24 34 Tabela 4.3: Valoração Ambiental de Infra-Estrutura Elétrica. Valoração Ambiental da Infra-Estrutura Elétrica na APA Fatores Zona 1 Zona 2 Zona 3 Zona 4 Zona 5 Valor Floresta (m 2 ) em R$ 0,0139 0,0139 0,0139 0,0139 0,0139 Área de Influência de Impacto (m 2 ) Índice Ambiental 6,33 5,80 4,00 2,67 1,33 Índice de Ação Antrópica 2 1,75 1,5 1,25 1 Índice Social de Redução 0,60 0,60 0,60 0,60 0,60 Total R$ , , , , ,06 Tabela 4.4: Valor do Passivo Ambiental/ Infra-Estrutura da Rede Elétrica. Soma de três Empresas* Valor total/ano em Valor total/mês em R$ R$ , ,40 *Valores corrigíveis anualmente pelos índices oficiais ou pela eventual modificação dos fatores de valoração. Com relação aos cálculos de valoração ambiental da contribuição financeira da água, foram os seguintes fatores de valoração: VAA = ((PA x AB x RAU)/AAPA) x FRS onde: VAA = Valor Ambiental de Contribuição Financeira/Água PA = Preço da Água preço do m3 de água cobrado ao consumidor residencial. AB = Área da Bacia - área total da bacia (km2) onde estão localizadas as captações. RAU = Recurso Ambiental Utilizado vazão, em m3, de água captada na bacia. AAPA = Área Total da APA - valor representado pela soma de todas as bacias (km2) que compõem a APA - no cálculo, levou-se em conta a proteção/beneficio da área total protegida pela Unidade de Conservação. ISR = Índice Social de Redução - aplicado à empresa de águas (0,025), tendo em vista que a composição do cálculo inclui preço cobrado ao consumidor final, os custos necessários para captação, aumento do volume de água disponível e melhoria de sua qualidade e o fato de se tratar de serviço essencial à comunidade e à manutenção da qualidade de vida.

25 35 Tabela 4.5: Valoração Ambiental da Contribuição financeira relativa a água Valoração Ambiental da Contribuição Financeira/água na APA Fatores Bacia 1 Bacia 10 Bacia 15 Preço do m3 água (residencial em R$) 1,98 1,98 1,98 Área da Bacia (km2) 17,9 240,3 23,7 Recurso Ambiental Utilizado (m3/ano) Área Total da APA (km2) 597,34 597,34 597,34 Índice Social de Redução 0,025 0,025 0,025 Total R$ 749, ,62 188,54 Tabela 4.6: Valor Ambiental de Contribuição Financeira /Água Soma * Valor total/ano em R$ Valor total/mês em R$ , ,56 *Valores corrigíveis anualmente pelos índices oficiais ou pela eventual modificação dos fatores de valoração. Os mapas de referência com relação às linhas de transmissão de energia são os seguintes.

26 36 Figura 4.7: Percursos das Linhas de Transmissão de energia elétrica na APA. Figura 4.8: Detalhe dos percursos das Linhas de Transmissão de energia elétrica na APA Tabela 4.7: Área de Influência de Impacto das Linhas de Transmissão na APA Área calculada das Linhas de Transmissão na APA Zonas Ambientais (m 2 ) % da área Zona Zona Zona Zona Zona Área total de Influência de Impacto A Área total de Influência de Impacto calculada para as Linhas de Transmissão na APA foi de m 2 Desse total, 47% ocupam áreas da Zona 1. Somando-se à Zona 2, esse percentual atinge 77%, ou seja m 2. Nas demais Zonas, são encontrados 23% do total área calculada para a infra-estrutura elétrica. Assim as zonas ambientais criadas foram caracterizadas da seguinte maneira: Zona 1- Referente às características de ecossistema natural original, Baixa taxa de presença humana e de baixos efeitos impactantes, que não alterem os atributos do ecossistema original; Apresentam cobertura vegetal íntegra com menos de 5% de alteração, taxa de ocupação inferior a 1%, culturas com menos de 1ha e declividade acima de 47%.

27 37 Zona 2- Possui algumas modificações nas características do ecossistema primitivo, mas é capaz de manter em equilíbrio uma comunidade de organismos em graus variados de diversidade, com presença humana intermitente e assentamentos dispersos. Cobertura vegetal alterada entre 5 a 20% da área total, habitações isoladas, taxa de ocupação de 1 e 5%, culturas ocupando entre 2 e 10% da área total, declividade de 30 a 47%. Zona 3- Componentes originais parcialmente modificados pela introdução de culturas e assentamentos rurais, periurbanos. Cobertura vegetal alterada ou desmatada entre 20% e 60% da área total, taxa de ocupação entre 10% e 40% da área total, declividade até 30%. Zona 4- Todos os componentes originais modificados ou suprimidos, impossibilidade de recuperação do equilíbrio original, atividades urbanas e de expansão urbana articuladas e consolidadas. Cobertura vegetal remanescente alterada e descontínua em menos de 40% da área, assentamentos urbanizados, rede viária consolidada, serviços e comércio relativamente desenvolvidos, infra-estrutura de porte, alto valor do solo, taxa de ocupação maior que 50%. Zona 5- Quase todos os componentes originais modificados ou suprimidos, organização funcional totalmente eliminada, impossibilidade de recuperação do equilíbrio original, atividades industriais articuladas e consolidadas. Figura 4.9: Zonas Ambientais da APA Escala aproximada 1/

28 Cobertura vegetal remanescente alterada e descontínua em menos de 40% da área, assentamentos industriais e de serviços com rede viária consolidada, serviços e comércio desenvolvidos, infra-estrutura de porte, alto valor do solo, taxa de ocupação maior que 70%. Tabela 4.8: Áreas calculadas em km 2 e respectivo percentual das Zonas Ambientais da APA Modificado do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro de São Paulo 38 Zonas Ambientais da APA* Área da APA km 2 % da área da APA Zona 1 366,641 61,4 Zona 2 153,862 25,8 Zona 3 42,499 7,1 Zona 4 24,211 4,1 Zona 5 10,128 1,7 Área total da APA 597, Com base nos resultados dos elementos extraídos do SIG, notou-se que a maioria dos das zonas ambientais (61,4%) mantêm-se com as características do ecossistema original, e ao considerar-se também a zona 2, onde o ecossistema foi pouco alterado esse valor chega a 87% da área da APA. As áreas com expressivos reflexos de presença humana são, no total, apenas 12,9% da área total da APA. Assim como foi dito anteriormente através do SIG pode-se determinar exatamente quanto da área foi modificado, quanto preserva as características originais e onde estão localizadas. Os dados relativos às concessionárias de água e esgotos foram de que na APA existem sete sistemas de captação de água, com uma vazão média mensal em torno de m 3 /mês, representando cerca de m 3 /ano, quatro Estações de Tratamento de Esgoto, tendose verificado que o volume tratado/ano é de m 3, isto é, 5,3% de toda a água utilizada. Foram identificadas dezenove bacias hidrográficas, sendo suas áreas delimitadas na figura Todas as captações e barragens de água, estão localizadas em apenas três bacias.e estão identificadas como pontos na figura anterior. As captações de água em sua maioria se encontram na maior bacia (B10), os quais, somados, representam 95% das captações de água na área. Na bacia ao Norte (B1), existem três captações, enquanto que, na Bacia ao Sul (B15), existe apenas uma.

29 39 Segundo os autores do trabalho, nas bacias onde são encontrados pontos de captação de água, o ambiente se apresenta com mais de 80% com áreas nas quais mais se revelam as características do ecossistema primitivo (Zonas 1 e 2), o que demonstra a importância da qualidade ambiental, possivelmente refletida em significativa influência na qualidade e na quantidade do recurso ambiental utilizado, ou seja a água. Figura 4.10: Bacias hidrográficas e locais de captações e barragens de água por bacia na APA Figura 4.11: Distribuição das Zonas Ambientais na Bacia 1, com área total de 17,89 km2 na APA

30 40 Figura 4.12:. Distribuição das Zonas Ambientais na Bacia 10, com área total de 240,32 km2 na APA Figura 4.13:. Distribuição das Zonas Ambientais na Bacia 15, com área total de 23,66 km2 na APA Através do levantamento da infra-estrutura de energia elétrica, que é o objeto de valoração do trabalho estudado, revelou-se a existência de passivo ambiental. Assim, ficam previstas as contribuições financeiras das empresas do setor que se beneficiam pela proteção proporcionada por Unidade de Conservação. As empresas que exploram os recursos hídricos se beneficiaram da proteção das Unidades de Conservação, representada pelas medidas de preservação e manutenção dos recursos hídricos, aplicadas aos ecossistemas das bacias hidrográficas.

31 41 Nos cálculos da retribuição financeira devida à proteção das Unidades de Conservação, foram levados em conta fatores adequados às características das hipóteses levantadas,sem desconhecer a futura cobrança do preço pela utilização da água, bem do domínio público, indispensável à vida humana, recurso natural limitado dotado de valor econômico (Lei 9.433/97, arts. 1 o, I e II e 5 o, IV, 6 o, IX). Na fixação desse preço é que serão observados elementos de passivo ambiental, representados pelo lançamento de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos resultantes da atividade (Lei 9.433/97, art. 21, II). Alem do fato de os corpos d água se originarem das bacias hidrográficas em áreas de uso sustentado e não em área de proteção ambiental, essas bacias são objeto de cuidados especiais devido a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos. Isso justifica a cobrança de retribuição financeira. No desenvolvimento do projeto foram considerados, os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade e a adequação entre meios e fins. Adotaram-se conceitos e critérios próprios da matéria ambiental, na busca de fatores e fórmulas de cálculo para a obtenção de conclusões consistentes, quer na valoração do passivo ambiental, este entendido como perda de reserva de valor do ativo ambiental causado pela presença de infra-estrutura que, a seu modo, afete os recursos naturais e as características originais do ecossistema, quer na fixação de valor da compensação ou mitigação que corresponda ao beneficio auferido pelo empreendedor como resultado das medidas de proteção do ecossistema em que está inserido.

32 42 5. CONCLUSÕES O uso do geoprocessamento mostrou-se útil quanto a sua utilização na investigação e levantamento de dados geográficos e principalmente na elaboração de modelos geográficos de valoração do uso de áreas através do seu potencial ambiental. Isso se mostrou possível tanto em áreas urbanas como no estudo de caso de Matinhos, quanto em áreas de uso sustentado como no estudo de caso das APA s. Assim, este recurso mostrou-se de grande valia na perícia ambiental, no que diz respeito à quantificação de um dano ou impacto ambiental, já que o uso de dados em formato digital torna as avaliações e cálculos mais precisos e de fácil visualização e localização dentro das áreas avaliadas. Além disso, devem-se considerar os recursos de composição e modelagem desses dados que os SIG possuem. O mercado possui diversos sistemas de informações geográficas, e cada um possui suas especificidades, cabendo ao usuário escolher o que melhor se adeque às suas necessidades. O acesso a imagens digitais também tem sido cada vez mais fácil pelo número de fornecedores tanto de imagens de satélite, quanto de imagens com algum nível de tratamento. Entretanto, nem sempre se consegue todos os dados necessários em casos específicos podendo-se recorrer a empresas que digitalizam mapas e cartas já existentes com dados municipais, de redes elétricas, de água e esgoto e de urbanização. Deve-se ressaltar ainda que, o simples fato do uso e conhecimento de um sistema de informações geográficas pelo elaborador não garantirá o sucesso da investigação ambiental. Para obter dados e formulações mais bem embasadas, deve-se ter um conhecimento especifico das matérias da área ambiental, mostra-se necessário o trabalho em equipes multidisciplinares, abrangendo profissionais das áreas de engenharia ambiental, florestal, sanitaristas, geólogos, biólogos entre outros. Além disso, o trabalho de campo sempre trás informações complementares essenciais para o trabalho, evitando erros grosseiros.

33 43 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABAD, M. C. E. Valoração Econômica do Meio Ambiente: O Método de Valoração Contingente no Brasil. Tese.(Curso de Mestrado em Gestão Econômica do Meio Ambiente) Instituto do meio ambiente, Departamento de Economia. UNB. Universidade Federal de Brasília. Brasília DF. (Não paginado.) ALMEIDA, J.R,;GOMES,S.; PANNO,M. Perícia Ambiental. 1ª edição. Rio de Janeiro: Thex Editora, p. ASSOCIAÇAO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.NBR : Avaliação de bens: Procedimentos Gerais Rio de janeiro, CALIJURI, M. L. et al. Fundamentos de SIG. Universidade Federal de Viçosa, Programa de pós-graduação em Engenharia Civil. Viçosa,MG p. CALIJURI, M. L.;ROHM, S. A.. Sistemas de Informações Geográficas Universidade Federal de Viçosa,Viçosa.MG. Publicação p. CÂMARA, G. et al, Banco de Dados Geográficos, In: Cap1.Representação Computacional de Dados Geográficos Editora MundoGeo. Disponível em: Acesso em 1 ago 2005 INPE, p. CÂMARA, G. et al, Introdução à Ciência da Geoinformação, In: Cap 10 GIS para Estudos Ambientais [s.n.].disponível em: Acesso em 1 ago 2005 INPE, p. CUNHA, S. B.; GUERRA, A. J. T.(organizadores) Avaliação e Perícia Ambiental. - 2ª ed. Rio de Janeiro. Editora Bertrand Brasil p. DAVIS, C. Introdução aos Sistemas de Informação Geográficos. Apostila. Curso de Especialização em Geoprocessamento, Instituto de Geociências, Universidade Federal de Minas Gerais.. Belo Horizonte, MG p

34 44 EASTMAN, J.R. Idrisi for Windows: Introdução e Exercícios tutoriais Versão Digital 2.0. Português. Editores da Versão em português, Hasenack, H e Weber, E. Porto Alegre, UFRGS Centro de Recursos Idrisi, p. Disponível em:.www.ecologia.ufrgs.br/idrisi/download/tutorial.pdf. Acesso em 7 jul LEAL, C.T. A. Valoração Paisagística Aplicada ao planejamento Ambiental Urbano: Estudo de Caso Do Município de Matinhos PR. Tese (Mestrado em Ciência do solo) Programa de pós-graduação em Ciência do Solo. Universidade Federal do Paraná. Curitiba, PR p Disponível em: Acesso em 8 nov LIMA, E.B.N.R. Modelação integrada para gestão da qualidade da água na bacia do rio Cuiabá..Tese (doutorado em Ciências em Engenharia Civil) COPPE-Coordenação dos Programas de pós-graduação em engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.RJ p. GPCA, Aspectos Técnicos da perícia Ambiental Coordenação de Gil Portugal, Apresenta textos sobre meio ambiente e perícias ambientais. Disponível em: < http// Acesso em 23 ago ROSA,R, et al. Introdução aos Sistemas de Informação Geográficos. Apostila.Universidade Federal de Minas Gerais. Instituto de Geociências, Departamento de Cartografia. Curso de Especialização em Geoprocessamento. Belo Horizonte, MG. 2004, 49 p. Disponível em: Acesso em 23 ago SOUZA, R. H. S, et al. Valoração Ambiental: Serviços Públicos (Rede Elétrica e Captação de Água) em Unidade de Conservação - APA. In: 1o Simpósio de Áreas Protegidas, 2001, Pelotas, RS. Anais. p s 612a 2001; Pelotas RS Anais do 1o Simpósio de Áreas Protegidas, Pelotas, 2 a 4 de Outubro de Pelotas: Educat, p. Disponível em: programas/valoracao.html Acesso em : 11 ago 2005.

35 ANEXO I- GLOSSÁRIO FONTE: CELEPAR - Companhia de Informática do Paraná, e CALIJURI, M. L.;ROHM, S. A.. Sistemas de Informações Geográficas Apoio geodésico Controle geodésico. Sistema de estações de controle horizontal ou vertical, estabelecido e compensado através de métodos geodésicos. Usa um elipsóide de referência e leva em consideração forma e tamanho da Terra. Arco È uma cadeia continua de pares (x,y nos vértices ) iniciando em uma localização e finalizando em outra; tem comprimento, mas não tem área. Um arco é uma linha digital. Arquivo vetorial Arquivo gráfico cujas informações estão armazenadas sob a forma vetorial, ou seja, por coordenadas formando pontos, linhas e polígonos. Arquivo vetorial escalado Arquivo gráfico cujas informações tiveram suas dimensões alteradas (ampliadas ou reduzidas) por um fator de escala. ASCII American Standart Code for Information Interchange. Tabela de códigos de oito bits estabelecida pelo American National Standart Institute (ANSI), para todos os caracteres do teclado do computador. Define um padrão para equipamentos de computação. Atributo Tipo de dado não gráfico que descreve as entidades representadas por elementos gráficos. Termo usado para referenciar todos os tipos de dados não gráficos e, normalmente alfanuméricos, ligados a um mapa. Banco de dados Conjunto de dados organizado de maneira lógica, ou seja, numa sequência que permite acesso rápido e simples. Banco de dados hierárquico Arquivo onde a informação é armazenada de forma tabular, obedecendo a ordem e prioridade determinadas. Banco de dados relacional Série de arquivos ou tabelas que podem ser conectadas ou inter-relacionadas através de um item ou informação comum a dois ou mais desses arquivos. Banda Um dos níveis de uma imagem multiespectral, representado por valores refletidos por valores refletidos de luz ou calor de uma faixa específica do espectro eletromagnético. CAD Desenho assistido ou auxiliado por computador. Abrange os programas com funções capazes de criar e ou modificar desenhos vetoriais. Carta de declividade Carta que representa declividade (gradientes)do terreno. A declividade é expressa geralmente em porcentagem ou pelo valor da tangente do ângulo de inclinação. Carta imagem Carta ou mapa obtido através da correção geométrica de uma imagem de satélite. Classe de atributos

36 Grupo especifico de atributos que descreve medida, estrutura e composição. Código de atributos Identificador alfanumérico de um atributo. Códigos topológicos Códigos que definem a localização de um elemento de dado no espaço com relação a outro, mas sem se referir às distâncias reais. Códigos topológicos podem ser usados para relacionamentos tais como pontos de conectividade, redes, vizinhança de polígonos e adjacência de áreas. Para que um texto esteja topológicamente relacionado a uma entidade gráfica, uma conexão lógica explícita entre o texto e a entidade deve estar contida no registro de dados. Conjunto de vetores Conjunto de linhas cujos pontos definidores estão codificados e fazem parte de um arquivo magnético. Coverage Unidade básica de gerenciamento de dados em um SIG. É uma coleção de mapas que contem definições geográficas de um conjunto de características e sua tabela de atributos associados. A coverage define a localização de atributos temáticos para as características do mapa em dada área. Conversão de dados Parte de uma carta ou mapa que contém o significado de todos os símbolos, cores e traços utilizados na representação do desenho cartográfico. Coordenadas Valores lineares e/ou angulares que indicam a posição ocupada por um ponto num sistema de referência qualquer. Dado 1 - Qualquer grandeza numérica ou geométrica, ou conjunto de tais quantidades, que pode servir como referência ou base para cálculo de outras grandezas. 2 - Representação de fatos, conceitos e instruções apropriadas para o processamento por meios humanos ou automáticos. Dados analógicos Dados armazenados em um meio não magnético. Ex.: em papel Dados binários Dados codificados e armazenados através da combinação (seqüencial) de dois dígitos (binário), o 0 e o 1. Dados vetoriais Conjunto de vetores que permitem formar pontos, linhas ou linhas fechadas (poligonais). Database Manegement System- (DBMS) Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados. Digitalização Processo de captura de informações através do uso de mesas digitalizadoras. DTM Digital Terrain Model. Modelo Digital do Terreno. Representação digital da superfície terrestre, através de uma malha de elevação ou lista de coordenadas tridimensionais; Muito freqüentemente usado como sinônimo de DEM (Digital Elevation Model). EIA e RIMA Siglas para designar Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente. Entidades gráficas Elementos gráficos como linhas, círculos, símbolos, etc. Escala Gráfica 46

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